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	<title>jose-padilha &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/jose-padilha/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "jose-padilha"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 05:50:41 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[The hottest documentarist around]]></title>
<link>http://deepbrazil.com/2009/12/04/the-hottest-documentarist-around/</link>
<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 00:56:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Deep Brazil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Keep your eyes on José Padilha, the director whose movies dissect the social mechanisms that perpetu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/AqfamHEnpws&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/AqfamHEnpws&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span>Keep your eyes on José Padilha, the director whose movies dissect the social mechanisms that perpetuate violence and poverty. His latest work, &#8220;<em>Garapa</em>&#8221; (the sugar cane juice used to conceal hunger when one has nothing else to eat), will be representing Brazil at the Sundance Festival, the biggest showcase of independent movies. The film follows three starving families during a month. It is in black &#38; white, has minimal interventions and no soundtrack. It obviously disregards mainstream moviegoers but those willing to pay to get depressed on the way to enlightenment. </p>
<p>Padilha´s films are consistently disturbing. His first feature as a director, &#8220;Bus 174&#8243; (Ônibus 174), recalls an episode where police intervention converted the robbery of a city bus into a tragedy<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/1YFVr4R_g7Q&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/1YFVr4R_g7Q&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span>. Then, he produced &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=v9ik-M5k0K4" target="_blank">Estamira</a>&#8220;, that depicts a schizophrenic woman who has lived for decades in a landfill in Rio. In 2007, he was widely acclaimed by <a href="http://www.elitesquadmovie.co.uk/#/Home/" target="_blank">&#8220;Elite Squad&#8221;</a> (<em>Tropa de Elite)</em>, the fictional portrait, in all hues of red, of the clashes between the police and dealers based in the <em>favelas</em> (shantytowns) of Rio. An estimate of 11 million people watched the pirate version of the movie &#8211; the rumour is that allowing piracy was part of its promotional strategy. It seems to have worked &#8211; it was a blockbuster in movie theaters and gave Padilha the <a href="http://www.screendaily.com/padilhas-the-elite-squad-takes-golden-bear-in-berlin/4037388.article" target="_blank">Golden Bear</a> of the Berlin International Film Festival.</p>
<p>Check this <a href="http://www.youtube.com/watch?v=efQcYZuq7G4" target="_blank">interview</a> with Padilha on &#8220;<em>Garapa</em>&#8221; during the Tribeca Film Festival, in New York</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha "ônibus 174"]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/11/26/resenha-onibus-174/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 20:04:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/11/26/resenha-onibus-174/</guid>
<description><![CDATA[Se há um clichê para definir o filme Ônibus 174, de José Padilha, é “um tapa na cara”. Poderia falar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se há um clichê para definir o filme <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ceExWZv0lVM" target="_blank">Ônibus 174</a></em>, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Padilha" target="_blank">José Padilha</a>, é “um tapa na cara”. Poderia falar-se, também, em “soco no estômago” ou qualquer outra frase desse nível. Mas o que impressiona mesmo no vídeodocumentário não são esses lugares-comuns que ele traz; são os “lugares-comuns” cotidianos que ele explicita de forma impressionante; são aquelas verdades brasileiras escondidas por debaixo do pano das quais se costuma dizer que “não acontece comigo”.</p>
<p>O que o diretor José Padilha mostra no relato do famoso <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/11/10/286598444.asp" target="_blank">caso do ônibus da linha 174</a> – que foi sequestrado em 12 de Julho de 2000 no Rio de Janeiro, no bairro do Jardim Botânico – é justamente que há uma indiferença por parte do povo brasileiro quanto ao que acontece na sociedade – e, obviamente, quais as consequências disso. O cineasta leva a falta de consideração do brasileiro das classes médias e altas, sua completa alienação, à última instância, que é o seqüestro do ônibus <em>per se.</em></p>
<p>A história se passou em 2000, quando o Brasil inteiro assistiu pela televisão ao sequestro de um ônibus no Rio. Todo o processo levou uma tarde inteira para culminar no assassinato do sequestrador e de uma das reféns. E o que poderia, se fosse para ser filmado, transformar-se em um <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RoxrdMukQu0&#38;feature=rec-LGOUT-exp_fresh+div-HM" target="_blank">Tropa de Elite</a></em> mais comercial, acabou virando documentário nas mãos de Padilha, que procurou mostrar o lado do sequestrador, Sandro Barbosa do Nascimento, e tentou fazer o público enxergar para aonde caminha a sociedade no Brasil.</p>
<p>Uma das partes mais marcantes do filme é quando resolve-se falar de outro episódio vergonhoso da história do Rio de Janeiro, <a href="http://www.redecontraviolencia.org/Casos/1993/240.html" target="_blank">A Chacina da Candelária</a>, na qual 8 jovens moradores de rua foram cruelmente assassinados por policiais militares. O narrador, no momento em que está falando sobre o ocorrido, conta que, à época, para a sociedade como um todo, a atrocidade havia sido bem executada, e a maioria das pessoas concordavam com aquilo. A população sempre quis simplesmente exterminar essa “escória” da sociedade.</p>
<p>Com Sandro as opiniões não foram muito diferentes. São incríveis as imagens feitas depois que o sequestrador já havia sido baleado, nas quais centenas de civis correm para o local e começam a dar pontapés e chutes no marginal. As pessoas esquecem, porém, que anos atrás concordaram com um ato de barbárie equiparável ao que passaram a tarde a assistir – ironicamente, veio a descobrir-se que Sandro era um dos sobreviventes da Chacina.</p>
<p>José Padilha coloca, portanto, em discussão quem pode ser realmente taxado de vilão e de “mocinho” na história do ônibus 174. O diretor, porém, não se preocupa em exprimir abertamente sua opinião, mas, antes, prefere fazer germinar o debate social por trás da história de um menino pobre que viu sua mãe ser assassinada, teve que se mudar para as ruas do Rio, sobreviveu a uma chacina cometida por policiais e acabou seqüestrando um ônibus sem, porém, matar ninguém – não se sabe oficialmente quem matou a única refém vitimada, mas é sabido que o primeiro tiro, na cabeça, foi dado por um policial.</p>
<p>As diversas fontes ouvidas pela equipe do filme denotam sua provável imparcialidade no assunto: algumas das reféns passam o filme inteiro contando o fato, mas a mãe de criação de Sandro, sua tia e uma assistente social que cuidou dele intercalam seus depoimentos com os de alguns policiais e até mesmo de um colega marginal do sequestrador.</p>
<p>O fio condutor do documentário, a história de fundo, que é a do sequestro, é mantido pelos depoimentos de quem viveu a situação. Mas o filme preocupa-se em, a toda hora, mostrar o que tudo aquilo quer dizer em um país no qual grande parte da população não tem direito a recursos humanos básicos, em que o sistema carcerário funciona aquém daquilo esperado para se garantir o mínimo de direitos humanos, e aonde uma elite preconceituosa acha melhor exterminar bandido e morador de rua ao invés de pensar em formas de acabar com essa situação precária.</p>
<p>Sem focar sempre no que acontece no ônibus, o filme vai contando pequenas histórias de ex-colegas de rua de Sandro, denuncia situações esdrúxulas em prisões  e casas de reeducação social brasileiras, mostra como a opinião pública é completamente alienada e bárbara, e tenta convencer o espectador de que “as coisas não são bem assim”.</p>
<p>É certamente um filme que revolta e causa desconforto. E esses sentimentos são causados justamente porque o público sabe que tudo aquilo que está sendo falado ali na tela é verdade; que todos os debates ali propostos são sérios; que ninguém realmente nunca faz nada. As pessoas sabem que “ninguém faz nada pelos Sandros” do Brasil. O público que assiste a <em>Ônibus 174</em> tem consciência da realidade que não quer aceitar – por isso sai tão abalado do filme.</p>
<p>O que realmente acaba sendo irônico é que José Padilha, que tentou sacudir o brasileiro e abrir-lhe os olhos, não fez mais que causar um sentimento instantâneo nele; um falso moralismo momentâneo que perdura, no máximo, até a conversa no bar pós sessão de filme para a maioria. Muitos saem revoltados, querem mudar alguma coisa naquele momento, mas aí vão dormir, acordam no outro dia e fecham as portas para os milhares de Sandros que Padilha tentou mostrar. No fim, é difícil encontrar alguém que de fato esteja disposto a tentar mudar a situação. E aí o Brasil continua, até o ponto em que, possivelmente, estoure novamente a realidade e outro ônibus 174 aconteça.</p>
<p>&#160;</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GARAPA SEM PASTEL]]></title>
<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/10/28/garapa-sem-pastel/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 04:14:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>sbandeira</dc:creator>
<guid>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/10/28/garapa-sem-pastel/</guid>
<description><![CDATA[“Comer é uma necessidade do estômago; beber é uma necessidade da alma.” Victor Hugo A linguagem de u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-5006" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/10/28/garapa-sem-pastel/garapa_documentario/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5006" title="Garapa_Documentário" src="http://lella.wordpress.com/files/2009/10/garapa_documentario.jpg" alt="Garapa_Documentário" width="370" height="250" /></a></p>
<p>“<em>Comer é uma necessidade do estômago; beber é uma necessidade da alma</em>.”<br />
Victor Hugo</p>
<p>A linguagem de uma narrativa cinematográfica no formato documental é de extrema importância e valor já que é um constante aprendizado, acrescentando novas informações, somando experiências, matando curiosidades ou especulações de um determinado assunto de total ou parcial conhecimento, que se domina ou não.</p>
<p>Fazer um filme <strong>DOCUMENTÁRIO</strong>, a princípio, parecer ser algo fácil e simples, bastando uma idéia na cabeça e uma câmera na mão. Mas nada é o que parece ser. A dificuldade é tamanha, tal qual a uma superprodução recheada de efeitos especiais.</p>
<p><strong>José Padilha</strong>, cineasta brasileiro, ganhador de muitos prêmios pelos seus filmes <a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/03/27/tropa-de-elite/">TROPA DE ELITE</a> e ÔNIBUS 174, realizou recentemente um documentário intitulado <strong>GARAPA</strong>.</p>
<p>Garapa é uma bebida nacionalmente conhecida como caldo de cana. Garapa pode ser também qualquer bebida refrigerante mistura de água com açúcar.</p>
<p>O cinema DOCUMENTÁRIO é fascinante. O fascínio está na forma de abordagem, na temática e em todos os ingredientes inseridos. O fascínio daquilo que temos sede de aprender e apreender. E o aprendizado às vezes é doloroso; e a apreensão às vezes maltrata a alma.</p>
<p>Assistir ao documentário <strong>GARAPA</strong>, é preciso ter estômago de avestruz e sangue de barata. É um filme indigesto. Um filme VERDADEIRO. As verdades de nosso país muitas vezes varrido para debaixo do tapete. O problema existe, e finge-se não ouvir, ver e falar.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-5015" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/10/28/garapa-sem-pastel/garapa_01/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5015" title="Garapa_01" src="http://lella.wordpress.com/files/2009/10/garapa_01.jpg?w=280" alt="Garapa_01" width="280" height="300" /></a>GARAPA</strong> mostra o drama de três famílias nordestinas miseráveis, e é considerado um dos mais contundentes retratos da fome no Brasil, tendo como único recurso alimentício a garapa (mistura de água com açúcar), e um auxílio de um pouco mais que R$ 50,00, repassado pelo programa bolsa-família ou Fome Zero. O filme é todo em preto e branco (o que torna o documentário menos chocante e violento), sem música, confetes ou serpentinas, tendo como protagonistas três mulheres batalhadoras e seus filhos como figurantes. A tristeza e o drama enfrentados diariamente por essas três famílias não param aí. São vários os fatores: o desemprego, a falta de saneamento, educação e lazer ou programa de controle familiar. Acostumados com a situação, vivem sem nenhuma expectativa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>A fome é um assunto mundial e parece não ter fim. É o pior tipo de violência. Não precisa citar a África, ela está aqui, ao nosso lado, o nosso vizinho, em nosso país</strong>.</p>
</blockquote>
<p>É um documentário que veio para somar e sensibilizar a todos do grande problema que é essa forma de violência que considero a pior de todas: A <a href="http://www.fao.org/economic/ess/food-security-statistics/en/">FOME</a>. Lembrando que há vários tipos de fome: fome de saber, de conhecimento, de amor, de solidariedade, de amizade, mas a de não ter um pão para se comer pela manhã, nunca comer uma fruta, nem água potável, passar por todo tipo de privação e humilhação, pedindo, esmolando é simplesmente o fim, a pior desgraça que o ser humano NÃO deveria enfrentar.</p>
<p>Para quem é sensível, se choca e passa mal com facilidade com o que fere e maltrata, com as mais diversas formas de violência, este filme não é aconselhável. NÃO ASSISTA em hipótese alguma. Que eu me lembre é o primeiro filme que a censura não é definida. A informação sobre ele diz CENSURA A DEFINIR. Talvez seja um tipo de aviso ao expectador como: CUIDADO, ou ATENÇÃO.</p>
<p>Vivendo e aprendendo e nunca mais ser o mesmo assistindo a documentários. Fará parte de sua história de vida, estará para sempre nas suas células, na mente ou no coração; de alguma forma te modificará. Repensar os valores da sociedade, a ética, seu espaço e liberdade, direito de ir e vir, as obrigações, os deveres, a impotência diante desse caos que não embevece, nem orgulha; entristece e envergonha.</p>
<p>E depois de assistir ao <strong>GARAPA</strong> o expectador nunca mais será o mesmo. E o assunto não se esgota aqui.</p>
<p>Por: Karenina Rostov.  Blog: <a href="http://rostovms.blogspot.com/">Letras Revisitadas</a>.</p>
<p><strong><a href="http://www.garapaofilme.com.br/">GARAPA</a>. 2008</strong>. Brasil. Direção e Roteiro: José Padilha. Gênero: Documentário. Duração: 110 minutos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Garapa (idem, 2009)]]></title>
<link>http://cinemaecenas.wordpress.com/2009/10/27/garapa-idem-2009/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 00:35:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cássia Tamyris Sousa</dc:creator>
<guid>http://cinemaecenas.wordpress.com/2009/10/27/garapa-idem-2009/</guid>
<description><![CDATA[Depois de Ônibus 174 e Tropa de Elite, José Padilha surge neste ano com o documentário Garapa, um fi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-253" title="cartaz_garapa_blog" src="http://cinemaecenas.wordpress.com/files/2009/10/cartaz_garapa_blog.jpg?w=200" alt="cartaz_garapa_blog" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0340468/" target="_blank">Ônibus 174</a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0861739/" target="_blank">Tropa de Elite</a>, José Padilha surge neste ano com o documentário <a href="http://www.imdb.com/title/tt1262985/" target="_blank">Garapa</a>, um filme forte que trata de um problema que não é exclusividade brasileira: a fome. Não a fome de quem não tem nada para comer, mas aquela em que a péssima alimentação leva a desnutrição e, muitas vezes, à morte.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme segue o cotidiano de três famílias cearenses, duas do interior do estado e outra da periferia de Fortaleza. Em preto e branco, sem narração e pouca apresentação de dados sobre a fome (exceto ao final), o filme centra-se principalmente no tratamento dado às crianças que, não tendo o que comer, vivem à base de garapa, uma mistura de água e açúcar que as mães preparam.</p>
<p style="text-align:justify;">Como o filme não entra no mérito da mera informação, mas apenas mostra uma situação, não vemos o poder público ser acionado. São feitas algumas perguntas às famílias acerca dos benefícios concedidos pelo Governo Federal, mas não passa disso. José Padilha explicou que sua intenção ao fazer o filme era mostrar a fome de maneira universal.</p>
<p style="text-align:justify;">Garapa é um filme que mostra uma realidade não só de fome, mas também de desinformação por parte dessas famílias. Se prestarem atenção, poderão notar que ele até quis dar um tom universal, mas Garapa reflete problemas culturais e sociais brasileiros muito específicos. Inclusive do Nordeste.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/IqkRvxRCS0k&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/IqkRvxRCS0k&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tropa de Élite]]></title>
<link>http://cinefagusmaximus.wordpress.com/2009/10/18/tropa-de-elite/</link>
<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 15:29:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>cinefagusmaximus</dc:creator>
<guid>http://cinefagusmaximus.wordpress.com/2009/10/18/tropa-de-elite/</guid>
<description><![CDATA[Título: Tropa de Élite Título original: Tropa de Elite País: Brasil Estreno en USA: 19/09/2008 Estre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-872" title="Tropa de elite" src="http://cinefagusmaximus.wordpress.com/files/2009/10/tropa-de-elite.jpg" alt="Tropa de elite" width="318" height="450" /></p>
<p>Título: Tropa de Élite<br />
Título original: Tropa de Elite<br />
País: Brasil<br />
Estreno en USA: 19/09/2008<br />
Estreno en España: 18/07/2008<br />
Productora: Coproducción Brasil-USA-Argentina<br />
Director: José Padilha<br />
Guión: José Padilha, Bráulio Mantovani y Rodrigo Pimentel (basado en el libro de André Batista)<br />
Reparto: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Fernanda Machado, Milhem Cortaz, Fernanda de Freitas, Thelmo Fernandes, Maria Ribeiro, Paulo Vilela, Milhem Cortaz, Marcelo Valle, Fábio Lago, Emerson Gomes</p>
<p><strong>Sinopsis:</strong></p>
<p>Río de Janeiro, 1997. A Nascimento, capitán del BOPE (Batallón de Operaciones Especiales de la Policía), la tropa de élite de la Policía de Río, se le asigna el mando de uno de los grupos que tienen la misión de “pacificar” las favelas del cerro de Turano debido a la visita de Juan Pablo II, quien va a instalarse en una zona cercana. El capitán, bajo una presión constante, empieza a notar los efectos del estrés. Tiene que ejecutar las órdenes recibidas, mientras intenta encontrar un sustituto, ya que su mujer, Rosane, se encuentra en sus últimos días de embarazo y le pide constantemente que abandone la primera línea del Batallón. En estas condiciones, le llaman para otra emergencia más en una favela. Durante un tiroteo en una fiesta funk, Nascimento y los suyos tienen que salvar a dos aspirantes a oficiales de la policía: Neto y André Matias. Deseosos de entrar en acción e impresionados por la actuación de sus salvadores, los dos se presentan como candidatos al curso de formación del BOPE.</p>
<p><strong>Opinión:</strong></p>
<p>Brasil. Una potencia económica emergente hoy en día. Un destino turístico sin igual. Un país maravilloso que va a albergar los próximos mundiales de fútbol y las Olimpiadas. Y que también tiene su lado oscuro. Las favelas. Cientos y cientos de casas prefabricadas apiñadas en las laderas de los montes cerca del centro urbano de la ciudad donde viven los mas pobres entre los pobres. Y los traficantes de drogas. Que hacen de estos particulares sitios su coto personal donde reinan impunemente, porque la policía no se atreve a entrar en estos lugares o está tan corrupta que recibe sobornos por hacer la vista gorda.</p>
<div id="attachment_875" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-875" title="Tropa de elite2" src="http://cinefagusmaximus.wordpress.com/files/2009/10/tropa-de-elite21.jpg" alt="Torturador y héroe" width="400" height="267" /><p class="wp-caption-text">Torturador y héroe</p></div>
<p>Y es por esto por lo que se crea el BOPE, una unidad de élite de la policía brasileña, incorruptible y tremendamente violenta, capaz de todo con tal de atrapar a un criminal. La película, con un guion solido y compacto, nos muestra todo esto bajo el prisma de tres hombres pertenecientes a esta unidad, pero también nos revela lo hondamente que esta insertada la corrupción en todos los segmentos de la sociedad brasileña, siendo esta copartícipe de los problemas con la droga y la violencia.</p>
<div id="attachment_876" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-876" title="Tropa de elite1" src="http://cinefagusmaximus.wordpress.com/files/2009/10/tropa-de-elite1.jpg" alt="Violencia en las favelas" width="400" height="255" /><p class="wp-caption-text">Violencia en las favelas</p></div>
<p>Es un film duro, que no da concesiones, con escenas tremendas de torturas y ejecuciones, tanto por parte de la policía como de los mafiosos. Parece mas una guerra que otra cosa. Y con un torturador como eje vertebral de la historia, para mas inri. No apta para estómagos sensibles.</p>
<p><strong>Puntuación:</strong></p>
<p>8 / 10</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La città di Dio - City of God - Cidade de Deus - Storia di una favela]]></title>
<link>http://controreazioni.wordpress.com/2009/10/18/la-citta-di-dio-storia-di-una-favela/</link>
<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 12:35:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>controreazioni</dc:creator>
<guid>http://controreazioni.wordpress.com/2009/10/18/la-citta-di-dio-storia-di-una-favela/</guid>
<description><![CDATA[Regia: Fernando Meirelles Fotografia: Cesar Charlone Interpreti: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_F2ztiXFmm_M/SSHK8hXtKYI/AAAAAAAAAU0/vB35opBL_7M/s400/city-of-god%5B1%5D.jpg" alt="" width="400" height="223" /></p>
<div><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;"></span></div>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Regia: Fernando Meirelles</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Fotografia: Cesar Charlone</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Interpreti: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Phellipe Haagensen, Douglas Silva, Jonathan Haagensen, Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alice Braga, Roberta Rodrigues.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Paese: Brasile 2002</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Nella città di Dio le storie dei suoi abitanti sono traiettorie imprevedibili e veloci che si incontrano, si scontrano, si amano, si uccidono, si tradiscono e si ritrovano con la frenesia dei corpi più giovani. Dietro questo intreccio si staglia la Favela, che nasce tra le case a un piano degli anni ’60 e i campi sterrati di un’assolata Rio de Janeiro e cresce insieme ai suoi protagonisti, come un labirinto di lamiere e cunicoli che hanno perso l’innocenza dei criminali romantici. </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Lo sguardo di <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ldXQR8A36MY">Meirelles</a> segue questa evoluzione e la riproduce adattando a ogni fase la sua velocità di esecuzione. La favela degli anni ’70, dove domina il narcotrafficante Ze Pequeno, è veloce come il ritmo di un mitra, si muove con il passo accelerato di un film d’azione ma ha anche un carattere orgiastico, confusionario dove non è possibile comprendere fino in fondo quali siano i ruoli dei protagonisti in campo. Al centro di questo intreccio imprevedibile si trova Buscapè, un giovane fotografo cresciuto anch’esso nella città di Dio e che, tra i vari protagonisti della storia, è uno dei pochi che ha sempre pensato prima alla propria sopravvivenza e poi al desiderio di gloria. Da questo punto di vista Buscapè è l’esatto contrario di Ze Pequeno, che la sua vita la mette sul piatto già da bambino mischiando il desiderio di ricchezza con una ben più incontrollabile volontà di potenza e dominio sulla favela. È proprio questo desiderio di gloria a rompere gli equilibri nel narcotraffico, a scatenare la guerra e a coinvolgere, suo malgrado, Buscapè in uno scontro che aveva sempre evitato.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Ma tutti i protagonisti della vicenda sono coinvolti loro malgrado nella storia di questa favela che sembra nutrirsi delle vite dei suoi stessi abitanti. Suo malgrado vi resta coinvolto Manè Galinha, giovane esperto di arti marziali e tiratore scelto, che Ze Pequeno sceglie come vittima sacrificale per legittimare il suo potere scatenando la guerra; loro malgrado vi restano coinvolti Cabeleira, Manreco, Benè e tutti gli altri protagonisti della vicenda che crescono tra il nulla e l’aspirazione negata al benessere. Tra i criminali descritti nel film di Meirelles non è dato trovare dei personaggi negativi a tutto tondo. Lo stesso Ze Pequeno, che fin da piccolo ama uccidere per il gusto di uccidere e ordina senza nemmeno pensarci l’omicidio di un bambino di strada colpevole di aver rubato del pane nella “sua” favela, ha dei momenti di umanità che probabilmente costituiscono anche il suo punto debole. E nemmeno la favela è in sé “moralmente riprovevole”, costituendo solo un appendice di scelte operate al di fuori dei suoi confini. </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Se c’è un personaggio negativo a tutto tondo questo va cercato semmai nella polizia e nello Stato brasiliano, che, infatti, non viene mai descritto facendo ricorso a quella frenesia delle immagini caratteristica della rappresentazione della vita dei banditi. I rappresentanti di questo ordine sono dei poliziotti che forse si sbaglierebbe a definire “corrotti”, dal momento che la corruzione è sempre distacco da una norma mentre qui la norma indicata è proprio la corruzione e la violenza verso il diritto. Quando Meirelles riprende le azioni dei poliziotti la velocità si arresta in base alla loro corruzione, come se dietro questa flemma nel commettere crimini pur portando una divisa addosso si volesse rappresentare la linearità con cui quelle azioni vengono compiute. In questa fase i poliziotti dominano sulla favela e sono i responsabili diretti, in quanto esecutori di un mandato, della condizione in cui i suoi abitanti sono costretti a vivere.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">“La citta di Dio” va quindi letta su più piani poiché costituisce, al tempo stesso, un’opera di denuncia sociale e un’espressione narrativa che sulla struttura dei racconti incrociati basa il suo svolgimento drammatico. Questo film, inoltre, va messo in comparazione con il successivo “Tropa de elitè”, di <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Padilha">José Padilha</a>, opera in cui il ruolo dei personaggi è ben più sfumato e il giudizio più negativo sembra essere rivolto non tanto alle forze militari quanto a quegli elementi borghesi che vorrebbero cambiare la favela scendendo a patti con i narcotrafficanti. Ed è un’opera che va letta in comparazione anche con il molto meno riuscito “<a href="http://controreazioni.wordpress.com/2008/11/16/the-constant-gardener-una-plausibile-finzione/">The Constant Gardner</a>”, sempre di Meirelles, con cui “La città di Dio” condivide solo l’essere stati tratti entrambi da un romanzo, per comprendere quanto sia difficile raccontare realtà apparentemente simili, come quelle del “Terzo Mondo”, e che invece presentano una complessità tale da rendere improbo il tentativo di fornire uno sguardo universale.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="line-height:115%;font-family:Arial,sans-serif;font-size:12pt;">Gregorio Sorgonà</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> <span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ng9q5-xkNmE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/ng9q5-xkNmE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul]]></title>
<link>http://coolturalblog.wordpress.com/2009/10/16/4%c2%aa-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul/</link>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:18:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>ademarjr</dc:creator>
<guid>http://coolturalblog.wordpress.com/2009/10/16/4%c2%aa-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul/</guid>
<description><![CDATA[Está em andamento a quarta edição da mostra de cinema e direitos humanos na América do Sul, iniciada]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://coolturalblog.wordpress.com/files/2009/10/4c2aa-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-285" title="4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul" src="http://coolturalblog.wordpress.com/files/2009/10/4c2aa-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul2.jpg" alt="4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul" width="504" height="421" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Está em andamento a quarta edição da <a title="4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul" href="http://www.cinedireitoshumanos.org.br/">mostra de cinema e direitos humanos na América do Sul</a>, iniciada em 5 de Outubro irá se estender até 10 de Novembro, em 16 capitais brasileira, incluindo Teresina (13/10 a 19/10). Esse desafio surgiu em dezembro de 2006 a fim de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, através da voz, luz e magia transmitidas pelo cinema. Nesse ano inicial eram apenas quatro cidades, que foram aumentando com o passar dos anos e totalizam dezesseis hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">A curadoria (mesma do ano passado) é de responsabilidade de Francisco Cesar Filho (Chiquinho) que através de uma chamada pública e cuidadosa pesquisa junto de dez países, selecionou 39 filmes, que incluem documentários e ficções, curtas e longas. No grupo de produções dos últimos dois anos está incluído <em>Garapa</em>, de José Padilha, que tenta reforçar a consciência do país para a urgência na erradicação da fome e da pobreza extrema. As demais produções estão permeadas de temas como preconceito racial, igualdade de gênero, proteção da criança, do adolescente e do idoso, saúde mental, diversidade sexual, tortura, trabalho escravo, liberdade religiosa, memória da repressão política e muitos outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disso, a 4ª Mostra trabalha a inclusão de maneira prática e inclusiva, com todas as sessões gratuitas. Mesmo os filmes brasileiros apresentam legendas para pessoas com deficiência auditiva, salas com adaptação para cadeirantes e conta ainda com mais de uma sessão com audiodescrição para pessoas com deficiência visual. Este evento tem realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras, produção da Cinemateca Brasileira, e apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">Eventos deste porte são imprescindíveis para construção de uma cidadania saudável. Abordar essa questão dos direitos humanos é uma tarefa inesgotável, permanente e de responsabilidade geral. A discussão contida na essência deste evento é uma missão urgente, e que deve atingir direta e indiretamente (por meio de repasses) públicos específicos, entre eles alunos da redá escolar, jovens da periferia ou moradores de zonas de risco social, apenas para citar exemplos. Deve-se ter em mente que tudo isso é para conscientizar não apenas essas pessoas que precisar, mas também aqueles que podem e devem ajudar, e assim contribuir para uma construção social melhor.</p>
<p style="text-align:justify;">Visite o <a title="4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul " href="http://www.cinedireitoshumanos.org.br/" target="_blank">site</a> do evento para saber se sua cidade está incluída, e quais as datas de realização (pois as mesmas variam de uma cidade para outra), sua presença é indispensável.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">*OBS: Algumas informações deste texto foram retiradas do catálogo 2009 do evento.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tropa de Elite: John Malkovich é fã]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2009/10/06/tropa-de-elite-john-malkovich-e-fa/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 17:37:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2009/10/06/tropa-de-elite-john-malkovich-e-fa/</guid>
<description><![CDATA[John Malkovich O site da Revista Monet conta que, em entrevista ao Rotten Tomatoes durante a divulga]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_14091" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/10/john-malkovich.jpg"><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/10/john-malkovich.jpg" alt="John Malkovich" title="john-malkovich" width="150" class="size-full wp-image-14091" /></a><p class="wp-caption-text">John Malkovich</p></div>
<p>O site da Revista Monet conta que, em entrevista ao Rotten Tomatoes durante a divulgação do filme independente Desonra, o ator John Malkovich, a pedido do site, fez uma seleção dos cinco longas que recomendaria a qualquer cinéfilo que se preze. &#8220;Tropa de Elite&#8221; é um deles:</p>
<blockquote><p>O intuito da página norte-americana era que o ator, diretor e produtor listasse as cinco obras cinematográficas de sua preferência, mas Malkovich afirmou que não conseguiria fazer uma escolha assim. “Eu realmente não posso dizer que tenho cinco filmes favoritos; por alguma razão minha mente não consegue trabalhar dessa maneira”, disse. No entanto, como alternativa, ele apontou aqueles que devem ser vistos pelas pessoas que gostam de cinema. E o brasileiro Tropa de Elite, dirigido por José Padilha, é um deles.</p></blockquote>
<p>Veja a lista de Malkovich no site da revista, <a target="_blank" href="http://revistamonet.com.br/coluna/2009/10/06/para-john-malkovich-tropa-de-elite-e-um-dos-filmes-essenciais-para-qualquer-cinefilo/">clicando aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[José Padilha e Fernando Meirelles vão participar de ‘Rio, eu te amo’]]></title>
<link>http://sammyfecury.wordpress.com/2009/10/02/jose-padilha-e-fernando-meirelles-vao-participar-de-%e2%80%98rio-eu-te-amo%e2%80%99/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:39:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sammy Fecury</dc:creator>
<guid>http://sammyfecury.wordpress.com/2009/10/02/jose-padilha-e-fernando-meirelles-vao-participar-de-%e2%80%98rio-eu-te-amo%e2%80%99/</guid>
<description><![CDATA[Projeto cinematográfico já retratou Paris e Nova York. &#8216;Fazer um curta será um desafio’, diz o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Projeto cinematográfico já retratou Paris e Nova York.<br />
&#8216;Fazer um curta será um desafio’, diz o diretor de ‘Tropa de elite’.</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-554" title="fernando" src="http://sammyfecury.wordpress.com/files/2009/10/fernando.jpg" alt="fernando" width="468" height="165" /><br />
</strong></p>
<p>A produtora Ever So Close, do cineasta francês Emmanuel Benbihy,         anunciou nesta sexta-feira (2) no Festival de Cinema do Rio de         Janeiro os primeiros nomes do projeto “Rio, eu te amo”.</p>
<p>O filme, a exemplo de “Paris, eu te amo” e “Nova         York, eu te amo” é composto por curtas realizados por diferentes         diretores, e fazem parte da série “Cities of love”. A versão         carioca vai contar com 11 diretores – oito estrangeiros (três         deles norte-americanos) e três brasileiros.</p>
<p>Os primeiros nomes a serem anunciados foram os         brasileiros José Padilha (“Tropa de elite”) e Fernando Meirelles         (“Cidade de Deus”, “Cegueira”).</p>
<p>“Para mim vai ser um desafio”, diz Padilha.         “Porque eu nunca fiz um curta – eu comecei fazendo o caminho         inverso da maioria dos cineastas. Mas também vai ser um prazer         mostrar a cidade onde nasci, morei e que eu amo”.</p>
<p>O produtor Joshua Skurla diz que Daniela Thomas é         o nome mais cotado para a terceira vaga de diretor brasileiro.         Nenhum diretor estrangeiro foi confirmado ainda. “Rio, eu te         amo” está programado para estrear em 2011.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[José Padilha]]></title>
<link>http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/23/jose-padilha/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 12:35:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafaéu</dc:creator>
<guid>http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/23/jose-padilha/</guid>
<description><![CDATA[Tropa de Elite até se sobressai como o filme de gênero que não temos aqui, mas também não é amostra ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-956" title="tropa" src="http://noescuroevendo.wordpress.com/files/2009/09/tropa.jpg" alt="tropa" width="365" height="114" /></p>
<p style="text-align:justify;">Tropa de Elite até se sobressai como o filme de gênero que não temos aqui, mas também não é amostra da maior aptidão cinematográfica. A narração em off de Capitão Nascimento gerou controversia, seria fascista, mas não acredito que seja o ideal tomar o discurso do personagem como discurso do filme, ou do realizador. E mesmo se de fato fosse, existe em &#8220;Tropa de Elite&#8221; recaídas humanas em diversos pontos, na maioria das vezes chamadas de revolução. O registro é bom quanto a expressão de mundo caos, sobram situações de limite.</p>
<p style="text-align:justify;">Anterior à &#8220;Tropa de Elite&#8221; temos &#8220;Ônibus 174&#8243;, superior. Se ao final deixa a questão de talvez estar justificando um crime, também humaniza (porquê o é) o &#8220;bandido&#8221; em questão. Padilha organizou bons discursos, tocou pontos muito esquecidos em uma linguagem simples e que dificilmente não deixaria o recado almejado.</p>
<p style="text-align:justify;">Dois filmes sociais, portanto. O cinema bem pouco. E seus filme são fenômenos por isso, talvez porquê a TV não fala aquilo tão bem. As pessoas talvez procurassem a algum tempo essa voz que a transmissora das massas não se arrisca a dar (explicitamente). Nesse ponto a inércia técnica de &#8220;Tropa de Elite&#8221; falha, o filme social, o discurso de Capitão Nascimento pode ser impulso, não porquê o filme é fascista, mas porquê nossa sociedade é.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-957" title="garapa" src="http://noescuroevendo.wordpress.com/files/2009/09/garapa.jpg" alt="garapa" width="365" height="114" /></p>
<p style="text-align:justify;">Neste ano José Padilha estreou Garapa, exemplar fraco. Quanto cinema, existe apreço pela fotografia: optou pelo preto-e-branco para não eleganciar a pobreza com cores.aMas a quanto tempo o cinema preto-e-branco já não é estético? O marrom e o amarelo seriam mais ácidos e mais áridos talvez. Nesse seu documentário tenta novamente sua inércia narrativa, e dessa vez falha. Se tenta sempre ser imune, não resiste em alfinetar um pai sobre a saúde da filha e também insiste nas moscas sobre as feridas das crianças.</p>
<p style="text-align:justify;">Toca no aspecto social da fome, e nas várias questões do assunto que também é cultural. Mas a opção por não intervir (e disso ser apenas tentativa) deixa a julgamento seus personagens para uma sociedade que há muito não enxerga seres humanos. A mesma sociedade fascista que adotou Capitão Nascimento como rei muito provavelmente tomará julgamentos de acusação para as famílias de &#8220;Garapa&#8221;. E dessa vez José Padilha pode ter cooperado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ônibus 174 </strong>(<em>idem</em>, 2002 &#8211; dir.: josé padilha)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><br />
<strong>tropa de elite </strong>(<em>idem</em>, 2007 &#8211; dir.: josé padilha)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><br />
<strong>garapa </strong>(<em>idem</em>, 2009 &#8211; dir.: josé padilha)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rota Comando (Rota Comando, 2009)]]></title>
<link>http://moviefordummies.wordpress.com/2009/09/23/rota-comando-rota-comando-2009/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 02:45:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Pongas</dc:creator>
<guid>http://moviefordummies.wordpress.com/2009/09/23/rota-comando-rota-comando-2009/</guid>
<description><![CDATA[Por Bruno Pongas A violência da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) é velha conhecida dos cida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1178" title="Rota Comando" src="http://moviefordummies.wordpress.com/files/2009/09/rota-comando.jpg" alt="Rota Comando" width="450" height="225" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#3366ff;">Por Bruno Pongas</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">A violência da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) é velha conhecida dos cidadãos paulistanos. A polícia que atira antes de perguntar aterrorizou bandidos e inocentes nos idos das décadas de 1980 e 1990. Nos últimos tempos, no entanto, a tropa de elite da polícia paulista vem tentando apagar a péssima imagem construída ao longo dos anos. O temor do carro cinza e dos homens de boina já foi maior um dia, mas é inegável que ainda hoje eles gozam de um respeito impressionante - grande parte dele conquistada na base da força.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme <strong>Rota Comando</strong>, de Elias Junior, <a href="http://youtube.com/watch?v=rXcyJwr4yYg" target="_blank">tenta retratar de forma ficcional</a> o cotidiano desses homens pelas ruas de São Paulo. À primeira vista, é inegável uma semelhança com <strong>Tropa de Elite -</strong> premiado longa de José Padilha. Com o passar do tempo, vemos que ambos têm bem mais coisas em comum do que se possa sugerir. A temática, claro, é a mesma&#8230; mas além disso, Elias Junior faz questão de repetir a fórmula que fez do filme carioca um sucesso: a interminável luta entre policiais e bandidos, as subtramas infindáveis, a pseudo-lição de moral e até a narração em <em>off -</em>  que aqui é uma nítida cópia (desnecessária) do roteiro de <strong>Tropa de Elite</strong>. Desta maneira, podemos tranquilamente classificar <strong>Rota Comando </strong>como o primo pobre entre os dois. Também pudera&#8230; o orçamento precário de pouco mais de 500 mil reais justifica a falta de qualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Falando nisso, poderia gastar linhas e mais linhas falando mal da trama, já que tecnicamente ela é nada mais do que sofrível. Pois é, caro leitor, se você sentar na poltrona esperando algo bem trabalhado e rebuscado, pode procurar outra coisa melhor para fazer. Tudo vai de mal a pior com o passar do tempo&#8230; a direção é fraca, o roteiro é péssimo e o desempenho do elenco é tenebroso (salvo raras excessões). Diálogos rasos, trilha sonora inadequada, técnica de quinta categoria&#8230; definitivamente a trama carece de um cuidado maior. O conjunto da obra é fraquíssimo, as subtramas se perdem de tal forma &#8211; auxiliadas por uma montagem bisonha &#8211; que só com muita boa vontade é possível aceitar tamanho besteirol.</p>
<p style="text-align:justify;">Como de costume em filmes desse tipo, temos o famoso julgamento moral durante as passagens. De acordo com o pensamento da polícia &#8211; e por consequência do diretor &#8211; tudo bem matar bandido, afinal, é um a menos dentro da sociedade. Mas pera lá! Como uma de nossas autoridades pode usar um argumento desses no melhor estilo <em>&#8216;os fins justificam os meios&#8217;? </em>Se <strong>Tropa de Elite </strong>se preocupava em maquiar esse lado fascista com um pseudo-conflito moral da personagem principal, Elias Junior nem sequer se dá ao trabalho disso. É mais realista? Sem dúvidas, e até mais honesto&#8230; mas jamais justificável. O problema da nossa sociedade é outro: é político! Contudo, é preferível passar por cima disso e mostrar que o melhor remédio para a nossa realidade é somente erradicar os causadores da desordem. Que grave erro, que falta de bom senso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Para finalizar, é claro que <strong>Rota Comando </strong>tem lá os seus pontos positivos. Talvez o principal deles seja conseguir prender o espectador durante a maior parte da fita. Mesmo as mais de duas horas passam rápido, e ao primeiro sinal de enfraquecimento o filme acaba &#8211; um grande mérito. No final das contas, concluo que mesmo a Rota merecia um trabalho de melhor qualidade e mais caprichado (especialmente na parte técnica, que é praticamente amadora). Do jeito que foi apresentado, no entanto, o longa de Elias Junior é desprezível, seja como arte, como documentário ou como qualquer outra coisa que se proponha.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Curiosidade: </strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conte_Lopes" target="_blank">Conte Lopes</a>, ex-membro da Rota e atualmente Deputado Estadual pelo PTB, faz uma pequena ponta no filme. Seu desempenho, no entanto, é sofrível como o do restante do elenco. Falando nele, vale ressaltar que a trama é inspirada em seu livro, intitulado &#8216;Matar ou Morrer&#8217;.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Minha Nota: 3.5</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Direção: </em></strong>Elias Junior<br />
<strong><em>Gênero: </em></strong>Ação/Policial<br />
<strong><em>Duração: </em></strong>138 minutos<br />
<strong><em>Elenco: </em></strong>Mauricio Bonatti, Flávio Micchi, Alex Morereira, Thiago Guastelli, Ivan Villabel, Leandro Pres, André Prado, João Prado e Conte Lopes.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DIRETORES: José Padilha]]></title>
<link>http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/22/diretores-jose-padilha/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 14:24:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafaéu</dc:creator>
<guid>http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/22/diretores-jose-padilha/</guid>
<description><![CDATA[2009 &#8211; Garapa (Garapa) 2007 &#8211; Tropa de Elite (Tropa de Elite) 2002 &#8211; Ônibus 174 (Ô]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-949" title="josepadilha" src="http://noescuroevendo.wordpress.com/files/2009/09/josepadilha.jpg" alt="josepadilha" width="365" height="114" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-950" title="josepadilha2" src="http://noescuroevendo.wordpress.com/files/2009/09/josepadilha2.jpg" alt="josepadilha2" width="365" height="114" /></p>
<p><strong>2009 &#8211; </strong><a href="http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/23/jose-padilha/">Garapa</a> (Garapa)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><br />
<strong>2007 &#8211; </strong><a href="http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/23/jose-padilha/">Tropa de Elite</a> (Tropa de Elite)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><br />
<strong>2002 &#8211; </strong><a href="http://noescuroevendo.wordpress.com/2009/09/23/jose-padilha/">Ônibus 174</a> (Ônibus 174)<strong> </strong><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /><img title="star" src="../files/2009/09/star3.png" alt="star" width="7" height="8" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caveira neles, meu capitão]]></title>
<link>http://buchinsky.wordpress.com/2009/09/19/caveira-neles-meu-capitao/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 12:21:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>buchinsky</dc:creator>
<guid>http://buchinsky.wordpress.com/2009/09/19/caveira-neles-meu-capitao/</guid>
<description><![CDATA[  &#8220;O que mais me chocou foi a ansiedade que o público está tendo para ver esse filme. É como s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><span style="font-size:x-small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2622" title="elite_squad" src="http://buchinsky.wordpress.com/files/2009/09/elite_squad1.jpg" alt="elite_squad" width="473" height="298" /></span></div>
<div><span style="font-size:x-small;"> </span></div>
<div><span style="font-size:medium;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:small;"><em>&#8220;O que mais me chocou foi a ansiedade que o público está tendo para ver esse filme. É como se ele estivesse exercitando a sedução pela violência.&#8221;</em> </span><span style="font-size:small;"><strong>- Lúcia Murat</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>&#8220;Eu me decepcionei. Esperava mais. Falta complexidade ao filme. Ele humaniza o Bope, o que é muito bacana, mas não humaniza os outros personagens, que ficaram caricatos.&#8221;</em> </span><span style="font-size:small;"><strong>- Bruno Barreto</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>&#8220;Em <strong>Batismo de Sangue</strong>, a violência está posta de forma explícita, dentro de um filme que é um libelo contra a tortura. No caso da tortura em <strong>Tropa de Elite</strong>, não sinto dessa forma. Acho que ele realiza o desejo de parte da classe média de que bandido bom é bandido morto.&#8221;</em> </span><span style="font-size:small;"><strong>- Helvécio Ratton</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>&#8220;Não discuto se é de direita, se é de esquerda, se é estética americana, se o Bope é fascista ou não. Não me interessa. O que me interessa é que não me emocionei com o filme. Posso ter me aterrorizado em algum momento, mas essa não é uma sensação que eu busco no cinema.&#8221;</em> </span><span style="font-size:small;"><strong>- Hector Babenco</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>&#8220;<strong>Tropa de Elite</strong> herda do cinemão americano o roteiro esquemático, o moralismo mistificador, o cinismo utilitário, a hipocrisia social, o pensamento monolítico.&#8221;</em> </span><span style="font-size:small;"><strong>- Plínio Fraga, jornalista, na <em>Folha de São Paulo</em></strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>&#8220;Ao optar pelo Capitão Nascimento como narrador do filme, Padilha assumiu, de maneira sistemática, acrítica e quase pedagógica (&#8230;) o discurso e o ponto de vista do que há de pior na corporação, o discurso de pseudo-razão enlouquecida dentro da loucura institucional, o discurso do &#8216;não há saída, tem mesmo é que matar&#8217;.&#8221; </em></span><span style="font-size:small;"><strong>- Arnaldo Bloch, jornalista, em <em>O Globo</em></strong></span></p>
<p><strong></strong> </p>
<p></span></p>
<p align="center"><span style="font-size:medium;"><strong>Brasil, um país onde os cineastas locais precisam ter uma idéia edificante na cabeça e um diploma de sociologia enfiado no rabo</strong></span></p>
<p></span></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Garapa]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/09/04/garapa/</link>
<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 23:19:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
<guid>http://melnotacho.wordpress.com/2009/09/04/garapa/</guid>
<description><![CDATA[Garapa nasceu a partir de uma conversa em 2001 entre José Padilha e Marcos Prado, sócios na Zazen Pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Garapa nasceu a partir de uma conversa em 2001 entre José Padilha e Marcos Prado, sócios na Zazen Pr]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vídeo: artistas pedem direito humano à alimentação na Constituição]]></title>
<link>http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/08/04/video-artistas-pedem-direito-humano-a-alimentacao-na-constituicao/</link>
<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 20:40:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rogério Tomaz Jr.</dc:creator>
<guid>http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/08/04/video-artistas-pedem-direito-humano-a-alimentacao-na-constituicao/</guid>
<description><![CDATA[Começou a ser veiculado um belo e pedagógico vídeo [veja abaixo] com mensagem dos artistas do Movime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Começou a ser veiculado um belo e pedagógico vídeo [veja abaixo] com mensagem dos artistas do Movime]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Robert Ludlum:  The Hottest Writer in Hollywood!]]></title>
<link>http://ghostradio.wordpress.com/2009/08/01/robert-ludlum-the-hottest-writer-in-hollywood/</link>
<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 17:09:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>ghostradioworld</dc:creator>
<guid>http://ghostradio.wordpress.com/2009/08/01/robert-ludlum-the-hottest-writer-in-hollywood/</guid>
<description><![CDATA[Robert Ludlum passed away eight years ago.  But, in Hollywood, he&#8217;s  alive and kicking!  In fa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/0-robert-ludlum.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3709" title="0 - ROBERT LUDLUM" src="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/0-robert-ludlum.jpg" alt="0 - ROBERT LUDLUM" width="250" height="327" /></a></p>
<p>Robert Ludlum passed away eight years ago.  But, in Hollywood, he&#8217;s  alive and kicking!  In fact, he&#8217;s scorching hot!  The success of the Bourne franchise, based on Ludlum novels, has launched a feeding frenzy on the late-author&#8217;s literary output.</p>
<p><a href="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/ludlum-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3725" title="ludlum 2" src="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/ludlum-2.jpg" alt="ludlum 2" width="450" height="145" /></a>Ron Howard is set to direct Ludlum&#8217;s <em>The Parsifal Mosaic</em>,  MGM has snagged David Cronenberg for <em>The Matarese Circle </em>with Tom Cruise and Denzel Washington attached.  And the follow-up novel <em>The Matarese Countdown</em> is alreadly in development; so it will be ready to go  if the first one proves successful.  Paramount is still developing <em>The Chancellor Manuscript</em>, and <em>The Sigma Protocol</em> is inching toward production with <em>Elite Squad</em> director Jose Padilha helming.</p>
<p><a href="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/helm-logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3741" title="helm logo" src="http://ghostradio.wordpress.com/files/2009/08/helm-logo.jpg" alt="helm logo" width="442" height="97" /></a></p>
<p>Even literary works not by Ludlum are being invested with the Bourne mojo.  Spielberg&#8217;s producing a version of <em>Matt Helm</em> which is being describe as &#8220;in the vein of the Bourne series.&#8221;</p>
<p>And with another 16 books in the Ludlum canon, and a bunch of co-authored works, expect this run on everything Ludlum to continue.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meu Brasil brasileiro]]></title>
<link>http://blogdodog.wordpress.com/2009/07/21/meubrasilbrasileiro/</link>
<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 02:11:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>wilsonmilani</dc:creator>
<guid>http://blogdodog.wordpress.com/2009/07/21/meubrasilbrasileiro/</guid>
<description><![CDATA[O cinema brasileiro começou este ano sob fortes suspeitas. A crise econômica mundial não dava trégua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O cinema brasileiro começou este ano sob fortes suspeitas. A crise econômica mundial não dava trégua e a tendência era que houvesse uma queda considerável no número de espectadores de filmes produzidos no Brasil.</p>
<p>Entretanto, um semestre e três filmes nacionais depois, o que parecia improvável aconteceu. Levando-se em consideração os cinco primeiros meses dos últimos quinze anos, pode-se dizer que as produções &#8220;tupiniquins&#8221; de 2009 bateram todos os recordes possíveis. De acordo com especialistas, a expectativa é que este ano seja o melhor da história. Anteriormente, a marca era do ano de 2003, em que 20 milhões de pessoas prestigiaram as produções cinematográficas brasileiras.</p>
<p>Entre os filmes responsáveis por essa proeza, estão: <em>Se Eu Fosse Você 2</em>, de Daniel Filho; <em>Divã</em>, de José Alvarenga Jr. e <em>A Mulher Invisível</em>, dirigido por Cláudio Torres. Coincidência ou não, todos do gênero comédia. Isso, é claro, sem contabilizar o lançamento de <em>Os Normais 2</em>, do mesmo José Alvarenga Jr., que estreiará nas salas de cinema de todo o Brasil no segundo semestre. É bem provável que o longa-metragem supere a marca de 1 milhão de espectadores, tendo em vista o sucesso do primeiro filme da série que, em 2003, teve um público de 3 milhões de pessoas.</p>
<p>Não quero discutir aqui a qualidade dos filmes mencionados. Pretendo apenas ressaltar que o cinema brasileiro, ao contrário do que muitos pensam e acreditam, está em forte ascendência. O gênero pouco importa. O importante é valorizar o que é nosso, o que é produzido em terras brasileiras.</p>
<p>Quando o assunto é comédia, o Brasil tem um passado que é motivo de orgulho. Nomes como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves fizeram muito sucesso. Contudo, havia uma diferença entre a comédia daquele tempo e a comédia de hoje. A comédia contemporânea é &#8220;politicamente correta&#8221;, contrariando a máxima do gênero: &#8220;só se pode fazer humor contra, nunca a favor&#8221;. Antigamente, as comédias tinham como alvos preferidos as chamadas &#8220;minorias sociais&#8221;: negros, gays e mulheres.</p>
<p>Atualmente, segundo estudiosos da sétima arte, o cinema nacional vive um momento caracterizado como &#8220;dupólio&#8221;: de um lado, filmes de violência, como <em>Cidade de Deus </em>(Fernando Meirelles), <em>Tropa de Elite </em>(José Padilha)<em> </em>e <em>Carandiru </em>(Hector Babenco). Do outro, filmes que nos fazem rir.</p>
<p>Já que o assunto é produção cinematográfica brasileira, é impossível deixar de mencionar a presença do autor Selton Mello. Protagonista de três filmes lançados recentemente (<em>A Mulher Invisível</em>, de Cláudio Torres<em>; Jean Charles</em>, do diretor Henrique Goldman e <em>A Erva do Rato</em>, assinado por Julio Bressane), Selton cedeu uma entrevista interessante à REVISTA BRAVO! deste mês. Abaixo, <em>link </em>da entrevista.</p>
<p><a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/cinema/cuidei-melhor-personagens-mim-480680.shtml">http://bravonline.abril.com.br/conteudo/cinema/cuidei-melhor-personagens-mim-480680.shtml</a></p>
<p>E viva o cinema brasileiro!</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Wilson Milani.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Campanha Prestigie o Cinema Nacional!]]></title>
<link>http://comunicacaobr.wordpress.com/2009/07/06/campanha-pcn/</link>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 16:43:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe CoMuNiCaÇãO</dc:creator>
<guid>http://comunicacaobr.wordpress.com/2009/07/06/campanha-pcn/</guid>
<description><![CDATA[ESTE FILME FAZ PARTE DA CAMPANHA: DO BLOG CINEMA, CORTE E COSTURA “Garapa” (2009) do diretor José Pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ESTE FILME FAZ PARTE DA CAMPANHA: DO BLOG CINEMA, CORTE E COSTURA “Garapa” (2009) do diretor José Pa]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Prestigie o Cinema Nacional: GARAPA de José Padilha]]></title>
<link>http://isisalves.wordpress.com/2009/07/05/pcn-garapa/</link>
<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 22:23:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ísis Alves de Farias</dc:creator>
<guid>http://isisalves.wordpress.com/2009/07/05/pcn-garapa/</guid>
<description><![CDATA[ESTE FILME FAZ PARTE DA CAMPANHA: DO BLOG CINEMA, CORTE E COSTURA &#8220;Garapa&#8221; (2009) do dir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ESTE FILME FAZ PARTE DA CAMPANHA: DO BLOG CINEMA, CORTE E COSTURA &#8220;Garapa&#8221; (2009) do dir]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma ode à pobreza]]></title>
<link>http://catorzeblog.wordpress.com/2009/06/28/uma-ode-a-pobreza/</link>
<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 14:34:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabiofariasf</dc:creator>
<guid>http://catorzeblog.wordpress.com/2009/06/28/uma-ode-a-pobreza/</guid>
<description><![CDATA[Por Fábio Farias Antes de estourar com o popular &#8220;Tropa de Elite&#8221;, José Padilha já era u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><img class="size-full wp-image-757 aligncenter" title="garapa_2009_nota" src="http://catorzeblog.wordpress.com/files/2009/06/garapa_2009_nota.jpg" alt="garapa_2009_nota" width="560" height="367" />Por Fábio Farias</p>
<p>Antes de estourar com o popular &#8220;Tropa de Elite&#8221;, José Padilha já era um diretor conhecido no meio cinematográfico pelo seu trabalho anterior: o documentário &#8220;Ônibus 174&#8243; &#8211; que conta os detalhes da história do principal personagem responsável pelo seqüestro de um ônibus, no Rio de Janeiro, em 2000.</p>
<p style="text-align:justify;">Em uma linguagem forte e crua, “Ônibus 174” impressiona e causa reviravoltas no estômago ao denunciar o contexto que está por trás da formação de um criminoso. Padilha voltou este ano para o documentarismo com &#8220;Garapa&#8221; seu novo trabalho em cartaz nos cinemas de Natal.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Garapa&#8221; conta a saga de três famílias cearenses em busca do que comer. Inspirado na grande quantidade de miseráveis no Brasil &#8211; cerca de 11 milhões &#8211; e com um toque a la Vidas Secas, a narrativa do diretor foi recebida no festival de Berlim com um sentimento de choque e um silêncio sepulcral. Aplaudir era uma heresia frente a verdade e a tristeza captada pelas câmeras.</p>
<p style="text-align:justify;">A escolha do nome seguiu a tradição da pobreza: garapa é uma mistura de água e açúcar que as famílias pobres do Nordeste dão aos seus filhos na falta de leite e de algo melhor para comer. O documentário começou a ser filmado em 2005 e teve de ser interrompido para a gravação de &#8220;Tropa de Elite&#8221;. <img class="alignleft size-full wp-image-758" style="margin-top:10px;margin-bottom:10px;" title="12_mhg_garapa01" src="http://catorzeblog.wordpress.com/files/2009/06/12_mhg_garapa01.jpg" alt="12_mhg_garapa01" width="604" height="385" /></p>
<p style="text-align:justify;">Todo em preto e branco, filmado com lentes fixas e câmera na mão, Padilha realizou o filme sem, sequer, ter conversado com as famílias antes. O autor procurou no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) os dados e os contatos necessários para a realização do filme. Ao estilo Glauber Rocha filmou o que viu. E o que ele viu não é nada agradável.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos 110 minutos de duração, Padilha tenta fazer com que o espectador se aproxime dos números incessantemente divulgados sobre a pobreza. As dificuldades, a falta de perspectiva e a pobreza extrema aproximam o espectador de um Brasil miserável que pouca gente conhece. A crueza do que foi mostrado e os aspectos abordados como o “Bolsa Família” e o “Fome Zero” geraram uma série de polêmicas e discussões na imprensa na ocasião do seu lançamento nacional – 28 de maio. O questionamento seria o viés político que o documentário poderia ter.</p>
<p style="text-align:justify;">Independente disso, o filme recebeu elogios de toda a imprensa especializada nacional e internacional e, assim como seus trabalhos anteriores, choca o espectador com uma realidade marginal e ignorada pelas classes mais ricas do Brasil. Nesse preâmbulo, a autoralidade de José Padilha ganha, cada vez mais, um aspecto de crueza ao mostrar aquilo que as agências de turismo e até os jornais deixam de fazer: a corrupção e, agora, a pobreza. Uma forma de arte e comunicação que denuncia e interage com o social.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2 ou 3 parágrafos | Garapa]]></title>
<link>http://superoito.wordpress.com/2009/06/05/2-ou-3-paragrafos-garapa/</link>
<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 15:56:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
<guid>http://superoito.wordpress.com/2009/06/05/2-ou-3-paragrafos-garapa/</guid>
<description><![CDATA[Gosto muito de Tropa de Elite, mas Garapa (4/10) não desceu. O filme tem um objetivo muito claro: se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-2830" title="garapa" src="http://superoito.wordpress.com/files/2009/06/garapa.jpg" alt="garapa" width="454" height="283" /></p>
<p>Gosto muito de <em>Tropa de Elite</em>, mas <em>Garapa</em> (4/10) não desceu.</p>
<p>O filme tem um objetivo muito claro: sensibilizar o espectador com imagens de dor, abandono e pobreza. Uma observação seca, num preto e branco de intensos contrastes (o estilo visual remete a <em>Vidas secas</em>, talvez de propósito), sobre o cotidiano de famílias que passam fome. Não há narração em off ou entrevistas com especialistas. Cinema direto. Como em seus filmes anteriores, Padilha dá o diagnóstico sem oferecer remédio para a doença social. É mesmo difícil ficar indiferente a imagens de crianças nuas cobertas de moscas, condenadas à desnutrição.</p>
<p>O que mais me perturbou, ainda assim, é a forma como Padilha se relaciona com os personagens. E aí vai minha insatisfação: são embates. Numa das cenas, um homem afirma um analgésico teria curado a dor de dente do filho. “Você sabe que esse remédio resolve a dor, mas não a doença?”, pergunta o diretor. O sujeito, obviamente, não entende nada do assunto. O cineasta reforça o alerta e, num diálogo curto, o filme revela toda uma carga pesada de paternalismo. Em outra cena, Padilha questiona a mulher miserável: “Se você não tem condições, por que continua a ter filhos?” Ela não faz ideia do que responder. O filme deixa transparecer essa fricção entre o homem que sabe (o diretor) e os ignorantes. Notícias de encontros impossíveis.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[José Padilha estreia o documentário A Garapa]]></title>
<link>http://aruasetima.wordpress.com/2009/06/02/jose-padilha-estreia-o-documentario-a-garapa/</link>
<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 02:35:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rudinei Borges</dc:creator>
<guid>http://aruasetima.wordpress.com/2009/06/02/jose-padilha-estreia-o-documentario-a-garapa/</guid>
<description><![CDATA[Famílias do interior do Ceará O documentário brasileiro mostra como a fome atinge três famílias do C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_212" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-212 " title="garapa-padilha-560-div" src="http://aruasetima.wordpress.com/files/2009/06/garapa-padilha-560-div1.jpg" alt="Famílias do interior do Ceará" width="400" height="262" /><p class="wp-caption-text">Famílias do interior do Ceará</p></div>
<p style="text-align:justify;">O documentário brasileiro mostra como a fome atinge três famílias do Ceará. Sem ter nenhuma condição de comprar alimentos para os filhos, as mães os alimentam com uma mistura de água e açúcar, chamada de garapa.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há data prevista para estreia no Brasil.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Capitão José Padilha]]></title>
<link>http://tabuleiroproducoes.wordpress.com/2009/05/27/o-capitao-jose-padilha/</link>
<pubDate>Thu, 28 May 2009 01:23:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tabuleiro</dc:creator>
<guid>http://tabuleiroproducoes.wordpress.com/2009/05/27/o-capitao-jose-padilha/</guid>
<description><![CDATA[Fonte: Carta Capital, por Ana Paula Souza O mundo de José Padilha organiza-se a partir de uma lógica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Fonte: Carta Capital, por Ana Paula Souza</p>
<p>O mundo de José Padilha organiza-se a partir de uma lógica blindada. O diretor, que decidiu mostrar a fome depois de ter tornado famoso o Capitão Nascimento (Wagner Moura), do Bope, defende seus filmes ao estilo de um oficial do batalhão especial da polícia.</p>
<p>Ao dar entrevistas sobre Garapa, exibido no Festival de Berlim e em cartaz no Brasil a partir da sexta-feira 29, Padilha procura antecipar-se a certas perguntas e, com a fala ágil, com poucas brechas para interrupções, justifica as opções do documentário de maneira a tornar infundadas possíveis críticas.</p>
<p>“As pessoas confundem documentário com teoria científica. O filme tem validade estatística? Não. As famílias que mostro são representativas? Não. Mas quaisquer três famílias que eu escolhesse não seriam representativas”, resume, diante do incômodo causado pelos excessos de Garapa.</p>
<p>Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e campeão de bilheteria com Tropa de Elite (2007), o diretor considera seu cinema social. No primeiro trabalho como diretor, o documentário Ônibus 174 (2002), reconstruiu de maneira envolvente a história do sequestrador carioca. No filme seguinte, faria entretenimento popular a partir de histórias da polícia do Rio de Janeiro.</p>
<p>Agora, recolhe números da ONU – 900 milhões de famintos no mundo – e cita o geógrafo Josué de Castro para “discutir” a fome. Foi para o Ceará e fez um documentário chocante, que mostra o espetáculo da degradação humana. Nesta semana, em mais um lance promocional, disse que doará a renda do filme aos protagonistas. Detalhe: lançado com apenas cinco cópias, o do-cumentário dificilmente dará dinheiro.</p>
<p>Boné com um emblema de rúgbi na cabeça, Padilha me recebeu no escritório de sua assessoria de imprensa, em São Paulo. No mesmo dia, participaria de um debate sobre o filme. Um dos debatedores, o jornalista Gilberto Dimenstein definiu Garapa como um “Big Brother da miséria”.</p>
<p><strong>CartaCapital:</strong> O senhor tem dito que fez o filme para aproximar os espectadores do drama da fome. Mas ele também pode ser visto como uma exploração visual da miséria daquelas famílias.<br />
<strong>José Padilha:</strong> Quis fazer um filme que tornasse concretos os dados estatísticos. Desde o começo, achei importante fazer um filme visto pela ótica de quem tem fome. Não exploro nada. Eu mostro. A função da dramaturgia engajada, política, é transformar relações impessoais em relações pessoais. Você conhece alguém que passa fome? Eu também não. Com o filme, você conheceu.</p>
<p><strong>CC:</strong> Mas não há um certo voyeurismo na maneira como senhor filma a tragédia das famílias? Há gente ali com evidentes problemas psiquiátricos exposta sem cuidado.<br />
<strong>JP: </strong>Isso que você chama de voyeurismo acontece com uma em cada sete pessoas no mundo. Se fora do cinema não a incomoda, é porque você não vê. O que eu mostro não é ético só porque não respeito o gosto da classe média alta? Sobre os problemas psiquiátricos, o que posso dizer é que a fome não exclui a doença mental. Não escolhi minhas famílias. Viajei com equipe, negativo e fui bater à porta do Centro de Nutrição. Filmei 30 dias daquelas famílias. Filmei o que acontece lá. Vou dar roupa para crianças que andam o dia inteiro sem roupa? O que é típico da fome? Eu não sei, mas você também não sabe.</p>
<p><strong>CC: </strong>O senhor pretende aproximar o público dessas pessoas. Mas será que não acaba por criar uma distância?<br />
<strong>JP: </strong>Não digo como o público tem de pensar. Não faço bula para que ele diga ser contra a tortura. O Garapa, como o Tropa de Elite, não tem julgamento. Gera polêmica? O que posso fazer? Juro que não quero causar polêmica.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 442px"><img class=" " src="http://verdadesparticulares.files.wordpress.com/2009/03/12_mhg_garapa01.jpg?w=432&#038;h=276" alt="Cena do filme Garapa, de José Padilha" width="432" height="276" /><p class="wp-caption-text">Cena de Garapa, documentário de José Padilha</p></div>
<p><strong>CC: </strong>Qual foi sua ideia básica quando começou a estruturar Garapa?<br />
<strong>JP: </strong>Se você vê um menino de rua, você não leva para casa. Se você vê o filho de um amigo na rua, você leva. Isso é um fato da psicologia: relações pessoais geram solidariedade. O fato de as pessoas que passam fome não serem conhecidas de quem pode resolver o problema é uma das razões pelas quais esse problema não se resolve.</p>
<p><strong>CC: </strong>O que há em comum nos seus filmes?<br />
<strong>JP: </strong>Nos três eu colo o espectador no ponto de vista do personagem.</p>
<p><strong>CC: </strong>O Ônibus e Garapa são documentários, mas recortam a realidade. Quando o senhor usa o preto e branco não está interferindo nela? Qual a razão dessa opção?<br />
<strong>JP: </strong>O cineasta tem liberdades dramatúrgicas, mesmo num documentário. Agora vão me acusar de estetizar a miséria, porque faço filme em preto e branco? Sim, sou culpado por essa opção. Eu e todos os cineastas que estetizaram. Faço opções estéticas. O Ônibus 174 tem flash-back e a vida real não tem.</p>
<p><strong>CC: </strong>Irrita-se com esse tipo de crítica?<br />
<strong>JP: </strong>Não. Só acho que não tem fundamento. No Ônibus, quando tentei mostrar como o Estado transforma um garoto num indivíduo violento, virei radical de esquerda. No Tropa de Elite, quando mostrei como se constitui o policial violento, aquela instituição corrupta, fui chamado de radical de direita.</p>
<p><strong>CC: </strong>O que o moveu a fazer cinema?<br />
<strong>JP: </strong>Estava odiando trabalhar em mercado financeiro. Aí eu e meu sócio, o Marcos Prado, fizemos Carvoeiro e gostamos. É uma maneira legal de viver.</p>
<p><strong>CC: </strong>Como o senhor se preparou para fazer cinema?<br />
<strong>JP: </strong>Não me preparei, fui fazendo. Leio sobre roteiro, sobre fotografia. Mais leio que vejo filmes. Pesquiso meus filmes. Passei dois anos e meio entrevistando policiais antes de fazer o Tropa de Elite.</p>
<p><strong>CC: </strong>Nossa ideia era fazer um perfil seu, mas é difícil tirar qualquer coisa sua que não diga respeito a este filme.<br />
<strong>JP: </strong>É intencional. Enquanto falamos sobre mim, um policial mal remunerado entra num esquema de corrupção. Não tem sentido falar sobre mim. O que tem importância são os filmes.</p>
<p><strong>CC: </strong>O senhor se reconhece nas matérias que são publicadas sobre seu trabalho?<br />
<strong>JP: </strong>Não leio nada que é publicado a meu respeito. Sei das coisas apenas por meio de conversas. Quando abro o jornal, vou direto saber o que aconteceu com o Flamengo. Tem algumas coisas que gosto de ler num jornal, mas não são as coisas que dizem respeito a mim. Já sei o que penso. Quero saber o que o (Arnaldo) Jabor escreveu, o que a Miriam Leit</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cena do filme Garapa, de José Padilha</dd>
</dl>
</div>
<p>ão escreveu. Mas a Miriam Leitão, por exemplo, nunca vai falar sobre o meu filme.</p>
</div>]]></content:encoded>
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