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	<title>lobos-em-pele-de-cordeiro &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "lobos-em-pele-de-cordeiro"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 01:10:21 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[POLÍTICA - E NOVOS PROJECTOS]]></title>
<link>http://dissidentex.wordpress.com/2008/05/09/politica-e-novos-projectos/</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 19:37:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>dissidentex</dc:creator>
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<description><![CDATA[Existe uma corrente( voluntariosa) que diz &#8220;intelectuais de nova geração, uni-vos&#8221;- se n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Existe uma corrente( voluntariosa)  que diz &#8220;intelectuais de nova geração, uni-vos&#8221;- se não quereis ser esmagados pela mediocridade e pelo caos reinante. A corrente diz (também com verve), que é preciso algo mais do que só despejar veneno acerca do estado das coisas (penitenciando-se o próprio) e não estar numa onda de resignação ou comodismo permanente.</p>
<p style="text-align:justify;">Reorientando este texto, vou citar a personagem interpretada pela actriz Glenn Close/condessa de Merteuil, no filme &#8220;Ligações Perigosas&#8221; baseado no livro do escritor Choderlos de Laclos. A dada altura a Condessa diz a propósito de outro personagem do filme «o Cavaleiro Danceny» o seguinte: &#8220;Danceny como todos os intelectuais é intensamente estúpido&#8221;.</p>
<ul>
<li>Significa isto no contexto do filme que o intelectual Danceny não estava ver o óbvio.</li>
</ul>
<ul>
<li>Não significa isto que eu estou a chamar estúpido ao proponente da corrente &#8221; Intelectuais,uni-vos.&#8221;</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Apesar de existirem (alguns) intelectuais que não são intensamente estúpidos devemos partir do princípio  que não é esse o caso generalizado em Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo, como &#8220;confiar&#8221; em qualquer corrente ou grupo de intelectuais que pretendam fazer uma &#8220;Fronda&#8221;, se a experiência demonstra que, quase todos, historicamente, são intensamente estúpidos e mal preparados?</p>
<p style="text-align:justify;">Que tem pouca ou nenhuma cultura histórica e que apenas emprenham pelos ouvidos de ideias importadas directamente do estrangeiro?</p>
<p style="text-align:justify;">Este é desde logo o principal problema de qualquer &#8220;corrente&#8221; política aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa fronda de intelectuais, ou corrente, apesar de tudo, permite (deverá permitir)  sonhar com a construção de novos horizontes. E desses novos horizontes nascerá a mudança social, política e económica que de que este país carece.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Crítica</strong>: para se criarem novos horizontes, é necessário afastar pessoas que ocupam os velhos horizontes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Problema:</strong> Essas pessoas recusam sair pelo seu próprio pé; antes pelo contrário agarram-se cada vez mais ao poder, seja qual for a forma em que este é entendido.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Método</strong>: Como não se pode fazer uma revolução sangrenta, porque não é fino, não tem estilo, as ruas ficam sujas de sangue,  e além disso cheira demasiado a comunismo ou a esquerdismo jacobinista ( deverá ser quando as pessoas estiverem em estado de escravatura que alguém, eventualmente, talvez, comece a pensar que talvez se tenha que usar a força&#8230;para aí deixar de ser considerado como não tendo estilo&#8230;), então devemos apontar para existir a ideia de mudança, através de um projecto político.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mais crítica:</strong> para se fazer um projecto político sério, é necessário abandonar ideias &#8220;estrangeiras&#8221; &#8211; é um imperativo neste momento para Portugal, desligar-se o máximo que se puder de certas influências. Isto significa que deverá fazer-se um afastamento, um corte claro.</p>
<p style="text-align:justify;">√ <span style="color:#ff0000;"><strong>* </strong></span>Mas as condições desse afastamento deverão ser, <strong>(1) </strong>não de tipo Salazarista, <strong>(2) </strong>deverão basear-se na criação de condições democráticas reais, <strong>(3)</strong> não cair nos esquerdismos tipo PCP ou BE, <strong>(4)</strong> recusar posição aos grupos de amigos PS/PSD e <strong>(5)</strong> afastar os cds-pp e restantes forças que nada representam,<strong> (6)</strong> impedir qualquer influência do poder económico.</p>
<p style="text-align:justify;">Afastar tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Habituada toda uma população a  &#8221; referências &#8221; e a &#8220;marcas comerciais políticas&#8221; que já conhece, porque terá êxito &#8211; agora &#8211; uma marca nova? Porque terá êxito uma Fronda de intelectuais que proporá uma «posição» nova, que substituirá com vantagem, pressupõe-se, o que existe?</p>
<p style="text-align:justify;">Quais são as garantias disto?</p>
<p style="text-align:justify;">Porque é feita por intelectuais que não querem  ser engolidos?</p>
<p style="text-align:justify;">Cito em baixo uma caixa de comentários a contrariar parcialmente estas criticas.</p>
<p style="text-align:justify;">♦</p>
<p>Dissidente,</p>
<p>eu penso que já te disse isso mas por essa lógica só há 3 hipóteses, nenhuma delas agradável:</p>
<p>1) Cometer suicídio.<br />
2) Assassinar a classe política, económica e intelectual em massa.<br />
3) Ir para fora e não voltar e dar o país como perdido.</p>
<p>Não me parece que nenhuma seja razoável.</p>
<p>♦</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Daí a minha resposta:</strong> A quarta hipótese é continuarmos com este sistema em que todos se desgastam uns aos outros, criando um ambiente irrespirável.</p>
<p>Será esse o sistema político português a vigorar.</p>
<p>A razão pela qual será esse a vigorar é a seguinte.</p>
<p style="text-align:justify;">A maior parte das pessoas <strong>não está, nem sequer minimamente, </strong>disposta a abandonar o conforto &#8211; a zona de conforto &#8211; em que vive e disposta a fazer algo &#8211; o mínimo que seja, para contestar o actual estado de coisas. Correndo o risco de ser acusado de marxismo diria que o vídeo gravador e a maquina de lavar venceram sobre a necessidade de as pessoas se baterem através de acções concretas contra um certo estado de coisas.</p>
<p style="text-align:justify;">Acções concretas que não passem pelo acto inútil de ir votar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ff0000;">* </span></strong>Uma vez que não se quer ou pode fazer o que está exposto lá mais acima.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pré nota lateral: </strong><em>Quem faz o jogo argumentativo de exigir mudança</em> e depois, nem sequer ao nível de uma debate de  caixa de comentários trata em pé de igualdade, respondendo a comentários baseado nessa mesma lógica,  antes tentando colocar-se num ponto e numa distância superior, tentando criar &#8220;plataformas&#8221;  em que so comentadores estarão  em planos diferentes perde imediatamente a credibilidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pré nota lateral 2</strong>: existe uma coisa que se chama Double Speech. Com conhecidos ou amigos diz-se algo muito menos polémico do que se diz noutros sítios, sítios esses onde o radicalismo e a a abertamente demonstrada hostilidade à democracia são explanados com todo o vigor. Depois existem os sítios <a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31686276&#38;postID=4067541612009515768">Inbetween </a>onde se oscila e se flutua, usando o dono do sítio como cobertura para fazer isso mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">O dono do sítio que sabe que eu sou um casca grossa com muitos defeitos, também sabe que normalmente digo o que penso, e também sabe que nada deste artigo é contra o dono do sítio; só uma chamada de atenção ao dono do sítio para o facto de que eu não ando a tentar convencer ninguém a embarcar em projectos políticos, não ando a recrutar conspiradores.</p>
<p style="text-align:justify;">O dono do sítio é um rapaz inteligente; percebe isto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Nota lateral: </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>√</strong></span> O discurso dos que discordam  do funcionamento em rede porque isso era &#8220;cacofonia&#8221; e multiplicidade de ideias é o discurso<strong> idêntico </strong>aos que defendiam a ditadura Salazarista, especificamente e também, o próprio, clamando contra a desordem que uma multiplicidade de vozes e ideias geraria &#8211; assim justificando que só uma voz falasse.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">√ </span></strong>Também é o discurso dos que aspiram a chegar ao poder sem terem que combater <strong>o mínimo que seja, </strong> para lá chegar &#8211; esperam que outros lhes aplainem o caminho &#8211; e uma vez lá chegados, receberem o poder «intacto» sem mossas ou danos de qualquer espécie.</p>
<p style="text-align:justify;">Podendo assim começar do zero e vender a ilusão de uma nova era que &#8211; imagine-se só &#8211; começou precisamente quando estas pessoas chegaram ao poder.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>√</strong></span> E também é o discurso dos que pretendem « atrair para a sua esfera de influência» pessoas interessadas em projectos políticos novos e sérios, mas não o parecendo estar a fazer, isto é, não parecendo estar a atrair as pessoas interessadas em projectos políticos novos e sérios para a sua esfera de influência.</p>
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