<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>jornalismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/jornalismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "jornalismo"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 05:02:20 +0000</pubDate>

	<generator>http://en.wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Otávio Mesquita anda, corre, voa e até navega para gravações]]></title>
<link>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/otavio-mesquita-anda-corre-voa-e-ate-navega-para-gravacoes/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 03:46:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Widelan</dc:creator>
<guid>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/otavio-mesquita-anda-corre-voa-e-ate-navega-para-gravacoes/</guid>
<description><![CDATA[Otávio Mesquita já está em ritmo de gravação de fim de ano. Neste sábado (28) ele grava em interlago]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Otávio Mesquita marcou presença no Citibank Hall, em São Paulo Foto: Celso Akin/AgNews" src="http://p1.trrsf.com.br/image/get?o=cf&#38;w=301&#38;h=401&#38;src=http://img.terra.com.br/i/2009/09/24/1326560-6245-atm14.jpg" alt="Otávio Mesquita marcou presença no Citibank Hall, em São Paulo Foto: Celso Akin/AgNews" width="301" height="401" /></p>
<p style="text-align:left;">Otávio Mesquita já está em ritmo de gravação de fim de ano. Neste sábado (28) ele grava em interlagos para o <em>A Noite É Uma Criança</em>. Amanhã, depois do <em>Zero Bala</em>, ao vivo, ele volta de helicóptero para Interlagos, grava mais um pouco e, com a mesma aeronave, vai até o porto de Santos. Otávio e família embarcam em um cruzeiro para Búzios onde ele gravará as chamadas de seu programa noturno de fim de ano. Você já percebeu que o ano está acabando, né? Otávio até branco já está vestindo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Geral.com já tem Gravações Iniciadas]]></title>
<link>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/geral-com-ja-tem-gravacoes-iniciadas/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 03:44:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Widelan</dc:creator>
<guid>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/geral-com-ja-tem-gravacoes-iniciadas/</guid>
<description><![CDATA[o Seriado Ger@l.com,Da Rede Globo teve suas Gravações iniciadas Hoje,serão 5 episódios,A Globo ainda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn%3AG2uW-JloNJUhbM%3Ahttp%3A%2F%2Fitvibopedatv.files.wordpress.com%2F2009%2F07%2Fgeral_com_13.jpg&#038;w=393&#038;h=133#38;w=393&#38;h=133" alt="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn%3AG2uW-JloNJUhbM%3Ahttp%3A%2F%2Fitvibopedatv.files.wordpress.com%2F2009%2F07%2Fgeral_com_13.jpg&#038;w=393&#038;h=133#38;w=393&#38;h=133" width="393" height="133" /></p>
<p>o Seriado Ger@l.com,Da Rede Globo teve suas Gravações iniciadas Hoje,serão 5 episódios,A Globo ainda não divulgou em que Hora o Especial de Natal irá passar na Telinha,é Previsto que Passe de Segunda á Sexta ás 11:30 da Manhã</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luiz Bacci estará no "Domingo Legal" Ao Vivo Direto de Copacabana!]]></title>
<link>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/luiz-bacci-estara-no-domingo-legal-ao-vivo-direto-de-copacabana/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 03:42:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Widelan</dc:creator>
<guid>http://entrevistasemuitomais.wordpress.com/2009/11/29/luiz-bacci-estara-no-domingo-legal-ao-vivo-direto-de-copacabana/</guid>
<description><![CDATA[Você,fã de Luiz Bacci,Apresentador do SBTRIO poderá ve-ló amanhã no Domingo Legal Ao Vivo Direto da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_2qhXbTacTgo/SxCNcvnp4HI/AAAAAAAAAFk/vr9YPWj_7bY/s400/estudio+5.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_2qhXbTacTgo/SxCNcvnp4HI/AAAAAAAAAFk/vr9YPWj_7bY/s400/estudio+5.jpg" /></p>
<p>Você,fã de Luiz Bacci,Apresentador do SBTRIO poderá ve-ló amanhã no Domingo Legal Ao Vivo Direto da Praia de Copacabana,a Notícia é dele mesmo!</p>
<p>“amanhã, vou entrar ao vivo no domingo legal direto da praia de copacabana! nos vemos lá!</p>
<p>http://twitter.com/luizbacci</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luiz Bacci estará no Domingo Legal Ao Vivo Direto de Copacabana!]]></title>
<link>http://ocanal.wordpress.com/2009/11/28/luiz-bacci-estara-no-domingo-legal-ao-vivo-direto-de-copacabana/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 01:16:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>ciclope157</dc:creator>
<guid>http://ocanal.wordpress.com/2009/11/28/luiz-bacci-estara-no-domingo-legal-ao-vivo-direto-de-copacabana/</guid>
<description><![CDATA[Você,fã de Luiz Bacci,Apresentador do SBTRIO poderá ve-ló amanhã no Domingo Legal Ao Vivo Direto da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Você,fã de Luiz Bacci,Apresentador do SBTRIO poderá ve-ló amanhã no Domingo Legal Ao Vivo Direto da ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teoria X Prática: Abaixo a hipocrisia!]]></title>
<link>http://jonathascosta.wordpress.com/2009/11/29/artigo001/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 00:09:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jonathas Costa</dc:creator>
<guid>http://jonathascosta.wordpress.com/2009/11/29/artigo001/</guid>
<description><![CDATA[No dia 17 de junho deste ano, o Brasil tomou conhecimento da decisão dos oito ministros do Supremo T]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No dia 17 de junho deste ano, o Brasil tomou conhecimento da decisão dos oito ministros do Supremo Tribunal Federal que, por sete votos a um, puseram abaixo a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Na prática, a decisão foi reflexo de uma discussão que se prolongava por anos e refletia a defasagem entre a prática jornalística e a teorização do fazer jornalístico. Muitas pessoas, assim como a maioria dos senhores ministros, acreditam que a academia não deve regulamentar o mercado e, por tanto, o diploma é dispensável. Essa realidade é prova cabal que os pragmáticas desprezam a teoria e diminuem o valor da universidade.</p>
<p>Em sua obra <em>O Segredo da Pirâmide</em>, publicado em 1987, Adelmo Genro Filho aborda essa realidade que coloca em lados opostos teóricos e práticos. Para o autor, o que acontece entre ambos os lados na verdade pode ser chamado de “Guerra dos Mudos”, uma polarização onde cada qual não fala ao outro porque vê em si uma razão única e absoluta. No entanto, Genro Filho analisa que “a prática, por sua limitação natural, jamais soluciona a teoria. Ela apenas insiste, através de suas evidências e contradições, que deve ser ouvida. Mas só pode se expressar racionalmente através da teoria”. E continua: “responsabilidade maior, portanto, cabe à própria teoria que muda em relação às evidências e contradições da prática, quando deveria transformá-las numa linguagem racional. Isto é, elucidar e direcionar a prática num sentido crítico e revolucionário”.</p>
<p>A ideia de polarização apresentada por Adelmo Genro Filho pode ser comprovada tanto na universidade, feroz critica do atual jornalismo pragmático, quanto no mercado, que insiste em desprezar a academia.</p>
<p>Genro Filho propõe ainda, ao longo de sua obra, uma ideia de singularização que dificilmente será posta em prática pelos grandes meios de comunicação se essa nova forma de noticiabilidade não for rentável, e a priori não o é. Não é porque um jornalista que se debruça em cima de um caso a fim de tratá-lo com singularidade deixará de cobrir duas ou três notícias que acontecem quase que simultaneamente. O aumento de profissionais para dar conta das demais pautas com a atenção que merecem significa aumento da folha salarial e consequentemente diminuição dos lucros.</p>
<p>Em recente visita a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, o autor e jornalista Humberto Werneck foi questionado sobre a viabilidade de praticar um jornalismo literário nas grandes redações dos atuais jornais. Reconhecido pela qualidade de sua prosa jornalística e uma apuração minuciosa, Werneck confessou: &#8211; Eu não conseguiria.</p>
<p>Seja pela dificuldade em se fazer um jornalismo singular no dia-a-dia ou pela falta de interesse das empresas de comunicação, o fato é que muitas vezes deixamos de debater o jornalismo sob o olhar da realidade das grandes redações. Obviamente, não raras são às vezes em que desprezar a singularidade dos fatos transcende a dificuldade em se fazer o jornalismo singular. Por isso, a importância de um debate plausível e real está não só na viabilidade em se continuar discutindo, mas também no futuro da profissão. Desprezar tais fatos é basear nossas falas em hipocrisias que não levarão o jornalismo a lugar algum.</p>
<p>É importante destacar que sendo o jornalismo feito por pessoas e para pessoas, o que significa que estamos inseridos num contexto social, não podemos desprezar a influência externa que recebemos do meio. Isso quer dizer que o jornalismo além de pautar a sociedade, também é pautado por ela. Segundo Alberto Dines “a sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor”. O que talvez Dines quis dizer era que o jornalismo está do jeito que está, muito mais por influência da sociedade do que o contrário.</p>
<p>No entanto, essa realidade não pode significar comodismo. Serve tão somente para pautar nossos estudos a fim de propor um jornalismo melhor, de fato. Genro Filho também falou sobre o jornalista. Segundo ele, &#8220;[os jornalistas] colocam seu talento, honestidade e ingenuidade a serviço do capital, com a mesma naturalidade com que compram cigarros no bar da esquina”. Ao prostituir seu papel social, o profissional de jornalismo falta não só com a ética, mas com seu dever de cidadão.</p>
<p>Mesmo nascido a serviço do capitalismo, o jornalismo possui elementos para transcender essa mera funcionalidade e tornar-se numa forma social de conhecimento. Todavia julgo o jornalista isento da responsabilidade de revolucionar a sociedade. E explico: Igreja, Estado e família não tiveram sorte nesta empreitada. O jornalismo, ao tomar para si essa responsabilidade e uma vez não conseguindo cumpri-la, poderá se enfraquecer ainda mais. Que o profissional tem responsabilidade social a cumprir e deve tentar sempre oferecer o melhor jornalismo possível a fim de mudar a realidade da sociedade, não há duvidas. Mas uma área já tão dilacerada não pode correr maiores riscos, sob a pena de piorar ainda mais.</p>
<p>Como visto, há muito que se fazer, entretanto, reitero: não podemos pautar nossos debates em cima de hipocrisias. O jornalismo tem que mudar, pode mudar e acredito que mudará. Mas isso só acontecerá quando deixarmos de lado diferenças seculares entre práticos e teóricos. Não somos super-heróis, também não somos o mal da humanidade e é fato que temos um papel social muito importante a cumprir. Mas enquanto perdemos tempo e mudamos nosso foco de debate, atitudes como a revogação da obrigatoriedade do diploma vão comendo aos poucos, pelas beiradas, nossa profissão.</p>
<p>Artigo feito por Jonathas Costa para a cadeira de Legislação em Jornalismo da PUCRS</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Leituras para um destes dias]]></title>
<link>http://mediascopio.wordpress.com/2009/11/28/leituras-para-um-destes-dias-qual/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:52:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuel Pinto</dc:creator>
<guid>http://mediascopio.wordpress.com/2009/11/28/leituras-para-um-destes-dias-qual/</guid>
<description><![CDATA[Teorias do Jornalismo &#8211; é o tema do vol 6 (nº 2) da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><ul>
<li>Teorias do Jornalismo &#8211; é o tema do vol 6 (nº 2) da revista <a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/issue/view/1187/showToc">Estudos em Jornalismo e Mídia</a>, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil), coordenado por Rogério Christofoletti. As edições anteriores estão <a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/issue/archive">aqui.</a></li>
</ul>
<ul>
<li>Acaba de ser publicado o livro &#8220;<a href="http://www.researchingcommunication.eu/reco_book5.pdf">Communicative approaches to politics and ethics in Europe. The intellectual work of the 2009 ECREA European Media and Communication Doctoral Summer School</a>&#8221; de Nico Carpentier, Pille Pruulmann-Vengerfeldt, Richard Kilborn, Tobias Olsson, Hannu Nieminen, Ebba Sundin e Kaarle Nordenstreng (eds.). Perto de 400 páginas em acesso livre.</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lama]]></title>
<link>http://amianomarcelino.wordpress.com/2009/11/28/lama/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:11:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>gutomachado</dc:creator>
<guid>http://amianomarcelino.wordpress.com/2009/11/28/lama/</guid>
<description><![CDATA[O que eu acho mais bizarro nessa estória toda sobre o artigo publicado pelo César Benjamin na Folha ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O que eu acho mais bizarro nessa estória toda sobre o artigo publicado pelo César Benjamin na Folha é que o César Benjamin tenha escrito aquele lixo. Que a Folha tenha publicado é apenas mais uma demonstração de que o editor perdeu a cabeça e não colocaram nada mais do que uma abóbora para colocar no lugar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[formação de jornalistas na américa latina]]></title>
<link>http://monitorando.wordpress.com/2009/11/28/formacao-de-jornalistas-na-america-latina/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 16:26:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>rogério christofoletti</dc:creator>
<guid>http://monitorando.wordpress.com/2009/11/28/formacao-de-jornalistas-na-america-latina/</guid>
<description><![CDATA[Já está disponível um levantamento feito pela Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicaci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Já está disponível um levantamento feito pela Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social (Felafacs) com apoio da Unesco que tem como título <strong>Mapa de los centros y programas de formación de comunicadores y periodistas en América Latina y el Caribe</strong>.</p>
<p>Como se pode ver, é um informe que faz um panorama de cursos e centros de formação profissional no continente. Em formato PDF e em espanhol, o documento teve como consultor brasileiro o professor <a href="http://www.gersonmartins.jor.br/" target="_blank"><strong>Gerson Luiz Martins</strong></a>. Vale a pena conhecer a realidade formativa específica na região&#8230; <a href="http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=29317&#38;URL_DO=DO_TOPIC&#38;URL_SECTION=201.html" target="_blank"><strong>Aqui!</strong></a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cultura local em curtas-metragens]]></title>
<link>http://gastao30.wordpress.com/2009/11/28/cultura-local-em-curtas-metragens/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 15:53:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gastão Muri</dc:creator>
<guid>http://gastao30.wordpress.com/2009/11/28/cultura-local-em-curtas-metragens/</guid>
<description><![CDATA[Ivan Therra Hoje pela manhã, no auditório da Câmara Municipal de Osório, aconteceu um encontro para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_1950" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://gastao30.wordpress.com/files/2009/11/ivan-therra.jpg"><img src="http://gastao30.wordpress.com/files/2009/11/ivan-therra.jpg?w=300" alt="" title="Ivan Therra" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1950" /></a><p class="wp-caption-text">Ivan Therra</p></div> Hoje pela manhã, no auditório da Câmara Municipal de Osório, aconteceu um encontro para abordar a produção de vídeos locais. Foram palestrantes a professora Carmem Zeli, da Facos, e Ivan Therra, de Cidreira.<br />
O excelente curta &#8220;O Maestro das Areias&#8221; foi apresentado, podendo ser indicado como uma espécie de ponto de partida, uma inspiração para as futuras produções locais, voltadas à valorização da cultura do município. Esta produção, realizada em Cidreira, contou com o fundamental apoio do governo federal.<br />
Filmes locais devem fugir do oficialismo e do paternalismo, sendo genuinamente voltados para as comunidades, pois ali está o fermento da cultura, do resgate histórico e da construção de entidades.<br />
A secretária municipal de Cultura, Tâmara Carniel, está planejando novos eventos visando incentivar a produção local de curtas-metragens.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VOLTA A FITA (1)]]></title>
<link>http://carlosdamiao.wordpress.com/2009/11/28/volta-a-fita-1/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 15:32:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosdamiao</dc:creator>
<guid>http://carlosdamiao.wordpress.com/2009/11/28/volta-a-fita-1/</guid>
<description><![CDATA[Estava ontem em Joinville, no seminário sobre o pré-sal. O jornalista Paulo Alceu era o apresentador]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Estava ontem em Joinville, no seminário sobre o pré-sal. O jornalista Paulo Alceu era o apresentador do evento. À certa altura, o veterano repórter mencionou o nome do presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ) como sendo Carlos Rodolfo Silveira. Na verdade, Carlos Rodolfo Schneider. Na sequência, o próprio Alceu corrigiu (sem aludir ao erro, como é hábito em TVs e rádios) e pronunciou o nome correto. Ao que um repórter alemãozinho, na fileira atrás de onde eu estava sentado, aproveitou para fazer a piada: “Naturalmente ele achou que Silveira é a tradução de Schneider para o português”. </p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;">*** </span></strong></p>
<p>Hoje, no Jornal do Almoço, a bonita (e muito competente) repórter, cujo nome esqueço, fez uma chamada para o ritual de enfeite da árvore de Natal. Segundo ela, segunda-feira, “31 de novembro”, é a data tradicional para que as pessoas montem a decoração natalina em suas casas.</p>
<p>Minutos depois, na matéria, ela falou a data correta, que é 30 de novembro. </p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">***</span><strong> </strong></p>
<p>É muito curiosa a história de que em rádio e TV não se corrige um erro de maneira direta, a não ser que seja uma troca de milhão por bilhão (ou vice-versa). Em geral, a teoria é de que o telespectador ou ouvinte vai ficar pensando: “Será que eu ouvi direito?”.</p>
<p>No caso da árvore de Natal eu escutei o “31 de novembro” na TV da sala. Minha filha caçula, de nove anos, ouviu a mesma coisa na TV do quarto e foi correndo até a cozinha para comentar o erro comigo.</p>
<p>Claro que tudo é perdoável&#8230; O que não impede que a gente ache engraçado – e, por isso, o título deste post, Volta a Fita (1), indica que pretendo resgatar, periodicamente, histórias envolvendo nossos apresentadores e repórteres. Prometo que na semana que vem conto duas do Hélio Costa que são de chorar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bruno Wendell - CORREIO]]></title>
<link>http://teoriasdojornalismoufba.wordpress.com/2009/11/28/bruno-wendell-correio/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 14:57:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>coletivosls</dc:creator>
<guid>http://teoriasdojornalismoufba.wordpress.com/2009/11/28/bruno-wendell-correio/</guid>
<description><![CDATA[por Alexandro Mota e Luana Ribeiro Bruno Wendell, 29 anos, soteropolitano, é graduado em Comunicação]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>por Alexandro Mota e Luana Ribeiro</p>
<p>Bruno Wendell, 29 anos, soteropolitano, é graduado em Comunicação Social &#8211; Jornalismo pela Unibahia, repórter de Segurança do CORREIO há três anos e meio, tendo passado pela redação do Tribuna da Bahia. Falante e bem-humorado, mostrou de forma bastante concreta os bastidores da construção da notícia e sobre a nova fase do CORREIO, incluindo sua nova linha editorial, com consequentes novos critérios de noticiabilidade.</p>
<p><strong>(A entrevista foi realizada em 25/11/09. Neste dia a matéria de capa do CORREIO se tratava da denúncia de corrupção da Agerba e foi feita por Bruno Wendell)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como vocês ficam sabendo de uma história dessas (o caso Agerba), por exemplo?</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Normalmente quando ocorrem essas operações, a gente fica sabendo através de informantes ou então alguém que liga para o jornal ou os colegas de imprensa, através da comunidade. São operações que eles usam muitas viaturas, então sempre acaba chegando pra gente.  É uma operação de fraude, um esquema de vendas de concessões de verbas estaduais, envolvendo muitos empresários, funcionários da Agerba e do alto escalão. Geralmente essas matérias são manchetes por que as pessoas envolvidas estão acima de qualquer suspeita, não é um “pé de chinelo”, são pessoas de políticos, acima de qualquer suspeita, envolvidas em escândalos bilionários e num esquema de fraude.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Neste caso da Agerba, que “vazou” a informação para toda a imprensa, como conseguir o diferencial de cobertura?</strong><strong> </strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Na verdade é feito ume esquema de cobertura. Ontem mesmo Jorge Gauthier acompanhou de manhã a operação e ficou no COE, para onde foram levados todos,  a tarde eu fui render ele, eu fiquei das 15 as 16:40 por que tinha coletiva do caso lá na SP, Mariana já estava lá pegando a coletiva, eu  saí de lá do COE fui para a coletiva pra fazer os bastidores, enquanto Felipe Amorim estava na 1ª vara crime pra ter acesso ao processo e Jairo Costa Junior estava aqui na redação pra fazer a repercussão da política. Então a jornal não sai só com a prisão da operação a gente sai com algo a mais, algo que é o diferencial do jornal. Por que o jornal compete com outros veículos, óbvio que compete com outros jornais, mas compete com a internet, com a televisão&#8230; O que exige algo a mais.  O telespectador vai ter a informação mais visual, na internet as coisas tem que ser rápido só que o jornal ele tem por obrigação de levar mais conteúdo para o leitor, é o nosso diferencial. Não podemos, por exemplo, “houve a prisão&#8230;” e a gente vai dar a prisão, a internet vai está dando isso direto, a televisão vai abrir com isso, a gente tem que vir com um algo a mais.  Que é a questão política, que é a questão dos bastidores, correr atrás de outras coisas, com escutas telefônicas, imagens de prisões, esses detalhes que a TV e a internet não bolem, não têm acesso por conta do instantâneo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quando você está escrevendo, qual a imagem que você faz do público do CORREIO? Quem são esses leitores?</strong></p>
<p>O público do CORREIO? (risos) Você tem um jornal que é de R$1. Vamos pensar assim: foi feito uma pesquisa de que a cada dez baianos cinco compram jornal, desses cinco você tem CORREIO, A Tarde&#8230; Entra a questão da concorrência. A outra metade não tinha acesso ao jornal por Ns fatores, um deles é o valor. Hoje muitos estudantes do segundo grau, lêem o correio por que custa R$1. Quer dizer as pessoas têm acesso ao CORREIO  por conta do preço, não liam antes, já tinha aquele problema do estigma do Carlismo. Fizemos todo um trabalho pra tentar desconstruir essa imagem. Temos também um público hoje do jornal pelas capas, pelas matérias, o jornal tem enfatizado muito serviço e também a questão da violência. O público está variado mais está mais para C e D.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>O que mudou com a reforma ocorrida a cerca de um ano e meio? (Bruno Wendell trabalha no CORREIO há três anos e meio.)</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Sei onde vocês querem chegar&#8230;<strong> </strong>Alguns assuntos que antes a gente não podia veicular, por causa de uma questão que toda jornal, toda TV, toda rádio tem a sua linha política. Hoje em dia está mais fácil de fazer um trabalho de você poder divulgar e falar, que é a proposta do jornal, e tentar ser o máximo possível imparcial. Se bem que não existe isso, porque todo veiculo de comunicação segue a interesses. Isso é o CORREIO, o A Tarde, Tribuna,  a TV Bahia, A Record , Globo, Sbt&#8230; Todos têm. Um mais do que os outros.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>E fora a questão política,e as questões de exigências, rotinas de produção mesmo, não organizacional, mas de produção?</strong><strong> </strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>O nome, a logo não é fixo. Ele brinca com a capa.Porque no jornal antigo o nosso texto era um texto “massudo”, não podia brincar com o texto, era aquele texto já batido.  Hoje o jornal quer se aproximar mais do leitor, ele brinca com a capa, o logo do jornal pode estar em diferentes posições, tudo isso para aproximar o leitor e os textos também tem que ser assim. O leitor vê “oh, essa senhora aqui, de tantos anos, sofreu disso e disso&#8230; oh, parece muito com a minha vida&#8230;”. Então aproxima o leitor da situação, do problema.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mal-estar com a publicidade?</strong></p>
<p>Acontece muito isso, você está com aquela matéria que você diz assim “essa é a matéria”, cheia de informação, você faz o seu texto na hora que você bate, chegada na hora entra o anúncio  no meio da página. Aí você tem que pegar o seu texto e cortar o máximo possível. Na verdade o jornal não vive sem publicidade, isso é fato. O anúncio é importante e a gente tem que adequar,não pode dizer “olhe, minha matéria tem cinco laudas e não vai entrar anúncio”. Chegou um anúncio a gente tem que tirar as gorduras do texto, não dá? Joga no “meza”(notas de topo), joga uma abertura “no 24”(24h) e o restante vem para o “Mais”, quando não tem mais jeito algum aí agente corta. claro que não vai cortar tirando as informações essenciais, não vai cortar o que você acha relevante.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Casos de cair a matéria por causa do anúncio?</strong></p>
<p>Já</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mas o que norteia essa idéia do que é mais importante?</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Geralmente o que acontece dessas matérias que caem são matérias frias,  quando é matéria do dia dar-se um jeito. Abre mais páginas, joga o calhau. Ou então pega outro assunto e tenta aquilo que poderia ir para o “24”, pede ao repórter para ligar para outras fontes, tentar render mais o assunto. Como exemplo dessas matérias frias é uma que vai sair agora no domingo, minha e do Bruno Villa, por que não vai sair nessa matéria agora, que fala da morte de um policial, que foi reconhecido, o cara é um atirador de elite e aí a gente tem uma matéria perfeita. Que não saiu agora mais vai sair no próximo domingo, é uma matéria fria, pode sair a qualquer momento. Mas Capital em hipótese alguma você pode deixar de lado. As matérias de Capital têm que ser dadas, até por que o leitor vai cobrar no dia seguinte. Se Ele não vê no CORREIO, ele ver no A Tarde ou na Tribuna, ele já vai ver na internet, já vai ver no jornal da noite. Então no dia seguinte ele vai cobrar isso do jornal. Ele vai dizer “poxa o CORREIO não deu  isso aqui, mas essa matéria é boa” ele está no pensamento do que aconteceu ontem e ele vai querer isso no jornal. Mais detalhes, o público procura isso, mais detalhes no jornal.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Percebemos que o CORREIO tem uma diferença quantitativo</strong> <strong>muito grande em relação aos outros com relação as matérias sobre violência.</strong></p>
<p><strong>Você achaque isso é reflexo de uma cidade que realmente é violenta ou é um “alarme”, uma vontade de o CORREIO priorizar isso?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Eu não digo priorizar, mas se você pega nas manchetes do jornal todas as matérias, cerca de 90% delas estão ligados a homicídios. Hoje salvador vive realmente uma situação muito delicada. E eu mesmo sou repórter de segurança há três anos e meio, e ano passado mesmo teve muitas chacinas varias em série, esse ano só está diferente por conta dessas chacinas, mas tem muito homicídio, crimes contra a vida cresceu assustadoramente, então o jornal ele não prioriza ele tenta mostra um pouco mais dessa realidade.(&#8230;) Eu, vendo como leitor&#8230; você pega o A Tarde e “puxa, essa matéria aqui eles não deram”.Então é uma coisa editorial do jornal, de não dar algumas matérias. E olha que a gente não tem editoria de segurança aqui no CORREIO. Porque se a gente fosse dar todos os crimes de Salvador, isso aqui (mostra páginas) não daria para encher com o mundo do crime. A gente não tem nem noção. Você liga pra Centel, Central de Telecomunicações da Polícia Militar e passam 15, 20 homicídios durante o dia. Depois você constata, com uma fonte ou outra, que foram, sei lá, 5, 10  a mais.Eu fiz uma matéria sobre os 10 mais procurados. À época, foi recorde de venda do jornal; as pessoas se interessavam pelos dez procurados porque muitas vezes conheciam alguém: “olha, fulano aqui e tal”. As fotos estavam na capa&#8230;Hoje, é uma das edições mais vendidas do jornal e coincidência ou não, a maioria dessas capas está relacionada à violência. Porque a população tem uma ligação afetiva com a bizarrice. E se você tem um produto e sabe há uma procura por este produto, você vai repaginar. O CORREIO, em algumas situações, tem dado preferência a alguns assuntos, mas não que sejam assuntos que não precisem dar destaque – porque merece realmente dar destaque – mas a gente tem a visão de que os outros jornais preferem dar destaque por opção editorial.</p>
<p>Não é que a gente vá mandar corpos carbonizados na capa, porque chama atenção, porque vende. Já teve fotos aqui bizarras, a gente não deu. A gente não dá. Não é assim não.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Quanto as pautas, elas são somente passadas aos repórteres ou há espaço para discussão, participação&#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não, outro dia nosso chefe, tem pouco tempo, me chamou e a Mariana também para dar sugestão de capa, opinião&#8230;há um diálogo muito forte.Sempre tem reunião de pauta, a partir das 14h, com coisas como as matérias dos dias anteriores, da semana&#8230;Nosso ‘Cigano’, (que passava no momento) que passou aqui, secretário de redação, todo dia lê o jornal e vai pra gente sugestões e correções, elogia, e chama atenção. E há um espaço aberto, num email para todos, todos (enfatiza), a gente tem livre-arbítrio de contestar, enfim, não há uma ditadura “vai ser assim, eu quero assim”, há uma participação. Porque na realidade, o repórter é aquele que vai pra rua. Às vezes algo foi falado na reunião, o repórter estava na rua e chega com uma nova informação que ou ajuda muito na segunda reunião: “trouxe uma informação, a respeito daquela matéria, eu acho que deveria ter um destaque maior&#8230;” e acaba sendo manchete, com um destaque maior ou então uma matéria que era pra ser manchete, quando o repórter vai checar, poxa&#8230;não rende manchete. Então há um diálogo, até o fechamento ainda há o diálogo entre repórter, editor&#8230;</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Em relação a solicitação de recursos, como carro&#8230;como funciona isso no CORREIO.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>(risos) Ah&#8230;por exemplo, chuva mesmo. Tem que se preparar pra se molhar mesmo, porque não tem bota, raridade é uma. Mas já foram solicitadas. A gente tem telefone celular, da empresa, hoje; são pouquíssimos minutos, mas você ligar pra um colega da redação, a tarifa é zero. Carro&#8230;carro não tem ar-condicionado. Imagine você&#8230;fui fazer uma matéria em Crisópolis e não tinha ar-condicionado. Mas segundo a direção, já vai providenciar&#8230;</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>E já se perdeu matéria por falta de recursos? </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não, não, não! Isso nunca! (enfático) Porque a arma do repórter é papel e caneta. Não tem porque. Papel, caneta, carro, fotógrafo.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Você citou a quantidade de homicídios, no exemplo da Centel. Como você faz, pra selecionar o que é ou não notícia?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Foram dez homicídios no dia. A gente vai na delegacia, pra saber a situação “ah, foi tráfico de drogas, artigo 5º, seqüestro relâmpago, chacina&#8230;Depois vai ao IML, entrevistar os parentes, que é a tarefa mais árdua. O cara perdeu o filho, fuzilado e tal, você chega lá tem que incomodar alguém&#8230;naquele momento de desespero, você chega com toda a educação e tem que explicar muitas vezes o crime. Naquele momento, muitas vezes uns outros entendem,outros não, natural, mas o contato é mesmo com os familiares e os vizinhos. É os que fazem, dão o perfil da vítima. É aí que você começa a montar a história. Normalmente crianças, mulheres gestantes são manchete, travestis, homossexuais,crime envolvendo policiais, chacinas.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>E como driblar a questão da “lei do silêncio”?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É, existe. Infelizmente o bandido muitas vezes está ali do lado, mora ali pertinho do cara, da vítima&#8230;A gente precisa convencer a pessoa a falar em off, a gente não vai dar nome, nada. Mas se não conseguir com um, vai conseguir com outro, mas a base do meu trabalho é o convencimento. Você tenta ganhar o personagem, mostrando que você não está ali pra fazer a sensação de estar estampando em televisão, mas tentar ajudar.Eu dou meus telefones às minhas fontes, às vezes me ligam até de madrugada, e tento manter contato pra criar um vínculo. Uma fonte interessante são as associações de bairro, que tem pessoas mais preparadas e podem fazer essa ponte entre você e a comunidade.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>E você recolhe mais informação na rua ou através de ligações?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Fonte, você tem que ir no local. Só consegue cativar se for lá. Eu mesmo defendo repórter “turista”. Cidade e Segurança, não adianta. Porque a fonte não vai dar uma informação preciosa pra alguém que ela não conhece, que não é de confiança. A fonte tem um interesse, por trás, então tem que ir no local, cativar a fonte.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>E o caso Jorge Pedra (que Bruno Wendell estava cobrindo), como foi para descobrir as informações a mais?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Fonte! No caso Jorge Pedra, já fui me encontrar com travesti, com outros garotos de programa&#8230;e nessa coisa toda, descobri que tinha uma pessoa de quem estavam puxando rosto do retrato falado. Liguei pra uma fonte, que confirmou, botei na parede, ela não pode dizer que não e a gente conseguiu o retrato falado.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Então, neste caso, você se envolveu em um meio perigoso. Quando você chega lá, você se identifica como sendo repórter? Como funciona isto? Até quando a identificação atrapalha ou ajuda?</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Às vezes ajuda. Você faz uma operação policial, os caras estão loucos, à flor da pele, e você se identificando o cara pensa: “tem imprensa ali, vamos maneirar”. Eu faço contato prévio por telefone. Mas quando há a necessidade prévia de você ocultar sua identidade, de agir na surdina, nem com carro plotado você vai. A gente tem um carro aqui, nem vou dizer a cor (risos), sem plotagem do CORREIO, pra você trabalhar tranqüilo. Aí você não usa crachá, conversa com um, conversa com outro, bebe com um, com outro e assim vai.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Então de certa forma o repórter também faz um trabalho investigativo?</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Não, todo repórter é investigativo. Você não pode se dar ao luxo de ficar esperando que as informações venham até você, recolhendo só o oficial. Repórter tem que desconfiar de tudo. Quando tem um assunto, mandam um nota pra você, é óbvio que querem esconder alguma coisa, “olha, estão mandando aqui porque é alguma merda, então corre atrás”.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Você também trabalhou no Tribuna. Qual a diferença que você sente, em relação ao CORREIO?</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>No Tribuna você aprende a ir a campo, a se virar, mas o texto, você aprende, você se molda aqui. No Tribuna é pega o repórter joga pra lá, “vai pra rua, se manda, traz a informação”. Você se bate, mas o editor não pode exigir muito, porque na época eu era estagiário, fazia trabalho de repórter, me desdobrava no horário, quase perdi o semestre na faculdade, não tinha muito que se cobrar, mais o empenho. No CORREIO, você tem que vir preparado, você se molda aqui: texto, apuração. A exigência aqui é muito maior.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>E o que você pensa em relação a certa desvalorização do (jornalismo) impresso, justificada por ser supostamente “ultrapassado”. Você concorda?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Eu não vejo assim. Minha frustração, na verdade é que só temos 3 jornais. Dois e meio, na realidade. Mas infelizmente. Isso prova também que as pessoas estão lendo muito pouco. Você tem aí mais emissoras de tv, rádio e dois jornais e meio, talvez do mercado de trabalho é que venha da galera um pouco de aversão, mas também tem aquela coisa do midiático, de ser “global”&#8230;o sonho, né? Que depois se torna frustração. Porque pouquíssimos chegam ao patamar que é o desejado. E se você pensa que impresso se ganha muito menos que em tv realmente ganha, mas a diferença não é tão grande assim não.</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade, ritmo e som: coletânea]]></title>
<link>http://edgardm.wordpress.com/2009/11/28/freedom-rhythm-sound-coletanea/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 14:17:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Edgard</dc:creator>
<guid>http://edgardm.wordpress.com/2009/11/28/freedom-rhythm-sound-coletanea/</guid>
<description><![CDATA[Resenha de Sasha Frere-Jones, da revista The New Yorker, sobre o lançamento de Freedom, Rhythm and S]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="&#34;The Magic of Ju-Ju&#34;, de Archie Sheep, representado na coletânea" src="http://mtblog.newyorker.com/online/blogs/sashafrerejones/Archie%20Shepp%20juju.jpg" alt="" width="386" height="386" /></p>
<p>Resenha de Sasha Frere-Jones, da revista <em>The New Yorker</em>, sobre o lançamento de <em><a href="http://www.newyorker.com/online/blogs/sashafrerejones/2009/11/freedom.html" target="_blank">Freedom, Rhythm and Sound: Revolutionary Jazz and the Civil Rights Movement 1963-82</a></em>, CD duplo acompanhado de livro com o melhor do funk jazz engajado. Para ouvir as faixas do álbum, <a href="http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=17577" target="_blank">acesse o site da Soul Jazz Records</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A partida]]></title>
<link>http://indiferencadostempos.wordpress.com/2009/11/28/a-partida/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 14:08:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>larissatsuboi</dc:creator>
<guid>http://indiferencadostempos.wordpress.com/2009/11/28/a-partida/</guid>
<description><![CDATA[Era assim: tinha semana que passava voando, tinha semana que parecia não acabar. Mas aquela era bem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_gOe8HR9ogvA/R72EUAaiwOI/AAAAAAAAAJM/bt6HULm7s6s/s400/Partir....JPG" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p>Era assim: tinha semana que passava voando, tinha semana que parecia não acabar. Mas aquela era bem diferente. Era uma semana cheia de preocupações, de ir, vir, voltar. As coisas corriqueiras chegavam a ser esquecidas diante de tarefas maiores.</p>
<p>E assim foi. Até o último dia chegar. A espera um tanto ansiosa para o fim, esquecendo do frio na barriga do começo. É uma sensação estranha, um paradoxo. Um não sei o que pensar e um não sei nem se quero.</p>
<p>E é aí que você vê que encontros banais no corredor e conversas bobas sobre assuntos triviais faziam todo sentido. E pareceram não durar tempo suficiente pra dizer que foram suficientes. E o que resta é levar junto, com a promessa de continuidade, mas a eterna dúvida do que virá.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Timão x Cerro Porteño: em 2010 outro 8 a 2?]]></title>
<link>http://jornalismofc.wordpress.com/2009/11/28/timao-x-cerro-porteno-em-2010-outro-8-a-2/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 13:47:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Danilo  Gonçalo</dc:creator>
<guid>http://jornalismofc.wordpress.com/2009/11/28/timao-x-cerro-porteno-em-2010-outro-8-a-2/</guid>
<description><![CDATA[O Corinthians já tem definido um dos seus adversários na Libertadores 2010,o Cerro Porteño do Paragu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[O Corinthians já tem definido um dos seus adversários na Libertadores 2010,o Cerro Porteño do Paragu]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta ao amigo do front]]></title>
<link>http://yoquesebarcelona.wordpress.com/2009/11/28/carta-ao-amigo-do-front/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 13:22:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Anamaria Rossi</dc:creator>
<guid>http://yoquesebarcelona.wordpress.com/2009/11/28/carta-ao-amigo-do-front/</guid>
<description><![CDATA[Meu amigo Vital, companheiro velho de guerra, impossível não lembrar de você quando vejo expostas, d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Meu amigo Vital, companheiro velho de guerra, impossível não lembrar de você quando vejo expostas, d]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a beleza do graffiti]]></title>
<link>http://imagoverbalis.wordpress.com/2009/11/28/a-beleza-do-graffiti/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 10:33:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>imagoverbalis</dc:creator>
<guid>http://imagoverbalis.wordpress.com/2009/11/28/a-beleza-do-graffiti/</guid>
<description><![CDATA[  cada vez que passamos em olhão, ficamos espantados com a street art que cobre grande parte  das pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-1756" title="graffitti_olhão_imagoverbalis©" src="http://imagoverbalis.wordpress.com/files/2009/11/graffitti_olhao_imagoverbalisc2a9.jpg" alt="" width="568" height="542" /></p>
<p style="text-align:justify;">cada vez que passamos em olhão, ficamos espantados com a street art que cobre grande parte  das paredes gastas e degradadas.  se ameaça tornar-se um cenário repetitivo e em demasia, o problema não é dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafite_(arte)" target="_blank">grafiteiros</a> mas dos responsáveis políticos que não têm capacidade de criar ambientes suficientemente agradáveis para a população viver. com a ajuda destes artistas, a cidade fica pelo menos mais colorida e o graffiti  torna-se útil, como neste caso onde a bonecada chama a atenção pelo perigo da passadeira:” atravesse com cuidado”.</p>
<p style="text-align:justify;">quem se interessa por esta expressão artística, tem a grande oportunidade de visitar a escola primária na rua das gaivotas em lisboa onde neste momento está a decorrer a 5ª exposição colectiva vsp (<a href="http://www.ionline.pt/conteudo/35166-graffiti-eles-estao-borrifar-se-as-paredes-da-escola---video" target="_blank">visual arte performance</a>), segundo as notícias “<a href="http://www.ionline.pt/conteudo/35166-graffiti-eles-estao-borrifar-se-as-paredes-da-escola---video" target="_blank">o  maior evento anual de graffiti e street art do país</a>”.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os filhos do Brasil - Artigo de César Benjamin]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/28/os-filhos-do-brasil-artigo-de-cesar-benjamin/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 05:25:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/28/os-filhos-do-brasil-artigo-de-cesar-benjamin/</guid>
<description><![CDATA[A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu fic]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de &#8220;boi&#8221;; a única água disponível era a da descarga do &#8220;boi&#8221;. Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.<br />
Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.<br />
Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que &#8220;estavampedidos&#8221; pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los.Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindoque sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadasinterpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: &#8220;O Brasil não dámais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal.Vou ser rei do Senegal&#8221;.<br />
Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.<br />
Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes -&#8221;sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio&#8221;, para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa. Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos.<br />
Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu nãovia, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dospresídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, ecolocado na galeria F, &#8220;de alta periculosia&#8221;, como se dizia por lá.Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, aMonique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra,mas, mais uma vez, nada ocorreu. Era Carnaval, e a direção do presídio,excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que osdetentos pudessem assistir ao desfile.<br />
Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de &#8220;provas de fogo&#8221;, situações armadas para testar a firmeza de cada novato.<br />
Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar. Aos poucos, aprendi a &#8220;língua de congo&#8221;, o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo.<br />
Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.<br />
Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.<br />
Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.<br />
Lembro-me com emoção -toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado- do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é &#8220;sujeito-homem&#8221; e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.<br />
Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura.<br />
Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.</p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" alt="" /></p>
<p>São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.<br />
Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.<br />
Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.<br />
Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: &#8220;Você esteve preso, não é Cesinha?&#8221; &#8220;Estive.&#8221; &#8220;Quanto tempo?&#8221; &#8220;Alguns anos&#8230;&#8221;, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: &#8220;Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta&#8221;.<br />
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de &#8220;menino do MEP&#8221;, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do &#8220;menino&#8221;, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.<br />
Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o &#8220;menino do MEP&#8221; nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.<br />
O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.</p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" alt="" /></p>
<p>Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal &#8220;O Dia&#8221;. A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.<br />
Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.<br />
Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: &#8220;Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!&#8221; Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.<br />
A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o &#8220;menino do MEP&#8221;. Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.<br />
O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.<br />
Mesmo assim, não pretendo assistir a &#8220;O Filho do Brasil&#8221;, que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.</p>
<p><strong>CÉSAR BENJAMIN</strong>, 55, militou no movimentoestudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depoisda decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano,juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meadosde 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foicandidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora HeloísaHelena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na FundaçãoGetulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, naPrefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor daEditora Contraponto e colunista da <strong>Folha</strong>.</p>
<p>Fonte:  Folha de S. Paulo  /</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o fim do mundo é logo ali]]></title>
<link>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/28/o-fim-do-mundo/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:27:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Soares</dc:creator>
<guid>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/28/o-fim-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Sexta-feira. Hora do café. Folha de S.Paulo, página dois. Fernando Barros e Silva, usando como ganch]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sexta-feira. Hora do café. Folha de S.Paulo, página dois. Fernando Barros e Silva, usando como gancho a <a href="http://tvig.ig.com.br/192179/lula-e-a-propaganda-do-neve.htm" target="_blank">paródia lulistica do novo comercial do Neve (o papel higiênico)</a>, joga na mesa a ideia de que <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23203" target="_blank">se Lula é esculachado, é porque não se comporta bem</a>.</p>
<p>Ah, a preocupação com a República, esse velho costume do brasileiro de bem. É, é bom respeitar o presidente e as instituições. Agora, se o negócio é esculacho, não precisava ir tão longe. Umas páginas adiante, <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/cesar-benjamin-os-filhos-do-brasil/">o líder eleito da nação é acusado de crime hediondo</a>. Assim, <em>en passant</em>.</p>
<p>No meio de um nariz de cera gigante (três &#8211; ! -  páginas) chamando o filme do Lula de feio-bobo-chato, César Benjamin, num <em>tour-de-force</em> dramatúrgico, conta histórias de cárceres e encarcerados, disserta sobre as coisas boas e ruins do homem, o drama das situações limite, etc etc.</p>
<p>Isso tudo só pra pincelar, ali, no meio de seu texto, como quem não quer nada, que, num almoço tido com Lula na campanha presidencial de 1994, o teria ouvido confessar um crime: em 1980, quando preso, tentou violentar um rapaz. Podem me chamar de antiquado, conservador, o que for. Mas sou do tempo em que acusações de estupro envolvendo o presidente da República eram coisa séria.</p>
<p>O esquisito é que tudo parece REALMENTE ser de caso pensado, com a construção do primeiro caderno planejada de um bom tanto. Desde o fundo dos textos dos colunistas residentes, passando pela indignação de meia pataca em relação ao comercial de papel higiênico. Até a crítica torta em relação ao processo de adaptação cinematográfica de “<a href="http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1398" target="_blank">O filho do Brasil</a>”, culminando no <em>gran finale</em>: a acusação. Publicada ali, no meio de tudo, como uma cereja de bolo jogada no confeite sem querer. E tudo na sexta-feira, com um fim de semana inteiro de jornais pela frente. Não é exagero dizer que há uma tentativa de narrativa nisso aí.</p>
<p>Noves fora a total impossibilidade do afirmado por Benjamin (lugares, personagens e linha do tempo não batem), salta aos olhos a tosqueira pura do troço. É tudo, tudo errado. Método de produção jornalística, posicionamento político-editorial, estrutura editorial-administrativa, já era.</p>
<p>Às vezes, a impressão que dá é que o núcleo de comando da Folha é alocado não nas editorias de política e economia, mas na de entretenimento. Parece que tudo lá é analisado sem muita perspectiva. Como se instituições políticas fossem tendências (ou, na Ilustrada, “<em>trends</em>”), o bem público fosse a defesa dum suposto bom gosto, e as diretrizes econômicas, o ritmo da vez. Quão mais densa a pauta, maior a chinelagem. Então o presidente da República é tratado como a Britney Spears, na lógica do escândalo como lucro (político, econômico, o que for tá bom). O pensamento <em>neocon</em> é estimulado como modismo, algo para impressionar abobados e vender <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-moral-matematica/files/imagens/file-742515.jpg">uns livros caça-níqueis sem vergonha</a>.</p>
<p>Não acho que o problema maior é Cesar Benjamin, sujeito com história antiga de militância, preso na ditadura, metido em entreveros aqui e ali esquerda afora. De quem o conhece, já escutei muita coisa: uns dizem que anda fora da casinha; outros, que o ressentimento com o PT chegou ao limite. Dane-se. Se não fosse ele, encontrariam algum outro.</p>
<p>O problema é a falência disso tudo: imprensa, jornalismo, política, memória, senso de noção.</p>
<p>Pelo menos os escândalos da Britney costumam fazer mais sentido.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rencontrei]]></title>
<link>http://sobreoquetenhodentro.wordpress.com/2009/11/28/rencontrei/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:05:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vinicius Ferreira</dc:creator>
<guid>http://sobreoquetenhodentro.wordpress.com/2009/11/28/rencontrei/</guid>
<description><![CDATA[Algumas coisas mudaram, o caminho é diferente. Algumas coisas continuam. O caminho ainda é difícil. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Algumas coisas mudaram, o caminho é diferente. Algumas coisas continuam. O caminho ainda é difícil. ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[‘Washington Post’ critica Brasil por visita de Ahmadinejad]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/%e2%80%98washington-post%e2%80%99-critica-brasil-por-visita-de-ahmadinejad/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 02:50:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/%e2%80%98washington-post%e2%80%99-critica-brasil-por-visita-de-ahmadinejad/</guid>
<description><![CDATA[O jornal americano “Washington Post” criticou o presidente Lula em um editorial pela visita do líder]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://jorgeroriz.wordpress.com/files/2009/11/lula-e-o-diabo.jpg"><img class="size-full wp-image-22507 aligncenter" title="lula e o diabo" src="http://jorgeroriz.wordpress.com/files/2009/11/lula-e-o-diabo.jpg" alt="" width="226" height="170" /></a></p>
<p>O jornal americano “Washington Post” criticou o presidente Lula em um editorial pela visita do líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. Segundo a reportagem, “o Brasil estendeu um tapete vermelho ao regime iraniano e Lula literalmente deu um abraço de urso em Ahmadinejad”. O jornal lamentou que o brasileiro “não tenha algo a dizer sobre a sangrenta repressão dos movimentos iranianos pró-democráticos ou a negação de Ahmadinejad sobre o Holocausto e o direito de existir de Israel”. Ainda de acordo com o “Washington Post”, os defensores de Lula afirmam que o presidente convidou o líder iraniano porque “quer mediar no conflito do Oriente Médio”. Mas se assim for, acrescenta o jornal, o líder brasileiro “simplesmente demonstraria sua ignorância na região”.</p>
<p>Claudio Humberto</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Congresso de jornalistas na Bahia]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/congresso-de-jornalistas-na-bahia/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 02:41:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/congresso-de-jornalistas-na-bahia/</guid>
<description><![CDATA[Em virtude de estar acompanhando o Congresso dos jornalistas da Bahia, nesses últimos dias não estão]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em virtude de estar acompanhando o Congresso dos jornalistas da Bahia, nesses últimos dias não estão sendo publicados os artigos de Jorge Roriz.</p>
<p>A atualização em tempo real, voltará a ser feita a partir do próximo domingo.(29).</p>
<p>Agradecemos a compreensão.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lacalle denuncia 'intervenção de líderes estrangeiros]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/lacalle-denuncia-intervencao-de-lideres-estrangeiros/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 02:34:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/lacalle-denuncia-intervencao-de-lideres-estrangeiros/</guid>
<description><![CDATA[Ariel Palacios - O Estado de S. Paulo MONTEVIDÉU - O ex-presidente Luis Lacalle, candidato do Partid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:justify;">
<p>Ariel Palacios - O Estado de S. Paulo</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">MONTEVIDÉU - O ex-presidente Luis Lacalle, candidato do Partido Nacional (Blanco) no segundo turno das eleições presidenciais de domingo no Uruguai, denunciou ontem o que chamou de a &#8220;intervenção&#8221; de chefes de Estado estrangeiros na política interna uruguaia. Nos últimos dias, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva &#8211; por intermédio do ex-governador e presidente do PT gaúcho Olívio Dutra -, anunciaram apoio ao candidato da governista Frente Ampla, o ex-guerrilheiro tupamaro José &#8220;Pepe&#8221; Mujica.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escuta flagra Arruda orientando distribuição de propina]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/escuta-flagra-arruda-orientando-distribuicao-de-propina/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 02:29:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/escuta-flagra-arruda-orientando-distribuicao-de-propina/</guid>
<description><![CDATA[BRASÍLIA - Trecho de escutas autorizadas pela Justiça flagram o governador do Distrito federal, José]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/arruda_retrato_ed_ferreira_AE_07092009.jpg" alt="" width="292" height="280" /></p>
<p>BRASÍLIA - Trecho de escutas autorizadas pela Justiça flagram o governador do Distrito federal, José Roberto Arruda (DEM), orientando seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, sobre a distribuição de propina de a parlamentares e integrantes do governo. Amparado pela Polícia Federal, Durval Barbosa atuou infiltrado no governo de Arruda após acordo de delação premiada para reduzir pena por participação em operações de corrupção no governo de Joaquim Roriz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula reage a acusação de violência sexual]]></title>
<link>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/lula-reage-a-acusacao-de-violencia-sexual/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 02:21:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Roriz</dc:creator>
<guid>http://jorgeroriz.wordpress.com/2009/11/27/lula-reage-a-acusacao-de-violencia-sexual/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; Em artigo, ex-petista diz que presidente teria tentado abusar de colega na prisão; outros pre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div></div>
<p>&#160;</p>
<div id="c">
<p>Em artigo, ex-petista diz que presidente teria tentado abusar de colega na prisão; outros presos contestam</p>
</div>
<div>
<p>O Estado de S. Paulo</p>
</div>
<p>SÃO PAULO - &#8221;Isso é coisa de psicopata, só a psicopatia pode explicar&#8221;, disse nesta sexta-feira, 27, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ao comentar acusações feitas pelo cientista político e ex-militante petista César Benjamin contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em artigo publicado na <em>Folha de S. Paulo</em>, Benjamin afirmou que Lula tentou abusar sexualmente de um colega de cela, quando esteve preso no Dops, em 1980.</p>
<p>Carvalho também relatou que o presidente ficou &#8220;triste&#8221; ao ler o artigo. &#8220;Ele disse que é uma loucura&#8221;, afirmou o assessor. &#8220;Não entendi porque a Folha publicou aquilo. Se a imprensa for por esse caminho é muito ruim&#8221;, completou.</p>
<p>Benjamin ajudou a fundar o PT e se manteve ligado ao partido até 1995. No artigo publicado ontem, ele se dedica sobretudo ao relato da convivência com os presos nos anos em que ficou encarcerado, na ditadura militar, por causa de suas posições políticas. Enfatiza que, apesar de ser muito jovem e de ter convivido com presos comuns, nunca sofreu nenhum tipo de abuso sexual. A ênfase é uma espécie de contraponto ao que vem a seguir, sobre Lula.</p>
<p>O autor narra um encontro que teria tido, em 1994, com Lula, então em campanha. Na ocasião, o ex-líder sindical lhe teria feito perguntas sobre a prisão e revelado que não suportaria o isolamento &#8211; por não conseguir viver sem relações sexuais com mulheres.</p>
<p>Em seguida, Lula teria narrado a tentativa de violação sexual do companheiro de cela. O trecho do artigo de Benjamin é claro: &#8220;Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.&#8221; E prossegue: &#8220;Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o ‘menino do MEP’ nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas&#8221;.</p>
<p>A conversa, segundo Benjamin, teria ocorrido durante um almoço, com a participação de mais três pessoas: o publicitário Paulo de Tarso Santos, que coordenava campanha; um segundo publicitário, cujo nome o autor não recorda; e um americano, também não nomeado &#8211; que não entendia português.</p>
<p>Procurado para falar sobre o artigo, o publicitário Paulo de Tarso Santos respondeu com uma nota, na qual confirmou o almoço, em caráter informal, e nomeou o americano. Era o publicitário Erick Ekwall, indicado pelo empresário Oded Grajew para ajudar na campanha. Disse, no entanto, não lembrar da presença de Benjamin no almoço, assim como qualquer comentário sobre o tema citado. &#8220;Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa)&#8221;, escreveu.</p>
<p>Lula foi detido pela polícia política no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio. Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas. Um de seus companheiros mais jovens, com 23 anos, era o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida &#8211; na época militante da Convergência Socialista. Ontem, após ler o artigo, ele comentou: &#8220;Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese.&#8221;</p>
<p>MEP era a sigla do Movimento de Emancipação do Proletariado, dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que optou pela luta armada contra a ditadura. Entre seus militantes encontrava-se o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, que ontem classificou o artigo de &#8220;repugnante&#8221;.</p>
<p>Na opinião do ex-dirigente sindical Djalma Bom, que esteve ao lado de Lula na prisão, seria impossível uma tentativa de violência sexual ter passado despercebida. &#8220;O Benjamin enlouqueceu. Ou entendeu errado alguma conversa do Lula&#8221;.</p>
<p>O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Enilson Simões de Moura, o Alemão, também estava na cela. Após classificar o comentário de Benjamin como &#8220;absurdo&#8221;, comentou: &#8220;O que eu lembro é que, brincando com uma bola de basquete, Lula acertou sem querer a cara do rapaz do MEP&#8221;. Não lembrou, no entanto, nome do rapaz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
