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	<title>marco-2008 &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/marco-2008/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "marco-2008"</description>
	<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 23:31:52 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Os incomodados em mim]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/os-incomodados-em-mim/</link>
<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 17:07:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os incomodados em mim tal seria o incômodo que não mudaria o dia pois te veria passar, e paciente as]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/lw355.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-133" title="lw355" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/lw355.jpg" alt="lw355" width="491" height="425" /></a></p>
<p><span style="font-size:small;"><strong>Os incomodados em mim</strong></span></p>
<p>tal seria o incômodo<br />
que não mudaria o dia<br />
pois te veria passar,<br />
e paciente assistiria,<br />
que o mais simples normal,<br />
de forma prática e sadia,<br />
torna sua beleza esguia,<br />
fugáz e tenáz rebeldia,<br />
transforma uma tarde de sol,<br />
logo na noite sombria.</p>
<p>incomodo pela presença,<br />
pelo que não lhe devo forças,<br />
sinto-me suave e sincero,<br />
porque paciente aqui espero,<br />
em palavras miudas,curtas<br />
diretas, duras e frias,<br />
definem com facilidade,<br />
as mudas, flores, espinhos,<br />
transforma a mais pura água,<br />
em pequenos restos de vinho.</p>
<p>regam incomodam e servem,<br />
o paciente agora ansioso,<br />
seu semblante, de odio e amor,<br />
pesa rápido em seu caminho,<br />
nem um simples copo de vinho,<br />
ou a água curadora,<br />
podem do estranho tirar,<br />
a sensação triste no olhar,<br />
transformar ou transmutar,<br />
do lugar não irá tirar,<br />
fraco, já ao caminhar,<br />
palavras que posso levar.</p>
<p>incomodo pelo sentido,<br />
de levar as palavras no ar,<br />
posso ser fiel ao regar,<br />
mas paciente para aguardar,<br />
sua nobre e boa colheita,<br />
na minha vida acrescentar.<br />
como capítulos de um velho livro,<br />
sempre tenho a aprender,<br />
meu orgulho porém cego,<br />
não me deixa escolhas ter,<br />
não digo, penso ou bocejo,<br />
mas reitero sempre que vejo,<br />
uma palavra, um lampejo,<br />
trárá o maior sentimento,<br />
virá com o orgulho atento,<br />
mas penso em forma de vento,<br />
sem tempo, cor ou momento,<br />
que posso ir bem além,<br />
das palavras de imenso desejo.</p>
<p>Incomodo pela verdade,<br />
por tocar de forma tardia,<br />
num pensamento que se passou,<br />
num momento puro de amor,<br />
numa palavra dita a quem for,<br />
posso mostrar-lhe o caminho,<br />
mas se lembre de deixar,<br />
um cheiro ou algo no ar,<br />
para quando se afastar,<br />
do caminho breve lembrar,<br />
e ter algo para viver,<br />
um receio, certeza ou saber,<br />
tenha sempre de modo abusado,<br />
uma pergunta num texto ditado,<br />
que posso passar percebido,<br />
como um simples incomodado.</p>
<p>pois incomodo por vir de longe,<br />
pés, caminham no nome,<br />
meu pai, américo me guia,<br />
meu nome o leva a dinastia,<br />
tenho que ser intolerante,<br />
ser sutil, não em tom desnorteante,<br />
mas prefiro unir ao tempo,<br />
um perfeito movimento,<br />
de palavras em conjunto,<br />
porque há prática de assunto,<br />
no sentido, incomodar,<br />
não posso muito transformar,<br />
mas tenho o poder de olhar,<br />
porque neles estão a resposta,<br />
para apreciar aquele que gosta,<br />
de descobrir em pouco tempo<br />
um rápido sentimento,<br />
pois medo , esperança e amor,<br />
se dividiram quando for,<br />
seja num nobre noivado,<br />
num namoro involucrado,<br />
mas que seja sempre citado,<br />
por um amigo incomodado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Momento Cultural (01)]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/momento-cultural-01/</link>
<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 17:04:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/momento-cultural-01/</guid>
<description><![CDATA[Momento Cultural (01) Peça altamente recomendada, ainda mais pela presença ilustre de um dos nossos.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:medium;"><strong>Momento Cultural (01)<br />
</strong></span><br />
<span style="font-size:small;">Peça altamente recomendada, ainda mais pela presença ilustre de um dos nossos. Aproveitem para comer uma pizza na Moooooca e ser tratado como &#8220;um do bairro, belô&#8221;. E na promoção quem falar que viu aqui no site ganha um Dip Lip do Piá!!<br />
Á LÁ:</p>
<p>Cia. Provisório-Definitivo convida:</p>
<p>TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É</p>
<p>Espetáculo de teatro para crianças (recomendável para maiores de 5 anos) escrito por Pedro Guilherme com direção de Hugo Possolo e Henrique Stroeter.</p>
<p>Projeto vencedor do PRÊMIO FUNARTE/ Petrobrás – Montagem de espetáculos inéditos –2005</p>
<p>iii Veja São Paulo<br />
iii Guia da Folha<br />
Guia do Estado Recomenda<br />
6 Indicações para o Prêmio FEMSA –Coca-Cola 2007:</p>
<p>-Figurino (Hugo Possolo)<br />
-Ator Coadjuvante (Marcelo Selingardi)<br />
-Ator (Pedro Guilherme)<br />
-Atriz (Paula Arruda)<br />
-Texto Original (Pedro Guilherme)<br />
-Melhor Espetáculo</p>
<p>A peça conta de maneira divertida as aventuras de três amigos em busca de seus sonhos: um pavão que quer ser gato, um pombo que deseja ser um pavão e uma passarinha que apenas quer voar!</p>
<p>Reestréia em São Paulo<br />
Temporada: De 15 de março a 04 de maio</p>
<p>Local: Teatro Arthur Azevedo<br />
Av. Paes de Barros, 955 Mooca<br />
Tel.: 6605 8007<br />
Estacionamento gratuito</p>
<p>Horário: Sábados e domingos às 16:00 horas</p>
<p>Preço: R$10,00 (Inteira); R$5,00 (Meia)</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Feiii]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/feiii/</link>
<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 17:02:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/feiii/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Arqui, me deram 3 ou 4 linhas para lhe escrever lindas palavras de congrulatações, mas já per]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/fei01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-128" title="fei01" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/fei01.jpg" alt="fei01" width="350" height="435" /></a></p>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">&#8220;Arqui,<br />
me deram 3 ou 4 linhas para lhe escrever lindas palavras de congrulatações, mas já perdi 2 linhas&#8230;porra esse negócio de linha faz agt perder a concentração, oque escrever, agt fica distraido, PUTAQUEOPARIU, to na 4, meu Deus não tenho muito espaço&#8230; PARABÉNS!!!&#8221;</span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"> (PIO)</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">Pouco tempo, de convivencia muitos anos de amizade, ou seria muitos anos de convivencia e pouco tempo de amizade, isso não faz a menor diferença por que esse cara é como poucos no mundo. Sempre sorrindo, e é sorrindo que a gente fica quando vê esse cara que é O CARA. Parabéns Daniel!!! equipe brother se mora aqui ó. Agora pra quem não conhece o Daniel abaixo uam frase que resume ele.<br />
&#8220;Um simples amigo te ajuda a remover um móvel<em>. “Um amigo de verdade te<br />
ajuda a esconder um corpo&#8221;.</em> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"></p>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;">Ao criador, FCB</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;">Feliz aniversário </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">(Dimi) </span></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">Fei, nossa amizade já está que nem a idade do Chanti, a gente nem conta mais o tempo, o que importa são as conversas, as bebedeira e os planos compartilhados num dia-a-dia qualquer.<br />
Uma musiquinha do Matanza para vc:</span></p>
<p><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">Quero que a estrada venha sempre até você<br />
E que o vento esteja sempre a seu favor<br />
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão<br />
E que esteja ao seu lado, seu grande amor</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"> (Peri)</span></p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dispara?]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/dispara/</link>
<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 16:56:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/17/dispara/</guid>
<description><![CDATA[Dispara? Quem? Seu coração. Quando? Quando você a vê. Sem duvida. Mas falta o Ar? Falta. Você é mais]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/livro01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-120" title="livro01" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/livro01.jpg" alt="livro01" width="450" height="350" /></a></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Dispara?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Quem?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Seu coração.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Quando?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Quando você a vê.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Sem duvida.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas falta o Ar?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Falta.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Você é mais alto que ela?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Não eu sou bem mais baixo, mas quando estou com ela eu flutuo ai sempre parece que sou mais alto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Entendo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas como isso aconteceu?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Isso o quê?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Isso, esse negocio de amar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Sei não aconteceu.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Aconteceu e ponto?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">É.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas porque comigo não acontece?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Já tentou esquecer seu passado?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Já mas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Já mesmo? Você tentou com fé com vontade realmente de esquecer? Seja sincero.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">É&#8230; Acho que não </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Então ponto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Ponto? Ponto pra quem?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Ponto pra amargura, pra tristeza, é só dar uma chance ao seu coração</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Pra você é fácil falar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Fácil por quê? Eu tinha meu passado também.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">É&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Agora fiz meu presente e esboço o futuro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Será que eu consigo?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Consegue todo mundo consegue.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas foi fácil?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">No começo não.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas e agora?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Agora? Putz agora é tudo uma lindeza só.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas e as outras?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">As outras bem as outras eu aproveitei, “tive muitas Deusas entre minhas Pernas.” Afinal “perto do osso a carne é mais gostosa.” Agora sou só de uma, agora somos eu e ela, mais eu que ela, mas um dia seremos dois em um só.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Coxas&#8230; Não sei se vou conseguir deixar, elas ficam melhor sem saia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Bom ai é você quem sabe.</span></p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um dia qualquer]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/um-dia-qualquer/</link>
<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:34:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/um-dia-qualquer/</guid>
<description><![CDATA[11:30 hs&#8230; 11:33 hs&#8230; 11:35 hs&#8230; Abro os olhos&#8230; Sinto uma dor latejante no corp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/um_dia_qualquer.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-116" title="um_dia_qualquer" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/um_dia_qualquer.jpg" alt="um_dia_qualquer" width="450" height="338" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">11:30 hs&#8230;<br />
11:33 hs&#8230;<br />
11:35 hs&#8230;<br />
Abro os olhos&#8230;<br />
Sinto uma dor latejante no corpo.<br />
Fecho os olhos&#8230;<br />
Me espreguiço&#8230;<br />
Sinto novamente a dor em meu corpo se manifestar.<br />
Lembro da noite anterior&#8230;&#8230;&#8230;.isso é ressaca&#8230;&#8230;&#8230;ai&#8230;ai&#8230;&#8230;hoje o dia vai ser brabo.<br />
Preciso levantar&#8230;<br />
Que dia é hoje?<br />
Sexta??<br />
Não&#8230; hoje é sábado.<br />
Vou levantar&#8230;&#8230;tomar um banho&#8230;&#8230;.que dor nas pernas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Ligo o chuveiro&#8230;&#8230;&#8230;.que água boa&#8230;&#8230;&#8230;vou ficar um bom tempo aqui.</p>
<p>&#8220;Carai, quero me isolar do mundo.<br />
Não quero mais sair e ficar nesse estado&#8230;<br />
Quero encontrar a PAZ,<br />
Estou lendo Mussashi, como eu gostaria de viver nessa época,<br />
sair andando por ai, sem se preocupar com trabalho, dinheiro, nada&#8230;<br />
quero entrar em um templo budista, lá encontrarei um pouco de paz,<br />
acho que isso seria perfeito, mas eu quero algo mais,<br />
estou muito confuso&#8230;<br />
sinto carência, ansiedade, solidão, luxuria, agitação, nervosismo&#8230;<br />
quase todos os sentimentos, menos o que eu mais desejo&#8230;PAZ.<br />
Acho que se eu me isolar por uma semana, em algum lugar deserto, meditar, dia e noite,<br />
só parando para comer, e quando estiver com muito sono.<br />
Nada de bebida, cerveja ou até mesmo refrigerante.<br />
Não vou querer nem carne, nem frango.<br />
Apenas o que for da natureza<br />
talvez assim eu consiga encontrar a paz que eu desejo.<br />
talvez assim eu tenha o que eu quero a tanto tempo, todas as manhas.&#8221;</p>
<p>Tenho que sair do banho, vou almoçar.<br />
Depois vou fazer o que?<br />
Os felas vão passar aqui logo mais.<br />
Vai ser outra noite daquelas.<br />
Não, não e não.<br />
Hoje eu vou pegar leve, amanha não vou acordar desse jeito.<br />
Amanha irei acordar em paz.<br />
Tenho que acordar em paz, não agüento mais essa situação.<br />
Poxa vida esse almoço esta realmente muito bom&#8230;<br />
Essa dor no corpo ta me matando&#8230;ta foda.<br />
Trim, Trim.<br />
- Aló.<br />
- Paulinho???<br />
- Fala Fei, que manda.<br />
- To passando ai, nois passa na casa dos cara, vai no parque do Ibirapuera <span> </span>e depois nóis estende pra algum outro lugar. Em 20 minutos eu passo ai.<br />
- BLZ, inté fiote.<br />
Puta que pariu, mal acordei e já vou sair.<br />
Hoje vai ser foda. Não quero sair, quero me isolar.<br />
MEDITAR. Preciso muito meditar.<br />
Que é isso, ando muito carente, solitário&#8230; e fico falando ainda de não sair com os moleques.<br />
Mas não é esse tipo de carência que eu to sentindo.<br />
Precisava de um Aconchego, daqueles bem gostosos&#8230; ..<br />
Sinto falta deles.<br />
&#8230;<br />
&#8230;<br />
- CAMPAINHA PRA VOCÊ, VAI LÁ.<br />
- Tchau mãe, to saindo, quando chegar te aviso.<br />
- tchau.<br />
&#8230;<br />
- Fala Fei, tranqüilo???<br />
- Tranqüilo.<br />
- Bora fiote.</p>
<p>Carai, como eu mudo quando to com esses caras.<br />
Tava mo depre até agora pouco, é só qualquer um deles aparecerem que eu fico bem melhor.<br />
Puta que pariu, não é atoa que nos consideramos tão bons amigos, eles mudam meu humor de uma hora para a outra. Num piscar de olhos, sem nem fazer esforço.<br />
Como isso é bom, aquele pensamento ta certíssimo, &#8220;o namoro deveria ser mais unido que as amizades, mas não, as amizades que ficam cada vez mais fortes&#8221;.<br />
Quem falou isso???<br />
Porra, foi um dos caras&#8230;&#8230;. Hum, depois eu lembro disso.<br />
Já chegamos no parque. Nossa nem vi o tempo passar.<br />
Que dia lindo&#8230; Perfeito pra ficar um pouco isolado e achar um pouco de paz&#8230;.<br />
Porra isso ta realmente me incomodando.<br />
Vou me distanciar do pessoal um segundo, apenas pra meditar um pouco, isso vai fazer bem pra mim.<br />
&#8220;Esses pássaros me trazem muita tranqüilidade,&#8230;&#8230;&#8230;<br />
imagine se estivesse em uma cachoeira agora&#8230; vou imaginar&#8230; nossa que tesão&#8221;<br />
&#8230;.<br />
&#8230;.<br />
&#8230;.<br />
- PORRA, PAULINHO, VAI FICAR AI MESMO ISOLADO&#8230;CHEGA MAIS.<br />
Me cortaram&#8230;.<br />
e dai&#8230;<br />
<span> </span>os caras tão querendo a minha companhia&#8230;<br />
Ta du caralho aqui. Nossa, esse pessoal é muito firmeza.<br />
Olha a galera toda plantando bananeira, e o Fei tentando ensinar.<br />
hahahaha, o Sr. 06 não consegue de jeito nenhum.<br />
Eita olha o derretido chegando pra mostrar seus dotes artísticos.<br />
Isso sim que vale a pena&#8230; Que duca isso&#8230;<br />
pena que já ta entardecendo&#8230;.<br />
nois vamos pra algum bar agora&#8230;<br />
Já to ficando com sede, o pessoal também ta empolgadão.<br />
hoje vai ser melhor que ontem&#8230;maravilha&#8230;.<br />
EU AMO ESSA GALERA.<br />
- e ai, vamo onde agora<br />
- sei lá, sempre tem a velha e boa cachaçaria, né não<br />
- ai também já estaríamos perto de casa, né não.<br />
- OPA<br />
- vamo<br />
- borá<br />
&#8230;<br />
&#8230;<br />
- Um brinde, ao GPB e a todos nós.<br />
- A nois.<br />
Caralho, essa cerveja caiu muito bem.. ta geladinha, nossa que maravilha.<br />
Como é bom ficar aqui conversando com os caras no bar, sumiram todos aqueles sentimentos ruins de antes.<br />
Adoro meus amigos.<br />
&#8230;<br />
&#8230;<br />
Porra a quanto tempo estamos aqui já&#8230;<br />
to ficando ruinzinho já.<br />
ta todo mundo ficando &#8220;legal&#8221;, menos as meninas&#8230; acho legal elas não beberem e mesmo assim acompanhar esses quatro porra locas aqui.<br />
hehehehehehe<br />
show de bola..<br />
malandro, já são quase 3 da manha.<br />
to bem ruinzinho já.<br />
melhor irmos embora, logo mais alguém manda essa idéia, não quero sair daqui, ta bom demais.<br />
&#8230;<br />
- GARÇOM, traz a marvada<br />
hehehehe, sabia que iam logo mais pedir a marvada.<br />
- Falou galera&#8230; Amanha é domingão, nois marca alguma coisa, mas vamo pegar leve, pois segundona vai ser foda.<br />
- Maravilha fiote, amanha marcamos um suquinho pra variar um pouco.<br />
- hehehehehe<br />
- FCB<br />
- FCB<br />
&#8230;.<br />
Pó Minha cama, esse sono vai ser bom&#8230;<br />
Tranqüilizador&#8230;.<br />
que horas são???<br />
4:30 hs<br />
eita&#8230;<br />
&#8230;<br />
..<br />
.<br />
.<br />
..<br />
&#8230;<br />
11:30 hs&#8230;<br />
11:33 hs&#8230;<br />
11:35 hs&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Abro os olhos&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Sinto uma dor latejante no corpo&#8230;</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[enxugando gelo]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/enxugando-gelo/</link>
<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:32:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
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<description><![CDATA[Só para constar cansei de ficar enxugando gelo, Quanto mais carinho eu dou mais ele escorre pelos me]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:xx-small;">Só para constar<br />
cansei de ficar enxugando gelo,<br />
Quanto mais carinho eu dou<br />
mais ele escorre pelos meus dedos<br />
E tenho dito</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sonhos, sonhos sãos??]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/sonhos-sonhos-saos/</link>
<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/sonhos-sonhos-saos/</guid>
<description><![CDATA[Sonhos, sonhos sãos?? Blahnnn!! O barulho oco que ecoa em minha cachola agora reverbera por meu corp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/feature31.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-111" title="feature31" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/feature31.jpg" alt="feature31" width="450" height="350" /></a></p>
<p><span style="font-size:medium;"><strong>Sonhos, sonhos sãos??</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Blahnnn!!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">O barulho oco que ecoa em minha cachola agora reverbera por meu corpo, derretendo todos os meus contornos, meus sentidos escorrem pela calçada sem nenhum limite. Abandone sua parca noção de realidade e tire os pés do chão por um instante. A métrica ficou para trás, a associação de imagens corre solta, dadaísmo freestyle ou surrealismo linha-dura, o que importa agora não é mais o real, mas o fluir de idéias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Enquanto tento represar um pouco de lógica na sarjeta observo o cenário. Tudo parece suspenso em um tempo diferente, como se cada individuo obedecesse a sua própria realidade, aqui o status quo não freqüenta nem mais os livros de história. Negras nuvens mastigam o que sobrou do manto azul que cobria o céu, porcas-borboletas sobrevoam as grandes colméias aonde os humanos costumavam trabalhar em chiqueirinhos 2X2. Minha visão acompanha mais um rasante enquanto carros são jogados como brinquedos por meninos-de-rua gigantes que agora tem tempo de brincar com os carros sem que nenhuma janela lhe sejam fechada. A baleia metálica espirra por suas janelas passageiros-uvas-passas. O velho leão-Marinho tenta controlar tudo através de sua caixinha-mágica-hipnotizadora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">O guarda apita a multa para quem perder o compasso desse dub acústico, ou seria um maracatu eletrônico?? Confuso vejo as notas que saem como um chafariz do hidrante roxo ao meu lado. E terra reverbera em uníssono essa catarse coletiva, criando atmosferas ainda mais delirantes. Um alce tenta alcançar as acelgas que crescem em baixo do Minhocão. A banda passa, a faixa de pedestre balança como anêmonas bi-colores num balé sub-asfáltico. Passa a bateria. Meu coração apita, a rainha da bateria caminha em minha direção&#8230;ahh sonhos&#8230;sonhos são? Mas como? se aqui a sã consciência repousa na boca da rã?? Batráquios gospem nomes de possíveis maridos no coreto da praça. Políticos são prensados em praça publica por paralelepípedos faraônicos que lhe vem cobrar a merenda burocrática.<span> </span>As ovelhas queimam as cercas e não deixam ninguém mais dormir. A festa segue num ritmo de deixar Dionísio com azia. Que maravilha, Alice, segura minha mão enquanto o coelho mata o tempo que nos perseguia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Como em um dia quente a lógica balança como miragem subindo do chão, num passeio irreal por tudo aquilo que podemos criar nos mais lindos becos sujos da mente, uma viagem lisérgica sem lenço ou sem documento, sem nenhum tipo de catalisador, apenas pela graça de tornar nosso cotidiano mais colorido, deixo minha alma quarar no varal, leve como a vida deve ser lavada, nessa toada vou deixando a toalha cair, a realidade vem feito uma gralha tolher a imaginação. De volta ao cotidiano de um ano que já nem começou, agradeço pela atenção dispensada, deixando um convite musical:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Leve sua alma para passear!!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Façam silêncio]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/facam-silencio/</link>
<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:29:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
<guid>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/facam-silencio/</guid>
<description><![CDATA[Façam silencio, por favor, não tenho nem uma puta pra consolar meus medos, em meu peito apertado, ba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/alone.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-108" title="alone" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/alone.jpg" alt="alone" /></a></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Façam silencio, por favor, não tenho nem uma puta pra consolar meus medos, em meu peito apertado, bate meu coração sem compasso, as vezes até penso que um acorde sustenido possa tocar em meu peito, mas não, ele está desafiando, cansado, ferido, desiludido. Pasme senhoras e senhores, não sai daqui uma só nota de amor, não esperem composições belas ou carregadas de lirismo, é que esse coração está cansado de sofrer. </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Pago por meus erros do passado, hoje eu sei o que esperavam de mim, o mesmo que espero dela. Não dei, não tenho! Como um viciado, procuro nas ruas, nos morros, mas talvez esteja em um lugar que eu não poça chegar, levaram esse amor pro fundo do mar, o tempo apaga, o tempo escreve, os caminhos são tortuosos, cheios de espinhos, não encontro uma rosa no caminho, as coisas que possam parecem sem sentido, tenho saudades do que não passou, das coisa que não vivi. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"> Talvez o bonde já tenha passado e eu perdi, perdi o horário, não sei se por distração, só sei que perdi, ainda posso ver ele dobrando a rua, mas acho que não dá mais tempo de correr atrás, minhas pernas não são mais as mesmas, a rua também está cheia de buracos e pedras, estou descalço, minha única esperança é o bonde sair dos trilhos, ai sim posso chegar até ele, porque só este me serve, nessa região ele só passa uma vez e depois nunca mais volta. Mais uma vez vou ficar parado só torcendo, ao dobrar a curva ele tem que sair dos trilhos.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Abaixo minha cabeça olho pros lados e nada vejo, estou só, algumas lagrimas querem escorrer por meu rosto, tento esconder,mas elas rolam sem que eu consiga conter, parece que vai aliviando meu peito, só que quanto mais alivio, mais lagrimas, as lagrimas correm junto com meu pensamento ele esta fazendo uma retrospectiva da vida, lagrimas de dor, de saudade. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Até onde posso agüentar? Até onde posso chegar? </span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:medium;">Eu tinha um diapasão para esses momentos, mas até ele está desafinado. O que me resta é sentar, esperar e chorar, talvez de Saudades, talvez de dor, mas saudade e dor se confundem, são próximos, cortam o peito, as vezes chegam até a <span style="font-size:x-large;">ferir a alma.</span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lua]]></title>
<link>http://osincomodados.wordpress.com/2008/11/16/lua/</link>
<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:26:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>OsIncomodados</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ahh lua, fica aqui mais um pouquinho vai, fica sim, não vai não, fica, se você for ela vai também, e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/blue_moon.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-105" title="blue_moon" src="http://osincomodados.wordpress.com/files/2008/11/blue_moon.jpg" alt="blue_moon" width="400" height="480" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:small;">Ahh lua, fica aqui mais um pouquinho vai, fica sim, não vai não, fica, se você for ela vai também, e se ela for, vai demorar tanto pra voltar. Você está aqui todas as noites, mas ela não, você tem ele sempre com você, por isso vai embora e deixa o sol fazer acontecer o outro dia, você não pode uma vez, só uma vez deixar a noite um pouco maior, só pra eu ter ela por um pouco mais de tempo a meu lado? Poxa lua, você sempre ilumina o coração dos apaixonados, e hoje se recusa a estender um pouco mais essa noite. Vamos fazer assim então, vamos cobrir o céu com muita, mas muitas nuvens mesmo, ai você continua no céu, ninguém vai saber que o sol não veio ainda. Vai só um pouquinho. Estende essa noite. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:small;">Vai ser o tempo de um beijo. Prometo!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hipnose]]></title>
<link>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/hipnose/</link>
<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 23:52:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>devaneadores</dc:creator>
<guid>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/hipnose/</guid>
<description><![CDATA[Luiz Cláudio acordava todos os dias, religiosamente, às 06h35 da manhã. Levava seis minutos entre se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">Luiz Cláudio acordava todos os dias, religiosamente, às 06h35 da manhã. Levava seis minutos entre se levantar, escovar os dentes e entrar para o banho, em que sempre gastava exatos oito minutos. Depois de vestir seu uniforme e sapatos em quatro minutos e meio, sentava-se à mesa do café, onde sempre havia bolachas, leite, chá e uma maçã. Claro, com prazo para se alimentar: dez minutos.</p>
<p style="text-align:left;">Tudo cronometrado, às sete horas, três minutos e meio, saía de casa a caminho do mesmo ponto de ônibus, onde estavam as mesmas pessoas, para tomar a mesma condução. Para ele era um prazer e um conforto avistar os conhecidos rostos, ter certeza de que tudo corria igual. Não que Luiz Cláudio conversasse com alguém ali, mas era bom sabê-lo. Ele então se sentou, no lugar costumeiro. Em 75 segundos o ônibus passaria. Mas não passou.</p>
<p style="text-align:left;">Luiz olhou para os lados e reparou na expressão tensa das pessoas. Elas pareciam perceber, assim como ele, a crise que se anunciava. Voltou o olhar novamente para o seu relógio de pulso. Os ponteiros giravam em uma velocidade exorbitante e terminaram por deixá-lo completamente tonto. Fechou os olhos por um momento a fim de se recuperar e piscou várias vezes antes de abri-los de novo.</p>
<p style="text-align:left;">Quando se sentiu finalmente desperto, tentou ocupar sua visão com alguma paisagem estável e distante. Aproveitou para focalizar o final da rua de onde deveria chegar o veículo esperado. Afinal, se o tempo realmente estivesse passando mais depressa do que de costume – como denunciavam os ponteiros de seu relógio – mais chances existiam de o ônibus estar próximo dali.</p>
<p style="text-align:left;">Foi nesse contexto que o rapaz avistou uma grande e escura ave que rodeava um dos bueiros daquela rua. Luiz Cláudio nunca tinha visto nada semelhante dentro da cidade. O bípede de cauda longa e arredondada despertou seu interesse de tal forma, que Luiz pôs-se a caminhar em sua direção, aproximou-se e passou alguns minutos imóvel diante da ave, tentando imaginar o que ela procurava lá dentro.</p>
<p style="text-align:left;">Talvez um pouco fora de si, o rapaz abriu a tampa do bueiro e, sem nenhuma explicação evidente, lá entrou, acompanhando o animal. Entretido com aquela descoberta, Luiz Cláudio nem mais se preocupava com horários. Além disso, temia que acontecesse algo semelhante, ou até pior, à última vez em que consultou as horas. Era tamanho o seu envolvimento, que também nem se importava com o cheiro ruim e a relativa escuridão do lugar. Simplesmente seguia a ave.</p>
<p style="text-align:left;">E Luiz observava tudo. Estava tomado por uma curiosidade incomum, principalmente para alguém que nunca foi de observar nada além dos ponteiros dos muitos relógios que tinha. Chamava a sua atenção cada entulho deixado no bueiro, a maneira como a água escura corria&#8230; Às vezes tinha vontade de tocá-la. Passaram-se horas e Luiz Cláudio continuava caminhando junto ao estranho animal.</p>
<p style="text-align:left;">Passou por um grande bueiro de onde pôde ver que já estava começando a escurecer lá fora. Foi quando, pela primeira vez, pensou em voltar para casa. Levaria seu relógio de pulso ao conserto e voltaria à sua rotina habitual. Porém, como se percebesse as intenções do rapaz, a ave começou a fazer um barulho estranho e a se mexer de maneira desordenada. Rodopiava tanto, que começou a jogar água em Luiz. Ele se sentiu enojado e ao mesmo tempo encantado, porque teve finalmente oportunidade de sentir a água, sua temperatura e odor. Olhou em volta, escolheu a poça mais funda e se sentou.</p>
<p style="text-align:left;">Com a água turva, quente e mal cheirosa à altura de seu umbigo, Luiz se divertia como uma criança que faz algo proibido. Na verdade, sentia-se como a Alice na toca do coelho branco de olhos cor-de-rosa que leva um relógio no bolso. Só que, no caso, o dono do túnel era uma ave e o atrasado era ele. Ao fazer tal comparação, Luiz riu alto, o que deixou sua nova amiga extremamente agitada. A ave, que até então esperava pacientemente o descanso de Luiz para seguir caminho, começou a andar em direção à escuridão.</p>
<p style="text-align:left;">A princípio, Luiz não se moveu, pois estava muito cansado. A luz exterior, já fraca, ainda atravessava os furos da tampa do bueiro, o que lhe permitia enxergar alguns metros de distância. Quando a luminosidade finalmente acabou e Luiz Cláudio já não conseguia avistar o animal, achou prudente levantar-se para procurá-lo. Depois de muitos passos sem nenhum sinal da ave, uma leve preocupação perturbou Luiz, que olhou mecanicamente para o seu relógio de pulso. Os ponteiros ainda giravam insessante e desordenadamente e provocaram uma nova tontura no rapaz.</p>
<p style="text-align:left;">Logo que voltou a si, Luiz Cláudio carregava uma sensação nova, de uma asfixia desesperadora. Cambaleante, tentou voltar por onde havia caminhado, mas àquela altura era incapaz de enxergar o que fosse. Estava imerso em um mal cheiroso buraco negro. A absoluta escuridão e o silêncio, apenas interrompido pelo correr da água, angustiavam Luiz Cláudio, que começou a cogitar que aquilo tudo fosse imaginação sua. Talvez nunca tivesse visto o tal animal e tudo não tivesse passado de fantasia. Porém, tudo indicava que estava mesmo ali, encharcado e preso no esgoto de sua cidade. Respirou fundo o quanto pôde e criou coragem para seguir em frente.</p>
<p style="text-align:left;">Luiz tentava, em vão, abrir a tampa dos bueiros que identificava. Gritava por socorro, mas tudo o que ouvia era um repetido eco que ressoava pelo imenso túnel. Sentou-se, pois, embaixo de um bueiro. A fome e a sede que já o acompanhavam ficaram ainda mais fortes. Para distraí-las, Luiz decidiu cochilar um pouco. Acordou com o som de passos próximos ao local onde estava. Gritou o mais alto que pôde, até que uma senhora de idade – não entendendo bem o que se passava – ligou para os bombeiros, que, em pouco tempo, resgataram o rapaz.</p>
<p style="text-align:left;">Na manhã seguinte, o movimento habitual em nada fazia lembrar o que se passara no dia anterior. Até mesmo no ponto de ônibus que Luiz Cláudio costumava freqüentar, tudo estava igual. O veículo, que antes deixou a todos esperando, passou no horário exato e o dia seguiu normalmente. Ao cair da noite, com a rua vazia e silenciosa, saltou, de dentro do bueiro, a ave. Saiu, negra e vistosa como antes, e ruidosamente voou para longe dali.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[História de um pedido]]></title>
<link>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/historia-de-um-pedido/</link>
<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 23:50:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>devaneadores</dc:creator>
<guid>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/historia-de-um-pedido/</guid>
<description><![CDATA[Lembro bem, na época de faculdade, quando as amigas chegavam, com os olhos brilhando, para me mostra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">Lembro bem, na época de faculdade, quando as amigas chegavam, com os olhos brilhando, para me mostrar a novidade no dedo. Algumas eram de ouro, outras de prata, mas tinham até aquelas feitas de coco. O sorriso? Ah, era sempre largo, sem fim, desses que revelam sintomas de um amor eterno enquanto dure. Eu não. Nunca tive uma paixão que merecesse tudo isso.</p>
<p style="text-align:left;">Teve o Marcelo, mas com ele foi só beijo na boca. O Léo&#8230; Conheci o Léo na praia. Três dias de sexo intenso. Chegou até a sussurrar “deusa” nos meus ouvidos. Nem gosto muito disso, mas, na carência, a gente até acha bom. Grande amor mesmo foi o Gustavo. Pena ele ter casado com a Lu, minha melhor amiga. Após um namoro de quinze anos, tinha que ser o destino deles mesmo.</p>
<p style="text-align:left;">É. Fato é que eu, aqui, no auge dos 31 anos, naquela fase em que peitos e bunda estão no limite da gravidade, sempre sonhei em ganhar uma aliança. Dessas bem grandes e douradas. Nem faço questão de brilhantes. Assim, mas, se tivesse, melhor. Nem faço questão de ter o nome grafado. Assim, mas, se tivesse, melhor. Nem precisa ter compromisso sério. Mas, se tivesse&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">De uns tempos pra cá, cultivo essa mania besta de sonhar acordada. Vejo desde o momento da escolha dos anéis até o constrangedor pedido familiar, que, no meu caso, virá inevitavelmente carregado de: “Oh! Finalmente!”. “Menina, pensei que nem tinha jeito mais, hein?” Ando até experimentando bijuteiras na frente do espelho. Não é que minha mão recebe bem o enfeite?</p>
<p style="text-align:left;">Mas como meu lado prático ainda fala alto, decidi resolver a questão objetivamente. Se quero o anel, preciso querer o noivo. Encontrá-lo, encantá-lo, convencê-lo de que sou a mulher certa. Mamãe é que dizia: “Homem não tem medo de casamento, tem medo da mulher errada”. Não sei se acredito nessa balela machista, mas vou por ela.</p>
<p style="text-align:left;">Ontem comprei um caderno e, desde então, esboço planos que me levem ao altar. Fiz a lista dos candidatos em potencial (como é pequena), dos lugares a ir (como são chatos), das roupas a vestir (não tenho nenhuma). Já logo descartei a possibilidade de uma agência&#8230; Há que se ter algo de espontâneo nessa novela.</p>
<p style="text-align:left;">Algo, não tudo. Por anos embarquei na filosofia do “deixar fluir” e cá estou eu, sem ter nem por onde fluir. De forma fria, se fosse um homem, quem seria a mulher certa? Eu, de certo, não. Sheila Carvalho? Ela é só boa. Marília Gabriela? Só inteligente. Talvez Angelina Jolie. Atriz de sucesso, alma caridosa, adota filhos pelo mundo&#8230; Fora o corpo escultural, lábios carnudos sem botox (ou com?), olhos azuis e, pra fechar com chave de ouro, esposa de Brad Pitt.</p>
<p style="text-align:left;">Sem dúvida, ser esposa do Brad valoriza demais o passe dela. “O que é do homem o bicho não come”, diz o ditado. Mas já outro homem&#8230; Homem é invejoso, quer o que é do outro, ainda mais quando o outro é o Brad Pitt. Logo imagino o cara contando pros amigos: “Véi, peguei a gostosa da mulher do Brad Pitt”. Tá aí, já entendi tudo.</p>
<p style="text-align:left;">Olhos azuis resolvo com lentes, sempre quis usar mesmo. Para ter boca grande, batom vermelho. Corpo escultural, basta uma cinta – mamãe usa várias. Carreira de sucesso, pelo menos, eu tenho. Os filhos? Dispenso. Agora, um sexy symbol do lado&#8230; Quem sabe o Paulão? Ele tem experiência em teatro, pode encarnar bem o papel.</p>
<p style="text-align:left;">Sabe que eu nunca tinha notado como sou boa estrategista? Nada melhor para atrair um homem do que aparecer irresistível&#8230; E comprometida! Mais uma da sabedoria popular: “a gente gosta é da grama do vizinho”.</p>
<p style="text-align:left;">A conversa com Paulão foi como eu pensava:</p>
<p style="text-align:left;">– Putz, Ana, que ridículo! Não acha que está muito grandinha para sair por aí fingindo um namoro?</p>
<p style="text-align:left;">– Paulão, pensa comigo: você está solteiro, eu também. A gente adora bater papo, sair a dois é melhor do que essa sua mania de sentar sozinho no boteco e ficar namorando a cerveja.</p>
<p style="text-align:left;">– Já vi que não adianta argumentar. Na verdade, até vou gostar de passar mais tempo com você.</p>
<p style="text-align:left;">– Sem essa Paulão, não precisa alisar&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">– Boba. Negócio fechado.</p>
<p style="text-align:left;">Ok. Primeira etapa vencida. A segunda, transformar-me na senhora Pitt, seria até divertido, embora caro. Estica o cabelo daqui, coloca lentes dali, maquiagem para realçar os lábios acolá. Hoje à noite será a primeira investida. Marcamos num forró, nada mais sexualmente instigante.</p>
<p style="text-align:left;">Paulão já estava na porta, todo soltinho com as garotas. Ao me ver, até foi bom ator. Alisou meus cabelos, beijou-me no canto da boca e disse: “Tá linda, amor!”. Entramos. Escuridão total, não era capaz de reconhecer nem o Paulão. Dançamos três xotes. Nada de flerte. Cinco forrós. Tentei requebrar mais. Sete baiões. Adeus, chapinha. Intervalo para a catuaba. Paulão se afastou, a meu pedido desesperado. Quatro xotes. Ninguém se aproximou. Mais música&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Luzes acesas. Havia apenas eu, Paulão, do outro lado da pista, forrozeando, e alguns casais que fingiam ser dança aquela ralação. Sorri. Por dentro, a solidão me arranhava. Solidão lúcida, doída. Travestida de Angelina, tive vergonha de ser eu. Na mão, nem mesmo um toque afetuoso, quem dirá uma aliança, algum dia. Só, cheguei a casa. Sozinha, permaneci. Ao som de Paulo Ricardo, chorei, só. Angelina diminuída a Ana. Antes só do que mal acompanhado? Odeio ditos populares.</p>
<p style="text-align:left;">Na frente do espelho, sem anel algum no dedo, fico pensando se quero mesmo ter alguém&#8230; Dá trabalho demais essa história de construir e perdoar, de todos os dias, de cultivar a relação. E discuti-la, então? Nesse ponto concordo com a turma dos avessos às análises de casal. Além disso, adoro ficar em casa de moletom rasgado e calcinha de vovó. Tá aí, chega de homens!</p>
<p style="text-align:left;">A partir de agora, serei apenas eu, e está ótimo. Terei mais tempo para a corrida da manhã, ou terei coragem de não correr e deixar a gravidade seguir seu curso? Poderei ler os livros que gosto, ver filmes iranianos sem ter que assistir ao próximo Rambo para compensar&#8230; Além disso, terei muito mais dinheiro para minhas viagens, minhas roupas&#8230; Viva a solteirice!</p>
<p style="text-align:left;">Quem sabe assim, vale aquele “quando a gente não está procurando, é que acha!”? Agora, a aliança&#8230; Ah, essa vou nesse minuto mesmo comprar, dessas bem grandes e douradas! E se tiver brilhante, melhor! Meu nome grafado atrás! Huum, vai ficar perfeito!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Retorno]]></title>
<link>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/retorno/</link>
<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 23:48:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>devaneadores</dc:creator>
<guid>http://devaneadores.wordpress.com/2008/10/29/retorno/</guid>
<description><![CDATA[Acordou com o barulho do telefone. Não costumava receber ligações naquele horário, no início da manh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">Acordou com o barulho do telefone. Não costumava receber ligações naquele horário, no início da manhã. Não podia imaginar quem estaria ligando, nem porquê. Talvez, por isso, apressou-se a atender o chamado.</p>
<p style="text-align:left;">Levantou-se rapidamente do sofá da sala – havia dormido ali? O apartamento estava vazio — poucos móveis e muitas caixas a serem abertas, quem sabe um dia. Talvez não se lembrasse&#8230; O olhar vago, o corpo fraco, a mente perdida, a sala escura e vazia&#8230; Novamente o barulho do telefone, que pareceu ter sumido pouco a pouco um instante antes. Era uma criança. Antes de atender já sabia e as palavras pareciam sair de sua boca ainda distante do bucal.</p>
<p style="text-align:left;">Um choro baixinho, mas doído, indignado, contido na garganta, deixava claro: havia um menino naquele apartamento. De imediato, a cabeça se voltou para a porta entreaberta do quarto ao fundo do corredor apagado. Os passos prosseguiam junto com o olhar cada vez mais focado, discernindo gradualmente detalhes daquele ambiente próximo, à procura de algum movimento.</p>
<p style="text-align:left;">Foi então que por trás do choro rompeu um ruído: vidro arranhado e o ronronar de um gato na janela. Era isso.</p>
<p style="text-align:left;">Era Balão. O mesmo gato que um dia pensaram que podia flutuar de tão felpudo e que, por isso, houve uma época em que lhe puxavam muito o rabo, tal qual fosse o cordão que segura um balão de gás, daí o nome. Entreteve-se durante instantes com os movimentos do bicho. Do lado de fora, apenas uma chuva fina, cinza, fria, caía sobre a calçada ainda vazia pelo começo do dia. Respirou. Sentia o vento gelado entrar-lhe às narinas, um arrepio tomava conta do corpo. Ouviu passos na sala.</p>
<p style="text-align:left;">Abriu os olhos. Correu em direção à porta, chegou ao corredor. Com passos trêmulos, reconhecia aos poucos aqueles quadros na parede — retratos antigos, de pessoas que nunca conhecera, mas que produziam sobre ele uma impressão de respeito e altivez muito maior do que já pôde sentir pelas pessoas que passaram por sua vida. Relíquias de família, tinha certeza de que haviam se perdido entre tantos objetos deixados na antiga casa do padrasto, muitos anos atrás. Passado abandonado, ele retornava agora para presenciar o abandono do presente.</p>
<p style="text-align:left;">Escutou os passos cada vez mais perto. Por detrás, sentiu o menino atravessar o corredor em direção ao quarto. O menino caminhava lentamente e cada passo demonstrava um peso, um abandono indiferente tão grande&#8230; Caminhava com um movimento impecavelmente regular, repetindo a cada passo a mesma energia, a mesma postura, os mesmos gestos. Uma mesmice diferente daquela própria de todas as caminhadas; resultantes sempre da soma de movimentos muito semelhantes, mas que nunca são iguais, apenas na aparência: cada passo torna-se único pelo acontecimento ou não de um suspiro breve, pela marca de um dado olhar, movimento de cabeça, ou mesmo dos dedos da mão. Há sempre um detalhe a mostrar que a vida não cessa e que o que é vivo se mostra sempre, a cada instante, de um jeito diferente, ainda que mínimo, pois nunca deixa de reagir ao ambiente das coisas, de fora ou de dentro. Pois, o caminhar daquele menino dizia exatamente o contrário. Era dono de uma mesmice inerte, morta.</p>
<p style="text-align:left;">Era o mesmo caminhar de quando Balão foi embora sem porquê. Soube apenas que um dia deixaram a janela aberta e o gato, tal qual o nome, foi-se, seguindo a corrente de ar que saía à rua, que dava pro vento, que dava pra mais lugares ainda, menos pra casa. Era o mesmo caminhar de seu filho, no dia em que a separação tornou-se assunto público e certo. Seu filho indo para o quarto, em direção à janela, talvez para ver a rua, talvez para mais lugares ainda.</p>
<p style="text-align:left;">Era sempre o mesmo caminhar. Mas, os seus meninos já não havia mais. Um cresceu, o outro se mudara. Ainda assim, tinha um menino naquela casa.</p>
<p style="text-align:left;">Olhou para a porta do quarto. Sabia que seu movimento natural seria seguir pelo caminho oposto, sair dali. Essa foi sempre a sua escolha, desde que, ainda jovem, deixou a mãe, os irmãos e o padrasto. Foi também pela &#8216;escolha&#8217; que, em outra época, havia se trancado naquele apartamento. Não precisaria mais de ninguém. Não precisava de respostas.</p>
<p style="text-align:left;">Mas era diferente dessa vez. Tinha que encontrar o menino, saber quem ele era, o que estava fazendo. Seguiu então pelo corredor, notou que não havia mais quadros na parede, a casa estava em sua perfeita ordem. Chegou ao quarto. No cômodo quase vazio, apenas uma cama desarrumada e algumas caixas fechadas. Olhou cuidadosamente ao redor, não havia nada.</p>
<p style="text-align:left;">Sentou-se. Da janela, um pequeno feixe de luz iluminava e aquecia seu corpo, a chuva já havia cessado, assim como talvez as más lembranças teriam ido embora. Talvez fosse o momento de sair. Estava concentrado, quando um novo ruído o despertou, doce, fraco, suplicante — era o ronronar de Balão, que estava ao pé da cama e saiu em direção ao corredor para não mais voltar, ele sabia. Sabia também que, como o gato, o menino também estava naquele quarto. Debaixo da cama? Agachou-se, deitou o corpo no chão, estendeu o braço. Restava apenas puxar o lençol, com um movimento.</p>
<p style="text-align:left;">Acordou com o barulho do telefone.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parabéns Renato Nishimura.]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/05/27/parabens-renato-nishimura/</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 17:06:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/05/27/parabens-renato-nishimura/</guid>
<description><![CDATA[Parabéns irmão, você merece véi. Ta ligado como é, te amo pra caralho e to te esperando que agora o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Parabéns irmão, você merece véi.</strong></p>
<p><img src="http://img293.imageshack.us/img293/8894/atgaaac2qbxl6eb8iwl5jj0qk7.jpg" alt="Renato" width="288" height="352" /></p>
<p>Ta ligado como é, te amo pra caralho e to te esperando que agora o quarto ta muito diferente. Mesmo assim é nós. Porque &#8220;nóis&#8221; é coisa de baiano-maloqueiro-RJ-é-nóis.</p>
<p>E ja que a Silvia agora tem a Amanda como irmã, HC vai rolar aqui solto.</p>
<p>Até mais, ao vivo e tal.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>PARABÉÉÉNS!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Realmente puto.]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/05/27/realmente-puto/</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 16:52:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/05/27/realmente-puto/</guid>
<description><![CDATA[Depois de quase um mês sem postar, vou fazer um post duplo. Vida indo como eu gosto mas&#8230; UM PE]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Depois de quase um mês sem postar, vou fazer um post duplo.</p>
<p>Vida indo como eu gosto mas&#8230;</p>
<p>UM PESSOAL QUE EU GOSTARIA MUITO DE VER VEIO PRA SÃO PAULO E NÃO VI NUNGUÉM, ok. Até ai tudo bem, mas eu também fiquei sabendo ai que um pessoal que eu ia ver la na liberdade, bem na hora de ir, MIO. Valeu HEIN!</p>
<p>Fora isso tudo ta beleza, ta legal.</p>
<p>Ai vêm o proximo post e um post especial.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vitae e cães]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/25/vitae-e-caes/</link>
<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 18:24:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/25/vitae-e-caes/</guid>
<description><![CDATA[Ontem eu e Thiago Kenji saimos para entregar nosso curricuLUM VITAE. Quase tudo deu errado, chegamos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ontem eu e Thiago Kenji saimos para entregar nosso curricuLUM VITAE. Quase tudo deu errado, chegamos la e estavam fechados, ADM não estava recebendo. Então o Thiago gastou 8,50 comigo e teve um puta prejuizo. E ajudamos um pai de família, empurrando o carro dele, foi legal. Fazer oque?</p>
<p>Hoje&#8230;</p>
<p>Por motivos desconhecidos o sinal bateu trinta minutos antes do normal. Estranho, o dia super agitado começou ai. Então o Fabinhu disse: &#8220;Vo ali com ela e ja volto&#8221;, até ai tudo bem. Então fiquei ali com o Gabriel e com a Carol, então Carol precisou ir par sua casa, eu e Gabriel ficamos observando ela ir, e no meio do caminho ela para perto de uma árvore e para abaixa e começa a olhar algo, logo eu e Gabriel estranhamos, dentro de poucos segundos Fabinhu que a pouco tinha ido naquela direção volta dalí e para com Carol e ficam na tal árvore, logo decidimos ir até la, chegando la oque vemos? Cães, três deles. Ai começaram a juntar pessoas na árvore e uma garota acabou levando um dos cães. Então nos sobraram dois para levar para a adoção, infelizmente nenhum pet shop por aqui aceitou, oque vamos fazer? Vamos organizar algo para arranjar donos para os dois pobres cãeszinhos. Fizemos duas pequenas placas e começamos a conversar com muitas pessoas que passavam na rua, o problema é que eu estava em horario de trabalho, então não poderia ir muito longe do serviço, mas tudo foi legal. Não conseguimos donos para os outros cães então nossa ajudante, Paula, ficou com um cão e Fabinho com o outro. Mas que muitas pessoas pararam e falaram: &#8220;Aiiii que bonitinhooo&#8221;.</p>
<p>Resumindo, sabonete em pedra.</p>
<p>Abraços e discos voadores.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma Balça em Nossa Direção e um Alternador Escondido ]]></title>
<link>http://projetoluzeiro.wordpress.com/2008/03/23/uma-balca-em-nossa-direcao-e-um-alternador-escondido/</link>
<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 03:28:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>brazilmedicallaunch</dc:creator>
<guid>http://projetoluzeiro.wordpress.com/2008/03/23/uma-balca-em-nossa-direcao-e-um-alternador-escondido/</guid>
<description><![CDATA[     Era uma manhã de Quinta-Feira normal enquanto eu passeava pela marinha em meu barco inflável pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">     Era uma manhã de Quinta-Feira normal enquanto eu passeava pela marinha em meu barco inflável para buscar Tony Beard. O sol no caribe brilhante aquecia minhas costas e refletia a água. Outro barco se aproximou rapidamente do meu lado esquerdo, diminui a velocidade e desligou o motor, como se quisesse falar comigo. Eu fiz o mesmo, e comecei a conversar com o homem de Granada.           </span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Você é o capitão daquele barco?”ele me perguntou, apontando para o Catamaran doado. Depois de confirmar o fato, que o barco era nosso, o homem continuou me avisando que eu devia levantar minha âncora e mover meu barco –“rápido”.” Eu vou puxar uma balça em sua direção em 30 min.” ele disse emfaticamente.            </span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pensando nesse novo dilema e mudando meus planos imediatos dessa manhã, Eu busquei Tony, e expliquei a situação. Nós concordamos que deveriamos ir ligar o motor, levantar a âncora, e mover o barco. Essa seria uma experiência de aprendizado para mim, pois essa seria a primeira vez que iríamos mover o barco desde que chegamos em Granada.  </span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O barco tem dois motores a diesel em cada lado. Ligamos a chave e fomos ao porto do lado esquerdo do barco, pra verificar o motor. Imediatamente escutamos um barulho alto e fumaça saindo do motor. Percebemos que o alternador estava travado, e o cinto estava circulando e soltando fumaça. Eu corri de volta pela escada e desliguei a chave, mas o motor continuou ligado. Então lembramos que motor a diesel não precisa de eletricidade para funcionar. Eu fiquei do lado do motor com um extintor enquanto Tony tentou achar onde desligar o motor. Depois de alguns minutos, eu liguei para o doador do motor nos EUA.  Ele nos guiou diretamente ao lugar para desligar o motor. Aliviados por ter desligado o motor, voltamos para cima do barco e vimos a balça vindo diretamente em nossa direção!</span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Lina, Tony e eu conversamos ansiosamente entre nós para tentar decidir o que fazer. Perdendo tanto tempo com o primeiro motor, não tinhamos tempo suficiente para puxar a ancora e mover. E continuamos assistindo enquando a balça movia vagarosamente em nossa direção, bateu do lado de outro pequeno barco! Percebemos que esse seria um problema para Deus. Nós três nos juntamos em oração, pedindo a Deus por sabedoria e proteção ao barco que pertence a Ele. Tony e eu rápidamente pegamos grandes bolas de borrachas para colocar do lado do barco para aliviar o impacto da grande balça. Enquanto a grande balça continuava vindo a nos atingir diretamente, um forte vento começou a soprar norte. O vento continuou soprando e empurrando a balça fora do nosso caminho, completamente mudando a direção para longe de nosso barco! Nós mandamos uma oração de louvor a Deus pela proteção ao Seu barco! “Quem poderia ser esse (falando de Jesus), que até o vento e o mar o obedecem?”Mateus 8:27  </span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Então a busca por um alternador começou. Nós precisavamos de um alternador que tivesse saida de tacometro, e nos permitisse ver o RPM da saida do motor. Nós tiramos o velho alternador e fomos direto a loja da marinha aqui na ilha. O gerente riu e disse, você não vai encontrar isso nesse ilha. Um cliente que estava na fila, recomendou três lojas que deveríamos verificar. Andamos um pouco e fomos para Ace Auto e equipamentos. A mulher atrás do balcão disse que só tinham uma marca de alternador, que certemente não seria esse. O alternador que tinham, que era bem menor que o nosso custava $280,00 dolares! Começamos a ligar para as outras duas lojas que nos recomendaram. Um por um nos disseram que não encontrariamos o que queríamos nessa ilha. Uma mulher disse que um equipamento caro como esse não estaria parado em uma pratileira nessa ilha. A última loja disse que poderia fazer um pedido e chegaria em uma semana. O custo $380,00 dolares!!! E esse não teria as saídas que precisavamos.</span></p>
<p>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Tony e eu sentamos desconsolados. O que faríamos? Um jovem que escutou o que estávamos conversando, passó por nós e nos recomendou tentar mais uma loja mais acima. Andamos por 15 min. para a loja, carregando nosso alternador conosco. O homem olhou por um bom tempo para o alternador e disse que olharia no depósito. Depois de 20 minutos de espera o homem voltou ao balcão carregando um alternador EXATAMENTE igual ao nosso velho alternador, apenas um pouco maior. Não podiamos acreditar! Seguramos os dois pra comparar. Os ganchos de segurar conferiam. Viramos rapidamente para ver, e vimos as saidas que precisavamos! Perguntamos ao homem se era a saida para o tacometro. Ele balançou a cabeça dizendo que não sabia. Disse que não sabia a marca do alternador, ele só achou parado ali na prateleira. Ele nem tinha a caixa que veio com a peça. Ele disse que pensou que fosse um modelo velho da Toyota, que não se fabricavam mais. Com medo eu perguntei o preço. Ele olhou no computador e disse que venderia por $185,00 dolares. Nós não podiamos acreditar! Eu paguei rapidamente e nós voltamos pro barco quase flutuando. Nós colocamos o alternador que serviu e funcionou perfeitamente! E a saida era realmente para o tacômetro.</span>      <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Tony me olhou e disse “Brad, que ano você nasceu?” Quando eu disse que nasci em 1981 ele disse,”Voce pode imaginar que Deus pode ter esse alternador aqui desde antes de você nascer?” Certamente a biblia é verdadeira – “Antes que clamem responderei, estando eles ainda falando eu ouvirei.” Isaías 65:24</span></p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></span></div>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Deus vos abençoe,</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Brad, Lina e Levi Mills</span> </div>
<p><strong>Para se subscrever ou retirar da lista de email, por favor escreva ao email <a href="mailto:projetoluzeiro@gmail.com">projetoluzeiro@gmail.com</a></strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[04:18 AM]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/23/0418-am/</link>
<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 08:14:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/23/0418-am/</guid>
<description><![CDATA[LoveHateHero como um amigo meu disse realmente vale a pena tentar tocar, espero que ele saiba tocar,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>LoveHateHero como um amigo meu disse realmente vale a pena tentar tocar, espero que ele saiba tocar, ai pra mim fica tudo mais facil.<br />
Amity, espero conseguir toca-la até o A<font color="#c0c0c0"><strike>nime</strike></font>F<font color="#c0c0c0"><strike>riends</strike></font>.</p>
<p>Mudando de assunto, a &#8220;Sexta-feira santa&#8221; realmente foi um lixo, pessoas sumindo, outras aparecendo e a fumaça pairando no ar. Mais uma vez um corujão e mais uma vez uma noite que eu posso ficar feliz.<br />
Conversei com uma pessoa que a muito tempo não conversava, conversa por pouco nostalgica demais.</p>
<p>E falando com um travesti no meu MSN a conversa começa mais ou menos assim:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p><i>&#8220;Eaeee rapaz&#8221;<br />
&#8220;Eaee querido&#8221;<br />
&#8220;Tudo bom?&#8221;<br />
&#8220;Não, e ae?&#8221;<br />
&#8220;Não[2]&#8220;</i></p></blockquote>
<div align="justify">
<blockquote><p>Resumo dos ultimos 30 dias.</p></blockquote>
</div>
</div>
<p>Abraços e 28 fios de cabelo pra ti.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marque na agenda]]></title>
<link>http://pobretambemveste.wordpress.com/2008/03/20/marque-na-agenda/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 16:28:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>wakabara</dc:creator>
<guid>http://pobretambemveste.wordpress.com/2008/03/20/marque-na-agenda/</guid>
<description><![CDATA[Semana que vem: Sacolão de estilo! 27, 28 e 29 de março, na Teto dos Jardins. Aqui, mais informações]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Semana que vem: Sacolão de estilo!</p>
<p>27, 28 e 29 de março, na Teto dos Jardins.<br />
<a href="http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/previas-do-iv-sacolao-de-estilo/">Aqui, mais informações!</a> Tem de Marc Jacobs a Diesel, parece ótimo, viu?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Balaança meu blog!]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/20/balaanca-meu-blog/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 16:07:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/20/balaanca-meu-blog/</guid>
<description><![CDATA[Ontem a festa foi booa né Shika? Mas falando de hoje, finalmente o Balanço Geral vai mostrar a grand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ontem a festa foi booa né Shika?</p>
<p>Mas falando de hoje, finalmente o Balanço Geral vai mostrar a <strike>grande</strike> resposta do homen invertido. E estou só esperando pra ver essa merda, provavelmente vai ser algo tão idiota quanto esse Geraldo Luiz, eu dou muita risada com esse cara, mas ao mesmo tempo fico nervoso pensando que realmente existe gente que acredite nesse cara e em suas reportagens que duram em média 4~5 dias. O mais engraçado é quando ta mostrando uma reportagem e divide a tela e ele faz um comentario idiota sobre essa reportagem.</p>
<p>Fazer o que? O pessoal aqui da loja ama esse programa&#8230;</p>
<p>Mas voltando a festa, parabéns Gabriel C. Gaggini e muitas felicidades.</p>
<p>O tema da festa foi &#8220;Corinthians&#8221; mas cada um tinha que ir com a camiseta do time que torce, então ja sabe né? Senhores de idade tentando dar risadas, bêbados e palmeirenses, ou seja, tudo de pior.</p>
<p>Mas no meio daquilo tudo, rolou uma discussão sobre religião que valeu a pena a festa. Em geral, a noite não foi perdida, ja que minha mãe ainda me deixou faltar hoje.</p>
<p>Abraços e um sabugo de milho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Só até amanhã!]]></title>
<link>http://pobretambemveste.wordpress.com/2008/03/20/so-ate-amanha/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 12:52:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>wakabara</dc:creator>
<guid>http://pobretambemveste.wordpress.com/2008/03/20/so-ate-amanha/</guid>
<description><![CDATA[Leilão do Mercado Livre é uma coisa: um monte de gente morre de medo de comprar e se danar (eu inclu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Leilão do Mercado Livre é uma coisa: um monte de gente morre de medo de comprar e se danar (eu incluído) mas tem amigos meus que super se jogam e acham o máximo (e tem um armário incrível!).</p>
<p>Olha o que eu achei: óculos escuro Emanuelle Khan vintage. Muito lindo. Não tem nenhuma oferta ainda &#8211; está em R$ 80. Acho que vale, gente. Mas não garanto, né?</p>
<p><a href="http://produto.mercadolivre.com.br:80/MLB-69438615-oculos-emanuelle-khan-paris-france-_JM">Vai no link e vê a foto!</a></p>
<p>Obs.: Emanuelle Khan é uma marca dos anos 60 tipo Mary Quant mas da França! Chiiiiiic!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Óbito na segunda.]]></title>
<link>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/17/obito-na-segunda/</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:48:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nishimura</dc:creator>
<guid>http://nishimizu.wordpress.com/2008/03/17/obito-na-segunda/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, cheguei na escola e em poucos minuntos a professora disse: &#8220;Pessoal, provavelmente hoje ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje, cheguei na escola e em poucos minuntos a professora disse: &#8220;Pessoal, provavelmente hoje vocês serão liberados mais cedo,  isso porque uma grande amiga nossa faleceu&#8221;.</p>
<p>Até ai tudo bem, mas oque pensar? Eu simplesmente poderia dizer:  &#8220;Aee, vou embora bem mais cedo&#8221;, seria uma coisa um pouco estranha dizer isso vendo que uma pessoa morreu, só por isso.</p>
<p>A segunda opção era pensar bem e ver que realmente a situação não era de felicidade, então a opção era ficar na minha e respeitar, ou seja, me conter seja no que for, e sentir a &#8220;perda&#8221; de um humano. Isso até pode ser besteira minha, mas o caso é que uma das poucas aulas que eu fiquei la fiquei pensando muito nisso.</p>
<p>Mas como o dia foi rapido me sobraram algumas horinhas pra conversar com alguns amigos e rir muito. Na hora de ir embora ja estava completamente molhado, graças a essa chuva do car****. Mas até ai foi bom. Indo embora, subindo uma rua em direção do trabalho estavam eu, Fabio e Paula. Então entramos em um papo sobre música e quando eu falei &#8220;Dead Fish&#8221; a primera reação de Paula foi: &#8220;Odeeeio Dead Fish&#8221;. Isso ja acabou com meu dia.</p>
<p>Chegando no trabalho fiquei todo o expediente com um par de meias molhadas e um tênis também molhado, ou seja, meu pé parece uma senhora de 174 anos.</p>
<p>Mas  o dia foi bom, espero chegar em casa e ser bem calmo.</p>
<p>Abraços e saquinhos de açúcar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PÁSCOA? EU QUERO É METAL!]]></title>
<link>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/16/pascoablackmoriana/</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 01:33:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>darlene carvalho</dc:creator>
<guid>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/16/pascoablackmoriana/</guid>
<description><![CDATA[Feriadão chegando, coelhos, presentes, chocolates aos montes, e a sua balada? Já pensou? O Blackmore]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Feriadão chegando, coelhos, presentes, chocolates aos montes, e a sua balada? Já pensou? O Blackmore]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BOSSA PROJECT NO HEBRAICA | 16 de março]]></title>
<link>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/15/bossaproject/</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 01:20:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>darlene carvalho</dc:creator>
<guid>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/15/bossaproject/</guid>
<description><![CDATA[Liguei o rádio para ouvir o programa Sala de Música da CBN. De repente, alguns clássicos musicais no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Liguei o rádio para ouvir o programa Sala de Música da CBN. De repente, alguns clássicos musicais no]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SHOW DE CONTRABAIXOS NO SESC POMPÉIA HOJE! | 15 de março, sábado]]></title>
<link>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/15/orquestra_contrabaixos/</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 18:41:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>darlene carvalho</dc:creator>
<guid>http://agendacult.wordpress.com/2008/03/15/orquestra_contrabaixos/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, 15 de março, às 20h30, apresentação da Orquestra de Contrabaixos Tropical no Teatro do Sesc. O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Hoje, 15 de março, às 20h30, apresentação da Orquestra de Contrabaixos Tropical no Teatro do Sesc. O]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
