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	<title>nada &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/nada/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "nada"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 08:42:56 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Futurología]]></title>
<link>http://soberbiaintelectual.wordpress.com/2009/11/30/futurologia/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 03:41:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Axolotl</dc:creator>
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<description><![CDATA[El amigo que hoy te pide un chicle y se lo guarda &#8220;para después&#8221;, es el mismo que el día]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>El amigo que hoy te pide un chicle y se lo guarda &#8220;para después&#8221;, es el mismo que el día de mañana se trata de levantar a tu novia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Rick-oh!]]></title>
<link>http://soconosaco.wordpress.com/2009/11/29/rick-oh/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 03:35:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>arturherkenhoff</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp; &nbsp; [ No Stranger To Love / Ritual ] To summon this card, you must give target player up, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-1370" href="http://soconosaco.wordpress.com/2009/11/29/rick-oh/rickastleyyugiohritual-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1370" title="RickAstleyyugiohritual" src="http://soconosaco.wordpress.com/files/2009/11/rickastleyyugiohritual1.jpg?w=206" alt="" width="225" height="314" /></a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>[ No Stranger To Love / Ritual ]</p>
<p>To summon this card, you must give target player up, let target player down, run around and desert target player. You must then make target player cry, say goodbye, tell a lie and hurt you.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista com o Ser Inexistente III]]></title>
<link>http://setedoses.com/2009/11/29/entrevista-com-o-ser-inexistente-iii/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 02:01:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>andretoso</dc:creator>
<guid>http://setedoses.com/2009/11/29/entrevista-com-o-ser-inexistente-iii/</guid>
<description><![CDATA[Marquei o encontro com o Ser Inexistente às 22 horas da última quinta-feira em minha casa. Resolvi p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Marquei o encontro com o Ser Inexistente às 22 horas da última quinta-feira em minha casa. Resolvi procurá-lo após ler notícias de que ele havia começado a fazer terapia. Fiquei intrigado com o fato de um senhor como ele ainda ter fôlego para conhecer a si mesmo e se confrontar com suas mazelas e fantasias.</p>
<p style="text-align:justify;">Após um atraso de meia hora, sentou-se ao meu lado no sofá e, espaçoso, pediu prontamente uma garrafa de conhaque e um copo americano. Mais sereno do que em nosso último encontro – ainda sóbrio –, o Ser Inexistente aparentava estar mais saudável e afável. Desculpou-se pelo atraso e disse novamente que não se lembrava de já ter me concedido entrevista antes. Dessa vez fui precavido, lhe mostrei as duas conversas impressas e lhe provei com uma foto que já havíamos nos encontrado. Olhou com calma e confirmou: “Tem razão, não sou eu mesmo. Admito que já nos encontramos antes”.</p>
<p style="text-align:justify;">Contraditório como sempre, o Ser Inexistente comentou os motivos que o levaram a fazer análise e revelou um pouco de sua vida, desde a infância até os dias atuais. Citou até mesmo a única mulher que um dia amou, falando sobre a diferença entre paixão e amor. Analisou a violência urbana que atinge o Brasil nos últimos anos e comentou algumas das mudanças que a Internet irá proporcionar às futuras gerações.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_6748" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://setedoses.wordpress.com/files/2009/11/ser_eu.jpg"><img class="size-full wp-image-6748" title="Ser_Eu" src="http://setedoses.wordpress.com/files/2009/11/ser_eu.jpg" alt="" width="510" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Recebido em minha casa, o Ser Inexistente reclamou do conhaque barato que lhe ofereci e da decoração do apartamento: &#34;Me parece o buraco  de um homem  fudido e frustrado&#34;</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por que o senhor resolveu fazer análise depois de velho?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Porque há sempre algo de ausente que me atormenta. Porque sonhar cansa. Esperar pela materialização, mais ainda. Dá um trabalho hercúleo domar as vontades e expectativas. Vez por outra, elas insistem na rebeldia e tentam se desvencilhar de uma lógica racional que as reprime. Neste árduo conflito entre o que se deseja e o que se pode conseguir, a pessoa vai minguando. Perde paulatinamente suas células e impulsos. E corre o risco de se apagar. Quero evitar que isso aconteça comigo e me entender melhor. Hoje, já não sei se tenho desejos ou se criaram os desejos em mim. Além disso, o lápis do tempo é tão obstinado quanto impreciso, coloca-nos rugas em torno da boca, como contrapesos de um sorriso. Não me resta mais nada, só mesmo tentar descobrir quem sou eu.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas porque buscar um psicanalista e não uma religião, por exemplo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É uma opção. Cada um que faça a sua. Mas resolvi fazer depois que li em um livro que quando Freud desembarcou na América para fazer uma série de conferências sobre psicanálise, se eu não me engano em 1909, virou-se para Jung, que o acompanhava, e disse: “Venho trazer-lhes a peste”. Freud disse que o objetivo da psicanálise era fazer com que o sujeito saísse da sua miséria neurótica para entrar na infelicidade do mundo. Achei isso perfeito. Comecei as sessões e percebi que, num certo sentido, a psicanálise é mesmo a peste; ou melhor, ela representa a antiutopia mais radical até hoje concebida pelo espírito humano, chegando mesmo a constituir-se como uma utopia às avessas. A psicanálise pretende curar o ser humano de suas ilusões. Ela não acredita na bondade fundamental do homem, nem parte do princípio de que o processo civilizatório é uma rampa ascendente, de sucessivas vitórias, que chegarão necessariamente à plenitude do amor de todos por todos. A luta entre Eros e Thanatos – vida e morte – se decide dentro de nós, a cada instante. Por nascermos prematurados, incompletos, sem equipamento instintivo capaz de nos costurar com solidez ao mundo, sofremos a permanente saudade de ser pedra, a nostalgia de um sono sem retorno, regido por estatuto que nos transcenda e que não possamos desobedecer ou transgredir. Escolhi esse caminho, pois o psicanalista é o contrário do burocrata ou do especialista. Ele escuta o desejo, debruçado sobre o coração selvagem da vida e, a partir desse pólo, se esgalha, ampliadamente, em todas as direções. O bom psicanalista é um centro pessoal de transformação do mundo. Só sua prática nesse sentido é que dirá a você o que fazer e o que mudar, inclusive na sua vida e na própria profissão. Mas tem quer ser um profissional competente, senão ele só te estraga.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O senhor não consegue resolver isso sozinho? Se um pensador como o senhor não consegue, quem um dia conseguirá?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se você sabe, mas o conceito de inconsciente pode ser traduzido por uma ideia muito simples, garoto: quando alguém fala, não sabe o que diz. E é isso que acontece com todos nós, não importa o quanto você leu, pensou ou aprendeu. Em verdade, lhe digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas. E é duro caminhar sem saber de fato o que se está dizendo. É doloroso sentir o toque do cansaço nos últimos lances de escada. Vislumbrar e não chegar. Caminhar e tremer com a evidente perspectiva da desistência. É por isso que a gente senta e acende um cigarro. Porque é necessário recuperar-se da luta e aplacar a ardência dos arranhões. Para poder respirar fundo e reiniciar a batalha. Com a certeza de que silêncio e apatia não são a mesma coisa. Apatia seria não procurar ajuda. Ando pensando muita bobagem ultimamente e preciso caminhar até o meu inconsciente para saber os motivos desses pensamentos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>E um grande amor, não resolveria?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sorte no jogo, azar no amor. De que me serve sorte no amor se o amor é um jogo e o jogo não é meu forte?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O senhor é muito romântico para isso. Nunca teve um grande amor?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Já tive. Tínhamos conversas e risadas em comum, trocávamos afetuosas gentilezas, fazíamos leitura simultânea de livros agradáveis, desempenhávamos tarefas em conjunto, ora insignificantes, ora importantes. Tínhamos contradições passageiras, sem rancor, como acontece a cada um de nós até consigo próprio. Mesmo tais contradições, que eram bastante raras, tornavam mais prazerosa e habitual a concordância de nossos pontos de vista, o ensino recíproco das novidades, o sentir imensamente a nostalgia das ausências e o alegre acolhimento do retorno. Era tudo perfeito, até ela desaparecer.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Eu sei que parece meio clichê, mas o senhor acha que as pessoas ainda valorizam esse tipo de amor?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Óbvio que não. Uma das maiores realizações que se espera da vida é a paixão, um encontro amoroso intenso e pleno. O problema é que não temos segurança dele. Quanto mais me apaixono, maior o risco de me iludir. A paixão, do grego pathos, designa a situação em que sou passivo &#8211; em oposição à ação. Minha razão, assim, fica inibida, não é boa juíza de caráter ou de relações. O encontro emocional intenso pode dar errado. Sua base pode ser frágil. Por isso, parece necessário cada pessoa construir o sentido de sua vida (seu &#8220;eixo&#8221;) sozinha, e balizar a relação com o outro por essa prévia definição pessoal. A mídia fala muito em paixão e pouco em amor. O amor sempre aparece como algo menor que a paixão. O coração não dispara. Parece coisa de velho. Não assistimos a histórias de amor, só de paixão. Talvez esteja na hora de começarmos a contar histórias de amor, não só de enganos. Só aprendemos a viver escutando narrativas. É hora de pensar que “foram felizes para sempre” só é possível com o amor, não com o fulgor passional. Mas o triste é que quando há o amor entre duas pessoas, a sociedade obriga que elas ajoelhem diante de um altar e jurem que vão permanecer para sempre nesse estado cansativo, deprimente e anormal. Minha conclusão é de que o amor ainda nem existe para vocês.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Após o desaparecimento de sua mulher, o senhor pensou em suicídio?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não, só pensei em desaparecer como ela. Se for a mesma coisa&#8230; sim pensei em me suicidar. Aliás, penso diariamente e eternamente. Aí do ser humano que não pensa em evaporar. Para esse sim a vida já morreu. E ainda pior que a morte é desviver. Desviver, jamais; sofrer, quando necessário; sorrir, quando for realmente sincero e de boa vontade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sou relativamente jovem e penso nisso constantemente também. Às vezes sumir parece a solução mais correta diante de uma realidade incompreensível.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Vou te falar um negócio, garoto. Foi meu pai quem me ensinou. O homem, quando jovem como você, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, que é pelo qual você está passando hoje, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome. Continue assim que você se tornará um homem. A sua dor é a dor de tomar consciência de que o mundo é imundo e de que você contribui inconscientemente para essa imundice.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas isso é muito doloroso&#8230;</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sim, mas conscientizar isso é a única chance que nos é dada de participar da comunidade humana, com a qual temos um único compromisso: o de não fazê-la pequena, mesquinha, covarde. Não desperdiçar a vida, não desperdiçar o manancial de amor que existe em cada um de nós.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Como você era na sua infância e na sua juventude? Já passava por isso?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Comecei a sentir isso aos oito anos de idade. Voltei da escola certa manhã fingindo que estava muito doente. Mamãe foi condescendente comigo. Fez-me vestir o pijama, levou-me para o sofá na sala de visitas e cobriu-me com uma manta. Sabia que eu tinha voltado para monopolizar sua atenção na ausência de papai e de minhas duas irmãs. Talvez tivesse ficado feliz de ter alguém lhe fazendo companhia durante o dia. Fiquei lá deitado até o fim da tarde e a observei enquanto trabalhava, apurando os ouvidos quando ela ia para outras partes da casa. Impressionou-me o fato óbvio de sua vida independente. Ela continuava a existir mesmo quando eu estava na escola. Percebi que estava sozinho a partir daquele dia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>E depois, quando jovem?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Na sua idade eu ainda era noite e já sonhava madrugadas. Eu ainda era inverno e já sonhava primaveras. Eu ainda era botão e já sonhava flores. Este era todo o meu drama! E se hoje eu me perdi foi porque de mim me parti à procura de mais-além. E penso, agora, de que vale então viver, se indo com os outros me atraso e se buscando ir mais além me perco? Com os olhos da velhice, finalmente olho para dentro. Mas aí o estrago já está feito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>É mesmo difícil se encontrar de verdade com as pessoas&#8230;</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É&#8230; Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, nem há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma, senão da nossa – e olhe que sabemos pouco da nossa própria. As almas dos outros são olhares, são gestos, são palavras, supondo-se qualquer semelhança no fundo. Entendemo-nos porque nos ignoramos. A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Em determinado momento da conversa, o senhor diz que eu contribuo para a construção de um mundo imundo. Como assim? Não tenho culpa da violência absurda que eu vejo lá fora.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não é diretamente. A criminalidade dos miseráveis, dos famintos, dos desesperados, dos revoltados, exprime uma forma perversa de protesto social, que não conduz a nada, e sem dúvida piora tudo. O delinquente, ao cometer seu crime, não pretende nenhuma transformação da sociedade. Ao contrário, busca identificar-se imaginariamente com o seu inimigo de classe, copiando-lhe caricatamente os defeitos e deformidades. Defeitos e deformidades que, com maior ou menor grau, todos temos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Existe alguma esperança para a minha ou para as próximas gerações?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A esperança é importante, mas pode tornar-se um demônio, uma planta daninha que come o lugar de outras plantas melhores. A esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto. Mas existe uma mudança importante, não uma esperança, que a Internet proporciona e a sua geração nem percebe. A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso. A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade&#8230; Nas próximas gerações, essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio e a rádio imitadora da imprensa escrita. Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Interessante&#8230; Uma coisa meio besta agora. Como sabe, não consigo enxergar o senhor, mas acho que o senhor usa barba. Por quê?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Imagine um filósofo. Pronto? Agora, me diga uma coisa: por que ele está de barba aí em seus pensamentos? Como eu sei? Ora, eu sei, você sabe, todos sabem: os filósofos usam barba, por várias razões. Primeiro: tanto a barba quanto o conhecimento têm de ser cultivados, numa relação dialética. Enquanto o filósofo filosofa, a barba cresce e enquanto a barba cresce, o filósofo filosofa. Houve um filósofo, inclusive, que de tanto filosofar chegou à conclusão de que não era a barba que crescia a partir de seu rosto, mas sim o contrário: o rosto é que brotava das raízes de sua barba. Desde então, nunca mais chegou perto de uma gillette, com medo de que seus pêlos ficassem pairando no ar, diante do espelho, enquanto seu corpo escorreria pelo ralo da pia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Para finalizar, qual é a grande verdade que o senhor já encontrou na vida?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não existe verdade, garoto. Existe convencimento</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Nota do entrevistador:</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As opiniões do Ser Inexistente não passam de recortes de citações de artistas, pensadores, trechos de livros, letras de música, diálogos de filme e palavras de qualquer tipo de pessoa que tenha algo a dizer. Edito-as e coloco aqui em formato de entrevista jornalística. Tentarei sempre encaixar amigos, conhecidos e desconhecidos que falaram ou escreveram algo que me marcou. Portanto, fique esperto para ver se o seu nome não aparece por aqui.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Compuseram o Ser Inexistente nesta terceira entrevista: </em></strong><em><a href="http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata" target="_blank">Antonio Prata</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Pellegrino" target="_blank">Hélio Pellegrino</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Claudel" target="_blank">Camille Claudel</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski" target="_blank">Paulo Leminski</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%ADdio_Martins" target="_blank">Ovídio Martins</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ian_McEwan" target="_blank">Ian McEwan</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis" target="_blank">Machado de Assis</a>, <a href="http://www.clecisilveira.com/" target="_blank">Cleci Silveira</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_agostinho" target="_blank">Santo Agostinho</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renato_Janine_Ribeiro" target="_blank">Renato Janine Ribeiro</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque" target="_blank">Chico Buarque</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Bernard_Shaw">George Bernard Shaw</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldir_Blanc" target="_blank">Aldir Blanc</a>, <a href="http://www.zahar.com.br/catalogo_autores_detalhe.asp?aut=Elisabeth+Roudinesco" target="_blank">Elizabeth Roudinesco</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Mart%C3%ADn-Barbero">Jesus Martín-Barbero</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa" target="_blank">Fernando Pessoa</a></em><em>, José Henrique Lopes, André Toso, </em><em>Aforismos da Grécia Antiga (autores desconhecidos)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="text-decoration:underline;">Agradeço a Yu pela foto.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">Para ler a primeira Entrevista com o Ser Inexistente <a href="http://setedoses.com/2009/04/05/entrevista-com-o-ser-inexistente/">CLIQUE AQUI</a></p>
<p style="text-align:justify;">Para ler a segunda Entrevista com o Ser Inexistente <a href="http://setedoses.com/2009/07/26/entrevista-com-o-ser-inexistente-ii/">CLIQUE AQUI</a></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong> André Toso escreve aos domingos para o Sete Doses</strong></em></p>
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<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Marquei o encontro com o Ser Inexistente às 22 horas da última quinta-feira no Bar do Bahia, na Rua Augusta. Resolvi procurá-lo após ler notícias de que ele havia começado a fazer terapia. Fiquei intrigado com o fato de um senhor como ele ainda ter fôlego para conhecer a si mesmo e se confrontar com suas mazelas e fantasias.</p>
<p class="MsoNormal">Após um atraso de meia hora, sentou-se na mesma mesa que eu e pediu prontamente uma garrafa de conhaque e dois copos americanos. Mais sereno do que em nosso último encontro – ainda sóbrio –, o Ser Inexistente aparentava estar mais saudável e afável. Desculpou-se pelo atraso e disse novamente que não se lembrava de já ter me concedido entrevista antes. Dessa vez fui precavido, levei as duas conversas impressas e lhe provei com uma foto que já havíamos nos encontrado. Olhou com calma e confirmou: “Tem razão, não sou eu mesmo. Admito que já nos encontramos antes”.</p>
<p class="MsoNormal">Contraditório como sempre, o Ser Inexistente comentou os motivos que o levaram a fazer análise e revelou um pouco de sua vida, desde a infância até os dias atuais. Citou até mesmo a única mulher que um dia amou, falando sobre a diferença entre paixão e amor. Analisou a violência urbana que atinge o Brasil nos últimos anos e comentou algumas das mudanças que a Internet irá proporcionar para as futuras gerações.</p>
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<p class="MsoNormal">Porque há sempre algo de ausente que me atormenta. Porque sonhar cansa. Esperar pela materialização, mais ainda. Dá um trabalho hercúleo domar as vontades e expectativas. Vez por outra, elas insistem na rebeldia e tentam se desvencilhar de uma lógica racional que as reprime. Neste árduo conflito entre o que se deseja e o que se pode conseguir, a pessoa vai minguando. Perde paulatinamente suas células e impulsos. E corre o risco de se apagar. Quero evitar que isso aconteça comigo e me entender melhor. Hoje, já não sei se tenho desejos ou se criaram os desejos em mim. Além disso, o lápis do tempo é tão obstinado quanto impreciso, coloca-nos rugas em torno da boca, como contrapesos de um sorriso. Não me resta mais nada, só mesmo tentar descobrir quem sou eu.</p>
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<p class="MsoNormal"><strong>Mas porque buscar um psicanalista e não uma religião, por exemplo?</strong></p>
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<p class="MsoNormal">É uma opção. Cada um que faça a sua. Mas resolvi fazer depois que li em um livro que quando Freud desembarcou na América para fazer uma série de conferências sobre psicanálise, se eu não me engano em 1909, virou-se para Jung, que o acompanhava, e disse: “Venho trazer-lhes a peste”. Freud disse que o objetivo da psicanálise era fazer com que o sujeito saísse da sua miséria neurótica para entrar na infelicidade do mundo. Achei isso perfeito. Comecei as sessões e percebi que, num certo sentido, a psicanálise é mesmo a peste; ou melhor, ela representa a antiutopia mais radical até hoje concebida pelo espírito humano, chegando mesmo a constituir-se como uma utopia às avessas. A psicanálise pretende curar o ser humano de suas ilusões. Ela não acredita na bondade fundamental do homem, nem parte do princípio de que o processo civilizatório é uma rampa ascendente, de sucessivas vitórias, que chegarão necessariamente à plenitude do amor de todos por todos. A luta entre Eros e Thanatos – vida e morte – se decide dentro de nós, a cada instante. Por nascermos prematurados, incompletos, sem equipamento instintivo capaz de nos costurar com solidez ao mundo, sofremos a permanente saudade de ser pedra, a nostalgia de um sono sem retorno, regido por estatuto que nos transcenda e que não possamos desobedecer ou transgredir. Escolhi esse caminho, pois o psicanalista é o contrário do burocrata ou do especialista. Ele escuta o desejo, debruçado sobre o coração selvagem da vida e, a partir desse pólo, se esgalha, ampliadamente, em todas as direções. O bom psicanalista é um centro pessoal de transformação do mundo. Só sua prática nesse sentido é que dirá a você o que fazer e o que mudar, inclusive na sua vida e na própria profissão. Mas tem quer ser um profissional competente, senão ele só te estraga.</p>
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<p class="MsoNormal"><strong>O senhor não consegue resolver isso sozinho? Se um pensador como o senhor não consegue, quem um dia conseguirá?</strong></p>
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<p class="MsoNormal">Não sei se você sabe, mas o conceito de inconsciente pode ser traduzido por uma ideia muito simples, garoto: quando alguém fala, não sabe o que diz. E é isso que acontece com todos nós, não importa o quanto você leu, pensou ou aprendeu. Em verdade, lhe digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas. E é duro caminhar sem saber de fato o que se está dizendo. É doloroso sentir o toque do cansaço nos últimos lances de escada. Vislumbrar e não chegar. Caminhar e tremer com a evidente perspectiva da desistência. É por isso que a gente senta e acende um cigarro. Porque é necessário recuperar-se da luta e aplacar a ardência dos arranhões. Para poder respirar fundo e reiniciar a batalha. Com a certeza de que silêncio e apatia não são a mesma coisa. Apatia seria não procurar ajuda. Ando pensando muita bobagem ultimamente e preciso caminhar até o meu inconsciente para saber os motivos desses pensamentos.</p>
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<p class="MsoNormal"><strong>E um grande amor, não resolveria?</strong></p>
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<p class="MsoNormal">Sorte no jogo, azar no amor. De que me serve sorte no amor se o amor é um jogo e o jogo não é meu forte?</p>
<p class="MsoNormal"><strong><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>O senhor é muito romântico para isso. Nunca teve um grande amor?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Já tive. Tínhamos conversas e risadas em comum, trocávamos afetuosas gentilezas, fazíamos leitura simultânea de livros agradáveis, desempenhávamos tarefas em conjunto, ora insignificantes, ora importantes. Tínhamos contradições passageiras, sem rancor, como acontece a cada um de nós até consigo próprio. Mesmo tais contradições, que eram bastante raras, tornavam mais prazerosa e habitual a concordância de nossos pontos de vista, o ensino recíproco das novidades, o sentir imensamente a nostalgia das ausências e o alegre acolhimento do retorno. Era tudo perfeito, até ela desaparecer.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Eu sei que parece meio clichê, mas o senhor acha que as pessoas ainda valorizam esse tipo de amor?</strong></p>
<p class="MsoNormal">Óbvio que não. Uma das maiores realizações que se espera da vida é a paixão, um encontro amoroso intenso e pleno. O problema é que não temos segurança dele. Quanto mais me apaixono, maior o risco de me iludir. A paixão, do grego pathos, designa a situação em que sou passivo &#8211; em oposição à ação. Minha razão, assim, fica inibida, não é boa juíza de caráter ou de relações. O encontro emocional intenso pode dar errado. Sua base pode ser frágil. Por isso, parece necessário cada pessoa construir o sentido de sua vida (seu &#8220;eixo&#8221;) sozinha, e balizar a relação com o outro por essa prévia definição pessoal. A mídia fala muito em paixão e pouco em amor. O amor sempre aparece como algo menor que a paixão. O coração não dispara. Parece coisa de velho. Não assistimos a histórias de amor, só de paixão. Talvez esteja na hora de começarmos a contar histórias de amor, não só de enganos. Só aprendemos a viver escutando narrativas. É hora de pensar que “foram felizes para sempre” só é possível com o amor, não com o fulgor passional. Mas o triste é que quando há o amor entre duas pessoas, a sociedade obriga que elas ajoelhem diante de um altar e jurem que vão permanecer para sempre nesse estado cansativo, deprimente e anormal. Minha conclusão é de que o amor ainda nem existe para vocês.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Após o desaparecimento de sua mulher, o senhor pensou em suicídio?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Não, só pensei em desaparecer como ela. Se for a mesma coisa&#8230; sim pensei em me suicidar. Aliás, penso diariamente e eternamente. Aí do ser humano que não pensa em evaporar. Para esse sim a vida já morreu. E ainda pior que a morte é desviver. Desviver, jamais; sofrer, quando necessário; sorrir, quando for realmente sincero e de boa vontade.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Sou relativamente jovem e penso nisso constantemente também. Às vezes sumir parece a solução mais correta diante de uma realidade incompreensível.</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Vou te falar um negócio, garoto. Foi meu pai quem me ensinou. O homem, quando jovem como você, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, que é pelo qual você está passando hoje, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome. Continue assim que você se tornará um homem. A sua dor é a dor de tomar consciência de que o mundo é imundo e de que você contribui inconscientemente para essa imundice.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mas isso é muito doloroso&#8230;</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Sim, mas conscientizar isso é a única chance que nos é dada de participar da comunidade humana, com a qual temos um único compromisso: o de não fazê-la pequena, mesquinha, covarde. Não desperdiçar a vida, não desperdiçar o manancial de amor que existe em cada um de nós.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Como você era na sua infância e na sua juventude? Já passava por isso?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Comecei a sentir isso aos oito anos de idade. Voltei da escola certa manhã fingindo que estava muito doente. Mamãe foi condescendente comigo. Fez-me vestir o pijama, levou-me para o sofá na sala de visitas e cobriu-me com uma manta. Sabia que eu tinha voltado para monopolizar sua atenção na ausência de papai e de minhas duas irmãs. Talvez tivesse ficado feliz de ter alguém lhe fazendo companhia durante o dia. Fiquei lá deitado até o fim da tarde e a observei enquanto trabalhava, apurando os ouvidos quando ela ia para outras partes da casa. Impressionou-me o fato óbvio de sua vida independente. Ela continuava a existir mesmo quando eu estava na escola. Percebi que estava sozinho a partir daquele dia.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>E depois, quando jovem?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Na sua idade eu ainda era noite e já sonhava madrugadas. Eu ainda era inverno e já sonhava primaveras. Eu ainda era botão e já sonhava flores. Este era todo o meu drama! E se hoje eu me perdi foi porque de mim me parti à procura de mais-além. E penso, agora, de que vale então viver, se indo com os outros me atraso e se buscando ir mais além me perco? Com os olhos da velhice, finalmente olho para dentro. Mas aí o estrago já está feito.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>É mesmo difícil se encontrar de verdade com as pessoas&#8230;</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">É&#8230; Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, nem há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma, senão da nossa – e olhe que sabemos pouco da nossa própria. As almas dos outros são olhares, são gestos, são palavras, supondo-se qualquer semelhança no fundo. Entendemo-nos porque nos ignoramos. A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Em determinado momento da conversa, o senhor diz que eu contribuo para a construção de um mundo imundo. Como assim? Não tenho culpa da violência absurda que eu vejo lá fora.</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Não é diretamente. A criminalidade dos miseráveis, dos famintos, dos desesperados, dos revoltados, exprime uma forma perversa de protesto social, que não conduz a nada, e sem dúvida piora tudo. O delinquente, ao cometer seu crime, não pretende nenhuma transformação da sociedade. Ao contrário, busca identificar-se imaginariamente com o seu inimigo de classe, copiando-lhe caricatamente os defeitos e deformidades. Defeitos e deformidades que, com maior ou menor grau, todos temos.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Existe alguma esperança para a minha ou para as próximas gerações?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">A esperança é importante, mas pode tornar-se um demônio, uma planta daninha que come o lugar de outras plantas melhores. A esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto. Mas existe uma mudança, não uma esperança, importante aí que a Internet proporciona e a sua geração nem percebe. <span style="color:black;">A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso. A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade&#8230; Nas próximas gerações, essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio e a rádio imitadora da imprensa escrita. Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Interessante&#8230; Uma coisa meio besta agora. Como sabe, não consigo enxergar o senhor, mas acho que o senhor usa barba. Por quê?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Imagine um filósofo. Pronto? Agora, me diga uma coisa: por que ele está de barba aí em seus pensamentos? Como eu sei? Ora, eu sei, você sabe, todos sabem: os filósofos usam barba, por várias razões. Primeiro: tanto a barba quanto o conhecimento têm de ser cultivados, numa relação dialética. Enquanto o filósofo filosofa, a barba cresce e enquanto a barba cresce, o filósofo filosofa. Houve um filósofo, inclusive, que de tanto filosofar chegou à conclusão de que não era a barba que crescia a partir de seu rosto, mas sim o contrário: o rosto é que brotava das raízes de sua barba. Desde então, nunca mais chegou perto de uma gillette, com medo de que seus pêlos ficassem pairando no ar, diante do espelho, enquanto seu corpo escorreria pelo ralo da pia.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Para finalizar, qual é a grande verdade que o senhor já encontrou na vida?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Não existe verdade, garoto. Existe convencimento</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>Nota do entrevistador:</em></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em>As opiniões do Ser Inexistente não passam de recortes de citações de artistas, pensadores, trechos de livros, letras de música, diálogos de filme e palavras de qualquer tipo de pessoa que tenha algo a dizer. Edito-as e coloco aqui em formato de entrevista jornalística. Tentarei sempre encaixar amigos, conhecidos e desconhecidos que falaram ou escreveram algo que me marcou. Portanto, fique esperto para ver se o seu nome não aparece por aqui.</em></p>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>Compuseram o Ser Inexistente nesta terceira entrevista: </em></strong><em>Antonio Prata, José Henrique Lopes, Hélio Pellegrino, André Toso, Camille Claudel, Paulo Leminski, Ovídio Martins, Ian McEwan, <span style="color:black;">Machado de Assis</span>, Cleci Silveira, Santo Agostinho, Renato Janine Ribeiro, Aforismos da Grécia Antiga (autores desconhecidos), <span style="color:black;">Chico Buarque, </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Bernard Shaw, Aldir Blanc, Elizabeth Roudinesco, <span style="color:black;">Jesus Martín-Barbero, Fernando Pessoa</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[passadinha...]]></title>
<link>http://paroleiro.wordpress.com/2009/11/28/passadinha/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:48:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>xande</dc:creator>
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<description><![CDATA[um &#8220;quickpress&#8221; só pra tirar a teia&#8230; pobre blog&#8230; que espécie de dono sou eu?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>um &#8220;quickpress&#8221; só pra tirar a teia&#8230; pobre blog&#8230; que espécie de dono sou eu? rsrs.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Para la Élite Oligárquica TÚ NO ERES NADA]]></title>
<link>http://segundaera.wordpress.com/2009/11/28/para-la-elite-oligarquica-tu-no-eres-nada/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:25:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Esacosis</dc:creator>
<guid>http://segundaera.wordpress.com/2009/11/28/para-la-elite-oligarquica-tu-no-eres-nada/</guid>
<description><![CDATA[Brillante, definitivo, total y dolorosamente realista, George Carlin. George Dennis Carlin (Nueva Yo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Brillante, definitivo, total y dolorosamente realista, George Carlin.</p>
<p>George Dennis Carlin (Nueva York, 12 de mayo de 1937 &#8211; Santa Monica, 22 de junio de 2008) fue un cómico de Stand-up Comedy, actor y figura de la contracultura, conocido sobre todo por su monólogo Siete Palabras que no se pueden decir en televisión, grabado en su disco de 1972 Class Clown.<br />
El humorista en una actuación en directo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://img248.imageshack.us/img248/5034/250pxjesusiscominglookb.jpg" alt="" width="250" height="313" /></p>
<p>Fue nominado en el segundo puesto en la lista de la red de cable Comedy Central entre los 10 comediantes stand-up más importantes, por delante de Lenny Bruce y por detrás de Richard Pryor. Fue invitado varias veces al The Tonight Show durante la era de Johnny Carson y fue también la primera persona en ser anfitrión del popular show de la TV norteamericana Saturday Night Live.</p>
<p>Tras haber grabado veinticinco discos, catorce especiales de la HBO, publicado cinco libros, haber participado en varias películas y protagonizado su propia serie de televisión, Carlin murió el 22 de junio del 2008 a causa de un fallo cardíaco.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/r7dL-lGCVEg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/r7dL-lGCVEg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Teori Musik]]></title>
<link>http://masnyomega.wordpress.com/2009/11/28/teori-musik/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 15:16:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>masnyomega</dc:creator>
<guid>http://masnyomega.wordpress.com/2009/11/28/teori-musik/</guid>
<description><![CDATA[Yah, ini buat njelasin beberapa istilah di dalam musik. Moga-moga bisa bantuin temen-temen, saudara-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Yah, ini buat njelasin beberapa istilah di dalam musik. Moga-moga bisa bantuin temen-temen, saudara-saudaraq skalian, ibu-ibu,bapak-bapak, tantetente, om-om.hehehehe.smua yang ada disinilah,,,,,</p>
<p>Teori musik merupakan cabang ilmu yang menjelaskan unsur-unsur <a title="Musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Musik">musik</a>. Cabang ilmu ini mencakup pengembangan dan penerapan metode untuk menganalisis maupun menggubah musik, dan keterkaitan antara <a title="Notasi musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Notasi_musik">notasi musik</a> dan pembawaan musik.</p>
<p>Hal-hal yang dipelajari dalam teori musik mencakup misalnya <a title="Suara" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Suara">suara</a>, <a title="Nada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Nada">nada</a>, <a title="Notasi musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Notasi_musik">notasi</a>, <a title="Ritme" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Ritme">ritme</a>, <a title="Melodi (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Melodi&#38;action=edit&#38;redlink=1">melodi</a>, <a title="Kontrapun Musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Kontrapun_Musik">Kontrapun Musik</a>, <a title="Harmoni Musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Harmoni_Musik">harmoni</a>, <a title="Bentuk Musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Bentuk_Musik">Bentuk Musik</a>, <a title="Teori Mencipta Lagu" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Teori_Mencipta_Lagu">Teori Mencipta Lagu</a>, dlsb.</p>
<p>&#160;</p>
<h2>Suara</h2>
<p>Teori musik menjelaskan bagaimana <a title="Suara" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Suara">suara</a> dinotasikan atau dituliskan dan bagaimana suara tersebut ditangkap dalam benak pendengarnya. Dalam musik, gelombang suara biasanya dibahas tidak dalam <a title="Panjang gelombang" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Panjang_gelombang">panjang gelombangnya</a> maupun <a title="Periode" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Periode">periodenya</a>, melainkan dalam <a title="Frekuensi" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Frekuensi">frekuensinya</a>. Aspek-aspek dasar suara dalam musik biasanya dijelaskan dalam <a title="Tinggi nada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tinggi_nada">tala</a> (<a title="Bahasa Inggris" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Bahasa_Inggris">Inggris</a>: pitch, yaitu tinggi nada), durasi (berapa lama suara ada), <a title="Intensitas suara (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Intensitas_suara&#38;action=edit&#38;redlink=1">intensitas</a>, dan <a title="Timbre (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Timbre&#38;action=edit&#38;redlink=1">timbre</a> (warna bunyi).</p>
<p>&#160;</p>
<h2>Nada</h2>
<p>Suara dapat dibagi-bagi ke dalam <a title="Nada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Nada">nada</a> yang memiliki <a title="Tinggi nada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tinggi_nada">tinggi nada atau tala</a> tertentu menurut frekuensinya ataupun menurut jarak relatif tinggi nada tersebut terhadap tinggi nada patokan. Perbedaan tala antara dua nada disebut sebagai <a title="Interval (musik)" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Interval_%28musik%29">interval</a>. Nada dapat diatur dalam <a title="Tangga nada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tangga_nada">tangga nada</a> yang berbeda-beda. Tangga nada yang paling lazim adalah <a title="Tangga nada mayor" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tangga_nada_mayor">tangga nada mayor</a>, <a title="Tangga nada minor" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tangga_nada_minor">tangga nada minor</a>, dan <a title="Tangga nada pentatonik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tangga_nada_pentatonik">tangga nada pentatonik</a>. <a title="Nada dasar (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Nada_dasar&#38;action=edit&#38;redlink=1">Nada dasar</a> suatu karya musik menentukan frekuensi tiap nada dalam karya tersebut.</p>
<h2>Ritme</h2>
<p><a title="Ritme" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Ritme">Ritme</a> adalah pengaturan bunyi dalam <a title="Waktu" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Waktu">waktu</a>. <a title="Birama (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Birama&#38;action=edit&#38;redlink=1">Birama</a> merupakan pembagian kelompok ketukan dalam waktu. <a title="Tanda birama (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Tanda_birama&#38;action=edit&#38;redlink=1">Tanda birama</a> menunjukkan jumlah ketukan dalam birama dan <a title="Not" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Not">not</a> mana yang dihitung dan dianggap sebagai satu ketukan. Nada-nada tertentu dapat diaksentuasi dengan pemberian tekanan (dan pembedaan durasi).</p>
<h2>Notasi</h2>
<p><a title="Notasi musik" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Notasi_musik">Notasi musik</a> merupakan penggambaran tertulis atas musik. Dalam <a title="Notasi balok (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Notasi_balok&#38;action=edit&#38;redlink=1">notasi balok</a>, tinggi nada digambarkan secara vertikal sedangkan waktu (ritme) digambarkan secara horisontal. Kedua unsur tersebut membentuk <a title="Paranada" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Paranada">paranada</a>, di samping petunjuk-petunjuk <a title="Nada dasar (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Nada_dasar&#38;action=edit&#38;redlink=1">nada dasar</a>, <a title="Tempo" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Tempo">tempo</a>, <a title="Dinamika (musik) (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Dinamika_%28musik%29&#38;action=edit&#38;redlink=1">dinamika</a>, dan sebagainya.</p>
<h2>Melodi</h2>
<p><a title="Melodi (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Melodi&#38;action=edit&#38;redlink=1">Melodi</a> adalah serangkaian nada dalam waktu. Rangkaian tersebut dapat dibunyikan sendirian, yaitu tanpa iringan, atau dapat merupakan bagian dari rangkaian <a title="Akord" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Akord">akord</a> dalam waktu (biasanya merupakan rangkaian nada tertinggi dalam akord-akord tersebut).</p>
<h2>Harmoni</h2>
<p><a title="Harmoni (musik)" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Harmoni_%28musik%29">Harmoni</a> secara umum dapat dikatakan sebagai kejadian dua atau lebih nada dengan tinggi berbeda dibunyikan bersamaan, walaupun harmoni juga dapat terjadi bila nada-nada tersebut dibunyikan berurutan (seperti dalam <a title="Arpeggio (halaman belum tersedia)" href="http://id.wikipedia.org/w/index.php?title=Arpeggio&#38;action=edit&#38;redlink=1">arpeggio</a>). Harmoni yang terdiri dari tiga atau lebih nada yang dibunyikan bersamaan biasanya disebut <a title="Akord" href="http://id.wikipedia.org/wiki/Akord">akord</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Yu-gi-oh]]></title>
<link>http://soconosaco.wordpress.com/2009/11/28/yu-gi-oh/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 13:43:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>arturherkenhoff</dc:creator>
<guid>http://soconosaco.wordpress.com/2009/11/28/yu-gi-oh/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; Sorry a qualidade..]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-1365" href="http://soconosaco.wordpress.com/2009/11/28/yu-gi-oh/rickastleyyugiohritual/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1365" title="RickAstleyyugiohritual" src="http://soconosaco.wordpress.com/files/2009/11/rickastleyyugiohritual.jpg?w=202" alt="" width="202" height="300" /></a></p>
<p>&#160;</p>
<p>Sorry a qualidade..</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o fim do mundo é logo ali]]></title>
<link>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/28/o-fim-do-mundo/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:27:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Soares</dc:creator>
<guid>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/28/o-fim-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Sexta-feira. Hora do café. Folha de S.Paulo, página dois. Fernando Barros e Silva, usando como ganch]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sexta-feira. Hora do café. Folha de S.Paulo, página dois. Fernando Barros e Silva, usando como gancho a <a href="http://tvig.ig.com.br/192179/lula-e-a-propaganda-do-neve.htm" target="_blank">paródia lulistica do novo comercial do Neve (o papel higiênico)</a>, joga na mesa a ideia de que <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23203" target="_blank">se Lula é esculachado, é porque não se comporta bem</a>.</p>
<p>Ah, a preocupação com a República, esse velho costume do brasileiro de bem. É, é bom respeitar o presidente e as instituições. Agora, se o negócio é esculacho, não precisava ir tão longe. Umas páginas adiante, <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/cesar-benjamin-os-filhos-do-brasil/">o líder eleito da nação é acusado de crime hediondo</a>. Assim, <em>en passant</em>.</p>
<p>No meio de um nariz de cera gigante (três &#8211; ! -  páginas) chamando o filme do Lula de feio-bobo-chato, César Benjamin, num <em>tour-de-force</em> dramatúrgico, conta histórias de cárceres e encarcerados, disserta sobre as coisas boas e ruins do homem, o drama das situações limite, etc etc.</p>
<p>Isso tudo só pra pincelar, ali, no meio de seu texto, como quem não quer nada, que, num almoço tido com Lula na campanha presidencial de 1994, o teria ouvido confessar um crime: em 1980, quando preso, tentou violentar um rapaz. Podem me chamar de antiquado, conservador, o que for. Mas sou do tempo em que acusações de estupro envolvendo o presidente da República eram coisa séria.</p>
<p>O esquisito é que tudo parece REALMENTE ser de caso pensado, com a construção do primeiro caderno planejada de um bom tanto. Desde o fundo dos textos dos colunistas residentes, passando pela indignação de meia pataca em relação ao comercial de papel higiênico. Até a crítica torta em relação ao processo de adaptação cinematográfica de “<a href="http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1398" target="_blank">O filho do Brasil</a>”, culminando no <em>gran finale</em>: a acusação. Publicada ali, no meio de tudo, como uma cereja de bolo jogada no confeite sem querer. E tudo na sexta-feira, com um fim de semana inteiro de jornais pela frente. Não é exagero dizer que há uma tentativa de narrativa nisso aí.</p>
<p>Noves fora a total impossibilidade do afirmado por Benjamin (lugares, personagens e linha do tempo não batem), salta aos olhos a tosqueira pura do troço. É tudo, tudo errado. Método de produção jornalística, posicionamento político-editorial, estrutura editorial-administrativa, já era.</p>
<p>Às vezes, a impressão que dá é que o núcleo de comando da Folha é alocado não nas editorias de política e economia, mas na de entretenimento. Parece que tudo lá é analisado sem muita perspectiva. Como se instituições políticas fossem tendências (ou, na Ilustrada, “<em>trends</em>”), o bem público fosse a defesa dum suposto bom gosto, e as diretrizes econômicas, o ritmo da vez. Quão mais densa a pauta, maior a chinelagem. Então o presidente da República é tratado como a Britney Spears, na lógica do escândalo como lucro (político, econômico, o que for tá bom). O pensamento <em>neocon</em> é estimulado como modismo, algo para impressionar abobados e vender <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-moral-matematica/files/imagens/file-742515.jpg">uns livros caça-níqueis sem vergonha</a>.</p>
<p>Não acho que o problema maior é Cesar Benjamin, sujeito com história antiga de militância, preso na ditadura, metido em entreveros aqui e ali esquerda afora. De quem o conhece, já escutei muita coisa: uns dizem que anda fora da casinha; outros, que o ressentimento com o PT chegou ao limite. Dane-se. Se não fosse ele, encontrariam algum outro.</p>
<p>O problema é a falência disso tudo: imprensa, jornalismo, política, memória, senso de noção.</p>
<p>Pelo menos os escândalos da Britney costumam fazer mais sentido.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nada]]></title>
<link>http://tiarasquemamaeodeia.wordpress.com/2009/11/26/nada/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 00:43:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>ferbandini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu sonhei com a nossa cachorra. Deve ser por isso que eu estou me sentindo esse fim de gente. Sonhei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu sonhei com a nossa cachorra. Deve ser por isso que eu estou me sentindo esse fim de gente. Sonhei com a nossa cachorra, com as mordidinhas dela no meu dedo. Te digo que o pior da dor já passou, sobrou só o abandono. E eu mínima, e eu nada, e eu aqui ouvindo o que não deveria sem responder, exatamente como acontecia antes, só que agora sozinha. A ajuda que eu procurei serviu para desabafar apenas e eu duvido que me vá mudar, que me vá mover. Agora eu só queria ficar sozinha. Não consigo olhar nada com outros olhos e o meu projeto de renovação estaqueou. E não é culpa minha. Nem tua. Eu só queria saber onde é que eu me perdi.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BUSCAS I]]></title>
<link>http://marcofaria.wordpress.com/2009/11/26/buscas-i/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 19:48:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marco Faria</dc:creator>
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<description><![CDATA[Preciso descobrir Razões, palavras, Se quer desejos Que se equiparam Com sentimentos. Preciso traduz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Preciso descobrir Razões, palavras, Se quer desejos Que se equiparam Com sentimentos. Preciso traduz]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Felicidades a Chris Cole]]></title>
<link>http://rideroftoha.wordpress.com/2009/11/26/felicidades-a-chris-cole/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:15:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>rideroftoha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Bueno gente asi como leeis chris cole se lo llevo todo, primer lugar battle at the berrics 2, segund]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Bueno gente asi como leeis chris cole se lo llevo todo, primer lugar battle at the berrics 2, segundo lugar P-Rod, tercero y cuarto quedaron cory y torey</p>
<p>Bien por chris cole, quizas sea el Proximo SOTY</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seriedad]]></title>
<link>http://soberbiaintelectual.wordpress.com/2009/11/26/seriedad/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 06:41:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Axolotl</dc:creator>
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<description><![CDATA[Según la primer letra de mi nombre, yo en la cama soy un sujeto así: -B- Emites vibraciones de sensu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Según la primer letra de mi nombre, yo en la cama soy un sujeto así:</p>
<p><strong>-B- </strong><br />
Emites vibraciones de sensualidad relajada. Disfrutas los romances, con vino y cena incluidos. Eres feliz cuando recibes regalos como una expresión de afecto de tu pareja. Eres muy reservado con las expresiones de ternura que manifiestas, particularmente antes de hacer el amor. Puedes controlar tu apetito y abstenerte de sexo si es necesario. Requieres de nuevas sensaciones y experiencias y estas dispuesto a experimentarlas.</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>¿Cómo puede una herramienta científica tan seria equivocarse tanto?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nada con Musicaromanzo - Teatro Libero]]></title>
<link>http://ilovezonatortona.wordpress.com/2009/11/26/nada-con-musicaromanzo-teatro-libero/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 06:20:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>ilovezonatortona</dc:creator>
<guid>http://ilovezonatortona.wordpress.com/2009/11/26/nada-con-musicaromanzo-teatro-libero/</guid>
<description><![CDATA[Nada sbarca al Teatro Libero di Zona Tortona con Musicaromanzo – regia di Alessandro Fabrizi - uno s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://ilovezonatortona.wordpress.com/files/2009/11/nada_1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1092" title="NADA_1" src="http://ilovezonatortona.wordpress.com/files/2009/11/nada_1.jpg?w=205" alt="" width="205" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Nada</strong> sbarca al <strong>Teatro Libero</strong> di Zona Tortona con <strong>Musicaromanzo</strong><strong> – </strong>regia di<strong> Alessandro Fabrizi -</strong><strong> </strong>uno spettacolo tra teatro e musica, che ricalca le pagine del libro di cui è autrice<strong> </strong><strong>Il Mio Cuore Umano</strong>, storia di un’infanzia e di un’adolescenza nella Toscana tra gli anni ‘50 e ‘60, di un’educazione sentimentale indimenticabile e selvaggia alla vita, delle vicende di una famiglia toccata dall’amore e dalla follia.</p>
<p style="text-align:justify;">Troveremo Nada in una veste per molti aspetti inedita. Sola in scena, in una scenografia scarna, scura, quasi “garage”, una sorta di “non-luogo” dell’anima, si muoverà leggera a raccontare una storia onirica fatta di visioni, parole, cantilene che diventano musica, una storia che si intreccia con la sua storia più intima e profonda, fatta di piccoli ma fondamentali episodi di vita.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.teatripossibili.it/teatro.php?sede=teatro_libero" target="_blank">Teatro Libero</a>, 26-28 novembre 2009, Via Savona 10 – Milano</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apatia]]></title>
<link>http://nomorecaffeine.wordpress.com/2009/11/25/apatia/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 01:19:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>milawtf</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se preencher de nada. Ou melhor, ser inundado por tantas indagações e sentimentos que simplesmente s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Se preencher de nada. Ou melhor, ser inundado por tantas indagações e sentimentos que simplesmente se torna a própria encarnação do vazio. <em>Cego</em>. Entorpecido pela própria respiração, sem forças para fazer mais que apenas o costumeiro inspirar e expirar. <em>Mudo</em>. Cansado de tantas incertezas que se desmancham apenas para se multiplicarem. <em>Surdo</em>. Evitar o desmazelo com a realidade, sabendo que ela, dia ou outro, deverá ser desbravada. <em>Insensível</em>. Procurando saídas em um quarto sem portas ou janelas, rezando para acordar de um sonho inexistente. <strong>Apático</strong>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mitad de Semana]]></title>
<link>http://hulkerson.wordpress.com/2009/11/25/mitad-de-semana/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:28:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>hulkson</dc:creator>
<guid>http://hulkerson.wordpress.com/2009/11/25/mitad-de-semana/</guid>
<description><![CDATA[Miercoles, Mitad de semana, semana de examenes, 25 de Noviembre, 2 días mas para el fin de semana, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Miercoles, Mitad de semana, semana de examenes, 25 de Noviembre, 2 días mas para el fin de semana, a 5 días de que termine el mes, <strong>46 días para que termine el año</strong> y así seguimos y le seguimos.</p>
<p style="text-align:justify;">En fin, no hay de otra, solo tomar las cosas como vienen hay que acostumbrarce y ya ni modo, a pesar de la corta vida que llevo creo que he tenido varias experiencias desagradables, al decir desagradables no significa que hayan sido tragicas ni mucho mas, simplemente son cosas que no le deseas a nadie pero como dicen por ahí <strong>&#8220;Tendremos el destino que no hayamos elegido&#8221;</strong> y por eso mismo hay que seguir sin importar que pase. Saco el tema ya que ayer tuve una pequeña comida familiar y fue entonces cuando me toco hablar con mi tía que venia de visita, directo del DF.</p>
<p style="text-align:justify;">Ella siempre ha sido una persona muy independiente y trabajadora, simplemente de admirar, todo lo ve de la forma en que <strong><em>&#8220;te tienes que valer por ti mismo&#8221;</em></strong> y pues si, eso es muy cierto, cada quien se vale por si mismo pero a veces siento que lo exagera, probablemente por que se fue de su casa muy joven y empezo a trabajar casi al instante, no se, también dijo que el mundo esta muy cabron hoy en día y creo que de eso nos damos cuenta todos, <em>&#8220;Necesitas estar preparado, necesitas tener las armas adecuadas para que cuando salgas al mundo tengas con qué defenderte, el mundo ha cambiado, si en estos momentos es dificil encontrar un trabajo imagínate cuando tu tengas que hallar uno, la gente ya no es como antes, tienes que rascarte con tus propias uñas&#8221;</em> y también menciono varias cosas que no recuerdo muy bién, pero el caso aquí es, tiene toda la razón, estoy conciente de las cosas pero creo que lo que me falta es<strong> fuerza de voluntad</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Sinceramente llevo mucho tiempo intentando cambiar muchos aspectos negativos de mí, soy muy webon, eso es lo que mas me molesta, me cuesta trabajo cambiar tengo que aceptarlo, pero no pienso dejarlo así trataré de ser una mejor persona, mierda eso se escucho gay, como sea creo que la prioridad aquí es la escuela, no voy muy bien que digamos, me cago en el mundo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[· Life is...]]></title>
<link>http://myansk.wordpress.com/2009/11/25/%c2%b7-life-is/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:38:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>myansk</dc:creator>
<guid>http://myansk.wordpress.com/2009/11/25/%c2%b7-life-is/</guid>
<description><![CDATA[Dejenme ponerlos al corriente. Han pasado hartas cosas en estos&#8230; dos últimos días? Descubrí qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Dejenme ponerlos al corriente. Han pasado hartas cosas en estos&#8230; dos últimos días? Descubrí qu]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CAS bestätigt die Sperre gegen Claudia Pechstein]]></title>
<link>http://sportrecht.wordpress.com/2009/11/25/cas-bestatigt-die-sperre-gegen-claudia-pechstein/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:22:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>M. R. N.</dc:creator>
<guid>http://sportrecht.wordpress.com/2009/11/25/cas-bestatigt-die-sperre-gegen-claudia-pechstein/</guid>
<description><![CDATA[Der Court of Arbitration for Sport (CAS) in Lausanne bestätigte heute in einer richtungsweisenden En]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Der <a href="http://www.tas-cas.org/news">Court of Arbitration for Sport (CAS) </a>in Lausanne bestätigte heute in einer richtungsweisenden Entscheidung die zweijährige Sperre ab dem 08.02.2009, die die <a href="http://www.sportcentric.com">International Skating Union (ISU)</a> gegen die Eisschnelläuferin Claudia Pechtstein verhängt hatte. Damit hat der CAS den indirekten Beweis für rechtlich zulässig erachtet.</p>
<p>Wegen aufälliger Blutwerte hatte die ISU die Athletin am 01. Juli 2009 für zwei Jahre gesperrt. (Urteil der Disziplinarkommission der ISU vom 01.07.2009 finden Sie <a href="http://www.isu.org/vsite/vcontent/content/transnews/0,10869,4844-128590-19728-18885-303321-3787-4771-layout160-129898-news-item,00.html">hier</a>) Claudia Pechstein, die die Doping-Vorwürfe immer bestritten hat, hatte gegen diese Entscheidung beim CAS Rechtmittel eingelegt.</p>
<p>Am 22. und 23. Oktober 2009 verhandelte der Internationale Sportgerichtshof in Lausanne unter dem Vorsitz des Richters Herr Massimo Coccia aus Italien, wo neben den Parteien und ihren Rechtsanwälten auch zwölf Zeugen gehört wurden. In seiner Begründung stellte der CAS fest, daß Pechsteins Blutwerte aus Februar 2009 nicht normal seien und der Verlauf ihre Blutprofils durch die medizinischen Argumente, die die Athletin vorgetragen hat, nicht begründet sei.</p>
<p>Claudia Pechstein gab auf einer Mitteilung auf ihrer Homepage bekannt, daß ihr Rechtsanwalt nun ein Verfahren vor dem Schweizer Bundesgericht anstrengen werde.</p>
<p>Die <a href="http://www.desg.de/">Deutsche Eisschnelllauf-Gemeinschaft e.V. (DESG)</a>, die ebenfalls als Partei an dem Verfahren beteiligt war, hat in einer Mitteilung bereits erste Konsequenzen für Claudia Pechstein bekannt gegeben.</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Die Athletin kann somit nicht in der Verbandsförderung verbleiben, die bestehende Wettkampfsperre wird aufrecht erhalten. Eine Qualifikation für die Teilnahme an den Olympischen Winterspielen in Vancouver 2010 ist nicht möglich.</em></p>
<p>Die Nationale Anti Doping Agentur (NADA) begrüßte, daß die Entscheidung des CAS nun Klarheit über den indirekten Beweis geschaffen hat.</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>„Die Entscheidung bringt für alle Beteiligten eine größere Sicherheit, welche Kriterien erfüllt sein müssen, wenn der indirekte Nachweis eines Verstoßes gegen Anti-Doping-Regelungen gelingen soll“</em>, so der Geschäftsführer<acronym title="Nationale Anti-Doping Agentur"></acronym> Dr. Göttrik Wewer.</p>
<p>Quellen:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.tas-cas.org/d2wfiles/document/3803/5048/0/2009.11.25%20PR.pdf">Pressemitteilung des CAS vom 25.11.2009 (engl.)</a></li>
<li><a href="http://www.tas-cas.org/d2wfiles/document/3802/5048/0/FINAL%20AWARD%20PECHSTEIN.pdf">CAS 2009/A/1912 und CAS 2009/A/1913</a></li>
<li><a href="http://www.desg.de/?p=2349#more-2349">Mitteilung des DESG vom 25.11.2009</a></li>
<li><a href="http://www.claudia-pechstein.de/index2.shtml">Mitteilung Claudia Pechstein</a></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[não]]></title>
<link>http://pauloscott.wordpress.com/2009/11/25/nao/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 06:11:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elrodris</dc:creator>
<guid>http://pauloscott.wordpress.com/2009/11/25/nao/</guid>
<description><![CDATA[preciso de generais (quer apostar?) .]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>preciso de generais</p>
<p>(quer apostar?)</p>
<p>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No me quede con nada]]></title>
<link>http://anaan.wordpress.com/2009/11/24/no-me-quede-con-nada/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:28:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>anaan</dc:creator>
<guid>http://anaan.wordpress.com/2009/11/24/no-me-quede-con-nada/</guid>
<description><![CDATA[http://sakkarah-1.blogspot.com http://sakkarah-clave.blogspot.com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://anaan.wordpress.com/files/2009/11/bucanera-034-no-me-quede-con-nada.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1920" title="(Pulsar para leer)" src="http://anaan.wordpress.com/files/2009/11/bucanera-034-no-me-quede-con-nada.jpg?w=300" alt="" width="485" height="364" /></a></p>
<p><a href="http://sakkarah-clave.blogspot.com/" target="_blank">http://sakkarah-1.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://sakkarah-clave.blogspot.com/" target="_blank">http://sakkarah-clave.blogspot.com</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o horror, o horror (ou “por que filmes de zumbi são o que há")]]></title>
<link>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/24/o-horror-o-horror-ou-%e2%80%9cpor-que-filmes-de-zumbi-sao-o-que-ha/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 20:40:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Soares</dc:creator>
<guid>http://grouchomarxista.wordpress.com/2009/11/24/o-horror-o-horror-ou-%e2%80%9cpor-que-filmes-de-zumbi-sao-o-que-ha/</guid>
<description><![CDATA[Talvez tenha a ver com a falta de fé no processo civilizatório, com o estrago causado pela colonizaç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Talvez tenha a ver com a falta de fé no processo civilizatório, com o estrago causado pela colonização e as guerras e as criancinhas famintas. Talvez seja o manto do fim do mundo se estendendo sobre o pessoal de pouca fé. Talvez a humanidade simplesmente não funcione. Vai saber. O fato é que num mundo onde o jornal do café da manhã te saúda com velhinhas acorrentadas e desmoronamentos em bairros miseráveis, qualquer coisa que pretenda te fazer pular da cadeira tem que ter a temperatura um pouco mais alta que o normal.</p>
<p>Não que tenha sido assim desde sempre. Faz tempo que o termostato vem subindo. Levamos, sei lá, uns dois séculos até a conta do gás começar a preocupar. E do mal puro, mágico, arquetípico, sedimentado – na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fall_of_the_House_of_Usher"><em>Casa de Usher</em></a>, de Edgar Allan Poe, e adelante no <em>Dracula</em> de Bram Stoker e no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cthulhu"><em>Chthulhu</em></a> de H. P. Lovecraft – passamos ao horror domesticado pela ciência. Construímos o inferno e sua falta de sentido nas trincheiras, bombas atômicas e campos de concentração das Grandes Guerras.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="sci_terror" src="http://grouchomarxista.wordpress.com/files/2009/11/sci_terror.jpg?w=300" alt="" width="300" height="147" /></p>
<p>Depois que a humanidade inventou sua própria narrativa do fim do mundo – assim, quase de brincadeira (afinal, continuamos todos aqui) – o horror, talvez numa mostra de domínio da ciência sobre os terrores visíveis e invisíveis, some. Até o fim dos anos 60, o jogo parece reduzido ao medo do experimento científico que deu errado, ou à própria cabeça de uma humanidade que não andou se comportando muito bem. Mas nem todas as aranhas gigantes do mundo e psicopatas catalogados deram fim à nostalgia do tempo em que os calafrios não precisavam fazer sentido, quando agiam a serviço do mito, nos lembrando de tomar cuidado com as coisas que se escondiam no escuro. E não nos esquecíamos daqueles contos de antigamente, quando o horror era apenas fantástico e nos lembrava de grandes possibilidades esquecidas.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-131" title="livros_terror" src="http://grouchomarxista.wordpress.com/files/2009/11/livros_terror.jpg?w=300" alt="" width="210" height="155" /></p>
<p>Talvez a história tenha virado nos anos 60 com a onda oriental-mística dos hippies, quando a teoria esotérica encontrou a psicologia e nos fez lembrar do que achávamos tão legal no Mr. Hyde de R. L. Stevenson. Do mesmo modo como em <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Strange_Case_of_Dr._Jekyll_and_Mr._Hyde" target="_blank">O médico e o monstro</a> </em>o estrago é causado pelo encontro da medicina com doutrinas mágicas vitorianas, coisas como <em>O exorcista</em> e <em>O bebê de Rosemary</em> têm seu motor no casamento do misticismo com a psicologia. O horror técnico, da máquina que não funciona, de cérebros e reatores nucleares descalibrados, dá um passinho atrás. Voltamos a nos fascinar com o incompreensível por si só. Com o que não é do nosso mundo e pronto.</p>
<p>É curioso que, de mãos dadas com o medo místico dos anos 60 e 70, andasse o horror natural. As convulsões de mundos invisíveis parecem nos lembrar, em obras como <em>Tubarão</em> – e em seu primo, o filme catástrofe –, do medo do nosso próprio mundo. Como se nossa impotência diante dos desígnios ocultos nos despertassem para o fantástico e para a aparente falta de sentido gestada pela natureza.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-132" title="psico_horror" src="http://grouchomarxista.wordpress.com/files/2009/11/psico_horror.jpg?w=300" alt="" width="240" height="175" /></p>
<p style="text-align:left;">Como consequência extrema disso tudo, daria até pra arriscar um subproduto extra, o terror social. Ali, o medo seria alimentado também por um outro mundo &#8211; agora, alimentado pelo descompasso de costumes. Em vez do fantástico, a selvageria que se esconderia nos pontos cegos da civilização, fora do espectro urbano. Como nas famílias de caipiras esquisitões de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spider_Baby" target="_blank"><em>Spider Baby</em></a> e o <em>Massacre da serra elétrica</em>.</p>
<p>Daí, não demorou para que tudo pulasse à matança <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Slasher_film">slasher</a>; à</em> narrativa sobre psicopatas despida de leitura sobre motivos ou consequências, na total falência do mito. Na estrita contagem de machadadas por tempo percorrido, corpos empilhados como garantia de eficiência. Sem curiosidade, sem indagações, sem fantasia. Medo sob encomenda, a vitória da cultura da fábrica.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-133" title="slasher_ed" src="http://grouchomarxista.wordpress.com/files/2009/11/slasher_ed.jpg?w=300" alt="" width="300" height="150" /></p>
<p>Claro, a história não para por aí. Dos anos 80 pra cá, tudo se misturou de um bom tanto. O terror místico se casou com o <em>slasher</em>, o horror natural usa gatilhos psicológicos, a ciência que deu errado desvela fantasmas. E apesar de às vezes nos reaproximarmos dos clássicos, a fantasia deu lugar ao entretenimento dos sustos previsíveis – ou ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Splatter_film#.22Torture_porn.22" target="_blank">puro sadismo</a>. Nosso domínio dos códigos do horror nos deixou cansados, insensíveis e céticos. Talvez esteja aí um dos motivos da ascensão do torror oriental – nosso desconhecimento da cultura dos povos do outro lado do mundo nos deixa livres para sentirmos medo, e simplesmente imaginar. No descobrimento dos temores alheios, mapeamos possibilidades, especulamos novos mundos. Marco Polo deve ter se sentido mais ou menos assim.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sounds and Visions in Meditation]]></title>
<link>http://saintsandgod.wordpress.com/2009/11/24/sounds-and-visions-in-meditation/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 18:02:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>saintsandgod</dc:creator>
<guid>http://saintsandgod.wordpress.com/2009/11/24/sounds-and-visions-in-meditation/</guid>
<description><![CDATA[Om Sathguru Sri Seshadri Swamigal Thiruvadikkae Disciple: What do the lights, sounds and other pheno]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><!-- 		@page { size: 8.5in 11in; margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --><span style="color:#800000;"><span style="font-family:Berling Antiqua,serif;"><span style="font-size:medium;"><em><strong>Om Sathguru Sri Seshadri Swamigal Thiruvadikkae</strong></em></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Berling Antiqua,serif;"><span style="font-size:medium;"><em><strong>Disciple: </strong></em></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><span style="font-family:Berling Antiqua,serif;"><span style="font-size:medium;"><em><strong>What do the lights, sounds and other phenomena that arise in meditation, indicate to a seeker? Can these be products of imagination, of an immature seeker?</strong></em></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="font-family:Berling Antiqua,serif;"><span style="font-size:medium;"><em><strong>Master: </strong></em></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Berling Antiqua,serif;"><span style="font-size:medium;"><em><strong><span style="color:#000080;">The lights and sounds and other phenomena arise to dissolve a seeker’s delusion.</span> They are real. <span style="color:#800000;">Nada (Dwani) (Nada Para Brahma), or inner sounds, releases the flow of various nectars that import new strength and agility to the body and cause love to spring up from within.</span> <span style="color:#000080;">As for the vision of light – the very nature of the self is light. These lights lead a seeker to his final destination; so how can they not be real?</span> <span style="color:#355e00;">A true mediator sees real lights and hears real sounds, day after day, until he goes beyond them to the final truth. </span>These phenomena seem unreal or imaginary only to one who has not meditated and who has not had a direct experience of them. <span style="color:#355e00;">Immature seekers may imagine they perceive such things, but when one experiences them directly, there is never any doubt about the validity of these experiences. </span></strong></em></span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Post de prueba.]]></title>
<link>http://triego.wordpress.com/2009/11/23/post-de-prueba/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 03:19:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego Arenas</dc:creator>
<guid>http://triego.wordpress.com/2009/11/23/post-de-prueba/</guid>
<description><![CDATA[Sólo estoy ensayando esta dichosa aplicación, gracias.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sólo estoy ensayando esta dichosa aplicación, gracias.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O Grande Lebowski (Joel e Ethan Coen, 1998)]]></title>
<link>http://cinecafe.wordpress.com/2009/11/23/o-grande-lebowski-joel-e-ethan-coen-1998/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:21:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bernardo Brum</dc:creator>
<guid>http://cinecafe.wordpress.com/2009/11/23/o-grande-lebowski-joel-e-ethan-coen-1998/</guid>
<description><![CDATA[- por Bernardo Brum A era hippie acabou e agora todos estão trabalhando. Mas você sabe, às vezes tem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://cinecafe.wordpress.com/files/2009/11/big-lebowski-diminuto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1718" title="big lebowski diminuto" src="http://cinecafe.wordpress.com/files/2009/11/big-lebowski-diminuto.jpg" alt="" width="500" height="284" /></a></p>
<p><em>- por Bernardo Brum</em></p>
<p>A era hippie acabou e agora todos estão trabalhando. Mas você sabe, às vezes tem um homem que pode mudar tudo isso.  Sem comunistas, agora no máximo podemos acreditar no discurso deste republicano ou daquele democrata. Mas às vezes existe um homem para provar como nós todos estávamos enganados. Tudo agora é baseado no dinheiro para a caridade, para as artes plásticas ou para fortalecer a máfia da pornografia em videotape, que não sabem mais o que é cinema. Só que as vezes tem um homem que não liga, chega e destrambelha tudo.  E esse homem que eu não conheço não é ninguém importante, mas você sabe que às vezes tem um homem que&#8230; Hum, perdi o fio da meada.</p>
<p>Eis Jeffrey Lebowski, O Cara, exímio jogador de boliche que junto de seus incapazes amigos &#8211; o cardíaco Donny e o psicótico ex-combatente do Vietnã Walter &#8211; é tirado do seu mundo de baseados, white russians e calorosos debates nos clubes onde bolas rolam e pinos caem para fazer as vezes de Sam Spade. Ou de Philip Marlowe. Para aqueles sombrios anos pós-depressão,  o homem era Bogart, gel no cabelo, terno impecável, cigarrinho no canto da boca e frases ferinas. Nesses anos de incrível ressaca moral, nós temos que deixar isso pra lá e buscar compensação por nossos carpetes mijados e nossas fitas do Creedence.</p>
<p>Esse é o dilema moral do Cara. Tomado por um milionário homônimo, tendo seu carpete mijado e tendo que sair por aí atrás de uma ex-atriz pornô casada com o tal Grande Lebowski &#8211; que, segundo o próprio foi raptada por uma gangue de&#8230; niilistas? E, claro, no meio do caminho tendo que aguentar moleques arrogantes, a filha excêntrica do milionário, o síndico afetado, o pederasta <em>mothafucka&#8217;</em>, agiotas do mundo pornô, a polícia, um taxista que é fã do Eagles, os ataques de Walter, e lá vamos nós.</p>
<p>Predileção dos Coen, <em>O Grande Lebowski</em> é um grande filme sobre o nada, a desinformação, a estupidez e a fragilidade da vida. Só O Cara que não parece ligar sobre isso, e em momento algum ele reina soberano &#8211; o mundo faz gato e sapato de um pobre vagabundo metido em uma conspiração digna de um <em>O Falcão Maltês</em> ou <em>À Beira do Abismo</em> que, no final das contas, surgiu apenas por causa do caos que faz de nossas vidas grandes campanhas em nome de coisa alguma e que só foram empreendidas, afinal, porque nós somos estúpidos demais para fazer qualquer coisa útil. Ou preguiçosos, talvez.</p>
<p>Aí, uma bola de feno sendo empurrada por aí pelo vento logo transforma-se em sonhos psicodélicos envolvendo garotas gostosas vestidas de viking em uma pista de boliche, ou cinzas de um defunto sendo jogadas em nosso rosto. É tudo muito frágil, ridiculamente frágil. E é tudo muito estúpido, hilariamente estúpido. O planeta é tão rico em oxigênio quanto em burrice, e assim segue o balaio das grandes epopéias dos inúteis, por gerações. Por que, às vezes, tem um Cara para nos mostrar tudo isso. Às vezes, tem um cara para acender uns baseados e ouvir uns rockzinhos safados antes de terem a cabeça afundada na privada. Às vezes, tem&#8230; um Cara.</p>
<p>5/5</p>
<p><em>Ficha técnica: O Grande Lebowski (The Big Lebowski) &#8211; 1998, EUA. Dir.: Joel e Ethan Coen. Elenco: Jeff Bridges, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, John Goodman, Steve Buscemi, Tara Reid, John Turturro, Flea</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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