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	<title>marina-silva &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/marina-silva/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "marina-silva"</description>
	<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 19:03:16 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Vídeo irrita católicos no Brasil]]></title>
<link>http://usaconfidential.wordpress.com/2009/12/17/video-irrita-catolicos-no-brasil/</link>
<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 17:03:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>usaconfidential</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Sociedade Protetora de Animais de Indiana dos Estados Unidos, (ISPCA),  produziu um vídeo de natal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Sociedade Protetora de Animais de Indiana dos Estados Unidos, (<a title="ISPCA" href="http://www.ispca.org" target="_self">ISPCA</a>),  produziu um vídeo de natal  que vem irritando os católicos no Brasil.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/YEkdfY1Lj2g&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/YEkdfY1Lj2g&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[In Copenhagen: Global Greens forum to address global warming]]></title>
<link>http://wilderside.wordpress.com/2009/12/09/in-denmark-global-greens-forum-to-address-global-warming/</link>
<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 01:01:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>kwilder</dc:creator>
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<description><![CDATA[based on a press release from the Green Party of The United States: Wednesday, December 9, 2009 Glob]]></description>
<content:encoded><![CDATA[based on a press release from the Green Party of The United States: Wednesday, December 9, 2009 Glob]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marina: PV não é partido de esquerda]]></title>
<link>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/27/marina-pv-nao-e-partido-de-esquerda/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:10:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>rapha3</dc:creator>
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<description><![CDATA[De Tatiana Farah: A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, afirmou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De Tatiana Farah:</p>
<p>A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, afirmou ontem que o PV não é um partido de esquerda e que o PSOL, da vereadora Heloísa Helena, sua mais nova aliada para uma aliança em 2010, sabe disso. A declaração de Marina foi feita em meio a uma maratona de compromissos em São Paulo, que incluiu duas palestras sobre meio ambiente e um jantar com empresários.</p>
<p>— O PV não é um partido de esquerda. É um partido de visão progressista, mas não se enquadra nos moldes tadicionais. Temos diferenças em relação ao PSOL. Não tem uma ansiedade tóxica nem da parte deles, nem da parte nossa em relação a isso. Mas não estamos fazendo um pacto por mais cinco segundos, dez segundos de televisão. Não é isso. É a necessidade de ter uma aproximação — disse a senadora.</p>
<p>Apesar da maratona de compromissos e da agenda diversificada em São Paulo, Marina negou que o PV esteja pressionando para que ela amplie seu discurso e saia do patamar dos 7% registrados nas pesquisas de intenção de votos.</p>
<p>— Quem é que está pressionando? Não está havendo esse tipo de pressão. Não há esse tipo de pressão. Estou dizendo a verdade, olhando nos seus olhos — disse Marina, brincando com os repórteres. — O que há é um diálogo entre o Partido Verde e o PSOL. E não é um cálculo pragmático, mas programático.</p>
<p>Em palestra na ExpoBrasil, no Anhembi, Marina Silva afirmou que o mundo vive o &#8220;Armagedon do clima&#8221;:</p>
<p>— É uma espécie de Armagedon dos sistemas climáticos. Um terço da população mundial já sofre com a desertificação. No Brasil, a desertificação atinge 1 milhão de quilômetros quadrados e 15 milhões de pessoas. Hoje, a humanidade perde mil vezes mais biodiversidade do que 50 anos atrás.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Começou a Corrida Maluca... Sorry, quis dizer Eleitoral]]></title>
<link>http://kitupiras.wordpress.com/2009/11/26/comecou-a-corrida-maluca-sorry-quis-dizer-eleitoral/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 12:49:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>kitupiras</dc:creator>
<guid>http://kitupiras.wordpress.com/2009/11/26/comecou-a-corrida-maluca-sorry-quis-dizer-eleitoral/</guid>
<description><![CDATA[Foi dada a alargada (sei, tem um “a” a mais – foi proposital)&#8230; E no páreo, José Ferra, Ô Dilll]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><a href="http://kitupiras.wordpress.com/files/2009/11/presidenciaveis2.jpg"><img class="size-full wp-image-383 aligncenter" title="presidenciaveis" src="http://kitupiras.wordpress.com/files/2009/11/presidenciaveis2.jpg" alt="" width="490" height="521" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Foi dada a alargada (sei, tem um “a” a mais – foi proposital)&#8230; E no páreo, José Ferra, Ô Dilllma á, Ciro Cirandinha Gomes e Marina Fina disputam cabeça, tronco e membros dos ditos 70% eleitores de Lúpula. A briga promete ser boa, mas como não assisto mesmo esses pastelões na TV, prefiro ver o Ciro pegar fogo aqui mesmo, em nosso democrático Blog! E combustível é o que não falta: tem os gravetos da Marina, as caixinhas de placebo (ou genérico, como preferirem) do Serra&#8230; E os óleos fósseis da ministra Dilma&#8230; Sem falar na piadinha com o Ciro que já foi citada logo acima.</p>
<p style="text-align:left;"><a name="pd_a_2303729"></a><div class="PDS_Poll" id="PDI_container2303729" style="display:inline-block;"></div><script type="text/javascript" language="javascript" charset="utf-8" src="http://static.polldaddy.com/p/2303729.js"></script>
		<noscript>
		<a href="http://answers.polldaddy.com/poll/2303729/">View This Poll</a><br/><span style="font-size:10px;"><a href="http://answers.polldaddy.com">trends</a></span>
		</noscript></p>
<p><span style="font-family:'Franklin Gothic Medium';">Interrompemos este post para a nossa propaganda gratuita:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:'Franklin Gothic Medium';">Só o Kitupiras sai sempre na frente para criar os panoramas mais sinceros sobre tudo o que vocês só verão bem depois, nos outros meios de comunicação.</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-family:'Franklin Gothic Medium';">Continue assistindo a nossa programação normal.</span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Amazon’s crusader, taking on the world]]></title>
<link>http://brazilianstudies.wordpress.com/2009/11/25/101/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 09:54:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>brazilianstudies</dc:creator>
<guid>http://brazilianstudies.wordpress.com/2009/11/25/101/</guid>
<description><![CDATA[Photo: Elza Fiúza – Agência Brasil By Juliet Eilperin, from The Washington Post When international c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://brazilianstudies.wordpress.com/files/2009/11/marina-silva3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-100" title="Marina Silva" src="http://brazilianstudies.wordpress.com/files/2009/11/marina-silva3.jpg?w=300" alt="" width="300" height="196" /></a></p>
<p>Photo: Elza Fiúza – Agência Brasil</p>
<p><strong> By Juliet Eilperin, from The Washington Post</strong></p>
<p>When international climate negotiators convene next month in Copenhagen, Brazilian politician Marina Silva will serve as the conference’s unofficial philosopher-activist. A native Amazonian who grew up in a community of rubber-tappers, Silva worked with murdered Amazonian activist Chico Mendes, won the prestigious Goldman Environmental Prize in 1996 and served as Brazil’s minister of the environment under President Luiz Inácio Lula da Silva from 2002 to 2008. She spoke with Washington Post environment reporter Juliet Eilperin during a recent visit to Washington; Stephan Schwartzman of the Environmental Defense Fund translated from the Portuguese. Excerpts:</p>
<p><em>What inspired you to do environmental work?</em></p>
<p>It was a combination of things. First, the sensibility I gained from living with the forest, from being born there and taking my sustenance from it until I was 16 years old. Second was my contact with liberation theology, with people like Chico Mendes, a connection that raised social and political consciousness about the actions of the Amazonian rubber-tappers and Indians who were being driven out of their lands because the old rubber estates were being sold into cattle ranches. These encounters made me become engaged with the struggle in defense of the forest. Later, I discovered that this was about “the environment” and the protection of ecosystems. It was an ethical commitment that these natural resources could not be simply destroyed.</p>
<p><em>How does your Amazon upbringing affect the way you see the issues at stake?</em></p>
<p>Without doubt, the experience of living in one of the most biologically and culturally diverse regions of the world has affected how I see the world. I see two time frames: forest time and city time. Forest time is slower; things have to be more fully processed; information takes a long time to get there, so people didn’t have access to new information. When a new idea arrived, you thought about it, elaborated on it, talked about it for a long time. So this way of thinking, reflecting on and developing ideas, helps me have a sense of the preservation of things, to not make rushed decisions.</p>
<p><em>In your view, how is the international community responding to climate change</em><em>?</em></p>
<p>We are already extremely close, in terms of the maximum of what is permissible in emissions. It’s an effort that both developing and developed countries have to make. What has been agreed to so far in the meetings leading up to Copenhagen is not terribly promising. Society has to reflect this kind of urgency to leaders, and leaders need to assume responsibility for taking on the issue, not only in terms of present interests but in terms of future interests.</p>
<p>What they would like to do, or what they would feel comfortable to do with the short-term time horizons of their mandates, is not enough.</p>
<p><em>To what extent do you think avoided deforestation in places like the Amazon can succeed at curbing global warming, given that deforestation accounts for 15 percent of the world’s annual greenhouse gas emissions?</em></p>
<p>For this process to last, to be sustainable over time, we need to change the process of development. It’s not enough to say what people can’t do. You have to tell them what they can do, how they can do it and provide them with the means to do it. In the case of the Amazon, there are 25 million people living there, and they need alternatives. If there are not alternatives, there will once again be tremendous pressure on the forest. What’s needed is a change in the fundamental economics of the Amazon to create sustainable expectations to meet the needs of the people.</p>
<p><em>How do you view the United States’ current work on climate change?</em></p>
<p>We’re enthusiastic about what’s going on in the United States, the fact that there’s been a law passed by the House of Representatives. The fact that climate-change legislation is on the agenda of the United States is tremendously important. It’s a huge change, after being absent from the international negotiations for nearly 10 years, that the United States has returned.</p>
<p>For this process to last, to be sustainable over time, we need to change the process of development. It’s not enough to say what people can’t do. You have to tell them what they can do, how they can do it and provide them with the means to do it. In the case of the Amazon, there are 25 million people living there, and they need alternatives. If there are not alternatives, there will once again be tremendous pressure on the forest. What’s needed is a change in the fundamental economics of the Amazon to create sustainable expectations to meet the needs of the people.</p>
<p><em>How do you view the United States’ current work on climate change?</em></p>
<p>We’re enthusiastic about what’s going on in the United States, the fact that there’s been a law passed by the House of Representatives. The fact that climate-change legislation is on the agenda of the United States is tremendously important. It’s a huge change, after being absent from the international negotiations for nearly 10 years, that the United States has returned.</p>
<p>I recognize that the United States not having legislation [passed] in the Senate creates a problem. At the same time, the sentiment of the international community is going to demand that these [industrialized] countries take on a long-term target, an 80 percent reduction in emissions by midcentury. It’s important that there’s agreement around a long-term target. President Obama and the Congress are beginning a discussion that should have happened 10 years ago. But the fact that it has begun is very promising.</p>
<p><em>How optimistic are you that the world’s nations will take on binding commitments to curb greenhouse gas emissions?</em></p>
<p>We already have the greater part of the technical responses that we need to address these problems. What we need to do is to put these technical responses and methods at the service of ethics, and take into consideration the fate of future generations.</p>
<p><em>Do you still live in the Amazon part of the time?</em></p>
<p>In my mind, I’m always in the Amazon. I just have a job that requires me to work in Brasilia for a certain time. I’m increasingly called upon to travel to other states in Brazil and outside of Brazil, but my reference point is Amazonia; it’s the locus from which I enter into dialogue with other regions of Brazil and the outside world. I make a point of returning to the Amazon at least once a month.</p>
<p><em>What was it like working with Chico Mendes? What might he make of Brazil’s and the world’s efforts on the environment today?</em></p>
<p>I worked and lived with Chico Mendes. It was sharing friendship and apprenticeship. It was principally a political apprenticeship, not in the sense of party politics, but the politics of how to relate to different parts of society, in this case the rubber-tappers. Chico Mendes had an enormous capacity for dialogue — even with those who were against him, who opposed him in the extreme — and to not let himself be intimidated by the seeming impossibility of dialogue. He didn’t allow other people’s indifference to influence him. Even if someone was indifferent to his cause, this didn’t mean he had to be indifferent to them. I learned that first we should count on relationships, on persuasion rather than conflict, on processes of co-authorship.</p>
<p>With regard to the efforts Brazil and the world have made on environmental issues, if Chico were alive he would agree that they are far beyond the times he experienced, when he had to confront the fury of those who wanted to do the same thing in the Amazon as was done in Brazil’s Atlantic forest and other Brazilian biomes. But he would also certainly conclude that these efforts are much less than the planet needs.</p>
<p><!-- sphereit end --></p>
<p><!-- sphereit end --></p>
<div>
<ul>
<li><a href="http://www.addtoany.com/share_save?sitename=BizBrazil%20-%20Business%20Opportunities%20in%20Brazil&#38;siteurl=http%3A%2F%2Fwww.theinformationcompany.net%2F&#38;linkname=&#38;linkurl=http%3A%2F%2Fwww.theinformationcompany.net%2F2009%2F11%2F25%2F650%2F"><img src="http://www.theinformationcompany.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" alt="Share/Save/Bookmark" width="256" height="24" /></a></li>
</ul>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Serra cai; Dilma, Ciro e Marina sobem, aponta pesquisa]]></title>
<link>http://blogumpoucodetudo.wordpress.com/2009/11/24/serra-cai-dilma-ciro-e-marina-sobem-aponta-pesquisa/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:43:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>andersongomex</dc:creator>
<guid>http://blogumpoucodetudo.wordpress.com/2009/11/24/serra-cai-dilma-ciro-e-marina-sobem-aponta-pesquisa/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; Nesta segunda-feira (23), o instituto CNT/Sensus divulgou uma nova pesquisa de intenção de vo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p>Nesta segunda-feira (23), o instituto CNT/Sensus divulgou uma nova pesquisa de intenção de voto na disputa pela Presidência da República.</p>
<p>Os números apontam o candidato José Serra (PSDB) na liderança, com 31,8%. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff aparece em segundo lugar, com 21,7%, seguida por Ciro Gomes (PSB), com 17,5%. A candidata Marina Silva (PV) é a quarta colocada, com 5,9% da preferência do eleitorado.</p>
<p>Na pesquisa anterior, divulgada em setembro, Serra aparecia com 39,5%, contra 19,5% da candidata petista e 4,8% para Marina Silva. Neste cenário, o candidato Ciro Gomes foi substituído por Heloísa Helena.</p>
<p>Para a CNT/Sensus, o recuo na intenção de voto em Serra reflete a forte rejeição ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).</p>
<p>Segundo a pesquisa, FHC teve a rejeição de 49,3% dos eleitores ouvidos pela CNT/Sensus em novembro &#8211; que não votariam em candidatos apoiados pelo tucano. Somente 17,2% dos entrevistados responderam que votariam em nomes apoiados pelo ex-presidente tucano.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário, teve índice de rejeição de apenas 16%, enquanto 51,7% dos entrevistados responderam que poderiam votar no candidato apoiado pelo petista.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>OUTROS CENÁRIOS</strong></p>
<p>1º TURNO &#8211; Sem José Serra e Ciro Gomes e com Aécio Neves: </p>
<p>Dilma: 27,9%; Aécio: 20,7%; Marina Silva: 10,4%</p>
<p>1º TURNO &#8211; Serra substituído por Aécio:</p>
<p>Ciro: 25%, Dilma: 21,3%; Aécio: 14,7%; Marina: 7,3%</p>
<p>1º TURNO &#8211; Com Serra e sem Ciro Gomes:</p>
<p>Serra: 40,5%; Dilma: 23,5%; Marina: 8,1% </p>
<p>A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou menos.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Esses números apontam uma queda vertiginosa do possível candidato José Serra. Em um ano, ele perdeu 15 pontos, índice bastante expressivo. Porém, há que se levar em conta que ainda é cedo para qualquer prognóstico, uma vez que estamos a um ano da votação.</p>
<p>Enquanto os demais partidos se apressam em anunciar quem serão seus representantes, no PSDB o movimento é totalmente inverso. A consequência dessa indecisão tucana já respinga nos números de ambos. Enquanto Serra cai consideravelmente, Aécio não consegue decolar.</p>
<p>Seus adversários agradecem.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ENTREVISTA DE GILBERTO GIL AO ESTADÃO]]></title>
<link>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/24/entrevista-de-gilberto-gil-ao-estadao/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:04:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>jarycardoso</dc:creator>
<guid>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/24/entrevista-de-gilberto-gil-ao-estadao/</guid>
<description><![CDATA[21 de novembro de 2009 VISÕES DE UM PASSAGEIRO DA POLÍTICA Em turnê pela Europa, compositor diz que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/11/gilbertogil1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1283" title="gilbertogil1" src="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/11/gilbertogil1.jpg" alt="" width="292" height="280" /></a></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">21 de novembro de 2009</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;"><strong>VISÕES DE UM PASSAGEIRO DA POLÍTICA</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Em turnê pela Europa, compositor diz que Brasil é um país menos preconceituoso, elogia FHC, Lula e Marina</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">por <strong>IVAN MARSIGLIA</strong>, do jornal O Estado de S.Paulo</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui (&#8230;)/ Naquela ausência/ De calor, de cor, de sal, de sol, de coração pra sentir</em>. Os versos do rock <em>Back in Bahia</em>, de Gilberto Gil, sobre o sentimento do exílio entre 1969 e 1972, não definem seu estado de espírito na última semana, quando revisitou a capital inglesa. Instalado no hotel Renaissance Chancery Court, tinha à mesa da suíte um exemplar da revista britânica The Economist, cuja capa traz o Cristo Redentor transformado em foguete, anunciando que o Brasil decolara de vez no mundo.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Por onde passou na turnê de seu novo CD, o acústico <em>Bandadois</em> – em que se apresenta em dobradinha com o filho Bem, mais o violoncelista Jaques Morelenbaum –, cumprindo uma agenda de shows na França, Inglaterra, Alemanha e Espanha, o assunto foi o mesmo.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">–</span></span> <span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Os repórteres só me perguntam disso, o Brasil, o Brasil. Fico pensando: “O que dizer?&#8221; – ri, satisfeito.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Aos 67 anos, o compositor baiano, que passou cinco anos e meio à frente do Ministério da Cultura do governo Luiz Inácio Lula da Silva, diz não ter saudades da política.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">–</span></span> <span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Está de bom tamanho – resume a experiência vivida em Brasília, que, além de um bocado de tempo e energia criativa, tirou-lhe parte do brilho da voz, desgastada nas intermináveis conversações ministeriais.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Por conta disso, diz ele nesta entrevista concedida ao Aliás [caderno do jornal O Estado de S.Paulo], tem feito exercícios diários de fonoaudiologia. Mas não se furta a falar quando o tema é o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado sexta-feira, no aniversário da morte do herói Zumbi dos Palmares.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Embora considere que a inclusão do negro na sociedade brasileira avançou desde a década de 60 – quando, aos 23 anos e já formado em economia, foi contratado como estagiário pela Gessy Lever, numa espécie de &#8220;experimento racial&#8221; –, Gil avalia que &#8220;é tijolo sobre tijolo, pedra sobre pedra, que essas coisas vão sendo construídas&#8221;.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A favor da política de cotas para negros nas universidades brasileiras, não concorda que elas estimulem visões antiquadas que dividem a raça humana em negros, brancos, amarelos. Vê nesse tipo de ação afirmativa uma técnica de reparação já testada em outros lugares. Então, por que não aplicá-la no Brasil, por um período?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Pelo caleidoscópio com que enxerga o País, Gil defende o filme <em>Lula, o Filho do Brasil</em> – &#8220;é a cultura que está pegando o bonde da popularidade dele, não o contrário&#8221; –, mas critica a falta de visão estratégica do presidente em relação aos temas de cultura e meio ambiente.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Faz um malabarismo conciliatório ao sair em defesa do amigo Caetano Veloso, que semanas atrás chamara Lula de analfabeto e grosseiro:</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">–</span></span> <span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Caetano se referiu a uma coisa da qual todos nos orgulhamos, o fato de um homem não letrado ter chegado à Presidência com tanto êxito.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Sexta-feira foi o Dia Nacional da Consciência Negra. Celebrar esse tipo de data faz diferença?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há uma percepção na humanidade inteira de que essas coisas, de modo geral, adiantam. Na década de 80, fui fazer um show em Washington e me telefonaram dizendo que Stevie Wonder queria me ver. Saímos para jantar juntos e perguntei o que ele tinha ido fazer na capital americana. &#8220;Estou batalhando pelo Martin Luther King Day&#8221;, ele respondeu, referindo-se à implantação de um feriado devotado à causa negra. O dia de homenagem a Martin Luther foi de fato oficializado (em 1986). E, anos depois, temos a eleição do primeiro presidente negro americano. Você pode me dizer que não teve nada a ver, mas no final das contas é tijolo sobre tijolo, pedra sobre pedra, que essas coisas vão sendo construídas.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Muito de sua obra musical vem da mistura de costumes, ritmos ou signos de que o Brasil é feito. Compartimentalizar o debate político entre ‘brancos’ e ‘negros’ pode vir a restringir as trocas culturais?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa não é a única compartimentalização que se nota dentro das totalidades. Compartimentalizações existem porque existem desigualdades, que precisam ser atacadas. E diferenças, que precisam ser respeitadas. Unidade não é uma abstração, é feita de partes que têm vida própria. Elas devem respeitar o sentido das totalidades, dos interesses comuns, então a política é feita disso. Se não existissem interesses particulares, não existiria política.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Como o senhor se posiciona a respeito da política de cotas para negros nas universidades?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis uma questão política, o ideal contemporâneo de fazer reparações, de refazer o equilíbrio que foi rompido em momentos específicos da história – como a escravidão. São técnicas de reparação. Sou a favor e tenho reiterado isso. Cotas já foram experimentadas em outros países, com êxitos e fracassos, e podem ser aplicadas no Brasil, parcialmente, periodicamente, até o momento em que funcionem ou deixem de funcionar. Experimenta, não custa nada.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Mas críticos dizem que essas ações podem reforçar a velha ideia de que a humanidade se divide em raças.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A questão não é racial, é social. São grupos humanos historicamente discriminados por alguma razão. No caso é &#8220;raça&#8221;, mas há tantas outras! As políticas compensatórias da pobreza, tipo Bolsa-Família, existem por isso, por causa de desigualdades e diferenças que precisam ser atacadas por uma visão mais aprofundada de humanismo, de republicanismo, de compromisso com a democracia, com a ideia do oferecimento de oportunidades mais ou menos iguais para todos. O argumento de que essas políticas podem intensificar processos racialistas&#8230; Sim, mas aí cabe a vigilância, cuidar para que o efeito colateral do remédio não seja mais forte do que seu efeito curativo.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Em entrevista de 2005, o senhor falou de sua passagem pela Gessy Lever, na década de 60, aos 23 anos. Disse que era uma espécie de “experimento racial” da empresa. De lá para cá, a inserção do negro na sociedade brasileira mudou?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Era um experimento que tinha esses componentes sociais e raciais. Eles queriam dar chance a setores das classes médias brasileiras que emergiam, para que viessem a ocupar postos de destaque, de comando, na empresa. A inserção do negro é um processo um tanto ambíguo, mas a situação tem melhorado, no estilo dois passos para frente, um para trás: se você somar, há um avanço, um deslocamento mínimo positivo. Você vê que a presença do preconceito, que era uma coisa muito forte e determinante das relações sociais no Brasil, tem se atenuado, diminuído. Estava lendo ontem mesmo sobre o ministro Joaquim Barbosa. Ele é um exemplo, é o negro que chegou ao Supremo pela primeira vez.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O Brasil é um país preconceituoso?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não creio que seja mais do que o conjunto da sociedade humana. Está na média. De certa forma há até mais cordialidade, compreensão, interracialidade e intersociabilidade na sociedade brasileira do que em outras.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Mas a cultura afro-brasileira é reconhecida como deveria no País? Grupos evangélicos de Salvador, por exemplo, estão tentando substituir o termo “acarajé” por “bolinho de Cristo” ou “acarajé de Jesus”.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Isso é, de novo, questão política. Quarenta anos atrás era a Igreja católica que, de certa forma, tentava se opor à proliferação e disseminação dos cultos de origem africana. E se associava ao Estado nessa tentativa de interdição do candomblé e da umbanda. Depois a igreja cedeu espaço, assim como o Estado: em 1972, na Bahia, caiu a lei que interditava os candomblés e os obrigava a tirar licença municipal para funcionar. E passaram, como qualquer outra religião, a ter garantido o seu direito de liberdade de culto. Agora os evangélicos, na sua emergência e luta por espaço político, se opõem aos católicos, aos cultos afro-brasileiros, etc. São grupos com novos apetites políticos.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Apetites que representam alguma ameaça?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ameaças há. No candomblé da minha mulher em Salvador houve um dia em que ela teve que confrontar um grupo de evangélicos que foi lá para a porta do terreiro e se pôs a gritar. Coisas assim acontecem. Agora, na perspectiva do deslocamento histórico, o candomblé já foi absorvido pela sociedade brasileira. E mais: está além-fronteiras, com presença forte no Uruguai, na Argentina, no Paraguai e outros países da América do Sul, tem milhões de adeptos, é respeitado. Fica restrito ao <em>frisson</em> político, à luta encetada por esses segmentos religiosos emergentes.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A umbanda e o candomblé perderam terreno nas favelas, onde proliferam igrejas evangélicas&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>É que o garimpo dos evangélicos se faz nas classes populares, onde há uma forte presença do negro e das religiões afro-brasileiras. É por isso que atacam especificamente esses setores e recrutam contingentes para as suas igrejas.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Nos cinco anos e meio em que o senhor esteve no Ministério da Cultura, não foram poucos os que lhe perguntaram se sentia saudade da música. Tem saudade da política?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Saudade, propriamente, não. Tenho lembranças boas e um sentimento de que foi um serviço prestado com muita dedicação e alguma relevância do ponto de vista da percepção da sociedade. Foi interessante servir a um presidente que marca um momento histórico da vida republicana brasileira, que é Lula. Foi um período da minha vida pensado para ser curto e que durou quase seis anos. Está de bom tamanho (risos).</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Na época, o senhor declarou que sua frustração foi não ter conseguido elevar a fatia do orçamento federal para o MinC de 0,5% para 1%. Com toda essa pujança da economia brasileira hoje, o País não aprendeu a valorizar sua cultura?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ainda não. No sentido de alçá-la a um patamar de instituição estratégica, prioritária, com quadros, com orçamento e atenção governamental, ainda não. É preciso ir além: pensar a cultura como elemento fundamental para o desenvolvimento, para a economia e para a cidadania. Cultura já é hoje um setor importante nos PIBs de vários países. No caso do próprio Brasil, entre 5% e 7% vêm do setor. E isso vai crescer com a migração da economia do <em>hardware</em> para o <em>software</em>, dos setores pesados para os setores leves. É preciso, portanto, prestar atenção nessa tendência. Nos EUA, a maior exportação já não é de armamento, mas de produtos culturais: filmes, jogos eletrônicos, música. O Brasil se ressente de não ter uma língua de ponta para lastrear suas investidas internacionais. Mas vai melhorando diante do enfraquecimento da hegemonia dos produtos culturais de língua inglesa no mundo. Estou vendo aqui na capa da The Economist, o Cristo decolando. E também no filme 2012, sobre o fim do mundo, o Cristo surge como ícone de civilização, tanto para o bem quanto para o mal. O Brasil está chamando a atenção do mundo.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Falando em cinema, o filme <em>Lula, o Filho do Brasil</em> será lançado com ingressos populares e todo um esquema de divulgação em massa, mas críticos têm apontado sua vocação como peça promocional&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas é promocional de quem? O filme foi feito por quem? Algum partido político ou algum ministério? É um filme que resolveram fazer sobre Lula. É a cultura que está pegando o bonde da popularidade dele, não o contrário. Óxente, estão fazendo um <em>blockbuster</em> com um tema popular! Agora mesmo foi lançado um filme chamado <em>Besouro</em>, também desenhado para ser um estouro do de bilheteria, com boa realização técnica. Ainda não o vi, mas até canto uma canção nele. Besouro é outro exemplo disso, um ídolo popular, negro, mitológico capoeirista que existiu na Bahia e é transformado em super-herói. Essa é uma tendência e o Brasil terá interesse de ocupar os espaços do grande cinema popular de massas, na linha de <em>Os Dois Filhos de Francisco</em>. Também no cenário musical não é mais a classe média que domina a produção. São as favelas de São Paulo e do Rio, as periferias de Salvador e Recife, que estão criando novos gêneros, ditando novas modas.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">No dia de seu desligamento do ministério, o senhor disse que cederia a canção <em>Refazenda</em> para divulgar “o avanço da agricultura familiar com os biocombustíveis”. Com a euforia do pré-sal, pouco se fala do assunto. Isso o preocupa?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Me preocupa sim. É aquela mania: acharam uma pepita de ouro, então não precisa mais trabalhar, plantar algodão, cebola. Vai viver da pepita de ouro. Não é assim. Nós estamos com a Convenção do Clima de Copenhague, que vai tratar do aquecimento global, batendo à porta. O petróleo, os combustíveis fósseis, são datados na história, ou seja, não são inesgotáveis. Está lá a luta de Obama, dos setores avançados do empresariado americano e da academia, em prol da prevalência das fontes alternativas. Não podemos nos descuidar disso. A instituição do meio ambiente no Brasil precisa ser fortalecida. É a mesma questão da cultura: o Ministério do Meio Ambiente ainda não está à altura, não tem orçamento, quadros, prestígio ou espaço no gabinete da Presidência, do jeito que deveria ter. Lula não dá a importância que deveria dar ao Ministério do Meio Ambiente.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O senhor diria que o pré-sal é uma bênção ou uma maldição?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nem bênção nem maldição. É um recurso adicional num setor que ainda significa riqueza. Mas é só isso. O Brasil vai ter uma folga em combustível fóssil – e isso ajuda o País a pesquisar novas alternativas energéticas. Vai inclusive poder investir mais em pesquisa.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A senadora Marina Silva deixou o PT para ingressar em seu partido, o PV, e lançar-se candidata à Presidência da República. O senhor vai mesmo apoiá-la?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Já estou na campanha dela. Não preciso nem explicar o que ela significa. É como Caetano disse: politicamente e socialmente, Marina é um Lula, é um Obama. É uma mestiça brasileira que emerge, é mulher também, preparada, sensível, culta no sentido da vida e das coisas que circulam na periferia da política, é imersa nisso tudo desde a adolescência. Gosto muito dela. Nós trabalhávamos no mesmo prédio em Brasília, convivemos muito, temos afinidades. Confio nela.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Politicamente, ela significa o novo?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Sem dúvida. É um deslocamento no sentido do avanço. Assim como Fernando Henrique foi um belo presidente para o País e deixou espaço para que Lula o sucedesse de forma ainda mais interessante, uma presidência com Marina Silva seria um avanço ainda maior para o País. Do ponto de vista simbólico e, estou seguro, também do ponto político e pragmático. Pois ela seria hábil o suficiente para se cercar do que pode haver de melhor hoje no País, estabelecer diálogos com áreas importantes do pensamento brasileiro e do empreendedorismo.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">E o que o senhor achou do complemento da frase de Caetano: “Marina não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Caetano disse claramente nas explicações que deu depois da entrevista, que foi apenas descritivo. Quis dizer uma coisa que é pública no Brasil: os linguistas aplaudem e o próprio Lula gosta do fato de ser visto como uma pessoa iletrada que chegou lá. Só que Caetano usou os termos mais chulos (risos) para se referir a uma coisa que todo o mundo admite, e da qual todos nos orgulhamos, o fato de um homem não letrado ter chegado à Presidência com tanto êxito.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Os discursos que fez e as conversas que teve em Brasília danificaram a sua voz. Como ela está?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Está indo bem. Voltei a cantar mais do que falar e tenho mantido cuidados fonoterápicos permanentes. Faço exercícios de voz diários para fortalecimento do aparelho vocal. Então minha voz tem estado bem melhor do que à época em que estava no ministério.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">E que tal está o novo CD e DVD, o acústico <em>Bandadois</em>?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Havia uma demanda por parte de muita gente, fãs e amigos, para que eu me dedicasse a esse modelo simples, suave, do projeto acústico. Desde o disco <em>Gil Luminoso</em> (1999), que foi um projeto de voz e violão, tenho me dedicado a incursões por esse formato. Juntei-me a meu filho Bem, no <em>Bandadois</em>, e agora veio o Jaques Morelenbaum. Então, é um &#8220;bandatrês&#8221;. Um modelo que me dá tranquilidade, é mais manso, o uso da voz é mais moderado e não tenho que brigar com a intensidade timbrística das percussões ou instrumentos elétricos. Propicia uma expressividade mais sob meu próprio domínio e batuta. Mas também gosto das performances “stoneanas”, tão típicas de Londres (risos).</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Hoje o senhor revê Londres com alegria ou melancolia?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A lembrança daqui é boa. Ainda hoje saí à rua com a Gilda (Mattoso, assessora do cantor), vendo as pessoas, os prédios, as ruas, a arquitetura, ônibus específicos&#8230; Londres é um lugar diferente, tem sua marca própria. Dizem que a Inglaterra é a China do Ocidente.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Na entrevista que deu ao “Aliás” quatro anos atrás, o senhor disse que seus filhos não iriam viver dos seus direitos autorais. Vimos, de fato, a autoria ser colocada em questão no mundo da internet. Qual é sua visão hoje?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>De fato, há um desmantelamento, uma desconstrução do modelo clássico de autoria, que estava em vigência até agora. E muita coisa vira escombros, ruína, com prejuízos a grupos de interessados e titulares de direitos que viviam disso. Mas há um segundo aspecto importante no princípio do direito autoral, que é o acesso à obra, e que vem emergindo. Uma extensão imensa da acessibilidade e da própria autoralidade: falo das novas mini e microautoralidades que são proporcionadas pelo mundo digital. Todas as formas artísticas vão passar a ter uma dimensão mais pública mesmo. E para o atendimento dessa dimensão será preciso redesenhar todo um sistema legal e de direitos.</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O que a sua parabólica anda captando em termos de cenário político para o Brasil?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os fatos e os gestos internos, do próprio Brasil e do mundo, falam de forma mais eloquente do que eu poderia falar. Hoje o País é reconhecido e Lula é uma liderança mundial. Viajo pelo mundo todo e fico vendo: os repórteres só me perguntam disso, o Brasil, o Brasil. Eu fico pensando: &#8220;O que vou dizer a eles?&#8221; Não tenho nada a dizer. Eu sou o Brasil (risos).</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Interview with Marina Silva in the Washington Post]]></title>
<link>http://brazilportal.wordpress.com/2009/11/23/interview-with-marina-silva-in-the-washington-post/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:30:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Brazil Institute</dc:creator>
<guid>http://brazilportal.wordpress.com/2009/11/23/interview-with-marina-silva-in-the-washington-post/</guid>
<description><![CDATA[Courtesy of flickr user Revista Forum Juliet Eilperin-The Washington Post, 11/22/09 &#8220;When inte]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_2619" class="wp-caption alignleft" style="width: 121px"><a href="http://brazilportal.wordpress.com/files/2009/11/marinasilva_revista-forum.jpg"><img class="size-medium wp-image-2619  " title="marinasilva_revista Forum" src="http://brazilportal.wordpress.com/files/2009/11/marinasilva_revista-forum.jpg?w=198" alt="" width="111" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Courtesy of flickr user Revista Forum</p></div>
<p><em>Juliet Eilperin-The Washington Post</em>, 11/22/09</p>
<p>&#8220;When international climate negotiators convene next month in Copenhagen, Brazilian politician Marina Silva will serve as the conference&#8217;s unofficial philosopher-activist. A native Amazonian who grew up in a community of rubber-tappers, Silva worked with murdered Amazonian activist Chico Mendes, won the prestigious Goldman Environmental Prize in 1996 and served as Brazil&#8217;s minister of the environment under President Luiz Inácio Lula da Silva from 2002 to 2008. She spoke with Washington Post environment reporter Juliet Eilperin during a recent visit to Washington; Stephan Schwartzman of the Environmental Defense Fund translated from the Portuguese.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/11/20/AR2009112002910.html?sid=ST2009112003699" target="_blank">Read the full interview&#8230;</a></p>
<p><a href="http://brazilportal.wordpress.com/2009/11/19/watch-the-road-to-copenhagen-perspectives-on-brazil-china-and-india/" target="_blank">Watch the conference, &#8220;The Road to Copenhagen: Perspectives on Brazil, China and India,&#8221; featuring Senator Marina Silva.</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Surpresas]]></title>
<link>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/23/surpresas/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 12:36:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>rapha3</dc:creator>
<guid>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/23/surpresas/</guid>
<description><![CDATA[Uma pesquisa realizada no DF põe o tucano José Serra com 30% das intenções de votos para presidente.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma pesquisa realizada no DF põe o tucano José Serra com 30% das intenções de votos para presidente. Para a surpresa dos analistas, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) empatam na casa dos 12%.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trechos da entrevista do ex-ministro Gilberto Gil, ao Estadão]]></title>
<link>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/22/trechos-da-entrevista-do-ex-ministro-gilberto-gil-ao-estadao/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 03:50:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
<guid>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/22/trechos-da-entrevista-do-ex-ministro-gilberto-gil-ao-estadao/</guid>
<description><![CDATA[Trechos da entrevista de Gilberto Gil Estadão A senadora Marina Silva deixou o PT para ingressar em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Trechos da entrevista de Gilberto Gil </em></p>
<p><em> Estadão</em></p>
<p><strong>A senadora Marina Silva deixou o PT para ingressar em seu partido, o PV, e lançar-se candidata à Presidência da República. O senhor vai mesmo apoiá-la?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Já estou na campanha dela. Não preciso nem explicar o que ela significa. É como Caetano disse: politicamente e socialmente, Marina é um Lula, é um Obama. É uma mestiça brasileira que emerge, é mulher também, preparada, sensível, culta no sentido da vida e das coisas que circulam na periferia da política, é imersa nisso tudo desde a adolescência. Gosto muito dela. Nós trabalhávamos no mesmo prédio em Brasília, convivemos muito, temos afinidades. Confio nela.</p>
<p><strong>Politicamente, ela significa o novo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sem dúvida. É um deslocamento no sentido do avanço. Assim como Fernando Henrique foi um belo presidente para o País e deixou espaço para que Lula o sucedesse de forma ainda mais interessante, uma presidência com Marina Silva seria um avanço ainda maior para o País. Do ponto de vista simbólico e, estou seguro, também do ponto político e pragmático. Pois ela seria hábil o suficiente para se cercar do que pode haver de melhor hoje no País, estabelecer diálogos com áreas importantes do pensamento brasileiro e do empreendedorismo.</p>
<p><strong>E o que o senhor achou do complemento da frase de Caetano: ‘Marina não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro’?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Caetano disse claramente nas explicações que deu depois da entrevista, que foi apenas descritivo. Quis dizer uma coisa que é pública no Brasil: os linguistas aplaudem e o próprio Lula gosta do fato de ser visto como uma pessoa iletrada que chegou lá. Só que Caetano usou os termos mais chulos (risos) para se referir a uma coisa que todo o mundo admite, e da qual todos nos orgulhamos, o fato de um homem não letrado ter chegado à Presidência com tanto êxito.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OS PODRES PODERES DE LULA]]></title>
<link>http://reinaldoazevedo.wordpress.com/2009/11/20/os-podres-poderes-de-lula/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 18:47:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Reinaldo Azevedo</dc:creator>
<guid>http://reinaldoazevedo.wordpress.com/2009/11/20/os-podres-poderes-de-lula/</guid>
<description><![CDATA[São autoritários. São brutais. Nada escapa a seu projeto de poder. Nem as vidas privadas. Nem as fam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[São autoritários. São brutais. Nada escapa a seu projeto de poder. Nem as vidas privadas. Nem as fam]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Watch: "The Road to Copenhagen: Perspectives on Brazil, China and India"]]></title>
<link>http://brazilportal.wordpress.com/2009/11/19/watch-the-road-to-copenhagen-perspectives-on-brazil-china-and-india/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 16:09:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Brazil Institute</dc:creator>
<guid>http://brazilportal.wordpress.com/2009/11/19/watch-the-road-to-copenhagen-perspectives-on-brazil-china-and-india/</guid>
<description><![CDATA[The event, hosted by Brazil Institute and Environmental Defense Fund, features Senator Marina Silva,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3>The event, hosted by Brazil Institute and Environmental Defense Fund, features Senator Marina Silva, Dr. Kenneth G. Lieberthal, and Raymond E. Vickery Jr.</h3>
<h3>
<p>&#160;</p>
<p><div id="attachment_2579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 384px"><a href="http://www.wilsoncenter.org/ondemand/index.cfm?fuseaction=home.play&#38;mediaid=E9367654-C263-A7A1-A38FB5406093E740"><img class="size-full wp-image-2579" title="Marina-Silva" src="http://brazilportal.wordpress.com/files/2009/11/marina-silva1.jpg" alt="" width="374" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">Click here to watch the video.</p></div></h3>
<p>The event covers the evolving domestic debates and international posture of these three emerging powers on climate change.</p>
<p>Marina Silva, a leader of the Brazilian environmental movement and former Minister of Environment of Brazil, recently left the Workers Party and is seen as a potential Green Party candidate for the Brazilian presidential elections of 2010. Kenneth G. Lieberthal, preeminent China scholar, served as Special Assistant to the President for National Security Affairs and senior director for Asia on the National Security Council from August 1998 to October 2000. Raymond E. Vickery Jr. is widely known for his work promoting U.S.-India economic cooperation and served as Assistant Secretary of Commerce for Trade Development, where he launched the U.S.-India Commercial Alliance. He is a former Wilson Center Public Policy Scholar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Precisamos de um Ron Paul]]></title>
<link>http://ocaipira.wordpress.com/2009/11/19/precisamos-de-um-ron-paul/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 06:03:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>O Caipira</dc:creator>
<guid>http://ocaipira.wordpress.com/2009/11/19/precisamos-de-um-ron-paul/</guid>
<description><![CDATA[Precisamos de caras como Ron Paul governando Nações mundo afora. A resposta não é Dilma, José Serra,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Precisamos de caras como Ron Paul governando Nações mundo afora. A resposta não é Dilma, José Serra,]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Curtas de Quinta]]></title>
<link>http://republicadosbananas.com.br/2009/11/18/curtas-de-quinta-12/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 23:26:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Os Bananas</dc:creator>
<guid>http://republicadosbananas.com.br/2009/11/18/curtas-de-quinta-12/</guid>
<description><![CDATA[Lula, o filho do Brasil O filme de Fábio Barreto abriu ontem a 42ª edição do Festival de Brasília do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Lula, o filho do Brasil</strong></p>
<p>O filme de Fábio Barreto abriu ontem a 42ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A &#8220;ministraiada&#8221; compareceu em peso, assim como vários políticos. Mas não se engane, o filme não é político. Não é, não é e não é. Foi isso o que todo mundo saiu dizendo, em coro.</p>
<p>Sob coro de vaias, o diretor foi hostilizado pelo público. Não pelo conteúdo do filme, mas por pedir o mínimo de bom senso ao sugerir uma sessão extra, já que o auditório estava superlotado e poderia comprometer a segurança, sem dizer que os próprios atores do filme ficaram sem lugar para sentar por um breve momento.</p>
<p>O orçamento de “Lula, o filho do Brasil” é alto para os padrões nacionais – cerca de R$ 16 milhões. Mas assim que o filme começa, antes dos créditos, uma mensagem já trata de esclarecer que o filme foi feito sem leis de incentivo nem apoio de governo municipal, estadual ou federal.</p>
<p>Ora bolas, pra quê? Já não falaram que o filme não é político; não é eleitoreiro? Então é só mais um. Não precisava declarar da onde veio ou da onde deixou de vir o dinheiro. Mas já que houve essa preocupção, será que nessa introdução o diretor fez questão de colocar que a Camargo Correia e a Odebrecht, gigantes do ramo das construtoras que ganharam várias licitações em todas as esferas do governo, patrocinaram o filme?</p>
<p><a href="http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI4107945-EI1176,00.html" target="_blank">Para quem quiser saber mais detalhes do filme, clique aqui (spoilers).</a></p>
<p><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/foto/0,,32967199-FMM,00.jpg" alt="Foto: Divulgação/Divulgação" width="481" height="343" /></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Mensalão &#8211; Golpe</strong></p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1376223-5601,00.html" target="_blank">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista gravada a uma emissora de TV, que o mensalão &#8220;foi uma tentativa de golpe&#8221; da oposição. Para Lula o esquema não existiu e “foi a maior armação já feita contra o governo”.</a></p>
<p>Lula quer reescrever a história. Ele sabe que a História é contada pelos vencedores. E como Lula saiu ileso, logo se sente no direito de achar que venceu, assim como venceu a eleição de 2006, mesmo com o auge dos escândalos explodindo nas cabeças de seus companheiros mais próximos.</p>
<p>Na época Lula não disse que o mensalão era uma farsa e não defendeu abertamente petistas históricos como defende hoje. Antes prevalecia o “eu não sabia de nada”, “eu fui traído”. Se antes Lula se posava de vítima, agora completou colocando a oposição como ré da maior mancha de seu governo. Convenhamos, Lula é um político extremamente hábil.</p>
<p>Mas então, já que o mensalão foi um golpe, quem são os culpados? Uma acusação dessa necessita vir acompanhada de processos, afinal se ninguém for condenado, quer dizer que os “golpistas” estão à solta e poderão armar outro(s) golpe(s) contra o nosso país, contra a democracia, contra as nossas instituições, etc. Certo?</p>
<p>Nada disso. Lula não quer e não teria o porquê levar essa história adiante. Por ora, basta. “Depois que eu deixar a Presidência vou querer me inteirar um pouco mais disso, mas, como presidente, não posso ficar futucando”, disse o presidente.</p>
<p><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://www.radarsindical.com.br/blogdoneto/wp-content/uploads/2009/10/lula_positivo.jpg" alt="" width="288" height="424" /></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Kassab – IPTU em SP</strong></p>
<p>O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, enviou para a Câmara um projeto de lei que vai aumentar em 40% o IPTU para casas e apartamentos e em 60% para os imóveis não-residenciais.</p>
<p>O aumento se dá pela Planta Genérica de Valores (PGV), tabela usada para calcular a valorização de cada ponto da cidade. O reajuste garantirá cerca de R$ 1,15 bi nos cofres da prefeitura.</p>
<p>O prefeito disse que o aumento não se deu por causa da necessidade de verba para cumprir com promessas eleitorais, já que ele é o maior cabo eleitoral de Serra e São Paulo é o maior domicílio eleitoral do país.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Ciro e Aécio</strong></p>
<p>Ciro e Aécio almoçaram juntos em BH, ontem, terça-feira(17). A idéia de ambos é mostrar força nos bastidores e continuar exposto na mídia. Ciro disse que tiraria seu cavalo da chuva caso Aécio consiga se viabilizar como o candidato tucano para a eleição presidencial de 2010.</p>
<p>Perguntado se aceitaria ser vice na chapa encabeçada por Aécio, Ciro Gomes se esquivou: &#8220;Sobre candidatura, meu partido é quem decide,&#8221; afirmou.</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4106624-EI7896,00.html" target="_blank">Aécio Neves agradeceu o apoio, e antes de se reunir para almoçar com Ciro, disse que pretende, até janeiro, finalizar os ajustes para a sua pré-candidatura: &#8220;Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Nossas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias. Acho que para o Brasil, independente da eleição, é importante que no futuro os homens de bem conversem e construam uma agenda. Ciro e eu vamos estar, de uma forma ou de outra, próximos porque temos uma visão muito parecida de quais são os desafios do Brasil,&#8221; disse.</a></p>
<p>Já imaginaram uma chapa Aécio-Ciro? Que afinidades os dois têm? Ciro detona FHC e o culpa por todos os males do país, além de disparar ofensas pouco cristãs para o lado de Serra. Quer dizer que Aécio concorda?</p>
<p>Ciro disse ainda que é necessário “não permitir que o País dê tanto espaço à fisiologia, ao clientelismo, à <strong>corrupção muitas vezes como tem sido dado ao longo dos últimos 16 anos no Brasil</strong> em função da radicalização paroquial entre o PT e o PSDB de São Paulo&#8221;. Quer dizer que PT e PSDB (paulista) são corruptos. Aécio concorda? Afinal, de que lado Aécio está? Cobrar Ciro de uma definição seria pedir demais.</p>
<p>Enfim, quais são as afinidades políticas que eles têm? Seja lá qual for, essa aproximação de Aécio com Ciro só demonstra que ambos não são confiáveis; não são “de partido”. Um está se apoiando no outro para demonstrar força e barganhar futuramente com os seus respectivos candidatos oficiais. Ciro cobrará Dilma e Aécio cobrará Serra. E só.</p>
<p><a href="http://osbananas.files.wordpress.com/2009/11/aciociro.jpg"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="aécio-ciro" src="http://osbananas.files.wordpress.com/2009/11/aciociro_thumb.jpg?w=444&#038;h=335" border="0" alt="aécio-ciro" width="444" height="335" /></a></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Obama na Ásia</strong></p>
<p>A coisa está feia para Obama. Ontem foi anunciado o índice de aprovação do presidente estadounidense, que bateu recorde negativo e está abaixo dos 50%. Essa semana, em visita a China, <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091117/not_imp467580,0.php" target="_blank">Obama discursou em defesa da liberdade de informação e de outros valores centrais dos EUA que considera universais, como participação política, liberdade religiosa e respeito às minorias.</a> O problema é que o discurso foi censurado pela ditadura chinesa. O principal assunto vetado foi a defesa de Obama pela internet livre, algo bem distante do país que sediou as últimas Olimpíadas.</p>
<p>Esse não foi o único fato embaraçoso para Obama. No Japão, ele se curvou em reverência ao imperador, ato tradicional naquele país. Pronto. Foi o suficiente para os conservadores americanos causarem polêmica. Para eles, o presidente dos EUA não deveria se curvar diante de um líder estrangeiro. Só faltou avisar a eles que o significado de se curvar lá é diferente de se curvar aqui.</p>
<p><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,32973303,00.jpg" alt="Foto: AFP" width="467" height="333" /></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>75º</strong></p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/11/17/ult1859u1865.jhtm" target="_blank">Em mais um ano consecutivo, o Brasil teve mau desempenho no relatório do Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional. O país marcou índice de 3,7 em uma escala que vai de zero (países vistos como muito corruptos) a dez (considerados pouco corruptos) e ficou em 75º em um ranking de 180 países avaliados. No ano passado, o país teve um índice de 3,5 de percepção de corrupção.</a></p>
<p>Em 2009, entre os países da América Latina, o Brasil aparece abaixo de Chile, Uruguai, República Dominicana, Costa Rica e Cuba no ranking. Em todo o mundo, países como Itália, Brunei, Coreia do Sul, Turquia, África do Sul, Hungria, Geórgia e Gana tiveram índices melhores do que o Brasil.</p>
<p><img title="Transparência Internacional/Arte UOL" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0911/CPI2009.gif" border="0" alt="Transparência Internacional/Arte UOL" width="516" height="387" /></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Heloísa Helena apóia Marina</strong></p>
<p>A pré-candidata pelo PV, Marina Silva, parece ter ganho um reforço importante rumo a sua caminhada a 2010. Heloísa Helena, presidente do PSOL declarou seu apoio a Marina, retirou seu nome da disputa e afirmou que quer mesmo é voltar ao Senado.</p>
<p>Heloísa ressaltou o viés ambiental de Marina e disse que ela é a única que pode explorar a temática do desenvolvimento sustentável com inclusão social, o resto faria apenas um “artificialismo eleitoreiro que beira ao cinismo”.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Retrospectiva 2009</strong></p>
<p>Final de ano, festa, amigos, família, comida farta, presentes e sempre tem aquelas chatas retrospectivas. Na política, então, é mais do que chata. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1377766-5601,00.html" target="_blank">Lembre aqui alguns casos que marcaram o Congresso Nacional em 2009</a>.</p>
<p>Teve a farra das passagens, atos secretos, a lama do Senado Federal, os casos Sarney, etc. Mas cuidado, o título do matéria diz tudo: “safra de escândalos no Congresso livrou todos os parlamentares de punição”. Antes de ler, providencie uma pizza para comemorar.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Apagão</strong></p>
<p>Primeiro foram as intempéries – raio, trovões, descargas elétricas, etc. Depois a culpa foram de três curto-circuitos praticamente simultâneos. E agora surge uma nova possibilidade, a de que houve excesso de água das chuvas que teriam comprometido o funcionamento dos “isoladores” do sistema elétrico, levando ao desligamento das linhas.</p>
<p>Fato mesmo é que ontem quem apareceu foi Sarney. O presidente do Senado disse entender o bate-boca político em torno do tema, mas disse que o apagão foi causado por condições metereológicas. Vale lembrar que Edison Lobão, Ministro das Minas e Energia, só assumiu o cargo graças à força política de Sarney e do PMDB. Além do ministério, o PMDB também comanda a presidência de Furnas, a Eletrobrás e a Eletronorte.</p>
<p>E ontem aconteceu a discussão mais séria sobre o assunto. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1383576-5601,00.html" target="_blank">O senador Arthur Virgílio sugeriu que se convocasse uma entidade esotérica para explicar o apagão na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado.</a></p>
<p>“Dizem que foi raio, que foi tempestade. Ninguém sabe. Já que ninguém sabe, vamos chamar a Fundação Cacique Cobra Coral para dar uma opinião de vidência já que a ciência e a administração pública não respondem às nossas dúvidas”, disse o tucano.</p>
<p>Segundo o site da fundação, sua missão é minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. O site faz alertas principalmente sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, e tem um serviço próprio de meteorologia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Heloísa apoia Marina e se lança ao Senado]]></title>
<link>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/18/heloisa-apoia-marina-e-se-lanca-ao-senado/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 11:54:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>rapha3</dc:creator>
<guid>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/18/heloisa-apoia-marina-e-se-lanca-ao-senado/</guid>
<description><![CDATA[A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, disse ontem em entrevista à Folha que a candidata do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, disse ontem em entrevista à Folha que a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (PV), é o único nome capaz de promover o debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social.</p>
<p>Excluindo-se da disputa ao Planalto em 2010, ela deixou claro que seu objetivo é voltar ao Senado, onde ocupou uma cadeira entre 1999 e 2007.</p>
<p>&#8220;Quem, como eu, move os passos políticos independentemente da dinâmica e contas eleitorais se sente na feliz obrigação de apoiar Marina&#8221;, disse. &#8220;Marina é o nome que tem condições de fazer esse debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social. Qualquer outro nome que o faça é de um artificialismo eleitoreiro que beira ao cinismo&#8221;, completou.</p>
<p>Sem citar nomes, Heloísa criticou os colegas de partido contrários à coligação com o PV. &#8220;A medíocre matemática eleitoral não pode mover os passos de um partido como o PSOL&#8221;, afirmou.</p>
<p>Apesar de defender a aliança com Marina, ela disse que não vai passar por cima das discussões do partido. Na quinta passada, o PSOL divulgou nota ressaltando que a decisão sobre a sucessão presidencial se dará numa conferência eleitoral em março do ano que vem. Assinante do jornal leia mais em: Heloísa apoia Marina e se lança ao Senado </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ainda sobre a declaração polêmica de Caetano Veloso ]]></title>
<link>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/16/declaracao-polemica-de-caetano-veloso/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 19:57:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
<guid>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/16/declaracao-polemica-de-caetano-veloso/</guid>
<description><![CDATA[Não vejo que Caetano Veloso foi preconceituoso com relação a sua declaração. Pelo contrário, no even]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Não vejo que Caetano Veloso foi preconceituoso com relação a sua declaração.</p>
<p style="text-align:justify;">Pelo contrário, no evento que ele falou disso, mesmo que com palavras mal colocadas e termos agressivos, ele  comparava Lula e Marina, manifestando apoio a candidatura à presidência da república de uma ex-seringueira e  ex-empregada doméstica que estudou, se esforçou, se graduou em História e hoje é uma senadora da república.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marina Silva, da pobreza à vida acadêmica e política]]></title>
<link>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/16/marina-silva-da-pobreza-a-vida-academica-e-politica/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:26:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
<guid>http://guilhermefonseca.wordpress.com/2009/11/16/marina-silva-da-pobreza-a-vida-academica-e-politica/</guid>
<description><![CDATA[A ex-ministra e senadora Marina Silva tem uma biografia que poderia ter sido imaginada por um roteir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A ex-ministra e senadora Marina Silva tem uma biografia que poderia ter sido imaginada por um roteirista de cinema, com passagens que incluem o serviço doméstico, o corte de seringa e o comando de um ministério.</p>
<p style="text-align:justify;">Marina nasceu em 1958 no Acre, em uma colocação de seringa chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco, segunda mais velha de uma família de oito filhos. Para ajudar a pagar uma dívida contraída pelo pai, Marina e as irmãs cortaram seringa, plantaram, caçaram, e pescaram.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem escola, aos 14 anos de idade, aprendeu a ver as horas no relógio e a fazer as quatro operações básicas da matemática. Estudou no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), fez o curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e a escrever, fez supletivo de 1º grau e de 2º grau.</p>
<p style="text-align:justify;">Na juventude, sonhava em ser freira até começar a frequentar reuniões das Comunidades Eclesiais de Base e aproximar-se de grupos de teatro amador. Foi aí que Marina ingressou na vida política, ainda não-partidária, dos movimentos sociais.</p>
<p style="text-align:justify;">Perdeu a mãe aos 15 anos e teve de assumir a chefia da casa e a criação dos irmãos, já que a mais velha já tinha casado. Aos 16, teve uma hepatite que a levou a conhecer a vida urbana – Marina saiu da região de seringal onde vivia e passou a viver na cidade, onde trabalhou como empregada doméstica.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Universidade</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Aos 20 anos, teve uma nova hepatite que a levou a São Paulo em busca do tratamento. Ao retornar, ingressou na universidade, onde descobriu o marxismo, e cursou história. Neste período, durante a ditadura militar, passou a atuar em grupos políticos semi-clandestinos.</p>
<p>Na década de 1990, quando era deputada estadual, Marina passou mal em uma viagem ao interior do Acre. Ela teve de ser trazida rapidamente para a capital e ficou internada em um hospital com estado de saúde grave. Depois de meses de exames no Brasil e no exterior, descobriu tratar-se de uma contaminação por metais pesados, decorrente, provavelmente, de tratamentos contra a leishmaniose, quando ainda vivia no seringal. A doença causou problemas neurológicos e atingiu vários órgãos. Após tratamento, a ministra diz ter 80% das capacidades físicas, mas ainda vive sob rígido regime alimentar.</p>
<p>Marina casou-se duas vezes e é mãe de quatro filhos – Shalom, Danillo, Moara e Mayara.</p>
<p><strong>Vida política</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A vida política de Marina Silva começou em 1984, quando fundou a CUT no Acre, junto a Chico Mendes. Ele foi coordenador, ela, vice. Participou das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros.</p>
<p style="text-align:justify;">Marina filiou-se ao PT em 1985, e, em 1986, candidatou-se a deputada federal. Em 1988, foi eleita vereadora. Em 1990, deputada estadual, com a maior votação do Estado. Em fevereiro de 1995, iniciou seu primeiro mandato de senadora, aos 36 anos, pelo PT, como representante do Acre. Em 2002 foi reeleita.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2003, Marina assumiu o cargo de ministra do Meio Ambiente na primeira gestão do governo Lula. Ela foi convidada para continuar na equipe do segundo mandato, onde ficou até 2008.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://transparenciapocoverde.blogspot.com/2009/08/marina-silva-biografia-de-uma-mulher-de.html">Transparência Poço Verde</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jornal de domingo: Marcelino &amp; Marina]]></title>
<link>http://papagoiaba.wordpress.com/2009/11/16/jornal-de-domingo-marcelino-marina/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 01:55:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Julio Ibelli</dc:creator>
<guid>http://papagoiaba.wordpress.com/2009/11/16/jornal-de-domingo-marcelino-marina/</guid>
<description><![CDATA[O blog anda às moscas, eu sei. Bola pra frente. Primeiro, o escritor Marcelino Freire (hype na Reale]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O blog anda às moscas, eu sei. Bola pra frente.</p>
<p>Primeiro, o escritor <a href="http://www.eraodito.blogspot.com/" target="_blank">Marcelino</a> <a title="Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelino_Freire" target="_blank">Freire</a> (hype na <a title="oficial" href="http://www.realejolivros.com.br" target="_blank">Realejo</a> <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com/" target="_blank">Livros</a> &#8211; pelo menos entre alguns funcionários), ilustrando o meu &#8216;drama caiçara&#8217; [sic] (&#8216;a vida não anda boa?? Mas tem sempre a praia pra aliviar, né?&#8217;), <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091115/not_imp466714,0.php" target="_blank">n&#8217;OESP</a>:</p>
<blockquote>
<h2>Estava <span style="text-decoration:underline;">cansado de tanta beleza, sol, praia&#8230;</span> (&#8230;) eu queria essa bagunça. (&#8230;) preciso de uma cidade veloz. (&#8230;) Recife amanhece. São Paulo <span style="text-decoration:underline;">acorda</span>. Eu <span style="text-decoration:underline;">precisava de uma cidade que me acordasse</span>.</h2>
</blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/rparada/2846118294/"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3096/2846118294_42245a3833.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/televisaocultura/3947987068/"><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2598/3947987068_44a240d54b.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a></p>
<blockquote><p><a title="tb n'OESP" href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,pai-de-todos-os-apagoes-melou-festa-de-sinatra,466733,0.htm" target="_blank">(&#8230;) o palanque armado pelo governo para, formalmente, anunciar a queda no índice de desmatamento da Amazônia e, efetivamente, <strong>promover a candidatura da ministra à sucessão de Lula</strong>, conferindo-lhe feitos que, <strong>como é sabido em qualquer igarapé, pertencem ao currículo da senadora Marina Silva</strong>.</a></p></blockquote>
<h2><span style="color:#ff6600;">+no Papa</span><br />
<a href="http://papagoiaba.wordpress.com/category/livros/" target="_blank"><span style="color:#808000;">livros</span></a><br />
<a href="http://papagoiaba.wordpress.com/?s=marina+silva" target="_blank"><span style="color:#339966;">Marina</span></a><br />
<a href="http://papagoiaba.wordpress.com/category/politica/" target="_blank"><span style="color:#808080;">política</span></a></h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enquanto seu Lobão se enrola...]]></title>
<link>http://acaoinstantanea.wordpress.com/2009/11/15/enquanto-seu-lobao-se-enrola/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:45:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>brunodarshan</dc:creator>
<guid>http://acaoinstantanea.wordpress.com/2009/11/15/enquanto-seu-lobao-se-enrola/</guid>
<description><![CDATA[“Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaut]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo2/Materia/exibir.ssp?materiaId=104676&#38;secaoId=15230"><img class="aligncenter" title="Dilma" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,32950933,00.jpg" alt="" width="280" height="400" /></a><strong>“Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Workshop de Desenvolvimento Sustentável e Energias Alternativas]]></title>
<link>http://essetalmeioambiente.wordpress.com/2009/11/14/workshop-de-desenvolvimento-sustentavel-e-energias-alternativas/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 01:19:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem, 13, participei do 1º Workshop de Desenvolvimento Sustentável e Energias Alternativas do Insti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Ontem, 13, participei do 1º Workshop de Desenvolvimento Sustentável e Energias Alternativas do Insti]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pedras no caminho]]></title>
<link>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/14/pedras-no-caminho/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 16:21:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>rapha3</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tem gente graúda no PV inquieta com o jeito de Marina Silva levar sua campanha. Eles avaliam que Mar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tem gente graúda no PV inquieta com o jeito de Marina Silva levar sua campanha. Eles avaliam que Marina sumiu e que a candidatura não está avançando como deveria. Essa turma reclama também de que ela não dá a atenção devida aos empresários que podem ajudar financeiramente a campanha.</p>
<p>Por Lauro Jardim </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ditadura do CO2 – Cartão de crédito do fim do mundo]]></title>
<link>http://ocaipira.wordpress.com/2009/11/14/ditadura-do-co2-%e2%80%93-cartao-de-credito-do-fim-do-mundo/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 10:39:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>O Caipira</dc:creator>
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<description><![CDATA[A todos na Inglaterra deveria ser estipulado um “limite para emissões” (Telegraph – 13 de novembro d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A todos na Inglaterra deveria ser estipulado um “limite para emissões” (Telegraph – 13 de novembro d]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ditadura do CO2 – Ignoramos a história]]></title>
<link>http://ocaipira.wordpress.com/2009/11/14/ignorancia/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 09:55:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>O Caipira</dc:creator>
<guid>http://ocaipira.wordpress.com/2009/11/14/ignorancia/</guid>
<description><![CDATA[Tem muita gente caindo na armadilha, outras lucrando com esta farsa. Marina Silva, Al Gore, Minc, o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Tem muita gente caindo na armadilha, outras lucrando com esta farsa. Marina Silva, Al Gore, Minc, o ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A esquerda dialoga ]]></title>
<link>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/13/a-esquerda-dialoga/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 16:36:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>rapha3</dc:creator>
<guid>http://blogdoreporter.wordpress.com/2009/11/13/a-esquerda-dialoga/</guid>
<description><![CDATA[O PSOL criou uma comissão para debater que caminho tomar na eleição do ano que vem. A princípio, alé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O PSOL criou uma comissão para debater que caminho tomar na eleição do ano que vem. A princípio, além da possibilidade de lançar candidato próprio à presidência, só existe a de apoiar Marina Silva.</p>
<p>O partido promete conversar com movimentos sociais e outros partidos que não consideram conservadores (leia-se, os naniquíssimos e radicalíssimos PSTU e PCB) para traçar as diretrizes.</p>
<p>Em algum momento, a própria Marina será convidada para os debates. Em meio aos potenciais aliados, acabará sendo tratada como conservadora.</p>
<p>Por Lauro Jardim </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ecologia, projetos partidários e recomposição da esquerda no Brasil]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/2009/10/22/ecologia-projetos-partidarios-e-recomposicao-da-esquerda-no-brasil-2/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 23:29:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>outrapoliticaemsampa</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/2009/10/22/ecologia-projetos-partidarios-e-recomposicao-da-esquerda-no-brasil-2/</guid>
<description><![CDATA[José Correa Leite, 19 de outubro de 2009 A questão ambiental está no centro da política mundial e na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">José Correa Leite, 19 de outubro de 2009</p>
<p>A questão ambiental está no centro da política mundial e nacional. Na recente reunião do G-20, em Pittsburg, nos EUA, ela foi colocada no mesmo plano da reorganização das finanças mundiais e da proliferação das armas nucleares. Mas, com a aproximação da Conferência de Copenhague, de 8 a 18 de dezembro –  a 15ª dos países que integram a Convenção do Clima de 1992, que negociará o novo Protocolo sobre Mudanças Climáticas (pós-Kyoto, para após 2012) – a questão ambiental se torna o tema mais espinhoso, candente e duradouro da agenda mundial. Este tema se sobrepõe aos demais na medida que, objetivamente, coloca em discussão o modelo consumista e predador de civilização estabelecido pelo capitalismo. Não é possível, por exemplo, negociar um acordo climático global efetivo sem que isso deixe de envolver barreiras ambientais à exportação dos poluidores e isso significa, na prática, uma revisão geral dos acordos da OMC sobre livre comércio. A Câmara dos Deputados dos EUA já votou uma lei neste sentido, acendendo o alerta vermelho para a burguesia do mundo todo.<!--more--></p>
<p>Todos os governos, da China aos Estados Unidos, da União Européia ao Brasil, estão tendo que formular suas propostas, isto é, definir quem vai pagar o que da conta – que será ainda mais cara do que a da crise econômica.</p>
<p>Como o governo Lula e a burguesia brasileira não têm qualquer sensibilidade ou veleidade ambiental, o debate chegou ao Brasil não pela discussão responsável da contribuição que o país precisa dar ao combate ao aquecimento global, mas pelo anúncio da provável candidatura da ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, à Presidência da República – o que forçou que a questão ambiental entrasse, ainda que de maneira periférica, na agenda dos demais candidatos a Presidência. Afinal, todas as forças políticas  continuam hipnotizadas pelo petróleo do pré-sal, com os olhos voltados para a economia do passado e não das décadas vindouras.</p>
<p>De qualquer forma, os dois processos obrigaram partidos e candidaturas a colocarem a agenda ambiental em discussões e a formularem propostas que incorporem, mesmo que acessoriamente, as temáticas ecológicas. Mas para a esquerda que tem como horizonte outro modelo de civilização, estas temáticas têm que estar no coração de nosso programa e de nossa visão de mundo; no terreno internacional, a convergência de crises (principalmente entre a crise climática e a crise econômica) já está no centro do debates internacionais há quase três anos.</p>
<p><strong>A crise ambiental chega ao comércio mundial.</strong> Sob os auspícios do governo Obama, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou a lei “Waxman-Markey”, a American Clean Energy and Security Act (Aces) – em geral rejeitada pelas organizações ambientalistas daquele país por ter feito muitas concessões às indústrias do carvão e petróleo. Ela determina uma reforma ampla da política energética do país, com ações de promoção da energia limpa, programas voltados à eficiência energética, metas e parâmetros do novo regime doméstico de mitigação das mudanças climáticas e a criação de mecanismos de transição para uma desejada &#8220;economia de energia limpa&#8221;. Cria fortes subsídios a setores da economia local para que se adaptem a este cenário e define uma tarifa sobre as importação de outros países que tenham regras ambientais menos rígidas, para entrar em vigor em 2020 (a partir de um inventário feito em 2018). Estabelece também parâmetros para os negociadores norte-americanos em Copenhague.</p>
<p>Se as metas propostas (os tímidos 17% de cortes de emissão em 2020 em relação a 2005, com a meta de 83% para o longínquo ano de 2050) são completamente insatisfatórias para conter o aquecimento global em 2° graus (o Japão, por exemplo, está propondo um corte de 25% das emissão em 2020 em relação a 1995), a nova lei (que ainda não foi votada pelo Senado norte-americano) já provoca um frenesi no mundo empresarial por todo o planeta. O fato do principal mercado importador do mundo criar uma taxa sobre mercadorias provenientes de nações que não tiverem uma clara política de corte de emissões parece, para a ideologia neoliberal, uma afronta. Para os desenvolvimentistas integrados à ideologia globalista, restringir o acesso aos mercados centrais parece bloquear o “desenvolvimento” dos pobres. Mas ambas ideologias compartilham dos mesmos pressupostos. Barreiras ambientais são, de fato, indispensável para impedir que os benefícios climáticos obtidos com o corte em determinados países sejam anulados pela importação de nações que não impõem controle sobre os gases do efeito estufa de suas indústrias ou agropecuária, e que, por isso são mais baratos – o chamado de vazamento de carbono (<em>carbon leakage</em>).</p>
<p>Muitos exportadores brasileiros já denunciam um novo “protecionismo” norte-americano, afirmando que isso fere o que estabelece a Organização Mundial de Comércio. Por exemplo, Diego Bonomo, diretor executivo da Brazil Industries Coalition, lobby das empresas brasileiras em Washington, afirma: “Esses riscos não são abstratos nem desprezíveis. O setor privado brasileiro deve, desde já, engajar-se no processo legislativo americano para evitá-los. O momento para um diálogo direto com o Congresso é ideal, pois o Senado dos Estados Unidos é mais suscetível às considerações geopolíticas e de política externa, assim como ao pleito dos parceiros comerciais do país. Ainda há tempo de se evitar um jogo de cartas marcadas” (<em>Mudanças climáticas e comércio nos EUA</em>).</p>
<p>Contra esta posição que tentar atrasar o inevitável, 22 grandes empresas brasileiras expostas à competição global adotaram uma postura diferente. Este grupo, que vai da Andrade Gutierrez à Votorantim, da Vale do Rio Doce à Klabin, aprovou no final de agosto uma “Carta Aberta ao Brasil sobre as Mudanças Climáticas”, comprometendo-se a reduzir suas emissões e cobrando do governo Lula uma política ambiental agressiva – que ele assuma um papel de liderança nas negociações de Copenhague e, internamente, no estímulo ao corte das emissões e combate ao desmatamento.</p>
<p>Esta posição dos grandes <em>traders</em> brasileiros é ambientalmente mais responsável do que a média do governo Lula, em geral prisioneiro das negociações com a bancada ruralista no Congresso e cego às questões ecológicas, vendo-as como um obstáculo ao “desenvolvimento”. Estas empresas sabem que o próximo inventário brasileiro de emissões (cuja divulgação o governo empurra com a barriga) vai mostrar um quadro muito diferente do daquele de 1994, no qual quase todas as emissões podiam ser atribuídas ao desmatamento.</p>
<p>Os compromissos de Copenhague afetarão o conjunto da economia brasileira, da indústria do cimento à exploração do pré-sal, das emissões de carbono nos transportes às termoelétricas contratadas para suplementar a oferta de energia elétrica, da pecuária á produção de soja. E diferentes setores do capital têm reagido de forma distinta, da negação de abandonar o uso dos combustíveis fósseis à aceitação do cenário de uma economia de baixo carbono como uma oportunidade, passando pelo <em>greenwashing</em> vergonhoso que fazem grandes poluidores brasileiros, como a Petrobrás ou a indústria de papel e celulose. Mas a confusão não é menor na esquerda brasileira, fortemente desenvolvimentista.</p>
<p><strong>A esquerda distante das mudanças do capitalismo. </strong>Nas últimas duas décadas, o capitalismo se alterou profundamente, sem que a esquerda empreendesse uma reconceitualização de suas categorias de análise. As mudanças em curso no capitalismo atual são pelo menos tão profundas como as que marcaram a virada do capitalismo concorrencial do século XIX para o capitalismo imperialista do século XX. A globalização neoliberal, como normalmente descrevemos a nova época histórica em que adentramos, é só a superfície destas mudanças, que dizem respeito pelo menos a três aspectos distintos: o novo lugar do conhecimento no mundo econômico e social (o digital, as gigantescas forças produtivas liberadas, a desmedida do valor, a fragmentação do trabalho,…); a redefinição da divisão internacional do trabalho e da organização do capital no espaço (que abarca situações tão dispares como a da China, Rússia, India e Brasil); e a crise estrutural do metabolismo entre a sociedade capitalista e a natureza. Exatamente por isso, as crises de hoje não tem as mesmas formas do passado e temos que utilizar toda nossa habilidade para decifrar a realidade. A teoria se tornou mais indispensável do que nunca como guia a ação política.</p>
<p>Tudo isso vem à tona quando lidamos com a crise ambiental como questão central do capitalismo contemporâneo e do nosso modelo alternativo de civilização. É isso que leva quem não é ecossocialista a não poder ser conseqüentemente socialista no mundo atual. E há muitos socialistas que querem se tornar ecossocialistas sem rever profundamente sua visão do mundo, as categorias que empregam para observar e intervir na realidade. Isso é agudizado na situação política brasileira atual por uma questão tática decisiva: qual o caminho para incidirmos amplamente na agenda política frente a uma burguesia polarizada pelos petistas e pelos tucanos? Dilma e Serra são variantes de um capitalismo cujo horizonte máximo é o desenvolvimentismo ou uma forma de keynesianismo; mas o desenvolvimentismo – com um maior componente estatista ou socialista – é também o horizonte de boa parte dos que ainda se consideram socialistas. Face a isso, o vetor mais eficaz para criticarmos os limites destes projetos do capital e incidirmos sobre a recomposição dos movimentos de massas é o ambiental. Temos, por isso, que refinar as categorias com as quais analisamos o ambientalismo.</p>
<p>Com a “questão Marina” entrando na agenda política, ouvimos, freqüentemente, que o que está em jogo é capitalismo verde ou ecossocialismo, o que é uma caricatura da realidade. Marina não é defensora nem do ecossocialismo nem do capitalismo verde, embora se movimente entre ambos. Tem, como muitos outros setores, principalmente das igrejas ou dos movimentos indígenas, uma percepção que até mesmo rejeita esta polarização.</p>
<p>Precisamos, então, obrigatoriamente, refinar nossas categorias de análise sobre a ecologia e o debate sócio-ambiental, sob pena de não sabermos distinguir nossos aliados e nossos inimigos.</p>
<p><strong>O que não é ambientalismo mas tenta se passar por ele</strong></p>
<p>Quais seriam os setores do ambientalismo?  Primeiro descartemos dois elementos freqüentemente colocados junto ao ambientalismo, mas que não tem nada a ver com ele ou tem apenas indiretamente.</p>
<p><strong><em>Greenwashing</em></strong><strong>, esverdeamento ou maquiagem verde</strong>. Frente é crise ecológica planetária, centrada no aquecimento global, ter preocupações ambientais é simpático e os publicitários perceberam isso rapidamente. A British Petroleum se transformou em British Energy; a Petrobrás e a Vale pretendem ser sustentáveis; o Bradesco pretende ser um banco verde; carros são chamados de verde, eco ou ambientalmente amigáveis; e assim por diante. Mas a maior parte do que aparece como “verde” nas grandes empresas é só maquiagem, pura hipocrisia, sem qualquer mudança real. Estudos ao acaso no mercado norte-americano e europeu mostram que 99% das alegações de ambientalismo por parte das corporações são falsas, do ecoturismo aos alimentos orgânicos (vejam o verbete <em><a title="http://en.wikipedia.org/wiki/Greenwash" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Greenwash" target="_blank">greenwash</a></em> na Wikipédia, em inglês, ou simplesmente “googlem” a palavra). Talvez o exemplo mais ultrajante disso no Brasil seja o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (<a title="http://www.cebds.org.br/cebds/" href="http://www.cebds.org.br/cebds/" target="_blank">CBDS</a>), composto pelos piores poluidores do país. Mesmo defensores do capitalismo verde criticam o <em>greenwashing</em> (vejam o <a title="http://www.greenwashingindex.com/" href="http://www.greenwashingindex.com/">EnviroMedia&#8217;s Greenwashing Index</a>). E algumas ONGs ambientalistas promovem concursos para denunciar os casos mais caricatos (clique <a title="http://www.climategrenwash.org/" href="http://www.climategrenwash.org/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p><strong>Especulação verde</strong>. O surgimento dos mercados de carbono criou um mercado especulativo mais fraudulento do que o de derivativos, mas que será – tudo indica – cada vez maior. Embora a quase totalidade do que se passa nos mercados de carbono seja pura enrolação, por exemplo, para financiamento do setor de papel e celulose (completamente anti-ecológico), aqui já começam a surgir algumas ambigüidades, porque alguns poucos negócios nestes mercados são realmente iniciativas de mudança dos padrões ambientais nos marcos do capitalismo – em direção à “sustentabilidade” ecológica. Há um portal, <a title="http://www.carbonobrasil.com/" href="http://www.carbonobrasil.com/">carbonobrasil.com</a>, voltado para noticiar no Brasil este ramo novo das finanças globais. O verbete “<a title="http://en.wikipedia.org/wiki/Emissions_trading" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Emissions_trading" target="_blank">emissions trading</a>” na Wikipedia introduz o tema de uma maneira “neutra”. Mas os procedimentos de mercado de compensação de emissões entre países (os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo – MDL – adotados pelo Protocolo de Kyoto) se mostraram completamente ineficientes como mecanismos sistêmicos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa; e um novo mercado de ativos financeiros precariamente controlado pode gerar a próxima grande bolha especulativa. Agora, a Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação nos países em desenvolvimento (REDD) está surgindo como o novo alvo da mercantilização das florestas, visando, sobre o pretexto de preservar as florestas tropicais remanescentes, rentabilizar as madeireiras, a indústria de papel e celulose e o agro-negócio e produzir novos ativos financeiros. O Governo Lula acaba de aceitar a pressão dos governadores dos estados da Amazônia para flexibilizar a posição do Brasil sobre o tema. Um acompanhamento dos resultados desastrosos da especulação verde pode ser feito no <a title="http://www.carbontradewatch.org/" href="http://www.carbontradewatch.org/" target="_blank">Carbon Trade Watch</a> (um projeto do Transnational Institute) e junto à ONG inglesa <a title="http://www.thecornerhouse.org.uk/index.shtml" href="http://www.thecornerhouse.org.uk/index.shtml">Corner House</a> (veja-se em particular nos <em>papers</em> de Larry Lohman), que estão entre os grandes críticos da comercialização dos direitos de poluir.</p>
<p><strong>Quem se coloca no campo do ambientalismo, de diferentes pontos de vista de classe</strong></p>
<p>Mas há setores do capital (o capitalismo verde), setores dos movimentos anti-capitalistas (o ecossocialismo) e setores que não se colocam sob nenhuma dessas identidades (conservacionistas e sócio-ambientalistas) que se inserem efetivamente dentro do ambientalismo. É por isso que o ambientalismo é um movimento poli-classista e socialistas são minoria nele, mesmo entre seus setores mais radicais.</p>
<p><strong>Capitalismo verde</strong>. O combate ao aquecimento global, a manutenção da biodiversidade ou o desenvolvimento de processos econômicos mais sustentáveis, sob o capitalismo, abre novas oportunidades de negócios. Uma empresa fabricante de turbinas eólicas, um negócio de reciclagem ou a produção, distribuição e venda de produtos orgânicos são todos casos claros disso. Guilherme Leal, presidente da Natura, envolvido na campanha da Marina, é o exemplo mais emblemático deste setor no Brasil. Mas temos aqui casos e casos. Se, de um lado, estes setores podem, por vezes, coincidir na defesa de posições pontuais semelhantes as dos conservacionistas, sócio-ambientalistas ou mesmo ecossocialistas, seu horizonte é distinto. Al Gore é o exemplo mais claro da insuficiência do capitalismo verde: o central é continuar oferecendo oportunidades de lucro para as empresas, o que significa manter os mercados se expandindo; sem isso, não há capitalismo. Ora, esse é exatamente o problema que a ecologia coloca como contradição fundamental do mundo moderno: a economia não pode continuar se expandindo indefinidamente, consumindo mais recursos, mais energia, promovendo mais desperdícios. No Blog de Ecologia Urbana há um excelente artigo, <a title="http://ecourbana.wordpress.com/2008/12/22/20-teses-contra-o-capitalismo-verde-2/" href="http://ecourbana.wordpress.com/2008/12/22/20-teses-contra-o-capitalismo-verde-2/">20 teses contra o capitalismo verde</a>, de crítica a esta corrente do ambientalismo.</p>
<p><strong>Conservacionismo</strong>. Nascido das preocupações bucólicas dos românticos e neoromânticos, o conservacionismo busca preservar a natureza (diferentes ecossistemas e paisagens) como prioridade absoluta, sobre considerações sociais ou culturais. O movimento pela formação de parques nacionais, iniciado no final do século XIX, foi a primeira manifestação deste conservacionismo, que se estendeu até a Primeira Guerra Mundial. Em meados do século XX, Aldo Leopord, e depois o norueguês Arne Naess, formulam a visão da “<a title="http://www.kate.agnelli.pessoal.ws/?menu=null&#38;text=p1&#38;lang=en" href="http://www.kate.agnelli.pessoal.ws/?menu=null&#38;text=p1&#38;lang=en">deep ecology</a>”, a ecologia profunda, para a qual o homem é apenas mais uma espécie animal sobre o planeta. Isso acabou se vinculando, em outras visões, a muito do misticismo da “new age”, mas está também expresso na política de organizações conservacionistas como o Fundo Mundial da Vida Selvagem (<a title="http://www.wwf.org.br/" href="http://www.wwf.org.br/">WWF</a>); na sua origem, também o Greenpeace era apenas conservacionista. Os conservacionistas, com sua defesa intransigente da biodiversidade, são, freqüentemente, parceiros em algumas iniciativas ambientais radicais, mas seus limites surgem quando a conservação tem que ser compatibilizada com a preservação de espaços e direitos de grupos humanos. Boa parte dos ambientalistas que estão filiados ou agora se filiam aos Partidos Verdes no Brasil e pelo mundo afora são conservacionistas, com preocupações sociais muito limitadas, mas se colocando a questão de como deter a destruição da biodiversidade – apesar da antiga cúpula do PV brasileiro ser composta de políticos profissionais muito fisiológicos.</p>
<p><strong>Socio-ambientalismo</strong>. Este é o componente mais importante do movimento ambiental em nosso continente. Nele, as preocupações conservacionistas estão associadas a preocupações sociais, em especial na defesa das populações tradicionais (povos indígenas, extrativistas, ribeirinhos, quilombolas). Hoje, os movimentos indígenas da região andina travam a luta política mais avançada do mundo em termos de preocupações não apenas ambientais mas também antimercado. Mas, para estes movimentos, o socialismo é quase sempre encarado – por sua visão produtivista – como a outra face do capitalismo, uma ideologia modernizante cúmplice da destruição dos ecossistemas estratégicos para a sobrevivência destes povos (idéias em tudo comprovadas pela experiência soviética, mas também pela dos partidos de esquerda que comungam de uma visão determinista do marxismo). Mas algumas de suas lideranças formulam posições quase ecossocialistas; Evo Morales é o caso mais conhecido e avançado (veja-se seu manifesto “<a title="http://ecourbana.wordpress.com/2008/12/05/salvamos-o-planeta-do-capitalismo/" href="http://ecourbana.wordpress.com/2008/12/05/salvamos-o-planeta-do-capitalismo/">Salvemos o planeta do capitalismo</a>”). Juan Martinez-Allier, autor de “O ecologismo dos pobres”, também aponta a contradição entre capitalismo e meio-ambiente, embora não seja explicito em sua filiação ao ecossocialismo. Marina Silva nasceu neste contexto e sustenta esta visão do mundo, mas com posições bem mais moderadas frente ao capitalismo do que Evo. Esta posição é compartilhada por boa parte dos movimentos populares na Amazônia brasileira, das igrejas, dos movimentos camponeses que assumem a agroecologia e, hoje, por boa parte da direção do MST. E muitos socialistas que mantém uma visão política mais tradicional do socialismo apóiam não a ecologia mas as lutas do sócio-ambientalismo.</p>
<p>O <strong>ecossocialismo</strong> surge a partir dos anos 1970, com a assimilação do debate ecológico travado fora da esquerda por grupos de ideologia socialista. Aqui, como em toda a esquerda, a radicalidade no enfrentamento ao capitalismo é variável conforme o grupo – podendo ir do reformismo de setores próximos à social-democracia a uma visão de transição de organizações revolucionárias, passando pelas doutrinas  de correntes de formação marxista-leninista que não abandonaram totalmente a visão determinista clássica dominante no marxismo. A <a title="http://www.ecosocialistnetwork.org/" href="http://www.ecosocialistnetwork.org/">Rede Ecossocialista Internacional</a> foi formada em 2003 por iniciativa de Michael Lowy e Joel Kovel, e tem um funcionamento no Brasil com militantes no PSOL, no PV e no PT. Intelectuais marxistas, como John Bellamy Forster, editor da tradicional <a title="http://www.monthlyreview.org/" href="http://www.monthlyreview.org/" target="_blank">Monthly Review</a>,e defensor da idéia da revolução ecológica, também são expoentes desta reflexão. Mas até que ponto o ecossocialismo incorpora setores que rejeitam o que boa parte da esquerda entende como marxismo? É o caso, nos países centrais, por exemplo, das relações dos partidos revolucionários com os teóricos do decrescimento, movimento que cresce a cada dia.</p>
<p><strong>Construir um campo popular, ecológico e socialista</strong></p>
<p>O sentido de explicitarmos estes conceitos é diretamente político; sem eles, não teremos clareza sobre nossa atuação, até onde podem caminhar aqueles que estarão ao nosso lado nas disputas ambientais e também sobre a importância de fazermos mobilizações juntos com eles; em suma, quem queremos ganhar para nossas propostas e quem queremos isolar.</p>
<p>Qual deve ser o centro de nossa intervenção tática na presente conjuntura política? A luta contra a corrupção, mais identificada com o tucanato, ou a luta econômico-social dos trabalhadores, apesar de tudo mais identificada com o lulismo? Temos que impulsionar ambas, mas não parece que isso nos leve muito longe. Nosso objetivo é formar um campo social e político de iniciativas, ações e debate de idéias que confronte, simultaneamente, a crise ambiental e o domínio do capital. Isso significa atuar, sempre que possível, com o máximo de setores do ambientalismo, chamando-os a militarem conosco e levantando questões que desencadeiem uma dinâmica de transição em direção a outra civilização – “sustentável”, por mais difusa que esta palavra hoje pareça. Há garantia de sucesso? Claro que não. Muitos ficarão no caminho. Mas temos ai muito mais espaço de ação política do que se seguirmos as iniciativas clássicas da esquerda socialista.</p>
<p>Falemos claramente: se flanco de ataque fundamental aos projetos burgueses em disputa no Brasil e que estarão em foco em 2010 é sócio-ambiental, se a clivagem pública central tende a se dar entre aqueles que apóiam os projetos hoje vigentes e aqueles críticos aos variados tipos de desenvolvimentismos (inclusive da esquerda), os setores que se movem neste terreno são os parceiros mais importantes para a constituição deste campo popular, ecológico e socialista. Isso é muito mais factível do que tentar unificar politicamente aqueles que se reivindicam socialistas (que vão do PCdoB e de setores do PT ao PCO, passando pelo PSOL, PCB e PSTU). O socialismo é, hoje, um campo político confuso, fragmentado e divididos entre inúmeros movimentos, partidos, frações e seitas que não compartilham objetivos estratégicos comuns e, como vimos no Segundo Congresso do PSOL, que frequentemente não aceitam processos democráticos de definição de políticas que contrariem as posições de suas correntes. Podemos construir uma central sindical com estes grupos, mas não construir e disputar amplamente na sociedade a adesão ao projeto de uma outra civilização.</p>
<p>A nossa interlocução e alianças – que quer recompor uma alternativa efetiva de sociedade, para nós popular, ecológica e socialista, com amplo apoio de massa –, deve se dar prioritariamente com aqueles que, compreendendo que boa parte da vida no planeta está em risco, se movem para impedir que isso aconteça e neste movimento se colocam objetivamente em ação contra os setores dominantes do capitalismo realmente existe, quase todo ele predador e insustentável.</p>
<p><strong>A questão Marina no centro da tática.</strong> A saída da Marina Silva – que, apesar de todos os percalços de sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente, simboliza a luta ecológica no Brasil aos olhos do grande público – do PT para o PV representou um golpe para o partido de Lula. Mas isso se amplifica com a possibilidade dela concorrer à Presidência da República contra Dilma Roussef e José Serra. Esta ruptura pode representar uma segunda proposta de recomposição política da esquerda frente à adesão do PT ao <em>status quo</em>. A primeira foi a formação do PSOL em dois grandes momentos – o lançamento da proposta do partido, em janeiro de 2004, e a entrada de um novo grupo de correntes e militantes , em setembro de 2005. Que Marina Silva tenha agora escolhido o PV para se filiar – um partido fisiológico que tanto participa do governo Lula, como é legenda tributaria do tucanato em alguns estados – é uma grave derrota para o PSOL, como pólo de recomposição da esquerda, ampliando a fragmentação política destes setores e tornando muito mais complexa a construção de uma forte alternativa à falência do PT como projeto de esquerda. Como afirmou o próprio Juca Ferreira, Ministro da Cultura e integrante do PV da Bahia (com o ex-Ministro Gilberto Gil), “Marina não é o problema. O PV não está preparado”, com sua mistura de fisiologismo e pragmatismo (<em>O Estado de S.Paulo</em>, 25/8/2009).</p>
<p>A entrada de Marina no PV se deu em condições muito especiais, que ainda não estão totalmente definidas: ela indica metade da executiva nacional e a executiva nacional do PV tem poderes para indicar os diretórios e candidaturas nos estados. O próximo presidente do PV será o ex-deputado federal do PT Zica, ligado à Marina. E ela está trabalhando para construir candidaturas próprias do PV para o governo nos principais estados. Isso não é divulgado junto a grande imprensa e grande parte da militância de esquerda pinça matérias especulativas para tentar não abrir a discussão do nome de Marina para a presidência em 2010 (o caso mais ridículo foi o debate em torno de Paulo Skaf, da Fiesp, como eventual candidato a vice-presidente, quando isso nunca esteve posto e Skaf terminou se filiando ao PSB)</p>
<p>A ida de Marina Silva para o PV, com a proposta de refundar o partido, decorreria de uma diferença incompatível com o projeto do PSOL? Não parece ser o caso. Havia praticamente um consenso entre os principais setores do PSOL que Marina seria bem vinda ao partido – para algumas inclusive como uma alternativa de candidatura à Presidência em 2010, já que a Heloisa Helena provavelmente será candidata ao Senado por Alagoas.</p>
<p><strong>Marina, o PT e o PSDB.</strong> Mas Marina permaneceu por mais tempo no governo Lula e não desenvolveu uma crítica clara de sua política econômica. O governo Lula associava, até agora, as políticas de mercado neoliberais mais ortodoxas à manutenção da predação ambiental, fruto de sua relação umbilical com elites locais arcaicas (compromissos com setores agro-exportadores devastadores, uma escalada de ataques à legislação ambiental estabelecida, descaso para com a crise ecológica global que se coloca como problema central das relações internacionais, incapacidade de defender o patrimônio da humanidade que está sob a gestão brasileira que é a Amazônia&#8230;). E introduziu neste último ano, face à crise internacional, aspectos de um neodesenvolvimentismo tão comprometido com o grande capital como o dos generais dos anos 1970 (apoio estatal à formação de grandes corporações brasileiras, financiamento da manutenção do consumo popular no mercado interno face à crise global, obras de infra-estrutura do PAC para alavancar as exportações brasileiras, papel sub-imperialista no continente, modernização das Forças Armadas na linha do Brasil Potência, tentativa de aumentar o controle sobre as explorações de petróleo do pré-sal&#8230;).  Marina e seu grupo não tomam como definidor de sua opção política que a raiz do caráter ambientalmente predador do governo Lula é seu vinculo com o mercado capitalista, seja na forma do liberalismo econômico, seja na forma do desenvolvimentismo. E este é um ponto importante para discutir-se não só com Marina, mas com a maioria do ambientalismo que se move no campo do sócio-ambientalismo ou mesmo do conservacionismo.</p>
<p>Isso se torna mais decisivo porque com a aproximação da Conferência de Copenhague e o novo cenário ambiental global, um setor do grande capital brasileiro, mesmo querendo só esverdear sua cara, passa a assumir o discurso do capitalismo verde, procurando destacar as novas oportunidades que a demanda ambiental abre para o capital ou os riscos que a irresponsabilidade para com o tema traz para os negócios estabelecidos. O tucanato, mais globalista e refratário a qualquer deslize nacionalista, é mais afeito a esta temática – ao menos no discurso – do que o petismo, prisioneiro do toma lá, dá cá no Congresso (embora o governo Lula tenha sido, no mês passado, enquadrado a adotar os mecanismos de REDD – uso de mecanismos de mercado para remunerar a preservação da floresta). A candidatura de Marina Silva pode tirar votos não apenas de Dilma, notoriamente insensível à qualquer aspecto ambiental, mas também de Serra. Mas, sobre este tema, não nos esqueçamos que o eleitorado que votou em Heloisa Helena em 2006 não era apenas o de esquerda, mas também o de partidos conservadores.</p>
<p><strong>A perda de espaço do PSOL. </strong>Outro aspecto evidenciado por este episódio é a usura do PSOL no espaço público brasileiro. Que o partido tenha privilegiado, desde sua formação, o tema da corrupção e da moralidade na política e tenha feito campanha, no último período, com o delegado Protógenes Queiroz (que terminou se filiando ao PCdoB) em torno desta questão, contribuiu muito para que o partido não apresentasse um projeto alternativo de nação, capaz de confrontar não apenas o neoliberalismo, mas também o horizonte desenvolvimentista, e dialogasse com os setores mais progressistas e, em especial, à esquerda, entre os grupos organizados nos movimentos sociais, para impulsionar a sua recomposição. Desde a eclosão da crise global do capitalismo neoliberal, os limites de linha centrada no combate à corrupção se tornaram mais claros para a maioria do partido, tendo sido derrotada no Segundo Congresso do PSOL, realizado em agosto, onde a chapa que a apoiava teve apenas 40% dos votos. Mas o fato é que o PSOL, até agora, não assumiu a importância da questão ambiental seja na crítica ao capitalismo neoliberal, seja a suas variantes desenvolvimentistas – o que, evidentemente, não o credencia para dialogar com quem pretende colocar esta questão como eixo de um debate de projeto de sociedade.</p>
<p>O PSOL tem, agora, o desafio de recuperar o tempo perdido e reconstruir um perfil programático capaz de dialogar com os grandes desafios políticos do país e do mundo. E parte decisiva desta política é assumir a centralidade da questão ecológica em qualquer proposta socialista no mundo atual, tornando o PSOL um partido ecossocialista.</p>
<p><strong>A indefinição partidária dos movimentos sociais.</strong> Há outro componente na equação da recomposição da esquerda brasileira, o posicionamento de todo o campo que gravita em torno do MST, que tem se mostrado o setor mais sensível à um ambientalismo “popular”. Este campo tem, como movimento social, criticado o governo Lula pela esquerda, mas se mantido fora do terreno político-partidário. Ele inclui não apenas o MST e outras organizações da Via Campesina, mas pastorais, comunidades de base, setores do movimento sindical, ONGs progressistas, movimentos culturais etc. Marina Silva dialoga intensamente com vários destes movimentos. O posicionamento destas organizações e de parte relevante de seus militantes é simpático à Marina e tende a ser chave para acelerar (ou não) o processo de recomposição.</p>
<p><strong>Perguntas a serem respondidas.</strong> Postas estas peças no tabuleiro político, três elementos parecem condicionar o futuro não apenas da questão ambiental no Brasil, mas dos movimentos à esquerda do PT: o que será a eventual campanha Marina, como o PSOL tratará a questão ambiental e como reagirão os movimentos do campo popular.</p>
<p>A candidatura Marina Silva tende a apresentar-se como uma candidatura pelo PV mas também expressão de um amplo movimento supra-partidário da sociedade civil em defesa da ecologia – assumindo o caráter policlassista que tem a questão ambiental. A forma como lidará, seja com o capitalismo verde, seja com o ecossocialismo não parece ter sido definida e está, em grande medida, aberta.</p>
<p>O que já está definido é que ela buscará apresentar-se como porta-voz de uma alternativa contra todos os “neodesenvolvimentismos” (de Dilma, de Serra, de Ciro), estabelecendo a centralidade do paradigma ecológico e sócio-ambiental como eixo de reorganização da sociedade. Não se trata de um projeto socialista acabado, mas de colocar em discussão os limites do capitalismo realmente existente para abandonar os combustíveis fósseis, o automóvel, a agricultura industrial, o consumo sempre renovado de bens industriais supérfluos, o desperdício e a descartabilidade, as determinações do mercado mundial etc. Trata-se também de assumir a centralidade da defesa do planeta frente as ameaças do aquecimento global, suas decorrências para a crise hídrica e alimentar, a importância da preservação da biodiversidade etc.</p>
<p>Mas poderá o PSOL, com sua nova direção, assumir-se como ecossocialista, superar seja a inércia de um socialismo doutrinário acomodado ao passado, seja a pressão nacional-desenvolvimentista que ressurge diluída, e dialogar com um movimento mais amplo que tenha como horizonte superar a atual crise de civilização – em cujo centro está a crise ecológica? A candidatura Marina Silva adquirirá este caráter de um movimento supra-partidário – o que lhe é exigido inclusive para crescer na polarização entre as maquinas partidárias petista e tucana? E ambos conseguirão dialogar com toda uma ala dos movimentos sociais que ainda não romperam com o “lulismo-petismo” no terreno partidário?</p>
<p>São interrogações que terão que ser respondidas nos próximos meses. De qualquer forma, a questão ambiental e a sua relação com candidatura Marina já está no centro da agenda política nacional.</p>
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