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	<title>naturalismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/naturalismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "naturalismo"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 00:30:53 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Hotel Atl&acirc;ntico]]></title>
<link>http://raulla.wordpress.com/2009/12/07/hotel-atlntico/</link>
<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 18:28:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Raul Arthuso</dc:creator>
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<description><![CDATA[À primeira vista, o novo filme de Suzana Amaral, Hotel Atlântico, possui alguns traços lynchianos, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="display:inline;float:none;margin:0;padding:0;" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:e29293be-6cd7-4aee-9e8b-bd83a37c61a2" class="wlWriterEditableSmartContent">
<div><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ss6SnK_JajQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/ss6SnK_JajQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></div>
</div>
<p align="justify">À primeira vista, o novo filme de Suzana Amaral, <em>Hotel Atlântico</em>, possui alguns traços lynchianos, no sentido que o mundo que rodeia o personagem principal é recheado de estranhezas.</p>
<p> <!--more-->
<p align="justify">Um ator sai de seu hotel e viaja sem rumo até o sul do país. Encontra, nesse trajeto, personagens peculiares. Suzana Amaral mantém, ainda assim, um forte naturalismo em sua encenação: em nenhum momento foge de uma certa sobriedade da câmera, o que permite à diretora mostrar sua elegância e segurança no uso da linguagem.</p>
<p align="justify">Este domínio do ofício por Suzana Amaral não esconde a construção do esquema de <em>Hotel Atlântico</em>. O laconismo do personagem é uma maneira de inserir o filme dentro de um certo cinema contemporâneo que investiga o silêncio das personagens, o laconismo, o protagonista passivo, observador; o toque lynchano das personagens secundárias visam colorir a sobriedade sem limites do olhar do protagonista.</p>
<p align="justify">Fora isso, tudo é extremamente simbólico &#8211; a começar pela própria viagem em si, que aproxima o filme da categoria de road movie, culminando com a velha simbologia do mar – o que deixa o filme com uma ligeira camada de poeira.</p>
<p align="justify">Esta conjunção de fatores parece maquilar o vazio de ideias do filme. Uma obra que, de início, se coloca como aberta a investigar um olhar moderno, se mostra no balanço geral cheia de símbolos e poucos significados.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristes Trópicos]]></title>
<link>http://aporocaotico.wordpress.com/2009/11/24/tristes-tropicos/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 16:30:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Igor</dc:creator>
<guid>http://aporocaotico.wordpress.com/2009/11/24/tristes-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[O exagero no didatismo referente ao estudo de algumas obras acaba por desgastá-las antes mesmo de se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">O exagero no didatismo referente ao estudo de algumas obras acaba por desgastá-las antes mesmo de serem lidas. É o caso d&#8217;O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, que ficou de tal modo subjugado à categoria de exemplar título naturalista que lê-se apenas na esperança de encontrar comparações homem-bicho.</p>
<p style="text-align:justify;">O Cortiço é um grande livro. Sim, ele está de certa forma preso a alguns fatores de época – até há pitadas de racialismo -. Contanto, ele ainda tem um aspecto universalizante; se Azevedo compara homem a bicho, não é qualquer bicho, mas um animal mal resolvido, ressentido e, sobretudo, infeliz. Azevedo é, enfim, um eminente esteta do trágico e do grotesco.</p>
<p style="text-align:justify;">Se dizem ter uma crítica social, vá lá, de fato há a crítica; mas a tragédia, núcleo do romance, sucede a todos: rico ou pobre; branco, negro ou mulato. A pena maligna de Azevedo vai tecendo o plano das desgraças de modo a todos abraçar: desde o taurino, casto e circunspecto Jerônimo, português que não resiste à sensualidade da Corte, à Firmo, malandro de navalha que acaba morto a pauladas. Cada homem e cada mulher tem suas desgraças, salvo duas personagens: as cocotes – estas elevam-se acima do resto na categoria de senhor, não servo -. É interessante assistir ao decaimento de Pombinha, “a flor do Cortiço”, levada a um cinismo radical em relação ao amor e, sobretudo, ao homem: besta, ainda que de aparência bruta, totalmente subjugada pelas mulheres, mas essas quase todas burras demais para perceber o chicote que tem em mãos. Cabe a ela sugar cada centavo que puder desse animal frágil e provinciano, o que faz ao melhor estilo da “mulher emancipada”, lembra-se de Machado: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”. Resta refletir se essas são realmente felizes ou se, depois de um conhaque e à luz da lua, não deixam rolar umas lágrimas fugidias.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao grotesco, vale lembrar o modo magistral e corrosivamente irônico da última cena: Bertoleza, num momento de lucidez onde adivinhava toda a nojeira da alma humana, em meio à tripas de peixe, abre o próprio ventre para não ser entregue ao antigo dono, conforme desígnios de João Romão, que preparava-se para receber um clube de abolicionistas à sala, clube que havia acabado de o aceitar como sócio benemérito.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A origem do ecologismo (1)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/a-origem-do-ecologismo-1/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:59:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/a-origem-do-ecologismo-1/</guid>
<description><![CDATA[O movimento ecologista nacional e internacional, em termos gerais, deve merecer a nossa atenção pelo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
O movimento ecologista nacional e internacional, em termos gerais, deve merecer a nossa atenção pelo extremo perigo que representa; e isso significa que a noção de “esquerda” e de “direita” deve ser equacionada e definida à luz da razão e não ao sabor de emoções mais ou menos fortes. Desde logo, surge uma pergunta: os movimentos ecologistas são de esquerda? E depois outra pergunta: o partido nacional-socialista (Nazi) da Alemanha era de esquerda ou de direita? E finalmente uma outra: o que é “ser de direita” ?</p>
<p>Se analisarmos a amálgama ideológica que deu corpo ao nacional-socialismo, não podemos chegar a uma conclusão senão a de que o nazismo era de esquerda. Aliás, a aliança entre o nazismo e o fascismo italiano era, de certa forma, contra-natura, porque este último era de facto um sistema (e o único) de extrema-direita: o corporativismo é antítese gnóstica da esquerda, também ela gnóstica.<br />
<!--more--><br />
A histórias do nacional-socialismo e do movimento ecologista estão intimamente ligadas. Neste sentido, podemos dizer que existe uma “coerência de esquerda” nessa interpenetração ideológica entre o nazismo e o ecologismo. Ao contrário, o fascismo italiano não só nunca deu grande importância à ecologia como até a combateu; e por outro lado, o fascismo nunca assumiu uma natureza “anti-humanista ecológica” que caracteriza o ecologismo e o nazismo eugénico: pelo contrário, sabemos que, por exemplo, a perseguição aos judeus em Itália foi imposta pela ideologia nazi depois da aliança do Eixo ― antes do estabelecimento da aliança, e depois da subida de Mussolini ao poder, os judeus italianos nunca foram incomodados ou perseguidos. Podemos, pois, dizer que uma das características da esquerda é o anti-semitismo, que pode ser explicito e público ― como aconteceu no nazismo ―  ou envergonhado e/ou dissimulado ― como acontece com a esquerda actual. </p>
<p>A actual confusão entre esquerda e direita advém do facto de se considerar o marxismo como a única fonte ideológica de esquerda. Ora, esta ideia é recente; teve a sua origem depois do Manifesto de Karl Marx e só entrou em efectividade a partir do golpe-de-estado russo de 1917. Porém, antes de Lenine assumir o poder, já existia a esquerda na Europa, e desde a revolução francesa. Portanto, nem toda a esquerda é só marxista ― não só, mas também. </p>
<p>A ruptura ideológica entre esquerda e direita aconteceu realmente a partir da revolução inglesa de 1688, que criou duas mundividências: a de Locke e a de Hobbes. É a partir destes dois homens que resulta a actual dicotomia entre esquerda e direita, e as diferenças ideológicas entre estas duas personalidades foram evoluindo e assumindo novos contornos, incorporando novos conceitos ao longo do tempo até aos nossos dias. Hobbes influenciou directamente Rousseau, e por isso, podemos dizer que a revolução francesa é hobbeseana. </p>
<p>A partir de Rousseau, estabeleceram-se duas fileiras ideológicas: a primeira [A] é a continuação do romantismo de Rousseau que passou pelo romantismo alemão (Hölderlin, Schlegel, Novalis, Schleiermacher, Nietzsche), e depois o idealismo alemão (Fichte, Schelling, Hegel, Schopenhauer).<br />
A outra fileira ideológica [B] a partir de Hobbes / Rousseau evoluiu através do Positivismo Social (Comte) e do Utilitarismo (Bentham, Stuart Mill). </p>
<p>A partir do momento em que ambas as fileiras absorveram o darwinismo (Charles Darwin) acentuaram-se as diferenças, e do romantismo darwinista de Nietzsche [A] chegamos ao Positivismo Evolucionista  ― mais conhecido como o “Monismo” ― cuja figura mais característica é a do zoólogo Ernst Haeckel (1834 &#8211; 1919), e mais tarde a Martin Heidegger e ao nazismo (Hitler). </p>
<p>A outra fileira ideológica [B] evoluiu através da Esquerda Hegeliana e Feuerbach até Engels e Karl Marx, resultando no comunismo (Estaline). <b>Ambas as fileiras ideológicas são de esquerda.</b></p>
<p>O sistema corporativista fascista, que institui uma estratificação compulsiva das classes sociais ― uma espécie de <i>apartheid</i> social interclassista ― que se unem em torno de um ideal de soberania, e sendo ele um movimento gnóstico na sua essência, pretendeu erradicar Rousseau da história das ideias e remontar directamente ao conceito de “soberano” de Hobbes e à ideia de Joaquim de Fiore do DVX (o “Duce” italiano). O fascismo é uma religião política hobbeseana por excelência que tentou recusar Rousseau (como se isso fosse totalmente possível), e por isso está, de certa forma, desfasado da evolução ideológica da esquerda até aos nossos dias. O fascismo corporativista é a expressão da extrema-direita. </p>
<p>Podemos dizer que o fascismo é uma expressão de uma extrema-direita gnóstica em contraponto a uma direita conservadora escorada numa visão de Ordem Universal de origem cristã, e em oposição a um outro tipo de direita social-darwinista e gnóstica que evoluiu <b>não</b> através das ideias de Locke, mas através dos seus sucessores ideológicos (liberalismo económico clássico) até ao Pragmatismo e Neo-pragmatismo, o Objectivismo individualista de Ayn Rand e finalmente o neoliberalismo social-darwinista de Hayek e Fukuyama. </p>
<p>A traço grosso fica aqui (na minha opinião) o quadro das esquerdas e das direitas. Naturalmente que existem outras “esquerdas”, como a do socialismo fabiano do nosso partido socialista. Porém, a diferença essencial entre a esquerda e a direita é a de que esta última ― em ambas as versões, neoliberal e conservadora ― parte do indivíduo para a sociedade (o ser humano, como indivíduo, assume uma primordial importância em ambas as direitas, embora de maneira diferente sob o ponto de vista ontológico e teleológico), enquanto que a esquerda dá a primazia à sociedade como uma “pessoa colectiva”, subalternizando o indivíduo e a sua expressão (e mesmo a sua liberdade). </p>
<p>É neste contexto que se desenvolve o ecologismo <b>moderno</b>, e as suas raízes mais profundas estão no anti-humanismo que o opõe ao humanismo universal dos conservadores cristãos, por um lado, e no anti-humanismo que o opõe  ao humanismo antropocêntrico dos neoliberais, por outro. Como veremos no <strong><a href="http://wp.me/p2jQx-3C8">“episódio” seguinte</a></strong>, o ecologismo andou de mãos dadas com o nazismo, e apresenta-se hoje com vestes diferentes mas com a mesma essência.
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afinal Não É Fácil Criar a Vida]]></title>
<link>http://darwinismo.wordpress.com/2009/11/17/afinal-nao-e-facil-criar-a-vida/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 10:17:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mats</dc:creator>
<guid>http://darwinismo.wordpress.com/2009/11/17/afinal-nao-e-facil-criar-a-vida/</guid>
<description><![CDATA[Não deve ser fácil ser-se um cientista ateu e ver como as teorias ateístas sobre a origem da vida sã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Não deve ser fácil ser-se um cientista ateu e ver como as teorias ateístas sobre a origem da vida são claramente irrealistas. Supostamente criar a vida é algo tão fácil, que até as forças não-inteligentes da natureza são capazes de criá-la. Excepto quando não são.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas mesmo que as forças da natureza por si só não consigam criar a vida, talvez nós seres humanos sejamos capazes, certo?</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u644503.shtml">Parece que não</a>.</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">O cientista americano John Craig Venter, considerado o pai do genoma humano, reconheceu que seu ambicioso projecto de criar vida a partir de um cromossoma artificial é mais difícil que pensava.</span></p></blockquote>
<p>É sempre mau quando a realidade não se conforma às nossas crenças ateístas/naturalistas.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">O projecto de introduzir um cromossoma artificial em uma célula e despertá-lo para a vida é mais difícil que pensei.</span></p></blockquote>
<p>Reparem que o que John Craig se determinava a criar não era a vida a partir de onde não havia vida, mas sim, introduzir um cromossoma artificial numa forma de vida já existente</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Um grupo de cientistas do John Craig Venter Institute conseguiu criar o primeiro cromossoma sintético, o que é considerado um avanço rumo à criação de micro-organismos capazes, por exemplo, de produzir biocombustíveis e de ajudar a limpar o meio ambiente.Os cientistas transplantaram esse cromossoma em uma célula bacteriana à espera de alcançar o controle do organismo, algo que ainda não ocorreu, segundo Venter.</span></p></blockquote>
<p>Cientistas inteligentes, a usar a sua inteligência para copiar sistemas biológicos já existentes, e inseri-lo noutra forma de vida, falharam no seu propósito, no entanto somos levados/indoutrinados a acreditar que há<span style="color:#333333;"> [inserir numero]</span> milhões de anos atrás, a natureza por si só, foi capaz de fazer aquilo que mentes pensantes não conseguem.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Como é normal em círculos evolucionistas, mistura-se boa ciência com mitos ateus:</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Não vamos criar vida a partir do zero. Pegamos o material da vida, os pares de bases do DNA, e só colocamos estas peças em uma nova ordem. Construímos sobre a base de mais de três mil milhões de anos de evolução.</span></p></blockquote>
<p>A teoria da evolução não foi relevante para a cópia do &#8220;material da vida&#8221;, e nem foi relevante para &#8220;colocar as peças numa nova ordem&#8221;, no entanto quando se chega a parte de postular sobre as origens dos sistemas, <a href="http://darwinismo.wordpress.com/2009/04/28/quando-darwin-recebe-o-que-pertence-a-deus/">o tio Darwin recebe a glória que pertence a Deus</a>.</p>
</div>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#000099;">Isaías 62: 2<br />
<strong>A Minha Mão fez todas essas coisas</strong>, e assim todas elas vieram a existir, <strong>diz o Senhor</strong>.<br />
</span></h3>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#000099;">Isaías 44:24<br />
<strong>Eu sou o Senhor que faço todas as coisas</strong>, que Sozinho estendi os céus, e espraiei a terra.</span></h3>
<p><span style="font-size:85%;">Vêr também:</span><br />
1. <a href="http://darwinismo.wordpress.com/2009/07/18/inteligencia-artificial-ou-ignorancia-voluntaria/">Inteligência Artificial ou Ignorância Voluntária?</a><span style="text-decoration:underline;"><br />
</span>2. <a href="http://darwinismo.wordpress.com/2009/04/28/quando-darwin-recebe-o-que-pertence-a-deus/">Quando Darwin recebe o pertence a Deus</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LA VIEJA FRIENDO HUEVOS DE VELÁZQUEZ]]></title>
<link>http://oleosyacuarelas.wordpress.com/2009/11/16/la-vieja-friendo-huevos-de-velazquez/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 06:48:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>rubendeluis</dc:creator>
<guid>http://oleosyacuarelas.wordpress.com/2009/11/16/la-vieja-friendo-huevos-de-velazquez/</guid>
<description><![CDATA[Vieja friendo huevos de Velázquez  Cuando observo con detenimiento el cuadro de Velázquez de la viej]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://oleosyacuarelas.wordpress.com/files/2009/11/diego-velazquez-old-woman-frying-eggs2.jpg"><img class="size-medium wp-image-310" title="Diego Velazquez - VIEJA FRIENDO HUEVOS" src="http://oleosyacuarelas.wordpress.com/files/2009/11/diego-velazquez-old-woman-frying-eggs2.jpg?w=300" alt="Vieja friendo huevos de Velázquez" width="449" height="340" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vieja friendo huevos de Velázquez</dd>
</dl>
</div>
<p> Cuando observo con detenimiento el cuadro de Velázquez de la vieja friendo huevos creoq eu estoy siendo testigo de un docento excepcional de la época.Mucho más real que si hicieran un documental sobre Velázquez y el siglo XVII en el que le tocó vivir.</p>
<p>Digo esto porque Velázquez nos muestra una escena diaria como si llevara una cámara de fotos y de repente se detuviera al contemplar esta escena y sacara una instantánea al llamarle la atención.</p>
<p>Muchas veces Velázquez hace de &#8220;periodista&#8221; de la época retratando escenas de todos los días como lo hizo con otros cuadros suyos.</p>
<p>Lo mejor del cuadro es que cuando lo ves piensas que esta mujer y ese chico con la botella de aceite en la mano tenían que ser así, es decir, otros artistas, a veces, han modificado la situación, la luz, la composición cambiando a la vista del observador y viendo de otra manera lo que tenemos ante nosotros pero en el caso de Velázquez no sucede así.Tanto los cuadros sobre clases nobles y ricas como las más pobres te las muestra tal y como eran y aportando su comentario adicional que se puede ver al ver cómo se miran o nos miran los retratados haciéndonos partícipes de la escena como es en este caso el muchacho con la botella de aceite y la calabaza bajo el brazo que gira la cabeza y nos mira como si hubiésemos llamado su atención al pasar por allí.</p>
<p>Rubén de Luis<br />
<a href="http://www.rubendeluis.com">www.rubendeluis.com</a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LOS ANIMALES TIENEN ALMA]]></title>
<link>http://lasteologias.wordpress.com/2009/11/10/los-animales-tienen-alma/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 23:26:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>pauloarieu</dc:creator>
<guid>http://lasteologias.wordpress.com/2009/11/10/los-animales-tienen-alma/</guid>
<description><![CDATA[LOS ANIMALES TIENEN ALMA LA GRANDEZA de Jehová se manifiesta en el reino animal. Dios cuida muy bien]]></description>
<content:encoded><![CDATA[LOS ANIMALES TIENEN ALMA LA GRANDEZA de Jehová se manifiesta en el reino animal. Dios cuida muy bien]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conservadorismo, liberdade, libertarismo e determinismo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/10/conservadorismo-liberdade-libertarismo-e-determinismo/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:15:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/10/conservadorismo-liberdade-libertarismo-e-determinismo/</guid>
<description><![CDATA[Esta coisa de a gente ter opinião não faz mal nenhum ― pelo contrário ― e não ofende ninguém só por ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
Esta coisa de a gente ter opinião não faz mal nenhum ― pelo contrário ― e não ofende ninguém só por isso. Este artigo no <a href="http://oinsurgente.org/2009/11/09/33511/" rel="nofollow" target="_blank">insurgente</a> é, na minha opinião, interessante e merece, por isso, um meu comentário.</p>
<ol>
<li>As considerações sobre o cristianismo (na minha opinião) estão correctas, até porque se não acontecesse o cristianismo na cultura ocidental não teria sido possível a ciência. Com o monoteísmo ― e principalmente com o cristianismo que deu uma importância superior à lógica e à estética ―, a transcendência divina passou a implicar o facto de que Deus “se retirou” da Natureza, o que significa que o “distanciamento transcendental” de Deus criou um espaço da realidade que se tornou acessível à ciência. Em culturas em que Deus (ou a divindade) permaneceu imanente, isto é, em que Ele não se “distanciou” da Sua obra (que é a Natureza) através da transcendência, a ciência não se desenvolveu, como foi o caso das religiões orientais.<br />
<!--more--><br />
A dificuldade dos gregos pré-socráticos em ligar a filosofia à ciência consistiu exactamente na impossibilidade cultural de conceber a divindade senão como sendo intracósmica, e só foi possível suplantar esta dificuldade através do conceito de “Ser”, a partir de Parménides e através de Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino, etc.  E foi esta qualidade da transcendência divina que floresceu no cristianismo que abriu a possibilidade real à ciência que Nietzsche abomina quase tanto quanto odeia  o cristianismo. </li>
<p>Não quero com isto dizer que o cristianismo seja superior às outras religiões universais. Estou só a constatar factos. </p>
<li>A noção de livre-arbítrio significa, <span style="background:yellow;" />em termos clássicos</span>, “liberdade”; e esta noção já existia na Grécia através das diferenças entre :
<ul>
<li>Heraclito e Parménides que deram origem ao <b>determinismo</b> ateísta ou naturalista (Heraclito, os epicuristas, Averróis, a escola de Chartres e Joaquim de Fiore, Guilherme de Occam, Giordano Bruno, Espinosa, Hobbes, Hume, Comte, Engels, Russell e todo Positivismo darwinista até Richard Dawkins), </li>
<li>e à <b>liberdade</b> cristã, espiritual e quântica (Parménides, Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino, a Patrística, Nicolau de Cusa, S. Tomás de Aquino, Locke, Leibniz, Kant, Berkeley, Karl Jaspers, Wittgenstein, Louis Lavelle,  Russell Kirk, Eric Voegelin, etc.). </li>
</ul>
<li>
<p>Com a Idade Moderna deu-se uma ruptura epistemológica. </p>
<li><span style="background:yellow;" />No sentido moderno</span>, o livre-arbítrio tem a ver com a capacidade de  se escolher entre dois ou mais comportamentos sem se inclinar <i>a priori</i> para um lado ou para outro em função de princípios ou axiomas, ou seja, consiste na alegada capacidade do Homem ser causa primeira e <b>absoluta</b> dos seus actos. </li>
<li>Enquanto que o <b>conceito clássico</b> de livre-arbítrio coincidia com a ideia de liberdade no sentido de “produto da vontade”, <span style="background:yellow;" />embora condicionada pelos limites da razão e da existência humanas</span> ― através da aceitação da transcendência divina ―, o <b>conceito moderno</b> (Nietzsche, Carlyle, Ayn Rand, Heidegger, Sartre, Chomsky, Hayek, Deleuze e Guattari, os neo-pragmatistas em geral e Rorty em particular, etc.) de livre-arbítrio pretende libertar o Homem dos condicionalismos da razão e da existência, seja através do conceito de “facticidade” existencialista, seja através de um antropocentrismo absoluto e da <strong>separação entre a filosofia e a transcendência</strong> (metafísica), <strong>restringindo-a à imanência</strong>, e que tem o seu pólo oposto ― determinístico, mas igualmente antropocêntrico ―  no materialismo dialéctico (Karl Marx, António Gramsci e o marxismo cultural, e as suas evoluções recentes até à <i>teoria do discurso</i> de Foucault e o desconstrucionismo que atingiu o seu auge em Derrida). </li>
<li>Paradoxalmente, aqueles que hoje dizem defender o primado da ciência (positivismo naturalista e determinista) são os que não aceitam a transcendência que esteve na origem “espacial” da própria ciência. Isso significa que essa corrente conceptual positivista do mundo (que desembocou na imanência naturalista moderna) pode estar hoje a limitar a acção da própria ciência do futuro ― dependendo da capacidade da comunidade científica em não se deixar influenciar por essa corrente de pensamento. </li>
<li>Portanto, ser conservador hoje é seguir o conceito clássico de liberdade. Ser libertário (não existem “libertários de esquerda”; a diferença entre o Bloco de Esquerda e o PCP é de estratégia política e não é uma diferença teleológica; ambos os partidos são “deterministas”) é seguir o conceito modernista ― que surgiu com a sociedade de massas e com o gnosticismo ― de “liberdade”. Ambos os conceitos implicam uma acção política concreta, isto é, não podemos dizer que um conservador não actua na vida política e que só o libertário o faz. </li>
</ol>
<p>Em resumo:</p>
<ul>
<li>O determinismo (ateísmo e naturalismo) acredita que o Homem é produto de um acaso da Natureza e que a consciência humana não é senão um epifenómeno da matéria cerebral, e tanto a natureza como o Homem serão <b>finalmente</b> compreendidos daqui a alguns mil milhões de anos-luz quando <b>certamente</b> o Homem ainda continuar a existir, depois de ter construído o paraíso na Terra através da divinização do Homem (Marx, Dawkins, Sagan, etc.) </li>
<li>O libertarismo coloca em causa o determinismo através do conceito de livre-arbítrio moderno e antropocêntrico que teve origem no <b>gnosticismo</b>, seja este de origem cristã (Carlyle, etc.) ou pré-cristã (Nietzsche), embora adoptando a imanência de algum tipo de divindade (como o &#8220;super-homem&#8221; de Nietzsche).</li>
<li>O conservadorismo segue o conceito clássico de livre-arbítrio.</li>
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Ateísmo das lacunas]]></title>
<link>http://darwinismo.wordpress.com/2009/11/07/o-ateismo-das-lacunas/</link>
<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 14:05:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mats</dc:creator>
<guid>http://darwinismo.wordpress.com/2009/11/07/o-ateismo-das-lacunas/</guid>
<description><![CDATA[O evolucionista João continua a confundir &#8220;ciência&#8221; com &#8220;naturalismo&#8221;, esper]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:justify;">O evolucionista João <a href="http://cronicadaciencia.blogspot.com/2009/10/deus-das-lacunas.html">continua a confundir &#8220;ciência&#8221; com &#8220;naturalismo&#8221;</a>, esperando que não seja possível ver onde ele falha nesse ponto. Para os evolucionistas ateus,  todos os fenómenos que alguma vez ocorreram (e vão ocorrer) têm que ter uma explicação naturalista, independentemente das evidências.</div>
<p style="text-align:justify;">Se por acaso um cientista informa um ateu de que as evidências mitigam contra uma origem naturalista da vida, o ateu ataca o cientista e não as evidências. Para o ateu evolucionista, não interessa o que evidências mostram, mas sim como é que elas podem ser usadas/deturpadas para suportar o naturalismo.</p>
<p style="text-align:justify;">A necessidade do ateu em operar assim é óbvia: usar aquilo que é a maior autoridade cultural do mundo ocidental (a ciência) como forma de suportar a sua fé. Isto é feito de muitas formas, como se pode ver no link acima mencionado.</p>
<p style="text-align:justify;">Há algumas coisas que são dignas de serem comentadas:</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">O naturalismo metódico é aquilo que os criacionistas e defensores do ID (que é realmente criacionismo com outra roupagem), querem eliminar da ciência.</span></p></blockquote>
<p>Convém ressalvar que o naturalismo metódico (NM) é a aplicação prática do naturalismo filosófico (NF). Enquanto que o NF afirma que só causas &#8220;naturais&#8221; existem, o NM opera assumindo que só causas &#8220;naturais&#8221; existem. Em termos práticos, não há distinção entre uma e a outra.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">O problema claro está é que nem o NM nem o NF são científicos. São apenas crenças arbitrárias que são impostas à ciência. Se vamos postular crenças arbitrárias a ciência, então o cristão pode muito bem dizer: &#8220;<span style="color:#6600cc;">Só aquilo que está de acordo com a Bíblia vai  ser considerado científico. Se algo contradiz a Palavra de Deus, então não é ciência</span>&#8220;</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">A abordagem naturalista, que é sumariamente, procurar causas naturais para os fenómenos naturais, exclui necessariamente a intervenção sobrenatural.</span></p></blockquote>
<p>O interessante seria saber o que é um &#8220;fenómeno natural&#8221; e o que é uma &#8220;causa natural&#8221;.  Levitar é um fenómeno natural ou sobrenatural? Se fossem oferecidas evidências (fotos, videos) de pessoas a levitar, será que isso faria da levitação um &#8220;fenómeno natural&#8221;? Se o que distingue o &#8220;natural&#8221; do &#8220;sobrenatural&#8221; é só se eles ocorrem ou não, então a ciência pode estudar o &#8220;sobrenatural&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Não podemos mais atribuir os trovões a um Deus, a chuva a  outro, etc. Nem tudo ao mesmo. A não ser que possamos trazer evidências ou provas que mostrem isso.</span></p></blockquote>
<p>Do mesmo modo, não podemos atribuir a origem da vida a fenómenos nunca observados, mecanismos nunca testados, e causas nunca mostradas. No entanto, é isso que os ateus fazem constantemente. A origem da vida mostra claramente como o naturalismo falha logo no princípio. Até hoje os ateus ainda não documentaram força &#8220;natural&#8221; alguma capaz de gerar seres reprodutores a partir da matéria morta.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Décadas de financiamento público, e os ateus não tem nada para oferecer. Eles apenas concordam que Deus não é a Causa da Vida. Para além disso, já não há concordância entre eles.</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Ao longo de séculos, [o naturalismo] foi a única abordagem que criou conhecimento tão consistente, tão completo e em tão pouco tempo.</span></p></blockquote>
<p>Se levarmos em conta que grande parte dos cientistas fundadores da ciência moderna eram cristãos (e não ateus), e se nos lembra-mo-nos que o naturalismo exclui à partida qualquer intervenção Divina, a frase do João torna-se claramente falsa.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Como é que os cientistas fundadores da ciência moderna (Galileo, Pascal, Lineus, Mendel, Faraday, Maxwell, Copérnico) foram capazes de produzir excelentes resultados científicos sem assumirem que o naturalismo é verdadeiro?</p>
<p style="text-align:justify;">O problema é que o João assume que ao estar-se a procurar os mecanismos presentemente em operação é o mesmo que assumir-se que só essas forças existem no universo. O João conclui que &#8220;naturalismo&#8221; é o mesmo que &#8220;estudar as forças da natureza&#8221;. Isto é totalmente falso.</p>
<p style="text-align:justify;">Galileo estudou os planetas de forma científica, mas não teve dúvidas em afirmar que o sistema que ele estudava era um efeito do Poder Criativo de Deus. Igualmente para Newton. Com isto se pode ver que o naturalismo é uma filosofia irrelevante para o avanço da ciência. Os ateus gostam de associar o sucesso da ciência ao naturalismo, no entanto o sucesso da ciência deve-se, sim, às observações, aos testes, à experimentação e à colecção de evidências, <span style="color:#990000;">nenhuma das quais depende do naturalismo</span>.</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Porque ao procurar uma explicação natural para as coisas, começámos a encontrá-las.</span></p></blockquote>
<p>Excepto no que toca à origem da vida, pelos vistos.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">De facto, encontrámos explicação para tanta coisa, que o espaço deixado para intervenção sobrenatural, ficou muito reduzido. Ficou reduzido a pequenas lacunas do conhecimento cientifico.</span></p></blockquote>
<p>Mas o facto de encontrarmos explicação para o funcionamento de um dado fenómeno não invalida que o mesmo tem uma Causa Inteligente. Nós podemos explicar o funcionamento dum carro mas isso não quer dizer que o mesmo não seja o resultado de design inteligente. Semelhantemente, nós podemos explicar (até certo ponto) <a href="http://darwinismo.wordpress.com/2009/10/14/missao-impossivel-a-borboleta-monarca/">o funcionamento da metamorfose da borboleta monarca</a>, mas isso não invalida que o aparato tenha sido criado por Deus.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">De notar que isto não é o mesmo que dizer que a ciência rejeita &#8220;à priori&#8221; que existam Deuses , fantasmas ou duendes, por exemplo.</span></p></blockquote>
<p>A ciência não rejeita à priori a existência de Deus, mas o naturalismo sim.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Apenas que se eles existem, então vamos ter que encontrar observações que só possam ser explicadas pela sua existência.</span></p></blockquote>
<p>Curioso que o João peça &#8220;observações&#8221; do sobrenatural, mas no que toca a coisas que ele acredita (a vida a criar-se a si mesma, dinossauros a evoluírem para pássaros, animais terrestres a evoluírem para baleias) o João já não pede <span style="color:#990000;">observações</span>, mas aceita aquilo que ele chama de &#8220;evidências&#8221;. Para o naturalismo aceitar a existência de Deus, nós temos que observar Deus, mas para aceitar a evolução de um dinossauro para um pássaro, já não é preciso observar tal evento místico.</p>
</div>
<hr />
<div style="text-align:justify;">Textos como os do João mostram que os requerimentos &#8220;científicos&#8221; do João são totalmente arbitrários e emotivos. Ciência é aquilo que o João diz que é, e mais nada.Podem ver o post integral do João <a href="http://cronicadaciencia.blogspot.com/2009/10/deus-das-lacunas.html">aqui</a>, mas o mesmo pode ser resumido com a seguinte frase:</p>
</div>
<p style="font-style:italic;font-weight:bold;text-align:justify;">Ciência é aquilo que suporta o ateísmo.</p>
<p style="text-align:center;color:#000099;font-weight:bold;"><span style="font-size:130%;">Romanos 1:22 &#8211; Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A seguir ao aborto, vem aí o infanticídio a pedido da mulher]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/06/a-seguir-ao-aborto-vem-ai-o-infanticidio-a-pedido-da-mulher/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 23:19:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/06/a-seguir-ao-aborto-vem-ai-o-infanticidio-a-pedido-da-mulher/</guid>
<description><![CDATA[Singer, divertido O mais famoso bioeticista do mundo, o conhecido utilitarista Peter Singer, escreve]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_13656" class="wp-caption alignleft" style="width: 138px"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/peter-singer.jpg" alt="peter-singer" title="peter-singer" width="128" height="77" class="size-full wp-image-13656" /><p class="wp-caption-text">Singer, divertido</p></div>
<p style="line-height:21px;">O mais famoso bioeticista do mundo, o conhecido utilitarista <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Singer" rel="nofollow" target="_blank">Peter Singer</a></strong>, escreveu o seguinte no seu livro <i>“Rethinking Life and Death”</i> (Repensando a vida e a morte):</p>
<blockquote><p style="color:red;font-weight:700;font-size:14px;">« Uma vez que nem uma criança recém-nascida nem um peixe são pessoas, o grau de gravidade em matar tanto a primeira como o segundo não é o mesmo do que a gravidade de se matar uma pessoa. »</p>
</blockquote>
<p>Peter Singer compara uma criança nascida a um peixe. </p>
<p><b>Na Holanda, <span style="background:yellow;" />8%</span> dos óbitos de crianças são assassinadas pelos próprios médicos nos hospitais.</b> Pela primeira vez, em toda a História, foi constituída a figura jurídica e cultural do “humano não pessoa” (HNP). O feto é um HNP. A partir do conceito de HNP chegaremos ao conceito de PNH (Pessoa Não Humana). É uma questão de tempo enquanto as elites poderosas se movem e apontam o caminho da política, da cultura e das ideias do futuro. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sesión del 17 de noviembre]]></title>
<link>http://expresivismo.wordpress.com/2009/11/05/nueva-sesion/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:34:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresivismo</dc:creator>
<guid>http://expresivismo.wordpress.com/2009/11/05/nueva-sesion/</guid>
<description><![CDATA[La próxima sesión del seminario general del proyecto de excelencia será el 17 de noviembre a las 11:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>La próxima sesión del seminario general del proyecto de excelencia será el <strong>17 de noviembre a las 11:45</strong>, en la sala 238. Comentaremos <a href="http://expresivismo.wordpress.com/files/2009/11/hartry-field.pdf" target="_blank">el texto de Hartry Field &#8220;Apriority as an Evaluative Notion&#8221;</a>, que se encuentra en Boghossian and Peacocke (eds) New Essays on the a priori, Oxford: OUP.</p>
<p>Aquí los textos que hemos visto hasta ahora: <a href="http://expresivismo.wordpress.com/files/2009/11/hans-glock.pdf" target="_blank">Glock</a>, <a href="http://expresivismo.wordpress.com/files/2009/11/sidney-hoock.pdf" target="_blank">Hook</a> y <a href="http://expresivismo.wordpress.com/files/2009/11/maria-uxia.pdf" target="_blank">Putnam-Acero</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[L’età di Courbet e Monet: La diffusione del realismo e dell’impressionismo nell’Europa centrale e orientale]]></title>
<link>http://walldecorating.wordpress.com/2009/11/05/l%e2%80%99eta-di-courbet-e-monet-la-diffusione-del-realismo-e-dell%e2%80%99impressionismo-nell%e2%80%99europa-centrale-e-orientale/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:57:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucacapponi</dc:creator>
<guid>http://walldecorating.wordpress.com/2009/11/05/l%e2%80%99eta-di-courbet-e-monet-la-diffusione-del-realismo-e-dell%e2%80%99impressionismo-nell%e2%80%99europa-centrale-e-orientale/</guid>
<description><![CDATA[E&#8217; iniziata il 26 settembre e terminerà il 7 marzo 2010 la mostra firmata da Marco Goldin a Vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.mycollection.it/scheda.php?due-bathers-1896-stampa-poster-su-tela-canvas&#38;l=it&#38;id=13273"><img class="alignleft" style="border:1px solid #cccccc;margin:10px;" title="Pierre Auguste Renoir, DUE BATHERS, 1896" src="http://www.mycollection.it/tn.php?path=http%3A%2F%2Fwww.mycollection.it%2Fbridgeman_images%2F226571.JPG" alt="Pierre Auguste Renoir, DUE BATHERS, 1896" width="280" height="219" /></a>E&#8217; iniziata il 26 settembre e terminerà il 7 marzo 2010 la mostra firmata da Marco Goldin a Villa Manin (Udine).<br />
Tema centrale è il rapporto tra la nascita della cosiddetta scuola di Barbizon in Francia è la diffusione del Realismo e del Naturalismo nei Paesi dell&#8217;Europa centrale ed orientale.<br />
120 sono le opere esposte e suddivise n quattro distinti capitoli: Villaggi, Acque, Ritratti e Figure. Quindi si il percorso espositivo inizia da celebri artisti quali Courbet, Corot, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=millet">Millet</a>, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=rousseau">Rousseau</a>..poi si avvicina al periodo impressionista con opere di <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=manet">Manet</a>, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=monet">Monet</a>, Bazille, Caillebotte, Sisley, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=renoir">Renoir</a>, Pisarro, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=degas">Degas</a>, <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=cezanne">Cèzanne</a>. Sono inoltre presenti tre opere di <a href="http://www.mycollection.it/ricerca.php?l=it&#38;nc=keywords&#38;keywords=van%20gogh">Van Gogh</a> provenienti dal museo di Amsterdam.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[germinal]]></title>
<link>http://euaraujo.wordpress.com/2009/11/04/germinal/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:47:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>euaraujo</dc:creator>
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<description><![CDATA[GERMINAL (Germinal) de Claude Berri Bélgica/Itália/França, 1993 Com Gérard Depardieu, Judith Henry, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[GERMINAL (Germinal) de Claude Berri Bélgica/Itália/França, 1993 Com Gérard Depardieu, Judith Henry, ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Freud está desactualizado. Quem é o próximo?]]></title>
<link>http://darwinismo.wordpress.com/2009/10/27/freud-esta-desactualizado-quem-e-o-proximo/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:21:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mats</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lembram-se de Sigmund Freud? Ele era o ícone da psicologia durante a altura em que o século 19 se to]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_onlP7SpGIHA/SuShJftCRQI/AAAAAAAABIM/C8ZSHu_nS8g/s1600-h/179+Freud.jpg"><img style="float:right;cursor:pointer;width:235px;height:320px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_onlP7SpGIHA/SuShJftCRQI/AAAAAAAABIM/C8ZSHu_nS8g/s320/179+Freud.jpg" border="0" alt="" /></a>Lembram-se de Sigmund Freud? Ele era o ícone da psicologia durante a altura em que o século 19 se tornava no século 20. Ele era exaltado pelos cientistas da altura como um dos grandes pensadores contemporâneos (juntamente com Marx e Darwin). Não só o seu impacto no pensamento moderno foi imensurável, como também nos deu palavras como  <em>id, ego</em> e <em>superego</em> e conceitos como o &#8220;inconsciente&#8221; que prevalecem ainda.</div>
<p style="text-align:justify;">Devido aos &#8220;discernimentos&#8221; e &#8220;percepções&#8221; de Freud, um número incontável de pessoas preocupou-se com coisas como o <span style="color:#990000;">&#8220;Complexo de Édipo&#8221;</span> e outras coisas mais. As mesmas gastaram somas incríveis de dinheiro deitadas no divãs, a serem alvo de &#8220;psicanálise&#8221; como forma de serem &#8220;curadas&#8221; de doenças mentais &#8211; algumas delas sem dúvida trazidas ao de cima devido ao poder da sugestão aquando da enumeração dos sintomas das doenças.</p>
<p style="text-align:justify;">O que é que os cientistas de 1909 diriam da citação seguinte, se lhes fosse trazida por um viajante do tempo?</p>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote><p><span style="color:#006600;">Qualquer pessoa que fosse ler os trabalhos originais de  Sigmund Freud poderia muito bem ser seduzida pela </span><span style="font-weight:bold;color:#006600;">beleza da sua prosa</span><span style="color:#006600;">, a </span><span style="font-weight:bold;color:#006600;">elegância dos seus argumentos</span><span style="color:#006600;"> e pela acuidade da sua intuição.</span></p>
<p style="color:#006600;">No entanto, <span style="font-weight:bold;">aqueles que possuem algumas bases científicas</span> ficaram chocados pelo abandono com o qual ele elaborou as suas teorias, baseando-se efectivamente no vazio de evidências empíricas.</p>
<p><span style="color:#006600;">Esta é uma das razões principais pela qual o estilo de psicanálise promulgada por Freud   esta desactualizada: o seu elevado consumo &#8211; os tratamentos podem durar anos &#8211; não é balanceado por evidências que confirmem a sua eficácia.</span> <span style="color:#ff0000;font-size:85%;">(1)</span></p></blockquote>
<p>O propósito do editorial da revista  <em>Nature</em> foi o de introduzir esta lição do passado no decadente mundo da Psicologia moderna:</p>
<blockquote><p>Se a Psicologia Clínica nos EUA quer-se manter viável e relevante no sistema de saúde moderno, ela tem que publicamente abraçar a ciência.</p></blockquote>
<p>Será que a neurociência cognitiva aprendeu as lições do passado? Aparentemente não:</p>
<blockquote><p><span style="color:#006600;">Existe um <span style="font-weight:bold;">imperativo moral</span> de transformar a arte da psicologia &#8211; presentemente em perigo de se desactualizar como as teorias de Freud &#8211; numa robusta e valorizada <span style="font-weight:bold;">ciência</span>, suportada pelas melhores pesquisas e economia de evidências.</span></p></blockquote>
<p>Os editores não identificaram o fundamento para a moral nem para a ciência.</p>
</div>
<hr />
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Será que Darwin é o próximo a cair? Será que ele é o vai ser o grande <span style="font-style:italic;">&#8220;já-era&#8221;</span> no ano de 2020? </span><span style="color:#008000;"><span style="color:#000000;">Certamente que sim.Reparem nos outros deuses do triunvirato, <span style="color:#990000;">Marx e Freud</span>. Com a excepção de alguns &#8220;fortes&#8221; académicos (<a href="http://darwinismo.wordpress.com/2009/10/21/eurodeputado-pede-a-saramago-que-deixe-de-ser-portugues/">e alguns escritores</a>), os seus vastos impérios foram totalmente destruídos. <a href="http://2.bp.blogspot.com/_onlP7SpGIHA/SuShhDsbF3I/AAAAAAAABIU/1BNChexnl4c/s1600-h/020+Marx.gif"><img style="float:left;cursor:pointer;width:258px;height:320px;margin:0 10px 10px 0;" src="http://2.bp.blogspot.com/_onlP7SpGIHA/SuShhDsbF3I/AAAAAAAABIU/1BNChexnl4c/s320/020+Marx.gif" border="0" alt="" /></a></p>
<p></span></span><span style="color:#008000;"><span style="color:#000000;">Sim, ainda existem ditaduras como a China, Vietname, Cuba e Coreia do Norte que exteriormente ainda se agarram à imagem de Marx, mas ninguém realmente acredita em coisas como &#8220;materialismo dialético&#8221; ou a &#8220;ditadura do proletariado&#8221; (não é assim, <a href="http://lovingword.wordpress.com/2009/09/06/van-jones-is-van-gone/">Van Jones</a>?).</p>
<p>As bases filosóficas e empíricas para o Marxismo e o Freudismo <span style="color:#666666;font-size:85%;">(se é que alguma vez elas existiram)</span> desmoronaram-se. Hoje em dia se alguém acha que o ateu Marx era brilhante, essa pessoa deveria fazer uma visita de estudo aos gulags (e aos campos de extermínio) e rever o vídeo da queda do Muro de Berlim. Do mesmo modo, se alguém acha que Freud era brilhante, esse alguém deveria ter a sua cabeça examinada.</p>
<p>A eminente queda de Darwin não vai por si só trazer uma nova era de paz intelectual e integridade. O inimigo das nossas almas e adversário de Deus vai-se certificar disso. As más ideologias tem que ser rapidamente substituídas pela Verdade, <span style="color:#800000;">portanto prepara-te com a Boa Nova e fica firme na Rocha </span> porque muitas pessoas desiludidas com o materialismo vão precisar de Deus.</p>
<p></span></span></div>
<p><span style="color:#008000;"><span style="color:#000000;"><br />
<hr /></span></span></p>
<p style="color:#666666;"><span style="font-size:85%;">1. Editorial, <a href="http://www.nature.com/nature/journal/v461/n7266/full/461847a.html" target="_blank"><em>Nature</em></a> 461, 847 (15 October 2009) &#124; doi:10.1038/461847a.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não pises nos meus memes...]]></title>
<link>http://bocadoogro.wordpress.com/2009/10/26/nao-pises-nos-meus-memes/</link>
<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 12:49:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>bocadoogro</dc:creator>
<guid>http://bocadoogro.wordpress.com/2009/10/26/nao-pises-nos-meus-memes/</guid>
<description><![CDATA[Olá! Atualizando com um pouco de pressa. Tenho de partir rumo ao desconhecido e inóspito Rio de Jane]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Olá! Atualizando com um pouco de pressa. Tenho de partir rumo ao desconhecido e inóspito Rio de Janeiro com suas vielas e ruas tortuosas (ok, admito, sou um pouco doentinho hahahahahaha).</p>
<p>O título para muitos não fará o menor sentido, mas não se preocupem, em breve irei falar do que se trata esses tais &#8220;memes&#8221;. Aguardem. O post de hoje é para citar um vídeo, pequeno, sobre a teoria da Evolução ser um argumento contra o Teísmo. Apesar da teoria bater de frente com algumas idéias Teístas, não colocaria como o autor do vídeo o fez ao colocar no youtube, com o título ao meu ver completamente tendencioso. &#8220;A teoria da evolução prova que Deus não existe?&#8221; Não ela não prova, máximo que ela pode fazer é levantar evidências que levem a dúvida se existe ou não um Deus. Ponto. Vejamos o vídeo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/aJz63BESzrk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/aJz63BESzrk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Infelizmente não consegui achar na íntegra esse vídeo nem a colocação de Christopher Hitchens a respeito da evolução e como funcionaria como argumento anti-teísta. Mas ao notar a resposta de William Lane Craig, notei algumas coisas que me deixaram intrigado. Os argumentos de sua resposta.</p>
<p>-Primeiro ele afirma que a idéia criacionista do mundo feito em 6 dias da gênesis e etc, NÃO É um componente necessário a fé Cristã. Isso realmente eu não entendi. Ele também afirma que a bíblia dá margem a diversas interpretações e que não necessariamente estariam ligada aos 6 dias como conhecemos. Os dias &#8220;daquela&#8221; época poderiam durar 200 horas como temos hoje e não 24h(essa parte eu entendi). Então qual seria a função de parte da gênesis, diga-se de passagem uma das mais importantes (a origem do mundo que vivemos)? Essa parte soa absurda logo pode ser descartada?</p>
<p>-Segundo ele afirma que as chances de em termos evolutivos o surgimento do genoma humano (e usa dados de dois físicos citados) é tão ínfima e improvável que &#8220;literalmente isso é um milagre logo Deus existe&#8221;. Discordo e acho que a colocação do termo &#8220;milagre&#8221; foi infeliz. Mesmo. Milagre por definição seria um &#8220;Fato sobrenatural oposto as leis da natureza&#8221; (definição do dicionário). Pois bem, não consigo ver como improbabilidade possa virar milagre. Não consigo ver também aonde a teoria da evolução de Darwin é &#8220;sobrenatural&#8221;. Do pouco que sei ela pode ser chamada de improvável, mais milagrosa? Acho que William forçou a barra exageradamente.</p>
<p>Se formos brincar com improbabilidades, posso usar uma pá de exemplos simples do dia-a-dia, mas que de certa forma retratariam a improbabilidade. Ser atropelado por um carro ao andar pela rua? Achar uma nota de 100 reais no chão? Ganhar na Loteria (essa então é bem absurda hehehehehe)? Vencer um sorteio? Tomar um bala perdida em um engarrafamento?</p>
<p>Apesar destes exemplos não estarem próximos matematicamente da improbabilidade do evolucionismo, eles possuem margens pequenas de acontecer no geral. Deveríamos então classificá-los como milagres? Então toda semana quase temos milagres na loteria. Sei que meus exemplos são parcos, mas o meu ponto é que improbabilidade NÃO constitui milagres.</p>
<p>Por final, sua conclusão final que os naturalistas e ateístas se apoiam na teoria do Evolucionismo como verdade. Ele até passa uma impressão de pouco desespero quando afirma &#8220;Não importa como&#8230;ELA TEM QUE SER VERDADE!&#8221;(supostamente imitando um Naturalista ou Ateu afirmando isso). Bem discordo de novo. Eu pelo menos não afirmo que Darwin é verdade absoluta e sou Ateu. Simplesmente acho sua teoria (pretendo estudá-la mais) satisfatória em diversos aspectos. Muito mais satisfatória do que recorrer a um Deus criador de tudo e manipulador de todas as constantes universais para que assim pudéssemos vir a existir. Isso para mim seria MUITO mais improvável que o surgimento do genoma humano. Pois além de tudo teríamos que calcular a probabilidade de um super ser, dotado de tamanhos poderes existir.</p>
<p>Bem, me estendi mais do que devia. Abraços a todos!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Considerazioni (in)attuali sul diritto naturale]]></title>
<link>http://lamorale.wordpress.com/2009/10/23/considerazioni-inattuali-sul-diritto-naturale/</link>
<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 08:25:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alex</dc:creator>
<guid>http://lamorale.wordpress.com/2009/10/23/considerazioni-inattuali-sul-diritto-naturale/</guid>
<description><![CDATA[(per Roberto e per Ivo)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/zZ0yxZPE4_U&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/zZ0yxZPE4_U&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>(per <a title="naturalismo kantiano" href="http://www.unisr.it/list.asp?id=5433" target="_blank">Roberto</a> e per <a title="L'Estinto" href="http://www.lestinto.it/" target="_blank">Ivo</a>)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Padrão Último]]></title>
<link>http://apdsji.wordpress.com/2009/10/12/o-padrao-ultimo/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 16:29:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>thimax77</dc:creator>
<guid>http://apdsji.wordpress.com/2009/10/12/o-padrao-ultimo/</guid>
<description><![CDATA[A Palavra de Deus versus a Opinião Arbitrária do Homem. Às vezes alguns críticos da Criação se refer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A Palavra de Deus versus a Opinião Arbitrária do Homem. Às vezes alguns críticos da Criação se refer]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Constituição enquanto sistema fechado: reflexões semânticas]]></title>
<link>http://distropia.wordpress.com/2009/10/06/constituicao-enquanto-sistema-fechado-reflexoes-semanticas/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 23:25:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciopontin</dc:creator>
<guid>http://distropia.wordpress.com/2009/10/06/constituicao-enquanto-sistema-fechado-reflexoes-semanticas/</guid>
<description><![CDATA[A idéia do contrato social surge em Hobbes para dar conta de certas facetas do chamado Corpo Polític]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A idéia do contrato social surge em Hobbes para dar conta de certas facetas do chamado Corpo Político, este corpo político expressa as demandas de um indivíduo moderno e pontencialmente egoísta. Esta situação anárquica na qual o indivíduo monádico é jogado por Hobbes causa uma certa confusão que só pode ser controlada pela emergência de um sistema normativo imposto de fora &#8211; mas ainda minimamente representativo das vontades egóicas dos indivíduos . Hobbes então elabora a idéia de contrato social para regular o comportamento de indivíduos, que agora deslocam seus corpos políticos do estado de natureza para o estado social.</p>
<p>Duas observações de ordem metafísica: para Hobbes, o indivíduo apenas adquire relevância enquanto indivíduo quando seu corpo é inserido para dentro do estado social &#8211; isso quer dizer, quando ele deixa de ter uma relevância monádica e individual para adquirir uma relevância social, quando ele é exposto ao contrato (e portanto, ao poder soberano). Esta sutileza Hobbesiana inspira escritores tão diferentes quando Agamben e Janine Ribeiro a investigarem as implicações da noção de contrato para a noção de indivíduo. Agamben vai fazer um elogio da situação anárquica, mas ele faz isso deixando de lado a noção de indivíduo egoísta defendida por Hobbes e tenta demonstrar como a inserção do indivíduo no campo político expõe  a vida humana a um controle estatal que acaba com as possibilidades criativas do indivíduo &#8211; que estaria melhor sem estado. Tal hipótese pode ser facilmente deixada de lado uma vez que percebemos que este <em>simplesmente</em> não é o caso. Indivíduos <em>não </em>estão melhores na situação anárquica &#8211; pelo contrário! &#8211; Hobbes, junto com todos os contratualistas, percebeu bem que a tendência da não-regulamentação joga os indivíduos na situação de dilema, causando <em>mais</em> conflito e <em>diminuindo</em> o espaço para expressão individual. O estado anárquico e o estado totalitário tem isto em comum: eles diminuem o escopo de expressão individual, um pela situação de dilema e o outro pelo fator não-representativo. Aqui, não se trata de re-inventar a roda, mas apenas de perceber que o movimento pela criação do estado moderno é justamente apresentar alternativas a organização anárquica e tirânica que se apresentava na Europa. Não é que as tentativas de auto-regulamentação não tenham sido tentadas, é que elas <em>não funcionaram.</em></p>
<p>A partir de Hobbes vemos o surgimento, então, de uma teoria do contrato social &#8211; que depois adquire os contornos de uma teoria da constituição. Daí temos na idéia de direitos fundamentais a tal da âncora para a representatividade do mecanismo (ou dispositivo, se preferirem) constitucional. Não quero perder tempo aqui com sutilezas maiores sobre teoria constitucional. Ao contrário, quero propor uma perspectiva semântica <em>fechada</em> para a interpretação da constituição enquanto um sistema de regras<em> auto-referente</em>.</p>
<p>Isso vai pressupor algumas coisas.</p>
<p>Estou aqui com influência do Wittgenstein, mais precisamente sobre a questão das regras e do seguir regras. Como seguimos regras? A partir de qual referente? Se a constituição é o referente que nos dá o set de regras que precisamos seguir, como devemos <em>montar</em> e sobretudo <em>interpretar</em> uma constituição.</p>
<p>Quero tentar trabalhar isso a partir da chamada estrutura Kripke para formalização de sistemas. Admito, com isso, que a constituição nos dá uma série de predicados que [1] podem ser seguidos e [2] são finitos. A partir disso, temos a estrutura básica de um set inicial [S] de domínio possível a partir do qual vamos destacar um número de princípios [I] que constituem o set <em>básico</em> de referências. Isso poderia ser chamado de &#8220;direitos fundamentais&#8221;. Os direitos fundamentais, portanto, dão o suporte referencial <em>direto</em> e <em>necessário</em> para o que segue em um formato legislativo.</p>
<p>As disposições não principais, ou seja que não estão contidas em [I] são relacionadas à estas de forma transitiva (direta) e conexa (coerente) , esta relação T-C é expressa logicamente de tal forma:</p>
<p>(<em>R</em> ⊆ <em>S</em> × <em>S</em>) com ∀<em>s</em> ∈ <em>S</em> (∃ <em>s</em>‘ ∈ <em>S</em> [(<em>s</em>,<em>s</em>‘) ∈ <em>R</em>)]</p>
<p>Isso significa que através da predicação dos estados em [S] por [R] temos um número infinito de possibilidades, de modalizações.  Mas <em>nem todas as predicações</em> serão transtitivas e conexas em I, portanto, apenas podem ser válidas aquelas expressoes modais que possam ao mesmo tempo serem coerentes com [I], este processo de determinação das modalidades extra-legislativas ou não-principais que são conectadas a constituição (ou ao corpo legislativo, de forma mais geral), é o chamado Labeling (nomeamento). Em princípio, o processo de labeling pode ser considerado incontrolável &#8211; parece que Derrida teria entendido isso bem. No entanto, esta é uma saída fácil para o problema aqui demonstrado. Como disse, é possível, sim, argumentar de forma consistente e direta as possibilidades linguisticas que estão de acordo com determinadas estruturas gramaticais prévias (assim como é possível determinar quais sentenças são ou não são gramaticalmente corretas, muito embora nossa capacidade de predicação seja infinita).</p>
<p>Assim, o processo de modalização constitucional poderia seguir um padrão coerente em termos M=(S,I,R,L).</p>
<p>Contudo, existe um problema em Kripke &#8211; e na forma analítica de lidar com a questão da predicação, de uma forma geral-, que é a linearização do processo lógico. Kripke cai de cabeça na questão do psicologismo ao expressar a forma de modalização em termos de labeling <em>direto</em>, precisamos também levar em consideração o quanto o processo de labeling e de modalização (ele mesmo) não pressupõe a temporalização das disposições gramaticais contidas em cada uma destes caracteres lógicos &#8211; ou seja, como elas pressupõem um mundo-vivido onde <em>predicamos </em>e um corpo-vivido que <em>predica</em> estas asserções.</p>
<p>Mas isso ultrapassa as questões semânticas e entra na segunda parte da minha reflexão, sobre a temporalização da semântica através da sintetização passiva e ativa destas regras.</p>
<p>Antes de prosseguir , alguns esclarecimentos:</p>
<p>- Quando eu digo que o direito tem uma linguagem privada, isso não significa que esta linguagem seja natural. O processo de constitucionalização é além do ponto que estou tentando colocar aqui. No entanto, no momento que existe algo<em> constituinte</em>, este algo sugere ao jurista um set de regras que funciona nos moldes de uma linguagem privada &#8211; mais ou menos como a linguagem computacional sugere um set de regras ao programador.</p>
<p>- A questão da consistência e da transitividade também não é natural &#8211; embora seja naturalizável. Estes critérios são colocados para dar um controle e um domínio de opções  possíveis (finitas) com as quais podemos trabalhar normativamente. Sem eles, o direito se torna impossível &#8211; e talvez seja justamente esta a conclusão natural que aqueles que trabalham com a questão da incontrabilidade do sentido precisam enfrentar: a interpretação desconstrutivista do direito torna o direito logicamente impossível, e torna a operação juridica uma piada onde qualquer predicação possível é aceitável a partir da premissa fácil e preguiçosa de que o sentido é sempre perdido, excetuada alguma revelação mística ou um ponto de vista privilegiado.</p>
<p>- Concordo que esta interpretação ainda não da conta do aspecto social e local da intepretação, mas esta parte da minha reflexão entra na parte temporal desta análise, que vai ser enfrentada posteriormente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vicente Blasco Ibañez]]></title>
<link>http://llibreseslectronics.wordpress.com/2009/10/06/vicente-blasco-ibanez/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 07:36:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joan</dc:creator>
<guid>http://llibreseslectronics.wordpress.com/2009/10/06/vicente-blasco-ibanez/</guid>
<description><![CDATA[De la Wikipedia: Nació en Valencia el 29 de enero de 1867. Hijo de Ramona Ibáñez y del comerciante G]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De la Wikipedia:</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/77/Blasco_Iba%C3%B1ez.jpg/200px-Blasco_Iba%C3%B1ez.jpg" alt="" width="200" height="267" />Nació en Valencia el <a title="29 de enero" href="http://es.wikipedia.org/wiki/29_de_enero">29 de enero</a> de <a title="1867" href="http://es.wikipedia.org/wiki/1867">1867</a>. Hijo de Ramona Ibáñez y del comerciante Gaspar Blasco. Cursó los estudios de derecho, en la <a title="Universitat de València" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Universitat_de_Val%C3%A8ncia">Universitat de València</a>, licenciándose en 1888, a pesar de que prácticamente no ejerció dicha carrera. Dividió su vida entre la política, la literatura y el amor a las mujeres, de las que era un admirador profundo, tanto de la belleza física como de las características psicológicas de éstas. Se definía como un hombre de acción, antes que como un literato. Escribía con inusitada rapidez. Entusiasta de <a title="Miguel de Cervantes" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Cervantes">Miguel de Cervantes</a> en torno a la <a title="Historia" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Historia">historia</a> y la literatura españolas. Años después, cansado de su vida de colonizador en la que cosechó grandes fracasos, Vicente Blasco Ibañez, uno de los novelistas más famosos de aquel cambio de siglo, marchó a <a title="París" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Par%C3%ADs">París</a>, coincidiendo con la llegada al poder de <a title="Cánovas del Castillo" href="http://es.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1novas_del_Castillo">Cánovas del Castillo</a> y el inicio de la <a title="Primera Guerra Mundial" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Primera_Guerra_Mundial">Primera Guerra Mundial</a>.</p></blockquote>
<p><a href="http://llibreseslectronics.wordpress.com/files/2008/12/vicente-blasco-ibanez-seleccion-de-cuentos.pdf">Vicente Blasco Ibanez.Seleccion de cuentos.</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Questões sobre a aplicação do princípio de seleção natural em diferentes entidades]]></title>
<link>http://distropia.wordpress.com/2009/10/05/questoes-sobre-a-aplicacao-do-principio-de-selecao-natural-em-diferentes-entidades/</link>
<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 03:30:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosfanton</dc:creator>
<guid>http://distropia.wordpress.com/2009/10/05/questoes-sobre-a-aplicacao-do-principio-de-selecao-natural-em-diferentes-entidades/</guid>
<description><![CDATA[Marcos Fanton Em continuação com meu último post sobre o conceito de &#8216;luta pela existência]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><strong>Marcos Fanton</strong></p>
<p>Em continuação com meu <a href="http://distropia.wordpress.com/2009/09/14/o-conceito-de-luta-pela-existencia-de-darwin-nas-origens-das-especies/" target="_blank">último post</a> sobre o conceito de &#8216;luta pela existência&#8217; de Darwin, este aqui vai discorrer sobre a discussão atual da aplicação do princípio de seleção natural e o conceito de &#8216;luta pela existência&#8217; em diferentes entidades.</p>
<p>Antes, vou resumir os resultados a que cheguei no último post: [1] o conceito de &#8216;luta pela existência&#8217; desempenha um papel heurístico na investigação dos fenômenos da natureza e da relação entre os seres vivos, já que, sem ele, corremos o risco de interpretar a natureza de maneira completamente errônea (vemos apenas uma “face da natureza”).  [2] a luta pela existência pode ser vista através de um fundo filosófico, no qual é parte do modo de ser de cada ser vivo, que se encontra em meio a um círculo de relações complexas, mútuas e não totalmente previsíveis entre outros indivíduos da mesma espécie, de outras espécies e, ainda, entre as condições físicas da vida (clima, solo, vegetação, alimento, etc.). Tal círculo foi denominado por mim, ainda que vagamente, de <em>habitat;</em> [3] o conceito de &#8216;luta pela existência&#8217; possui uma ligação de co-determinação com o princípio de seleção natural.</p>
<p>A discussão atual que vou me ater, então, é a seguinte: qual a unidade ou quais são as unidades básicas do princípio de seleção natural? E qual o nível que devemos observar a ação deste princípio?</p>
<p>Para Darwin, minha posição &#8211; não muito criteriosa &#8211; é de que somente os indivíduos de espécies evoluem de acordo com a seleção natural.</p>
<p>A proposta mais relevante após Darwin, é a de <a href="http://richarddawkins.net/" target="_blank">Dawkins</a>;, em seu <em>O gene egoísta</em>. Para Dawkins, a unidade na qual o princípio de seleção natural age precisa ter as seguintes características: longevidade, fecundidade e fidelidade de cópia.  Nesse sentido, a seleção natural tem impacto apenas em entidades que existam em grande quantidade (como cópias) e sejam <em>potencialmente </em>capazes de sobreviver durante um período significativo do tempo evolutivo  Dentro de tais critérios, diz Dawkins, apenas o <em>gene </em>pode ser levado em consideração. Ou seja, este também é o <em>nível de investigação</em>.</p>
<p>Já a entidade de Dawkins é denominada por ele <em>replicador</em>: um replicador sempre (deve) replica(r)-se a si mesmo de maneira igual, ou seja, é uma unidade genética suficientemente pequena para durar um grande número de gerações.</p>
<p>Porém, mesmo vendo a natureza no nível genético, Dawkins mostra que a luta pela existência também ocorre neste nível: cada gene compete “diretamente pela sobrevivência com seus alelos no <em>pool </em>gênico, pois seus alelos são rivais na conquista do mesmo <em>locus </em>no cromossomo das gerações futuras. Todo gene que se comporte de forma a aumentar as próprias chances de sobrevivência no <em>pool </em>de genes, à custa de seus alelos, tenderá, por definição, à sobrevivência&#8221;.</p>
<p>Além disso, Dawkins parece não deixar de lado, mesmo que vendo a natureza a partir dos genes, a noção rede de relações entre genes e mundo. Como um gene situa-se em uma rede radiante de poder fenotípico estendido (os corpos), do mesmo modo, esta máquina fenotípica é o centro de uma rede convergente de influências provenientes de inúmeros genes situados em outros centros. “O mundo todo – conclui Dawkins – é entrecruzado por setas causais que ligam genes a efeitos fenotípicos, próximos e afastados” . A construção de máquinas de sobrevivência só fez com que tais redes se tornassem verdadeiros feixes de relações – um modo de ver que certamente espantaria Darwin por sua complexidade.</p>
<p>Entretanto, Dawkins parece ser um tanto quanto ambíguo nas suas afirmações acerca da aplicabilidade da teoria da seleção natural em outras entidades além dos genes. Nos primeiros capítulos do livro ora analisado, Dawkins tece diversos argumentos visando refutar a impossibilidade dos indivíduos, das espécies ou de sociedades como candidatos possíveis à teoria dawiniana. Contudo, na introdução da trigésima edição e no capítulo acrescentado, <em>O longo caminho dos genes</em>, <em>d’O Gene Egoísta</em>,<em> </em>Dawkins inclina-se na tese de dois tipos de unidades de seleção natural: os replicadores (genes) e os veículos (corpos). Esta afirmação é altamente importante, porque seria de perguntarmos o modo de descrição dos diversos conceitos apresentados por Dawkins podem ser utilizados em ambos os níveis sem maiores considerações. Em todo caso, não é nesta obra<em> </em>que encontramos a argumentação para tanto.</p>
<p>Um dos autores que levou o debate de Dawkins adiante, com a tarefa de esclarecer melhor os conceitos utilizados pelos evolucionistas, é o filósofo da biologia <a href="http://www.etss.net/evolution/reviews/hull/david_hull_publications.htm" target="_blank">David L. Hull</a>. Em seu influente artigo de 1980, <em>Individualidade e seleção </em>(<em>Individuality and selection</em>), Hull reformula o conceito de replicador e adiciona uma nova entidade, o interagente (<em>interactor</em>). Se em Dawkins temos os replicadores produzindo cópias de si mesmos e lutando pela sua própria existência e de suas cópias, em Hull, tais tarefas são separadas. Os replicadores apenas replicam-se a si mesmos (ou seja, transmitem suas estruturas praticamente intactas), ao passo que os interagentes interagem diretamente com seu <em>habitat</em>, mas, em geral, replicam-se a si mesmo apenas indiretamente. Portanto, nesta definição, a luta pela existência é separada, em um dos conceitos, do princípio de seleção natural: o replicador apenas replica; não interage com seu meio. (HULL, 1980, p. 318-9).</p>
<p>Se continuarmos o debate, encontraremos, ainda, duas novas entidades elaboradas por Richard Lloyd: o <em>beneficiário </em>(<em>beneficiary</em>) e o <em>manifestador-da-adaptação </em>(<em>manifestor-of-adaptation</em>) (GOULD; LLOYD, 1999, p. 11905). Para deixar claro, todas estas entidades não são necessariamente as mesmas ou diferentes; são perspectivas nas quais é possível ao teórico visualizar a causalidade e os agentes do princípio de seleção natural. São, portanto, conceitos que tem uma finalidade eminentemente epistemológica. O melhor artigo que encontrei sobre este debate atual é de <a href="http://www.pnas.org/content/96/21/11904.full.pdf+html" target="_blank">Gould &#38; Lloyd</a>. A Stanford Encyclopedia tem um verbete específico sobre isso: <em>Units and levels of selection &#8211; </em>mas tem que estar com os conceitos na ponta da língua, caso contrário o artigo (vai) parece(r) grego.</p>
<p>Não vou me estender aqui. O que, realmente, precisamos manter em vista é que a principal questão neste debate é a identificação das entidades adequadas à aplicação da teoria darwiniana e em quais níveis esta teoria pode, de fato, ser aplicada. Ou seja, argumentam tais teóricos que, se Darwin colocou ênfase apenas em organismos (o que eu chamei, de indivíduos), deve-se, agora, ampliar esta perspectiva também para genes, espécies, grupos, parentes, colônias, e, até mesmo, ecossistemas inteiros.</p>
<p>Minha principal dúvida, neste debate todo, é entender se há a possibilidade de separarmos o conceito de luta pela existência do princípio de seleção natural <em>na mesma entidade</em> que designamos como aquela designada à seleção natural. E, do mesmo modo, se tal princípio não agiria de modo diferente, o que implicaria, nesse sentido, novos pressupostos teóricos. Além disso, como argumentei no post anterior, as descrições empíricas de Darwin são acompanhadas de um “corolário” metafísico, que descreve o modo de ser das entidades abarcadas por sua teoria. Minha pergunta é, então, se há alguma modificação neste tipo de descrição de Darwin em relação aos debates anteriores.</p>
<p>Por fim, gostaria de propor, para este debate, uma pergunta sobre o <em>tipo</em> de entidade na qual a teoria darwiniana pode ser aplicada – além das perguntas já estabelecidas sobre a unidade e o nível da seleção natural. Esta pergunta vai em direção ao modo como expus Darwin, isto é, com um pano de fundo filosófico, no qual está presente a descrição do modo de ser dos seres vivos. E, nesse sentido, caberia perguntar se ao modo de ser do ser humano pode ser aplicado conceitos como luta pela existência e princípio da seleção natural <em>do mesmo modo </em>como é aplicado a outros seres vivos.</p>
<p><em>Nós</em> <em>lutamos por nossa existência?</em> Ressalto, aqui, que esta expressão não deve ser inundada pelo impacto que ganha na semântica cotidiana. Como mostrei anteriormente, este conceito envolve, também, um círculo de relações complexas, mútuas e não totalmente previsíveis que um indivíduo possui, no qual lhe permite interagir com outros indivíduos da mesma espécie, de outras espécies e, ainda, com as condições físicas da vida. Porém, é adequada esta descrição do ser humano? Este questionamento não quer eliminar a biologia, mas, sim, procurar um modo de fazer biologia integrado a uma descrição filosófica do ser humano, o que sugeriria uma modificação mútua nas duas áreas.</p>
<p>Do contrário, se pudéssemos considerar apenas as descrições científicas como corretas para explicar o modo próprio de ser do ser humano, quem sabe, poderíamos ficar confortáveis com frases de teóricos como Dawkins:</p>
<blockquote><p>Para ser justo, outros tiveram intuições da verdade, mas foi Darwin que, pela primeira vez, montou uma explicação coerente e convincente de por que nós existimos. Darwin tornou possível uma resposta sensata à criança curiosa cuja pergunta serve de título a este capítulo [Por que as pessoas existem?]. Não temos mais que recorrer à superstição quando defrontados com os problemas profundos: há um sentido para a vida? Por que existimos? O que é o homem? Depois de formular a última dessas questões, o eminente zoólogo G.G. Simpson assim se expressa: ‘O que quero esclarecer agora é que todas as tentativas de responder a esta pergunta antes de 1859 são inúteis e que será melhor para nós as ignorar completamente.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os meios para um apostolado efetivo - contra o naturalismo moderno]]></title>
<link>http://textoscatolicos.wordpress.com/2009/10/02/os-meios-para-um-apostolado-efetivo-contra-o-naturalismo-moderno/</link>
<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 01:33:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alexandre Pinheiro</dc:creator>
<guid>http://textoscatolicos.wordpress.com/2009/10/02/os-meios-para-um-apostolado-efetivo-contra-o-naturalismo-moderno/</guid>
<description><![CDATA[Tratando do zelo pela conversão das almas no apostolado, o Pe. Tanquerey tem algumas considerações b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><BIG></p>
<p>Tratando do zelo pela conversão das almas no apostolado, o Pe. Tanquerey tem algumas considerações bem valiosas sobre os meios mais eficazes para conseguir o fim intentado; considerações essas que esbarram no apostolado praticamente naturalista que hoje vemos nas paróquias, apostolados sem vida interior, uma total “heresia das obras”.</p>
<p>“A primeira coisa a lembrar é que os meios empregados na prática do zelo diferem em efetividade e importância; existe entre eles uma hierarquia, sendo <strong>oração e sacrifícios os mais efetivos</strong>. O exemplo segue logo depois na ordem, <strong>palavras e ação tendo o último lugar</strong>. O exemplo de Nosso Senhor é bastante para nos convencer disso. Toda sua vida foi uma contínua oração e um contínuo sacrifício. Ele começou praticando o que ensinou aos outros, levando uma vida escondida por trinta anos antes de se dedicar a um ministério de apenas três anos de duração. Levemos em consideração o caminho tomado pelos apóstolos, que delegaram aos diáconos várias obras de caridade para que pudessem se dedicar mais amplamente à oração e à pregação do Evangelho “Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra” (Atos, VI, 4; caveat:  Bíblia Ave Maria). Deixemos as palavras de São Paulo ecoarem em nossos ouvidos: “Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer” (I Cor III, 7; caveat:  Bíblia Ave Maria).</p>
<p>(The Spiritual Life, Pe. Adolphe Tanquerey, Tan Books, 2000, p. 293-294)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A refutação do neodarwinismo através da simples evidência]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/10/02/a-refutacao-do-neodarwinismo-atraves-da-simples-evidencia/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 17:10:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/10/02/a-refutacao-do-neodarwinismo-atraves-da-simples-evidencia/</guid>
<description><![CDATA[« Horia Cretan, dono de uma loja na Avenida Zerega, no Bronx, passou de desconhecido a herói na tard]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>
<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/10/nykid-darwinism.jpg" alt="nykid-darwinism" title="nykid-darwinism" width="382" height="312" class="aligncenter size-full wp-image-12922" /><br />
</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">« Horia Cretan, dono de uma loja na Avenida Zerega, no Bronx, passou de desconhecido a herói na tarde da passada quarta-feira. Tudo porque, enquanto trabalhava, ouviu um grito e decidiu correr em direcção ao edifício em chamas de onde partira o pedido de ajuda.</p>
<p>Dentro do mesmo, um rapaz de quatro anos encontrava-se encurralado no quarto, enquanto o edifício ardia. Horia Cretan, subindo a escada de incêndio exterior do prédio, recebeu a criança dos braços de um bombeiro, ajudando nas operações de salvamento. »</p>
<p>(<strong><a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1379162" rel=" nofollow " target=" _blank ">ler notícia no JN, com vídeo</a>)</strong></div>
<p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
Para pessoas como Richard Dawkins, isto é, para um ateu qualquer, a Madre Teresa de Calcutá só é compaginável e imaginável como alguém que, evidentemente, calculou a  sua recompensa celeste. No entanto, o que move um ser humano, que não é religioso e que não espera nenhuma vida eterna, irromper numa casa em chamas, a fim de salvar uma criança desconhecida ?<br />
<!--more--><br />
As acções egoístas e agressivas e mesmo brutais, são muitas vezes fáceis de entender, porque quem assim age espera ser compensado. Porém, muitas vezes parece que as acções altruístas ― que não são tão raras como podem parecer ―  não têm qualquer motivo compreensível. </p>
<p>Podemos definir o altruísmo como um comportamento em prol de outrem, associado ao sacrifício próprio, realizado sem expectativa de uma recompensa de  fontes externas, ou pelo menos não realizado <i>a priori</i> por causa de uma eventual recompensa. </p>
<p>O mundialmente conhecido psicólogo Morton Hunt escreveu que <i>“até agora, é simplesmente desconhecido o que leva heróis impulsivos a arriscarem as suas vidas por pessoas estranhas; a investigação não oferece praticamente nada como resposta a esta questão”</i> <em><span style="font-size:10px;color:navy;">(“Das Rätsel der Nächstenliebe”, 1992)</span></em>. </p>
<p>A compreensão dos sentimentos do outro e a compaixão levam-nos a sentir o que a outra pessoa sente. Este é um processo enigmático; como e por que motivo  havia a natureza de nos dar sentimentos como os de uma outra pessoa desesperada ― isto é, sentimos o desespero dos outros sem olhar à nossa situação? </p>
<p>A filosofia quântica explica precária e  parcialmente este fenómeno através do conceito de “emparelhamento quântico” (do inglês, <em>“quantum entanglement”</em>) que faz com que as consciências universais estejam todas interligadas e interajam. </p>
<p>Segundo Schopenhauer, a compaixão é um sentimento contrário à natureza <span style="font-size:10px;color:navy;">(entendida aqui como &#8220;natureza macroscópica&#8221; onde são válidas as leis das ciências empíricas)</span>. </p>
<p>Através da pura evidência constatamos que tanto o “gene egoísta” de Dawkins, como o <i>animal laborans</i> de Karl Marx que, segundo este, veio substituir o <i>animal rationale</i> e, por isso, esbater as diferenças entre o ser humano e os outros animais ― <strong>através da evidência constatamos que o pensamento modernista tende a contrariar a própria essência do Homem.</strong> </p>
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Più alti che mai]]></title>
<link>http://oggiscienza.wordpress.com/2009/10/02/piu-alti-che-mai/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 08:19:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Federica Sgorbissa</dc:creator>
<guid>http://oggiscienza.wordpress.com/2009/10/02/piu-alti-che-mai/</guid>
<description><![CDATA[Pubblicate sul National Geographic le foto di uno degli alberi più alti al mondo e il risultato di u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3><em><a href="http://oggiscienza.wordpress.com/files/2009/10/redwood.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3227" title="Un particolare della foto di Mike Nichols" src="http://oggiscienza.wordpress.com/files/2009/10/redwood.jpg" alt="Un particolare della foto di Mike Nichols" width="220" height="466" /></a>Pubblicate sul National Geographic le foto di uno degli alberi più alti al mondo e il risultato di un&#8217;esplorazione di un anno nelle foreste californiane di sequoia </em></h3>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">Le foreste californiane di “redwood” – così gli americani chiamano la <em>Sequoia sempervirens</em> – custodiscono i veri giganti del regno vegetale. Si tratta in certi casi di piante che raggiungono la veneranda età di 2000 anni e l&#8217;altezza di 90 metri. Superfluo dire che lo sfruttamento intensivo  per la produzione di legno e i cambiamenti climatici hanno messo queste antichissime foreste in grave pericolo. Questo mese il <em>National Geographic</em> ha deciso di dare ampio spazio ai giganti verdi pubblicando l&#8217;immagine di uno dei più alti alberi mai fotografati (e la cui chioma è stata mappata con più accuratezza) e il risultato di un anno di esplorazione delle foreste californiane.</p>
<p style="text-align:justify;">Mike Nichols è l&#8217;autore della fotografia (la trovate <a href="http://www.npr.org/blogs/pictureshow/2009/09/redwoods.html?ft=1&#38;f=97635953">qui </a>in versione completa) di un albero di più di 1500 anni alto circa 91 metri. La foto ha richiesto un anno di lavoro ed è il risultato di una composizione di 83 immagini. Nichols ha si è avvalso dell&#8217;apporto di tre macchine fotografiche, un team di scienziati, un dispositivo dolly robotico, un giroscopio e tanta pazienza. Oltre a Nichols, National Geographic, con la collaborazione della Wildlife Conservation Society e la Save the Redwoods League, ha incaricato Mike Fay, ecologo statunitense noto per la sua traversata dell&#8217;Africa a piedi a scopo naturalistico, di esplorare da sud a nord per circa 3.200 chilometri<!--more--> il tratto di costa californiana e dell&#8217;Oregon occupata dalle foreste di sequoia – da Big Sur al fiume Chetco. Il viaggio, in cui Fay era accompagnato da Lyndsey Holm, ha richiesto un anno consecutivo di cammino e il risultato è disponibile in <a href="http://ngm.nationalgeographic.com/2009/10/redwoods/redwoods-interactive">questo sito</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Le sequoie sono state pesantemente protette nelle ultime decadi e il numero di esemplari sta lentamente crescendo. Il lavoro di mappatura di Fay e di altri naturalisti è uno degli strumenti fondamentali per la protezione di queste piante millenarie.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/C9LHjV48e9s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/C9LHjV48e9s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Naturalismo Falha Logo no Princípio]]></title>
<link>http://darwinismo.wordpress.com/2009/09/24/naturalismo-falha-logo-no-principio/</link>
<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 01:29:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mats</dc:creator>
<guid>http://darwinismo.wordpress.com/2009/09/24/naturalismo-falha-logo-no-principio/</guid>
<description><![CDATA[O Sabino alude neste post para um concurso que está a ser promovido pele Gene Emergence Project. Ess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:justify;">O Sabino <a href="http://alogicadosabino.wordpress.com/2009/09/20/queres-ganhar-um-milhao-de-dolares/">alude neste post</a> para um concurso que está a ser promovido pele Gene Emergence Project. Essencialmente o que o a instituição pede é que se demonstre como é que a vida pode ter surgido apenas como resultado das actualmente conhecidas forças da natureza.</div>
<p style="text-align:justify;">O que se apercebe logo deste empreendimento é que os naturalistas assumem que as mesmas forças que operam <span style="font-weight:bold;">dentro </span>da natureza são as mesmas forças trouxeram a formas biológicas a existência. Esta posição de fé tem muitos nomes sendo um deles o que eu já aludi em cima, nomeadamente, naturalismo.</p>
<p style="text-align:justify;">O naturalismo assume que as forças presentemente em operação são as únicas as quais nós podemos apelar como forma de explicar a origem e complexidade da vida. Para se vêr como esta fé é irremediavelmente errada, basta fazer esta analogia:</p>
<p style="text-align:justify;">Se duas pessoas estiverem a tentar entender a origem de um carro e uma delas afirmar que as forças que o trouxeram a existência são as mesmas forças mecânicas que fazem com que o carro trabalhe, o que é que o outro interlocutor diria? O mesmo provavelmente diria que esta posição não é lógica, uma vez que uma não implica a outra.</p>
<p style="text-align:justify;">O facto de forças mecânicas (e não só) operarem dentro do carro não implica que foram essas mesmas forças mecânicas que produziram o carro.</p>
<p style="text-align:justify;">Semelhantemente, o facto de conhecermos com algum relativo sucesso o funcionamento e a operacionalidade de algumas forças da natureza não implica que foram essas mesmas forças que originalmente criaram a vida.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">Outra coisa que este projecto mostra</span> é como o naturalismo ainda não explica a origem da vida de forma satisfatória (contrariamente ao que muitos ateus acreditam). É por estas e por outras <span style="color:#999999;font-size:85%;">(o falhanço do naturalismo para explicar a origem da vida)</span> que os ateus tentam desesperadamente separar a origem da vida da teoria da evolução.</p>
<p style="text-align:justify;">O que eles não entendem é que a origem da vida naturalista falha <span style="color:#990000;">exactamente pelas mesmas razões que a teoria da evolução falha</span> como explicação para o aparecimento de novas funções biológicas e novos orgãos: a origem da informação.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem uma explicação naturalista para a origem da vida, a teoria da evolução não serve de explicação para a origem da biodiversidade. Daí se entende a urgência ateísta em tentar descobrir a forma como a vida se criou a si mesma.</p>
<p style="font-weight:bold;text-align:justify;">Conclusão:</p>
<p style="text-align:justify;">Para nós cristãos, empreendimentos como estes são uma autêntica perda de tempo. Tentar descobrir como é que os incrivelmente complexos e especificados sistemas biológicos se criaram a si mesmos é o mesmo que tentar explicar como é que as forças mecânicas criaram o carro a partir de algo que não era um carro.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas este tipo de crenças absurdas faz parte da vida sem Deus. Quando nós rejeitamos aquilo que Deus falou na Bíblia, ficámos totalmente à mercê de qualquer &#8220;vento de doutrina&#8221;, e os ateus são um excelente exemplo disso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma epistemologia moral para a pornografia?  ]]></title>
<link>http://distropia.wordpress.com/2009/09/23/uma-epistemologia-moral-para-a-pornografia/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 06:57:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciopontin</dc:creator>
<guid>http://distropia.wordpress.com/2009/09/23/uma-epistemologia-moral-para-a-pornografia/</guid>
<description><![CDATA[por Fabrício Pontin Observação inicial: Todos os links são próprios para abrir no trabalho. O conteú]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><strong>por Fabrício Pontin</strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Observação inicial: Todos os links são próprios para abrir no trabalho. O conteúdo deste post pode te deixar nervoso se tu tiver tendências conservadoras. </strong></p>
<p style="text-align:left;">Existe uma certa tendência no vocabulário filosófico latino, de uma forma geral, a ignorar questões da chamada &#8220;baixa-cultura&#8221;. Existe uma filosofia da música, mas ela está preocupada com Shnitke, Bartók, Wagner e compositores que fazem parte da vida de uma porcentagem patética da população. Na melhor das hipóteses, conseguimos encontrar um que outro escrito situado na prateleira de contra-cultura, lidando com Pink Floyd, Radiohead ou coisas do tipo &#8211; no cenário brasileiro, creio que seria possível falar de Chico Buarque do Holanda, Caetano Veloso,  Tom Jobim, Tropicália. Jamais sobre Sepultura, Cartola ou mesmo Wando. No cinema, a tendência é parecida: falamos das obras de Bergman, de Woody Allen, do &#8220;profeta do vazio&#8221; Tarantino. Existe muito pouco  escrito &#8211; e quase sempre um teor paternalista &#8211; sobre a &#8220;baixa-cultura&#8221;, só se fala de comédias românticas para criticar o simulacro e a repetição, só se fala em filme de zumbi para criticar a hiperbolização da violência &#8211; quase sempre, diga-se de passagem, entende-se tudo errado. Isso é porque o vocabulário filosófico geralmente fala com a elite intelectual, e a elite intelectual, sabe-se, não escuta Wando<em>. </em> Quem estiver com vontade de ler o maior exemplo desta elite intelectual falando para a elite intelectual sobre as coisas da elite intelectual, pode se remeter ao patético texto de Adorno sobre Jazz.</p>
<p style="text-align:left;">Existe todo um mercado nos Estados Unidos para a chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pop_philosophy" target="_blank">pop-philosophy</a>, neste sentido, tu encontras coisas do tipo &#8220;<a href="http://www.amazon.com/South-Park-Philosophy-Something-Blackwell/dp/1405161604" target="_blank">South Park e a filosofia</a>&#8221; e ensaios longos a respeito de <a href="http://openlibrary.org/b/OL17246796M/Pink_Floyd_and_philosophy" target="_blank">Pink Floyd e transcendentalismo</a>, <a href="http://www.amazon.com/Bob-Dylan-Philosophy-Popular-Culture/dp/0812695925/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1253688406&#38;sr=1-1" target="_blank">Bob Dylan e as revoluções sociais</a>, <a href="http://www.google.com/url?sa=t&#38;source=web&#38;ct=res&#38;cd=1&#38;url=http%3A%2F%2Fwomensissues.about.com%2Fod%2Fteenpregnancy%2Fa%2FJunoAntiChoice.htm&#38;ei=dsS5SuP_A8yrlAe10LXbDg&#38;usg=AFQjCNHjpc3FWASgLTzw5JtJrP2t9U46hQ&#38;sig2=N42EjFXjx8r6w_gScX1e5w" target="_blank">Juno e questões reprodutivas</a> e muito mais. Claro, longe de mim querer elogiar esta tendência (embora ela venda livros, e temos que dizer algo sobre professores de filosofia capazes de vender para não-professores-de-filosofia), mas talvez ela já seja melhor que um certo autismo intelectual.</p>
<p style="text-align:left;">Tudo isso, para justificar meu ponto. De todas as formas de cultura cinematográfica, qual será a mais baixa? A mais vergonhosa? A que é colocada na parte isolada da tua locadora, longe dos olhos (claro, claro) dos meninos adolescentes?</p>
<p style="text-align:left;">Vamos falar, portanto, de pornografia.</p>
<p style="text-align:left;">Primeiro, como a gente define pornografia? O que é um filme pornográfico?<br />
Certamente é fácil identificar um filme pornográfico como &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_Throat_(film)" target="_blank">GARGANTA PROFUNDA</a>&#8220;! Ou &#8220;a segunda parte do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Caligula_(film)" target="_blank">calígula!</a>&#8220;. Mas daí estamos relacionando pornografia apenas com sexo explícito? Por exemplo, eu teria poucos pudores em dizer que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Requiem_for_a_Dream" target="_blank">Réquiem para um Sonho</a> é um dos filmes mais pornográficos que eu já assisti &#8211; mas no entanto, ele não tem cenas de sexo explícito. Tem pouquíssimas cenas de sexo, por sinal. Existem elementos claramente pornográficos em todos os filmes já dirigidos por Mel Gibson, e em quase toda a série 24 horas. Como lidamos com esta pornografia? Ela é mais ou menos aceitável que um filme <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gonzo_porn" target="_blank">Gonzo</a> onde quatro caras pegam uma menina, colocam ela dentro de uma van e atuam uma série de práticas sexuais? Pode causar certa confusão que eu tome certas liberdades com a etimologia de &#8220;pornografia&#8221; &#8211; que seria uma descrição de práticas de cunho sexual &#8211; para que ela também contemple filmes de ação, e filmes de ação especialmetne explícitos no retrato da violência. Só que isso faz sentido. A violência &#8211; física e mental &#8211; é parte integrante da forma como constituímos práticas sexuais, filmes de ação apelam para o sexual de forma parecida com os filmes &#8220;pornográficos&#8221;. A diferença é que em filmes de ação &#8211; <em>nem sempre</em> &#8211; os órgão genitais estão expostos ou a relação sexual apresentada está de fato ocorrendo.Mas quem assiste cinema <em>sabe</em> que os diretores de ação usam um ou dois truques que eles aprenderam com os diretores de filmes &#8220;explícitos&#8221; &#8211; e isso não é uma coincidência, é mais um reconhecimento que ambam trabalham com aspectos &#8220;eróticos&#8221;. Claro, aproximar &#8220;eroticismo&#8221; de &#8220;pornografia&#8221; é um crime para o intelectual, afinal, o erótico é sofisticado &#8211; ele representa uma falta de pudores sexuais. Enquanto o pornográfico é uma reificação, uma violência contra o ser humano. Ainda que eu possa reconhecer que existe uma distinção &#8211; quantitativa e qualitativa &#8211; entre erótico e pornográfico, me parece igenuo excluir a possibilidade de erotismo na pornografia; inclusive, não seria a pornografia uma forma específica de experimentar algo enquanto erótico?</p>
<p style="text-align:left;">Inicialmente, parece que os países que tornam a pornografia legal colocam todos estes filmes em pé de igualdade. Quero dizer, existe uma regulamentação peculiar para a pornografia, mas também existe uma regulamentação peculiar para o uso de dublês em filmes de ação. Neste caso, o estado tutela a proteção do corpo e da integridade física dos que estão entrando neste negócio &#8211; no caso dos filmes que envolvem sexo explícito, houveram diversos problemas envolvendo HIV, diabetes e outras infecções, especialmente nos anos 80, o que causou a necessidade de alta-regulamentação da atuação nestes tipos de filme. Mas convém manter a histeria sob controle aqui: o que causou a necessidade de regulamentação do dublê foi um problema de ordem parecida. Porque a tua profissão tem riscos, isso não significa que a tua profissão é imoral. Mas convencionou-se, que os filmes de sexo explícito &#8211; salvas honrosas exceções &#8211; são quase todos proibidos para menores de 18 anos, por diversas razões.</p>
<p style="text-align:left;">Quase todas estas razões são justificativas que apelam para o chamado &#8220;controle-social&#8221;, portanto, razões de fundo emotivista.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Um menino de 16 anos não tem maturidade suficiente para assistir uma cena de sexo anal!&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Uma menina de 15 anos não pode ser exposta a cenas de dupla penetração&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">Claro, eu imagino que estas mesmas pessoas acreditam que algo mágico acontece entre o dia <em>antes</em> do aniversário de 18 anos e o dia <em>depois</em> deste aniversário que dota estes indivíduos de uma nova clarividência moral &#8211; e os filmes que antes eles não tinham qualquer maturidade para assistir, agora são finalmente <em>suportáveis</em> do ponto de vista cognitivo. Mas o mais interessante, é que estes mesmos indivíduos certamente levariam o guri de 16 e a guria de 15 para ver o último filme do Batman &#8211; e comprariam a pipoca.</p>
<p style="text-align:left;">De todas as justificativas que eu já ouvi sobre a questão da idade mínima, a que mais me persuadiu foi a das <em>expectativas</em>. Que filmes pornográficos criariam expectativas indesejáveis sobre a forma como intimidade sexual é criada, e ainda por cima implicariam em óbvios problemas de imagem-corporal (nem todo mundo foi igualmente contemplado na distribuição de certas características fisiologicas-corporais, e quando tu tem 15 anos isso pode ser <em>particularmente</em> perturbador). Pois bem, mas também é verdade, então, que comédias românticas criam expectativas irrealistas sobre as dinâmicas de relacionamento ; filmes de guerra criam expectativas irrealistas sobre a dinâmica do campo de batalha; filmes de ação criam expectativas irrealistas sobre a queda de prédios e resistência à bala; filmes de super-herói criam expectativas irrealistas sobre a capacidade do ser humano em voar. O problema aqui, não passa por um certo reflexo &#8211; novamente, elitista &#8211; que a boa arte deve educar?  A boa arte deve ser informativa? Sobretudo, a boa arte deve ser <em>boa? </em></p>
<p style="text-align:left;">E quem disse que precisa ser arte?</p>
<p style="text-align:left;">Não quero aqui indicar que, sei lá, &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Behind_the_green_door" target="_blank">Por trás da porta verde&#8221;</a>, possa ser considerado um dos grandes filmes da história da humanidade. Pelo contrário, é um filme chato para caramba. Mas ainda assim, pessoas <em>assistem</em> pornografia bem como <em>escutam Wando</em>.  E muitas vezes, assistem pornografia <em>enquanto</em> escutam Wando. A questão aqui não é entrar no juízo estético sobre <em>se </em>e <em>como </em>estas são experiências sensoriais mais ou menos sofisticadas. Me interessa, isso sim, porquê a necessidade de falar de uma <em>sofisticação</em>, especialmente quando lidamos com questões de fundo estético.</p>
<p style="text-align:left;">Primeiro lugar, me parece que a sofisticação aqui serve para te distinguir do cara que não é sofisticado. &#8220;Eu sou capaz de perceber todos estes vinte elementos nesta sinfonia de Beethoven, e você aí escutando Ramones!&#8221;, &#8220;Mas tu não podes comparar Morangos Silvestres com Garganta Profunda, o grau de preocupação com enquadramento e argumento é simplesmente indisputavelmente superior no filme do Bergman. Agora, se queremos falar de &#8216;Por trás da porta verde&#8217; ou &#8216;Calígula&#8217;, é outra discussão&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Por trás da porta verde, caso vocês não saibam, é um dos filmes &#8220;pornográficos&#8221; mais famosos. Entre outras coisas, ele apela para a sofisticação. Ao contrário da maior parte dos filmes &#8220;pornô&#8217;, ele não segue aquela lógica de cenário porco, mulher feia, homem estranho e diálogo curto. Pelo contrário, os diálogos são intermináveis, as discussões tentam ser significativas, os enquadramentos são <em>experimentais</em>, e por aí a coisa evolui. O resultado? Um filme pornográfico que tu pode citar em um artigo acadêmico com um pouco menos de pudor &#8211; tente citar &#8216;Ninfetas Anais dão Adoidado #35&#8242;, para ver os resultados.</p>
<p style="text-align:left;">O que acho particularmente curioso aqui é que a &#8220;sofisticação&#8221; temática-conceitual permite que filmes como Calígula e Por Trás da porta Verde sejam colocados no panteão da alta-cultura, como temas de salão. São filmes de uma afetação e pretensão ímpar, que tem como centro o sexo explícito. No entanto, eles são respeitáveis porque <em>venderam</em> sua imagem como uma de reflexão a respeito do sexo &#8211; recentemente, o filme 9 canções tentou fazer algo parecido, ao mostrar sexo explícito sem ser um filme de sexo explícito.</p>
<p style="text-align:left;">O curioso, é que estes filmes continuam sendo procurados <em>por serem </em>filmes de sexo explícito. A única diferença é que tu pode colocar ele junto com o Sétimo Selo do Bergman sem o atendente na tua locadora te olhar estranho.</p>
<p style="text-align:left;">De todas estas tendências talvez a mais hilária &#8211; e a mais bem sucedida &#8211; seja a chamada PG Porn. Ou, &#8220;pornografia para menores&#8221;. Basicamente, são todos os elementos clássicos de um sketch pornográfico. Só que sem o sexo. A coisa começou como um experimento online, nos sites de stream, e agora tu acha ela no site especial da spike, <a href="http://www.spike.com/hub/pgporn" target="_blank">aqui</a>. Aqui, a questão é justamente deixar o troço como não-sofisticado &#8211; inclusive celebrar a não-sofisticação.</p>
<p style="text-align:left;">É importante lembrar aqui que os filmes de sexo explícito surgem junto com o cinema, eles participam inclusive do esforço que eventualmente torna o cinema um sucesso financeiro. Nos anos 70, com a popularização das cameras de pequeno porte, a industria pornográfica se tornou uma força relativamente grande &#8211; mas ainda eminentemente subterrânea. Do meio dos anos 70 até os anos 80 ocorre uma explosão, com o surgimento do VHS e a possibilidade de pedir filmes pelo correio &#8211; ou seja, tu poderia consumir pornografia sem te expor enquanto alguém que gosta de pornografia. Nos anos 90, a pornografia é o primeiro grande negócio a entender e usar a internet. Hoje, uma parte estatísticamente relevante do tráfego na internet é <em>apenas</em> dedicado para sexo explícito.</p>
<p style="text-align:left;">Contudo, precisamos questionar a pornografia, do ponto de vista moral?</p>
<p style="text-align:left;">Me parece que ela precisa ser questionada da mesma forma como qualquer forma de expressão é questionada. As partes envolvidas estão em acordo? As partes envolvidas podem <em>dispor</em> das coisas que elas acordam nesta relação? Existem formas de garantir que não existam abusos, ou punir os eventuais abusos?</p>
<p style="text-align:left;">Poderíamos até entrar em uma questão semiótica aqui, do tipo : &#8220;mas o ato sexual atuado não é o ato sexual real&#8221;. No entanto, este é o tipo de discussão sobre o tema que eu creio ser mais improdutivo. Ela é uma tentativa de sofisticar os termos com os quais falamos de pornografia, para podermos então, após a &#8220;limpeza conceitual&#8221;, lidar com a pornografia no panteão conceitual da filosofia, da sociologia e do direito.</p>
<p style="text-align:left;">Claro, basta uma breve visita aos principais sites de stream de conteúdo pornográfico para descobrir que certas práticas são <em>especialmente</em> aberrantes, e os chamados <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Snuff_movies" target="_blank">Snuff Films</a> estão aí para provar o quanto a coisa pode fugir do controle se não houver uma regulamentação forte do assunto. Sobretudo, é preciso falar de pornografia em termos abertos, largando de mão a superioridade intelectual e procurando apenas lidar com certas implicações da prática pornográfica que atentam contra a liberdade dos indivíduos ali retratados. Só que aqui é que mora o perigo.</p>
<p style="text-align:left;">Pois bem, qual concepção de liberdade? Qual concepção de pornografia? Qual concepção de proteção?</p>
<p style="text-align:left;">Se queremos proibir pornografia infantil, filmes retratando violência não-consensual, o chamado <em>snuff</em>. Como fazemos isso? Inicialmente, o controle é tragicamente limitado. Ainda que as polícias especializadas estejam se tornando cada vez melhores em coibir quem vende e consome pornografia infantil e filmes de abuso de forma geral, permanece claro que a grande maioria dos que fazem isso não são punidos.</p>
<p style="text-align:left;">Claro, o exagero é pensar que por isso deveríamos proibir a pornografia &#8211; e ponto. Primeiro lugar porque boa parte da população do planeta já assistiu um filme pornográfico na vida <em>e voltou a assistir depois</em>. Isso não é verdade sobre filmes de abuso. &#8220;<em>Mas e se fosse?&#8221; . </em>Bom, e se a lua fosse feita de queijo? Bom, daí a lua seria feita de queijo, a existência seria um pouco mais absurda e eu não seria eu aqui escrevendo este texto. Não tem como ficar hipotetizando todos os dados, é melhor a gente tentar fazer sentido dos poucos que a gente <em>tem!</em> E temos este dado: pessoas não gostam de sequer <em>pensar</em> sobre pornografia infantil. Em geral, indivíduos envolvidos com pornografia infantil despertam o ódio generalizado de todos membros da sociedade &#8211; menos a minoria envolvida com pornografia infantil.</p>
<p style="text-align:left;">Neste sentido, a vedação cultural e biológica a fazer sexo com crianças justifica a proibição e conteção social quanto à pornografia infantil. Mas e seu eu maximizar esta premissa? Me parece que alguns conservadores fazem justamente isso: a vedação cultural e biológica ao sexo casual (etc)</p>
<p style="text-align:left;">Só que Sexo Casual <em>não é a mesma coisa</em> que sexo com crianças. Ao admitirmos a pornografia, estamos admitindo que as pessoas envolvidas naquela prática tem autonomia e domínio sobre os seus próprio corpos. Eu posso questionar <em>a utilidade</em>, o <em>sentido</em> e mesmo <em>a estética</em> de um filme de Gonzo, ou de uma destas bobagens que o Multishow passa depois da meia noite com mulheres siliconadas passando filtro solar. Mas eu estou disposto a dizer que meu juízo a respeito destas práticas torna estas práticas inaceitáveis <em>para outros?</em></p>
<p style="text-align:left;">O argumento naturalista é que &#8220;pornografia não é natural, esta banalização do sexo é <em>perversa</em>&#8220;. Bem, de fato, a sexualidade humana <em>exige</em> que se diferencie o ato sexual-reprodutivo da relação-sexual. A relação sexual, ela mesma, está desde sempre imersa na cultura &#8211; uma lesma pode se reproduzir, mas uma lesma <em>jamais</em> poderia ser estuprada. Pelo menos ela não poderia <em>perceber-se</em> enquanto estuprada.</p>
<p style="text-align:left;">Mas se boa parte da população assiste filme pornográficos, então como exatamente a pornografia não é parte das experiências quotidianas? Excetuada a tentativa ridícula de criminalização das práticas quotidianas &#8211; e eu sei que isso soa perigosamente Foucaultiano &#8211; o argumento naturalista cai por terra. Até porque, o sexo, ele mesmo, não é exatamente natural. A reprodução é natural. Sexualidade? Muito pouco. Perversidade? Menos ainda.</p>
<p style="text-align:left;">A questão aqui passa pelo medo que a pornografia eduque nossas crianças pela gente. Claro, esta inversão de papéis é típica do &#8220;humanista preocupado&#8221;. A mesma preocupação que leva à tentativas de censura de música. Existe um medo terrível que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ron_Jeremy" target="_blank">Ron Jeremy</a> ou Axl Rose se tornem os exemplos de masculinidade para teu filho, ou Jenna Jameson e Courtney Love para a tua fila. Mas não podemos aqui indicar que uma prática é inaceitável apenas porque ela tem o poder de corromper a juventude &#8211; e não vou entrar em sutilezas Socráticas, porque prometi que ia tentar não inflar este insight com embates filosóficos inúteis.</p>
<p style="text-align:left;">Finalmente, e me encaminhando para o final da minha colocação acerca do tema:</p>
<p style="text-align:left;">Precisamos aqui minimizar o âmbito do que compreendemos como moral para que possamos <em>contemplar</em> certas práticas &#8211; que podemos não achar de particular bom-gosto &#8211; enquanto aceitáveis. Justamente isso que está em jogo ao permitir a pornografia &#8211; nos termos explícitos na lei &#8211; mas coibir a reprodução de situações sexuais que incorrem em crime. A questão da pornografia se torna importante menos por representar uma questão de juízo moral ou estético, mas por demonstrar a necessidade de minimizar o escopo da filosofia moral para que possamos tratar do quotidiano politicamente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Ex-ateu revela lado oculto do ateísmo]]></title>
<link>http://darwinismo.wordpress.com/2009/09/22/ex-ateu-revela-lado-oculto-do-ateismo/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 01:29:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mats</dc:creator>
<guid>http://darwinismo.wordpress.com/2009/09/22/ex-ateu-revela-lado-oculto-do-ateismo/</guid>
<description><![CDATA[O texto seguidamente exposto é uma tradução deste artigo. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">O texto seguidamente exposto é uma tradução <a href="http://creation.com/suicidal-atheist-converts-to-christ">deste artigo</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Depois do nosso artigo sobre o ateísmo ter sido publicado (<a href="http://creation.com/atheism" target="_blank">creation.com/atheism</a>),     um ex-ateu escreveu-nos a dizer como ele se tornou num cristão. O que se segue é um comovente email recebido na mesma altura em que um outro jovem cometeu suicídio.</p>
<p style="text-align:justify;">
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">À CMI,</p>
<p style="text-align:justify;">Não posso exprimir em palavras a minha gratitude <span style="font-size:85%;">[em relação ao vosso trabalho]</span>. Depois de batalhar com tendências suicidas devido à minha crença ateísta, eu converti-me ao Cristianismo há três anos atrás.</p>
<p style="text-align:justify;">O vosso ministério verdadeiramente salvou-me a vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu fui criado numa casa secular, e desde tenra idade eu fui cercado de propaganda ateísta, quer seja da escola quer seja dos órgãos de informação maciça. Sem surpresa alguma, eu tornei-me num ateu aos 12 anos.</p>
<p style="text-align:justify;">À medida que os anos passavam, e enquanto eu verdadeiramente tentava entender o mundo à minha volta, eu descobri uma verdade aterradora que tinha sido escondida a mim e a todos.</p>
<p style="text-align:justify;">É por esta razão que eu vos escrevo esta carta, uma vez que os vossos excelentes artigos sobre o ateísmo não revelam o quão profundamente os ateus enganam toda a gente, eles mesmo incluídos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os ateus constantemente declaram que eles podem  verdadeiramente viver uma vida feliz e realizada, no entanto isto é uma mentira e uma decepção que condena milhões de almas à escuridão.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora vocês revelem muito nos vossos artigos, vocês não destruíram a raiz.</p>
<p style="text-align:justify;">Pondo as coisas de forma simples, o ateísmo destrói a possibilidade de identidade pessoal, livre arbítrio, e um propósito objectivo e subjectivo.</p>
<p style="text-align:justify;">O ateísmo inevitavelmente conduz-nos ao naturalismo, e do naturalismo segue o grande esqueleto<span style="color:#666666;font-size:85%;"> [no guarda-fato]</span> que os promotores do ateísmo tentam esconder: determinismo.</p>
<p style="text-align:justify;">O determinismo é inevitável se se é um naturalista uma vez que tudo o que existe é a matéria (que veio a existir como resultado de processos naturais).</p>
<p style="text-align:justify;">Isto significa que a mente humana, o nosso maior tesouro, é redutível a matéria  restrita pelas leis físicas; os nossos pensamentos, as nossas emoções e as nossas acções são redutíveis para as reacções químicas dentro do cérebro.</p>
<p style="text-align:justify;">Poucas pessoas se apercebem, portanto, que isto destrói tudo o que faz de nós humanos. Se os nossos pensamentos, emoções e acções são apenas reacções químicas no cérebro, essas reacções são apenas os efeitos de reacções prévias, formando uma corrente indestrutível  até ao princípio do universo.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto significa que, tudo aquilo que fazemos, fazemo-lo porque temos que faze-lo. Não podemos fazer coisa alguma distinta daquilo que fazemos;  é simplesmente impossível.</p>
<p style="text-align:justify;">Todas as acções são o resultado de acções prévias numa linha contínua de eventos. Nós não somos diferentes de um dente de engrenagem <span style="color:#666666;font-size:85%;">(<span style="font-style:italic;">eng</span>: &#8220;cog&#8221;)</span> dentro de um relógio, ou diferentes de peças de um dominó em queda.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há diferença entre o abraço de um marido amoroso e a violência de um violador, ou entre um médico a tentar salvar uma vida e um genocida que mata a seu belo prazer, ou ainda entre as acções dos nossos grandes líderes e a inacção de um preguiçoso. Todas estas acções têm o mesmo valor no ateísmo.</p>
<p style="text-align:justify;">O propósito objectivo não existe, e o propósito subjectivo é incoerente! Se víssemos um robô a pegar numa garrafa de vidro, será que diríamos que esse gesto tem algum significado? Claro que não! Está apenas a fazer o que tem que fazer! Não consegue fazer outra coisa!</p>
<p style="text-align:justify;">Em que sentido é que o ateu pode dizer que ele, como pessoa, verdadeiramente existe? A matéria da qual é feito o nosso corpo é reciclado todos os 7 anos, e a nossa consciência aparenta cessar todas as vezes que vamos dormir. Portanto, em que sentido é que a massa de matéria que acorda de manhã a mesma que foi dormir, na noite anterior?</p>
<p style="text-align:justify;">Como podem ver, o ateísmo é verdadeiramente assustador.</p>
<p style="text-align:justify;">A maior parte dos ateus não sabe destas coisas, porque se soubessem, e se verdadeiramente compreendessem as consequências daquilo em que acreditam,  eu acho que eles reconsiderariam a sua posição.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi isso que eu fiz.</p>
<p style="text-align:justify;">Deus vos abençoe.</p>
<p style="text-align:justify;">Justin S., United States</p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
