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	<title>o-cruzeiro &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "o-cruzeiro"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 13:23:15 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Pelé escravo no cinema]]></title>
<link>http://presentesdopassado.wordpress.com/2009/02/02/pele-escravo-no-cinema/</link>
<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 16:32:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>cybelemeyer</dc:creator>
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<description><![CDATA[A revista O CRUZEIRO de 23 de junho de 1971 publicou em sua capa com exclusividade uma chamada para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-15  aligncenter" title="img_22831" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_22831.jpg" alt="img_22831" width="231" height="324" /></p>
<p>A revista O CRUZEIRO de 23 de junho de 1971 publicou em sua capa com exclusividade uma chamada para o filme que Pele estava gravando.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-16" title="img_2282" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_2282.jpg" alt="img_2282" width="450" height="199" /></p>
<p>Êle está novamene diante das câmaras.</p>
<p>Não como o ídolo que se fêz no futebol, mas para viver a figura do abolicionista Chico Bondade,  no filme <strong>A MArcha.</strong> (escrito como o original)</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-18  aligncenter" title="img_22811" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_22811.jpg" alt="img_22811" width="283" height="907" /></p>
<p>Numa fazenda do interior de São Paulo, Pelé, sorridente, cercado por uma dezena de crianças dá autógrafos. Veste uma calça azul, brusa de couro e tem um lenço amarrado ao pescoço.</p>
<p>Logo depois, seu rosto apresenta um ar preocupado e amedrontado. Descalço e vestido apenas com uma calça de listas vermelhas, tenta libertar um outro negro que está bastante ferido. Êle deixou por algum tempo de ser o Rei do Futebol para encarnar o papel de Chico Bondade, no filme A Marcha.</p>
<p>- Vamos começar tudo de nôvo.</p>
<p>O ensaio saiu muito bom.</p>
<p>Oswaldo Samapaio vai filmar mais uma cena. É a primeira experiência de Pelé como artista de cinema, sem representar a sua própria vida. êle vive o personagem principal de um filme sobre o abolicionismo em São Paulo.</p>
<p>A plaquette é colocada diante da câmara: A Marcha, direção de Oswaldo Sampaio &#8211; direção de fotografia Bob Huke &#8211; Externa &#8211; Noite &#8211; Seqüência 69 &#8211; Plano 6 &#8211; Tomada 1.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-19  aligncenter" title="img_2280" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_2280.jpg" alt="img_2280" width="309" height="236" /></p>
<p><em><strong>Pelé aprendeu capoeira e estudou bastante o script para desempenhar o seu papel. Dois dias da semana, filma em Bragança, na &#8220;senzala da Fazenda Santana&#8221;</strong></em></p>
<p><strong>A cidade de Bragança foi transformada na São Paulo de 1887. Os técnicos vão criar até uma garoa.</strong></p>
<p><strong>Uma revelação</strong></p>
<p>O enrêdo foi adaptado livremente do livro do mesmo nome de Afonso Schmidt. Dois personagens se tornam lendários e se destacam pela audácia em libertar os negros cativos:  Chico Bondade (Pelé), um escravo fôrro e Boaventura (Paulo Goulart), um branco doutorando em Direito.</p>
<p>O cenário natural é a senzala da Fazenda Santana. O relógio marca sete horas da noite e muita gente esfrega as mãos, porque o frio é intenso. O diretor de fotografia, o inglês Bob, que veio especialmente de seu país para êste filme, toma posição atrás da câmara. Chico Bondade vem de nôvo caminhando, olhando desconfiado e vigilante para todos os lados. Abre com cuidado o cadeado da senzala e sai com o escravo Terêncio (Francisco Egídio). Lá fora, assobia o sinal combinado para avisar aos seus companaheiros que podem avançar. A cena prossegue.</p>
<p>Oswaldo Sampaio, vestindo um capote e com um chapéu enfiado na cabeça, volta a esfregar as mãos. Agora não é de frio, mas de contentamento pelo desenrolar das filmagens. Exclama:</p>
<p>- Excelente. Pelé tem sido uma revelação como eu esperava. Êle acerta tão bem as marcações no chão como chuta certo em gol.</p>
<p>Pelé corre para um canto. Veste um capote e calça um chinelo e vai para o lado de Rose, sua espôsa. Conversa com ela. Daqui a pouco retornará para frente das câmaras e filmará outro plano.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-20  aligncenter" title="img_2276" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_2276.jpg" alt="img_2276" width="398" height="254" /></p>
<p><em><strong>Chico Bondade cavalga à frente dos escravos que vão para o pelourinho. À sua direita, está Terêncio (Francisco Egídio), que depois de açoitado êle libertaria.</strong></em></p>
<p><strong>Um ator Puro</strong></p>
<p>Para se transformar em Chico Bondade, Pelé foi obrigado a aprender capoeira e estudar, durante alguns meses, o seu script. Agora que as filmagens já começaram, vai precisar de muita resistência e fôrça de vontade para dividir o seu tempo entre jogador de futebol, homem de negócios e ator de cinema. Tôdas as segundas e quintas-feiras êle estará em cena na Fazenda de Vista Bela, em  Bragança Paulista.</p>
<p>A cidade interior paulista, além de ter a fazenda, que retrata com fidelidade o período de novembro de 1887 a março de 1888, servirá de cenário para São Paulo antiga. Oswaldo Sampaio, depois de seis meses de pesquisas, concluiu que o local era o ambiente ideal para realizar, como considera, a primeira superprodução brasileira, pois &#8220;vamos gastar 800 mil cruzeiros&#8221;.</p>
<p>Entre as curiosidades que Sampaio descobriu para reconstruir o ambiene de A Marcha, estão alguns dados sôbre a capital paulista em fins do século passado: 64.934 habitantes, 42 sobrados, 48 médicos, 14 alfaiates e duas fábricas de fósforo.</p>
<p>Mas o filme não usará apenas recursos naturais. Entre outros detalhes técnicos a serem empregados, figura a criação de de uma garoa de São Paulo pelo processo de gêlo sêco.</p>
<p>O filme está previsto para ser concluído em 84 dias, mas alguns acreditam que deverá se estender por mais tempo. Nas cenas de grande caminhada, serão utilizados 1.150 fugurantes, além  dos atôres de destaque &#8211; Pelé, Paulo Goulart, Nicete Bruno, Francisco Egídio, Vera Sampaio, José Policena, Goulart de Andrade, Ricardo Campos, João José Pompeu, Lola Brah, Euthinea de Morais, Lutgero Luiz, Deoclides Gouveia e Henricão. As filmagens são em<strong> Eastmancolor</strong>, e quando <strong>A Marcha </strong>fôr exibida, terá cerca de duas horas de projeção.</p>
<p>Para Pelé seu desempenho neste filme é um acontecimento que poderá mudar sua vida. Êle já fêz novela em televisão (onde o diretor diz ter descoberto o talento do craque) mas não considera um trabalho sério.</p>
<p>- Esta experiência em cinema poderá decidir sôbre o meu futuro como ator. É uma coisa que eu gostaria de fazer quando abandonasse o futebol.</p>
<p>No entanto, enquanto Pelé tem dúvidas sôbre a sua capacidade de representar, o direitor Oswaldo Sampaio não esconde seu entusiasmo &#8211; e o  demonstra a todo instante &#8211; a respeito das qualidades do nôvo ator. No cinema des 1933 &#8211; foi um dos fundadores da Produtora Vera Cruz e ganhou, em 1953, um Leão de Prata no Festiva de Veneza, pela direção de <strong>Sinhá Môça</strong> &#8211; sabe o que diz.</p>
<p>- Só acredito em dois tipos de atôres: o qque é formado por uma boa escola e o ator puro. Pelé pertence ao último tipo e está se saindo na melhor forma possível.</p>
<p>No filme, Pelé participa de 2/3 da ação, disfarçando-se em escravo para libertar um cativo ou em padre para  despistar a polícia. Apesar da falta de tempo e de ser solicitado para muitos compromissos, êle não desanima e parece disposto a marcar mais um gol fora do campo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-21  aligncenter" title="img_2272" src="http://presentesdopassado.wordpress.com/files/2009/02/img_2272.jpg" alt="img_2272" width="317" height="547" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasília descrita no seu nascimento - Revista o Cruizeiro]]></title>
<link>http://arquivoememoria.wordpress.com/2009/01/21/brasilia-descrita-no-seu-nascimento-revista-o-cruizeiro/</link>
<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 16:30:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>arquivoememoria</dc:creator>
<guid>http://arquivoememoria.wordpress.com/2009/01/21/brasilia-descrita-no-seu-nascimento-revista-o-cruizeiro/</guid>
<description><![CDATA[fonte: Revista O Cruzeiro 07 de  maio de 1960 www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro José Amádio apresenta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong><img class="aligncenter size-medium wp-image-265" title="400px_cp0247_05_55" src="http://arquivoememoria.wordpress.com/files/2009/01/400px_cp0247_05_55.jpg?w=299" alt="400px_cp0247_05_55" width="299" height="300" />fonte: Revista O Cruzeiro 07 de  maio de 1960 <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro">www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro</a> </strong></span></p>
<p align="right"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>José Amádio</strong> apresenta <strong>Brasília Kubitschek de Oliveira</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">AINDA bem que sempre acreditei em Brasília, pois vi muita gente com cara de bobo no Planalto Central.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Vermelho &#38; Negro</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O personagem de hoje, como estão percebendo os perspicazes leitores, é Brasília. Saibam que uma cidade é como gente. E se não fôr, passará a ser, pois tudo o que é belo é verdadeiro. Falarei não da Brasília que já nasceu adulta, não da capital da esperança, não do poema de concreto. Quero falar de uma Brasília brotinho, ainda inexperiente, ainda inculta, sem maquilagem &#8211; já deixando entrever a maravilhosa môça que será e ainda, no futuro, a imponente matrona. Brotinho descalço, os pés mergulhados na poeira vermelha, cabelos ao vento quase frio, olhos voltados, para o mundo. Uma quase-môça que está virando a cabeça de todos os que a vêem. Sisudos embaixadores, circunspectos representantes diplomáticos, graves observadores, alegres turistas &#8211; todos se apaixonam a jato pela Lolita do Planalto. Isso é verdade. Os estrangeiros, que nada têm a ver com nossa economia interna (pelo menos diretamente), exultam, elogiam, hipiurram. Esperavam seis vinténs e encontraram a lua. Quase ninguém acredita no que vê. Os edifícios quase levitando, o ocaso reverberando nas paredes de vidro. No meio da confusão há silêncio, há majestade, há qualquer coisa desabrochando com dignidade de rosa.<br />
   Brasília é o século XXI.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Equipe &#38; História</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Não ousarei descrever Brasília. Tal tentativa já foi feita nesta edição pela equipe de <span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>O Cruzeiro<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span>, liderada por Ubiratan de Lemos &#8211; quilômetros de fotografias, toneladas de informações, tudo em ritmo de jornal diário, num atropêlo que para nós já é rotina. O que quero mostrar é o <span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>outro lado<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span> de Brasília como o vi e senti no histórico 21 de abril de 1960.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um grande instante da nossa geração desesperada.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Comecemos por Juscelino cujo cartaz é na base de Frank Sinatra para cima. Jusça é o homem-show, a estrêla do momento, a grande vedete que os candangos literalmente adoram. Deus no céu e êle na poeira da cidade. Aonde chega é agarrado, beijado, vivado, aplaudido, puxado, sacudido. E não evita contatos diretos com o povo. A polícia isolava os candangos e os visitantes. Êstes abanavam. Juscelino os chamava para perto. Inteligente, desmoraliza os cordões de isolamento. E observando tôda aquela alegria, todo aquêle entusiasmo espontâneo, deve ter sentido estranhas e grandes emoções. Deve ter recordado&#8230; Há três anos e meio, quando chegou ao Planalto resolvido a construir o que talvez seja a cama de uma nova civilização, foi acusado de biruta, de visionário. Uma cidade no meio do mato quase virgem? Tadinho dêle! Dali, Juscelino deu sua arrancada para o sucesso e para a glória. Mineirão enérgico, cabeçudo, decidido, escavou as colinas, bufou, baixou a cabeça feito um Miúra e investiu contra as capas brancas da oposição, contra as capas cinzas do pessimismo, contra as capas vermelhas dos interêsses contrariados. Cada toureiro defendia seu próprio interêsse. Êle visava o interêsse da nação modorrenta. Era imperativo histórico que o Brasil mudasse sua capital. Investiu e só levantou a cabeça depois da arrancada final, no dia da inauguração.<br />
   O <span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>olé<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span> desta vez foi para o touro.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Confusão &#38; Justificação</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Brasilia menina, catita, bossa nova, gerou alguma confusão. E daí? Ponham cem mil pessoas de súbito em Pôrto Alegre. Já pensaram que trapalhada? Lembram-se do Rio de Janeiro durante o Congresso Eucarístico? Sabem o que aconteceu em Londres durante as cerimônias da coroação? E então? Afinal, Juscelino construiu uma cidade e não um hotel para turistas. Quando há hóspede em casa, a vida rotineira muda de ritmo. Brasília não poderia acomodar cento e cinqüenta mil pessoas confortàvelmente. Já sabiam disso os que para lá se dirigiram. A turma do contra, os comodistas, os eternos inconformados reclamaram. Mas o chôro é livre neste cálido país. De qualquer modo, deputado dormindo na rua, em cama de jornal, é conversa a crédito. Vi muitos acampamentos e barracas nas proximidades do lago. Coisa bucólica. De um modo geral, tudo correu bem.<br />
   Ou quase.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Pílulas &#38; Pugilato</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Aconteceram fatos pitorescos à margem das solenidades. Querem ver?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> O hotel principal foi tomado pelo Govêrno para hospedar seus convidados. Só aos hóspedes eram servidas refeições. Isso gerou algumas escaramuças mais ou menos campais.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Governadores, senadores, deputados, esperavam mesa de pé. Não havia a possibilidade brasileira de <span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>se dar um jeitinho<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span>, porque sentados estavam outros governadores, senadores, deputados.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Aconteceu um quase pugilato entre o Deputado Vasconcelos Costa e um desconhecido. Motivo: uma cadeira.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Drault Ernany Filho viu uma cadeira desocupada no bar. Perguntou ao ocupante da mesa:<br />
- Pode emprestar?<br />
- Não dou essa cadeira nem por dez mil cruzeiros.<br />
Não deu.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Metralhadora &#38; Travesseiro</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um brigadeiro chegou ao hotel. Haviam ocupado seu apartamento. Protestou, discutiu, retirou-se furioso, retornou com um ordenança armado de metralhadora.<br />
Corre-corre geral.<br />
Ficou com o apartamento.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Figura de prestígio na República mandou um avião ao Rio buscar travesseiros e cabides. Cabide era um dos objetos mais disputados na Novacap.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um baiano explicava:<br />
- Brasília é a Novacap; Rio é a Velhacap; Salvador é a Primacap.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um deputado cearense encontrou seu apartamento sem mobília. Não teve dúvidas: saiu para a rua de revólver em punho, atacou um caminhão de mudanças da Cofap.<br />
<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>Requisitou<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span> os móveis.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Certo governador resolveu levar uma conhecida para os festejos. De súbito, sua espôsa irrompeu no hotel.<br />
Já pensaram?</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Peito &#38; Guitarra</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Brasília era uma necessidade. Um brotinho que Nabokovs pátrios aguardavam há séculos. Se Juscelino não a tivesse construído no peito e na raça, até hoje seria realidade de pergaminho. Que se ponha a guitarra a funcionar, desde que o papel-moeda se transforme em riqueza. As abobrinhas geraram uma cidade. Em pouco a cidade estará gerando abobrinhas.<br />
   Da côr do dólar.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Pompa &#38; Emoção</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O edifício da Câmara e do Senado é de imponência faraônica, para citar os articulistas do momento. Tudo na base do cristal e do mármore. Cristais, não identifiquei, mas no mármore andei escorregando. Quando Juscelino ingressou ali, para a sessão solene conjunta, foi aplaudido de pé durante três minutos. Oposição, situação, assistência, funcionários, jornalistas, radialistas, cinegrafistas &#8211; grandiosa sinfonia de aplausos glorificando um gladiador. Sorrindo e abanando, visìvelmente emocionado, Juscelino via cumprida mais uma de suas metas. Lembrei-me da frase de Guillaumet que se perdeu nos Andes e sobreviveu:<br />
- O que eu fiz, palavra que nenhum bicho, só um homem, era capaz de fazer.<br />
   Há instantes de glória.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Euforia &#38; Resmungos</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">De um modo geral, os parlamentares estavam eufóricos. Os mudancistas, radiantes. Os do contra, meio sôbre o sem-jeito. Uns raros insistiam no absurdo da mudança em ritmo acelerado.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">A sessão foi aberta pelo Vice-Presidente João Goulart. Discurso rápido e bem feito. Quando citou Getúlio Vargas, aplaudiram. Falaram ainda o Senador Filinto Müller e o Deputado Ranieri Mazzilli.<br />
Foi a primeira vez que Juscelino compareceu ao Congresso como Presidente da República.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O Cardeal Cerejeira chegou atrasado.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">As cadeiras do plenário são fixas para impedir que os deputados voltem as costas à mesa durante os trabalhos.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um deputado queixava-se da iluminação:<br />
- Depois de ficarmos quatro horas olhando para aquelas faixas de luz fluorescente, por detrás da mesa, elas ficarão para sempre na nossa retina. Como é que pode?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">No salão de recepções, Juscelino foi assaltado pelos caçadores de autógrafos.<br />
Estava feliz.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Modéstia &#38; Caçada</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Um homem de blusão quis entrar no edifício do Congresso. Não tinha convite. Foi barrado. Quando se retirava calmamente, alguém gritou:<br />
- É o Oscar Niemeyer.<br />
O soldado que o barrara perfilou-se. Fêz continência. Niemeyer entrou.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Quase ninguém falou em Lúcio Costa, autor do plano pilôto de Brasília. Por quê?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Durante a missa solene, o Conde Carl Douglas, embaixador da Suécia, meteu o pé num buraco.<br />
Torceu-o diplomàticamente.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O primeiro caçador de Brasília foi o Deputado Breno da Silveira. Resultado da caçada (em seu sítio): um tucano.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Barbosa de Souza, escurinho de alma alva que trabalha no laboratório fotográfico de <span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">“</span>O Cruzeiro<span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;">”</span>, conseguiu aproximar-se de Juscelino, na rua, e disse:<br />
- Quero apertar a sua mão duas vêzes.<br />
- Por quê? &#8211; perguntou o Presidente.<br />
- Uma em meu nome e outra em nome do Embaixador Assis Chateaubriand.<br />
   Deu os dois apertos.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Ausência &#38; Poeira</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Assis Chateaubriand foi o grande ausente. Um dos homens que mais têm lutado contra o subdesenvolvimento dêste país, identificou-se com Juscelino. Ambos têm olhado na mesma direção. Brasília seria um amplo palco para os seus gestos amplos. O próprio Presidente Kubitschek disse a um amigo:<br />
- Está faltando alguém aqui.<br />
O amigo adivinhou:<br />
- Já sei. Chateaubriand.<br />
- Isso mesmo.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O cartaz n.º dois de Brasília chama-se Israel Pinheiro.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">As senhoras que iriam à recepção no Palácio dos Despachos estavam aflitas com a falta de cabeleireiros e de ferros de engomar. Mas tôdas apareceram bem penteadas e bem passadas.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Na recepção, muitos rapazes queriam aparecer em fotos ao lado das meninas Kubitschek. Promoção?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">A turma dançou pouco. Comeu e bebeu muito.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">•</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Juscelino foi surpreendido várias vêzes, durante as solenidades, com os olhos úmidos.<br />
- Poeira &#8211; justificava-se.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Princípio &#38; Fim</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Em 1808, no Correio Braziliense (editado em Londres) Hipólito José da Costa Furtado de Menezes já pugnava pela mudança da capital brasileira. Em 1821, José Bonifácio insistia no assunto. São João Bosco anteviu a criação de Brasília. Em 1853, o Senador Varnhagen fêz sua investida. Floriano enviou ao Planalto a famosa Missão Cruls. Vargas e Dutra também agitaram a questão.<br />
JK lançou a pá de cal.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Guerra &#38; Paz</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Se depois disso tudo você não acredita em Brasília, dê uma chegadinha lá. Sem compromisso. Mas trate de ir segurando o queixo. Declaro com certa solenidade que Brasília é um milagre. E observe-se que não sou ufanista, não sou governista, não sou coisa nenhuma. Apenas uso a cabeça de quando em quando. Os Estados Unidos e a Rússia votam verbas fabulosas todos os anos para a construção de instrumentos de guerra. Ninguém reclama. A Inglaterra, a França, a China &#8211; tôdas as nações queimam tesouros visando destruição. Aplaude-se ou admite-se. Surge um homem querendo construir, querendo realizar algo quase inédito na história da humanidade, projetando definitivamente o Brasil no mundo, colocando-o num primeiro plano de convivência internacional &#8211; e se combate êsse homem.<br />
</span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">   </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Que é que há?</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Volta &#38; Voto</strong></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Juscelino foi entrevistado coletivamente.<br />
Perguntaram-lhe:<br />
- O senhor aceita sua candidatura para 1965?<br />
Riu. Abriu os braços. Respondeu:<br />
- Como posso aceitar o que ainda não me foi oferecido?<br />
Uma coisa é certa: se fôr candidato, terá o meu voto. Consciente.<br />
E está encerrado o assunto.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Langspeelfilm over Lula]]></title>
<link>http://link2brazil.com/2008/10/25/langspeelfilm-over-lula/</link>
<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 03:10:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Observer</dc:creator>
<guid>http://link2brazil.com/2008/10/25/langspeelfilm-over-lula/</guid>
<description><![CDATA[Het bekende Braziliaanse tijdschrift &#8220;Epoca&#8221; wijdde gisteren een uitgebreid artikel aan ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Het bekende Braziliaanse tijdschrift &#8220;Epoca&#8221; wijdde gisteren een uitgebreid artikel aan ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Boatos sobre sublevação de tropas.  Revolução de 1932]]></title>
<link>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/10/02/boatos-sobre-sublevacao-de-tropas-revolucao-de-1932/</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 20:44:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>peregrinacultural</dc:creator>
<guid>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/10/02/boatos-sobre-sublevacao-de-tropas-revolucao-de-1932/</guid>
<description><![CDATA[25 de setembro de 1932     Chegam tropas do norte para reforço da frente sul.  A cidade está cheia d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/10/1-um-dos-tanques-paulistas.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/10/1-tropa_paulista_estacao.jpg"><img class="size-full wp-image-1159 aligncenter" title="1-tropa_paulista_estacao" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/10/1-tropa_paulista_estacao.jpg" alt="" width="510" height="358" /></a></span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">25 de setembro de 1932</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Chegam tropas do norte para reforço da frente sul.<span>  </span>A cidade está cheia de soldados. <span> </span>Há treinos de exercícios de lança-minas e bombardas. <span>  </span>Dizem que foram para o fronte dois caminhões blindados.<span>  </span>Boatos de sublevação de tropas na cidade do Rio Grande e de entendimentos entre o Sr. J. Neves e tropas do sul, na frente sul de São Paulo.</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦</span></span></span></em></p>
<p><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/10/a-1-as_armas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1156" title="a-1-as_armas" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/10/a-1-as_armas.jpg?w=510" alt="" width="510" height="708" /></a></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#000000;font-family:Garamond;">Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 148 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/10/a-1-fee9_1.jpg"><img class="size-full wp-image-1157 aligncenter" title="a-1-fee9_1" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/10/a-1-fee9_1.jpg" alt="" width="400" height="282" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em Palmeiras, uma esposa casadoura!  Revolução de 1932]]></title>
<link>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/09/27/em-palmeiras-uma-esposa-casadoura-revolucao-de-1932/</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 11:42:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>peregrinacultural</dc:creator>
<guid>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/09/27/em-palmeiras-uma-esposa-casadoura-revolucao-de-1932/</guid>
<description><![CDATA[Militares em Santos 24 de setembro de 1932     Um soldado voluntário, caipira, reclama hoje, lamurie]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/09/1-militares-em-santos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1144" title="1-militares-em-santos" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/09/1-militares-em-santos.jpg" alt="Militares em Santos" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Militares em Santos</em></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">24 de setembro de 1932</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um soldado voluntário, caipira, reclama hoje, lamuriento falta de noticias de sua esposa em Palmeiras. <span> </span>E explicava:</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">“ Na outra revolução ( a de outubro de 1930) que durou só vinte dias, ela não recebia também minhas cartas e como contasse que eu fora morto em combate, em Itararé, minha mulher, quando eu voltei, já estava de casamento tratado com outro!”</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">E, desta vez, com certeza, o lamuriento voluntário, após 74 dias de ausência, tinha, e com carradas de razão, o pensamento voltado para Palmeiras, onde se achava a sua casadoura esposa!!</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><em><span style="color:#993300;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦</span></span></span></em></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<div id="attachment_1145" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/09/a-revista.jpg"><img class="size-full wp-image-1145" title="a-revista" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/09/a-revista.jpg" alt="Revista O Cruzeiro" width="348" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Revista O Cruzeiro</p></div>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:black;font-family:Garamond;">Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 147 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<div id="attachment_1146" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/09/1-militares-de-cacapava-na-rev-1932.jpg"><img class="size-full wp-image-1146 " title="1-militares-de-cacapava-na-rev-1932" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/09/1-militares-de-cacapava-na-rev-1932.jpg" alt="Militares de Caçapava, na Revolução de 1932" width="500" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Militares de Caçapava, na Revolução de 1932</p></div>
<p> </p>
<p>-</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Péricles e seu Amigo da Onça]]></title>
<link>http://parlaremos.wordpress.com/2008/05/04/pericles-e-seu-amigo-da-onca/</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 02:09:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Toogood</dc:creator>
<guid>http://parlaremos.wordpress.com/2008/05/04/pericles-e-seu-amigo-da-onca/</guid>
<description><![CDATA[Malandro, sacana e com cara de boa pinta. Esse é o &#8220;Amigo da Onça&#8221;, personagem imortal d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Malandro, sacana e com cara de boa pinta.</strong> Esse é o &#8220;Amigo da Onça&#8221;, personagem imortal do cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão.</p>
<p>Péricles e suas charges foram o carro chefe da revista O Cruzeiro (que, na época, era uma espécie de Fantástico). Muitos só compravam a revista para ler as charges do Amigo da Onça&#8221;. Alguns mais espertinhos rasgavam a parte da revista que correspondia à charge e saiam da banca sem pagar mesmo.<br />
<span style="font-family:Arial;font-size:x-medium;">“<em>Nós morávamos em         Águas Belas e recebíamos O Cruzeiro pelo carteiro. A         primeira página que todo mundo corria para olhar sempre         era a do Amigo da Onça</em>”,</span> lembra o empresaário Adauto Wanderley, que guarda em sua casa a coleção completa de cartoons publicados na revista.</p>
<p>Péricles conseguiu, com um humor simples e instantâneo, conquistar gerações. Mas, mesmo com o sucesso de seu personagem, o cartunista não era reconhecido. Muitas vezes entrava em festas da alta sociedade e só percebiam que ele estava lá quando revelava ser o autor de &#8220;Amigo da Onça&#8221;.</p>
<p>Por essas e por outras, Péricles <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1219670-EI294,00.html" target="_blank">não seguiu o caminho desse chinês</a> e suicidou-se. Na 1a tentativa. O método escolhido foi trancar-se em um quarto e ligar o gás.  Curiosamente, foi lá que fez sua derradeira charge. A charge da vida real. Na porta do quarto, escreveu ele: &#8220;Não risque fósforos&#8221;.</p>
<p>Agora que falamos do criador, vamos à criatura:</p>
<p>Definir o Amigo da Onça, não é muito fácil. Na verdade, ele representa o estereótipo atual do brasileiro (ou seja, o ser malandro que quer tirar vantagem em tudo o que faz) com as vestimentas da época . Baixinho, cabelo penteado para trás e empastelado com &#8220;gumex&#8221; (um espécie de gel muito morte), bigodinho e olhar de peixe morto, ele é especialista em colocar os amigos em situações constrangedoras, como vocês verão nas charges a seguir.</p>
<p>Já houve tentativas de fazer renascer o Amigo da Onça, mas todas sem muito sucesso comercial. Uma versão para a televisão (uma vinhetinha de 15 segundos) chegou a ser feita para ser veiculada na MTV, mas não tenho certeza se foi ao ar.<br />
Este é, sem dúvida, um dos personagens mais importantes do humor brasileiro.</p>
<p>Mas agora, sem mais delongas, com vocês, <strong>o legítimo Amigo da Onça:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://parlaremos.wordpress.com/files/2008/05/pericles1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-279 aligncenter" src="http://parlaremos.wordpress.com/files/2008/05/pericles1.jpg" alt="" width="299" height="400" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Não consegue ler? Eu dou uma mãozinha: &#8220;&#8230; escuta Ary: aquele seu cavalo&#8230;você vendeu mesmo ou está vendendo ele agora?&#8221;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://parlaremos.wordpress.com/files/2008/05/pericles2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-280 aligncenter" src="http://parlaremos.wordpress.com/files/2008/05/pericles2.jpg" alt="" width="305" height="400" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Quer saber mais sobre Péricles e seu &#8220;Amigo da Onça&#8221;? Consulte os links abaixo:</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro/amigo.htm" target="_blank">Memória Viva</a> (várias charges)<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amigo_da_On%C3%A7a" target="_blank">Wikipédia</a> (não é muito completo, mas dá pra ter uma idéia geral)<br />
<a href="http://www2.uol.com.br/JC/_2001/2511/cc2511_10.htm" target="_blank">JC Online</a> (não é Jesus Cristo, mas é bem completo, altamente recomendado)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Péricles e seu Amigo da Onça]]></title>
<link>http://ideiafix.wordpress.com/2008/05/04/pericles-e-seu-amigo-da-onca/</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 02:09:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Toogood</dc:creator>
<guid>http://ideiafix.wordpress.com/2008/05/04/pericles-e-seu-amigo-da-onca/</guid>
<description><![CDATA[Malandro, sacana e com cara de boa pinta. Esse é o &#8220;Amigo da Onça&#8221;, personagem imortal d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Malandro, sacana e com cara de boa pinta.</strong> Esse é o &#8220;Amigo da Onça&#8221;, personagem imortal do cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão.</p>
<p>Péricles e suas charges foram o carro chefe da revista O Cruzeiro (que, na época, era uma espécie de Fantástico). Muitos só compravam a revista para ler as charges do Amigo da Onça&#8221;. Alguns mais espertinhos rasgavam a parte da revista que correspondia à charge e saiam da banca sem pagar mesmo.<br />
<span style="font-family:Arial;font-size:x-medium;">“<em>Nós morávamos em         Águas Belas e recebíamos O Cruzeiro pelo carteiro. A         primeira página que todo mundo corria para olhar sempre         era a do Amigo da Onça</em>”,</span> lembra o empresaário Adauto Wanderley, que guarda em sua casa a coleção completa de cartoons publicados na revista.</p>
<p>Péricles conseguiu, com um humor simples e instantâneo, conquistar gerações. Mas, mesmo com o sucesso de seu personagem, o cartunista não era reconhecido. Muitas vezes entrava em festas da alta sociedade e só percebiam que ele estava lá quando revelava ser o autor de &#8220;Amigo da Onça&#8221;.</p>
<p>Por essas e por outras, Péricles <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1219670-EI294,00.html" target="_blank">não seguiu o caminho desse chinês</a> e suicidou-se. Na 1a tentativa. O método escolhido foi trancar-se em um quarto e ligar o gás.  Curiosamente, foi lá que fez sua derradeira charge. A charge da vida real. Na porta do quarto, escreveu ele: &#8220;Não risque fósforos&#8221;.</p>
<p>Agora que falamos do criador, vamos à criatura:</p>
<p>Definir o Amigo da Onça, não é muito fácil. Na verdade, ele representa o estereótipo atual do brasileiro (ou seja, o ser malandro que quer tirar vantagem em tudo o que faz) com as vestimentas da época . Baixinho, cabelo penteado para trás e empastelado com &#8220;gumex&#8221; (um espécie de gel muito morte), bigodinho e olhar de peixe morto, ele é especialista em colocar os amigos em situações constrangedoras, como vocês verão nas charges a seguir.</p>
<p>Já houve tentativas de fazer renascer o Amigo da Onça, mas todas sem muito sucesso comercial. Uma versão para a televisão (uma vinhetinha de 15 segundos) chegou a ser feita para ser veiculada na MTV, mas não tenho certeza se foi ao ar.<br />
Este é, sem dúvida, um dos personagens mais importantes do humor brasileiro.</p>
<p>Mas agora, sem mais delongas, com vocês, <strong>o legítimo Amigo da Onça:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ideiafix.files.wordpress.com/2008/05/pericles1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-279 aligncenter" src="http://ideiafix.wordpress.com/files/2008/05/pericles1.jpg" alt="" width="299" height="400" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Não consegue ler? Eu dou uma mãozinha: &#8220;&#8230; escuta Ary: aquele seu cavalo&#8230;você vendeu mesmo ou está vendendo ele agora?&#8221;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ideiafix.files.wordpress.com/2008/05/pericles2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-280 aligncenter" src="http://ideiafix.wordpress.com/files/2008/05/pericles2.jpg" alt="" width="305" height="400" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Quer saber mais sobre Péricles e seu &#8220;Amigo da Onça&#8221;? Consulte os links abaixo:</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro/amigo.htm" target="_blank">Memória Viva</a> (várias charges)<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amigo_da_On%C3%A7a" target="_blank">Wikipédia</a> (não é muito completo, mas dá pra ter uma idéia geral)<br />
<a href="http://www2.uol.com.br/JC/_2001/2511/cc2511_10.htm" target="_blank">JC Online</a> (não é Jesus Cristo, mas é bem completo, altamente recomendado)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
