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	<title>no-brasil &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/no-brasil/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "no-brasil"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 02:35:35 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Devemos defender uma causa de que forma? (Islã x política)]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/25/devemos-defender-uma-causa-de-que-forma-isla-x-politica/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:15:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Por mais que a gente tente separar religião de política, quando se trata de muçulmanos tudo ganha ou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por mais que a gente tente separar religião de política, quando se trata de muçulmanos tudo ganha outra cara. Já cansei de espernear quando mostram alguma notícia de um muçulmano cometendo um crime e colocam quase que sublinhado o fato de que ele seguia a religião. Como sabemos, não fazem isso com outras religiões, tipo se o cara é cristão e mata 10, que se dane. Se era muçulmano, é terrorista e mata por Allah e, por consequência, todos os muçulmanos do mundo devem ver isso como normal. Certo? Às vezes. (Pensou que eu ia falar que tava errado, né? :-d )</p>
<p>Vou explicar melhor. Eu sempre fico defendendo em mil fóruns os muçulmanos, quando fazem piadas chamando a gente de terroristas, extremistas, etc. Ou sempre usam aqueles exemplos de mulher de burca, homem que  bate em mulher, que a gente não bebe nada alcóolico e, por essas e outras, não faz nada de interessante na vida. Eu vou lá e bato na tecla que muçulmano não é Talebã, que eles não são exemplos perfeito de sharia e nenhuma nação do mundo pratica uma verdadeira ideologia islâmica. Fico lá me exaltando, explicando mil coisas, como as mulheres são sim valorizadas no Alcorão, como eu muçulmana me sinto mil vezes mais confortável e feliz sendo muçulmana do que antes.</p>
<p>Todo mundo que segue uma fé sonha, mesmo que escondido, que mais pessoas tenham a mesma visão de mundo e compartilhem as mesmas idéias. Um cristão quer mais cristãos, um espírita quer que mais gente acredite em Kardek e um muçulmano, por sua vez, acredita de coração que o Islã é o caminho da verdade e espera que mais pessoas se convertam e compartilhem sua fé. Até aí, isso é natural do ser humano, desde que não haja imposição ou algo à força, é um desejo. Mas isso não nos dá o direito de julgar ou maltratar quem segue outra crença. Ou de falar como se os outros fossem ignorantes e achar que sua missão é trazer alguém pra sua religião (hello cristãos que vivem vindo aqui me avisando que Jesus vai me mandar pro inferno pq o reneguei).</p>
<p>Acho que a expansão de cada credo parte da sua real fé e prática daquilo, não de algo que precisa ser gritado por aí. Eu creio no Islã e na sua moral, por isso acredito que qualquer pessoa que realmente conheça a religião e veja bons exemplos na nossa comunidade, vai se encantar por ela também. Assim deve pensar um católico, por exemplo. Como eu disse, cada um enxerga do seu ângulo o que é o certo.</p>
<p>Pois bem, voltando ao assunto original deste post, os muçulmanos, na minha opinião, são um dos povos mais perseguidos da atualidade. Sim, não estamos em campos de concentração, mas reflita bem sobre as notícias que você lê, os artigos, as guerras travadas nos últimos anos e a forma como são explorados do ponto de vista cultural. São sempre tratados como ignorantes, como se as mulheres não tivessem desejos ou vontade de se educar, como se colocar um véu fosse atestado de burrice. Nunca vi alguém falando daquele chapéu que os judeus usam aqui em higienópolis, ou mesmo das saias longas e blusas comportadas de suas esposas. Quando se trata de muçulmanos, muito do noticiário tende para uma acusação de atraso e falta de visão de mundo.</p>
<p>Não importa se você nasceu no Afeganistão, no Egito ou é convertida como eu. São todos farinha do mesmo saco, aceitam as mesmas coisas &#8220;horrendas&#8221; de morte por Allah e abusos contra crianças e inocentes (disseminados por best sellers do Khaled Khosseini e literatura barata como Sultana). Existe uma ignorância acerca dos conceitos tremenda e um preconceito latente em tudo relacionado a nós. Se um judeu não como porco, ai que lindo segue a tradição. Se um muçulmano não come, que costume idiota, como são bobos né? Fazem mil reportagens sobre o Natal, histórias de personagens desta época e consumo. Já vi muitas matérias na Globo sobre os feriados judaicos, onde visitam famílias aqui e mostram seus costumes. Não vi nada parecido sobre o ramadã islâmico, apesar de nossa comunidade ser mais ou menos do tamanho da judaica. Se alguém viu me corrija, por favor.</p>
<p>Tudo bem que o Brasil não é um país islâmico, mas vocês viram ou não viram várias fotos em grandes sites essa semana sobre o Hajj? A legenda deveria ser um monte de interrogação. Porque mostram a foto, mas não fazem idéia de nada do que representa isso e sempre usam algum outro pretexto para citar o ocorrido (o atual é a gripe suína). O Hajj só está no jornal brasileiro porque as pessoas daqui estão com medo desse bilhão de pessoas e do que eles fazem. Mas não há nada explicando, se aprofundando.</p>
<p>Aí agora, quando vêm o presidente do Irã, novamente começam com aquela corda toda de que ele nega o holocausto, que o regime ISLÂMICOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO (preciso frisar mais?) do país dele é totalitarista, tira a liberdade e tudo mais que vocês já ouviram. E o que os muçulmanos brasileiros fazem? Apóiam o Irã. Sim, acham que ele pode defender Palestina, que por ser um lugar onde toda mulher usa hijab é melhor do que o resto do ocidente. Que se dane que seja uma ditadura, que pessoas morram, que a sharia seja mal aplicada. Mas se é muçulmano, defendem como se fosse certo e se ofendem quando falam mal. Não vou ser hipócrita, acho ridículo os protestos de judeus contra a vinda dele aqui e a repecurssão dada a isso na mídia, fora as análises políticas erradas sobre o fato. O cara nega que exista gay no país dele, enquanto basta uma procurada no Youtube que vcs vão achar vários documentários sobre travestis lá ( O Irã dá/obriga operações de mudança de sexo gratuita para os gays. Ou seja, cortam os órgãos e mudam os documentos dessas pessoas, então deixam de ser homens e viram mulheres no papel). Se ele nega o holocausto, é mais uma furada de um ditador que não sabe fazer discurso. Claro e simples.</p>
<p>Mas tão ridículo quanto as polêmcias de Ahmedinejad, foi a atuação de nossa mídia na guerra de Israel no começo desse ano. Ninguém ficou bravinho quando Israel jogou bomba de fósforo nos palestinos e ninguém falou nada aqui. Afinal, muçulmano e pobre ainda por cima, tem que morrer mesmo, devem pensar.</p>
<p>Mas falhamos ao acreditar que defender um cara desses, só porque  é muçulmano, é válido devido aos revezes que vivemos tendo no campo político e cultural. Muçulmanos que defendem o Hamas, o Hezbollah e coisas do tipo, ou pior, que acham que a mídia só distorce o Talebã e que, na verdade, eles são uns anjos que salvaram o Afeganistão. Eu acho que uma pessoa com o mínimo de conhecimento entente que o Afeganistão foi anexado pela URSS e foi sim o Talebã &#8211; patrocinado pelo tio Sam &#8211; que conseguiu libertar o país novamente, com uma ideologia baseada em bons princípios religiosos mas que se perderem no meio do dinheiro e disputas políticas. Assim como no Irã, a revolução islâmica foi instaurada como busca pela liberdade e encontro com o verdadeiro Deus, após uma ditadura. Mas como diz o ditado, o inferno está cheio de boas intenções. Os humanos, sejam eles muçulmanos ou de qualquer povo, não são perfeitos e abusam do poder, manipulam e falam em nome de Deus para encher os bolsos.</p>
<p>Nós como muçulmanos fora deste eixo, não entendemos exatamente as necessidades de cada povo e os porquês da aceitação por certos ditadores. Mas não podemos nos calar e simplesmente apoiar certos regimes somente porque eles seguem a mesma religião. E enquanto não mudarmos nossa postura religiosa e de comunicação, mais preconceitos iremos enfrentar a cada dia.  Não é porque alguém é palestino que ele tem o direito de atirar uma bomba numa escola judaica. Eu, como muçulmana, sou incapaz de defender tal ato baseada no Alcorão. Quem o faz, sinto muito, mas está sendo tão distorsivo como um inquisidor da Idade Média.</p>
<p>Precisamos limpar nossos conceitos e nossos argumentos. Já está claro que defender nossos direitos baseados na intolerância de outros não dá certo. Existem mesquitas sendo construídas em diversos países do ocidente, aqui no Brasil mesmo. Mas sabemos o que aconteceria se um cristão decidisse abrir um templo num país islâmico. O que nos dá o direito de matarmos um missionário lá, mas depois gritarmos porque fomos humilhados por aqui? Como podemos nos achar no direito de usar o véu, de termos nossas mesquitas, se ao recebermos um estrangeiro, o tratamos como inferior ou algo a ser aniquilado de nossa vista? O mundo está mais globalizado do que nunca, e se não soubermos lidar com esse fato, nossa voz como povo e seguidores de uma fé, será cada vez mais fraca.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[P/ quem quer conhecer um pouco mais do Islã]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/19/p-quem-quer-conhecer-um-pouco-mais-do-isla/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 20:18:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[O blog também tem agenda! ehehe Gente, para quem tem interesse em conhecer um pouco da religião islâ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O blog também tem agenda! ehehe</p>
<p>Gente, para quem tem interesse em conhecer um pouco da religião islâmica, o que os muçulmanos pensam, como são e como agem, duas oportunidades boas, uma em SP e outra no Ceará:</p>
<p><a href="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/i-feira-de-livros-claro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1244" title="I FEIRA DE LIVROS - CLARO" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/i-feira-de-livros-claro.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/feira-jpeg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1245" title="FEIRA JPEG" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/feira-jpeg.jpg" alt="" width="455" height="311" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Não gosto de futebol mesmo...]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/19/nao-gosto-de-futebol-mesmo/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:56:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem o Egito perdeu o último jogo das eliminatórias contra a Argélia&#8230; Faz dias que não se fal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ontem o Egito perdeu o último jogo das eliminatórias contra a Argélia&#8230; Faz dias que não se fala em outra coisa por lá, o povo fica que nem doido na rua, nervoso. Quando a seleção da Argelia foi para o Cairo semana passada disseram até que o ônibus foi atacado por pedras, jogadores se machuram, bla bla bla. Se é verdade ou não, que importa? Também ouvi falar que iam pagar não sei qtos milhões se os jogares vencessem, dinheiro do governo e da iniciativa privada egípcia. Bom, tem escola no Egito que não tem <a href="http://www.thedailynewsegypt.com/article.aspx?ArticleID=24935" target="_blank">água corrente</a> e não consegue conter a gripe suína pq as crianças não tem nem onde lavar a mão, e o governo se preocupando com a Copa.</p>
<p>Ontem quando o Egito perdeu também deu quebra quebra, momentos dignos de nossa torcida aqui também, que quebram sejam ganhando ou perdendo (lembra quando os são paulinos detonaram a av. Paulista depois de vencerem um campeonato?). Mas a pergunta é: futebol vale tanta coisa assim, tanto ódio, amor, paixão?</p>
<p>Sei lá, eu acho que os atletas são exemplos de superação em muitas coisas. Sei que em muitos esportes o cara começa desde pequeno, treina horas a fio todos os dias, vive respirando aquilo e buscando a melhor técnica possível. Pode ser que alguns jogadores de futebol sejam assim também. Mas o que vejo muitas vezes é pura sorte de ser achado por um olheiro, desejo apenas por dinheiro e fama, e nada de exemplo de superação (com exceções, claro). O exemplo não é nada bonito, mas crianças pobres e excluídas tem como maior sonho não ser médico, professor, engenheiro. Vai na favela, o que elas querem? Ser jogador de futebol. Tá bom, e o que país e a sociedade ganha com isso? Sei lá, pra mim nada.</p>
<p>Não sou contra o lazer, as peladas de final de semana, camepeonatos bem organizados e justos. Mas o que vejo não só no Brasil, mas no mundo todo, é um bando de corruptos, troca de poder, grana preta rolando por cima do gramado e por baixo dos panos. E o povo se matando pra assitir, pra torcer&#8230; ai, que perca de tempo! Tá, deve ser porque sou mulher e não curto mesmo, sei lá, mas eu adoro assistir outros esportes. Porque será que o futebol em nada me atrai? Pensando bem, lembro bem de quando ia ver meu irmão nos campeonatos dele de futebol no clube e torcia feito louca. O problema não está no futebol, mas da forma que vejo ele sendo praticado profissionalmente.</p>
<p>Não me joguem pedras, mas já foi o tempo que eu me empolgava e torcia pela selação na Copa. Tô me lixando se ganham ou percam &#8211; com uma leve preferência para que percam. Não acho que torcer para nosso futebol seja sinal de patriotismo ou amor ao meu país. Tenho problemas muito mais sérios para pensar sobre a nossa sociedade que uma porcaria de jogo com 11 marmanjos correndo atrás de uma bola.</p>
<p>A mesma coisa pro time do Egito. Vi no Facebook os amigos todos com bandeirinhas do Egito, falando Yala Masr, bla bla bla Masr. Meu, nunca vi ninguém falando mal do Mubarak ou do pão subsidiado deles naquelas mensagens. Aí num jogo besta de futebol de repente todo mundo vira mega patriota?? Mesmo coisa no Brasil, pintam as ruas, gritam nas janelas.</p>
<p>Bom, eu devo ser uma chata mesmo. Deixa o povo ser feliz mesmo, viva o futebol, ópio do povo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você me aconselha a casar com um egípcio?]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/18/voce-me-aconselha-a-casar-com-um-egipcio/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:15:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[A pergunta deste título já é absurda por si só. Primeiro, casamento é algo tão pessoal e se vc preci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A pergunta deste título já é absurda por si só. Primeiro, casamento é algo tão pessoal e se vc precisa de uma opinião de fora sobre algo tão abstrato é porque ainda tem muito o que conhecer a pessoa com quem quer se envolver. Mas por incrível que pareça, já me fizeram esta pergunta e outras variações dela várias vezes.</p>
<p>A resposta é simples, feita com outra pergunta: como é que eu vou saber? Nem conheço a pessoa. Como já disse tantas outras vezes, egípcio não é feito em forma de bolo, todos com o mesmo caráter, religiosidade e personalidade. São pessoas de carne e osso, como eu e você. Como todo o resto das pessoas do mundo, são diferentes entre si. Acho ingenuidade achar que só porque alguém é de um país determinado, aquilo vai dizer se a pessoa é boa ou ruim.</p>
<p>Mas, de forma bem generalizada mesmo, algumas coisas são meio comuns por lá, como sempre comentamos, eles respeitam muito a família, obedecem os pais, querem se casar e ter filhos (isso não significa que querem uma paixão ou são românticos, muito pelo contrário). Então, não ache que vc vive um conto de fada só porque um egípcio te pediu em casamento pela internet, ou em uma semana falou BAHEBAK. Isso é o mais comum por lá.</p>
<p>Eu acho que relacionamentos são muito mais do que palavras. São as atitudes que realmente vão te provar algo, se é isso que você busca. Não adianta me perguntar ou a qualquer outra pessoa se o tal &#8220;habibi&#8221; é legal ou é honesto. Não dá pra saber, tudo na internet parte do princípio da adivinhação.</p>
<p>Aí vc vem e me pergunta: &#8221; Mas Marina, como é então que você sabia que seu marido é bom, vc não teve medo?&#8221; Medo não tive. Fiz uma opção difícil para buscar felicidade e segui com ela até as últimas consequências. Agora se eu sabia que ia dar certo? Jamais&#8230; apesar de meu coração dizer que sim e da relação com ele ser muito transparente online, na vida real a história realmente é outra. A convivência então, nem se fale. Existe divórcio de gente que namora 10 anos, certo? Pois são as coisas do dia a dia que valem. Nenhum mentira sobrevive ao dividir a cama com uma pessoa, ao ver como o outro reage às coisas da vida. Até que ponto seu companheiro se doa para a relação? Ele é egoísta, mesquinho, brigão, mandão? Pode ser também amoroso, fraco, gentil, calmo, tranquilo até demais. As pessoas podem ter infinitas combinações de personalidade e para mim, é só no cotidiano que descobrimos a receita completa do caráter de alguém. Um gesto simples, como fazer um chá para vc, ou te pegar de surpresa com um abraço. Recolher um papel que caiu no chão, pedir sua opinião, perguntar se vc está bem. Isso vale mais do que um &#8220;bahebak&#8221; dito mil vezes.</p>
<p>Existem coisas na internet que podem ajudar, como estudar muito. Não fique com preguiça, se vc quer alguém do outro lado do mundo, entenda bem o contexto que ele vive, não busque só experiências pessoais de outras pessoas, eu vivi algo completamente diferente que outras amigas. Cada uma conhece um Egito diferente, um egípcio diferente. Leia reportagens sobre o país, veja sites sobre Islam, visite uma mesquita antes de dizer que se converte e acha lindo usar véu. Use a cabeça, não só o coração. Blogs como o meu ajudam, mas são só uma versão dos fatos. E você poderá conhecer milhares de versões sobre tudo, ainda mais quando se trata de amor, coisas intangíveis. E egípcios? Alguns são maravilhosos sim, a gente sempre encontra pessoas maravilhosas em todos os lugares. Mais definí-los por um todo é ser superficial.</p>
<p>Se você pensar do lado prático, casar com alguém de outra cultura e que mora do outro lado do mundo não é algo muito vantajoso. Pense que terá sempre uma família dividida, aqui e lá. Pense que tem coisas que ele vai fazer e você simplesmente vai achar absurda, e ele o mesmo de você. Só pra vcs se conhecerem, um ou outro vai ter que desenbolsar uns 2 mil dólares. Pode ser que vc chegue lá e ele tenha bafo. Ou que ele te veja e te ache velha demais para o que viu nas fotos e passe os dias te enrolando pra dizer isso e no final não casar. Acontece ué, é o risco.</p>
<p>Então, antes de pedir opinião sobre algo que só implica na sua vida, nas suas escolhas, pense bem se vc está disposta a correr os riscos e a fazer a coisa acontecer. Eu, isso minha opinião, não acredito em relacionamentos online de meses a fio, ou até anos. Isso não é prova de nada. Ficar batendo papo na internet não vai te dar garantia nunca de nada. Conheça a família dele, entenda se culturalmente lá se vc é aceita. Não se humilhe jamais para ninguém, se um dia alguém te pedir dinheiro, saia correndo.</p>
<p>Se ele alega que a família não te aceita, seja dura e pergunte logo no começo se ele vai ser contra a família ou te enrolar. Se ele diz que vai ficara com vc, tenha um plano concreto de quando e como isso vai acontecer. O mesmo vale para as brasileiras. Não fique só de namoro com alguém que coloca uma expectativa grande em cima de vc. Se o seu egípcio é sério, não brinque com os sentimentos da pessoa nem fique nessa de fazer &#8220;test drive&#8221; antes. Porque isso só machuca os dois e será, muitas vezes, uma grande perca de tempo.</p>
<p>Mas conselhos são só conselhos. Você pode escolher não dar ouvidos a nada e fazer só o que acha certo para vc. E quem pode te criticar? Ninguém, afinal a vida é sua. No final das contas, só você sabe o que passa na sua cabeça quando, ao deitar, coloca a cabeça sobre o travesseiro e vê o filme de seus dias passando. Só nós mesmos conhecemos o que temos de pior e melhor. Todos nós temos nossos segredos, nossos sonhos e maldades. Só eu sei o preço que posso pagar por um desejo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2009 vai se acabando...]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/16/2009-vai-se-acabando/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 12:00:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mais um ano se aproxima do fim. Não tem como chegar em dezembro, ver o ano novo e não parar para pen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mais um ano se aproxima do fim. Não tem como chegar em dezembro, ver o ano novo e não parar para pensar no que fizemos de bom, se aquele ano valeu a pena ou não. Eu já tive anos bons e ruins, anos misturados, anos que eu perdi à toa por causa de bobagens minha. E se cheguei a alguma conclusão em 2009 foi a de que vida é curta demais para se perder tempo com coisas passageiras.</p>
<p>Em alguns momentos é claro que bate aquela agonia por não saber como resolver determinado problema, mas aprendi a viver com menos peso no ombro e a dar valor ao que realmente importa, como meu amor, minha família, amigos e meu bichos. Coisas que não são mensuráveis em reais ou dólares, mas que representam o tesouro de uma vida.</p>
<p>Conheci gente rica e pobre, alguns felizes outros não. Descobri que aquela lei de que dinheiro não traz felicidade é bem verdade &#8211; mas que com uns trocados no bolso as coisas fica bem mais fácil, claro! :d  E eu fui ficando mais feliz a cada dia que passava, sem necessiariamente ter grandes feitos em 2009. Não fiz nada de anormal, não fui promovida, não ganhei prêmios, não viajei muito e nem fiquei mais rica. Se a gente só tomasse nosso sucesso por estas conquistas de trabalho e materais, 2009 seria um ano perdido para mim, então.</p>
<p>Mas é agora no fim dele que percebo que nunca fui tão feliz na minha vida, como as coisas parecem estar perfeitamente engrenadas, como o mundo faz sentido. Aprendi a não viver do passado, muito menos de ficar na expectativa do futuro, de coisas que não possuo ainda. Sonho com o palpável, não perco noites pensando que alguma sorte grande vai me cair do céu.</p>
<p>Aprendi a encontrar tudo o que preciso dentro da minha casinha pequena, sem precisar do mundo lá fora. Não me falta espaço, não preciso respirar, nem dar uma volta para arejar idéias. Encontrei a paz comigo mesmo e em meu lar e isso em si já é uma das maiores vitórias da minha vida. Por isso, 2009 passou placidamente, calmo e perfeito. Foi um ano fantástico.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lugares que o Mostafa gosta em SP]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/13/lugares-que-o-mostafa-gosta-em-sp/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 16:16:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu acho que no passado já fiz muitas listas do que gosto no Egito e dicas de passeio. Como me pedira]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu acho que no passado já fiz muitas listas do que gosto no Egito e dicas de passeio. Como me pediram essa semana para falar do Mostafa ou de alguma coisa que ele cozinha aqui, resolvi fazer uma lista de algumas coisas que ele ama em SP. Quem conhece outros egípcios ou estrangeiros aqui pode dizer se eles tem gosto em comum ou se curtem outros programas.</p>
<p>Hoje vou falar dele um pouco então, sem a permissão dele ahahaha Mostafa é um pouco fresco, a própria mãe dele disse na sua última visita aqui que o pouco de egícpio que ele tinha, sumiu de vez agora nesses dois anos dele no Brasil. Em personalidade eu acho que ele ainda tem muito da cultura dele e valores, é ciumento, birrento às vezes quando coloca algo na cabeça, muito apegado à religião e à família. Fora isso, esquece que o Mostafa é egípcio.</p>
<p>Programinhas prediletos do Mostafa:</p>
<p>- Alugar um filme cabeça britânico na locadora do lado de casa, ou algum filme indicado pelo vendedor, que é expert em entender o gosto dele por filmes estranhos. Ah, e detalhe, o filme tem que ser também legendado em inglês, se só tiver português  Musta não quer.</p>
<p>- Ir na livraria Cultura toda semana. Ele entra, vai direto pra parte de inglês e fica lá horas. Compara livros, abre todos, checa autores, pergunta pro vendedor das novas edições, etc. E pior, ai de mim se saio de perto para ver algo que me interessa. Ele quer debater comigo as coisas e tenho que ficar lá dando apoio e minha opinião sobre tudo. Depois, quando finalmente ele fala que vai comigo ver o que eu quero, já estou de saco cheio de ver livro e vamos embora eheheh</p>
<p>- Comida japonesa em lugar que serve shimeji e temaki de salmão grelhado. Isso mesmo, exigência dele em japonês é isso. Musta não curtia muito japonês no começo, mas é o tipo de coisa que vai te pegando aos poucos. Agora, até sushi ele come e fica depois passando mal de tanto comer peixe.</p>
<p>- Churrasco. Pode ser em churrascaria ou feito na casa da minha mãe, com direito a vinagrete e batata assada no carvão. Como ele ama a carne brasileira!! Mas nada de gosto egípcio, ele não come nada de gordura nem corte mal feito&#8230; exigente o menino.</p>
<p>- Pão francês, pão de queijo e cafézinho na padaria. Esse sim é o café da manhã deste egípcio.</p>
<p>Bom, estas são algumas coisas que ele adora fazer. Mostafa é muito caseiro e quer ver ele feliz é um domingo de céu azul, ele sentado com a janela da sala aberta mandando uma brisa fresca, lendo algo ou mexendo no computador, enquanto os gatinhos dormem ao lado dele. E claro, comigo do lado pentelhando, cantando, ouvindo música ou falando sem parar&#8230; e tirando fotos como essa aqui:</p>
<div id="attachment_1230" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1230" title="5408_100063129510_728754510_1912016_3038958_n" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/5408_100063129510_728754510_1912016_3038958_n.jpg?w=300" alt="5408_100063129510_728754510_1912016_3038958_n" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Mostafa feliz</p></div>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blackout e o fim do mundo]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/11/blackout-e-o-fim-do-mundo/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:29:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/11/11/blackout-e-o-fim-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Tínhamos acabado de chegar da locadora com vários filmes para assistir. Confortáveis no sofá, gatinh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tínhamos acabado de chegar da locadora com vários filmes para assistir. Confortáveis no sofá, gatinhos no colo e um copo de Coca geladinha na mão. Nem chegamos a terminar de ver os trailers, a luz piscou algumas vezes e Musta correu pra tirar tudo da tomada.</p>
<p>Sorte que mês passado já tinha acabado a luz uma vez e eu tinha um estoque novinho de velas no armário. Acendemos umas quatro. Os gatos burros ficaram insistindo em querer cheirar a chama. Tento tirar, mas não dá, é uma distração e a Nina enfia o nariz no fogo. Só ouço um &#8220;shishshshs&#8221;, os bigodes dela se enrolam como num passe de mágica, tudo queimado.</p>
<p>Olhando pela janela vejo que o apagão era grande. Já imaginei um blackout mesmo, pois quando é regional geralmente se apagam apenas algumas áreas da cidade. Peguei o celular para ligar para minha mãe que mora do outro lado da cidade. Celular sem sinal. &#8220;Ai, será que é tão falado fim do mundo?&#8221;. Comecei já a divagar. O que eu teria de fazer se a luz nunca mais voltasse e a gente não tivesse mais telefone? Nossa, eu ia ter de ir a pé vários quilômetros até a Zona Norte para ver minha mãe. Ué, mas falei de falta de luz, não de gasolina&#8230; Ah, mas aí como o posto de gasolina ia funcionar? Será que funciona sem luz? Ix, e como vou tirar o dinheiro do banco? Será que banco dá dinheiro se não tem sistema de computador?</p>
<p>Falei pro Mostafa que sem luz no mundo a gente estava ferrado, porque nossas profissões não iam ser de muita valia. Não íamos precisar tanto de inglês porque ninguém ia ficar viajando ou falando pela internet com gente de fora. Eu, como jornalista, ia ter que procurar algum lugar com máquina de escrever para trabalhar. Mas será que iam ter máquinas de escrever suficientes no mundo para essa nova realidade?</p>
<p>Fiquei pensando. E agora, como vou saber se o que está acontecendo é o fim do mundo? Não tem TV, não tenho radinho de pilha e minha internet está fora do ar. Lembrei do MP3 de camelô que eu tenho. Aquilo tinha rádio, lembro. Achei o negócio, roubei uma pilha do controle remoto e coloquei o fone. Algumas rádios no ar falam que falta luz em quatro estados.</p>
<p>Em Brasília tem luz. Ah, no resto do mundo também tem luz. Então tá, acabaram-se então minhas teorias sobre o que fazer num mundo sem luz, tudo isso é incopetência mesmo do nosso governo. O ministro falou na rádio que o apagão pode ter sido ocasionado por &#8220;situações meteorológicas&#8221;. Ráááá, conta outra tio, um país desse, entre as 10 maiores economias do mundo, fica sem luz por causa de chuva? Só te perdoava se fosse um furacão.</p>
<p>E foi lá em Itaipu. Ih, não é lá que já falaram que o Bin Laden se escondeu? Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco já vai ser culpa de muçulmano o apagão também. Terrorismo, protesto contra a presença de Madonna no Brasil, que além de ser meio judia vive de roupas curtas por aí. Jesus, acende a luz!</p>
<p>Enquanto eu divagava, Mostafa fazia um chazinho de maçã. Ele estava bravo que eu fiquei ouvindo a rádio e larguei ele sozinho. &#8220;Desliga isso, Marina!!!&#8221;. Tá bom, pronto. &#8220;Mas e aí, o que a gente faz agora?&#8221;, perguntei, perdida. &#8220;Ué, vamos conversar!!&#8221;, respondeu, como se eu tivesse esquecido de algo óbvio.</p>
<p>E aí esqueci a falta da luz, o fim do mundo, a Madonna e o Talebã. Ficamos batendo papo até altas horas, conversando sobre coisas nada a ver e o tempo passou. Quando nos tocamos, já era super tarde e eu precisava dormir. Afinal, nesse ponto já estava agindo como uma cidadã cética normal, com a certeza de que a luz voltaria antes do amanhecer e eu não ia ter desculpa nenhuma para faltar no trabalho.</p>
<p>Dito e feito. Às duas e pouco da manhã, as luzes se acendem, a TV liga sozinha e Tito solta miados de susto. Levanto, apago tudo e volto para meu confortável travesseiro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[História da Escola Bíblica Dominical]]></title>
<link>http://escolabiblicadominical.wordpress.com/2009/11/10/historia-da-escola-biblica-dominical/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 17:32:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Denise Alves</dc:creator>
<guid>http://escolabiblicadominical.wordpress.com/2009/11/10/historia-da-escola-biblica-dominical/</guid>
<description><![CDATA[HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL</strong></p>
<p>Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. <strong>Em 19 de agosto de 1855</strong>, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.</p>
<p>Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.</p>
<p><strong>HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.</p>
<p>Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.</p>
<p>A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna &#8211; o inglês.<br />
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.</p>
<p>Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”. Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus.</p>
<p>É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre. A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td valign="top"><strong> </strong><strong>CRONOLOGIA DA ESCOLA DOMINICAL <br />
No Mundo, no Brasil e nas Assembléias de Deus</strong></p>
<table border="0" cellspacing="1" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="70" valign="top"> <strong>ANO</strong></td>
<td><strong>ACONTECIMENTO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1736</strong></td>
<td valign="top"><strong>14/09<br />
</strong>Nasce Robert Raikes, na Inglaterra.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1780</strong></td>
<td valign="top">Robert Rikes, jornalista evangélico (episcopal), com 44 anos, realiza em Gloucester, Inglaterra, as primeiras aulas aos domingos pela manhã para crianças sobre leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início à Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público. As primeiras professoras foram assalariadas por Raikes.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1783</strong></td>
<td valign="top"><strong>03/11<br />
</strong>Dia Natalício da Escola Dominical, pois Raikes, após três anos de experiência com 7 Escolas Dominicais em casas particulares e com 30 alunos em cada uma delas, alcança êxito em seu trabalho com a transformação na vida de duas crianças.<br />
A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1784</strong></td>
<td valign="top">Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1785</strong></td>
<td valign="top">Raikes Organiza a primeira União de Escolas Dominicais, em Gloucester, com ajuda de William Fox.<br />
Surgem as primeiras Bíblias, Testamentos e Livros para serem usados especialmente nas Escolas Dominicais. Raikes publica o Sunday School Companion, que era um simples livro de leitura de versículos bíblicos.<br />
É iniciado o movimento de Escolas Dominicais nos Estados Unidos da América, na Casa de William Elliott, inspirado nos exemplos britânicos. </td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1790</strong></td>
<td valign="top">É fundada a primeira União de Escolas Dominicais dos EUA, em Philadelphia, para prover salas de aulas e professores para as escolas. Em Charleston, EUA, a Conferência Metodista reconhece oficialmente as suas Escolas Dominicais.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1797</strong></td>
<td valign="top">Somente na Inglaterra chega a mil o número de Escolas Dominicais.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1800</strong></td>
<td valign="top">Surgem fortes ataques contra a Escola Dominical. Raikes ‚ acusado de &#8220;profanador do Dia do Senhor&#8221;, pelo fato de fazer funcionar a Escola aos domingos&#8230; Tal acusação partiu dos religiosos da época. No Parlamento chegou a ser apresentado um decreto para proibir Escolas Dominicais em toda a Inglaterra. Tal decreto jamais foi aprovado.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1810</strong></td>
<td valign="top">O movimento já contava com mais de três mil Escolas Dominicais e com aproximadamente 275 mil alunos matriculados.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1811</strong></td>
<td valign="top">Começa a separação de classes para que adultos analfabetos, assim como as crianças, também pudessem aprender a ler a Bíblia. O movimento chega a 400 mil alunos matriculados só na Inglaterra.<br />
<strong>5/04</strong><br />
Morre Robert Raikes, aos 76 anos de idade, tendo a Escola Dominical se espalhado por toda a Inglaterra e em outras partes do mundo.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1820</strong></td>
<td valign="top">Começam os primeiros passos para congregar as Uniões locais de Escolas Dominicais numa central &#8211; União Americana de Escolas Dominicais.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1824</strong></td>
<td valign="top"><strong>25/05</strong><br />
A União Americana de Escolas Dominicais, em Filadelfia, EUA, torna-se a representante nacional de 723 Escolas afiliadas e 50 mil alunos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1831</strong></td>
<td valign="top">As Escolas Dominicais chegam a 1.250.000 alunos matriculados, cerca de 25% da população da Inglaterra na época.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1832</strong></td>
<td valign="top"><strong>03/10</strong><br />
Realizada a Primeira Convenção Nacional da União Americana de Escolas Dominicais, em New York.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1836</strong></td>
<td valign="top">O Rev. Justin Spauding, da Igreja Metodista, organiza no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abre uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua própria língua. </td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1855</strong></td>
<td valign="top"><strong>19/08</strong><br />
Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah Poulton, casal de missionários escoceses, realizam a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1911</strong></td>
<td valign="top">Dois meses após a fundação das Assembléias de Deus, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, na Av. São Jerônimo, em Belém, PA.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1920</strong></td>
<td valign="top">Começa a circular como suplemento do Jornal Boa Semente em Belém, PA, os Estudos Dominicais, o embrião da atual revista Lições Bíblicas, para Jovens e Adultos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1930</strong></td>
<td valign="top">Lançada a revista Lições Bíblicas para adultos, inicialmente comentada pelos missionários suecos Samuel Nyström e Nils Kastberg. A CPAD ainda não tinha sido fundada.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1932</strong></td>
<td valign="top"><strong>25 a</strong><strong> 31/7</strong><br />
Realizada a XI Convenção Mundial de Escolas Dominicais, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1943</strong></td>
<td valign="top">Lançada a primeira revista para crianças na Escola Dominical das Assembléias de Deus, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1955</strong></td>
<td valign="top">Surge nova revista infantil da CPAD, chamada Lições Bíblicas para Criança, para as idades de 6 a 8 anos. Publicado o primeiro comentário de Lições Bíblicas de autoria do missionário sueco Eurico Bergstén, que viria ser o comentarista com o maior número de lições escritas: 35. <br />
<strong>19/8</strong><br />
Completados 100 anos de fundação das Escolas Dominicais no Brasil.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1973</strong></td>
<td valign="top">Novamente lançada pela CPAD uma revista para crianças por iniciativa e comentários do pr. José Pimentel de Carvalho, sob o título: Minha Revistinha, para as idades de 4 e 5 anos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1974</strong></td>
<td valign="top">Fundado o Departamento de Escola Dominical da CPAD (atual Setor de Educação Cristã), sob a chefia do pastor Antonio Gilberto.<br />
<strong>1 a 06/07</strong><br />
Realizado o primeiro CAPED (Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical), da CPAD e fundado pelo pastor Antonio Gilberto, na Assembléia de Deus de São Cristóvão, RJ.<br />
Lançado o Livro &#8220;Manual da Escola Dominical&#8221;, de autoria do pastor Antonio Gilberto, best-seller da CPAD e livro-texto do CAPED.<br />
Lançada pela CPAD a revista infantil Estudando a Bíblia (atual revista Juniores, para crianças de 9 a 11 anos).</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1980</strong></td>
<td valign="top">Comemorados os 200 anos de fundação da Escola Dominical no mundo pela Associação lnternacional de Educação Cristã (ICEA).<br />
O número de alunos em todo o mundo‚ é estimado em 120 milhões, com cerca de 2 milhões de Escolas Dominicais (não nos moldes do modelo britânico de Raikes) e 8 milhões de professores.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1981</strong></td>
<td valign="top">Lançado pela CPAD o Primeiro Plano de Revistas da Escola Dominical para Assembléias de Deus, formulado pelo pastor Antonio Gilberto, que estabelecia, pela primeira vez, revistas para cada faixa etária da Escola Dominical.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1982</strong></td>
<td valign="top">Lançada a revista Mensageiros da Fé (atual Adolescentes Vencedores), para crianças de 12 a 14 anos.<br />
Lançada revista do Mestre para a revista Lições Bíblicas (Jovens e Adultos), comentadas pelos missionários João Kolenda Lemos e sua esposa Doris Ruth Lemos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1985</strong></td>
<td valign="top">Lançado pela CPAD o Curso Evangelização Infanto-Juvenil (CEI) destinado ao treinamento de professoras de crianças e adolescentes (curso atualmente fora desativado).</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong> 1994</strong></td>
<td valign="top">Reformulado e Relançado pela CPAD o Plano de Revistas formulado em 1974, com a inclusão de duas novas revistas: Campeões da Fé (atual Juvenis Lições Bíblicas), para adolescentes de 15 a 17 anos, e a revista Discipulando para novos convertidos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1996</strong></td>
<td valign="top">Lançada a campanha da CPAD Biênio da Escola Dominical &#8211; 96/97 &#8220;Achei o Livro na casa do Senhor&#8221;<br />
<strong>5 a 07/06</strong><br />
Realizado o I Encontro Nacional de Superioridades de Escola Dominical, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, RJ.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1998 </strong></td>
<td valign="top"><strong>10 a</strong><strong> 13/6</strong><br />
Realizado o I Congresso Nacional de Escolas Dominicais das Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro, RJ.<br />
<strong>11 a 20/11</strong><br />
Realizado o primeiro CAPED fora do Brasil, em Moçambique, África. <br />
Lançado o CAPED em vídeo com 5 fitas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>1999 </strong></td>
<td valign="top"><strong>12 a</strong><strong> 15/11</strong><br />
Realizada a Conferência Nacional de Escolas Dominicais, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, Recife. <br />
Lançada a revista Lições Bíblicas Mestre em CD-ROM. <br />
Lançada a Revista Ensinador Cristão, da CPAD, para circular a partir do 1º trimestre de 2000. <br />
Reformulado e relançado o Plano de Revistas da CPAD da edição de 1994, tendo as primeiras revistas de Escola Dominical no Brasil totalmente coloridas e tendo a inclusão de mais duas revistas: a Maternal, para crianças de 2 e 3 anos, e a Discipulado Mestre.</td>
</tr>
<tr>
<td width="70" valign="top"><strong>2000 </strong></td>
<td valign="top">Lançadas as revistas de Escola Dominical da CPAD para toda a América Latina pela Editorial Patmos. (editora da CPAD para o mundo hispânico).<br />
<strong>24 a 27/05</strong><br />
Realizado o segundo CAPED fora do Brasil: Nova Iorque, EUA.<br />
Lançado o CEI em vídeo com 4 fitas. <br />
Lançada a Cartilha Escola Dominical Revistas e Currículos, para pastores, superintendentes, coordenadores de departamentos e professores.<br />
Lançada a campanha todos na Escola Dominical cada crente um aluno, para mobilizar as Igrejas a envolverem a grande partes de seus membros que não freqüentam a Escola Dominical nas Assembléias de Deus.<br />
<strong>06 a 09/09</strong><br />
Realizado o II Congresso Nacional de Escolas Dominicais nas Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> <a href="http://www.4shared.com/get/107985802/c6855072/A_Histria_da_Escola_Bblica_Dominical_-_CPAD.html">http://www.4shared.com/get/107985802/c6855072/A_Histria_da_Escola_Bblica_Dominical_-_CPAD.html</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Personagem muçulmana na Malhação]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/09/personagem-muculmana-na-malhacao/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:18:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/11/09/personagem-muculmana-na-malhacao/</guid>
<description><![CDATA[Gente, acabei de ver a abertura da nova temporada de Malhação e tomei um susto em ver uma menina de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Gente, acabei de ver a abertura da nova temporada de Malhação e tomei um susto em ver uma menina de véu. Corri pra internet pra ver do que se trata e descobri que a série terá uma muçulmana, uma menina vinda do Irã que usa véu e enta se adaptar ao Brasil.</p>
<p>Fiquei até curiosa para assistir agora e ver como será o andar desta personagem, espero que não deturpem nada nem tirem valores dela!! É ver para conferir!</p>
<p>Para quem está curioso, aqui está a atriz:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1219" title="0,,32748471,00" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/11/03274847100.jpg?w=300" alt="0,,32748471,00" width="300" height="187" /></p>
<p><em>Samira: muçulmana recém-chegada do Irã, de onde veio com a família fugindo da repressão. Sua mãe é brasileira. Fala fluentemente árabe, farsi e português e se veste de forma tradicional, com véus cobrindo os cabelos e roupas largas que não marcam seu corpo. Planeja estudar algo que a ajude a entender melhor o ser humano.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estresse por excesso de comprometimento]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/11/03/estresse-por-excesso-de-comprometimento/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 09:58:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/11/03/estresse-por-excesso-de-comprometimento/</guid>
<description><![CDATA[Passei esses dias longe de casa, longe do blog. E acabo sempre por refletir muito sobre minha vida, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Passei esses dias longe de casa, longe do blog. E acabo sempre por refletir muito sobre minha vida, sobre o que fiz e no que posso ser uma pessoa melhor. Perdi muito tempo me frustrando com as pessoas, sem notar que boa parte das minhas mágoas são causadas por mim mesma e que nunca é tarde para mudar. Mas calma, esse não é mais um dos meus post de reclamação ou &#8220;mimimis&#8221;, como dizem hoje em dia. É sobre auto-conhecimento.</p>
<p>Tive uma ótima conversa com minha chefe num almoço durante a semana e ela é sempre sensível e excelente para analisar personalidades. Na hora que eu comecei a me abrir um pouco, ela falou claramente que via que eu estava &#8220;estressada por excesso de comprometimento&#8221;. Em outras palavras, disse que eu estava me comprometendo com coisas demais, que não eram da minha alçada, me preocupava e lutava por coisas que não são da minha responsabilidade. Por causa disso,  muitas vezes me botava a frente de problemas que nem eram meus, penso que tenho solução para tudo e que poderia ajudar.</p>
<p>Mas nem sempre as pessoas precisam de uma resposta. Elas só querem falar, desabafar e eu não preciso sempre ter uma solução na manga, tentar dizer o que penso ou faria. É preciso dar o outro a chance de experimentar, de viver também. Os erros fazem parte da vida de cada um e não sou eu que vou salvar uma pessoa ao tentar ficar pulando na frente dizendo &#8220;faça isso&#8221;, &#8220;não faça aquilo&#8221;. Muito menos vou me dedicar a solucionar coisas de gente que mal conheço, que se abrem um pouco e eu já escancaro meu leque de ações e opiniões. Calma lá, Marina, respire e deixe os outros respirarem.</p>
<p>Vejo que errei muito ao falar com pessoas que me pediram ajuda sobre seus relacionamentos com egípcios e afins. Sempre falei o que pensava e o que faria e insistia naquilo quando achava que a mulher estava cega. Mas cheguei a conclusão que cada um passa na vida o que precisa, cada pessoa só aceita um problema para si porque quer. O blog tem tanta informação clara sobre como é o casamento e como saber se o cara é verdadeiro. Porque eu vou ter que ir lá, cutucar o ombro da moça e dizer &#8220;eii, você não leu isso e aquilo, não tá vendo que está sendo enganada?&#8221;.</p>
<p>Muita gente quer ser enganada, quer viver de sonhos, de ilusão e se eu mexer nesse tipo de coisa, a culpa sempre vai vir para mim depois. Se tento mostrar os problemas e abro os olhos de alguém é porque sou chata e terminei a relação dos sonhos deles. Se eu fico na minha e falo bem, que o risco vale a pena e a menina vai pro Egito e quebra a cara, a culpa também é minha depois, pois ela diz que não a alertei e a fiz ir para o Egito. Então é complicado, não sei ser uma pessoa que fica em cima do muro, por isso decidi simplesmente não falar mais nada sobre relacionamentos. Afinal, todo mundo tem direito de aprender, de errar, de tentar ser feliz. As informações estão dispostas não só nesse blog, mas em muitos outros lugares, nas mesquitas e livros. Quem procura acha.</p>
<p>Mas não é só nisso que sempre fiquei falando e me comprometendo em ajudar demais, como se fosse minha responsabilidade. Já passei horas com gente que só me pedia ajuda com documentos, tradução, como fazer visto e blablablá e achava que estava salvando o mundo. Aí a menina sugava o que precisava, simplesmente dava &#8220;tchau e benção&#8221; e nunca aparecia para falar mais nada, ou contar como estão as coisas, criar algum laço de amizade. Outro dia, até emprego para um cara que mal conheço tentei arrumar, nem e-mail de agradecimento da esposa recebi. Não sei se eu que fico esperando demais, algum reconhecimento. Mas eu não sou tão altruísta assim ao ponto de fazer as coisas sem esperar no mínimo gratidão em troca. Como disse outro dia, acho que minha cota de sorte nos relacionamentos virtuais deve ter estourado com o Mostafa.</p>
<p>Quem me conhece pessoalmente sabe que se me empolgo com um tema, viro uma matraca. Eu sou assim em tudo, destampo a falar o que penso e sinto e como diz aquele bom ditado, &#8220;em boca fechada não entra mosquito&#8221;. E quanto menos a gente fala, menos chance de falar bobagem tem. Como meu nível de blablablá é extremamente elevado, devo falar muito babaquice por aí.</p>
<p>Mas eu estou conseguindo mudar. Já larguei coisas que me faziam querer comentar, argumentar e expor a &#8220;verdade&#8221;. Que era minha verdade, não necessariamente o que os outros queriam ou precisavam escutar. Estou tentando viver mais na minha, em paz comigo e mais preocupada com o que realmente importa para minha vida.</p>
<p>***</p>
<p>Só para terminar, acho que o exercício de pensar sobre si mesmo vale para todo mundo. Sempre temos algo que podemos ser melhores, como fazermos coisas boas para as pessoas sem nos machucarmos e machucá-las. Isso é um exercício diário e eterno, acredito. E para quem pensa que seu jeito é assim e pronto, quem quiser que aceite, lembre-se que todos vivemos conectados nesse mundo, a ação de um influencia na vida do outro, não dá para pensar de forma isolada somente no que é bom para nós. Devemos ser mais agradecidos a quem tenta nos fazer um bem, mais fraternos com quem precisa de algo, mais responsáveis com nossas atitudes. É o que tenho tentado fazer.</p>
<p>Boa semana pós-feriado!!!</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lua Nova: Kristen Stewart e Taylor Lautner em São Paulo]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2009/11/02/lua-nova-kristen-stewart-e-taylor-lautner-em-sao-paulo/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 13:06:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2009/11/02/lua-nova-kristen-stewart-e-taylor-lautner-em-sao-paulo/</guid>
<description><![CDATA[SP: Kristen Stewart e Taylor Lautner O astro Robert Pattinson, protagonista da saga Crepúsculo no pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_14661" class="wp-caption alignright" style="width: 200px"><a href="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/11/kristen_jacob.jpg"><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/11/kristen_jacob.jpg" alt="SP: Kristen Stewart e Taylor Lautner" title="_kristen_jacob" width="190" class="size-full wp-image-14661" /></a><p class="wp-caption-text">SP: Kristen Stewart e Taylor Lautner</p></div>
<p>O astro Robert Pattinson, protagonista da saga Crepúsculo no papel de Edward Cullen, não pôde vir ao Brasil, pois está fazendo a divulgação do novo filme, Lua Nova, no Japão. Mas Kristen Stewart e Taylor Lautner desembarcaram no país neste fim de semana para divulgar a sequência da saga que é febre entre os jovens do mundo todo:</p>
<blockquote><p>Os intérpretes de Bella Swan e Jacob Black posaram em um hotel em São Paulo, na manhã deste domingo [01.11.2009], comandando uma coletiva de imprensa sobre o longa-metragem que tem data de estreia marcada para o dia 20 de novembro.</p></blockquote>
<p>A matéria foi <a target="_blank" href="http://gente.ig.com.br/materias/2009/11/01/atores+de+crepusculo+divulgam+novo+filme+da+saga+em+sao+paulo+8991095.html">encontrada aqui</a>.</p>
<p>Segundo a Folha Online, &#8220;Lua Nova&#8221; é uma história de amor no nível mais radical, de acordo com declaração da estrela do filme: leia mais <a target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u646324.shtml">clicando aqui</a>.</p>
<p>Leia também:<br />
- <a target="_blank" href="http://gente.ig.com.br/materias/2009/11/02/popstar+robert+pattinson+ataca+de+cantor+em+filme+independente+8972099.html">Robert Pattinson ataca de cantor em filme independente</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lua Nova: Kristen Stewart e Taylor Lautner no Brasil no domingo]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2009/10/28/lua-nova-kristen-stewart-e-taylor-lautner-no-brasil-no-domingo/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 12:45:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2009/10/28/lua-nova-kristen-stewart-e-taylor-lautner-no-brasil-no-domingo/</guid>
<description><![CDATA[Cena de Lua Nova Para a alegria dos fãs de &#8220;Crepúsculo&#8221;, Kristen Stewart e Taylor Lautne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_14540" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/10/luan91.jpg"><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/10/luan91.jpg" alt="Cena de Lua Nova" title="LUAN9" width="150" class="size-full wp-image-14540" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de Lua Nova</p></div>
<p>Para a alegria dos fãs de &#8220;Crepúsculo&#8221;, Kristen Stewart e Taylor Lautner, astros da saga,  respectivamente Bella Swan e Jacob Black, virão ao Brasil para divulgar no domingo, dia 01 de novembro de 2009, o segundo filme da saga, &#8220;Lua nova&#8221;, com estreia mundial em 20.11.2009: </p>
<blockquote><p>A dupla de astros vai participar de um evento fechado para a imprensa em São Paulo e não deve comparecer a pré-estreias durante sua passagem pelo país. Eles chegam ao aeroporto no sábado à noite.</p></blockquote>
<p>Leia mais <a target="_blank" href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/10/27/astros-de-saga-crepusculo-lua-nova-kristen-stewart-taylor-lautner-vem-ao-brasil-para-lancar-filme-914384082.asp">clicando aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pausinha rápida]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/25/pausinha-rapida/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 14:06:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/25/pausinha-rapida/</guid>
<description><![CDATA[Tentei postar mais essa semana, mas não deu muito tempo!! Estou escrevendo para avisar que essa sema]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tentei postar mais essa semana, mas não deu muito tempo!! Estou escrevendo para avisar que essa semana provavelmente o blog continua paradão, pois vou ficar fora de casa, ossos do ofício <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Como não tenho nada pra postar agora, deixo com vcs meus bichanos lindos:</p>
<div id="attachment_1204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 434px"><img class="size-medium wp-image-1204" title="100_1374" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/100_1374.jpg?w=300" alt="100_1374" width="424" height="316" /><p class="wp-caption-text">Tito decidindo: pulo ou não?  (obs. não se preocupem, só abri a janela pra tirar essa foto, ele nao fica solto assim ehehe)</p></div>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_1203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 469px"><img class="size-large wp-image-1203" title="100_1509" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/100_1509.jpg?w=1023" alt="100_1509" width="459" height="344" /><p class="wp-caption-text">Nina aprendendo árabe pra se comunicar melhor com o papai Mostafa</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inversão de valores]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/23/inversao-de-valores/</link>
<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 12:03:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/23/inversao-de-valores/</guid>
<description><![CDATA[Hoje a minha amiga Teresa, que mora no Egito,  publicou um post muito lindo sobre uma história no Eg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje a minha amiga Teresa, que mora no Egito,  publicou um post muito lindo sobre uma história no Egito. Entre <a href="http://fabricadonoegito.com.br/2009/10/23/seguranca-nas-ruas-do-egito/" target="_blank">aqui</a> para ler.</p>
<p>Eu sei que o Egito é um país difícil para se viver, existem mil problemas e o maior deles é o fato de estarem numa ditadura.  Sinto que a maioria das pessoas lá simplesmente parou de perceber o que é seu de direito e quais são seus deveres. Por isso, as ruas tem lixo, os prédios não são pintados (eles acham que é um dever do governo isso, limpar ou pintar) ou quando têm um problema sério como alto preços de comida e escolas caindo ao pedaços, acham que é um dever deles aceitar isso e pronto. Sempre senti essa inversão de conceitos por lá, é uma sociedade bem diferente, só vivendo vários meses para vc entender bem como funciona o raciocínio.</p>
<p>Mas estou falando tudo isso porque ontem vi uma notícia na televisão que me chocou. Um homem no rio foi morto a tiros por causa de um tênis e um blusão. E pior, a polícia parou perto deles, depois abordou os bandidos, e não fez nada. Aí que volto para a história da Teresa, que mostra como uma verdureira deixa suas coisas na rua dia e noite, mesmo sem ela olhar, e ninguém encosta a mão para roubar nada, mesmo com muita gente passando fome lá. Aqui se um caminhão bate, vocês sabem a fila de saqueadores que aparece logo atrás. Eu já vi com meus próprios olhos um caminhão se acidentar na marginal Tietê e carros e mais carros (de gente normal, não é nem &#8220;bandidão&#8221;) parando para roubar as caixas de cerveja que se espalharam pelo local, todos rindo e achando que deram sorte de ver aquilo, ao invés de ajudarem o pobre caminhoneiro, que ficou sentando na guia com a cabeça baixa esperando o guincho.</p>
<p>É complicado ver duas realidades tão diferentes, entender o que acontece em nosso mundo e não ter idéia de como mudá-los. Nesse ponto, virei como os egípcios em relação à corrupção. Por não conhecer um Brasil livre da violência, aprendi a achar que é meu dever andar de vidros fechados, que é meu dever não reagir e entregar tudo rápido se for assaltada. Também inverti meus valores.</p>
<p>Fico aqui sonhando, no dia que o Egito vai uma sociedade democrática em que alguns reais direitos sejam conquistados. E com um Brasil onde eu possa encontrar uma barraca de verduras na rua, sem ninguém vigiando.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Voc&ecirc; sabia?]]></title>
<link>http://winexperience.wordpress.com/2009/10/21/voc-sabia-35/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 15:15:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Luis</dc:creator>
<guid>http://winexperience.wordpress.com/2009/10/21/voc-sabia-35/</guid>
<description><![CDATA[No Brasil, os worms Conficker e Taterf são responsáveis pela maioria das infecções de computadores.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[No Brasil, os worms Conficker e Taterf são responsáveis pela maioria das infecções de computadores.]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ela se foi...]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/19/ela-se-foi/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 16:48:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/19/ela-se-foi/</guid>
<description><![CDATA[Muitas coisas boas aconteceram nos últimos dois meses. Para quem não sabe, minha sogra egípcia veio ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Muitas coisas boas aconteceram nos últimos dois meses. Para quem não sabe, minha sogra egípcia veio para o Brasil e finalmente reunimos as duas famílias que não se conheciam. Essa coisa de amor a distância causa esse tipo de problema: as famílias poucas vezes têm a chance de se conhecerem.</p>
<p>Internet ajuda, mas é muito diferente de ver a pessoa perto, saber como ela age, seu olhar e como ela reage às coisas que vê. Agora que tudo já passou, parece até um sonho que minha sogra esteve aqui, depois de dois anos sem nos vermos. Para ela, uma experiência de vida única, já que a chance de uma mulher da idade dela no Egito fazer uma viagem dessas é bem remota. Ainda mais para um país exótico como o Brasil (sim, Brasil é exótico para eles, afinal, que egípcio um dia imaginou vir passear no Brasil, sem antes pensar nos lugares mais óbvios tipo Europa e EUA).</p>
<p>Foi uma visita divertida, apesar da bagunça em casa, já que não tenho muito espaço. Ri com muitas coisas e hábitos diferentes dos egípcios, que tinha me esquecido. Mostafa nem conto mais como egípcio, porque ele faz tudo diferente e do jeito dele. Também nos divertimos com as confusões linguísticas, pois apesar da minha sogra falar inglês e ter vivido em Londres, ela não pratica muito no dia a dia e isso criava situações muito cômicas. Ela logo aprendeu a falar coisas básicas, tipo &#8220;obrigada&#8221;, &#8220;muito bonito&#8221;, &#8220;tudo bem&#8221; e &#8220;aqui&#8221;. No final agora até os contextos da novela ela já entendia, já que ela achou a qualidade dos programas daqui muito superiores aos árabes (na minha casa só tem ART internacional, uma porcariaaaaaa).</p>
<p>Fomos para lugares fantásticos para ela. As montanhas a caminho de Santos, a neblina. Tudo para ela era muito novo. Ver aquela floresta densa, o mar lá embaixo. E depois, para o interior, se surpreendou com o que é fazenda e o que são os fazendeiros para nós. Enquanto no Egito as propriedades rurais são pequenas e muitas vezes seus moradores simples, aqui na &#8220;Califórnia Brasileira&#8221;, região de Ribeirão Preto, ela viu o que é uma potência agrícola. Ficou depois numa cidade pequena de Minas, onde as pessoas era mais abertas que em São Paulo, onde a vida parecia correr em outro ritmo.</p>
<p>Em São Paulo, aproveitou as vantagens em serviços, viu que cada tipo de carne tem um nome e uma forma de ser cozida e preparada, já que no Egito os açougueiros vendem tudo como se fosse a mesma coisa e com isso dificulta o preparo certo. No supermercado, gostou dos legumes já limpos, separados e muitas vezes cortados. As possibilidades de escolha. Também riu quando viu um casal se beijando na escada rolante, quando viu o noivo da irmã a abraçando na frente do meu pai. Ficou vermelha de vergonha quando dei um selinho no Mostafa na frente da minha família, no Egito, diz, isso não poderia acontecer jamais!</p>
<p>E se surpreendeu a ver muita gente independente aqui, minha vó que mora sozinha em outra cidade e não depende de ninguém.  Começou a ver que ser mulher e viúva não significa que sua vida acabou, que há muito ainda a ser explorado e conhecido, apesar da cultura de seu país muitas vezes pedir o contrário. Aqui ela deixou de usar só preto, testou novas cores de lenços e roupas, viu gente de todas a cores e todos os estilos e se surpreendeu ao ver que quase ninguém se importava com o que o outro fazia. Até mesmo ela com hijab só ouviu gracejo uma vez, quando um moleque gritou &#8220;Are baba&#8221;  no meio do parque.</p>
<p>Aqui ela viu festas de aniversários alegres, mesmo de gente mais velha, reunindo famílias e amigos. E percebeu que ninguém ficava esperando presente, a presença já bastava.  E viu a gente dividindo as despesas na hora de pagar a conta no restaurante, coisa que no Egito seria uma grande falta de educação. Mas gostou do sistema, pois assim todos podiam sair mais vezes, o que no Egito acaba ficando proibitivo já que a educação local demanda que quem convida, pague a conta. Ou seja, convidar é um pouco difícil.</p>
<p>Passou mal na primeira vez que foi na churrascaria e a obrigamos a comer demais. Se surpreendeu com tantas formas que utilizamos o milho para comida. No Egito, só largam na churrasqueira e pronto. Aqui até doce fazemos! Aprendeu novas receitas e comeu mandioquinha. Não gostou muito do pão francês, queria mesmo só o pão árabe que achava no supermercado.</p>
<p>Além disso, ela viveu com meus gatinhos e viu como os animais são tratados aqui de forma diferente. Foi numa loja gigante só com produtos para animais e ficou completamente abismada. Dois andares de produtos só para eles, um corredor só de roupas que ela falou que daria para muitas crianças. Ao sair, estupefata, falou que os cachorros são melhor tratados aqui do que os humanos pelo governo no Egito. Mas eu lembrei ela, ao passar por uma favela, que aqui também não é muito diferente neste quesito.</p>
<p>Ela gostou de ver muito verde, das lojas bem arrumadas. No último dia, falou que uma das coisas que mais tinha gostado era o silêncio no trânsito. Não havia nenhum som das buzinas caóticas do Cairo ou Alexandria, tocadas a cada dois segundos mesmo sem necessidade.</p>
<p>Mas no fim, já sentia falta de sua casa, seu canto. É o natural, assim é a vida e no final das contas, rotina também é bom.</p>
<p>O grande problema desse encontro todo é que a saudade de todos ficou ainda maior. Com a distância e o tempo, ficamos apáticos e aprendemos a conviver com a perda. No reencontro, tudo se acende, memórias novas são criadas, momentos de união e fraternidade familiar voltam a existir.</p>
<p>E tudo se acaba rápido demais. Ela tão pequena e frágil, se despediu com lágrimas nos olhos. Foi doído ver seu corpo pequeno esperando na fila para passar no Raio-X. Olhou para trás já sorrindo e deu um último tchau, mandando beijos e balançando os braços. Cheguei a ver ela passando rapidamente perto da imigração, até que os muros do aeroporto nos separaram de uma vez. E a pior despedida é essa: quando não fazemos idéia se um novo encontro será possível.</p>
<div id="attachment_1192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><img class="size-medium wp-image-1192" title="9317_130044329510_728754510_2302358_215912_n" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/9317_130044329510_728754510_2302358_215912_n.jpg?w=300" alt="9317_130044329510_728754510_2302358_215912_n" width="224" height="198" /><p class="wp-caption-text">Mama e eu na mesquita em SP, durante o ramadã de 2009</p></div>
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mostafa: As aventuras de um egípcio no Brasil]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/15/mostafa-as-aventuras-de-um-egipcio-no-brasil/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 10:56:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/15/mostafa-as-aventuras-de-um-egipcio-no-brasil/</guid>
<description><![CDATA[* Série de quadrinhos enviados por uma querida leitora, a Sílvia!!! Ela não se inspirou no físico do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>* Série de quadrinhos enviados por uma querida leitora, a Sílvia!!! Ela não se inspirou no físico do Mostafa, mas sim no que leu dele aqui! eheheeh EU AMEI!!!! Obrigada Silvia, quero maisssss eheheh  Confiram:</p>
<p><img class="size-large wp-image-1178 alignleft" title="scanner 1" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/scanner-1.jpg?w=726" alt="scanner 1" width="449" height="614" /><br />
<img class="size-large wp-image-1179 alignleft" title="scanner 2" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/scanner-2.jpg?w=724" alt="scanner 2" width="461" height="650" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sexta com boas notícias: nota do IELTS]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/09/sexta-com-boas-noticias-nota-ielts/</link>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 13:26:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/09/sexta-com-boas-noticias-nota-ielts/</guid>
<description><![CDATA[Não vou ter tempo hoje para meu rotineiro post matinal, muita correria no trabalho. Mas passei só pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não vou ter tempo hoje para meu rotineiro post matinal, muita correria no trabalho. Mas passei só para falar que recebi meu resultado do IELTS, uma prova de inglês que serve para várias coisinhas importantes e eu passei!!</p>
<p>Minha preocupação maior era o writing, pois como sou jornalista a escrita é que mais importa e tirei 7.5, nota suficiente para o que preciso <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Meus 8 anos de Cultura Inglesa serviram para algo!! Só me surpreendi que minha nota mais baixa foi no Speaking&#8230;. e olha que eu falo inglês o dia todo, com tudo quanto é gringo e achava que estava boa!! Mas até em português eu tenho mania de falar errado (feio, eu sei, mas tenho um jeitinho particular de me expressar sabendo que é errado, adoro falar coisas do tipo &#8220;come uns pão aí&#8221;, será que passei isso para o inglês? afff).</p>
<p>Bom, só sei que precisava de 6.5 de nota geral, mas consegui 7.5 . Segundo a tabela deles isso significa que estou entre &#8220;Good user&#8221; e &#8220;Very good user&#8221; (a nota máxima é 9).</p>
<p>Sobre a prova: eu não estudei inglês para ela, já que me inscrevi um mês antes e é o tipo de teste que mede seu nível de conhecimento mesmo da língua, ou seja, não ia ser em um mês que eu ia mudar muita coisa. Então foquei apenas no modelo de exame. Treinei principalmente o reading e o writing por estes dois materiais:</p>
<p><a href="http://www.world-english.org/ielts_reading.pdf">http://www.world-english.org/ielts_reading.pdf</a></p>
<p><a href="http://www.bic-englishlearning.com/ielts2.pdf">http://www.bic-englishlearning.com/ielts2.pdf</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paixão pelo que se faz]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/08/paixao-pelo-que-se-faz/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 11:56:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
<guid>http://egitoebrasil.com/2009/10/08/paixao-pelo-que-se-faz/</guid>
<description><![CDATA[Algumas pessoas mais próximas que me conhecem há anos, vivem dizendo que eu sou uma pessoa de sorte ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Algumas pessoas mais próximas que me conhecem há anos, vivem dizendo que eu sou uma pessoa de sorte na área profissional. Não, não estou rica nem sou chefe de ninguém, quem sabe um dia. Mas aqui no Brasil só fiz quatro entrevistas de emprego desde que entrei na faculdade e só não passei em uma: na primeira, com dois meses de faculdade e quando eu realmente não sabia nada da vida de jornalista.</p>
<p>Mas será que eu sou sortuda? Acho que não. Só que eu tenho paixão por tudo que eu faço. Não sou daquelas pessoas mornas, que fazem algo apenas para ganhar um salário e sustentarem prazeres no final de semana. Acho que de uma forma ou outra, sempre passo isso quando sou entrevistada. Eu sou uma pessoa extremamente empolgada com as coisas do meu dia a dia, isso quem me conhece sabe, e acho que isso hoje conta muito na área profissional. Os entrevistadores estão cansados de gente com currículos cheio de coisa bonita, mas com um aperto de mão frouxo. Ainda mais no jornalismo, o que conta não são apenas as palavras bem escritas, isso todos aprendem na faculdade, é técnica, mas sim sua percepção de mundo e entrega para o que faz. Pois o jornalismo não é ciência exata, exige coração.</p>
<p>Quando consegui meu primeiro emprego, aos 18 anos, minha chefe conta que ficou surpresa com a coesão do meu texto e pelo fato de eu ter feito milhares de perguntas e logo de cara sorrir quando ela falou dos temas técnicos com os quais eu trabalharia, coisa nada atrativa para os jovens universitários, já que a maioria que fica sonhando em ser repórter de cultura ou esportes. Pior são os que entram no curso de jornalismo achando que vão ser William Bonner ou Fátima Bernardes. Total ilusão.</p>
<p>E aprendi muito no meu primeiro trabalho, apesar de ser bem específico e eu falar só de papel e celulose. Meus colegas de classe, quando sabiam, achavam que era um porre. Mas enquanto eles lutavam pra ter uma pautinha no jornal da faculdade, eu já estava paginando um revista mensal de 100 páginas, aprendendo os trejeitos da profissão, indo em coletiva de imprensa e pagando micos para aprender tudo.</p>
<p>Um belo dia, minha chefe manda eu conversar com o assessor de imprensa de uma grande empresa e eu liguei toda feliz. O cara no final da conversa perguntou: &#8220;Mas qual é seu deadline?&#8221; E eu: &#8220;O meu o que?? Meu telefone?&#8221;. Claro que ele caiu na gargalhada, pois esse é um dos termas mais básicos do jornalismo, meu prazo de entrega. Mas eu toda saltitante e inexperiente, nunca tinha ouvido falar nessa palavra, apesar de falar inglês nem captei a mensagem. Detalhe, falo com esse jornalista até hoje e sempre rimos dessa história.</p>
<p>Na outra entrevista que fiz, foi para uma vaga de estágio em um dos maiores jornais do país, o Estadão. Nas dinâmicas, até teatro com Euclides da Cunha inventamos, ao invés de fazer um discurso formal. E assim fui pra entrevista final, quando também fui diferente e falei de cara que queria trabalhar com Economia, área que nenhum outro entrevistado se interessava.</p>
<p>Mas não pense que foi tudo fácil. No jornal, a foca (jargão que denomina os novatos no jornalismo) aqui ficou boiando. Ninguém pegou minha mão e ficou me dando serviço. Nada, eu só ficava de olho, enchendo o saco dos editores por uma pauta, inventando temas para trabalhar. Negaram minhas pautas (que eram bobas, já que eu não tinha prática) várias vezes. Mas minha persistência foi maior, e com umas 2 semanas de redação só procurando coisas no arquivo e ajudando com gráficos, finalmente tiveram coragem de me mandar para reportagem em rua.</p>
<p>E aí o tempo voou. Era Marina indo um dia na favela, no outro almoçando com algum executivo em um restaurante chique. Entrei no buraco do metro em construção, fiz plantão na porta da casa do Lula passando frio, ficava em shopping atrás de personagens, ia na escola em dia de eleição pegar depoimento de famosos, fui no porto de santos falar com estivadores, conheci um conde Europeu.</p>
<p>Assustei quando larguei tudo isso que fazia com extrema paixão e fui pro Egito. Só que isso só me ajudou como jornalista. E entre tantas coisas que aconteceram, voltei a trabalhar em jornal e, logo depois, retornei para aquele meu primeiro emprego, na revista técnica, numa posição melhor e onde poderia ter uma vida mais tranquila. E hoje eu amo os eucaliptos e caldeiras de recuperação. Pode parecer maluquice, mas mesmo sendo jornalista escrevo sobre química e física como se fosse a descoberta da América, defendo o uso do papel com unhas e dentes e escrevo e-mail para cada jornal que fala alguma besteira deste setor.</p>
<p>Quer ver Marina feliz, é Marina indo para a fábrica, vendo os rolos secadores passando a folha branquinha, visistando viveiros com milhares de plantinhas prontas para irem ao campo. E andar entre as florestas de pinus e eucalipto analisando seu espaçamento, a idade e quantos metros cúbicos de madeira é possível se obter em um hectare. Continuo gostando muito do que faço, talvez não porque nasci para ser técnica, mas porque não acredito em trabalho sem amor por ele. Pois passo a maior parte dos meus dias sentadas na cadeira da redação, se eu não for viver isso com intensidade, tudo seria uma grande perca de tempo. E assim, não me considero sortuda, me mantenho bem nos lugres onde estou porque me entrgo ao que faço, o que nem sempre é fácil. Tem dias que realmente não estou pra nada, outros em que me irrito com alguém e perco o foco. Mas a essência permanece, e o segredo é renovar essa energia de tempos em tempos, para que a vida não fique monótona e o trabalho se torne apenas algo chato que te dá dinheiro para pagar as contas.</p>
<p>***</p>
<p>Agora, já que falei do meu trabalho, vou contar umas coisas para vocês. No seu e-mail do trabalho, tem aquela frase sem sentido: &#8220;Não imprima, salve as florestas&#8221;, ou algo do gênero? Pois delete, porque isso é mico. Todo papel branco produzido no Brasil provém 100% de reflorestamento, a maioria deles já certificados.</p>
<p>Isso significa que ninguém faz papel da madeira da Mata Atlântica ou Amazonia, até porque a fibra precisa ser uniforme para dar qualidade. As plantações de eucalipto são como lavouras de café ou arroz, por exemplo, plantadas específicamente para este fim. E boa parte das vezes o eucalipto ocupa terras degradadas pelo pasto, recuperando e muitas vezes até mesmo trazendo de volta plantas nativas para aquele região, pois as grandes empresas sempre deixam de 20% a 40% de suas terras apenas para preservação, e replantam o que outros tiraram.</p>
<p>Pra finalizar meu discurso pró-setor ( <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  viram como sou empolgada)  saibam que mesmo com as indústrias de papel e celulose expelindo gases, as florestas mantidas por elas caputram 3 vezes mais CO2 da atmosfera do que as fábricas emitem. Ou seja, usando papel branco de fibra virgem brasileiro, você está é contribuindo para um ambiente melhor. Então pode usar papel com moderação, claro, mas sem temer pelo meio ambiente de forma errada! E os reciclados? Eles devem fazer parte da sua vida, mas é preciso equilíbrio com papel branco, pois o reciclado para ser produzido às vezes é mais poluente que um papel de fibra virgem, com a desvantagem que ele não necessita das florestas. O reciclado é importante para retornar o lixo urbano e criar um ciclo sustentável, mas não pode ser a base de seu consumo. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Pronto, acabou, falei demais.</p>
<div id="attachment_1157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1157" title="Rio Grande do Sul 064" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/rio-grande-do-sul-064.jpg?w=300" alt="Rio Grande do Sul 064" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Viveiro que visitei ano passado, no RS</p></div>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_1158" class="wp-caption aligncenter" style="width: 386px"><img class="size-large wp-image-1158" title="Tres Lagoas 016" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/tres-lagoas-016.jpg?w=1024" alt="Tres Lagoas 016" width="376" height="223" /><p class="wp-caption-text">Eu visitando uma fábrica em construção, no MS</p></div>
<div id="attachment_1161" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1161" title="IMG_4965" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_49651.jpg?w=300" alt="IMG_4965" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Fábrica de papel em construção. Juro que o sol tava batendo assim atrás da máquina, sem photoshop</p></div>
<div id="attachment_1162" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1162" title="IMG_5009" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_5009.jpg?w=300" alt="IMG_5009" width="300" height="173" /><p class="wp-caption-text">Uma colega e eu, indo embora de mais uma fábrica</p></div>
<div id="attachment_1163" class="wp-caption aligncenter" style="width: 780px"><img class="size-large wp-image-1163" title="Rio Grande do Sul 052" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/rio-grande-do-sul-052.jpg?w=770" alt="Rio Grande do Sul 052" width="770" height="1024" /><p class="wp-caption-text">Eucaliptos: adoroooo</p></div>
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil é 75º, Egito 123º]]></title>
<link>http://egitoebrasil.com/2009/10/05/brasil-e-75%c2%ba-egito-123%c2%ba/</link>
<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:15:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>egitoebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou hoje seu ranking de Índice de Dese]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou hoje seu ranking de Índice de Desenvolvimento Humano. O Brasil, 9ª maior economia do mundo (se já não é a 8ª no pós-crise), ficou numa vergonhosa 75ª posição, com 0,813. No índice eles até consideram isso um IDH alto, mas estamos atrás de vários países vizinhos com bem menos recursos, como Uruguai, Chile e Argentina. Engraçado, já conheço os três países citados anteriormente, e apesar de eles consumirem um monte de produtos exportador do Brasil, senti uma tensão social muito menos forte, um clima de vida mais calmo e com menos violência do que aqui. Isso tudo é uma visão particular minha, não parte de nenhum estudo, mas parece que nestes três países a educação ainda é um pouquinho mais levado à sério, não só na escola, mas nas ruas também.</p>
<p>Para mim, o que falta no Brasil, seriamente, é investimento em educação. Sem ela, podemos construir mil coisas, ter as Olimíados e Investment Grade, mas vai continuar a mesma porcaria.</p>
<p>E o Egitão? Com seus mais de cinco milhões de turistas por ano, uma história fantástica, resrvas de gás e o melhor algodão do mundo, conseguiu se sair ainda pior, ficando com um IDH de 0,703, no 123º lugar. Entre os paísees próximos na frente deles estão a Palestina, Síria, Tunísia e Argélia. Ou seja, países com muito menos proeminência política e recursos naturais que o Egito, o maior país árabe e onde Obama escolheu para fazer discurso. E porque isso acontece?</p>
<p>Pelo que vivi no Egito, o problema lá é puramente política. Gente da minha idade não sabe o que é democracia, por não poderem optar por nada, acham que tudo é responsabilidade do governo. Jogam lixo nas ruas &#8211; porque quem tem que limpar é o governo-, não pintam prédios &#8211; quem tem que fazer isso é o governo. A corrupção é ainda mais latente que no Brasil (acreditem!), e chega a todas as esferas. É policial que te para na rua é pede propina na cara dura, é agente do governo que aceita qualquer pound para acelerar um processo. A população é desconfiada, surgem várias histórias de leite vendido misturado com água, eles não acreditam nas embalagens do produto. Pode estar escrito halal, mas nada garante que a tal carne é realmente halal, pois nada é fielmente checado pelo governo. Uma vez, protestaram porque tinha um açougueiro vendendo carne de burro como se fosse de boi. E eles desconfiam que isso acontece diariamente, em tudo quanto é lugar. O Egito é uma potência por si só, um país com uma terra fértil capaz de produzir frutas e legumes maravilhosos, o melhor algodão do mundo, fora o $$ com turismo, que não é pouco.</p>
<p>Mas sem direitos de escolhas e onde os cidadãos não entendem seus direitos, e por consequência seus deveres, vai ser difícil melhorar. Outros países com melhor IDH também vivem ditaduras, não sei se tão antigas quanto a de Mobarak, não tenho condições de analisar porque estão melhores. Se alguém souber, é só ajudar!</p>
<p>Israel, a máquina de guerra financiada vocês sabem por quem, está lá no topo da lista, em 27º lugar.</p>
<div id="attachment_1136" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1136" title="IMG_0051" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_0051.jpg?w=300" alt="IMG_0051" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">O Egito por fora, para turista ver</p></div>
<div id="attachment_1137" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1137" title="IMG_0223" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_0223.jpg?w=300" alt="IMG_0223" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">E o Egito por dentro, que a população vive</p></div>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_1138" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1138" title="IMG_0004" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_0004.jpg?w=300" alt="IMG_0004" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Biblioteca de Alex: exemplo do que o poder público pode fazer bem</p></div>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_1139" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1139" title="IMG_0192" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/img_0192.jpg?w=300" alt="IMG_0192" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Casas populares, maioria na paisagem egípcia, o que o governo ignora</p></div>
<div id="attachment_1142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-1142" title="y1pM0EpVq89HGo1o61aEm5-69wHA5T5DfHITTO0zmIWWdOMcgBj_sxkBxdQCzMtYSQkyWzxfdpPB5s" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/y1pm0epvq89hgo1o61aem5-69wha5t5dfhitto0zmiwwdomcgbj_sxkbxdqczmtysqkywzxfdppb5s1.jpg?w=225" alt="y1pM0EpVq89HGo1o61aEm5-69wHA5T5DfHITTO0zmIWWdOMcgBj_sxkBxdQCzMtYSQkyWzxfdpPB5s" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">São Paulo e seu &#39;belo&#39; exemplo de diferenças sociais</p></div>
<div id="attachment_1143" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-1143" title="3076629393_5eaba9acdb_m" src="http://egitoebrasil.wordpress.com/files/2009/10/3076629393_5eaba9acdb_m1.jpg" alt="3076629393_5eaba9acdb_m" width="240" height="233" /><p class="wp-caption-text">Prédios espelhados na frente, favelas escondidas por trás em SP.</p></div>
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Presidente do TSE ressalta e exalta a lei contra a compra de votos]]></title>
<link>http://jacksonrangel.wordpress.com/2009/09/29/presidente-do-tse-ressalta-e-exalta-a-lei-contra-a-compra-de-votos/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 23:19:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jackson Rangel</dc:creator>
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<description><![CDATA[28 de setembro de 2009 &#8211; 09h00 Nesta segunda-feira (28), a Lei 9.840/99, conhecida como a lei ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>28 de setembro de 2009 &#8211; 09h00 </p>
<p>Nesta segunda-feira (28), a Lei 9.840/99, conhecida como a lei contra a compra de votos, completa dez anos. Desde que foi publicada, a Justiça Eleitoral passou a adotar procedimentos de investigação de compra de votos com o objetivo de inibir a corrupção nas eleições. A lei surgiu de mobilização popular que reuniu mais de um milhão de assinaturas para que a proposta chegasse ao Congresso Nacional.</p>
<p>Na opinião do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto foi uma mobilização popular bem sucedida, porque resultou na aprovação da lei tal como proposta, num prazo recorde, e deixou o eleitor seguro para votar de acordo com a sua consciência.</p>
<p>Um ponto da lei destacado pelo ministro foi a proibição do uso da máquina admin istrativa para fins eleitorais e, em sua opinião, o mais importante é que ela está cumprindo os seus desígnios e tem sido aplicada de forma eficaz.</p>
<p>Ele defende que o eleitor não pode ser seduzido por meios materiais e diz ainda que uma lei que surge das instâncias populares, no plano da iniciativa, é uma lei que já nasce legitimada. “É uma lei que tem respaldo popular”, destaca o ministro que elogia a participação da população no processo eleitoral.</p>
<p>O ministro Ayres Britto ponderou também que protegido pela lei, o eleitor se conscientiza de que ser procurado para vender o voto é um “ultraje, uma desonra, é a maior das ofensas que se pode perpetrar contra o eleitor”.</p>
<p>Mas o ministro lembra que o voto não é só um direito, é também um dever. Ayres Britto diz que “temos o direito e o dever de votar bem para que os quadros representativos sejam bem produzidos ética e democraticamente” para fazer do Brasil um país cada vez melhor, a partir dessa seletividade, do critério rigoroso do eleitor ao escolher os representantes do povo.</p>
<p>“Não se pode fazer a separação entre democracia representativa, que é o nosso regime político por excelência, e eleição popular”, finalizou.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Sting se apresentará no Brasil em novembro]]></title>
<link>http://redetelevisao.wordpress.com/2009/09/27/sting-se-apresentara-no-brasil-em-novembro/</link>
<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 18:46:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>mix</dc:creator>
<guid>http://redetelevisao.wordpress.com/2009/09/27/sting-se-apresentara-no-brasil-em-novembro/</guid>
<description><![CDATA[O cantor Sting irá se apresentar no Brasil no próximo dia 22 de novembro. O único show será realizad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O cantor Sting irá se apresentar no Brasil no próximo dia 22 de novembro.<br />
O único show será realizado no encerramento do festival Natura Nós About Us, que acontecerá em São Paulo.<br />
<img src="http://redetelevisao.wordpress.com/files/2009/09/sting.jpg" alt="sting" title="sting" width="180" height="240" class="aligncenter size-full wp-image-3119" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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