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	<title>nr-22 &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "nr-22"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 12:10:20 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Norma Regulamentadora - NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração]]></title>
<link>http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/09/norma-regulamentadora-nr-22-seguranca-e-saude-ocupacional-na-mineracao/</link>
<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 01:25:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Gomes de Oliveira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III, todos da CLT.</p>
<p style="text-align:justify;">22.1- Objetivo</p>
<p style="text-align:justify;">22.1.1- Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.2- Campos de Aplicação</p>
<p style="text-align:justify;">22.2.1- Esta norma se aplica a:</p>
<p style="text-align:justify;">a) minerações subterrâneas;<br />
b) minerações a céu aberto;<br />
c) garimpos, no que couber;<br />
d) beneficiamentos minerais e<br />
e) pesquisa mineral</p>
<p style="text-align:justify;">22.3- Das Responsabilidades da Empresa e do Permissionário de Lavra Garimpeira</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.1- Cabe à empresa, ao Permissionário de Lavra Garimpeira e ao responsável pela mina a obrigação de zelar pelo estrito cumprimento da presente Norma, prestando as informações que se fizerem necessárias aos órgãos fiscalizadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.1.1- A empresa, o Permissionário de Lavra Garimpeira ou o responsável pela mina deve indicar aos órgãos fiscalizadores os técnicos responsáveis de cada setor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.2- Quando forem realizados trabalhos através de empresas contratadas pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira, deverá ser indicado o responsável pelo cumprimento da presente Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.3- Toda mina e demais atividades referidas no item 22.2 devem estar sob supervisão técnica de profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.4 &#8211; Compete ainda à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira:</p>
<p style="text-align:justify;">a) interromper todo e qualquer tipo de atividade que exponha os trabalhadores a condições de risco grave e iminente para sua saúde e segurança;</p>
<p style="text-align:justify;">b) garantir a interrupção das tarefas, quando proposta pelos trabalhadores, em função da existência de risco grave e iminente, desde que confirmado o fato pelo superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis e</p>
<p style="text-align:justify;">c) fornecer às empresas contratadas as informações sobre os riscos potenciais nas áreas em que desenvolverão suas atividades.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.5 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira coordenará a implementação das medidas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas e proverá os meios e condições para que estas atuem em conformidade com esta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.6- Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional &#8211; PCMSO, conforme estabelecido na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/06/norma-regulamentadora-nr-7-pcmso/" target="_self">Norma Regulamentadora nº. 7</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7- Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR, contemplando os aspectos desta Norma, incluindo, no mínimo, os relacionados a:</p>
<p style="text-align:justify;">a) riscos físicos, químicos e biológicos;<br />
b) atmosferas explosivas;<br />
c) deficiências de oxigênio;<br />
d) ventilação;<br />
e) proteção respiratória, de acordo com a Instrução Normativa nº. 1, de 11/04/94, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho;<br />
f) investigação e análise de acidentes do trabalho;<br />
g) ergonomia e organização do trabalho;<br />
h) riscos decorrentes do trabalho em altura, em profundidade e em espaços confinados;<br />
i) riscos decorrentes da utilização de energia elétrica, máquinas, equipamentos, veículos e trabalhos manuais;<br />
j) equipamentos de proteção individual de uso obrigatório, observando-se no mínimo o constante na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/06/normas-regulamentadoras-nr-6-epi/" target="_self">Norma Regulamentadora nº. 6</a><br />
l) estabilidade do maciço;<br />
m) plano de emergência e<br />
n) outros resultantes de modificações e introduções de novas tecnologias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1- O Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR deve incluir as seguintes etapas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) antecipação e identificação de fatores de risco, levando-se em conta, inclusive, as informações do Mapa de Risco elaborado pela CIPAMIN, quando houver;<br />
b) avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;<br />
c) estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;<br />
d) acompanhamento das medidas de controle implementadas;<br />
e) monitorização da exposição aos fatores de riscos;<br />
f) registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos e<br />
g) avaliação periódica do programa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.1- O Programa de Gerenciamento de Riscos, suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPAMIN, para acompanhamento das medidas de controle.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.2- O Programa de Gerenciamento de Riscos deve considerar os níveis de ação acima dos quais devem ser adotadas medidas preventivas, de forma a minimizar a probabilidade de ultrapassagem dos limites de exposição ocupacional, implementando-se princípios para o monitoramento periódico da exposição, informação dos trabalhadores e o controle médico, considerando as seguintes definições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) limites de exposição ocupacional são os valores de limites de tolerância previstos na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/09/norma-regulamentadora-nr-15-atividades-e-operacoes-insalubres/"><span style="color:#b85b5a;">Norma Regulamentadora nº.15</span></a> ou, na ausência destes, valores que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva, desde que mais rigorosos que aqueles;</p>
<p style="text-align:justify;">b) níveis de ação para agentes químicos são os valores de concentração ambiental correspondentes à metade dos limites de exposição, conforme definidos na alínea “a” anterior e</p>
<p style="text-align:justify;">c) níveis de ação para ruído são os valores correspondentes a dose de zero vírgula cinco ( dose superior a cinqüenta por cento), conforme critério estabelecido na <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/anexos_nr15.doc">Norma Regulamentadora nº.15, Anexo I</a>, item 6.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.3 &#8211; Desobrigam-se da exigência do PPRA as empresas que implementarem o PGR.</p>
<p style="text-align:justify;">22.4 &#8211; Das Responsabilidades dos Trabalhadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.4.1- Cumpre aos trabalhadores;</p>
<p style="text-align:justify;">a) zelar pela sua segurança e saúde ou de terceiros que possam ser afetados por suas ações ou omissões no trabalho, colaborando com a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira para o cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive das normas internas de segurança e saúde e</p>
<p style="text-align:justify;">b) comunicar, imediatamente, ao seu superior hierárquico as situações que considerar representar risco para sua segurança e saúde ou de terceiros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.5- Dos Direitos dos Trabalhadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.5.1 &#8211; São direitos dos trabalhadores:</p>
<p style="text-align:justify;">a) interromper suas tarefas sempre que constatar evidências que representem riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de terceiros, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico que diligenciará as medidas cabíveis e</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser informados sobre os riscos existentes no local de trabalho que possam afetar sua segurança e saúde.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6- Organização dos Locais de Trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira adotará as medidas necessárias para que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os locais de trabalho sejam concebidos, construídos, equipados, utilizados e mantidos de forma que os trabalhadores possam desempenhar as funções que lhes forem confiadas, eliminando ou reduzindo ao mínimo, praticável e factível, os riscos para sua segurança e saúde e</p>
<p style="text-align:justify;">b) os postos de trabalho sejam projetados e instalados segundo princípios ergonômicos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.2- As áreas de mineração com atividades operacionais devem possuir entradas identificadas com o nome da empresa ou do Permissionário de Lavra Garimpeira e os acessos e as estradas sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.3- Nas atividades abaixo relacionadas serão designadas equipes com, no mínimo, dois trabalhadores:</p>
<p style="text-align:justify;">a) no subsolo, nas atividades de:</p>
<p style="text-align:justify;">I) abatimento manual de choco e blocos instáveis;</p>
<p style="text-align:justify;">II) contenção de maciço desarticulado;</p>
<p style="text-align:justify;">III) perfuração manual;</p>
<p style="text-align:justify;">IV) retomada de atividades em fundo-de-saco com extensão acima de dez metros e</p>
<p style="text-align:justify;">V) carregamento de explosivos, detonação e retirada de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">b) a céu aberto, nas atividades de carregamento de explosivos, detonação e retirada de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.3.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve estabelecer norma interna de segurança para supervisão e controle dos demais locais de atividades onde se poderá trabalhar desacompanhado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7 &#8211; Circulação e Transporte de Pessoas e Materiais</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.1- Toda mina deve possuir plano de trânsito estabelecendo regras de preferência de movimentação e distâncias mínimas entre máquinas, equipamentos e veículos compatíveis com a segurança, e velocidades permitidas, de acordo com as condições das pistas de rolamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.2 &#8211; Equipamentos de transporte de materiais ou pessoas devem possuir dispositivos de bloqueio que impeçam seu acionamento por pessoas não autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.3 &#8211; Equipamentos de transporte sobre pneus, de materiais e pessoas, devem possuir, em bom estado de conservação e funcionamento, faróis, luz e sinal sonoro de ré acoplado ao sistema de câmbio de marchas, buzina e sinal de indicação de mudança do sentido de deslocamento e espelhos retrovisores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.4 &#8211; A capacidade e a velocidade máxima de operação dos equipamentos de transporte devem figurar em placa afixada, em local visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.5 &#8211; A operação das locomotivas e de outros meios de transporte só será permitida a trabalhador qualificado, autorizado e identificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.6 &#8211; O transporte em minas a céu aberto deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os limites externos das bancadas utilizadas como estradas devem estar demarcados e sinalizados de forma visível durante o dia e à noite;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a largura mínima das vias de trânsito, deve ser duas vezes maior que a largura do maior veículo utilizado, no caso de pista simples, e três vezes, para pistas duplas e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nas laterais das bancadas ou estradas onde houver riscos de quedas de veículos devem ser construídas leiras com altura mínima correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo que por elas trafegue.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.6.1- Quando o plano de lavra e a natureza das atividades realizadas não permitirem a observância do constante na alínea “b” deste item, deverão ser adotados procedimentos e sinalização adicionais para garantir o tráfego com segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.7- Os veículos de pequeno porte que transitam em áreas de mineração a céu aberto devem possuir sinalização através de antena telescópica com bandeira, bandeira de sinalização e manter os faróis ligados, mesmo durante o dia, de forma a facilitar sua visualização pelos operadores de equipamentos de grande porte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.7.1- Sinalização luminosa é obrigatória em condições de visibilidade adversa e à noite.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.8 &#8211; As vias de circulação de veículos, não pavimentadas, devem ser umidificadas, de forma a minimizar a geração de poeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.9 &#8211; Sempre que houver via única para circulação de pessoal e transporte de material ou trânsito de veículo no subsolo, a galeria deverá ter a largura mínima de um metro e cinqüenta centímetros além da largura do maior veículo que nela trafegue, além do estabelecimento das regras de circulação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.9.1- Quando o plano de lavra e a natureza das atividades não permitirem a existência da distância de segurança prevista neste item, deverão ser construídas nas paredes das galerias ou rampas, aberturas com, no mínimo, sessenta centímetros de profundidade, dois metros de altura e um metro e cinqüenta centímetros de comprimento, devidamente sinalizadas e desobstruídas a cada cinqüenta metros, para abrigo de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.10 &#8211; Quando utilizados guinchos ou vagonetas, no transporte de material em planos inclinados sem vias específicas e isoladas por barreiras para pedestres, estes devem permanecer parados enquanto houver circulação de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11 &#8211; O transporte de trabalhadores em todas as áreas das minas deve ser realizado através de veículo adequado para transporte de pessoas, que atenda, no mínimo, aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) condições seguras de tráfego;<br />
b) assento com encosto;<br />
c) cinto de segurança;<br />
d) proteção contra intempéries ou contato acidental com tetos das galerias e<br />
e) escada para embarque e desembarque quando necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11.1- Em situações em que o uso de cinto de segurança possa implicar em riscos adicionais, o mesmo será dispensado, observando-se normas internas de segurança para estas situações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11.2- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira é co-responsável pela segurança do transporte dos trabalhadores caso contrate empresa prestadora de serviço para tal fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.12 &#8211; O transporte conjunto de pessoas e materiais tais como ferramentas, equipamentos, insumos e matéria-prima somente será permitido em quantidades compatíveis com a segurança e quando estes estiverem acondicionados de maneira segura, em compartimento adequado, fechado e fixado de forma a não causar lesão aos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.13 &#8211; O transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim, por profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.14 &#8211; O transporte vertical de pessoas só será permitido em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) altura mínima de dois metros;</p>
<p style="text-align:justify;">b) portas com trancas que impeçam sua abertura acidental;</p>
<p style="text-align:justify;">c) manter-se fechadas durante a operação de transporte;</p>
<p style="text-align:justify;">d) teto resistente, com corrimão e saída de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">e) proteção lateral que impeça o acesso acidental a área externa;</p>
<p style="text-align:justify;">f) iluminação;</p>
<p style="text-align:justify;">g) acesso convenientemente protegido;</p>
<p style="text-align:justify;">h) distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola;</p>
<p style="text-align:justify;">i) fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">j) sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.14.1 &#8211; O transporte de pessoas durante a fase de abertura e equipagem de poços deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o poço deve ser dotado de tampa protetora com abertura basculante, que impeça a queda de material ou pessoas e que deverá ser mantida fechada durante a permanência de pessoas no poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o colar do poço deve ser concretado;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o balde de transporte deve ser construído com material de qualidade, resistente à carga transportada e com altura lateral mínima de um metro e vinte centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) velocidade máxima de um metro e vinte centímetros por segundo, que deverá ser reduzida durante a aproximação do fundo do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">e) dispor de sinalização sonora específica, conforme o item 22.18 e</p>
<p style="text-align:justify;">f) não transportar em conjunto pessoas e materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.15 &#8211; Os equipamentos e transportes de pessoas em rampas ou planos inclinado sobre trilhos devem obedecer os seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir assentos em número igual a capacidade máxima de usuários;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ter proteção frontal e superior, de forma a impedir o contato acidental com o teto;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter fixado em local visível o limite máximo de carga ou de usuários e de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">d) embarcar ou desembarcar pessoas somente em locais apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.15.1 &#8211; O transporte de pessoas durante a fase de abertura e equipagem de rampas ou planos inclinado sobre trilhos, deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) velocidade máxima de um metro e vinte centímetros por segundo, que deverá ser reduzida durante a aproximação do fundo da rampa ou plano inclinado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispor de estrado para apoio das pessoas transportadas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) dispor de sinalização sonora específica, conforme o item 22.18 e</p>
<p style="text-align:justify;">d) não transportar em conjunto pessoas e materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.16 &#8211; O transporte de pessoas em planos inclinados ou poços deve ser informado, pelo sistema de sinalização, ao operador do guincho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.17- Havendo irregularidade que ponha em risco o transporte por gaiola ou plano inclinado deve ser proibido imediatamente o funcionamento do guincho, tomando-se prontamente as medidas cabíveis para restabelecer a segurança do transporte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.18- As vias de circulação de pessoas devem ser sinalizadas, desimpedidas e protegidas contra queda de material e mantidas em boas condições de segurança e trânsito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.19- Quando o somatório das distâncias a serem percorridas a pé pelo trabalhador, na ida ou volta de seu local de atividade, em subsolo, for superior a dois mil metros, a mina deverá ser dotada de sistema mecanizado para este deslocamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.20 &#8211; Em galerias ou rampas no subsolo, com tráfego nos dois sentidos, deve haver locais próprios para desvios em intervalos regulares ou dispositivo de sinalização que indique a prioridade de fluxo, de tal forma que não ocorra o tráfego simultâneo em sentidos contrários.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.21 &#8211; É proibido o transporte de material através da movimentação manual de vagonetas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.21.1- É permitida a movimentação manual de vagonetas em operações de manobra, em distância não superior a cinqüenta metros e em inclinação inferior a meio por cento, desde que a força exercida pelos trabalhadores não comprometa sua saúde e segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.22 &#8211; Cada vagoneta a ser movimentada em planos inclinados deve estar ligada a um dispositivo de acoplamento principal e a um secundário de segurança..</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.23 &#8211; O comboio só poderá se movimentar estando acoplado em toda sua extensão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.24 &#8211; É proibido manipular os dispositivos de acoplamento durante a movimentação das vagonetas, exceto se os mesmos forem projetados para tal fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.25 &#8211; As vagonetas devem possuir dispositivo limitador que garanta uma distância mínima de cinqüenta centímetros entre as caçambas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.26 &#8211; Nos locais onde forem executados serviços de acoplamento e desacoplamento de vagonetas devem ser adotadas medidas de segurança com relação à limpeza, iluminação e espaço livre para circulação de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.27 &#8211; Os locais de tombamento de vagonetas devem ser dotados de:</p>
<p style="text-align:justify;">a) proteção coletiva e individual contra quedas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispositivos de proteção que permita trabalhos sobre a grelha, quando necessários;</p>
<p style="text-align:justify;">c) iluminação;</p>
<p style="text-align:justify;">d) sinalização adequada;</p>
<p style="text-align:justify;">e) dispositivos e procedimentos de trabalho que reduzam os riscos de exposição dos trabalhadores às poeiras minerais e</p>
<p style="text-align:justify;">f) bloqueadores, a fim de evitar movimentações imprevistas no tombamento manual.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8 &#8211; Transportadores Contínuos através de Correia</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.1- Em projetos, instalações ou montagem de transportadores contínuos, devem ser observados, no dimensionamento, a necessidade ou não de implantação de sistema de frenagem ou outro equivalente de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.2- O dimensionamento e a construção de transportadores contínuos devem considerar o tensionamento do sistema, de forma a garantir uma tensão adequada à segurança da operação, conforme especificado em projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.3 &#8211; É obrigatória a existência de dispositivo de desligamento ao longo de todos os trechos de transportadores contínuos. onde possa haver acesso rotineiro de trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.3.1- Os transportadores contínuos devem possuir dispositivos que interrompam seu funcionamento quando forem atingidos os limites de segurança, conforme especificado em projeto, que deve contemplar, no mínimo, as seguintes condições de:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ruptura da correia;</p>
<p style="text-align:justify;">b) escorregamento anormal da correia em relação aos tambores;</p>
<p style="text-align:justify;">c) desalinhamento anormal da correia e</p>
<p style="text-align:justify;">d) sobrecarga.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.4 &#8211; Só será permitido a transposição por cima dos transportadores contínuos através de passarelas dotadas de guarda-corpo e rodapé.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.5 &#8211; O trânsito por baixo de transportadores contínuos só será permitido em locais protegidos contra queda de materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.6 &#8211; A partida dos transportadores contínuos só será permitida decorridos vinte segundos após sinal audível ou outro sistema de comunicação que indique o seu acionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.7 &#8211; Os transportadores contínuos, cuja altura do lado da carga esteja superior a dois metros do piso, devem ser dotados em toda a sua extensão por passarelas com guarda-corpo e rodapé fechado com altura mínima de vinte centímetros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.7.1- Os transportadores que, em função da natureza da operação, não possam suportar a estrutura de passarelas, deverão possuir sistema e procedimento de segurança para inspeção e manutenção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.8 &#8211; Todos os pontos de transmissão de força, de rolos de cauda e de desvio dos transportadores contínuos, devem ser protegidos com grades de segurança ou outro mecanismo que impeça o contato acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.9 &#8211; Os transportadores contínuos elevados devem ser dotados de dispositivos de proteção, onde houver risco de queda ou lançamento de materiais de forma não controlada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.10 &#8211; Os trabalhos de limpeza e manutenção dos transportadores contínuos só podem ser realizados com o equipamento parado e bloqueado, exceto quando a limpeza for através de jato d’água ou outro sistema, devendo neste caso possuir mecanismo, que impeça contato acidental do trabalhador com as partes móveis.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9 &#8211; Superfícies de Trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.1- Os postos de trabalho devem ser dotados de plataformas móveis, sempre que a altura das frentes de trabalho for superior a dois metros ou a conformação do piso não possibilite a segurança necessária.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.1.1- As plataformas móveis devem possuir piso antiderrapante de, no mínimo, um metro de largura, com rodapé de vinte centímetros de altura e guarda-corpo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.2- É proibido utilizar máquinas e equipamentos como plataforma de trabalho, quando esses não tenham sido projetados, construídos ou adaptados com segurança para tal fim, e autorizado seu funcionamento por profissional competente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.3 &#8211; As passarelas suspensas e seus acessos devem possuir guarda-corpo e rodapé com vinte centímetros de altura, garantida sua estabilidade e condições de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.3.1 &#8211; Os pisos das passarelas devem ser antiderrapantes, resistentes e mantidas em condições adequadas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.4- As passarelas de trabalho deverão possuir largura mínima de sessenta centímetros, quando se destinarem ao trânsito eventual e de oitenta centímetros nos demais casos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.4.1- As passarelas de trabalho construídas e em operação, que não foram concebidas e construídas de acordo com o exigido neste item, deverão ter procedimentos de trabalho adequados à segurança da operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.5- Passarelas com inclinação superior a quinze graus e altura superior a dois metros, devem possuir rodapé de vinte centímetros e guarda-corpo com tela até a uma altura de quarenta centímetros acima do rodapé em toda a sua extensão ou outro sistema que impeça a queda do trabalhador.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.6 &#8211; Trabalhos em pilhas de estéril e minério desmontado e em desobstrução de galerias, devem ser executados, de acordo com normas de segurança específica elaboradas pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.7 &#8211; O trabalho em telhados somente poderá ser executado com o uso de cinto de segurança tipo “pára-quedista” afixado em cabo-guia, ou outro sistema adequado de proteção contra quedas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.8 &#8211; Nos trabalhos realizados em superfícies inclinadas, com risco de quedas superior a dois metros, é obrigatório o uso de cinto de segurança, adequadamente fixado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.9 &#8211; As galerias e superfícies de trabalho devem ser adequadamente drenadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10 &#8211; Escadas</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.1 &#8211; Para transposição de poços, chaminés ou aberturas no piso devem ser instaladas passarelas dotadas de guarda-corpo e rodapé.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.2- Quando os meios de acesso aos locais de trabalho possuírem uma inclinação maior que vinte graus e menor que cinqüenta graus com a horizontal deverá ser instalado um sistema de escadas fixas, com as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser fixada de modo seguro;</p>
<p style="text-align:justify;">b) possuir degraus e lances uniformes;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter espelhos entre os degraus com altura entre dezoito e vinte centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) possuir distância vertical entre planos ou lances no máximo de três metros e sessenta centímetros e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser provida de guarda-corpo resistente e com uma altura entre noventa centímetros e um metro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3 &#8211; Quando os meios de acesso ao local de trabalho possuírem uma inclinação superior a cinqüenta graus com a horizontal, deverá ser disponibilizada uma escada de mão, que atenda aos seguinte requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser de construção rígida e fixada de modo seguro, de forma a reduzir ao mínimo os riscos de queda;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser livres de elementos soltos ou quebrados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter distância entre degraus entre vinte e cinco e trinta centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter espaçamento no mínimo de dez centímetros entre o degrau e a parede ou outra obstrução atrás da escada, proporcionando apoio seguro para os pés;</p>
<p style="text-align:justify;">e) possuir instalação de plataforma de descanso com no mínimo sessenta centímetros de largura e cento e vinte centímetros de comprimento em intervalos de, no máximo, sete metros, com abertura suficiente para permitir a passagem dos trabalhadores e</p>
<p style="text-align:justify;">f) ultrapassar a plataforma de descanso em pelo menos um metro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3.1- Se a escada for instalada em poço de passagem de pessoas, deverá ser construída em lances consecutivos com eixos diferentes, distanciados no mínimo de sessenta centímetros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3.2 &#8211; Se a escada possuir inclinação maior que setenta graus com a horizontal, deverá ser dotada de gaiola de proteção a partir de dois metros do piso ou outro dispositivo de proteção contra quedas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.4 &#8211; As escadas de madeira devem possuir as seguintes características mínimas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a madeira deve ser de boa qualidade, não apresentar nós ou rachaduras que comprometam sua resistência;</p>
<p style="text-align:justify;">b) não ser pintadas ou tratadas de forma a encobrir imperfeições;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter uma distância entre degraus entre vinte e cinco e trinta centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter espaçamento de pelo menos dez centímetros entre os degraus e a parede ou outra obstrução atrás da escada, proporcionando apoio seguro para os pés e</p>
<p style="text-align:justify;">e) projetar-se pelo menos um metro acima do piso ou abertura, caso não haja corrimão resistente no topo da escada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.5 &#8211; No caso de uso de escadas metálicas, deverão ser adotadas medidas adicionais de segurança, quando próximas a instalações elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.6 &#8211; Só será permitida a utilização de escadas de corrente nas fases de abertura de poços em minas subterrâneas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11 &#8211; Máquinas, Equipamentos, Ferramentas e Instalações</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.1 &#8211; Todas as máquinas, equipamentos, instalações auxiliares e elétricas devem ser projetadas, montadas, operadas e mantidas em conformidade com as normas técnicas vigentes e as instruções dos fabricantes e as melhorias desenvolvidas por profissional habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.2 &#8211; As máquinas e equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada instalados de modo que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) não se localize na zona perigosa da máquina ou equipamento e nem acarrete riscos adicionais;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possa ser acionado ou desligado, em caso de emergência, por outra pessoa que não seja o operador;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não possa ser acionado ou desligado involuntariamente pelo operador ou de qualquer outra forma acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.3 &#8211; Máquinas, equipamentos, sistemas e demais instalações que funcionem automaticamente devem conter dispositivos de fácil acesso, que interrompam seu funcionamento quando necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.4 &#8211; As máquinas e sistemas de comando automático, uma vez paralisados, somente podem voltar a funcionar com prévia sinalização sonora de advertência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5 &#8211; As máquinas e equipamentos de grande porte, devem possuir sinal sonoro que indique o início de sua operação e inversão de seu sentido de deslocamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5.1 &#8211; As máquinas e equipamentos de grande porte, que se deslocam também em marcha à ré, devem possuir sinal sonoro que indique o início desta manobra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5.2 &#8211; As máquinas e equipamentos, cuja área de atuação estejam devidamente sinalizadas e isoladas estão dispensadas de possuir sinal sonoro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.6 &#8211; As máquinas e equipamentos operando em locais com riscos de queda de objetos e materiais devem dispor de proteção adequada contra impactos que possam atingir os operadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.6.1 &#8211; As máquinas e equipamentos devem possuir proteção do operador contra exposição ao sol e chuva.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.7 &#8211; No subsolo, os motores de combustão interna utilizados só podem ser movidos a óleo diesel e respeitando as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) existir sistema eficaz de ventilação em todos os locais de seu funcionamento;</p>
<p style="text-align:justify;">b) possuir sistemas de filtragem do ar aspirado pelo motor, com sistemas de resfriamento e de lavagem de gás de exaustão ou catalisador;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possuir sistema de prevenção de chamas e faíscas do ar exaurido pelo motor, em minas com emanações de gases explosivos ou no transporte de explosivos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) executar programa de amostragem periódica do ar exaurido, em intervalos que não excedam um mês, nos pontos mais representativos da área afetada, e de gases de exaustão dos motores, em intervalos que não excedam três meses, realizados em condições de carga plena e sem carga, devendo ser amostrados pelo menos gases nitrosos, monóxido de carbono e dióxido de enxofre.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.8 &#8211; Nas operações de início de furos com marteletes pneumáticos deve ser usado dispositivo adequado para firmar a haste, vedada a utilização exclusiva das mãos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.9 &#8211; As máquinas e equipamentos, que ofereçam risco de tombamento, de ruptura de suas partes ou projeção de materiais, peças ou partes destas, devem possuir dispositivo de proteção ao operador.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.10 &#8211; É obrigatória a proteção de todas as partes móveis de máquinas e equipamentos ao alcance dos trabalhadores e que lhes ofereçam riscos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.10.1 &#8211; No caso de remoção das proteções para execução de manutenção ou testes, as áreas próximas deverão ser isoladas e sinalizadas até a sua recolocação para funcionamento definitivo do equipamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.11 &#8211; Em locais com possibilidade de ocorrência de atmosfera explosiva, as instalações, máquinas e equipamentos devem ser à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.12 &#8211; A manutenção e o abastecimento de veículos e equipamentos devem ser realizados por trabalhador treinado, utilizando-se de técnicas e dispositivos que garantam a segurança da operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.13 &#8211; Todo equipamento ou veículo de transporte deve possuir registro disponível no estabelecimento, em que conste:</p>
<p style="text-align:justify;">a) suas características técnicas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a periodicidade e o resultado das inspeções e manutenções;</p>
<p style="text-align:justify;">c) acidentes e anormalidades;</p>
<p style="text-align:justify;">d) medidas corretivas a adotar ou adotadas e</p>
<p style="text-align:justify;">e) indicação de pessoa, técnico ou empresa que realizou as inspeções ou manutenções.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.13.1- O registro citado neste item deve ser mantido por, no mínimo, um ano à disposição dos órgãos fiscalizadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.14 &#8211; As ferramentas devem ser apropriadas ao uso a que se destinam, proibindo-se o emprego de defeituosas, danificadas ou improvisadas inadequadamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.15 &#8211; As mangueiras e conexões de alimentação de equipamentos pneumáticos devem possuir as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) permanecer protegidas, firmemente presas aos tubos de saída e entradas e, preferencialmente, afastadas das vias de circulação e</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser dotadas de dispositivo auxiliar, que garanta a contenção da mangueira, evitando seu ricocheteamento, em caso de desprendimento acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.16 &#8211; Os condutores de alimentação de ar comprimido devem ser locados de forma a minimizar os impactos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.17- Na utilização e manuseio de ferramentas de fixação a pólvora devem ser observadas as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o operador deve ser devidamente qualificado e autorizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o operador deve certificar-se que quaisquer outras pessoas não estejam no raio de ação do projétil, inclusive atrás de paredes;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o operador deve certificar-se que o ambiente de operação não contém substâncias inflamáveis e explosivas;</p>
<p style="text-align:justify;">d) as ferramentas devem ser transportadas e guardadas descarregadas, sem o pino e o finca-pino e</p>
<p style="text-align:justify;">e) as ferramentas devem ser guardadas em local de acesso restrito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.18 &#8211; Todo equipamento elétrico manual utilizado deve ter sistema de duplo isolamento, exceto quando acionado por baterias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.19 &#8211; Nas operações com máquinas e equipamentos pesados devem ser observadas as seguintes medidas de segurança:</p>
<p style="text-align:justify;">a) isolar e sinalizar a sua área de atuação, sendo o acesso à área somente permitido mediante autorização do operador ou pessoa responsável;</p>
<p style="text-align:justify;">b) antes de iniciar a partida e movimentação o operador deve certificar-se de que ninguém está trabalhando sobre ou debaixo dos mesmos ou na zona de perigo;</p>
<p style="text-align:justify;">c) não operar em posição que comprometa sua estabilidade e</p>
<p style="text-align:justify;">d) tomar precauções especiais quando da movimentação próximas à redes elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.19.1- As máquinas e equipamentos pesados devem possuir no mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de capacidade máxima em local visível no corpo dos mesmos e</p>
<p style="text-align:justify;">b) cadeira confortável, fixada, de forma que sejam reduzidos os efeitos da transmissão da vibração.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.20 &#8211; É proibido fazer manutenção, inspeção e reparos de qualquer equipamento ou máquinas sustentados somente por sistemas hidráulicos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.21 &#8211; Nas atividades de montagem e desmontagem de pneumáticos das rodas devem ser observadas as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os pneumáticos devem ser completamente esvaziados, removendo o núcleo da válvula de calibragem antes da desmontagem, remoção do eixo ou reparos em que não haja necessidade de sua retirada;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o enchimento de pneumáticos só poderá ser executado dentro de dispositivo de clausura até alcançar uma pressão suficiente para forçar o talão sobre o aro e criar uma vedação pneumática e</p>
<p style="text-align:justify;">c) o dispositivo de clausura citado na alínea “b” deve suportar o impacto de um aro de um pneumático com cento e cinqüenta por cento da pressão máxima especificada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.22 &#8211; As hastes de abater choco devem ser, levando-se em conta a segurança da operação, ergonomicamente compatíveis com o trabalho a ser realizado, tendo comprimento e resistência suficientes e peso o menor possível para não gerar sobrecarga muscular excessiva.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.23 &#8211; Os recipientes contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas, calor e impactos acidentais bem como estar de acordo com recomendações do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.24- Todo cabo sem fim só poderá operar nas seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir sistema de proteção anti-recuo que impeça a continuidade do movimento em caso de desligamento;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispor de proteção das partes móveis das estações de impulso e inversão;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser instalados de maneira que seu acionamento exclua movimentos bruscos e descontrolados e</p>
<p style="text-align:justify;">d) sua partida só será permitida decorridos vinte segundos após sinal audível ou outro sistema de comunicação que indique seu acionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12- Equipamentos de Guindar</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.1 &#8211; Os equipamentos de guindar devem possuir:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de carga máxima permitida e da velocidade máxima de operação e dispositivos que garantam sua paralisação em caso de ultrapassagem destes índices;</p>
<p style="text-align:justify;">b) indicador e limitador de velocidade para máquinas com potência superior a quarenta quilo-watts;</p>
<p style="text-align:justify;">c) em subsolo, indicador de profundidade funcionando independente do tambor;</p>
<p style="text-align:justify;">d) freio de segurança contra recuo e</p>
<p style="text-align:justify;">e) freio de emergência quando utilizados para transporte de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.2 &#8211; Poços com guincho devem ser equipados, no mínimo, com as seguintes instalações e dispositivos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) bloqueios que evitem o acesso indevido ao poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) portões para acesso à cabine ou gaiola em cada nível;</p>
<p style="text-align:justify;">c) dispositivos que interrompam a corrente elétrica do guincho quando a cabine ou gaiola, na subida ou na descida, ultrapasse os limites de velocidade e posicionamento permitidos;</p>
<p style="text-align:justify;">d) sinal mecanizado ou automático em cada nível do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">e) sistema de telefonia integrado com os níveis principais do poço, com o guincho e a superfície e</p>
<p style="text-align:justify;">f) sistema de sinalização sonora e luminosa ou através de rádio ou telefone, que permita comunicação ao longo de todo o poço para fins de revisão e emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3 &#8211; O meio de transporte e extração, em subsolo, acionado por guincho, deve ser dotado de sistema de frenagem que possibilite a sua sustentação, parado e em qualquer posição, carregado com, no mínimo, cento e cinqüenta por cento da carga máxima recomendada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3.1 &#8211; O sistema de frenagem do equipamento de transporte vertical deve ser acionado quando:</p>
<p style="text-align:justify;">a) houver um comando de parada;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o sistema de transporte estiver desativado;</p>
<p style="text-align:justify;">c) os dispositivos de proteção forem ativados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) houver interrupção da energia;</p>
<p style="text-align:justify;">e) for ultrapassado o limite de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">f) for ultrapassada a carga máxima permitida.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3.2 &#8211; O sistema de frenagem só poderá liberar o equipamento de transporte vertical quando os motores estiverem ligados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.4 &#8211; Os equipamentos de guindar devem ser montados, conforme recomendam as normas e especificações técnicas vigentes e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13. Cabos, Correntes e Polias</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.1 &#8211; Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e suas conexões, devem ser projetados, especificados, instalados e mantidos em poços e planos inclinados, conforme instruções dos fabricantes e ser previamente certificados por organismo de certificação credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial &#8211; INMETRO.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2 &#8211; Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração devem observar os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) no poço, possuir coeficiente de segurança de, no mínimo, igual a oito em relação à carga estática máxima;</p>
<p style="text-align:justify;">b) em outros aparelhos dos sistemas de transportes, cuja ruptura possa ocasionar acidentes pessoais, possuir coeficiente de segurança de, no mínimo, igual a seis em relação à carga estática máxima e</p>
<p style="text-align:justify;">c) para suspensão ou conjugação de veículos possuir no mínimo resistência de dez vezes a carga máxima .</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2.1- Mediante justificativa técnica, os coeficientes de segurança e de resistência citados neste item poderão ser alterados, mediante responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2.2- Devem ser realizadas, no mínimo a cada seis meses, medições topográficas para verificar o posicionamento dos eixos das polias dos cabos, de acordo com as características técnicas do respectivo projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.3 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira anotará em livro ou outro sistema de registro, sob responsabilidade técnica, os seguintes dados relativos aos cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração utilizados nas atividades de guindar :</p>
<p style="text-align:justify;">a) composição e natureza;</p>
<p style="text-align:justify;">b) características mecânicas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) nome e endereço do fornecedor e fabricante;</p>
<p style="text-align:justify;">d) tipo de ensaios e inspeções recomendadas pelo fabricante;</p>
<p style="text-align:justify;">e) tipo e resultado das inspeções realizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">f) data de instalação e de reparos ou substituições;</p>
<p style="text-align:justify;">g) natureza e conseqüências dos eventuais acidentes;</p>
<p style="text-align:justify;">h) capacidade de carga conduzida e</p>
<p style="text-align:justify;">i) datas das inspeções com nomes e assinaturas dos inspetores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.3.1- Os registros citados neste item devem ser mantidos por, no mínimo, um ano à disposição dos órgãos fiscalizadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.4 &#8211; No caso da extração com polia de fricção, todos os níveis principais do poço serão indicados na mesma e no painel do indicador de profundidade, sendo corrigido concomitantemente com o ajuste do cabo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14 &#8211; Estabilidade dos Maciços</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.1 &#8211; Todas as obras de mineração, no subsolo e na superfície, devem ser levantadas topograficamente e representadas em mapas e plantas, revistas e atualizadas periodicamente por profissional habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.1.1 &#8211; Devem ser realizadas, no mínimo a cada seis meses, medições topográficas para verificar a verticalidade das torres dos poços.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.2 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve adotar procedimentos técnicos, de forma a controlar a estabilidade do maciço, observando-se critérios de engenharia, incluindo ações para:</p>
<p style="text-align:justify;">a) monitorar o movimento dos estratos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) tratar de forma adequada o teto e as paredes dos locais de trabalho e de circulação de pessoal;</p>
<p style="text-align:justify;">c) monitorar e controlar as bancadas e taludes das minas a céu aberto;</p>
<p style="text-align:justify;">d) verificar o impacto sobre a estabilidade de áreas anteriormente lavradas e</p>
<p style="text-align:justify;">e) verificar a presença de fatores condicionantes de instabilidade dos maciços, em especial, água, gases, rochas alteradas, falhas e fraturas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14. 3 &#8211; Os métodos de lavra em que haja abatimento controlado do maciço ou com recuperação de pilares deverão ser acompanhados de medidas de segurança, que permitam o monitoramento permanente do processo de extração e supervisionado por pessoal qualificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4 &#8211; Quando se verificarem situações potenciais de instabilidade no maciço através de avaliações que levem em consideração as condições geotécnicas e geomecânicas do local, as atividades deverão ser imediatamente paralisadas, com afastamento dos trabalhadores da área de risco, adotadas as medidas corretivas necessárias, executadas sob supervisão e por pessoal qualificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.1 &#8211; São consideradas indicativas de situações de potencial instabilidade no maciço as seguintes ocorrências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) em minas a céu aberto:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; fraturas ou blocos desgarrados do corpo principal nas faces dos bancos da cava e abertura de trincas no topo do banco;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; abertura de fraturas em rochas com eventual surgimento de água;</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; feições de subsidências superficiais;</p>
<p style="text-align:justify;">IV &#8211; estruturas em taludes negativos e</p>
<p style="text-align:justify;">V &#8211; percolação de água através de planos de fratura ou quebras mecânicas; e</p>
<p style="text-align:justify;">b) em minas subterrâneas:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; quebras mecânicas com blocos desgarrados dos tetos ou paredes;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; quebras mecânicas no teto, nas encaixantes ou nos pilares de sustentação;</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; surgimento de água em volume anormal durante escavação, perfuração ou após detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">IV &#8211; deformação acentuada nas estruturas de sustentação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.2 &#8211; Na ocorrência das situações descritas no subitem 22.14.4.1 sem o devido monitoramento , conforme previsto no subitem 22.14.2, as atividades serão imediatamente paralisadas, sem prejuízo da adoção das medidas corretivas necessárias</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.2.1 &#8211; A retomada das atividades operacionais somente poderá ocorrer após a adoção de medidas corretivas e liberação formal da área pela supervisão técnica responsável.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.5 &#8211; A deposição de qualquer material próximo às cristas das bancadas e o estacionamento de máquinas devem obedecer a uma distância mínima de segurança, definida em função da estabilidade e da altura da bancada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.6- É obrigatória a estabilização ou remoção, até uma distância adequada, de material com risco de queda das cristas da bancada superior.</p>
<p style="text-align:justify;">22. 15 &#8211; Aberturas Subterrâneas</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.1- As aberturas de vias subterrâneas devem ser executadas e mantidas de forma segura, durante o período de sua vida útil.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.2 &#8211; Os colares dos poços e os acessos à mina devem ser construídos e mantidos, de forma a não permitir a entrada de água em quantidades que comprometam a sua estabilidade ou a ocorrência de desmoronamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.3 &#8211; As galerias devem ser projetadas e construídas de forma compatível com a segurança do operador das máquinas e equipamentos que por elas transitam, assegurando posição confortável e impedindo o contato acidental com o teto e paredes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.4 &#8211; Em áreas de influência da lavra não é permitido o desenvolvimento de outras obras subterrâneas que possam prejudicar a sua estabilidade e segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.5 &#8211; As aberturas, que possam acarretar riscos de queda de material ou pessoas, devem ser protegidas e sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.6 &#8211; As aberturas subterrâneas e frentes de trabalho devem ser periodicamente inspecionadas para a identificação de blocos instáveis e chocos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.6.1- As inspeções devem ser realizadas com especial cuidado, quando da retomada das frentes de lavra após as detonações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7 &#8211; Verificada a existência de blocos instáveis estes devem ter sua área de influência isolada até que sejam tratados ou abatidos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7.1 &#8211; Verificada a existência de chocos, estes devem ser abatidos imediatamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7.2 &#8211; O abatimento de chocos ou blocos instáveis deve ser realizado através de dispositivo adequado para a atividade, que deverá estar disponível em todas as frentes de trabalho e realizados por trabalhador qualificado, observando normas de procedimentos da empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.8 &#8211; No desenvolvimento de galerias, eixos principais, lavra em áreas já mineradas, intemperizadas ou ao longo de zonas com distúrbios geológicos devem ser utilizadas técnicas adequadas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.9 &#8211; A base do poço de elevadores e gaiolas deve ser rebaixada além do último nível, adequadamente dimensionada, dotada de sistemas de drenagem e limpa periodicamente, de forma a manter uma profundidade segura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.10 &#8211; Os depósitos de materiais desmontados, próximos aos níveis de acesso aos poços e planos inclinados, devem ser adequadamente protegidos contra deslizamento ou dispostos a uma distância superior a dez metros da abertura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.11- Vias de acesso, de trânsito e outras aberturas com inclinações maiores que trinta e cinco graus devem ser protegidas, a fim de neutralizar deslizamentos e evitar quedas de objetos e pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16 &#8211; Tratamento e Revestimento de Aberturas Subterrâneas</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.1- Todas as aberturas subterrâneas devem ser avaliadas e convenientemente tratadas segundo suas características hidro-geo-mecânicas e finalidades a que se destinam.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2 &#8211; A avaliação realizada e os sistemas de tratamento a serem adotados devem ser implantados pelo profissional previsto no subitem 22.3.3 e devem estar disponíveis para a fiscalização do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2.1 &#8211; Em todas as minas com necessidade de tratamento devem estar disponíveis os planos atualizados dos tipos utilizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2.2 &#8211; Devem constar do plano de tratamento:</p>
<p style="text-align:justify;">a) fundamentação técnica do tipo adotado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) representação gráfica e</p>
<p style="text-align:justify;">c) instruções precisas, em linguagem acessível, das técnicas de montagem e das condições dos locais a serem tratados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.3 &#8211; O pessoal de supervisão deve, sistemática e periodicamente, vistoriar todo o tratamento da mina em atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.4 &#8211; No caso de comprometimento do tratamento deverão ser adotadas medidas adicionais, a fim de prevenir o colapso e desestruturação do maciço.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.5 &#8211; O responsável técnico pela mina definirá as áreas em que serão recuperados os escoramentos, aprovará os métodos, seqüências de desmontagem dos elementos e quais equipamentos serão utilizados na recuperação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.5.1 &#8211; Os serviços de recuperação devem ser executados somente por trabalhadores qualificados.O</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.6 &#8211; Todo material de escoramento deve ser protegido contra umidade, apodrecimento, corrosão, além de outros tipos de deterioração, em função de sua vida útil programada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.7 &#8211; O uso de macacos hidráulicos para escoramento deve estar associado a dispositivos que detectem eventuais movimentações na rocha sustentada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17 &#8211; Proteção contra Poeira Mineral</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.1- Nos locais onde haja geração de poeiras na superfície ou no subsolo, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá realizar o monitoramento periódico da exposição dos trabalhadores, através de grupos homogêneos de exposição e das medidas de controle adotadas, com o registro dos dados observando-se, no mínimo, o <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro I</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.1.1 &#8211; Grupo Homogêneo de Exposição corresponde a um grupo de trabalhadores, que experimentam exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores do mesmo grupo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.2 &#8211; Quando ultrapassados os limites de tolerância à exposição a poeiras minerais, devem ser adotadas medidas técnicas e administrativas que, reduzam, eliminem ou neutralizem seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores e considerados os níveis de ação estabelecidos nesta Norma .</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3 &#8211; Em toda mina deve estar disponível água em condições de uso, com o propósito de controle da geração de poeiras nos postos de trabalho, onde rocha ou minério estiver sendo perfurado, cortado, detonado, carregado, descarregado ou transportado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3.1 &#8211; As operações de perfuração ou corte devem ser realizados por processos umidificados para evitar a dispersão da poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3.2 &#8211; Caso haja impedimento de umidificação, em função das características mineralógicas da rocha, impossibilidade técnica ou quando a água acarretar riscos adicionais, devem ser utilizados dispositivos ou técnicas de controle, que impeçam a dispersão da poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.4 &#8211; Os equipamentos geradores de poeira com exposição dos trabalhadores devem utilizar dispositivos para sua eliminação ou redução e ser mantidos em condições operacionais de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.5 &#8211; As superfícies de máquinas, instalações e pisos dos locais de trânsito de pessoas e equipamentos, devem ser periodicamente umidificados ou limpos, de forma a impedir a dispersão de poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.6 &#8211; Os postos de trabalho, que sejam enclausurados ou isolados, devem possuir sistemas adequados, que permitam a manutenção das condições de conforto previstas na Norma Regulamentadora nº. 17, especialmente as constantes no subitem 17.5.2. da citada NR e que possibilitem trabalhar com o sistema hermeticamente fechado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18 &#8211; Sistemas de Comunicação</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.1 &#8211; Todas as minas subterrâneas devem possuir sistema de comunicação padronizado para informar o transporte em poços e planos inclinados .</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2- O transporte de pessoas em poços e planos inclinados deve ser informado pelo sistema de comunicação ao operador do guincho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2.1 &#8211; Não existindo na mina código padronizado para o sistema de comunicação, o código de sinais básicos, sonoros e luminosos, deverá observar a sistemática constante na tabela a seguir:</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2.2 &#8211; O código do sistema de comunicação deve estar afixado em local visível, em todos os pontos de parada e nos postos de operação do sistema de transporte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.3 &#8211; Quando detectada falha no sistema de comunicação, que comprometa a segurança dos trabalhadores, o transporte deverá ser imediatamente paralisado, sendo informado ao pessoal de supervisão e providenciado o necessário reparo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.4 &#8211; Todo sistema de comunicação deve possuir retorno, através de repetição do sinal, que comprove ao emissor que o receptor recebeu corretamente a mensagem.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18. 5 &#8211; Os seguintes setores da mina devem estar interligados, através de rede telefônica ou outros meios de comunicação:</p>
<p style="text-align:justify;">a) supervisão da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">b) próximo às frentes de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">c) segurança e medicina do trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">d) manutenção;</p>
<p style="text-align:justify;">e) estação principal de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">f) subestação principal;</p>
<p style="text-align:justify;">g) acesso de cada nível de poços e planos inclinados;</p>
<p style="text-align:justify;">h) posto de vigilância do depósito de explosivos;</p>
<p style="text-align:justify;">i) prevenção e combate a incêndios;</p>
<p style="text-align:justify;">j) central de transporte;</p>
<p style="text-align:justify;">l) salas de controle de beneficiamento e</p>
<p style="text-align:justify;">m) câmaras de refúgio para os casos de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.5.1- As linhas telefônicas devem ser independentes e protegidas de contatos com a rede elétrica geral.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.6 &#8211; Em minas grisutosas, o sistema de comunicação deve ser à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19 &#8211; Sinalização de Áreas de Trabalho e de Circulação</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.1 &#8211; As vias de circulação e acesso das minas devem ser sinalizadas de modo adequado, para a segurança dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.2- As áreas de utilização de material inflamável, assim como aquelas sujeitas à ocorrência de explosões ou incêndios devem estar sinalizadas, com indicação de área de perigo e proibição de uso de fósforos, de fumar ou outros meios que produzam calor, faísca ou chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.2.1 &#8211; Trabalhos em áreas citadas neste item, que utilizem meios que produzam calor, faísca ou chama só serão realizados adotando-se procedimentos especiais ou mediante liberação por escrito do engenheiro responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.3 &#8211; Os tanques e depósitos de substâncias tóxicas, de combustíveis inflamáveis, de explosivos e de materiais passíveis de gerar atmosfera explosiva devem ser sinalizadas, com a indicação de perigo e proibição de uso de chama aberta nas proximidades e o acesso restrito a trabalhadores autorizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.4 &#8211; Nos depósitos de substâncias tóxicas e de explosivos e nos tanques de combustíveis inflamáveis devem ser fixados, em local visível, indicações do tipo do produto e capacidade máxima dos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.5 &#8211; Os dispositivos de sinalização devem ser mantidos em perfeito estado de conservação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.6 &#8211; Todas as galerias principais devem ser identificadas e sinalizadas de forma visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.6.1- Nos cruzamentos e locais de ramificações principais devem estar indicadas as direções e as saídas da mina, inclusive as de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.7 &#8211; As plantas de beneficiamento devem ter suas vias de circulação e saída identificadas e sinalizadas de forma visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.8 &#8211; As áreas em subsolo já lavradas ou desativadas devem permanecer sinalizadas e interditadas, sendo o acesso permitido apenas a pessoas autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.9 &#8211; As áreas de superfície mineradas ou desativadas, que ofereçam perigo devido a sua condição ou profundidade, devem ser cercadas e sinalizadas ou vigiadas contra o acesso inadvertido.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.10 &#8211; As tubulações devem ser identificadas segundo a <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/09/norma-regulamentadora-nr-26-sinalizacao-de-seguranca/">Norma Regulamentadora n.º 26</a>, ou, alternativamente, identificadas a cada cem metros, informando a natureza do seu conteúdo, direção do fluxo e pressão de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.11 &#8211; Os recipientes de produtos tóxicos, perigosos ou inflamáveis devem ser rotulados conforme disposto na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/09/norma-regulamentadora-nr-26-sinalizacao-de-seguranca/">NR 26</a>, contendo, no mínimo, a composição do material utilizado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.11.1 &#8211; Nos locais de estocagem, manuseio e uso de produtos tóxicos, perigosos ou inflamáveis devem estar disponíveis fichas de emergência contendo informações acessíveis e claras sobre o risco à saúde e as medidas a serem tomadas em caso de derramamento ou contato acidental ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.12 &#8211; As áreas de basculamento devem ser sinalizadas, delimitadas e protegidas contra quedas acidentais de pessoas ou equipamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.13 &#8211; Os acessos às bancadas devem ser identificados e sinalizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20 &#8211; Instalações Elétricas</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.1 &#8211; Nos trabalhos em instalações elétricas o responsável pela mina deve assegurar a presença de pelo menos um eletricista.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.2 &#8211; As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados, executados, operados, mantidos, reformados e ampliados, de forma a permitir a adequada distribuição de energia e isolamento, correta proteção contra fugas de corrente, curtos-circuitos, choques elétricos e outros riscos decorrentes do uso de energia elétrica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.3 &#8211; Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação, credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial &#8211; INMETRO.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.4 &#8211; Os locais de instalação de transformadores e capacitores, seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser construídos e ancorados de forma segura;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser devidamente protegidos e sinalizados, indicando zona de perigo, de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico e</p>
<p style="text-align:justify;">e) possuir extintores portáteis de incêndio, adequados à classe de risco, localizados na entrada ou nas proximidades e, em subsolo, montante do fluxo de ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.5 &#8211; Os cabos, instalações e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos, água e influência de agentes químicos, observando-se suas aplicações, de acordo com as especificações técnicas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.6 &#8211; Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado, etiquetado, bloqueado e aterrado, exceto se forem :</p>
<p style="text-align:justify;">a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados;</p>
<p style="text-align:justify;">b) utilizadas ferramentas e equipamentos adequadas à classe de tensão e</p>
<p style="text-align:justify;">c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.6.1- O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se de cadeado e etiquetas sinalizadoras, fixadas em local visível, contendo, no mínimo, as seguintes indicações:</p>
<p style="text-align:justify;">a) horário e data do bloqueio;</p>
<p style="text-align:justify;">b) motivo da manutenção e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nome do responsável pela operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.7 &#8211; Os equipamentos e máquinas de emergência, destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de segurança no trabalho, devem ser mantidos permanentemente em condições de funcionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.8 &#8211; Redes elétricas, transformadores, motores, máquinas e circuitos elétricos, devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos, para os casos de curto-circuito, sobrecarga, queda de fase e fugas de corrente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.9 &#8211; Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem estar à altura compatível com o trânsito seguro de pessoas e equipamentos e protegidos contra contatos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.10 &#8211; Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.11- Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.12 &#8211; Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos, as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor, com a rede de energia desligada e chave de acionamento bloqueada, monitorando-se a concentração dos gases.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.13 &#8211; Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos, a fim de evitar contatos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.14 &#8211; Toda instalação, carcaça, invólucro, blindagem ou peça condutora, que não faça parte dos circuitos elétricos mas que, eventualmente, possa ficar sob tensão, deve ser aterrada, desde que esteja em local acessível a contatos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.15 &#8211; Todas as instalações ou peças, que não fazem parte da rede condutora, mas que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas, devem ser aterradas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.16 &#8211; As malhas, os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.17- A implantação, operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada, que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões, bem como para prestação de primeiros socorros a acidentados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.18 &#8211; Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas, salvo critério do responsável técnico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.19 &#8211; Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas, os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados, prejudicando sua eficácia.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.20 &#8211; Ocorrendo defeitos em máquinas ou em instalações elétricas, estes devem ser comunicados à supervisão para a adoção imediata de providências.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.21 &#8211; Trabalhos em rede elétrica entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação, que impeça a energização acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.22 &#8211; No caso de uso dos trilhos para o retorno do circuito elétrico de locomotivas, devem existir conexões elétricas entre os trilhos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.23 &#8211; As instalações elétricas, com possibilidade de contato com água, devem ser projetadas, executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem, estanqueidade, isolamento, aterramento e proteção contra falhas elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.24- Nas subestações de distribuição de energia devem estar disponíveis os esquemas elétricos referentes à instalação da rede.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.25- Os cabos e as linhas elétricas, especialmente no subsolo, devem ser dispostos, de modo que não sejam danificados por qualquer meio de transporte, lançamento de fragmentos de rochas ou pelo próprio peso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.26 &#8211; Os trechos e pontos de tomada de força da rede elétrica em desuso devem ser desenergizados, marcados e isolados ou retirados, quando não forem mais utilizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.27- Em planos inclinados, galerias e poços, as instalações de cabos e linhas energizadas devem ser executadas com suportes fixos, para a segurança de sua sustentação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.28 &#8211; Os quadros de distribuição elétrica devem ser devidamente fixados e aterrados e os locais de sua instalação devem ser ventilados, sinalizados e protegidos contra impactos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.29 &#8211; As estações de carregamento de baterias tracionárias no subsolo devem observar as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser identificadas e sinalizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) estar sujeitas à ventilação de ar fresco da mina, observando-se que a corrente do ar deverá passar primeiro pelos transformadores e depois pelas baterias, saindo diretamente no sistema de retorno da ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser separadas das outras instalações elétricas e do local de manutenção de equipamentos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter o acesso permitido somente a pessoas autorizadas e portando lâmpadas à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.30 &#8211; Na mina devem ser mantidos atualizados os documentos referentes às instalações elétricas e os respectivos programas e registros de manutenções.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.31. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis, as instalações elétricas serão à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.32 &#8211; As instalações e edificações na superfície devem estar protegidas contra descargas elétricas atmosféricas, com sistema de proteção adequadamente dimensionado, sendo sua integridade e condições de aterramento periodicamente verificadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21 &#8211; Operações com Explosivos e Acessórios</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.1- Todas as operações envolvendo explosivos e acessórios devem observar as recomendações de segurança do fabricante, sem prejuízo do contido nesta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21-2 &#8211; O manuseio e utilização de material explosivo devem ser efetuados por pessoal devidamente treinado, respeitando-se as normas do Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.3 &#8211; Em cada mina, onde seja necessário o desmonte de rocha com uso de explosivos, deve estar disponível plano de fogo, no qual conste:</p>
<p style="text-align:justify;">a) disposição e profundidade dos furos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) quantidade de explosivos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) tipos de explosivos e acessórios utilizados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) seqüência das detonações;</p>
<p style="text-align:justify;">e) razão de carregamento;</p>
<p style="text-align:justify;">f) volume desmontado e</p>
<p style="text-align:justify;">g) tempo mínimo de retorno após a detonação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.3.1-O plano de fogo da mina deve ser elaborado pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo (blaster).</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.4 &#8211; A execução do plano de fogo, operações de detonação e atividades correlatas devem ser supervisionadas ou executadas pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.4.1- O encarregado &#8211; do &#8211; fogo é responsável por:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ordenar a retirada dos paióis ou depósitos, transporte e descarregamento dos explosivos e acessórios nas quantidades necessárias ao posto de trabalho a que se destinam;</p>
<p style="text-align:justify;">b) orientar e supervisionar o carregamento dos furos, verificando a quantidade carregada e a seqüência de fogo;</p>
<p style="text-align:justify;">c) antes e durante o carregamento dos furos, no caso de minas ou frentes de trabalho sujeitas a emanações de gases explosivos, solicitar a medida da concentração destes gases, respeitando o limite constante no subitem 22.28.3.1;</p>
<p style="text-align:justify;">d) orientar a conexão dos furos carregados com o sistema de iniciação;</p>
<p style="text-align:justify;">e) certificar que não haja mais pessoas na frente de desmonte, antes de ligar o fogo e retirar-se;</p>
<p style="text-align:justify;">f) nas frentes em desenvolvimento, certificar-se do adequado funcionamento da ventilação auxiliar e da aspersão de água;</p>
<p style="text-align:justify;">g) certificar-se da inexistência de fogos falhados e, se houver, adotar as providências previstas no subitem 22.21.37 e</p>
<p style="text-align:justify;">h) comunicar ao responsável pela área ou frente de serviço o encerramento das atividades de detonação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.5 &#8211; A localização, construção, armazenagem e manutenção dos depósitos principais e secundários de explosivos e acessórios devem estar de acordo com a regulamentação vigente, do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.6 &#8211; Os depósitos de explosivos e acessórios, no subsolo, não podem estar localizados junto a galerias de acesso de pessoal e de ventilação principal da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.7- Nos acessos dos depósitos de explosivos e acessórios devem estar disponíveis dispositivos de combate a incêndios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.8 &#8211; O acesso aos depósitos de explosivos e de acessórios, só pode ser liberado a pessoal devidamente qualificado, treinado e autorizado pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira ou acompanhado de pessoa, que atenda a estas qualificações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.9 &#8211; Os locais de armazenamento de explosivos e acessórios no subsolo devem:</p>
<p style="text-align:justify;">a) conter no máximo a quantidade a ser utilizada num período de cinco dias de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser protegidos de impactos acidentais;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser trancados sob responsabilidade de profissional habilitado;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser independentes, separados e sinalizados;</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser sinalizados na planta da mina indicando-se sua capacidade e</p>
<p style="text-align:justify;">f) ser livres de umidade excessiva e onde a ventilação possibilite manter a temperatura adequada e minimizar o arraste de gases para as frentes de trabalho, em caso de acidente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.10 &#8211; O consumo de explosivos deve ser controlado por intermédio dos mapas previstos na regulamentação vigente, do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.10.1 &#8211; Em todos os depósitos de explosivos e acessórios devem ser anotados os estoques semanais destes materiais, sendo que os registros devem ser examinados e conferidos periodicamente pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo e pelo engenheiro responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.11 &#8211; É proibida a estocagem de explosivos e acessórios fora dos locais apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.11.1 &#8211; Explosivos e acessórios não usados devem retornar imediatamente aos depósitos respectivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.12 &#8211; A menos de vinte metros de um depósito de explosivos e acessórios somente será permitido o acesso de pessoas que trabalhem naquela área, para execução de manutenção das galerias e de trabalho no depósito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.13. No subsolo, dentro de depósito de explosivos e acessórios e a menos de vinte e cinco metros do mesmo o sistema de contenção será constituído, preferencialmente, de material incombustível e não podendo existir deposição de qualquer outro material.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.14- Explosivos e acessórios devem ser estocados em suas embalagens originais ou em recipientes apropriados e sobre material não metálico, resistente e livre de umidade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.14.1- Os explosivos e acessórios não podem estar em contato com qualquer material que possa gerar faíscas, fagulhas ou centelhas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.15 &#8211; Os depósitos de explosivos e acessórios devem ser sinalizados com placas de advertência contendo a menção “EXPLOSIVOS”, em locais visíveis nas proximidades e nas portas de acesso aos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.16 &#8211; O transporte de explosivos e acessórios deve ser realizado por veículo dotado de proteção, que impeça o contato de partes metálicas com explosivos e acessórios e atenda à regulamentação vigente, do Ministério da Defesa e observadas as recomendações do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.16.1- O carregamento e descarregamento deve ser feito com o veículo desligado e travado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.17- Os trabalhadores envolvidos no transporte de explosivos e acessórios devem receber treinamento específico para realizar sua atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.18- É proibido o transporte de explosivos e cordéis detonantes simultaneamente com acessórios e outros materiais bem como com pessoas estranhas à atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.19 &#8211; O transporte manual de explosivos e acessórios deve ser feito utilizando recipientes apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.20 &#8211; O guincheiro deve ser previamente comunicado de todo transporte de explosivo e acessórios no interior dos poços e planos inclinados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.21 &#8211; Os explosivos comprometidos em seu estado de conservação, inclusive os oriundos de fogos falhados, devem ser destruídos, conforme regulamentação vigente do Ministério da Defesa e instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.22 &#8211; Antes do início dos trabalhos de carregamento de furos no subsolo, o profissional habilitado deve verificar:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a existência de contenção, conforme o plano de lavra;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a limpeza dos furos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) a existência da ventilação e sua proteção;</p>
<p style="text-align:justify;">d) se todas as pessoas não envolvidas no processo já foram retiradas do local da detonação, interditando o acesso e</p>
<p style="text-align:justify;">e) a existência e funcionamento de aspersor de água em frentes de desenvolvimento, para lavagem de gases e deposição da poeira durante e após a detonação;</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.23 &#8211; O desmonte com uso de explosivos deve obedecer as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser precedido do acionamento de sirene, no caso de mina a céu aberto;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a área de risco deve ser evacuada e devidamente vigiada;</p>
<p style="text-align:justify;">c) horários de fogo previamente definidos e consignados em placas visíveis na entrada de acesso às áreas da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">d) dispor de abrigo para uso eventual daqueles que acionam a detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">e) seguir as normas técnicas vigentes e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.24 &#8211; Na interligação de duas frentes em subsolo, devem ser observados os seguintes critérios :</p>
<p style="text-align:justify;">a) retirada total do pessoal das duas frentes, quando da detonação de cada frente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) detonação não simultânea das frentes e</p>
<p style="text-align:justify;">c) estabelecer a distância mínima de segurança para a paralisação de uma das frentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.25 &#8211; Somente ferramentas que não originem faíscas, fagulhas ou centelhas devem ser usadas para abrir recipientes de material explosivo ou para fazer furos nos cartuchos de explosivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.26 &#8211; No carregamento dos furos é permitido somente o uso de socadores de madeira, plástico ou cobre.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.27 &#8211; Os instrumentos e equipamentos utilizados para detonação elétrica e medição de resistências devem ser inspecionados e calibrados periodicamente, mantendo-se o registro da última inspeção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.28 &#8211; Em minas com emanações comprovadas de gases inflamáveis ou explosivos somente será permitido o uso de explosivos adequados a esta condição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.29 &#8211; É proibida a escorva de explosivos fora da frente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.30 &#8211; A fixação da espoleta no pavio deverá ser feita com instrumento específico a este fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.31- É proibido utilizar fósforos, isqueiros, chama exposta ou qualquer outro instrumento gerador de faíscas, fagulhas ou centelhas durante o manuseio e transporte de explosivos e acessórios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.32 &#8211; Os fios condutores, utilizados nas detonações por descarga elétrica, devem possuir as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser de cobre ou ferro galvanizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) estar isolados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possuir resistividade elétrica abaixo da estabelecida para o circuito;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não conter emendas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser mantidos em curto circuito até sua conexão aos detonadores;</p>
<p style="text-align:justify;">f) ser conectados ao equipamento de detonação pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo e após a retirada do pessoal da frente de detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">g) possuir comprimento adequado, que possibilite uma distância segura para o encarregado &#8211; do &#8211; fogo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.33 &#8211; Em minas, com baixa umidade relativa do ar, sujeitas ao acúmulo de eletricidade estática, o encarregado &#8211; do &#8211; fogo deverá usar anel de aterramento ou outro dispositivo similar, durante a atividade de montagem do circuito e detonação elétrica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.34 &#8211; É proibida a detonação a céu aberto em condições de baixo nível de iluminamento ou quando ocorrerem descargas elétricas atmosféricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.34.1 &#8211; Caso a frente esteja parcial ou totalmente carregada, a área deve ser imediatamente evacuada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.35 &#8211; Para os trabalhos de aprofundamento de poços e rampas, devem ser atendidos os seguintes requisitos adicionais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o transporte dos explosivos e acessórios para o local do desmonte só pode ocorrer separadamente e após Ter sido retirado todo o pessoal não autorizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) antes da conexão das espoletas elétricas com o fio condutor, devem ser desligadas todas as instalações elétricas no poço ou rampa.</p>
<p style="text-align:justify;">c) a detonação só pode ser acionada da superfície ou de níveis intermediários e</p>
<p style="text-align:justify;">d) os operadores de poços e rampas devem ser devidamente informados do início do carregamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.36 &#8211; O retorno à frente detonada só será permitido com autorização do responsável pela área e após verificação da existência das seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) dissipação dos gases e poeiras, observando-se o tempo mínimo determinado pelo projeto de ventilação e plano de fogo;</p>
<p style="text-align:justify;">b) confirmação das condições de estabilidade da área e</p>
<p style="text-align:justify;">c) marcação e eliminação de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.37- Na constatação ou suspeita de fogos falhados no material detonado, após o retorno das atividades, devem ser tomadas as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os trabalhos devem ser interrompidos imediatamente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o local deve ser evacuado e</p>
<p style="text-align:justify;">c) informar ao encarregado &#8211; do &#8211; fogo para adoção das providências cabíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.37.1 &#8211; A retirada de fogos falhados só poderá ser executada pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo ou, sob sua orientação, por pessoal qualificado e treinado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.38 &#8211; A retirada de fogos falhados só poderá ser realizada através de dispositivo que não produza faíscas, fagulhas ou centelhas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.39 &#8211; Os explosivos e acessórios remanescentes de um carregamento ou que tenham falhado devem ser recolhidos a seus respectivos depósitos, após retirada imediata da escorva entre eles e utilizando-se recipientes separados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.40 &#8211; É proibido o aproveitamento de restos de furos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.22 &#8211; Lavra com Dragas Flutuantes</p>
<p style="text-align:justify;">22.22.1- As dragas flutuantes, além das obrigações estabelecidas na Lei n.º 9.537 de 11 de dezembro de 1997, devem atender ainda os seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a plataforma da draga deve ser equipada com corrimão;</p>
<p style="text-align:justify;">b) todos os equipamentos devem ser seguramente presos contra deslocamento;</p>
<p style="text-align:justify;">c) deve existir alerta sonoro em caso de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser equipadas com salva-vidas em número correspondente ao de trabalhadores e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ter a carga máxima indicada em placa e local visível</p>
<p style="text-align:justify;">22.23 &#8211; Desmonte Hidráulico</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.1- Os trabalhadores e os equipamentos que efetuarem o desmonte devem estar protegidos por um distância adequada, de forma a protegê-los contra possíveis desmoronamentos ou deslizamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.2 &#8211; É proibida a entrada de pessoas não autorizadas nos taludes com desmonte hidráulico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.3 &#8211; Os trabalhadores encarregados do desmonte devem estar protegidos por equipamentos de proteção adequado para trabalhos em condições de alta umidade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.4 &#8211; Nas instalações de desmonte que funcionem com pressões de água acima de dez quilogramas por centímetro quadrado devem ser observadas os seguintes requisitos adicionais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os tubos, as conexões e os suportes das tubulações de pressão devem ser apropriados para estas finalidades e dotados de dispositivo que impeça o ricocheteamento da mangueira em caso de desengate acidental;</p>
<p style="text-align:justify;">b) deve existir suporte para o equipamento de jateamento e</p>
<p style="text-align:justify;">c) a instalação deve ter dispositivo para o desligamento de emergência da bomba de pressão</p>
<p style="text-align:justify;">22.24 &#8211; Ventilação em Atividades de Subsolo</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.1 &#8211; As atividades em subsolo devem dispor de sistema de ventilação mecânica que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) suprimento de oxigênio;</p>
<p style="text-align:justify;">b) renovação contínua do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">c) diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos e de poeiras do ambiente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">d) temperatura e umidade adequada ao trabalho humano e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser mantido e operado de forma regular e contínua.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.1.1 &#8211; Devem ser observados os níveis de ação para implantação de medidas preventivas, conforme disposto nesta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2- Para cada mina deve ser elaborado e implantado um projeto de ventilação com fluxograma atualizado periodicamente, contendo, no mínimo, os seguinte dados:</p>
<p style="text-align:justify;">a) localização, vazão e pressão dos ventiladores principais;</p>
<p style="text-align:justify;">b) direção e sentido do fluxo de ar e</p>
<p style="text-align:justify;">c) localização e função de todas as portas, barricadas, cortinas, diques, tapumes e outros dispositivos de controle do fluxo de ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2.1- O fluxograma de ventilação deverá estar disponível aos trabalhadores ou seus representantes e autoridades competentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2.2 &#8211; Um diagrama esquemático do fluxograma de ventilação, de cada nível, deve ser afixado em local visível do respectivo nível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.3 &#8211; Todas as frentes de lavra devem ser ventiladas por ar fresco proveniente da corrente principal ou secundária.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.4 &#8211; É proibida a utilização de um mesmo poço ou plano inclinado para a saída e entrada de ar, exceto durante o trabalho de desenvolvimento com exaustão ou adução tubuladas ou através de sistema que garanta a ausência de mistura entre os dois fluxos de ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.5 &#8211; Em minas com emanações de grisu, a corrente de ar viciado deve ser dirigida ascendentemente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.5.1- A corrente de ar viciado só poderá ser dirigida descendentemente mediante justificativa técnica</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.6 &#8211; Nos locais onde pessoas estiverem transitando ou trabalhando a concentração de oxigênio no ar não deve ser inferior a dezenove por cento em volume.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7 &#8211; A vazão de ar necessária em minas de carvão, para cada frente de trabalho, deve ser de, no mínimo, seis metros cúbicos por minuto por pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.1 &#8211; A vazão de ar fresco em galerias de minas de carvão constituídas pelos últimos travessões arrombados deve ser de, no mínimo, duzentos e cinqüenta metros cúbicos por minuto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.2 &#8211; Em outras minas, a quantidade do ar fresco nas frentes de trabalho deve ser de, no mínimo, dois metros cúbicos por minuto por pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3 &#8211; No caso da utilização de veículos e equipamentos a óleo diesel, a vazão de ar fresco na frente de trabalho deve ser aumentada em três e meio metros cúbicos por minuto para cada cavalo-vapor de potência instalada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3.1 &#8211; No caso de uso simultâneo de mais de um veículo ou equipamento a diesel, em frente de desenvolvimento, deverá ser adotada a seguinte fórmula para o cálculo da vazão de ar fresco na frente de trabalho:</p>
<p style="text-align:justify;">QT = 3,5 ( P1 + 0,75 x P2 + 0,5 x Pn ) [ m³/min]</p>
<p style="text-align:justify;">Onde: QT = vazão total de ar fresco em metros cúbico por minuto</p>
<p style="text-align:justify;">P1 = potência em cavalo-vapor do equipamento de maior potência em operação</p>
<p style="text-align:justify;">P2 = potência em cavalo-vapor do equipamento de segunda maior potência em operação</p>
<p style="text-align:justify;">Pn = somatório da potência em cavalo-vapor dos demais equipamentos em operação</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3.2 &#8211; No caso de desenvolvimento, sem uso de veículos ou equipamentos a óleo diesel, a vazão de ar fresco deverá se dimensionada à razão de quinze metros cúbicos por minuto por metro quadrado da área da frente em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.8 &#8211; Em outras minas e demais atividades subterrâneas a vazão de ar fresco nas frentes de trabalho será dimensionada de acordo com o disposto no <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro II</a>, prevalecendo a vazão que for maior.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.9 &#8211; O fluxo total de ar fresco na mina será, no mínimo, o somatório dos fluxos das áreas de desenvolvimento e dos fluxos das demais áreas da mina, dimensionados conforme determinado nesta Norma</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10 &#8211; A velocidade do ar no subsolo não deve ser inferior a zero vírgula dois metros por segundo nem superior à média de oito metros por segundo onde haja circulação de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10.1 &#8211; Os casos especiais que demandem o aumento de limite superior da velocidade para até dez metros por segundo deverão ser submetidos à instância regional do Ministério do Trabalho e Emprego &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10.2 &#8211; Em poços, furos de sonda , chaminés ou galerias, exclusivos para ventilação, a velocidade pode ser superior a dez metros por segundo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.11 &#8211; Sempre que a passagem por portas de ventilação acarretar riscos oriundos da diferença de pressão, deverão ser instaladas duas portas em série, de modo a permitir que uma permaneça fechada enquanto a outra estiver aberta, durante o trânsito de pessoas ou equipamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.11.1 &#8211; A montagem e desmontagem das portas de ventilação somente será permitida com autorização do responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.12 &#8211; Na corrente principal, as estruturas utilizadas para a separação de ar fresco do ar viciado, nos cruzamentos, devem ser construídas com alvenaria ou material resistente à combustão ou revestido com material anti-chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.12.1 &#8211; Os tapumes de ventilação devem ser conservados em boas condições de vedação de forma a proporcionar um fluxo adequado de ar nas frentes de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.13 &#8211; A instalação e as formas de operação do ventilador principal e do de emergência devem ser definidas e estabelecidas no projeto de ventilação constante do plano de lavra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.14 &#8211; O sistema de ventilação deve atender, no mínimo, aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir ventilador de emergência com capacidade que mantenha a direção do fluxo de ar, de acordo com as atividades para este caso, previstas no projeto de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">b) as entradas aspirantes dos ventiladores devem ser protegidas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o ventilador principal e o de emergência devem ser instalados de modo que não permitam a recirculação do ar e</p>
<p style="text-align:justify;">d) possuir sistema alternativo de alimentação de energia proveniente de fonte independente da alimentação principal para acionar o sistema de emergência nas seguintes situações:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; minas sujeitas a acúmulo de gases explosivos ou tóxicos e</p>
<p style="text-align:justify;">II- minas em que a falta de ventilação coloque em risco a segurança das pessoas durante sua retirada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.14.1 &#8211; Na falta de alimentação de energia e de fonte independente da alimentação principal, o responsável pela mina deverá providenciar a retirada imediata das pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.15 &#8211; A estação onde estão localizados os ventiladores principais e de emergência deve estar equipada com instrumentos para medição da pressão do ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.16 &#8211; O ventilador principal deve ser dotado de dispositivo de alarme que indique a sua paralisação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.17 &#8211; Os motores dos ventiladores a serem instalados nas frentes com presença de gases explosivos devem ser a prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.18 &#8211; Todas as galerias de desenvolvimento, após dez metros de avançamento, e obras subterrâneas sem comunicação ou em fundo-de-saco devem ser ventiladas através de sistema de ventilação auxiliar e o ventilador utilizado deverá ser instalado em posição que impeça a recirculação de ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.18.1 &#8211; A chave de partida dos ventiladores deve estar na corrente de ar fresco.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.19 &#8211; Para cada instalação ou desinstalação de ventilação auxiliar deve ser elaborado um diagrama específico, aprovado pelo responsável pela ventilação da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.20 &#8211; A ventilação auxiliar não deve ser desligada enquanto houver pessoas trabalhando na frente de serviço, salvo em casos de manutenção do próprio sistema e após a retirada do pessoal, permitida apenas a presença da equipe de manutenção, seguindo procedimentos previstos para esta situação específica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.21 &#8211; É vedada a ventilação utilizando-se somente ar comprimido, salvo em situações de emergência ou se o mesmo for tratado para a retirada de impurezas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.21.1- O ar de descarga das perfuratrizes não é considerado ar de ventilação</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.22 &#8211; O pessoal envolvido na ventilação e todo o nível de supervisão da mina, que trabalhe em subsolo, deve receber treinamento em princípios básicos de ventilação de mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.23 &#8211; Devem ser executadas, mensalmente, medições para avaliação da velocidade, vazão do ar, temperatura de bulbo seco e bulbo úmido contemplando, no mínimo, os seguintes pontos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) caminhos de entrada da ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">b) frentes de lavra e de desenvolvimento e</p>
<p style="text-align:justify;">c) ventilador principal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.23.1- O resultados das medições devem ser anotados em registros próprios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.24. &#8211; No caso de minas grisutosas ou com ocorrência de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis o controle da sua concentração deve ser feito a cada turno, nas frentes de trabalho em operação e nos pontos importantes da ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25- Beneficiamento</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.1- Os equipamentos de beneficiamento devem ser dispostos a uma distância suficiente entre si, de forma a permitir:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a circulação segura do pessoal;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a sua manutenção;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o desvio do material no caso de defeitos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) a interposição de outros equipamentos necessários para reparos e manutenção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2 &#8211; É obrigatória a adoção de medidas especiais de segurança para o trabalho no interior dos seguintes equipamentos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) alimentadores;</p>
<p style="text-align:justify;">b) moinhos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) teares;</p>
<p style="text-align:justify;">d) galgas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) transportadores contínuos;</p>
<p style="text-align:justify;">f) espessadores;</p>
<p style="text-align:justify;">g) silos de armazenamento e transferência e</p>
<p style="text-align:justify;">h) outros também utilizados nas operações de corte, revolvimento, moagem, mistura, armazenamento e transporte de massa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2.1- As medidas especiais de segurança citadas devem contemplar, no mínimo, os seguintes aspectos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) uso de cinto de segurança fixado a cabo salva-vida;</p>
<p style="text-align:justify;">b) realização dos trabalhos sob supervisão;</p>
<p style="text-align:justify;">c) os equipamentos devem estar desligados, desenergizados, com os comandos bloqueados, travados e etiquetados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) descarregamento e ventilação prévia dos equipamentos e</p>
<p style="text-align:justify;">e) monitoramento prévio, quando aplicável de:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; qualidade do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; explosividade e</p>
<p style="text-align:justify;">III- radiações ionizantes, quando utilizados medidores radioativos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2.2 &#8211; Somente o responsável pelo bloqueio pode desbloquear o comando de partida dos equipamentos, cujo procedimento deverá estar devidamente registrado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.3 &#8211; Nos casos em que houver trabalho manual auxiliar na alimentação por gravidade de britadores, outros equipamentos ou locais com risco de queda, o trabalhador deve usar, obrigatoriamente, cinto de segurança firmemente fixado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.4 &#8211; Nos processos que exijam coleta de amostras esta deve ser realizada seguindo procedimentos escritos e os equipamentos devem dispor de local seguro para esta atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.5 &#8211; Em locais de risco de queda de material ou pessoas ou contato com partes móveis as áreas de circulação de pessoas devem estar sinalizadas e protegidas adequadamente,</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.6 &#8211; O acionamento de qualquer equipamento só pode ser realizado por pessoa autorizada, através de um sistema ou procedimento adequado de comando de partida, que impeça a ligação acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.6.1 &#8211; Deve haver, no mínimo, um sinal audível por todos os trabalhadores envolvidos ou afetados pela operação, pelo menos vinte segundos antes da movimentação efetiva de equipamentos, que ofereçam riscos acentuados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.7 &#8211; Os locais de implantação de processos de lixiviação em pilha devem ser cercados e sinalizados, de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.8 &#8211; Os processos de lixiviação devem ser executados por trabalhadores treinados e supervisionados por profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">2.26 &#8211; Deposição de Estéril, Rejeitos e Produtos</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.1 &#8211; Os depósitos de estéril, rejeitos, produtos, barragens e áreas de armazenamento, assim como, as bacias de decantação devem ser planejadas e implementadas pelo profissional previsto no subitem 22.3.3 e atender as normas ambientais em vigor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2 &#8211; Os depósitos de estéril, rejeitos ou de produtos e as barragens devem ser mantidas sob supervisão de profissional habilitado e dispor de monitoramento da percolação de água, da movimentação e estabilidade e do comprometimento do lençol freático.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2.1 &#8211; Nas situações de risco grave e iminente de ruptura de barragens e taludes, as áreas de risco devem ser evacuadas, isoladas e a evolução do processo monitorado e todo o pessoal potencialmente afetado deve ser informado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2.2 &#8211; O acesso aos depósitos de produtos, estéril e rejeitos deve ser sinalizado e restrito ao pessoal necessário aos trabalhos ali realizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.3 &#8211; A estocagem definitiva ou temporária de produtos tóxicos ou perigosos deve ser realizada com segurança e de acordo com a regulamentação vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27 &#8211; Iluminação</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.1 &#8211; Os locais de trabalho, circulação e transporte de pessoas devem dispor de sistemas de iluminação natural ou artificial, adequado às atividades desenvolvidas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.1.1- Em subsolo, é obrigatória a existência de sistema de iluminação estacionária, mantendo-se os seguintes níveis mínimos de iluminamento médio nos locais a seguir relacionados:</p>
<p style="text-align:justify;">a) cinqüenta lux no fundo do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) cinqüenta lux na casa de máquinas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) vinte lux no caminhos principais;</p>
<p style="text-align:justify;">d) vinte lux nos pontos de carregamento, descarregamento e trânsito sobre transportadores contínuos:</p>
<p style="text-align:justify;">e) sessenta lux na estação de britagem e</p>
<p style="text-align:justify;">f) duzentos e setenta lux no escritório e oficinas de reparos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.2 &#8211; As instalações de superfície que dependam de iluminação artificial, cuja falha possa colocar em risco acentuado a segurança das pessoas, devem ser providas de iluminação de emergência que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ligação automática no caso de falha do sistema principal;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser independente do sistema principal;</p>
<p style="text-align:justify;">c) prover iluminação suficiente que permita a saída das pessoas da instalação e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser testadas e mantidas em condições de funcionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.2.1 &#8211; Caso não seja possível a instalação de iluminação de emergência, os trabalhadores devem dispor de equipamentos individuais de iluminação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.3 &#8211; Devem dispor de iluminação suplementar à iluminação individual as seguintes atividades no subsolo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) verificação de riscos de quedas de material;</p>
<p style="text-align:justify;">b) verificação de falhas e descontinuidades geológicas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) abatimentos de chocos e blocos instáveis e</p>
<p style="text-align:justify;">d) manutenção elétrica e mecânica nas frentes de trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.4 &#8211; Quando necessária iluminação dos depósitos de explosivos e acessórios, esta somente poderá ser externa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.5 &#8211; Em trabalhos no interior de depósitos de explosivos e acessórios só é permitido o uso de lanternas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.6 &#8211; Durante o trabalho noturno ou em condições de pouca visibilidade em minas a céu aberto, as frentes de basculamento ou descarregamento em operação devem possuir iluminação suficiente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.6.1 &#8211; Quando as condições atmosféricas impedirem a visibilidade, mesmo com iluminação artificial, os trabalhos e o tráfego de veículos e equipamentos móveis deverão ser suspensos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7- É obrigatório o uso de lanternas individuais nas seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) para o acesso e o trabalho em mina subterrânea e</p>
<p style="text-align:justify;">b) para deslocamento noturno na área de operação de lavra, basculamento e carregamento, nas minas a céu aberto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7.1 &#8211; Em minas com ocorrência de gases explosivos, só será permitido o uso de lanternas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7.2 &#8211; Lanternas de reserva devem estar disponíveis em pontos próximos aos locais de trabalho e em condições de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.8 &#8211; No caso de trabalhos em minerais com alto índice de refletância deverão ser tomadas medidas especiais de proteção da visão .</p>
<p style="text-align:justify;">22.28 &#8211; Proteção contra Incêndios e Explosões Acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.1- Na minas e instalações sujeitas a emanações de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis o PGR &#8211; Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; deverá incluir ações de prevenção e combate a incêndio e de explosões acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.1.1 &#8211; As ações de prevenção e combate a incêndio e de prevenção de explosões acidentais devem ser implementadas pelo responsável pela mina e devem incluir, no mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de um responsável pelas equipes, serviços e equipamentos para realizar as medições;</p>
<p style="text-align:justify;">b) registros dos resultados das medições permanentemente organizados, atualizados e disponíveis à fiscalização e</p>
<p style="text-align:justify;">c) a periodicidade da realização das medições deverá ser determinada em função das características dos gases, podendo ser modificada a critério técnico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2 &#8211; Em minas subterrâneas não deve ser ultrapassada a concentração um por cento em volume, ou equivalente, de metano no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2.1- No caso da ocorrência de metano acima desta concentração, as atividades devem ser imediatamente suspensas, informando-se a chefia imediata e executando somente trabalhos para reduzir a concentração.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2.2 &#8211; Em caso de ocorrência de metano com concentração igual ou superior a dois por cento em volume, ou equivalente, a zona em perigo deve ser imediatamente evacuada e interditada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.3 &#8211; A concentração de metano na corrente de ar deverá ser controlada periodicamente, conforme programa estabelecido e aprovado pelo responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.3.1 &#8211; Acima de zero vírgula oito por cento em volume de metano no ar, será proibido desmonte com explosivo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.4 &#8211; Nas minas subterrâneas sujeitas à concentração de gases, que possam provocar explosões e incêndios, devem estar disponíveis próximos aos postos de trabalho equipamentos individuais de fuga rápida em quantidade suficiente para o número de pessoas presentes na área.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.4.1- Além dos equipamentos de fuga rápida deverão estar disponíveis câmaras de refúgio incombustíveis, por tempo mínimo previsto no Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR- com capacidade para abrigar os trabalhadores em caso de emergência possuindo as seguintes características mínimas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) porta capaz de ser selada hermeticamente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) sistema de comunicação com a superfície;</p>
<p style="text-align:justify;">c) água potável e sistema de ar comprimido e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser facilmente acessíveis e identificados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.5 &#8211; Todas as minerações devem possuir um sistema com procedimentos escritos, equipes treinadas de combate a incêndio e sistema de alarme.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.5.1 &#8211; As equipes deverão ser treinadas por profissional qualificado e fazer exercícios periódicos de simulação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.6 &#8211; A prevenção de incêndio deverá ser promovida em todas as dependências da mina através das seguintes medidas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) proibição de se portar ou utilizar produtos inflamáveis ou qualquer objeto que produza fogo ou faísca, a não ser os necessários aos trabalhos de mineração subterrânea;</p>
<p style="text-align:justify;">b) disposição adequada de lixo ou material descartável com potencial inflamável em qualquer dependência da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">c) proibição de estocagem de produtos inflamáveis e de explosivos próximo a transformadores, caldeiras, e outros equipamentos e instalações que envolvam eletricidade e calor;</p>
<p style="text-align:justify;">d) os trabalhos envolvendo soldagem, corte e aquecimento, através de chama aberta, só poderão ser executados quando forem providenciados todos os meios adequados para prevenção e combate de eventual incêndio e</p>
<p style="text-align:justify;">e) proibição de fumar em subsolo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.7 &#8211; É proibido o porte e uso de lanternas de carbureto de cálcio em subsolo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.8 &#8211; Em minas subterrâneas, onde for utilizado sistema de transporte por correias transportadoras, deverá ser instalado sistema de combate a incêndio próximo ao seu sistema de acionamento e dos tambores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.9 &#8211; Em minas de carvão as correias transportadoras deverão ser construídas de material resistente à combustão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.9.1 &#8211; Em minas de carvão deverão ser tomadas todas as medidas necessárias para evitar o acúmulo de pó de carvão ao longo das partes móveis dos sistemas de transportadores de correia, onde possa ocorrer aquecimento por atrito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.10 &#8211; Nos acessos de ar fresco devem ser tomadas precauções adicionais nas instalações para se evitar incêndios e sua propagação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.11 &#8211; O sistema da ventilação de mina subterrânea deve ser regido e dotado de procedimentos ou dispositivos que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) impeçam que os gases de combustão provenientes de incêndio na superfície penetrem no seu interior e</p>
<p style="text-align:justify;">b) possibilitem que os gases de combustão ou outros gases tóxicos gerados em seu interior em virtude de incêndio não sejam carreados para as frentes de trabalho ou sejam adequadamente diluídos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.12 &#8211; Nas proximidades dos acessos à mina subterrânea não devem ser instalados depósitos de produtos combustíveis, inflamáveis ou explosivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.13 &#8211; Todo insumo inflamável ou explosivo, deve ser rotulado e guardado em depósito seguro, identificado e construído conforme regulamentação vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.14 &#8211; Devem ser instaladas, nas minas subterrâneas, redes de água, sistemas ou dispositivos que permitam o combate a incêndios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.15 &#8211; Em toda mina devem ser instalados extintores portáteis de incêndio, adequados à classe de risco, cuja inspeção deve ser realizada por pessoal treinado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.16 &#8211; Os equipamentos de combate a incêndios, as tomadas de água e o estoque do material a ser utilizado na construção emergencial de diques, na superfície e no subsolo, devem estar permanentemente identificados e dispostos em locais apropriados e visíveis</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.16.1 &#8211; Os equipamentos do sistema de combate a incêndio devem ser inspecionados periodicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.17 &#8211; Todos os trabalhadores devem estar instruídos sobre prevenção e combate a princípios de incêndios, através do uso de extintores portáteis, e sobre noções de primeiros socorros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.18 &#8211; Havendo a constatação de incêndio, toda a área de risco deve ser interditada e as pessoas não diretamente envolvidas no seu combate devem ser evacuadas para áreas seguras.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.19 &#8211; As carpintarias devem estar distantes de outras oficinas e demais zonas com risco de incêndio e explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29 &#8211; Prevenção de Explosão de Poeiras Inflamáveis em Minas Subterrâneas de Carvão</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1 &#8211; As minas subterrâneas de carvão devem identificar as fontes de geração de poeiras tomando as medidas preventivas cabíveis para reduzir o risco de inflamação de poeiras e a propagação da chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1.1 &#8211; As medidas preventivas serão implementadas principalmente nos seguintes locais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) frentes de lavra;</p>
<p style="text-align:justify;">b) pontos de transferência;</p>
<p style="text-align:justify;">c) pontos de carregamento de minério em correias transportadoras e</p>
<p style="text-align:justify;">onde existam fontes de ignição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1.2 &#8211; As medidas preventivas serão:</p>
<p style="text-align:justify;">a) nas frentes de lavra: umidificação das operações que possam gerar poeiras;</p>
<p style="text-align:justify;">b) nos pontos de transferência e nos pontos de carregamento:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; umidificação;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; neutralização com material inerte ou</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; lavagem periódica em intervalos de tempo a serem determinados para cada local, das paredes, teto e lapa e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nos locais onde existam fontes de ignição:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; isolamento da fonte</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; umidificação ou</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; neutralização com material inerte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.30- Proteção contra Inundações</p>
<p style="text-align:justify;">22.30.1 &#8211; A empresa ou o Permissionário de Lavra Garimpeira deve adotar medidas que previnam inundações acidentais em suas instalações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.30.1.1- No subsolo, serão ainda adotadas as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) controlar a quantidade de água bombeada e suas variações ao longo do tempo e</p>
<p style="text-align:justify;">b) adotar sistema de comunicação adequado sempre que houver risco iminente de inundação das galerias de acesso ou saída de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31 &#8211; Equipamentos Radioativos</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.1 &#8211; As minerações que utilizem fontes ou medidores radioativos em seus processos devem obedecer as Diretrizes Básicas e de Radioproteção da Comissão Nacional de Energia Nuclear &#8211; CNEN, especialmente nas NE nº.s 3.01/83; 6.02/84; 3.02/88; 3.03/88 e alterações posteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.2 &#8211; A empresa que utilizar fontes ou medidores radioativos deverá manter a disposição da fiscalização seu Plano de Radioproteção, os resultados de exposição dos trabalhadores e dos levantamentos radiométricos, além dos certificados de calibração dos aparelhos de medição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.3 &#8211; Todas as fontes radioativas e áreas com possibilidade de expor os trabalhadores a taxas de doses acima das permitidas para indivíduos do público devem ser mantidas sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.4 &#8211; Os trabalhadores sujeitos a exposição a radiações ionizantes e os que transitem por áreas onde haja fontes radioativas devem ser informados sobre os equipamentos, seu funcionamento e seus riscos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.5 &#8211; Os trabalhos envolvendo radiações ionizantes devem possuir orientação de um Supervisor de Radioproteção habilitado pela CNEN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.6 &#8211; As fontes radioativas suplementares e as fora de uso devem estar armazenadas segundo as normas da CNEN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32 &#8211; Operações de Emergência</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.1- Toda mina deverá elaborar, implementar e manter atualizado um plano de emergência que inclua, no mínimo, os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) Identificação de seus riscos maiores;</p>
<p style="text-align:justify;">b) normas de procedimentos para operações em caso de:</p>
<p style="text-align:justify;">I) incêndios;</p>
<p style="text-align:justify;">II) inundações;</p>
<p style="text-align:justify;">III) explosões;</p>
<p style="text-align:justify;">IV) desabamentos;</p>
<p style="text-align:justify;">V) paralisação do fornecimento de energia para o sistema de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">VI) acidentes maiores e</p>
<p style="text-align:justify;">VII) outras situações de emergência em função das características da mina, dos produtos e dos insumos utilizados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) localização de equipamentos e materiais necessários para as operações de emergência e prestação de primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) descrição da composição e os procedimentos de operação de brigadas de emergência para atuar nas situações descritas nos incisos I a VII;</p>
<p style="text-align:justify;">e) treinamento periódico das brigadas de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">f) simulação periódica de situações de salvamento com a mobilização do contingente da mina diretamente afetado pelo evento;</p>
<p style="text-align:justify;">g) definição de áreas e instalações devidamente construídas e equipadas para refúgio das pessoas e prestação de primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">h) definição de sistema de comunicação e sinalização de emergência, abrangendo o ambiente interno e externo e</p>
<p style="text-align:justify;">a articulação da empresa com órgãos da defesa civil.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.1.1- Compete ao supervisor conhecer e divulgar os procedimentos do plano de emergência a todos os seus subordinados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.2 &#8211; A empresa proporcionará treinamento semestral específico à brigada de emergência, com aulas teóricas e aplicações práticas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.3 &#8211; Devem ser realizadas, anualmente, simulações do plano de emergência com mobilização do contingente da mina diretamente afetado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.4- Nas minas de subsolo deve existir uma área reservada para refúgio, em caso de emergência, devidamente construída e equipada para abrigar o pessoal e prestação de primeiros socorros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33 &#8211; Vias e Saídas de Emergência</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.1- Toda mina subterrânea em atividade deve possuir, obrigatoriamente, no mínimo, duas vias de acesso à superfície, uma via principal e uma alternativa ou de emergência, separadas entre si e comunicando-se por vias secundárias, de forma que a interrupção de uma delas não afete o trânsito pela outra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.1.1 &#8211; O disposto neste item não se aplica durante a fase de abertura da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.2 &#8211; Na mina subterrânea em operação normal de suas atividades, as vias principais e secundárias devem proporcionar condições para que toda pessoa, a partir dos locais de trabalho, tenha alternativa de trânsito para as duas vias de acesso à superfície , sendo uma delas o caminho de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.3 &#8211; No subsolo, os locais de trabalho devem possibilitar a imediata evacuação, em condições de segurança para os trabalhadores, devendo ser previsto o número e distribuição do pessoal no plano de emergências conforme disposto no subitem 22.32.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.4 &#8211; As vias e saídas de emergência devem ser direcionadas o mais diretamente possível para o exterior, em zona de segurança ou ponto de concentração previamente determinado e sinalizado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.5 &#8211; As vias e saídas de emergência, assim como as vias de circulação e as portas que lhes dão acesso, devem ser devidamente sinalizadas e mantidas desobstruídas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.6. Os planos inclinados e chaminés destinados à saída de emergência devem possuir escadas construídas e instaladas conforme prescrito no item 22.10.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34 &#8211; Paralisação e Retomada de Atividades nas Minas</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.1- Ao suspender temporária ou definitivamente a lavra, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá comunicar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.2 &#8211; As minas paralisadas definitivamente deverão ter todos os seus acessos vedados, na forma da legislação em vigor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.3 &#8211; Para o retorno das atividades de lavra, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá tomar as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) reavaliar o estado de conservação da mina, suas dependências, equipamentos e sistemas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) restabelecer as condições de higiene e segurança do trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ventilar todas as frentes antes de se adentrar nas mesmas, no caso de minas subterrâneas, monitorando a qualidade do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">d) drenar as áreas inundadas ou alagadas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) verificar a estabilidade da estrutura da mina, reforçando-a, em especial aquelas danificadas;</p>
<p style="text-align:justify;">f) realizar estudos e projetos adicionais exigidos pelos órgãos fiscalizadores e</p>
<p style="text-align:justify;">g) manter à disposição da fiscalização do trabalho a autorização de reinício das atividades de lavra, expedida pelo DNPM.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35- Informação, Qualificação e Treinamento</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garipeira deve proporcionar aos trabalhadores treinamento, qualificação, informações, instruções e reciclagem necessárias para preservação da sua segurança e saúde, levando-se em consideração o grau de risco e natureza das operações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.1- O treinamento admissional para os trabalhadores, que desenvolverão atividades no setor de mineração ou daqueles transferidos da superfície para o subsolo ou vice-versa, abordará, no mínimo, os seguintes tópicos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) treinamento introdutório geral com reconhecimento do ambiente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) treinamento específico na função e</p>
<p style="text-align:justify;">c) orientação em serviço.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.2 &#8211; O treinamento introdutório geral deve ter duração mínima de seis horas diárias, durante cinco dias, para as atividades de subsolo, e de oito horas diárias, durante três dias, para atividades em superfície, durante o horário de trabalho, e terá o seguinte currículo mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ciclo de operações da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">b) principais equipamentos e suas funções;</p>
<p style="text-align:justify;">c) infra-estrutura da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">d) distribuição de energia;</p>
<p style="text-align:justify;">e) suprimento de materiais;</p>
<p style="text-align:justify;">f) transporte na mina;</p>
<p style="text-align:justify;">g) regras de circulação de equipamentos e pessoas;</p>
<p style="text-align:justify;">h) procedimentos de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">i) primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">j) divulgação dos riscos existentes nos ambientes de trabalho constantes no Programa de Gerenciamento de Riscos e dos acidentes e doenças profissionais e</p>
<p style="text-align:justify;">l) reconhecimento do ambiente do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.3 &#8211; O treinamento específico na função consistirá de estudo e práticas relacionadas às atividades a serem desenvolvidas, seus riscos, sua prevenção, procedimentos corretos e de execução e terá duração mínima de quarenta horas para as atividades de superfície e quarenta e oito horas para as atividades de subsolo, durante o horário de trabalho e no período contratual de experiência ou antes da mudança de função.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.3.1 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve proporcionar treinamento específico, com reciclagem periódica, aos trabalhadores que executem as seguintes operações e atividades:</p>
<p style="text-align:justify;">a) abatimento de chocos e blocos instáveis;</p>
<p style="text-align:justify;">b) tratamento de maciços;</p>
<p style="text-align:justify;">c) manuseio de explosivos e acessórios;</p>
<p style="text-align:justify;">d) perfuração manual;</p>
<p style="text-align:justify;">e) carregamento e transporte de material;</p>
<p style="text-align:justify;">f) transporte por arraste;</p>
<p style="text-align:justify;">g) operações com guinchos e içamentos;</p>
<p style="text-align:justify;">h) inspeções gerais da frente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">i) manipulação e manuseio de produtos tóxicos ou perigosos e</p>
<p style="text-align:justify;">j) outras atividades ou operações de risco especificadas no PGR .</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.4 &#8211; A orientação em serviço consistirá de período no qual o trabalhador desenvolverá suas atividades, sob orientação de outro trabalhador experiente ou sob supervisão direta, com a duração mínima de quarenta e cinco dias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.5 &#8211; Treinamentos periódicos e para situações específicas deverão ser ministrados sempre que necessário para a execução das atividades de forma segura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.2 &#8211; Para operação de máquinas, equipamentos ou processos diferentes a que o operador estava habituado, deve ser feito novo treinamento, de modo a qualificá-lo à utilização dos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.3 &#8211; Será obrigatória orientação que inclua as condições atuais das vias de circulação das minas para os trabalhadores afastados do trabalho por mais de trinta dias consecutivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.4 &#8211; As instruções visando a informação, qualificação e treinamento dos trabalhadores devem ser redigidas em linguagem compreensível e adotando metodologias, técnicas e materiais que facilitem o aprendizado para preservação de sua segurança e saúde.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.5 &#8211; Considerando as características da mina, dos métodos de lavra e do beneficiamento, outros treinamentos poderão ser determinados pela autoridade regional competente em matéria de Segurança e Saúde do Trabalhador</p>
<p style="text-align:justify;">22.36. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração &#8211; CIPAMIN</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.1 &#8211; A empresa de mineração ou Permissionário de Lavra Garimpeira que admita trabalhadores como empregados deve organizar e manter em regular funcionamento, na forma prevista nesta NR, em cada estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -CIPA, doravante denominada CIPA na Mineração- CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.2 &#8211; A CIPAMIN tem por objetivo observar e relatar as condições de risco no ambiente de trabalho, visando a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho na mineração, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a segurança e a saúde dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3 &#8211; A CIPAMIN será composta de representante do empregador e dos empregados e seus respectivos suplentes, de acordo com as proporções mínimas constantes no <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, anexo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3.1- A composição da CIPAMIN deverá observar critérios que permitam estar representados os setores que ofereçam maior risco ou que apresentem maior número de acidentes do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22. 36.3.1.1- Os setores de maior risco deverão ser definidos pela CIPAMIN com base nos dados do PGR, no relatório anual do PCMSO, na estatística de acidentes do trabalho elaborada pelo SESMT e outros dados e informações relativas à segurança e saúde no trabalho disponíveis na empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3.2 &#8211; Quando o estabelecimento não se enquadrar no <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a> desta NR a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá designar e treinar em prevenção de acidentes um representante para cumprir os objetivos da CIPAMIN o qual deverá promover a participação dos trabalhadores nas ações de prevenção de acidentes e doenças profissionais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4 &#8211; Os representantes dos empregados na CIPAMIN serão por estes eleitos seguindo os procedimentos estabelecidos na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/06/normas-regulamentadoras-nr-5-cipa/" target="_self">Norma Regulamentadora nº. 5</a> &#8211; CIPA e respeitando o critério estabelecido no item subitem 22.36. 3.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.1 &#8211; Em obediência aos critérios do subitem 22.36.3.1 para a composição da CIPAMIN esta indicará as áreas a serem contempladas pela representatividade individual de empregados do setor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.1.1 &#8211; Observado o dimensionamento do <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, a CIPAMIN deverá ser composta de forma a abranger a representatividade de todos os setores da empresa, podendo, se for o caso, agrupar áreas ou setores preferentemente afins.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36. 4.2 &#8211; Os candidatos interessados deverão inscrever-se para representação da sua área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.3 &#8211; A eleição será realizada por área ou setor e os empregados votarão nos inscritos de sua área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.4 &#8211; Assumirá a condição de titular da CIPAMIN o candidato mais votado na área ou setor de trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.5 &#8211; Assumirá a condição de suplente, considerando o <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, dentre todos os outros candidatos, o mais votado, desconsiderando a área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.6 &#8211; O mandato dos membros eleitos da CIPAMIN terá duração de um ano, permitida uma reeleição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.5 &#8211; O Presidente da CIPAMIN bem como o representante suplente do empregador serão por este indicados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.6 &#8211; O Vice-Presidente da CIPAMIN será escolhido entre os representantes titulares dos empregados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.7 &#8211; A CIPAMIN terá como atribuições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) elaborar o Mapa de Riscos, conforme prescrito na Norma Regulamentadora nº.5 (CIPA), encaminhando-o ao empregador e ao SESMT, quando houver;</p>
<p style="text-align:justify;">b) recomendar a implementação de ações para o controle dos riscos identificados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) analisar e discutir os acidentes do trabalho e doenças profissionais ocorridos, propondo e solicitando medidas que previnam ocorrências semelhantes e orientando os demais trabalhadores quanto à sua prevenção;</p>
<p style="text-align:justify;">d) estabelecer negociação permanente no âmbito de suas representações para a recomendação e solicitação de medidas de controle ao empregador;</p>
<p style="text-align:justify;">e) acompanhar a implantação das medidas de controle e do cronograma de ações estabelecido no PGR e no PCMSO ;</p>
<p style="text-align:justify;">f) participar das inspeções periódicas dos ambientes de trabalho programadas pela empresa ou SESMT, quando houver, seguindo cronograma negociado com o empregador;</p>
<p style="text-align:justify;">g) realizar reuniões mensais em local apropriado e durante o expediente normal da empresa, obedecendo ao calendário anual, com lavratura das respectivas Atas em livro próprio;</p>
<p style="text-align:justify;">h) realizar reuniões extraordinárias quando da ocorrência de acidentes de trabalho fatais ou que resultem em lesões graves com perda de membro ou função orgânica ou que cause prejuízo de monta, no prazo máximo de 48(quarenta e oito) horas após sua ocorrência;</p>
<p style="text-align:justify;">i) requerer do SESMT, quando houver, ou do empregador ciência prévia do impacto à segurança e à saúde dos trabalhadores de novos projetos ou de alterações significativas no ambiente ou no processo de trabalho, revisando, nestes casos, o Mapa de Riscos elaborado;</p>
<p style="text-align:justify;">j) requisitar à empresa ou ao Permissionário de Lavra Garimpeira as cópias da Comunicações de Acidente do Trabalho- CAT- emitidas ;</p>
<p style="text-align:justify;">l) apresentar, durante o treinamento admissional dos trabalhadores previsto no item 22.35, os seus objetivos, atribuições e responsabilidades e</p>
<p style="text-align:justify;">m) realizar, anualmente, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Mineração-SIPATMIN, com divulgação do resultado das ações implementadas pela CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.8 &#8211; O empregador deverá proporcionar à CIPAMIN os meios e condições necessários ao desempenho de suas atribuições</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.9 &#8211; São atribuições do Presidente da CIPAMIN:</p>
<p style="text-align:justify;">a) coordenar e controlar as atividades da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">b) convocar os membros para as reuniões ordinárias mensais e extraordinárias;</p>
<p style="text-align:justify;">c) preparar a pauta das reuniões ordinárias em conjunto com o Vice-Presidente;</p>
<p style="text-align:justify;">d) presidir as reuniões;</p>
<p style="text-align:justify;">e) encaminhar ao empregador e ao SESMT, quando houver, o Mapa de Riscos elaborado;</p>
<p style="text-align:justify;">f) encaminhar ao empregador e ao SESMT, quando houver, as recomendações e solicitações da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">g) zelar pelo funcionamento e prover os meios necessários ao cumprimento das atribuições da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">h) manter e promover o relacionamento da CIPAMIN com o SESMT, quando houver, e com os demais setores da empresa e</p>
<p style="text-align:justify;">i) elaborar relatório trimestral de atividades, em conjunto com o Vice-Presidente, enviando-o ao empregador e ao SESMT, quando houver.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.10 &#8211; São atribuições do Vice-Presidente da CIPAMIN:</p>
<p style="text-align:justify;">a) substituir o Presidente em seus impedimentos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) coordenar os representantes dos empregados na elaboração e no encaminhamento das recomendações e demais ações previstas nas atribuições da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">c) liderar os representantes dos empregados nas discussões e negociações dos itens da pauta nas reuniões da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">d) negociar com o empregador a adoção de medidas de controle e de correção dos riscos e de melhoria dos ambientes de trabalho, inclusive a designação de grupo de trabalho para investigação de acidentes de trabalho e para participar das inspeções periódicas dos ambientes de trabalho e</p>
<p style="text-align:justify;">e) havendo impasse na negociação prevista na alínea “d”, solicitar a presença do Ministério do Trabalho e Emprego na empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.11 &#8211; Será indicado pela empresa, de comum acordo com os membros da CIPAMIN, um secretário e seu substituto, componentes ou não da Comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3611.1 &#8211; O Secretário da CIPAMIN terá como atribuições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) acompanhar as reuniões da Comissão, lavrando as respectivas atas e submetendo-as à aprovação e assinatura dos membros presentes;</p>
<p style="text-align:justify;">b) preparar a correspondência;</p>
<p style="text-align:justify;">c) outras que lhe forem conferidas pelo Presidente ou Vice-Presidente da CIPAMIN e</p>
<p style="text-align:justify;">d) registrar em Ata as recomendações e solicitações da CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12- Todos os membros da CIPAMIN, efetivos e suplentes, deverão receber treinamento de prevenção de acidentes e doenças profissionais, durante o expediente normal da empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.1 &#8211; O treinamento para os membros da CIPAMIN poderá ser ministrado pelo SESMT, quando houver, ou entidades sindicais de empregadores ou de trabalhadores, escolhidas de comum acordo entre o empregador e os membros da Comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.2 &#8211; O currículo do curso previsto neste item deverá abranger os riscos de acidentes e doenças profissionais constantes no PGR, as medidas adotadas para eliminar e controlar aqueles riscos, além de técnicas para elaboração do Mapa de Riscos e metodologias de análise de acidentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.3 &#8211; A carga horária do curso de prevenção de acidentes e doenças profissionais deverá ser de quarenta horas anuais, das quais vinte horas serão ministradas antes da posse dos membros da CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.13 &#8211; Uma vez instalada a CIPAMIN, esta deverá ser registrada no órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme prescrito na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/06/normas-regulamentadoras-nr-5-cipa/" target="_self">Norma Regulamentadora nº. 5</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.14 &#8211; Havendo no estabelecimento empresas prestadoras de serviços ou empreiteiras que não se enquadrem no <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a> desta Norma, estas deverão indicar pelo menos um representante para participar das reuniões da CIPAMIN da contratante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37 &#8211; Disposições Gerais</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.1 &#8211; Ao trabalhador do subsolo será fornecida alimentação compatível com a natureza do trabalho, de acordo com as instruções a serem expedidas pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.1.1 &#8211; Havendo fornecimento de alimentação no subsolo a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira manterá local adequado que atenda às condições de segurança, higiene e conforto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira manterá instalações sanitárias tratadas e higienizadas destinadas à satisfação das necessidades fisiológicas, próximas aos locais e frentes de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2.1- Em subsolo os recipientes coletores dos dejetos gerados deverão ser removidos ao final de cada turno de trabalho para a superfície, onde será dado destino conveniente a seu conteúdo, respeitadas as normas de higiene e saúde e a legislação ambiental vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2.2- As instalações sanitárias que adotem processamento químico ou biológico dos dejetos deverão observar as normas de higiene e saúde e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3- As condições de conforto e higiene nos locais de trabalho serão aquelas estabelecidas na <a href="http://engenheirorodrigo.wordpress.com/2009/02/09/norma-regulamentadora-nr-24-condicoes-sanitarias-e-de-conforto-nos-locais-de-trabalho/">Norma Regulamentadora nº. 24</a> &#8211; Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3.1 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira poderá substituir os armários individuais por outros dispositivos para a guarda de roupa e objetos pessoais que garantam condições de higiene, saúde e conforto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3.2 &#8211; Havendo locais para a troca e guarda de roupa no subsolo estes deverão observar os mesmos requisitos dos subitens 22.37.3 e 22.37.3.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.4 &#8211; Nos locais e postos de trabalho será fornecida aos trabalhadores água potável em condições de higiene.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.5 &#8211; Quando o empregador fornecer o transporte para deslocamento de pessoal, diretamente ou através de empresas idôneas, deverá observar que sejam realizados em veículos apropriados, garantindo condições de comodidade, conforto e segurança aos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.6 &#8211; A empresa deverá manter organizada e atualizada a estatística de acidentes de trabalho e doenças profissionais, assegurando pleno acesso a essa documentação à CIPAMIN, SESMT e Delegacia Regional do Trabalho e Emprego -DRTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.6.1 &#8211; Os acidentes e doenças profissionais deverão ser analisados segundo metodologia que permita identificar as causas principais e contribuintes que levaram à ocorrência do evento, indicando as medidas de controle para prevenção de novas ocorrências.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.7 &#8211; Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória a adoção das seguintes medidas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) comunicar o acidente, de imediato, à autoridade policial competente e à DRTE e</p>
<p style="text-align:justify;">b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.8 &#8211; Os casos omissos decorrentes da aplicação desta Norma Regulamentadora serão dirimidas pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho &#8211; DSST/MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.9 &#8211; A aplicação desta Norma Regulamentadora não exclui a observância de disposições pertinentes estabelecidas em legislações específicas expedidas pelo DNPM e Ministério da Defesa, e demais órgãos que regulamentem à espécie.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadros e Anexos da NR 22</a></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NR 22]]></title>
<link>http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-22/</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 14:07:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>jonaslumber</dc:creator>
<guid>http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-22/</guid>
<description><![CDATA[Comentários sobre a Norma Regulamentadora 22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><table id="table1" border="0" width="100%" bgcolor="#f7f7f7">
<tbody>
<tr>
<td>
<h5 style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">Comentários sobre a </span> Norma Regulamentadora 22</strong><span style="color:#000080;"><strong><br />
</strong><br />
Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de  		segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos  		subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias  		condições de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal,  		ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta  		NR, são os 		<a href="../legislacao/art154-art200-clt/"> artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III, todos da CLT</a>.</span></h5>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:center;"><strong>Atualização: </strong><br />
Portaria n.º 27, de 01 de Outubro de 2002<br />
Portaria n.º 63, de 02 de Dezembro de 2003</p>
<p style="text-align:justify;">22.1- Objetivo</p>
<p style="text-align:justify;">22.1.1- Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.2- Campos de Aplicação</p>
<p style="text-align:justify;">22.2.1- Esta norma se aplica a:</p>
<p style="text-align:justify;">a) minerações subterrâneas;<br />
b) minerações a céu aberto;<br />
c) garimpos, no que couber;<br />
d) beneficiamentos minerais e<br />
e) pesquisa mineral</p>
<p style="text-align:justify;">22.3- Das Responsabilidades da Empresa e do Permissionário de Lavra Garimpeira</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.1- Cabe à empresa, ao Permissionário de Lavra Garimpeira e ao responsável pela mina a obrigação de zelar pelo estrito cumprimento da presente Norma, prestando as informações que se fizerem necessárias aos órgãos fiscalizadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.1.1- A empresa, o Permissionário de Lavra Garimpeira ou o responsável pela mina deve indicar aos órgãos fiscalizadores os técnicos responsáveis de cada setor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.2- Quando forem realizados trabalhos através de empresas contratadas pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira, deverá ser indicado o responsável pelo cumprimento da presente Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.3- Toda mina e demais atividades referidas no item 22.2 devem estar sob supervisão técnica de profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.4 &#8211; Compete ainda à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira:</p>
<p style="text-align:justify;">a) interromper todo e qualquer tipo de atividade que exponha os trabalhadores a condições de risco grave e iminente para sua saúde e segurança;</p>
<p style="text-align:justify;">b) garantir a interrupção das tarefas, quando proposta pelos trabalhadores, em função da existência de risco grave e iminente, desde que confirmado o fato pelo superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis e</p>
<p style="text-align:justify;">c) fornecer às empresas contratadas as informações sobre os riscos potenciais nas áreas em que desenvolverão suas atividades.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.5 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira coordenará a implementação das medidas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas e proverá os meios e condições para que estas atuem em conformidade com esta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.6- Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional &#8211; PCMSO, conforme estabelecido na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-7/">Norma Regulamentadora nº. 7</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7- Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR, contemplando os aspectos desta Norma, incluindo, no mínimo, os relacionados a:</p>
<p style="text-align:justify;">a) riscos físicos, químicos e biológicos;<br />
b) atmosferas explosivas;<br />
c) deficiências de oxigênio;<br />
d) ventilação;<br />
e) proteção respiratória, de acordo com a Instrução Normativa nº. 1, de 11/04/94, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho;<br />
f) investigação e análise de acidentes do trabalho;<br />
g) ergonomia e organização do trabalho;<br />
h) riscos decorrentes do trabalho em altura, em profundidade e em espaços confinados;<br />
i) riscos decorrentes da utilização de energia elétrica, máquinas, equipamentos, veículos e trabalhos manuais;<br />
j) equipamentos de proteção individual de uso obrigatório, observando-se no mínimo o constante na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-6/">Norma Regulamentadora nº. 6</a><br />
l) estabilidade do maciço;<br />
m) plano de emergência e<br />
n) outros resultantes de modificações e introduções de novas tecnologias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1- O Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR deve incluir as seguintes etapas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) antecipação e identificação de fatores de risco, levando-se em conta, inclusive, as informações do Mapa de Risco elaborado pela CIPAMIN, quando houver;<br />
b) avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;<br />
c) estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;<br />
d) acompanhamento das medidas de controle implementadas;<br />
e) monitorização da exposição aos fatores de riscos;<br />
f) registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos e<br />
g) avaliação periódica do programa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.1- O Programa de Gerenciamento de Riscos, suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPAMIN, para acompanhamento das medidas de controle.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.2- O Programa de Gerenciamento de Riscos deve considerar os níveis de ação acima dos quais devem ser adotadas medidas preventivas, de forma a minimizar a probabilidade de ultrapassagem dos limites de exposição ocupacional, implementando-se princípios para o monitoramento periódico da exposição, informação dos trabalhadores e o controle médico, considerando as seguintes definições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) limites de exposição ocupacional são os valores de limites de tolerância previstos na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-15/">Norma Regulamentadora nº.15</a> ou, na ausência destes, valores que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva, desde que mais rigorosos que aqueles;</p>
<p style="text-align:justify;">b) níveis de ação para agentes químicos são os valores de concentração ambiental correspondentes à metade dos limites de exposição, conforme definidos na alínea &#8220;a&#8221; anterior e</p>
<p style="text-align:justify;">c) níveis de ação para ruído são os valores correspondentes a dose de zero vírgula cinco ( dose superior a cinqüenta por cento), conforme critério estabelecido na <a href="http://normasregulamentadoras.files.wordpress.com/2008/06/anexos_nr15.doc">Norma Regulamentadora nº.15, Anexo I</a>, item 6.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3.7.1.3 &#8211; Desobrigam-se da exigência do PPRA as empresas que implementarem o PGR.</p>
<p style="text-align:justify;">22.4 &#8211; Das Responsabilidades dos Trabalhadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.4.1- Cumpre aos trabalhadores;</p>
<p style="text-align:justify;">a) zelar pela sua segurança e saúde ou de terceiros que possam ser afetados por suas ações ou omissões no trabalho, colaborando com a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira para o cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive das normas internas de segurança e saúde e</p>
<p style="text-align:justify;">b) comunicar, imediatamente, ao seu superior hierárquico as situações que considerar representar risco para sua segurança e saúde ou de terceiros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.5- Dos Direitos dos Trabalhadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.5.1 &#8211; São direitos dos trabalhadores:</p>
<p style="text-align:justify;">a) interromper suas tarefas sempre que constatar evidências que representem riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de terceiros, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico que diligenciará as medidas cabíveis e</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser informados sobre os riscos existentes no local de trabalho que possam afetar sua segurança e saúde.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6- Organização dos Locais de Trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira adotará as medidas necessárias para que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os locais de trabalho sejam concebidos, construídos, equipados, utilizados e mantidos de forma que os trabalhadores possam desempenhar as funções que lhes forem confiadas, eliminando ou reduzindo ao mínimo, praticável e factível, os riscos para sua segurança e saúde e</p>
<p style="text-align:justify;">b) os postos de trabalho sejam projetados e instalados segundo princípios ergonômicos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.2- As áreas de mineração com atividades operacionais devem possuir entradas identificadas com o nome da empresa ou do Permissionário de Lavra Garimpeira e os acessos e as estradas sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.3- Nas atividades abaixo relacionadas serão designadas equipes com, no mínimo, dois trabalhadores:</p>
<p style="text-align:justify;">a) no subsolo, nas atividades de:</p>
<p style="text-align:justify;">I) abatimento manual de choco e blocos instáveis;</p>
<p style="text-align:justify;">II) contenção de maciço desarticulado;</p>
<p style="text-align:justify;">III) perfuração manual;</p>
<p style="text-align:justify;">IV) retomada de atividades em fundo-de-saco com extensão acima de dez metros e</p>
<p style="text-align:justify;">V) carregamento de explosivos, detonação e retirada de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">b) a céu aberto, nas atividades de carregamento de explosivos, detonação e retirada de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.6.3.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve estabelecer norma interna de segurança para supervisão e controle dos demais locais de atividades onde se poderá trabalhar desacompanhado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7 &#8211; Circulação e Transporte de Pessoas e Materiais</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.1- Toda mina deve possuir plano de trânsito estabelecendo regras de preferência de movimentação e distâncias mínimas entre máquinas, equipamentos e veículos compatíveis com a segurança, e velocidades permitidas, de acordo com as condições das pistas de rolamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.2 &#8211; Equipamentos de transporte de materiais ou pessoas devem possuir dispositivos de bloqueio que impeçam seu acionamento por pessoas não autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.3 &#8211; Equipamentos de transporte sobre pneus, de materiais e pessoas, devem possuir, em bom estado de conservação e funcionamento, faróis, luz e sinal sonoro de ré acoplado ao sistema de câmbio de marchas, buzina e sinal de indicação de mudança do sentido de deslocamento e espelhos retrovisores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.4 &#8211; A capacidade e a velocidade máxima de operação dos equipamentos de transporte devem figurar em placa afixada, em local visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.5 &#8211; A operação das locomotivas e de outros meios de transporte só será permitida a trabalhador qualificado, autorizado e identificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.6 &#8211; O transporte em minas a céu aberto deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os limites externos das bancadas utilizadas como estradas devem estar demarcados e sinalizados de forma visível durante o dia e à noite;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a largura mínima das vias de trânsito, deve ser duas vezes maior que a largura do maior veículo utilizado, no caso de pista simples, e três vezes, para pistas duplas e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nas laterais das bancadas ou estradas onde houver riscos de quedas de veículos devem ser construídas leiras com altura mínima correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo que por elas trafegue.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.6.1- Quando o plano de lavra e a natureza das atividades realizadas não permitirem a observância do constante na alínea &#8220;b&#8221; deste item, deverão ser adotados procedimentos e sinalização adicionais para garantir o tráfego com segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.7- Os veículos de pequeno porte que transitam em áreas de mineração a céu aberto devem possuir sinalização através de antena telescópica com bandeira, bandeira de sinalização e manter os faróis ligados, mesmo durante o dia, de forma a facilitar sua visualização pelos operadores de equipamentos de grande porte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.7.1- Sinalização luminosa é obrigatória em condições de visibilidade adversa e à noite.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.8 &#8211; As vias de circulação de veículos, não pavimentadas, devem ser umidificadas, de forma a minimizar a geração de poeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.9 &#8211; Sempre que houver via única para circulação de pessoal e transporte de material ou trânsito de veículo no subsolo, a galeria deverá ter a largura mínima de um metro e cinqüenta centímetros além da largura do maior veículo que nela trafegue, além do estabelecimento das regras de circulação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.9.1- Quando o plano de lavra e a natureza das atividades não permitirem a existência da distância de segurança prevista neste item, deverão ser construídas nas paredes das galerias ou rampas, aberturas com, no mínimo, sessenta centímetros de profundidade, dois metros de altura e um metro e cinqüenta centímetros de comprimento, devidamente sinalizadas e desobstruídas a cada cinqüenta metros, para abrigo de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.10 &#8211; Quando utilizados guinchos ou vagonetas, no transporte de material em planos inclinados sem vias específicas e isoladas por barreiras para pedestres, estes devem permanecer parados enquanto houver circulação de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11 &#8211; O transporte de trabalhadores em todas as áreas das minas deve ser realizado através de veículo adequado para transporte de pessoas, que atenda, no mínimo, aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) condições seguras de tráfego;<br />
b) assento com encosto;<br />
c) cinto de segurança;<br />
d) proteção contra intempéries ou contato acidental com tetos das galerias e<br />
e) escada para embarque e desembarque quando necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11.1- Em situações em que o uso de cinto de segurança possa implicar em riscos adicionais, o mesmo será dispensado, observando-se normas internas de segurança para estas situações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.11.2- A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira é co-responsável pela segurança do transporte dos trabalhadores caso contrate empresa prestadora de serviço para tal fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.12 &#8211; O transporte conjunto de pessoas e materiais tais como ferramentas, equipamentos, insumos e matéria-prima somente será permitido em quantidades compatíveis com a segurança e quando estes estiverem acondicionados de maneira segura, em compartimento adequado, fechado e fixado de forma a não causar lesão aos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.13 &#8211; O transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim, por profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.14 &#8211; O transporte vertical de pessoas só será permitido em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) altura mínima de dois metros;</p>
<p style="text-align:justify;">b) portas com trancas que impeçam sua abertura acidental;</p>
<p style="text-align:justify;">c) manter-se fechadas durante a operação de transporte;</p>
<p style="text-align:justify;">d) teto resistente, com corrimão e saída de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">e) proteção lateral que impeça o acesso acidental a área externa;</p>
<p style="text-align:justify;">f) iluminação;</p>
<p style="text-align:justify;">g) acesso convenientemente protegido;</p>
<p style="text-align:justify;">h) distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola;</p>
<p style="text-align:justify;">i) fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">j) sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.14.1 &#8211; O transporte de pessoas durante a fase de abertura e equipagem de poços deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o poço deve ser dotado de tampa protetora com abertura basculante, que impeça a queda de material ou pessoas e que deverá ser mantida fechada durante a permanência de pessoas no poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o colar do poço deve ser concretado;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o balde de transporte deve ser construído com material de qualidade, resistente à carga transportada e com altura lateral mínima de um metro e vinte centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) velocidade máxima de um metro e vinte centímetros por segundo, que deverá ser reduzida durante a aproximação do fundo do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">e) dispor de sinalização sonora específica, conforme o item 22.18 e</p>
<p style="text-align:justify;">f) não transportar em conjunto pessoas e materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.15 &#8211; Os equipamentos e transportes de pessoas em rampas ou planos inclinado sobre trilhos devem obedecer os seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir assentos em número igual a capacidade máxima de usuários;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ter proteção frontal e superior, de forma a impedir o contato acidental com o teto;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter fixado em local visível o limite máximo de carga ou de usuários e de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">d) embarcar ou desembarcar pessoas somente em locais apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.15.1 &#8211; O transporte de pessoas durante a fase de abertura e equipagem de rampas ou planos inclinado sobre trilhos, deve obedecer aos seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) velocidade máxima de um metro e vinte centímetros por segundo, que deverá ser reduzida durante a aproximação do fundo da rampa ou plano inclinado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispor de estrado para apoio das pessoas transportadas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) dispor de sinalização sonora específica, conforme o item 22.18 e</p>
<p style="text-align:justify;">d) não transportar em conjunto pessoas e materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.16 &#8211; O transporte de pessoas em planos inclinados ou poços deve ser informado, pelo sistema de sinalização, ao operador do guincho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.17- Havendo irregularidade que ponha em risco o transporte por gaiola ou plano inclinado deve ser proibido imediatamente o funcionamento do guincho, tomando-se prontamente as medidas cabíveis para restabelecer a segurança do transporte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.18- As vias de circulação de pessoas devem ser sinalizadas, desimpedidas e protegidas contra queda de material e mantidas em boas condições de segurança e trânsito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.19- Quando o somatório das distâncias a serem percorridas a pé pelo trabalhador, na ida ou volta de seu local de atividade, em subsolo, for superior a dois mil metros, a mina deverá ser dotada de sistema mecanizado para este deslocamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.20 &#8211; Em galerias ou rampas no subsolo, com tráfego nos dois sentidos, deve haver locais próprios para desvios em intervalos regulares ou dispositivo de sinalização que indique a prioridade de fluxo, de tal forma que não ocorra o tráfego simultâneo em sentidos contrários.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.21 &#8211; É proibido o transporte de material através da movimentação manual de vagonetas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.21.1- É permitida a movimentação manual de vagonetas em operações de manobra, em distância não superior a cinqüenta metros e em inclinação inferior a meio por cento, desde que a força exercida pelos trabalhadores não comprometa sua saúde e segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.22 &#8211; Cada vagoneta a ser movimentada em planos inclinados deve estar ligada a um dispositivo de acoplamento principal e a um secundário de segurança..</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.23 &#8211; O comboio só poderá se movimentar estando acoplado em toda sua extensão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.24 &#8211; É proibido manipular os dispositivos de acoplamento durante a movimentação das vagonetas, exceto se os mesmos forem projetados para tal fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.25 &#8211; As vagonetas devem possuir dispositivo limitador que garanta uma distância mínima de cinqüenta centímetros entre as caçambas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.26 &#8211; Nos locais onde forem executados serviços de acoplamento e desacoplamento de vagonetas devem ser adotadas medidas de segurança com relação à limpeza, iluminação e espaço livre para circulação de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.7.27 &#8211; Os locais de tombamento de vagonetas devem ser dotados de:</p>
<p style="text-align:justify;">a) proteção coletiva e individual contra quedas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispositivos de proteção que permita trabalhos sobre a grelha, quando necessários;</p>
<p style="text-align:justify;">c) iluminação;</p>
<p style="text-align:justify;">d) sinalização adequada;</p>
<p style="text-align:justify;">e) dispositivos e procedimentos de trabalho que reduzam os riscos de exposição dos trabalhadores às poeiras minerais e</p>
<p style="text-align:justify;">f) bloqueadores, a fim de evitar movimentações imprevistas no tombamento manual.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8 &#8211; Transportadores Contínuos através de Correia</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.1- Em projetos, instalações ou montagem de transportadores contínuos, devem ser observados, no dimensionamento, a necessidade ou não de implantação de sistema de frenagem ou outro equivalente de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.2- O dimensionamento e a construção de transportadores contínuos devem considerar o tensionamento do sistema, de forma a garantir uma tensão adequada à segurança da operação, conforme especificado em projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.3 &#8211; É obrigatória a existência de dispositivo de desligamento ao longo de todos os trechos de transportadores contínuos. onde possa haver acesso rotineiro de trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.3.1- Os transportadores contínuos devem possuir dispositivos que interrompam seu funcionamento quando forem atingidos os limites de segurança, conforme especificado em projeto, que deve contemplar, no mínimo, as seguintes condições de:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ruptura da correia;</p>
<p style="text-align:justify;">b) escorregamento anormal da correia em relação aos tambores;</p>
<p style="text-align:justify;">c) desalinhamento anormal da correia e</p>
<p style="text-align:justify;">d) sobrecarga.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.4 &#8211; Só será permitido a transposição por cima dos transportadores contínuos através de passarelas dotadas de guarda-corpo e rodapé.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.5 &#8211; O trânsito por baixo de transportadores contínuos só será permitido em locais protegidos contra queda de materiais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.6 &#8211; A partida dos transportadores contínuos só será permitida decorridos vinte segundos após sinal audível ou outro sistema de comunicação que indique o seu acionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.7 &#8211; Os transportadores contínuos, cuja altura do lado da carga esteja superior a dois metros do piso, devem ser dotados em toda a sua extensão por passarelas com guarda-corpo e rodapé fechado com altura mínima de vinte centímetros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.7.1- Os transportadores que, em função da natureza da operação, não possam suportar a estrutura de passarelas, deverão possuir sistema e procedimento de segurança para inspeção e manutenção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.8 &#8211; Todos os pontos de transmissão de força, de rolos de cauda e de desvio dos transportadores contínuos, devem ser protegidos com grades de segurança ou outro mecanismo que impeça o contato acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.9 &#8211; Os transportadores contínuos elevados devem ser dotados de dispositivos de proteção, onde houver risco de queda ou lançamento de materiais de forma não controlada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.8.10 &#8211; Os trabalhos de limpeza e manutenção dos transportadores contínuos só podem ser realizados com o equipamento parado e bloqueado, exceto quando a limpeza for através de jato d&#8217;água ou outro sistema, devendo neste caso possuir mecanismo, que impeça contato acidental do trabalhador com as partes móveis.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9 &#8211; Superfícies de Trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.1- Os postos de trabalho devem ser dotados de plataformas móveis, sempre que a altura das frentes de trabalho for superior a dois metros ou a conformação do piso não possibilite a segurança necessária.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.1.1- As plataformas móveis devem possuir piso antiderrapante de, no mínimo, um metro de largura, com rodapé de vinte centímetros de altura e guarda-corpo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.2- É proibido utilizar máquinas e equipamentos como plataforma de trabalho, quando esses não tenham sido projetados, construídos ou adaptados com segurança para tal fim, e autorizado seu funcionamento por profissional competente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.3 &#8211; As passarelas suspensas e seus acessos devem possuir guarda-corpo e rodapé com vinte centímetros de altura, garantida sua estabilidade e condições de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.3.1 &#8211; Os pisos das passarelas devem ser antiderrapantes, resistentes e mantidas em condições adequadas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.4- As passarelas de trabalho deverão possuir largura mínima de sessenta centímetros, quando se destinarem ao trânsito eventual e de oitenta centímetros nos demais casos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.4.1- As passarelas de trabalho construídas e em operação, que não foram concebidas e construídas de acordo com o exigido neste item, deverão ter procedimentos de trabalho adequados à segurança da operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.5- Passarelas com inclinação superior a quinze graus e altura superior a dois metros, devem possuir rodapé de vinte centímetros e guarda-corpo com tela até a uma altura de quarenta centímetros acima do rodapé em toda a sua extensão ou outro sistema que impeça a queda do trabalhador.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.6 &#8211; Trabalhos em pilhas de estéril e minério desmontado e em desobstrução de galerias, devem ser executados, de acordo com normas de segurança específica elaboradas pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.7 &#8211; O trabalho em telhados somente poderá ser executado com o uso de cinto de segurança tipo &#8220;pára-quedista&#8221; afixado em cabo-guia, ou outro sistema adequado de proteção contra quedas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.8 &#8211; Nos trabalhos realizados em superfícies inclinadas, com risco de quedas superior a dois metros, é obrigatório o uso de cinto de segurança, adequadamente fixado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.9.9 &#8211; As galerias e superfícies de trabalho devem ser adequadamente drenadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10 &#8211; Escadas</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.1 &#8211; Para transposição de poços, chaminés ou aberturas no piso devem ser instaladas passarelas dotadas de guarda-corpo e rodapé.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.2- Quando os meios de acesso aos locais de trabalho possuírem uma inclinação maior que vinte graus e menor que cinqüenta graus com a horizontal deverá ser instalado um sistema de escadas fixas, com as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser fixada de modo seguro;</p>
<p style="text-align:justify;">b) possuir degraus e lances uniformes;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter espelhos entre os degraus com altura entre dezoito e vinte centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) possuir distância vertical entre planos ou lances no máximo de três metros e sessenta centímetros e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser provida de guarda-corpo resistente e com uma altura entre noventa centímetros e um metro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3 &#8211; Quando os meios de acesso ao local de trabalho possuírem uma inclinação superior a cinqüenta graus com a horizontal, deverá ser disponibilizada uma escada de mão, que atenda aos seguinte requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser de construção rígida e fixada de modo seguro, de forma a reduzir ao mínimo os riscos de queda;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser livres de elementos soltos ou quebrados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter distância entre degraus entre vinte e cinco e trinta centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter espaçamento no mínimo de dez centímetros entre o degrau e a parede ou outra obstrução atrás da escada, proporcionando apoio seguro para os pés;</p>
<p style="text-align:justify;">e) possuir instalação de plataforma de descanso com no mínimo sessenta centímetros de largura e cento e vinte centímetros de comprimento em intervalos de, no máximo, sete metros, com abertura suficiente para permitir a passagem dos trabalhadores e</p>
<p style="text-align:justify;">f) ultrapassar a plataforma de descanso em pelo menos um metro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3.1- Se a escada for instalada em poço de passagem de pessoas, deverá ser construída em lances consecutivos com eixos diferentes, distanciados no mínimo de sessenta centímetros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.3.2 &#8211; Se a escada possuir inclinação maior que setenta graus com a horizontal, deverá ser dotada de gaiola de proteção a partir de dois metros do piso ou outro dispositivo de proteção contra quedas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.4 &#8211; As escadas de madeira devem possuir as seguintes características mínimas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a madeira deve ser de boa qualidade, não apresentar nós ou rachaduras que comprometam sua resistência;</p>
<p style="text-align:justify;">b) não ser pintadas ou tratadas de forma a encobrir imperfeições;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ter uma distância entre degraus entre vinte e cinco e trinta centímetros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter espaçamento de pelo menos dez centímetros entre os degraus e a parede ou outra obstrução atrás da escada, proporcionando apoio seguro para os pés e</p>
<p style="text-align:justify;">e) projetar-se pelo menos um metro acima do piso ou abertura, caso não haja corrimão resistente no topo da escada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.5 &#8211; No caso de uso de escadas metálicas, deverão ser adotadas medidas adicionais de segurança, quando próximas a instalações elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.10.6 &#8211; Só será permitida a utilização de escadas de corrente nas fases de abertura de poços em minas subterrâneas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11 &#8211; Máquinas, Equipamentos, Ferramentas e Instalações</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.1 &#8211; Todas as máquinas, equipamentos, instalações auxiliares e elétricas devem ser projetadas, montadas, operadas e mantidas em conformidade com as normas técnicas vigentes e as instruções dos fabricantes e as melhorias desenvolvidas por profissional habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.2 &#8211; As máquinas e equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada instalados de modo que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) não se localize na zona perigosa da máquina ou equipamento e nem acarrete riscos adicionais;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possa ser acionado ou desligado, em caso de emergência, por outra pessoa que não seja o operador;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não possa ser acionado ou desligado involuntariamente pelo operador ou de qualquer outra forma acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.3 &#8211; Máquinas, equipamentos, sistemas e demais instalações que funcionem automaticamente devem conter dispositivos de fácil acesso, que interrompam seu funcionamento quando necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.4 &#8211; As máquinas e sistemas de comando automático, uma vez paralisados, somente podem voltar a funcionar com prévia sinalização sonora de advertência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5 &#8211; As máquinas e equipamentos de grande porte, devem possuir sinal sonoro que indique o início de sua operação e inversão de seu sentido de deslocamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5.1 &#8211; As máquinas e equipamentos de grande porte, que se deslocam também em marcha à ré, devem possuir sinal sonoro que indique o início desta manobra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.5.2 &#8211; As máquinas e equipamentos, cuja área de atuação estejam devidamente sinalizadas e isoladas estão dispensadas de possuir sinal sonoro.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.6 &#8211; As máquinas e equipamentos operando em locais com riscos de queda de objetos e materiais devem dispor de proteção adequada contra impactos que possam atingir os operadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.6.1 &#8211; As máquinas e equipamentos devem possuir proteção do operador contra exposição ao sol e chuva.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.7 &#8211; No subsolo, os motores de combustão interna utilizados só podem ser movidos a óleo diesel e respeitando as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) existir sistema eficaz de ventilação em todos os locais de seu funcionamento;</p>
<p style="text-align:justify;">b) possuir sistemas de filtragem do ar aspirado pelo motor, com sistemas de resfriamento e de lavagem de gás de exaustão ou catalisador;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possuir sistema de prevenção de chamas e faíscas do ar exaurido pelo motor, em minas com emanações de gases explosivos ou no transporte de explosivos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) executar programa de amostragem periódica do ar exaurido, em intervalos que não excedam um mês, nos pontos mais representativos da área afetada, e de gases de exaustão dos motores, em intervalos que não excedam três meses, realizados em condições de carga plena e sem carga, devendo ser amostrados pelo menos gases nitrosos, monóxido de carbono e dióxido de enxofre.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.8 &#8211; Nas operações de início de furos com marteletes pneumáticos deve ser usado dispositivo adequado para firmar a haste, vedada a utilização exclusiva das mãos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.9 &#8211; As máquinas e equipamentos, que ofereçam risco de tombamento, de ruptura de suas partes ou projeção de materiais, peças ou partes destas, devem possuir dispositivo de proteção ao operador.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.10 &#8211; É obrigatória a proteção de todas as partes móveis de máquinas e equipamentos ao alcance dos trabalhadores e que lhes ofereçam riscos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.10.1 &#8211; No caso de remoção das proteções para execução de manutenção ou testes, as áreas próximas deverão ser isoladas e sinalizadas até a sua recolocação para funcionamento definitivo do equipamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.11 &#8211; Em locais com possibilidade de ocorrência de atmosfera explosiva, as instalações, máquinas e equipamentos devem ser à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.12 &#8211; A manutenção e o abastecimento de veículos e equipamentos devem ser realizados por trabalhador treinado, utilizando-se de técnicas e dispositivos que garantam a segurança da operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.13 &#8211; Todo equipamento ou veículo de transporte deve possuir registro disponível no estabelecimento, em que conste:</p>
<p style="text-align:justify;">a) suas características técnicas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a periodicidade e o resultado das inspeções e manutenções;</p>
<p style="text-align:justify;">c) acidentes e anormalidades;</p>
<p style="text-align:justify;">d) medidas corretivas a adotar ou adotadas e</p>
<p style="text-align:justify;">e) indicação de pessoa, técnico ou empresa que realizou as inspeções ou manutenções.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.13.1- O registro citado neste item deve ser mantido por, no mínimo, um ano à disposição dos órgãos fiscalizadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.14 &#8211; As ferramentas devem ser apropriadas ao uso a que se destinam, proibindo-se o emprego de defeituosas, danificadas ou improvisadas inadequadamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.15 &#8211; As mangueiras e conexões de alimentação de equipamentos pneumáticos devem possuir as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) permanecer protegidas, firmemente presas aos tubos de saída e entradas e, preferencialmente, afastadas das vias de circulação e</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser dotadas de dispositivo auxiliar, que garanta a contenção da mangueira, evitando seu ricocheteamento, em caso de desprendimento acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.16 &#8211; Os condutores de alimentação de ar comprimido devem ser locados de forma a minimizar os impactos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.17- Na utilização e manuseio de ferramentas de fixação a pólvora devem ser observadas as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o operador deve ser devidamente qualificado e autorizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o operador deve certificar-se que quaisquer outras pessoas não estejam no raio de ação do projétil, inclusive atrás de paredes;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o operador deve certificar-se que o ambiente de operação não contém substâncias inflamáveis e explosivas;</p>
<p style="text-align:justify;">d) as ferramentas devem ser transportadas e guardadas descarregadas, sem o pino e o finca-pino e</p>
<p style="text-align:justify;">e) as ferramentas devem ser guardadas em local de acesso restrito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.18 &#8211; Todo equipamento elétrico manual utilizado deve ter sistema de duplo isolamento, exceto quando acionado por baterias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.19 &#8211; Nas operações com máquinas e equipamentos pesados devem ser observadas as seguintes medidas de segurança:</p>
<p style="text-align:justify;">a) isolar e sinalizar a sua área de atuação, sendo o acesso à área somente permitido mediante autorização do operador ou pessoa responsável;</p>
<p style="text-align:justify;">b) antes de iniciar a partida e movimentação o operador deve certificar-se de que ninguém está trabalhando sobre ou debaixo dos mesmos ou na zona de perigo;</p>
<p style="text-align:justify;">c) não operar em posição que comprometa sua estabilidade e</p>
<p style="text-align:justify;">d) tomar precauções especiais quando da movimentação próximas à redes elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.19.1- As máquinas e equipamentos pesados devem possuir no mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de capacidade máxima em local visível no corpo dos mesmos e</p>
<p style="text-align:justify;">b) cadeira confortável, fixada, de forma que sejam reduzidos os efeitos da transmissão da vibração.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.20 &#8211; É proibido fazer manutenção, inspeção e reparos de qualquer equipamento ou máquinas sustentados somente por sistemas hidráulicos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.21 &#8211; Nas atividades de montagem e desmontagem de pneumáticos das rodas devem ser observadas as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os pneumáticos devem ser completamente esvaziados, removendo o núcleo da válvula de calibragem antes da desmontagem, remoção do eixo ou reparos em que não haja necessidade de sua retirada;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o enchimento de pneumáticos só poderá ser executado dentro de dispositivo de clausura até alcançar uma pressão suficiente para forçar o talão sobre o aro e criar uma vedação pneumática e</p>
<p style="text-align:justify;">c) o dispositivo de clausura citado na alínea &#8220;b&#8221; deve suportar o impacto de um aro de um pneumático com cento e cinqüenta por cento da pressão máxima especificada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.22 &#8211; As hastes de abater choco devem ser, levando-se em conta a segurança da operação, ergonomicamente compatíveis com o trabalho a ser realizado, tendo comprimento e resistência suficientes e peso o menor possível para não gerar sobrecarga muscular excessiva.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.23 &#8211; Os recipientes contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas, calor e impactos acidentais bem como estar de acordo com recomendações do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.11.24- Todo cabo sem fim só poderá operar nas seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir sistema de proteção anti-recuo que impeça a continuidade do movimento em caso de desligamento;</p>
<p style="text-align:justify;">b) dispor de proteção das partes móveis das estações de impulso e inversão;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser instalados de maneira que seu acionamento exclua movimentos bruscos e descontrolados e</p>
<p style="text-align:justify;">d) sua partida só será permitida decorridos vinte segundos após sinal audível ou outro sistema de comunicação que indique seu acionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12- Equipamentos de Guindar</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.1 &#8211; Os equipamentos de guindar devem possuir:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de carga máxima permitida e da velocidade máxima de operação e dispositivos que garantam sua paralisação em caso de ultrapassagem destes índices;</p>
<p style="text-align:justify;">b) indicador e limitador de velocidade para máquinas com potência superior a quarenta quilo-watts;</p>
<p style="text-align:justify;">c) em subsolo, indicador de profundidade funcionando independente do tambor;</p>
<p style="text-align:justify;">d) freio de segurança contra recuo e</p>
<p style="text-align:justify;">e) freio de emergência quando utilizados para transporte de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.2 &#8211; Poços com guincho devem ser equipados, no mínimo, com as seguintes instalações e dispositivos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) bloqueios que evitem o acesso indevido ao poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) portões para acesso à cabine ou gaiola em cada nível;</p>
<p style="text-align:justify;">c) dispositivos que interrompam a corrente elétrica do guincho quando a cabine ou gaiola, na subida ou na descida, ultrapasse os limites de velocidade e posicionamento permitidos;</p>
<p style="text-align:justify;">d) sinal mecanizado ou automático em cada nível do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">e) sistema de telefonia integrado com os níveis principais do poço, com o guincho e a superfície e</p>
<p style="text-align:justify;">f) sistema de sinalização sonora e luminosa ou através de rádio ou telefone, que permita comunicação ao longo de todo o poço para fins de revisão e emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3 &#8211; O meio de transporte e extração, em subsolo, acionado por guincho, deve ser dotado de sistema de frenagem que possibilite a sua sustentação, parado e em qualquer posição, carregado com, no mínimo, cento e cinqüenta por cento da carga máxima recomendada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3.1 &#8211; O sistema de frenagem do equipamento de transporte vertical deve ser acionado quando:</p>
<p style="text-align:justify;">a) houver um comando de parada;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o sistema de transporte estiver desativado;</p>
<p style="text-align:justify;">c) os dispositivos de proteção forem ativados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) houver interrupção da energia;</p>
<p style="text-align:justify;">e) for ultrapassado o limite de velocidade e</p>
<p style="text-align:justify;">f) for ultrapassada a carga máxima permitida.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.3.2 &#8211; O sistema de frenagem só poderá liberar o equipamento de transporte vertical quando os motores estiverem ligados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.12.4 &#8211; Os equipamentos de guindar devem ser montados, conforme recomendam as normas e especificações técnicas vigentes e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13. Cabos, Correntes e Polias</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.1 &#8211; Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e suas conexões, devem ser projetados, especificados, instalados e mantidos em poços e planos inclinados, conforme instruções dos fabricantes e ser previamente certificados por organismo de certificação credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial &#8211; INMETRO.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2 &#8211; Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração devem observar os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) no poço, possuir coeficiente de segurança de, no mínimo, igual a oito em relação à carga estática máxima;</p>
<p style="text-align:justify;">b) em outros aparelhos dos sistemas de transportes, cuja ruptura possa ocasionar acidentes pessoais, possuir coeficiente de segurança de, no mínimo, igual a seis em relação à carga estática máxima e</p>
<p style="text-align:justify;">c) para suspensão ou conjugação de veículos possuir no mínimo resistência de dez vezes a carga máxima .</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2.1- Mediante justificativa técnica, os coeficientes de segurança e de resistência citados neste item poderão ser alterados, mediante responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.2.2- Devem ser realizadas, no mínimo a cada seis meses, medições topográficas para verificar o posicionamento dos eixos das polias dos cabos, de acordo com as características técnicas do respectivo projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.3 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira anotará em livro ou outro sistema de registro, sob responsabilidade técnica, os seguintes dados relativos aos cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração utilizados nas atividades de guindar :</p>
<p style="text-align:justify;">a) composição e natureza;</p>
<p style="text-align:justify;">b) características mecânicas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) nome e endereço do fornecedor e fabricante;</p>
<p style="text-align:justify;">d) tipo de ensaios e inspeções recomendadas pelo fabricante;</p>
<p style="text-align:justify;">e) tipo e resultado das inspeções realizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">f) data de instalação e de reparos ou substituições;</p>
<p style="text-align:justify;">g) natureza e conseqüências dos eventuais acidentes;</p>
<p style="text-align:justify;">h) capacidade de carga conduzida e</p>
<p style="text-align:justify;">i) datas das inspeções com nomes e assinaturas dos inspetores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.3.1- Os registros citados neste item devem ser mantidos por, no mínimo, um ano à disposição dos órgãos fiscalizadores</p>
<p style="text-align:justify;">22.13.4 &#8211; No caso da extração com polia de fricção, todos os níveis principais do poço serão indicados na mesma e no painel do indicador de profundidade, sendo corrigido concomitantemente com o ajuste do cabo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14 &#8211; Estabilidade dos Maciços</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.1 &#8211; Todas as obras de mineração, no subsolo e na superfície, devem ser levantadas topograficamente e representadas em mapas e plantas, revistas e atualizadas periodicamente por profissional habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.1.1 &#8211; Devem ser realizadas, no mínimo a cada seis meses, medições topográficas para verificar a verticalidade das torres dos poços.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.2 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve adotar procedimentos técnicos, de forma a controlar a estabilidade do maciço, observando-se critérios de engenharia, incluindo ações para:</p>
<p style="text-align:justify;">a) monitorar o movimento dos estratos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) tratar de forma adequada o teto e as paredes dos locais de trabalho e de circulação de pessoal;</p>
<p style="text-align:justify;">c) monitorar e controlar as bancadas e taludes das minas a céu aberto;</p>
<p style="text-align:justify;">d) verificar o impacto sobre a estabilidade de áreas anteriormente lavradas e</p>
<p style="text-align:justify;">e) verificar a presença de fatores condicionantes de instabilidade dos maciços, em especial, água, gases, rochas alteradas, falhas e fraturas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14. 3 &#8211; Os métodos de lavra em que haja abatimento controlado do maciço ou com recuperação de pilares deverão ser acompanhados de medidas de segurança, que permitam o monitoramento permanente do processo de extração e supervisionado por pessoal qualificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4 &#8211; Quando se verificarem situações potenciais de instabilidade no maciço através de avaliações que levem em consideração as condições geotécnicas e geomecânicas do local, as atividades deverão ser imediatamente paralisadas, com afastamento dos trabalhadores da área de risco, adotadas as medidas corretivas necessárias, executadas sob supervisão e por pessoal qualificado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.1 &#8211; São consideradas indicativas de situações de potencial instabilidade no maciço as seguintes ocorrências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) em minas a céu aberto:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; fraturas ou blocos desgarrados do corpo principal nas faces dos bancos da cava e abertura de trincas no topo do banco;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; abertura de fraturas em rochas com eventual surgimento de água;</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; feições de subsidências superficiais;</p>
<p style="text-align:justify;">IV &#8211; estruturas em taludes negativos e</p>
<p style="text-align:justify;">V &#8211; percolação de água através de planos de fratura ou quebras mecânicas; e</p>
<p style="text-align:justify;">b) em minas subterrâneas:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; quebras mecânicas com blocos desgarrados dos tetos ou paredes;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; quebras mecânicas no teto, nas encaixantes ou nos pilares de sustentação;</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; surgimento de água em volume anormal durante escavação, perfuração ou após detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">IV &#8211; deformação acentuada nas estruturas de sustentação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.2 &#8211; Na ocorrência das situações descritas no subitem 22.14.4.1 sem o devido monitoramento , conforme previsto no subitem 22.14.2, as atividades serão imediatamente paralisadas, sem prejuízo da adoção das medidas corretivas necessárias</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.4.2.1 &#8211; A retomada das atividades operacionais somente poderá ocorrer após a adoção de medidas corretivas e liberação formal da área pela supervisão técnica responsável.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.5 &#8211; A deposição de qualquer material próximo às cristas das bancadas e o estacionamento de máquinas devem obedecer a uma distância mínima de segurança, definida em função da estabilidade e da altura da bancada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.14.6- É obrigatória a estabilização ou remoção, até uma distância adequada, de material com risco de queda das cristas da bancada superior.</p>
<p style="text-align:justify;">22. 15 &#8211; Aberturas Subterrâneas</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.1- As aberturas de vias subterrâneas devem ser executadas e mantidas de forma segura, durante o período de sua vida útil.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.2 &#8211; Os colares dos poços e os acessos à mina devem ser construídos e mantidos, de forma a não permitir a entrada de água em quantidades que comprometam a sua estabilidade ou a ocorrência de desmoronamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.3 &#8211; As galerias devem ser projetadas e construídas de forma compatível com a segurança do operador das máquinas e equipamentos que por elas transitam, assegurando posição confortável e impedindo o contato acidental com o teto e paredes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.4 &#8211; Em áreas de influência da lavra não é permitido o desenvolvimento de outras obras subterrâneas que possam prejudicar a sua estabilidade e segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.5 &#8211; As aberturas, que possam acarretar riscos de queda de material ou pessoas, devem ser protegidas e sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.6 &#8211; As aberturas subterrâneas e frentes de trabalho devem ser periodicamente inspecionadas para a identificação de blocos instáveis e chocos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.6.1- As inspeções devem ser realizadas com especial cuidado, quando da retomada das frentes de lavra após as detonações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7 &#8211; Verificada a existência de blocos instáveis estes devem ter sua área de influência isolada até que sejam tratados ou abatidos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7.1 &#8211; Verificada a existência de chocos, estes devem ser abatidos imediatamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.7.2 &#8211; O abatimento de chocos ou blocos instáveis deve ser realizado através de dispositivo adequado para a atividade, que deverá estar disponível em todas as frentes de trabalho e realizados por trabalhador qualificado, observando normas de procedimentos da empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.8 &#8211; No desenvolvimento de galerias, eixos principais, lavra em áreas já mineradas, intemperizadas ou ao longo de zonas com distúrbios geológicos devem ser utilizadas técnicas adequadas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.9 &#8211; A base do poço de elevadores e gaiolas deve ser rebaixada além do último nível, adequadamente dimensionada, dotada de sistemas de drenagem e limpa periodicamente, de forma a manter uma profundidade segura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.10 &#8211; Os depósitos de materiais desmontados, próximos aos níveis de acesso aos poços e planos inclinados, devem ser adequadamente protegidos contra deslizamento ou dispostos a uma distância superior a dez metros da abertura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.15.11- Vias de acesso, de trânsito e outras aberturas com inclinações maiores que trinta e cinco graus devem ser protegidas, a fim de neutralizar deslizamentos e evitar quedas de objetos e pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16 &#8211; Tratamento e Revestimento de Aberturas Subterrâneas</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.1- Todas as aberturas subterrâneas devem ser avaliadas e convenientemente tratadas segundo suas características hidro-geo-mecânicas e finalidades a que se destinam.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2 &#8211; A avaliação realizada e os sistemas de tratamento a serem adotados devem ser implantados pelo profissional previsto no subitem 22.3.3 e devem estar disponíveis para a fiscalização do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2.1 &#8211; Em todas as minas com necessidade de tratamento devem estar disponíveis os planos atualizados dos tipos utilizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.2.2 &#8211; Devem constar do plano de tratamento:</p>
<p style="text-align:justify;">a) fundamentação técnica do tipo adotado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) representação gráfica e</p>
<p style="text-align:justify;">c) instruções precisas, em linguagem acessível, das técnicas de montagem e das condições dos locais a serem tratados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.3 &#8211; O pessoal de supervisão deve, sistemática e periodicamente, vistoriar todo o tratamento da mina em atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.4 &#8211; No caso de comprometimento do tratamento deverão ser adotadas medidas adicionais, a fim de prevenir o colapso e desestruturação do maciço.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.5 &#8211; O responsável técnico pela mina definirá as áreas em que serão recuperados os escoramentos, aprovará os métodos, seqüências de desmontagem dos elementos e quais equipamentos serão utilizados na recuperação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.5.1 &#8211; Os serviços de recuperação devem ser executados somente por trabalhadores qualificados.O</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.6 &#8211; Todo material de escoramento deve ser protegido contra umidade, apodrecimento, corrosão, além de outros tipos de deterioração, em função de sua vida útil programada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.16.7 &#8211; O uso de macacos hidráulicos para escoramento deve estar associado a dispositivos que detectem eventuais movimentações na rocha sustentada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17 &#8211; Proteção contra Poeira Mineral</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.1- Nos locais onde haja geração de poeiras na superfície ou no subsolo, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá realizar o monitoramento periódico da exposição dos trabalhadores, através de grupos homogêneos de exposição e das medidas de controle adotadas, com o registro dos dados observando-se, no mínimo, o <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro I</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.1.1 &#8211; Grupo Homogêneo de Exposição corresponde a um grupo de trabalhadores, que experimentam exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores do mesmo grupo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.2 &#8211; Quando ultrapassados os limites de tolerância à exposição a poeiras minerais, devem ser adotadas medidas técnicas e administrativas que, reduzam, eliminem ou neutralizem seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores e considerados os níveis de ação estabelecidos nesta Norma .</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3 &#8211; Em toda mina deve estar disponível água em condições de uso, com o propósito de controle da geração de poeiras nos postos de trabalho, onde rocha ou minério estiver sendo perfurado, cortado, detonado, carregado, descarregado ou transportado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3.1 &#8211; As operações de perfuração ou corte devem ser realizados por processos umidificados para evitar a dispersão da poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.3.2 &#8211; Caso haja impedimento de umidificação, em função das características mineralógicas da rocha, impossibilidade técnica ou quando a água acarretar riscos adicionais, devem ser utilizados dispositivos ou técnicas de controle, que impeçam a dispersão da poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.4 &#8211; Os equipamentos geradores de poeira com exposição dos trabalhadores devem utilizar dispositivos para sua eliminação ou redução e ser mantidos em condições operacionais de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.5 &#8211; As superfícies de máquinas, instalações e pisos dos locais de trânsito de pessoas e equipamentos, devem ser periodicamente umidificados ou limpos, de forma a impedir a dispersão de poeira no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.17.6 &#8211; Os postos de trabalho, que sejam enclausurados ou isolados, devem possuir sistemas adequados, que permitam a manutenção das condições de conforto previstas na Norma Regulamentadora nº. 17, especialmente as constantes no subitem 17.5.2. da citada NR e que possibilitem trabalhar com o sistema hermeticamente fechado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18 &#8211; Sistemas de Comunicação</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.1 &#8211; Todas as minas subterrâneas devem possuir sistema de comunicação padronizado para informar o transporte em poços e planos inclinados .</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2- O transporte de pessoas em poços e planos inclinados deve ser informado pelo sistema de comunicação ao operador do guincho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2.1 &#8211; Não existindo na mina código padronizado para o sistema de comunicação, o código de sinais básicos, sonoros e luminosos, deverá observar a sistemática constante na tabela a seguir:</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.2.2 &#8211; O código do sistema de comunicação deve estar afixado em local visível, em todos os pontos de parada e nos postos de operação do sistema de transporte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.3 &#8211; Quando detectada falha no sistema de comunicação, que comprometa a segurança dos trabalhadores, o transporte deverá ser imediatamente paralisado, sendo informado ao pessoal de supervisão e providenciado o necessário reparo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.4 &#8211; Todo sistema de comunicação deve possuir retorno, através de repetição do sinal, que comprove ao emissor que o receptor recebeu corretamente a mensagem.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18. 5 &#8211; Os seguintes setores da mina devem estar interligados, através de rede telefônica ou outros meios de comunicação:</p>
<p style="text-align:justify;">a) supervisão da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">b) próximo às frentes de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">c) segurança e medicina do trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">d) manutenção;</p>
<p style="text-align:justify;">e) estação principal de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">f) subestação principal;</p>
<p style="text-align:justify;">g) acesso de cada nível de poços e planos inclinados;</p>
<p style="text-align:justify;">h) posto de vigilância do depósito de explosivos;</p>
<p style="text-align:justify;">i) prevenção e combate a incêndios;</p>
<p style="text-align:justify;">j) central de transporte;</p>
<p style="text-align:justify;">l) salas de controle de beneficiamento e</p>
<p style="text-align:justify;">m) câmaras de refúgio para os casos de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.5.1- As linhas telefônicas devem ser independentes e protegidas de contatos com a rede elétrica geral.</p>
<p style="text-align:justify;">22.18.6 &#8211; Em minas grisutosas, o sistema de comunicação deve ser à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19 &#8211; Sinalização de Áreas de Trabalho e de Circulação</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.1 &#8211; As vias de circulação e acesso das minas devem ser sinalizadas de modo adequado, para a segurança dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.2- As áreas de utilização de material inflamável, assim como aquelas sujeitas à ocorrência de explosões ou incêndios devem estar sinalizadas, com indicação de área de perigo e proibição de uso de fósforos, de fumar ou outros meios que produzam calor, faísca ou chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.2.1 &#8211; Trabalhos em áreas citadas neste item, que utilizem meios que produzam calor, faísca ou chama só serão realizados adotando-se procedimentos especiais ou mediante liberação por escrito do engenheiro responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.3 &#8211; Os tanques e depósitos de substâncias tóxicas, de combustíveis inflamáveis, de explosivos e de materiais passíveis de gerar atmosfera explosiva devem ser sinalizadas, com a indicação de perigo e proibição de uso de chama aberta nas proximidades e o acesso restrito a trabalhadores autorizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.4 &#8211; Nos depósitos de substâncias tóxicas e de explosivos e nos tanques de combustíveis inflamáveis devem ser fixados, em local visível, indicações do tipo do produto e capacidade máxima dos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.5 &#8211; Os dispositivos de sinalização devem ser mantidos em perfeito estado de conservação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.6 &#8211; Todas as galerias principais devem ser identificadas e sinalizadas de forma visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.6.1- Nos cruzamentos e locais de ramificações principais devem estar indicadas as direções e as saídas da mina, inclusive as de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.7 &#8211; As plantas de beneficiamento devem ter suas vias de circulação e saída identificadas e sinalizadas de forma visível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.8 &#8211; As áreas em subsolo já lavradas ou desativadas devem permanecer sinalizadas e interditadas, sendo o acesso permitido apenas a pessoas autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.9 &#8211; As áreas de superfície mineradas ou desativadas, que ofereçam perigo devido a sua condição ou profundidade, devem ser cercadas e sinalizadas ou vigiadas contra o acesso inadvertido.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.10 &#8211; As tubulações devem ser identificadas segundo a <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-26/">Norma Regulamentadora n.º 26</a>, ou, alternativamente, identificadas a cada cem metros, informando a natureza do seu conteúdo, direção do fluxo e pressão de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.11 &#8211; Os recipientes de produtos tóxicos, perigosos ou inflamáveis devem ser rotulados conforme disposto na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-26/">NR 26</a>, contendo, no mínimo, a composição do material utilizado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.11.1 &#8211; Nos locais de estocagem, manuseio e uso de produtos tóxicos, perigosos ou inflamáveis devem estar disponíveis fichas de emergência contendo informações acessíveis e claras sobre o risco à saúde e as medidas a serem tomadas em caso de derramamento ou contato acidental ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.12 &#8211; As áreas de basculamento devem ser sinalizadas, delimitadas e protegidas contra quedas acidentais de pessoas ou equipamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.19.13 &#8211; Os acessos às bancadas devem ser identificados e sinalizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20 &#8211; Instalações Elétricas</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.1 &#8211; Nos trabalhos em instalações elétricas o responsável pela mina deve assegurar a presença de pelo menos um eletricista.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.2 &#8211; As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados, executados, operados, mantidos, reformados e ampliados, de forma a permitir a adequada distribuição de energia e isolamento, correta proteção contra fugas de corrente, curtos-circuitos, choques elétricos e outros riscos decorrentes do uso de energia elétrica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.3 &#8211; Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação, credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial &#8211; INMETRO.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.4 &#8211; Os locais de instalação de transformadores e capacitores, seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser construídos e ancorados de forma segura;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser devidamente protegidos e sinalizados, indicando zona de perigo, de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico e</p>
<p style="text-align:justify;">e) possuir extintores portáteis de incêndio, adequados à classe de risco, localizados na entrada ou nas proximidades e, em subsolo, montante do fluxo de ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.5 &#8211; Os cabos, instalações e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos, água e influência de agentes químicos, observando-se suas aplicações, de acordo com as especificações técnicas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.6 &#8211; Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado, etiquetado, bloqueado e aterrado, exceto se forem :</p>
<p style="text-align:justify;">a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados;</p>
<p style="text-align:justify;">b) utilizadas ferramentas e equipamentos adequadas à classe de tensão e</p>
<p style="text-align:justify;">c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.6.1- O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se de cadeado e etiquetas sinalizadoras, fixadas em local visível, contendo, no mínimo, as seguintes indicações:</p>
<p style="text-align:justify;">a) horário e data do bloqueio;</p>
<p style="text-align:justify;">b) motivo da manutenção e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nome do responsável pela operação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.7 &#8211; Os equipamentos e máquinas de emergência, destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de segurança no trabalho, devem ser mantidos permanentemente em condições de funcionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.8 &#8211; Redes elétricas, transformadores, motores, máquinas e circuitos elétricos, devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos, para os casos de curto-circuito, sobrecarga, queda de fase e fugas de corrente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.9 &#8211; Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem estar à altura compatível com o trânsito seguro de pessoas e equipamentos e protegidos contra contatos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.10 &#8211; Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.11- Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.12 &#8211; Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos, as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor, com a rede de energia desligada e chave de acionamento bloqueada, monitorando-se a concentração dos gases.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.13 &#8211; Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos, a fim de evitar contatos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.14 &#8211; Toda instalação, carcaça, invólucro, blindagem ou peça condutora, que não faça parte dos circuitos elétricos mas que, eventualmente, possa ficar sob tensão, deve ser aterrada, desde que esteja em local acessível a contatos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.15 &#8211; Todas as instalações ou peças, que não fazem parte da rede condutora, mas que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas, devem ser aterradas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.16 &#8211; As malhas, os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.17- A implantação, operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada, que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões, bem como para prestação de primeiros socorros a acidentados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.18 &#8211; Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas, salvo critério do responsável técnico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.19 &#8211; Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas, os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados, prejudicando sua eficácia.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.20 &#8211; Ocorrendo defeitos em máquinas ou em instalações elétricas, estes devem ser comunicados à supervisão para a adoção imediata de providências.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.21 &#8211; Trabalhos em rede elétrica entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação, que impeça a energização acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.22 &#8211; No caso de uso dos trilhos para o retorno do circuito elétrico de locomotivas, devem existir conexões elétricas entre os trilhos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.23 &#8211; As instalações elétricas, com possibilidade de contato com água, devem ser projetadas, executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem, estanqueidade, isolamento, aterramento e proteção contra falhas elétricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.24- Nas subestações de distribuição de energia devem estar disponíveis os esquemas elétricos referentes à instalação da rede.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.25- Os cabos e as linhas elétricas, especialmente no subsolo, devem ser dispostos, de modo que não sejam danificados por qualquer meio de transporte, lançamento de fragmentos de rochas ou pelo próprio peso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.26 &#8211; Os trechos e pontos de tomada de força da rede elétrica em desuso devem ser desenergizados, marcados e isolados ou retirados, quando não forem mais utilizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.27- Em planos inclinados, galerias e poços, as instalações de cabos e linhas energizadas devem ser executadas com suportes fixos, para a segurança de sua sustentação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.28 &#8211; Os quadros de distribuição elétrica devem ser devidamente fixados e aterrados e os locais de sua instalação devem ser ventilados, sinalizados e protegidos contra impactos acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.29 &#8211; As estações de carregamento de baterias tracionárias no subsolo devem observar as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser identificadas e sinalizadas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) estar sujeitas à ventilação de ar fresco da mina, observando-se que a corrente do ar deverá passar primeiro pelos transformadores e depois pelas baterias, saindo diretamente no sistema de retorno da ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser separadas das outras instalações elétricas e do local de manutenção de equipamentos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ter o acesso permitido somente a pessoas autorizadas e portando lâmpadas à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.30 &#8211; Na mina devem ser mantidos atualizados os documentos referentes às instalações elétricas e os respectivos programas e registros de manutenções.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.31. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis, as instalações elétricas serão à prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.20.32 &#8211; As instalações e edificações na superfície devem estar protegidas contra descargas elétricas atmosféricas, com sistema de proteção adequadamente dimensionado, sendo sua integridade e condições de aterramento periodicamente verificadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21 &#8211; Operações com Explosivos e Acessórios</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.1- Todas as operações envolvendo explosivos e acessórios devem observar as recomendações de segurança do fabricante, sem prejuízo do contido nesta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21-2 &#8211; O manuseio e utilização de material explosivo devem ser efetuados por pessoal devidamente treinado, respeitando-se as normas do Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.3 &#8211; Em cada mina, onde seja necessário o desmonte de rocha com uso de explosivos, deve estar disponível plano de fogo, no qual conste:</p>
<p style="text-align:justify;">a) disposição e profundidade dos furos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) quantidade de explosivos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) tipos de explosivos e acessórios utilizados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) seqüência das detonações;</p>
<p style="text-align:justify;">e) razão de carregamento;</p>
<p style="text-align:justify;">f) volume desmontado e</p>
<p style="text-align:justify;">g) tempo mínimo de retorno após a detonação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.3.1-O plano de fogo da mina deve ser elaborado pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo (blaster).</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.4 &#8211; A execução do plano de fogo, operações de detonação e atividades correlatas devem ser supervisionadas ou executadas pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.4.1- O encarregado &#8211; do &#8211; fogo é responsável por:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ordenar a retirada dos paióis ou depósitos, transporte e descarregamento dos explosivos e acessórios nas quantidades necessárias ao posto de trabalho a que se destinam;</p>
<p style="text-align:justify;">b) orientar e supervisionar o carregamento dos furos, verificando a quantidade carregada e a seqüência de fogo;</p>
<p style="text-align:justify;">c) antes e durante o carregamento dos furos, no caso de minas ou frentes de trabalho sujeitas a emanações de gases explosivos, solicitar a medida da concentração destes gases, respeitando o limite constante no subitem 22.28.3.1;</p>
<p style="text-align:justify;">d) orientar a conexão dos furos carregados com o sistema de iniciação;</p>
<p style="text-align:justify;">e) certificar que não haja mais pessoas na frente de desmonte, antes de ligar o fogo e retirar-se;</p>
<p style="text-align:justify;">f) nas frentes em desenvolvimento, certificar-se do adequado funcionamento da ventilação auxiliar e da aspersão de água;</p>
<p style="text-align:justify;">g) certificar-se da inexistência de fogos falhados e, se houver, adotar as providências previstas no subitem 22.21.37 e</p>
<p style="text-align:justify;">h) comunicar ao responsável pela área ou frente de serviço o encerramento das atividades de detonação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.5 &#8211; A localização, construção, armazenagem e manutenção dos depósitos principais e secundários de explosivos e acessórios devem estar de acordo com a regulamentação vigente, do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.6 &#8211; Os depósitos de explosivos e acessórios, no subsolo, não podem estar localizados junto a galerias de acesso de pessoal e de ventilação principal da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.7- Nos acessos dos depósitos de explosivos e acessórios devem estar disponíveis dispositivos de combate a incêndios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.8 &#8211; O acesso aos depósitos de explosivos e de acessórios, só pode ser liberado a pessoal devidamente qualificado, treinado e autorizado pela empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira ou acompanhado de pessoa, que atenda a estas qualificações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.9 &#8211; Os locais de armazenamento de explosivos e acessórios no subsolo devem:</p>
<p style="text-align:justify;">a) conter no máximo a quantidade a ser utilizada num período de cinco dias de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser protegidos de impactos acidentais;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ser trancados sob responsabilidade de profissional habilitado;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser independentes, separados e sinalizados;</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser sinalizados na planta da mina indicando-se sua capacidade e</p>
<p style="text-align:justify;">f) ser livres de umidade excessiva e onde a ventilação possibilite manter a temperatura adequada e minimizar o arraste de gases para as frentes de trabalho, em caso de acidente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.10 &#8211; O consumo de explosivos deve ser controlado por intermédio dos mapas previstos na regulamentação vigente, do Ministério da Defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.10.1 &#8211; Em todos os depósitos de explosivos e acessórios devem ser anotados os estoques semanais destes materiais, sendo que os registros devem ser examinados e conferidos periodicamente pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo e pelo engenheiro responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.11 &#8211; É proibida a estocagem de explosivos e acessórios fora dos locais apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.11.1 &#8211; Explosivos e acessórios não usados devem retornar imediatamente aos depósitos respectivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.12 &#8211; A menos de vinte metros de um depósito de explosivos e acessórios somente será permitido o acesso de pessoas que trabalhem naquela área, para execução de manutenção das galerias e de trabalho no depósito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.13. No subsolo, dentro de depósito de explosivos e acessórios e a menos de vinte e cinco metros do mesmo o sistema de contenção será constituído, preferencialmente, de material incombustível e não podendo existir deposição de qualquer outro material.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.14- Explosivos e acessórios devem ser estocados em suas embalagens originais ou em recipientes apropriados e sobre material não metálico, resistente e livre de umidade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.14.1- Os explosivos e acessórios não podem estar em contato com qualquer material que possa gerar faíscas, fagulhas ou centelhas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.15 &#8211; Os depósitos de explosivos e acessórios devem ser sinalizados com placas de advertência contendo a menção &#8220;EXPLOSIVOS&#8221;, em locais visíveis nas proximidades e nas portas de acesso aos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.16 &#8211; O transporte de explosivos e acessórios deve ser realizado por veículo dotado de proteção, que impeça o contato de partes metálicas com explosivos e acessórios e atenda à regulamentação vigente, do Ministério da Defesa e observadas as recomendações do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.16.1- O carregamento e descarregamento deve ser feito com o veículo desligado e travado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.17- Os trabalhadores envolvidos no transporte de explosivos e acessórios devem receber treinamento específico para realizar sua atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.18- É proibido o transporte de explosivos e cordéis detonantes simultaneamente com acessórios e outros materiais bem como com pessoas estranhas à atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.19 &#8211; O transporte manual de explosivos e acessórios deve ser feito utilizando recipientes apropriados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.20 &#8211; O guincheiro deve ser previamente comunicado de todo transporte de explosivo e acessórios no interior dos poços e planos inclinados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.21 &#8211; Os explosivos comprometidos em seu estado de conservação, inclusive os oriundos de fogos falhados, devem ser destruídos, conforme regulamentação vigente do Ministério da Defesa e instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.22 &#8211; Antes do início dos trabalhos de carregamento de furos no subsolo, o profissional habilitado deve verificar:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a existência de contenção, conforme o plano de lavra;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a limpeza dos furos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) a existência da ventilação e sua proteção;</p>
<p style="text-align:justify;">d) se todas as pessoas não envolvidas no processo já foram retiradas do local da detonação, interditando o acesso e</p>
<p style="text-align:justify;">e) a existência e funcionamento de aspersor de água em frentes de desenvolvimento, para lavagem de gases e deposição da poeira durante e após a detonação;</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.23 &#8211; O desmonte com uso de explosivos deve obedecer as seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser precedido do acionamento de sirene, no caso de mina a céu aberto;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a área de risco deve ser evacuada e devidamente vigiada;</p>
<p style="text-align:justify;">c) horários de fogo previamente definidos e consignados em placas visíveis na entrada de acesso às áreas da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">d) dispor de abrigo para uso eventual daqueles que acionam a detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">e) seguir as normas técnicas vigentes e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.24 &#8211; Na interligação de duas frentes em subsolo, devem ser observados os seguintes critérios :</p>
<p style="text-align:justify;">a) retirada total do pessoal das duas frentes, quando da detonação de cada frente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) detonação não simultânea das frentes e</p>
<p style="text-align:justify;">c) estabelecer a distância mínima de segurança para a paralisação de uma das frentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.25 &#8211; Somente ferramentas que não originem faíscas, fagulhas ou centelhas devem ser usadas para abrir recipientes de material explosivo ou para fazer furos nos cartuchos de explosivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.26 &#8211; No carregamento dos furos é permitido somente o uso de socadores de madeira, plástico ou cobre.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.27 &#8211; Os instrumentos e equipamentos utilizados para detonação elétrica e medição de resistências devem ser inspecionados e calibrados periodicamente, mantendo-se o registro da última inspeção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.28 &#8211; Em minas com emanações comprovadas de gases inflamáveis ou explosivos somente será permitido o uso de explosivos adequados a esta condição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.29 &#8211; É proibida a escorva de explosivos fora da frente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.30 &#8211; A fixação da espoleta no pavio deverá ser feita com instrumento específico a este fim.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.31- É proibido utilizar fósforos, isqueiros, chama exposta ou qualquer outro instrumento gerador de faíscas, fagulhas ou centelhas durante o manuseio e transporte de explosivos e acessórios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.32 &#8211; Os fios condutores, utilizados nas detonações por descarga elétrica, devem possuir as seguintes características:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ser de cobre ou ferro galvanizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) estar isolados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) possuir resistividade elétrica abaixo da estabelecida para o circuito;</p>
<p style="text-align:justify;">d) não conter emendas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser mantidos em curto circuito até sua conexão aos detonadores;</p>
<p style="text-align:justify;">f) ser conectados ao equipamento de detonação pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo e após a retirada do pessoal da frente de detonação e</p>
<p style="text-align:justify;">g) possuir comprimento adequado, que possibilite uma distância segura para o encarregado &#8211; do &#8211; fogo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.33 &#8211; Em minas, com baixa umidade relativa do ar, sujeitas ao acúmulo de eletricidade estática, o encarregado &#8211; do &#8211; fogo deverá usar anel de aterramento ou outro dispositivo similar, durante a atividade de montagem do circuito e detonação elétrica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.34 &#8211; É proibida a detonação a céu aberto em condições de baixo nível de iluminamento ou quando ocorrerem descargas elétricas atmosféricas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.34.1 &#8211; Caso a frente esteja parcial ou totalmente carregada, a área deve ser imediatamente evacuada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.35 &#8211; Para os trabalhos de aprofundamento de poços e rampas, devem ser atendidos os seguintes requisitos adicionais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o transporte dos explosivos e acessórios para o local do desmonte só pode ocorrer separadamente e após Ter sido retirado todo o pessoal não autorizado;</p>
<p style="text-align:justify;">b) antes da conexão das espoletas elétricas com o fio condutor, devem ser desligadas todas as instalações elétricas no poço ou rampa.</p>
<p style="text-align:justify;">c) a detonação só pode ser acionada da superfície ou de níveis intermediários e</p>
<p style="text-align:justify;">d) os operadores de poços e rampas devem ser devidamente informados do início do carregamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.36 &#8211; O retorno à frente detonada só será permitido com autorização do responsável pela área e após verificação da existência das seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) dissipação dos gases e poeiras, observando-se o tempo mínimo determinado pelo projeto de ventilação e plano de fogo;</p>
<p style="text-align:justify;">b) confirmação das condições de estabilidade da área e</p>
<p style="text-align:justify;">c) marcação e eliminação de fogos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.37- Na constatação ou suspeita de fogos falhados no material detonado, após o retorno das atividades, devem ser tomadas as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os trabalhos devem ser interrompidos imediatamente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) o local deve ser evacuado e</p>
<p style="text-align:justify;">c) informar ao encarregado &#8211; do &#8211; fogo para adoção das providências cabíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.37.1 &#8211; A retirada de fogos falhados só poderá ser executada pelo encarregado &#8211; do &#8211; fogo ou, sob sua orientação, por pessoal qualificado e treinado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.38 &#8211; A retirada de fogos falhados só poderá ser realizada através de dispositivo que não produza faíscas, fagulhas ou centelhas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.39 &#8211; Os explosivos e acessórios remanescentes de um carregamento ou que tenham falhado devem ser recolhidos a seus respectivos depósitos, após retirada imediata da escorva entre eles e utilizando-se recipientes separados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.21.40 &#8211; É proibido o aproveitamento de restos de furos falhados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.22 &#8211; Lavra com Dragas Flutuantes</p>
<p style="text-align:justify;">22.22.1- As dragas flutuantes, além das obrigações estabelecidas na Lei n.º 9.537 de 11 de dezembro de 1997, devem atender ainda os seguintes requisitos mínimos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a plataforma da draga deve ser equipada com corrimão;</p>
<p style="text-align:justify;">b) todos os equipamentos devem ser seguramente presos contra deslocamento;</p>
<p style="text-align:justify;">c) deve existir alerta sonoro em caso de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser equipadas com salva-vidas em número correspondente ao de trabalhadores e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ter a carga máxima indicada em placa e local visível</p>
<p style="text-align:justify;">22.23 &#8211; Desmonte Hidráulico</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.1- Os trabalhadores e os equipamentos que efetuarem o desmonte devem estar protegidos por um distância adequada, de forma a protegê-los contra possíveis desmoronamentos ou deslizamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.2 &#8211; É proibida a entrada de pessoas não autorizadas nos taludes com desmonte hidráulico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.3 &#8211; Os trabalhadores encarregados do desmonte devem estar protegidos por equipamentos de proteção adequado para trabalhos em condições de alta umidade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.23.4 &#8211; Nas instalações de desmonte que funcionem com pressões de água acima de dez quilogramas por centímetro quadrado devem ser observadas os seguintes requisitos adicionais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) os tubos, as conexões e os suportes das tubulações de pressão devem ser apropriados para estas finalidades e dotados de dispositivo que impeça o ricocheteamento da mangueira em caso de desengate acidental;</p>
<p style="text-align:justify;">b) deve existir suporte para o equipamento de jateamento e</p>
<p style="text-align:justify;">c) a instalação deve ter dispositivo para o desligamento de emergência da bomba de pressão</p>
<p style="text-align:justify;">22.24 &#8211; Ventilação em Atividades de Subsolo</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.1 &#8211; As atividades em subsolo devem dispor de sistema de ventilação mecânica que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) suprimento de oxigênio;</p>
<p style="text-align:justify;">b) renovação contínua do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">c) diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos e de poeiras do ambiente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">d) temperatura e umidade adequada ao trabalho humano e</p>
<p style="text-align:justify;">e) ser mantido e operado de forma regular e contínua.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.1.1 &#8211; Devem ser observados os níveis de ação para implantação de medidas preventivas, conforme disposto nesta Norma.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2- Para cada mina deve ser elaborado e implantado um projeto de ventilação com fluxograma atualizado periodicamente, contendo, no mínimo, os seguinte dados:</p>
<p style="text-align:justify;">a) localização, vazão e pressão dos ventiladores principais;</p>
<p style="text-align:justify;">b) direção e sentido do fluxo de ar e</p>
<p style="text-align:justify;">c) localização e função de todas as portas, barricadas, cortinas, diques, tapumes e outros dispositivos de controle do fluxo de ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2.1- O fluxograma de ventilação deverá estar disponível aos trabalhadores ou seus representantes e autoridades competentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.2.2 &#8211; Um diagrama esquemático do fluxograma de ventilação, de cada nível, deve ser afixado em local visível do respectivo nível.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.3 &#8211; Todas as frentes de lavra devem ser ventiladas por ar fresco proveniente da corrente principal ou secundária.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.4 &#8211; É proibida a utilização de um mesmo poço ou plano inclinado para a saída e entrada de ar, exceto durante o trabalho de desenvolvimento com exaustão ou adução tubuladas ou através de sistema que garanta a ausência de mistura entre os dois fluxos de ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.5 &#8211; Em minas com emanações de grisu, a corrente de ar viciado deve ser dirigida ascendentemente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.5.1- A corrente de ar viciado só poderá ser dirigida descendentemente mediante justificativa técnica</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.6 &#8211; Nos locais onde pessoas estiverem transitando ou trabalhando a concentração de oxigênio no ar não deve ser inferior a dezenove por cento em volume.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7 &#8211; A vazão de ar necessária em minas de carvão, para cada frente de trabalho, deve ser de, no mínimo, seis metros cúbicos por minuto por pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.1 &#8211; A vazão de ar fresco em galerias de minas de carvão constituídas pelos últimos travessões arrombados deve ser de, no mínimo, duzentos e cinqüenta metros cúbicos por minuto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.2 &#8211; Em outras minas, a quantidade do ar fresco nas frentes de trabalho deve ser de, no mínimo, dois metros cúbicos por minuto por pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3 &#8211; No caso da utilização de veículos e equipamentos a óleo diesel, a vazão de ar fresco na frente de trabalho deve ser aumentada em três e meio metros cúbicos por minuto para cada cavalo-vapor de potência instalada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3.1 &#8211; No caso de uso simultâneo de mais de um veículo ou equipamento a diesel, em frente de desenvolvimento, deverá ser adotada a seguinte fórmula para o cálculo da vazão de ar fresco na frente de trabalho:</p>
<p style="text-align:justify;">QT = 3,5 ( P1 + 0,75 x P2 + 0,5 x Pn ) [ m³/min]</p>
<p style="text-align:justify;">Onde: QT = vazão total de ar fresco em metros cúbico por minuto</p>
<p style="text-align:justify;">P1 = potência em cavalo-vapor do equipamento de maior potência em operação</p>
<p style="text-align:justify;">P2 = potência em cavalo-vapor do equipamento de segunda maior potência em operação</p>
<p style="text-align:justify;">Pn = somatório da potência em cavalo-vapor dos demais equipamentos em operação</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.7.3.2 &#8211; No caso de desenvolvimento, sem uso de veículos ou equipamentos a óleo diesel, a vazão de ar fresco deverá se dimensionada à razão de quinze metros cúbicos por minuto por metro quadrado da área da frente em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.8 &#8211; Em outras minas e demais atividades subterrâneas a vazão de ar fresco nas frentes de trabalho será dimensionada de acordo com o disposto no <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro II</a>, prevalecendo a vazão que for maior.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.9 &#8211; O fluxo total de ar fresco na mina será, no mínimo, o somatório dos fluxos das áreas de desenvolvimento e dos fluxos das demais áreas da mina, dimensionados conforme determinado nesta Norma</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10 &#8211; A velocidade do ar no subsolo não deve ser inferior a zero vírgula dois metros por segundo nem superior à média de oito metros por segundo onde haja circulação de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10.1 &#8211; Os casos especiais que demandem o aumento de limite superior da velocidade para até dez metros por segundo deverão ser submetidos à instância regional do Ministério do Trabalho e Emprego &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.10.2 &#8211; Em poços, furos de sonda , chaminés ou galerias, exclusivos para ventilação, a velocidade pode ser superior a dez metros por segundo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.11 &#8211; Sempre que a passagem por portas de ventilação acarretar riscos oriundos da diferença de pressão, deverão ser instaladas duas portas em série, de modo a permitir que uma permaneça fechada enquanto a outra estiver aberta, durante o trânsito de pessoas ou equipamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.11.1 &#8211; A montagem e desmontagem das portas de ventilação somente será permitida com autorização do responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.12 &#8211; Na corrente principal, as estruturas utilizadas para a separação de ar fresco do ar viciado, nos cruzamentos, devem ser construídas com alvenaria ou material resistente à combustão ou revestido com material anti-chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.12.1 &#8211; Os tapumes de ventilação devem ser conservados em boas condições de vedação de forma a proporcionar um fluxo adequado de ar nas frentes de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.13 &#8211; A instalação e as formas de operação do ventilador principal e do de emergência devem ser definidas e estabelecidas no projeto de ventilação constante do plano de lavra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.14 &#8211; O sistema de ventilação deve atender, no mínimo, aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) possuir ventilador de emergência com capacidade que mantenha a direção do fluxo de ar, de acordo com as atividades para este caso, previstas no projeto de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">b) as entradas aspirantes dos ventiladores devem ser protegidas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o ventilador principal e o de emergência devem ser instalados de modo que não permitam a recirculação do ar e</p>
<p style="text-align:justify;">d) possuir sistema alternativo de alimentação de energia proveniente de fonte independente da alimentação principal para acionar o sistema de emergência nas seguintes situações:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; minas sujeitas a acúmulo de gases explosivos ou tóxicos e</p>
<p style="text-align:justify;">II- minas em que a falta de ventilação coloque em risco a segurança das pessoas durante sua retirada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.14.1 &#8211; Na falta de alimentação de energia e de fonte independente da alimentação principal, o responsável pela mina deverá providenciar a retirada imediata das pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.15 &#8211; A estação onde estão localizados os ventiladores principais e de emergência deve estar equipada com instrumentos para medição da pressão do ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.16 &#8211; O ventilador principal deve ser dotado de dispositivo de alarme que indique a sua paralisação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.17 &#8211; Os motores dos ventiladores a serem instalados nas frentes com presença de gases explosivos devem ser a prova de explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.18 &#8211; Todas as galerias de desenvolvimento, após dez metros de avançamento, e obras subterrâneas sem comunicação ou em fundo-de-saco devem ser ventiladas através de sistema de ventilação auxiliar e o ventilador utilizado deverá ser instalado em posição que impeça a recirculação de ar.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.18.1 &#8211; A chave de partida dos ventiladores deve estar na corrente de ar fresco.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.19 &#8211; Para cada instalação ou desinstalação de ventilação auxiliar deve ser elaborado um diagrama específico, aprovado pelo responsável pela ventilação da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.20 &#8211; A ventilação auxiliar não deve ser desligada enquanto houver pessoas trabalhando na frente de serviço, salvo em casos de manutenção do próprio sistema e após a retirada do pessoal, permitida apenas a presença da equipe de manutenção, seguindo procedimentos previstos para esta situação específica.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.21 &#8211; É vedada a ventilação utilizando-se somente ar comprimido, salvo em situações de emergência ou se o mesmo for tratado para a retirada de impurezas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.21.1- O ar de descarga das perfuratrizes não é considerado ar de ventilação</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.22 &#8211; O pessoal envolvido na ventilação e todo o nível de supervisão da mina, que trabalhe em subsolo, deve receber treinamento em princípios básicos de ventilação de mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.23 &#8211; Devem ser executadas, mensalmente, medições para avaliação da velocidade, vazão do ar, temperatura de bulbo seco e bulbo úmido contemplando, no mínimo, os seguintes pontos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) caminhos de entrada da ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">b) frentes de lavra e de desenvolvimento e</p>
<p style="text-align:justify;">c) ventilador principal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.23.1- O resultados das medições devem ser anotados em registros próprios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.24.24. &#8211; No caso de minas grisutosas ou com ocorrência de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis o controle da sua concentração deve ser feito a cada turno, nas frentes de trabalho em operação e nos pontos importantes da ventilação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25- Beneficiamento</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.1- Os equipamentos de beneficiamento devem ser dispostos a uma distância suficiente entre si, de forma a permitir:</p>
<p style="text-align:justify;">a) a circulação segura do pessoal;</p>
<p style="text-align:justify;">b) a sua manutenção;</p>
<p style="text-align:justify;">c) o desvio do material no caso de defeitos e</p>
<p style="text-align:justify;">d) a interposição de outros equipamentos necessários para reparos e manutenção.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2 &#8211; É obrigatória a adoção de medidas especiais de segurança para o trabalho no interior dos seguintes equipamentos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) alimentadores;</p>
<p style="text-align:justify;">b) moinhos;</p>
<p style="text-align:justify;">c) teares;</p>
<p style="text-align:justify;">d) galgas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) transportadores contínuos;</p>
<p style="text-align:justify;">f) espessadores;</p>
<p style="text-align:justify;">g) silos de armazenamento e transferência e</p>
<p style="text-align:justify;">h) outros também utilizados nas operações de corte, revolvimento, moagem, mistura, armazenamento e transporte de massa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2.1- As medidas especiais de segurança citadas devem contemplar, no mínimo, os seguintes aspectos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) uso de cinto de segurança fixado a cabo salva-vida;</p>
<p style="text-align:justify;">b) realização dos trabalhos sob supervisão;</p>
<p style="text-align:justify;">c) os equipamentos devem estar desligados, desenergizados, com os comandos bloqueados, travados e etiquetados;</p>
<p style="text-align:justify;">d) descarregamento e ventilação prévia dos equipamentos e</p>
<p style="text-align:justify;">e) monitoramento prévio, quando aplicável de:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; qualidade do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; explosividade e</p>
<p style="text-align:justify;">III- radiações ionizantes, quando utilizados medidores radioativos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.2.2 &#8211; Somente o responsável pelo bloqueio pode desbloquear o comando de partida dos equipamentos, cujo procedimento deverá estar devidamente registrado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.3 &#8211; Nos casos em que houver trabalho manual auxiliar na alimentação por gravidade de britadores, outros equipamentos ou locais com risco de queda, o trabalhador deve usar, obrigatoriamente, cinto de segurança firmemente fixado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.4 &#8211; Nos processos que exijam coleta de amostras esta deve ser realizada seguindo procedimentos escritos e os equipamentos devem dispor de local seguro para esta atividade.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.5 &#8211; Em locais de risco de queda de material ou pessoas ou contato com partes móveis as áreas de circulação de pessoas devem estar sinalizadas e protegidas adequadamente,</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.6 &#8211; O acionamento de qualquer equipamento só pode ser realizado por pessoa autorizada, através de um sistema ou procedimento adequado de comando de partida, que impeça a ligação acidental.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.6.1 &#8211; Deve haver, no mínimo, um sinal audível por todos os trabalhadores envolvidos ou afetados pela operação, pelo menos vinte segundos antes da movimentação efetiva de equipamentos, que ofereçam riscos acentuados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.7 &#8211; Os locais de implantação de processos de lixiviação em pilha devem ser cercados e sinalizados, de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.25.8 &#8211; Os processos de lixiviação devem ser executados por trabalhadores treinados e supervisionados por profissional legalmente habilitado.</p>
<p style="text-align:justify;">2.26 &#8211; Deposição de Estéril, Rejeitos e Produtos</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.1 &#8211; Os depósitos de estéril, rejeitos, produtos, barragens e áreas de armazenamento, assim como, as bacias de decantação devem ser planejadas e implementadas pelo profissional previsto no subitem 22.3.3 e atender as normas ambientais em vigor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2 &#8211; Os depósitos de estéril, rejeitos ou de produtos e as barragens devem ser mantidas sob supervisão de profissional habilitado e dispor de monitoramento da percolação de água, da movimentação e estabilidade e do comprometimento do lençol freático.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2.1 &#8211; Nas situações de risco grave e iminente de ruptura de barragens e taludes, as áreas de risco devem ser evacuadas, isoladas e a evolução do processo monitorado e todo o pessoal potencialmente afetado deve ser informado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.2.2 &#8211; O acesso aos depósitos de produtos, estéril e rejeitos deve ser sinalizado e restrito ao pessoal necessário aos trabalhos ali realizados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.26.3 &#8211; A estocagem definitiva ou temporária de produtos tóxicos ou perigosos deve ser realizada com segurança e de acordo com a regulamentação vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27 &#8211; Iluminação</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.1 &#8211; Os locais de trabalho, circulação e transporte de pessoas devem dispor de sistemas de iluminação natural ou artificial, adequado às atividades desenvolvidas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.1.1- Em subsolo, é obrigatória a existência de sistema de iluminação estacionária, mantendo-se os seguintes níveis mínimos de iluminamento médio nos locais a seguir relacionados:</p>
<p style="text-align:justify;">a) cinqüenta lux no fundo do poço;</p>
<p style="text-align:justify;">b) cinqüenta lux na casa de máquinas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) vinte lux no caminhos principais;</p>
<p style="text-align:justify;">d) vinte lux nos pontos de carregamento, descarregamento e trânsito sobre transportadores contínuos:</p>
<p style="text-align:justify;">e) sessenta lux na estação de britagem e</p>
<p style="text-align:justify;">f) duzentos e setenta lux no escritório e oficinas de reparos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.2 &#8211; As instalações de superfície que dependam de iluminação artificial, cuja falha possa colocar em risco acentuado a segurança das pessoas, devem ser providas de iluminação de emergência que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ligação automática no caso de falha do sistema principal;</p>
<p style="text-align:justify;">b) ser independente do sistema principal;</p>
<p style="text-align:justify;">c) prover iluminação suficiente que permita a saída das pessoas da instalação e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser testadas e mantidas em condições de funcionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.2.1 &#8211; Caso não seja possível a instalação de iluminação de emergência, os trabalhadores devem dispor de equipamentos individuais de iluminação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.3 &#8211; Devem dispor de iluminação suplementar à iluminação individual as seguintes atividades no subsolo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) verificação de riscos de quedas de material;</p>
<p style="text-align:justify;">b) verificação de falhas e descontinuidades geológicas;</p>
<p style="text-align:justify;">c) abatimentos de chocos e blocos instáveis e</p>
<p style="text-align:justify;">d) manutenção elétrica e mecânica nas frentes de trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.4 &#8211; Quando necessária iluminação dos depósitos de explosivos e acessórios, esta somente poderá ser externa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.5 &#8211; Em trabalhos no interior de depósitos de explosivos e acessórios só é permitido o uso de lanternas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.6 &#8211; Durante o trabalho noturno ou em condições de pouca visibilidade em minas a céu aberto, as frentes de basculamento ou descarregamento em operação devem possuir iluminação suficiente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.6.1 &#8211; Quando as condições atmosféricas impedirem a visibilidade, mesmo com iluminação artificial, os trabalhos e o tráfego de veículos e equipamentos móveis deverão ser suspensos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7- É obrigatório o uso de lanternas individuais nas seguintes condições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) para o acesso e o trabalho em mina subterrânea e</p>
<p style="text-align:justify;">b) para deslocamento noturno na área de operação de lavra, basculamento e carregamento, nas minas a céu aberto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7.1 &#8211; Em minas com ocorrência de gases explosivos, só será permitido o uso de lanternas de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.7.2 &#8211; Lanternas de reserva devem estar disponíveis em pontos próximos aos locais de trabalho e em condições de uso.</p>
<p style="text-align:justify;">22.27.8 &#8211; No caso de trabalhos em minerais com alto índice de refletância deverão ser tomadas medidas especiais de proteção da visão .</p>
<p style="text-align:justify;">22.28 &#8211; Proteção contra Incêndios e Explosões Acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.1- Na minas e instalações sujeitas a emanações de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis o PGR &#8211; Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; deverá incluir ações de prevenção e combate a incêndio e de explosões acidentais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.1.1 &#8211; As ações de prevenção e combate a incêndio e de prevenção de explosões acidentais devem ser implementadas pelo responsável pela mina e devem incluir, no mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) indicação de um responsável pelas equipes, serviços e equipamentos para realizar as medições;</p>
<p style="text-align:justify;">b) registros dos resultados das medições permanentemente organizados, atualizados e disponíveis à fiscalização e</p>
<p style="text-align:justify;">c) a periodicidade da realização das medições deverá ser determinada em função das características dos gases, podendo ser modificada a critério técnico.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2 &#8211; Em minas subterrâneas não deve ser ultrapassada a concentração um por cento em volume, ou equivalente, de metano no ambiente de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2.1- No caso da ocorrência de metano acima desta concentração, as atividades devem ser imediatamente suspensas, informando-se a chefia imediata e executando somente trabalhos para reduzir a concentração.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.2.2 &#8211; Em caso de ocorrência de metano com concentração igual ou superior a dois por cento em volume, ou equivalente, a zona em perigo deve ser imediatamente evacuada e interditada.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.3 &#8211; A concentração de metano na corrente de ar deverá ser controlada periodicamente, conforme programa estabelecido e aprovado pelo responsável pela mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.3.1 &#8211; Acima de zero vírgula oito por cento em volume de metano no ar, será proibido desmonte com explosivo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.4 &#8211; Nas minas subterrâneas sujeitas à concentração de gases, que possam provocar explosões e incêndios, devem estar disponíveis próximos aos postos de trabalho equipamentos individuais de fuga rápida em quantidade suficiente para o número de pessoas presentes na área.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.4.1- Além dos equipamentos de fuga rápida deverão estar disponíveis câmaras de refúgio incombustíveis, por tempo mínimo previsto no Programa de Gerenciamento de Riscos &#8211; PGR- com capacidade para abrigar os trabalhadores em caso de emergência possuindo as seguintes características mínimas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) porta capaz de ser selada hermeticamente;</p>
<p style="text-align:justify;">b) sistema de comunicação com a superfície;</p>
<p style="text-align:justify;">c) água potável e sistema de ar comprimido e</p>
<p style="text-align:justify;">d) ser facilmente acessíveis e identificados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.5 &#8211; Todas as minerações devem possuir um sistema com procedimentos escritos, equipes treinadas de combate a incêndio e sistema de alarme.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.5.1 &#8211; As equipes deverão ser treinadas por profissional qualificado e fazer exercícios periódicos de simulação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.6 &#8211; A prevenção de incêndio deverá ser promovida em todas as dependências da mina através das seguintes medidas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) proibição de se portar ou utilizar produtos inflamáveis ou qualquer objeto que produza fogo ou faísca, a não ser os necessários aos trabalhos de mineração subterrânea;</p>
<p style="text-align:justify;">b) disposição adequada de lixo ou material descartável com potencial inflamável em qualquer dependência da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">c) proibição de estocagem de produtos inflamáveis e de explosivos próximo a transformadores, caldeiras, e outros equipamentos e instalações que envolvam eletricidade e calor;</p>
<p style="text-align:justify;">d) os trabalhos envolvendo soldagem, corte e aquecimento, através de chama aberta, só poderão ser executados quando forem providenciados todos os meios adequados para prevenção e combate de eventual incêndio e</p>
<p style="text-align:justify;">e) proibição de fumar em subsolo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.7 &#8211; É proibido o porte e uso de lanternas de carbureto de cálcio em subsolo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.8 &#8211; Em minas subterrâneas, onde for utilizado sistema de transporte por correias transportadoras, deverá ser instalado sistema de combate a incêndio próximo ao seu sistema de acionamento e dos tambores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.9 &#8211; Em minas de carvão as correias transportadoras deverão ser construídas de material resistente à combustão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.9.1 &#8211; Em minas de carvão deverão ser tomadas todas as medidas necessárias para evitar o acúmulo de pó de carvão ao longo das partes móveis dos sistemas de transportadores de correia, onde possa ocorrer aquecimento por atrito.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.10 &#8211; Nos acessos de ar fresco devem ser tomadas precauções adicionais nas instalações para se evitar incêndios e sua propagação.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.11 &#8211; O sistema da ventilação de mina subterrânea deve ser regido e dotado de procedimentos ou dispositivos que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) impeçam que os gases de combustão provenientes de incêndio na superfície penetrem no seu interior e</p>
<p style="text-align:justify;">b) possibilitem que os gases de combustão ou outros gases tóxicos gerados em seu interior em virtude de incêndio não sejam carreados para as frentes de trabalho ou sejam adequadamente diluídos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.12 &#8211; Nas proximidades dos acessos à mina subterrânea não devem ser instalados depósitos de produtos combustíveis, inflamáveis ou explosivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.13 &#8211; Todo insumo inflamável ou explosivo, deve ser rotulado e guardado em depósito seguro, identificado e construído conforme regulamentação vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.14 &#8211; Devem ser instaladas, nas minas subterrâneas, redes de água, sistemas ou dispositivos que permitam o combate a incêndios.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.15 &#8211; Em toda mina devem ser instalados extintores portáteis de incêndio, adequados à classe de risco, cuja inspeção deve ser realizada por pessoal treinado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.16 &#8211; Os equipamentos de combate a incêndios, as tomadas de água e o estoque do material a ser utilizado na construção emergencial de diques, na superfície e no subsolo, devem estar permanentemente identificados e dispostos em locais apropriados e visíveis</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.16.1 &#8211; Os equipamentos do sistema de combate a incêndio devem ser inspecionados periodicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.17 &#8211; Todos os trabalhadores devem estar instruídos sobre prevenção e combate a princípios de incêndios, através do uso de extintores portáteis, e sobre noções de primeiros socorros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.18 &#8211; Havendo a constatação de incêndio, toda a área de risco deve ser interditada e as pessoas não diretamente envolvidas no seu combate devem ser evacuadas para áreas seguras.</p>
<p style="text-align:justify;">22.28.19 &#8211; As carpintarias devem estar distantes de outras oficinas e demais zonas com risco de incêndio e explosão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29 &#8211; Prevenção de Explosão de Poeiras Inflamáveis em Minas Subterrâneas de Carvão</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1 &#8211; As minas subterrâneas de carvão devem identificar as fontes de geração de poeiras tomando as medidas preventivas cabíveis para reduzir o risco de inflamação de poeiras e a propagação da chama.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1.1 &#8211; As medidas preventivas serão implementadas principalmente nos seguintes locais:</p>
<p style="text-align:justify;">a) frentes de lavra;</p>
<p style="text-align:justify;">b) pontos de transferência;</p>
<p style="text-align:justify;">c) pontos de carregamento de minério em correias transportadoras e</p>
<p style="text-align:justify;">onde existam fontes de ignição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.29.1.2 &#8211; As medidas preventivas serão:</p>
<p style="text-align:justify;">a) nas frentes de lavra: umidificação das operações que possam gerar poeiras;</p>
<p style="text-align:justify;">b) nos pontos de transferência e nos pontos de carregamento:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; umidificação;</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; neutralização com material inerte ou</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; lavagem periódica em intervalos de tempo a serem determinados para cada local, das paredes, teto e lapa e</p>
<p style="text-align:justify;">c) nos locais onde existam fontes de ignição:</p>
<p style="text-align:justify;">I &#8211; isolamento da fonte</p>
<p style="text-align:justify;">II &#8211; umidificação ou</p>
<p style="text-align:justify;">III &#8211; neutralização com material inerte.</p>
<p style="text-align:justify;">22.30- Proteção contra Inundações</p>
<p style="text-align:justify;">22.30.1 &#8211; A empresa ou o Permissionário de Lavra Garimpeira deve adotar medidas que previnam inundações acidentais em suas instalações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.30.1.1- No subsolo, serão ainda adotadas as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) controlar a quantidade de água bombeada e suas variações ao longo do tempo e</p>
<p style="text-align:justify;">b) adotar sistema de comunicação adequado sempre que houver risco iminente de inundação das galerias de acesso ou saída de pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31 &#8211; Equipamentos Radioativos</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.1 &#8211; As minerações que utilizem fontes ou medidores radioativos em seus processos devem obedecer as Diretrizes Básicas e de Radioproteção da Comissão Nacional de Energia Nuclear &#8211; CNEN, especialmente nas NE nº.s 3.01/83; 6.02/84; 3.02/88; 3.03/88 e alterações posteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.2 &#8211; A empresa que utilizar fontes ou medidores radioativos deverá manter a disposição da fiscalização seu Plano de Radioproteção, os resultados de exposição dos trabalhadores e dos levantamentos radiométricos, além dos certificados de calibração dos aparelhos de medição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.3 &#8211; Todas as fontes radioativas e áreas com possibilidade de expor os trabalhadores a taxas de doses acima das permitidas para indivíduos do público devem ser mantidas sinalizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.4 &#8211; Os trabalhadores sujeitos a exposição a radiações ionizantes e os que transitem por áreas onde haja fontes radioativas devem ser informados sobre os equipamentos, seu funcionamento e seus riscos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.5 &#8211; Os trabalhos envolvendo radiações ionizantes devem possuir orientação de um Supervisor de Radioproteção habilitado pela CNEN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.31.6 &#8211; As fontes radioativas suplementares e as fora de uso devem estar armazenadas segundo as normas da CNEN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32 &#8211; Operações de Emergência</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.1- Toda mina deverá elaborar, implementar e manter atualizado um plano de emergência que inclua, no mínimo, os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) Identificação de seus riscos maiores;</p>
<p style="text-align:justify;">b) normas de procedimentos para operações em caso de:</p>
<p style="text-align:justify;">I) incêndios;</p>
<p style="text-align:justify;">II) inundações;</p>
<p style="text-align:justify;">III) explosões;</p>
<p style="text-align:justify;">IV) desabamentos;</p>
<p style="text-align:justify;">V) paralisação do fornecimento de energia para o sistema de ventilação;</p>
<p style="text-align:justify;">VI) acidentes maiores e</p>
<p style="text-align:justify;">VII) outras situações de emergência em função das características da mina, dos produtos e dos insumos utilizados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) localização de equipamentos e materiais necessários para as operações de emergência e prestação de primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">d) descrição da composição e os procedimentos de operação de brigadas de emergência para atuar nas situações descritas nos incisos I a VII;</p>
<p style="text-align:justify;">e) treinamento periódico das brigadas de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">f) simulação periódica de situações de salvamento com a mobilização do contingente da mina diretamente afetado pelo evento;</p>
<p style="text-align:justify;">g) definição de áreas e instalações devidamente construídas e equipadas para refúgio das pessoas e prestação de primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">h) definição de sistema de comunicação e sinalização de emergência, abrangendo o ambiente interno e externo e</p>
<p style="text-align:justify;">a articulação da empresa com órgãos da defesa civil.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.1.1- Compete ao supervisor conhecer e divulgar os procedimentos do plano de emergência a todos os seus subordinados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.2 &#8211; A empresa proporcionará treinamento semestral específico à brigada de emergência, com aulas teóricas e aplicações práticas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.3 &#8211; Devem ser realizadas, anualmente, simulações do plano de emergência com mobilização do contingente da mina diretamente afetado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.32.4- Nas minas de subsolo deve existir uma área reservada para refúgio, em caso de emergência, devidamente construída e equipada para abrigar o pessoal e prestação de primeiros socorros.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33 &#8211; Vias e Saídas de Emergência</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.1- Toda mina subterrânea em atividade deve possuir, obrigatoriamente, no mínimo, duas vias de acesso à superfície, uma via principal e uma alternativa ou de emergência, separadas entre si e comunicando-se por vias secundárias, de forma que a interrupção de uma delas não afete o trânsito pela outra.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.1.1 &#8211; O disposto neste item não se aplica durante a fase de abertura da mina.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.2 &#8211; Na mina subterrânea em operação normal de suas atividades, as vias principais e secundárias devem proporcionar condições para que toda pessoa, a partir dos locais de trabalho, tenha alternativa de trânsito para as duas vias de acesso à superfície , sendo uma delas o caminho de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.3 &#8211; No subsolo, os locais de trabalho devem possibilitar a imediata evacuação, em condições de segurança para os trabalhadores, devendo ser previsto o número e distribuição do pessoal no plano de emergências conforme disposto no subitem 22.32.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.4 &#8211; As vias e saídas de emergência devem ser direcionadas o mais diretamente possível para o exterior, em zona de segurança ou ponto de concentração previamente determinado e sinalizado.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.5 &#8211; As vias e saídas de emergência, assim como as vias de circulação e as portas que lhes dão acesso, devem ser devidamente sinalizadas e mantidas desobstruídas.</p>
<p style="text-align:justify;">22.33.6. Os planos inclinados e chaminés destinados à saída de emergência devem possuir escadas construídas e instaladas conforme prescrito no item 22.10.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34 &#8211; Paralisação e Retomada de Atividades nas Minas</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.1- Ao suspender temporária ou definitivamente a lavra, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá comunicar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.2 &#8211; As minas paralisadas definitivamente deverão ter todos os seus acessos vedados, na forma da legislação em vigor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.34.3 &#8211; Para o retorno das atividades de lavra, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá tomar as seguintes providências:</p>
<p style="text-align:justify;">a) reavaliar o estado de conservação da mina, suas dependências, equipamentos e sistemas;</p>
<p style="text-align:justify;">b) restabelecer as condições de higiene e segurança do trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">c) ventilar todas as frentes antes de se adentrar nas mesmas, no caso de minas subterrâneas, monitorando a qualidade do ar;</p>
<p style="text-align:justify;">d) drenar as áreas inundadas ou alagadas;</p>
<p style="text-align:justify;">e) verificar a estabilidade da estrutura da mina, reforçando-a, em especial aquelas danificadas;</p>
<p style="text-align:justify;">f) realizar estudos e projetos adicionais exigidos pelos órgãos fiscalizadores e</p>
<p style="text-align:justify;">g) manter à disposição da fiscalização do trabalho a autorização de reinício das atividades de lavra, expedida pelo DNPM.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35- Informação, Qualificação e Treinamento</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1- A empresa ou Permissionário de Lavra Garipeira deve proporcionar aos trabalhadores treinamento, qualificação, informações, instruções e reciclagem necessárias para preservação da sua segurança e saúde, levando-se em consideração o grau de risco e natureza das operações.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.1- O treinamento admissional para os trabalhadores, que desenvolverão atividades no setor de mineração ou daqueles transferidos da superfície para o subsolo ou vice-versa, abordará, no mínimo, os seguintes tópicos:</p>
<p style="text-align:justify;">a) treinamento introdutório geral com reconhecimento do ambiente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">b) treinamento específico na função e</p>
<p style="text-align:justify;">c) orientação em serviço.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.2 &#8211; O treinamento introdutório geral deve ter duração mínima de seis horas diárias, durante cinco dias, para as atividades de subsolo, e de oito horas diárias, durante três dias, para atividades em superfície, durante o horário de trabalho, e terá o seguinte currículo mínimo:</p>
<p style="text-align:justify;">a) ciclo de operações da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">b) principais equipamentos e suas funções;</p>
<p style="text-align:justify;">c) infra-estrutura da mina;</p>
<p style="text-align:justify;">d) distribuição de energia;</p>
<p style="text-align:justify;">e) suprimento de materiais;</p>
<p style="text-align:justify;">f) transporte na mina;</p>
<p style="text-align:justify;">g) regras de circulação de equipamentos e pessoas;</p>
<p style="text-align:justify;">h) procedimentos de emergência;</p>
<p style="text-align:justify;">i) primeiros socorros;</p>
<p style="text-align:justify;">j) divulgação dos riscos existentes nos ambientes de trabalho constantes no Programa de Gerenciamento de Riscos e dos acidentes e doenças profissionais e</p>
<p style="text-align:justify;">l) reconhecimento do ambiente do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.3 &#8211; O treinamento específico na função consistirá de estudo e práticas relacionadas às atividades a serem desenvolvidas, seus riscos, sua prevenção, procedimentos corretos e de execução e terá duração mínima de quarenta horas para as atividades de superfície e quarenta e oito horas para as atividades de subsolo, durante o horário de trabalho e no período contratual de experiência ou antes da mudança de função.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.3.1 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deve proporcionar treinamento específico, com reciclagem periódica, aos trabalhadores que executem as seguintes operações e atividades:</p>
<p style="text-align:justify;">a) abatimento de chocos e blocos instáveis;</p>
<p style="text-align:justify;">b) tratamento de maciços;</p>
<p style="text-align:justify;">c) manuseio de explosivos e acessórios;</p>
<p style="text-align:justify;">d) perfuração manual;</p>
<p style="text-align:justify;">e) carregamento e transporte de material;</p>
<p style="text-align:justify;">f) transporte por arraste;</p>
<p style="text-align:justify;">g) operações com guinchos e içamentos;</p>
<p style="text-align:justify;">h) inspeções gerais da frente de trabalho;</p>
<p style="text-align:justify;">i) manipulação e manuseio de produtos tóxicos ou perigosos e</p>
<p style="text-align:justify;">j) outras atividades ou operações de risco especificadas no PGR .</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.4 &#8211; A orientação em serviço consistirá de período no qual o trabalhador desenvolverá suas atividades, sob orientação de outro trabalhador experiente ou sob supervisão direta, com a duração mínima de quarenta e cinco dias.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.1.5 &#8211; Treinamentos periódicos e para situações específicas deverão ser ministrados sempre que necessário para a execução das atividades de forma segura.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.2 &#8211; Para operação de máquinas, equipamentos ou processos diferentes a que o operador estava habituado, deve ser feito novo treinamento, de modo a qualificá-lo à utilização dos mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.3 &#8211; Será obrigatória orientação que inclua as condições atuais das vias de circulação das minas para os trabalhadores afastados do trabalho por mais de trinta dias consecutivos.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.4 &#8211; As instruções visando a informação, qualificação e treinamento dos trabalhadores devem ser redigidas em linguagem compreensível e adotando metodologias, técnicas e materiais que facilitem o aprendizado para preservação de sua segurança e saúde.</p>
<p style="text-align:justify;">22.35.5 &#8211; Considerando as características da mina, dos métodos de lavra e do beneficiamento, outros treinamentos poderão ser determinados pela autoridade regional competente em matéria de Segurança e Saúde do Trabalhador</p>
<p style="text-align:justify;">22.36. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração &#8211; CIPAMIN</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.1 &#8211; A empresa de mineração ou Permissionário de Lavra Garimpeira que admita trabalhadores como empregados deve organizar e manter em regular funcionamento, na forma prevista nesta NR, em cada estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -CIPA, doravante denominada CIPA na Mineração- CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.2 &#8211; A CIPAMIN tem por objetivo observar e relatar as condições de risco no ambiente de trabalho, visando a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho na mineração, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a segurança e a saúde dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3 &#8211; A CIPAMIN será composta de representante do empregador e dos empregados e seus respectivos suplentes, de acordo com as proporções mínimas constantes no <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, anexo.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3.1- A composição da CIPAMIN deverá observar critérios que permitam estar representados os setores que ofereçam maior risco ou que apresentem maior número de acidentes do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22. 36.3.1.1- Os setores de maior risco deverão ser definidos pela CIPAMIN com base nos dados do PGR, no relatório anual do PCMSO, na estatística de acidentes do trabalho elaborada pelo SESMT e outros dados e informações relativas à segurança e saúde no trabalho disponíveis na empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.3.2 &#8211; Quando o estabelecimento não se enquadrar no <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a> desta NR a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá designar e treinar em prevenção de acidentes um representante para cumprir os objetivos da CIPAMIN o qual deverá promover a participação dos trabalhadores nas ações de prevenção de acidentes e doenças profissionais.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4 &#8211; Os representantes dos empregados na CIPAMIN serão por estes eleitos seguindo os procedimentos estabelecidos na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-5/">Norma Regulamentadora nº. 5</a> &#8211; CIPA e respeitando o critério estabelecido no item subitem 22.36. 3.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.1 &#8211; Em obediência aos critérios do subitem 22.36.3.1 para a composição da CIPAMIN esta indicará as áreas a serem contempladas pela representatividade individual de empregados do setor.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.1.1 &#8211; Observado o dimensionamento do <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, a CIPAMIN deverá ser composta de forma a abranger a representatividade de todos os setores da empresa, podendo, se for o caso, agrupar áreas ou setores preferentemente afins.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36. 4.2 &#8211; Os candidatos interessados deverão inscrever-se para representação da sua área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.3 &#8211; A eleição será realizada por área ou setor e os empregados votarão nos inscritos de sua área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.4 &#8211; Assumirá a condição de titular da CIPAMIN o candidato mais votado na área ou setor de trabalho</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.5 &#8211; Assumirá a condição de suplente, considerando o <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a>, dentre todos os outros candidatos, o mais votado, desconsiderando a área ou setor de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.4.6 &#8211; O mandato dos membros eleitos da CIPAMIN terá duração de um ano, permitida uma reeleição.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.5 &#8211; O Presidente da CIPAMIN bem como o representante suplente do empregador serão por este indicados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.6 &#8211; O Vice-Presidente da CIPAMIN será escolhido entre os representantes titulares dos empregados.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.7 &#8211; A CIPAMIN terá como atribuições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) elaborar o Mapa de Riscos, conforme prescrito na Norma Regulamentadora nº.5 (CIPA), encaminhando-o ao empregador e ao SESMT, quando houver;</p>
<p style="text-align:justify;">b) recomendar a implementação de ações para o controle dos riscos identificados;</p>
<p style="text-align:justify;">c) analisar e discutir os acidentes do trabalho e doenças profissionais ocorridos, propondo e solicitando medidas que previnam ocorrências semelhantes e orientando os demais trabalhadores quanto à sua prevenção;</p>
<p style="text-align:justify;">d) estabelecer negociação permanente no âmbito de suas representações para a recomendação e solicitação de medidas de controle ao empregador;</p>
<p style="text-align:justify;">e) acompanhar a implantação das medidas de controle e do cronograma de ações estabelecido no PGR e no PCMSO ;</p>
<p style="text-align:justify;">f) participar das inspeções periódicas dos ambientes de trabalho programadas pela empresa ou SESMT, quando houver, seguindo cronograma negociado com o empregador;</p>
<p style="text-align:justify;">g) realizar reuniões mensais em local apropriado e durante o expediente normal da empresa, obedecendo ao calendário anual, com lavratura das respectivas Atas em livro próprio;</p>
<p style="text-align:justify;">h) realizar reuniões extraordinárias quando da ocorrência de acidentes de trabalho fatais ou que resultem em lesões graves com perda de membro ou função orgânica ou que cause prejuízo de monta, no prazo máximo de 48(quarenta e oito) horas após sua ocorrência;</p>
<p style="text-align:justify;">i) requerer do SESMT, quando houver, ou do empregador ciência prévia do impacto à segurança e à saúde dos trabalhadores de novos projetos ou de alterações significativas no ambiente ou no processo de trabalho, revisando, nestes casos, o Mapa de Riscos elaborado;</p>
<p style="text-align:justify;">j) requisitar à empresa ou ao Permissionário de Lavra Garimpeira as cópias da Comunicações de Acidente do Trabalho- CAT- emitidas ;</p>
<p style="text-align:justify;">l) apresentar, durante o treinamento admissional dos trabalhadores previsto no item 22.35, os seus objetivos, atribuições e responsabilidades e</p>
<p style="text-align:justify;">m) realizar, anualmente, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Mineração-SIPATMIN, com divulgação do resultado das ações implementadas pela CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.8 &#8211; O empregador deverá proporcionar à CIPAMIN os meios e condições necessários ao desempenho de suas atribuições</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.9 &#8211; São atribuições do Presidente da CIPAMIN:</p>
<p style="text-align:justify;">a) coordenar e controlar as atividades da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">b) convocar os membros para as reuniões ordinárias mensais e extraordinárias;</p>
<p style="text-align:justify;">c) preparar a pauta das reuniões ordinárias em conjunto com o Vice-Presidente;</p>
<p style="text-align:justify;">d) presidir as reuniões;</p>
<p style="text-align:justify;">e) encaminhar ao empregador e ao SESMT, quando houver, o Mapa de Riscos elaborado;</p>
<p style="text-align:justify;">f) encaminhar ao empregador e ao SESMT, quando houver, as recomendações e solicitações da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">g) zelar pelo funcionamento e prover os meios necessários ao cumprimento das atribuições da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">h) manter e promover o relacionamento da CIPAMIN com o SESMT, quando houver, e com os demais setores da empresa e</p>
<p style="text-align:justify;">i) elaborar relatório trimestral de atividades, em conjunto com o Vice-Presidente, enviando-o ao empregador e ao SESMT, quando houver.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.10 &#8211; São atribuições do Vice-Presidente da CIPAMIN:</p>
<p style="text-align:justify;">a) substituir o Presidente em seus impedimentos;</p>
<p style="text-align:justify;">b) coordenar os representantes dos empregados na elaboração e no encaminhamento das recomendações e demais ações previstas nas atribuições da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">c) liderar os representantes dos empregados nas discussões e negociações dos itens da pauta nas reuniões da CIPAMIN;</p>
<p style="text-align:justify;">d) negociar com o empregador a adoção de medidas de controle e de correção dos riscos e de melhoria dos ambientes de trabalho, inclusive a designação de grupo de trabalho para investigação de acidentes de trabalho e para participar das inspeções periódicas dos ambientes de trabalho e</p>
<p style="text-align:justify;">e) havendo impasse na negociação prevista na alínea &#8220;d&#8221;, solicitar a presença do Ministério do Trabalho e Emprego na empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.11 &#8211; Será indicado pela empresa, de comum acordo com os membros da CIPAMIN, um secretário e seu substituto, componentes ou não da Comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.3611.1 &#8211; O Secretário da CIPAMIN terá como atribuições:</p>
<p style="text-align:justify;">a) acompanhar as reuniões da Comissão, lavrando as respectivas atas e submetendo-as à aprovação e assinatura dos membros presentes;</p>
<p style="text-align:justify;">b) preparar a correspondência;</p>
<p style="text-align:justify;">c) outras que lhe forem conferidas pelo Presidente ou Vice-Presidente da CIPAMIN e</p>
<p style="text-align:justify;">d) registrar em Ata as recomendações e solicitações da CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12- Todos os membros da CIPAMIN, efetivos e suplentes, deverão receber treinamento de prevenção de acidentes e doenças profissionais, durante o expediente normal da empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.1 &#8211; O treinamento para os membros da CIPAMIN poderá ser ministrado pelo SESMT, quando houver, ou entidades sindicais de empregadores ou de trabalhadores, escolhidas de comum acordo entre o empregador e os membros da Comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.2 &#8211; O currículo do curso previsto neste item deverá abranger os riscos de acidentes e doenças profissionais constantes no PGR, as medidas adotadas para eliminar e controlar aqueles riscos, além de técnicas para elaboração do Mapa de Riscos e metodologias de análise de acidentes.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.12.3 &#8211; A carga horária do curso de prevenção de acidentes e doenças profissionais deverá ser de quarenta horas anuais, das quais vinte horas serão ministradas antes da posse dos membros da CIPAMIN.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.13 &#8211; Uma vez instalada a CIPAMIN, esta deverá ser registrada no órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme prescrito na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-5/">Norma Regulamentadora nº. 5</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">22.36.14 &#8211; Havendo no estabelecimento empresas prestadoras de serviços ou empreiteiras que não se enquadrem no <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadro III</a> desta Norma, estas deverão indicar pelo menos um representante para participar das reuniões da CIPAMIN da contratante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37 &#8211; Disposições Gerais</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.1 &#8211; Ao trabalhador do subsolo será fornecida alimentação compatível com a natureza do trabalho, de acordo com as instruções a serem expedidas pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho &#8211; MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.1.1 &#8211; Havendo fornecimento de alimentação no subsolo a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira manterá local adequado que atenda às condições de segurança, higiene e conforto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira manterá instalações sanitárias tratadas e higienizadas destinadas à satisfação das necessidades fisiológicas, próximas aos locais e frentes de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2.1- Em subsolo os recipientes coletores dos dejetos gerados deverão ser removidos ao final de cada turno de trabalho para a superfície, onde será dado destino conveniente a seu conteúdo, respeitadas as normas de higiene e saúde e a legislação ambiental vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.2.2- As instalações sanitárias que adotem processamento químico ou biológico dos dejetos deverão observar as normas de higiene e saúde e as instruções do fabricante.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3- As condições de conforto e higiene nos locais de trabalho serão aquelas estabelecidas na <a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/2008/06/06/nr-24/">Norma Regulamentadora nº. 24</a> &#8211; Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3.1 &#8211; A empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira poderá substituir os armários individuais por outros dispositivos para a guarda de roupa e objetos pessoais que garantam condições de higiene, saúde e conforto.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.3.2 &#8211; Havendo locais para a troca e guarda de roupa no subsolo estes deverão observar os mesmos requisitos dos subitens 22.37.3 e 22.37.3.1</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.4 &#8211; Nos locais e postos de trabalho será fornecida aos trabalhadores água potável em condições de higiene.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.5 &#8211; Quando o empregador fornecer o transporte para deslocamento de pessoal, diretamente ou através de empresas idôneas, deverá observar que sejam realizados em veículos apropriados, garantindo condições de comodidade, conforto e segurança aos trabalhadores.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.6 &#8211; A empresa deverá manter organizada e atualizada a estatística de acidentes de trabalho e doenças profissionais, assegurando pleno acesso a essa documentação à CIPAMIN, SESMT e Delegacia Regional do Trabalho e Emprego -DRTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.6.1 &#8211; Os acidentes e doenças profissionais deverão ser analisados segundo metodologia que permita identificar as causas principais e contribuintes que levaram à ocorrência do evento, indicando as medidas de controle para prevenção de novas ocorrências.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.7 &#8211; Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória a adoção das seguintes medidas:</p>
<p style="text-align:justify;">a) comunicar o acidente, de imediato, à autoridade policial competente e à DRTE e</p>
<p style="text-align:justify;">b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.8 &#8211; Os casos omissos decorrentes da aplicação desta Norma Regulamentadora serão dirimidas pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho &#8211; DSST/MTE.</p>
<p style="text-align:justify;">22.37.9 &#8211; A aplicação desta Norma Regulamentadora não exclui a observância de disposições pertinentes estabelecidas em legislações específicas expedidas pelo DNPM e Ministério da Defesa, e demais órgãos que regulamentem à espécie.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://normasregulamentadoras.wordpress.com/files/2008/06/quadros_nr22.doc">Quadros e Anexos da NR 22</a></p>
<hr />
<p style="text-align:right;"><span style="color:#993300;"><strong>Comentários  ou Dúvidas sobre esta Norma?</strong></span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#993300;"><strong>Favor  Utilizar o Formulário Abaixo:</strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esenţial cu Lucia Bacalu]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/esential-cu-lucia-bacalu-15/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 10:21:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/esential-cu-lucia-bacalu-15/</guid>
<description><![CDATA[Intrăm din nou în sărbători Pe 27 şi 28 aprilie vom sărbători Sfintele Paşti. Două zile vom lucra cu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Intrăm din nou în sărbători</strong></p>
<p>Pe 27 şi 28 aprilie vom sărbători Sfintele Paşti. Două zile vom lucra cu toţii, după care vine 1 mai. Şi, de parcă nu ar fi de ajuns o Zi a muncii, vom sărbători şi pe 2 mai. Apoi vine sîmbăta, duminica. Pe 5 mai, este Paştele Blajinilor, după care urmează trei zile de şoc – cei care nu au reuşit sau nu li s-a oferit posibilitatea să muncească în celelalte zile, vor încerca să recupereze totul în această scurtă perioadă. Vine apoi 9 mai şi iar sîmbăta, duminica.  Şi uite-aşa a trecut jumătate de lună. <!--more--><br />
Noi vom încerca, în acest amalgam de sărbători şi de zile de odihnă, să muncim. Bineînţeles, sîntem dependenţi de tipografie, de poştă, de furnizorii de informaţii, dacă vreţi. De aceea, practic este imposibil să venim cu ziarul nostru în casele dumneavoastră aşa cum v-am obişnuit deja, în zilele de vineri,  adică pe 2 şi pe 9 mai. Am decis să edităm următorul număr de ziar pe 7 mai, ca a doua zi să-l aveţi deja pe masă. Vă promitem să vă oferim ştiri cît mai interesante. Va fi o ediţie specială şi sperăm să vă facem o surpriză plăcută.<br />
Pînă atunci însă&#8230; Vine Ziua libertăţii presei, pe care Expresul de Ungheni o va marca în compania amatorilor jocului de dame. De ce?  Pentru că jocul de dame e un sport al minţii, e un sport care-i oferă omului posibilitatea să gîndească liber, să acţioneze aşa cum îi dictează logica. Sperăm să avem parte de o competiţie frumoasă, despre care vom scrie neapărat.<br />
Vine Paştele Blajinilor. Este o zi sfîntă, pentru că atunci ne adunăm cu toţii, şi cei vii, şi cei morţi, pentru a ne aminti de trecut. Ar fi bine s-o marcăm civilizat, fără beţii prin cimitire.<br />
Vine apoi Ziua Europei, Ziua Victoriei. Dar despre acestea vom vorbi în numărul viitor.<br />
Pînă atunci, vă mai urăm odată un Paşte fericit!</p>
<p>P.S.: Înainte de închiderea ediţiei am avut parte de o surpriză de zile mari, pe care mi-a oferit-o Gheorghe Filimon, şeful ÎS „Silva-Centru”. Graţie dînsului, am avut posibilitatea, pentru prima oară în viaţă, să-mi văd localitatea în care am copilărit din elicopter. A fost  o experienţă unică. Expresul de Ungheni va publica în exclusivitate fotografii ale satului şi oraşului Corneşti făcute la o înălţime de cîteva sute de metri, din elicopter.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La o porţie de rîs cu Vladimir Cojocaru]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/la-o-portie-de-ris-cu-vladimir-cojocaru-3/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 10:04:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Teatrul absurdului Întreaga ţară e un teatru Cu-o scenă mare ca-n poveşti, Iar regizorul vrea şi-un ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Teatrul absurdului</strong></p>
<p>Întreaga ţară e un teatru<br />
Cu-o scenă mare ca-n poveşti,<br />
Iar regizorul vrea şi-un Oscar<br />
Pentru spectacolul cu măşti.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Franceza – da, româna – ba]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/franceza-%e2%80%93-da-romana-%e2%80%93-ba/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 10:01:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Direcţia teritorială control administrativ a cerut Consiliului raional să revadă Regulamentul de fun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Direcţia teritorială control administrativ a cerut Consiliului raional să revadă Regulamentul de funcţionare a Consiliului, înlocuind noţiunea de limba română (limba de lucru a Consiliului) cu limba moldovenească, aşa cum prevede Constituţia Republicii Moldova. În cadrul şedinţei în plen din 17 aprilie, consilierul PPCD, Violeta Petre, i-a adresat lui Gheorghe Raţă, şeful Direcţiei respective, o întrebare simplă: „Da­că, în virtutea unor cunoştinţe şi capacităţi, Consiliul raional ia hotărîrea ca limba de lucru să fie franceza, aveţi dreptul să ne interziceţi?”. <!--more--></p>
<p>„Nu”, a fost răspunsul.  Şi atunci?! „ Noi nu ne-am referit la limba de stat. Noi am luat hotărîrea ca limba de lucru a Consiliului să fie româna”. Lui Gheorghe Raţă nu i-a rămas decît să spună: „Judecata va decide”.  Consiliul raional a respins solicitarea dînsului, adoptînd o decizie prin care se ia act de sesizarea Direcţiei teritoriale control administrativ.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Învăţămîntul are un şef]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/invatamintul-are-un-sef/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:55:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Consiliul raional a aprobat-o pe Iulia Pancu, în şedinţa sa din 17 aprilie curent,  în funcţia de di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/pancu.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-692" style="border:1px solid black;float:left;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/pancu.jpg?w=113" alt="Iulia Pancu" width="113" height="133" /></a>Consiliul raional a aprobat-o pe Iulia Pancu, în şedinţa sa din 17 aprilie curent,  în funcţia de director general al Direcţiei generale raionale învăţămînt, tineret şi sport.<br />
Pentru această decizie au votat 18 consilieri din Coali­ţia forţelor democratice. Con­­silierii comunişti s-au decla­rat împotrivă, după ce Nico- ­lae Gaviuc, liderul fracţiunii PCRM din Consiliu, el şi mem­bru al comisiei de concurs, s-a ridicat şi a spus li­-teralmente următoarele: „Doam­na Pancu, faţă de toţi, s-a arătat  foarte rău. Numai doi membri ai comisiei au pus note aşa cum este, cei­lalţi – zece, zece, zece. Cum credeţi, e normal concursul? Eu întreb consilierii. De aceea eu spun că fracţiunea noastră nu susţine această candidatură”.  <!--more--><br />
De notat că din cei 9 mem­­bri ai comisiei de concurs 7 i-au dat preferinţă Iuliei Pan­cu, care în ultimele două luni a fost şef interimar al Direc­ţiei respective. Acum două luni, consilierii au respins candidatura lui Alexandru Ciuvaga la funcţia de director general al Direcţiei raio­nale învăţămînt, tineret şi sport. Atunci comuniştii şi o parte dintre consilierii Coali­­ţiei for­ţelor democratice s-au abţinut.<br />
Prin desemnarea directorului Direcţiei generale rai­onale învăţămînt, tineret şi sport s-a încheiat, practic, sta­bilirea conducerii secţiilor şi direcţiilor raionale. Nici unul dintre foştii şefi, desemnaţi cu cinci ani în urmă de conducerea comunistă a raionului, nu a rămas în fun­cţie. (L.B.)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marian Lupu a vopsit gardurile la Condrăteşti]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/marian-lupu-a-vopsit-gardurile-la-condratesti/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:52:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sîmbătă, 19 aprilie, la Condrăteşti, Ungheni, Marian Lupu, Preşedintele Parlamentului R. Moldova, a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/lupu.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-690" style="border:1px solid black;float:right;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/lupu.jpg?w=113" alt="Marian Lupu" width="113" height="128" /></a>Sîmbătă, 19 aprilie, la Condrăteşti, Ungheni, Marian Lupu, Preşedintele Parlamentului R. Moldova, a ajutat la lucrări de primăvară şi pregătiri de Paşte în trei familii unde mamele văduve cresc cîte 4 copii, ne informează site-ul Unimedia.<br />
<!--more--><br />
Evenimentul s-a produs în cadrul Săptămînii Naţio­nale a Voluntariatului 2008, organizată de Coaliţia pentru promovarea  legii şi activită­ţilor de voluntariat. Iar par­te­ner al acestei coaliţii este Parlamentul Republicii Mol­do­va. Satul Condrăteşti a fost ales, potrivit organizatorilor, pentru că a fost una dintre localităţile greu afectate de seceta din vara anului 2007.<br />
Marian Lupu a fost însoţit de fiica sa de 13 ani, Sanda. Aceasta, deşi pentru prima oară în viaţă a vopsit o poar­tă, a făcut-o destul de bine. Toate cele trei familii din Condrăteşti au beneficiat de materiale de construcţii, produse alimentare, îmbrăcă­minte, încălţăminte şi jucării pentru copii, rechizite şcolare.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vladimir Voronin a revenit la Ungheni]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/vladimir-voronin-a-revenit-la-ungheni/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:51:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[„Ştiu că ai fost doctor şi ma-a-a-re frontist”, a fost prima frază pe care a rostit-o preşedintele V]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/2.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-688" style="border:1px solid black;float:right;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/2.jpg?w=200" alt="Svetlana Sirbu" width="200" height="145" /></a>„Ştiu că ai fost doctor şi ma-a-a-re frontist”, a fost prima frază pe care a rostit-o preşedintele Vladimir Voronin atunci cînd i-a întins mîna directorului Colegiului de medicină din Ungheni, Valeriu Jardan.<!--more--></p>
<p>Urmare a unor intervenţii a Svetlanei Sîrbu, elevă la Co­legiul de medicină din Un­gheni, în cadrul unei întîlniri a tinerilor din Republica Mol­do­va cu preşedintele ţării, acesta din urmă a decis să viziteze instituţia respectivă. Mai tîrziu, avea să spună că, probabil, nu a fost, pur şi sim­plu, o întîmplare. Or, jumă­tate din rudele sale pe linia mamei poartă acelaşi nume de familie ca şi al elevei de la Co­legiul de medicină – Sîr­bu.<br />
A fost aşteptat pe 1 apri­lie, dar în ultimul moment şi-a contramandat deplasarea. A venit însă pe 17 aprilie. De­şi vizita era prevăzută pentru 40 de minute, preşedintele  s-a aflat la Colegiul de me­di­cină 1 oră şi 20 de minute.<br />
Potrivit unui comunicat de presă al preşedinţiei, Vladi­mir Voronin „a vizitat mai mul­­te aule de studii, sala de sport, a discutat cu activul colegiului. A fost efectuat un schimb de opinii, în special privind implementarea programului de acţiuni, dedicat Anului Tineretului”.<br />
Principala problemă pusă în discuţie a fost însă, din punctul de vedere al directorului Valeriu Jardan, necesitatea definitivării unui statut permanent al Colegiului de medicină, evacuat, acum 16 ani, din Bender. Pînă la ora actuală, acesta are statut de instituţie preuniversitară eva­cuată. „M-a întrebat de ce cred că e necesar ca acest colegiu să rămînă şi să activeze în continuare la Un­gheni. I-am răspuns că cei 30 de profesori titulari sînt interesaţi în permanenţă să-şi ridice calificarea, la ora actuală 25 din aceştia avînd gra­de didactice. E un semn că aici se doreşte cu adevărat să se muncească, să fie ob­ţi­nute performanţe”, a spus Valeriu Jardan.<br />
Preşedintele Voronin a recomandat direcţiei Colegiului să facă o reparaţie capitală, să schimbe geamurile şi uşi­le blocului de studii. Dînsul a promis că va studia problema şi se va lua neapărat o decizie în acest sens.<br />
„M-am convins că domnul preşedinte este documentat, cunoaşte bine problemele din învăţămînt şi sănătate, are o memorie extraordina­ră. Dînsul şi-a amintit cu    exac­titate şi ziua, şi anul, cînd am pus prima piatră de te­melie la blocul alimentar al Spitalului din Corneşti, unde eu eram medic-şef. Pe atunci, Vladimir Voronin era preşe- dintele consiliului executiv rai­onal Ungheni – era într-o sîmbătă din vara anului 1981”, a remarcat Valeriu Jar­dan.<br />
Preşedintele a mai vizitat Şcoala republicană speciali­zată de hipism şi pentatlon modern, subdiviziunea Un­gheni (fosta fermă de cai), şi SRL „Prog-Agroter” din Va­lea Mare. „La încheierea vi­zitei, preşedintele ţăriii a ap­reciat în termeni pozitivi rezultatele dezvoltării social-economice  atestate în ultimii ani în raionul Ungheni, ple­dînd pentru valorificarea plenară a potenţialului existent în această zonă a ţării”, se mai arată în comunicatul de presă al Preşedinţiei.<br />
Galina Petcu</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Suferinţa, de aproape]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/suferinta-de-aproape/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:49:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/suferinta-de-aproape/</guid>
<description><![CDATA[Iată, domnule primar de Bucuiumeni, Ilie Bereghici, cum arată, de aproape, suferinţa unei femei – Na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/3.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-686" style="border:1px solid black;float:right;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/3.jpg?w=94" alt="Suferinta" width="94" height="200" /></a>Iată, domnule primar de Bucuiumeni, Ilie Bereghici, cum arată, de aproape, suferinţa unei femei – Natalia Gaţmaniuc – care ţi-a călcat nu demult pragul, nădăj­du­ind să fie barem ascultată, dacă nu şi compătimită (căci a-i fi sărit fără zăbavă în ajutor trebuie că este prea mult pînă şi pentru unul ales pe listele PCRM, cel ce ne iu­beşte foarte, cum grăit-au manualele de istorie integrată) şi care a plecat de la reprezentantul statului cu ochii plînşi şi cu sufletul cătrănit, umilită în demnitatea şi dorurile ei de mamă; <!--more-->femeie în etate de 79 de ani, care îşi duce zilele singurică, drămăluind fiece bănuţ din cei 470 de lei, cu cît se îndură s-o omenească lunar Guvernul, într-o zidire ce se macină precum sănătatea ei, zi după zi, alcătuită dintr-o tindă obscură şi înghesuită şi o cămă­ruţă în care abia de încap un pat cu arcuri, o masă în­cer­cată, şi ea, de vreme, o lejancă gîrbovită şi, pe peretele dinspre miază-noapte, fotografia lui Vitălică, mezinul, cu însemnele unei victorioase frumuseţi virile pe chip, mort la 19 ani, în 1989, în cumplitul Afganistan&#8230;<br />
“Tare-i dureros! Moare mama, moare tata &#8211; şi tot îţi pare rău. Da’, dacă moare copchilu’, apu’ te-o pătruns pînă la măduva ciolanului, aşa-i de dureros!”&#8230;<br />
Că lumea te asaltează zilnic, deh: încă nu e cunoscut măcar un caz de ungere cu de-a sila ca primar. Că nu sînt fonduri, tot se poate consimţi: de unde nu-i&#8230; Dar ce raţiuni de politică locală (ca să nu mai invocăm degeaba cei şapte ani de acasă!) te opresc să înregistrezi – cum impun uzanţele autorităţii publice – cererea de ajutor a unei biete bătrîne – căreia tot comuniştii (de altfel!) i-au trimis feciorul la moarte?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nemulţumiţi de viaţă]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/nemultumiti-de-viata/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:47:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/nemultumiti-de-viata/</guid>
<description><![CDATA[Majoritatea populaţiei (52%) susţine că viaţa sa este aproximativ la fel cu cea de acum un an, iar f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Majoritatea populaţiei (52%) susţine că viaţa sa este aproximativ la fel cu cea de acum un an, iar fiecare al patrulea locuitor al ţării o apreciază drept mai proastă.<br />
În acest sens, menţionăm că pentru marea majoritate a populaţiei (75%) nu este asigurat un trai decent: pentru 30% din populaţie veniturile dispo­ni­bile nu sînt suficiente „nici pentru strictul necesar”, iar 45% reuşesc să acopere doar strictul ne­cesar pentru trai. Acest prag al sărăciei rămîne constant, cu mici fluctuaţii nesemnificative, în decursul ultimilor 6-7 ani. <!--more--><br />
Totodată, majoritatea populaţiei continuă să fie îngrijorată cel mai mult de sărăcie (61%) şi preţuri (68%), iar o parte semnificativă este îngrijorată de viitorul copiilor (48%) şi şomaj (36%).<br />
Cu referire la problema preţurilor înalte, majorările recente ale preţurilor la produsele alimen­tare, energie electrică etc. au afectat semnificativ situaţia materială a 2/3 din respondenţi. Suplimentar, situaţia a fost agravată şi de seceta din vara anului 2007. În acest sens, 52 la sută din populaţie apreciază rău/foarte rău activitatea conducerii ţării în vederea redresării consecinţelor secetei.<br />
Cifrele sunt oferite de rezultatele sondajului Barometrului de Opinii Publice, făcute publice pe 24 aprilie.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Catastif]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/catastif-6/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:46:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/catastif-6/</guid>
<description><![CDATA[Jovial din malaxoarele istoriei Îmi amintesc foarte clar ziua aceea: era un sfîrşit de februarie, în]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Jovial din malaxoarele istoriei</strong></p>
<p>Îmi amintesc foarte clar ziua aceea: era un sfîrşit de februarie, înzăpezit peste măsură şi cumplit de frigu­ros. „Iaca, zise şoferul, un bon­doc durduliu, cu faţa ro­tun­dă, acoperită de ţepi, în­cotoşmănat într-un fel de suman spălăcit şi înfipt în nişte pîsle disproporţionat de mari, satu-i în partea ceea!” <!--more--><br />
M-am uitat prin ochiul nă­pădit de promoroacă al por­ti­erei: nămeţi cît se putea cup­rinde. După huruitul dră­cesc al motorului (un „GAZ” hrentuit, deprimant de vechi şi obsedîndu-te cu gîndul că se poate dezmembra la pri­mul hop), tăcerea de afară mi s-a părut oarecum fără substanţă. Nu-i găseam nici un reper în albeaţa din jur. Iar cînd camionul a dispărut după linia improbabilă a dea­lului, am avut pe-o clipă sen­zaţia că m-aş fi aflat dintot­- deauna acolo, ca neaua atem­porală ce stăpînea de­părtările.<br />
Am mers vreo două ore, pe dibuite, de teamă să nu rătăcesc drumul, pînă s-au arătat, fantomatice, primele acoperişuri. Lîngă o fîntînă, cineva, ieşit în fugă să-şi umple găleata, mi-a lămurit cum să cotesc mai bine prin labirintul de hudiţe. După în­că o jumătate de oră des­chi­deam o portiţă de nuiele, prinsă în partea de sus cu o fîşie de cauciuc, iar jos, cu o bucată de sîrmă.<br />
În ogradă, stratul de omăt ajungea pînă aproape de ge­nunchi. Un Grivei zgribulit a lătrat scurt, de protocol, din cuşca sa troienită şi a amuţit. În faţă, la cîţiva paşi, o casă bătrînească, acope­ri­tă cu stuf, cu ferestre mi­nus­cule, proptite într-o pris­pă deşelată, din care urcau anevoie spre streaşină, cris­paţi ca de un efort cople­şi­tor, cîţiva stîlpi din lemn, cu noduri ici şi colo, negri de ploi şi vînturi. Alături, o poie­ţică pustie, împrejmuită de o plasă metalică şi un hîrb uri­aş, cu muchia măcinată, vi­sîndu-şi probabil trecutele festinuri. Am bătut în gea­mul ferecat în gheaţă al uşii şi, auzind vorbă de partea cealaltă, am deschis.<br />
Băbuţa care stătea pe-un scăunel lîngă gura încinsă a cuptorului şi dezghioca din grămăjoara alăturată de pă­puşoi într-un lighean schilo­dit, mînjit pe alocuri de ce­- nu­şă, îmbrobodită cu o şa­lin­că şi apărată de o bundă veche, trebuie că era chiar Maria Borş. Brusc, în timp ce trăgeam de clanţă ca să închid mai bine uşa după mine, am avut un sentiment ciudat, practic indefinibil, o succesiune fulgerătoare de planuri, ca şi cum m-ar fi ha­lucinat ceva. În ajun, cineva îmi dăduse un caiet de ma­te­matică, cu paginile acope­rite de o caligrafie cam stîn­- gace dar foarte zeloasă, pă­rînd decisă să meargă pînă la capăt, să inventarieze tot ce se părea important. N-am prins de veste cum am intrat în atmosfera faptelor. Se mă­ritase de tînără, cu unul zis Ionică, frumos dar cam sturlubatic, şi pînă să vină ruşii făcură trei copii, unul mai mic decît celălalt. Nu mult după aceea bărbatu-su – să nu tacă? – întrebat de un măhălean ce ar face da­că i-ar vedea pe ruşi plecînd din sat, ca înainte de patru­zeci, s-a fălit că dă cep la bu­toi şi taie un porc: de bu­cu­rie, cum ar veni. De la rep­lica asta li s-au tras toa­te. Într-o săptămînă l-au luat la nu mai ştie ce comendui­re, de acolo, cică, l-au dus la centru şi, gata, nu l-a mai văzut. Abia după un an a aflat că i l-au împuşcat. Es­timp şi pe dînsa o îndesiră cu vizitele şi anchetările. Ve­neau mai cu seamă noap­tea, speriindu-i copila­şii şi o tot iscodeau de Io­ni­că al ei, dacă nu era cumva în cîrdăşie cu cineva. Cînd mezina împlinise anul, au luat-o, tot într-o noapte, de acasă, ziceau că pentru în­că o anchetă, dar n-au mai lă­sat-o să se întoarcă. In­terogată, maltratată, batjo­co­ri­tă şi în fine condamnată la douăzeci şi cinci de ani de lagăr, în Siberia: iată ja­loanele unui destin mutilat de odiosul sistem comunist. Niciodată, de atunci, nu şi-a revăzut puii. Aflase ea, din vorbă în vorbă, că cel mare e colonel la Moscova, s-a bucurat nespus şi s-a făcut luntre şi punte ca să-i gă­sească adresa. În cele din urmă, i-a scris, dar n-a pri­mit, ce păcat, nici un răs­puns.<br />
„Ce să caute el aici! Ca­sa nu-i mare, vin nu prea avem&#8230;”, spune biata fe­meie, iar eu simt cum mi se opreşte în gît dumicatul de brînză cu care, primitoare, a ţinut morţiş să mă trateze&#8230; Stilul surprinzător de alert al istorisirii sale i se regăseşte în alcătuire. E neaşteptat de suplă, se mişcă iute, ros­teş­te fluent şi cu vădită plă­ce­re. Va fi fost tare frumoasă în tinereţe: mărunţică, bă­laie, cu un piept proeminent şi peste ani – curat ideal eminescian de iubită! Avea 75 cînd o vizitasem, intrigat să cunosc fiinţa de după chiriliţa în care îşi spusese păsul. De atunci au trecut mai bine de 15 ani. Nu ştiu dacă mai trăieşte. La des­părţire, lîngă portiţa decrepi­tă, mi s-a plîns ca o mamă că o dor şalele&#8230; Mi-am amin­tit de ea zilele trecute. Nici în seara aceea, nici mai tîrziu, cu altă experienţă a suferinţei, nu mi-am dat sea­ma cum se poate ieşi jovial din malaxoarele isto­riei&#8230;</p>
<p><strong>Glosar:</strong></p>
<p><strong>DECREPITÚDINE</strong> s.f. Sta­re de bătrâneţe înainta­tă, caracterizată prin slăbire excesivă şi prin pierderea aproape totală a forţelor vi­tale; ramolire, ramolis­ment. ◊ Fig. Decădere ex­tre­mă, ru­ină. &#8211; Din fr. déc­ré­pi­tude.</p>
<p><strong>MALAXÓR</strong> s.n. Maşină folosită pentru amestecarea şi omogenizarea unor ma­teriale. [Cf. fr. malaxeur].</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vor să participe, vor să-şi exprime părerea]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/vor-sa-participe-vor-sa-si-exprime-parerea/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:25:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Zeci de tineri din raion au venit pe 20 aprilie la Ungheni, pentru a participa la un eveniment de am]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/forum.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-682" style="border:1px solid black;float:left;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/forum.jpg?w=200" alt="Forum tineri" width="200" height="158" /></a>Zeci de tineri din raion au venit pe 20 aprilie la Ungheni, pentru a participa la un eveniment de amploare – Forumul Tinerilor, ediţia a II-a. Genericul acestuia a fost: „Schimbarea vine de la tine”. De notat că Ungheniul e al şaptelea raion din Republica Moldova, unde s-a desfăşurat o asemenea acţiune.<br />
<!--more--><br />
Forumul a fost salutat de preşedintele raionului, Ion Harea, care a menţionat fap­tul că ceea ce fac azi tinerii – comunică, se întîlnesc, discută – este minunat. „Pî­nă la urmă, toate acestea  vă fac să fiţi mai optimişti”, a subliniat dînsul, după care a remarcat faptul că actuala conducere a raionului este deschisă pentru colaborare. „Împreună să facem astfel ca peste cîţiva ani despre Moldova să se vorbească aşa cum se vorbeşte acum despre Finlanda, Danemar­ca, Germania etc.”, a făcut apel preşedintele către cei prezenţi în sala de festivităţi a Liceului „Mihai Eminescu” din Ungheni.<br />
„Este un eveniment deo­sebit pentru tinerii din raion. Prezenţa aici a autorităţilor raionale şi centrale denotă faptul că acestea au con­şti­entizat deja că doar împre­u­nă putem să schimbăm ziua de mîine, să schimbăm viito­rul vostru, al tinerilor şi, im­plicit, al ţării noastre”, a men­- ţionat şi vicepreşedintele raionului, Petru Langa.<br />
Prezentă la eveniment, directorul general al Di­rec­ţiei Raionale Învăţîmînt, Ti­ne­ret şi Sport, Iulia Pancu,  a dat asigurări că tinerii vor fi susţinuţi în toate iniţiati­ve­le lor, a menţionat faptul că instituţia pe care o conduce a elaborat un plan de acţiuni care va asigura implemen­tarea Strategiei pentru tine­ret în raion. „Cu siguranţă, implementarea activităţilor stipulate în acest plan vor avea un impact pozitiv asup­ra voastră”, a subliniat dîn­sa. De la tineri se cere încre­- dere în forţele proprii, acti­vism, implicare. Iulia Pancu şi-a exprimat speranţa că Forumul va găsi soluţiile, va stabili oportunităţile de care au nevoie tinerii pentru im­plicare şi asigurarea unui vi­itor frumos în societate.<br />
În alocuţiunea sa, Tatia­na Lazăr, specialist tineret şi sport din cadrul Direcţiei Învăţămînt, Tineret şi Sport, s-a referit la implementarea Strategiei raionale de tine­ret, subliniind faptul că s-a mun­cit mult asupra ei şi că, în consecinţă, la ora actua­lă, au fost realizate foarte multe lucruri frumoase în acest domeniu. Graţie stra­te­giei respective, în prezent raionul Ungheni are un pa­şa­port al tinerilor, ceea ce înseamnă că se cunoaşte şi numărul tinerilor, şi studiile acestora, şi preocupările, şi ocupaţiile etc.<br />
În acelaşi registru a vor­bit şi Angela Ciocîrlan, di­rectorul Centrului Regional de Resurse pentru Tineri, care s-a referit la multiplele activităţi organizate de ins­ti­tuţia respectivă, menite să-i facă pe tineri mai receptivi la iniţiativele semenilor săi, mai deschişi, mai activi, mai interesaţi să se implice şi să aducă schimbarea.<br />
Tinerii, în bună parte rep­rezentanţi ai consiliilor lo­ca­le ale tinerilor, au pus în dis­cuţie numeroase subiec­te, printre care: cooperarea tinerilor cu autorităţile publi­ce centrale şi locale în ela­bo­rarea, implementarea şi evaluarea politicilor de tine­ret; perfecţionarea cadrului legislativ şi instituţional al politicilor de tineret la nivel local şi naţional; disemina­rea practicilor de succes pri­vind parteneriatul dintre ti­- neri şi autorităţile publice lo­cale în dezvoltarea comuni­tară.</p>
<p><strong>Tinerii au lucrat în şase ateliere. Denumirea aces­tora vorbeşte de la sine: </strong><br />
<em>1. Participarea tinerilor la viaţa economică</em><br />
Coordonator: Daniela Dîr­­zu, responsabil Program „Orientarea în carieră şi dezvoltare resurse umane”<br />
<em>2. Participarea tinerilor în dezvoltarea societăţii ci­vile şi cetăţenia activă</em><br />
Coordonator: Angela Plă­cin­tă, responsabil Reţeaua Raională a consiliilor locale ale tinerilor Ungheni<br />
<em> 3. Accesul tinerilor la servicii de informare şi promovarea imaginii tine­retului</em><br />
Coordonator: Irina Cu­coa­ră, preşedinte  ONG START,  Boghenii Noi<br />
<em>4. Perfecţionarea cad­ru­lui legislativ şi normativ</em><br />
Coordonator: Repre­zen­tant Ministerul Educaţiei şi Tineretului R. Moldova<br />
<em>5. Resurse umane dez­voltate din mediul tinere­tului şi crearea locurilor de muncă</em><br />
Coordonator: Angela Cio­cîrlan, preşedinte ONG „Făc­lia”<br />
<em>6. Servicii pentru tine­ret şi promovarea inclu­zi­unii sociale</em><br />
Coordonator: Galina Pet­cu, responsabil Program „Dep­rinderi de viaţă şi integ­rarea socială a tinerilor”</p>
<p>Impresii post-factum<br />
Irina CUCOARĂ, pre­şe­dinte ONG „Start”, Bo­ghe­nii Noi:<br />
Tinerii sînt cei care tre­buie implicaţi cît mai activ în procesul luării deciziilor atît la nivel local, cît şi la nivel naţional, deoarece proble­me­le acestora pot fi soluţio­nate doar cooperînd cu ei. Este un principiu valoros, care trebuie să fie respectat de administraţia publică lo­cală şi de conducerea ţării.</p>
<p>Marin PREPELIŢĂ, Cos­tu­leni:<br />
Vreau să particip, vreau să-mi exprim părerea&#8230; dar e un pic complicat cînd nu ţi se oferă oportunităţi. Fo­ru­mul Tinerilor a fost o şansă reală de a discuta, de a fi ascultat, de a promova idei în beneficiul multor tineri.</p>
<p>În octombrie-noiembrie, va fi organizat un Forum naţional al tinerilor.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Stiri pe scurt]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/stiri-pe-scurt-2/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:22:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Colaborări în prevenirea HIV/SIDA Marţi, 8 aprilie, în incinta Centrului Regional de Resurse pentru ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Colaborări în prevenirea HIV/SIDA</strong><br />
Marţi, 8 aprilie, în incinta Centrului Regional de Resurse pentru Tineri Ungheni, tinerii educatori de la egal al egal în pre­venirea HIV/SIDA s-au întîlnit cu Marius Valsan, repre­zentant al Asociaţiei Umanitare şi Caritabile “New Change” din Bîrlad, România. <!--more--><br />
Dînsul a sosit la Ungheni pentru a aduce informaţii noi din domeniul combaterii şi prevenirii acestei maladii în România. Deoarece tinerii prezenţi la eveniment aveau experienţă în domeniul informării semenilor lor despre modul sănătos de viaţă, discuţiile au fost interesante, au fost făcute multe propuneri, cum ar fi: organizarea unui marş al solidarităţii, a campaniilor de informare, a unor şcoli de vară.</p>
<p><strong>Bunăstarea socială a tinerelor de la Ungheni</strong><br />
Vineri, 11 aprilie, reprezentanţii Catholic Relief Services, Alianţei pentru Instruire şi Angajare din Moldova şi ai Centrului Tînărului Antreprenor din Moldova „Steaua”, Pavel Cabacenco şi Ala Marciuc, au efectuat o vizită la Ungheni, pentru a monitoriza impementarea Proiectului Rural de Dezvoltare Economică a Tinerilor.<br />
În cadrul acestui proiect, la Ungheni, în parteneriat cu AO „Făclia” şi Centrul Regional de Resurse pentru Tineri, se desfăşoară Cursul de instruire „Formarea unei bunăstări so­ciale durabile a tinerilor”. Astfel, un grup de eleve de la Liceul „Mihai Eminescu” sînt instruite în diverse domenii: orientare personală, orientare profesională, comunicare eficientă, pla­ni­ficarea carierei, managementul financiar, managementul timpului, aspecte ale traficului de fiinţe umane.<br />
Oaspeţii s-au întreţinut cu directorul liceului, Nicolae Bra­şo­veanu, cu specialistul tineret şi sport din cadrul Primăriei Ungheni, Laurenţiu Pohilă, dorind să afle cît de importante sînt asemenea instruiri.</p>
<p><strong>Tinerii faţă în faţă cu reprezentanţi ai Băncii Mondiale</strong><br />
Sîmbătă, 12 aprilie, Centrul Regional de Resurse pentru Tineri a găzduit întîlnirea neformală a tinerilor consilieri din raionul Ungheni cu reprezentanţii Băncii Mondiale şi ai Ministerului Educaţiei şi Tineretului.<br />
Tinerii au vorbit despre problemele majore care îi afec­tează la etapa actuală şi obstacolele pe care le întîlnesc în realizarea iniţiativelor lor. Pe de altă parte, ei au menţionat faptul că în Republica Moldova există o mulţime de valori culturale şi un mediu favorabil pentru întreprinderea diver­selor activităţi.<br />
Reprezentanţii Băncii Mondiale şi ai Ministerului Educaţiei şi Tineretului, la rîndul lor, s-au interesat care sînt doleanţele tinerilor în ceea ce priveşte organizarea de instruiri. Printre temele menţionate au fost: orientarea profesională, mana­ge­mentul proiectelor, metode noi de identificare a necesităţilor tinerilor, comunicare eficientă, dezvoltare organizaţională, managementul calităţii etc. Propunerile respective vor fi puse la baza elaborării Strategiei Naţionale de Tineret şi a Planului de Acţiuni pentru anii 2009-2013.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O nouă oportunitate pentru tinerii şomeri din Ungheni şi Călăraşi]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/o-noua-oportunitate-pentru-tinerii-someri-din-ungheni-si-calarasi/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:20:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vineri, 18 aprilie, la Centrul Regional de Resurse pentru Tineri Ungheni, a avut loc Conferinţa de l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/5.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-679" style="border:1px solid black;float:left;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/5.jpg?w=200" alt="Seminar somaj" width="200" height="126" /></a>Vineri, 18 aprilie, la Centrul Regional de Resurse pentru Tineri Ungheni, a avut loc Conferinţa de lansare a Proiectului „Fundaţia muncii”, proiect ce va fi implementat de către Confede­-raţia Naţională Creştină a Sindicatelor (CNCS) din Olanda în parteneriat cu Centrul pentru Programe Sociale şi Economice din Chişinău şi Asociaţia Obştească pentru Copii şi Tineret „Făclia”.<br />
<!--more--><br />
La eveniment au participat reprezentanţi ai CNCS din Olan­da, ai Organizaţiei NE­HEM International, ai Cen­tru­lui pentru Programe Sociale şi Economice din Chişinău, ai administraţiei publice locale, ai agenţiilor de ocupare a for­ţei de muncă din Ungheni şi Călăraşi, ai Secţiei Asistenţă Socială şi Protecţia Familiei Ungheni, ai Direcţiei Genera­le Raionale Învăţămînt Ti­ne­ret şi Sport Ungheni, ai Zonei Economice Libere „Ungheni Business” etc.<br />
Potrivit organizatorilor, pro­iectul respectiv îşi propune să identifice, să recruteze, să in­s­truiască şi să angajeze anu­al 100 de tineri din raioanele Ungheni şi Călăraşi.<br />
Cei prezenţi la conferinţă, inclusiv reprezentanţii auto­ri­tă­ţilor publice locale, au dat asi­gurări că vor contribui la buna desfăşurare a acti­vi­tă­ţilor proiectului şi la realizarea obiectivelor propuse. Or, anga­jarea tinerilor este, la oră ac­tu­ală, una dintre problemele stringente ale societăţii.  Pen­tru ca proiectul să fie imple­men­tat cu succes, a fost cre­at şi un Consiliu de Coordo­na- re, a fost semnat un acord de parteneriat.  Proiectul va dura trei ani.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dacă vrei să trăieşti într-un mediu ecologic curat, contribuie la crearea lui!]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/daca-vrei-sa-traiesti-intr-un-mediu-ecologic-curat-contribuie-la-crearea-lui/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:18:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[La iniţiativa membrilor Grupului Glasul Tinerilor din Republica Moldova şi cu sprijinul Băncii Mondi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/eco.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-677" style="border:1px solid black;float:left;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/eco.jpg?w=200" alt="Ecologie" width="200" height="136" /></a>La iniţiativa membrilor Grupului Glasul Tinerilor din Republica Moldova şi cu sprijinul Băncii Mondiale, în perioada 15 martie – 15 aprilie, s-a desfăşurat Campania de sensibilizare a opiniei publice asupra problemelor ecologice actuale.<br />
<!--more--><br />
În această perioadă, la Centrul Regional de Resurse pentru Tineri Ungheni, au avut loc ateliere de informare cu genericul: „Schimbarea în­cepe de la tine”, moderate de Daniela Dîrzu şi Daniela Ale­xeiciuc, membre ale Grupului Glasul Tinerilor. Au participat 137 de elevi din instituţiile de învăţămînt din raionul Un­gheni. Ei au discutat despre mediu, despre componentele acestuia, despre problemele ecologice globale şi locale actuale.<br />
Tinerii au fost informaţi des­pre rolul pe care îl pot avea în rezolvarea problemelor eco­logice locale şi despre po­si­bilităţile concrete de implicare în identificarea soluţiilor care pot contribui la atingerea acestui obiectiv. „Abordarea problemelor ecologice în ma­nieră de la egal la egal s-a do­vedit a fi atractivă pentru tineri, ei arătîndu-se interesaţi de activităţile propuse în cad­rul atelierelor”, a remarcat Da­niela Dîrzu. Participanţii la atelierele de informare au propus organizarea unor con­cursuri de desen, care ar aborda problemele ecologice cu care se confruntă comu­ni­tatea, organizarea meselor ro­tunde cu primarii din loca­li­tăţile raionului pentru a încer­ca să găsească soluţii la prob- ­lemele ecologice locale.<br />
Părerea că problema pro­tec­ţiei mediului este doar a specialiştilor şi a forurilor in­ter­­naţionale este eronată. Oc­ro­tirea planetei este o prob­lemă mondială şi, tocmai de aceea, fiecare om trebuie să-şi asu­me această responsabilitate.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comunicare şi liberă exprimare a opiniei]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/comunicare-si-libera-exprimare-a-opiniei/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:17:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/comunicare-si-libera-exprimare-a-opiniei/</guid>
<description><![CDATA[Tinerii din raionul Ungheni pot şi vor să comunice liber cu adulţii, cu prietenii şi colegii lor, da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tinerii din raionul Ungheni pot şi vor să comunice liber cu adulţii, cu prietenii şi colegii lor, dar şi cu tineri din alte localităţi. Un motiv în plus al acestei comunicări este şi editarea ziarului despre şi pentru tineri<br />
ROST, supliment la publicaţia periodică „Expresul de Ungheni”.<br />
<!--more--><br />
Cu un an în urmă, la ini­ţi­a­tiva tinerilor, urmare a unui concurs de versuri şi eseuri cu tema: „Nu există om cu numele Nimeni”, a fost creată Reţeaua Raională a Tinerilor pentru Dreptul la Libera Ex­primare a Opiniei &#8211; LEO.<br />
Recent, pe 29 martie, a avut loc cea de a şaptea şedin­ţă a Reţelei, în cadrul căreia cei 19  membri  au făcut schimb de opinii privind problemele cu care se confruntă tinerii din localităţile rurale. Or, e ne­voie de o amplă mediatizare a acestora, pentru ca ulterior să fie soluţionate de actorii sociali din comunitate, fie că e vorba de primărie, de şcoa­lă, de organizaţii neguverna­men­tale sau de agenţi eco­no­- mici. În discuţie au fost puse şi alte subiecte importante, prin­tre care: comunicarea şi conflictele dintre generaţii, prob­lemele şi implicarea fie­că­rui tînăr în soluţionarea lor.<br />
La finele şedinţei, tinerii şi-au propus un plan de acţiuni pentru lunile aprilie-mai. Pot­ri­vit acestuia, vor fi organizate campanii de informare cu me­saj ecologic, vor fi promovate drepturile tinerilor la informa­ţie. Şi, ca aceste campanii să fie mult mai atractive, vor fi anunţate şi concursuri de esee, poezii, articole, desene pri­vind temele campaniilor de in­formare.<br />
Participanţii la şedinţa res­pectivă s-au declarat încre­ză­tori în rezultatele activităţilor ce şi le-au propus, mai ales că au şi abilităţi de a le imple­menta, au şi dorinţă, şi en­tu­zi­asm.<br />
O dovadă  a activismului şi optimismului nelimitat al ti­nerilor este şi faptul că ei se deplasează la Ungheni, pe banii proprii, din orice colţ al raionului, ori de cîte ori e ne­voie. Acum, au găsit o soluţie: au expediat scrisori primarilor cu rugămintea de a li se achi­ta lunar costul unei deplasări la Cenrtul Regional de Re­sur­se pentru Tineri din Ungheni.  E şi o dovadă că tinerii sînt interesaţi de evenimentele or­ganizate de semenii lor, de consiliile locale ale tinerilor, de echipele de educatori de la egal al egal.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vocea Tinerilor]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/vocea-tinerilor-3/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:16:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/vocea-tinerilor-3/</guid>
<description><![CDATA[Aliona PINIGHIN, Sineşti: Trebuie să ţinem cont şi de opinia adulţilor Relaţia tineri &#8211; adulţi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Aliona PINIGHIN, Sineşti:</em><br />
<strong>Trebuie să ţinem cont şi de opinia adulţilor</strong></p>
<p>Relaţia tineri &#8211; adulţi este un subiect pe cît de vechi, pe atît de actual, pus în discuţie foarte des şi de unii, şi de alţii. De obicei, tinerii nu ştiu cum să comunice cu adulţii, acest fapt provocînd conflicte de lungă durată. Altfel spus, ei consideră că e mai bine să nu vorbească despre problemele lor, ca să nu stîrnească conflicte sau reproşuri din partea adulţilor. Acest fapt dă dovadă de lipsa unei culturi de comunicare între tineri şi adulţi. Atunci cînd lipseşte comunicarea, relaţia dintre ei poate fi uneori înverşunată, cu neînţelegeri care degene­rea­ză uneori chiar şi în conflicte. <!--more--><br />
Tinerii vor să încerce toate modalităţile de comu­ni­ca­re cu adulţii, iar consecinţele, în fiecare caz aparte, sînt diferite. Divergenţele continuă pînă cînd între tînăr şi adult se stabileşte o relaţie care uneşte interesele ambelor părţi. Adulţii îşi doresc tot ce-i mai bun pentru tineri. Însă tinerii, deseori, încearcă să găsească o alternativă a acestor decizii, să creeze un model care să le reprezinte într-un anumit fel caracterul şi inde­pen­denţa luării deciziilor.<br />
De multe ori se întîmplă ca tinerii să procedeze contra voinţei adulţilor, chiar dacă aceştia din urmă, în cele mai multe cazuri, nu le vor permite să facă anu­mi­te acţiuni sau să ia anumite decizii pe care mai apoi să le regrete. Şi apoi, ajungînd la un conflict, tinerii hotă­răsc să nu le mai spună adulţilor despre ideile sau problemele lor.<br />
Oricare ar fi cauza primară, toate conflictele dintre tineri şi adulţi nu duc decît la principala problemă cu care se confruntă ei: lipsa de comunicare şi informare.<br />
Aşa că ar fi mai bine ca între tineri şi adulţi să existe o comunicare eficientă, calmă, iar deciziile luate să convină ambelor părţi. De aceea noi, adică tinerii, tre­buie să ţinem cont şi de opinia adulţilor, fiindcă anume ei ne vor conduce pe drumul cel mai bun.</p>
<p><em>Tatiana PETCU, voluntar CRRT Ungheni:</em><br />
<strong>Dragii noştri adulţi, ascultaţi-ne măcar cinci minute pe zi</strong></p>
<p>Adulţii, inclusiv părinţii, se lasă deseori acaparaţi de probleme, de serviciu, iar uneori chiar de vicii, uitînd să acorde atenţia necesară copiilor, colegilor mai tineri. În aceste cazuri, tînărul care simte necesitatea să co­mu­nice, să afle ceva nou, să povestească cum îi mai merge, caută această relaţie în altă parte: prieteni, co­legi şi, nu în rare cazuri, în alcool sau droguri. Pentru noi, tinerii, e foarte importantă comunicarea, e ca aerul. De aceea, dragii noştri adulţi, ascultaţi-ne măcar cinci minute pe zi, priviţi-ne în ochi şi veţi înţelege că nu e ni­mic mai important pentru fiecare tînăr decît o comu­nicare liberă şi deschisă cu persoanele dragi.</p>
<p><em>Mihaela MUNTEANU, membru Club „Tînărul jurnalist”:</em><br />
<strong>Mai multă comunicare!</strong></p>
<p>Adesea, adulţii nu înţeleg ce spun tinerii, parcă am vorbi pe unde diferite. În asemenea momente  se simte diferenţa de vîrstă şi interese, preocupări şi probleme, idei şi vise, cuvinte şi fapte.<br />
Uneori, adulţii comunică deschis cu tinerii, atunci diferenţele dispar, ideile înfloresc, iar cuvintele capătă sensuri şi se  înfiripează în fapte.<br />
Oare nu se văd avantajele?!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[“Indiscutabil, azi, în domeniul culturii fizice şi sportului sînt necesare numeroase schimbări“]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/%e2%80%9cindiscutabil-azi-in-domeniul-culturii-fizice-si-sportului-sint-necesare-numeroase-schimbari%e2%80%9c/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:15:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Interviu cu Nicolae Juravschi, preşedintele Comitetului Olimpic Naţional din R.Moldova, campion olim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/juravschi.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-673" style="border:1px solid black;float:right;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/juravschi.jpg?w=130" alt="Nicolae Juravschi" width="130" height="200" /></a><em>Interviu cu Nicolae Juravschi, preşedintele Comitetului Olimpic Naţional din R.Moldova, campion olimpic la caiac-canoe</em></p>
<p><em><strong>Care au fost intenţiile şi speranţele cu care aţi venit la Ungheni?</strong></em><br />
Am vrut să fiu alături de profesorii noştri de cultură fizică şi sport, fiindcă ei sînt cei care contribuie nemijlocit la dezvoltarea tinerei gene­raţii. Am auzit azi despre mul­tiplele probleme cu care se confruntă aceştia, cred că mulţi dintre ei nici nu au dovedit să le expună pe toa­te. Indiscutabil, azi, în dome­niul culturii fizice şi sportului sînt necesare numeroase schimbări. Trebuie create condiţii pentru dezvoltarea sportului. Mă bucur foarte mult că am avut posibilita­tea să mă aflu aici. Cred că trebuie să organizăm ase­me­nea întruniri în toată republica, ca toţi cei cărora nu le este indiferent sportul să vadă că există cineva care le este alături. <!--more--></p>
<p><em><strong>Ce facem, domnule Juravschi, cu exodul de spor­tivi de performanţă din re­- publică? Numai din raio­nul Ungheni au plecat cîţi­va sportivi foarte buni: multiplul campion al R. Moldova la box, deţinător a numeroase trofee, Constantin Bejenaru, campionul Europei la caiac-ca­- noe, juniori, Victor Mihalache. Probabil, sînt şi al­ţii. Cum să-i reţinem aca­- să, ca să apere culorile Republicii Moldova?</strong></em><br />
E cea mai dureroasă prob­lemă. Tot timpul am ri­dicat această întrebare. Noi i-am pierdut nu numai pe Victor Mihalache şi Constan­tin Bejenaru. Am pierdut anul trecut vreo 10 ca­notori care au plecat în Fe­de­raţia Rusă, au plecat luptători, au plecat halterofili, a plecat un campion mondial, au plecat foar­te mulţi. E dureros. Eu, ca fost sportiv, îmi dau foarte bine seama cît de greu le es­te acestora să refuze ofer­tele care li se fac de peste hotare. Acolo sînt şi mai bi­ne plătiţi, şi mai apreciaţi. E clar că mulţi plea­că, deşi poate în adîncul sufletului nu şi-ar dori. Si­tuaţia îi impune. Cu păre­re de rău, as­tăzi atitudinea faţă de sport lasă mult de dorit.</p>
<p><em><strong>Ce speraţi de la Jocurile Olimpice de la Beijing din această vară?</strong></em><br />
Ca să nu par foarte pesi­mist, voi spune că sperăm la rezultate bune, dar nici nu pot să afirm că vom reveni acasă cu un coş de medalii.</p>
<p><em><strong>Pe parcurusl anilor, au participat la Jocuri Olim­pice şi cîţiva sportivi un­gheneni. Toţi însă au ple­cat la aceste competiţii fără antrenorii lor. De ce nu sînt luaţi şi aceştia ca să fie alături de discipolii lor?</strong></em><br />
Sînt de acord că trebuie să meargă şi ei. Uneori, pleacă cei care nu merită. Dar&#8230; Dacă am avea bani sau dacă statul ne-ar aloca finanţe, am putea să-i luăm şi pe aceşti antrenori. Aşa procedează statele mari, dez­voltate. Vă rog să mă cre­deţi: nu avem bani, nu sîntem finanţaţi de stat. Es­te foarte greu să asigurăm echipa olimpică, darmite să mai facem şi alte cheltuieli. Asta este.</p>
<p><em><strong>O urare pentru toţi amatorii de sport din Ungheni.</strong></em><br />
Aş dori ca toţi cei care contribuie la dezvoltarea sportului la Ungheni să fie sănătoşi. Aveţi cu ce vă mîn­dri: şi Octavian Ţîcu, şi Victor Mihalache, şi Valentina Delion, şi mulţi alţii ne-au adus clipe de adevărată bucurie. Vă doresc un Paşte fericit, linişte în suflet. Totodată, vreau să fac un apel către oamenii de afaceri: fiţi alături de sportivi,  căci cea mai bună investiţie este în tineri şi sportivi.<br />
<em>Lucia Bacalu</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Educaţia fizică şi sportul - nedreptăţite]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/educatia-fizica-si-sportul-nedreptatite/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:11:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Profesorii de cultură fizi­că din instituţiile preuniversitare din raion s-au adunat la o întrunire ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/ora.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-671" style="border:1px solid black;float:left;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/ora.jpg?w=200" alt="Juravschi la Ungheni" width="200" height="178" /></a>Profesorii de cultură fizi­că din instituţiile preuniversitare din raion s-au adunat la o întrunire cu genericul “Rolul culturii fizice şi sportului în dezvoltarea armonioasă a tinerei generaţii”, desfăşurată de către Direcţia gene­-rală învăţămînt, tineret şi sport la Liceul “Gheorghe Asachi” din Ungheni. La eveniment a participat şi o delegaţie de la Comitetul Olimpic Naţional în frunte cu Nicolae Juravschi.<!--more--></p>
<p>Şi atelierele, şi orele de­monstrative au fost utile pen­tru cei prezenţi. La fel de utilă a fost şi discuţia care a avut loc ulterior. Profesorii şi-au spus păsul. Pînă în prezent nu există olimpiade naţionale la educaţia fizică, de parcă această disciplină nu ar fi la fel de importantă ca celelalte. Finanţarea activităţilor extraşcolare este sub orice critică. “Doar două ore pe săptămînă sînt pla­ni­ficate la educaţia fizică în fiecare clasă, deşi ar trebui să fie zilnic, căci de pre­gă­ti­rea fizică a elevilor, a tinerei generaţii depinde şi sănătatea lor”, a remarcat Tatia­na Lazăr, specialist tineret şi sport în cadrul Direcţiei învăţămînt, tineret şi sport. Dîn­sa s-a referit şi la faptul că profesorii de cultură fizi­că sînt nedreptăţiţi, se uită că la ora actuală, în mare parte, anume ei sînt promotorii dezvoltării sportului la sate. Pînă în prezent, ei fac muncă de voluntariat. În multe localităţi nu există condiţii minime pentru practicarea sportului: 25 de instituţii preuniversitare nu au săli de sport, 11 – nu au nici măcar un teren sportiv.<br />
În asemenea condiţii, tot mai puţin specialişti vin în şcoli. Din anul 2003, potrivit Tatianei Lazăr, nu a mai ve­nit nici un profesor de educaţie fizică. La ora actuală, din cele 74 de cadre didacti­ce, 28 nu sînt specilaişti în cul­tura fizică. În pofida aces­tor greutăţi, mai există mulţi entuziaşti. Dar pînă cînd? Iată întrebarea!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tenisiştii au lăsat o impresie bună]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/tenisistii-au-lasat-o-impresie-buna/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:09:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Marin Parfeni, elev la Liceul “Ion Creangă”, a mai adus o medalie în “puşculiţa” Ungheniului. El s-a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Marin Parfeni, elev la Liceul “Ion Creangă”, a mai adus o medalie în “puşculiţa” Ungheniului. El s-a clasat pe locul III la Turneul internaţional  de tenis de masă din Ivano-Frankovk, Ucraina, categoria de vîrstă 13 ani şi mai mici.<!--more--><br />
Potrivit antrenorului Vasile Adam, sportivul nostru a fost la un pas de medalia de aur, dar a cedat psihologic în meciul din semifinală. Un alt sportiv unghenean, Mihai Adam, s-a clasat pe locul II în finala a doua, iar în clasamentul total – pe locul 18 din 84 de sportivi cu vîrsta cuprinsă între 19 şi 39 de ani. Mihai Adam are 19 ani şi este elev la Liceul “Vasile Alecsandri” din Ungheni.<br />
Per total, sportivii noştri au lăsat o impresie bună şi sînt încrezători că vor avea o prestaţie bună şi la Campionatul Republicii Moldova la tenis de masă, juniori, care va avea loc în luna mai.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Costulenii au pornit spre Europa]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/costulenii-au-pornit-spre-europa/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:08:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Echipa de fotbal a satului Costuleni a disputat pe propriul stadion primul meci din cadrul Cupei Rep]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Echipa de fotbal a satului Costuleni a disputat pe propriul stadion primul meci din cadrul Cupei Republicii Moldova la fotbal pentru amatori în compania echipei din raionul Glodeni. Meciul a adunat peste 300 de persoane. Potrivit asistenţei, demult la stadionul din Costuleni nu a fost atîta lume. <!--more--><br />
Meciul a fost la discreţia costulenenilor care însă nu au reuşit să fructifice ocaziile avute. Dacă e să dăm crezare antrenorului gazdelor, Grigore Păduraru, scorul trebuia să ia proporţii: „Am avut emoţii mari, dar echipa a jucat foarte bine, ne-am creat o mulţime de ocazii, cred că vreo 7:0 trebuia să fie scorul”.<br />
O victorie clară a gazdelor cu 2:1, scor ce le dă şanse reprezentanţilor Ungheniului să acceadă în faza următoare a competiţiei. De menţionat faptul că patru jucători de la Costuleni lucrează la Moscova, unde grijile şi nevoile i-au îndreptat în căutarea unei vieţi mai bune. Avînd servicii bune, aceştia totuşi au venit la meci, fiind ajutaţi de sponsorul ge­ne­­ral al echipei din Costuleni, Ion Ciubotaru.<br />
Marţi, costulenenii vor juca la Glodeni returul. La meci se va deplasa şi un grup de costuleneni care îşi vor susţine echipa favorită.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aventuri unghenene în Transnistria]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/aventuri-unghenene-in-transnistria/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:08:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pe lîngă deplasarea la Tighina a fotbaliştilor ungheneni, sîmbătă a fost rîndul voleibaliştilor să a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Pe lîngă deplasarea la Tighina a fotbaliştilor ungheneni, sîmbătă a fost rîndul voleibaliştilor să ajungă<br />
pe malul Nistrului. De data aceasta, la Tiraspol. „Olimp” Ungheni pornea aventura cea mare din finala<br />
campionatului naţional de volei printr-un meci cu campioana en-titre, Dinamo Energetic. <!--more--><br />
Voleibaliştii din Ungheni şi-au îndeplinit obiectivul &#8211; locul doi în campionat. Pentru prima dată în istoria recentă a Campionatelor naţionale de volei, conducerea clubului „Olimp” a organizat o deplasare la Tiraspol a galeriei &#8211; un microbuz cu 14 suporteri înarmaţi cu o dobă, o trompetă şi&#8230; un tricolor.<br />
Sala sporturilor de la Colegiul industrial din Tiraspol adăpostea cel mult 50 de suporteri liniştiţi, aşezaţi pe nişte bănci comode. Pe de altă parte, locul unde îşi dispută meciurile multipla campioană a republicii arată destul de jalnic. În astfel de momente te mîndreşti cu sala Şcolii Sportive din Ungheni, chiar dacă e mai răcoroasă.<br />
Meciul a fost la discreţia voleibaliştilor tiraspoleni care au învins foarte uşor formaţia din Ungheni cu 3:0 (25:18, 25:15, 25:15). Îîncurajările frenetice ale galeriei nu au fost de ajuns pentru a schimba cumva cursul meciului. Tiraspolenilor le-a ieşit totul: servicii impecabile, apărare perfectă şi atacuri imbatabile.<br />
Ceva mai mult de o oră au avut nevoie campionii en-titre pentru a desfiinţa echipa vizitatoare. Un duş rece care de­monstrează valoarea echipei de pe malul Nistrului.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Şi iarăşi înfrîngere]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/si-iarasi-infringere/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:07:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meciul susţinut de FCM Ungheni în faţa echipei FC Dinamo-2 din Tighina nu a adus nici o surpriză. Fo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Meciul susţinut de FCM Ungheni în faţa echipei FC Dinamo-2 din Tighina nu a adus nici o surpriză. Fotbaliştii un­gheneni au pierdut cu 4:0, după o primă repriză nulă. În mi­nutul 37, portarul celor de la Ungheni, Denis Patraşcu, a scos un penalty. Prima jumătate a meciului a fost egală, cu o uşoară dominare a gazdelor. Altfel au stat lucrurile în cea de-a doua repriză. Tinerii fotbalişti de pe malul Nistrului au marcat uşor după o greşeală a apărării oaspeţilor, şi pe fundalul oboselii unghenenilor, au mai înscris de trei ori în 5 minute. Se pare că FC Dinamo-2 s-a răzbunat pe ungheneni pentru înfrîngerea din tur de la Ungheni.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Un mic jubileu în Duminica Floriilor]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/un-mic-jubileu-in-duminica-floriilor/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 08:56:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
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<description><![CDATA[La Cetireni, în ziua sfîntă de Florii, a avut loc cea de-a cincea ediţie a concursului “Floare din g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://expresul.files.wordpress.com/2008/05/florii.jpg"><img class="alignright alignnone size-thumbnail wp-image-665" style="border:1px solid black;float:right;margin:4px;" src="http://expresul.wordpress.com/files/2008/05/florii.jpg?w=128" alt="La Cetireni de Florii" width="128" height="77" /></a>La Cetireni, în ziua sfîntă de Florii, a avut loc cea de-a cincea ediţie a concursului “Floare din grădină”.  E un mic jubileu, sărbătorit de toţi cei care nu au renunţat la datinile străbune, la folclor.</p>
<p><!--more-->“Cu cîţiva ani în urmă, am participat aici, la Cetireni,  la un concurs numit “Ploaia de steluţe”. A fost frumos, doar că toţi participanţii au pre­fe­rat să interpreteze cîntece străine, în limba engleză. Atunci mi-am zis: de ce nu am organiza un concurs al cîntecului popular, astfel ca şi tinerii, şi copiii să se familiarizeze cu cîntecele noastre, să le simtă frumuse­ţea şi farmecul”, îşi aminteşte Eugenia Popovici, secretarul consiliului local, iniţiatoarea acestui concurs.<br />
Zis şi făcut! Mai mult decît atît, şi primarul Ana Decusar s-a inclus şi iată că, an de an, acesta este finanţat de Pri­mărie.<br />
Fiecare ediţie şi-a avut spe­cificul său. În acest an, concurentele au interpretat cîte un cîntec popular despre flori şi cîte unul din repertoriul lui Ni­colae Sulac, căci cu o lună în urmă, s-au împlinit cinci ani de la trecerea în nefiinţă a marelui rapsod.<br />
La sărbătoare au venit nu­meroşi oaspeţi, inclusiv pre­şe­dintele raionului, Ion Ha­rea, vicepreşedintele raionului, Pet­ru Langa, reprezentanţi ai Secţiei cultură, ai Centrului Ini­­- ţiativă  Privată care ofe­ră asistenţă la Cetireni unui cerc de studiu privind datinile străbu­ne. Sala liceului din localitate s-a um­plut cu flori. A fost ver­ni­sată şi o expoziţie cu lucrări ale unor meşteri populari locali. Participanţii la concurs  au fost premiaţi şi de către primărie, şi de către Secţia culutră, şi de căt­re Cen­trul Iniţiativă Privată. Preşedintele raionului le-a adus în dar copiilor dulciuri.<br />
“Am organizat cinci ediţii. Cred că festivalul a ajuns de­ja la o vîrstă  frumoasă şi de ace­ea îi vom transmite şta­fe­ta li­ceului. Bineînţeles, noi vom continua să susţinem această frumoasă activitate”, a decla­rat primarul Ana Decusar.<br />
Contează ca “Floare din grădină” să nu dispară. Ba mai mult, să descopere noi talente, căci satele noastre nu duc lipsă de acestea. În Duminica Floriilor din acest an, pe scena liceului din Cetireni s-a lansat şi ansamblul de fluierişti, care a impresionat asistenţa prin dorinţa lor de a cînta, prin felul lor de a fi.  În Duminica Floriilor nu putea să lipsească colectivul folcloric “Ciutura” care deja s-a impus atît în raion, cît şi în republică. Se vede că tradiţiile şi datinile nu vor dispărea la Cetireni.<br />
Lucia Bacalu</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reţeta de azi]]></title>
<link>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/reteta-de-azi-13/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 08:53:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>expresul</dc:creator>
<guid>http://expresul.wordpress.com/2008/05/20/reteta-de-azi-13/</guid>
<description><![CDATA[Propusă de bucătarii de mîine, elevi la Şcoala Profesională din Ungheni Serghei Tofan Plăcintă cu ur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Propusă de bucătarii de mîine, elevi la Şcoala Profesională din Ungheni</p>
<p>Serghei Tofan</em></p>
<p><strong>Plăcintă cu urdă şi mărar</strong><br />
<em><br />
Ingrediente: </em><br />
pentru aluat: 300 g făină, 200 g margarină, 100 g zahăr, 2 gălbenuşuri, 1 lingură smîntîna, 1 praf de copt, 1 lămîie; pentru umplutură: 0,5 kg urdă, 5-6 linguri zahăr, 1 legătură mărar, 2 ouă, 2 linguri griş, 1 plic zahăr vanilinat.<!--more--></p>
<p><em>Prepararea: </em><br />
Se amestecă bine făina cu margarina, zahărul, gălbenuşurile, smîntina, praful de copt, coaja rasă de la o jumătate de lămîie pînă se obţine aluatul. Coca se împarte în două. Fiecare parte se întinde bine. Prima se aşează într-o tavă unsă cu mar­ga­ri­nă. Deasupra se pune umplutura care se obţine amestecînd bine urda cu zahărul, ouăle, grişul, za­hărul vanilinat şi mărarul tocat. Totul se acoperă cu a doua foaie de aluat şi se dă la cuptor pentru 30-35 minute. După ce s-a copt, se lasă să se răcească, se taie bucăţi şi se presară cu zahăr pudră.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
