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	<title>laconico-olhar &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/laconico-olhar/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "laconico-olhar"</description>
	<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 19:10:41 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Má-Língua]]></title>
<link>http://carva55.wordpress.com/2007/10/09/174/</link>
<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 15:37:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>carva55</dc:creator>
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<description><![CDATA[São como noctívagos fantasmas na noite mal dormida, vagueando no insípido vácuo do nada da vida. São]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href='http://carva55.wordpress.com/files/2007/10/ratazana.jpg' title='ratazana.jpg'><img src='http://carva55.wordpress.com/files/2007/10/ratazana.thumbnail.jpg' alt='ratazana.jpg' /></a></p>
<p>  <strong> São como noctívagos fantasmas na noite mal dormida, vagueando no insípido vácuo do nada da vida.<br />
   São apenas componentes insignificantes deste mundo conturbado.<br />
   São apenas pedras dum muro parcialmente já demolido.<br />
   Vão chegando, de soslaio olhando, os olhos esfregando, a tentar o resto de sono espantar, e um pouco de apetite pró trabalho arranjar.<br />
   Uns correndo atrasados, apressados, empurram o cartão lá pró fundo do relógio de ponto. Essa maquineta sem dó nem piedade para quem fora de horas o cartão lá meta.<br />
   Por fim mais descansados suspiram aliviados.<br />
   “Já está! Pronto! Assim fica sem razão o chefe refilão.”<br />
   Quase todos com cara amarelecida e olhos semi – abertos de sono empolados.<br />
 Assim, cada qual se transforma numa fachada precocemente envelhecida!<br />
   Sorrateiramente vão – se abeirando, controlando qual o melhor porto para atracar: se aqui, se ali.<br />
   Com um lacónico olá se vão esgueirando pró lado de lá, fugindo deste ferro que é pesado<br />
e ali mesmo ao lado é mais leve o mangalho do trabalho!<br />
   Olá! Lá vem aquele! Se é quem penso que estou a ver já deve ter a língua gasta de tanto lamber!<br />
   Esfrego os olhos, apalpo a cabeça, tentando decifrar se é verdade o que nos outros estou a ver: Umas grandes orelhas de burro!<br />
   Não consigo chegar a uma conclusão, mas deve ser verdade e não alucinação, pois se fôssemos mais espertos, a esta hora estaríamos fundeados no mar dos nossos lençóis em vez de andarmos por aqui à nora.<br />
    Aqui sozinho no meu cantinho enquanto outros se juntam em bando falando de futebol ou então de qualquer coisa baldroando eu aqui estou nas suas casacas cortando.<br />
   Voluntariamente deixo cair para o chão uma migalha de pão para alimentar o meu ratinho.<br />
   Lá está a espreitar! Com os seus vivitos olhitos e as orelhitas espetadas a fazer lembrar gente especial: __ cientistas, peritos e peritas, espias e espiões até malícia de maioral!<br />
   À cautela, patada ante patada vai – se aproximando.<br />
   Ainda um dia há – de vir comer à minha mão! É lindo este meu ratinho! Não é desses plastificados, nem de pelúcia de brincar, nem daqueles domesticados treinados a passear pelos colarinhos para impressionar os vizinhos!<br />
   Lá vem aquele que já não é ratinho nem ratão mas sim asquerosa ratazana!<br />
Ele e a sua mania que tanto enoja e já não me engana!                           </p>
<p>                                                                          </strong></p>
</div>]]></content:encoded>
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