<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>mrs-dalloway-virginia-woolf &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/mrs-dalloway-virginia-woolf/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "mrs-dalloway-virginia-woolf"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 00:22:20 +0000</pubDate>

	<generator>http://en.wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[As Horas (The Hours)]]></title>
<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/05/08/as-horas-the-hours/</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 12:59:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/05/08/as-horas-the-hours/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;A fantasia, em todas as suas formas, só tem utilidade se servir como uma reflexão do que pode]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-340" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/thehours03.jpg" alt="" width="400" height="454" /></a></p>
<p><span style="color:#990000;">&#8220;<strong><em>A fantasia, em todas as suas formas, só tem utilidade se servir como uma reflexão do que pode ser construído para o futuro.</em></strong>&#8221; (Kurt Vonnegut)</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Muito embora o filme traga três personagens femininas, é do lado feminino de ser que cada um de nós temos, homens e mulheres, que ele mostra. E esse olhar feminino vem pelo poeta, justamente por um personagem masculino. Um jeito romântico de ser e de olhar o mundo. Lindo!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Aí ficam perguntas&#8230; Tudo tem que ser tão certinho? Tudo tem que sempre ser encarado dentro da normalidade, daquilo que já está pré-estabelecido? A mola do mundo também é movimenta por algo fora dos padrões, fora do convencional. Sempre teremos tempo de subverter a engrenagem. Ou não, pois o tempo não para. As horas voam&#8230; Onde estaria, melhor, onde ficaria o sonho, o desejo, a vontade em traçar seu próprio destino? Pois, levar uma vida dupla, onde a real é por pura obrigação, onde a de sonhos é escapismos, há de chegar uma hora que não aguentará mais. E ai&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Não li o livro do qual o filme foi baseado. Como também ainda não li o livro de Virgínia Woolf, &#8220;Mrs. Dalloway&#8221; que faz parte do filme. Esse me motivou a mais em ler. Então, focarei o filme. E sem entrar muito na patologia da escritora, por não ser a minha praia. O filme mostra um dia ímpar na vida de algumas pessoas. Com ela, escrevendo os esboços de mais um livro. Que viria a ser seu último trabalho. Como também, anos depois (Em 1951 e em 2001; nos EUA.), vidas alteradas em alguns dos leitores desse mesmo livro. Um dia que ficará marcado para sempre.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">O que me cativou de pronto foi o lance <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/hours4.jpg">dela ficar buscando uma frase</a> para então iniciar o texto. Sem nenhuma pretensão nessa comparação, lhes digo que eu era assim. Para qualquer texto que escrevia, mesmo para uma redação na escola, buscava por uma frase para iniciar. Após encontrá-la, o texto fluía naturalmente.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/nicole-kidman.jpg">Nicole Kidman</a> faz a Virgínia Woolf. Confesso a vocês que não a reconheci de imediato. Só fui mesmo notar quando outra pessoa comentou. Parabéns pela performance e pelo visual!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Virgínia, após encontrar a frase&#8230; Ótima por sinal! Eu adoro flores! &#8230;pensa no rumo que dará aos personagens. Sua intenção inicial era matar a protagonista. Sua inquietude também por conta de sua doença a faz parar por algumas horas e olhar o mundinho que a cerca. De onde se deprime por saber que está presa ao seu problema. Gostaria que mais do que drogarem-na, que os médicos encontrassem uma solução. Durante esse correr do dia&#8230; Constata que sua casa funciona sem ela, pois as criadas tomam as decisões que deveriam vir dela. Talvez, numa de punir, faz a empregada ir comprar gengibre em Londres.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Depois, com a visita da irmã com os filhos, capta mais coisas. Visita essa que por terem chegado antes da hora, irrita o marido (Stephen Dillane). A <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours05.jpg">irmã</a> (Miranda Richardson) lhe diz que é uma privilegiada, por poder viver duas vidas: a real e a dos livros. Mas Virgínia queria mesmo viver outra vida. Até da irmã, já seria bem-vinda. E por conta de um <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/the-hours06.jpg">cerimonial junto com a sobrinha</a> para um pássaro à beira da morte&#8230; reflete mais agora também sobre a sua vida real.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Uma das passagens mais tocante é <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours04.jpg">dela com o marido</a> na estação de trem. (Algo sadio em qualquer relacionamento: o de discutir a relação.) O que cada um falou para o outro. Mas que deixou uma pergunta: Será que ambos ouviram o que o outro dizia de fato? Claro, que eles tentaram. (Atualmente, eu diria que num caso semelhante, precisariam da ajuda de um profissional.). Mas diante do quadro clínico dela e por Leonard ser meio avesso às mudanças repentinas, não houve o acesso até ela. Mesmo havendo amor entre eles, um não conseguia satisfazer o outro. Numa parte, quando ela diz estar entediada ali naquele lugar, ele lhe diz que ela sentia o mesmo na agitação da capital. Ele bem que tentou dentro do limite dele, do jeito dele, fez o que julgava estar certo e por amor a ela. Mais uma vez estava disposto a mudar a si próprio por ela. Mas não era isso que ela queria. Virgínia queria não apenas libertar-se, como também não manter ninguém preso a si. E eles não se entenderam.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">As outras duas histórias, mesmo passadas em anos diferentes, irão se unir de fato nesse único dia. Não, não se trata de nenhuma viagem do tempo, vendo o filme irão entender melhor. Por hora, vou tentar contar sem estragar a surpresa de quem ainda não viu esse filme.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/julianne-moore.jpg">Laura Brown</a> (Julianne Moore) leva a vida de uma dona de casa padrão. Casada. Mãe de um menino e encontra-se grávida de outro. No dia do aniversário do seu marido, Dan (John C. Reilly), algo acontece que a faz mudar radicalmente a sua vida. Pontua essa decisão não apenas a história do livro, mas a conversa com a amiga Kitty (Toni Collette). Essa, por estar na iminência de não mais poder gerar um filho considera a amiga uma privilegiada. Mas essa não é a vida que ela queria levar. Laura queria libertar-se. Mas como sair daquela engrenagem? O que seria do seu <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/the-hours08.jpg">garotinho</a>? Certo ou errado, Laura segiu com a sua decisão.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Passados mais alguns anos&#8230; Conhecemos <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/meryl-streep.jpg">Clarissa Vaughan</a> (Meryl Streep) que como na manhã da história do livro, sai para comprar flores. Também irá dar uma festa. Seu grande e inestimável amigo <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/ed-harris.jpg">Richard</a> (Ed Harris) ganharam um prêmio. Prêmio esse que o colocava na lista dos grandes poetas. Mas que para ele, viera mesmo por ele se declarar aidético. Ela já incorporou em seu dia-a-dia ir cuidar dele. O que o deprime. Tal qual Virgínia com o marido, ele também se desgosta em precisar desses cuidados. A ama demais para mantê-la presa a ele. Ela tem uma filha (Claire Daines), ela tem Sally (Allison Janney). Tem a sua própria vida.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Assim, ao final de um único dia&#8230; após fazerem um mergulho profundo dentro de si mesmo&#8230; após reverem seus fantasmas, ou seriam seus piores pesadelos? Dormem o sono dos justos. Para alguns, um novo amanhecer surgirar. E por conta disso, mesmo sendo um clichezão, repito: Enquanto há vida, há esperança. Eu fico triste quando vejo um final com o fim de certos personagens. Triste, mas respeitando a decisão.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Esse entrou para a minha lista de que vale a pena rever, sempre! Filmaço! Nota máxima!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Por: Valéria Miguez.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><strong>As Horas (The Hours)</strong>. 2002. EUA. Direção: Stephen Daldry. Elenco: Nicole Kdman, Meryl Streep, Julianne Moore, Ed Harris, John C. Relly, Claire Danes, Toni Collette, Miranda Richardson, Jeff Daniels, Stephen Dillane. Gênero: Drama. Duração: 114 minutos. Baseado no livro de Michael Cunningham.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
