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	<title>joao-guimaraes-rosa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/joao-guimaraes-rosa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "joao-guimaraes-rosa"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 11:59:10 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Pacto]]></title>
<link>http://lafemmerompue.wordpress.com/?p=1017</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 23:31:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruna</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acho que parei de sonhar. Olhando o calendário foi há um mês, só que parece muito mais tempo, e ness]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acho que parei de sonhar.</p>
<p>Olhando o calendário foi há um mês, só que parece muito mais tempo, e nesse dito um mês dormir sem sonhos é uma espécie de não dormir. Imagine uma imensa fenda vazia cindindo os dias. Parece um fato que só se para de sonhar quando se pede.</p>
<p>Imagino que não poderia sentir assim falta de sonho. Por que eles decepcionavam, até onde me lembro, eles duplicavam meu acordar de manhã - ou no meio da noite, um acordar intensificado. Agora eu só acordo uma vez e é como se não tivesse nem pego no sono, pra começar. Sonhos para a realidade são uma fenda infinita, ou finita, e se for finita é imensa, onde tudo é etéreo, fumacento, e a realidade não desejaria essa turvação para si - ela pôde escolher e disse hoje que não quer este enlameamento - já que não são realidade e a realidade é o que consegue passar a sensação de chegada&#8230;</p>
<p>Só para de sonhar quando uma vez &#8211; é suficiente - perdeu-se a cabeça, perdeu-se a razão, perdeu-se a ética, não se soube sustentar o voo pelas próprias asas coladas. Flutuar assim, feito se estivesse caindo, como que sem pés no etéreo, no dúbio, não dura mais do que um tempo pequeno, tal é a natureza humana, é até bom no começo, mas não dura mais do que um tempo muito pequeno. Logo se cai.</p>
<p>Quando se cai, é aí que se para de sonhar, acho que são causais, nesta frase pareceram causais. E então o que era antes apenas lastro de realidade esboçando a vida torna-se império, o império da materialidade &#8211; essa preferência de realidade não inclui o sonho, como se sabe. É então que se vive, apenas, não mais do que qualquer coisa, mais do que isto e aquilo; vive-se. Viver é condensado.</p>
<p>Sentir-se vivendo é impossível, pois só se dá conta do fim, aspirando incessantemente à chegada. Pois sentir-se vivendo é como um sonho, é ainda algo do imaginário, o qual, não se esqueça &#8211; eu não me esqueço -, foi perdido.Viver &#8211; o objeto - é uma realização por si, contínua e lenta, ao mesmo tempo muito atropelada, e então não se percebe, não se pode perceber, ainda que se pare durante alguns segundos prestando atenção tentando perceber.</p>
<p>Eu vivi coisas que pedi, não sei quando, parece que há muito tempo mas pode ter sido há pouco porque ainda sinto permanências desse passado que por algum motivo não sei qual sinto que está perto. Feito um gosto salgado nos meus dedos que é o mesmo que sinto quando passo a língua pelos meus lábios. Vivi, vou explicar, porque as pedi, mas descobri que elas talvez aconteceriam ainda que não as tivesse pedido.</p>
<p>Vivi tudo o que desejava, tudo mesmo, eu acho; e desde a escolha já senti falta dos verbos num tempo condicional, continuei sentindo essa falta como um vazio intercalado aos dias, esse vazio que tomou o lugar do que eram as noites. Gostaria de que algum sonho voltasse essa noite, um sonho bem estranho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[passeio]]></title>
<link>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/11/16/passeio/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 19:40:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruna</dc:creator>
<guid>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/11/16/passeio/</guid>
<description><![CDATA[passando eu distraída nisso: olhos no passear passo dela prolonga o continuado levar-se lento custos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>passando<br />
eu distraída nisso:<br />
olhos no passear<br />
passo dela prolonga o continuado<br />
levar-se lento<br />
custoso</p>
<p>o andar o corpo, a densidade</p>
<p>de qual maneira eu destino esse um passoar<br />
perguntei, pois o variável:<br />
causava o arrastado por funda dificuldade<br />
(o arrastar o corpo)<br />
ou figurava<br />
(o andar desapegado o corpo)<br />
aquele um seu ser jeitoso, desescolha, já sendo?</p>
<h6 style="text-align:right;">B.</h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil ]]></title>
<link>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:07:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Esley Zambel</dc:creator>
<guid>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</guid>
<description><![CDATA[Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez Tradução: Eloise De Vylder ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-410" title="Clarice_Lispector_I" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/clarice_lispector_i.jpg" alt="Clarice_Lispector_I" width="313" height="400" /></p>
<p>Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez</p>
<p>Tradução: Eloise De Vylder</p>
<p>&#160;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-415" title="tnyt" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/tnyt.gif" alt="tnyt" width="104" height="19" /></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Há pouco mais de meio século, a força de transformação da literatura da América Latina assombrava os países centrais, que haviam alcançado a modernidade graças ao desenvolvimento de suas indústrias, suas descobertas tecnológicas, suas redes de comunicação, seus trens e aviões. Mas sua linguagem e sua capacidade de narrar a sociedade estavam apergaminhadas, cansadas, e supriam a falta de ideias e sangue novos com jogos teóricos que não levavam a lugar nenhum. Na América Latina, o afã de criar esse mundo novo expresso pela revolução cubana parece ter se concentrado na literatura.</p>
<div class="modfoto right modulos medio">
<div class="conteudo">
<h3>Clarice Lispector, em foto de 1976</h3>
<ul>
<li><img class="imagem" title="Folha Imagem" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0911/13cla.jpg" border="0" alt="Folha Imagem" /></li>
</ul>
</div>
</div>
<p>Enquanto os países do Rio da Prata, México e Colômbia respiravam a plenos pulmões os novos ares, o gigante Brasil mantinha-se impermeável a tudo o que não vinha de si mesmo. O Brasil mudava de pele, mas se alimentava de sua própria música e de sua própria herança literária. Certa vez perguntaram a João Gilberto por que ele fazia tão poucos shows no estrangeiro, onde sua música tinha um sucesso clamoroso.</p>
<p>&#8220;Para quê?&#8221;, respondeu. &#8220;No Brasil meu público é tão numeroso como no resto do mundo e, além disso, ele me escuta com mais felicidade&#8221;.</p>
<p>Em meados do século 20, o grande nome da literatura brasileira continuava sendo o de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que escreveu uma sucessão de obras mestras mediante o simples recurso de observar atentamente a paisagem interior dos pensamentos e dos sentimentos para contá-los de uma maneira incomum, inesperada. Um de seus maiores herdeiros é João Guimarães Rosa, que impressiona mais do que tudo por seu virtuosismo verbal e pelo ouvido finíssimo com que capta a música das vozes do sertão, no nordeste profundo de seu gigantesco país.</p>
<p>Entretanto, a única filha direta e legítima de Machado de Assis é Clarice Lispector, cuja obra misteriosa começa a difundir-se nos Estados Unidos com tanto ímpeto quanto a de Roberto Bolaño. O chileno foi consagrado pela revista The New Yorker, e o influente The New York Review of Books rendeu tributo a Lispector com um ensaio extenso de Lorrie Moore, a jovem deusa do minimalismo.</p>
<p>Moore adverte que a fama magnética de Lispector se deve em parte aos estudos sobre sua obra reunidos por Hélène Cixous, a quem as universidades francesas devem o apogeu dos estudos sobre a mulher. Na França, recorda Cixous, a extraordinária abstração da prosa de Lispector fez com que a vissem como uma filósofa. Quando ela assistiu a um encontro de teóricos sobre sua obra, abandonou a sala na metade da homenagem, dizendo que não entendia uma só palavra do jargão.</p>
<p>Uma das primeiras vezes que se ouviu falar de Lispector em Buenos Aires foi no final dos anos 70, quando circulou a lenda de que ela havia se queimado viva em sua casa no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1969 o mítico editor argentino Paco Porrúa havia publicado na editora Sudamericana alguns de seus livros: os romances &#8220;A Maçã no Escuro&#8221;, &#8220;A Paixão Segundo G.H.&#8221; e &#8220;Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres&#8221;, assim como os admiráveis contos de &#8220;Laços de Família&#8221;. Lispector rompia com todas as convenções da arte de narrar e arrancava de cada palavra um tremor secreto, enigmático. Suas revelações eram como as de um teólogo oriental participando de uma dança ritual africana.</p>
<p>Quando a lemos, deslumbrados, na revista &#8220;Primera Plana&#8221;, pensamos que era imperativo viajar para o Rio de Janeiro para decifrar seus segredos. Sara Porrúa, que na época era mulher de Paco, quis ser a primeira nessa busca.</p>
<p>As primeiras notícias que enviou dissipavam a fábula de que Lispector fora queimada viva. Sua cama havia se incendiado acidentalmente quando dormiu com um cigarro aceso. Mas a haviam resgatado a tempo. Sua estranha beleza tártara (os olhos amendoados e rasgados, as maçãs do rosto salientes, a constante expressão de angústia de seu rosto) havia desaparecido quando queimou o lado direito do corpo, imobilizando-lhe o braço. Nada, entretanto, apagava sua paixão por narrar o mundo.</p>
<p>Sara a encontrou mais algumas vezes e, com sua imagem intensa, inesquecível, perdeu-se nas selvas da Guatemala e transformou-se em personagem de Cortázar.</p>
<p>Dar uma ideia de sua imaginação só é possível através de algumas citações. O começo do romance &#8220;Uma Aprendizagem&#8230;&#8221; (1969) é uma frase que vem do nada. A porta de entrada desse livro é uma vírgula: &#8220;, estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava o serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos&#8230;&#8221;.</p>
<p>Antes desse comentário doméstico e trivial, Lispector surpreendeu o leitor com uma advertência que é também uma afirmação de seu ser:</p>
<p>&#8220;Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu. C.L.&#8221;</p>
<p>E no final de &#8220;Água Viva&#8221;, ergue a voz: &#8220;Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto&#8221;.</p>
<p>Seu desmedido desafio à morte impregna muitas das crônicas reunidas em &#8220;Revelación del Mundo&#8221;, que incluem todas as que escreveu para o Jornal do Brasil entre 1967 e 1973. Outras, inéditas, serão publicadas no ano que vem em espanhol sob o título de &#8220;Descubrimientos&#8221;.</p>
<p>Lispector continua sendo um enigma velado que assombra em cada frase, em cada desvio da vida. Morreu aos 57 anos de um câncer nos ovários, depois de ter passado os últimos anos fechada na solidão de sua casa do Leme, perto das areias de Copacabana.</p>
<p>Seu autorretrato cabe em uma frase: &#8220;Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa&#8221;.</p>
<h4>Tomás Eloy Martínez</h4>
<p>Analista político e escritor, o argentino Tomás Eloy Martínez é autor de livros como &#8220;Vôo da Rainha&#8221; e &#8220;O Cantor de Tango&#8221;.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Fonte: <a href="http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm">http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm</a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Que Clarice Lispector me alimenta a alma todos sabem. Tenho paixão singular por ela. E acreditem eu já vi Clarice Lispector.</p>
<p>Certa vez eu estava na casa de um caso meu. Muito bêbado após uma balada eu me peguei abraçando o vaso sanitário, estava fora do corpo de tanto álcool, olhei para o lado tive uma visão, a sobriedade mental me tomou. Era Clarice, parada, encostada na parede, fumando e observando a cena.</p>
<p>Era tão real que hoje encho a boca pra falar, EU SINTO CLARICE LISPECTOR. EU VI CLARICE LISPECTOR.</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-412" title="zambel" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/zambel4.jpg" alt="zambel" width="112" height="149" /></p>
<p>&#160;</p>
<p>Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.</p>
<p><a href="http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/">Clarice Lispector</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sempre.]]></title>
<link>http://denovoaquimeubomjose.wordpress.com/2009/10/21/sempre/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 00:23:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>deniimaria</dc:creator>
<guid>http://denovoaquimeubomjose.wordpress.com/2009/10/21/sempre/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-451" href="http://denovoaquimeubomjose.wordpress.com/2009/10/21/sempre/dsc_0455/"><img class="aligncenter size-full wp-image-451" title="DSC_0455" src="http://denovoaquimeubomjose.wordpress.com/files/2009/10/dsc_0455.jpg" alt="DSC_0455" width="470" height="315" /></a></p>
<p>&#8220;Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou &#8211; amigo &#8211; é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.&#8221;<br />
Grande Sertão Veredas, João Guimarães Rosa</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensamento por Guimarães Rosa]]></title>
<link>http://poetasmortos.wordpress.com/2009/10/19/pensamento-por-guimaraes-rosa/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:29:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetasmortos</dc:creator>
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<description><![CDATA[  &#8220;Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Qua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p>&#8220;Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João Guimarães Rosa]]></title>
<link>http://poetasmortos.wordpress.com/2009/10/15/joao-guimaraes-rosa/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:49:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetasmortos</dc:creator>
<guid>http://poetasmortos.wordpress.com/2009/10/15/joao-guimaraes-rosa/</guid>
<description><![CDATA[Biografia do grande João Guimarães Rosa. Vamos conhecer e dar valor aos nossos poetas!!! Retirado do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Biografia do grande João Guimarães Rosa. Vamos conhecer e dar valor aos nossos poetas!!!<br />
Retirado do Wikipedia.<br />
PS: Depois posto algumas poesias dele.</p>
<p><span style="color:#000080;">Resumo:<br />
&#8220;</span><span style="color:#000080;">João Guimarães Rosa, mais conhecido como Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.<br />
</span><span style="color:#000080;">Os contos e romances escritos por João Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado <span style="color:#008000;">sertão brasileiro</span>. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.&#8221;</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Foi o primeiro dos sete filhos de Florduardo Pinto Rosa (&#8220;Fulô&#8221;) e de D. Francisca Guimarães Rosa (&#8220;Chiquitinha&#8221;).</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Autodidata, começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 7 anos.<br />
</span><span style="color:#000080;">Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. Em 1925, matriculou-se na então &#8220;Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais&#8221;, <span style="color:#ff0000;">com apenas 16 anos</span>. (O_o)</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração a sua obra.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">De volta de Itaguara, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública (atual Polícia Militar), durante a Revolução Constitucionalista de 1932, indo para o setor do Túnel em Passa-Quatro (MG) onde tomou contato com o futuro presidente Juscelino Kubitschek, naquela ocasião o médico-chefe do Hospital de Sangue. Posteriormente, entrou para o quadro da Força Pública, por concurso. Em 1933, foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de coragem, ganhado, no pós-Guerra, o reconhecimento do Estado de Israel. Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">No Brasil, em sua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963). Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 1967, chegou a afirmar sob tom sarcástico: &#8220;&#8230;a gente morre é para provar que viveu.&#8221;[1] Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Se o laudo médico atestou um infarto, sua morte permanece um mistério inexplicável, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante — <a title="Livro Grande Sertão: Veredas" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1411712/grande+sertao:+veredas" target="_blank"><span style="color:#339966;">Grande Sertão: Veredas </span></a>—, romance qualificado por Rosa como uma &#8220;autobiografia irracional&#8221;. Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção se fundem e se confundem nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, desaparecido prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o gerais corre em volta]]></title>
<link>http://deangelix.wordpress.com/2009/10/09/o-gerais-corre-em-volta/</link>
<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 01:41:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo De Angelis</dc:creator>
<guid>http://deangelix.wordpress.com/2009/10/09/o-gerais-corre-em-volta/</guid>
<description><![CDATA[João Guimarães Rosa. Fotos Pablo D. Contreras -]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1038" title="sertão_pablo_d_contreras_deangelis" src="http://deangelix.wordpress.com/files/2009/10/sertao_pablo_d_contreras_deangelis.jpg" alt="sertão_pablo_d_contreras_deangelis" width="460" height="821" /> João Guimarães Rosa. Fotos <a href="http://www.ilexphoto.net" target="_blank">Pablo D. Contreras</a> -</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rosa]]></title>
<link>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/09/02/rosa/</link>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 17:40:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruna</dc:creator>
<guid>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/09/02/rosa/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Se nunca atentou nisso, é porque vivemos, de modo incorrigível, distraídos das coisas mais im]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Se nunca atentou nisso, é porque vivemos, de modo incorrigível, distraídos das coisas mais importantes.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rio sem margem]]></title>
<link>http://setedoses.com/2009/08/14/rio-sem-margem/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 03:10:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnobile</dc:creator>
<guid>http://setedoses.com/2009/08/14/rio-sem-margem/</guid>
<description><![CDATA[    - Domingo faz um ano. Com essa frase, Hamilton passou a mão no pequeno chapéu de palha que estav]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/5IooIwwVyTA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/5IooIwwVyTA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Domingo faz um ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Com essa frase, Hamilton passou a mão no pequeno chapéu de palha que estava em cima da pequena mesa da pequena sala de sua pequena casa &#8211; paradoxalmente chamada de &#8220;barracão&#8221;. Naquela sexta-feira de manhã, despediu-se de Inês com uma piscada de olho esquerdo, encostou a porta de madeira e partiu para uma ausência de dois dias.</p>
<p style="text-align:justify;">Por alguns instantes havia lhe passado pela cabeça a ideia de levar a sério as palavras &#8220;cê vai, ocê fique, você nunca mais volte&#8221;, sugeridas por João Guimarães Rosa, em <em>A Terceira Margem do Rio</em>. Após horas de caminhada, chutando os finos grãos de areia daquela praia perdida do mundo, sentia a pele encarquilhada pelos castigos impiedosos dos raios de sol. Não via a hora de chegar às pedras da encosta, desatar os nós da corda que prendia sua frágil embarcação, e morrer nas doçuras do mar salgado.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de perder-se no balanço solitário das ondas, Hamilton desistiu de ter um particular com eterno, e resolveu voltar para o beco sem saída que era sua vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Já era domingo, passava do meio-dia, quando abriu a porta de casa para rever as repetições insosas da rotina a dois. Para seu espanto, Inês estava deslumbrante, perfumada e sedutora como nunca. Na mesa, um &#8220;banquete&#8221; simples, mas apetitoso.</p>
<p style="text-align:justify;">O domingo do dia 16 de agosto de 2009 marcava um ano que os dois estavam casados. Ele havia esquecido completamente. A data só lhe lembrava de uma coisa: fazia um ano que Dorival Caymmi havia morrido. Hamilton bajulou Inês durante o almoço e o restante da tarde. Ao anoitecer, tomado por uma segurança incontida, refez o trajeto de sexta e partiu para nunca mais voltar. Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá, e foi em busca da terceira margem do rio daquele rio que não tinha margem.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Lucas Nobile escreve às sextas-feiras para o Sete Doses</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://oquemeabisma.wordpress.com/2009/07/23/10/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 22:27:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Valéria C.</dc:creator>
<guid>http://oquemeabisma.wordpress.com/2009/07/23/10/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-9" title="viver" src="http://oquemeabisma.wordpress.com/files/2009/07/viver.jpg" alt="viver" width="720" height="510" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No sertão de Rosa 2]]></title>
<link>http://palavratorio.wordpress.com/2009/07/11/no-sertao-de-rosa-2/</link>
<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 14:40:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cecilia Lucchese</dc:creator>
<guid>http://palavratorio.wordpress.com/2009/07/11/no-sertao-de-rosa-2/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Todo caminho da gente é resvaloso, mas também cair não prejudica demais. A gente levanta, a g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Todo caminho da gente é resvaloso,</p>
<p>mas também</p>
<p>cair não prejudica demais.</p>
<p>A gente levanta, a gente sobe e a gente volta.</p>
<p>O correr da vida embrulha tudo,</p>
<p>a vida é assim.</p>
<p>Esquenta e esfria, aperta daí afrouxa,</p>
<p>sossega e depois desinquieta.</p>
<p>O que ela quer da gente</p>
<p>é coragem.&#8221;</p>
<p>(João Guimarães Rosa)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estudos Avançados 65]]></title>
<link>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/21/estudos-avancados-65/</link>
<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 16:55:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcel Vejmelka</dc:creator>
<guid>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/21/estudos-avancados-65/</guid>
<description><![CDATA[Revista Estudos Avançados (São Paulo) vol. 23, no. 65, 2009 com o dossiê &#8220;Vieira, Machado, Gui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="Estudos Avançados 65" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&#38;pid=0103-401420090001&#38;lng=pt&#38;nrm=iso" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32 alignleft" title="caparev65p" src="http://vejmelka.wordpress.com/files/2009/06/caparev65p.jpg" alt="caparev65p" width="170" height="245" /></a></p>
<p>Revista <em>Estudos Avançados</em> (São Paulo) vol. 23, no. 65, 2009<br />
com o dossiê <strong>&#8220;Vieira, Machado, Guimarães Rosa (II)&#8221;</strong> (org. Alfredo Bosi).<br />
Clique aqui para ver <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&#38;pid=0103-401420090001&#38;lng=pt&#38;nrm=iso" target="_blank">o índice na versão digital</a>, oferecida pela Scientific Electronic Library Online (Scielo)</p>
<p><strong><strong>A travessia perigosa</strong>: <strong><em>Grande sertão: veredas</em></strong><strong> e <em>Doutor Fausto</em> em leitura dialógica, </strong></strong><a href="http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&#38;base=article%5Edlibrary&#38;format=iso.pft&#38;lang=p&#38;nextAction=lnk&#38;indexSearch=AU&#38;exprSearch=VEJMELKA,+MARCEL">Marcel Vejmelka</a><span style="font-family:Symbol;color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="font-family:Symbol;color:#000080;"> </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&#38;pid=S0103-40142009000100020&#38;lng=pt&#38;nrm=iso&#38;tlng=pt">resumo em  português</a> &#124;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&#38;pid=S0103-40142009000100020&#38;lng=pt&#38;nrm=iso&#38;tlng=en"> inglês</a> <span style="font-family:Symbol;color:#000080;">· </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#38;pid=S0103-40142009000100020&#38;lng=pt&#38;nrm=iso&#38;tlng=pt">texto em  português</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jubiläumsausgabe: João Guimarães Rosa - Mein Onkel der Jaguar]]></title>
<link>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/21/jubilaumsausgabe-joao-guimaraes-rosa-mein-onkel-der-jaguar/</link>
<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 16:48:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcel Vejmelka</dc:creator>
<guid>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/21/jubilaumsausgabe-joao-guimaraes-rosa-mein-onkel-der-jaguar/</guid>
<description><![CDATA[João Guimarães Rosa: Mein Onkel der Jaguar. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Curt Meyer-Cla]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="size-full wp-image-62 alignleft" title="Mein Onkel der Jaguar" src="http://vejmelka.wordpress.com/files/2009/06/jaguar_us_neu1.jpg" alt="Mein Onkel der Jaguar" width="281" height="435" /></p>
<p>João Guimarães Rosa:<br />
<em>Mein Onkel der Jaguar</em>.<br />
Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Curt Meyer-Clason, mit einem Nachwort von Walnice Nogueira Glavão. Sonderausgabe hg. von Ligia Chiappini und Marcel Vejmelka.<br />
Erschienen im trafo Literaturverlag, Berlin, 2009, ISBN 978-3-89626-825-9 (<a href="http://www.trafoberlin.de/978-3-89626-825-9.htm" target="_blank">zum Verlag</a>)<br />
Umschlagbild von Alex Flemming (<a title="Alex Flemming" href="http://www.alexflemming.com/" target="_blank">homepage des Künstlers</a>)</p>
<p>Über das Buch:<br />
In einer Hütte im brasilianischen Hinterland des Sertão erzählt ein mestizischer Einsiedler seinem unsichtbaren und stummen Gast während einer Nacht und in einem ununterbrochenen Redefluss davon, wie er sich vom Jaguarjäger zu einem Menschen jagenden Jaguar gewandelt hat.<br />
Diese Erzählung über eine sich zwischen der europäischen und indigenen Kultur verlierenden Existenz, über die „Tragödie der Auslöschung und der Konstitution von Kulturen“ bildet einen der Höhepunkte im Werk des Brasilianers João Guimarães Rosa (1908-1967). Das Jahr seines 100. Geburtstags bildet den Anlass, sie in der Übersetzung von Curt Meyer-Clason dem deutschsprachigen Lesepublikum wieder zugänglich zu machen.<br />
Begleitet wird die Erzählung von einem Nachwort von Walnice Nogueira Galvão. Ihre Lektüre der „Unmöglichen Rückkehr“ des Protagonisten und Erzählers zu den Ursprüngen seiner von allen ethnischen, sozialen und kulturellen Elementen der Kolonisierung und Entstehung Brasiliens durchkreuzten Existenz gilt als eine der erhellendsten Deutungen dieses Textes.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João Guimarães Rosa]]></title>
<link>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/20/joao-guimaraes-rosa/</link>
<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 18:29:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcel Vejmelka</dc:creator>
<guid>http://vejmelka.wordpress.com/2009/06/20/joao-guimaraes-rosa/</guid>
<description><![CDATA[Am 1.-3. Dezember 2008 fand in Berlin das von Ligia Chiappini und Marcel Vejmelka organisierte Inter]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="/Users/marcel/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-10.jpg" alt="" /><span style="font-family:courier new;"><span style="font-family:courier new;">Am 1.-3. Dezember 2008 fand in Berlin das von Ligia Chiappini und Marcel Vejmelka organisierte Internationale Symposium <span style="font-weight:bold;">João Guimarães Rosa &#8211; Räume und Wege: regionale und universelle Dimensionen</span> statt, das über 40 Wissenschaftler aus 10 Ländern am Lateinamerika-Institut der Freien Universität Berlin, im Ibero-amerikanischen Institut SPK und der Brasilianischen Botschaft versammelte. </span> <span style="font-family:courier new;">Programm und Hintergrundinformationen auf den Seiten der </span><a style="font-family:courier new;" href="http://www.lai.fu-berlin.de/disziplinen/brasilianistik/veranstaltungen/symposium_jgrosa/index.html">Brasilianistik </a><span style="font-family:courier new;">des LAI.</span><span style="font-family:courier new;"> </span><span style="font-family:courier new;"><span style="font-family:courier new;">Ein kurzer Tagungsbericht erschien in der Zeitschrift </span><span style="font-style:italic;font-family:courier new;">Tópicos </span><span style="font-family:courier new;">der Deutsch-brasilianischen Gesellschaft (</span><a style="font-family:courier new;" href="http://topicos.de/fileadmin/pdf/2008/4/Vejmelka-Berlin.pdf">hier als PDF</a><span style="font-family:courier new;">). <img class="aligncenter size-medium wp-image-19" title="Simpósio JGR" src="http://vejmelka.wordpress.com/files/2009/06/dscn35271.jpg?w=300" alt="Simpósio JGR" width="300" height="225" /><br />
</span></span></span></p>
<p><span style="font-family:courier new;">Entre 1° e 3 de dezembro de 2008, se realizou  em Berlim o Simpósio Internacional </span><span style="font-family:courier new;"><span style="font-weight:bold;">João Guimarães Rosa &#8211; Espaços e caminhos: dimensões regionais e universais, </span></span><span style="font-family:courier new;">organizado por Ligia Chiappini e Marcel Vejmelka. O evento, que reuniu mais de 40 pesquisadores de dez países, teve lugar no Instituto Latino-americano da Universidade Livre de Berlim, no Instituto Ibero-americano &#8211; Fundação Patrimônio Cultural Prussiano e na Embaixada do Brasil. O programa e informações gerais podem ser encontrados nas páginas da <a href="http://www.lai.fu-berlin.de/disziplinen/brasilianistik/veranstaltungen/symposium_jgrosa/index.html">Brasilianística </a>do LAI. Um curto relatório sobre o simpósio (em alemão) foi publicado pela revista <span style="font-style:italic;">Tópicos, </span>da Sociedade Brasil-Alemanha (<a href="http://topicos.de/fileadmin/pdf/2008/4/Vejmelka-Berlin.pdf">texto em PDF</a>).</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras que eu não tenho]]></title>
<link>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/05/18/palavrasquenaotenho/</link>
<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:41:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruna</dc:creator>
<guid>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/05/18/palavrasquenaotenho/</guid>
<description><![CDATA[Para Gustavo e o seu aniversário. no olhar há um encontro delicado. olhar por si é fazer escrito olh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;">Para Gustavo e o seu aniversário.</p>
<p>no olhar<br />
há um encontro delicado.<br />
olhar por si é fazer<br />
escrito<br />
olhar para escrever<br />
à mão<br />
olhar para dansar</p>
<p>espelho dentro</p>
<p>olhar como encontro<br />
como a música<br />
olhar para dizer<br />
o silêncio<br />
olhar por si é dizer.<br />
há uma descoberta imprevista<br />
no olhar</p>
<p style="text-align:right;">Bruna</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guimarães Rosa VS Décio Pignatari]]></title>
<link>http://cosmopista.wordpress.com/2009/04/19/guimaraes-rosa-vs-decio-pignatari/</link>
<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 20:41:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulo miyada</dc:creator>
<guid>http://cosmopista.wordpress.com/2009/04/19/guimaraes-rosa-vs-decio-pignatari/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Anedota exemplar Contrariamente ao referido por alguns, Guimarães Rosa era muito vaidoso e ci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Anedota exemplar Contrariamente ao referido por alguns, Guimarães Rosa era muito vaidoso e ci]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Vintage Book of Latin American Stories]]></title>
<link>http://tuulenhaiven.wordpress.com/2009/04/11/the-vintage-book-of-latin-american-stories/</link>
<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 17:58:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>tuulenhaiven</dc:creator>
<guid>http://tuulenhaiven.wordpress.com/2009/04/11/the-vintage-book-of-latin-american-stories/</guid>
<description><![CDATA[Short stories and Latin American authors are both new areas of exploration for me. I found this coll]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51N0T8NJE3L._SL500_AA240_.jpg" align="left" alt="Vintage book" />Short stories and Latin American authors are both new areas of exploration for me. I found this collection, edited by Carlos Fuentes and Julio Ortega, shelved near Lauren Van der Post&#8217;s books in my library and figured it would be a good extracurricular addition to the Orbis Terrarum Challenge. So far I&#8217;ve read 9 of the 39 stories, as well as the two introduction pieces by the editors.</p>
<p>Those pieces were very helpful to me as I approached the stories. I often don&#8217;t know how to take a short story. They seem so abrupt and abstract. Perhaps I just need to better understand the format. I like these bits from Fuentes&#8217; intro:</p>
<p><em>&#8216;The short story has to reveal its beauty, its meaning, its intensity, almost instantaneously.&#8217;</em></p>
<p><em>&#8216;But whereas in Joyce or Proust the epiphany &#8211; the fugitive moment of authentic self-knowledge &#8211; appears suddenly and exceptionally, immursed, as it were, in a vast ocean of narration, in the short story the epiphany must coincide with the very time of the tale; it must be simultaneous, in other words, with the tale itself.&#8217;</em></p>
<p>I think I often read short stories, expecting them to be the &#8216;pigmy novel&#8217; that Fuentes declairs they certainly are not. Instead of looking for the epiphany, seeking to untangle the meaning or point of the story from the rest of the book, I need to accept that the story in its entirety <em>is</em> the point.</p>
<p>That being said, of the stories I&#8217;ve read so far the ones I liked the best were <em>Luvina</em> by Juan Rulfo, <em>Blow-up</em> by Julio Cortazar, and <em>The Third Bank of the River</em> by Joao Guimaraes Rosa. </p>
<p>In <em>Luvina</em>, a man sits in a bar and tells his companion about a mountain and the village there that he once lived in. It sounds like an uncomfortable and unhappy place, and he hated it, but something about his voice sucked me into the sad details and propelled me to the end. With few words, an entire picture of a place was drawn and then written off as <em>&#8216;a dying place where even the dogs have died off, so there&#8217;s not a creature to bark at the silence&#8230;</em>&#8216;</p>
<p><em>Blow-up</em> was somewhat amusing to me. The narrator spent several pages trying to figure out who was telling the story &#8211; the person in the first, the second, or the third plural, you, me, him, or the blonde. Then the I established itself and related the tale of himself, a young photographer and translator who captured an image of a loose woman with a boy, blew the image up and hung it on his wall, and then was tormented (to death perhaps?) by the figures and situation spilling out of the frame into his room. Throughout, gently interupting the flow of the narrative, were observations about the clouds floating above him (his grave?) I liked the playfulness of the story, which was just as strange and serious as the others, but lighter in tone &#8211; a bit of fluffy cloud.</p>
<p><em>The Third Bank of the River</em> was about a boy whose father one day sets off in a little boat with nothing but the clothes on his back, leaving his wife and children with no explanation. He spends the rest of his life paddling around in the boat, never going much farther up or down the river, staying nearby but never communicating with his family again. As the boy grows up, he leaves food and clothing for his father, and it disappears, but there is no other contact. The boy/man/old man is plagued by questions, and at the same time a strange feeling of understanding, the combination of which drives him to dispair. On some level I identify with the character of a man, <em>&#8216;dutiful, orderly, straightforward&#8217;</em>, who manages to escape from it all, leaving responsibility behind and just drifting, <em>&#8216;down the river, lost in the river, inside the river&#8230;the river&#8230;&#8217;</em></p>
<p>I am setting this book aside for awhile, but I intend to return to it and continue exploring the bizarre and beautiful world of these stories.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No sertão de Rosa]]></title>
<link>http://palavratorio.wordpress.com/2009/03/30/no-sertao-de-rosa/</link>
<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 00:23:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cecilia Lucchese</dc:creator>
<guid>http://palavratorio.wordpress.com/2009/03/30/no-sertao-de-rosa/</guid>
<description><![CDATA[Ele tinha que vir, se existisse. Naquela hora, existia. Tinha de vir, demorão ou jajão. Mas, em que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ele tinha que vir, se existisse. Naquela hora, existia. Tinha de vir, demorão ou jajão. Mas, em que formas? Chão de encruzilhada é posse dele, espojeiro de bestas na poeira rolarem. De repente, com um catrapuz de sinal, ou momenteiro, com o silêncio das astúcias, ele podia se surgir para mim. Feito o Bode-Preto? O Morcegão? O Xu? E de um lugar &#8211; tão longe e perto de mim, das reformas do Inferno &#8211; ele já devia de estar me vigiando, o cão que me fareja. Como é possível se estar, desarmado de si, entregue ao que outro queira fazer, no se desmedir de tapados buracos e tomar pessoa? Tudo era para sobrosso, para mais medo, ah, aí é que bate o ponto. E por isso eu não tinha licença de não me ser, não tinha os descansos do ar. A minha idéia não fraquejasse. Nem eu pensava em outras noções. Nem eu queria me lembrar de pertencências, e mesmo, de quase tudo quanto fosse diverso, eu já estava perdido provisório de lembrança; e de primeira razão, por qual era, que eu tinha comparecido ali. E, o que era que eu queria? Ah, acho que não queria mesmo nada, de tanto que eu queria só tudo. Uma coisa, a coisa, esta coisa: eu somente queria era &#8211; ficar sendo!</p>
<p>João Guimarães Rosa</p>
<p>em Grande Sertão: Veredas</p>
<p>José Olympio. Rio de Janeiro.</p>
<p>1ª edição. 1956.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[dansinha]]></title>
<link>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/03/04/pormenores/</link>
<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 00:38:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruna</dc:creator>
<guid>http://lafemmerompue.wordpress.com/2009/03/04/pormenores/</guid>
<description><![CDATA[vento à noite dançando fiozinhos que escapam da fivela e ficam voando pelo rosto, como que coreograf]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>vento à noite dançando fiozinhos que escapam da fivela e ficam voando pelo rosto, como que coreografando uma poesia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O sono das águas]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/02/28/o-sono-das-aguas/</link>
<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 02:30:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/02/28/o-sono-das-aguas/</guid>
<description><![CDATA[Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme. Todas as águas dormem: no ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><strong><img class="size-full wp-image-653 aligncenter" src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/02/sereno.jpg" alt="" width="400" height="266" /></strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><strong></strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><strong></strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align:center;">Há uma hora certa,<br />
no meio da noite, uma hora morta,<br />
em que a água dorme. Todas as águas dormem:<br />
no rio, na lagoa,<br />
no açude, no brejão, nos olhos d¿água,<br />
nos grotões fundos.<br />
E quem ficar acordado,<br />
na barranca, a noite inteira,<br />
há de ouvir a cachoeira<br />
parar a queda e o choro,<br />
que a água foi dormir&#8230;<br />
Águas claras, barrentas, sonolentas,<br />
todas vão cochilar.<br />
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,<br />
fios brancos, torrentes.<br />
O orvalho sonha<br />
nas placas da folhagem.<br />
E adormece<br />
até a água fervida,<br />
nos copos de cabeceira dos agonizantes&#8230;<br />
Mas nem todas dormem, nessa hora<br />
de torpor líquido e inocente.<br />
Muitos hão de estar vigiando,<br />
e chorando, a noite toda,<br />
porque a água dos olhos<br />
nunca tem sono&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-651 aligncenter" src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/02/assina1.gif" alt="" width="294" height="96" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais Guimarães Rosa]]></title>
<link>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/01/25/mais-guimaraes-rosa/</link>
<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 18:49:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Telma e Karina</dc:creator>
<guid>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/01/25/mais-guimaraes-rosa/</guid>
<description><![CDATA[Ontem falamos sobre o genial Guimarães Rosa e seu estilo único e inconvencional de escrever. Hoje co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-630" title="1113535_bubbles_unlimited2" src="http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/files/2009/01/1113535_bubbles_unlimited2.jpg" alt="1113535_bubbles_unlimited2" width="300" height="224" /></p>
<p>Ontem falamos sobre o genial Guimarães Rosa e seu estilo único e inconvencional de escrever.</p>
<p>Hoje colocaremos aqui belíssimos trechos da obra do escritor para deleite dos que já leram e para atiçar a vontade de ler naqueles que ainda não leram:</p>
<p><strong>&#8220;Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem o perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.&#8221; (Riobaldo em &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;) </strong></p>
<p><strong>&#8220;O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo&#8230; Eu quase nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;A gente morre é para provar que viveu.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O sertão está em toda a parte.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p>&#8220;<strong>O sertão é dentro da gente.&#8221; (Grande Sertão: Veredas) </strong></p>
<p><strong>&#8220;Viver é muito perigoso: sempre acaba em morte.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;&#8230; quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade&#8221;.(Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Coração cresce de todo lado. Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas. Coração mistura amores. Tudo cabe.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O senhor&#8230; mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas &#8211; mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo no meio do fel do desespero. Ao que, esse mundo é muito misturado&#8230;&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Viver é um descuido prosseguido.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e se desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Feito flecha, feito fogo, feito faca.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O perigo saca toda a tristeza.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;A força de Deus quando quer &#8211; moço! &#8211; me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho &#8211; assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se discutindo, se economiza.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação &#8211; porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8220;O senhor sabe o que silêncio é? É a gente mesmo, demais.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Quem desconfia, fica sábio.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Ser chefe &#8211; por fora um pouquinho amargo; mas, por dentro, é risonhas flores.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais &#8211; a gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Deus resvala? Mire e veja. Tenho medo? Não. Estou dando batalha.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-querer de minha mulher foi que auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. </strong><strong>Em Diadorim penso também. Mas Diadorim é minha neblina&#8221;.(Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Até que, um dia, eu estava repousando, no claro estar, em rede de algodão rendada. Alegria me espertou, um pressentimento. Quando eu olhei, vinha vindo uma moça. Otacília. (&#8230;) Meu coração rebateu, estava dizendo que o velho era sempre novo. Afirmo ao senhor, minha Otacília ainda se orçava mais linda, me saudou com o salvável carinho, adianto de amor.&#8221; (Grande Sertão: Veredas)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Arranjeizinho lá um lugar de guarda-civil&#8221; (Sagarana)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230;) Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria&#8230; Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua&#8221;. (Sagarana)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão.&#8221; (Desenredo)</strong></p>
<p><strong>&#8221; (&#8230;) Como o pai podia imaginar judiação, querer amarrar um menino no escuro do mato? Só o pai de Joãozinho e Maria, na estória, o pai e a mãe levaram eles dois, para desnortear no meio da mata, em distantes, porque não tinham de comer para dar a eles. Miguilim sofria tanta pena, por Joãozinho e Maria, que voltava a vontade de chorar.&#8221; (Campo Geral)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo&#8230;&#8221; (Campo Geral)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Você me ensinazinho a dançar, Chica?&#8221; (Campo Geral)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O gato Sossõe, certa hora, entrava. Ele vinha sutil para o paiol, para a tulha, censeando os ratos, entrava com o jeito de que já estivesse se despedindo, sem bulir com o ar. Mas, daí, rodeando como quem não quer, o gato Sossõe principiava a se esfregar em Miguilim, depois deitava perto, se prazia de ser, com aquela ronqueirinha que era a alegria dele, e olhava, olhava, engrossava o ronco, os olhos de um verde tão menos vazio &#8211; era uma luz dentro de outra, dentro doutra, dentro doutra, até não ter fim&#8221;.(Campo Geral)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Karina</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guimarães Rosa: o mágico das palavras]]></title>
<link>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/01/24/guimaraes-rosa-o-magico-das-palavras/</link>
<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 22:29:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Telma e Karina</dc:creator>
<guid>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/01/24/guimaraes-rosa-o-magico-das-palavras/</guid>
<description><![CDATA[João Guimarães Rosa  nasceu no município de Cordisburgo &#8211; MG em 27 de junho de 1908. Filho de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>João Guimarães Rosa  nas<span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">c</span>eu no município de Cordisburgo &#8211; MG em 27 de junho de 1908. Filho de um pequeno comerciante rural, aprendeu as primeiras letras na própria cidade natal e fez o curso secundário em Belo Horizonte.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-610" title="gr" src="http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/files/2009/01/gr.jpg?w=216" alt="gr" width="216" height="300" /></p>
<p>Desde a infância, Guimarães Rosa demonstrou profundo interesse pelas línguas, pela natureza e pelo sertanejo em geral. Formou-se em Medicina, tendo exercido a profissão em cidades do interior de Minas Gerais. Médico competente e dedicado, ia a cavalo visitar seus pacientes e, durante esse período, ao observar a terra, as pessoas e seus costumes, fazia as anotações que mais tarde colocava nos livros que já escrevia. Aprendeu sozinho a falar mais de nove idiomas. Em 1934, ingressou na carreira diplomática, tendo exercido cargos diplomáticos em diversos países.</p>
<p>Em 1958, já de volta ao Brasil, foi nomeado ministro. A partir dessa época, o escritor obteve amplo reconhecimento, em decorrência da publicação, em 1956, de Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas. Teve sua obra publicada em diversas línguas e é, sem dúvida nenhuma, o maior nome da literatura brasileira do século XX.  Guimarães Rosa faleceu em 19 de novembro de 1967 de infarte e apenas três dias depois de ter tomado posse na Academia Brasileira de Letras.</p>
<p>A obra de João Guimarães Rosa nos convida a entrar num mundo particular. O escritor mostrou a realidade do sertão mineiro, a fala do sertanejo e o lirismo e o misticismo que envolvem o sertão. O sertão de Guimarães Rosa ultrapassa os limites geográficos e aparece como um meio de aprendizado sobre a existência do homem. Mas o mais genial na produção de Guimarães Rosa é a forma de escrever: o escritor apostou na liberdade linguística, na recriação e na invenção das palavras. Os neologismos, as metáforas e o uso de figuras de linguagem são presença marcante em sua obra e trazem originalidade, riqueza e ousadia antes nunca alcançados em nossa literatura.</p>
<p>Nós do blog, há muito fomos dominadas pelo rico e mágico mundo de Guimarães Rosa. Quem já leu algo do escritor, sabe do que estamos falando; sabe do fascínio que ele exerce sobre seus leitores e sabe que é impossível ficar imune diante da beleza de suas palavras. Quem não leu ainda, precisa ler com urgência e o efeito será impactante, temos certeza.</p>
<p>Para terminar o post, nada melhor do que o também genial Carlos Drummond de Andrade tentando decifrar o encanto de João Guimarães Rosa:</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Um chamado João</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>&#8220;João era fabulista?<br />
fabuloso?<br />
fábula?<br />
Sertão místico disparando<br />
no exílio da linguagem comum?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Projetava na gravatinha<br />
a quinta face das coisas,<br />
inenarrável narrada?<br />
Um estranho chamado João<br />
para disfarçar, para farçar<br />
o que não ousamos compreender?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Tinha pastos, buritis plantados<br />
no apartamento?<br />
no peito?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Vegetal ele era ou passarinho<br />
sob a robusta ossatura com pinta<br />
de boi risonho?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Era um teatro<br />
e todos os artistas<br />
no mesmo papel,<br />
ciranda multívoca?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>João era tudo?<br />
tudo escondido, florindo<br />
como flor é flor, mesmo não semeada?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Mapa com acidentes<br />
deslizando para fora, falando?<br />
Guardava rios no bolso,<br />
cada qual com a cor de suas águas?<br />
sem misturar, sem conflitar?<br />
E de cada gota redigia nome,<br />
curva, fim,<br />
e no destinado geral<br />
seu fado era saber<br />
para contar sem desnudar<br />
o que não deve ser desnudado<br />
e por isso se veste de véus novos?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Mágico sem apetrechos,<br />
civilmente mágico, apelador<br />
e precipites prodígios acudindo<br />
a chamado geral?<br />
Embaixador do reino<br />
que há por trás dos reinos,<br />
dos poderes, das<br />
supostas fórmulas<br />
de abracadabra, sésamo?<br />
Reino cercado<br />
não de muros, chaves, códigos,<br />
mas o reino-reino?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Por que João sorria<br />
se lhe perguntavam<br />
que mistério é esse?<br />
E propondo desenhos figurava<br />
menos a resposta que<br />
outra questão ao perguntante?<br />
Tinha parte com&#8230; (não sei<br />
o nome) ou ele mesmo era<br />
a parte de gente<br />
servindo de ponte<br />
entre o sub e o sobre<br />
que se arcabuzeíam<br />
de antes do princípio,<br />
que se entrelaçam<br />
para melhor guerra,<br />
para maior festa?</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Ficamos sem saber o que era João<br />
e se João existiu<br />
de se pegar.&#8221;</strong></p>
<p style="text-align:left;">Karina</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Classifica 2004 e 2005/libri]]></title>
<link>http://enzopenzo.wordpress.com/2009/01/11/classifica-2004-e-2005libri/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 06:43:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>enzopenzo</dc:creator>
<guid>http://enzopenzo.wordpress.com/2009/01/11/classifica-2004-e-2005libri/</guid>
<description><![CDATA[Aggiungo le ultime due classifiche mancanti. Ecco il 2004: Thomas Pynchon, Mason &amp; Dixon, Vintag]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-56" title="masondixon" src="http://enzopenzo.wordpress.com/files/2009/01/masondixon.jpg" alt="masondixon" width="100" height="148" /></p>
<p>Aggiungo le ultime due classifiche mancanti. Ecco il 2004:</p>
<ol type="1">
<li>Thomas      Pynchon, Mason &#38; Dixon, Vintage</li>
<li>Stefano      D&#8217;Arrigo, Horcynus Orca, Rizzoli</li>
<li>Choderlo      de Laclos, Le relazioni pericolose, Garzanti</li>
<li>Boris      Pasternak, Il dottor Živago, Feltrinelli</li>
<li>Thomas Pynchon, The Crying of Lot 49, Vintage</li>
<li>Ottiero      Ottieri, Un&#8217;irata sensazione di peggioramento, Guanda</li>
<li>Ermanno      Rea, La dismissione, Rizzoli</li>
<li>Alejandro      Jodorowsky, La danza della realtà, Feltrinelli</li>
<li>Helga      Schneider, Il rogo di Berlino, Adelphi</li>
<li>Robert      Walser, La passeggiata, Adelphi</li>
<li>Heinrich      Böll, Foto di gruppo con signora, Einaudi</li>
<li>Witold      Gombrowicz, Gli indemoniati, Bompiani</li>
<li>Ernst      Jünger, Un incontro pericoloso, Adelphi</li>
<li>Angelo      del Boca, Gli italiani in Libia. Tripoli bel suol d&#8217;amor 1860-1922,      Laterza</li>
<li>Erri      de Luca, Non ora non qui, Feltrinelli</li>
<li>Giorgio      Caproni, Tutte le poesie, Garzanti</li>
<li>M.P.      Shiel, La nube purpurea, Adelphi</li>
<li>João      Guimaraes Rosa, Grande Sertão, Feltrinelli</li>
<li>Lev      Nikolaevič Tolstoj, La morte di Ivan Illič, Garzanti</li>
<li>Georges      Simenon, Il caso Saint-Fiacre, Adelphi</li>
</ol>
<p>e il 2005:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-58" title="proust8804555270" src="http://enzopenzo.wordpress.com/files/2009/01/proust8804555270.jpg" alt="proust8804555270" width="100" height="167" /></p>
<ol type="1">
<li>Marcel      Proust, Alla ricerca del tempo perduto, Mondadori</li>
<li>Agota      Kristof, Trilogia della città di K., Einaudi</li>
<li>Giulio      Giorello, Di nessuna chiesa, Raffaello Cortina</li>
<li>Junichiro      Tanizaki, Diario di un vecchio pazzo, Bompiani</li>
<li>Albert      Camus, La peste, Bompiani</li>
<li>Alda      Merini, La pazza della porta accanto, Bompiani</li>
<li>Georges      Simenon, Lettera al mio giudice, Adelphi</li>
<li>Ivo      Andrič, Il ponte sulla Drina, Mondadori</li>
<li>Maryse      Condè, La vita perfida, e/o</li>
<li>101      storie zen, Adelphi</li>
<li>Thomas      Pynchon, V., Perennial Classics</li>
<li>Guido      Morselli, Contro-passato prossimo, Adelphi</li>
<li>Witold      Gombrowicz, Ferdydurke, Bompiani</li>
<li>Arto      Paasilinna, Lo smemorato di Tapiola, Iperborea</li>
<li>Georges      Simenon, L&#8217;ispettore Cadavre, Adelphi</li>
<li>Corrado      Alvaro, Gente in Aspromonte, Bompiani</li>
<li>Andrea      Camilleri, La presa di Macallé, Sellerio</li>
<li>Francis Scott Fitzgerald,      Tender is the Night, Penguin</li>
<li>Yukio      Mishima, Confessioni di una maschera, Feltrinelli</li>
<li>Georges      Simenon, Cargo, Adelphi</li>
</ol>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
