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	<title>nelson-rodrigues &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/nelson-rodrigues/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "nelson-rodrigues"</description>
	<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 01:26:03 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Amor incondicional, paixão sem limites.]]></title>
<link>http://flueterno.wordpress.com/2009/11/28/amor-incondicional-paixao-sem-limites/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 01:07:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>rodrigoflu</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se distingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora.&#8221;</p>
<p>Nelson Rodrigues</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/BnAubDcwe6I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/BnAubDcwe6I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>&#8220;Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha&#8230;&#8221;</p>
<p>Nelson Rodrigues</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#8220;Aonde eu vou digo que a torcida do Fluminense é a melhor do mundo&#8221;</p>
<p>Romerito</p>
<p>&#160;</p>
<p>“É de arrepiar!”</p>
<p>Fred</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conversando com o mestre]]></title>
<link>http://fernandasouza.wordpress.com/2009/11/20/conversando-com-o-mestre/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 21:21:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>fernandasouza</dc:creator>
<guid>http://fernandasouza.wordpress.com/2009/11/20/conversando-com-o-mestre/</guid>
<description><![CDATA[Hoje lembrei das minhas conversas com o Nelson Rodrigues em 2005&#8230; sempre atual, as minhas pala]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje lembrei das minhas conversas com o Nelson Rodrigues em 2005&#8230; sempre atual, as minhas palavras e as dele.</p>
<ul>
<li><a href="http://fernandasouza.wordpress.com/2005/03/07/sexo-x-amor/" target="_blank">Sexo x Amor</a></li>
<li><a href="http://fernandasouza.wordpress.com/2005/03/08/mais-de-nelson-rodrigues/" target="_blank">Mais de Nelson Rodrigues</a></li>
</ul>
<p>Isso porque li no twitter do @<a href="http://twitter.com/rodriguesnelson" target="_blank">rodriguesnelson</a>:</p>
<p><em>A pior forma de ódio é o ex-amor. Ninguém perdoa aquele ou aquela que deixou de ser amado.</em></p>
<p>Ai, isso tudo é tão complicado que prefiro nem pensar.  É tão boa a vida com só o que ela tem de bom. É passageira, efêmera, instável, mas pulsa mais em minhas veias.</p>
<p>É como estar numa montanha russa, o frio na barriga é mais constante, mas também passa rápido. Não há a sensação do fim, estou sempre em loopings e com a eterna expectativa dos começos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Líria 1.5 - Intermezzo]]></title>
<link>http://cafasorridente.wordpress.com/2009/11/16/liria-1-5-intermezzo/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:33:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>cafasorridente</dc:creator>
<guid>http://cafasorridente.wordpress.com/2009/11/16/liria-1-5-intermezzo/</guid>
<description><![CDATA[Corte. Fluxo de consciência. Artifício literário de passagem de tempo. Luciano está sentado, ao lado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/bob.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1348" title="bob" src="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/bob.jpg" alt="bob" width="497" height="372" /></a></p>
<p>Corte. Fluxo de consciência. Artifício literário de passagem de tempo. Luciano está sentado, ao lado do Carlos Drummond, em Ipanema (ou seria em Copacabana?).</p>
<p>Fábio corre pela Barata Ribeiro. Câmera na mão o segue. Áudio é de arquejar e resfolego.</p>
<p>Corte. Luciano demoradamente faz cafuné em Carlos Drummond, em sua cuca de bronze.</p>
<p>Corte. Fábio atravessa a Princesa Isabel. Chega a praia. Defronte ao forte. Gosta muito da divisão Copa / Ipa. Copacanema. Porém, gosta mais do Jardim de Alá, cujo nome acha meio mágico. Oriundo de um conto de Sherazade.</p>
<p>Corte. Luciano acende vagarosamente seu cigarro. O vento apaga seu isqueiro por várias vezes. Esqueci de mencionar que estamos num sábado à tarde. Faz muito sol, e ao longe pode se ouvir os vendedores: ‘Olha o brownie, olha a larica!”</p>
<p>Fábio, esbaforido, passa os olhos pela multidão. Já procura Luciano há vários minutos. Não é de se preocupar com sumiço de amigos, porém para fins de enredo, está consternado com a ausência de Luciano. Esse, relaxado, digita essas linhas. Mas seu eu &#8211; lírico está sentado ao lado de Carlos Drummond. Alias, está sentado ao lado de sua estátua. Que por ser uma estátua de conto, pode coçar a têmpora. Que é o que ela faz agora.</p>
<p><a href="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/arte-escultura-brasil-carlos-drummond-de-andrade-leo-lima-detalhe11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1351" title="arte-escultura-brasil-carlos-drummond-de-andrade-leo-lima-detalhe1" src="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/arte-escultura-brasil-carlos-drummond-de-andrade-leo-lima-detalhe11.jpg" alt="arte-escultura-brasil-carlos-drummond-de-andrade-leo-lima-detalhe1" width="497" height="331" /></a></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>- Ai que preguiça! </em></span>(exclama Carlinhos, com voz de Macunaíma<em>)</em></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Sabe Carlos, te acho um bolha.</em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>- Luciano.  Qualé? Quem você acha que é? Sou o grande poeta nacional.</em></span></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- O grande poeta nacional é o João Cabral, é o Caetano&#8230;</em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>- Luciano. Caetano? Você ta louco?</em></span></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Reconheço que você tem aquela estrofe que é até bonita: “Não devia te falar, mas essa lua e esse conhaque deixam a gente comovido como o diabo.”</em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>- Só? É só isso salva da minha poesia?</em></span></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Só Carlos. Só isso. Agora fica quieto, que esse dialogo é imaginário. E te acho um bolha. Pior que você só o Rosa&#8230; Mania de neologismo besta!</em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>- Ai que preguiça </em>(Carlinhos se espreguiça, e levanta do banco)</span></p>
<p><span style="color:#808080;"><a href="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/terra_e_mar_colo_nosso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1354" title="terra_e_mar_colo_nosso" src="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/terra_e_mar_colo_nosso.jpg" alt="terra_e_mar_colo_nosso" width="330" height="412" /></a><br />
</span></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Esse cara é um idiota. Devia ter ido conversar com a estátua do Dorival</em>.</span></p>
<p>Decorridos alguns minutos, Fábio finalmente encontra Luciano, que discute com um vendedor de artesanato. Esse insiste que ela faça uma tatuagem de hena.</p>
<p><em>-<span style="color:#339966;"> Mas eu não tenho nada pra tatuar!</span></em><span style="color:#339966;"> </span>(estou mal-humorado. A conversa com Drummond me estressou)</p>
<p><span style="color:#993366;">- Ué, tatue o vazio então. Olha que coisa simbólica. Alguém com o vazio tatuado. A gente faz um corte e escreve ‘vácuo’ dentro. Em caracteres japoneses. Ideogramas! Última moda!</span></p>
<p>Fábio interpela Luciano, que está em vias de iniciar conflito físico com o hippie mal-cheiroso.</p>
<p><a href="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/rioantigo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1353" title="rioantigo" src="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/rioantigo.jpg" alt="rioantigo" width="497" height="321" /></a></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><em>- Lulu, eu não to entendendo nada. Que que a gente tá fazendo aqui no Rio? Por que você ta me usando nessa história? Esse conto não era a reminiscência de um diálogo amoroso seu no quarto de uma menina? A tal da Líria?</em></span></p>
<p>Magicamente tudo se torna preto e branco. Atmosfera noir cobre o Rio de Janeiro. Bondes vem em vão, trazendo e levando pecadores, tal qual numa ‘Vida como ela é’ do Nelson. Esse passa um cigarro a Luciano. Esse Nelson é o tuberculoso, com aquele olhar trágico e fundo, marcado pela fome. Antes de ter escrito o Vestido de Noiva.</p>
<p><a href="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/nelson-rodrigues.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1352" title="nelson-rodrigues" src="http://cafasorridente.wordpress.com/files/2009/11/nelson-rodrigues.jpg" alt="nelson-rodrigues" width="400" height="257" /></a></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Obrigado Nelson. È um grande prazer te ter aqui nesse conto.</em></span></p>
<p><em>- Olha Luciano</em> (tem aquela voz arrastada de bêbado. Na realidade, não bebe, sua ulcera é que lhe corrói as entranhas), <em>olha: Você deve responder o Fábio. Seus leitores também devem estar estranhando. O que você ta fazendo aqui? Não estava com a Líria e o zumbi? Naquele quarto?</em></p>
<p><span style="color:#339966;"><em>- Nelson, Fábio. Realmente, eu não estou aqui. Eu estou no trabalho, digitando essas linhas. E no momento, eu to só imaginando, como eu gostaria que tudo tivesse acontecido diferente. Naquela noite. Naquele quarto. Porque foi daí pra frente, que tudo foi pra merda.</em></span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#339966;"><strong><span style="color:#7d9c62;">(continua&#8230;)</span></strong><em><br />
</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Duas feras]]></title>
<link>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/11/16/duas-feras/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:00:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>ilhadeconcreto</dc:creator>
<guid>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/11/16/duas-feras/</guid>
<description><![CDATA[Sou um sujeito que &#8220;bate cabeça&#8221;, para usar uma expressão do candomblé, para uma entrevi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sou um sujeito que &#8220;bate cabeça&#8221;, para usar uma expressão do candomblé, para uma entrevista inteligente. E ainda mais quando ela reúne dois gênios da raça. Daí que, abaixo, reproduzo uma entrevista de 1978 entre dois pernambucanos soberbos. O genial Nelson Rodrigues e o não menos criativo e perspicaz Geneton Moraes Neto.</p>
<p>Na ocasião, o jovem repórter Geneton foi atrás do maior teatrólogo e cronista esportivo brasileiro em meio a uma partida entre Brasil e Peru, imagino que preparatória para a Copa do Mundo daquele ano. O mesmo Peru que na já referida competição, tomaria uma balaio de gols da Argentina e faria do Brasil campeão &#8220;moral&#8221; da Copa de 1978. </p>
<p>A entrevista? Bem, no mínimo, uma epopéia brilhante. No mínimo&#8230;</p>
<p>GMN : Quando foi que Nélson Rodrigues descobriu que nascera para escrever ? </p>
<p>Nélson : “A coisa é a seguinte : escrever para mim,muito mais do que uma decisão profissional,é um destino.Escrever é o meu destino ! Não é um caso de opção.Eu só tinha esta opção,uma vez que nasci assim”. </p>
<p>GMN : O senhor se considera um escritor por vocação ?</p>
<p>Nélson : “Digo que,no meu caso,eu nem precisava de vocação,porque o negócio era o óbvio – o óbvio ululante ! Eu tinha de ser aquilo. Se você chagasse junto de mim e pedisse para eu ter outra profissão,podia até dar dinheiro para que eu tivesse outro destino,não seria absolutamente possível”.</p>
<p>GMN : O início foi com ficção ou com jornalismo ?</p>
<p>Nélson : “Eu estava no quarto ano primário na Escola Prudente de Morais.Uma dia,a professora – que mandava a gente desenhar e colorir uma vaca de estampa,para que nós,alunos,fizéssemos em torno da vaca toda uma história – disse : “Olhem aqui : Hoje,vocês vão ter de escrever da próprio cabeça.Agora não é mais sobre a vaca pintada”. E então deixou que cada um de nós fizesse o seu drama,o seu projeto dramático.<br />
Duas histórias tiveram o primeiro lugar.A do meu adversário era um a história de um daqueles magnatas que davam passeios.Ele descrevia o passeio de um rajá no seu elefante favorito.E pronto.A minha foi inteiramente diferente.Eu fiz a história de uma moça que era uma fera.Quase uma dama do lotação.Um dia,o marido chega em casa mais cedo e,quando empurra assim (imita o gesto de alguém forçando o trinco de uma porta) . Entra em casa,segura o amigo traidor e enfia nele uma faca. Eu tive o primeiro lugar e empatamos.O prêmio ao rajá e ao respectivo elefante era uma concessão ao convencional.</p>
<p>Isto foi a primeira vez em que eu era ficcionista.Todo o meu futuro está aí. Era a história de uma pobre adúltera que morreu de maneira tão melancólica.O traidor morreu também de maneira melancólica : direi,a bem da verdade,que a minha história causou um horror deliciado.Eu era,para todos os efeitos,um pequeno monstro.</p>
<p>Eu comecei com treze anos a trabalhar como jornalista profissional e repórter : esse é o caso. Não teria jeito: eu teria de meter uma bala na cabeça…”. </p>
<p>GMN : Para o senhor – que é considerado um mestre nesse ofício – o que é necessário para retratar, num texto teatral, o mundo desses personagens suburbanos das nossas cidades?<br />
Nélson : “Em primeiro lugar, o sujeito tem de ser ficcionista. Precisa ser inteiramente sensível ao primeiro chamamento da profissão. Não basta apenas o gosto. Não é apenas uma facilidade, mas um destino” (pronuncia em tom dramático esta palavra)</p>
<p>GMN : A inspiração é uma entidade que existe para o senhor? </p>
<p>Nélson : “O negócio da inspiração é o seguinte : eu considero a inspiração,ao contrário de Valèrie, que só via a máquina individual do ficcionista. Aquilo é uma coisa que o ficcionista apura com o tempo, desenvolve com a experiência”.</p>
<p>GMN <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> entre as peças que escreveu, qual a que o senhor considera como definitiva, como a obra acabada do dramaturgo Nélson Rodrigues?</p>
<p>Nélson : “O mais importante para mim,até o momento,é o dramaturgo. Volta e meia, me sinto muito perplexo diante de certas manifestações que me induzem ao teatro, embora o teatro tenha um defeito : tenho de vez em quando vontade de fazer certas experiências não teatrais dentro da área de literatura, mas sem ter nada de dramático”.</p>
<p>GMN : Dentre as peças já escritas,qual é a predileta?<br />
Nélson : “ Tenho várias prediletas. Eu diria mesmo que são todas as prediletas.Não tenho prediletas(ri). Todas são favoritas. Já pensei muito em querer discriminar qual a minha melhor peça, mas não sei”.</p>
<p>GMN : Que autores brasileiros de hoje o senhor considera como verdadeiros artistas do teatro?</p>
<p>Nélson : “Vou pular esta,porque tenho autores que são inimigos meus. Pior do que o inimigo é o amigo. Um autor que é um amigo tem todos os defeitos…” </p>
<p>GMN :O senhor diz sempre que “a admiração corrompe”. É o caso ? </p>
<p>Nélson :“É isso, é o caso. A admiração corrompe. O amigo que é o nosso maior torcedor não é o maior coisa nenhuma, porque, ele próprio, não consegue se prender. Então,começa a fazer insinuações e etc…Como eu sinto, evidentemente, o nosso amigo, o inimigo, com a maior facilidade, então eu prefiro o inimigo” (ri).</p>
<p>GMN : Se o senhor fosse levado a fazer uma hipotética opção entre o teatro e o jornalismo, qual dos dois preferiria?</p>
<p>Nélson : “O teatro ! E não é um problema de qualidade intelectual não”.</p>
<p>GMN : O jornalismo brasileiro continua padecendo de objetividade? – que o senhor considera uma “doença grave”?</p>
<p>Nélson :“O idiota da objetividade é o jornalista que tem grande fama, todo mundo, quando fala dele, muda de flexão. Mas eu acho o idiota da objetividade um fracasso. Isso num julgamento absoluto. O idiota da objetividade é também um cretino fundamental”.</p>
<p>GMN : Quais foram as causas da ocorrência desse culto à objetividade que, no conceito do senhor, corresponde à falta de emoção?</p>
<p>Nélson : “Pois é, é esse o negócio (ri de novo). É a falta de complexidade do sujeito que diz só a coisa certa ou aparentemente certa e não vê que todo fato tem uma aura. A verdade é que o fato só, em si mesmo, é uma boa droga. Olhe aí (e mostra a crônica “A Desumanização da Manchete”):</p>
<p>O “Diário Carioca” não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma conexão: o fato e a sua cobertura. Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção da população. Outro exemplo seria ainda o assassinato de Kennedy. Na velha imprensa, as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy-desk, sumiu a emoção de títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira página, por exemplo, do “Jornal do Brasil”. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver, ainda quente. Uma bala arrancara o seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto na manchete. Havia um abismo entre o “Jornal do Brasil” e a cara mutilada. Pode-se falar na desumanização da manchete”.</p>
<p>GMN : A ausência de um ponto de exclamação numa manchete faz falta ao leitor comum?</p>
<p>Nélson : “Faz. Eu digo o seguinte: na minha infância,havia primeiro o “Correio da Manhã”, um jornalaço. E havia “A Noite” – que vendia muito mais. E era um jornal muito mais amado pelo leitor. “A Noite” era um jornal amado (acentua a voz, ergue os braços). O sujeito comprava “A Noite” disposto a ler ou disposto a não ler. Não fazia mal isto. Ler ou não ler era um detalhe insignificante. Mas o povo gostava desse jornal. E esse antigo jornalismo permitia, por exemplo, que você fosse fazer a cobertura de um incêndio e levasse na mão uma casa de pássaro, uma gaiola e metesse a gaiola com um pássaro lá num certo ponto da casa em chamas. E aí o repórter que não era idiota da objetividade dizia que o nosso querido fotógrafo ouviu toda a cantoria do canário. E terminava dizendo: “Morreu cantando” (a essa altura, Nélson Rodrigues concede uma entonação teatral a esta frase). O repórter fora cobrir um incêndio. Mas o fogo não matara ninguém. E a mediocridade do sinistro irritara o repórter. Tratou de inventar um passarinho: enquanto o pardieiro era lambido, o pássaro cantava, cantava. Só parou de cantar para morrer.<br />
A história desse canário fez um sucesso tremendo. Um sujeito queria uma vala especial para o canário, o nosso querido canário cantor. Era lindo. O jornalismo de antigamente era mais ou menos assim. Hoje, a reportagem de polícia está mais árida do que uma paisagem lunar. Lemos jornais dominados pelos idiotas da objetividade. A geração criadora de passarinhos parou em Castelar de Carvalho, o autor dessa reportagem sobre o incêndio. Eis o drama: o passarinho foi substituído pela veracidade que, como se sabe, canta muito menos. Daí porque a maioria foge para a televisão. A novela dá de comer à nossa fome de mentira”.</p>
<p>GMN : Que fatos ou situações brasileiras o senhor contemplaria com um ponto de exclamação numa manchete de jornal?</p>
<p>Nélson : (pensativo, com olhar distante) – “Deixe-me ver… O negócio é o seguinte: houve num desastre uma coisa atroz que foi uma explosão. Morreram seiscentos sujeitos, segundo as manchetes da ocasião. Todo mundo fazia coro… E outro caso de repórter que não era idiota da objetividade: o sujeito foi fazer a cobertura de um desastre de trem. Geralmente, em desastre de trem, morria gente pra burro. Agora, morre muito menos, não sei porque. </p>
<p>Mas qual é o fato ? Deixe-me ver…Ah, o suicídio de Getúlio Vargas foi de uma brutalidade incrível. Uma coisa bonita é que foi uma coisa misteriosa, aí é que não entrou objetividade nenhuma. Morreu, então o cara passa a ser um deus. O que é que você pode fazer contra o cara? Deu um tiro no peito, ia ser deposto. E só porque ia ser deposto ele se mata. </p>
<p>Veja só: no princípio da minha infância havia o pacto de morte. Havia sujeitos que se amavam tanto que já não suportavam mais o próprio amor. Então, o que fazia ele? Propunha à pequena o suicídio, um pacto suicida. Rara era a pequena que duvidava. O lindo era a vontade, o encanto com que esse par de amorosos se matava e cumpria o seu destino. Esse é que é o caso”.</p>
<p>GMN : Quer dizer então que na história recente do Brasil o suicídio de Getúlio Vargas seria o último grande fato que mereceria um ponto de exclamação do senhor numa manchete de jornal?</p>
<p>Nélson – “Olhe: quando eu digo merecer a manchete de jornal… (interrompe, olha para a televisão, comenta a iminência de um gol da seleção brasileira, distrai-se, retoma a conversa de um ponto anterior). Você compreendeu como é o caso? Antes de certo tempo aí, achavam que era uma coisa gravíssima o sujeito se matar, era uma covardia. E nem ele nem a menina acreditavam que isso fosse um defeito, o defeito de se matar: alguém ter o direito de destruir o próprio amor e o amor do outro. Mas os dois se destruíram. O sujeito achava que era uma maneira de coroar o próprio amor.<br />
Agora, a nossa realidade está realmente muito pobre, muito vazia, sem um certo apelo dramático. Ninguém hoje quer morrer, ninguém quer se suicidar ! . Ali o sujeito só queria destruir o amor. E aí a sogra ia cuspir na morte do sujeito que lhe matara a filha”.</p>
<p>GMN : O senhor lê a chamada imprensa alternativa?</p>
<p>Nélson – “Alternativa o quê?”</p>
<p>GMN : A imprensa alternativa, esses novos jornais que têm surgido, o senhor lê ?</p>
<p>Nélson : “Eu leio de vez em quando mas não faço questão, porque jornal é uma coisa inquietante. O jornal não é o jornal do dia, é o jornal da véspera. Há anos não leio um jornal que não seja rigorosamente o jornal da véspera. Só sai o jornal da véspera e nunca o jornal do próprio dia. São fatos da véspera , figuras da véspera. O fato do dia não existe e ou só existe para rádio e as TVs. No passado, a notícia e o fato eram simultâneos. O atropelado acabava de estrebuchar na página do jornal. E assim o marido que matava a mulher e a mulher que matava o marido. Tudo tinha a tensão, a magia, o dramatismo da própria vida. Mas, como hoje só há jornal da véspera, cria-se uma distância entre nós e a notícia, entre nós e o fato, entre nós e a calamidade pública ou privada. Servem-nos a informação envelhecida. Nós, jornalistas, é que estamos mais obsoletos, mais fora de moda do que charleston, do que o tango”.</p>
<p>GMN :Não há nenhum fato do dia…</p>
<p>Nélson – “Pelo menos a gente tem essa impressão. O que nós chamávamos antigamente de furo não existe mais. Todos hoje acham que podem viver sem o furo, ao passo que, no meu tempo, quando eu era garoto, um furo de reportagem era tudo. Era o grande momento da carreira.</p>
<p>Agora, para falar de manchete, outro fato formidável foi o seguinte: antigamente, o Largo do São Francisco era o local próprio para o sujeito se manifestar. E quando havia muitos interessados em se manifestar, havia o diabo, o diabo! Um dia, fizeram uma coisa qualquer com o chefe de polícia. E o chefe de polícia – que era um santo – assinou uma portaria proibindo os estudantes não sei de quê nem ninguém sabe. Tudo que houve foi por conta da falta de bossa, da falta de inteligência dos nossos queridos estudantes. E então os estudantes resolveram fazer um “enterro” do chefe de polícia – que era um velho general, sujeito que acreditava em honra, num tempo em que ninguém sabia o que era honra. O general era um santo homem e então achou que aquilo era brincadeira de estudante. E lá foi ele dizendo aos queridos investigadores que não queria machucar ninguém. Nada de bala, nada de punhal, dizia o nosso general. E no dia do “enterro”, os estudantes carregavam o caixão, todos levando uma vela acesa. Era uma coisa só, com mil vozes cantando a marcha fúnebre, dando vivas à morte. Dois ou três homens de polícia, furiosos com a questão, simplesmente acharam de matar três estudantes. Aí foi aquela coisa tremenda. Houve então uma manchete, a manchete mortal da imprensa brasileira. Um jornal descobriu uma manchete fantástica (muda a flexão de voz, entusiasmado). A manchete quase derruba a presidência da República, a vice-presidência, o chefe de polícia imediatamente se demitiu, foi embora, não quis mais nada, achando-se culpado. Inventaram uma manchete que até hoje eu gosto de ouvir…”</p>
<p>GMN : Qual foi? </p>
<p>Nélson : “Era assim: “Primavera de Sangue” (pronuncia cada uma das sílabas devagar, como se saboreasse as palavras). A manchete quase derruba o presidente da República, o ministro da Guerra, um negócio terrível. E tudo isso pela beleza que se atribui à manchete. Quero dizer que, se você quiser, com uma frase bem trabalhada, você resolve o caso.”</p>
<p>GMN <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> e quando foi essa manchete?</p>
<p>Nélson : “Eu era garoto, tenho agora sessenta e cinco anos. E foi na altura dos meus dez anos. Agora, eu sei disso tudo pelas informações do pessoal. O cara que fez esta manchete ganhou uma fortuna, quinhentos mil réis. Só o Rockfeller tinha esse dinheiro na ocasião (ri)”. </p>
<p>GMN :O senhor se interessa por política partidária?<br />
Nélson : “Eu não sou ninguém para dizer certas coisas, mas o bom no brasileiro é que ele, sem saber de nada, diz coisas horrendas”. </p>
<p>GMN : Quais são os políticos brasileiros que o fascinaram ou fascinam hoje? Existe algum nome que o senhor queira citar?</p>
<p>Nélson (Pausa de alguns minutos, ele está pensando) : “Num desses momentos, quem é o sujeito? Já começo a ficar amargurado, porque para achar um sujeito, poder dizer um político interessante… Eu acho que só Napoleão Bonaparte ! (ri)”.</p>
<p>GMN : O senhor já disse que um dos traços do caráter nacional é o fato de que o brasileiro adere a qualquer passeata. Quais seriam os principais traços do nosso caráter nacional?</p>
<p>Nélson : “O brasileiro é um tipo gozadíssimo. O diabo é que o brasileiro não pode se esforçar muito porque, senão, cai na chanchada trágica. O brasileiro é um sujeito que gosta de fazer farra, é um desses que, em pleno velório, põe a mão na viúva. E a viúva é também um caso sério porque este negócio de viúva vocacional é um fato. Há realmente um repertório sensacional de casos. O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro. Houve um tempo em que nem o Departamento de Pesquisa do “Jornal do Brasil” sabia quem era o brasileiro.Mas se um sujeito se apresentava como brasileiro, as pessoas de bem respondiam: “Não te conheço!”. E muitos duvidavam que o Pão de Açúcar ou o poente do Leblon fossem brasileiros.<br />
Olhe: houve tempo em que a mulher mais séria do mundo, mais digna, mais respeitável se deixava envolver por um poeta, se abandonava por um soneto. Era outra vida. De repente eu fico olhando: era outra vida, outro homem. E havia a figura do bêbado. Hoje, o bêbado é um sujeito que a psicanálise cura depois de quinze anos de tratamento, quando, aliás, a cura já não adianta mais nada. Eu tinha um tio que se enamorou da minha tia Yayá. E se você perguntar “Qual foi o maior homem que você viu no mundo?”, eu acho que esse tio está no segundo ou terceiro lugar, porque o desgraçado, ele amava a minha tia Yayá. Ele já não precisava mais beber para estar bêbado, de alto a baixo. E, com isso, fazia uma considerável economia de dinheiro… Em minha família houve um bêbado indubitável, foi este meu tio Chico. Como sujeito que bebe muito, ele durou pra burro. Morreu com oitenta e tantos anos, sempre bêbado, rigorosamente. Vem desse tio antigo o meu horror ao bêbado. Mas ele me ensinou também uma série de coisas lindas. Por exemplo: o amor. Meu tio Chico me ensinou a amar. Embriagou-se em cada minuto da lua-de-mel. Bebeu antes, durante e depois. Yayá costurava para o casal não morrer de fome. Mas eu, menino, queria amar e ser amado como esse alcoólatra enlouquecido. Era um amor que hoje não existiria. A minha tia Yayá deu graças a Deus que ele tivesse se apagado. Agora ninguém ama mais, eis o que comecei a descobrir desde os treze anos de batalha. Você ponha aí: o meu tio Chico e sua bem amada Yayá. Era um negócio impressionante.”</p>
<p>GMN : Por que é que o senhor diz, desse jeito, que hoje ninguém ama mais ?<br />
Nélson : “Meu bem, se a evidência objetiva e espetacular vale alguma coisa, o homem não ama mais. E não ama mais porque o nosso cenário se povoa de sujeitos que são débeis mentais absolutos. O sujeito já não acredita em amor, pra começo de conversa. Não acredita em amor. O sujeito acha que todo mundo é a mesma coisa, e apesar disto, se diz marxista. É uma coisa esterilizante que há na vida brasileira, sobretudo carioca. O carioca é esse sujeito fascinante só na base dos defeitos que tem. Arranja logo casamento e é uma besta. E todo mundo diz: “Oh, que coisa, que amor!”.<br />
E eu me lembro de uma menina grã-fina mesmo… Aliás, diga-se de passagem que eu não acredito na existência da grã-fina nem do grã-fino. Dou-lhes este nome. Mas é incrível esse negócio da mulher moderna (fala com a voz arrastada, como se entoasse um lamento). Nunca ela foi tão infeliz e tão pouco feminina. Eu tive um cachorro, o nosso querido Boogie-Woogie, que ficava diante da minha casa amando sua querida cachorra. Ela ficava lá, digníssima, empinada, recebendo as homenagens. Os carros passavam e achavam o cachorro louco. E esse nosso amigo, o cachorro, era muito mais humano que a mulher dos nossos tempos. Elas se meteram a bestas”.</p>
<p>GMN : O brasileiro continua sendo um “Narciso às avessas que cospe na própria imagem”, como o senhor dizia?</p>
<p>Nélson – “Continua, continua !”.</p>
<p>GMN : Qual é o remédio para isso?</p>
<p>Nélson : “O remédio para isso? Nunca. Para isso não há remédio. Veja que o Brasil ganhou três vezes o campeonato mundial. Se ganhou três vezes, e se o brasileiro não fosse o otário que é, estava tudo salvo, tudo salvo. Ganhou três vezes no futebol, feito como esse ninguém teve e não se conhece isso.<br />
O brasileiro tem virtudes. É bom fazer uma ressalva nesses defeitos que digo. Isso o torna extremamente simpático. Aquela volubilidade… O sujeito ora ama aqui, ora ama ali… Vai lá pra chegada do trem elétrico, vai arranjando os seus amores que, aliás, duram geralmente vinte e um dias, quando duram. Há pessoas que casam e lá na sacristia estão os convidados fazendo apostas sobre a duração daquele casamento. E você pode ficar sossegado porque aquele casamento está inteiramente liquidado antes do começo. Há amores, entendeu, que o sujeito traz consigo e realmente são sinceros. Mas evidentemente, não existe este amor, porque o nosso querido Brasil… </p>
<p>Olhe: em 1958, quando o nosso querido Brasil voltou campeão da Copa, foi o maior futebol que jamais se viu…”</p>
<p>Diga-se de passagem que eu considero o brasileiro o maior sujeito do mundo. O europeu já está esgotado. O europeu tem na casa dele pires de mil anos. Escadas de mil anos. Tudo é velho pra burro. Já com o brasileiro é inteiramente diferente. É como se ele estivesse sempre há quinze minutos do fato. Um negócio genial.<br />
(Nélson tinha mudado de assunto;volta ao futebol)Basta o sujeito passar quinze minutos assistindo a um jogo importante desses camaradas. Esses rapazes são uns gênios. Mas o sujeito pensa que isso não é importante e sai, nem liga. Mas quando o negócio vai se transmitir em forma de gorjeta, aí então o brasileiro é um feroz…”</p>
<p>GMN : O senhor diz também que a paisagem dos países desenvolvidos é triste sem imaginação… </p>
<p>Nélson : “É. Como se não bastasse a padronização de caras, corpos, costumes, usos, idéias, valores, há também a estandardização da paisagem. Tudo prodigiosamente igual. É trágica a falta de imaginação da paisagem no país desenvolvido. O desenvolvimento é burro, ao passo que o subdesenvolvimento pode tentar um livre, desesperado, exclusivo projeto de vida. </p>
<p>O diabo é que o Burle Marx, no Brasil, faz o que nem o europeu faria lá. O nosso Burle Marx retira a flor da paisagem. Dizem que o Amazonas é a coisa mais gigantesca do mundo. O nosso Burle Marx só usa uma cor, a verde, e danem-se as outras cores. Fiz esta anotação e ele me disse numa entrevista dele que o teatrólogo Nélson Rodrigues, com certeza, não estava olhando para a paisagem, não viu outra cor, se não a verde. Fui espiar lá e, realmente, o único paisagista do Aterro do Flamengo é o Exército, porque acrescentou, ao Monumento dos Pracinhas, algumas flores, umas dezessete flores. O paisagista foi o ministro da Guerra. O nosso querido Burle Marx, a quem muito admiro, não pôs flores no Aterro, e com a maior tranqüilidade do mundo. Não precisa prestar atenção… O negócio das cores… (Nesta altura da conversa, ele ri e confessa: “Eu estou tendo lapsos lamentáveis…”).</p>
<p>Você sabe o que é o sujeito fazer uma bobagem e negar a verdade? Se ele aceitar o erro, está bem. Agora, quando o sujeito fica impune… A impunidade faz de um São Francisco de Assis um canalha. Ele comete um ato e ninguém o prende, ninguém o ameaça, sequer. </p>
<p>É este o caso de Burle Marx. Como ele está faturando cada vez mais, não liga por ter feito um jardim onde só existe uma cor e onde não tem uma violeta. Ele está cada vez faturando mais, e mais fiel aos seus erros, porque descobriu que o erro está muito mais perto do êxito. Já falei pra burro, agora você está satisfeito, não é? E vai querer continuar…”</p>
<p>GMN : Agora, uma explicação para as causas do rancor e da ironia feroz que o senhor cultiva diante de seus personagens, como por exemplo, “as verdadeiras grã-finas”…</p>
<p>Nélson : “O que eu acho é que a gente diz “grã-finas” sem achar que elas tenham obrigação de agir como grã-finas. E elas não agem como deviam ser. Maria Antonieta podia dizer: “Ah, eu sou grã-fina…”. Por isso, certa vez, o povo estava urrando de fome de fora do palácio e ela disse: “Se não tem pão, comam brioche”. Então, a Maria Antonieta é que poderia bradar: “E, portanto, eu posso dizer que sou grã-fina”. Ela derrubou um erro, derrubou um regime horrendo. A única grã-fina do mundo é a Maria Antonieta. De então para cá nunca mais vi uma grã-fina. E muito menos uma grã-fina paulista que é gorducha, porque tem dinheiro à beça para comer. E come. Mas não existe. A nossa querida grã-fina precisa de dinheiro. Como precisa de dinheiro, e está furiosa porque não tem, então assume diversas atitudes, como, por exemplo, dizer numa mesa: ”Na minha casa, só as criadas vêem televisão”. As grã-finas não existem. A única descoberta que eu fiz com as grã-finas foi esta: elas não existem.”</p>
<p>GMN : E as “estagiárias de calcanhar sujo”?</p>
<p>Nélson : “Já as estagiárias têm uma existência feroz…(ri, acentua o tom de voz). Sobre nossa querida estagiária, eu vou te dizer o seguinte: é incrível. Meninas que não serviriam para babá nem poderiam entrar num cinema para ver filme francês ou meu próprio filme, a “ A Dama do Lotação”, fazem atitudes que os bocós consideram geniais.</p>
<p>O que assombra na estagiária não é a sua graça pessoal, mais discutível, menos discutível, segundo cada caso. O que me assombra são as suas perguntas e repito: são as perguntas que tornam a estagiária um ser tão misterioso e absurdo como certas imagens de aquário. Uma dessas meninas irreais de redação é bem capaz de atropelar um presidente, um rajá, um gangster ou um santo ou, simplesmente, uma dessas velhas internacionais que embarcam em todos os aeroportos. E perguntar: “Que me diz o senhor, ou a senhora, de Jesus Cristo do Nada Absoluto, do Todo Universal ou da pílula?”</p>
<p>Você veja: uma delas foi incumbida de entrevistar um milionário. Ligou para a casa do milionário, disse: “Eu queria falar com o Dr. Fulano”. Do outro lado, uma voz responde: “Dr. Fulano não está passando bem”. E a menina insiste: “Então, pergunta a ele se…”. Desligam e a estagiária disca novamente, não com o dedo, mas com o lápis: “Eu queria falar com o Dr. Fulano”. A pessoa diz, desatinada: “Minha senhora, o Dr. Fulano acaba de ter um enfarte. Enfarte, minha senhora, enfarte. A senhora quer que eu diga mais do que estou dizendo?”. E a estagiária: “Vai lá e pergunta a ele o que é que ele acha da pílula. Eu espero”.</p>
<p>A família do enfartado toda se descabelando… o que, aliás, é raro, porque, no nosso tempo, a família chora muito pouco. O inimigo da morte – que é o clínico – dá logo um furioso calmante.<br />
A estagiária então liga novamente. Dá sinal de ocupado. Continuou, com uma obstinação fatalista. E sempre ocupado. Uma hora depois, atendem. Era uma mulher que ou estava gripada ou chorando. A estagiária diz: “Por obséquio, eu queria falar com o Dr. Fulano”. Responde a voz feminina: “O Dr. Fulano acaba de falecer”. E a estagiária: “A senhora diz a ele que é só uma perguntinha”… e etc.</p>
<p>Agora, há um dado que me parece essencial. As entrevistas das estagiárias têm uma virtude rara: nunca saem. Falo por experiência própria. Quase todos os dias, uma estagiária me caça pelo telefone. E eu falo sobre todos os temas e personalidades. Opinei sobre os Kennedy, João XXIII, o Kaiser, Gandhi. No dia seguinte, abro o jornal e vejo que não saiu uma linha. Mas uma coisa curiosa: não só as estagiárias. Profissionais da melhor qualidade estão seguindo a mesma linha. Posso dizer que a nossa imprensa criou o novo gênero de entrevistas que não serão publicadas nem a tiro”.</p>
<p>GMN : O que é que o Recife significa para o senhor hoje?</p>
<p>Nélson : “Eu gosto do Recife pra burro. Vim de lá aos cinco anos de idade. Fiquei lá até o ano de 1929. Você veja: me dá pena estar pensando no Recife e nunca ir lá. Tenho, em minha memória profunda, um apelo de pernambucano pelo Recife”. </p>
<p>GMN : O senhor não pensa em voltar?</p>
<p>Nélson : “De vez em quando eu faço evocações&#8230;&#8230;(Um dos textos de “O Reacionário” traz lembranças da cidade ) Toda a minha infância tem gosto de pitanga e de caju. Pitanga brava e caju de praia. Ainda hoje, quando provo uma pitanga ou um caju contemporâneo, sou arrebatado por um desses movimentos proustianos, por um desses processos regressivos e fatais. E volto a 1913, ao mesmo Recife e ao mesmo Pernambuco. Alguém me levou à praia e não sei se mordi primeiro uma pitanga ou primeiro um caju. Só sei que a pitanga ardida ou o caju amargoso foi a minha primeira relação com o universo. Ali eu começava a existir”.</p>
<p>GMN : O senhor não volta ao Recife porque tem medo de avião?</p>
<p>Nélson : “Acho chato viajar de avião, não quero voar, a não ser caso de vida ou morte. Tenho horror às viagens. A partir do Méier, começo a ter saudades do Brasil”.</p>
<p>GMN : Qual foi a última vez que o senhor esteve no Recife?</p>
<p>Nélson : “Em 1929. Tenho um sadio horror de avião”.</p>
<p><b>Anderson Passos</b></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Lá &amp; Cá convida" - Nelson Rodrigues]]></title>
<link>http://laecafc.wordpress.com/2009/11/13/la-ca-convida-nelson-rodrigues-2/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 13:04:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bernardo Boelsums</dc:creator>
<guid>http://laecafc.wordpress.com/2009/11/13/la-ca-convida-nelson-rodrigues-2/</guid>
<description><![CDATA[O suicida Cada um de nós é um suicida frustrado. E se ainda não estouramos os miolos, ou não pendemo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>O suicida</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Cada um de nós é um suicida frustrado. E se ainda não estouramos os miolos, ou não pendemos de uma forca, não tomamos formicida, é que nos salva, sempre, em cima da hora, a nossa incorecível pulilanimidade vital. Mas, se cancelamos nosso suicídio, admiramos e, mais do que isso, invejamos o alheio.<!--more--> O sujeito que se mata dá-nos a impressão de que se apropriou, indebitamente, de um ato, de um impulso, de um desespero, que deviam ser nossos. Vejam Maneco, o ex-craque do América, que bebeu formicida na casa de um parente. Outros jogadores já morreram: — de doença, de acidente e, até, de fome. Mas o suicida não é morto qualquer. Tem uma morte única, inconfundível, inalienável. Ou por outra: — não morreu, propriamente, matou-se. E, com o exemplo de Maneco, verificamos, ainda uma vez, que o suicídio tece um parentesco sutil, mas irresistível, entre nós e o defunto. Quando os jornais e o rádio anunciaram o fato, cada leitor e cada ouvinte sentiu-se um crispado irmão de Maneco. Eu soube na rua. Um amigo meu, que vinha em sentido contrário, atirou-me na cara a notícia: — &#8220;Suicidou-se o Maneco!&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Era atualmente um simples técnico de juvenil, no América. Fora escorraçado nos jornais. Ninguém falava nele e só uns poucos lembravam-se de sua passagem pelo futebol. E, no entanto, raríssimos craques tiveram uma carreira tão fulgurante, embora breve, muito breve. Houve um momento em que aparecia todos os dias, no berro gráfico das manchetes. Basta dizer o seguinte: — chegou a suplantar, a barrar no escrete o grande Ademir. E numa segunda-feira, após um Brasil x Argentina, foi demais: — seu nome encheu todas as bocas como saliva. E que fizera ele para pôr assim histérica uma cidade? Apenas isto: — três ou quatro jogadas de antologia. O futebol de Maneco era realmente enfeitado, pulado, colorido como um índio de carnaval. Mas essa glória, que era alucinante, foi também muito rápida. E, súbito, o craque começou a perceber que a multidão já lhe negava o aplauso. Se, ao menos, fosse vaiado! Mas nem isso, nem isso! Por fim, quando se falava nele, já faziam confusão: &#8220;— Maneca, no Vasco?&#8221;. Não há ninguém mais desconhecido, ninguém mais obscuro, ninguém mais anônimo do que o sujeito que foi célebre um dia. Quanto à imprensa, ao rádio, à televisão, viviam esfregando na nossa cara outro Maneco mais atual: — Didi. Por último, veio a história dos quarenta contos, que não pôde pagar. O meu confrade Carlos Renato disse bem: — &#8220;Numa terra, em que todos devem, Maneco morreu de paixão por uma dívida&#8221;.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Cabe nesta crônica o raciocínio: — o ex-craque matou-se por causa de quarenta contos. E assim sendo todos os que, na face da terra, aqui ou alhures, dispõem de uma importância igual ou maior, estão implicados no episódio. Por outro lado é um erro considerar-se o suicídio como tal. Na verdade, ele representa algo mais: — é um assassinato. Examinemos uma relação, ainda que sumária, dos que influíram no seu desespero: — primeiro, os que tinham quarenta contos ou mais; e, depois, todos nós e cada um de nós. Sim, amigos: — todos os que lhe negamos o aplauso, que lhe viramos as costas, que o confundimos com o Maneca do Vasco, que o esquecemos, somos co-assassinos de Maneco.</em></p>
<p>Manchete Esportiva, 02/06/1956</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A morte em dois tempos]]></title>
<link>http://laecafc.wordpress.com/2009/11/11/a-morte-em-dois-tempos/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:21:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alexander Popst</dc:creator>
<guid>http://laecafc.wordpress.com/2009/11/11/a-morte-em-dois-tempos/</guid>
<description><![CDATA[Ontem os fãs de futebol receberam uma triste notícia: o goleiro Robert Enke se matou jogando seu car]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://laecafc.files.wordpress.com/2009/11/robertenke.jpg"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border:0;" title="robert enke" src="http://laecafc.files.wordpress.com/2009/11/robertenke_thumb.jpg?w=372&#038;h=315" border="0" alt="robert enke" width="372" height="315" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ontem os fãs de futebol receberam uma triste notícia: o goleiro <strong>Robert Enke</strong> se matou jogando seu carro embaixo de um trem. O jogador, embora não fosse extremamente popular no Brasil, passou por Benfica, Barcelona (entre outros clubes), atualmente jogava no Hannover 96 e era presença certa na convocação da seleção alemã na próxima copa.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez a primeira sensação seja a de perplexidade. Como pode um jogador que tem fama e dinheiro cometer suícidio? Esse tipo de pensamento só reforça o quanto temos dificuldade em enxergar os futebolistas como&#8230; pessoas! Seres que possuem vida social, problemas e estão, como nós da arquibancada, igualmente sujeitos à altos e baixos.</p>
<p style="text-align:justify;">Enke havia perdido uma filha de dois anos e aparentemente a infecção que o afastou dos gramados só agravou seu caso crônico de depressão.</p>
<p style="text-align:justify;">Estamos tão acostumados em enxergar nossos jogadores prediletos como deuses, que muitas vezes esquecemos que a morte é implacável até mesmo  para os grandes gênios da bola. A morte mais comum de um jogador é a velhice, quando as rugas e os cabelos brancos nos fazem esquecer que ali reside um craque. Não, leitor. Não há fuga. Se a beleza do futebol é tabelar a cada segundo com a vida temos que aceitar que a morte é o grande momento dessa partida.</p>
<p>A primeira história de suícidio que tive notícia foi a do, ex-goleiro do Fluminense, Castilho, quando ele deu seu último vôo do sétimo andar de um prédio.</p>
<p style="text-align:justify;">A lista de jogadores suícidas não vai do goleiro ao ponta-esquerda, mas podemos citar os casos do ex-americano Maneco (que se matou por uma dívida de quarenta contos), Yiannis Koskiniatis, da terceira divisão grega e ainda o meia Sarkis Aroyana da seleção sub-19 da Armênia&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Ao pesquisar sobre o grande Castilho acabei por cair no livro <strong>&#8220;À sombra de chuteiras imortais&#8221;</strong> do grande <strong>Nelson rodrigues</strong>. Já havia lido o livro uma vez, mas tinha me esquecido da principal lição da história: nesse jogo, só as chuteiras são imortais.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nelson Rodrigues]]></title>
<link>http://entrevistasliterarias.wordpress.com/2009/11/04/nelson-rodrigues/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:28:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>entrevistasliterarias</dc:creator>
<guid>http://entrevistasliterarias.wordpress.com/2009/11/04/nelson-rodrigues/</guid>
<description><![CDATA[Entrevista de Otto Lara Resende com Nelson Rodrigues, exibida pela TV Globo em 1977.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Entrevista de Otto Lara Resende com Nelson Rodrigues, exibida pela TV Globo em 1977.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/bg6CTwVwsss&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/bg6CTwVwsss&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/CD64bMg2Iu0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/CD64bMg2Iu0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/R0Z5QRv6i2Y&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/R0Z5QRv6i2Y&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Waltz]]></title>
<link>http://luaith.wordpress.com/2009/10/31/waltz/</link>
<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 19:09:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luciana Aith</dc:creator>
<guid>http://luaith.wordpress.com/2009/10/31/waltz/</guid>
<description><![CDATA[Está em cartaz Waltz, espétaculo de música cênica com Valsa nº 6 de Nelson Rodrigues. A atriz e musi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Está em cartaz Waltz, espétaculo de música cênica com Valsa nº 6 de Nelson Rodrigues.</p>
<p>A atriz e musicista é a minha linda amiga Nath Calan (lembram dela? Fiz um ensaio com ela e postei <a href="http://www.lucianaaith.com.br/fotos_ensaios_sp_sao_paulo/galerias" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>O diretor também é amigo dos mais queridos: Bira Honorato (fiz um ensaio com ele essa semana, depois posto).</p>
<p>Vocês podem pensar que eu sou suspeita para falar, mas a peça está realmente IMPERDÍVEL.</p>
<p>A mistura de Nelson Rodrigues com essa dupla talentosa ficou de arrasar.</p>
<p>Esse fim-de-semana tem hoje às 21h00 e amanhã às 20h00.</p>
<p>A partir de semana que vem sempre aos domingos às 20h00.</p>
<p>Entrada gratuita.</p>
<p>No Tendal da Lapa, Rua Constança 72.</p>
<p>Esse é o cartaz que o Rafa Vieira fez com minhas fotos:</p>
<p>(o Rafa é um grande fotógrafo, essa semana também trabalhei com ele, assunto para outro post).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-544" title="flyer-net" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/flyer-net.jpg" alt="flyer-net" width="567" height="793" /></p>
<p>Fiquem com mais algumas fotos e trechos&#8230;</p>
<p>(Mais fotos aqui: <a href="http://www.lucianaaith.com.br/fotos_ensaios_sp_sao_paulo/72157622578420569/1">http://www.lucianaaith.com.br/fotos_ensaios_sp_sao_paulo/72157622578420569/1</a>)</p>
<p>Personagem: Sônia, menina assassinada aos 15 anos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-546" title="waltz04" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz041.jpg" alt="waltz04" width="655" height="436" /></p>
<p>Na minha família — e graças a Deus — nunca houve um caso de loucura&#8230;<br />
Parente doido, não tenho!<br />
Só não sei o que estou fazendo aqui&#8230;<br />
Nem sei que lugar é este.<br />
Tem gente me olhando!<br />
Meu Deus, por que existem tantos olhos no mundo?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-547" title="waltz08" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz08.jpg" alt="waltz08" width="655" height="436" /></p>
<p>Dr. Junqueira diz..<br />
Desequilíbrio mental — he! he! Desequilíbrio mental!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-548" title="waltz15" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz15.jpg" alt="waltz15" width="655" height="982" /></p>
<p>Ele disse que eu estava doida porque comecei a ver coisas. E ouvia vozes&#8230;<br />
Vozes caminhando no ar&#8230;<br />
Via mãos, rostos e pés boiando no ar.<br />
Uma noite, foi até interessante. De repente, descobri na parede do meu quarto, um rosto, sempre o mesmo. Um rosto que não saía dali!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-549" title="waltz18" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz18.jpg" alt="waltz18" width="655" height="436" /></p>
<p>Sônia!<br />
O único nome de mulher, que eu guardei. Todos os outros desapareceram de minha vida.<br />
Sônia, um nome que eu acho bonito, quase branco&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-550" title="waltz01" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz01.jpg" alt="waltz01" width="655" height="982" /></p>
<p>A passagem&#8230; A transição.<br />
Sua filha era menina. Transformou-se em mulher&#8230;<br />
E houve o choque! O abalo!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-551" title="waltz34" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz34.jpg" alt="waltz34" width="655" height="436" /></p>
<p>Esse desgosto também contribuiu!<br />
Desgosto, eu?<br />
Mas eu não tive desgosto nenhum! A não ser, bobagem sem importância&#8230;<br />
Tive, sim, um desgosto, agora me lembro&#8230; Foi num domingo&#8230; Eu estava pronta para ir à missa, quando começou a chover&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-552" title="waltz37" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz37.jpg" alt="waltz37" width="655" height="436" /></p>
<p>Me proteja, minha Santa Teresinha!<br />
Eu não me lembro de nada, a não ser de nomes&#8230;<br />
Por isso, muitos têm medo de mim&#8230; E ninguém me contraria&#8230; Porque estou num mundo&#8230; Sim, num mundo em que tudo que resta das pessoas são os nomes.<br />
Por toda a parte.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-553" title="waltz28" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz28.jpg" alt="waltz28" width="655" height="982" /></p>
<p>Nomes, por todas as partes&#8230; Descem pelas pernas da mesa&#8230; Se enfiam nos cabelos&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-554" title="waltz16" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz16.jpg" alt="waltz16" width="655" height="982" /></p>
<p>Vou tocar esta, que é mais bonita!<br />
Nesta rua, nesta rua.<br />
Não é isso!<br />
Mora um anjo que&#8230;<br />
Valsa amaldiçoada!<br />
Meus dedos só sabem tocar “isso”!<br />
Valsa que me faz sonhar com Paulo e Sônia.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-555" title="waltz11" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz11.jpg" alt="waltz11" width="655" height="436" /></p>
<p>“ Quase”, porque eu me lembro de tudo, sim&#8230;<br />
Só não me lembro dos teus sapatos. De que cor, de que modelo eram?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-556" title="waltz39" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz39.jpg" alt="waltz39" width="655" height="436" /></p>
<p>Eu escondia meu ódio, e o dissimulava dia e noite.<br />
Se bem que eu tinha muita insônia.<br />
Uma insônia cravejada de ódio!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-557" title="waltz27" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz27.jpg" alt="waltz27" width="655" height="982" /></p>
<p>Essa música, estão ouvindo?<br />
Era a paixão de Sônia!<br />
A música que Sônia tocava muito!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-558" title="waltz21" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz21.jpg" alt="waltz21" width="655" height="982" /></p>
<p>Eu sinto os olhos de Sônia dentro de mim&#8230;<br />
Sônia está neste momento&#8230;<br />
enroscada nas minhas pernas, como uma serpente de mil anéis!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-559" title="waltz03" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz03.jpg" alt="waltz03" width="655" height="401" /></p>
<p>Parece que a vítima&#8230;<br />
Vítima, não! o nome! quero o nome!<br />
Alguém sabe o nome? quem sabe, diga, pelo amor de Deus! Eu não quero nada demais, apenas o nome!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-560" title="waltz38" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz38.jpg" alt="waltz38" width="655" height="982" /></p>
<p>Vai-te!<br />
Agora Paulo está puro de ti.<br />
E eu queria que ninguém te visse mais.<br />
Nem as flores do caminho.<br />
Que teu perfil de morta passe por entre lírios cegos!<br />
E onde quer que estejas, odiarás tua lancinante forma terrena.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-561" title="waltz40" src="http://luaith.wordpress.com/files/2009/10/waltz40.jpg" alt="waltz40" width="655" height="436" /></p>
<p>Essas fotos foram tiradas no ensaio do dia 27 de agosto de 2009.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[nelson rodrigues (1912 - 1980)]]></title>
<link>http://cafelittera.wordpress.com/2009/10/30/nelson-rodrigues-1912-1980/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:30:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>cafelittera</dc:creator>
<guid>http://cafelittera.wordpress.com/2009/10/30/nelson-rodrigues-1912-1980/</guid>
<description><![CDATA[O escritor Nelson Falcão Rodrigues, nasceu no Recife em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro em 1980. De]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-322" title="nelson" src="http://cafelittera.wordpress.com/files/2009/10/nelson1.jpg?w=300" alt="nelson" width="300" height="191" /></p>
<p style="text-align:justify;">O escritor Nelson Falcão Rodrigues, nasceu no Recife em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro em 1980. Desembarcou no Rio de Janeiro em 1916, com seus pais e irmãos. O seu pai, Mário Rodrigues, foi Jornalista brilhante e combativo.</p>
<p style="text-align:justify;">Na família Rodrigues muitos seguiram a profissão do pai inclusive o Nelson, ainda adolescente começou a trabalhar no jornalismo. Os primeiros anos no Rio de Janeiro, foram de muitas privações, porém Nélson descobriu nos tenros anos de sua existência o valor da união na família, o valor do trabalho, o valor da solidariedade entre os irmãos, a essência de sua liberdade humana e sentido de vida.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Férias em Portugal - brasileiros e portugueses - similaridades e diferenças]]></title>
<link>http://rmerola.wordpress.com/2009/10/29/ferias-em-portugal-brasileiros-e-portugueses-similaridades-e-diferencas/</link>
<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 15:04:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>rmerola</dc:creator>
<guid>http://rmerola.wordpress.com/2009/10/29/ferias-em-portugal-brasileiros-e-portugueses-similaridades-e-diferencas/</guid>
<description><![CDATA[Olá amigos, Ontem à noite voltamos ao Shopping Colombo e jantamos no restaurante Só Peso, dirigido p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Olá amigos,</p>
<p>Ontem à noite voltamos ao Shopping Colombo e jantamos no restaurante Só Peso, dirigido pelo brasileiro Cláudio (capixaba). Não poderíamos ter feito melhor escolha. Comi uma excelente, senão a melhor picanha assada de toda a minha vida. Cláudio é extremamente simpático e mora em Portugal há vários anos. Diz que Portugal é o paraíso na terra, pois aqui ele encontrou um trabalho de responsabilidade que o gratifica como ser humano. Com ele trabalham Luciano (paulista)  e vários funcionários portugueses. Entre os portugueses, Fátima (de Coimbra) é muito simpática e prestativa. Além da picanha assada, o restaurante serve diversos pratos, como a tradicional bacalhoada, feijoada (brasileira), lombo assado, banana a milanesa etc. De sobremesa, recomendo a torta mousse de limão. Maravilhosa.</p>
<p>Tenho percebido nas minhas andanças por Lisboa que os brasileiros (turistas) são muito bem tratados por aqui. Tanto por outros brasileiros que por aqui trabalham, quanto pelos próprios portugueses. Evidentemente a similitude das línguas auxilia bastante o entendimento. Mas, que não se iluda meu amigo leitor: o português que falamos aí no Brasil apenas se parece com o português de Portugal. A cadência de comunicação dos portugueses é muito rápida e às vezes é difícil compreender o que estão dizendo. Mas, nada que um pouco de boa vontade não resolva. E boa vontade eu tenho encontrado de sobra por aqui.</p>
<p>Conversei hoje pela manhã longamente com o Manoel Lopes, português morador de Loures, que recentemente me acompanhou em uma das pernas da Volta ao Mundo em vôo simulado. Nos encontramos no Shopping de Loures, uma bonita construção com bela praça de alimentação. Um dos assuntos que tocamos foi justamente as diferenças culturais entre brasileiros e portugueses. E como as generalizações são perigosas. Para ilustrar, a nossa Maitê Proença que recentemente esteve em Lisboa e fez comentários, digamos, de cunho pouco elogiosos sobre o espírito português, em um programa de TV da GNT, virou motivo de piada por aqui. Não quero tomar partido entre os dois lados, uma vez que sequer assisti ao programa onde Maitê falou sobre Portugal, mas, concordo com Nelson Rodrigues que certa feita afirmou que toda unanimidade é burra. Maitê foi na onda da generalização e está pagando o preço por aqui.</p>
<div id="attachment_991" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-991" title="DSC01953" src="http://rmerola.wordpress.com/files/2009/10/dsc01953.jpg" alt="DSC01953" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">A caminho de Loures: estradas movimentadas mas com ótima pavimentação</p></div>
<div id="attachment_996" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-996" title="DSC01960" src="http://rmerola.wordpress.com/files/2009/10/dsc019603.jpg" alt="DSC01960" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Grandes estruturas metálicas marcam a fachada do Shopping de Loures</p></div>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-997" title="DSC01957" src="http://rmerola.wordpress.com/files/2009/10/dsc01957.jpg" alt="DSC01957" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Praça de Alimentação do Shopping de Loures: as variadas cores alegram o ambiente e chamam a atenção da garotada</p></div>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-998" title="DSC01961" src="http://rmerola.wordpress.com/files/2009/10/dsc01961.jpg" alt="DSC01961" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista parcial da cidade de Loures: a poucos quilômetros de Lisboa</p></div>
<p>O impulso econômico que Portugal recebeu ao ingressar na União Européia tem seu lado positivo e seu ônus também. Obviamente a economia portuguesa hoje é muito forte, com o ingresso do Euro. Porém, suas fronteiras foram abertas e ouvi de mais de um português reclamações sobre imigrantes, principalmente do leste europeu, oriundos de países que acabaram de ingressar na União Européia. As reclamações envolvem mendicância e violência. Ambos os casos são raros, mas existem e o aumento dos índices nos últimos tempos preocupa os portugueses.</p>
<p>O brasileiro que vem a Europa e pensa encontrar aquele &#8220;típico&#8221; dono de boteco português, com grande avental e bigodes vastos, ao desembarcar aqui sofrerá uma grande desilusão. Lisboa é cosmopolita e ao mesmo tempo interiorana, no sentido de preservar suas tradições e monumentos. O português, como os demais europeus &#8211; aqui a exceção talvez sejam os italianos - é bem mais sizudo que o brasileiro. Enquanto que no Brasil, dois estranhos se encontram pela primeira vez e após 10 minutos de conversa se tornam &#8220;irmãos&#8221;, aqui em Portugal leva-se muito mais tempo para se conquistar a confiança do europeu. O europeu normalmente é muito educado e polido. E só. Não espere efusividade. Tenho andado bastante de taxi aqui em Lisboa e 90% dos motoristas são calados. Limitam-se a responder as perguntas feitas com frases curtas e nada mais. A cultura deles é essa. Não alongam a conversa. Não ficam batendo papo. Não discutem se o tempo está bom ou ruim, como é normal aí no Brasil. A exceção talvez seja quando puxo conversa com os motoristas sobre futebol (o Shopping Colombo fica ao lado do Estádio do Benfica). A grande maioria torce para o Benfica (que ganhou esta semana de goleada). Por poucos momentos eles se permitem esboçar um sorriso, misto de orgulho e satisfação, de ver seu time do coração bem no campeonato. Mas, logo depois retornam a sua tranquila serenidade.</p>
<p>Pude também observar algumas outras diferenças entre nossos países. Em Lisboa quase não se vê farmácias. E as que existem não ficam com portas abertas como se fossem lojas comerciais comuns. Não vi uma única igreja evangélica, mas, registrei bem próximo ao hotel onde estamos uma Mesquita mulçumana. Carros de som, seja de propaganda ou aqueles, me perdoem a expressão, que pertencem a desocupados, que ficam andando pelas ruas do Brasil com o volume aberto na potência máxima, simplesmente não existem por aqui. A legislação é severa e pune a perturbação do sossego. Em contrapartida, os motoristas de taxis não usam cintos de segurança. Ao perguntar a um deles sobre a ausência do cinto, ouvi a seguinte resposta: &#8220;se houver um acidente seria muito dificil sair do carro&#8221;. A maioria dos taxis é Mercedes de variados anos de fabricação e conservação. E percebi que os próprios motoristas particulares também não usam cinto de segurança. Posto de combustível vi apenas um. E o sistema é o norte-americano: cada um abastece seu próprio automóvel e depois vai a um guichê pagar a conta. Não existem frentistas. Os automóveis de aluguel normalmente usam o diesel como combustível. Existem dois tipos de gasolina: com ou sem chumbo, sendo esta mais cara que aquela. Vi pelas ruas diversos carros que podem inclusive terem sido fabricados no Brasil: Corsa (GM), Pólo (VW), Focus (Ford), apenas para citar três. Mas, é difícil de encontrar um Honda Civic, por exemplo. Já a Toyota possui vários modelos nas ruas de Lisboa. Mas, não o Corolla. Motocicletas também são raras por aqui.</p>
<p>Bem amigos, acho que basta por hoje. Amanhã iremos à cidade de Fátima conhecer o Santuário onde Nossa Senhora apareceu para os três pastores há quase cem anos e é ponto de peregrinação mundial.</p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>Robson</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">English Version</span></em></strong></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Hello friends,</div>
<p>Last night we returned to Colombo Shopping and dinner in the restaurant <span style="text-decoration:underline;"><em>Só Peso</em></span>, directed by Brazilian Claudio (Espírito Santo). We could not have done better choice. I had a great, if not the best steak cooked all my life. Claudio is extremely friendly and live in Portugal for several years. It says that Portugal is a paradise on earth, because here he found a job that gratifies responsibility as human beings. Along with him works Luciano (Sao Paulo) and several portuguese persons. Among the portuguese, Fatima (Coimbra) is very friendly and helpful. In addition to the rump roast, the restaurant serves various dishes such as traditional Bacalhoada, feijoada (Brazilian), roast pork, the fried banana etc. For dessert, I recommend the lemon mousse cake. Wonderful.</p>
<p>I have noticed during my trips to Lisbon that the Brazilians (tourists) are treated very well here. As for other Brazilians who work here, as the Portuguese themselves. Of course the similarity of language helps quite understanding. But do not mistake my dear reader: the Portuguese we speak in Brazil only looks like the Portuguese of Portugal. The rate of communication of Portuguese is very fast and sometimes it is difficult to understand what they are saying. But nothing that a little good will can not solve. And good will I have found plenty of around here.</p>
<p>Talked at length this morning with the Manoel Lopes, Portuguese resident of Loures, who recently accompanied me on one leg of the Around the World in simulated flight. We met at the Loures Shopping, a beautiful building with beautiful food court. One of the issues that touch was just the cultural differences between Brazilians and Portugueses. And as the all generalizations are dangerous. To illustrate, our Maite Proença who was in Lisbon recently and commented, say, unflattering imprint on the spirit Portuguese in a TV show of the GNT, it became a joke around here. I do not want to take sides between the two sides, since even watched the show where Maitê talked about Portugal, but I agree with Nelson Rodrigues said that on one occasion that any unanimity is stupid. Maite was the wave of widespread and is paying the price here.</p>
<p>The economic boost that Portugal received to join the European Union has its positive side and its burden as well. Obviously the Portuguese economy today is strong, with the arrival of the Euro. However, its borders were opened and I heard more than one complaint about Portuguese immigrants, mainly from Eastern Europe, from countries that have just join the European Union. The complaints involve begging and violence. Both cases are rare but do exist and increased levels of late concerns the Portuguese.</p>
<p>The Brazilian who cames to Europe and think to find that &#8220;typical&#8221; Portuguese tavern owner with a great coat and vast mustache, the land here will suffer a great disappointment. Lisbon is a cosmopolitan and provincial at the same time, to preserve their traditions and monuments. The Portuguese, like other Europeans &#8211; here the exception might be the Italians &#8211; is much more serious that people of Brazil. While in Brazil, two strangers meet for the first time and after 10 minutes of conversation become &#8220;brothers&#8221; here in Portugal it takes much longer to gain the confidence of European. The European is usually very polite and polished. And only. Do not expect effused. I have been quite a taxi here in Lisbon and 90% of drivers are silent. They merely answer the questions with short sentences and nothing more. Their culture is this. Do not lengthen the conversation. Do not argue if the weather is good or bad, as is normal here in Brazil. The exception might be when I pull conversation with the drivers about football (the Shopping Columbus is next to the Stadium of Light). Most twists for Benfica (who won this week&#8217;s rout). For a few moments they are allowed a smile, a mixture of pride and satisfaction of seeing his team&#8217;s heart and the championship. But shortly after returning to their quiet serenity.</p>
<p>I could also notice some other differences between our countries. In Lisbon, we can hardly see pharmacies. And there are not with open doors as if they were ordinary shops. I have not seen a single evangelical church, but I recorded very close to the hotel where we are a Muslim Mosque. Car sound, whether advertising or a playboy&#8217;s who are walking the streets of Brazil to open the volume at full power, simply do not exist here. The law is harsh and punishes disturbance of the peace. However, the taxi drivers do not use safety seat belts. When I asked one of them on the absence of the belt, I heard the following reply: &#8220;If there is an accident would be very difficult to leave the car.&#8221; Most taxis are Mercedes of various years of manufacture and storage. I saw that the drivers themselves private did not use seat belts. I saw only one Gas station. And the system is the U.S.: each supply their own car and then go to a booth to pay the bill. There are no attendants. The car rental usually use diesel as fuel. There are two types of gasoline: leaded and unleaded, this is more expensive than that. I saw several cars in the streets that can also be manufactured in Brazil: Corsa (GM), Polo (VW), Focus (Ford), to named just three. But it is difficult to find a Honda Civic, for example. Toyota already has several models on the streets of Lisbon. But not the Corolla. Motorcycles are also rare here.</p>
<p>Well friends, I think enough for today. Tomorrow we are going to know the city of Fatima, where Holy Mary appeared to three shepherds for nearly one hundred years and is the point of world pilgrimage.</p>
<p>Best wishes,</p>
<p>Robson</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[28 de Outubro - Dia do Flamenguista]]></title>
<link>http://wilsonfabiano.wordpress.com/2009/10/28/28-de-outubro-dia-do-flamenguista/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:21:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Wilson Fabiano</dc:creator>
<guid>http://wilsonfabiano.wordpress.com/2009/10/28/28-de-outubro-dia-do-flamenguista/</guid>
<description><![CDATA[“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.“ Disse Nelson Rodrigues]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3><span style="color:#ff0000;"><em><em>“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.</em></em>“</span></h3>
<h3><span style="color:#333333;">Disse Nelson Rodrigues, fanático tricolor desprovido de vaidades clubísticas na hora de analisar futebol.</span></h3>
<h3><span style="color:#333333;">Hoje, 28 de outubro, é o dia do flamenguista.<br />
Hoje, 28 de outubro de 2009, é o dia que o Flamengo pode se tornar líder do campeonato Brasileiro.<br />
Hoje, como quase toda quarta-feira, é dia de 35 milhões de pessoas viverem por um só objetivo e outras 150 milhões torcerem contra.<br />
Amanhã, como sempre, líder ou fora da briga, a capa dos jornais terá o tal do Flamengo.<br />
Decidindo titulo, lá estarão milhares de torcedores, em outro estado, fazendo com que o tal do Flamengo jogue em casa quando deveria atuar fora.<br />
No sábado, onde todos brigam pela liderança, lá estará ele, de novo, jogando com 12, burlando o regulamento básico do futebol.<br />
E se o time pipocar e perder o título novamente, não muda nada. Vão se revoltar, xingar, protestar e, daqui 3 meses, lá estarão eles fazendo juras de amor ao time num clássico qualquer pelo campeonato estadual, aquele que nem eles aguentam mais vencer.<br />
O time mais inexplicável do planeta Terra, sem dúvida.<br />
Não ganha o principal título nacional desde 1992. Lá se vão mais de 17 anos e a torcida diminui? Não, aumenta. Segundo pesquisa, a maior entre as crianças do país.<br />
Quando ninguém dá nada pra eles, chegam e surpreendem a todos. Quando todos esperam muito, ele perde e decepciona sua nação.<br />
Favorito em tudo que disputa, simplesmente pelo citado acima. Ninguém é capaz de saber o que esperar do Flamengo, nunca.<br />
E quando eventualmente não tem um time capaz de ser campeão, a cobrança é como se tivesse. Ou seja, não existem jogadores no Flamengo. Existe o Flamengo e ponto final.<br />
Única torcida do planeta que paga ingresso por 2 espetáculos. Um no campo, como todas elas, e outro que ela mesmo proporciona.<br />
O flamenguista vai ao Maracanã pra curtir o time, o jogo, o clima e a própria torcida. É único.<br />
Talvez uma das raras torcidas do mundo que tenha dezenas de ídolos, mas que não há discussão sobre o maior.<br />
Existe o Zico e o resto. E o “resto” inclui, talvez, os dois melhores laterais que o mundo já viu em cores. Leandro e Junior.<br />
A Nação rubro-negra não tem esse nome a toa. São 35 milhões de torcedores, e vejamos:<br />
A cidade mais populosa do mundo é Tóquio. E tem 34 milhões de pessoas.<br />
A maior do Brasil é São Paulo, com 19 milhões.<br />
O Flamengo, sozinho, tem 35 milhões. Se cobrasse impostos seria trilhardário.<br />
Não cobra, e vive devendo.<br />
Deve milhões, e isso não faz a menor diferença.<br />
Ao contrário do amor que tanto exaltamos, este não vai embora quando o amado fica pobre. É amor de verdade, o mais puro que existe.<br />
Incondicional, este sim.<br />
Aquele que não analisa, que não raciocina, que não condiciona a nada.<br />
A nação poderia dizer, sem culpa: “Eu te amo, e pronto”.<br />
Não interessa porque, como, quando e nem sob quais condições.<br />
É maior, é inexplicável.<br />
Ser Flamengo é algo que não tem comparação. Eu não nasci assim, e nem ouso dizer se felizmente ou infelizmente.<br />
Flamenguista é aquele sujeito que ama futebol acima do que ele o proporciona. Aquele que não troca amor por resultados, e que não condiciona sua preferência por um ou outro jogador.<br />
Por aí existe o Santos de Pelé, o São Paulo de Rogério Ceni, o Palmeiras de Ademir.<br />
Lá existe o Zico do Flamengo.<br />
A ordem é sempre inversa. Os valores são sempre diferentes.<br />
Ser flamenguista não torna ninguém melhor do que os outros, nem pior. Diferente, sem dúvida.<br />
Ser maioria é algo que fortalece. É infinito, porque a nação não tem fim, e nem deixará de ser a maior torcida do país nos próximos 200 anos.<br />
Odiar o Flamengo é absolutamente justificável.<br />
Qualquer um fica irritado em ganhar títulos e mais títulos e ver que a capa do jornal não muda de foto. É sempre a do Flamengo.<br />
Qualquer um se incomoda em saber que títulos e dívidas menores não conseguem sobrepor a importância de um clube que tem sua grandeza baseada em nada atual e concreto.<br />
É grande. Por que? Porque é.<br />
Pode existir algo maior do que o que não se explica?<br />
Entrar num Maracanã lotado e olhar pra aquela torcida é algo que apenas eles sabem o que é, o que significa e o quanto importa.<br />
“Torcida não ganha jogo”, dizem.<br />
“Só se for a sua”, eles dirão.<br />
Hoje é dia do flamenguista.<br />
Você não é Flamenguista?<br />
Que pena.</span></h3>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#333333;"><img class="alignnone" src="http://i231.photobucket.com/albums/ee72/cypher-x/blog/flamengo.jpg" alt="" width="384" height="288" /><br />
</span></h3>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A VIDA BAIANA COMO ELA É]]></title>
<link>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/10/28/a-vida-baiana-como-ela-e/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 23:32:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>jarycardoso</dc:creator>
<guid>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/10/28/a-vida-baiana-como-ela-e/</guid>
<description><![CDATA[O título acima é uma paródia do “A vida como ela é”, de Nelson Rodrigues, e me veio à mente quando t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O título acima é uma paródia do “A vida como ela é”, de Nelson Rodrigues, e me veio à mente quando tive a ideia de reproduzir aqui no blog uma notícia que me impressionou, lida na página de polícia do jornal A Tarde de hoje. “PM assassinado com 3 tiros na cabeça” é a manchete da página, aparentemente corriqueira. Mas na altura do quarto parágrafo do bom texto do repórter Samuel Lima, me senti repentinamente transportado para o clima de um romance de Jorge Amado. Confira.</span></span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1107" title="Mercado de      São Miguel 100707HA110" src="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/10/mercado-de-sao-miguel-100707ha110.jpg" alt="Mercado de      São Miguel 100707HA110" width="450" height="300" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Mercado de São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, foi o cenário do crime. O soldado PM Josué dos Prazeres estava de folga cochilando em um destes barzinhos quando dois homens desceram de uma moto e o executaram. Foto: HAROLDO ABRANTES &#124; Agência A Tarde</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:large;"><strong>PM É ASSASSINADO </strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:large;"><strong>COM 3 TIROS NA CABEÇA</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">por <strong>SAMUEL LIMA</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Apesar das advertências da esposa, o soldado da Polícia Militar Josué Elias Pedro Vilas Boas dos Prazeres, 45 anos, continuava a frequentar os bares do Mercado de São Miguel, na Baixa dos Sapateiros. Tanta preocupação da mulher fez sentido por volta das 15h30 de ontem, quando o soldado Prazeres foi executado com três tiros na nuca enquanto cochilava em frente à Cantina do Joaquim.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">De folga, o militar – lotado no 18º Batalhão da PM (Centro Histórico) – estava no mercado desde a manhã, bebendo cerveja na companhia de um amigo. Ainda não há informações precisas quanto à autoria do homicídio, mas, conforme Josilene dos Santos, 35, mulher da vítima, populares disseram que dois homens teriam se aproximado de Prazeres e efetuado os disparos. Adormecido em uma cadeira, de costas para a rua, o soldado não percebeu a aproximação dos criminosos e não teve chances de defesa. Ele ainda foi levado por colegas ao Hospital Geral do Estado, mas já chegou morto à unidade.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">“<span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Ele sempre ficava sentado assim, exposto. Não tinha jeito”, lamentou Josilene. Já a PM, em nota, informou que Prazeres foi morto com dois tiros, sendo que um o atingiu na cabeça. Ainda de acordo com o comunicado, os dois assassinos teriam chegado ao local em uma motocicleta.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Decoradora de bufês, ela contou que o marido passou a frequentar o Mercado de São Miguel há três anos, depois que iniciou um relacionamento amoroso com Gilneia de Jesus, 23. “Ele montou uma barraquinha para que ela ficasse tomando conta. Era por isso que ele ia todo dia lá”, reclamou Josilene.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O crime está sob investigação da Delegacia de Homicídios (DH). Francineide Moura, delegada titular da unidade, relatou que a identidade de suspeitos do assassinato já foi levantada. Entre as hipóteses apuradas está a versão de que um traficante de drogas que age no Centro de Salvador teria ordenado o delito.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">“<span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Lembro que ele deu entrevista a um canal de televisão no dia do enterro de um colega, na semana passada. Talvez os bandidos tenham visto”, observou Josilene. Prazeres compareceu ao funeral do soldado Carlos Bonfim Galo, no Cemitério Campo Santo, no último dia 23. Na véspera, Galo foi morto a tiros dentro da mercearia que montara, na Fazenda Grande do Retiro, ao reagir a um assalto.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Prazeres é o 13º policial militar vítima de morte violenta na Bahia, em 2009. No ano passado, o número de perdas chegou a 34 – o que levou a Secretaria da Segurança Pública a criar um grupo especial de investigação contra homicídios praticados contra PMs. Prazeres estava na corporação há 21 anos. Ele deixou quatro filhos, todos frutos de um relacionamento anterior – o mais velho, de 23 anos, é guarda municipal.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O soldado morava nas imediações da Avenida San Martin, de onde saiu ontem, por volta de 7 horas, direto para a Baixa dos Sapateiros, segundo contou Josilene. Prazeres voltaria a ficar de plantão na noite de hoje. “A culpada é a amante dele, que todo dia chamava ele para beber”, bradou a decoradora.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Como também estava na cena do crime, Gilneia foi intimada a depor na DH na noite de ontem. Até o fechamento desta edição, ainda não havia confirmação de conclusão da oitiva. Policiais militares de diversas unidades realizaram incursões pelo Centro, mas não foram efetuadas prisões. </span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;">NOTA DO EDITOR – O repórter Samuel Lima disse hoje que o depoimento de Gilneia não acrescentou nenhuma informação nova, mas ela negou que chamasse Josué todo dia para beber. Gilneia contou que, pelo contrário, dizia ao PM para não ir ao Mercado de São Miguel porque era perigoso para ele.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que nossas crianças estão aprendendo?]]></title>
<link>http://compostura.wordpress.com/2009/10/27/o-que-nossas-criancas-estao-aprendendo/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 13:39:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>compostura</dc:creator>
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<description><![CDATA[Por Simone Patrocínio Hoje, como mãe, sinto que é muito complicado confiar parte da educação do meu ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong><em><img class="size-full wp-image-309  aligncenter" src="http://compostura.wordpress.com/files/2009/10/criancas_leitura1.jpg" alt="" width="457" height="237" /></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Por Simone Patrocínio</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, como mãe, sinto que é muito complicado confiar parte da educação do meu filho à escola. Se dentro de casa, ao alcance dos olhos dos pais, é difícil ter controle do que os baixinhos estão consumindo, quanto mais fora de casa. E ultimamente a escola já não é mais um lugar onde podemos ficar tranqüilos. E não tem diferença de particular para pública. A violência e os maus hábitos estão em todo lugar, em todas as escolas.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u641885.shtml">escola da rede municipal </a>de Vila Velha estava emprestando livros com ilustrações de sexo, violência e palavrões para crianças. Cerca de 16 mil alunos, de 5ª a 9 ª séries, podiam pegar emprestada a obra quando quisessem. Ainda bem que os pais de um aluno, de 12 anos, descobriram o livro e denunciaram à <a href="http://www.educacao.es.gov.br/">Secretaria de Educação</a>. É preciso sim uma educação sexual nas escolas, não disponibilizar esse tipo de obra para crianças sem nenhuma orientação.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-310" src="http://compostura.wordpress.com/files/2009/10/children-school.jpg?w=216" alt="" width="150" height="221" />As obras foram recolhidas, inclusive “O beijo no asfalto”, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues">Nelson Rodrigues</a>. O <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php">MEC</a> confirmou a distribuição dos livros, mas disse que enviou com a indicação de faixa-etária, nesse caso, a partir dos 15 anos. O vacilo foi do pessoal da biblioteca que não prestou atenção na faixa-etária. E esse não foi o único vacilo. No início do ano, crianças de 9 anos tiveram acesso a obras com expressões sexuais. Ai eu pergunto. Cadê as bibliotecárias? Cadê a direção da escola para controlar o empréstimo dessas obras?</p>
<p style="text-align:justify;">Já no sul do país&#8230; <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u642187.shtml">alunos da 4ª série moeram giz</a>, colocaram em saquinhos plásticos e passaram a brincar de traficante e usuários de cocaína. É sério mesmo. Os quatro meninos criativos tinham idades de 9 e 10 anos e foram encaminhados à orientação pedagógica.</p>
<p style="text-align:justify;">A diretora da escola não acredita que o comportamento dos meninos tenha ligação com a realidade da região onde moram. Já o delegado afirma que o comportamento dos meninos nada mais é do que o reflexo da realidade da cidade de Sapucaia do Sul (RS), município considerado um dos mais violentos. Tudo bem que eles moram em uma região crítica, mas e o papel da escola de educar?</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-316" src="http://compostura.wordpress.com/files/2009/10/enjoy-achieve-computer1.jpg?w=150" alt="" width="240" height="170" />O caso mais sério envolvendo estudantes do ensino médio aconteceu em Curitiba. Quer dizer, aqui no Espírito Santo também já aconteceu isso e não tem muito tempo. Mas em Curitiba, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u641435.shtml">três estudantes de 13 anos </a>fizeram um vídeo pornográfico com os três transando em um banheiro da escola onde estudam. Os adolescentes foram suspensos para evitar constrangimento e encaminhados à orientação pedagógica.</p>
<p style="text-align:justify;">É interessante como depois dos episódios as escolas lembram que os adolescentes precisam de uma orientação pedagógica. No dia-a-dia, a coordenadora pedagógica serve pra ficar agendando visitas técnicas a museus, parques, exposições, etc. E acabam não tendo tempo para orientar os alunos em assuntos críticos. E o dever da escola, cadê?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teatro Mosaico apresenta: Anjo Negro]]></title>
<link>http://factoide.wordpress.com/2009/10/26/teatro-mosaico-apresenta-anjo-negro/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:59:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriel Lucas</dc:creator>
<guid>http://factoide.wordpress.com/2009/10/26/teatro-mosaico-apresenta-anjo-negro/</guid>
<description><![CDATA[Nelson Rodrigues representado nos palcos cuiabanos. A CIA. TEATRO MOSAICO estréia seu novo espetácul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Nelson Rodrigues representado nos palcos cuiabanos. A CIA. TEATRO MOSAICO estréia seu novo espetácul]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOVOS ECOS DE NELSON]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/10/24/novos-ecos-de-nelson/</link>
<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 14:07:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/10/24/novos-ecos-de-nelson/</guid>
<description><![CDATA[Nelson Rodrigues sempre ronda o cotidiano do brasileiro. Cotidiano repleto de contradições, onde a s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em><a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues</a> sempre ronda o cotidiano do brasileiro. Cotidiano repleto de contradições, onde a sexualidade é uma das mais fortes vertentes. Aí está o plano trágico da obra rodrigueana. Acaba de chegar às livrarias contos inéditos de seu clássico &#8220;A Vida Como Ela É&#8230;&#8221;</em></p>
<p>O livro reúne textos inéditos publicados no jornal carioca Última Hora, no começo dos anos 1950. Foi da coluna que mantinha no periódico que o escritor tirou os textos do famoso &#8220;A Vida Como Ela É&#8230;&#8221;.</p>
<p>Os contos, que tanto sucesso fizeram, foram escritos no jornal &#8220;Última Hora&#8221;, de Samuel Wainer. Nelson já era um dramaturgo consagrado. Tinha criado novas bases para o teatro brasileiro com a montagem de &#8220;Vestido de Noiva&#8221;, em 1943. Era famoso também por suas crônicas sobre os pequenos dramas e tragédias do cotidiano urbano carioca, escritas no jornal &#8220;O Globo&#8221;.</p>
<p>Ao receber o convite de Samuel Wainer para escrever &#8220;A vida Como Ela É&#8221;, histórias baseadas na vida real, Nelson não se fez de rogado. Era, na verdade, o que desejava naquele momento de profundas transformações no jornalismo brasileiro: com o lead, pirâmide invertida, copidesque (&#8220;o idiota da objetividade&#8221;) e o trágico fim do ponto de exclamação.</p>
<p>O jornal de Wainer fez intensa publicidade antes da estreia da coluna de Nelson na época. Abusou em letras garrafais. Queria seduzir o leitor para o conteúdo das crônicas de Nelson: tragédia, drama, farsa e comédia. Quer dizer, tudo o que não desejava o jornalismo da época repleto de manuais, objetividade, leads e pirâmides invertidas. Era, talvez, o jornalismo de não-ficção. Ou de imaginação mesmo. Se existe este gênero no chamado jornalismo de referência.</p>
<p>A tão esperada coluna de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues </a>estreou em 16 de novembro de 1951. A pedido de Samuel Wainer, Nelson retrataria com um toque ficcional histórias policiais. O próprio Nelson explica em uma de suas crônicas.</p>
<p>- Tratava-se de valorizar o fato policial, de dar ao fato policial uma categoria, digamos, assim poética, dramática (&#8230;) Alguém, que seria eu, daria ao fato um novo tratamento. Em vez da fixação rotineira, da reportagem meramente objetiva e convencional &#8211; uma penetração mais profunda e uma visão mais poética que jornalística.</p>
<p>A coluna de Nelson Rodrigues se tornou o espaço mais lido e popular do jornal de Samuel Wainer. Nelson &#8220;falava diretamente ao público, fazendo tremer suas convicções&#8221;. O autor de &#8220;Vestido de Noiva&#8221; nunca gostou de psicanalistas, debochava de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/23324/+sigmund+freud/?franq=262638" target="_blank">Freud</a>, no entanto, seus enredos estão repletos de atos falhos, sonhos, sexualidade, inconsciente. Diariamente, durante 10 anos, ele destilava suas maiores obsessões: a fidelidade, o ciúme, a inveja, a dualidade entre amor e sexo e os dilemas morais.</p>
<p>Logo na primeira crônica &#8211; &#8220;Não tenho culpa que a vida seja como ela&#8221; -, Nelson narra a gênese do trabalho. Depois do acerto do Wainer, do título (um achado para ele) e a conclusão de que exerceria um certo papel de &#8220;poeta dramático&#8221;, Nelson Rodrigues começou sua incursão num mundo que tanto o excitava.</p>
<p>- O fato policial, seja qual for, representa o grande manancial poético de cada dia. Seja homicídio, cabeça quebrada, atropelamento, adultério, agressão, facada, tiro &#8211; não importa. A verdade é que do homicídio ao furto de galinha &#8211; a crônica policial tem suas raízes nas grandes paixões humanas, nos problemas eternos de cada homem. Quando o repórter apura uma tragédia em Copacabana &#8211; está diante de uma Ana Karenina. E, então, pergunto: por que ignorar a aura trágica que marca a pecadora da vida real e carioca? Por que negar o valor dramático de um simples atropelamento.</p>
<p>Nelson, nunca ligou para o fato do dia. Para ele, a força do acontecimento não estava no mês, dia e hora, mas na sua &#8220;substância trágica&#8221;. Por isso, muitas vezes narrava uma história que ocorreu no Rio, mas há 30 anos. Outra explicação do autor, talvez para fugir da Justiça. Ele suprimia os verdadeiros nomes e residências de personagens. Mas a justificativa de possíveis processos não era, segundo ele, o real motivo da emissão de nomes verdadeiros.</p>
<p>- Com a eliminação de endereços e nomes reais, a seção atinge, em cheio, um resultado, qual seja o de atenuar a vergonha dos personagens. Ninguém os identificará debaixo do disfarce criado. Só não altero nem falsifico as suas palavras e os seus crimes.</p>
<p>A coluna de Nelson sempre apresentou uma característica: era uma escrita triste. Impossível, segundo Nelson, qualquer disfarce, qualquer sofisma. &#8220;Por uma tendência fatal, irresistível, só tratava de paixões, crimes, velórios e adultérios. Criou-se uma dupla situação: sofriam os personagens e também os leitores&#8221;.</p>
<p>Ele conta uma história que confirma sua mística numa de suas crônicas. &#8220;Um dia um telefone bateu. Voz de mulher, perguntando por mim. Atendo e do outro lado da linha, vem a pergunta. É o senhor que escreve aquela seção &#8220;A vida como ela é&#8230;?&#8221;. Perfeitamente, responde. Continuou a voz: Aqui fala uma leitora. Me diz uma coisa: o senhor é inimigo das mulheres? Caio automaticamente das nuvens. Eu, minha senhora?! Pelo amor de Deus!&#8230; A leitora insiste: Então, como é que, nas suas histórias, as mulheres fazem o diabo?&#8221;.</p>
<p>Ali estava criado os dramas. As observações não pararam mais. Todos achavam &#8220;A vida como ela é&#8221; muito triste. Por isso, o sucesso da coluna. Ela se tornou útil pela sua tristeza, imensa e vital. Para o dramaturgo, a pessoa que só tem uma visão da vida unilateral e rósea, &#8220;é uma pessoa mutilada&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Vida Como Ela É&#8221; tem um subtítulo também em letras garrafais &#8211; <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638" target="_blank">&#8220;Nelson Rodrigues: Não tenho culpa que a vida seja como ela é&#8221;</a>. O livro reúne 30 textos inéditos de diferentes fases, nunca publicados. Foram pinçados no baú de Nelson Rodrigues duas preciosidades &#8211; &#8220;O Broto de 16 Anos&#8221; e &#8220;Viuvíssima&#8221; &#8211; assinadas por Suzana Flag, pseudônimo usado por Nelson em folhetins e no seu consultório sentimental.</p>
<p>Apontado pelo público como um tarado, um sádico, <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues </a>não se sentia incomodado. Dizia trabalhar num universo repleto de sadismo &#8211; chegou a chamar o seu teatro de hediondo. Muitas vezes ele defendia-se: &#8220;O sexo é a satisfação impossível. O amor é que justifica o fato de o homem ter nascido. Nego a qualquer um o direito de virar as costas à dor alheia. Há uma leviandade atroz na alegria&#8221;.</p>
<p>Desde a Grécia a tragédia é parte integrante da realidade social e a experiência do trágico é um elemento fundamental na vida do individual. Nas crônicas e no teatro de Nelson Rodrigues, o espectador se descobre, ele mesmo, um enigma, pois põe em questão as certezas e os limites da vida humana. O questionamento do homem e seu destino trágico é uma constante na obra rodrigueana Por isso, tanto sucesso. Tantas reedições. Tanta falta faz Nelson. Hoje, com a implantação da violência urbana cada vez mais atroz, o aspecto trágico da vida se desenrola num ritmo mais dramático do que nos inocentes anos 50 de &#8220;A Vida Como Ela é&#8221;.Tanta falta faz Nelson.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1201" title="PREVENDANELSON" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/10/prevendanelson.jpg" alt="PREVENDANELSON" width="500" height="500" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CRÔNICAS<br />
<a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">&#8220;Não tenho culpa que a vida seja com ela é&#8221;<br />
</a></strong><a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues<br />
</a>R$ 44,90<br />
264 páginas<br />
2009<br />
AGIR</p>
<p><em><strong>JOSE ANDERSON SANDES<br />
</strong>EDITOR DO CADERNO 3 do DIÁRIO DO NORDESTE</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>APROVEITE A PRÉ-VENDA DO LIVRO NO SUBMARINO:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638">http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nelson Rodrigues retorna aos palcos]]></title>
<link>http://pucf5.wordpress.com/2009/10/23/nelson-rodrigues-retorna-aos-palcos/</link>
<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:08:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>jolpuc</dc:creator>
<guid>http://pucf5.wordpress.com/2009/10/23/nelson-rodrigues-retorna-aos-palcos/</guid>
<description><![CDATA[por Marina Novaes O Teatro Amador Produções Artistícas (TAPA) estreiou em 10 de outubro a peça de Ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>por <a href="http://www.twitter.com/Mah_Novaes" target="_blank">Marina Novaes</a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-5202" href="http://pucf5.wordpress.com/2009/10/23/nelson-rodrigues-retorna-aos-palcos/marina-b/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5202" title="marina b" src="http://pucf5.wordpress.com/files/2009/10/marina-b.jpg" alt="marina b" width="380" height="270" /></a></p>
<p>O Teatro Amador Produções Artistícas (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_TAPA" target="_blank">TAPA</a>) estreiou em 10 de outubro a peça de <a href="http://www.releituras.com/nelsonr_bio.asp" target="_blank">Nelson Rodrigues</a>, <a href="http://www.viga.art.br/profoto213.html">Valsa nº 6</a>. Encenada por Marina Ballarin, é apresentada a histórida de Sônia, uma adolescente morta com uma facada nas costas enquanto tocava a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=edYMbCedFgo" target="_blank">Valsa nº 6, de Chopin</a>.</p>
<p>O espetáculo é realizado no Viga Espaço Cênico, um lugar pequeno, mas aconchegante. A atriz representa perto do público e o cenário é bem simples, composto apenas por cordas que ficam amarradas nas extremidades de Sônia, como se ela estivesse em um portal espiritual.</p>
<p>As lembranças de Sônia para chegar ao verdadeiro assassino conduzem a peça.Por 50 minutos, Marina apresenta um monólogo, sob a direção de Clara Carvalho. Os espectadores se surpreendem com o seu talento de representar vários personagens em um só corpo.</p>
<p>Atualmente poucas peças de Nelson Rodrigues são remontadas. O grupo TAPA emociona com o seu elenco e sua produção. Tudo muito simples, mas de qualidade. A peça é capaz de fazer com que o público saia de lá pensando na história de Sônia e nos personagens que envolvem o mistério de seu assassinato.</p>
<p><em><span style="color:#ff5bad;font-size:x-small;"><span style="color:#ff5bad;font-size:x-small;"> </p>
<p></span></span></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[mudanças climáticas na mídia]]></title>
<link>http://ciencianamidia.wordpress.com/2009/10/21/mudancas-climaticas-na-midia/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 19:41:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>trnahas</dc:creator>
<guid>http://ciencianamidia.wordpress.com/2009/10/21/mudancas-climaticas-na-midia/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Toda unanimidade é burra&#8221;. O jornalista Richard Jakubaszko repetiu a frase célebre  de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Toda unanimidade é burra&#8221;</em>.  O jornalista Richard Jakubaszko repetiu a frase célebre  de Nelson Rodrigues em <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&#38;cod=559JDB005&#38;#c">artigo</a> no Observatório da Imprensa em que analisa o que chama de divulgação massiva e dogmática da mídia sobre o CO2 ser a principal causa do chamado aquecimento planetário.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem, concordo com o Nelsão. Já com Jakubaszko concordo parcialmente. A concordância está na opinião sobre o tão aclamado filme de Al Gore, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0497116/">Uma verdade Inconveniente</a> &#8211; ô filme chato, heim! &#8211; e na observação de que o CO2 não é o único &#8220;vilão&#8221; da história como normalmente se pinta.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a discordância passo a palavra a Roberto Takata, do Gene Repórter, que postou <a href="http://genereporter.blogspot.com/2009/10/o-papel-do-co2-nas-mudancas-climaticas.html">a íntegra do e-mail</a> que enviou ao Observatório da Imprensa apontando alguns equívocos no texto do jornalista. E também a Reinaldo José Lopes, no blog da Folha de São Paulo, em <a href="http://laboratorio.folha.blog.uol.com.br/">post-resposta</a> ao comentário do colunista da revista Veja Diogo Mainardi (<a href="http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/na-revista/o-planeta-que-se-dane/">O planeta que se dane</a>).</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2941" title="icone" src="http://ciencianamidia.wordpress.com/files/2009/10/icone1.jpg?w=300" alt="icone" width="300" height="119" />Ao ler o conjunto, lembrei de imediato de uma das mesas redondas do <a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/2009/08/08/x-congresso-brasileiro-de-jornalismo-cientifico/">X Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico</a>, que ocorreu em Belo Horizonte semana passada.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Achei excelente a iniciativa da <a href="http://www.abjc.org.br/menus/congresso.html">ABJC</a> de dar a palavra, especialmente em um congresso de jornalismo científico que tinha como tema principal o desenvolvimento sustentável, a um dos chamados &#8220;céticos do clima&#8221;. Mas muito mais produtivo para todos seria se a mesa redonda em que o convidado palestrou integrasse também um representante científico do &#8220;outro lado&#8221;. Isso sim  atenderia ao que me pareceu ser a intenção da organização do evento: possibilitar um debate genuíno sobre o tema.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas vamos ao que foi dito. Luiz Carlos Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas e dono de um <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781589E7">currículo invejável na área</a>, não só protestou contra a tese de ação antrópica nas mudanças climáticas, como também contestou a relação entre gases intensificadores do efeito estufa e clima global. Mais que isso, procurou demonstrar que nos próximos 20-25 anos haverá, na verdade, um resfriamento global decorrente do ciclo natural de atividade solar. Segundo o pesquisador, a cada 90 anos o Sol entra num mínimo de atividade, evento que está prestes a se repetir.</p>
<p style="text-align:justify;">Não entendo patavina de climatologia e estou sempre interessada em conhecer os diversos argumentos científicos sobre cada tema justamente por saber que o debate, a contra argumentação e a tentativa de refutar hipóteses estão na essência da prática científica. Mas, apesar de gostar de acompanhar teorias da conspiração por diversão pessoal, tenho claro que &#8220;uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, fiquei bem inquieta com alguns &#8220;detalhes&#8221; da apresentação, como gráficos  sem desvio padrão, referências a artigos científicos sempre da mesma fonte, um trocadilho óbvio que fez com o filme de Al Gore (um doce para quem adivinhar qual foi) e uma visão mais que antropocêntrica sobre a conservação ambiental. &#8220;A<em> conservação ambiental é uma necessidade para sobrevivência da raça humana&#8221;</em>, disse Molion explicando porque considera importante a conservação ambiental mesmo sem a tal &#8220;ameaça&#8221; do aquecimento global.</p>
<p style="text-align:justify;">Preparava-me para colocar alguma pergunta quando o ecólogo Thomas Lewinsohn, remanescente na platéia após palestra anterior que proferiu  no evento (detalhes em breve no próximo post sobre o congresso), perguntou a que Molion atribuía o sucesso das ideias defendidas pelo <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a>: ignorância dos cientistas que compõem o painel ou teoria da conspiração? Na mosca.</p>
<p style="text-align:justify;">A resposta? O palestrante disse que tem certeza que tudo não passa de uma conspiração do G7 para interferir no desenvolvimento de países emergentes, como é o caso do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois dessa guardei meu bloquinho e comecei a planejar onde iria almoçar. Discutir o que com quem vem com uma crença e não argumentos? Como colocou Takata em resposta ao meu comentário em seu blog, <em>&#8220;Conspiração do G7 é ótima. Os EUA conspiraram tão bem que se *recusavam* (e ainda se recusam, mesmo com Obama) a seguir Quioto.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, acho saudável mais discussão sobre o assunto, mas Molion não conseguiu me convencer. E logicamente você, caro leitor, tem todo direito de tirar suas próprias conclusões. Se quiser conhecer alguns dos argumentos de Molion, pode assistir em vídeo  a um trecho do debate travado no programa <em>Conversas Cruzadas</em>, da gaúcha TV COM, postado no You Tube (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=xrhGBHcPmrE">Molion e a Histeria do Aquecimento Global</a>).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nova Logo]]></title>
<link>http://oconfessionario.wordpress.com/2009/10/16/nova-logo/</link>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 14:29:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Portela</dc:creator>
<guid>http://oconfessionario.wordpress.com/2009/10/16/nova-logo/</guid>
<description><![CDATA[Estamos muito felizes, pois, além de estarmos com mais de 100.000 visitas em menos de 5 meses de vid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4254" title="logo_oconfessionario" src="http://oconfessionario.wordpress.com/files/2009/10/oconfessionario1.jpg" alt="logo_oconfessionario" width="500" height="353" />Estamos muito felizes, pois, além de estarmos com <strong>mais de 100.000 visitas em menos de 5 meses</strong> de vida, nossa nova logo ficou pronta. Feita pelo designer <strong>Ronner Lopes</strong> da <strong>Cannes Publicidade</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de muito trabalho e pesquisa, conseguimos unir nosso conceito mesclando o <strong>profano e o religioso</strong>, resultando no símbolo: o olho atrás do buraco da fechadura. Como diria <strong>Nelson Rodrigues</strong>: <span style="color:#000000;"><span style="font-size:x-small;"><em></em></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">E olhando  pelo buraco da fechadura<em> </em>espionaremos a vida das celebridades, o mundo da música, notícias (sob nossa ótica) e atualidades em geral.<em></em></p>
<p style="text-align:justify;">Assim, agradecemos a todos os nossos parceiros, nossos leitores, nossos amigos e colaboradores que fizeram o blog <strong>O Confessionário</strong> ser o que é hoje. A todos nosso muito obrigado!!!</p>
<p style="text-align:justify;">E aguardem, em breve, muitas novidades&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Equipe O Confessionário</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CORITIBA - 100 ANOS DE AMOR E GLÓRIAS]]></title>
<link>http://polacodabarreirinha.wordpress.com/2009/10/12/1898/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 14:19:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>polacodabarreirinha</dc:creator>
<guid>http://polacodabarreirinha.wordpress.com/2009/10/12/1898/</guid>
<description><![CDATA[. CEM ANOS DE EMOÇÃO. . Aí está, meus amigos. Uma página para o futebol, NO DIA DOS 100 ANOS DO MEU ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1899" title="coritiba30112008_6" src="http://polacodabarreirinha.wordpress.com/files/2009/10/coritiba30112008_6.jpg" alt="coritiba30112008_6" width="497" height="372" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>CEM ANOS DE EMOÇÃO.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Aí está, meus amigos. Uma página para o futebol, NO DIA DOS 100 ANOS DO MEU QUERIDO CORITIBA. Uma seleção campeoníssima. Onde a homenagem maior fica para o gênio do esporte, o Garrincha, a alma passarinha. Mas não quero deixar de homenagear também aos coxas Cláudio Fajardo, Alessandro Wojciechowski, Roberto Prado, Ubiratan Gonçalves de Oliveira, Solda, Vera e Caetano, Pedro Prado, Sérgio Viralobos, Maringas, Walmor, Cobaia, Catarina Velasco, Marcelo Chytchy, Chico Fantasma, Marcela Gonçalves de Oliveira, Alua e Paola Wojciechowski, Cláudia Becker, Kevin Kojo Wojciechowski, Edson de Vulcanis, Márcio Goedert, Zé Buffo e aos rubro-negros Edílson Del Grossi, Ivan Justen, Flávio Jacobsen, Francisco Cardoso e José Alberto Trindade.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Futebol – uma folha seca</strong></span></h1>
<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>que não faz outono.</strong></span></h1>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>O futebol legítimo é uma invenção do Pelé e do Garrincha. Com contribuições do Zizinho, Roberto Carlos, Didi, Nilton Santos, Zico, Maradona, Krüger, Sicupira, Romário e Ronaldinho. Como se pode ver, só dá Brasil. Maradona está aí na lista porque se inspirou em Rivelino. Falam muito de Puskas e Di Stéfano, mas eles não valem um Tostão. Mas esse papo é meio oxo. Quem não viu Garrincha, o anjo das pernas tortas, precisa saber que de seus pés nasceram os 3 minutos mais maravilhosos do futebol mundial. Os russos tinham se preparado cientificamente para copa, com computadores, aparelhos e sei lá mais o que, o Mané saiu driblando até sua própria sombra e deixou meio time esparramado pelo chão. Pra nós, poesia e futebol sempre deram samba.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Épico ( 58 ) , heróico (62), lírico (70) e dramáticos. É so relembrar o salto alto de 50, os magníficos derrotados de 82, o pênalti errado por quem nunca errou de 86, o gadelhudo argentino loiro burro de 90, os nervos em frangalhos de 94, e estamos conversados. Aqui no Paraná, futebol se chama Atletiba. E torcida fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, casa com o coxa. E vê seus filhos Passarinho, Krüger, Kosilek e Edson atacando até hoje para as defesas espetaculares do Caju. E por falar em futebol, somos penta, graças ao Romário e ao Ronaldinho. Vem aí outra copa, mas isso também não tem importância. Melhor é ir tomar uma gelada e comer um bolinho no Bar do Torto, lá o Garrincha ainda vive. E como o Arlindo trata bem a gente!</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Gol!</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>O resto é prosa.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Antonio Thadeu Wojciechowski e Roberto Prado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>era dunga</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>definitivamente não entendo nada de soccer</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>pelé e garrincha foram dribles na imaginação</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>quem eu chapelava, hoje me bota nas canetas</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>dunga é o duplo sentido em pessoa</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>quem mais destrói é o mais acionado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>vitória de 1 x 0 não pode mais ser derrota</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>que a jogada mais sutil seja um trompaço bem dado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a última folha seca tirou tinta da trave há quantos outonos?</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Antonio Thadeu Wojciechowski e Sérgio Viralobos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>do parto ao ponto de partida</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>tomado um passeio</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>com ola e olé no meio</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>levou, além do voleio,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a vaia que devolveu sua fuça ao espelho</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>colocado pra escanteio</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>veio de quebra</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>na volta</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>o maior vareio</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>caiu da maca mancando</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>e sob a sanha assassina</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>da massa ensandecida</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>suou sangrando</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>e sozinho</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>o banho de bola</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>da sua vida</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Roberto Prado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>hino ao coxa</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>nós já nascemos vencedores</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>mesmo quando perdemos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ou empatamos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>sempre e sempre ganhamos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>pois somos 5 milhões de jogadores</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Marcos Prado e Plínio Gonzaga Filho</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>o gênio de Pau Grande</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Com o Garrincha jogando</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a bola ia sempre na mesma direção,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>para o mesmo lado do campo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ou às vezes nem ia até.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Ficava ali, parada, olhando pro Mané,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>que olhava os adversários no chão.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Em segundos que pareciam horas,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>pensava: “Deus joga certo por pernas tortas”</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Antonio Thadeu Wojciechowski</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>o melhor hino de todos os tempos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a grama é verde</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a cal é branca</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>é bola na rede</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a bandeira verde e branca se levanta</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>coxas pisam em campo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>outro time treme nos tamancos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>mesmo que a trave entre de sola</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>o ponto de vista é a bola</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>mesmo que o estádio vá abaixo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>saímos dos escombros no braço</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>sou Coritiba, sou coxa roxo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>nossa torcida tem sangue guerreiro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>leva nos ombros o Torneio do Povo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>leva no peito o Campeonato Brasileiro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>sou Coritiba, sou um por todos</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ganho na raça do mundo inteiro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Antonio Thadeu Wojciechowski, Sérgio Viralobos e Ubiratan G. Oliveira</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>dois gols de placa</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>1º tempo</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>manchete</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>CHUTES DE POETA</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>NÃO LEVAM PERIGO À META</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>2º tempo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>quero a vitória</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do time de várzea</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>valente</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>covarde</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>a derrota</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do campeão</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>5 x 0</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>em seu próprio chão</strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>circo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>dentro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do pão</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Paulo Leminski</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>4 jogadas de gênio.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>1. Quem ganha e perde as partidas é a alma.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>2. A arbitragem normal e honesta confere às partidas um tédio profundo, uma mediocridade inenarrável. Só o juiz gatuno, o juiz larápio dá ao futebol uma dimensão nova e, se me permitem, shakespeariana.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>3. O futebol é a mais feia, a mais cruel, a mais tenebrosa das paixões. De repente, Mané Garrincha apareceu. Todo o povo exultou porque o seu jogo tinha milhares de guizos radiantes. Diante dele, o torcedor esquecia a sua ira vespa pornográfica. Só com o Mané a multidão aprendeu a rir, só com Mané a multidão deixou de ser a neurótica obscena.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>4. O que eram certas jogadas de Pelé se não cínicos e deslavados milagres?</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Nelson Rodrigues, o Pelé da crônica esportiva.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Ademir da Guia</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Ademir impõe com seu jogo</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>o ritmo do chumbo (e o peso),</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>da lesma, da câmara lenta,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do homem dentro do pesadelo.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Ritmo líquido se infiltrando</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>no adversário, grosso, de dentro,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>impondo-lhe o que ele deseja,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>mandando nele, apodrecendo-o.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Ritmo morno, de andar na areia,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>De água doente de alagados,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Entorpecendo e então atando</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>O mais irrequieto adversário.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>João Cabral de Melo Neto</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>Entra em campo Marcos Prado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Não se afobe com essa menina,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>é preciso classe para dominá-la.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Calma, ela é que o ensina</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>onde se deve ou não tocá-la.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Por ter as formas perfeitas,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>e os macios, simétricos gomos,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>é mais carinhosa com quem a ajeita</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do que quem a persegue como gnomos.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Apesar de ser o centro das atenções,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>e ter poder sobre o mundo todo,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ela rola, humilde, entre as paixões,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>exposta ao sol, à chuva, ao lodo.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Não se incomoda que a matem no peito,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>que a chutem, que a dividam, que a isolem,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>que a levem no bico, e, com efeito,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ela procura o ângulo que lhe escolhem.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Carente, ela também busca o abraço</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>daquele que melhor a encaixe,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>do que a tem ao alcance do braço,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>dona absoluta do seu passe.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Com o tempo, seus parceiros mudam.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Alguns, com ela, conseguem glória e dinheiro</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>e pensam que a dominam. Mas não se iludam:</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>ela sempre comemora o gol primeiro.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> .</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Esta é a bola, genial, feminina,</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>fascínio de quem defende e ataca.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Aos grossos, ela, cruel, fulmina.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Aos artistas, ela brinda o gol de placa.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">. </span><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#00ff00;"><strong>marcos prado</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">.</span><br />
</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estreia de 'Valsa nº 6']]></title>
<link>http://1ou2escritos.wordpress.com/2009/10/09/estreia-de-valsa-n%c2%ba-6/</link>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 00:34:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Nelson Rodrigues: Complexo de Vira-Lata]]></title>
<link>http://rodolfovasconcellos.wordpress.com/2009/10/08/nelson-rodrigues-complexo-de-vira-lata/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:13:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodolfo Vasconcellos</dc:creator>
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<description><![CDATA[O texto abaixo foi publicado num blog em 2004, mas pra mim está mais atual que nunca. Estava pensand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O texto abaixo foi publicado num blog em 2004, mas pra mim está mais atual que nunca. Estava pensando e compilando informações para escrever algo no blog sobre “complexo de inferioridade” no Brasil, no entanto o blogueiro foi eficiente e articulado na argumentação. Resolvi copiar e colar. Consegui confirmar a veracidade de algumas das informações de 2004. Os números de hoje (2009) são expressivamente melhores. Que fique a idéia de que o Brasil, mesmo com seus problemas, é um dos melhores países para se viver. Quem é que não tem dificuldades na vida pessoal? E que países não tem desafios estruturais e gargalos a se superar? Tanto numa esfera quanto na outra, se não elevarmos nossa auto-estima e tomarmos atitudes protagonistas, chamando a responsabilidade para si, a tendência é mesmo de piorar. Basta refletir um pouco! Na individualidade, essa contradição na concepção da idéia é fruto não do senso crítico ou da visão realista da situação, mas sim da hipocrisia das pessoas! Devemos acabar com este &#8220;complexo de vira-lata&#8221;! Esta expressão, inclusive, foi criada pelo dramaturgo e escritor BRASILEIRO Nelson Rodrigues, que disse: “por &#8216;complexo de vira-lata&#8217; entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo” (sobre a final da Copa de 1950). Isso mesmo, um de nossos melhores dramaturgos cunhou o termo há quase 50 anos, e continuamos a nos inferiorizar na vida privada e na vida pública. Cabe a cada um de nós, com atitude pró-ativa, mudar o mundo. Em nossa casa, no nosso trabalho, na vida em sociedade, em todos os ambientes&#8230; Ontem mesmo citaram Goethe para mim, e eu obviamente concordei. Amanhã, dependendo de nossas atitudes hoje, o Brasil estará com a nossa cara e com a nossa auto-estima! Boa reflexão!</p>
<p>===================</p>
<p>Comentários de uma brasileira na Holanda Para: Todos<br />
Por Anônimo 30/04/2004 às 04:25</p>
<p>O Brasil é mais. Mas a gente pensa que é menos. </p>
<p>Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.<br />
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.<br />
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o<br />
sanduíche em um guardanapo &#8211; ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.<br />
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas<br />
enroladas em folhas de jornal &#8211; e tem fila na porta.<br />
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.<br />
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e<br />
qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de &#8216;Como conquistar o Cliente&#8217;.<br />
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.<br />
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.<br />
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc&#8230; Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.<br />
Os dados são da Antropos Consulting:<br />
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.<br />
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.<br />
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.<br />
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.<br />
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.<br />
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.<br />
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.<br />
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.<br />
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.<br />
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.<br />
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.<br />
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?<br />
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?<br />
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?<br />
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?<br />
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?<br />
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?<br />
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?<br />
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?<br />
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.<br />
É! O Brasil é um país abençoado de fato.<br />
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.<br />
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.<br />
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.<br />
Bendita seja, querida pátria chamada<br />
Está na hora de vestirmos diariamente a camisa verde-amarelo, não de futebol, mas a do nosso coração, de brasileiro LEGÍTIMO!!!! </p>
<p>Disponível em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/04/279177.shtml<br />
Acesso em: 08 de outubro de 2009</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No Trânsito: Pobre, mas Culto]]></title>
<link>http://humorvip.wordpress.com/2009/10/06/no-transito-pobre-mas-culto/</link>
<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 01:39:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>admin</dc:creator>
<guid>http://humorvip.wordpress.com/2009/10/06/no-transito-pobre-mas-culto/</guid>
<description><![CDATA[Pobre, mas culto!!! Calor demais, trânsito em São Paulo, tudo parado&#8230; De um lado: uma Mercedes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Pobre, mas culto!!!</p>
<p>Calor demais, trânsito em São Paulo, tudo parado&#8230;<br />
De um lado: uma Mercedes com ar condicionado, uma madame e motorista;<br />
Do outro: um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer&#8230;<br />
O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame baixa o vidro do Mercedes e diz:<br />
- A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!: Shakespeare, em &#8216;MacBeth&#8217;.<br />
O gordinho não deixa barato:<br />
- &#8216;Vá tomar no cu!&#8217; :<br />
Nelson Rodrigues, em &#8216;A vida como ela é&#8217;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Duelo de titãs]]></title>
<link>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/10/06/duelo-de-titas/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 13:16:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>ilhadeconcreto</dc:creator>
<guid>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/10/06/duelo-de-titas/</guid>
<description><![CDATA[Tem jornalistas que a gente não pode deixar de ler jamais. Os meus prediletos entre os brazucas são ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tem jornalistas que a gente não pode deixar de ler jamais. Os meus prediletos entre os brazucas são o Nelson Rodrigues e o Joel Silveira. Ocorre que eu nunca tinha parado para imaginar se ambos algum dia teria trabalhado na mesma redação. Isso até ler o também fabuloso Geneton Moraes Neto, que é um artista vivo das palavras. </p>
<p>Lendo a coluna do sujeito no <a href="http://colunas.g1.com.br/geneton">G1</a>, dei de cara com uma entrevista que ele fizera com o Joel. Eis um trecho que considero espetacular, quando o autor de A Feijoada que Derrubou o Governo se refere ao colega de redação Nelson Rodrigues.</p>
<p>- Eu nunca disse que não gostava de Nelson Rodrigues. Apenas convivi pouco com ele. Fomos colegas de redação. Gosto da peça “Vestido de noiva”, mas a verdade é não nos entrosávamos. Uma vez, eu estava escrevendo alguma coisa &#8211; escrevo depressa na máquina, porque no fundo sou mesmo é um bom datilógrafo. De repente, Nelson Rodrigues caminha em minha direção, fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: “Patético !”. Em seguida, foi embora, em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nelson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever. Depois disse simplesmente: “Dramático ! ”. Fui embora. Nosso único diálogo resumiu-se a estas duas exclamações – “patético” e “dramático”.</p>
<p><b>Anderson Passos</b></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conceda-me esta dança?]]></title>
<link>http://pontoorgteatral.wordpress.com/2009/10/05/conceda-me-esta-danca/</link>
<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 19:34:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>alineleal0203</dc:creator>
<guid>http://pontoorgteatral.wordpress.com/2009/10/05/conceda-me-esta-danca/</guid>
<description><![CDATA[Talvez se essa pergunta fosse feita no final do século XIX a algum argentino conservador, seriamos n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-478  aligncenter" title="tango" src="http://pontoorgteatral.wordpress.com/files/2009/10/tango.jpg" alt="tango" width="325" height="489" /></p>
<p style="text-align:justify;">Talvez se essa pergunta fosse feita no final do século XIX a algum argentino conservador, seriamos no minímo alvo de palavras feias. O tango nasceu mais ou menos nessa época, no inicio quem só dançava eram os homens,  os locais que tocavam essa música eram em bordéis e cabarés, portanto não tinha nenhum valor até esse ritmo percorrer o mundo ganhar seu merecido reconhecimento, e hoje ser uma das mais belas danças que eu ja vi.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma frase um tanto significativa para nosso grupo, mas trabalhar com Nelson é nunca deixar o tango de canto, e sim conhece-lo cada vez mais. Nelson e tango combinam assim como arroz e feijão. No nosso primeiro trabalho[2006] escolhemos dentre outras músicas Gardel para nosso rico repertório. Agora com nosso novo espetáculo, estamos escolhendo as músicas que irão fazer parte, dentre elas teremos mais um tango, um tango não definido qual cantor ou qual ritmo, mas dessa vez além da música virá acompanhado de uma deliciosa coreográfia. Somente dessa maneira posso descrever o que senti das primeiras impressões da primeira aula que tivemos neste domingo. Todos os orguianos se envolvendo de todas as formas, ao aprender e ensinar a mim e ao Luiz [respectivos Ligia e Paulo na nova montagem]. Estamos enamorados desse ritmo alucinante que nos viciava a cada passo aprendido.</p>
<p style="text-align:justify;">O tango é uma dança onde o casal entrelaçando suas pernas, seduzem se de uma forma bela demonstrando desejo, amor e  muita sensualidade. É a dança da carne. Por isso  todos estão convidados pra nos assistir, em breve.</p>
<p><strong>Aline Leal<br />
</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
