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	<title>memorialistica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/memorialistica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "memorialistica"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 06:27:13 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Ainda as vocações científicas]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/ainda-as-vocacoes-cientificas/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 14:48:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Primeiros Passos na Ciência, Edições Melhoramentos Devo dizer que, ainda antes do Julio Verne, meu p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-6746" title="primeirospassosnaciencia" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/primeirospassosnaciencia.jpg" alt="primeirospassosnaciencia" width="320" height="240" /></p>
<p><em>Primeiros Passos na Ciência, Edições Melhoramentos</em></p>
<p>Devo dizer que, ainda antes do Julio Verne, meu pai me comprava uns livretos interessantes _ uma coleção voltada para crianças, chamada &#8220;Primeiros Passos na Ciência&#8221;, da Edições Melhoramentos.</p>
<p>Como vêem na foto, ainda tenho a coleção, que espero repassar aos meus filhos.  São 10 volumes:</p>
<ul>
<li>Estrêlas e Planêtas</li>
<li>Átomos</li>
<li>Luz</li>
<li>Gravidade</li>
<li>Magnetismo</li>
<li>Eletricidade</li>
<li>Som</li>
<li>Galáxias</li>
<li>Radioatividade</li>
<li>Moléculas</li>
</ul>
<p>Ou seja, tudo que seu pequeno nerd precisa saber para ser um ovo-nerd.</p>
<p>Essa imagem aqui suscitou meu primeiro empreendimento científico:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6747" title="magnetismoterrestre" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/magnetismoterrestre.jpg" alt="magnetismoterrestre" width="320" height="240" /></p>
<p>Passei uma manhã cavando a areia de Copacabana para ver se achava este imã.  :)</p>
<p>A coleção original é de 1964, editada por Longman, Green &#38; Co. Limited, London, e foi publicada no Brasil em 1968 pela Melhoramentos.  Assim, devo ter lido isso aí bem novinho, com uns 5-6 anos.</p>
<p>A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Longman" target="_blank">editora</a> original &#8220;quase&#8221; não tem história:  foi fundada em 1754, quase totalmente destruída na blitz alemã da II Guerra em 1940, e em 1968 incorporada pela Pearson, onde hoje é um selo educacional.</p>
<p>Eu desconfio que esse &#8220;G. Stephenson&#8221; é este <a href="http://www3.imperial.ac.uk/people/g.stephenson" target="_blank">aqui</a>, mas não tenho certeza.  Ele tem idade pra isso, tem livros publicados pela Longman (incluindo o hit &#8220;Mathematical Methods for Science Students&#8221;), e é inglês&#8230;acho uma boa aposta.</p>
<p>Já a <a href="http://www2.melhoramentos.com.br/melhoramentos/pt/" target="_blank">Melhoramentos</a>, pelo visto, virou um conglomerado, agrupando editora, livraria, fabricação de papel, empreendimentos florestais etc.  E <a href="http://www2.melhoramentos.com.br/melhoramentos/pt/historia.asp" target="_blank">tudo começou</a> com o Coronel Rodovalho, quem diria.</p>
<p>Apesar disso, o <a href="http://www.usaway.net/supercart/cgi-bin/supercart.exe/page?b=150&#38;page=index2.htm" target="_blank">site da editora</a> está &#8220;em desenvolvimento&#8221;&#8230;mau sinal.</p>
<p>Será que existem coleções similares para crianças hoje?  Devem existir, mas desconheço.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FHC também já foi tupy]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/08/05/fhc-tambem-ja-foi-tupy/</link>
<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 04:26:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/08/05/fhc-tambem-ja-foi-tupy/</guid>
<description><![CDATA[Das catacumbas das redações: &#8220;05/04/2002 &#8211; 18h40 Para FHC, desenho dos &#8220;Simpsons]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Das <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u401510.shtml" target="_blank">catacumbas das redações</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>05/04/2002 &#8211; 18h40</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><strong><em>Para FHC, desenho dos &#8220;Simpsons&#8221; traz visões distorcidas do Brasil </em></strong></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>RICARDO MIGNONE</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>da Folha Online, em Brasília </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em><span style="color:#ff0000;">O presidente Fernando Henrique Cardoso não gostou de saber que um desenho animado norte-americano tem um episódio satirizando o Brasil. Segundo o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, FHC não quis comentar um desenho &#8220;que traz visões distorcidas sobre a realidade brasileira&#8221;.</span></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O desenho da série &#8220;Os Simpsons&#8221;, veiculado no país pelo SBT e Fox, tem o título de &#8220;Blame is on Lisa&#8221; (&#8220;A culpa é de Lisa&#8221;) e mostra os Simpsons indo ao Rio de Janeiro onde Ronaldo, o órfão a quem Lisa envia dinheiro, desapareceu. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Durante a viagem, Homer Simpson, o chefe da família, é sequestrado por um motorista de táxi carioca. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Além disso, a família descobre que o dinheiro enviado foi usado para colocar uma porta no orfanato onde estava Ronaldo para evitar a entrada de macacos. Já Bart, o &#8220;pestinha&#8221; dos Simpsons, é atacado por macacos em pleno calçadão de Copacabana. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Nem Xuxa escapou da sátira dos norte-americanos. Bart não sai do hotel porque fica vidrado no programa da apresentadora. Xuxa, porém, anima os baixinhos de uma outra maneira, fazendo strip na televisão. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O desenho mostra ainda uma escola de samba, na qual são dadas aulas de lambada e macarena, onde um professor ensina uma nova dança chamada &#8220;penetrada&#8221;, que segundo o professor, fará &#8220;sexo parecer coisa de Igreja&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O &#8220;Blame is on Lisa&#8221; só deverá ser exibido no Brasil em outubro.&#8221;</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Jurnal 1945 - 1946" de Mircea Eliade]]></title>
<link>http://gasesteaudiobooks.wordpress.com/2009/08/01/jurnal-1945-1946-de-mircea-eliade/</link>
<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 09:43:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>carteaudiobooks</dc:creator>
<guid>http://gasesteaudiobooks.wordpress.com/2009/08/01/jurnal-1945-1946-de-mircea-eliade/</guid>
<description><![CDATA[Gasiti aceasta carte audio la www.dordecarte.ro la 27.00 RON &#8211; Cel mai mic pret Alte magazine,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Gasiti aceasta carte audio la <span style="color:red;"><a href="http://www.dordecarte.ro/Beletristica_si_Critica~5/Audio_Book~89/Jurnal_1945_1946~9770" target="blank">www.dordecarte.ro</a> la 27.00 RON &#8211; Cel mai mic pret </span></p>
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<p>Date despre &#8220;Jurnal 1945-1946&#8243; de Mircea Eliade:<br />
Data aparitiei: 01.06.2009<br />
Editura: Humanitas Multimedia<br />
Durata: 57 minute<br />
Colectie: Memorialistica<br />
Lectura: Marcel Iures<br />
Editie: I</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Só pra contrariar]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/30/so-pra-contrariar/</link>
<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 11:34:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/30/so-pra-contrariar/</guid>
<description><![CDATA[E nesses dias de (justa) celebração de Mussum, venho lembrar outro negão que chegou a fazer algum su]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/LpNEqkINCVA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/LpNEqkINCVA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E nesses dias de (justa) celebração de Mussum, venho lembrar outro negão que chegou a fazer algum sucesso na televisão brasileira: Moisés Bruno Gregório, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tião_Macalé" target="_blank">Tião Macalé</a> _ o &#8220;crioulo difícil&#8221;.</p>
<p>Tião Macalé sempre foi escada, e só conseguiu ser personagem principal em comerciais de TV.  Mas ficou famoso por alguns bordões da TV brasileira, entre eles o &#8220;ô crioula difícil&#8221; (dirigido invariavelmente a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marina_Miranda" target="_blank">Marina Miranda</a>, que contracenava muito com ele) e o &#8220;Ih, nojento&#8230;tchan!&#8221; (esse último muito mais conhecido, embora sem pé nem cabeça).</p>
<p>O gozado é que eu conheci o Tião.  Ele tinha um time de estimação no futebol de praia do Rio de Janeiro, o Dínamo, que jogava na altura da Santa Clara.  Meu pai, que jogou muito com ele, foi quem me apresentou.  Ele falava pouco, mas adorava ficar parado em alguma esquina de Copacabana admirando o movimento.  Mais carioca impossível.</p>
<p>Aí embaixo, Tião Macalé contracena com Mussum:</p>
<p><!--more--><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TQAKaudi_qI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/TQAKaudi_qI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem anda pra trás é caranguejo!]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/26/quem-anda-pra-tras-e-caranguejo/</link>
<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 00:03:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/26/quem-anda-pra-tras-e-caranguejo/</guid>
<description><![CDATA[Quando é que fui realmente assaltado pela primeira vez por uma sensação de nostalgia? Bem, acho que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-5768" title="road-ahead" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/07/road-ahead.png" alt="road-ahead" width="440" height="309" /></p>
<p>Quando é que fui realmente assaltado pela primeira vez por uma sensação de nostalgia?</p>
<p>Bem, acho que nem todo mundo consegue se recordar disso com exatidão; eu consigo.  Minhas primeiras experiências nostálgicas ocorreram já muitos anos depois de vir morar em Brasília, nas ocasiões em que eu visitava o Rio de Janeiro.  Era realmente impossível evitar que as recordações viessem aos borbotões; eu entrava em um cinema ou restaurante e me lembrava de todas as ocasiões marcantes da minha vida que haviam se passado ali.  &#8221;Tudo ao mesmo tempo agora&#8221;.</p>
<p>Agora, esse foi um processo lento.  Das primeiras vezes que eu voltava ao Rio, tudo era muito natural, muito familiar.  Depois de algum tempo, porém, fui me sentindo estrangeiro; não conseguia me livrar da sensação que minha verdadeira casa agora era Brasília.  Foi exatamente neste momento que passei a tornar-me um nostálgico.</p>
<p>Fiquei pensando nessas coisas ao ler <a href="http://altovolta.apostos.com/archives/2009/07/ze_carlos_andra_1.html" target="_blank">este post</a> do David, no Alto Volta.  Pô, o cara tem trinta anos.  Tá meio cedo pra nostalgia.  Principalmente porque é daqueles sentimentos dos quais a gente não se livra facilmente depois de experimentado; pelo contrário, a nostalgia é uma senhora exigente, e a gente tem que fazer um certo esforço, elaborar uma determinada arte, para evitá-la.  Porque se isso acontecer é sinal certo de que você se tornará um sujeito obcecado com o retrovisor, ao invés de olhar para a estrada.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FHC]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/23/fhc/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 19:10:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/07/23/fhc/</guid>
<description><![CDATA[Uma coisa que sempre achei paradoxal nos fãs mais extremados de Fernando Henrique Cardoso é essa ven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma coisa que sempre achei paradoxal nos fãs mais extremados de Fernando Henrique Cardoso é essa veneração pela atribuição de toda a genialidade econômica do plano Real ao sociólogo-transformado-em-ministro-da-fazenda, ao passo que a sensibilidade sociológica da criação de um Bolsa Família tenha faltado ao encontro com o intelectual-tornado-em-economista.</p>
<p>Mais ainda porque a grande ênfase do Comunidade Solidária nunca foi a ajuda direta, mas sim a geração de renda a partir de atividades autônomas, o que era o bem intencionado fruto de um diagnóstico, naquele momento e em muitos lugares, equivocado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Anca Mihaela Luca]]></title>
<link>http://hect0r.wordpress.com/2009/07/07/anca-mihaela-luca/</link>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 16:17:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sorana Tarmu</dc:creator>
<guid>http://hect0r.wordpress.com/2009/07/07/anca-mihaela-luca/</guid>
<description><![CDATA[Acum câteva zile avusesem intenția să scriu despre ea, dar am constatat că îi uitasem numele de fami]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acum câteva zile avusesem intenția să scriu despre ea, dar am constatat că îi uitasem numele de familie. Dar azi-dimineață, puțin înainte de a mă trezi, am visat-o, iar numele ei îmi răsunase complet în minte. E numele unei prietene din tabăra de la Eforie Sud, din 1984. Era cu un an sau doi mai mai în vârstă decât mine, cu un cap mai înaltă, păr negru, piele smeadă. Scria poeme și mă simpatiza pentru că eram singura cu care împărtășea această ocupație. Adusese cu ea o păpușică-bebeluș căreia ținuse să îi fiu eu nașă. Nu mai țin minte ce nume îi pusesem, dar la doisprezece ani eram încântată să fiu nașa unei păpuși.</p>
<p>Anca Mihaela era brașoveancă și locuia pe strada Lungă. E tot ce mai țin minte despre ea. Când am ajuns acasă, i-am scris, dar nu am primit niciodată un răspuns. Sper doar că e bine.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parem as rotativas [da História Universal]!]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/06/17/parem-as-rotativas-da-historia-universal/</link>
<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 06:24:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/06/17/parem-as-rotativas-da-historia-universal/</guid>
<description><![CDATA[Muitos anos atrás, eu estava em uma festa conversando com duas gatinhas (sim, isso foi há tanto temp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Muitos anos atrás, eu estava em uma festa conversando com duas gatinhas (sim, isso foi há tanto tempo que ainda se usava o termo &#8220;gatinha&#8221;).   A coisa ia em ritmo promissor e firmava-se uma boa possibilidade de eu conseguir rebocar alguma delas (ou idealmente as duas  :) ), quando surgiu na conversação um tema, para elas, profissional: a natureza da História, enquanto disciplina (já que ambas eram historiadoras).</p>
<p>O peixe morre pela boca, e o conquistador barato também.   Em determinada altura, o incauto &#8220;eu&#8221; de 25 anos atrás soltou o conceito-bomba:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>_ A História é muito similar ao jornalismo, só que em outra escala.</em></p>
<p>Ocorre que as duas historiadoras não gostaram nada dessa idéia, francamente, é uma vulgarização do que é a História, e tal.  E eu voltei sozinho pra casa.</p>
<p>Bem, hoje, o historiador Juan Cole, especialista em Oriente Médio, e que está cobrindo os acontecimentos no Irã em detalhe, <a href="http://www.juancole.com/2009/06/most-elegant-scene-mass-protest-in.html" target="_blank">me solta essa</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>An eyewitness writes from Tehran an account of Monday&#8217;s massive demonstration for Mousavi. I am not including his name because we don&#8217;t know how this will turn out and <strong>as a historian I have a duty to protect my interviewees</strong></em><em>, but it is not anonymous</em>.&#8221; [grifo meu]</p>
<p>Um historiador que <em>protege as fontes</em>?  Estou vingado.  Na medida do possível, porque, como diz o Pacheco, o canalha da repartição(*), uma transa perdida está perdida para sempre, sniff.</p>
<p>(*) copirráite Sérgio Leo</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maldita civilização.]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/04/23/maldita-civilizacao/</link>
<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 18:31:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/04/23/maldita-civilizacao/</guid>
<description><![CDATA[Você, sem (mais) fronteiras Certa feita me aventurei no tipo de faina em que os jovens se aventuram,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/04/mount_everest-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4516" title="mount_everest-1" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/04/mount_everest-1.jpg?w=300" alt="mount_everest-1" width="300" height="200" /></a></p>
<p><em>Você, sem (mais) fronteiras</em></p>
<p>Certa feita me aventurei no tipo de faina em que os jovens se aventuram, e que consistia em subir por uma serpenteante trilha no meio do mato até o alto de uma sobranceira montanha.  O local era paradisíaco, me asseguraram, e praticamente intocado pelo Homem, que ainda mal deixara ali os sinais característicos de sua desastrada passagem.</p>
<p>Quando chego no alto da trilha, me deparo com um sujeito baixinho com uma caixa de isopor.</p>
<p>_ Vai côco?</p>
<p>***</p>
<p>Pois esta notícia aqui me deixou com o mesmo sabor na boca:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<strong><em>Operadora instala antena no topo do Everest</em></strong></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>KATMANDU &#8211; Uma companhia de telecomunicações do Nepal planeja expandir seus serviços de telefonia celular para o topo do monte Everest, a maior montanha do mundo.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Centenas de alpinistas, que escalam os 8.850 metros do Everest todo ano, dependem de caros telefones por satélite para falar com seus familiares, já que a remota região do Himalaia não possui recursos de comunicação.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;Nós vamos montar torres móveis em Thakdin, Manjo, Pheriche e Gorak Shep, deixando o cume do monte Evereste dentro da área de cobertura&#8221;, disse Anoop Ranjan Bhattarai, diretor da unidade de serviços por satélite de Nepal Telecom.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Gorak Shep, na região de Solukhumbhu, está localizado perto do campo base do Everest. &#8220;Uma torre móvel fornecerá conectividade aos alpinistas no topo&#8221;, explicou Bhattarai, acrescentando que a companhia espera finalizar o trabalho até meados de junho.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Chuvas de monção anuais normalmente começam na metade de junho, quando o transporte de equipamentos pelas trilhas montanhosas se torna difícil</em>.&#8221;</p>
<p>***</p>
<p>Só falta o Luciano Huck abrir uma pousada lá.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Am furat]]></title>
<link>http://alexandrupetria.wordpress.com/2008/11/02/am-furat/</link>
<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 06:22:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alexandru Petria</dc:creator>
<guid>http://alexandrupetria.wordpress.com/2008/11/02/am-furat/</guid>
<description><![CDATA[Cărţi. În armată. Am subtilizat câţiva saci dintr-o clădire dezafectată a aviaţiei militare, unde st]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Cărţi. În armată. Am subtilizat câţiva saci dintr-o clădire dezafectată a aviaţiei militare, unde st]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Începtul dinaintea începutului]]></title>
<link>http://lupul.wordpress.com/2008/08/21/inceptul-dinaintea-inceputului/</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 23:03:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>lupul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nu vă scriu acu ce făceau ai mei cu vreo 21 de ani în urmă noaptea&#8230;. Ceva mai recent: În urmă ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Nu vă scriu acu ce făceau ai mei cu vreo 21 de ani în urmă noaptea&#8230;. Ceva mai recent: În urmă ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Despre elite si trasuri (II)]]></title>
<link>http://inraspar.wordpress.com/2008/08/10/despre-elite-si-trasuri-ii/</link>
<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 14:23:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>inraspar</dc:creator>
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<description><![CDATA[Cartea arhitectului Paul Emil Miclescu apartine unei memorialistici contaminate de romanesc,chiar da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Cartea arhitectului Paul Emil Miclescu apartine unei memorialistici contaminate de romanesc,chiar daca acesta din urma e negat prin evidentierea la inceput a &#8217;sinceritatii&#8221; marturisirilor.Fictionalul e intotdeauna implicat de astfel de scrieri,chiar daca nu paratextual ,ca o conventie progrmatic impusa cititorului,ci doar prin efectele rememorarii.Fascinanta relatie cu trecutul personal,cohorta de mistificari,luminoasa idealizari,necesare refulari se materializeaza in acest caz prin vocea unei eruditii temperate de umor si lina nostalgie.Chiar daca,nascut in 1901 si decedat in 1994,autorul asista la marirea si caderea unui modus vivendi apartinand familiilor nobile,scrisul sau nu se deda regretului melodramatic sau virulentei protestatare (desi asista la distrugerea spatiilor arhitecturale ce poarta amprenta familei sale).Poate ca daca ar fi facut-o,cartea nu ar mai fi aparut in anul de (diz)gratie 1985&#8230;</p>
<p>Reprezentantii semnificativi ai arborelui sau genealogic sunt evocati fotografic ,la sfarsitul cartii,dar si transformati in personaje charismatice,unilaterale doar prin pozitivitatea lor.Provenind din  familia Grecianu(dupa tata) si Miclescu (dupa mama ),autorul se situeaza atat in descendenta unui paharnic,a unui aga,apoi a unui istoric,genealog si senator (bunicul sau) dar se inrudeste in acelasi timp cu un logofat,un Mitropolit al Moldovei,un deputat in Divanul ad-hoc si cu un director al Cailor ferate romane (tatal sau).</p>
<p>Si iata cum se intalnesc cele doua carti :una teoretizeaza ceea ce alta povesteste.In cea de-a doua apare o elita cu toate atributele ei aureolare,innobilata in plus de subiectivitatea celui crescut in umbra ei protectoare.Nu m-as deda la analize stilistice ale descrierilor numeroase,supuse toate patimii recuperatoare si justificatoare a trecutului.Mai degraba,as oferi un exemplu,un cadru cu aristocratie rafinata si mahala balcanica,reunind contrariile (nu intr-un proces alchimic,asa cum a reusit romanicierul Mateiu I.Caragiale ),sintetizand eclectismul Bucurestiului de altadata:<a href="http://inraspar.files.wordpress.com/2008/08/paul-emil-miclescudesen.jpg"><img class="size-medium wp-image-76 aligncenter" src="http://inraspar.wordpress.com/files/2008/08/paul-emil-miclescudesen.jpg?w=229" alt="" width="229" height="300" /></a><em>&#8220;Pornind din galeria mansardei,sa trecem dar in fata vitrinelor cu ciubuce,cu narghilele,cu imamele de chihlimbar si cu tabachere de tot felul </em>,<em>ca sa patrundem in biblioteca cea rotunda si inalta ca o turla de biserica,in care Tata-Mosu se retragea can voia sa fie la adapost de vizitele inoportune,se sacaielile gospodariei,de zgomotele casei,de toate micile mizerii,adica,ale vietii de toate zilele&#8230;</em></p>
<p><em>Poate  ca de aceea mi s-a parut intodeauna ca in biblioteca din mansarda era ceva deosebit de atragator.Sau  fiindca era situata in partile cele mai inalte ale casei,cu vedere pe trei parti si vesnic insorita.Dar mai avea ea inca un farmec:cu mobilierul ei tapitat cu bumbi si ciucuri,cu perdele cu draperii de catifea si cu dagherotipurile familiei pe pereti,era in atmosfera ei ceva care aducea aminte de povestile doamnei de Segur,nascuta rostopcin.Apoi mai era scara aceea mica de fier,rasucita,care urca pana la un balcon circular,la inaltimea rafturilor cu carti.de unde ,privind in jos,vedeam mormantul lui Napoleon in Domul Invalizilor&#8230;Din balconul acela ,trecand printr-o mica incapere -un fel de columbariu plin de hrisoave-,puteai iesi pe o terasa de fier ca o punte de vapor,cu banci de-a lungul bastingajului si vara adumbrita de un velum.De acolo vedeai intreg Madritul ca din zborul pasarii&#8230;</em></p>
<p><em>In fund,acolo unde se sfarsea gradina,zidurile varuite ale grajdurilor,ale soproanelor de trasuri,ale locuintelor servitorimii si argatimii,brau alb de acareturi in jurul curtii gospodariei,pavata cu bolovani de rau intre care cresteau iarba si troscot ca in curtea unui schit de munte.Mai departe,carciumi,dugheni si hanuri de-a lungul soselei Stefan cel Mare si apoi casele mahalagiilor tot mai razlete,pana se pierdeau in campul peticit cu lanuri de grau si porumb,impadurit inspre Tei si inspre Herstrau,care se intindea dincolo de zavoaiele colentinei cat vedeai cu ochii,pana in zare.&#8221;(p.76-78 )</em></p>
<p>Si daca in final autorul indeamna la cunoasterea trecutului materializat arhitectonic,macar sub forma plimbarii duminicale,o nota de subsol (a ingrijitorului editiei ) noteaza &#8216;pustiirea megalomana ceausista&#8221; care a sters cea mai mare parte a traseului paseist sugerat de Miclescu.Iar astazi,calea reconstituirii decadente in imaginatie pare sa ramana singura calatorie posibila,interesul pentru Bucurestiul &#8220;povestirilor desuete&#8221;ale lui Paul Emil Miclescu fiind la randul lui desuet (eufemistic vorbind).</p>
<p><em></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os 10 mais]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/07/15/os-10-mais/</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 13:46:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/07/15/os-10-mais/</guid>
<description><![CDATA[Caso alguém tenha algum interesse mórbido em saber, esses aí embaixo são os 10 textos mais lidos d´O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Caso alguém tenha algum interesse mórbido em saber, esses aí embaixo são os 10 textos mais lidos d´O Hermenauta:</p>
<table class="statsDay" border="0">
<tbody>
<tr class="alternate">
<td class="label"><a href="../2008/05/14/leila-lopes-e-o-porno/">Leila Lopes e o pornô</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr>
<td class="label"><a href="../2008/03/16/de-guaianases-para-o-mundo/">De Guaianases para o mundo</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr class="alternate">
<td class="label"><a href="../2008/01/09/nariz-gelado-e-a-febre-amarela/">Nariz Gelado e a febre amarela</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr>
<td class="label"><a href="../about/">Sobre este blog</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr class="alternate">
<td class="label"><a href="../2008/01/21/reinaldo-azevedo-frenologista-e-lombrosiano/">Reinaldo Azevedo, frenologista e lombrosiano</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr>
<td class="label"><a href="../2008/02/21/teoria-da-conspiracao/">Teoria da Conspiracão</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr class="alternate">
<td class="label"><a href="../2008/05/27/e-ainda-tem-as-louras/">E ainda tem as louras</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr>
<td class="label"><a href="../2008/06/06/frase-do-dia-11/">Frase do dia</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr class="alternate">
<td class="label"><a href="../2008/03/12/revolucao-na-biologia/">Revolução na biologia</a></td>
<td class="views"></td>
<td class="more"></td>
</tr>
<tr>
<td class="label"><a href="../2008/03/16/744/">Quem tem Comando Militar na Amazônia tem medo<br />
</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para surpresa de alguns, só um post dentre os 10 mais é dedicado a Reinaldo Azevedo.  E o post sobre Nariz Gelado ganha dele.  Quem diria!   <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recordar é viver]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/07/14/recordar-e-viver-3/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 16:31:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/07/14/recordar-e-viver-3/</guid>
<description><![CDATA[Texto de Dalmo de Abreu Dallari sobre Gilmar Mendes na Folha de São Paulo quando de sua indicação pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Texto de Dalmo de Abreu Dallari sobre Gilmar Mendes na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm" target="_blank">Folha de São Paulo</a> quando de sua indicação para o STF por FHC, em 2002:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<strong><em>Degradação do Judiciário</em></strong></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Dalmo de Abreu Dallari</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em &#8220;inventar&#8221; soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, &#8220;inventaram&#8221; uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um &#8220;manicômio judiciário&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no &#8220;Informe&#8221;, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado &#8220;Manicômio Judiciário&#8221; e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que &#8220;não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na &#8220;indústria de liminares&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista &#8220;Época&#8221; (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na &#8220;reputação ilibada&#8221;, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou &#8220;ação entre amigos&#8221;. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.</em>&#8220;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guias de viagens]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/24/guias-de-viagens/</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 21:53:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/24/guias-de-viagens/</guid>
<description><![CDATA[O meu guia de viagens predileto é o Guia do Mochileiro das Galáxias. O meu segundo guia predileto é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O meu guia de viagens predileto é o Guia do Mochileiro das Galáxias.</p>
<p>O meu segundo guia predileto é o Let´s Go.</p>
<p>Eu nunca usei, acho, o Lonely Planet, vítima de um escândalo do qual a Lucia Malla fala <a href="http://www.interney.net/blogs/malla/2008/04/21/o_escandalo_do_lonely_planet/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p>Ela cita um comentário de um tal de <a href="http://www.gadling.com/2008/04/13/thoughts-on-the-lonley-planet-scandal-guidebooks-are-a-sham/" target="_blank">Jeffrey White</a>, com o qual ela concorda, e eu também:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<span style="color:#000000;"><em>Guidebooks are the CliffNotes of travel writing, nothing more than a hand-holding exercise. They&#8217;re good for a few names and a few addresses, some initial info, and maybe even the surprising fun fact (but you better verify it). Beyond that, they&#8217;re useless. They&#8217;re often wrong, more often skewed, and they seek to rob you of the only thing you have as a traveler: your impression.&#8221;</em></span></p>
<p>Lucia acrescenta ainda que</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<span style="color:#000000;"><em>Uma coisa é você buscar nomes, endereços e afins &#8211; para isso, um guia de viagem atualizado funciona maravilhas, você não perde tempo procurando um restaurante que fechou as portas no ano passado. As tecnicalidades e atualidades físicas são a riqueza maior de um bom guia de viagem. Entretanto, me fixar num guia fielmente esperando ter as mesmas <em>emoções</em> ali descritas sobre um destino é de um vazio existencial para a minha pessoa impressionante.</em></span>&#8220;</p>
<p>Com o que também concordo em gênero, número e grau.</p>
<p>Não obstante, a vida seria dura sem guias de viagem.  Em 1988 eu desci o Rio São Francisco de barco, em um navio (que não era o gaiola, era um comboio de chatas de carga e navio de passageiro chamado <em>barranqueira</em>) da CODEVASF (me disseram que a empresa já não opera essa embarcação, mas eu achei <a href="http://ohermenauta.files.wordpress.com/2008/04/barranqueira.jpg" target="_blank">um treco bem parecido</a> no porto de Pirapora via Google Earth).  Eu sabia que a viagem existia, mas não conseguia obter informação em nenhum lugar (naquele tempo, é claro, via telefone, pois não existia internet&#8230;).  Onde é que eu fui obter as informações?  Em um guia americano (não me lembro bem qual, era capaz de ser um Fromerzinho da vida).  E pasmem, até o raio do preço em dólar estava certo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasília, 48 anos]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/22/brasilia-48-anos/</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 07:16:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/22/brasilia-48-anos/</guid>
<description><![CDATA[Essa aí eu roubei do Blog do Josias.  Vale o registro do aniversário da capitá.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/BVcJ_T-gQiw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/BVcJ_T-gQiw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Essa aí eu roubei do Blog do Josias.  Vale o registro do aniversário da capitá.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hermenauta, Filadelfo em São Paulo]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/15/hermenauta-filadelfo-em-sao-paulo/</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:54:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/04/15/hermenauta-filadelfo-em-sao-paulo/</guid>
<description><![CDATA[Eu não costumo ter pesadelos.  Mas tenho uma experiência mais ou menos frequente que pode passar por]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu não costumo ter pesadelos.  Mas tenho uma experiência mais ou menos frequente que pode passar por um pesadelo: a de acordar e ver o mundo com novos olhos _ como se tivesse passado a noite passeando em territórios inefáveis, não-humanos, experimentando sensações indescritíveis em palavras.  Nessas manhãs acordo entendendo aquela frase do Millôr segundo a qual &#8220;<em>é melhor ter mau hálito do que hálito algum</em>&#8221; em toda a sua terrível ambiguidade, porque é como se eu tivesse estado morto _ ou menos que isso: perdido para este mundo.</p>
<p>Ontem à noite, porém, tive daqueles momentos que são antípodas do que descrevi acima _ aquele tipo de ocasião capaz de provar que apesar de todas as divergências e multiplicidades, nós humanos somos mesmo uma imensa fraternidade.  Obrigado, blogueiros amigos.</p>
<p>***</p>
<p>PS: teve uma turma que ficou preocupada com este post, achando que havia me acontecido alguma coisa.  Explico: ontem à noite estive em São Paulo e participei de um encontro de blogueiros organizado (ao que tudo indica) pela Lucia Malla.  Daí o estilo neofofo do post, que é, confesso, inabitual neste blog.  Eu tenho outro blog com motivos de Hello Kitty que uso para descarregar estes momentos, mas hoje eu não aguentei.  <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MSM vs Blogs, star wars style]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/msm-vs-blogs-star-wars-style/</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 11:14:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/msm-vs-blogs-star-wars-style/</guid>
<description><![CDATA[Motti: This paleoconservative media group is now the ultimate power in the universe. I suggest we us]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3 class="title"><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/vader.jpeg" alt="vader.jpeg" /></h3>
<p><b>Motti</b>: This paleoconservative media group is now the ultimate power in the universe. I suggest we use it!<br />
<b>Vader</b>: Don&#8217;t be too proud of this rhetorical terror you&#8217;ve constructed. The ability to destroy any perfectly sound argument is insignificant next to the power of the neoconservative, religious, and very charming blogging.<br />
<b>Motti</b>: Don&#8217;t try to frighten us with your sorcerer&#8217;s ways, Lord Vader. Your sad devotion to that blogging activity has not helped you conjure up the stolen posts, or given you clairvoyance enough to find the Rebel commentator&#8217;s hidden blog&#8230;<br />
(Vader plays the old, but efficient, &#8220;pull the invisible strings&#8221; trick)<br />
<b>Vader</b>: I find your lack of faith disturbing.</p>
<p>&#60;fevereiro de 2005&#62;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reality Show]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/reality-show/</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 10:52:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/reality-show/</guid>
<description><![CDATA[Philip K. Dick: Reality is that which, when you stop believing in it, doesn&#8217;t go away. Byron K]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><i>Philip K. Dick:<br />
Reality is that which, when you stop believing in it, doesn&#8217;t go away.</i></p>
<p><i>Byron Katie:<br />
When you argue with reality, you lose &#8211; but only 100% of the time.</i></p>
<p><i>Groucho Marx:<br />
I&#8217;m not crazy about reality, but it&#8217;s still the only place to get a decent meal.</i></p>
<p><i>Mason Cooley:<br />
Reality is the name we give to our disappointments.</i></p>
<p><i>Tom Clancy:<br />
The difference between fiction and reality? Fiction has to make sense.</i></p>
<p><i>Jane Wagner:<br />
Reality is the leading cause of stress amongst those in touch with it. </i></p>
<p><i>Johann Wolfgang von Goethe:<br />
Few people have the imagination for reality.  </i></p>
<p><i>Jim Fraser:<br />
A cause a day keeps reality away. </i></p>
<p>&#60;fevereiro de 2005&#62;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No country for old men]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/no-country-for-old-men/</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 10:50:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/16/no-country-for-old-men/</guid>
<description><![CDATA[Entrevista com Lévi-Strauss: Le Monde &#8211; O que o senhor diria do futuro? Lévi-Strauss &#8211; N]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Entrevista com Lévi-Strauss:</p>
<blockquote><p><font color="#000000"><i><b>Le Monde</b> &#8211; O que o senhor diria do futuro?</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i><b></b></i></font><i><font color="#000000"><b>Lévi-Strauss</b> &#8211; Não me pergunte nada desse tipo. Nós estamos num mundo ao qual eu já não pertenço mais. Aquele que eu conheci, aquele que eu amei, tinha 1,5 bilhão de habitantes. O mundo atual conta 6 bilhões de humanos. Ele não é mais o meu. E aquele de amanhã, que estará povoado por 9 bilhões de homens e de mulheres &#8211;mesmo que esta seja uma estimativa máxima de população, conforme nos garantem para nos consolar &#8211; me impede arriscar toda e qualquer previsão&#8230;</font> </i></p></blockquote>
<p>Lèvi-Strauss nasceu em 1908.  Levou portanto 97 anos para sobreviver até um mundo ao qual ele sente que não pertence mais.</p>
<p>E no entanto nos quase mil anos entre o Século de Péricles e a queda de Roma, pode-se dizer que o mundo era essencialmente o mesmo, e que Péricles não acharia muito estranhos ou diferentes ou incompreensíveis os tempos de Rômulo Augústulo.</p>
<p>Mas e quem nasce hoje, o que achará do mundo de daqui a 90 anos ? E se o progresso se acelerar tanto a ponto de tornar obsoleto um homem de 30, 40 anos ?</p>
<p>Saudades do <a href="http://www.institutouniversal.g12.br/" target="_blank">Instituto Universal Brasileiro</a>.  Da <a href="http://www.josepastore.com.br/artigos/emprego/153.htm" target="_blank">formação continuada</a>&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O homem novo anaeróbico]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/15/o-homem-novo-anaerobico/</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 00:09:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Grande Timoneiro e seu psitacídeo Polly No último domingo o Fantástico apresentou uma reportagem s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/plcultrev.jpeg" alt="plcultrev.jpeg" /></p>
<p><i>O Grande Timoneiro e seu psitacídeo Polly</i></p>
<p>No último domingo o Fantástico apresentou uma reportagem sobre a gravidez precoce. Na matéria, contrapunha-se uma jovem pobre do interior do Piauí, que aos 19 anos rumava para o terceiro filho, a uma outra jovem de Brasília, classe média alta, moradora do Lago Sul.</p>
<p>Como é de se imaginar, enquanto a jovem pobre do Piauí não tem acesso a contraceptivos _ os programas de distribuição de pílulas e camisinhas do povoado mais próximo são totalmente insuficientes _ a jovem de Brasília e seu namorado tomam todas as precauções possíveis.</p>
<p>A jovem do Piauí não tem muita educação nem oportunidades de entretenimento. Trabalha e durante a noite, quando pode, vai a bailes. Como se sabe, entre as poucas opções de lazer dos pobres figura com grande destaque aquela que a Natureza naturalmente nos dotou, a capacidade de ter prazer com o sexo.</p>
<p>Em grande contraste, a jovem de Brasília tem praticamente tudo que o mundo moderno tem a oferecer. E mais, uma consciência de que a gravidez precoce atrapalha. Entrevistados em um barzinho junto com vários colegas, o casal deixou muito claro que não pretende ter bebês tão cedo, que isto seria um estorvo _ sentimento compartilhado por todos os amigos.</p>
<p>Diante do muro dessa realidade, eis o que pontifica Reinaldo Azevedo, em <a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2005/11/da-revolta-na-frana-s-jovens-grvidas.html">artigo</a> no Mídia Sem Leitura:</p>
<blockquote><p><i>&#8220;<font color="#000000">Não se tocou uma miserável vez na moral individual dos praticantes de sexo e fazedores de filho. Atenção: não estou pedindo o fim da distribuição de camisinhas. Que se distribuam. Não estou pedindo o fim da distribuição de pílulas. Que se distribuam. Pessoalmente, sou contra. Mas esse é outro problema. Que o governo siga a lei. Que o Estado leve a sério a sua política. Não haverá, no entanto, menos gravidez indesejada no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo até que os indivíduos não sejam chamados à sua responsabilidade.</font>&#8220;</i></p></blockquote>
<p>Reinaldo Azevedo é daqueles que gosta de amolar o boi. Sempre que pode dar um jeito de ser contra, ele é. Sempre que pode dar um jeito de desancar os utópicos projetos socialistas de controle e alteração da natureza humana, ele o faz (no que está certo). Curiosamente, em sendo tão cioso das liberdades individuais e crítico de qualquer ideologia exótica que queira fazer tábula rasa dessa mesma natureza, ele é pródigo em torcê-la a seu modo, quando isto se torna uma exigência da sua própria e lunática versão de ideologia exótica.</p>
<p>Ora, Reinaldo Azevedo, com tal prédica, nos faz lembrar de Pol Pot ou dos piores momentos da Revolução Cultural chinesa:</p>
<blockquote><p><i>&#8220;<font color="#000000">Sem contar, obviamente, que, tanto no caso da jovem mãe a caminho do terceiro filho, de três pais diferentes, como no do casal-bacana-e-informado, há um valor subjacente: a prática do sexo, além de ser entendida como uma espécie de direito público a ser regulado pelo Estado, é evidenciada como uma quase obrigação, um ato corriqueiro que independe de valores individuais, familiares, comunitários, religiosos, culturais.</font>&#8220;</i></p></blockquote>
<p>Felizmente, lá está Reinaldo Azevedo, o intelectual orgânico da vanguarda anaeróbica, para nos dizer quais são os &#8220;<i>valores individuais, familiares, comunitários, religiosos, culturais</i>&#8221; que devemos abraçar.</p>
<p>Como se sabe, este tipo de coisa não costuma acabar bem.</p>
<p>&#60;novembro de 2005&#62;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teologia, ciência exata]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/15/teologia-ciencia-exata/</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 23:37:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/15/teologia-ciencia-exata/</guid>
<description><![CDATA[Deus &#8211; Homem = 0 &lt;outubro de 2005&gt;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Deus &#8211; Homem = 0  <a href="http://web.archive.org/web/20060114135552/http://smartshadeofblue.brblog.com/archives/002149.html" name="more"></a>   <span class="posted"></span></p>
<p><span class="posted">&#60;outubro de 2005&#62;  </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida noir de Filolau Sinfrônio - Episódio I]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/10/a-vida-noir-de-filolau-sinfronio-episodio-i/</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 12:44:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/10/a-vida-noir-de-filolau-sinfronio-episodio-i/</guid>
<description><![CDATA[Meu nome é Sinfrônio. Filolau Sinfrônio. Se eu fosse um cara com mais sorte, minha história teria da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://web.archive.org/web/20050413073649/http://smartshadeofblue.brblog.com/archives/noir.JPG" alt="noir.JPG" border="0" height="250" width="243" /></p>
<p>Meu nome é Sinfrônio. Filolau Sinfrônio.</p>
<p>Se eu fosse um cara com mais sorte, minha hist<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span>ria teria dado um <i>film noir</i>. Mas meu filme queimou ainda na caixinha, e a piada que eu chamava de vida transformou-se em uma pel<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>cula velada, apagada. Negra como a consci<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia de certos beletristas paulistas. Como não pude ser o produto acabado, talvez  um famoso ator de <i>film noir</i>, tive que me contentar em ser mat<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>ria prima _ um investigador particular.  Filolau Sinfrônio Investiga<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çõ</span>es, <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">“</span><i>fornecemos toda a verdade que voc</i><i><span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê </span><span> </span>puder pagar</i><span style="font-family:'Arial Unicode MS';">”, em até dez vezes no cartão</span>. <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">É</span> verdade que sofri um processo por direitos autorais de uma igreja pentecostal, mas o juiz, um cara vaidoso e bem apessoado estreante na primeira inst<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">â</span>ncia, acabou decidindo a meu favor. Eu j<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span> investigara a jovem e brejeira mulher de um velho desembargador uma vez, muito conhecida do juiz, o que facilitou a vida da Justi<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>a, da qual sempre se pode dizer que é<span style="font-family:'Arial Unicode MS';"></span> cega, mas nunca<span style="font-family:'Arial Unicode MS';"></span> burra.</p>
<p><span></span>Descobri esta minha facilidade para desvendar casos de adult<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>rio no dia em que cheguei em casa e repentinamente intu<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span> que havia um homem pelado em minha cama. As pistas ajudaram: havia uma cueca vermelha em cima da c<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ô</span>moda (todas as minhas cuecas são marrons, por uma quest<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o de higiene), um sapato com um chul<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> que não era o meu na porta do quarto, e al<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>m disso, afinal, o cara estava em minha cama, e também não era eu. E _ sinal da transfigura<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o de todos os valores que caracteriza os dias que correm _ a Maria, aquela galega da minha ex-esposa, tinha se escondido dentro do arm<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>rio. Como estava desempregado, botei os dois pra fora, apossei-me do terno que o otário esqueceu em cima do sof<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span> da sala e comecei a fornecer servi<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>os de detetive particular. Filolau Sinfrônio, ca<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>ador de verdades sutis, a seu dispor.</p>
<p>Claro, a sorte me sorriu de imediato, mas s<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span> depois de algum tempo <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> que entendi do que <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> que ela estava rindo. Na verdade, isso s<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span> ficou completamente claro meses depois que aquela dona, muito bem apertada por uma saia de desenho hidrodin<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">â</span>mico, entrou no meu escrit<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span>rio e perguntou, como se sua quente e <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ú</span>mida exist<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia dependesse disso:</p>
<p>_ Sinfrônio ? Filolau Sinfrônio ?</p>
<p>Nunca ningu<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>m antes fora capaz de pronunciar &#8220;Filolau&#8221; de forma t<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o sexy. Em sua boca de l<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>bios carnudos, o Filolau agigantava-se, adquiria entona<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çõ</span>es que at<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> ent<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o me eram desconhecidas, as vogais se tornavam mais l<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">â</span>nguidas e as consoantes, enrijecidas, e finalmente a palavra sa<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>a, <span style="font-family:'Arial Unicode MS';"></span>gutural  e fumegante por detr<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>s daqueles dentes perolados. Na verdade, durante toda minha vida s<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span> me chamaram de Sinfrônio, que não <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> t<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o <i>sexy</i> quanto Filolau. Quer dizer, exceto naquela ocasi<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o em que visitei uma fazenda de avestruzes e&#8230;mas, divago.</p>
<p>O fato <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> que a loura escultural acabara de retirar um lencinho branco e perfumado de sua Prada e usava-o para enxugar delicadamente as janelas de sua alma. Com certeza, dentro daqueles olhos seria poss<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>vel contemplar todos os mist<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>rios da vida, mas o problema <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> que ela estava chorando e arfando, o que, aliado aos efeitos especiais produzidos pelo seu decote, propiciava um espet<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>culo que chamava minha aten<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o para longe dos tais mist<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>rios da vida, menos dois deles, alvos e empinados.</p>
<p>_ O Sr. <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> detetive, não <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> ?</p>
<p>_ Claro. Formado na escola da vida. Sente-se, por favor. Qual <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> o problema ?</p>
<p>Ela se sentou e cruzou as pernas. E eu pensei ter visto Deus sob a forma de uma calcinha de renda preta.</p>
<p>_ Bem&#8230;n<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o sei como dizer&#8230;</p>
<p>Eu j<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span> estava acostumado. Elas chegavam sempre fr<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>geis e chorosas, mas tão logo come<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>avam a desfiar o longo ros<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>rio da problem<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>tica conjugal, era quest<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o de minutos at<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> se transformarem em uma materialização de uma das Parcas. As Parcas, aqui no meu escritoriozinho no centro, valha-me São Jorge Guerreiro.</p>
<p>No entanto, não foi bem isto que aconteceu. Sua voz chorosa formou uma nuvem, que choveu estas palavras sobre minha mesa:</p>
<p>_ &#8230;.enfim&#8230;o problema <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> meu marido&#8230;ele tem um blog.</p>
<p>_ Isto <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> grave _ eu disse.</p>
<p>_ Sim, <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> grave.</p>
<p>Nunca há muito a dizer depois de uma revelação deste calibre.  Constrangidos, olhamos cada um para um lado. Ela com seu lencinho, adejando no ar como um colibri ocupado em sorver o n<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>ctar daqueles olhos verdes como a folha da carnaúba, e eu tamborilando os dedos sobre a f<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span>rmica da mesa, imaginando o que dizer. Maristela, a barata com s<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>ndrome do p<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">â</span>nico que havia fixado resid<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia em minha mesa no dia em que eu distraidamente esqueci meu vidro de Prozac aberto na gaveta, explorava o mundo exterior com suas inocentes anteninhas, apalpando nervosamente o ar pela fresta da gaveta. Eu a alimentava com pedacinhos de p<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o e fragmentos de pistas usadas. Ocasionalmente ela fazia um servicinho involunt<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>rio para mim, como a identifica<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o de entorpecentes e psicotr<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span>picos _ a <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ú</span>nico tipo de refei<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o que a fazia sair da gaveta e voar em torno da lumin<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>ria.  Depois de alguns segundos que pareceram séculos, fiz a Pergunta:</p>
<p>_ Ele usa Movable Type ?</p>
<p>Minha experi<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia indicava que maridos que usavam o Movable Type nos seus blogs estavam, invariavelmente, a um passo da perdi<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o.</p>
<p>_ Usa. E Haloscan tamb<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>m.</p>
<p>Talvez ela tenha percebido o deslocamento infinitesimal de minha mand<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>bula em dire<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o ao ch<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o, porque a frequ<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia e a modula<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o do seu arfar alteraram-se sutilmente, trazendo consider<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">á</span>vel agita<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o hormonal aos fluidos deste calejado profissional das ruas. Compreenda-se: meu estado civil, na <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>poca, era o estado de s<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>tio, e a mulher era um peda<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>o de mau caminho, daquelas de fazer parar <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ô</span>nibus fora do ponto. Se ela soubesse o que era um <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ô</span>nibus, o que certamente não era o caso.</p>
<p>_ O meu marido, bem&#8230; _ come<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>ou ela, em uma t<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>mida tentativa de se transformar em Parca _ <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span> uma pessoa muito sofisticada. Cheia de <i>wit</i>. Sabe ?</p>
<p>Eu sabia. Muitos amigos meus compravam <i>wit</i> na 25 de mar<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>o. Segundo os m<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">é</span>dicos, excesso de <i>wit</i> gera depend<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia, seguida de um tipo de decad<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>ncia elegante muito frequentemente associada a dist<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ú</span>rbios de personalidade e <i>delusions of grandeur</i>. Amigos meus haviam partido desta para a melhor em uma <span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ú</span>ltima viagem de <i>wit</i>. Salvador de La  Plata foi encontrado morto em uma mesa do Deux Magots, em Paris, com um livro do Mencken nas m<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>os. O livro era uma publica<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o em franc<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>s e estava virado de ponta cabe<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>a, pois Salvador não lia franc<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ê</span>s. Mario Dragonetti Versal J<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ú</span>nior morreu congelado dentro da neve fofa ap<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ó</span>s um tombo em uma esta<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o de esqui nos Alpes. Morreu apenas porque decidiu aceitar a situa<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">çã</span>o. Ant<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>pedes Florinto foi comido vivo por um tubar<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o branco na Cot<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">è</span> d<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">’</span>Azur. O tubar<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ã</span>o foi encontrado apenas alguns metros depois da carca<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">ç</span>a semidevorada do Ant<span style="font-family:'Arial Unicode MS';">í</span>pedes. <span class="posted">Morto e envenenado. Por excesso de absinto. <i>Wit</i>.<span> </span></span></p>
<p>&#60;março de 2005&#62;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Profético.]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/09/profetico/</link>
<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 11:40:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/09/profetico/</guid>
<description><![CDATA[Em abril de 2005: &#8220;Style news Falta pouco, muito pouco, para que os blogs a) conservadores ? b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em abril de 2005:</p>
<blockquote><p>&#8220;<font color="#000000"><i><b>Style news</b></i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>Falta pouco, muito pouco, para que os blogs </i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>a) conservadores ?</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>b) de direita ?</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>c) liberais ?</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>d) as alternativas a, b e c, adicionadas àquela insensibilidade tipicamente associada às elites brasileiras ?</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>comecem a linkar a Primeira Leitura.  Esperem e verão.</i></font>&#8220;</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>E o gozado é que essa profecia nem faz muito sentido hoje em dia, onde alguém provavelmente diria &#8220;ué, mas não foi sempre assim?&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teoria geral de tudo, 1]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/08/teoria-geral-de-tudo-1/</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 15:28:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/08/teoria-geral-de-tudo-1/</guid>
<description><![CDATA[&lt;fevereiro de 2005&gt; Algumas pessoas que se acreditam muito interessantes às vezes até consegue]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#60;fevereiro de 2005&#62;<br />
Algumas pessoas que se acreditam muito interessantes às vezes até conseguem ser verdadeiramente interessantes, ainda que por diferentes motivos.  <a href="http://web.archive.org/web/20050525173902/http://smartshadeofblue.brblog.com/archives/001255.html" name="more"></a> <span class="posted">  </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
