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	<title>o-holandes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/o-holandes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "o-holandes"</description>
	<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 05:44:47 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[E não é que essa música é de holandeses!]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/07/10/e-nao-e-que-essa-musica-e-de-holandeses/</link>
<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 00:49:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/07/10/e-nao-e-que-essa-musica-e-de-holandeses/</guid>
<description><![CDATA[Mais de uma e meia da manhã. Estamos no carro. Namorado e eu sonolentos e uma emissora de rádio regi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mais de uma e meia da manhã.  Estamos no carro. Namorado e eu sonolentos e uma emissora de rádio regional embala nossa viagem. A letra é em holandês, mas a melodia e o refrão não me são estranhos. </p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/I05HHk0zGUw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/I05HHk0zGUw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
<!--more--><br />
- Eu conheço esse número! &#8211; desperto<br />
- É de uma banda holandesa que fez muito sucesso nos anos 1980, responde o namorado.<br />
- Não pode ser, tenho certeza que essa música tocava em rádios brasileiras. No mínimo é cover de alguma banda estadunidense ou inglesa, teimei.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/PMmwJr9ghZY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/PMmwJr9ghZY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>O namorado tem razão. </p>
<p>Segundo a wikipédia, Suzanne virou Susanna. E a banda <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/VOF_de_Kunst">VOF de Kunst</a> fez sucesso em muitas partes do mundo como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Art_Company">The Art Company</a>. </p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/07/03/una-paloma-blanca-e-holandesa/">Uma paloma &#8216;blanca&#8217; e holandesa</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/20/pezinho-na-holanda/">Pezinho na Holanda</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um pouco de progresso...]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/07/06/um-pouco-de-progresso/</link>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 22:33:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/07/06/um-pouco-de-progresso/</guid>
<description><![CDATA[Começo a perceber que tenho uma certa fluência no holandês. Não que fale 100% correto ou que eu não ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Começo a perceber que tenho uma certa fluência no holandês. Não que fale 100% correto ou que eu não tenha sotaque. E a fluência depende muito de com quem em falo e em quais circunstâncias. </p>
<p>Num ambiente descontraído como no festival <a href="http://www.overhetij.nl/">Over Het IJ</a> consigo formar frases completas, as pessoas me entendem e nem sequer me perguntam de que país eu sou. </p>
<p>Este progresso se deve ao fato de eu poder abrir mais a boca em holandês. Tudo começou nos festivais de teatro de 2008, na <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/06/23/na-condicao-de-voluntaria/#more-331">condição de voluntária</a>.<br />
<!--more--><br />
Embora o post linkado na frase anterior traga as vantagens do voluntariado, só agora percebo o quanto foi difícil me comunicar com as pessoas naquela ocasião. Esse ano está muito mais simples dar informações para o público do Over Het IJ. </p>
<p>No fim do ano passado iniciei uma especialização em jornalismo que me garantiu um lugar como <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/12/14/yes-we-can/">trainee na mídia holandesa</a>. Seis meses depois ouço do chefe, colegas e da coordenadora do curso: &#8220;o seu holandês melhorou bastante!&#8221;</p>
<p>E aí você pergunta:</p>
<blockquote><p>
 &#8220;como é que eles te deram emprego e uma bolsa de estudos se o seu holandês não era tão bom?&#8221;</p></blockquote>
<p>Claro que <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/21/ainda-estudando-holandes/">todos os cursos de holandês</a> que frequentei formam a base. E sempre que posso ainda tomo café com <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/21/cafe-cookies-e-muito-bate-papo/">a minha velinha</a>. Hoje mesmo aprendi um monte de palavras novas com ela. Mas é apenas trabalhando e estudando em holandês que consigo notar um pouco de progresso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Temporada Bostheater 2009]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/06/15/temporada-bostheater-2009/</link>
<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 13:21:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/06/15/temporada-bostheater-2009/</guid>
<description><![CDATA[foto: Serge LigtenbergA temporada de teatro ao ar livre no Amsterdamse Bos começou mais cedo. Com is]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_870" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.bostheater.nl/pers/fotos"><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/06/mg_00941.jpg?w=200" alt="foto: Serge Ligtenberg" title="_MG_0094" width="200" height="300" class="size-medium wp-image-870" /></a><p class="wp-caption-text">foto: Serge Ligtenberg</p></div>A temporada de teatro ao ar livre no <a href="http://www.amsterdamsebos.nl/">Amsterdamse Bos</a> começou mais cedo. </p>
<p>Com isso, a produção do <a href="http://www.bostheater.nl/">Bos Theater</a> tenta driblar as mudanças climáticas, já que nos anos anteriores muitos espetáculos tiveram de ser cancelados por causa das chuvas de verão. </p>
<p>O cenário é a ilha onde vivem Próspero, Miranda e Calibã. A trupe do Bostheater interpreta <a href="http://www.bostheater.nl/voorstelling">De Storm</a>. </p>
<p>A batateira não conseguiu compreender Sir <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare">William Shakespeare</a> em holandês. Mas entendeu a história mesmo sem antes ter lido ou visto <a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/tempestade.html">A Tempestade</a>. A interpretação, o trabalho de corpo e a música são bons motivos para aplaudir de pé os atores do Bostheater. O cenário e o figurino também são surpreendentes. </p>
<p>De Storm fica em cartaz até nove de agosto.</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/07/20/mais-teatro-ao-ar-livre/">Mais teatro ao ar livre</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/08/08/im-sitting-in-the-rain/">I&#8217;m sitting in the rain</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/05/25/na-praia-no-bosque-na-fazenda/">Na praia, no bosque, na fazenda</a><br />
-<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/07/05/perdeu-o-oerol-entao-va-de-over-het-ij/"> Perdeu o Oerol? Então vá de Over het IJ</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deixa pra lá]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/06/05/deixa-pra-la/</link>
<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 11:50:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/06/05/deixa-pra-la/</guid>
<description><![CDATA[Entro no pet shop e cumprimento o balconista com um &#8216;goedemorgen&#8217;. Pego alguns pacotes d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Entro no pet shop e cumprimento o balconista com um &#8216;goedemorgen&#8217;. Pego alguns pacotes de ração seca, algumas latas de ração úmida e me dirijo ao balcão: </p>
<blockquote><p>- Mag ik een anti-vlooienmiddel?<br />
- Bayer of Frontline?<br />
- Frontline.<br />
- Met drie of zes pippeten?<br />
- Drie.</p></blockquote>
<p>Ele pega uma embalagem do produto que está na prateleira, coloca junto com as demais mercadorias, dirige-se ao caixa e faz a soma. Ele diz quanto eu devo, eu pago e ele me faz uma pergunta em voz baixa, da qual eu só ouço a última palavra: elkaar.<br />
<!--more--></p>
<blockquote><p>
- Wat zegt u?<br />
- Do you want to put everything together? Apontou para os pacotes de comida seca e mostrou uma lata promocional da mesma marca  para guardar a ração. &#8220;You can have it if you want.&#8221;<br />
- Nee, dank u wel!<br />
- Okay, bye bye<br />
- Tot ziens, en fijne dag verder! respondi e sai da loja.</p></blockquote>
<p>Em uma fração de segundos me passou pela cabeça aquela frustração de por mais que eu me esforce há sempre alguém que insiste em falar em inglês comigo. Mas essa indignação transformou-se rapidamente em conformismo. &#8220;Ah, deixa pra lá&#8221;. pensei. Lembrei-me do caso da <a href="http://twitter.com/judithineuropa">política</a> do <a href="http://submarina.wordpress.com/2009/06/04/integracao/">post anterior</a>.  Talvez daqui uns 150 anos eles falem comigo apenas em holandês.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Yes, we can!]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/14/yes-we-can/</link>
<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 17:37:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/12/14/yes-we-can/</guid>
<description><![CDATA[Esta segunda-feira será o primeiro dia da batateira como trainee em um programa de rádio holandês. P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esta segunda-feira será o primeiro dia da batateira como trainee em um <a href="http://www.eo.nl/programma/laatoptwee/page/-/home.esp">programa de rádio holandês</a>. Para ela é o início da concretização de um <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/21/ainda-estudando-holandes/">sonho</a> e a certeza de que se ela é capaz, qualquer um ou uma de nós que imigrou para os Países Baixos também o é.</p>
<p>Depois de dois meses e meio estudando <a href="http://masters.media-academie.nl/index.php?id=310">jornalismo crossmediático</a>, a batateira diz que continua aprendendo o holandês e que está longe da perfeição. Mas uma áudio-reportagem dela está no ar, ainda que apenas no <a href="http://undercoverjournalistiek.wordpress.com/2008/11/29/waar-ligt-de-grens-van-undercoverjournalistiek/">blog</a> que construiu junto com as colegas de classe. </p>
<p>A qualidade do áudio das entrevistas não está muito boa devido à pressa estudantil. De qualquer forma, dá pra ter uma idéia do que <a href="http://submarina.wordpress.com/about/">batateira</a> andou fazendo em tempos em que o Submarina não estava sendo atualizado:</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Ftikitoko.com%2Fdiv%2Fundercover.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[This is so Dutch!]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/12/this-is-so-dutch/</link>
<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 11:46:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/12/12/this-is-so-dutch/</guid>
<description><![CDATA[Uma vez encontrei o livrinho Total Dutch na biblioteca da rádio em que eu trabalhava. Total Dutch, m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma vez encontrei o livrinho Total Dutch na biblioteca da <a href="http://www.parceria.nl">rádio</a> em que eu trabalhava. <em>Total Dutch, meer dan duizend woorden en uitdrukkingen met Dutch</em>, de Ton Spruijt, é uma coletânea do uso e significado de mais de mil palavras e expressões com a palavra Dutch nos países em que o inglês é a língua materna.</p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/12/totaldutch.gif?w=50" alt="totaldutch" title="totaldutch" width="50" height="96" class="alignright size-thumbnail wp-image-654" /><em>Going Dutch</em> é uma das expressões conhecidas internacionalmente. Se amigos saem para jantar juntos, cada um paga exclusivamente aquilo que consumiu.  <em>Going Dutch</em> também pode significar ir para o banheiro do restaurante minutos antes da conta chegar à mesa, com a intenção de não pagá-la. </p>
<p><em>The Dutch courage</em>, a coragem holandesa, é obtida depois de tomar (muito) <a href="http://www.debierschuur.eu/Foto%27s/Dranken/Sterke%20Dranken/Uitvergroot/Jenever_Bols%20Zeer%20oude%20jenever.JPG">jenever</a> (o aguardente holandês), <em>Dutch way,</em> o jeito holandês, é um eufemismo para o suicídio e por aí vai. </p>
<p>Ton Spruijt ordenou o livrinho por capítulos temáticos. E assim, a palavra Dutch é usada na Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e outros países no mundo da culinária, reino animal, esporte, artes e para apelidos.</p>
<p> Ele também dá uma breve descrição histórica do termo, bem como desde quando ele é utilizado. &#8220;Uma coleção de fatos e curiosidades sobre o comportamento dos holandeses no exterior durante os séculos&#8221;, diz o texto de orelha do livro. </p>
<p>O livro é um pouco antigo, não sei se é possível encontrar um novo. De qualquer forma, seguem aqui os dados:</p>
<p><em>Total Dutch&#8230;een Engels-woordboek : meer dan duizend woorden en uitdrukkingen met Dutch, vertaald, verklaard en toegelicht</em><br />
Ton Spruijt<br />
ISBN: 9789025498825</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Porque em inglês?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/04/porque-em-ingles/</link>
<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 20:30:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/12/04/porque-em-ingles/</guid>
<description><![CDATA[Karien e eu estavamos sentadas no bar do Café Americain. Um casal se aproxima e a mulher, dirigindo-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Karien e eu estavamos sentadas no bar do <a href="http://www.diningcity.nl/cafeamericain/en/index.php">Café Americain</a>. Um casal se aproxima e a mulher, dirigindo-se a Karien, pergunta, em inglês, se a banqueta ao lado dela está ocupada. Educadamente, Karien responde em inglês que o lugar está livre e o casal senta-se ao nosso lado.</p>
<p>&#8220;Turistas&#8221;, comenta em seguida a minha amiga 100% holandesa. &#8220;Eles nem perguntam se eu falo ou não o idioma deles, vão logo perguntando o que querem em inglês. Será que se eu falar em holandês na Inglaterra eles também vão me atender?&#8221;  </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Mentirosos e ladrões"]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/06/28/mentirosos-e-ladroes/</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 20:26:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/06/28/mentirosos-e-ladroes/</guid>
<description><![CDATA[Encontrei B ontem pela segunda vez. A primeira vez que nos falamos, há uns três anos, foi em inglês.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Encontrei B ontem pela segunda vez. A primeira vez que nos falamos, há uns três anos, foi em inglês. Dessa vez eu podia falar em holandês. Para iniciar a conversa, me perguntou o que eu achava de morar na Holanda. Rapidamente, o papo foi parar no idioma: </p>
<p>- Eu acho que o mais difícil no holandês é a pronúncia, disse ele.<br />
- O problema é que em português emitimos o som a partir da nossa boca e em holandês os sons vêm um pouco mais de dentro, da garganta, completei.</p>
<p>B concordou comigo e prosseguiu:<br />
<!--more--><br />
- É que há séculos somos mentirosos e ladrões, por isso emitimos sons guturais. A Holanda tornou-se rica graças às matérias-primas que, por séculos, roubou dos países do Sul, sem contar no tráfico de seres humanos. Eu não sou nem um pouco orgulhoso de ser holandês, ao contrário, a história dos Países Baixos me envergonha.</p>
<p><strong>Notas de rodapé*</strong><br />
- Os holandeses foram os primeiros europeus que pisaram na Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia.</p>
<p>- Eles também colonizaram muitas partes do mundo, como a Indonésia e o Suriname. Antilhas Holandesas e Aruba ainda compõem o reino dos Países Baixos.</p>
<p>- Através da Companhia das Índias Ocidentais (VOC), a Holanda foi o país que mais traficou africanos para trabalharem sem remuneração. Este tipo de trabalho só acabou em 1863.</p>
<p>- A VOC foi a primeira multinacional do mundo.</p>
<p>*Recuperei do meu antigo blog, o <a href="http://web.archive.org/web/20050316015218/www.conzumer.nl/malasprontas/holanda_nov_jan.htm">Malas Prontas</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na condição de voluntária]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/06/23/na-condicao-de-voluntaria/</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:07:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/06/23/na-condicao-de-voluntaria/</guid>
<description><![CDATA[Trabalhar voluntariamente num festival cultural holandês pode ser bastante vantajoso. No caso do Oer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Trabalhar voluntariamente num festival cultural holandês pode ser bastante vantajoso.</p>
<p>No caso do <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/05/25/na-praia-no-bosque-na-fazenda/">Oerol</a>, por exemplo, os voluntários têm garantidas a área da barraca num dos campings, saborosas refeições nos dias em que trabalham e a entrada gratuita no espaço mais importante do evento. Além disso, tinham 50% de desconto em todas as apresentações e no aluguel de uma bicicleta.</p>
<p><!--more--></p>
<p>É claro que há exigências. Precisava-se dispor a trabalhar pelo menos seis horas por pelo menos seis dos dez dias do festival. Na minha opinião, no entanto, além das vantagens acima, a condição de voluntária nos oferece outras oportunidades::</p>
<p>- Se no dia-a-dia temos pouca oportunidade de <strong>usar o holandês</strong>, trabalhar em festivais culturais nos proporciona falar nesse idioma com os nossos colegas voluntários e com a maioria do público. </p>
<p>- Nas pausas, horários de almoço ou jantar, aproveita-se para <strong>conhecer gente</strong>. A maioria dos voluntários está bastante aberto ao diálogo. De repente pode-se descobrir uma pessoa interessante, uma nova amizade ou até ampliar a rede de conhecidos para encontrar novo trabalho. Na pior das hipóteses, é possível e ser cumprimentada e reconhecida na rua por mais pessoas do que o normal durante o festival..</p>
<p>- Em um festival numa cidade que não é a sua, é possível encarar o <strong>trabalho voluntário como férias</strong>: dar duro um pouquinho, participar do festival e fazer um pouco de turismo. É preciso ter disciplina e cumprir os horários, mas é você quem decide quantos dias e em qual turno prefere trabalhar. Os coordenadores são bastante profissionais, alguns bem exigentes. No entanto, não existe o clime de stress ou competição que suponho existir na maioria dos empregos assalariados.</p>
<p><em>Duas curiosidades:</em></p>
<p>- Muitos dos meus colegas de bilheteria são <strong>voluntários profissionais</strong>, que também trabalham de graça para o <a href="http://www.filmfestivalrotterdam.com/">International Rotterdam Film Festival</a> ou o <a href="http://www.deparade.nl/">De Parade</a>, por exemplo. M, que é irmã de <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/06/21/gente-do-oerol-5-no-lugar-e-na-hora-certa/">N</a> e também estava no Oerol, me confirmou: &#8220;visito muitos festivais e é comum encontrar os mesmos vendedores de ingressos&#8221;.</p>
<p>- Ao que me consta, eu era a <strong>única estrangeira</strong> trabalhando na bilheteria do festival. A <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/06/17/gente-do-oerol-e-tao-diferente/">maioria </a>nem se importava com esse fato, um ou outro comentava que eu tenho sotaque e apenas uma voluntária e uma cliente tiveram aquele comportamento de <em>ouvir meu holandês e responder em inglês</em>. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em quanto tempo se fala holandês?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/05/20/em-quanto-tempo-se-fala-holandes/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 21:55:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/05/20/em-quanto-tempo-se-fala-holandes/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Nossa, como você fala bem o holandês!&#8221; Essa exclamação não soa como elogio para B, que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Nossa, como você fala bem o holandês!&#8221; Essa exclamação não soa como elogio para B, que nasceu na Turquia. Embora tenha imigrado com seus pais aos seis anos de idade, agora, aos 29, ainda ouve essa frase de holandeses. </p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Como se fosse impossível conseguir falar o idioma do país em que fui alfabetizada&#8221;</strong>, irrita-se.</p></blockquote>
<p>Embora o assunto seja delicado, vou atrever-me a dar minha opinião.</p>
<p><!--more--> </p>
<p>Ao mudar de país, nos deparamos com uma cultura e um modo de ver o mundo diferente do que aqueles aos quais estamos acostumados. Talvez quanto mais tempo tenhamos vivido em nosso cantinho, mais difícil a adaptação no novo país. </p>
<p>Para uns, imigrar significa fazer fortuna e voltar pro país de origem. Por isso não vêem a necessidade de aprender o idioma. Às vezes, acabam passando uma vida toda por aqui sem falar holandês. </p>
<p>Outros têm planos de passar a vida toda no país novo mas não têm a oportunidade de aprender a língua, quer seja por motivos financeiros ou educacionais.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;A (princesa) Máxima aprendeu holandês em seis meses, mas ela não precisava trabalhar de segunda a sábado como faxineira&#8221;</strong>, opina D, holandês que conhece de perto a vida de brasileiras e brasileiros que exercem essa atividade.</p></blockquote>
<p>Há também aqueles que optam por não usar o idioma. Tiveram a oportunidade de aprendê-lo, mas trabalham em uma companhia internacional cuja língua oficial é o inglês, convivem somente com expatriados e não têm a necessidade de conviver com holandeses.</p>
<p>Eu penso que dominar o idioma do país para o qual imigramos está relacionado com as sutilezas das emoções que nos ligam a esse país, do quanto estamos abertos para aceitar o fato de vivermos em uma outra cultura e das pessoas que nos cercam. Acredito ser necessário levar  esses fatores em conta na hora de calcular o tempo necessário para se aprender o holandês. </p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/06/10/tempo-de-holandes/">Tempo de holandês</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/21/ainda-estudando-holandes/">Ainda estudando holandês</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/02/02/na-holanda-todo-mundo-fala-holandes/">Na Holanda todo mundo fala holandês</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 7: o irlandês]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/04/17/na-aula-de-holandes-7-o-irlandes/</link>
<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 21:10:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/04/17/na-aula-de-holandes-7-o-irlandes/</guid>
<description><![CDATA[Após ensinar algumas palavras básicas do vocabulário de alimentação, a professora pergunta aos aluno]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Após ensinar algumas palavras básicas do vocabulário de alimentação, a professora pergunta aos alunos qual é o prato típico do país deles.</p>
<p>O marroquino diz que come muito couscous, a espanhola adora paella, a colombiana não vive sem arepas, a japonesa fala que arroz é importante, enfim, uma diversidade culinária. </p>
<p>- E na Irlanda, o que vocês costumam comer? &#8211; perguntou a professora, já no final da viagem gastronômica.</p>
<p>O irlandês olhou para cima, enxeu a boca de ar como se estivesse bochechando, pensou mais um pouquinho e finalmente respondeu:</p>
<p>- <a href="http://www.acerveja.com.br/images/Guinness.GIF">Guinness</a>!</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/22/na-aula-de-holandes-6-o-estadunidense/">Na aula de holandês 6: o estadunidense</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/">Na aula de holandês 5: a holandesa</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/">Na aula de holandês 4: a brasileira</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/">Na aula de holandês 3: a mexicana</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O bom de ter princesa argentina]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/04/01/o-bom-de-ter-princesa-argentina/</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 21:13:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/04/01/o-bom-de-ter-princesa-argentina/</guid>
<description><![CDATA[Uma vez, perguntaram para a princesa Máxima o que ela achava mais difícil de aprender no holandês. E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma vez, perguntaram para a princesa <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1xima_Zorreguieta">Máxima</a> o que ela achava mais difícil de aprender no holandês. Ela não hesitou em responder: &#8216;de- en het-woorden&#8221;, ou seja, os artigos definidos. </p>
<p>Artigo não é algo que comprometa a mensagem, caso se utilize errado. Mas usar <strong>de</strong> no lugar de <strong>het</strong> e vice-versa pode dificultar a vida de um estrangeiro na hora de procurar um emprego ou fazer uma prova.</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/04/hetistedoen.jpg' alt='het is te doen' align='right' />Pensando na dificuldade da princesa argentina (e na maioria de nós que tentamos aprender holandês), a Intertaal lançou <a href="http://www.intertaal.nl/xportal/default/webshop/snelzoeken/default.aspx?artnr=2972">Het is te doen! &#8211; Lijst van het-woorden met oefeningen voor anderstaligen. </a></p>
<p>O livrinho tem 48 páginas e vem acompanhado de CD-Rom. Segundo minha professora de holandês, existem mais vocábulos <strong>de</strong> do que <strong>het</strong>. E há nove regrinhas para as que levam <strong>het</strong>, embora hajam exceções. </p>
<p>O <em>Het is te doen</em> explica as regrinhas de maneira simples, traz exercícios e uma lista de palavras<strong> het</strong>. O leitor deve ir riscando desta todas as palavras que sabe que levam o artigo <strong>het </strong>e continuar aplicando o método para aprender as demais. Riscando todas, a dificuldade acabou!</p>
<p>Vou colocá-lo em prática&#8230; </p>
<p>&#8230; e torcer para que a Máxima dê mais uma entrevista, dizendo que preposição é algo muito difícil em holandês&#8230;</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/11/21/o-mapa-da-mina/">O mapa da mina</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/30/aprender-a-gostar-de-cozinhar/">Aprender a gostar de cozinhar</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Sinais de) Trânsito animal]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/03/31/transito-animal/</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 21:43:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/03/31/transito-animal/</guid>
<description><![CDATA[No trânsito holandês, um motorista ou (moto) ciclista precisa sempre dar a preferência para o outro ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No trânsito holandês, um motorista ou (moto) ciclista precisa sempre dar a preferência para o outro quando haaientanden   (dentes de tubarão) estão pintados no asfalto:</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/tandenhaaien.jpg' alt='haaientanden' align='center' /></p>
<p><!--more--></p>
<p>Pedestres tem a preferência quando atravessam a rua na zebrapad (listra de zebra).</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/zebrapad.jpg' alt='zebrapad' /></p>
<p>E se uma slagboom (golpe em árvore) está abaixada, o melhor é desligar o carro e aguardar. <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/15/a-ponte-estava-aberta/">A ponte está aberta</a> e é possível que você chegue atrasado para o seu compromisso.</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/slagboom.jpg' alt='slagboom' /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 6: o estadunidense]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/03/22/na-aula-de-holandes-6-o-estadunidense/</link>
<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 10:21:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/03/22/na-aula-de-holandes-6-o-estadunidense/</guid>
<description><![CDATA[A professora pergunta se alguém na sala de aula já precisou visitar o huisarts, ou seja, o médico da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A professora pergunta se alguém na sala de aula já precisou visitar o <a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/guia/sp.htm">huisarts</a>, ou seja, o médico da família:</p>
<p>- Huisarts??? &#8211; reage irritado o estadunidense &#8211;  Já fui nele algumas vezes, mas ele nunca resolve meus problemas! O huisarts sempre diz pra eu voltar pra casa, esperar uma semana e ver se melhoro. No máximo, sugere que eu tome <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paracetamol">paracetamol</a> caso a dor continue.<br />
- E essa não é uma boa solução? &#8211; indaga a professora.<br />
- Não! A solução é pedir para minha mãe enviar pelo correio todos os remédios que eu preciso, mensalmente. Nos Estados Unidos é fácil conseguir medicamentos!</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/">Na aula de holandês 5: a holandesa</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/">Na aula de holandês 4: a brasileira</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/">Na aula de holandês 3: a mexicana</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 5: a holandesa]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:00:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/</guid>
<description><![CDATA[- A aula já está terminando e a minha próxima cliente já está aguardando na sala de espera. Vamos pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>- A aula já está terminando e a minha próxima cliente já está aguardando na sala de espera. Vamos pegar nossas agendas para marcar as próximas aulas? &#8211; disse a professora.</p>
<p>Em seguida, perguntou se a aluna podia comparecer nas semanas seguintes, no mesmo dia da semana e horário. A cursista fez sinal afirmativo com a cabeça e ela anotou na agenda. Olhando o calendário, comentou:</p>
<p>- No domingo, 23 de março é páscoa e na segunda, 24 é o segundo dia de páscoa, feriado. Primeiro de maio é o dia da Ascenção de Nosso Senhor e ninguém trabalha. </p>
<p>A aluna a observava fazendo cara de quem nunca havia ouvido falar dessas festas. A professora continuou:</p>
<p>- Depois no dia 4 de maio homenageamos os mortos durante a II Guerra Mundial e no dia 5 comemoramos a Libertação. E, claro, 30 de abril é o <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/#more-291">dia da Rainha</a>, o dia mais importante do ano&#8230;</p>
<p>- De acordo com quem? interrompe a aluna.</p>
<p>- De acordo comigo! &#8211; responde a holandesa, engasgada. Com o rosto corado, segue sua explicação dos feriados&#8230;</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/">Na aula de holandês 4: a brasileira</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/">Na aula de holandês 3: a mexicana</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>O dia da Rainha</a></strong></p>
<p>Tradicionalmente, celebra-se o dia da Rainha em 30 de abril para comemorar o aniversário da já falecida Juliana, mãe da Beatrix, a majestade holandesa. </p>
<p>Segundo o site da <a href="http://www.koninklijkhuis.nl/content.jsp?objectid=4464">Família Real</a>, a primeira vez em que tal festa aconteceu, foi em 31 de agosto 1885, data de aniversário da então ainda princesa Wilhelmina, mãe da Rainha Juliana. Os liberais deram a idéia, com a intenção de promover a unidade nos Países Baixos. </p>
<p>Embora a Rainha Beatrix complete anos em 31 de janeiro (em pleno inverno), a festa continua sendo celebrada em 30 de abril, quando o clima já está mais ameno e coincide com o dia em que em 1980, Beatrix subiu ao trono. </p>
<p>É uma festa popular no país todo, principalmente em Amsterdã. Nesse dia, é permitido vender quinquilharias nas ruas, há shows dos mais variados estilos de música em cada esquina, muitos barcos desfilam nos canais e o Vondelpark, parque no centro da cidade, é tomado pelas crianças, que além de venderem suas bugigangas, dançam, jogam capoeira, tocam instrumentos musicais e outros tipos de apresentações artísticas a troco de moedinhas do público.</p>
<p><strong>Sobre as datas, leia também:</strong><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/04/o-dia-que-imigrei/"> O dia que imigrei</a><br />
- <a href="http://bailandesa.zip.net/arch2007-04-29_2007-05-05.html">Dia da Rainha</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Holandês é 'fácinho'...]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/02/17/holandes-e-facinho/</link>
<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 18:30:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/02/17/holandes-e-facinho/</guid>
<description><![CDATA[Quando você pensa que domina um pouquinho do idioma do país onde você mora, você ouve que uma emisso]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quando você pensa que domina um pouquinho do idioma do país onde você mora, você ouve que uma emissora de televisão vai apresentar &#8220;O grande ditado de gírias em holandês&#8221;. </p>
<p>E para sua grande frustração, assiste a abertura, uma montagem com a Rainha Beatrix, sentada no seu trono e fazendo um discurso, utilizando palavras e expressões usadas nas ruas, e não entende nada! </p>
<p><!--more--></p>
<p>Não que quando ela fale seja fácil de entender &#8211; os habituais discursos da majestade holandesa costumam ser &#8216;traduzidos&#8217; pela imprensa para uma linguagem mais popular.</p>
<p>Voltando ao programa dessa noite, ele é uma versão &#8216;pop&#8217; do tradicional &#8220;<a href="http://www.nederland1.nl/uitzendinggemist/programma/het-groot-dictee-der-nederlandse-taal/1911">grande ditado da língua neerlandesa</a>&#8220;, com a participação de personalidades públicas da Holanda e Bélgica. Ganha quem escrever direitinho, com menos erros de grafia. </p>
<p>Para facilitar a participação do público não acostumado a usar gírias, a <a href="http://www.omroep.nl/nps/">NPS</a> disponibilizou um <a href="http://www.omroep.nl/nps/mix/welcome.html?../slang/mainslang.html~main">dicionário de gírias</a>. </p>
<p>O &#8216;Groot Dictee der Nederlandse Straattaal&#8217; será transmitido nesse domingo pelo Nederland 3, às 23h55.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/02/02/na-holanda-todo-mundo-fala-holandes/">Na Holanda todo mundo fala holandês</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Holandês num bairro 'multiculti'?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/12/05/com-quem-praticar-holandes/</link>
<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 11:32:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/12/05/com-quem-praticar-holandes/</guid>
<description><![CDATA[Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e leciona na sede ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e  leciona na sede de uma associação dos moradores de bairro, em Amsterdã, para um grupo de mulheres, a maioria oriunda do Marrocos ou da Turquia. </p>
<p><a href='http://submarina.wordpress.com/2007/12/05/com-quem-praticar-holandes/parabolicas/' rel='attachment wp-att-219' title='Parabólicas'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/12/antenas.thumbnail.jpg' alt='Parabólicas' align='right' /></a>Conversamos sobre as dificuldades em aprender o neerlandês. M disse que aconselha as alunas dela a usar o idioma para se comunicar no comércio. A <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/21/cafe-cookies-e-muito-bate-papo/">minha velhinha</a> havia me sugerido o mesmo. </p>
<p>Moramos no mesmo bairro e M sabe da pouca probabilidade de praticar holandês nas ruas de um bairro multicultural. </p>
<p><strong>&#8216;Multiculti&#8217;</strong><br />
Perto da minha casa tem três lanchonetes turcas, uma padaria e uma loja de roupas marroquina, um cybercafé de um paquistanês, uma loja de quinquilharias de um queniano. </p>
<p><!--more--></p>
<p>O quitandeiro é marroquino, a cabeleireira é polonesa, o tintureiro é brasileiro, o pizzaiolo é italiano e na feira livre ouve-se todos os idiomas. Até mesmo a padaria típica holandesa está agora nas mãos de uma família marroquina. Só sobram mesmo o peixeiro e o açougueiro, mas eu sou vegetariana!</p>
<p>Ainda que a maioria dos comerciantes falem holandês, o usam de uma maneira semelhante à minha: nos entendemos perfeitamente mas não temos a fluência de um nativo.</p>
<p><strong>Pra quê holandês?</strong><br />
Para M, o grande desafio é ensinar holandês para pessoas que, na verdade, raramente precisam do idioma: &#8220;se vão ao mercado ou qualquer loja, sempre podem usar a língua materna, que falam também em casa, com o marido ou as crianças.&#8221;</p>
<p>Senti um ar de frustração no rosto da professora. A missão dela é bastante complicada: ensinar um idioma para mulheres que são obrigadas a aprender, segundo a lei holandesa, mas que não têm oportunidade nem necessidade de usar.</p>
<p>Acho maravilhoso ter contato com gente vinda de todas as partes do mundo. Morar aqui ampliou meus horizontes culturais, embora não seja muito prático para aprender o idioma do país em que vivo.</p>
<p>Mas não tem problema. Já que nem sempre podemos usar holandês, o melhor é aproveitar a multiculturalidade. No filminho abaixo, uma apresentação dos &#8216;Necos&#8217; no <a href="http://www.podiummozaiek.nl/">Podium Mozaïek</a>, o teatro-restaurante-café-casa-de-concertos do bairro onde moro:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7l7RzVxB6gM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/7l7RzVxB6gM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>ps:</strong> A <a href="http://www.parceria.nl/cultura/071115-cu-mocambique-brasil">Neco Novellas</a> é uma banda formada por irmãos moçambicanos que vivem em Roterdã e cantam em português, inglês e no idioma da tribo chópi, da qual eles fazem parte. </p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/02/02/na-holanda-todo-mundo-fala-holandes/">Na Holanda todo mundo fala holandês</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O mapa da mina]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/11/21/o-mapa-da-mina/</link>
<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 21:56:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/11/21/o-mapa-da-mina/</guid>
<description><![CDATA[Essa semana encontrei uma ex-professora de holandês na escola onde faço meu décimo curso do idioma. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Essa semana encontrei uma ex-professora de holandês na escola onde faço meu décimo curso do idioma. Claro que conversamos sobre essa língua, métodos de aprendizado etc. </p>
<p>Com um sorriso maroto no rosto ela me pede um minuto e volta com uma folhinha cheia de websites para auto-ensino. Compartilho as indicações dela por aqui:</p>
<p><!--more--></p>
<p><a href="http://www.nt2taalmenu.nl/">NT2taalmenu</a>: para exercícios de leitura, escrita, de ouvir e falar, gramática, alfabeto, vocabulário, <em>inburgeren</em>, mapa da Holanda e muito mais. </p>
<p><a href="http://www.brievenwinkel.nl/">Brievenwinkel</a>: exemplos de cartas</p>
<p><a href="http://www.krantindeklas.nl/index.asp?id=13&#38;parent=7">Krant in de Klas</a>: aprender holandês com o jornal. Exercícios que têm como base notícias de jornal.</p>
<p><a href="http://www.onzetaal.nl/advies/index.php">Onze Taal</a>: dicas e conselhos sobre holandês. Também há a possibilidade de ter as perguntas sobre o idioma respondidas.</p>
<p><a href="http://nederlandsetaal.startpagina.nl/">Nederlandse taal startpagina</a>: Tudo que tem a ver com o neerlandês.<br />
<a href="http://onderwijs.startpagina.nl/"><br />
Onderwijs pagina</a>: muita informação sobre dicionários, testes etc.</p>
<p><a href="http://www.spreekwoord.nl/">Spreekwoorden &#38; gezegdes</a>: expressões e ditos populares.</p>
<p><a href="http://www.taalthuis.com/">Taal thuis</a>: dicas para escrever, exercícios de gramática etc.</p>
<p><a href="http://www.vandale.nl/opzoeken/woordenboek/">Van Dale</a>: versão digital do famoso dicionário holandês-holandês.</p>
<p><a href="http://www.verbix.com/webverbix/">Verbix</a>: conjugador de verbos em mais de cem idiomas.</p>
<p><a href="http://www.cambiumned.nl/dialect.htm">Cambium Ned</a>: exercícios de gramática, ortografia e estilo.</p>
<p><a href="http://www.nederlandsewoorden.nl/">Nederlandsewoorden</a>: o &#8216;<em>groene boekje</em>&#8216; via google. O &#8216;livrinho verde&#8217; é o que contem a ortografia correta das palavras em holandês.</p>
<p><a href="http://www.vertaalwoord.nl/">Vertaalwoord</a>: dicionário online do holandês para diversos idiomas, bem como de outros idiomas para o holandês.<br />
<a href="http://www.nederlandsalstweedetaal.nl/"><br />
Nederlands als tweede taal</a>: tudo sobre holandês como segundo idioma, bem como <em>inburgeren</em> e <em>staatsexamens</em>.  </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 4: a brasileira]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/</link>
<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 19:11:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/</guid>
<description><![CDATA[O professor pediu para que os alunos escrevessem uma redação sobre as motivações que eles tinham par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O professor pediu para que os alunos escrevessem uma redação sobre as motivações que eles tinham para aprender holandês. </p>
<p>Para encerrar o texto, a brasileira escreveu que a terceira motivação dela era o fato de o holandês ser uma língua exclusiva, já que pouca gente no mundo falava o idioma.</p>
<p>Na primeira correção, o professor grifou essa frase, anotou diversos sinais de interrogação e escreveu: &#8220;holandês também é falado na Bélgica, Antilhas Holandesas e Suriname&#8221;</p>
<p>Ao entregar a segunda versão corrigida, após ler que a aluna não havia mudado a terceira motivação, o professor dirigiu-se a ela e explicou que o holandês não é uma língua assim tão secreta como ela havia escrito e que o idioma que ele ensina é falado por cerca de 30 milhões de pessoas, atingindo a classificação de número 37 na lista das mais faladas do mundo.</p>
<p>A brasileira sorriu, agradeceu a informação e, em seguida, com uma piscadela de olho, me perguntou (em português) se eu me lembrava do número de habitantes do país onde havíamos nascido.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/">Na aula de holandês 3: a mexicana</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 3: a mexicana]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/</link>
<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 19:52:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/</guid>
<description><![CDATA[Já que as pepernootjes já estão nas lojas, vou contar essa. O Sinterklaas havia passado por Amsterdã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Já que as <a href="http://deschotmeijers.web-log.nl/photos/uncategorized/800pxpepernoten.jpg">pepernootjes</a>  já estão nas lojas, vou contar essa. </p>
<p>O <a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/holanda/sinterklaas.htm">Sinterklaas</a> havia passado por Amsterdã dias antes da aula. O professor fala da importância do 5 de dezembro no imaginário infantil e pergunta se alguém viu o Sinterklaas na cidade. A mexicana responde:</p>
<p>- Sim, eu vi o Sinterklaas, estava no barco dele, com diversos <a href="http://www.sinterklaascentrale.nl/IMG_13777.JPG">Zwarte Pieten</a> o ajudando, uns patinando, outros distribuindo tchauzinhos. Mas aquele Sinterklaas que passou nos canais de Amsterdã não é o verdadeiro.<br />
- Como assim? &#8211; pergunta o professor, curioso.<br />
- Aquele era outro! O verdadeiro Sinterklaas é o do <a href="http://www.omroep.nl/nps/sinterklaasjournaal/">Sinterklaasjournaal</a>, aquele que passou em Amsterdã era falso!</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Opzij - um experimento]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/10/10/opzij-um-experimento/</link>
<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 12:08:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/10/10/opzij-um-experimento/</guid>
<description><![CDATA[Advirto aqui que este post é politicamente incorreto. Trata-se de uma experimento com seres humanos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Advirto aqui que este post é politicamente incorreto. </p>
<p>Trata-se de uma experimento com seres humanos &#8211; para ser mais específica, com você que está agora lendo &#8211; que querem colaborar com as pesquisas Submarinas. </p>
<p>Tenho a impressão que a música Opzij, de <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Herman_van_Veen">Herman van Veen</a> é altamente contagiante e que temos a tendência de, ao ouvir, reagirmos da mesma forma. </p>
<p>Se quiser colaborar com as pesquisas abaixo do nível do mar, siga as instruções abaixo. </p>
<p>1. Ouça <a href="http://home.scarlet.be/waltertje/waltertjes_bestanden/Songtexts/hermanvanveen-opzij.htm">Opzij</a>, de Herman van Veen. Aqui vai a música:</p>
<p><embed src='http://web.splashcast.net/go/p/ZBXG9669LR' wmode='transparent' width='440' height='330' type='application/x-shockwave-flash' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' /></p>
<p><!--more--></p>
<p>2. Responda: &#8220;Para que estado de humor a música te levou? O que fez enquanto a música tocava? Se conhece a letra, cantou ou assobiou junto?&#8221;</p>
<p>3. Deixe um comentário sobre a sua experiência com Opzij.</p>
<p>Para não influenciar o leitor, sugiro que primeiro faça a experiência e depois leia os comentários aqui deixados. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tão antigo quanto imigrar por amor]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/10/08/tao-antigo-quanto-imigrar-por-amor/</link>
<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 12:24:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
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<description><![CDATA[S. nasceu na Finlândia. Tem 82 anos e vive na Holanda desde 1949. Na escola, depois da II Guerra Mun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>S. nasceu na Finlândia. Tem 82 anos e vive na Holanda desde 1949. Na escola, depois da II Guerra Mundial, incentivava-se a troca de correspondência com estrangeiros. E foi trocando cartas em alemão que S. conheceu o seu (já falecido) marido, um holandês. </p>
<p>Tempos depois, o holandês visitou-a na Finlândia, a finlandesa visitou-o na Holanda. Casaram-se. Constituíram família.</p>
<p>Dos cinco filhos do casal, três seguiram o exemplo da mãe. O amor os levou para diferentes continentes. O mais velho é casado com uma estadunidense, uma das filhas com um moçambicano e o caçula com uma brasileira.</p>
<p><!--more--></p>
<p>- A senhora se sente em casa na Holanda?<br />
- Eu vivi grande parte da minha vida aqui, meus filhos e netos moram aqui&#8230; só tive boas experiências com os holandeses&#8230; sim, aqui é minha casa.</p>
<p>S freqüenta o clube das finlandesas na Holanda e, na opinião dela, as mais jovens reclamam demais, costumam ver as diferenças culturais como algo negativo, não se esforçam para compreender o motivo do outro ser o outro. </p>
<p>Sobre o holandês, que ela domina, dá uma dica: &#8220;é preciso ter ao lado alguém que corrija a pronúncia e a gramática. Do contrário fica difícil aprender.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 2: o grego]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/</link>
<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 21:28:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/</guid>
<description><![CDATA[Ele chegou na Holanda aos 12 anos. O pai, executivo de uma empresa transnacional, havia sido transfe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ele chegou na Holanda aos 12 anos. O pai, executivo de uma empresa transnacional, havia sido transferido da filial grega para a holandesa. </p>
<p>Alguns anos e estudos mais tarde, o guri ganhava a vida como tradutor e intérprete do grego para o inglês e dava aulas de holandês.</p>
<p>Uma italiana de um grupo de iniciantes disse ao professor que queria falar holandês tão bem quanto a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1xima_Zorreguieta">Máxima</a> (a princesa argentina, casada com o príncipe herdeiro, Willem Alexander). A resposta do grego:</p>
<p>&#8220;Mas a Máxima precisa falar bem o holandês. Afinal, possui uma posição destacada na sociedade holandesa. Vocês não precisam falar bem o idioma. Se conseguirem entender um pouco já está ótimo&#8221;.</p>
<p>leia também: <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA['Tempos de pepino']]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/08/17/tempos-de-pepino/</link>
<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 11:54:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/08/17/tempos-de-pepino/</guid>
<description><![CDATA[Verão é tempo de pepino na imprensa holandesa. No período de férias, o trabalho dos poucos jornalist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href='http://www.iisg.nl/collections/komkommertijd/pm2-137-nl.php'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/08/pm2-137.thumbnail.jpg' alt='tempos de pepino' align='left' hspace='7' vspace='7' /></a>Verão é <em>tempo de pepino</em> na imprensa holandesa. No período de férias, o trabalho dos poucos jornalistas de rádio, TV ou impresso de plantão torna-se mais difícil. </p>
<p>Não há notícias, ou melhor, os entrevistados, em especial políticos e especialistas, também estão curtindo o bom clima. As informações sérias dão espaço para fatos que normalmente não mereceriam ser publicados. </p>
<p>O jornal <a href="http://www.nrc.nl/next/">nrc.next</a> assume com bom humor que estamos em <em>komkommertijd</em>. Diariamente, publicam notinhas sem importância, ilustradas com um pepino. A nota abaixo está no jornal de 17.8.2007:</p>
<blockquote><p><strong><em>Casal chinês nomeia bebê de &#8216;@&#8217;</em></strong><br />
<em>Um casal chinês quer que filho chame-se &#8216;@&#8217;, o sinal que é usado em endereços de e-mail. A informação foi dada por um funcionário de uma comissão do idioma em Pequim. Segundo o pai, o símbolo @ é pronunciado em chinês como a palavra inglesa &#8216;at&#8217;. Como a letra tônica é o t, soa como &#8216;ai ta&#8217;, o que em mandarim significa &#8216;gosto dele&#8217;. Em holandês, a criança seria chamada de &#8216;apenstaartje&#8217; (rabo de macaco)</em>.</p></blockquote>
<p><strong>Tempo de pepino é notícia</strong><br />
Na semana passada, a capa do jornal <a href="http://www.amsterdamweekly.nl/component/option,com_frontpage/Itemid,1/">Amsterdam Weekly</a> era dedicada aos tempos de pepino. A matéria principal trazia também várias receitas com esta hortaliça da <a href="http://www2.correioweb.com.br/hotsites/alimentos/pepino/alimentos.htm">família das cucurbitáceas</a>, além de exemplos do motivo da comparação do pepino com as notícias publicadas nesse período: um pepino pode durar uma semana na geladeira.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Blogueiros também fazem referência ao &#8216;tempo de pepino&#8217;. O <em>Mark Blogt</em> (em holandês) colocou algumas ilustrações &#8216;<a href="http://markblogt.blogspot.com/2007/08/uit-den-komkommertijd.html">uit-den-komkommertijd</a>&#8216; e em 10 de agosto, a palavra em holandês do dia, em <em>Dutch word of the day</em> foi <a href="http://dwotd.web-log.nl/dutch_word_of_the_day/2007/08/253_komkommerti.html">Komkommertijd</a>.</p>
<p>Meus colegas do departamento inglês, por sua vez, publicaram cartas de corajosos ouvintes que continuam acompanhando as notícias, mesmo em <a href="http://www.radionetherlands.nl/feedback/feedbackarchive/feedback23july">tempos de pepino</a>.</p>
<p><strong>Origem</strong><br />
De acordo com o website <a href="http://www.onzetaal.nl/advies/komkommertijd.php">Onzetaal</a>, a origem do termo não é exatamente precisa. Pode ser que venha do inglês <em>cucumber time</em>, que antes era utilizado por alfaiates, mas que agora é chamado de <em>taylor&#8217;s holiday</em>. </p>
<p>Na Holanda, no entanto, fala-se em komkommertijd desde o século 19. Mas a época de pepino é sempre no verão, quando os horticultores tem muito trabalho e outros profissionais não possuem quase nada para fazer.</p>
<p>Acredito que Submarina também esteja meio em tempos de pepino&#8230; </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tempo de holandês]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/06/10/tempo-de-holandes/</link>
<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 18:34:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/06/10/tempo-de-holandes/</guid>
<description><![CDATA[Estou terminando meu nono curso de holandês. Freqüentei diversos institutos, com os mais variados mé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Estou terminando meu nono curso de holandês. Freqüentei diversos institutos, com os mais variados métodos. De vez em quando alguém me pergunta qual instituto é o melhor. E eu brinco, digo que vou escrever um livro contando a minha experiência. Se fosse sério, talvez um início seria assim:</p>
<p><strong>Onde aprender holandês</strong></p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/06/code3.jpg' alt='Code 3' align='right' hspace='7' vspace='7' />Vale lembrar que a opinião é pessoal e que talvez os métodos possam ter mudado. A quantidade de estrelinhas está relacionada com a minha satisfação.</p>
<p><strong><a href="http://www.fairfieldcollege.nl/">****Fairfield College</a> &#8211; Hilversum</strong><br />
<em>Escola especializada em aulas particulares</em><br />
<em>Material:</em> Code 3 e outros diversos</p>
<p><em>como é: </em> Aulas particulares com professoras de auto nível e sob medida, inclusive adaptando-se às necessidades profissionais. Atualmente tenho uma professora de redação e outra de conversação, ambas são muito boas.</p>
<p>O Code é um método bastante atualizado, que acompanha um CD-Rom que possibilita o treino da pronúncia, audição, leitura, compreensão, gramática e escrita, ou seja, bastante completo e que pode ser utilizado de maneira autodidata.</p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.gilde-samenspraak.nl/">****Gilde Samenspraak </a>- Amsterdã</strong><br />
<em>Não é uma escola, mas uma entidade que coloca imigrantes em contato com voluntários que disponibilizam seu tempo praticando o holandês.</em></p>
<p><em>como é: </em>uma vez por semana vou a casa da minha querida velhinha, <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/21/cafe-cookies-e-muito-bate-papo/">tomar café e praticar o holandês</a>. Falamos sobre os mais diversos assuntos. Sempre levo comigo um cadernino no qual anoto novas palavras e expressões.  </p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>**** S. Haan &#8211; Teschelling</strong><br />
<em>Professora particular e fonoaudióloga </em><br />
<em>material: </em>Delftse Methode (groen boek)+ exercícios de fonética + livros e material didático infantil.</p>
<p><em>como foi: </em>logo que cheguei na Holanda, ganhei 20 horas/aula com ela. Professora enérgica, atenciosa, eficiente. Devo a ela a minha pronúncia. O Delftse Methode é um livro muito chato e antigo. Não recomendo! Ainda tenho 5 horas/aula de crédito. Quero utilizá-las em breve para melhorar minha pronúncia que, depois de diversos institutos sem pegarem no meu pé, ganhou alguns vícios.</p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.thelanguageacademy.nl/">****The Language Academy</a> &#8211; Amsterdã</strong><br />
<em>Escola &#8216;comercial&#8217; da Universidade de Amsterdã (UvA)</em><br />
<em>materiais:</em> Code Nederlands 2 e 0031 Methode</p>
<p><em>como foi:</em> Em julho de 2005, fiz um curso intensivo de verão, 40 horas de aula e pelo menos outras 40 dedicadas à lição de casa. Tive uma excelente professora, que explicava muito bem a gramática. O grupo era pequeno e aprendi muito. O Code Nederlands, no entanto, é um material desatualizado, ainda que gramaticalmente seja bom. </p>
<p>Em março de 2006 voltei a esse insitituto para um curso semi-intensivo, duas vezes por semana. Novamente é exigido que o aluno dedique a mesma quantidade de horas/aula ao dever de casa. Tive duas professoras, uma bastante exigente e outra bastante amigável. A exigente, no entanto, estava ocupada demais com sua vida pessoal e no meio do curso desistiu das aulas. </p>
<p>A outra a substituiu. Faltava-lhe a confiança de que ela era boa professora, demonstrava-se sempre insegura. Mas o grupo era muito bom. O 0031 (DDI da Holanda) excelente para auto-ensino. E a aula seguia esse esquema: estudava e fazia os exercícios em casa e na sala de aula tirávamos dúvidas e discutíamos os temas. </p>
<p>Pena que é um material antigo. Os cursos oferecidos pela TLA são muito bons, professores de auto nível, mas a secretaria é bastante desorganizada.</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/06/code2.jpg' alt='Code 2' align='right' hspace='7' vspace='7' /><strong><a href="http://www.hum.uva.nl/intt/home.cfm">***INTT &#8211; Instituto de Holandês como segundo idioma</a></strong><br />
<em>Departamento da UvA de ensino de holandês cuja maioria dos alunos são estrangeiros que freqüentam ou freqüentaram um dos cursos universitários internacionais da própria UvA.</em><br />
<em>material:</em> Code 2 &#8211; parte 2</p>
<p><em>como foi:</em> em novembro de 2005, fiz o curso semi-intensivo com um professor bastante experiente, mas um pouco devagar ou sério demais para um público jovem. O método universitário, com um rígido esquema de auto-estudo, funcionou bem para mim. </p>
<p>Como a maioria dos alunos não tinha a intenção de permanecer na Holanda, fora da sala de aula só usava-se o inglês, todos eram bastante tímidos para usar o holandês para se comunicar &#8211; ainda que todos apresentassem excelente nível de conhecimento do idioma.</p>
<p><strong><a href="http://www.rocva.nl/start/normal?20070">**ROC </a>- Amsterdã</strong><br />
<em>Escola escolhida pela prefeitura de Amsterdã para lecionar o &#8220;inburgeringscursus&#8221;, ou seja, o curso de integração para imigrantes que chegam na Holanda. O curso é obrigatório. Não freqüentar as aulas significa ser multada ou, em último caso, perder o visto de permanência. No meu caso, como trabalhava, fazia um curso noturno, com carga horária menos pesada que a habitual e que ensina-se apenas o idioma.</em><br />
<em>material:</em> Code 2 &#8211; parte 1</p>
<p><em>como foi:</em> No primeiro semestre de 2005, tive dois professores, uma que nos tratava como crianças e outro que adorava falar de si próprio. Os colegas de curso possuíam praticamente o mesmo nível e as aulas eram bastante participativas. Das seis horas semanais, no entanto três eram em frente ao computador.  </p>
<p>No segundo semestre do mesmo ano, tive duas professoras, uma excelente, que sempre trazia exercícios extra e outra que buscava adaptar à aula com material do dia-a-dia, como recorte de jornais. </p>
<p>Dessa vez, o grupo era bastante misto. Apenas três pessoas do semestre anterior estavam na mesma sala que eu. Os demais vinham de níveis mais baixos. Havia, inclusive, uma senhora do Sudão que não era familiarizada com o alfabeto latino e passava a aula inteira procurando todas as palavras que a professora falava no dicionário. Quando a professora sugeriu que ela fosse para um nível mais baixo ela conseguiu falar em holandês que ela estava na sala certa. </p>
<p>O grupo era bastante simpático e multicultural, como no primeiro semestre, mas as aulas não rendiam. Sabendo que a partir do momento que se tem o nível 3 o curso não era mais obrigatório, pedi para fazer o teste e fui dispensada do curso.</p>
<p><strong>*<a href="http://www.volksuniversiteitamsterdam.nl/">Volksuniversiteit</a> &#8211; Amsterdã</strong><br />
<em>Escola que oferece os mais diversos cursos com preços acessíveis</em><br />
<em>material: </em>Taal Vitaal</p>
<p><em>como foi:</em> talvez dependa muito do professor. Meu professor, em fevereiro de 2005, era um grego, que mora desde a adolescência na Holanda. Se por um lado ele se sentia mais à vontade para criticar a cultura holandesa, por outro ele ensinava o idioma de maneira instintiva e para muitas dúvidas gramaticais respondia apenas que &#8220;é assim porque é assim&#8221;&#8230; O Taal Vitaal assemelha-se muito a livros didáticos de inglês encontrados em escolas como o Yázigi no Brasil.</p>
<blockquote><p>
<strong>Você estudou num desses ou em outro instituto? O que achou do curso que fez? Deixe seu comentário.</strong></p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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