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	<title>literatura-portuguesa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/literatura-portuguesa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "literatura-portuguesa"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 04:18:24 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[   Micropolíticas del horror: "Jerusalén", Gonçalo M. Tavares]]></title>
<link>http://afterpost.wordpress.com/2009/11/30/micropoliticas-del-horror-jerusalen-de-goncalo-m-tavares/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 23:58:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afterpost</dc:creator>
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<description><![CDATA[¿Qué literatura encontraremos en la gran masa de los hechos? FRANCO MORETTI, La literatura vista des]]></description>
<content:encoded><![CDATA[¿Qué literatura encontraremos en la gran masa de los hechos? FRANCO MORETTI, La literatura vista des]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Sofia Marrecas Ferreira auf Lesereise]]></title>
<link>http://tfmonline.wordpress.com/2009/11/17/sofia-marrecas-ferreira-auf-lesereise/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 12:32:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>tfmonline</dc:creator>
<guid>http://tfmonline.wordpress.com/2009/11/17/sofia-marrecas-ferreira-auf-lesereise/</guid>
<description><![CDATA[Wir begegnen den grauen Novembertagen auch weiterhin mit kulturellen Veranstaltungen und freuen uns,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=14828"><img class="alignleft size-full wp-image-772" style="margin:2px 3px;" title="Sofia Marrecas Ferreira: O sangue da terra" src="http://tfmonline.wordpress.com/files/2009/11/9789720040695.jpg" alt="" width="150" height="237" /></a>Wir begegnen den grauen Novembertagen auch weiterhin mit kulturellen Veranstaltungen und freuen uns, im November die portugiesische Schriftstellerin Sofia Marrecas Ferreira zu einer Lesereise begrüßen zu dürfen.</p>
<p><strong>Sofia Marrecas Ferreira </strong>studierte Romanistik an der Universidade Clássica Lissabon, schloss ihr Studium in São Paulo und legte ihren Master am King&#8217;s College in London ab. Auf ihrer Lesereise stellt sie ihren fünften Roman <em><strong>O Sangue da Terra</strong></em>, eine Familiengeschichte zwischen Alentejo, Lissabon und Paris<em><strong> </strong></em>vor.</p>
<p><strong>Die Termine:</strong></p>
<p>25.11. Romanisches Seminar der Johann-Gutenberg Universität Mainz (nicht öffentlich)<br />
25.11. 14.30 Uhr Universität Germersheim,  An der Hochschule 2, großer Hörsaal &#8211; anfiteatro (öffentlich), in portugiesischer Sprache<br />
26.11. 18.15 Uhr Universität Heidelberg, Seminar für Übersetzen und Dolmetschen (SÜD), Konferenzsaal,  in portugiesischer Sprache, ein Teil der Veranstaltung wird von Studenten des Seminars verdolmetscht.<br />
27.11. 20.00 Uhr Buchhandlung TFM-Centro do Livro , Große Seestr. 47, 60486 Frankfurt, zweisprachig portugiesisch-deutsch, Moderation und Übersetzung: Michael Kegler</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Súplica]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/11/15/suplica/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 19:44:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/11/15/suplica/</guid>
<description><![CDATA[cricketdiane.wordpress.com Agora que o silêncio é um mar sem ondas, E que nele posso navegar sem rum]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 507px"><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/11/sea-art-2.jpg" alt="" title="" width="497" height="357" class="size-full wp-image-919" /><p class="wp-caption-text">cricketdiane.wordpress.com</p></div>
<p>Agora que o silêncio é um mar sem ondas,<br />
E que nele posso navegar sem rumo,<br />
Não respondas<br />
Às urgentes perguntas<br />
Que te fiz.<br />
Deixa-me ser feliz<br />
Assim,<br />
Já tão longe de ti como de mim.</p>
<p>Perde-se a vida a desejá-la tanto.<br />
Só soubemos sofrer, enquanto<br />
O nosso amor<br />
Durou.<br />
Mas o tempo passou,<br />
Há calmaria&#8230;<br />
Não perturbes a paz que me foi dada.<br />
Ouvir de novo a tua voz seria<br />
Matar a sede com água salgada. </p>
<p>by<br />
Miguel Torga</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil e Portugal. O vice-versa que não dá certo.]]></title>
<link>http://esooutroblogue.wordpress.com/2009/11/10/brasil-e-portugal-o-vice-versa-que-nao-da-certo/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:41:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tibor Moricz</dc:creator>
<guid>http://esooutroblogue.wordpress.com/2009/11/10/brasil-e-portugal-o-vice-versa-que-nao-da-certo/</guid>
<description><![CDATA[Brasil e Portugal caminham cada vez mais para um mesmo horizonte, onde a língua, unificada, os torna]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1144" title="Ebook2" src="http://esooutroblogue.wordpress.com/files/2009/11/ebook2.jpg" alt="Ebook2" width="450" height="132" /></p>
<p>Brasil e Portugal caminham cada vez mais para um mesmo horizonte, onde a língua, unificada, os torna ainda mais irmãos. Mas isso significa que leremos os livros publicados lá e vice-versa? Segundo Luis Filipe Silva, escritor, tradutor e editor português, fora um ou outro livro que ali goteja, vindo da Editora Devir, mais nada aparece. Aqui no Brasil, nem gotículas de lá existem.</p>
<p>Assim, permanecemos completamente ignorantes do que é feito pelos portugueses e eles ignorantes do que é feito por nós.</p>
<p>Seria tão bom se existisse um programa de intercâmbio literário que aproximasse os dois países&#8230; Fora, é claro, dos e-books que resolveriam a situação a contento, mas sem oferecer o prazer inegável do contato com o papel. Uma iniciativa qualquer que facilitasse que publicações de ambos os países trafegassem livremente – salvo taxas, royalties e fretes que não fossem extorsivos – nas mãos de leitores ávidos.</p>
<p>Será que a Devir – como distribuidora – não poderia ajudar a fazer a ponte, levando para Portugal o que é publicado no Brasil &#8211; e trazendo na mesma medida -, num acordo bom para todas as partes interessadas? Ou teremos mesmo que recorrer aos e-books para resolver a questão?</p>
<p>Não sou especialista no assunto. Na verdade não sou NADA no assunto. Posso estar falando a maior besteira. Mas posso NÃO estar.</p>
<p>Que os mais entendidos se manifestem. Também quero entender.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Julgo que em todos nós existe uma guerra civil constante"]]></title>
<link>http://animalcivilizado.wordpress.com/2009/11/08/julgo-que-em-todos-ns-existe-uma-guerra-civil-constante/</link>
<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 13:37:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>C. Alexandra</dc:creator>
<guid>http://animalcivilizado.wordpress.com/2009/11/08/julgo-que-em-todos-ns-existe-uma-guerra-civil-constante/</guid>
<description><![CDATA[«Julgo que em todos nós existe uma guerra civil constante, vários partidos dentro de nós que se digl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://animalcivilizado.files.wordpress.com/2009/11/00000223896.jpg"><img style="display:inline;border:0;" title="00000223896" src="http://animalcivilizado.files.wordpress.com/2009/11/00000223896_thumb.jpg?w=185&#038;h=267" border="0" alt="00000223896" width="185" height="267" /></a></p>
<p>«Julgo que em todos nós existe uma guerra civil constante, vários partidos dentro de nós que se digladiam. Até na política: a escolha de um partido, como a escolha de um clube de futebol, nunca é racional. Não costumo ver televisão, mas na noite das eleições liguei-a e fiquei muito surpreendido quando vi que todos estavam contentes com os resultados obtidos. Todos tinham ganho. Não sei se os líderes dos partidos estão conscientes disto, mas tudo parece irreal. Talvez Calderón tenha razão quando escreve que a vida é de facto um sonho. E a única coisa real é a nossa finitude. Que consolação posso eu ter? A consolação de os livros ficarem porque, aí, tenho a mesma convicção que Ovídio: acho que os meus livros não vão morrer.»</p>
<p><strong>António Lobo Antunes</strong>, numa <a href="http://aeiou.visao.pt/os-meus-livros-nao-vao-morrer=f532987">entrevista a propósito do romance <em>Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?</em>, que pode ser lida no <em>website</em> da revista <em>Visão</em></a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/11/07/911/</link>
<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 03:48:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/11/07/911/</guid>
<description><![CDATA[E havia as grandes noites Os grilos inquietos nas paredes gastas Uma paisagem imaginaria sob os lamp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/11/a35ab2.jpg" alt="A35ab" title="A35ab" width="306" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-916" /></p>
<p>E havia as grandes noites<br />
Os grilos inquietos nas paredes gastas<br />
Uma paisagem imaginaria sob os lampioes<br />
Um cheiro de flor e de compotas<br />
Uma esperança baldia<br />
Aguardando o futuro.</p>
<p>Havia as grandes chuvas<br />
chávenas fumegantes<br />
toalhas bordadas de azul<br />
a fruta madura<br />
na economica mesa<br />
alimentando o presente</p>
<p>Havia o pio do pássaro preso<br />
o canto da mulher  que enlouquecia<br />
as cartas nunca enviadas<br />
as carícias nunca recebidas<br />
Eram ecos do passado<br />
passageiro fugaz<br />
no pêndulo do relógio.</p>
<p>E havia o grande dia.<br />
Que nunca foi servido.</p>
<p>by<br />
Anna Montenegro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vocabulário]]></title>
<link>http://aruasetima.wordpress.com/2009/10/30/vocabulario/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 00:56:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rudinei Borges</dc:creator>
<guid>http://aruasetima.wordpress.com/2009/10/30/vocabulario/</guid>
<description><![CDATA[As palavras dos poemas em prosa de Albano Martins (1930), poeta português. Uma agradável descoberta.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#993300;">As palavras dos poemas em prosa de Albano Martins (1930), poeta português. Uma agradável descoberta. Uma janela aberta para o que é lírico e terno. Abaixo reuni alguns vocábulos que ando invetigando no longo poema <em>Rodomel Rodoendro</em>.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#993300;">A morte chega ao pôr-do-sol, agarrrada aos pulsos, aos joelhos.</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#993300;">Lúbricos gladíolos</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Carbúnculos</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Giestas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Caruma</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Lucilações</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Rododentros</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Fuligem das casas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Vagares e desoras</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Rés da neblina</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Amarfanhado</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Furtivas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Salitre</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Oblígua</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Aloendro</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Interstícios</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Estorninho</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Dardo</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Diques</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Algures</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Epiderme</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Surdina</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Enfloram</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Bivalves</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Algures</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Corolas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Capitéis</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Abóbodas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Ameias</span></p>
<p><span style="color:#993300;">A voz rouca do cuco</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Abjeções do real</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Aspereza do aguilhão</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Vertigem dos cumes</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Incólume</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Rizomas de aço</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Ardósia do vento</span></p>
<p><span style="color:#993300;">O vôo raso do melros</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Castanhas glaucas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Aninham as cordonizes</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Alcatruzes</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Hausto</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Pressurosas e maternas sulfamidas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Surda alcatéia</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Espaço esventrado</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Trnaslúcidos retábulos de seda</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Vinho esfusiante</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Esgares e soluços</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Mochos</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Eiras de trigo vermelho</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Longe o trilo dos pardais</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Almofada do feno</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Os tordos que adormeciam sob as folhas sangrentas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Ébrios</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Aurora borel</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Serôdias primícias</span></p>
<p><span style="color:#993300;">A modéstia do lume crepitando</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Ao zênite oporás o nadir</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Fosso</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Saia cerzida das maçãs camoesas</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#993300;">O que é aparente é que é real.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="color:#993300;">Há um rio correndo entre as falanges dos dedos.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="color:#993300;">A verdade da vida não é a própria vida, mas o que nela se vela ou se esconde.</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#993300;">Voz emuldecida</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Pitonisa</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Velas pandas</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Frutos do solstício</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Bojo estival</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Substantivo epiceno</span></p>
<p><span style="color:#993300;">Flor do hibisco</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#993300;">ECLIPSE &#8220;Quando escurece, é preciso acender rapidamente todas as luzes da casa. Nunca se sabe quando o eclipse do sol é total. E a morte precisa de luz para ver na escuridão.&#8221;</span></p></blockquote>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escritores, misticismo e religiosidade]]></title>
<link>http://estelivro.wordpress.com/2009/10/27/escritores-misticismo-e-religiosidade/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:14:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://estelivro.wordpress.com/2009/10/27/escritores-misticismo-e-religiosidade/</guid>
<description><![CDATA[Por Luciana Rede Existem incontáveis livros psicografados de personalidades muito famosas quando em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-368" title="1_Este livro_Doyle_Pessoa" src="http://estelivro.wordpress.com/files/2009/10/1_este-livro_doyle_pessoa.jpg" alt="1_Este livro_Doyle_Pessoa" width="450" height="219" /></p>
<p>Por Luciana Rede</p>
<p>Existem incontáveis livros psicografados de personalidades muito famosas quando em vida, entre eles Liév Tolstoi, Charles Dickens e até o próprio Jesus.</p>
<p>Mas definitivamente não vamos discutir aqui no ESTE LIVRO como os famosos utilizam seu tempo no além-túmulo.</p>
<p>Muitos escritores de renome tiveram sua vida pessoal ligada à espiritualidade.</p>
<p>Fernando Pessoa, a exemplo de William Blake, tem sua obra conhecida como transcendental.</p>
<p>Além de dar conta de tantos heterônimos, dominava assuntos tidos pelos intelectuais como supersticiosos e ignorantes como Alquimia, Kabbalah, Astrologia, Magia e Ocultismo.</p>
<p>Pessoa foi Rosacruz, estudioso de Teosofia e amigo pessoal de Aliester Crowley, do qual traduziu poemas, entre eles Hino a Pã, cuja tradução foi publicada pela primeira vez em 1931 no livro Presença. O nome de Crowley não aparece no livro, apenas seu nome mágico, Mestre Therion.</p>
<p>Arthur Conan Doyle, criador do detetive Sherlock Holmes, personagem querido por gerações, também teve suas buscas e assim como Fernando Pessoa, se interessou pela Teosofia e Ocultismo, até que perdeu a esposa e filhos em um acidente e se tornou espírita fervoroso.</p>
<p>Escreveu um livro sobre o assunto, “História do Espiritismo”, editado no Brasil pela Pensamento. Muitos confundem e acreditam que este livro é psicografado, mas não, foi escrito em vida e reflete seu pensamento na época em que ajudou a divulgar esta doutrina de origem francesa em sua Inglatera.</p>
<p>Ao contrário de Pessoa, Doyle quase não passa traços de espiritualidade e misticismo para a literatura.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A biblioteca de Gonçalo Tavares]]></title>
<link>http://estelivro.wordpress.com/2009/10/23/a-biblioteca-de-goncalo-tavares/</link>
<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 23:02:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://estelivro.wordpress.com/2009/10/23/a-biblioteca-de-goncalo-tavares/</guid>
<description><![CDATA[Quatro excertos do mais novo livro de Gonçalo M. Tavares, Biblioteca (Casa da Palavra). Nele, o escr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-347" title="Biblioteca" src="http://estelivro.wordpress.com/files/2009/10/biblioteca.jpg" alt="Biblioteca" width="200" height="297" /></p>
<p>Quatro excertos do mais novo livro de Gonçalo M. Tavares, Biblioteca (Casa da Palavra). Nele, o escritor português reúne pequenos textos à moda de um dicionário. A matéria prima é o universo de autores tão diferentes quanto Platão, Kafka, Nelson Rodrigues e Umberto Eco.</p>
<p> </p>
<p>Dylan Thomas</p>
<p>&#8220;Não ignoro que a iluminação, quando entra na água, se torce como a vara que parece se torcer. Mas há uma diferença: a vara toca no fundo, mesmo na água suja, e a luz, não sei se com a água suja toca no fundo. A luz não é um metal.</p>
<p>Ou o metal talvez seja uma luz mais lenta. Como o ouro mostra. E daí o seu valor monetário, que não é mais que o seu valor para os olhos.</p>
<p>A tudo o que ilumina um coração podre podemos chamar luz. O dinheiro, por exemplo&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>E. M. Cioran</p>
<p>&#8220;Se a alma é uma víscera, não quero pensar o que será Deus.</p>
<p>O homem que quer destruir traz as mãos pesadas. O homem que quer fugir traz os pés leves.</p>
<p>O homem que quer lutar não traz pressa. O homem que quer morrer encontrou o mundo certo&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Sade</p>
<p>&#8220;No fundo, entre a febre excitada e a sabedoria há um combate, e umas vezes ganha a febre, outras vezes é a sabedoria que perde&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Yukio Mishima</p>
<p>&#8220;Toda a estética é uma renúncia ao músculo.</p>
<p>Claro que a renúncia ao músculo é sempre temporária, porque a morte vem, e nela o corpo tem de estar presente. Porém a estética não. A morte, poderias dizer, torna dispensável a estética.</p>
<p>Se colocares o ouvido junto ao dorso de uma vaca não escutarás o som do mar&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cam&otilde;es: g&ecirc;nio da na&ccedil;&atilde;o &amp; da literatura portuguesa]]></title>
<link>http://lusoleituras.wordpress.com/2009/10/23/cames-gnio-da-nao-da-literatura-portuguesa/</link>
<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 15:22:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jesielf</dc:creator>
<guid>http://lusoleituras.wordpress.com/2009/10/23/cames-gnio-da-nao-da-literatura-portuguesa/</guid>
<description><![CDATA[&#160; Para saber mais sobre a biografia e o significado cultural de Luís de Camões, o vídeo “entuba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:ed0c318c-a75f-43bc-8f65-316ec7f77d54" style="display:inline;float:none;margin:0;padding:0;">
<div><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/iAKtQyOfmNk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/iAKtQyOfmNk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></div>
</div>
<p>Para saber mais sobre a biografia e o significado cultural de Luís de Camões, o vídeo “entubado” nesta postagem oferece uma pequena síntese atualizada. Por sua vez, um conjunto de ensaios de referência sobre a obra camoniana pode ser encontrado no livro <em>Estudos camonianos</em>, da professora Cleonice Berardinelli, obra disponibilizada <a href="http://www.letras.puc-rio.br/catedra/index.html" target="_blank">AQUI</a> pela Cátedra Padre António Vieira da PUC-Rio.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[<em>El libro del desasosiego</em>, Fernando Pessoa]]></title>
<link>http://unlibroabierto.wordpress.com/2009/10/20/el-libro-del-desasosiego-fernando-pessoa/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 09:03:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juan Carlos Calderón</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fernando Pessoa solía pasear por las calles de Lisboa enfundado en una humilde gabardina de color gr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://unlibroabierto.wordpress.com/files/2009/10/el-libro-del-desasosiego.jpg?w=184" alt="El libro del desasosiego" title="El libro del desasosiego" width="100" height="155" class="alignleft size-medium wp-image-73" />
<p align="justify">Fernando Pessoa solía pasear por las calles de Lisboa enfundado en una humilde gabardina de color gris, mientras fumaba y expulsaba de su boca el humo de los cigarrillos consumidos y los versos inconclusos que su mente no paraba de producir.  En uno de esos días de paseo, Pessoa pasó frente a un escaparate en el cual había un espejo, de reojo vislumbró un reflejo, siguió caminando y unos metros después, se percató de que el reflejo que había visto en el espejo no era el suyo, sino el de otra persona. Pensó que no había sido más que una ilusión óptica, pero su curiosidad le obligó a retroceder y volver frente al espejo. Al mirarse de nuevo en el mismo espejo, Fernando Pessoa observó que el hombre que tenía frente a él, no era él mismo, es decir Fernando Pessoa, sino que era otro; éste otro era un poco más bajo y  tenía la piel más morena. Pessoa se movió juguetonamente, pero su reflejo de otra persona, no respondió a ese movimiento con otro similar. El reflejo permaneció quieto. Entonces Fernando Pessoa, mirando fijamente a los ojos de aquella otra persona sin lugar más allá del reflejo de la figura del propio Pessoa, dijo: “Me llamo Ricardo Reis”. El reflejo sonrió y desapareció. Pessoa se mantuvo frente al espejo vacio, esperando el retorno de Ricardo Reis, pero, momentos después, apareció otra imagen en el espejo. Inmediatamente Pessoa le saludó y dijo: “Me llamo Alberto Caeiro”. Esta nueva aparición no sonrió, su rostro, frio como la noche, desapareció. Volvióse a quedar Pessoa solo ante el espejo esperando y, como no hay dos sin tres, segundos después apareció una nueva figura; era un hombre exuberante y  con los aires propios de esa grandeza anglosajona. Fernando dijo: “Me llamo Álvaro de Campos”, esta vez, asustado de que el proceso tuviera infinitas concatenaciones, fue el propio Fernando Pessoa el que desapareció del espejo, cansado de haber sido tantos en tan poco tiempo. Esa misma noche, ya de madrugada, Pessoa se despertó pensando si Álvaro de Campos se habría quedado atrapado en el espejo. Se levantó, fue al lavabo y se miró al espejo. Lo que allí encontró fue su propia cara. Dijo entonces: “Me llamo Bernardo Soares”, y se volvió a meter en la cama.  (1)<br />
<!--more-->	</p>
<p align="justify">Fernando Pessoa será siempre recordado por ser el poeta que desdoblaba su figura en innumerables heterónimos. Dichos heterónimos pueden ser vistos como la expresión de las diferentes facetas de la personalidad de su creador. Pero además de en los heterónimos, Pessoa se desdobló en diversas personalidades mucho más cercanas a su propia experiencia y carácter,  una de estas personalidades fue Bernardo Soares. Pessoa describe a Soares como un semi-heterónimo, porque <em>“no siendo su personalidad la mía, es, no diferente de la mía, sino una simple mutilación de ella. Soy yo menos el raciocinio y la afectividad.” </em></p>
<p align="justify">Pessoa, como Soares, pasó su vida de modesto funcionario viviendo en una habitación alquilada de una pequeña hostería y dedicando todo su tiempo a la escritura. Tanto Pessoa como Soares mantuvieron oculta su carrera literaria rechazando los honores y las glorias que quizá la vida de afamado escritor les habría podido proporcionar; a uno en vida y a otro en sueño. Por ello el Libro del desasosiego es la obra más propia de Pessoa; todo lo que subyace en la prosa poetizada de Bernardo Soares, es la figura del verdadero Pessoa. En el <em>Libro de desasosiego</em> Pessoa se quita la máscara, se muestra tal como es y por ello ha de firmar con el nombre de Bernardo Soares, nombre que no deja de ser el suyo propio. </p>
<p align="justify">Cuando Pessoa murió en 1935, dejó tras de sí una innumerable cantidad de fragmentos, fruto del trabajo de más de veinte años. Estos fragmentos debían de conformar el <em>Libro del desasosiego</em>, pero, aunque Pessoa también dejó algunas indicaciones para articular el libro, éstas resultaron de una ayuda muy relativa, puesto que eran contradictorias e indicaban que ni el propio autor sabía cómo ordenar los fragmentos. Por ello nos encontramos ante un libro que está vivo y que se puede articular de otras formas, y esa es, precisamente, su grandeza: la grandeza de dotar a cada lector con la libertad de configurarlo de nuevo y hacer, de este modo, que adopte sensaciones o reflexiones que hasta entonces se habían obviado. Por este motivo cada lectura del <em>Libro del desasosiego</em> es diferente y novedosa, aporta algo que antes no se había llegado a atisbar.</p>
<p align="justify">La lectura del <em>Libro del desasosiego</em> es, realmente, abrumadora, puesto que Fernando Pessoa supo insertar en el corpus del <em>Libro del desasosiego</em>, un corpus caótico formado por más de 500 fragmentos, no un único libro, sino millares de ellos, gracias, en parte, al uso que Pessoa hace del aforismo, hecho que le dota de una lujuria del pensamiento que le permite transmitir el máximo saber con el mínimo de palabras, y por ello, ser capaz de tratar un espectro de temas inconmensurablemente vasto, sin perder, por dicha vastedad, el poder del impacto de lo concreto. </p>
<p align="justify"><em>El Libro del desasosiego</em> no es la novela de la vida de Bernardo Soares,  lo que a éste le sucede en el día a día apenas tiene lugar en el libro, ni es, tampoco, solamente su diario personal, sino que es un compendio de reflexiones sobre la vida, la filosofía, la literatura, la soledad, el arte de escribir…, que acaban por formar una perspectiva muy acertada, adecuada y perfectamente transpolable a la actualidad del hombre postmoderno. </p>
<p align="justify">Con lucidez poética y un arrullo desconsolador, pero sumamente persuasivo, el <em>Libro del desasosiego</em> esclaviza y va acaparando la atención del lector. Entre sus páginas se encuentra, volcada y perfectamente descrita por la prosa de Bernardo Soares, toda el alma de Pessoa; sus añoranzas, sus llantos, sus genialidades, sus soledades&#8230;, todas sus penas, que son muchas, y todas sus dichas, que son menos. Todo este caudal de sensaciones atrapa y propicia que el lector viva como propias las desventuras interiores de Bernardo Soares.</p>
<p align="justify">El lector, enfrascado en esta lectura, puede abandonarse al acto puro del sentir, en el cual se toma conciencia del abandono de la conciencia y del pensar, hasta llegar a un punto en el que, únicamente, el sentir se siente. Sintiendo como propias las angustias existenciales de Bernardo Soares, se siente, en lo más profundo del ser, su desapego a la vida y, al sentirlo en nosotros, lo vamos interiorizando. El libro nos intercede directamente y nos narra sentimientos que todos hemos llegado a experimentar, sensaciones, nada excepcionales, que son totalmente comunes a la mayoría de las personas. Por ello lo fascinante de la obra no es lo que en ella se expresa, puesto que los sentimientos que transmite Soares son de lo más común, sino que lo fascinante, lo genial, de esta obra pertenece a la forma con que dichos sentimientos están expresados: el libro susurra y tiene una voz melodiosa, pausada y armónica; una voz que respira con cadencia, una voz que precisa ser leída en voz alta para poder ser gozada en su plena musicalidad y belleza, una voz que juega con las comas y los puntos, para dotar de un ritmo poético a la prosa. Sin esta lectura en voz alzada, todo el abismo de sensaciones, todo el pozo de negruras, se pierde o se tergiversa en una lectura fugaz que no respeta las pausas que Bernardo Soares ha considerado necesario introducir para dotar al texto de un flujo de movimientos e interrupciones que lo engrandecen hasta lo impensable. Por eso mismo hay que respetar al texto, y realizar una lectura paciente y agónica, una lectura que permita profundizar, lentamente y con calma, en la vida de las páginas de un hombre que no fue y de otro que no llegó a ser todo lo que quiso ser.  </p>
<p>(1) José Saramago</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Saramago se põe contra a Igreja]]></title>
<link>http://beinbetter.wordpress.com/2009/10/17/saramago-se-poe-contra-a-igreja/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 20:46:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Everth Queiroz Oliveira</dc:creator>
<guid>http://beinbetter.wordpress.com/2009/10/17/saramago-se-poe-contra-a-igreja/</guid>
<description><![CDATA[O escritor português José Saramago esbravejou: “Não podemos permitir que a verdade seja ofendida tod]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignright" src="http://www.entrelinhas.info/wp-content/uploads/2008/06/saramago2.jpg" alt="http://www.entrelinhas.info/wp-content/uploads/2008/06/saramago2.jpg" width="270" height="406" />O escritor português José Saramago esbravejou: “Não podemos permitir que <span style="text-decoration:underline;">a verdade seja ofendida</span> todos os dias pelos <strong>presumíveis</strong> representantes de Deus na terra, a quem na realidade <span style="text-decoration:underline;">só interessa o poder</span>” (<a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405167">via Público</a>). Mas, que verdade, sr. José Saramago? O que é a verdade? Diante da mesma pergunta que Pilatos fez a Jesus hoje nos deparamos. A resposta de Jesus pode parecer egoísta (“Eu sou a verdade” – Jo 14, 6); a de Saramago pode parecer sábia: “A razão (&#8230;) pode ser uma moral”. Mas na verdade <span style="text-decoration:underline;">nem tudo é realmente o que parece</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">“Muitos, <strong>ultrapassando indevidamente os limites das ciências positivas</strong>, ou pretendem explicar todas as coisas só com os recursos da ciência, ou, pelo contrário, já não admitem nenhuma verdade absoluta” (<a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Gaudium et Spes</a>, 19), é o que nos exorta o Concílio Vaticano II. A palavra <em>ultrapassando</em> é fundamental nesse texto. Nos leva a concluir que a razão, em si mesma, é um bem importante para compreendermos até mesmo alguns valores da fé. Mas infelizmente quando “ultrapassamos indevidamente os limites das ciências positivas” começamos a enxergar uma <em>contradição</em> – que, na realidade, não existe – entre a <em>fé</em> e a <em>razão</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Continua a <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Gaudium et Spes</a>: “Alguns, exaltam de tal modo o homem, que a fé em Deus perde toda a força, e parecem mais inclinados a afirmar o homem do que a negar Deus” (n. 19). Utilizar a razão como artifício para negar a Deus é uma atitude severamente condenável. Ora, ambas – <em>razão</em> e <em>fé</em> – foram criadas por Deus. Como podem se opor? É o que nos perguntamos diante da atitude aparentemente sábia de Saramago. Sabedoria verdadeira é aquela que conserva a razão, mas que também conserva o Criador de todas as coisas – inclusive da razão -, que é Deus. Enfim, <span style="text-decoration:underline;">a razão, em si, não nos afasta de Deus; antes, nos aproxima</span>. Mas o uso exagerado dela para a explicação dos acontecimentos e fenômenos e também a tentativa frustrada de estabelecer o <em>relativismo</em> como única verdade absoluta, esses sim nos afastam do Criador.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, o que concluímos da fala de Saramago? Se para ele – assim como para muitos dos racionalistas exacerbados – a verdade é relativa, como o Papa pode ofender a verdade? Quem está ofendendo a verdade é ele, afirmando que somente a razão deve ser utilizada como moral a se seguir&#8230; O ateísmo é fruto justamente desses comportamentos <strong>mentirosos</strong> e desprezíveis de supostos sábios que se acham deuses, na capacidade de julgar as intenções do coração de um ou outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Saramago os “presumíveis” representantes de Deus na terra só querem o poder. Mas quem é Saramago para tratar de assuntos relacionados à fé? Não é ele ateu? Talvez não conheça os escritos da Igreja, talvez não saiba – conforme pronunciou-se o mesmo Concílio Vaticano II – que “<strong>nenhuma ambição terrestre move a Igreja</strong>” (<a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">GS</a>, 3). O único desejo dela é conformado ao grande desejo de Deus: “quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2, 4), verdade essa rejeitada por José Saramago.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas ele não pára por aí. Continua seu discurso infame: “Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neo-medievalismo universal, <span style="text-decoration:underline;">um Deus que jamais viu</span>, com o qual nunca se sentou a tomar um café”. Sim. O Papa Bento XVI certamente nunca viu Deus; talvez nem tenha sentado para tomar um café com Ele. Mas <strong>Ele crê</strong>. E não só ele. Milhões de cristãos crêem porque sabem o que é a verdade, que Jesus se dignou mostrar a todos nós por meio não só das Sagradas Escrituras mas também através de seus santos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“A tua lei é a verdade; e <strong>a verdade és tu</strong>” (Santo Agostinho, <a href="http://www.saopiov.org/2009/06/confissoes-santo-agostinho.html">Confissões</a>, IV, 9).</p>
<p style="text-align:justify;">“A fé nos é concedida pela verdade, pois <strong>a fé se fundamenta na verdade</strong>. De fato, <span style="text-decoration:underline;">cremos o que realmente é e como é</span>; e crendo no que realmente é e como sempre foi, mantemos firme nossa adesão” (Santo Irineu de Lião, <a href="http://patristicabrasil.blogspot.com/2009/10/santo-ireneu-115-202.html">Demonstração da Pregação Apostólica</a>, 3).</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Saramago rejeitou e banalizou a verdade. Chama sua mentira de “inteligência viva” e busca justificar suas crenças baseando-se em teorias anti-clericais sem nenhum sentido. Sem delongas, é essa a conclusão do discurso dele.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a reação dos católicos foi imediata (graças a Deus!). O João Cadete <a href="http://saudedalma.blogspot.com/2009/10/mais-uma-oportunidade-perdida-de-ficar.html">se manifestou</a> no Saúde da Alma; o Jorge <a href="http://www.deuslovult.org/2009/10/15/nobel/">bradou</a>: “Impressionante como o simples fato de um sujeito esbravejar contra a Igreja, sem se preocupar em dar à sua crítica um mínimo de consistência que ultrapasse a rebeldia sem causa, é já motivo suficiente para ganhar manchetes mundo afora”. Por fim, o Professor Felipe Aquino <a href="http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/10/15/carta-ao-dr-saramago/">escreveu uma <strong>ótima</strong> carta</a> respondendo às frivolidades do escritor português. Destaco:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que <strong>a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano</strong>. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?” Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?</p>
<p style="text-align:justify;">Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que <strong><span style="text-decoration:underline;">todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados</span></strong>? Será que precisamos de mais exemplos?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">(Carta ao Dr. Saramago, <a href="http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/10/15/carta-ao-dr-saramago/">via blog do Prof. Felipe Aquino</a>)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Não. O mundo ainda não compreendeu que “a Igreja é firme demais para ser derrubada pelo esforço dos homens” (Leão XIII, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/leo_xiii/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_18840420_humanum-genus_po.html">Humanum Genus</a>, 7). Mas um dia – só Deus sabe quando – Jesus se erguerá do seu majestoso trono e mostrará a todos os povos a <strong>hipocrisia</strong> que defenderam em vida. Que Deus possibilite que esses corações duros se convertam antes do tremendo dia do Juízo. E que a Santíssima Virgem Maria auxilie a Santa Madre Igreja no combate à heresia e ao ateísmo, inimigo da verdadeira ciência, que Deus criou.</p>
<p style="text-align:justify;">Graça e paz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adágio]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/10/15/adagio/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 17:09:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/10/15/adagio/</guid>
<description><![CDATA[Acreditas que a poesia nasce de claridades e clarividências? Engana-te. A poesia brota das sombras, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/10/03_ramo-de-sombra.jpg" alt="" title="" width="300" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-895" />Acreditas que a poesia nasce de claridades e clarividências?<br />
Engana-te.<br />
A poesia brota das sombras, dos sussurros, das imagens ocultas nos jardins sem flores.<br />
Nos vãos emparedados, sob palavras que se apóiam uma às outras<br />
Depois de exalados perfumes discretos, como as lembranças daquilo que não se viveu.</p>
<p>A poesia se oculta atrás de portas fechadas, ante a veneziana que aprisiona o sol em reflexos de renda.<br />
Na chuva noturna que forma orvalhos frios nos brotos da hera,<br />
No vento que engravida a cortina<br />
Com  polém secreto</p>
<p>Engana-te se procuras a poesia em dias felizes<br />
Passageira de um comboio perdido,<br />
Num vagão de terceira classe<br />
Viaja para a terra não prometida.<br />
Altiva desembarca em estações sem passageiros<br />
senão tu.</p>
<p>by<br />
Anna Montenegro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Lusíadas - Luiz Vaz de Camões]]></title>
<link>http://perlitteras.wordpress.com/2009/10/08/os-lusiadas-luiz-vaz-de-camoes/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 19:44:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tradutor</dc:creator>
<guid>http://perlitteras.wordpress.com/2009/10/08/os-lusiadas-luiz-vaz-de-camoes/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- SlideShare error: doc is missing or has illegal characters /[^-_a-zA-Z0-9]/ --></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um romance sobre a solidariedade.]]></title>
<link>http://escuridaonoparaiso.wordpress.com/2009/10/03/um-romance-sobre-a-solidariedade/</link>
<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 23:53:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carla Chuler</dc:creator>
<guid>http://escuridaonoparaiso.wordpress.com/2009/10/03/um-romance-sobre-a-solidariedade/</guid>
<description><![CDATA[Eu conhecia Saramago pelo Memorial do Convento e por criticar Paulo Coelho, até então ele tinha a mi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong> </strong><img class="alignleft size-medium wp-image-272" title="José Saramago" src="http://escuridaonoparaiso.wordpress.com/files/2009/10/3723-jose-saramago.jpg?w=300" alt="José Saramago" width="263" height="254" />Eu conhecia Saramago pelo Memorial do Convento e por criticar Paulo Coelho, até então ele tinha a minha simpatia, mas depois de ler Ensaio sobre a Cegueira acabei me incoporando a sua legião de fãs.</p>
<p style="text-align:justify;">Ensaio sobre a Cegueira é uma obra de 1995 com um clima apocalíptico no qual narra a história de uma população assombrada por uma cegueira branca, leitosa e repentina.As autoridades local conduzem as vítimas aum hospício desativado, mas lá os doentes são vitimados por criminosos que saqueam a comida e violentam as mulheres.Os cegos se tornam alvos de criminosos, que roubam a comida e violentam as mulheres. Ter olhos na terra de cegos e enxergar com a alma torna-se essencial para os personagens do livro.</p>
<p style="text-align:justify;">Inúmeras perguntas permeiam a obra, o fato de uma das personagens enxergar e comandar os demais, surge a pergunta sobre quem governa e quem é governado.De quem enxerga e de quem precisa do outro para enxergar ou ser enxergado.</p>
<p style="text-align:justify;">A bela passagem do livro no qual a personagem comanda uma fila de cegos é a síntese da obra, no qual ficamos cegos ao não enxergar o outro, mas nos livramos desta cegueira cotidiana a partir de quando nos tornamos empáticos e solidário ao próximo.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dulce Maria Cardoso bei TFM]]></title>
<link>http://tfmonline.wordpress.com/2009/10/02/dulce-maria-cardoso-bei-tfm/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 07:27:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>tfmonline</dc:creator>
<guid>http://tfmonline.wordpress.com/2009/10/02/dulce-maria-cardoso-bei-tfm/</guid>
<description><![CDATA[Wir freuen uns sehr, während der Buchmesse, am 15.Oktober um 20.00 Uhr eine Lesung mit der portugies]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-618" href="http://tfmonline.wordpress.com/2009/10/02/dulce-maria-cardoso-bei-tfm/dulcemariacardosopb-crop-sharp/"><img class="alignleft size-medium wp-image-618" style="margin:3px;" title="Dulce Maria Cardos" src="http://tfmonline.wordpress.com/files/2009/10/dulcemariacardosopb-crop-sharp.jpg?w=197" alt="Dulce Maria Cardos" width="177" height="274" /></a>Wir freuen uns sehr, während der Buchmesse, am <strong>15.Oktober um 20.00 Uhr</strong> eine Lesung mit der portugiesischen Autorin <em><strong>Dulce Maria Cardoso</strong></em> präsentieren zu können. Die zweisprachige Lesung (portugiesisch-deutsch) wird von Michael Kegler moderiert und übersetzt und findet in unserer Buchhandlung (60486 Frankfurt, Große Seestraße 47) statt. Der Eintritt ist frei.</p>
<p>Dulce Maria Cardoso liest aus ihrem prämierten Roman <em><strong><a title="Dulce Maria Cardoso: Os meus sentimentos" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=9687" target="_blank">Os meus sentimentos</a>. </strong></em>Eine Rezension in portugiesischer Sprache finden Sie hier bei <a title="Os meus sentimentos - Rezension bei nova cultura!" href="http://www.novacultura.de/0601dulce.html" target="_blank">nova cultura!</a></p>
<p>Dulce Maria Cardoso gehört zu den 12 ersten Preisträgern des von der Europäischen Union vergebenen <a title="Europäischer Literaturpreis Europäische Union" href="http://ec.europa.eu/culture/our-programmes-and-actions/doc627_de.htm" target="_blank">Literaturpreises</a>. Sie wurde 1964 in Trás-Os-Montes (Nordportugal) geboren. Die ersten Jahre ihrer Kindheit verbrachte sie in Angola und kehrt von dort 1975 nach Portugal zurück. Sie studierte Jura und schrieb anschließend Theaterstücke und Kurzgeschichten. Heute lebt sie in Lissabon und hat bereits zwei Romane veröffentlicht, Mitte Oktober erscheint ihr dritter <em><strong>O Chão dos Pardais.</strong></em></p>
<p><em>Por ocasião da Feira do Livro temos o prazer de convidar para uma leitura bilingue (português – alemão) com Dulce Maria Cardoso. Michael Kegler é o tradutor e moderador desta sessão literária, que se realiza na nossa livraria (Frankfurt-Bockenheim, Große Seestraße 47),</em></p>
<p><em>quinta-feira 15 de Outubro, às 20:00 horas.</em></p>
<p><em>A autora lerá trechos do romance premiado <a title="Dulce Maria Cardoso: Os meus sentimentos" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=9687" target="_blank">Os Meus Sentimentos</a>, Edições ASA. Entrada livre.</em></p>
<p><em>Dulce Maria Cardoso é a autora portuguesa galardoada com o Prémio da União Europeia para a Literatura, que em 2009 pela primeira vez, distinguiu 12 autores dos países comunitários. </em><em> Tendo passado a infância em Angola, Dulce Maria Cardoso regressou em 1975 a Portugal onde estudou direito e onde vive actualmente. Publicou até agora teatro, conto e romance. O Chão dos Pardais (Edições ASA), o seu terceiro romance, será lançado em meados de Outubro.<br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ViEira no metrÔ]]></title>
<link>http://aqueiva.wordpress.com/2009/09/29/vieira-no-metro/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 14:21:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marco Aqueiva</dc:creator>
<guid>http://aqueiva.wordpress.com/2009/09/29/vieira-no-metro/</guid>
<description><![CDATA[  A exposição &#8220;A Vida e a Obra de Padre António Vieira&#8221; estará em circulação entre três ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1235" title="InstitutoCamoes352" src="http://aqueiva.wordpress.com/files/2009/09/institutocamoes3521.png?w=150" alt="InstitutoCamoes352" width="150" height="80" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1236" title="vieira" src="http://aqueiva.wordpress.com/files/2009/09/vieira.jpg" alt="vieira" width="371" height="280" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">A exposição <em><strong>&#8220;A Vida e a Obra de Padre António Vieira&#8221;</strong></em> estará em circulação entre três estações do metrô paulista durante os meses de Setembro, Outubro e Novembro.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Até o dia 30 de Setembro ela foi conferida na Estação República. Em Novembro ele segue para a  Estação Luz.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">O objectivo desta exposição é divulgar a vida e a obra  de um dos mais influentes e importantes autores da língua portuguesa.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">1 a 31 de Outubro de 2009</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><br />
</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Estação Imigrantes</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Metro de São Paulo</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Antologia]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/28/antologia/</link>
<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 22:39:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/28/antologia/</guid>
<description><![CDATA[Edward Munch, in Melancolia Como morrer se existe o mar, Se o Tejo canta tristemente para os barcos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/09/munch_melancolia-1891.jpg" alt="" title="" width="400" height="299" class="aligncenter size-full wp-image-875" /><br />
                <em>Edward Munch, in Melancolia</em></p>
<p>Como morrer se existe o mar,<br />
Se o Tejo canta tristemente para os barcos<br />
E chama as andorinhas </p>
<p>Como adiar esse encontro inesperado<br />
e desesperado e<br />
pedir para ficar um pouco mais</p>
<p>enquanto as nuvens vem e<br />
e desenham figuras em seus desvaõs<br />
a maresia,<br />
o buliço<br />
acendem lanternas<br />
no coração.</p>
<p>como morrer<br />
e esquecer o pássaro azul<br />
desavisado hospede<br />
de um céu impálpável</p>
<p>vontade de ser barqueiro<br />
e fazer voltar as almas<br />
do Hades<br />
devolver o ardor da terra<br />
e a existencia do mar</p>
<p>como morrer<br />
e levar muda<br />
essa antologia de espanto.</p>
<p>by<br />
Anna Montenegro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Casamento, poema infantil de Luísa Ducla Soares]]></title>
<link>http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/09/27/casamento-poema-infantil-de-luisa-ducla-soares/</link>
<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 01:56:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>peregrinacultural</dc:creator>
<guid>http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/09/27/casamento-poema-infantil-de-luisa-ducla-soares/</guid>
<description><![CDATA[    CASAMENTO                                               Luísa Ducla Soares   Casei um cigarro co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2009/09/cigarras.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5738" title="cigarras" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2009/09/cigarras.jpg" alt="cigarras" width="510" height="415" /></a></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>CASAMENTO</em></strong></p>
<p>                                              Luísa Ducla Soares</p>
<p> </p>
<p>Casei um cigarro<br />
com uma cigarra,<br />
fizeram os dois<br />
tremenda algazarra<br />
porque o cigarro<br />
não sabe cantar<br />
e a cigarra<br />
detesta fumar.</p>
<p>Não digam que errei<br />
(mania antipática!)<br />
só cumpri a lei<br />
que manda a gramática.</p>
<p> </p>
<p>Em: <strong><em>Poemas da Mentira e da Verdade,</em></strong> Livros Horizonte, 1999.</p>
<p><em>&#8212;</em></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2009/09/luisa_ducla_soares.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5740" title="luisa_ducla_soares" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2009/09/luisa_ducla_soares.gif" alt="luisa_ducla_soares" width="192" height="237" /></a></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p>Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista.  Mais recentemente sua produção  é dedicada ao público infanto-juvenil.  Formada em Filologia Germânica.</p>
<p> </p>
<p>Obras:</p>
<p> </p>
<p><em>Contrato</em> (Poesia), 1970</p>
<p><em>A História da Papoila</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977</p>
<p><em>Maria Papoila,</em> prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977</p>
<p><em>O Dr. Lauro e o Dinossauro</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988</p>
<p><em>Urso e a Formiga</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002</p>
<p><em>O Soldado João</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002</p>
<p><em>O Ratinho Marinheiro</em> (Poesia para a infância), 1973 ; 2001</p>
<p><em>O Gato e o Rato</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977</p>
<p><em>Oito Histórias Infantis</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1975</p>
<p><em>O Meio Galo e Outras Histórias</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001</p>
<p><em>AEIOU, História das Cinco Vogais</em>, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999</p>
<p><em>O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984</p>
<p><em>Histórias de Bichos</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1981</p>
<p><em>O Menino e a Nuvem</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1981</p>
<p><em>Três Histórias do Futuro</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1982</p>
<p><em>O Dragão</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002</p>
<p><em>O Rapaz do Nariz Comprido</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984</p>
<p><em>O Sultão Solimão e o Criado Maldonado</em> (Poesia para a infância), 1982</p>
<p><em>Poemas da Mentira&#8230; e da Verdade </em>(Poesia para a infância), 1983 ; 1999</p>
<p><em>O Homem das Barbas</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1984</p>
<p><em>O Senhor Forte</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1984</p>
<p><em>A Princesa da Chuva</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1984</p>
<p><em>O Homem alto, a Mulher baixinha</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1984</p>
<p><em>De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994</p>
<p><em>O Senhor Pouca Sorte</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1985</p>
<p><em>A Menina Boa</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1985</p>
<p><em>A Menina Branca, o Rapaz Preto</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1985</p>
<p><em>6 Histórias de Encantar</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003</p>
<p><em>A Vassoura Mágica</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001</p>
<p><em>O Fantasma</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1987</p>
<p><em>A Menina Verde</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1987</p>
<p><em>Versos de Animais</em> (Antologia de Literatura Tradicional), 1988</p>
<p><em>Destrava Línguas</em> (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997</p>
<p><em>Crime no Expresso do Tempo,</em> prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999</p>
<p><em>Lenga-Lengas</em> (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997</p>
<p><em>O Disco Voador</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990</p>
<p><em>Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares</em> (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001</p>
<p><em>É Preciso Crescer</em>, ( infanto- juvenil (1992</p>
<p><em>A Nau Catrineta</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1992</p>
<p><em>À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil</em> (Divulgação), 1993</p>
<p><em>Diário de Sofia &#38; Cia aos Quinze Anos</em>(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001</p>
<p><em>Os Ovos Misteriosos</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002</p>
<p><em>O Rapaz e o Robô</em>, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002</p>
<p><em>S. O. S.: Animais em Perigo</em>!&#8230;, prosa (Infanto-juvenil), 1996</p>
<p><em>O Casamento da Gata</em>, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001</p>
<p><em>Vamos descobrir as bibliotecas</em> (Divulgação), 1998</p>
<p><em>Vou Ali e Já Volto,</em> prosa (Infanto-juvenil), 1999</p>
<p><em>Arca de Noé</em>, poesia (Infanto-juvenil), 1999</p>
<p><em>A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca</em> (Poesia para a infância), 1999 ; 2000</p>
<p><em>ABC,</em> poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001</p>
<p><em>25 </em>(Poesia para a infância), 1999</p>
<p><em>Seis Contos de Eça de Queirós </em>(Contos), 2000 ; 2002</p>
<p><em>Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000</em> (Divulgação), 2000</p>
<p><em>Com Eça de Queirós à roda do Chiado</em> (Divulgação), 2000</p>
<p><em>Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?,</em> prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003</p>
<p><em>Lisboa de José Rodrigues Miguéis</em> (Divulgação), 2001</p>
<p><em>Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões</em> (Divulgação), 2001</p>
<p><em>A flauta</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2001</p>
<p><em>Uns óculos para a Rita</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2001</p>
<p><em>Todos no Sofá</em>, poesia (Infanto-juvenil), 2001</p>
<p><em>1, 2, 3,</em> poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003</p>
<p><em>Alhos e Bugalhos</em> (Divulgação), 2001</p>
<p><em>Meu bichinho, meu amor,</em> prosa (Infanto-juvenil), 2002</p>
<p><em>Cores</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2002</p>
<p><em>Gente Gira</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2002</p>
<p><em>Tudo ao Contrário</em>!, prosa (Infanto-juvenil), 2002</p>
<p><em>Viagens de Gulliver</em>, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002</p>
<p><em>O Rapaz que vivia na Televisão</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2002</p>
<p><em>Contrários,</em> poesia (Infanto-juvenil), 2003</p>
<p><em>Quem está aí?,</em> prosa (Infanto-juvenil), 2003</p>
<p><em>A Cavalo no Tempo</em>, poesia (Infanto-juvenil), 2003</p>
<p><em>Pai, Querido Pai! Como é o Teu?</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2003</p>
<p><em>A Carochinha e o João Ratão</em>, poesia (Infanto-juvenil), 2003</p>
<p><em>Se os Bichos se vestissem como Gente</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2004</p>
<p><em>A festa de anos</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2004</p>
<p><em>Contos para rir</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2004</p>
<p><em>Abecedário maluco</em>, poesia (Infanto-juvenil), 2004</p>
<p><em>Histórias de dedos</em>, prosa (Infanto-juvenil), 2005</p>
<p><em>A Cidade dos Cães e outras histórias</em>, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005</p>
<p><em>Há sempre uma estrela no Natal</em>, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006</p>
<p><em>Doutor Lauro e o dinossauro</em>, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007</p>
<p><em>Mais lengalengas</em> (recolhas ),Livros Horizonte,2007</p>
<p><em>Desejos de Natal</em> (Infanto-juvenil ), Civilização,2007</p>
<p><em>A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La iniciación (Lisboa, 1935)]]></title>
<link>http://sattwa.wordpress.com/2009/09/27/la-iniciacion-lisboa-1935/</link>
<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 00:16:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>erostratus</dc:creator>
<guid>http://sattwa.wordpress.com/2009/09/27/la-iniciacion-lisboa-1935/</guid>
<description><![CDATA[De la biografía de Fernando Pessoa, por João Gaspar Simões: El doctor Jaime Neves, primo del poeta, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De la biografía de Fernando Pessoa, por João Gaspar Simões:</p>
<p style="text-align:justify;">El doctor Jaime Neves, primo del poeta, que lo había visto últimamente, le había prohibido beber: una copa más de aguardiente y sería el fin. El poeta decía, serenamente, como quien en verdad está convencido de que la muerte no existe:</p>
<p>&#8220;Neófito, no hay muerte&#8221;</p>
<p>y continuaba bebiendo.</p>
<blockquote>
<div id="attachment_11" class="wp-caption alignnone" style="width: 294px"><img class="size-full wp-image-11" title="Pessoa delitro" src="http://sattwa.wordpress.com/files/2009/09/pessoa-delitro.jpg" alt="&#34;Em flagrante delitro&#34;" width="284" height="400" /><p class="wp-caption-text">&#34;Em flagrante delitro&#34;. Fotografía de Fernando Pessoa en la Bodega Abel Pereira da Fonseca enviada por  el poeta a Ophelia Queiroz en 1929. </p></div></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NADA de vera lúcia kalahari / portugal]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2009/09/25/nada-de-vera-lucia-kalahari-portugal/</link>
<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 09:50:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2009/09/25/nada-de-vera-lucia-kalahari-portugal/</guid>
<description><![CDATA[Amanhã, como agora Estarei a pensar no Nada. Nada: O absolutismo total, o esquecimento, O vazio, o c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Amanhã, como agora Estarei a pensar no Nada. Nada: O absolutismo total, o esquecimento, O vazio, o c]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/21/865/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 16:40:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/21/865/</guid>
<description><![CDATA[René Magritte As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões E muitas transformam-se em árvores ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_866" class="wp-caption aligncenter" style="width: 315px"><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/09/magritte2.jpg" alt="René Magritte" title="" width="305" height="394" class="size-full wp-image-866" /><p class="wp-caption-text">René Magritte</p></div>
<p>As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões</p>
<p>E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos – digo,</p>
<p>As mulheres – ainda que as casas apresentem os telhados inclinados</p>
<p>Ao peso dos pássaros que se abrigam</p>
<p>É à janela dos filhos que as mulheres respiram</p>
<p>Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas</p>
<p>Transformam-se em escadas</p>
<p>Muitas mulheres transformam-se em paisagens</p>
<p>Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram</p>
<p>Nos ramos – no pescoço das mães – ainda que as árvores irradiem</p>
<p>Cheias de rebentos</p>
<p>As mulheres aspiram para dentro</p>
<p>E geram continuamente. Transformam-se em pomares.</p>
<p>Elas arrumam a casa</p>
<p>Elas põem a mesa</p>
<p>Ao redor do coração.</p>
<p>by<br />
Daniel Faria</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Introdução a um poema de "O guardador de rebanhos", de Alberto Caeiro]]></title>
<link>http://viniciusfigueira.wordpress.com/2009/09/21/introducao-a-um-poema-de-o-guardador-de-rebanhos-de-alberto-caeiro/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 13:15:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vinicius</dc:creator>
<guid>http://viniciusfigueira.wordpress.com/2009/09/21/introducao-a-um-poema-de-o-guardador-de-rebanhos-de-alberto-caeiro/</guid>
<description><![CDATA[  Este texto é uma introdução a Alberto Caeiro e visa a oferecer subsídios a jovens alunos do Recife]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em> </em></p>
<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-610" title="15454115" src="http://viniciusfigueira.wordpress.com/files/2009/09/15454115.jpg" alt="15454115" width="138" height="204" /></em></p>
<h6><em>Este texto é uma introdução a Alberto Caeiro e visa a oferecer subsídios a jovens alunos do Recife. </em> (Observação de 18/11/2009: Como se vê pelo mapa ao lado, esta análise é também lida em Portugal, Angola e Moçambique. Agradeceria se algum leitor estrangeiro, depois de lê-la, deixasse aqui um comentário dizendo o que motivou sua leitura).</h6>
<p>&#160;</p>
<p>Falemos de Caeiro em linguagem simples, como convém falar de um guardador de rebanhos. É certo que há alguma dificuldade nessa simplicidade, uma vez que o guardador de rebanhos diz não ser, propriamente, um guardador de rebanhos, mas alguém que se sente <em>como se</em> guardasse rebanhos. Portanto, do poeta Pessoa afasta-se Caeiro em dois graus (ou em três, como contavam os antigos, e também Platão lá no livro <em>X </em>da <em>República</em>, ao falar dos leitos produzidos pelo artista). Mas que espécie de afastamento é esse e por que ele ocorre? Não há espaço aqui para um grande estudo da gênese dos heterônimos de Pessoa, mas, hoje, tal investigação pode ser feita com tranqüilidade, até mesmo sem a necessidade de sair da frente do computador, este maldito computador, marca simbólica da onipresença da ciência em nossas vidas, e que tanto nos afasta do mundo natural, caro ao heterônimo aqui analisado. Mas já divago. Volto.</p>
<p>Em plano o mais simples possível, partirei de um poema apenas – poema que tenha carga suficiente para sintetizar aquilo de que nos fala Caeiro. Antes de mais, não quero deixar de trazer para este texto analítico uma lição de outro poeta, do Bandeira crítico de si mesmo: “Aproveito a ocasião para jurar que jamais fiz um poema ou verso ininteligível para me fingir de profundo sob a especiosa capa de hermetismo. Só não fui claro quando não pude.” Essa declaração serve, penso eu, tanto para iluminar o crítico de Caeiro quanto para qualificar o próprio, que escrevia de maneira clara, de forma clara, sobre conteúdos nem sempre tão claros, é verdade, ao homem comum. Acreditem: para nós, que vivemos a pós-modernidade, tempo de mau uso da linguagem por parte de homens – em geral, franceses – que se dizem filósofos apesar de amarem mesmo é o embuste e os jogos irracionais feitos com palavras ambíguas, ser claro é um presente divino. Por isso, com Caeiro, dispomos da vantagem de voltar a uma certa rigidez da linguagem, a uma linguagem que tudo diz muito naturalmente e, atentem, sob o diapasão da racionalidade. De parte do crítico literário, portanto, nada mais natural do que a ela (à linguagem de Caeiro) responder com uma tentativa de compreender a “razão do poema”, como faria, aliás, um de nossos grandes críticos, José Guilherme Merquior.</p>
<p>Feita essa pequeníssima introdução ou declaração de princípios, passemos, sem mais delonga, ao poema de Caeiro a ser analisado. Trata-se do poema que começa pelo verso “O mistério das coisas, onde está ele?”, geralmente marcado pelo número “XXXIX” nas edições de <em> O guardador de rebanhos</em>:</p>
<address> <strong>I</strong></address>
<address> <span style="color:#0000ff;">1          O mistério das coisas, onde está ele?</span></address>
<address><span style="color:#0000ff;">2            Onde está ele que não aparece</span></address>
<address><span style="color:#0000ff;">3          Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?</span></address>
<address><span style="color:#0000ff;">4          Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?</span></address>
<address><span style="color:#0000ff;">5          E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?</span></address>
<address><span style="color:#ff0000;">6            Sempre que olho para as coisas e penso no que os</span></address>
<address><span style="color:#ff0000;">                      homens pensam delas,</span></address>
<address><span style="color:#ff0000;">7          Rio como um regato que soa fresco numa pedra.</span></address>
<address> </address>
<address><strong> II</strong></address>
<address> 8          Porque o único sentido oculto das coisas</address>
<address>9          É  elas não terem sentido oculto nenhum.</address>
<address>10        É mais estranho do que todas as estranhezas</address>
<address>11        E de que os sonhos de todos os poetas</address>
<address>12        E os pensamentos de todos os filósofos,</address>
<address>13        Que as coisas sejam realmente o que parecem ser</address>
<address>14        E não haja nada que compreender.</address>
<address> </address>
<address><strong>III</strong></address>
<address> 15        Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:</address>
<address>16        As coisas não têm significação: têm existência.</address>
<address>17        As coisas são o único sentido oculto das coisas.</address>
<address>  </address>
<p>Como se vê, o poema está dividido em três estrofes. A primeira contém os sete primeiros versos; a segunda vai do verso oito até o verso quatorze; a terceira contém os três últimos versos, ou seja, estende-se do verso quinze até o verso dezessete. Essa divisão, formalizada por Caeiro, será,  contudo, um pouco alterada aqui, a fim de contemplar mais propriamente o conteúdo do que a simples “contabilidade literária”, como costumo chamar a análise que se atém exclusivamente aos aspectos estruturais do poema.</p>
<p>Consideraremos, para efeito desta análise, que o poema está dividido em três outros núcleos: o primeiro núcleo, que chamaremos de <strong>núcleo perquiridor </strong>(em azul, para efeito didático [e bárbaro, no mau sentido. Perdoem-me, puristas.]), é aquele que vai do primeiro ao quinto verso; o segundo núcleo, que chamaremos de <strong>núcleo passageiro </strong>(em vermelho, para efeito didático&#8230;),<strong> </strong>contém os versos seis e sete; o terceiro núcleo, que começa pelo oitavo verso e vai até o fim do poema, será chamado de <strong>núcleo respondente </strong>(em preto [Ah!, que alívio.]).</p>
<p>A característica principal do chamado núcleo perquiridor<strong> </strong>é conter, em cinco versos, quatro perguntas, quatro indagações. Essas quatro perguntas procuram saber, em termos gerais, onde está o “mistério das coisas”. O primeiro verso – é fácil perceber –  instaura claramente a pergunta central do texto: a necessidade de saber onde está o “mistério das coisas”. O segundo e o terceiro versos, formadores de uma mesma pergunta, parecem indicar uma reiteração, até certo ponto dramática (a expressão “pelo menos” é dramática), da pergunta feita no primeiro. Porém, já trazem um paradoxo, que é o de pedir à figura do mistério que se revele.</p>
<p>Ora, todo mistério que se revela, deixa de sê-lo. Então, mais do que dramaticidade a pergunta encerra certa ironia. Se encerra certa ironia, é porque traz consigo a convicção de que as coisas não contêm mistério algum. Se as coisas não possuem mistério por detrás de sua aparência, temos, diante de nós, um poeta descrente do etéreo, um poeta antimetafísico, um poeta descrente da essência das coisas, um poeta fiel à materialidade ou, no extremo antagônico e ao mesmo tempo semelhante, um poeta <em>crente, </em>crente da matéria.</p>
<p>[Pausa: estou usando o termo “poeta” para referir-me a Caeiro e à voz do poema. Alguns críticos não recomendam o uso do termo “poeta” para fazer referência a essa voz, preferindo usar o termo “eu-lírico”, ou algo semelhante, como modo de distinguir a voz do texto <em>da</em> voz do poeta-pessoa-física. Além disso, ao usar "eu-lírico" – argumentam tais críticos – retiramos o poder da voz de quem fala no poema das mãos (ou melhor, da boca)  do autor, passando, democraticamente, tal poder a um ser imaterial, comum a todos que lêem o poema, ser que terá, supostamente, a possibilidade de sentir-se, em última análise, uma espécie de compositor do texto, um co-partícipe do processo de criação, um leitor-autor. Há um pouco de cinismo literário-populista nisso, mas já me estendo... Bem, o que me importa dizer aqui é tão-somente isto: ao chamar de “poeta” a voz que fala no poema, eu não me refiro à pessoa física nenhuma, pois Caeiro, a voz de que falo, o poeta de que falo, já não é Pessoa – se é que me entendem...].</p>
<p>Voltemos ao poema: o verso quatro – observem-no [dica ao leitor ainda inexperiente na análise poética: é bom imprimir o poema, em vez de ficar subindo e descendo a tela pela barra lateral do computador] – confere à arvore e ao rio uma possibilidade que é, pelo menos em tese, exclusividade de <em>yahoos</em>, digo, humanos: saber.  Como há muito estamos distantes do animismo, temos aqui alguma estranheza, algum estranhamento. Mas o que é a literatura senão uma porta aberta à estranheza, ao estranhamento? Os formalistas russos que o digam, ou lhe digam (perguntem à professora).</p>
<p>O verso quatro já era forte o suficiente para indicar o pensamento do poeta, mas este, generoso, resolveu abrir ainda mais sua lógica e, no verso cinco, explicita, confessionalmente, o que no verso anterior fora “só” espanto: a equiparação entre homem e natureza. Essa equiparação entre o racional (isto é, o humano) e aquilo que se nos apresenta gratuitamente e sem explicação plena por parte da ciência (isto é, a natureza) visa, na ótica de Caeiro, a destituir o homem da posição que ocupa, ou pensa ocupar, neste mundo. Trata-se da velha questão do fracasso do antropocentrismo [assunto sobre o qual já falei, aqui mesmo neste site, no texto “Abelhas e homens” e sobre o qual não me estenderei mais. Tal texto está disponível nos arquivos de dezembro de 2008 aí à direita]. Não sei se repararam que acabei de citar a “ótica” de Caeiro. É que ao encerrar a análise deste primeiro núcleo de seu poema, que chamei de núcleo perquiridor, quero já chamar a atenção para o primeiro verbo que ao leitor se revela no verso seis, o verbo olhar.</p>
<p>No verso seis, início do núcleo passageiro, o poeta <em>olha</em> para as coisas e <em>depois</em>, conforme ele próprio nos diz, <em>pensa</em> <em>no que os homens pensam delas</em>. Há neste verso duas obviedades: primeiro o olhar, primeiro o contato físico com o mundo; depois o pensar, mas não exatamente o pensar sobre o mundo, mas o pensar sobre o que os homens pensam do mundo. Nessa atitude de não pensar o mundo, mas de pensar o que os homens pensam do mundo, o poeta se exclui –voluntariamente, é claro – da condição de homem comum, colocando-se muito mais ao lado da natureza (do regato, da pedra e do aspecto oculto e ignorado de quem os criou) do que ao lado da racionalidade de seus companheiros primatas (<em>sapiens</em> <em>sapiens, </em>mas burrinhos). E Caeiro está certo. O poeta não pode mesmo navegar pelas mesmas águas em que navegam os homens previsíveis, senhores de uma razão obtusa que nos governa e cerceia. O pensar de Caeiro é outro. E então lhe vem o riso, e um certo deboche (verso 7). O riso, como <em>ouvimos</em> ao ler o que está escrito no poema, é representado pela figura do regato que passa por uma pedra: o som constante da correnteza se assemelha ao som do fluxo de riso ininterrupto que só se obtém em situações de extrema alegria ou comicidade. O riso: algo que o poeta consegue com certa facilidade. Sim, senhores, o poeta ri. E não é ele palhaço algum. [Para um textinho sobre minha visão do trabalho do poeta, procurar algo sobre Heidegger e Hölderlin que escrevi aqui no site, também nos arquivos de dezembro de 2008].</p>
<p>Os versos seis e sete, que, conjuntamente, formam o que chamei de “núcleo passageiro”, são, conforme a expressão indica, uma passagem aos versos seguintes, que, por sua vez, responderão à perquirição do primeiro núcleo. Diferentemente da perquirição dos primeiros cinco versos, a passagem dos versos seis e sete é um mergulho mais profundo no caráter do poeta. Caráter no sentido aristotélico, como característica de personagem. Em tais versos, o poeta mergulha em si e demonstra efetivamente o que é diante do mundo, ou como se comporta diante do mundo. Então, a partir do verso 8, o poeta passa a explicar (percebam que o verso começa pela conjunção “porque”) ou, melhor ainda, passa a explicitar, a abrir, a revelar (verbo caro à filosofia) o que é o mundo e como ele o interpreta. O tom dos versos é o do indubitável. As certezas articuladas pelo poeta nos vêm em camadas: a cada verso, ou grupo de versos, uma declaração peremptória.</p>
<p>Os versos 8 e 9 (“Porque o único sentido oculto das coisas / É elas não terem sentido oculto nenhum”) exemplificam bem a indubitabilidade que move o poeta, mas exigem um pequeno esforço interpretativo. Em primeiro lugar, fala o poeta em “o <span style="text-decoration:underline;">único</span> sentido oculto das coisas” – do que deduzimos que todos os demais sentidos não são ocultos. Há, portanto, somente <span style="text-decoration:underline;">um</span> sentido oculto, que é, conforme o verso 9, o fato de as coisas não terem sentido oculto nenhum. Percebam: é como se o poeta nos dissesse que apesar de pensarmos que há um sentido oculto por detrás de todas as coisas – uma ontologia que tudo explica – não há, não. É como se fosse um alerta um pouco impaciente de quem <em>sabe</em>, e precisa transmitir o que sabe aos obtusos ouvintes: “o único sentido oculto das coisas [, <em>seus tolos</em>,] é elas não terem sentido oculto nenhum”, diz o poeta, como se tivesse comungado com a ubiqüidade de um ser superior que tudo visse e cuja compreensão fosse muito maior do que a compreensão que nós podemos conceber. O poeta, assim, arvora-se em deus. Mas é um deus da matéria que está dada diante de nós, um deus que não busca ligar-se (ou <em>religar-se</em>) a nada, a não ser à concretude das coisas. Encaminhando o final de sua fala, do verso 10 ao 15, faz a (auto?)crítica a dois grupos de antigos detentores do saber da tradição ocidental: poetas e filósofos.</p>
<p>Poder-se ia perguntar por que se faz a consideração dos versos 10 a 15 em separado dos versos 8 e 9, já que todos pertencem à mesma estrofe. A resposta é simples e se dá por dois caminhos: 1) pela <span style="text-decoration:underline;">pontuação</span> (há um ponto ao final do verso 9); 2) pelo <span style="text-decoration:underline;">conteúdo</span> dos versos. Esse conteúdo revela-se  pela inflexão da voz do poeta,  rumo à comparação (percebam o “do que”[verso 10], o “de que” [verso 11] e o “que” [verso 13], todos elementos comparativos). Porém, antes de rumar à comparação entre “objetos” distintos, o poeta insiste em um verbo fundamental, o verbo ser [“é”], presente na abertura do verso 9 e na abertura do verso 10. Qual é o conteúdo de tal verbo? O de afirmar peremptoriamente e, mais importante do que isso, negar que se diga algo em contrário. Quando se diz que tal coisa “<span style="text-decoration:underline;">é</span> assim”, a pretensão retórica é [!] a de demonstrar ao interlocutor convicção e, mais ainda, revelar a ele a essência do objeto de que se fala. O poeta – flagramos aqui – começa a pretender instituir certezas e, ao fazê-lo, efetivamente ingressa em terreno que não é, hoje, inteiramente seu. Como ele institui tais certezas? <span style="text-decoration:underline;">Descolando-se da própria condição de poeta</span> e <span style="text-decoration:underline;">diminuindo a importância dos filósofos:</span> “É mais estranho do que todas as estranhezas / E de que os sonhos de todos os poetas / E os pensamentos de todos os filósofos / Que as coisas sejam realmente o que parecem ser / E não haja nada que compreender”. Os sonhos dos poetas – diz-nos o poeta como se tudo olhasse de cima – e os pensamentos dos filósofos – diz-nos também o poeta como se tudo olhasse de cima – estão aquém das coisas, que são puro “parecer”. Porém, cuidado: este “parecer” das coisas de que nos fala o poeta não é o “parecer” comum do cotidiano, quando, por exemplo, dizemos, em expressão de dúvida, que “tal coisa <em>parece</em> ser assim”. Não. Este “parecer” das coisas é o modo pelo qual elas são em si, antes da interferência da consciência humana. É o modo pelo qual elas se revelam ou vêm a luz, fenomenicamente, de modo independente de nossa consciência [Para simplificar: à pedra é irrelevante a existência do humano. A pedra continuará a ser pedra, tenhamos ou não consciência dela.] Em resumo: pode-se dizer que o poeta, neste ponto do poema, começa a alçar vôo para além da esfera de incidência dos próprios poetas e dos filósofos.  Recomendação: pausa para o café, antes de ler o próximo parágrafo.</p>
<p>O poeta, como lemos no verso 13, declara que as coisas são “realmente o que parecem ser”. Pois bem: o uso do advérbio “realmente” implica o conhecimento filosófico de que tal advérbio deriva de “res”, palavra latina que significa “coisa”. O que chamamos de “real” [latim: <em>realis</em>] é o mundo do tangível, o mundo das coisas propriamente ditas, que existem de fato. No verso 14, que complementa o 13, o poeta diz, então, que não há nada a compreender [atenção para este verbo], sublinhando, portanto, a distinção entre dois mundos: o mundo das coisas, independente da consciência humana (verso 13), e o mundo da consciência humana,  voltada ao “compreender” (verso 14). Importante mesmo é o fato de o poeta dizer que “não haja nada a compreender”, algo que analisarei a seguir, no próximo parágrafo. Antes, porém,  é preciso que já leiamos os três últimos versos do poema: “Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:/ As coisas não têm significação: têm existência. /As coisas são o único sentido oculto das coisas”. Vejamos o verso 15, em que o poeta diz que seus sentidos “aprenderam sozinhos”: trata-se da defesa incontestável da intuição, da preponderância do sentir sobre o pensar.  Vejamos também os versos 16 e 17 (“As coisas não tem significação: tem existência / As coisas são o único sentido oculto das coisas”): Muito bem, são versos declarativos, afirmativos e pretendentes da revelação da essência das coisas (verbo “ser” no último verso&#8230;). São, como já disse acima, quando tratei dos versos 9 e 10, versos de imposição retórica. Amplio meu raciocínio: pelo verbo ser, no presente do indicativo, nós, humanos, alçamo-nos ou pretendemos nos alçar à onisciência. O verbo ser é a forma pela qual a linguagem mais se aproxima da certeza. Mas de que certeza? Uma certeza humana, demasiadamente humana, como diria aquele filósofo alemão indevidamente estudado, arguto perquiridor da nossa fragilidade. Uma certeza humana, falível.</p>
<p>Voltemos ao poema e pensemos em nossa falibilidade, já aplicada a Caeiro: se, de um lado, como diz Caeiro, é possível que os sentidos aprendam sozinhos, isto é, intuitivamente, de outro, não é possível que a comunicação de tal fato pelo poeta nos seja dada intuitivamente, mas somente pela linguagem, algo bastante racional (o que é a linguagem senão a razão em forma concreta?). Se, de um lado, é possível a Caeiro dispensar (retoricamente, como já disse) o ato de compreender, de outro, para chegar a esse desprezo é preciso alto esforço racional e, para comunicá-lo, é preciso novamente fazer uso da razão e da linguagem. É a nossa sina.</p>
<p>E aqui encerro: não se nega a intuição pura, o puro sentir, mas é preciso lembrar que, a partir do momento em que tal intuição se expressa em palavras (o que faz o poeta senão trabalhar com palavras?) prevalece o que achávamos estar perdido: a reflexão, o pensar, a racionalidade. Fechadas todas as portas e janelas à razão, ela volta pelo conduto da exaustão do intuitivismo. Essa a nossa vocação como humanos, essa a nossa falível inevitabilidade. O diapasão da racionalidade na obra do poeta aparentemente intuitivo, poeta-filósofo, pacificador do medo infundado de Platão. O cérebro e as sinapses: nossa culpa, nossa máxima culpa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La capital]]></title>
<link>http://labuenavidaweb.wordpress.com/2009/09/17/la-capital/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:53:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>lbvcdl</dc:creator>
<guid>http://labuenavidaweb.wordpress.com/2009/09/17/la-capital/</guid>
<description><![CDATA[La capital Eça de Queirós &#8211; Acantilado Después de leerme El primo Basilio y pasarme la mejor s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[La capital Eça de Queirós &#8211; Acantilado Después de leerme El primo Basilio y pasarme la mejor s]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[...que nos corre nas veias]]></title>
<link>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/09/13/que-nos-corre-nas-veias/</link>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 06:45:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>labalaustra</dc:creator>
<guid>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/09/13/que-nos-corre-nas-veias/</guid>
<description><![CDATA[  La sesión de evocación de la obra y de la figura de Jorge de Sena, realizada en el Teatro de S. Ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">La sesión de evocación de la obra y de la figura de Jorge de Sena, realizada en el Teatro de S. Carlos de Lisboa el 10 de Julio de 2008, tuvo un título que a esta distancia fácilmente parecerá premonitorio: <em>Jorge de Sena – Un regreso</em>. Para hablar del autor de “Señales de fuego” reunimos allí, además de un representante de la Fundación, para el caso su patrono, a algunas de las personas más cualificadas del pensamiento literario y crítico portugués: Eduardo Lourenço, Vítor Aguiar e Silva, Jorge Fazenda Lourenço y António Mega Ferreira, cuyas intervenciones contaron con la inteligente moderación del ministro de Cultura, José Antonio Pinto Ribeiro. La sala del San Carlos estaba llena hasta el gallinero, lo que demuestra que la premonición, si lo era, estaba siendo compartida por unos cuantos cientos de personas. Hube lectura de poemas por Jorge Vaz de Carvalho y el pianista António Rosado interpretó composiciones sobre las que Sena había escrito. Quien estuvo allí no lo olvidará nunca. Al final la Fundación ofreció a cada uno de los participantes un estuche con llaves: las que deberían abrir las puertas necesarias para que Jorge de Sena regresase definitivamente a su país. No, no fue premonición. Simplemente, lo que tiene que ser, tiene que ser y tiene mucha fuerza. La fuerza de todas las personas, casi un millar, unidas en el mismo pensamiento: que regrese Jorge de Sena, que regrese ya. Regresó, por fin. No sé si somos más ricos. Más conscientes de nuestras responsabilidades, sí. Pocas cosas agradarían tanto a Jorge de Sena.</p>
<p> </p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://cuaderno.josesaramago.org/2009/09/11/el-regreso/" target="_blank">El Cuaderno de Saramago. José Saramago.  El regreso.</a></p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:left;">Vía l <a href="http://elmercuriodigital.es/content/view/21563/370/" target="_blank">elmercuriodigital.com</a></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA</strong></p>
<p style="text-align:center;">Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso. <br />
É possível, porque tudo é possível, que ele seja <br />
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo, <br />
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém <br />
de nada haver que não seja simples e natural. <br />
Um mundo em que tudo seja permitido, <br />
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer, <br />
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós. <br />
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto <br />
o que vos interesse para viver. Tudo é possível, <br />
ainda quando lutemos, como devemos lutar, <br />
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça, <br />
ou mais que qualquer delas uma fiel <br />
dedicação à honra de estar vivo.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align:center;">Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém <br />
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la. <br />
É isto o que mais importa &#8211; essa alegria. <br />
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto <br />
não é senão essa alegria que vem <br />
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez <br />
alguém está menos vivo ou sofre ou morre <br />
para que um só de vós resista um pouco mais <br />
à morte que é de todos e virá. <br />
Que tudo isto sabereis serenamente, <br />
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição, <br />
e sobretudo sem desapego ou indiferença, <br />
ardentemente espero. Tanto sangue, <br />
tanta dor, tanta angústia, um dia</p>
<p style="text-align:center;">- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -</p>
<p style="text-align:center;">não hão-de ser em vão. Confesso que <br />
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos <br />
de opressão e crueldade, hesito por momentos <br />
e uma amargura me submerge inconsolável. <br />
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam, <br />
quem ressuscita esses milhões, quem restitui <br />
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado? <br />
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes <br />
aquele instante que não viveram, aquele objeto <br />
que não fruíram, aquele gesto <br />
de amor, que fariam «amanhã». <br />
E, por isso, o mesmo mundo que criemos <br />
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa <br />
que não é nossa, que nos é cedida <br />
para a guardarmos respeitosamente <br />
em memória do sangue que nos corre nas veias, <br />
da nossa carne que foi outra, do amor que <br />
outros não amaram porque lho roubaram.</p>
<p> </p>
<p style="text-align:right;">Lisboa, 25/6/1959</p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:right;">Jorge de Sena</p>
<p style="text-align:right;"><em>Poesia II</em></p>
<p style="text-align:right;">Lisboa, Edições 70, 1988</p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:left;">Fuente l <a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/poemasemana/20/cartas4.html" target="_blank">Centro Virtual Camões</a></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:center;">&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">Nada tereis, mas nada: nem os ossos,<br />
que um vosso esqueleto ha-de ser buscado,<br />
para passar por meu. E para outros ladrões,<br />
iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://books.google.es/books?id=4SB9Wg2ZOmIC&#38;pg=PA75&#38;lpg=PA75&#38;dq=%22Nada+tereis,+mas+nada:+nem+os+ossos,%22&#38;source=bl&#38;ots=sacjPDtTB4&#38;sig=Hntw3yCtrimZ5XsfX1CM2VyfA0w&#38;hl=es&#38;ei=X6esSsX6GJnKjAfzvrXwBw&#38;sa=X&#38;oi=book_result&#38;ct=result&#38;resnum=2#v=onepage&#38;q=%22Nada%20tereis%2C%20mas%20nada%3A%20nem%20os%20ossos%2C%22&#38;f=false" target="_blank">Jorge de Sena. Camões dirige-se aos seus contemporâneos. </a></p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Al32oozscYg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Al32oozscYg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;"> <a href="http://www.youtube.com/user/FJSaramago" target="_blank">FJSaramago</a></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Metamorfose</strong></p>
<p style="text-align:center;">Para a minha alma eu queria uma torre como esta,<br />
assim alta,<br />
assim de névoa acompanhando o rio.</p>
<p style="text-align:center;">Estou tão longe da margem que as pessoas passam<br />
e as luzes se reflectem na água.</p>
<p style="text-align:center;">E, contudo, a margem não pertenece ao rio<br />
nem o rio está em mim como a torre estaria<br />
se eu a soubesse ter&#8230;<br />
uma luz desce o rio<br />
gente passa e não sabe<br />
que eu quero uma torre tão alta que as aves não passem<br />
as nuvens não passem<br />
tão alta tão alta<br />
que a solidão possa tornar-se humana.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/poemasemana/20/cartas4.html" target="_blank"></a> </p>
<p style="text-align:left;">Fuente l <a href="http://blog.josesaramago.org/especiales/sena/" target="_blank">Fundação José Saramago</a></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Ditosa Pátria que tal filho teve&#8221;&#8230;</em></p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://books.google.es/books?id=pPkvAAAAYAAJ&#38;pg=PR17&#38;lpg=PR17&#38;dq=Os+Lusiadas:+Luis+de+Camo%C3%ABs&#38;source=bl&#38;ots=muxQvXjwRA&#38;sig=ku0qL3t2kXzYmonzSU70jfZKN4k&#38;hl=es&#38;ei=n6GsSuuQKNbOjAfdmPX3Bw&#38;sa=X&#38;oi=book_result&#38;ct=result&#38;resnum=3#v=onepage&#38;q=&#38;f=false" target="_blank">Os Lusiadas. Luís de Camões</a></p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://books.google.es/books?id=pPkvAAAAYAAJ&#38;pg=PR17&#38;lpg=PR17&#38;dq=Os+Lusiadas:+Luis+de+Camo%C3%ABs&#38;source=bl&#38;ots=muxQvXjwRA&#38;sig=ku0qL3t2kXzYmonzSU70jfZKN4k&#38;hl=es&#38;ei=n6GsSuuQKNbOjAfdmPX3Bw&#38;sa=X&#38;oi=book_result&#38;ct=result&#38;resnum=3#v=onepage&#38;q=&#38;f=false" target="_blank"> </a></p>
</div>]]></content:encoded>
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