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	<title>musica-baiana &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/musica-baiana/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "musica-baiana"</description>
	<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:45:25 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Lançamento do livro  As donas do canto]]></title>
<link>http://plugcultura.wordpress.com/2009/09/30/lancamento-do-livro-as-donas-do-canto-o-sucesso-das-estrelas-interpretes-no-carnaval-de-salvador/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:57:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>plugcultura</dc:creator>
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<description><![CDATA[O livro As donas do canto: o sucesso das estrelas-intérpretes no Carnaval de Salvador apresenta um e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><a href="http://plugcultura.wordpress.com/files/2009/09/livro-marilda.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1553" title="LIVRO MARILDA" src="http://plugcultura.wordpress.com/files/2009/09/livro-marilda.jpg" alt="LIVRO MARILDA" width="438" height="299" /></a></p>
<p>O livro As donas do canto: o sucesso das estrelas-intérpretes no Carnaval de Salvador apresenta um estudo sobre as estrelas da Axé Music, a música do Carnaval da capital baiana. De autoria da pesquisadora e cantora <a href="http://www.myspace.com/marildasantanna"><span style="color:#3366ff;"><strong>Marilda Santanna</strong></span></a>, que investiga a participação dessas estrelas-intérpretes na construção de um tipo de representação da sociedade baiana, a obra será lançada neste sábado, dia 3 de outubro, às 18 horas, no Palacete das Artes Rodin Bahia (Graça). Na ocasião, o livro será vendido com 50% de desconto no valor da capa, com preço promocional de R$ 30,00.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p><strong>O quê:</strong> Lançamento do livro As donas do canto: o sucesso das estrelas-intérpretes no Carnaval de Salvador<br />
<strong><br />
Quando: </strong>3 de outubro, sábado, às 18 horas</p>
<p><strong>Onde:</strong> Palacete das Artes Rodin Bahia (Rua da Graça, 284 – Graça)<br />
<strong><br />
Valor de capa:</strong> R$ 60,00</p>
<p>Valor promocional no lançamento: R$ 30,00</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em exclusiva ao Click21, Cláudia Leitte fala sobre gravidez e carreira ]]></title>
<link>http://cristinacople.wordpress.com/2009/08/13/em-exclusiva-ao-click21-claudia-leitte-fala-sobre-gravidez-e-carreira/</link>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 23:29:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>ccople</dc:creator>
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<description><![CDATA[Publicada em 26/09/2008 no Click 21 Fotos: André Schiliró (home) e Thiago Teixeira (interna/show) Po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Publicada em 26/09/2008 no Click 21</p>
<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-94" title="claudia 1" src="http://cristinacople.wordpress.com/files/2009/08/claudia-1.jpg" alt="claudia 1" width="170" height="254" />Fotos: André Schiliró (home) e Thiago Teixeira (interna/show)</p>
<p></em><em>Por Cristina Cople</p>
<p></em>Cláudia Leitte vive um momento especial em sua vida. A cantora baiana comemora o sucesso na carreira e a gravidez do primeiro filho. A correria continua a mesma, com shows agendados e sessões de autógrafos do recém lançado DVD <strong>&#8216;Cláudia Leitte Ao Vivo em Copacabana&#8217;</strong>, mas pequenas modificações na rotina já foram feitas para garantir o bem-estar do bebê.</p>
<p>Com 19 semanas de gestão, o herdeiro ainda não recebeu um nome, mas já ganhou duas canções de ninar feitas pela mamãe. Cláudia está tão realizada que acredita que já tem tudo o que necessita para ser feliz.</p>
<p>&#8220;Vivo um momento único na minha vida e não me sinto no direito de desejar mais nada&#8221;, diz a artista.</p>
<p>&#8220;Se eu dissesse que estou muito feliz não traduziria o estado que me sinto hoje. Para tentar explicar esse momento eu teria de inventar um adjetivo que superestimasse a felicidade&#8221;, acrescenta Cláudia.</p>
<p><strong>CUIDADOS NA GRAVIDEZ</p>
<p></strong>Cláudia Leitte pretende continuar fazendo a alegria dos fãs até quando a <img class="alignright size-full wp-image-96" title="claudia leitte gravida" src="http://cristinacople.wordpress.com/files/2009/08/claudia-leitte-gravida.jpg" alt="claudia leitte gravida" width="150" height="204" />barriga permitir.</p>
<p>&#8220;Estou cumprindo minha agenda normalmente. Tenho trabalhado muito e isso tem me feito muito bem. Pretendo diminuir o ritmo em dezembro, quando estarei com oito meses. Meu filho nasce no início da segunda quinzena de janeiro e no final de fevereiro já estarei extravasando tudo no Carnaval de Salvador&#8221;, planeja.</p>
<p>&#8220;Normalmente canto os seis dias de festa, mas este ano vou cantar apenas quatro. Eu tenho me sentindo muito bem e continuo fazendo as coisas como antes, mas estou tomando mais cuidado. Estou pulando menos, evitando impactos muito bruscos e mudei minha dieta, porque minha rotina é muito intensa e nós precisamos estar bem alimentados&#8221;, revela.</p>
<p><strong>BOA FORMA</p>
<p></strong>Quem vê de perto não percebe tanta diferença no corpo escultural da cantora, que admite estar tomando algumas precauções para evitar estrias e a flacidez.</p>
<p>&#8220;Estou usando produtos específicos para gestantes. Também já diminuí os impactos das minhas coreografias e pulos no palco e vou começar a fazer exercícios físicos direcionados ao &#8216;estado interessante que vivo&#8217;&#8221;.</p>
<p>Os preparativos para a chegada do bebê já começaram e Cláudia conta que está arrumando o quartinho e já comprou algumas roupas. Ela também já recebeu muitos presentes. O marido, Márcio Pedreira, compartilha a <img class="alignright size-full wp-image-95" title="claudia 2" src="http://cristinacople.wordpress.com/files/2009/08/claudia-2.jpg" alt="claudia 2" width="210" height="184" />expectativa.</p>
<p>&#8220;Meu marido sempre foi muito presente e companheiro. Agora está ainda mais e ama criança. Fala todos os dias com a minha barriguinha e faz muito carinho nela. Não poderia existir pai melhor para meu filho do que ele&#8221;, derrete-se Cláudia.</p>
<p><strong>VIRADA</p>
<p></strong>Feliz da vida, a cantora identifica esta fase como um momento de muita fé em Deus. A virada começou com o início da carreira solo.</p>
<p>&#8220;Era um desejo antigo. Quando percebi que era chegada a hora, passei um ano <strong>evoluindo, analisando cada ponto dessa decisão. Importante para mim era manter o grupo unido e trabalhando ao meu lado. Essa base é fundamental para qualquer cantor que se lança a um desafio desse porte&#8221;.</p>
<p></strong>Cláudia afirma que nunca vacilou ou teve mede de não dar certo. &#8220;Não foi uma decisão impensada, foi algo maturado, discutido e avaliado&#8221;.</p>
<p>Agora, Cláudia Leitte dá pistas de que pretende experimentar outros estilos musicais.</p>
<p>&#8220;Minha música é a música que meus fãs gostam e pedem. Tem origem no axé, mas mistura o pop, tem pitadas de rock e anima muitas festas sertanejas&#8221;, explica a cantora.</p>
<p><strong>IVETE</p>
<p></strong>Ao contrário dos boatos que surgiram no início da carreira, Cláudia Leitte revela que nunca se incomodou em ser comparada à cantora Ivete Sangalo.</p>
<p>&#8220;Ivete é uma pessoa querida, uma artista maravilhosa, mas faço meu trabalho sem pensar no dela. As comparações são inevitáveis: somos baianas, cantoras de axé, cantamos em trio elétrico, enfim&#8230; Ivete tem um talento enorme e uma capacidade grande de conquistar&#8221;, diz a loura.</p>
<p>&#8220;Nos respeitamos e nos damos bem. Quando nos encontramos, dividimos coisas boas, sorrisos, fofocas engraçadas. O lance é que fazemos música baiana e temos espontaneidade de sobra. O que eu acho que a gente tem em comum é o fato de sermos pessoas &#8216;do bem&#8217;. Ademais, costumo brincar dizendo que é tudo intriga da oposição, uma pimentinha que colocam em nosso vatapá&#8221;.</p>
<p>O tempero da baiana conquistou de tal forma o público jovem que seus CDs estão na lista dos mais vendidos da gravadora. Com simplicidade, Cláudia diz que 2008 tem sido tão bom que 2009 será um ano de agradecimentos.</p>
<p>&#8220;A princípio é momento de comemorar o que vivo hoje. As coisas acontecem por etapas e eu vivo intensamente essa nova fase&#8221;, conclui a baiana arretada.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[não é só mais uma]]></title>
<link>http://esperandotrem.wordpress.com/2009/07/24/nao-e-so-mais-uma/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 13:46:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>priscila</dc:creator>
<guid>http://esperandotrem.wordpress.com/2009/07/24/nao-e-so-mais-uma/</guid>
<description><![CDATA[domingos são dias terríveis mesmo quamdo não se faz nada. ou justamente por isso. dia desses, assist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>domingos são dias terríveis mesmo quamdo não se faz nada. ou justamente por isso. dia desses, assistindo a uma reprise do altas horas, deparei com uma grata surpresa que me fez lembrar que música baiana não é só isso.<br />
explico: a minha dicotômica cabecinha já estava bem acomodada pensando nos inquestionáveis medalhões baianos (os tropicalistas, dorival&#8230;) e nas ivetes sangalo, que parecem surgir em progressão geométrica.<br />
daí que estava eu no meu sofá assistindo ao tom zé no altas horas e ele me apresenta uma moça baiana que gravou com ele. não era uma ivete.<br />
ainda relutei um pouco, me lembrando daquela lastimável parceria tom zé &#38; ana carolina, mas márcia castro começou a me ganhar antes de abrir a boca, só pelo desprendimento. diferente, despojada e confortável, ela é uma daquelas pessoas a quem dá vontade de chamar pra tomar uma no boteco da quadra.<br />
fui atrás de conhecer mais múscas dela e não me decepcionei. não vou gastar o nosso tempo analizando porque gosto é gosto e eu acho que o que nos faz gostar ou desgostar é mais relativo do que parece.</p>
<p>enfim, prestem atenção, porque a moça não é só mais uma.</p>
<p>sem mais delongas, fica aí o caminho das pedras.<br />
enjoy!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/hoG3yYLnozM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/hoG3yYLnozM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>o cd da moça (graças ao <a href="http://www.umquetenha.blogspot.com/" target="_self">um que tenha</a>) :</p>
<p><a title="pra baixar o cd" href="http://rapidshare.com/files/226486435/UQT2008_Marcia_Castro_-_Pecadinho.rar" target="_blank">http://rapidshare.com/files/226486435/UQT2008_Marcia_Castro_-_Pecadinho.rar</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Claudia Leitte e Ivete]]></title>
<link>http://jeldim.wordpress.com/2009/07/04/claudia-leitte-e-ivete/</link>
<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 19:44:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>midlej</dc:creator>
<guid>http://jeldim.wordpress.com/2009/07/04/claudia-leitte-e-ivete/</guid>
<description><![CDATA[Fontes: A Tarde On Line]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://jeldim.wordpress.com/files/2009/07/jeldim-claudia-e-ivete.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-493" title="jeldim-claudia-e-ivete" src="http://jeldim.wordpress.com/files/2009/07/jeldim-claudia-e-ivete.jpeg" alt="jeldim-claudia-e-ivete" width="450" height="294" /></a></p>
<h6>Fontes: <a href="http://www.atardeonline.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1179508" target="_self">A Tarde On Line</a></h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Será que Caetano vai gostar?]]></title>
<link>http://olharalheio.wordpress.com/2009/04/29/sera-que-caetano-vai-gostar/</link>
<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 18:43:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aline Ridolfi</dc:creator>
<guid>http://olharalheio.wordpress.com/2009/04/29/sera-que-caetano-vai-gostar/</guid>
<description><![CDATA[Marcela Bellas é uma das minhas últimas apostas, simbora produzir e assessorar essa baiana de voz do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong><a title="Myspace Marcela Bellas" href="http://www.myspace.com/marcelabellas">Marcela Bellas</a></strong> é uma das minhas últimas apostas, simbora produzir e assessorar essa baiana de voz doce e personalidade arretada!</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-176" title="Marcela Bellas" src="http://olharalheio.wordpress.com/files/2009/04/baixa.jpg" alt="Marcela Bellas" width="336" height="338" /></p>
<p style="text-align:justify;">Rendida à terra da garoa há pouco tempo ela chega<em> chegando</em> em São Paulo pra lançar seu disco: <em>Será que Caetano vai gostar?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Se o conterrâneo vai gostar ou não, sabe Jah mas, pelo que temos divulgado, a galera tá gostando.</p>
<p style="text-align:justify;">Com carreira já consolidada na Bahia ela desembarca pra firmar o nome aqui em Sampa. Sábado passado ela participou do festival <em>Catarse</em>, Sesc Pompéia. Daqui pra frente a agenda vai bombar! Detalhes sobre o lançamento em breve!</p>
<p style="text-align:justify;">Opiniões, críticas, sugestões e, claro, elogios, são mais que bem-vindos!</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, pra matar a curiosidade, é só acessar e ouvir o disco inteiro, disponível no <a href="http://www.marcelabellas.com.br">www.marcelabellas.com.br</a></p>
<p style="text-align:justify;">Como disse Washington Olivetto, que prometeu entregar o CD da moça pro Sr. Veloso em mãos:  <em>&#8220;acho que o Caetano vai gostar, respondo eu no mais puro paulistês (com o “o” no meio da frase). E acho que não só o Caetano: acho que todo mundo que ouvir vai gostar&#8230;a canção “Alto do Coqueirinho” é um daqueles achados do inconsciente coletivo que tem tudo para ser um estouro”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Alto do Coqueirinho&#8221; é realmente hit. E como ela mesmo canta,  pra identificação não só minha como de muitas outras meninas: &#8220;eu to cansada dessa vida de trabalho duro/lava prato, varre casa, olha o irmãozinho/eu quero um bofe com dinheiro de coração puro/ pra me tirar do alto do coqueirinho&#8221;.  Hahahahahaha</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SALVE MARCELA!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Finalista do iBahia Garage Band - Banda SR40]]></title>
<link>http://nempareceblog.wordpress.com/2009/01/21/finalista-do-ibahia-garage-band-banda-sr40/</link>
<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 21:07:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://nempareceblog.wordpress.com/2009/01/21/finalista-do-ibahia-garage-band-banda-sr40/</guid>
<description><![CDATA[Perfil da banda SR40, banda que liderou a votação do iBahia Garage Band e chegou a quase 75 mil voto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-196" title="SR40" src="http://nempareceblog.wordpress.com/files/2009/01/sr40.jpg" alt="SR40" width="468" height="108" /></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong></strong></p>
<ul>
<li><strong>Perfil da banda</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">SR40, banda que liderou a votação do iBahia Garage Band e chegou a quase 75 mil votos, tem pouco mais de 6 anos de formação. Os integrantes superaram diversas dificuldades e tentaram trilhar carreira em São Paulo. Eles estão confiantes na vitória e já planejam uma longa viagem para divulgar o trabalho da banda. Além disso, sonham em ter a música “Essa Noite” na trilha sonora da próxima novela das oito da Rede Globo. Márcio Fernandes, líder e vocalista da banda, concedeu uma entrevista ao iBahia.com para falar sobre a expectativa de tocar em um dos maiores festivais de música do Brasil e contou um pouco da história da SR40.</p>
<ul>
<li><strong>Integrantes</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Márcio Fernandes (vocal e guitarra), Jorginho Sancof (guitarra), Jota (baixo), Marcelo Duduia (bateria) e Tiago Silveira (percussão, trompete e trombone).</p>
<ul>
<li><strong>Quantos anos têm a banda</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">6 anos</p>
<ul>
<li><strong>Música de trabalho</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Essa Noite</p>
<ul>
<li><strong>Influências</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">No início Rock. Depois, com o amadurecimento da banda, black e música baiana.</p>
<ul>
<li><strong>CDs Lançados</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">SR40, em 2004, e Black Pop Music, em 2007.</p>
<ul>
<li><strong>Site</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.bandasr40.com.br" target="_blank">www.bandasr40.com.br</a></p>
<ul>
<li><strong>Vídeo</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=repyCFeswi8">http://br.youtube.com/watch?v=repyCFeswi8</a></p>
<ul>
<li><strong>ENTREVISTA</strong></li>
</ul>
<p><strong></strong></p>
<ul>
<li><strong>Como a banda começou?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Sempre tive uma relação muito forte com a música. Além de minha mãe ser cantora, tenho tios e tias musicistas. Comecei minha carreira aos 8 anos de idade tocando percussão. Como naturalmente aconteceria, um dia senti que estava na hora de tomar a frente de um projeto. Foi aí que reuni amigos e começamos a SR40, há 6 anos atrás.</p>
<ul>
<li><strong>Porque o nome SR40</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">“SR” – Sem Rendimento, Sem Retorno, Sem Renda, Sem Repercussão, Sem Remuneração e etc. E o “40” veio na hora, porque foi o primeiro cachê que a banda ganhou e teve que dividir pra todo mundo. (risos)</p>
<ul>
<li><strong>Como banda independente, quais as maiores dificuldades que vocês enfrentam?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Sem dúvida, espaço pra tocar. Em Salvador principalmente, as casas priorizam estilos diferentes porque o retorno é mais rápido. Outra dificuldade é a divulgação. A gente disputa o mesmo e mínimo espaço com uma série de artistas. Existe aqui um receio de investimento no som alternativo. Passamos dois anos em Sampa e lá a dificuldade é outra: são milhares de bandas alternativas brigando pelo mesmo espaço e lá também tem os seus “cartéis”. Mesmo assim, conseguimos tocar nas principais casas da zona sul de Sampa.</p>
<ul>
<li><strong>Quais as influências da SR40? </strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Houve o momento inicial aonde a influência era o rock. A banda amadureceu e buscou aprimorar o lado musical, fazendo um som black com uma pitada baiana. O som é diferente, é só conferir. Ouvimos de tudo. De Jamiroquai à Zeca Pagodinho.</p>
<ul>
<li><strong>De que forma vocês utilizam a internet para difundir o trabalho da banda?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">De um único jeito: 100% para interagir e divulgar o nosso trabalho. Provavelmente somos a banda alternativa baiana com o maior número de acessos no Youtube, comunidades no Orkut, citações no Google, etc&#8230; Só o vídeo “Juntos Somos Um”(<a href="http://www.youtube.com/watch?v=9io0D0Y2Jkg">http://www.youtube.com/watch?v=9io0D0Y2Jkg</a>) em homenagem às vítimas do acidente da TAM tem quase 30 mil acessos. Muita gente também cria vídeos e coloca no Youtube com nossas músicas. A internet, de uma forma geral, é a nossa grande aliada<strong>.</strong></p>
<ul>
<li><strong>No Brasil, o espaço para as bandas independentes é bem reduzido. Como vocês analisam a oportunidade que o iBahia.com está proporcionando às bandas de garagem? E o que acharam de participar deste projeto?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Excepcional. Um modelo a ser seguido pelos empresários. Mostrou mais uma vez que a banda comparece quanto tem oportunidade. São muitas bandas excelentes disputando esse privilégio de tocar no Festival de Verão. Isso nos honra muito.</p>
<ul>
<li><strong>Qual a expectativa de vencer essa disputa e de abrir a noite de sábado do Festival de Verão 2009, no Arena do Festival? </strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Não estamos medindo esforços para isso. Já estamos em primeiro lugar e vamos continuar assim até o final. Carregamos uma história de seis anos de cumplicidade com os fãs e queremos muito dividir essa conquista com todos. Passamos dois anos ralando e conquistando Sampa. Nós merecemos esse prêmio porque temos algo pra mostrar, algo pra fazer história. Estamos vivendo esta expectativa, praticamente sem dormir há uma semana por conta disso e vamos carregar esta mesma energia até o dia 19. O curioso é que o resultado final será anunciado no dia do meu aniversário, 24 de janeiro. Espero que nessa data se confirme o maior presente que eu poderia receber em toda minha vida. Que venha o Festival, embalado como um grande prêmio e reconhecimento.</p>
<ul>
<li><strong>Vocês já tocaram em algum grande evento? Qual o maior público que a SR40 já teve em um show?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">O maior evento que participamos foi um show de 30 min no Teleton 2007, em Osasco, para 40 mil pessoas, juntamente com grandes artistas nacionais. Nossa assessoria em Sampa foi responsável pela oportunidade. Foi uma grande experiência. Depois tocamos em algumas feiras no interior de SP, para cerca de 3 mil pessoas. Fizemos shows menores mas que também renderam bons frutos, como tocar ao lado de Marcelo Nova no lançamento de nosso primeiro CD.</p>
<ul>
<li><strong>Quais os planos da banda para 2009?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Concluir o segundo CD e DVD autorais. Já temos sete músicas prontinhas e que a galera já está curtindo nos shows. Fazer uma longa viagem de divulgação com a banda para vários estados e torcer pra que Mariozinho Rocha coloque a nossa música Essa Noite na novela das oito. (rsrsrs)</p>
<ul>
<li><strong>Vocês poderiam deixar um recado para os internautas do iBahia.com e para os fãs que votaram na SR40?</strong></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Fãs clubes, galera, curiosos, simpatizantes, amigos: Muito obrigado, muito obrigado, mesmo! Estamos emocionados com a resposta, o carinho e o apoio de vocês. Como sempre, o povo faz o sucesso do artista e vocês serão eternamente responsáveis pelo nosso sucesso. Que Deus continue iluminando todos nós. Um grande abraço!</p>
<h6 style="text-align:right;">Fonte: <a href="http://www.portalibahia.com.br/ibahiagarageband/wp-home.php/finalista" target="_blank">iBahia Garage Band</a></h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Thati, a cantora pop da Bahia", por rosimeire santos]]></title>
<link>http://tabuleirocultural.wordpress.com/2008/09/02/thati-a-cantora-pop-da-bahia/</link>
<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 16:32:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>tabuleirocultural</dc:creator>
<guid>http://tabuleirocultural.wordpress.com/2008/09/02/thati-a-cantora-pop-da-bahia/</guid>
<description><![CDATA[  rosimeire santos setor de projetos culturais da maso   BRA salvador/são paulo     &#8220;Thati, a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[  rosimeire santos setor de projetos culturais da maso   BRA salvador/são paulo     &#8220;Thati, a ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Olodum - Egito Madagáscar (1987; Continental, Brasil)]]></title>
<link>http://camarilhadosquatro.wordpress.com/2008/06/23/olodum-egito-madagascar-1987-continental-brasil/</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:09:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>m.</dc:creator>
<guid>http://camarilhadosquatro.wordpress.com/2008/06/23/olodum-egito-madagascar-1987-continental-brasil/</guid>
<description><![CDATA[O Olodum foi criado como bloco de carnaval em 1979, saindo pela primeira vez às ruas em 1980, distin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><img class="alignnone" src="http://1real.files.wordpress.com/2007/09/egito.jpg?w=225&#038;h=225" alt="" width="225" height="225" /></p>
<p align="justify">O Olodum foi criado como bloco de carnaval em 1979, saindo pela primeira vez às ruas em 1980, distinguindo-se do som dominante à época por sua forte percussão e letras de caráter social e racial. O primeiro álbum, <em>Egito Madagáscar</em>, apenas foi lançado em 1987 e deu início a uma seqüência de dez discos em cerca de dez anos. Após ser o grande nome do carnaval baiano por um longo período, alcançando grande prestígio fora do país, por questões de mercado, o Olodum passou a fazer diversas concessões em sua música, caindo em relativo ostracismo. As sucessivas concessões à axé music, que se erguia como ditadura musical, aceleraram o processo de desgaste da banda que lançou seu último álbum de estúdio em 1997, sendo hoje em dia mais um projeto social que entidade musical e neste ponto é pálido fantasma de seu passado glorioso. (MM)</p>
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<p align="justify">Nem sempre é fácil analisar criticamente, com algum distanciamento um objeto pelo qual possuímos apego e, mais importante, memória afetiva. Em 1987, quando o Olodum lançou seu primeiro disco, <em>Egito Madagáscar</em>, eu tinha cerca de dez anos e era sentia-me compelido a dançar pelo irresistível poder de sua percussão, mas também ficava encantado pela peculiaridade das letras, cheias de palavras estranhas e referências a pessoas e lugares que eu desconhecia. A música era imponente e orgulhosa, bem afeita aos propósitos afirmativos da banda que à época não conhecia.</p>
<p align="justify"><em>Egito Madagáscar</em> é o primeiro álbum do Olodum e também o que estabeleceu o padrão sonoro do grupo: uma percussão seca, complexa e marcadamente repetida de modo cíclico. O acompanhamento vocal alternado entre o líder e um coro (mixado um pouco à frente da percussão,  sem excessos, mas suficientemente expressivo para o tornar inconfundível) terminava por caracterizar os recursos despendidos. Assim, a música era esquelética e hoje ainda impressiona a sua energia dentro de um padrão tão limitado; como se para alcançar o resultado almejado, o Olodum demonstrasse quão pouco era necessário. Posteriormente mais elementos foram acrescentados à fórmula (o que propiciou a criação do estranho gênero do samba-reggae), mas a contenção deste disco, como sua aparente pobreza estética, muito criticada à época, hoje sobressai e põe <em>Egito Madagáscar </em>entre os principais e mais significativos álbuns dos anos 80; época justamente marcada por um excesso de produção e uma certa breguice no uso de teclados e arranjos sintéticos. Apenas a última faixa, instrumental, conta com um arranjo de metais acompanhando a percussão; isso apenas ressalta o rigor de tudo que a precedeu e termina o álbum com a ressonância especial das grandes obras.</p>
<p align="justify">É fácil, dentro desse panorama apelar para metáforas sobre o chamado primevo da música de raiz; mas ainda que isso seja verdadeiro, é mais importante observar essa matriz como a demonstração da força da matriz africana, seja em suas origens ou aculturações latinas, brasileiras ou cubanas filtrada através de uma elaboração e recriação e não mera transposição.</p>
<p align="justify">As letras, em toda a sua inconsistência histórica e concessões popularescas são dos capítulos mais específicos e sem precedentes da música popular brasileira. Referências raciais, musicais, religiosas, histórico-políticas se misturam para criar uma mitologia que, apesar de fazer menção lugares, pessoas e doutrina política reais, parecem existir em outro plano, uma verdadeira distorção que junta faraós, leninismo, baianidade e tantas outras coisas que apenas podem ser descritas como&#8230; hã&#8230; letras do Olodum. Letras estas que, há poucos anos, geraram um debate estúpido e &#8216;bizantino&#8217; em um jornal de grande circulação de Salvador, em que críticos, historiadores e compositores discutiram as imprecisões das letras; se isso não tivesse ocorrido de verdade, bem caberia em um esquete do Monty Python.</p>
<p align="justify">Em um contexto de faixas tão uniformes e excelentes, é difícil apontar destaques, mas poderíamos exemplificar a excelência do disco por faixas como &#8220;Salvador Não Inerte &#8211; Ladeira do Pelô&#8221; (que conta entre seus compositores Beto Jamaica, que posteriormente seria um dos artífices do pagode baiano, fazendo parte do Gera-Samba e do famigerado É o Tchan!) e  &#8220;Faraó Divindade do Egito&#8221;, músicas incrustadas no imaginário popular, mas que ainda são capazes de gerar o mesmo transe que há vinte anos atrás. Iniciando uma marcante seqüência de álbuns, <em>Egito Madagáscar</em>, é rico, estranho e impõe seu lugar assegurado na história musical de um país que gosta de hipocritamente sofisticar sua herança ou torcer o nariz para manifestações autênticas e relevantes como curiosidade para gringo. O Olodum é rei. (Marcus Martins)</p>
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<p class="MsoNormal">O Olodum é, talvez, um dos grupos mais importantes para a minha formação musical. Lá pelo início da década de noventa, quando eu tinha entre seis e sete anos, meus pais adquiriram um reprodutor de CD. Até então o que eu conhecia de música era bem pouco: ouvia as trilhas de seriados japoneses que gostava, os LP’s do Balão Mágico, Trem da Alegria e assim por diante. O contato que tinha com os vinis dos meus pais era determinado puramente pelo apelo visual: era fascinado com as capas, contracapas e <em>artwork</em> dos discos. Mas com a inserção do <em>compact disc</em> em nossas vidas, tudo mudou. Aquele novo suporte musical tido como de alta qualidade e de audição infinitas vezes superior ao vinil (uma mentira acreditada até hoje no Brasil) me fazia ter interesse maior pela música e pelos artistas. Meus pais, que já detinham uma coleção considerável de LP’s, queriam, agora, ter todos aqueles discos em CD. O Olodum não era um destes, mas, certamente, uma novidade na época, que minha mãe, sempre antenada, não deixou passar em branco.  Foi nessa mesma época que passei a associar música a músico, canção a cantor e compositor, etc. O disco do Olodum que possuíamos era o <em>Best Of</em>, que contém metade de <em>Egito Madagáscar</em> e sua sonoridade era decerto algo que nunca tinha ouvido antes. Lembro até em confundir o Olodum com o Timbalada, cujo primeiro disco era tocado à exaustão lá em casa: os dois eram detentores de uma estética predominante na Bahia, mas que para um menino carioca, era um tanto nova e identificável: melodias fáceis de cantar e refrões pegajosos sustentados por um exército de bateria e instrumentos de percussão que contagiavam em qualquer ocasião.</p>
<p class="MsoNormal">A partir daí ficou bem claro pra mim que a música do Olodum era totalmente ligada a uma esfera sensorial, assim como o carnaval carioca, que me conquistara mais ou menos na mesma época. E foi somente comparecendo a um desfile das Escolas de Samba que pude perceber o quão é importante a experiência ao vivo, a presença física no mesmo espaço em que a música é executada. O caso do Olodum não é diferente. Infelizmente, nunca assisti uma apresentação do grupo, mas presumo que toda a graça em sentir sua música seja ao vivo e a cores. Como no carnaval carioca, é preciso estar lá para conseguir assimilar toda a quantidade de instrumentos de percussão, para sentir a ressonância do bumbo e sua vibração no coração. Uma versão em mp3 de má qualidade de um primeiro disco não tão bem gravado e masterizado para o vinil brasileiro, conhecido por padrões de áudio mais baixos, também não ajuda. O ideal seria estar lá, na Bahia, na primeira metade da década de noventa, para presenciar a banda em seu auge, mas como voltar ao tempo não é possível, há de se recorrer às gravações que restaram. Portanto, recomendo a coletânea <em>Best Of</em>, que reúne o fundamental da banda e possui boa qualidade de áudio, e não recomendo este primeiro disco, que apesar de belo, deixa a desejar tanto em quesitos técnicos quanto emocionais (não é impactante o suficiente e não faz o corpo estremecer). (Thiago Filardi)</p>
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<p align="justify">Talvez ainda seja muito cedo para demarcar o legado e fazer a fortuna crítica de toda música baiana denominada axé ou pagode baiano ou qualquer outro rótulo mais pejorativo. As razões são muitas, desde a onipresença aos apelos comerciais e baixarias, que criam uma inescapável má-vontade que obscurece a visão crítica. Digo isso, claro, sobre aqueles artistas que chegaram ao megaestrelato fazendo um som não muito distanciado dos demais. Mas o instinto parece ver alguns artistas imediatamente como algo distinto e especialmente notável dentro dessa produção, sem sequer precisar da distância histórica de hoje. No caso, Olodum e Carlinhos Brown se destacam absolutamente. Cada um, a seu modo, percorreu caminhos mutantes, mas deixou como rastro uma incansável luta pela redefinição da percussão nos ritmos, por assim dizer, de rua. Em algumas das etapas do percurso, ambos incorreram em experimentos de defesa mais complicada, mas o essencial de seus trabalhos consta entre as melhores coisas feitas de suas épocas. E isso é mais que o necessário.</p>
<p align="justify">Como o caso aqui é o Olodum, e mais especificamente o primeiro disco do grupo, <em>Egito Madagáscar</em>, cabe atermo-nos à época em que ao grupo bastava a dinâmica marcial e simples porém nada humilde de um conjunto de percussão, voz e coro. A primeira coisa, óbvia mas que não pode deixar de ser dita, é o extremo grau de invenção com que o arranjo dos instrumentos de percussão pontua o ritmo de forma a criar um ritmo todo novo e intensamente pulsante, imediatamente chamado de samba-reggae apesar de não soar muito parecido com nenhum dos dois. Melhor que isso: não só eles criavam levadas fantásticas de bateria, como também criavam momentos de sutil variação com bumbo ou caixa que complexificavam mais ainda a marcação. O nosso drill&#8217;n'bass nascia antes do deles, e com os instrumentos mais tradicionais que se podia usar.</p>
<p align="justify">Mas há um elemento que se destaca menos do que essas características da bateria, ao menos nos quatro primeiros discos do conjunto, que seriam sintetizados na essencial coletânea <em>The Best of Olodum </em>(1990), ainda a melhor introdução e o kit básico do grupo. É esse tom hierático e severo a que a voz dos cantores se eleva, não como puxadores de samba, mas como se estivessem cantando diretamente à divindade, à dimensão histórica e política que as letras evocam. Uma voz que à desnecessária demonstração de apuro vocal substitui um vigor pelo despojamento que a bateria, seca, sublinha. Como resultado do arranjo sem médios ou sons que &#8220;encham&#8221; a distância entre voz e bateria, a voz ganha um poder melodioso incomum, que as composições aproveitam ora nas faixas que se estruturam como sambas-enredo (como &#8220;Madagáscar Olodum&#8221;, &#8220;Reggae dos Faraós&#8221; ou &#8220;Faraó, Divindade do Egito&#8221;), ora nas que têm feição de canção com formato estrofe-refrão.</p>
<p align="justify">Em retrospecto, <em>Egito Madagáscar</em> surpreende pela pureza de suas composições e arranjos, tão diretos quanto pungentes, e únicos no panorama brasileiro. Refrões viciantes, imaginários fantásticos – nomes de deuses, figuras históricas africanas, líderes comunistas, Egito, Cuba, Madagáscar – e uma sonoridade original que seduziu meio mundo, aqui dentro e lá fora. Um disco surpreendente e inesperado que, pela energia, pelo talento e pela singularidade no panorama da produção da época, conta entre os mais significativos discos feitos no mundo àquela época. E que ainda hoje (talvez mais, até) mantém seu vigor. (Ruy Gardnier)</p>
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<p align="justify">Gostaria aqui, não de realizar uma crítica do álbum <em>Egito Madagáscar</em>, tarefa da qual certamente se encarregarão meus companheiros de Camarilha. O disco é maravilhoso, as canções lindas, o batuque irresistível… Mas gostaria de fazer uma observação quanto a uma posição muito comum no cenário artístico-racial brasileiro que perdura e que também perpassou a história do grupo Olodum.</p>
<p>Há um ano atrás, escrevi um <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/o-abuso-do-samba-ou-samba-nao-e-grapete">artigo</a> para o site colaborativo Overmundo, me referindo a um certo comportamento do sambista brasileiro em relação à indústria do entretenimento. Nele, me referi ao “crioulo do grapete”, aquele que, nas palavras de Nelson Rodrigues, “não faz a concessão de um mísero olhar ao broto estupendo que passa diante de si”. Com isso, ele antecipava a crítica que Glauber Rocha fez em <em>Câncer</em> ao negro sorridente e impassível, acostumado a adornar as festas da Casa Grande com sua alegria, seu molho, sua dança, mas incapaz de se organizar e questionar sua condição social e histórica de forma a superá-la. Hoje, esta crítica ainda faz um certo sentido, embora muitos passos tenham sido trilhados no sentido de superá-la. Mas, na minha opinião, na mentalidade do sambista, a qual tenho acesso por anos de convívio e freqüência em inúmeros “pagodes” no Rio de Janeiro, perdura uma certa necessidade de se vincular a qualquer custo ao mercado. Óbvio: todo artista quer tornar sua arte visível e rentável. Mas, me pergunto, à custa de quê? Qual seria o limite ético desta necessidade? Certamente há um limite e, me parece, Zeca Pagodinho fazendo embaixadinha na tevê após o Brasil ter perdido a copa de 2006 de forma vergonhosa, excede todos os limites…</p>
<p>Da mesma forma me pergunto: como a música do Olodum, tão moderna e visionária, pôde ser apropriada por Paul Simon de forma tão banal e burocrática? Como pôde o artista americano se servir dela como um ingrediente primitivo, supostamente “modernizado” por sua música vagabunda? Não nos iludamos com as referências explícitas à uma suposta ancestralidade africana (mitológica, no mais das vezes) e a dimensão “primitiva” de seus tambores: o Olodum é uma operação artística e social de ponta, muito além do folk-pop insípido de Simon. Como pôde acontecer este estranho e contraditório fenômeno?</p>
<p>Ora, me parece que não há outra explicação. Assim como a melhor matéria-prima brasileira ainda é exportada de forma desigual, o Olodum se prestou a adornar o disco do cantor americano em favor de maior visibilidade e estrutura. Numa improvável inversão de valores, o Olodum vestiu a capa da ancestralidade e do primitivismo para servir de caução à música de Paul Simon. O “crioulo do grapete” atacou mais uma vez: Paul Simon se confundiu, mas neste caso o Olodum, no popular, se embananou.</p>
<p>Vinte anos depois de seu lançamento, <em>Egito Madagáscar</em> requer uma audição “arqueológica”, que desbaste toda uma série de equívocos e ilumine sua experiência e o contexto social e cultural no qual se inscreve. É que, em sendo a axé music um prolongamento do samba reggae, o álbum nos remete a um momento em que esta música não só representava um posicionamento efetivo de uma comunidade organizada e ávida por expandir-se em todos os aspectos, como também atualizava o “ouvido” musical desta mesma comunidade. Quero dizer: as referências ao primitivo e mitológico são apenas estratégias conjecturais de legitimação; os artistas de samba reggae e a axé music realizam uma mestiçagem cultural tão contudente quanto o drum’n’bass e o dubstep, também constituídos pela síntese de referências locais e afro-caribenhas. Deveriam, portanto, se comportar como tal. A atualidade do Olodum é expressão própria de uma criatividade que, mesmo organizada, não soube evitar um certo rebaixamento em relação ao capital. Esta observação pode até denotar ingenuidade de minha parte, na medida em que há um acordo tácito mundial que reza ser o dinheiro o Deus supremo ao qual todos devem se curvar. Pois bem, sou ingênuo. Tanto melhor… (Bernardo Oliveira)</p>
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