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	<title>midiotizacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "midiotizacao"</description>
	<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 06:19:36 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A DEMOCRACIA DA MÍDIA FRENTE À PROBA JUÍZA MARIA EUNICE]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/11/26/a-democracia-da-midia-frente-a-proba-juiza-maria-eunice/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 20:28:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[A história da mídia brasileira pela perspectiva empresarial é tristemente deplorável. Seus transcurs]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;">A história da mídia brasileira pela perspectiva empresarial é tristemente deplorável. Seus transcursos pontuados pela subserviência ao capital das grandes empresas e dos governos ditatoriais, mesmo os ditos democráticos, ofende a dignidade daqueles que se querem cidadãos brasileiros. Não fossem alguns jornalistas engajados que fizeram – e fazem – de sua profissão uma disciplina cívica, nada se poderia examinar como ação comunicativa democrática nesse serviço de informação pública.</span></strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Hoje, como nunca, em função do governo Lula, a mídia nacional situada no Sudeste exemplifica essa histórica máxima. Os jornais Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas Veja, Época, IstoÉ, e a TV Globo, notabilizam-se nessa prática financeira. Sem deixar em segundo plano sua verve conspiratória. É o capital dando a pauta nas redações. Implicações perigosas para a constituição de uma sociedade democrática. Não fossem alguns micros periódicos e os vetores da internet, como alguns blogs e sites, engajados na construção de uma democracia cujo processual seja uma estética constitutiva das potências de cada cidadão, e os posicionamentos de alguns artistas, cientistas, políticos, religiosos, operários, entidades de classes, profissionais liberais, etc, a síntese midiática estaria sepultada na oralidade dessas mídias milícias empresariais do capitalismo patogênico (Tautologia, o capitalismo em si é patogênico).</span></span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;">A MÍDIA MANAUARA NA PRÁXIS DA JUÍZA</span></span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Pesando e medindo o corpo da mídia manauara, e tomando suas devidas proporções, em princípio, a mídia manauara tem por conceito, semelhança, analogia e predicado o Mesmo das mídias portentosas. A mídia ajuricabana também sempre esteve urdida com os governos e os empresários, historicamente nunca engendrou uma cartografia jornalística cuja enunciação fosse a atualização do serviço público como disciplina cívica comunicacional. Nunca a democracia como processual ético de produção </span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>comunalidade</em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> lhe serviu de discurso jornalístico. No máximo, a democracia foi sempre simplificada no conceito de democracia representativa que já lhe garantia disposição para servir os governantes. Some-se a isso a limitação intelectual de seus jornalistas e o atavismo telúrico para subserviência salarial, prostrando-os como profissionais ilustrativos de crônicas de boi e futebol, o mais pobre jornalismo. Além da indiferença de classe com a potência democrática conjugada com anemia dos chamados artistas, intelectuais, poetas, sociólogos, romancistas dos “mormaços” da cidade do “faz escuro, mas” eu durmo.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Foi nessa bem composta cena que surgiu a insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, cassando em primeira instância o mais famoso representante da direita amazonense, Amazonino Mendes. Esse, bem promovido e laureado pela mídia, o ato revolucionário da juíza, fez estremecer a dedicação desses mídias. “O que fazer? Deve-se entrevistar a juíza? Sim, é matéria, é mercadoria, é pra vender, mas sem tocar no cassado. Informa-se sem opinião. Aliás, somos uma mídia independente”. Foi assim que trataram o caso. Nada de tocar no inusitado em uma terra dominada perversamente durante toda sua história pelas classes predadoras da democracia. Nada. Esperar posição dos articulistas? Qual? São articulistas da natureza abstraída sem homem real, homem social. Isso os fazem colaboradores dessas mídias. Fechados na gramática, nunca desconfiaram que o pensamento encontra-se embaixo dela (Nietzsche). Daí a força indiferente de seus escritos e dizeres. Quase um ano passou e a indiferença continuou a predominar. Tudo como se fosse algo misterioso, pecaminoso, que ninguém poderia comentar. Ironizando, diria o alemão Brecht: “E assim passou o tempo que lhe foi dado viver sobre a Terra”.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Agora, em um rito em que as opiniões proferiam “Eu já sabia!”, parte dos juristas do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) absolveu Amazonino Mendes, contentando a mídia servil. Então revela-se uma questão: o que essa mídia poderia pretender com a ilustríssima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento se conseguisse entrevistá-la, usando o surrado bordão do “ouvir o outro lado”? Breve resposta para um inocente inútil. Ela pretenderia tão somente usar os dizeres da juíza como mercadoria/jornalística para auferir seus a-éticos lucros. Nada mais que isso, já que seu jornalismo não é disciplina cívica e muito menos serviço público. E nunca se posicionou, nem veladamente, como examinadora da decisão democrática/jurídica/política da ínclita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento.</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CAETANO VELOSO CHAMA MARINA DE “MEIO PRETA”]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/11/07/caetano-veloso-chama-marina-de-%e2%80%9cmeio-preta%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 12:24:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando Caetano Veloso deu a nazista declaração estigmatizadora, dizendo que Marina Silva “não é anal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Quando Caetano Veloso deu a nazista declaração estigmatizadora, dizendo que Marina Silva “não é analfabeta como o Lula”, blogueiros, artistas, jornalistas, todos passaram a analisar, ironizar, execrar ou, ao contrário, justificar – toda justificativa é pior do que a sentença &#8211; a declaração caenazista em relação a Lula. Todos estão certos, como diria o filósofo Rui Brito. Mas não se observou que a discriminação de Caenazista começara já quando, antes de Lula, ele descrevera Marina. Eis o trecho tantas vezes repetido, mas não observado em sua totalidade:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><strong><span style="color:#000000;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é </span></span></span></strong><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">meio</span></span></strong></span><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></span></strong><span style="color:#008000;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">preta</span></span></strong></span><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">, é uma </span></span></span></strong><span style="color:#0000ff;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">cabocla</span></span></strong></span><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro.”</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nesse jogo das palavras vazias próprio de Caenazista – lembrando que até a sequelada Globotárica tinha uma personagem de humor reto-imóvel que caricaturava essa característica dele -, ele junta e distancia Marina e Lula, utilizando-se de “Obama ao mesmo tempo”. Observe-se que ele explica que Marina é Obama pela inteligência, mas não diz porque Marina é Lula. Ao contrário, diz porque Marina não é Lula. Nessa jogada de não-jogar, todos acabaram saltando as palavras grifadas acima e foram direto para a palavra “analfabeta” em referência a Lula.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Um professor de Língua portuguesa faria a pergunta: “Onde está o erro de concordância do inteligente Caetano?” Um estudante sorridente também colocaria sua questão para eliminar essa pergunta: “O uso da palavra <em>meio </em>não está incorreto do ponto de vista gramatical – o que seria apenas um equívoco -, mas do ponto de vista semiótico, alguém já ouviu essa expressão &#8216;meio preto&#8217;? Ou é preto ou não é preto.”</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">E a ignorância de Caenazista se torna racista devido ao uso étnico da palavra “preta”. Preto é cor. Todo agente do IBGE, e também toda mãe ou pai ou responsável que faz matrícula de um filho em uma escola sabe que não existe essa raça. Como Caetano não é o único – e por isso percebe-se que o famoso intelectual não sai da doxa (mera opinião) senso comum – a cometer tal erro, sabe-se que ele se referia à raça negra. Mas se não existe “meio preto”, “meio negro” é que não existe mesmo. Marina é negra ou não é negra. Quereria o poetastro dos “Quereres” dizer que Marina é mestiça? Existe “meio mestiça” por &#8216;acausos&#8217;?</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas, Caenazista &#8211; como a emenda em relação ao soneto – acrescenta que Marina é cabocla. Baiano de sucesso, que só viu a Ipiranga e a Av. São João, Caenazista não viu a Sampa real onde o metalúrgico Lula trabalhou e, ao contrário da esposa de Ló, não precisou olhar para o sal do nordeste, muito menos ao norte. Caetano sempre soube as notas de seu norte imaginário exótico europeizado em séculos atrás, por isso não sabe que na abstração da &#8216;mestiçagem&#8217; de Marina surge outra contradição: enquanto o mestiço vem da união de branco com negro, o caboclo é o descendente de branco com índio. Portanto, ou Marina é mestiça (“meio preta”?) ou é cabocla.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Perguntemos novamente a Caenazista: “Você já viu algum nortista usar a palavra “caboclo”. Só se for algum querendo, como você bem faz, tirar proveito do exotismo intelectual, porque aqui somos <em>cabocos</em> e <em>cabocões</em>. E, é bom que se diga, estamos respaudados por nada menos que o maior folclorista brasileiro, Câmara Cascudo, que explica que a palavra “caboco” (sem “l”) vem de tupi </span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>caa-boc</em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> (&#8220;o que vem da floresta&#8221;) ou de </span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>kari’boca</em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> (“filho do homem branco&#8221;). Nos cultos afro-indígenas temos diversas demonstrações do uso da palavra (Você já foi realmente a um terreiro de Candomblé, Umbanda, Mina Nagô, Umolocô?): Caboco Jacaúna. Caboco Jatapequara. Caboca Brava. Caboca Jandira. Caboca Jussara. Caboca Mariana. Caboco Gira Mundo. Caboco Corisco. Caboco Lage Grande. Caboco Pena Branca, Preta, Dourada&#8230; São tantos. Te cuida Caetanazista. E não vem dizer que aqui não cabe a próclise, que Oswald de Andrade já sabia que existiam esses falsos intelectuais. “Deixa disso, camarada. Me dá um cigarro.”</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Talvez Caenazista quisesse misturar a mestiça (“meio preta”, não esqueça) com a cabocla. Perguntemos: “Caenazista, qual é para você a raça de Lula?” Só não perguntamos porque sabemos que não importa. Em sua posição elitista, de direita, psdbista, Caetano só se utiliza de Marina para sacanear o “nordestino” Lula, porque “narciso acha feio o que não é espelho”. E Marina, que só foi alfabetizada aos 15 anos, também não percebeu o engodo da declaração caenazística.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Então, freudianamente, o rasteiro narcisismo de Caenazista é apenas a inveja de que um nordestino, Lula, tenha vencido os obstáculos da miséria – inclusive preconceitos dessa ordem – e se tornado um presidente “como nunca houve na história desse país”, enquanto Caenazista posava de outsider anárquico, sendo apenas um porra-loca que usava capitalisticamente a marca Tropicalismo em viagem pela Europa. Ao contrário de um Tom Zé, que precisou agir com inteligência, como artista, para fugir à censura e à prisão, encarando no gogó censores e delegados.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas talvez a inveja de Caetano seja mais velada. Seria porque Gilberto Gil, este, sim, negro, que se tornou um ministro da Cultura “como nunca na história desse país”? E justamente neste momento Caenazista perdeu os privilégios personalísticos que sempre alcançara com a direita que se instalou no país desde a Abertura, lucrando individualmente com falsos projetos sem alcance para a coletividade. Nesse caso, a fala preconceituosa de Caetano seria apenas merchandising, já que seus últimos projetos, inclusive um CD, não tiveram a menor repercussão. Qual mesmo o título?</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Caenazista não sabe que todos temos intelecto e que, por isso, somos intelectuais. Ele não sabe, com Guattari e Deleuze, que a linguagem, antes de ser coisa de linguística, é coisa de política. E, por isso, utiliza-se do discurso autoritário, tirânico, nazista, tão óbvio, tão ululante. Favor não confundir com <em>lulante</em>.<br />
</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ele não sabe a diferença entre “analfabeto” e “iletrado”. Dona Damiana, na zona Leste de Manaus, dar-lhe-ia (gostou da mesóclise?) uma aula de política, mas como ela já é falecida, os alunos do Curso de Alfabetização – Enunciações Intensivas das Palavras, que a Afin promove, podem dar o toque: “O pior analfabeto é o analfabeto político” (Bertolt Brecht).</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Pior, porque pode saber ler e escrever, e até falar tagarelice tatibitate, mas não vê, não ouve, tem menos sensibilidade do que uma múmia ambulante de filme hollywoodiano. Como te disse o, como tu, nordestino Belchior na </span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>Fotografia 3&#215;4</em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">:</span></span></strong></p>
<pre style="padding-left:60px;"><strong><span style="color:#0000ff;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>Veloso o sol não é tão bonito pra quem vem</strong></em></span></span></span></strong>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>do norte e vai viver na rua</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e pela dor eu descobri o poder da alegria</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e a certeza de que tenho coisas novas</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>coisas novas pra dizer</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>a minha história é ... talvez</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>que no sul viveu na rua</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e que andou desnorteado, como é comum no seu tempo</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e que ficou apaixonado e violento como você</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você</strong></em></span></span></span>
<span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>que me ouve agora. Eu sou como você. Como Você.</strong></em></span></span></span></pre>
<p><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas, como você, Caenazista?!</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[UMA GENEALOGIA DA CAETANIZAÇÃO NAZISTA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/11/06/uma-genealogia-da-caetanizacao-nazista/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 09:42:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Demonstração de como Caetano continua caetanizando “Sozinho” Repórter (olhinhos brilhantes nos olhin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>Demonstração de como Caetano continua caetanizando “Sozinho”</strong></em></span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Repórter </span></span></span></strong><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>(olhinhos brilhantes nos olhinhos brilhantes)</em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> – Então você já escolheu seu candidato à Presidência?</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Caetano</span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></span></strong><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>(dedinho na boquinha)</em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> – É Marina Silva, porque ela não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro.</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Blogueiro</strong></span></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong> &#8211; Como você desenvolveu essa prática preconceituosa caetanazista?</strong></span></span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Caetano &#8211; </span></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Não sei&#8230; </strong></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>“Tudo era apenas uma brincadeira que</strong></em></span></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>foi crescendo, crescendo, me absorvendo</strong></em></span></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>e de repente eu me vi assim</strong></em></span></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>completamente seu”</strong></em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong> (Peninha).</strong></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AÉCIO CHEIRA COCAÍNA NA CAMPANHA DE SERRA À PRESIDÊNCIA?]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/11/04/aecio-cheira-cocaina-na-campanha-de-serra-a-presidencia/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 10:21:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/11/04/aecio-cheira-cocaina-na-campanha-de-serra-a-presidencia/</guid>
<description><![CDATA[Parece que na briga pela escolha do nome à corrida presidencial pelo PSDB o que vale é a lei da truc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Parece que na briga pela escolha do nome à corrida presidencial pelo PSDB o que vale é a lei da truculência de um vale-tudo sem regras e sem juiz. </span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A notícia de que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, havia agredido a namorada, veiculada na internet pelo jornalista esportivo Juca Kfouri, repercutiu na blogosfera.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A principal hipótese é que o interesse de Kfouri não fosse contribuições à prática da Lei Maria da Penha, mas o de deformar a imagem do governador mineiro em proveito do, também tucano, governador paulista José Serra.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como pusemos <a href="../2009/11/03/agressao-de-aecio-a-namorada-na-campanha-de-serra-a-presidencia/" target="_blank">aqui neste bloguinho</a>, Aécio, tentando manter-se distante da questão, defendeu-se na internet. E, mais, consta que deu uma coletiva ontem, <a href="http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2009/11/03/50686,aecio-neves-desmente-agressao-a-namorada.html" target="_blank">desmentindo a agressão</a>:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff420e;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Isso é uma aleivosia tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana. Sempre fiz política e vou continuar fazendo no patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa.”</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas, ainda ontem, também Kfouri deu uma entrevista (aqui no <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/texto_blog.asp?id_artigo=7712" target="_blank">blog do Rovai</a>) na qual, além de dar a entender ter confirmado o assunto via twitter (um recurso web de direita, como diz <a href="../2009/10/11/twitter-palavra-de-ordem-e-dromologia/" target="_blank">Mauro Carrara</a>), confirma que suas fontes de confirmação estavam na festa, mas nada viram, apenas souberam do “ocorrido”:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff420e;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Antes de dar a nota fiz quatro ou cinco ligações pra festeiros cariocas amigos meus e todos me confirmaram a história, apesar de não terem visto a cena.”</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas quando Renato Rovai inquire sobre à referência a Collor, percebe-se que Kfouri saltita e dá cambalhotas com mais um golaço:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff420e;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É isso mesmo que você está pensando, Renato. Circulam mil histórias em relação ao Aécio, histórias que, aliás, o Mineirão canta em coro [</span></span></span><em><span style="color:#ff420e;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">durante a partida Brasil e e Argentina, no ano passado, parte da torcida presente <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/08/brasil_x_argentina.php" target="_blank">entoou o coro</a> "Ô Maradona, vai se f..., o Aécio cheira mais do que você"</span></span></span></em><span style="color:#ff420e;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">]. Acho que a imprensa tem obrigação de investigar isso, como deveria ter feito o mesmo em relação ao caçador de marajás. Isso não pode ser tratado como coisa menor, como algo regional.”</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">De quebra, Kfouri ainda tentou desviar do mídia subserviente para a blogosfera independente a suspeição sobre seu furo, atacando <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=21576" target="_blank">Paulo Henrique Amorim</a>, que rebateu, apontando para Ricardo Noblat, do Globo, sendo que Kfouri faz parte da CBN, também da Globo.</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Comentando as repercussões, Kfouri disse no início de um <a href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-11-01_2009-11-07.html#2009_11-03_00_41_57-9991446-0" target="_blank">texto em seu blog</a>:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff420e;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nada mais no Brasil parece ser avaliado sem a busca de segundos interesses.”</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">E fechando esse mesmo texto:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff420e;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Seria tudo muito divertido, não fosse medíocre. </span></span></span><span style="color:#ff420e;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">E pusilânime, dos dois lados. Que, por sinal, se merecem.”</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A julgar pela entrevista ao Rovai, a denúncia de Kfouri não teve segundos interesses e, concordamos, é medíocre, mas não deixa de ser divertido ver a direita política e midiática digladiando-se enquanto o leão – ou “a leoa”, para sermos mais claros &#8211; espreita-os.</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PÂNICO DA JOVEM PAN FAZ DUO DE SABERES COM MARA MARAVILHA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/20/panico-da-jovem-pan-faz-duo-de-saberes-com-mara-maravilha/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 20:05:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/20/panico-da-jovem-pan-faz-duo-de-saberes-com-mara-maravilha/</guid>
<description><![CDATA[A ex-cantora e apresentadora de televisão laica – ou profana? -, concorrente da Xuxa na cacocomunica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/10/marampb31.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7343" title="marampb3" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/10/marampb31.jpg" alt="marampb3" width="467" height="288" /></a></strong></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">A ex-cantora e apresentadora de televisão laica – ou profana? -, concorrente da Xuxa na cacocomunicação infantilizada – paralisia cognitiva da infância -, no momento cantora gospel, Mara Maravilha, em entrevista ao programa pânico de hoje, dia 20, fez duo de saberes com a equipe de Emílio, o apresentador-mor da edição.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Em clima de total descontração musical e intelectual, o duo foi contagiante em harmonia de saberes. Todavia, o programa não fez jus ao seu nome: Pânico. Não causou pânico, apenas se mostrou como realmente é: previsível. Mesmo com toda contribuição dada pela sagrada entrevistada.</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mara Maravilha, entre redenção e lucro, comentou que com tantos discos lançados jamais antes fora premiada. Pontuou sua transição da música laica para a gospel e sua descoberta de Deus. O quanto Ele lhe mostrou o caminho do amor, da paz e da solidariedade. Disse que continua amando as crianças, que fazem parte do objetivo de suas canções teológicas.</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Com tanta harmonia pânica, chegou o momento da catarse do programa. Mara Maravilha, maravilhada com seus iguais, deu-se ao luxo de conjecturar origens, gêneses, como falou. Entre névoas diabólicas, afirmou que quem criara a música fora “Lúcifer, o grande regente”. O anjo mais belo na hierarquia de Deus, e que cobiçava seu lugar. Segundo Mara, Lúcifer regia para seduzir as almas e levá-las para o inferno, onde havia “caído”, de acordo com a vontade de Deus.</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;">PARA MARA E PÂNICO, GUTENBERG INVENTOU A ESCRITA</span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas o melhor estava para acontecer. Mara se fez professora de História do Jornalismo. Afirmou que quem inventou a escrita fora Gutenberg. “Quem estudou jornalismo sabe disso”, afirmou convicta, acompanhada por seu backing-vocal. Disse que, a partir da invenção da escrita por Gutenberg, a palavra de Deus pode ser levada até o povo; antes só os governantes, sacerdotes e profetas conheciam. Também com a escrita foi possível a arte de Lúcifer, a música, ser divulgada com o objetivo de seduzir as almas. Assim, é possível divulgar músicas que fazem apologia às “lésbicas, homossexuais”. E o backing vocal sem pânico, só em harmonia, com seu “humor” tira broncas da limitação intelectual.</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ao contrário do que possa imaginar o purista, a questão não é ser sábio da cultura inútil. Saber que Johann Gutenberg inventou a prensa lá para as bandas dos 1450, aurora das novas subjetividades nos discursos renascentista, iluminista, reformista, capitalista, “morte de Deus”. E que, se a escrita tivesse sido inventada no século XV, não haveriam as filosofias antigas e muito menos a Bíblia, livro sagrado da Mara/Pânico. E, de quebra, tudo que os sumérios, mesopotâmicos, egípcios, gregos e romanos escreveram também não existiriam. A questão é que a Mara e o Pânico podem influir no resultado da avaliação de alguns estudantes que vão participar do Enem. Vai que eles faltaram a aula de História Geral sobre o conteúdo “Transformação do Mundo Ocidental a partir de Gutenberg”, e apareça na prova a pergunta: “Quem inventou a escrita?” E eles, como escutaram o Pânico/Maravilha, vão responder: “Gutenberg”. Resultado: Bomba, meu! Quantos a menos nas universidades públicas?</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ouvintes do Pânico não suspeitam que o humor apresentado na Jovem Pan é o mesmo do Caceta: sem vigor. Sustentado por discriminações, preconceitos, culpas, ressentimentos, rancores, a re-cognição da “besta loura”, como afirma Nietzsche. Como também não suspeitam que a tentativa de caricaturar Lula, com o personagem “Molusco”, é um recurso próprio de quem esconde sua limitação intelectiva. Pior ainda, não suspeitam que o Emílio, comandante do Pânico não é o Emílio, educando, do filósofo Rousseau. Também nada a ver com o cantor Emílio Santiago. Assim, de insuspeita em insuspeita, estes ouvintes, crentes do Pânico/Mara, estão pebados no Enem.</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nesta cacopedagogia do purista, a cultura inútil não serve para nada. Saber que Gutenberg inventou a prensa e não inventou a escrita, obra dos sumérios, não move o mundo. Só move a masturbação do professor que goza ao reprovar um aluno que não respondeu certo sua pergunta inútil. No mais, o Pânico foi previsível em duo com Mara. “Palmas para dar IBOPE” (Ednardo)!</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAITÊ PROENÇA DESCULPA-SE E PIORA A DISCRIMINAÇÃO]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/14/maite-proenca-desculpa-se-e-piora-a-discriminacao/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 20:49:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/14/maite-proenca-desculpa-se-e-piora-a-discriminacao/</guid>
<description><![CDATA[Diante da repercussão da reportagem publicada ontem, dia 13, pelo Jornal de Notícias, da mídia portu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Diante da repercussão da reportagem publicada ontem, dia 13, pelo </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>Jornal de Notícias</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>, da mídia portuguesa, e pela internet, e, mais, com o anúncio da Embaixada Brasileira em Portugal, que informou ter recebido dezenas de pedidos de retratação da dublê de atriz Maitê Proença, que discrimina no programa globotorizante </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>Saia Justa</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>, apresentado no Canal GNT, filiada da Globo, a percepção e a inteligência dos portugueses, com ditos piadistas escarnecedores, ela se apressou em gravar um vídeo pedindo desculpas ao povo português. O que não a livrou de opiniões contundentes sobre seu ridículo modo colonizado de querer ser tomada como espirituosa.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Ao assistir o vídeo, que ensejou os posicionamentos reivindicatórios dos portugueses, e das opiniões de outros países (acessar </strong></span></span></strong><em><a href="http://afinsophia.blog.com/2009/10/13/maite-proenca-discrimina-portugueses/" target="_blank"><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>afinsophia.blog</strong></span></span></span></a></em><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>), a Ministra Conselheira, Carmem Moura, lastimou que “uma figura pública tenha feito um trabalho de tão má qualidade”, e logo em seguida pediu que se “minimize” o episódio, que classificou como “um lamentável erro de imprensa”. </strong></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Por seu lado de defensor da caricata atriz globotarizante, o acusado de ex-namorado da lusofóbica telenovelesca, escritor português Miguel Souza Tavares, afirmou: “Isto é uma reação provinciana dos portugueses. Somos um povo sem capacidade de humor e autocrítica. Há um português que vá ao Brasil e não tire sarro? Só um povo com complexos é que se sente melindrado com uma coisa destas”.</strong></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Já em seu vídeo de pedido de desculpas – para uns tiração de broncas, para outros, panos quentes -, a patética xenofóbica argumentou tratar-se de uma “brincadeira caseira”. Em seguida, modelou o brasileiro para sustentar sua brincadeira doméstica: “O brasileiro é muito brincalhão”. E se apoiou na psicologia da boa amizade burguesa para ser conclusiva sobre sua posição lusofóbica: “A gente brinca com aquilo pelo qual a gente tem afeto”.</strong></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>COISAS DE HUMORES FASCISTAS</strong></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Miguel Souza Tavares, acusado de ser ex-namorado da caricata, afirma que a reação dos portugueses foi “provinciana” e própria de “um povo sem capacidade de humor e autocrítica”. Miguel, talvez ainda ofuscado pela antiga paixão que o escotomizou sobre o óbvio, não ‘miguelisou’ nos entremeios do discurso de sua pretérita musa. Desta forma, ofuscou o micro-fascismo contido nas enunciações de sua ex, e acusou o espírito português por não se querer mais Salazar, mas crítico de sua condição de povo independente. Não percebeu o acinte xenófobo no discurso ecolálico da patética globotarizante a serviço da voz de comando da máquina despótica com sua enunciação opressora. Por isso ele afirma que é o espírito português que tem “complexos”, e por tal se melindra. E neste desentendimento do que seja humor, ele não atenta para a perigosa frase-desculpa &#8211; foi uma “brincadeira caseira” -, com sua força de propagação fascista, cuja “pedagogia” de iniciação começa em uma “inofensiva” “brincadeira” iniciada nos interiores domésticos: casa, escola, igreja, bares, meios de comunicações, etc. Tudo com a conivência indiferente dos que estão apaixonados por suas certezas privadas.</strong></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Miguel e Maitê são casados em suas posições. “A gente brinca com aquilo pelo qual a gente tem afeto”, sentencia Maitê, que afeta Miguel. Afeto triste, afirma o filósofo Spinoza, íntimo de Portugal. Maitê foi afetada por um afeto histórico-discriminador. Maitê confunde com amor. O afeto de Maitê diminui a potência de agir, com o qual não quis compor o povo português. Ele quer o afeto que aumenta a potência de agir. O </strong></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>ludus</strong></em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong> da brincadeira criativa que alegra a Vida. Maitê não carrega. Carrega os estereótipos, os clichês, signos-adesivos que colam na mente próprios para serem usados como demarcadores tirânicos.</strong></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Talvez Miguel, poderia bradar Brecht, contra seus patrícios lusos: “Pobre do povo que não tem humor…”. Mas Miguel não pode brechtianizar. O humor, para ele, não é revolucionário, dionisíaco. Humor para si é caricatura discriminadora. O humor de sua musa globotária, agente da disseminação fascista dos meios de comunicação de massa da sociedade capitalística. O que o povo português percebeu e entendeu.</strong></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ MAITÊ PROENÇA DISCRIMINA PORTUGUESES]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/13/maite-proenca-discrimina-portugueses/</link>
<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 19:26:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/13/maite-proenca-discrimina-portugueses/</guid>
<description><![CDATA[A globotarizante Maitê Proença, atriz caricata da Globo, uma das apresentadoras do programa alienado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">A globotarizante Maitê Proença, atriz caricata da Globo, uma das apresentadoras do programa alienado “Saia Justa”, levado ao ar pela filiada da Globo, GNT, apresentou em 2007 uma edição gravada em Portugal que faz clara discriminação preconceituosa contra os portugueses.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Levada a publico pelo “Jornal de Notícias”, da mídia portuguesa, a reportagem mostra a patética atriz globotarizante procurando ridicularizar, pelo viés colonizado de certos brasileiros, atitudes que, para ela, mostram os portugueses como imbecis, portadores de falha cognitiva. Indivíduos em condições próprias para servir de acinte zombador. Galhofa, humor enfermo nos moldes que modelam a programação de humor da Globo, onde a patologia da discriminação, preconceito, homofobia e inexistência de inteligência comunicacional é a imagem determinante.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A atriz globotarizante, que por si mesma já manifesta nulidade analítica sobre o mundo inútil que adorna com sua restrita inteligência, as gargalhadas, coadjuvada por suas parceiras de programa, zomba de uma casa em Portugal com uma placa em frente pendurada ao contrário. “Tive problema com a internet do hotel e pedi um técnico para arrumar. Mandaram um técnico que não sabia nada de informática. Ele olhava para o meu mouse como se fosse uma capivara”, afirmou, querendo se fazer piadista. E deu continuidade a sua saga discriminadora. “Depois a gente fala de portugueses que eles são esquisitos. Mas é assim mesmo”.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Depois de tomarem conhecimento do programa, os portugueses fizeram um baixo-assinado no qual exigem “um pedido claro de desculpas da atriz ao povo português, seja por escrito, oral ou em vídeo”.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ao telespectador crítico, a atitude da triste Maitê Proença só confirma que se sabe no mundo psicodélico assaltante da mente, que, em se tratando de alienação, a Globo tem “tudo a ver”. Nisso, a sua confraria de acéfalos, anestesiados e afônicos.</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TWITTER: PALAVRA DE ORDEM E DROMOLOGIA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/11/twitter-palavra-de-ordem-e-dromologia/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 17:29:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/11/twitter-palavra-de-ordem-e-dromologia/</guid>
<description><![CDATA[Nunca os avanços tecnológicos foram tão avassaladores e tão velozes, com a capacidade de modificar a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Nunca os avanços tecnológicos foram tão avassaladores e tão velozes, com a capacidade de modificar a forma de agir e pensar das pessoas de forma instantânea.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Alguns falam de um Neorrenascimento. Ou poder-se-ia dizer a morte definitiva do Renascimento? Pois que a todo momento estão inventando ferramentas novas de comunicação virtual. Mas não raro o que essas “novidades” teletecnológicas fazem é impedir qualquer possibilidade desse “virtual” ser tomado no sentido filosófico como </span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">virtus</span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> (“potência”), emperrando assim os processuais de comunicação.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>De executivos de multinacionais a jovens iranianos contestadores das últimas eleições no Irã, </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">o Twitter é a grande novidade. Surgido em 2006, no Brasil passou há poucos meses a ser febrilmente utilizado para troca de mensagens instantânea</span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>s.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Mas, como outras ferramentas web, pelo sistema de </strong></span></span></span></span></span></strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>microblogging</strong></em></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>, com permissão de uso de apenas 140 caracteres para cada </strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>tweet</strong></em></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>, o Twitter impulsiona a utilização de palavras de ordem, reduzindo a possibilidade de discussão reflexiva racional e, mais ainda, tentando impedir o trabalho da inteligência e do pensamento.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Pensando assim, o jornalista Mauro Carrara (que escreveu em 2006 o antológico </strong></span></span><a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&#38;pid=380" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Carta Aberta a Arnaldo Jabor</strong></span></span></span></a><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>) escreveu um texto análise (que ora reproduzimos aqui em parte), a partir do uso da direita brasileira do Twitter contra uma escorregadela ingênua do senador petista Aloizio Mercadante, de como essa ferramenta pode ser empregada de forma nociva, como palavra de ordem e dromologia (de </strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>dromos</strong></em></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>=velocidade), pegando o conceito do filósofo-urbanista francês Paul Virilio de velocidade que extingue a possibilidade de qualquer movimentação intensiva. Vamos lá!</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:large;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">POR QUE O TWITTER É DE DIREITA</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">(&#8230;)</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Twitter é exemplo claro da importância do meio na conformação da conduta do usuário.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mais do que o Orkut, por exemplo, que é sucesso entre os brasileiros de todas as classes sociais, o Twitter tem em sua engenharia interna a inspiração do modelo personalista.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Serve, portanto, de modo perfeito, à construção de púlpitos para gurus. É da pessoa e não do tema, estabelece uma hierarquização no tráfego de informação e copia os modelos verticais de gestão corporativa.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Orkut, por exemplo, é campo aberto de batalha e debate. Ali, os famosos e poderosos têm medo de se expor. Equivale a se apresentarem no meio da multidão, em praça pública.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por conta das características do meio orkutiano, as pequenas legiões leonídeas da esquerda organizada destroçam facilmente as gordas falanges do mainardismo virtual.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Twitter, ao contrário, enfatiza o emissor e exclui o intercâmbio dinâmico de ideias. Não há corpo a corpo e, por conta das condições do campo de batalha, a quantidade pode vencer a qualidade.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Vale dizer que o Twitter funciona no campo da comunicação declaratória. Não trabalha com base na argumentação e na exposição racional do pensamento.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">No Twitter, as personalidades têm o que o sistema chama de “seguidores”, característica que fortalece um padrão de falsa interação.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Um tema dromológico</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Cada tweet (mensagem) tem que se limitar a 140 caracteres. Assim é a coisa.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É fácil pedir “Fora Sarney” nessa tecladas mínimas. Mas é difícil explicar que o presidente do Senado está por aí há 45 anos, que a bronca tucana é oportunista, que Arthur Virgílio é um bandalho e que o movimento midiático faz parte de um projeto de desestabilização do governo Lula.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Twitter é ótimo para gritar e exigir cabeças. É péssima ferramenta para qualquer advogado.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Curiosamente, o Twitter no Brasil é utilizado majoritariamente por homens paulistas e cariocas, na faixa de 20 a 30 anos, a maior parte deles com ensino superior. A agência Bullet, que coletou os dados, mostra que 60% dos twitteiros são considerados formadores de opinião.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">No total, 51% dos usuários valorizam os tais perfis corporativos.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Cabe destacar que o Twittter se casa perfeitamente com o modelo de comunicação veloz da juventude. É um SMS da Internet.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A informação é rala e muitas vezes codificada. O importante é estar “em contato”, integrado, saber um pouco, talvez quase nada, mas de muitos. Também é preciso mostrar-se vivo, disparando a mensagem, mesmo que irrefletida.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Twitter faz parte do arsenal das bombas informáticas, às quais faz referência o filósofo Paul Virílio, pessimista mas sabido.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como instrumento de controle e alienação, a ferramenta já se converteu em arma poderosa do que se convencionou chamar de “direita”, considerado aí o termo conforme a brilhante conceituação de Norberto Bobbio.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Em seus estudos, Virílio alerta para a supervalorização da velocidade na sociedade tecnológica contemporânea. Segundo ele, perdemos o valor mediador da ação em benefício da interação imediata.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O pensador, que bem avaliou os elementos simbólicos da guerra, afirma que a velocidade divinizada reduz drasticamente o poder de atuação racional e estabelece uma conduta de reação, muitas vezes automatizada.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por isso, o Twitter tem menos interesse no pensamento estruturado que no jogo rápido das reações. Assim, vem sendo utilizado com sucesso no fortalecimento de marcas, agregando “seguidores” por categorias definidas pelos profissionais de marketing.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Razões éticas ou morais podem afastar as esquerdas do Twitter. A esquerda não se contenta (e não sabe se contentar) com 140 caracteres e historicamente não tem gosto pela velocidade.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Os esquerdistas de raiz libertária, em especial, valorizam a dialética e a comunicação multidirecional, em que a igualdade de direitos faz emissores e receptores trocarem de lugar a cada passo da valsa.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O partido mudo e alguns setores decrépitos da esquerda são casos à parte. Praticam, há tempos, certo neoludismo fanático e tolo. Noutras ocasiões, a inépcia marca o uso das novas armas-meio.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como já estive por aqueles lados, posso assegurar que os vietnamitas não se valeram apenas de zarabatanas e armadilhas de caça para vencer a maior potência bélica do mundo.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Twitter é de direita, hoje. Mas não precisa ser para sempre.</span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="right"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em><span style="text-decoration:none;">*</span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Mauro Carrara é jornalista, nascido em 1939, no Brás, em São Paulo. É o segundo filho de Giuseppe Carrara, professor de Filosofia em Bologna, e de Grazia Benedetti, uma operária e militante comunista de Nápoli. O casal chegou ao Brasil em 1934, fugindo da perseguição fascista. Mauro foi para a Itália em 1959, por sugestão do amigo dramaturgo Giafrancesco Guarnieri. Em Firenze, estudou arte, ciências sociais e comunicação. De volta ao Brasil, passou dois anos na Amazônia. Ao atuar na defesa dos povos indígenas, foi preso pelo regime militar. Libertado, voltou à Itália. Como free-lancer, produziu reportagens para jornais como L’Unita e Il Manifesto. Com o primo Antonino, esteve no Vietnã, no início da década de 70. Em 1973, no Chile, juntou-se à resistência ao golpe contra Allende. No Brasil, como clandestino, aproximou-se do cartunista Henfil, cujos trabalhos traduziu para uma revista alternativa italiana. Na década de 80, prestou serviços para a ONU em países como China, Iraque e Marrocos. Nos anos 90, assessorou ONGs brasileiras, especialmente na área de Direitos Humanos. Cidadão do mundo, atua na área de comunicação e relações internacionais.</span></em></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="right"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Para ler o texto na íntegra, vá ao <a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&#38;pid=1370" target="_blank">NovaE</a>.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PELA DEMOCRATIZAÇÃO DE “LOS MEDIOS” NA ARGENTINA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/10/pela-democratizacao-de-%e2%80%9clos-medios%e2%80%9d-na-argentina/</link>
<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 21:09:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de cerca de 20 horas de debate, numa goleada democrática, o Senado argentino aprovou hoje a L]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		H1 { margin-bottom: 0.21cm } 		H1.western { font-family: "Times New Roman", serif } 		H1.cjk { font-family: "Lucida Sans Unicode" } 		H1.ctl { font-family: "Tahoma" } --></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/10/los-medios.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7184" title="Los Medios" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/10/los-medios.jpg" alt="Los Medios" width="370" height="490" /></a></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Depois de cerca de 20 horas de debate, numa goleada democrática, o Senado argentino aprovou hoje a <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/20-133267-2009-10-10.html" target="_blank">Lei de Serviços Audiovisuais</a> com 44 votos a favor e 24 contra, mantendo na íntegra o texto original do projeto proposto pelo governo de Cristina Kirchner, o qual já havia sido aprovado na Câmara dos deputados.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Entre as diversas medidas, a nova lei pretende levar aos meios de comunicação uma maior pluralidade, além de combater a formação de monopólios midiáticos e democratizar as informações.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">O CHIADO DA MÍDIA SEQUELADA HERMANA</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Enquanto milhares de pessoas, como na foto acima recortada da capa do jornal argentino <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/index.html" target="_blank">Página 12</a> de hoje, concentravam-se em frente ao Congresso, em Buenos Aires, para pressionar pela aprovação da </span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Ley de Los Medios</span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">, como ficou conhecida, os grandes conglomerados da mídia/direita sequelada argentina apelavam de todas as formas.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">O principal deles é o Grupo <a href="http://www.clarin.com/" target="_blank">Clarín</a>, uma espécie de Organizações Globo na Argentina, quem a oposição de lá diz ser o maior alvo da nova lei.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Leia, na versão virtual do <em>Clarín</em>, a notícia/esperneação após a aprovação da lei:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> </span></span></span></span></span></strong><span style="color:#0000ff;"><a href="http://www.clarin.com/diario/2009/10/10/um/m-02016085.htm" target="_blank"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:underline;">El kircherismo aprobó la ley que le da al Gobierno mayor poder sobre los medios</span></span></span></span></strong></a></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Ou a tradução dessa mesma notícia no blog <em>Vi o Mundo</em>:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="center"><span style="color:#0000ff;"><strong><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/argentina-passa-lei-da-midia-o-clarin-esperneia/" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:underline;">O kirchnerismo aprovou a lei que dá maior poder ao Governo sobre a mídia</span></span></span></span></a></strong></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Ontem, no <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19905" target="_blank">Conversa Afiada</a>, Paulo Henrique Amorim já havia feito um demonstrativo do esperneio do Clarín:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.72cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Na verdade, trata-se de uma batalha entre os K – Nestor e Cristina – e a Globo de lá, o Clarín.</span></span></span></span></span></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.72cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">As duas empresas de cabo que servem Buenos Aires – Cable Visión e Multicanal – são do Clarín.</span></span></span></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.72cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">As duas maiores redes de televisão – Canal 13, e TN (telenotícias) são do Clarín.</span></span></span></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.72cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A maior rede de rádio da Argentina, a Radio Mitre, é do Clarín.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Com a nova lei, o Clarín, por exemplo, vai ter de escolher escolher entre o canal 13, de tv aberta, e a emissora TN, de tv a cabo, já que um dos pontos da nova lei prevê a escolha de tv aberta ou a cabo na mesma região.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Por isso, com a aprovação, os grandes grupos, encabeçados pelo Clarín (<a href="http://www.clarin.com/diario/2009/10/10/um/m-02016136.htm" target="_blank">aqui</a>), e outros, como o La Nacion (<a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1184928" target="_blank">aqui</a>), já passaram prontamente, com a frente opositora União Cívica Radical (UCR), a tentar impedir a implementação da lei, utilizando-se de uma proliferação de postergações judiciais contra ela.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">DOS FALSOS ARGUMENTOS</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Façamos uma análise rápida de alguns argumentos falseados (colhidos da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091010_argentinacomunicacoes_ir.shtml" target="_blank">notícia na BBC</a>) da mídia/direita sequelada, pois uma reflexão sobre o ocorrido na Argentina serve para outros lugares onde grandes grupos monopolizam os meios de comunicação, como no Brasil, onde as empresas de telecomunicações se abstém até de participar da <a href="http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151318" target="_blank">Conferência Nacional de Comunicação</a> (Confecom).</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Senador opositor Emilio Rached, da Frente Cívica: “Essa lei vai dar muito trabalho aos advogados, juízes e à Corte Suprema de Justiça”.</span></em></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">É melhor que dê muito trabalho do que os grandes grupos de meios de comunicação possam manipular informações, para inibir de que os meios de comunicação possam fabricar verdades que chegam, como no Brasil, ao extremo de serem motivo de criações de CPI no Congresso.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Senador Ernesto Sanz, da UCR: “O governo ganhou, mas perdeu porque será muito difícil aplicar essa lei.”</span></em></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Ora, difícil não era aprovar a nova lei? Coisa que o governo de Cristina conseguiu por ampla maioria. Resta apenas saber se o Judiciário acompanhará esse movimento democratizante dos meios de comunicação argentinos.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Senadora Sonia Escudero, do Partido Justicialista (PJ): “Está em vigor um decreto que renovou, recentemente, por dez anos, as licenças de rádios e de televisão do</span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong> país. </strong></span></em></span></span></span></strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>Por isso, este artigo das vendas das empresas da nova lei não poderá ser aplicado porque é inconstitucional.”</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">A questão é de leitura e interpretação da lei. E, também, estando estabelecida a nova lei, uma alternativa, se não puder fazer alterações para o bem da coletividade, será colocar em prática no momento da renovação das concessões. De qualquer modo, a lei vai cumprir seu papel democratizante.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;">Senadora Sonia Escudero, continuando: “Por que nossos vizinhos Brasil e Uruguai recebem investimentos e nós não? Porque eles têm regras claras e aqui estamos permitindo a insegurança jurídica. Devemos respeitar os direitos adquiridos.”</span></em></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Pior pra nós, pois o Estado brasileiro e a população assistem todas as tramóias políticas e os desrespeitos ao cidadão pela grande mídia e se vê impotente muitas vezes de impedir estas manobras mesmo em casos que ferem às vezes diretamente a Constituição.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">PELA DEMOCRATIZAÇÃO DE </span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em><span style="text-decoration:none;">LOS MEDIOS BRASILEÑOS</span></em></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><strong>Por isso, a mídia sequelada brasileira acompanha</strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> o ressentimento da sequelada argentina, basta ver nos principais jornais as lágrimas e farelos de dentes esfacelados nas páginas impressas e virtuais:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong>Folha de São Paulo:</strong></span></em></span></span></span></strong></p>
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#0000ff;"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u636381.shtml">Lei de comunicações na Argentina integra &#8220;ofensiva sem limite&#8221;, diz jornal Clarin</a> </strong></span></span></span></span></strong></span></span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong>Estado de São Paulo:</strong></span></em></span></span></span></strong></p>
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#0000ff;"><strong><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,kirchners-aprovam-lei-para-cercear-meios-de-comunicacao,448818,0.htm"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Kirchners aprovam lei para limitar a imprensa</strong></span></span></span></span></a></strong></span></span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong>Jornal do Brasil:</strong></span></em></span></span></span></strong></p>
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#0000ff;"><a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/10/e101013205.asp" target="_blank"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Argentina aprova polêmica lei para meios de comunicação</strong></span></span></span></span></strong></a></span></span></p>
<p><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong>G1:</strong></span></em></span></span></p>
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#0000ff;"><strong><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1336714-5602,00-SENADO+ARGENTINO+APROVA+TEXTOBASE+DE+NOVA+LEI+PARA+MIDIA+AUDIOVISUAL.html" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Senado argentino aprova texto-base de nova lei para mídia audiovisual</strong></span></span></span></span></a></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">Por isso, a nossa alegria pela democratização de “los medios” hermanos é também uma <a href="http://farm3.static.flickr.com/2665/3886033659_3068e0aafd_o.jpg" target="_blank">Campanha pela Democratização das Concessões Públicas de Rádio e Televisão</a> no Brasil.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="center"><span style="color:#ff6633;">“<span style="font-size:large;"><em><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><strong>Governo argentino vence a &#8216;mãe de todas as batalhas&#8217;: com vigília de milhares de pessoas nas ruas, Congresso determina o fim dos monopólios de comunicação; veta a propriedade simultânea de TV aberta e a cabo e fixa regras mais duras para concessão e renovação de licenças audiovisuais.”</strong></span></em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="center"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>(<a href="http://www.cartamaior.com.br/" target="_blank">Carta Maior</a> recorda que a nova legislação democrática substitui a lei de 1980 imposta pela ditadura do general Jorge Rafael Videla)</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MINISTÉRIO PÚBLICO QUER AFASTAR VILÃ MIRIM DE NOVELA DA GLOBO]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/08/ministerio-publico-quer-afastar-vila-mirim-de-novela-da-globo/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 17:03:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/08/ministerio-publico-quer-afastar-vila-mirim-de-novela-da-globo/</guid>
<description><![CDATA[O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro enviou uma notificação a Manoel Carlos, autor(?) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro enviou uma notificação a Manoel Carlos, autor(?) de uma novela da Globo denominada “Viver a Vida”, para repensar(?) uma personagem vilã mirim, Rafaela, interpretada pela atriz Karla Castanho, de apenas oito anos.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Segundo as procuradoras Maria Vitória Sussekind Rocha e Danielle Cramer, &#8220;nem todas as manifestações artísticas são passíveis de serem exercidas por crianças e adolescentes. O trabalho infantil artístico deve ser comedido, observando não só os aspectos legais, mas principalmente eventuais reflexos que determinado personagem pode provocar no desenvolvimento da criança&#8221;.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>A VILANIA DO SIMULACRO TELEVISIVO</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Praticamente todos os meios de comunicação sempre estiveram e estão mais interessados em substituir a comunicação por um simulacro de poder (Baudrillard), e por baixo desse simulacro, ou por cima, às caras, às claras – aliás, como em relação a todo simulacro -, apenas o vazio de comunicação, o vazio de qualquer forma de relação na ordem do real.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Um dos aparelhos mais poderosos de fabricação de “simulacros comunicativos” é a televisão, que, a partir do simulacro denominado “realidade objetiva”, causa </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>dor</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong> e </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>alívio</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong> – ou </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>identificação</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong> e </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>alienação</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>- sempre de mãos dadas. Um binômio inseparável. Ou seja, primeiro o telespectador se identifica, o que lhe causa dor, e, em seguida, por proposições falsas, aliena-se.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Assim, envisca-se e suporta-se/aceita-se uma realidade objetiva massacrante de todos os pontos de vista – emocional, econômico, político, social, etc.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>A VIL CLONAGEM DA TELENOVELA</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Assim como em tudo da televisão – de Sílvio Santos a Galvão Bueno, passando pelo casal Bonner-Simpson -, a telenovela é apenas um clone dessa realidade simulada; por isso sua hiperrealidade soa tão familiar aos olhos e ouvidos embotados dos videotas. O enredo é sempre uma trama maniqueísta cotidiana, temperada com uma dose de violência e sexualidade, às vezes com a escamoteação de alguma mensagem educativa(?) na qual o “bem”, embora tenha sofrido durante todos os dias (dor), sempre vence o “mal” no final, confirmando os valores da moral constituída (alívio).</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Quem já viu uma novela televisiva, um capítulo, uma cena que seja, já viu todas as novelas. Tem até os atores que especializam-se em desempenhar sempre o papel, sempre em par, de galã/heroína e vilão/vilã.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>O HIPERCLONE GLOBAL MANOEL CARLOS</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Querendo-se diferenciar de outros autores, lemos numa notícia que esse mesmo Manoel Carlos já havia tido outros problemas judiciais pelo uso de crianças nessas tramóias hiperreais: “Em 2000, um juiz proibiu que crianças atuassem em &#8216;Laços de Família&#8217; por considerar que a novela contava com muitas cenas de sexo e violência”.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Neste caso, chegamos ao extremismo de clones pleonásticos. O título da novela &#8211; “Viver a Vida” &#8211; é uma beleza de pleonasmo. Além de um crasso erro gramatical, o pior é saber que não há nenhuma ação-Viver nem substância-Vida filosofantes de criação, desejo, singularidade, potência. Apenas redundância, ressentimento, vingança, amor-ilusão-e-dor, esperança, moralidade, etc. Tudo vida que é morte, como diria Zaratustra-Nietzsche; ou seja, não-viver, não-vida.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Mais, na busca pela hiperrealidade, a própria criança se torna clone dos adultos infantilizados, reproduzindo sua dissimulação e picardia, muito distantes do movimento intensivo de devir-criança em um tempo não-pulsado, onde a lógica instrumentalista dos adultos não alcança, não compreende, não captura.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>HIPERREALIZAÇÃO DA VIDA COMO NOVELA</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Nessas tramoias hiperreais, que controlam desde gostos a comportamentos, tudo doentio, pois que frutos plastificados em artificialidades fantasiosas, mas que controlam uma conversa pela manhã, a escolha da comida no almoço, o corte de cabelo, o encontro com uma namorada, com os amigos, a forma de educar um filho, a música a ouvir, o filme a assistir, etc. </strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Assim, o MPT-RJ deu apenas um passo para inibir a exploração de uma criança, notificando o autor para repensar as peripécias da personagem, exigindo a “harmonização entre o trabalho infantil artístico e a fixação de parâmetros que protejam minimamente o exercício das atividades”. Mas terá que tomar outras medidas, uma vez que não há nada que caracterize pensamento – sendo impossível repensar &#8211; na Globo e suas novelas, inclusive em seus clones em outros canais.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>A questão é muito mais ampla e passa por um debate amplo, para além da viscosidade e da alienação midiotizadoras, em torno das <a href="http://farm3.static.flickr.com/2665/3886033659_3068e0aafd_o.jpg" target="_blank">concessões públicas de rádio e televisão</a>, o que deve envolver toda a população num debate vital para a afirmação da democracia, da inteligência, da vida.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O DITADOR MICHELETTI AGORA QUER VINGAR ZELAYA?]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/06/o-ditador-micheletti-agora-quer-vingar-zelaya/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 06:36:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/06/o-ditador-micheletti-agora-quer-vingar-zelaya/</guid>
<description><![CDATA[Quando lemos a notícia, pareceu até uma daquelas anedotas de humor reto; ou seja, sem humor. Mas qua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><a href="http://latuff2.deviantart.com/art/Manuel-Zelaya-returns-home-137852299" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://fc07.deviantart.com/fs51/f/2009/265/b/2/Manuel_Zelaya_returns_home_by_Latuff2.jpg" alt="" width="402" height="280" /></a><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Quando lemos a notícia, pareceu até uma daquelas anedotas de humor reto; ou seja, sem humor. Mas qual o quê? Embora chame o ditador Micheletti de “presidente interino”, tal qual a mídia sequelada direitista do mundo inteiro, a BBC não é dada a esses humores, mesmo desse rasteiro, curto e grosso. Mas é que a notícia em manchete chama a atenção: “<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091005_honduras_micheletti_zelaya_bg_np.shtml" target="_blank">Responsáveis por expulsão de Zelaya serão castigados, diz Micheletti</a>”.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>A verborragia ditatorial soou na entrevista coletiva dada ontem na qual, entre outras medidas, Micheletti revogou o estado de sítio que tinha instalado desde que o presidente Zelaya conseguira adentrar em Honduras e instalar-se na embaixada brasileira. &#8220;Cometeu-se um erro. Definitivamente, é uma decisão que foi tomada por alguns setores, que serão castigados conforme a lei&#8221;, afirmou Zelaya.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Mas tal assertiva tem diversas mensagens liminares. Entre elas, primeiro que se tornou insuportável para Micheletti manter-se, com o apoio da mídia sequelada mundial e da direita norte-americana (mas não só esta), a fraude da expressão “presidente interino”. Segundo, é preciso admitir, mas só até certo ponto; por exemplo, jamais usar a palavra “golpe”, mas “destituição”, “expulsão” e até “crise”. (A mídia-maioria e Micheletti estão de pleno acordo nesse ponto.) Assim como os poderes presidenciais de Zelaya serão restituídos, com a ressalva de alguns pontos que não o deixem movimentar-se para a esquerda sul-americana, como já afirmara antes (aqui no <a href="http://leituraglobal.com/316/" target="_blank">Leitura Global</a>): “Tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi presidente, liberal, como eu. Mas se tornou amigo de Chávez, Correa e Evo Morales”.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>E aí já entramos na terceira mensagem (</strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:none;"><strong>palavra de ordem</strong></span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>), de interesse dos Estados Unidos, detratar essa esquerda latina, principalmente Chávez. O que se liga imediatamente a uma quarta mensagem, que é justamente de desviar as luzes das câmeras e microfones o máximo possível para longe do presidente Lula, devido ao atual grau de autoridade deste no cenário mundial.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>E assim, o ditador Micheletti não pretende vingar Zelaya, já que para isso ele precisaria aplicar-se uma autopunição. Ao contrário, da mesma forma que se utilizou de um estado de sítio para prender, torturar, matar, agora ele lança uma armadilha linguística para, se der certo, continuar com os seus (militares e extrema liberal, e vice-versa) no poder.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Ademais, como disse Heloisa Villela, em entrevista a Conceição Lemes (no <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heloisa-os-deputados-e-michelleti/" target="_blank">Vi o Mundo</a>) </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>—</strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong> chocada diante da patacoada da trupe parlamentar brasileira banqueteando-se com o ditador Micheletti </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>—</strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>, há a “provável transferência dos camponeses para um presídio de segurança máxima, onde some muita gente”.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Os milicos foram espertos em colocar um ditador civil, percebendo que na atual conjuntura não seria possível manter-se uma ditadura militar nas Américas. Agora Micheletti terá de sacrificar um dos seus, para que fique tudo em paz.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>Tudo que Zelaya, os presidentes sul-americanos envolvidos e, principalmente, o povo hondurenho não quer </strong></span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><strong>— uma falsa paz, um invólucro de pomba branca com o interior putrefato —, mas sim uma democracia, uma alegria. A potência de um povo. Honduras.</strong></span></span></span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A REAL BELEZA DE MANUELA D'ÁVILA E A FEIÚRA DE KENNEDY ALENCAR]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/21/a-real-beleza-de-manuela-davila-e-a-feiura-de-kennedy-alencar/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 10:58:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem à noite, dando umas voltas pelas superfluidades televisivas, deparamo-nos com um programa de e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/09/manuela-davila.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6746" title="Manuela D'Ávila" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/09/manuela-davila.jpg" alt="Manuela D'Ávila" width="400" height="293" /></a></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Ontem à noite, dando umas voltas pelas superfluidades televisivas, deparamo-nos com um programa de entrevistas da Rede TV apresentado por Kennedy Alencar, que também é colunista da Folha de São Paulo, e que tinha como convidada a deputada federal <a href="http://www.camara.gov.br/internet/deputado/dep_Detalhe.asp?id=527897" target="_blank">Manuela D&#8217;Ávila</a> (PC do B-RS).</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Manuela é considerada uma das mais belas parlamentares mundiais; mas aqui não nos referimos à <em>beleza</em> no sentido objetal do olhar machista falocrático de uma definição instituída pela indústria de consumo, mas sim à beleza de atuação democrática no mundo. O que faz uma pessoa bela independente de estar ou não dentro dos padrões de beleza. Essa sim, a real beleza de Manuela, que nos importa.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:none;">Por outro lado, há também pessoas que, pela prepotência, covardia, corrupção e tantas outras viciações antidemocráticas &#8211; mesmo com seu nariz afilado pela plástica, silicone nos seios e glúteos, chapinha, roupas, jóias e tantos outros badulaques -, carregam uma feiúra que transparece na artificialidade de sua existência banal. Esta a feiúra de quase todos os midiotizadores do globo; entre estes, Kennedy Alencar.</span></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><span style="text-decoration:none;">A CAPCIOSIDADE NÃO CAPTURA A LUCIDEZ</span></strong></span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:none;">Demos somente uma olhada para ver como Manuela se saía diante das capciosas perguntas do entrevistador atucanado. Ele falava sobre a posição política do partido da deputada, mas ela nem deixou ele terminar e colocou a palavra que ele titubeava em dizer: “Eu sou comunista.” E explicou com alegria o que significava para si ser comunista, no sentido de afirmação democrática de fato e de direito. Acrescentou que seu partido era tão democrático que tinha uma deputada federal com 25 anos, o que só é possível nos partidos da direita para os filhos dos caciques (é claro que existem as exceções localizadas, como no caso do <a href="../2008/07/21/sepror-faz-contrato-sem-licitacao-os-devaneios-do-casal-hibrido-vaneron/" target="_blank">casal híbrido Vaneron</a> no Amazonas). O capcioso prosseguiu na rasteirice mais tacanha do senso comum, falando em “ditadura do proletariado”, e pegou uma aula sobre o significado marxiano dessa expressão. Calmamente e com simplicidade, Manuela explicou-lhe que &#8220;ditadura do proletariado&#8221; não tinha nada a ver com o sentido senso comum da palavra &#8220;ditadura&#8221;, e que as transformações reiais e necessárias para a sociedade, de acordo com seu partido, era de natureza pacifista. Desligamos a tv.</span></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:none;">Uns 20 minutos depois, ligamos novamente, dessa vez o capcioso tentou pegar Manuela pelo preconceito ao indagar sobre seu jeito alegre “de ser”, quando ela falou sobre um cronista gaúcho que toda pessoa que foi gorda um dia, que é seu caso, “é sempre ex-gordo”. Prontamente Alencar atalhou, dizendo que se agora ela era magra é porque ser gorda a incomodava. Ela, por sua vez, atalhou-o, explicando que não, que ela se referia à alegria, ao fato dos gordos geralmente serem risonhos, brincalhões, e mesmo depois que, por ventura, emagrecessem continuariam com essas características, que eram saudáveis em qualquer pessoa. Disse ainda que não estava ligada a padrões de beleza, que emagreceu sem recorrer à paranóia de dietas milagrosas, e o que importava na verdade não era se a pessoa era gorda ou magra, e sim sua participação ativa no mundo. Desligamos a tv de novo.</span></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:none;">Quando ligamos de novo, no finalzinho, Alencar perguntou sobre o uso que ela fazia da internet, tendo um <a href="http://www.eaibeleza.com.br/" target="_blank">blog</a> muito acessado, se era realmente ela quem respondia as perguntas e comentários. Manuela respondeu que, assim como seu mandato era autêntico, e que ela presta contas regularmente com a sociedade, assim também todas as atitudes de sua vida. Que sempre arranja tempo para usar a internet como ferramenta de comunicação política, que tem o hábito de atualizar seu blog, sempre arranja um tempo para isso, às vezes até do celular no carro.</span></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:none;">E assim terminou o embate, onde a, democraticamente bela, deputada Manuela D&#8217;Ávila, com sua alegria e lucidez, conseguiu discutir questões fundamentais para o país e demonstrar a autenticidade de sua existência, mesmo com a obviedade-capciosa do entrevistador. Desligamos definitivamente a tv.<br />
</span></strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[XUXA CONDENADA POR PLÁGIO?]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/10/xuxa-condenada-por-plagio/</link>
<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 18:06:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/10/xuxa-condenada-por-plagio/</guid>
<description><![CDATA[Julgando Processo movido por Virginia Maria Oliveira Borges contra a apresentadora de televisão Xuxa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Julgando Processo movido por Virginia Maria Oliveira Borges contra a apresentadora de televisão Xuxa, sua empresária Marlene Matos e mais a TV Globo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Xuxa a pagar uma indenização por dano moral à requerente, que afirmou ter uma produção de brincadeiras para crianças de sua autoria, apresentada em programa da mãe da Sasha sem sua autorização.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A defesa de Xuxa, que pediu a extinção do processo, argumentando que a ex-rainha dos baixinhos recebia os roteiros dos programas já definidos, por isso não conhecia de onde partiam as idéias que davam origem às brincadeiras, recebeu, do relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a negação de não acolhimento do pedido. Por tal, pensa em recorrer.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Deixando de lado a condenação por plágio, ou apropriação indébita, que, juridicamente, é mais que justa, esta questão, tratando-se de programação de televisão, que é tão somente efeito das exigências de segurança do lucro imposta pela indústria de entretenimento da sociedade de consumo, a produção das brincadeiras da lavra de Dona Virginia, para ser utilizada por Xuxa, só podia ser também um plágio do modelo determinado pela indústria de entretenimento.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como se trata de uma violenta clonagem, onde todos os programas chamados para criança seguem a mesma condição replicante para tornar as crianças também replicantes, sem nenhuma singularidade, ou devir/individuação, o que faz da criança um ser ativo poieticamente, Dona Virgínia também plagiou. Já que ninguém se mantém lucrando na indústria do entretenimento se não seguir as normas do </span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>mimus</em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> (reprodução mimética) desta indústria. E é aí que dormita o monstro devorador da razão e imaginação infantil. Assim como Dona Virgínia, muitos atuam nesta correnteza do plágio clonador que anemiza o presente criativo das crianças para que elas cheguem a vida adulta indiferentes, sem convicções pessoais, atrofiadas em suas faculdades críticas, condição social de examinar seu mundo. Então, como adultos replicantes, bem clonados, encontram-se prontos para assimilar as dores e as violências das telenovelas, Fantásticos, Faustão, Jornal Nacional, Jô…</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Desta forma, Xuxa e Dona Virgínia fazem parte da mesma sociedade dos plagiadores. Nenhuma das duas é diferente da outra. Como neste caso da clonagem televisiva ainda não haver lei para condenação, cabe aos telespectadores adultos condenarem, juntamente com suas crianças, as duas replicantes, desligando seus aparelhos de televisão. Aí surgirá o adulto ativo. Senhor de seus sentidos e sua razão.</span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GLOBO: 40 ANOS DE JORNALISMO ESCAMOTEADOR, SABOTADOR E MANIPULADOR]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/03/globo-40-anos-de-jornalismo-escamoteador-sabotador-e-manipulador/</link>
<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 20:27:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/03/globo-40-anos-de-jornalismo-escamoteador-sabotador-e-manipulador/</guid>
<description><![CDATA[40 Anos de jornalismo espectral Em extrema exacerbação áudio-visual (?), de acordo com seu padrão va]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_6404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><strong><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/09/skid-globo.jpg"><img class="size-full wp-image-6404" title="Skid globo" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/09/skid-globo.jpg" alt="40 Anos de jornalismo espectral" width="400" height="300" /></a></strong><p class="wp-caption-text">40 Anos de jornalismo espectral</p></div>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;">Em extrema exacerbação áudio-visual (?), de acordo com seu padrão vazio-cintilante, a Rede Globo, absorvida por sua própria nostalgia-obituárica, vem apresentando todas as noites, em seu Jornal Nacional, aquilo que ela julga o heroísmo do jornalismo brasileiro. Uma espécie de Brasil re-descoberto por suas câmeras, microfones e profissionais surrealistas. Como o casal Simpson-Bonner-Fátima, Jô, Faustão, Ana Braga, Hulk e outros pré, meio e sequência fantasmagórica.</span></strong></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Jogado no horário “nobre”, ponto que antecede a continuidade das dissipações imagéticas, a telenovela, para aqueles que envelheceram seus sentidos indiferentes para o movimento da vida seguidos por uma inteligência viscosa, de pouca mobilidade, o espetáculo teratológico surge como extrema-unção. Último passeio pelo carrossel psicodélico da alucinação/delirante de uma realidade social sabotada se arrastando em audiência cambaleante.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É assim, neste traje vestal desvairado, que a velha-senhora, Venus-Desencarnada tenta apresentar para o último dos globotarisáveis sua memória de pioneira de um jornalismo brasileiro racional e comprometido com a sociedade. Apresentando fatos de outrora como acontecimentos máximos de seu jornalismo, e de grande importância para o país, e que os telespectadores de hoje não podem alcançar sua origem, a carcomida senhora-virtual, não sabe nada sobre a memória política/social de outros telespectadores que não permitem que seus sentidos e razão sejam psicodelizados por suas abstrações capitalísticas.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Fixados no </span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>pathos</em></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> da distância, como fala o filósofo Nietzsche, estes óticos-sonoros (críticos da imagem e do som) em suas vivências políticas/sociais não permitem que a origem e os percursos desta mídia teratológica emaranhem suas imagens e sons alienantes com a realidade social brasileira no que ela teve e tem de mais evidente em sua história. Daí que em seu distanciamento é possível ver o seu “tudo a ver”, e levá-lo à categoria racional para ser apropriado, analisado e manifestado em sua total crueza. Para que não prevaleça a “estória” fantasiada do jornalismo escamoteador.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;">DO JORNALISMO ORGULHO DA GLOBO</span></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O filósofo Jean Baudrillard, analisando a sociedade pós-moderna como a sociedade que chegou ao fim por sua própria determinação, chama de obscenidade e banalidade este estágio em que tudo desapareceu por obra de um “crime perfeito” em que não se encontra nem a vítima nem o autor. Tudo ficou igual. Nesta glória das tele-tecnologias, tudo chegou ao seu êxtase máximo, entre eles a informação, cujo “êxtase é a simulação: mais verdadeiro que a verdade”. Este o êxtase que a Globo sempre seguiu. Desde quando seu patrono Marinho afirmava contra JK, que ele não poderia se candidatar. Se se candidatasse, não poderia ganhar. Se ganhasse, não poderia assumir e governar. Desde quando conspirou para queda de João Goulart, e foi criada com capital estrangeiro. Desde quando foi o maior braço de apoio da ditadura militar. Desde que lutou contra a anistia dos presos políticos,e contra a abertura. Desde quando ficou contra as “Diretas-Já!”. Desde quando fabricou Collor, sabotando Lula. Desde quando foi a última a aderir à campanha do impeachment de Collor. Desde quando recebeu vultoso apoio financeiro do governo federal através do ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza, seu protegido. Desde quando assumiu a candidatura Serra, escamoteando notícias contrárias a este seu amigo. Desde quando montou a operação midiática Dossiê Serra para desestabilizar a candidatura Lula, no primeiro turno das eleição passada para Presidente da República. Desde quando investiu pesado no tal “mensalão” para atingir o governo Lula. Desde quando mandou às favas sua velha amizade com o senador Sarney, realizando acusações contra este direitista para atingir Lula, e promover Serra. Desde quando manipulava a fraude da desaparição de Belchior, para, despudoradamente, conquistar audiência.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Desde esses percursos historicamente inesquecíveis e inesquecidos que ela simula informações, tentando magicar um universo-global de informações “mais verdadeiro do que a verdade”. Mas nenhum destes “desde”, ela mostra. O verdadeiro jornalismo, que para ela não é informação, o telespectador não precisa saber. Nada de “verdade”, só o “mais verdadeiro”. O que ela simula. A sua máxima “Repórter Esso”: “Se a Globo não deu, nada aconteceu”.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Estes, os 40 anos do Jornal Nacional da Globo, que segue as três máximas do jornalismo, tendencioso, de mercado: Sabotar, Escamotear e Manipular.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#3366ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">- Sabotar a noticia: uma espécie de fraude em que um fato é misturado com elementos alheios para que seja apresentado adulterado, de acordo com os interesses da Globo.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#3366ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">- Escamotear a notícia: esconder o fato para que ele não seja conhecido, e, assim, logo esquecido. Também de acordo com seus interesses.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#3366ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">- Manipular a notícia: Exibi-la exageradamente, até saturá-la. Ou, às vezes, endereçar a notícia para fortalecer outro fato. Também de acordo com seus interesses.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Todas estas três máximas o</span></span></span></strong><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> Bonner-Simpson do Jornal Nacional faz uso. Ele mesmo já afirmou, diante de alguns estudantes de jornalismo e do emérito professor/jornalista Lalo Leal.</span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Diante destes “desde”, esperamos em Santa Clara, a padroeira da TV, que o Jornal Nacional da Globo chegue até os 50 anos, mas como conteúdo programático para estudos de como não fazer jornalismo.</span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DE UMA GRAFITAGEM ENGAJADA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/01/de-uma-grafitagem-engajada/</link>
<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:04:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/09/01/de-uma-grafitagem-engajada/</guid>
<description><![CDATA[Encontrada aqui.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:.3cm;font-style:normal;line-height:.55cm;" align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;"><img class="aligncenter" src="http://spb.fotolog.com.br/photo/27/60/90/gagostencil/1246898221069_f.jpg" alt="" width="476" height="354" /></span></strong></span></span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:.3cm;font-style:normal;line-height:.55cm;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Encontrada <a href="http://www.fotolog.com.br/gagostencil" target="_blank">aqui</a>.</span></strong></span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A CONTRADITÓRIA “BARRIGA” DA FOLHA EM LINA VIEIRA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/08/19/a-contraditoria-%e2%80%9cbarriga%e2%80%9d-da-folha-em-lina-vieira/</link>
<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 17:54:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/08/19/a-contraditoria-%e2%80%9cbarriga%e2%80%9d-da-folha-em-lina-vieira/</guid>
<description><![CDATA[O filósofo-urbanista francês Paul Virilio diz que atualmente os meios de informação, com sua instant]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>O filósofo-urbanista francês Paul Virilio diz que atualmente os meios de informação, com sua instantaneidade e seu excesso, estão menos para informar do que para produzir uma desinformação generalizada.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>O íntegro músico-jornalista <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif" target="_blank">Luis Nassif</a>, na série de matérias de <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" target="_blank"><em>O Caso de Veja</em></a>, difundiu o conceito de “barriga” em referência a matérias fabricadas pela mídia e que, &#8216;midiocrimente&#8217;, passam a ser matéria de suas coberturas como fatos verídicos.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Os jornalões braziniquins – Folha, Estadão, O Globo, Jornal do Brasil, entre outros &#8211; são especialistas em produzir ambos os casos analisados pelo filósofo e pelo jornalista, e não é raro que, por si próprios, possam ser desmontados em suas trucagens, devido às constantes contradições.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>No caso envolvendo a ex-&#8217;sexcretária&#8217; da Receita Federal, Lina Vieira, pode-se mais uma vez, como quase todos os dias na Folha de São Paulo, observar isto, em duas matérias assinadas, embora na Folha isso não pareça incrível, pela mesma &#8216;jornalista&#8217;, Gabriela Guerreiro.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u611323.shtml" target="_blank">primeira</a> estampa que “</strong></span></span><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Lina diz que Judiciário já havia pedido para acelerar investigações e nega pressão de Dilma</strong></span></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>”, e traz a fala de Lina Vieira como comprovação: &#8220;Não senti no pedido da ministra qualquer pressão. (&#8230;) Eu interpretei que era para dar um andamento célere, resolver as pendências e encerrar a fiscalização&#8221;. </strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Mas na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u611584.shtml" target="_blank">segunda</a>, como um zagueirão que levou &#8216;cascudo&#8217; do técnico no intervalo e volta no segundo tempo pra baixar o sarrafo no adversário, a guerreira, depois de levar cocorote do editor, manda ver na contradição: “</strong></span></span><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Lina diz que pedido de Dilma foi incabível e que está disposta a fazer acareação</strong></span></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>”. Entre tantos entretantos, não aparece nenhuma fala da ex-&#8217;sexcretária&#8217; que comprove essa rispidez. Ao contrário, no final da mesma matéria diz que “a ex-secretária não quis fazer ligações entre o pedido de Dilma e as eleições no Legislativo &#8211; com a conotação de que o objetivo do governo seria beneficiar Sarney”.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>E é essa segunda versão que vai para a chamada de capa da Folha impressa &#8220;um jornal a serviço do Brasil&#8221;. Que servição, hein, meu irmão! Querendo colocar barriga na gatíssima ex-&#8217;sexcretária&#8217; Lina Vieira. Mas nada disso adere em Dilma, que continua só <a href="http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/08/dilma-ladeira-acima-e-serra-ladeira.html" target="_blank">subindo nas pesquisas</a>.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="center"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/08/folha-lina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6076" title="Folha Lina" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/08/folha-lina.jpg" alt="Folha Lina" width="443" height="538" /></a></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>E Dilma é craque, e nenhum zagueirão perna de pau vai pará-la. Os embrutecidos zagueirões da Folha há tanto vão sendo expulsos pelo árbitro-povo, que há muito não pauta seu voto e suas opiniões pela medíocre midiocracia. Depois eles ainda querem colocar a culpa na blogosfera pelo seu declínio. Mas há muito que eles perderam por falta de talento e vilania. É gol de Dilma! É gol do povo! É gol da democracia, mano!<br />
</strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A VELOCIDADE DA INFORMAÇÃO DA IMAGEM FOLHA DE SÃO PAULO]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/08/12/a-velocidade-da-informacao-da-imagem-folha-de-sao-paulo/</link>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 06:10:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Alguns chamam estes tempos pós-televisão, tempos de internet, de Era da Informação. O filósofo/urban]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Alguns chamam estes tempos pós-televisão, tempos de internet, de Era da Informação. O filósofo/urbanista Paul Virilio diz que mais certo seria chamar de Era da Velocidade. Ou seja, mais do que o conteúdo/sentido real/verdadeiro da informação, interessa mais o imediatismo da informação e a velocidade de sua difusão.</strong></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Assim, em tempos de sintetismos pós-modernos, como diria o subterfúgio/falso-amante, “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mas há também casos em que as imagens valem tanto quanto as palavras, numa junção marketeológica capaz de vender mísseis para anti-sionistas, assim como, talvez mais ainda, pedras para o exército israelense. É o caso da imagem e das palavras apresentadas ontem no jornal(?) Folha de São Paulo: enquanto a manchete dizia “UNIVERSAL É ACUSADA DE LAVAR DINHEIRO”, a imagem mostrava, entre risos e abraços, Lula, Rafael Correa e Michele Bachelet durante a 3ª Cúpula da UnaSul.</strong></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Mas sob as pedras rústicas estão os armamentos químicos sofisticados. É caso semelhante, embora sem nenhuma sofisticação, da Folha, que, sem criatividade, inteligência e humor, tenta valer-se de uma falseação fascista, mas não consegue, pois quase ninguém, a não ser da classe média reacionária. Quem ainda lê a Folha? Há quem paute seu noticiário nacional neste embuste jornalístico?</strong></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Como este bloguinho está certo de estar reproduzindo uma amenidade, não nos prolongaremos, deixamos apenas a imagem que demonstra a velocidade da Folha de São Paulo em veicular as fundamentais informações sintetizadas em sua imagem&#8230;</strong></span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="center"><a href="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/08/folha-imagem1.jpg"><img class="size-full wp-image-5948 alignnone" title="Folha Imagem" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/08/folha-imagem1.jpg" alt="Folha Imagem" width="455" height="517" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SENADOR BUARQUE NÃO VIU O PLÁGIO DA GLOBO DAS “CRIANÇAS INVISÍVEIS”]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/11/senador-buarque-nao-viu-o-plagio-da-globo-das-%e2%80%9ccriancas-invisiveis%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 20:07:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Discursando no plenário do Senado para uma platéia com a face do desalento que vivencia a Casa, o se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Discursando no plenário do Senado para uma platéia com a face do desalento que vivencia a Casa, o senador Cristovam Buarque, ontem, dia 10, desdobrava o quesito que é propulsor de sua carreira política: a Criança na Escola. Sua crença de que a revolução é feita na escola. O que é quase uma verdade política. Quase, porque se não mudar a semiótica dominante que fere a dignidade humana, não haverá revolução. Mas tão somente uma simples mexida nos setores administrativos do Estado. Para que haja revolução é preciso que professores e pais compreendam até onde estão sendo pobres ecos da caixa de ressonância da voz de comando do regime de signos do Capital.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>De qualquer sorte, o senador Buarque, faz sua parte, como se diz no jargão reducionista. Eis que em seus exemplos de vivências sociais, que servem para ilustração de seus propósitos escolares, o senador afirmou haver um grande contraste entre a criança que joga bola e a criança que vai à escola. Para ele, a bola é redonda para todas as crianças. Toda criança, aos 4 anos, seja de qualquer raça e situação econômica, traça com igualdade a Dendeca. Já na escola é diferente: nem toda criança entra na escola na idade certa. Principalmente as crianças pobres. E mais ainda a criança negra. Neste quesito o senador esta certíssimo.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Tirando o desentendimento de que a bola é redonda para todos, no resto Critovam ia bem nos seus propósitos. Só que, empolgado, vacilou e mostrou um exemplo que o levou de vez para as garras do capitalismo consumista, via marketing, onde a imagem da criança é explorada. O senador elogiou a Globo, pro UNICEF, por sua propaganda “Criança Esperança”, que mostra uma criança de classe elite no interior de um carro ostensivo, sentada na poltrona de trás, olhando para a calçada, onde se encontra uma criança pobre fitando a criança rica. Por sua vez, sua mãe, dirigindo, preocupada com sua realidade classista, quando a criança, possivelmente seu filho, mostra a criança na rua, e ela responde com a pergunta, um quase: “Que criança?” Mostrando, para Buarque, que os adultos não conhecem as crianças.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>ONDE CRISTOVAM NÃO VIU AS “CRIANÇAS INVISÍVEIS”</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>As sequências filmográficas são verdadeiros plágios de uma das histórias apresentadas no conjunto de histórias no filme “Crianças Invisíveis”, realizado com o apoio da Italian Development Cooperation Ministry of Foreign Affairs, dedicado à UNICEF. São histórias que, segundo seus realizadores, de vários países – inclusive Brasil -, mostram as crianças vivenciando violências produzidas pelos próprios adultos. No caso do plágio, o filme do cinegrafista chinês John Woo, “Song-Song e a Pequena Gatinha” onde nas sequências só mudam a locação, a sonoplastia e os atores, e, lógico, os diretores.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>A menina é filha de uma casal de chineses ricos, em conflito. Ela pretende se comunicar com alguém. Além da distância do pai, há presença-distante da mãe. Em algumas cenas de rua, acontece da criança rica, dentro do carro, dirigido por sua mãe, ver na calçada uma menininha pobre, de sua idade, vendendo flores. Ambas se olham. Cada qual em suas perspectivas sociais, mas com uma cumplicidade terna. É o plágio configurado. Tudo que o Cristovam não viu. Se viu, pior: quis fazer propaganda da Globo e da UNICEF. A Globo que, em nome das crianças, faz propaganda de si com o dinheiro dos outros. Colhe o dinheiro alheio em seu “Criança Esperança” para mostrar ao incauto seu “engajamento” na luta contra a violência e a exclusão infantil. O que não elimina, em nada, o entendimento de outros, que sabem que se a Globo estivesse engajada contra todos os signos que violam as crianças, enfraquecendo seus futuros criativos e atuantes, como voz de si mesmas, a primeira decisão que deveria tomar era acabar com seus programas ditos infantis e juvenis. Verdadeiras instâncias de enlouquecimento dirigido para uma vida adulta apática e indiferente. Bons garfos e facas (e colheres) da sociedade capitalista de consumo. Os indiferentes.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Com sua propaganda global, o senador Buarque confirma que, embora tenha a criança na escola como seu quesito, em parte ela continua invisível para ele.</strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FALSA DENÚNCIA NA OEA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA É DESMENTIDA PELA PETROBRAS]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/09/falsa-denuncia-na-oea-da-prefeitura-de-spmidia-sequelada-e-desmentida-pela-petrobras/</link>
<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 10:42:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/09/falsa-denuncia-na-oea-da-prefeitura-de-spmidia-sequelada-e-desmentida-pela-petrobras/</guid>
<description><![CDATA[Há quem tente desvirtuar a possibilidade revolucionária da internet devido ao descuramento com a pro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Há quem tente desvirtuar a possibilidade revolucionária da internet devido ao descuramento com a produção de comentários como verdade e realidade. Mas é justamente por não se compreender a multiplicidade de alternativas que se tenta (e não por acaso) reduzir o papel da rede, que há muito não serve apenas para a superexposição de superfluidades. O papel político/artístico/filosófico da blogosfera, por exemplo, é notório e avassalador à grande mídia sequelada, que se tinha como quarto poder, manipulador dos três primeiros. É que agora, além dos comentários instantâneos, há uma imensa produção construtiva. Desde autores como <a href="http://caderno.josesaramago.org/" target="_blank">Saramago</a> até estudantes em <a href="http://movimentomeiapassagem.blogspot.com/" target="_blank">defesa da meia-passagem</a> em Manaus, e chegando à utilização estratégica como a do blog <a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados" target="_blank">Petrobras Fatos e Dados</a>, criado para trazer explicações sobre as notícias veiculadas pela grande mídia sobre a Petrobras. Ou seja, ninguém está mais à mercê desse quarto poder nem dos outros três, nem de qualquer poder tirânico de informação.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">EXEMPLO: A DENÚNCIA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA NA OEA</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ontem, nos diversos jornais, principalmente do eixo Rio/São Paulo </span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">—</span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> outro que dançou com as possibilidades reais da multiplicidade de relações da rede </span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">—</span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">, surgiu a “barriga” de que a Prefeitura de São Paulo e ambientalistas entraram com denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o governo brasileiro “por desrespeito aos direitos humanos e violação de pactos internacionais, em razão de ter postergado a distribuição de diesel menos poluente para abastecer a frota brasileira”.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Segundo jornais (?), o alvo da ação é a Petrobras, devido a um acordo que teria sido feito de substituição do atual diesel utilizado pelas empresas de ônibus da maior (e talvez pior administrada) cidade do país por um diesel menos poluente, com menos enxofre.</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É paradoxal aí que a própria <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u592425.shtml" target="_blank">Folha de São Paulo</a>, por exemplo, demonstra a fraude da falsa denúncia/notícia? Não, isso é própria da direita tacanha e da mídia sequelada.</span></span></span></strong></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.65cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span>O acordo é resultado das discussões em torno da resolução 315/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que previa que fosse vendido diesel S-50 nas regiões metropolitanas do país a partir de janeiro de 2009. A medida não será cumprida integralmente, já que a ANP só definiu as especificações do diesel em outubro de 2007, e as montadoras não poderiam ter os motores imediatamente. </span></span></span></span></p>
<p style="background:#e6e6e6 none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.65cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O trato prevê um cronograma de implementação do diesel menos poluente nas regiões metropolitanas do país que se estenderá até 2012, quando novos motores estarão disponíveis. </span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">RESPOSTAS DO PETROBRAS FATOS E DADOS</span></span></span></strong></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Na <a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=2277#more-2277" target="_blank">resposta ao jornal O Globo e portal UOL</a>, o blog da Petrobras começa por colocar em dúvida a própria existência da notícia:</span></span></span></strong></p>
<p style="background:#e6e6ff none repeat scroll 0 0;margin-left:.67cm;margin-right:.67cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span>A Petrobras não tem conhecimento de qualquer representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à questão do diesel. Não é verdadeira a afirmação que a Companhia “postergou a distribuição de diesel menos poluente.”</span></span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Após afirmar que “nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama”, detalha de forma pormenorizada as ações e as cidades onde vão sendo implementadas as medidas que foram fixadas em 2008 e que tem até 2012 para serem cumpridas integralmente:</strong></span></span></p>
<p style="background:#e6e6ff none repeat scroll 0 0;margin-left:.65cm;margin-right:.67cm;line-height:150%;" align="justify">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">(&#8230;) Os ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram a receber o diesel 50, com baixo teor de enxofre. Em maio, o combustível foi fornecido para todos os veículos a diesel das áreas metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém. Em agosto, será a vez de Curitiba ter o combustível para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será fornecido para os ônibus urbanos de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e da região metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o diesel S-50 estará disponível na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também aos ônibus urbanos das outras três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos).</span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Em seguida dá uma aula de entendimentos tecnológicos, deixando nas entrelinhas que a medida supostamente tomada pela direita tacanha, segundo a sequelada mídia, seria talvez uma forma de camuflar sua ineficiência/negligência no que diz respeito às questões ambientais:</strong></span></span></p>
<p style="background:#e6e6ff none repeat scroll 0 0;margin-left:.63cm;margin-right:.65cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É importante ressaltar que não é apenas o diesel que influencia a qualidade do ar. Primeiro, porque o enxofre impacta somente o material particulado. A qualidade do ar é afetada por vários outros fatores. Além disso, o diesel de 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada. Os benefícios em termos de material particulado ainda são pequenos nos motores atuais.</span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Para ver a resposta completa, acesse o blog Petrobras Fatos e Dados clicando no logo abaixo.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Afinal, como nunca existiu a chamada imparcialidade na mídia sequelada, a blogosfera permite que se tenha a possibilidade de análise racional de pontos de vista divergentes, de se observar quais deles é racional ou apenas um embuste, uma falseação. E, finalmente, se utilizada como máquina de guerra, no sentido deleuziano/guattaririano, a internet permite até que se fale em imparcialidade, no sentido que é cada leitor/blogueiro que vai produzir seu entendimento, mas sempre numa ligação democrática. Inteligência Coletiva.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;text-align:center;" align="center"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados" target="_blank"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5259" title="Petrobras Fatos e Dados" src="http://afinsophia.wordpress.com/files/2009/07/petrobras-fatos-e-dados1.jpg?w=300" alt="Petrobras Fatos e Dados" width="399" height="65" /></a><br />
</span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CARTA ABERTA DE TONI REIS, PRESIDENTE DA ALGBT, CONTRA HOMOFOBIA TELEVISIVA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/25/carta-aberta-de-toni-reis-presidente-da-algbt-contra-homofobia-televisiva/</link>
<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 08:12:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/25/carta-aberta-de-toni-reis-presidente-da-algbt-contra-homofobia-televisiva/</guid>
<description><![CDATA[Carta Aberta ao apresentador Fausto Silva Programa Domingão do Faustão Fausto Silva, Tomo a liberdad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="center"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Carta Aberta ao apresentador Fausto Silva</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="center"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Programa Domingão do Faustão </span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Fausto Silva,</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Tomo a liberdade de me dirigir publicamente a você, infelizmente ao que parece meus e-mails anteriores não chegaram até você.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Sou paranaense, professor, tenho 45 anos e vivo há 19 anos como meu companheiro David. Ano que vem completamos nossas bodas de porcelana.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Geralmente assisto a seu programa, principalmente às vídeos cacetadas. Te admiro pela inserção no seu programa de matérias e quadros de cunho social e principalmente pelo seu bom humor. Enfim, Faustão você é gente boa. Sabemos por sentir isso e por declarações de muita gente que fala de você como alguém muito generoso com todos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Seu programa é muito assistido e admirado por milhões de brasileiros e de brasileiras. Você é referência nacional,como apresentador.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Com certeza suas opiniões influenciam no comportamento dos seus(as) telespectadores(as). </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Dirijo-me a você Faustão de uma forma, amistosa e gentil para falar do meu descontentamento sobre a forma como você aborda a homossexualidade no Domingão do Faustão. Esse é nosso papel na luta pela inclusão social e respeito à nossa forma de ser.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Veja uns exemplos: </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">10/05/2009 – você referiu um &#8220;suposto&#8221; homossexual pelo termo GAZELA</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">17/05/2009 – você refere-se a um &#8220;suposto&#8221; homossexual pelo termo BOIOLA</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">17/06/2009 &#8211; diz que um “suposto&#8221; homossexual MORDE A FRONHA</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">17/06/2009 &#8211; No programa leva ao ar o comentário do participante Leandro Hassun : ISTO É UMA BICHONA!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">2009 &#8211; refere-se ao suposto homossexual pelo termo LIBÉLULA</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">2009 – ao ver dois homens se cumprimentando, diz: ISTO É COISA DE BOIOLA!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Estes são alguns poucos exemplos durante os quais a platéia ri de uma situação que é muito triste no Brasil e no mundo: a Homofobia.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Fausto Silva, você sabia que em sete países há pena de morte para os homossexuais e 80 países criminalizam os atos homossexuais? Que no Irã gays são enforcados em praça pública?</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Que na pesquisa da UNESCO publicada em 2004 consta que 40% dos adolescentes não gostariam de estudar com um gay, uma lésbica ou uma pessoa trans? Que se utilizam dos mesmos adjetivos listados acima para nos designar? Inclusive eu mesmo já fui taxado assim na escola nos velhos tempos. No programa Profissão Repórter do competente Caco Barcelos (exibido no dia 19/05/2009) a reportagem apresentou a triste história de Iago um adolescente de 14 anos que se suicidou porque era discriminado na escola.  Infelizmente isso é muito comum.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Faustão, você sabia que na última Parada LGBT (conhecida como parada Gay) de São Paulo 22 pessoas foram feridas com uma bomba que uma pessoa jogou de um prédio, e que numa Rua próxima a Praça da República -no final da parada &#8211; um gay de 35 anos apanhou tanto que sofreu traumatismo craniano e morreu?</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Fausto Silva, você sabia que a maioria dos pais não gostariam que seus filhos fossem gays, lésbicas, travestis ou transexuais porque temem que seus filhos e filhas sofram violência, discriminação e por serem motivo de piadas de mau gosto e assédio moral?</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Aqui em Curitiba, cidade em que vivo, no ultimo mês 6 travestis e um gay foram barbaramente assassinados. E aqui e outras cidades somos perseguidos por grupos de extermínio como skinheads. Nos últimos 20 anos 2992 pessoas LGBT foram barbaramente assassinadas pelo simples fat ode serem LGBT, segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O Código de ética dos jornalistas, (artigo n° 10, item d), a Resolução nº 489 do Conselho Federal de Serviço Social e Resolução nº 001/99 do Conselho Federal de Psicologia, todos determinam que os respectivos profissionais dessas áreas devam respeitar a orientação sexual e a identidade de gênero de todas as pessoas. Lutamos para que sejamos respeitados como cidadãos com direitos e sem <span style="text-decoration:underline;">medo de viver</span>.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Atualmente são realizadas no Brasil 150 Paradas LGBT, esses eventos têm como objetivo pedir respeito e consideração a nossa condição de cidadãos e cidadãs. Inclusive, o próximo domingo &#8211; 28 de Junho &#8211; é o Dia Internacional do Orgulho LGBT, e será comemorado em várias cidades no Brasil e no mundo inteiro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O atual governo federal elaborou o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com 180 ações contra a homofobia e a favor do respeito à diversidade humana, fruto de conferências LGBT nas 27 unidades da federação e da 1ª Conferência Nacional LGBT, cuja abertura foi prestigiada pelo presidente da república.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">No Congresso Nacional existe uma Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT com 250 parlamentares (deputados(as) e senadores(as)) participantes que querem a criminalização da homofobia.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Neste sentido, Faustão, gente boa, gostaria muito que ao se referir a LGBT ou pessoas supostamente LGBT, você se dirigisse com mais respeito, na boa mesmo. Sem ressentimentos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Piadas e chacotas podem levar adolescentes a cometer suicídio, podem levar pais e mães a expulsarem seus filhos de casas, podem reforçar atitudes violentas contra LGBT.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Faustão é triste e é dolorido ser discriminado. Sei que você nunca quis fomentar a violência, por isso Faustão nos ajude a diminuir a discriminação no Brasil. Não encare isto como censura ou policiamento do politicamente correto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Afinal, nossa constituição é clara nos seus artigos 3º e 5º quando diz todos são iguais e não haverá discriminação de qualquer natureza.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Vamos construir um Brasil em que caibam todas as cores.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Vamos viver em harmonia como as cores do Arco-íris.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Se a cultura é adquirida, conforme definiu Lévi-Strauss, também pode ser mudada. Nos ajude a mudar essa cultura homofóbica.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Para citar também Nelson Mandela: </span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>Ninguém nasce odiando outra pessoa</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>pela cor de sua pele,</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>ou por sua origem, ou sua religião.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>Para odiar, as pessoas precisam aprender,</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>e se elas aprendem a odiar,</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>podem ser ensinadas a amar,</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>pois o amor chega mais naturalmente</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>ao coração humano do que o seu oposto.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,</em></span></span></span></p>
<p style="margin-left:2.07cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>jamais extinta.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por meio desta carta aberta peço que de uma forma cidadã e divertida nos ajude a combater a violência, a discriminação, preconceito e principalmente as mortes contra a comunidade LGBT.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span>Conto com você e ajude-nos a divulgar a campanha <a href="http://www.naohomofobia.com.br/" target="_blank">www.naohomofobia.com.br</a> que pede pela aprovação da Lei que criminaliza a Homofobia.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Um abraço,</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Toni Reis</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Professor, Especialista em Sexualidade Humana, Mestre em Filosofia em ética e sexualidade e Doutorando em Educação.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right"><span style="color:#800080;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Presidente da  ABGLT &#8211; Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.</em></span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A IMPRENSA ESPORTIVA E A INTELIGÊNCIA DO JOGADOR]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/23/a-imprensa-esportiva-e-a-inteligencia-do-jogador/</link>
<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 08:45:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
<guid>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/23/a-imprensa-esportiva-e-a-inteligencia-do-jogador/</guid>
<description><![CDATA[A inteligência é a faculdade de organizar os estímulos recebidos pelo sistema nervoso, transformando]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">A inteligência é a faculdade de organizar os estímulos recebidos pelo sistema nervoso, transformando-os neurologicamente numa “interpretação” dos arredores e do mundo em si. Inteligir significa organizar e compreender o mundo onde se vive. Daí poder se afirmar que todas as pessoas são intelectuais. Dominam esta capacidade, mesmo aqueles que são considerados pela medicina e pelo senso comum, portador de necessidades especiais.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">No &#8216;mundo&#8217; futebolístico, predomina um enunciado social do chamado senso comum: o jogador de futebol é, invariavelmente, desprovido de intelecto. Equívoco neurológico, e discriminação de classe. É evidente que os jogadores de futebol não são mais ou menos inteligentes que ninguém. A questão é que eles não carregam os signos constituídos da classe média, mesmo que eventualmente algum deles se destaque no paupérrimo futebol brasileiro, e consiga a ascensão financeira, que nem sempre vem acompanhada, de imediato, da ascensão social.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">A imprensa esportiva, quando entrevista um jogador, adora expôr esse ódio de classe. Os jogadores, se são medianos com a bola no pé, com o microfone são ainda piores. Sintoma de uma educação que não vivifica e não auxilia na produção de dizeres produzidos a partir da razão, e de uma sociedade segregadora, a qual se reflete no futebol. Daí a imprensa esportiva cair no seu próprio engôdo: se considera superior intelectualmente aos jogadores.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#b80047;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">O DRIBLE DOS &#8216;ESTRANGEIROS&#8217; E O COMPLEXO DE INFERIORIDADE DO FUTEBOL BRAZINIQUIM</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Quando um jogador brasileiro vai trabalhar na Europa, acaba adquirindo, em maior ou menor grau, alguns elementos de ordem dos signos constitutivos da chamada &#8216;boa educação&#8217;. Em alguns casos, como o de Raí, por exemplo, há um envolvimento autêntico e efetivo com as artes, com a cultura artística e social do local (Raí viveu em Paris por vários anos), que auxilia o jogador-cidadão a compreender, pelo movimento de reflexão, outros mundos possíveis, o que lhe permite compreender mais amplamente aquele de onde saiu. O mesmo não aconteceu, por exemplo, com o bom menino Kaká, que mesmo em contato com outras ambiências – e algumas nem tanto&#8230; &#8211; não conseguiu ultrapassar o enunciado patricarcal-familialista-dogmático, embora <a href="../2007/12/02/chagao-26/" target="_blank">ainda sonhe</a> ser Raí. Ou Robinho, ou Luís Fabiano&#8230; Estes não fizeram bons encontros, não produziram outras afecções com o corpo Europa.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Daí a tranquilidade mediocrizante da imprensa esportiva: é possível manter, com esses jogadores, o jogo do não-jogar. As mesmas perguntas, as mesmas respostas: nenhuma, nem outra. Jogam na Espanha, Itália, Inglaterra, mas jamais saíram do Brasil.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">No entanto, quando a imprensa encontra um jogador que não aceita este não-jogo, que sabe articular as palavras, emitir uma sentença que expresse uma operação cognitivo-epistemológica simples, mas resultado de sua ação e reflexão no mundo, quem dança e leva um drible desconcertante é essa mesma imprensa. Foi o caso do jornal Diário do Amazonas, de ontem, segunda-feira, em sua manchete esportiva:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="center"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;">ESPANHÓIS SE COMPARAM A BRASIL E ARGENTINA”</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">A reportagem foi feita a partir de uma declaração do atacante espanhol Fernando Torres:</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="background:#e6e6ff none repeat scroll 0 0;margin-left:.3cm;margin-right:.3cm;margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;">A seleção [</span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">espanhola</span></em></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">] tem fome de títulos. Vamos ver até onde chegamos. Os adversários vão nos conhecendo, querem fazer marcações individuais e, por isso, fica mais difícil ganhar as partidas. Para eles, vencer a Espanha </span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">é como era antes bater Brasil ou Argentina</span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">”</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Drible epistemológico de Fernando Torres na redação do esportivo manoniquim – e em quantos mais tenham errado na interpretação do texto, matéria de 1</span></span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><sup><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">a</span></span></span></span></sup></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;"> série do ensino fundamental, o que vale é que o jornal repetiu o erro. Fernando Torres compreendeu que o futebol mudou, menos para a Espanha, que exprime em sua seleção e com o time do Barcelona, ocasionalmente, a fusão entre o belo futebol (haverá outro? Cremos que não.), a ofensividade e a efetividade. Não por acaso, o clube catalão conquistou a tríplice coroa encantando os olhares mendicantes do bom futebol, e a Espanha transformou o combalido torneio da Eurocopa em um festival das belas artes com a bola nos pés.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Coisa que brasileiros e argentinos há muito não o fazem, nem com Dunga, nem com Maradona, como bem observou o atacante espanhol, e que não sacou o jornal. Deficiência intelectiva, demonstrada pela incapacidade de coordenar e organizar o real para além das armadilhas dos clichês.</span></span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Neste ponto, o jornal pode respirar aliviado, ao menos. Está no mesmo nível que a rede Globo, quando faz sempre a mesma pergunta para um sorridente Robinho, Luis Fabiano ou Kaká, recebendo, invariavelmente, a mesma resposta. O telespectador, irônico, sorri.</span></span></span></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ONDE SE ENCONTRA O JORNALISMO NO DIPLOMA DO JORNALISTA?]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/18/onde-se-encontra-o-jornalismo-no-diploma-do-jornalista/</link>
<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 10:25:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem, por 8 votos a favor e apenas um contra, o Superior Tribunal Federal (STF) aprovou como “incon]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Ontem, por 8 votos a favor e apenas um contra, o Superior Tribunal Federal (STF) aprovou como “</strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><a href="http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=109717" target="_blank">inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo</a>”. Os ministros assim procederam, por considerarem a chamada Lei de Imprensa como sendo retrógrada e ainda carregando ranços do regime de exceção instituído no regime militar, que teve como um dos principais funcionamentos desqualificar vozes e letras de resistência à ditadura.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Por outro lado, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) aparece como a principal <a href="http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2644" target="_blank">oposição à inconstitucionalidade</a> da exigência do diploma, para a qual o principal argumento é o de preservar a qualidade no jornalismo que é oferecido à população.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Sabe-se que alguns dos ministros que votaram a favor falando em “liberdade de expressão” pouco são afeitos a colocá-la em prática. Discurso vazio, simulacro linguístico fundado na redundância da informação pela informação. Como Gilmar “Dantas” Mendes, mais afeito a uma Folha, um Estadão, uma Globo. Toda a mídia sequelada, veiculadora da notícia cristalizada e sem novidade.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Levando-se em conta ainda a necessidade de muitos jornalistas de salvar o bodó e o pirão, para este bloguinho, no entanto, a questão real está ocorrendo em outro lugar, que o lugar do conceito de jornalista e jornalismo. </strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Ser jornalista é fazer jornalismo. E fazer jornalismo é tratá-lo enquanto função cívica, conforme o jornalista Ignacio Ramonet.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Naqueles tempos que a Lei de Imprensa foi instituída (AI-5), a posição (aí no sentido sartrista) de um Vladimir Herzog, em seu trabalho como jornalista engajado, não foi suficiente para manter sua integridade física, mas nem a brutalidade da ditadura pode jamais silenciá-lo. Enquanto isso, Roberto Marinho (tinha diploma de jornalismo?), encravado com os militares ditadores, pintava todas as páginas d&#8217;</strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>O Globo</strong></em></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong> na cor marrom, apagando qualquer possibilidade de aparecimento do homem real, sem a mínima possibilidade de cidadania jornalística, tendo ou não diploma seus não-jornalistas.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Na tentativa de manipular com seus decalques e seus enunciados ecolálicos, para que serve o diploma de Miriam Leitão, Clóvis Rossi, Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhede, por exemplo, senão para tentar impor uma ditadura da informação distorcida? Império da desinformação generalizada. Que importância há no fato de um Mainardi não ter um diploma? Talvez servisse para o seu &#8216;calunismo&#8217; social requentar-se de maiores imbecilidades/amenidades. Muito diferente de um <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp" target="_blank">Mino Carta</a>, um Leandro Fortes, Marilene Felinto, que fazem passar pelo jornalismo todas aquelas características do bom jornalismo que nos fala o teatrólogo <a href="../2008/06/02/coluna-vertebral-34/" target="_blank">Qorpo-Santo</a>.</strong></span></span></p>
<p style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Já entre o que <a href="http://edu.guim.blog.uol.com.br/" target="_blank">Eduardo Guimarães</a> chama de Movimento dos Sem-Mídia, e que este bloguinho, numa proximidade democrática, chama de Mídia-Minoria, no sentido filosofante de </strong></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>minoria</strong></em></span></span><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>, enquanto produção constante, contínua e intensiva, apenas alguns são diplomados no jornalismo, mas na onda blogueira, com todas as suas possibilidades de curvas, que destoam da Mídia-Maioria e, numa nova forma de verticalização, saltam e criam encontros inesperados para além do constituído, dos dados/fatos anemizados/anemizantes de real, provocando microfissuras, microrrevoluções, e fazendo surgir o Novo em palavras e imagens, independente de ter-se ou não &#8216;deploma&#8217;.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Há os que não tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Há os que não tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Há os que tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Há os que tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.</strong></span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DESAPARECIMENTO DE AVIÃO REVELA A AUSÊNCIA DO REAL NA MÍDIA]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/06/02/desaparecimento-de-aviao-revela-a-ausencia-do-real-na-midia/</link>
<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 04:05:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando o avião da Air France desapareceu em alto mar, sem deixar vestígios que pudessem revelar o se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Quando o avião da Air France desapareceu em alto mar, sem deixar vestígios que pudessem revelar o seu paradeiro, dois sistemas constitutivos da chamada pós-modernidade foram ameaçados: a onisciência/onipotência/onipresença da teletecnologia e a força de mobilização midiática.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Para além da dor e angústia (reais) dos parentes e amigos dos passageiros, existe uma máquina de produção do hiperreal que move suas engrenagens na tentativa de cobrir o rasgo epistemológico que ocorre diante de tal acontecimento.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">A imprensa trabalha produzindo </span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><em><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">decepção</span></em></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">: termo usado pelo filósofo das velocidades, Paul Virilio, para designar a produção de saberes que tem por objetivo menos informar que ocultar. Contraprodução de informação, ausente dos elementos de ordem sígnico-cognitiva que permitiriam aos espectadores, telespectadores e leitores formarem uma sentença a partir dos fatos.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Para isso, se utiliza do aparato tecnológico que dispõe: imagens “em tempo real”, produção de dizeres em cascata, superposição de imagens e som em sequência ultrarrápidas, adesivação de valor pseudocientífico aos dizeres através do “especialismo midiático” &#8211; o exército de especialistas sempre prontos a opinar sobre quaisquer assuntos onde quer que esteja uma telinha – cortes e sequências de cenas em formato de filme de ação hollywoodianos, montagem da reportagem em formato filme estilo suspense (nada de Hitchcock), a telinha pulsante transbordando um real “mais real do que o real” (Baudrillard). A tensão emocional pasteurizada procura produzir no espectador uma sensação de dor e expectativa, uma contaminação emotiva em cadeia nacional de rádio e televisão. Tudo, é claro, entremeado pelo intervalo comercial. Parte do que a cientista social Naomi Klein chamou de “Doutrina de Choque”.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">No entanto, o telespectador, sem os elementos necessários à composição neurocognitiva, é incapaz de produzir uma relação emotiva com o acontecimento. O discurso televisivo, como de resto os discursos padronizados das teletecnologias – incluindo a internet – impossibilita que o aparato neurocerebral humano consiga produzir territórios cognitivos nos quais possa se posicionar. É o criador se sujeitando à criatura. Sem os referenciais espaço-temporais necessários à produção estética (mesmo uma produção estética carregada dos códigos da loucura têm sua territorialidade e suas coordenadas, ainda que diversas do “padrão”), o discurso se torna ele próprio esquizofrenizado. Ao ponto de um apresentador televisivo, num noticiário matutino, ter ficado espantado pelo fato de um avião tão grande ter simplesmente desaparecido. O que causou numa telespectadora não capturada pela rede estupidificante a reação imediata: “o avião pode ser grande pra ele, mas no meio do mundo, é apenas um grão de areia”. Complexo de </span></span></span></strong><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kaspar_Hauser" target="_blank">Kaspar Hauser</a></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">?</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Mesmo a ilusão da deusa Teletecnologia, que tudo sabe e tudo vê, não sobrevive à queda e desaparecimento de um avião no ar: no momento em que deveriam evidenciar a sua eficiência, os mil aparatos tecnológicos que circundam o globo em órbita supersônica e os nanoapatrechos do supermoderno avião que fazem tudo ficar mais fácil e automático, falharam. Naquele momento, um navio viking ou uma caravela genovesiana teriam sido mais eficazes: poderiam facilmente avistar e se aproximar do local da queda.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">Enquanto a mídia produz uma desterritorialização relativa em termos de referenciais neurocognitivos, visando produzir um efeito emotivo em cascata e padronizado, consegue o efeito contrário: impossibilitados de compor afetivamente com o acontecimento, resta ao telespectador-videota o embotamento afetivo. A indiferença. Não houve queda, sequer existiu avião, da mesma forma que não se ouvem as bombas que diuturnamente explodem no Afeganistão, Iraque, Palestina, e os gritos dos torturados em Guantánamo, nas prisões secretas estadunidenses e na delegacia da vizinhança.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-style:normal;"><span style="background:transparent none repeat scroll 0 0;">O que resta é um espectro da dor, culto à morte por uma instância social de uma sociedade tanática (mídia, governos), e que somente a eles pertence e diz respeito. Do outro lado, uma dor real: a dos parentes e amigos das vítimas, que sofrem uma dupla violentação, a da perda dos entes queridos, e a do uso de sua dor como móbil para o lucro.</span></span></span></strong></strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONCESSÃO DE TV ALIADA DE PROGRAMAÇÃO MISERABILIZANTE]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/05/28/concessao-de-tv-aliada-de-programacao-miserabilizante/</link>
<pubDate>Thu, 28 May 2009 20:00:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os meios de comunicação Rádio e TV não possuem proprietários. Não se configuram como propriedade pri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Os meios de comunicação Rádio e TV não possuem proprietários. Não se configuram como propriedade privada. São concessões outorgadas pelo Governo Federal à instituições, entidades e grupos familiares. São sinais abertos pelo Ministério de Comunicação a estes beneficiados para que, de acordo com as leis constitucionais sobre utilidade pública, serviço público e disciplina cívica, realizem ações coletivas em benefício da sociedade, tendo como meta única a contribuição à construção da cidadania democrática. O que implica a priori, que para receber uma concessão o requerido seja um sujeito comprometido institucionalmente com estas regras do Estado democrático. Seja carregado por corpos afetivos e cognitivos como constitutivos éticos, para que possa, por esta concessão difusora dirigida ao Bem Comum como práxis de informação, de educação, de laser, de entretenimento, de reflexão, de atuação, e de todos os agenciamentos de alteridade social, realizar a comunalidade comunicacional . Para que esta concessão pública não seja confundida, em sua administração, com empresa privada que segue o objetivo lucrativo de seus responsáveis.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>OS PERCURSOS DAS CONCESSÕES</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>No Brasil, a outorga de concessões de meios de comunicação, nem sempre seguiu estas regras constitucionais, principalmente quanto aos fatores educativos da democracia como regime de cidadania. Muitas concessões foram concedidas seguindo a lógica do “coleguismo”. O privilégio aos mais próximos, ou aos futuros próximos. Uma espécie de perspectiva ao privilégio, já que os meios de comunicação são ricos veículos de promoção pessoal. Foi neste endereçamento que nos governo Sarney, Itamar e Fernando Henrique ocorreram as grande farras de distribuições de concessões. Muito bem exemplificadas nas gestões ministeriais do senador baiano, Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza.  Tanto para membro dos poderes executivo e legislativo, como para aqueles que iriam – como foram – se aventurar nas benesses destes poderes. Ou ainda para àqueles que pretendiam defender sua idéias micro-fascistas como ocorre com as grandes mídias.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A MISÉRIA DA MÍDIA LOCAL</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Inventariando o exercício das duas mídias em Manaus, percebe-se, na tela e na onda da obviedade, que tirando, talvez, a Rádio Rio Mar, e as Rádios Comunitárias, todas as outras sofrem da miséria intelectual e sensorial. A falta que impede a construção da comunicação comunalidade cidadã. A ética comunicacional coletiva. Faltam em seus corpos programáticos difusores os limites dos 25% de publicidade, o 5% de noticiário, as 5 horas de programas educativos e os 10% de programas regionais, como pede o estatuto para outorga de concessão. Desta maneira, eliminados os princípios democráticos, prevalece a oralidade lucrativa: a mídia de mercado.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Sub-existindo com a falta, ou a miséria intelectual e sensorial, as faculdades fundadoras da mídia ética, os responsáveis pelas concessões se puseram a reproduzir programações importadas, e programas miserabilizantes. Aí não deu outra: vingaram os miseráveis. Programas de ofensa indiscriminada aos pobres humilhados, ofendidos excluídos de seus direitos constitucionais. Juntou-se a impotência dos dirigentes das mídias, mais a ineficiência administrativa-jurídica dos governantes da direita, a anestesia-indiferente da classe media e os interesses “políticos” de alguns destes dirigentes midiáticos, então, formou-se o carrossel tanático da comunicação. A drogatização perceptiva/intelectiva de uma parte da coletividade. Foi aí que os irmãos Souza se estabeleceram aliados à alguns dirigentes de mídias que também procuraram somar privilégios junto aqueles telespectadores destes programas.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>DOLOROSA SÍNTESE MIDIÁTICA</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Portanto, para fazer um estudo coerente sobre o caso atual dos irmãos Souza que usaram a mídia para promoção pessoal – e que promoção – é preciso inventariar e analisar os seguimentos sociais que lhe facilitaram o uso abusivo da televisão que ultrapassou os valores da racionalidade. Pois, é fácil entender que se as concessões tivessem seguido os critérios democráticos em suas outorgas;  se os governos não tivessem abandonando as classes humilhadas; se a classe média não fosse tão egoisticamente dormente; se os empresários patrocinadores entendessem que as mercadorias são objetos de relações sociais; se houvesse nas igrejas um cristianismo atuante; se estes telespectadores tivessem sentido crítico e se os Cursos de Jornalismo fossem engajados na crítica social, principalmente o da UFAM &#8211; que, alienado da existência comunitária, cometeu a violência epistemológica-moral levando, certa vez, um dos irmãos Souza para palestrar aos  alunos como se este tivesse algum signo-jornalístico-democrático necessário à formação profissional destes alunos &#8211; , estes programas não teriam eclodido e se propagado como ofensa à dignidade da sociedade manauara.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Como triste paródia, pode ate ser que alguns dos responsáveis destas mídias, aventem, em suas defesas, que não têm nenhuma responsabilidade por estes programas. E que só venderam os tempos de TV, e a responsabilidade era só dos produtores. Pobre argumento. Que democrata, envolvido pelos princípios da dignidade e solidariedade humana, alugaria sua residência para servir de um centro de tortura? Além de quê, uma concessão pública não é um feudo para ser arrendado à outro de acordo com os interesses privados do  senhor.</strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[FÓRUM PARA CRIAÇÃO DE INSTITUTO REGULADOR DAS TVs PÚBLICAS]]></title>
<link>http://afinsophia.wordpress.com/2009/05/27/forum-para-criacao-de-instituto-regulador-das-tvs-publicas/</link>
<pubDate>Wed, 27 May 2009 18:18:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>afinsophia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Reuniram-se na Câmara dos Deputados, com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação, 2.200 entidades r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Reuniram-se na Câmara dos Deputados, com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação, 2.200 entidades representativas de emissoras e transmissoras de rádio e TVs estatais, educativas, universitárias, legislativas e comunitárias para tratarem da criação de um instituto regularizador destes meios de comunicação pública quanto seu desempenho.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Na ocasião os participantes analisaram a principal função destes órgãos como responsáveis pela informação e o laser como serviço público que não deve seguir como modelo a mídia comercial cujo único objetivo é o lucro, já que é uma concessão pública administrada como empresa privada. Além de analisarem, as programações de algumas emissoras públicas que estão mais à serviço de grupos oficiais que propriamente ao público.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Entre os participantes, o ex-presidente da TV Cultura de São Paulo, Jorge Cunha, comentando a situação destas emissoras. Disse:</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Vivemos na ilegalidade cívica. Estamos em uma confusão jurídica que precisa de esclarecimento”.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>E, ainda, segundo seu entendimento, a criação do instituto pode articular a sociedade, produtores e a pesquisa universitária.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Já o cientista político Carlos Novaes, analisou o fato, afirmando:</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Temos que ampliar a superfície de contato da medição com a sociedade”.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Sobre a audiência em queda das emissoras públicas e o aumento de acesso a Internet, ele considerou:</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify">“<span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>A audiência não é um corpo determinado”.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Disse, ainda que a audiência se mantém em transformação. E agora está ocorrendo que muitas pessoas estão deixando de assistir TV por que tiveram suas rendas salariais aumentadas, o que lhes permite buscar outras formas de laser. Além do fator Internet que está tirando também audiência das TVs, principalmente os jovens entre 15 e 29 anos que correspondem 53 milhões que acessam este meio virtual.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Com a criação do instituto as emissoras públicas produziriam programas exclusivamente voltados para cidadania e a construção da democracia. Assim não haveria concorrência e nem o perigo de perder audiência, por trata-se de agir como uma forma ética de evitar a alienação do telespectador. Já que as emissoras comerciais, presas na ambição do lucro, portanto anulando o papel público e cívico de suas concessões, oferecem aos telespectadores os corpus fundadores da alienação que exige a sociedade de consumo.</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:.3cm;line-height:.55cm;" align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Fonte: <span style="color:#ff0000;">Agência Brasil</span></strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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