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	<title>notas-por-segundo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "notas-por-segundo"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 06:37:23 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A velocidade como fetiche]]></title>
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<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 13:07:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>tiagoluispereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[A superação dos limites físicos não é objetivo exclusivo de atletas. Muitos músicos também despendem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">A superação dos limites físicos não é objetivo exclusivo de atletas. Muitos músicos também despendem semelhante valor à quantificação: quanto mais notas por segundo, melhor o músico. Isso pode ocorrer em qualquer instrumento, mas a bateria é por excelência o instrumento dos atletas da música. Esse tipo de instrumentista tem como principal objetivo impressionar seus pares e também os leigos com seu preparo físico. </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">Ver um baterista no limite das suas forças pode ser como um ritual sacrificial. Ao assistir às veias do pescoço do batera saltando e suas forças quase se exaurindo, o público vai à loucura, como se todo aquele esforço fosse para presentear a platéia com algo realmente interessante. E não é. Não há nada mais chato, massante e monótono do que ver um baterista apostando corrida com ele mesmo.</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">A música, seja de qual instrumento ela estiver saindo, não deve ser encarada “apenas” como uma forma de exercício físico, penso. A velocidade, sem dúvida, é um elemento constituinte da prática da bateria, mas de maneira nenhuma é o único elemento, e tampouco é o principal. Um baterista muito rápido, se não aliar esse atributo a outros como dinâmica, coordenação e criatividade, não passa de um&#8230; baterista muito rápido. E há muitos bateristas muito rápidos. </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">O problema de se privilegiar a velocidade é facilmente perceptível e consiste no seguinte: quanto mais perto do limite do corpo se trabalha, menos domínio de dinâmica se tem. A dinâmica é constituída da alternância consciente e programada de notas fracas e acentuadas. E um músico que opta por perseguir apenas a velocidade está tacitamente abdicando dos nuances que a dinâmica pode proporcionar. Como é o caso do solo abaixo. </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">Carl Palmer, baterista do lendário trio progressivo britânico Emerson, Lake and Palmer é um grande entusiasta da velocidade. Notem também que, a despeito do impressionante vigor físico de Carl, o som que chega aos nossos ouvidos muitas vezes não passa de um bombardeio de notas, uma poluição anestésica. Ali a música cedeu lugar ao exibicionismo atlético. Quem perde são os ouvidos com alguma sensibilidade musical. </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/EnQuuDnkeJ8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/EnQuuDnkeJ8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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