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	<title>marcelo-froes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/marcelo-froes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "marcelo-froes"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 17:07:44 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Saiba mais sobre o projeto Beatles 69, breve nas lojas]]></title>
<link>http://beatlestothepeople.wordpress.com/2009/09/04/saiba-mais-sobre-o-projeto-beatles-69-breve-nas-lojas/</link>
<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 19:18:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Resende</dc:creator>
<guid>http://beatlestothepeople.wordpress.com/2009/09/04/saiba-mais-sobre-o-projeto-beatles-69-breve-nas-lojas/</guid>
<description><![CDATA[Segue a boa matéria do YAHOO: No ano passado, o selo Discobertas, do produtor e pesquisador Marcelo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft" src="http://screamyell.com.br/site/wp-content/uploads/2009/02/branco_discobertas.jpg" alt="" width="245" height="300" /></p>
<p><strong>Segue a boa matéria do YAHOO:</strong></p>
<p>No ano passado, o selo Discobertas, do produtor e pesquisador <strong>Marcelo Fróes</strong>, lançou uma ousada compilação de discos com releituras de faixas do White Album, o famoso Álbum Branco, dos Beatles, exclusivamente com músicos brasileiros. O projeto foi dividido em três volumes, trazendo grandes nomes da música nacional e uma série de bandas independentes e projetos musicais formados especialmente para o disco.</p>
<p>Com a boa repercussão do projeto, o produtor resolveu lançar mais uma trilogia inspirada no álbum do quarteto de Liverpool. Com lançamento previsto nas lojas para este mês, o selo apresenta três volumes que homenageiam o belo Abbey Road, que completa 40 anos de existência. Apesar de seus altos e baixos, na seleção irregular de artistas convidados, este é um projeto que merece ser ouvido com atenção.</p>
<p><strong>Conteúdo</strong></p>
<p>A trilogia nacional do Abbey Road se inicia com Beatles´69 &#8211; Vol. 1 &#8211; Get Back, que traz músicas gravadas pelos Beatles em 1969, mas que foram lançadas só posteriormente ou em singles naquele ano. Neste volume, participam artistas tão diferentes entre si como as nuances melódicas do quarteto inglês. É possível tanto ouvir Dig It com <strong>Astronauta Pinguim</strong>, ou Let It Be, na voz de <strong>Ivan Lins</strong>, ou ainda <strong>Paul´s Piano Intro</strong>, na interpretação de <strong>Vitor Araújo</strong>.</p>
<p>Beatles´69 &#8211; Vol. 2 &#8211; O Outro Lado da Abbey Road, assim como o segundo disco da trilogia do ano passado, traz um grande elenco de artistas da cena independente atual. As interpretações vão para músicas que fazem parte do repertório da banda nesta época e outras que nunca foram gravadas oficialmente, incluindo também versões para canções de John Lennon e Paul McCartney.</p>
<p>Neste volume estão presentes artistas conehcidos como <strong>Mallu Magalhães, Zé Ramalho, Kleiton &#38; Kledi</strong>r e bandas independentes como <strong>Surfadelica, Säomer Zwadomit</strong> e <strong>Fuzzcas</strong>.</p>
<p>O terceiro volume da série traz uma reconstituição do clássico álbum faixa a faixa. Em Beatles´69 &#8211; Vol. 3 &#8211; Abbey Road Revisited, outros artistas nacionais se encarregam de dar nova roupagem a imortais canções como Here Comes the Sun, aqui na voz de <strong>Joyce</strong> ou &#8220;Maxwell´s Silver Hammer, que ficou sob a responsabilidade da <strong>Profiterolis</strong>.</p>
<p><strong>Elis e Milton</strong></p>
<p>Mas o grande destaque do disco fica por conta do <strong>dueto virtual inédito entre Elis Regina e Milton Nascimento.</strong> Utilizando uma antiga gravação feita pela cantora nos anos 70, para Golden Slumbers/Carry That Weight/The End&#8221;, Milton empresta sua voz para concretizar um sonho de muitos fãs ao ver sua voz ao lado da de Elis, no medley que encerra o disco original de 1969.</p>
<p><strong>Comentário do João</strong>: Parabéns ao belo projeto! Comprarei sem dúvidas, assim como comprei o álbum branco. Mas, já que é uma trilogia, até que encaixa bem né?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-586" title="Untitled1" src="http://beatlestothepeople.wordpress.com/files/2009/09/untitled11.png" alt="Untitled1" width="232" height="294" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-585" title="Untitled2" src="http://beatlestothepeople.wordpress.com/files/2009/09/untitled21.png" alt="Untitled2" width="376" height="250" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-584" title="Untitled3" src="http://beatlestothepeople.wordpress.com/files/2009/09/untitled3.png" alt="Untitled3" width="475" height="170" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Não necessariamente nessa mesma ordem&#8230;</em></p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/04092009/11/entretenimento-trilogia-homenageia-abbey-road.html">FONTE</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ele faz falta]]></title>
<link>http://farolblog.wordpress.com/2008/10/11/ele-faz-falta/</link>
<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 02:27:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Bandeira</dc:creator>
<guid>http://farolblog.wordpress.com/2008/10/11/ele-faz-falta/</guid>
<description><![CDATA[  Renato calou-se num 11 de outubro, há 12 anos Faz 12 anos que morreu Renato Russo, num triste 11 d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h5></h5>
<p> </p>
<h5><a href="http://farolblog.files.wordpress.com/2008/10/legiao-urbana-img43.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-675" title="legiao-urbana-img43" src="http://farolblog.wordpress.com/files/2008/10/legiao-urbana-img43.jpg" alt="" width="314" height="192" /></a></h5>
<h5><a href="http://farolblog.files.wordpress.com/2008/10/legiao-urbana-img43.jpg"></a><strong>Renato calou-se num 11 de outubro, há 12 anos</strong></h5>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Faz 12 anos que morreu Renato Russo, num triste 11 de outubro de 1996, no Rio de Janeiro. Numa busca rápida por sites e blogs de cultura e música, não vi qualquer menção à data. Acabei achando uma pequena homenagem onde menos esperava, numa coluna de política, a de <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/"><span style="color:#000000;text-decoration:none;">Lúcia Hippolito</span></a>, no Blog do Noblat.</p>
<p>Tudo bem que 12 anos não é uma data redondinha, mas contribui para o esquecimento a disputa entre a família de Renato e seus ex-colegas de Legião Urbana pelos direitos sobre as composições da banda, iniciada com a edição de <em>As Quatro Estações ao Vivo</em> (2004). Por isso, pouco material alternativo veio à luz nos últimos anos, como sobras de estúdio, demos, etc. Uma das exceções é o recém-lançado <em>O Trovador Solitário</em>, produzido pelo pesquisador Marcelo Fróes. Na briga pelos direitos, ele está do lado da família. O disco só tem material composto pelo Renato. Dado e Bonfá não costumam liberar as composições que eles também assinam, nem mesmo para covers. </p>
<p>Pior para nós, que amamos Renato Russo e a Legião. Até hoje, a banda vende muitos discos e influencia uma garotada que mal havia nascido há 12 anos. O incrível na maioria das canções do Renato é que elas são um retrato do seu tempo, mas também são atemporais.</p>
<p>Um cara assim sempre vai fazer falta.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasileiros prestam tributo ao Álbum Branco dos Beatles]]></title>
<link>http://mundo47.wordpress.com/2008/09/08/brasileiros-prestam-tributo-ao-album-branco-dos-beatles/</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 16:46:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Weiss</dc:creator>
<guid>http://mundo47.wordpress.com/2008/09/08/brasileiros-prestam-tributo-ao-album-branco-dos-beatles/</guid>
<description><![CDATA[Brazucas prestam homenagem aos Beatles O jornalista carioca Marcelo Fróes é uma espécie de Indiana J]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://mundo47.files.wordpress.com/2008/09/albumbranco-prevenda.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2405" title="albumbranco-prevenda" src="http://mundo47.wordpress.com/files/2008/09/albumbranco-prevenda.jpg" alt="" width="250" height="273" /></a></p>
<p><em>Brazucas prestam homenagem aos Beatles</em></p>
<p>O jornalista carioca Marcelo Fróes é uma espécie de Indiana Jones da música brasileira. Rato dos arquivos dos estúdios das gravadoras brasileiras, importante figura do meio jornalístico musical nacional, Fróes está lançando um baita presente para os fãs dos Beatles, que neste segundo semestre, comemoram os 40 anos de lançamento do famoso White Álbum ou Álbum Branco, disco duplo lançado pelos fab four em 1968, depois do bombástico Sgt. Peppers. </p>
<p>O CD tributo organizado por Fróes, reúne 30 bandas e músicos fazendo versões das canções contidas no disco. O selo Discobertas e a gravadora Coqueiro Verde, lançam o álbum nesta terça-feira, 09,  no Rio de Janeiro.  De Santa Catarina temos a participação do pessoal da Aerocirco, Rodrigo Daca, Eduardo Xuxu (Pipodélica) e os joinvilenses da Reino Fungi.</p>
<p><a href="http://mundo47.files.wordpress.com/2008/09/beatles-topper.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2406" title="beatles-topper" src="http://mundo47.wordpress.com/files/2008/09/beatles-topper.jpg" alt="" width="450" height="226" /></a></p>
<p><em>1968: ano explosivo e Beatles mostrando habilidades individuais no disco</em></p>
<p>Além destes nomes catarinas, o tributo também reúne gente como Autoramas, Cachorro Grande, Dissonantes, Frank Jorge, Pato Fu, Jerry Adriani, Fagner, Rogério Skylab, Zé Ramalho, Zélia Duncan e muitos outros nomes do rock nacional, seja do independente quanto to mainstream. </p>
<p>Mundo47 ainda não teve acesso ao disco, mas quando rolar, queremos fazer uma análise das versões dos brazucas para os clássicos do famoso disco de J,P,G e R. </p>
<p> </p>
<p>Saiba mais: www.discobertas.com.br</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Zé Ramalho mucho loco bicho!]]></title>
<link>http://mundo47.wordpress.com/2008/07/07/ze-ramalho-mucho-loco-bicho/</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 00:38:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Weiss</dc:creator>
<guid>http://mundo47.wordpress.com/2008/07/07/ze-ramalho-mucho-loco-bicho/</guid>
<description><![CDATA[Quase todo mundo tem uma certa simpatia pelo Zé Ramalho. Atualmente ele consegue ser agradável para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://mundo47.files.wordpress.com/2008/07/zeramalho-divulgacao1975.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1951" src="http://mundo47.wordpress.com/files/2008/07/zeramalho-divulgacao1975.jpg?w=300" alt="" width="300" height="219" /></a></p>
<p>Quase todo mundo tem uma certa simpatia pelo Zé Ramalho. Atualmente ele consegue ser agradável para diversos tipos de público. Do tiozinho que vende pastel na esquina ao guri do terceiro ano que tá se cagando para o próximo vestibular. Mas para eles, Zé Ramalho é aquele cara gente boa que entoa canções lindas como &#8220;Chão de Giz&#8221; e também é intérprete de músicas rurais de novelas da Globo, mas para uma parcela de gente que estuda um pouco mais sobre música, Zé foi um grande gênio da música.</p>
<p>Com quase 40 anos de carreira, o último lançamento de Zé não reúne nenhuma música de alguma novela das 8h, mas sim faz um apanhado do que era sua louca carreira nos anos 1970. Hoje, mais de 30 anos depois (alguns artistas até 40 anos), vários artistas das décadas de 1960 e 1970 estão sendo dissecados por produtores astutos e ligados que existe hoje um universo de pessoas que se interessam por carreiras malucas, psicodélicas, fora da casainha de muitos artistas. Ai entra a figura do jornalista e pesquisador Marcelo Fróes. Marcelo e o próprio Zé, são responsáveis pelo lançamento do CD duplo &#8220;Zé Ramalho da Paraíba&#8221;.</p>
<p><a href="http://mundo47.files.wordpress.com/2008/07/zee-ramalho-da-paraiba2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1952" src="http://mundo47.wordpress.com/files/2008/07/zee-ramalho-da-paraiba2.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O disco é uma copilação de músicas raras, apresentações ao vivo, registros guardados na gaveta pelo próprio artista e que hoje estão no CD. Marcelo é responsável pelo negócio todo e o seu selo, Discobertas é que está nomeando a bagaça. Infelizmente não tive a oportunidade de ouvir, mas assim que o CD chegar aqui na distante Balneário Camboriú,  vou me agilizar para comprar, porém minha experiência com fases doidonas de gente com Zé Ramalho, já me credita a comprar ou tentar arrumar este material de qualquer maneira.  O disco Paebiru, gravado em 1975 com Lula Cortês, é uma das mais belas obras do psicodelismo nacional e só isso já me garante a compra do material de Zé Ramalho da Paraíba. Espero que Fróes, o pesquisador, consiga tirar ainda mais preciosidades como esta da estante de outros figurões da música.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pelas entrelinhas do iê-iê-iê]]></title>
<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/05/15/nos-escaninhos-do-ie-ie-ie/</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 21:32:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
<guid>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/05/15/nos-escaninhos-do-ie-ie-ie/</guid>
<description><![CDATA[A seguir, comentários mais ou menos dispersos, quase aleatórios (dentro da imensa riqueza contida na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">A seguir, comentários mais ou menos dispersos, quase aleatórios (dentro da imensa riqueza contida nas prosaicas caixinhas de plástico e papel), sobre os 25 CDs da coleção <em>Ídolos da Jovem Guarda</em>, recém-lançada sob os rótulos Rhino e Warner Music Brasil<em>. S</em>ob orientação do pesquisador Marcelo Fróes, a série traz de volta do semi-esquecimento títulos originais de artistas dos pelotões intermediários do &#8220;movimento&#8221; (ainda faz sentido usar essa expressão?, algum dia fez?) de &#8220;música jovem&#8221; (?&#8230;) que tomou conta do Brasil ao longo, sobretudo, da década de 1960, sob apelidos tão variados quanto rock&#8217;n'roll, hully gully, twist, iê-iê-iê, jovem guarda&#8230; E são estes os tais:</p>
<p style="text-align:left;"><em><strong><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/wilson-miranda-12.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-46" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/wilson-miranda-12.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a>Veneno</strong> </em>(1959), Wilson Miranda - Imediatamente notável do LP de estréia desse cantor paulista é a capa, adornada por uma misteriosíssima figura feminina envolta por panos &#8211; veneno? Apresentado como &#8220;primeira estrela&#8221; da gravadora Chantecler, Wilson Miranda enfileira beguines, sambas e sambas-canção, mais um rock, dois rocks-baladas e um calypso-mambo. O recanto é o da música comercial, potencilamente popular, num momento de evidente indefinição sobre os rumos que o &#8220;sucesso&#8221; musical iria trilhar nos anos 1960, sob a égide de Jânio, depois de Jango, logo de truculenta &#8221;junta&#8221; militar. Prova de que ainda eram imprecisos os limites e barreiras entre gêneros musicais beligerantes, ou entre camadas incompatíveis de públicos-alvo: um dos arranjadores/diretores musicais de tão ligeiro LP é o denso maestro Guerra Peixe, também autor da melodia do samba-canção <em>Vontade de Enlouquecer</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/wilson-miranda-21.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-47" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/wilson-miranda-21.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><em>Sambas &#8211; Rocks </em></strong>(1960), Wilson Miranda &#8211; O LP de 48 anos atrás é um pinote para quem, em 2008, ainda acredite que o rock é o pior inimigo do samba, ou vice-versa, ou coisa semelhante. Os dois gêneros dividem o disco meio a meio, um lado da velha bolacha destinado aos sambas, outro lado aos rocks. No primeiro segmento, justapõem-se de Tito Madi a Erlon Chaves. No segundo, o bonde da história foi mais ou menos generoso com <em>Bata Baby</em>, uma versão em português para o rock fundador <em>Long Tall Sally</em>, que ganharia sobrevida em 1976, ao ser incluída na trilha de saudosismo precoce da novela global <em>Estúpido Cupido</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius11.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-49" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius11.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a>Ídolo da Juventude </em></strong>(1962), Demetrius &#8211; A Continental o apresenta, neste seu segundo LP, como &#8220;o maior ídolo de nossa juventude&#8221;, &#8220;o cantor nacional que conseguiu alcançar, junto aos &#8216;brotos&#8217;, popularidade semelhante aos ídolos &#8216;importados&#8217;&#8221;. Se até eram marcantes a estampa e a voz do rapaz (ouça-se, por exemplo, <em>Cinderella</em>, de Paul Anka, em inglês mesmo), sustento mesmo à frívola afirmação do texto era dado pelas fotos de capa e contracapa, nas quais o então versionista carioca de rocks gringos aparecia imerso dentro de multidões femininas fervorosas. Mas o frisson por parte de fãs mocinhas e redatores de contracapa era transitório: no imaginário brasileiro ainda não existia, então, a figura de um moço chamado Roberto Carlos.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/demetrius-22.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-24" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius-22.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Dem<a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/demetrius-2.jpg"></a>etrius </em></strong>(1963), Demetrius &#8211; Com <em>Blue Suede Shoes</em>, de Carl Perkins, no idioma original. E com <em>Bye-Bye, Love</em>, do repertório da dupla fundadora The Everly Brothers, transformada em<em> Tchau, Tchau, Bem</em>. E Roberto Carlos vinha vindo, estava para chegar de vez. Nota de ausência: a coleção não abrange, infelizmente, o disco seguinte de Demetrius, <em>O Ritmo da Chuva </em>(1964), cujo carro-chefe era a reluzente faixa-título, um dos principais <em>standards </em>romântico-roqueiros dos derradeiros minutos anteriores ao <em>boom </em>da jovem guarda à la Roberto-Erasmo-Wanderléa.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/giane-1.jpg"><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-23" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/giane-1.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></em></a></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Esta É Giane &#8211; A Voz Doçura </em></strong>(1964), Giane &#8211; A pronúncia italianada dos erres era típica velha-guarda, e a paulista Giane, nascida numa fazenda em Ribeirão Preto, estaciona aqui nalgum ponto intermediário entre o comércio à antiga e o mercadão pop nascente da &#8220;música jovem&#8221;, em quindins infanto-juvenis como a versão de <em>Dominique </em>(de Soeur Sourire): <em>Dominique, nique, nique, sempre alegre, esperando alguém que possa amar/ o seu príncipe encantado, seu eterno namorado, que não cansa de esperar</em>. Aos ouvidos de hoje, soa menos infanto-juvenil que infanto-infantil, mas Dominique termina a canção condoída, punida, <em>nique, nique, nique, sempre triste a chorar o amor que se acabou</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/giane-2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-25" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/giane-2.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Giane </em></strong>(1965), Giane &#8211; <em>Preste Atenção</em>, versão para <em>Fais Attention</em> (de J.L. Chauby e Bob du Pac), abre o LP em feitio de dramalhão. Sempre com um pé em lancha &#8220;jovem&#8221; e outro em canoa &#8220;antiga&#8221;, Giane parece nesse momento mais determinada a pular de corpo inteiro na segunda embarcação. Os vocais infantis de rotação acelerada, tipo Pato Donald, de <em>Eu Não Posso Namorar </em>podem soar vexatórios a ouvidos de 2008. Mas não custa lembrar que, em 1961, também eram usados num disco de &#8220;brotolândia&#8221; por uma adolescente gaúcha chamada Elis Regina.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/giane-3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-26" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/giane-3.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Suavemente </em></strong>(1965), Giane &#8211; &#8220;Suavemente&#8221;? Não, dramas, draminhas e dramalhões como <em>Se Eu Pudesse Encontrar Você</em> ou <em>15 Primaveras </em>não autorizam o mimoso advérbio que titula o LP. Notas curiosas sobre a instabilidade e a incerteza no imaginário musical de Giane: a) a presença do sambão <em>Lago da Felicidade</em>, de Lúcio Cardim e Nello Nunes; b) a regravação lamuriosa (e emprestada de vozes solenes como a de Maysa) da toada acaipirada de Adoniran Barbosa <em>Bom-Dia, Tristeza</em>, com versos pré-bossa nova de mr. Vinicius de Moraes. Era 1965, Roberto Carlos já mandava tudo para o inferno.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/os-vips-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-27" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/os-vips-1.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><em></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Os Vips</em></strong> (1965), Os Vips &#8211;  É o primeiro título da coleção que se poderia classificar tipicamente como de &#8220;jovem guarda&#8221; ou &#8220;iê-iê-iê&#8221;. Os irmãos paulistas Ronald e Márcio Antonucci (futuro diretor musical da Globo) traziam à &#8220;música jovem&#8221; um quê de dupla caipira, mas já sob o formato (sedimentado por Renato e Seus Blue Caps, na CBS) da paráfrase subtropical dos Beatles (<em>Things We Said Today</em>, por exemplo, vira <em>Coisas Que Acontecem</em>, e ajuda a denunciar, se quiséssemos ouvir o recado, como Beatles eram, desde a origem, adoravelmente tolinhos). O sucesso romântico vem da lavra de Roberto &#38; Erasmo Carlos (nos tempos idos em que a dupla ainda compunha hits pop para terceiros), e canta em corinho que <em>eu queria/ pedir pra você ficar/ mas a voz não me saiu/ e eu não pude nem falar</em>. Quinze anos mais idosa que o clássico fox-carlista <em>Emoções</em>, a cançoneta chama-se <em>Emoção</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/joelma-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-28" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/joelma-1.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Joelma </em></strong>(1966), Joelma &#8211; Afora garotas coquetes como Wanderléa, Lilian, Vanusa e poucas outras, a seção feminina do iê-iê-iê era mais povoada pelo dramalhão, pelo vozeirão impostado e pelo romantismo exacerbado que fazia diversas mocinhas soarem bem mais velhas do que de fato eram. Nascida capixaba em Cachoeiro do Itapemirim (e conterrânea, portanto, de Roberto Carlos), Joelma surgiu como uma arrebatada entre as arrabatadas, tal qual testemunha a fúria épica de <em>Furacão </em>(ou <em>Thunberball</em>, no original de John Barry e Don Black).</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/marcos-roberto-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-29" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/marcos-roberto-1.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Marcos Roberto </em></strong>(1966), Marcos Roberto &#8211; Esse moço de olhos claros (onde foi parar aquele menino?) oferece o primeiro exemplo de modernidade sonora (para os padrões iê-iê-iê, veja bem) dentro da série <em>Ídolos da Jovem Guarda</em>. Composições dele com Dori Edson (<em>Agora É Tarde</em>, <em>Indiferença</em>, <em>Menina Sonho</em>), de Aladim <em>(Canção do Amor Perdido)</em> ou do futuro sertanejo Sérgio Reis (<em>Vá Embora Daqui</em>, <em>Fim de Sonho</em>) procuram se sintonizar com os padrões pop elevados fixados por Erasmo &#38; Roberto. Mas a presença deste <em>Marcos Roberto </em>na coleção vem dar idéia precisa de como era mesmo a gravadora CBS a casa-mãe da jovem guarda, e de como outros selos, como Continental e Chantecler, tinham de correr esbaforidos atrás da própria desatualidade.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/os-vips-2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-30" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/os-vips-2.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><em><strong>Os Vips </strong></em>(1966), Os Vips &#8211; Roberto e Erasmo continuam a sustentar, mais ou menos à distância, a viabilidade pop-comercial d&#8217;Os Vips. O sucesso rockaipira da vez <em>é A </em>Volta<em>: Estou guardando o que há de bom em mim/ para lhe dar quando você chegar</em>&#8230; (Curiosamente, Roberto não deixou as canções dadas aos Vips integrarem seu próprio repertório à época, e só pôs-se a gravá-las recentemente, já em anos 2000.) As limitações (até mesmo em termos de ambição) dos Vips tornam-se nítidas em faixas como <em>Para Quem Sabe Amar</em>, uma tentativa atravessada na garganta de converter ao português do petardo funk<em> Land of 1,000 Dances </em>, gravado em som de trovão por nomes do soul áspero tipo Stax como Wilson Pickett.</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-50" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius3.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a>O Ídolo Que Volta </em></strong>(1967), Demetrius &#8211; Em minha opinião, é disparado o grande título desta coleção, a começar do carro-chefe, a ferina <em>Não Presto, mas Te Amo, </em>ofertada em 1967 para Demetrius (mas também para o romântico José Roberto) por&#8230; Roberto Carlos. Egresso da pré-jovem guarda, Demetrius procura aqui se adaptar ao andar da carruagem, polindo pequeninas calotas de polpudo iê-iê-iê, feito a adorável <em>Que Me Importa </em>e, mais simbólica, quase metalingüística, a levemente sacudida <em>Tudo Tem Seu Fim</em>. Quitute metafórico é também <em>Inveja </em>, assinada por Daniel Jr., e portadora de formulações como <em>sou legal e dizem que eu não presto/ inveja, inveja ou</em> <em>falam mal da mocidade/ inveja, inveja</em>. Mais cruciais (e compartilhados por artistas das mais variadas extrações naquele momento de radicalidade) são os sentimentos por trás de versos reativos como os seguintes: <em>O mundo está virado e já não posso compreender/ a mulher foi feita da costela e hoje é quem manda no marido dela</em>. Provavelmete, já era tarde demais para Demetrius ser Roberto Carlos.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/os-vips-31.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-45" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/os-vips-31.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a>Os Vips </em></strong>(1967), Os Vips (<strong>*</strong>) &#8211; No derradeiro LP da dupla na vigência da jovem guarda, Erasmo Carlos fica sozinho na missão de dar alicerce ao sucesso d&#8217;Os Vips: <em>Faça alguma coisa pelo nosso amor/ não deixe a saudade nele acontecer/ não deixe que nenhum de nós venha a sofrer/ faça alguma coisa pelo nosso amor</em>&#8230; O texto é de romance açucarado, mas a baladinha icônica se chama <em>A </em>Despedida, e prenuncia involuntariamente a desagragação do &#8220;movimento&#8221; jovem guarda e o encerramento do programa-símbolo homônimo na TV Record. </p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/os-brasas.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-32" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/os-brasas.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Os Brasas</em></strong> (1968), Os Brasas &#8211; Esses, apesar de efêmeros, deixaram um legado inventivo, embora amplamente desconhecido. A pegada gaúcha do iê-iê-iê d&#8217;Os Brasas é audível em versões como <em>A Distância </em>(<em>Oriental Sadness</em>) ou originais como <em>Beija-Me Agora </em>(do futuro &#8220;ídolo&#8221; romântico Márcio Greyck) e uma série de rocks assinados pelo Brasa Luis Vagner com Tom Gomes. O primeiro se tornaria virtuose do samba-soul, celebrado em canção suingada por Jorge Ben <em>(Luis Vagner Guitarreiro</em>)<em>,</em> e o segundo, jornalista musical. Um outro integrante d&#8217;Os Brasas, Franco Scornavacca, lançaria um LP solo quente de samba-rock em 1978 (<em>Franco</em>, com o sensacional <em>O Rock do Rato</em>, de Hélio Matheus), mas se notabilizaria dos anos 80 em diante como empresário de duplas sertanejas e pai dos integrantes do trio pop adolescente KLB. Embora imaturas, as composições de Vagner e Gomes em <em>Os Brasas </em>servem de ponto de partida para uma linhagem de canções inspiradas (e sempre obscuras) que eles criaram a partir daí em clave soul, samba-soul, samba-rock etc., para artistas como Wilson Simonal, Ronnie Von, Tony &#38; Frankye, Leno &#38; Lilian, Deny &#38; Dino, Vanusa, Antonio Marcos, Eliana Pittman e muitos outros.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius4.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-51" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/demetrius4.jpg?w=94" alt="" width="94" height="95" /></a>Viver por Viver </em></strong>(1968), Demetrius &#8211; A &#8220;volta&#8221; do &#8220;ídolo&#8221; não teve êxito comercial no Brasil pós-jovem guarda e pós-Roberto Carlos, e Demetrius recuou, logo em seguida, a um álbum predominantemente romântico e choroso, e em grande medida ocupado por traduções do veterano versionista e homem de gravadoras Nazareno de Brito. Um toque curioso fica por conta da lírica loa acaipirada <em>Carro de Boi</em>, do próprio Demetrius, em que o artista parecia testar se projetar para outra (e ousada) direção.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/joelma-2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-33" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/joelma-2.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Muito Mais </em></strong>(1968), Joelma. <em>Todas falam bem do Jo-Jo/ todas querem muito ao Jo-Jo/ só não sabem que ele é o meu bonitão</em>, canta Joelma, com vozeirão à la Angela Maria ou Dalva de Oliveira, em versão de nonsense involuntário, criada por Nazareno de Brito para um original de Alan Moorhouse, David Gold e Gordon Rees, chamada, er, <em>Jo-Jo</em>. Num tempo em que a tática perdia em prestígio, o combustível de Joelma continua sendo dado pelas versões de sucessos de autores &#8221;around the world&#8221;, como Armando Manzanero, Roger Greenaway, Gilbert Bécaud e Memo Remigi.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/reginaldo-rossi-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-34" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/reginaldo-rossi-1.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>O Quente </em></strong>(1968), Reginaldo Rossi &#8211; Dono de voz áspera, agreste, o pernambucano Reginaldo Rossi iniciou trajetória como um sério e compenetrado seguidor do iê-iê-iê conforme formatado por Roberto Carlos. Lançado quando o próprio RC já desembarcara da onda, este terceiro LP (os dois anteriores, infelizmente, permanecem inéditos em CD) insiste na fórmula, com momentos afiados como <em>O Valentão </em>(seriam um alfinete agressivo dirigido a Erasmo Carlos versos como <em>era um moço alto/ muito forte, bonitão/ as moças da cidade/ o achavam tremendão/ mas tinha a mania/ de ser muito valentão/ e vai acabar na prisão</em>?). O golpe de mestre de Reginaldo aconteceria vários anos mais tarde, quando ele desistisse de parecer fulano ou sicrano e se consumasse como o originalíssimo &#8220;rei&#8221; irreverente do &#8220;brega&#8221; que se tornou.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/sergio-murilo-1968.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-35" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/sergio-murilo-1968.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Sergio Murillo </em></strong>(1968), Sergio Murillo &#8211; Príncipe da primeiríssima fase do rock&#8217;n'roll brasileiro, ao lado da princesa Celly Campello, o carioca Sergio Murillo brilhou com <em>Broto Legal </em>(1960), mas cedo foi suplantado pela avalanche iê-iê-iê. Em 1966, ensaiou uma volta por cima que, neste LP do alucinado 1968 já deriva para a dissolução, em temas melancolicamente saltitantes como <em>A Felicidade</em>, <em>Comemorações</em> e <em>A tramontana</em>, todos eles versões deslocadas num tempo em que Roberto e Erasmo já corriam a 200 quilômetros por hora atrás de rocks, souls e baladas de punho próprio.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/joelma-1969.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-36" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/joelma-1969.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Casatschok &#8211; La Maritza &#8211; Aqueles Tempos </em></strong>(1969), Joelma &#8211; O mar já não es´tava mais para peixe: o tom do texto na contracapa da terceira vinda de Joelma é queixoso, ao denunciar (talvez não sem certa dose de razão) &#8221;o preconceito contra versões&#8221; no Brasil. Lamúrias e razões à parte, a cada vez mais derramada cantora insistia nas versões, e ia a extremos mais ou menos desabitados pela anglofilia popular brasileira, como na impagável versão para <em>Casatschok</em>, do russo Boris Rubaschkin. Como assim?, música &#8220;popular&#8221; russa em solo tropical, nos minutos estrondosos pós-AI-5?&#8230;</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/sergio-murillo-1969.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-37" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/sergio-murillo-1969.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></em></strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><em>Sergio Murillo </em></strong>(1969), Sergio Murillo &#8211; Outro título particularmente interessante na coleção, a derradeira tentativa do &#8220;broto legal&#8221; nos anos 1960 soa menos nervosa e mais plácida que o LP anterior, como atestam temas tristes, mas quase discretos, como <em>Tanta Chuva em Meu Caminho </em>(de Nenéo). Transparece a busca talvez tardia de encontrar soluções extra-iê-iê-iê, como se nota na fofa toada caipira <em>As Estradas</em>, de Tom Gomes e Luis Vagner, ou em temas de futuros cantores soul dos anos 70, como o pernambucano Paulo Diniz (a automobilística <em>Jaguar Especial</em>, truque mais que atrasado de criar um <em>O Calhambeque </em>para Murillo), o carioca Hélio Matheus (o incrível country-western<em> A Diligência</em>, composto em parceria com o prócer da velha-guarda Klécius Caldas) e o argentino abrasileirado Fábio (<em>Lia Não Existe</em>, <em>Ordem Geral</em>).</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/martinha-1974.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-38" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/martinha-1974.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
<p style="text-align:left;"> <strong><em>Como Antigamente </em></strong>(1974), Martinha &#8211; &#8220;Queijinho de Minas&#8221; trazido(a) para o sucesso em 1967 por Roberto Carlos (que lançou, avulsa, sua <em>Eu Daria Minha Vida</em>), Martinha encetou a partir dali a trajetória de uma cantora essencialmente tristonha, persona ainda predominante neste disco de sete anos mais tarde, em que sobressaem fossas como as de <em>Erros e Defeitos</em>, <em>Eu Era Você </em>e <em>Sua Foto na Parede do Meu Quarto</em>, todas parcerias com Milton Carlos (irmão de Isolda, autora de <em>standards </em>robertocarlistas como <em>Outra Vez</em>, de 1977). Todas são elaborações ainda mais deprimidas do romantismo álacre do Roberto Carlos dos anos 70. Nas curvas do tempo, é curioso matutar em como a canção de fossa de Dolores Duran evoluiu para a bossa nova, e em como, no reverso do espelho pop, a jovem guarda faceira redundou na canção de fossa de Martinha. E em como, de quebra, a cantora com o tempo foi desaparecendo, para dar lugar a uma mais tarde milionária compositora de bastidor de inúmeros sucessos de duplas sertanejas. Detalhe interessantíssimo: nos anos 60 belo-horizontinos, Martinha morava no mítico Edifício Levy, núcleo originador do Clube da Esquina, e era amicíssima do compositor Márcio Borges (vide a reportagem <a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2008/03/um-clube-semi-invisvel.html" target="_blank">O clube imaginário</a>).</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/rosemary-1974.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-39" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/rosemary-1974.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
<p style="text-align:left;"> <strong><em>Rosemary </em></strong>(1974), Rosemary &#8211; O iê-iê-iê romântico da carioca Rosemary também sofreu transmutações quando os anos 1960 se transformaram em 1970. O registro tendeu ao pastoso, mas não no sentido deprimido de Martinha &#8211; Rosemary aflorou nos 70 como estrela lânguida, sensual, linda à maneira de alguma musa-fetiche de Serge Gainsbourg. O pique em geral é o da derretida <em>Quero Ser Amada</em>, e a segurança de Rosemary como cantora duela com o derramamento por vezes excessivos das canções (<em>eu quero ser a sua dona de casa</em>, diz a faixa citada, composta por Solange Corrêa e Vera Lemos). Em vez da faceta de estrela na passarela da Mangueira, também pertencente a Rosemary, aparece a de cantora de fossa, como na versão de arranjo soul-funk para <em>A Noite do Meu Bem</em>, de Dolores Duran.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/vanusa-19741.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-41" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/vanusa-19741.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/vanusa-1974.jpg"></a></p>
<p style="text-align:left;"><strong><em>Vanusa </em></strong>(1974), Vanusa &#8211; Chega a parecer uma regra: estrela pós-adolescente do momento de virada do iê-iê-iê em black music brasileira, no intervalo 1968-1971, a paulista Vanusa se converteu, nos 70, num cantora mais ou menos híbrida de fossa &#38; fossas. O momento máximo dessa vertente, aqui, acontece na mui dramática <em>Sonhos de um Palhaço</em>, do então marido Antonio Marcos, que encontra linda e melancólica expressão na capa circense e enrubescida do LP. Para lá da fossa, mas ainda dentro dela, Vanusa se espraia entre composições próprias (a forte <em>Você Depende</em>), presente dos irmãos bossa-soul Marcos e Paulo Sérgio Valle <em>(Momentos de Amor</em>) e aparição do ultrapop Peninha <em>(Coisas de Você</em>)<em>,</em> mais a <em>Súplica Cearense </em>de Gordurinha e Nelinho e o <em>Alumiou </em>de experimentalíssimo Hermeto Pascoal. Outro momento elevado da coleção.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/rosemary-1976.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-42" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/rosemary-1976.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
<p style="text-align:left;"> <strong><em>Rose Rose Rosemary </em></strong>(1976), Rosemary &#8211; A sexy Rosemary em versão meio Broadway, meio Marquês de Sapucaí, num tortuoso concerto dirigido pelo hiperbólico Abelardo Figueiredo. De Cole Porter (<em>Just One of These Things</em>), ela pula para a <em>Exaltação à Mangueira</em>, assim como pulula entre <em>Esta Tarde Vi Llover</em>, de Armando Manzanero, <em>Esse Cara</em>, de Caetano Veloso, <em>Feelings</em>,<em> </em>de Morris Albert, e <em>Voltei pro Morro </em>de Vicente Paiva e Luiz Peixoto. A presença constante de fundo, embora em versão tendente ao kitsch por outros e menos vibrantes atalhos, é a falsa baiana-portuguesa-carioca-norte-americana Carmen Miranda.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pedroalexandresanches.files.wordpress.com/2008/05/renato-e-seus-blue-caps-19871.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-44" src="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/files/2008/05/renato-e-seus-blue-caps-19871.jpg?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
<p style="text-align:left;"> <strong><em>Baton Vermelho </em></strong>(1987), Renato e Seus Blue Caps &#8211; Trata-se de um título extemporâneo na coleção este disco tardio do carioca Renato Barros com seus Blue Caps. Posterior a todas as febres, seja a do iê-iê-iê, seja a do pop-rock tipo Blitz dos anos 80, seja a do pop-balada tipo Roupa Nova ou Rádio Táxi na mesma época, <em>Baton Vermelho</em> funde elementos desses vários blocos de rocks em sua textura. À parte o teor engraçadinho bem anos 80 (mas bem mais moralista) de <em>Unissex Total</em> , o velho espírito Beatle ainda prevalece, em rocks ingênuos da estirpe de <em>Julia</em>.</p>
<p style="text-align:left;">(*) O leitor <strong>Arival Botelho Filho</strong> fez uma correção a esse tópico, está disponível na caixa de comentários abaixo.</p>
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