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	<title>o-poder-do-agora &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "o-poder-do-agora"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 13:27:20 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Entrevista com Eckhart Tolle em português]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/20/entrevista-com-eckhart-tolle-em-portugues/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:44:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
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<description><![CDATA[Infelizmente não conheço a fonte original, nem a data desta entrevista que recebi ontem por email. M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente não conheço a fonte original, nem a data desta entrevista que recebi ontem por email. Mas pelo vocabulário, e principalmente pela teoria, posso garantir que é o próprio Eckhart Tolle falando.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/japanese_apple_tree_by_callu.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-947" title="macieira japonesa" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/japanese_apple_tree_by_callu.jpg?w=99" alt="" width="99" height="150" /></a>Jenny Simon &#8211; As pessoas ao seu redor devem pensar que você é um pouco lunático. Em sua experiência interior, você nunca questionou o que aconteceu?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle</strong> &#8211; Não. Era muito claro e não havia nenhuma pergunta sobre uma realidade tão óbvia. Uma vez eu disse que mesmo se tivesse encontrado o Buda e ele me dissesse “Não, não é isso”, eu diria – “Que interessante. Mesmo o Buda pode estar errado”. Isto não é algo do ego, é só para deixar claro como essa realidade é tão óbvia que nenhuma questão mental, nenhuma pergunta adiantaria. Por exemplo, se alguém me desse uma maçã e dissesse “Não, não é uma maçã”, eu diria “Não, eu sei que é”.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Jenny Simon &#8211; Você aponta que seu estado de consciência implicou numa redução de 80% na atividade de sua mente pensante. Isso criou alguma espécie de carência ou algo parecido?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle </strong>- Bem, não tanto para mim, mas para as pessoas ao meu redor (risos). Isso é certo, pois as pessoas que me conheciam, especialmente a família, pais, alguns amigos, pensaram que algo errado tinha acontecido comigo – isto porque por algum tempo, após a mudança, eu prossegui com as estruturas externas de minha vida. Apenas prosseguia como se nada houvesse acontecido, porque ainda havia um “momentum” e continuei seguindo-o durante três ou quatro anos. Então percebi que essas estruturas externas estavam totalmente fora do alinhamento com meu ser – no mundo acadêmico totalmente dominado pela mente, o ego dominando completamente. Então aconteceu um momento em que deixei tudo para trás&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/banco-de-parque.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-948" title="banco de parque" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/banco-de-parque.jpg?w=112" alt="" width="112" height="150" /></a>Foi aí que as pessoas pensaram que eu estava realmente louco – abandonado uma promissora carreira acadêmica e indo sentar-me em um banco do parque, sem fazer mais nada. Era bem estranho, porque eu não tinha nenhuma orientação espiritual, ninguém para me dizer “Você não precisa viver no banco do parque, <strong>você pode continuar funcionando no mundo</strong>”. Eu defini isso por mim mesmo. E isso levou bastante tempo, para que então eu pudesse de novo continuar funcionando no mundo. Por uns tempos, o estado da presença, do ser, era tão satisfatório, belo e completo que perdi todo o interesse no futuro&#8230; quanto mais ter ambição ou viver para adquirir isto ou aquilo. Se o momento presente era tão preenchedor, por que precisaria do futuro? Mas naturalmente, no nível prático, o futuro ainda opera, e saber disso às vezes ajuda. Você precisa tomar um avião daqui a alguns dias, ou aprender algo que leva certo tempo, aprender uma língua, ou o que quer que seja. Mas eu não mais necessitava do futuro, internamente, e passaram-se anos antes que eu começasse a ser capaz de lidar com o mundo novamente, sem necessitar dele – era quase como uma forma de brincadeira. Iniciar coisas, fazer coisas e, miraculosamente, também um bom tanto de coisas vinham a mim&#8230; Mesmo enquanto estava sentado no banco do parque, com quase nada em meu bolso, geralmente no último momento alguma ocorria ou alguém vinha e novamente eu tinha algo com que viver, por enquanto. Milagrosamente isso sempre acontecia, e gradualmente, então, eu comecei a funcionar no mundo de novo.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo dizer que duas ou três vezes tentei voltar às estruturas do mundo, sentia que meu tempo no banco do parque estava terminando, então me dizia: “Ok, é melhor eu fazer alguma coisa”. Uma vez me candidatei a um emprego, e isso é bem engraçado, um emprego num banco mercantil na cidade de Londres (riso). Durante a entrevista, ouviram-me com interesse, mas não me deram o lugar. Depois candidatei-me a um emprego acadêmico e houve outra entrevista, só que devo ter dito algo, embora tenha procurado evitar a linguagem espiritual, mas&#8230; havia seis ou sete professores ao meu redor e ao final da entrevista um deles me perguntou: O que você realmente quer fazer? (riso). E na realidade não havia nada que eu realmente quisesse fazer, então essa foi a minha última entrevista – eu percebi que na realidade não queria voltar às estruturas do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi então que gradualmente as pessoas vieram e passaram a me fazer perguntas, começando com situações de ensino informal. Algo um pouco mais estruturado surgiu e então eu me tornei um professor espiritual aos olhos do mundo (risada). Foi isso o que aconteceu. Não ganharia um emprego se colocasse no meu currículo “Não mais preciso pensar”, mas realmente é o que acontece. O próprio poder de ensinar vem desse estado, da consciência. Não sou eu, e sempre que começo a falar tenho essa sensação de que não tenho nada, absolutamente nada, a dizer. Assim, não é realmente esta pessoa que está fazendo qualquer coisa. Todo o ensinamento que tem causado um certo impacto no mundo vem desse estado de não-pensamento, não tem nada a ver com esta pessoa aqui&#8230; (riso)</p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<div class="mceTemp" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><em><em><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/ramana-maharshi.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-949" title="Ramana Maharshi" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/ramana-maharshi.jpg?w=114" alt="Ramana Maharshi" width="114" height="150" /></a></em></em></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><em>Ramana Maharshi</em></dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;"><em>Jenny Simon &#8211; Eu ouvi você várias vezes citar o mestre indiano Ramana Maharshi. Como se mede o progresso espiritual? É pela ausência do pensamento? Você acredita nisso realmente?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle</strong> &#8211; Sim, sim. No grau da ausência de pensamento, sim, está certo. É simples, muito simples.</p>
<p style="text-align:justify;">A mente pode dizer: “Ok” – mas isto significa que não fiz nenhum progresso, porque estou pensando o tempo todo. Talvez você não saiba que já há ausência de pensamento em si, talvez algum breve momento, mas não importa&#8230; Você respondeu à beleza? Deve haver ausência de pensamento em você, porque de outra forma não <strong>veria</strong> a beleza. Esse momento é ausência de pensamento. Pode haver muitos momentos de ausência de pensamento – de repente você percebe: “Gente, há ocasiões em que o pensamento está ausente”. Ou você pode exclamar: “Oh! Eu não estou pensando!” (riso). E você já está pensando de novo. Algumas vezes você sabe que não está pensando e ainda não está pensando (riso). Mas é bom não tentar provocar esse estado, porque poderia ser um esforço muito grande. A forma mais rápida de tornar-se livre de pensamento é ainda render-se ao momento, aceitar este momento como ele é, porque se você observa o processo de pensar compulsivo, descobre que sempre está associado à não-aceitação. A não-aceitação é a característica essencial do estado egóico criado na mente – a não-aceitação do agora.</p>
<p style="text-align:justify;">E toda a compulsão realmente é uma fuga, é o negar da beleza e da vida do agora. Quando você vê a verdade disso, pode aceitar este momento como ele é. É um estado de grande força – não de fraqueza, como a mente pode dizer-lhe, exceto que há um efeito colateral dessa aceitação, a mente deixada de fora, porque quando você não está lutando com o que é, a compulsão de pensar acaba.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso é algo que requer continuidade da prática espiritual. Muitas vezes você não aceita o que é e então percebe que está novamente negando o agora. E essa percepção está certa, quando você vê a não-aceitação, já está livre dela. Quando você não vê a não-aceitação, então fica novamente preso em todo o ruído mental, porque não está aceitando o que é.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/daruma.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-950" title="Daruma" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/daruma.jpg?w=101" alt="" width="101" height="150" /></a>Assim, a mais poderosa prática espiritual é aceitar este momento como ele é. Aceitação descomprometida deste momento como ele é. É por isso que grandes mestres às vezes parecem tão aterradores, embora sejam gentis internamente, na realidade. Olhando velhos retratos ou fotos de grandes mestres, seus olhos são tão aterradores. Sim, descompromissado agora, sim, não movendo, estando aberto. E este estado é tanto gentil quanto aterrador, ambos ao mesmo tempo. Então essa é a prática espiritual mais poderosa e é realmente a única prática espiritual que não lhe dá tempo (riso). Há tantas práticas espirituais que lhe concedem tempo para tornar-se um bom adepto, praticar mais e mais, gradualmente. Mas aceitar este momento como ele é, você só pode fazê-lo agora.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Jenny Simon &#8211; Freqüentemente temos ouvido você falar sobre a nova consciência que está emergindo e como esse estado está disponível cada vez para um número maior de pessoas. Mas, honestamente, não estou convencida de que isso não seja uma projeção de sua experiência. Não tenho dúvida de que você floresceu como ser humano, mas não vejo evidência, ao meu redor, de que muitas pessoas passarão por isso. Pergunto: você tem alguma premonição de que isso vai acontecer em 5, 10, mil anos? Como isso realmente transformará o mundo?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle</strong> &#8211; Certo. Admito que pareço estar no epicentro da onda de transformação porque isso é o que eu faço e as pessoas chegam para estar em contato comigo. Todos que encontro estão sofrendo transformações e às vezes, quando ligo a televisão, sou repentinamente lembrado – “Oh! Não está acontecendo com todo mundo”. <strong>Por causa de minha posição peculiar, admito que certas vezes parece, para mim, que o mundo inteiro está se transformando</strong>. Ao mesmo tempo, recebo mesmo imensa massa de correspondência de pessoas que estão relatando mudanças na consciência e enorme diminuição do sofrimento, etc. Isso eu vejo em toda parte; porém não, não tenho uma escala do tempo, tudo que eu sei é que há uma aceleração de algo. Também sinto que o planeta provavelmente não sobreviverá outros cem anos se a velha consciência predominar por muito tempo no planeta, com tudo que isso significa.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/terra.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-951" title="terra" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/terra.jpg?w=150" alt="" width="150" height="118" /></a>É impossível que a natureza do planeta possa suportar isso. Assim, pela primeira vez na história humana essa transformação tornou-se uma necessidade, até mesmo para a sobrevivência da espécie. E talvez seja somente assim, em qualquer evolução e transformação, talvez seja apenas quando a espécie alcança um ponto crítico em que a sobrevivência fica ameaçada se ela continuar sem transformar-se – aí então essa transformação acontece em nível coletivo. Eu acredito – e posso dizer que é quase um fato – que se os velhos padrões de fazer as coisas continuarem por mais cem anos, e naturalmente esses padrões ficarão ainda mais ampliados, os meios de destruição serão maiores e o planeta não será mais capaz de sustentar a vida humana por mais cem anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que <strong>a transformação da consciência não é mais um luxo</strong>. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência – sim, também manifestações de grande inteligência –, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/trincheira2.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-954" title="trincheira" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/trincheira2.jpg?w=107" alt="" width="107" height="150" /></a>É chocante saber que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: O que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente – Oh, meu Deus – foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.</p>
<p style="text-align:justify;">Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.<br />
<em><br />
Jenny Simon &#8211; Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle</strong> &#8211; Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo: &#8220;Eu sou da nova espécie&#8221;, você já não é (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Jenny Simon &#8211; E você pode descrever a nova espécie, quais seriam suas características?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tolle</strong> &#8211; A nova espécie não necessita de inimigos, drama ou conflito para dar-lhe um sentido de identidade e assim, torna-se livre, em grande escala, do conflito e do sofrimento causado pelo homem, que é uma característica da velha consciência. Buda teve uma bela perspectiva disso, quando disse, para descrever o estado de consciência da liberação, que ela é livre do sofrimento – você não sofre mais. Pode ainda haver dor, porque <strong>enquanto houver corpo físico haverá dor</strong>, você pode ter uma dor de dente. Mas o sofrimento psicológico é causado pela entidade do eu na cabeça. Você não mais causará sofrimento para si próprio através das estruturas do pensamento. E quando você não mais causa sofrimento para si, não mais causa sofrimento para outros. A interação entre seres humanos não será mais coberta pelo medo, como é agora – o medo e o desejo, dois movimentos de estado inconsciente.</p>
<p style="text-align:justify;">A interação humana será caracterizada pelo amor e compaixão. E o amor não será do tipo “Preciso de você, não ouse abandonar-me, porque eu não sei o que vou fazer se você me deixar”, o amor da chamada velha consciência. Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio. O reconhecimento da unidade é amor. E todas as interações, quando se reconhece o outro como você próprio, não mais acontecem através da formação de uma imagem, uma identidade da forma, de quem aquela pessoa é. E porque você vai além da identificação da forma em si própria, não mais constrói pequenas armadilhas e pequenos conceitos de outras pessoas&#8230; então o amor reina.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/paraiso.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-955" title="paraíso" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/paraiso.jpg?w=150" alt="" width="150" height="126" /></a>Não se pode conceber como seria o mundo se uma grande parte da humanidade vivesse nesse novo estado de consciência. Eu não faço, geralmente, considerações sobre esse fato. Minha suposição sobre isso é de que não seria possível reconhecer a estrutura da natureza humana. Seria muito diferente. Potencialmente este planeta poderia ser o paraíso – é um paraíso, mas as pessoas se esforçam muito para torná-lo um inferno, contudo ainda é um belo paraíso. Não estou dizendo que no nível da forma não haverá limitação, sim, <strong>as formas ainda vêm e vão</strong>. Mas ainda assim a harmonia é possível, viver em harmonia com a natureza. Viver em um estado de amor, amando a essência de cada forma, pois a vida se manifesta através de milhões de formas de vida. Amando uma vida da qual milhões de formas são manifestações temporárias, amando-as como a si próprio, sendo elas – esse é o novo estado de consciência.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>fonte desconhecida</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://blog.eckharttolle.com/blog/2008/10/08/oprah-talks-to-eckhart-tolle/" target="_blank">Oprah Winfrey entrevista Eckhart Tolle</a> (em inglês)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Silêncio - trechos 7]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/03/o-poder-do-silencio-trechos-7/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:02:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Quando você aceita o que é, atinge um nível mais profundo. Nesse nível, seu estado interior n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a rel="attachment wp-att-694" href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/03/o-poder-do-silencio-trechos-7/michael_kenna_31/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-694" title="michael_kenna_31" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/michael_kenna_31.jpg?w=149" alt="michael_kenna_31" width="149" height="150" /></a>&#8220;Quando você aceita o que é, atinge um nível mais profundo. Nesse nível, seu estado interior não depende mais dos julgamentos feitos pela mente do que é bom ou ruim. Quando você diz sim para todas as situações da vida e aceita o momento presente como ele é, sente uma profunda paz interior.</p>
<p style="text-align:justify;">A aceitação e a entrega se tornam muito mais fáceis quando você percebe que todas as experiências são fugazes e se dá conta de que o mundo não pode te oferecer nada que tenha um valor permanente. Ao aceitar e entregar-se, você continua a conhecer pessoas e a se envolver em experiências e atividades, mas sem os desejos e medos do &#8220;eu&#8221; autocentrado. Você deixa de exigir que uma situação, uma pessoa, um lugar ou um fato te satisfaçam ou te façam feliz. A natureza imperfeita de tudo pode ser como é.</p>
<p style="text-align:justify;">A ironia é que, quando você deixa de fazer exigências impossíveis, todas as situações, pessoas, lugares e fatos ficam satisfatórios, harmoniosos, serenos e pacíficos.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando você deixa de resistir internamente, abre-se para a consciência livre de condicionamentos, que é infinitamente maior do que a mente humana. Essa vasta inteligência pode então se expressar através de você e ajudá-lo tanto por dentro quanto por fora. É por isso que, ao parar de resistir internamente, você costuma achar que as coisas melhoraram.</p>
<p style="text-align:justify;">Você acha que estou lhe dizendo: &#8220;Aproveite o momento, seja feliz&#8221;? Não. Estou dizendo pra você aceitar este momento tal como ele é. Isso já basta.</p>
<p style="text-align:justify;">A aceitação e a entrega existem quando você não se pergunta mais: &#8220;Por que isso foi acontecer comigo?&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A História mostra homens e mulheres que, ao enfrentarem uma grande perda, doença, prisão ou a ameaça de morte iminente, aceitaram o que era aparentemente inaceitável e assim encontraram &#8220;a paz que vai além de toda compreensão&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><a rel="attachment wp-att-695" href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/03/o-poder-do-silencio-trechos-7/michael_kenna_33/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-695" title="michael_kenna_33" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/11/michael_kenna_33.jpg?w=150" alt="michael_kenna_33" width="150" height="147" /></a>Há situações em que nenhuma resposta ou explicação satisfaz. Nesses momentos a vida parece perder o sentido. Ou alguém em desespero pede sua ajuda e você não sabe o que fazer ou dizer. Mas quando você aceita plenamente que não sabe, desiste de lutar contra a resposta usando o pensamento de sua mente limitada. Ao desistir, você permite que uma inteligência maior atue através de você. Até mesmo o pensamento pode se beneficiar disso, pois a inteligência maior flui pra dentro dele e o inspira.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">texto de Eckhart Tolle, fotos de Michael Kenna</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/12/o-poder-do-silencio-trechos-8/" target="_blank">trechos 8</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/category/eckhart-tolle/" target="_blank">todos os trechos</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Silêncio - trechos 6]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/18/o-poder-do-silencio-trechos-6/</link>
<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 11:47:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
<guid>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/18/o-poder-do-silencio-trechos-6/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Quando você sabe quem realmente é, tem uma enorme e intensa sensação de paz. Essa sensação po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_27.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-601" title="michael_kenna_27" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_27.jpg?w=148" alt="michael_kenna_27" width="148" height="150" /></a>&#8220;Quando você sabe quem realmente é, tem uma enorme e intensa sensação de paz. Essa sensação pode ser chamada alegria, porque a alegria é isso: Uma vibrante e intensa paz. É a alegria de saber que o seu ser é a própria essência da vida antes de ela assumir uma forma. Você se reconhece em todas as coisas. É um estado de total clareza de percepção. Você deixa de ser alguém com um passado pesado de experiências e condiciona- mentos através do qual todas as coisas são interpretadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Como a água, a consciência pode ser considerada sólida como matéria, líquida como mente ou sem qualquer forma como consciência pura. Através de &#8220;você&#8221; a consciência sem forma torna-se consciente de si mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">O desejo é a necessidade de acrescentar algo a você para ser mais plenamente você mesmo. O medo é a necessidade de evitar perder alguma coisa e tornar-se menor. O desejo e o medo nos impedem de perceber que <strong>ser</strong> não é algo que possa ser dado ou tirado. O Ser em sua plenitude já está em você. Agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Quantas vezes durante o dia, se você pudesse verbalizar sua realidade interior diria: &#8220;Não quero estar onde estou.&#8221;? É verdade que é ótimo sair de certos lugares, e muitas vezes é a melhor coisa que você pode fazer. Mas em muitos casos você não tem possibilidade de sair. Em todos esses casos, o &#8220;não quero estar onde estou&#8221; não só é inútil como prejudicial. Deixa você e os outros infelizes. Já foi dito: &#8220;Aonde quer que vá, você se leva&#8221;. Em outras palavras: Você está aqui. Sempre.</p>
<p style="text-align:justify;">As pessoas precisam criar rótulos para tudo o que sentem, percebem, e para toda experiência. Precisam de uma relação de gosto/não gosto com a vida, mantendo um conflito quase initerrupto com situações e com pessoas. Será que isso é apenas um hábito que pode ser rompido? Não é preciso fazer nada. Basta deixar que cada momento seja como é. O ego não é capaz de sobreviver à entrega.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Tenho tanta coisa pra fazer.&#8221; Muito bem, mas existe qualidade no que você faz? Falar com clientes, trabalhar no computador, realizar as inúmeras tarefas do seu cotidiano &#8211; você faz tudo isso com a plenitude do seu ser? Quanta entrega ou recusa existe no que você faz? É essa entrega que determina o seu sucesso na vida, e não a quantidade de esforço empreendido. O esforço implica estresse, cansaço e necessidade de alcançar um determinado resultado no futuro.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_28.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-602" title="michael_kenna_28" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_28.jpg?w=146" alt="michael_kenna_28" width="146" height="150" /></a>Se você percebe qualquer indício interno que revele que você não quer fazer o que está fazendo, você está negando a vida, e é impossível chegar a um bom resultado assim. Se você percebe esse indício, também é capaz de abandonar essa má vontade e se entregar ao que faz.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">texto de Eckhart Tolle, fotos de Michael Kenna</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/03/o-poder-do-silencio-trechos-7/" target="_blank">trechos 7</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/category/eckhart-tolle/" target="_blank">todos os trechos</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Silêncio - trechos 5]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/10/o-poder-do-silencio-trechos-5/</link>
<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 12:24:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
<guid>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/10/o-poder-do-silencio-trechos-5/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas sim descobrindo quem você é n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_17.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-583" title="michael_kenna_17" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_17.jpg?w=150" alt="michael_kenna_17" width="150" height="99" /></a>&#8220;Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas sim descobrindo quem você é no nível mais profundo. A reencarnação não ajuda se na próxima encarnação você continuar sem saber quem é. Você não possui uma vida, você é a vida. Você é a consciência única que permeia todo o universo e assume temporariamente a forma de pedra, folha, animal, pessoa, estrela ou galáxia. No fundo você já sabe disso. Você já é isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Você precisa de tempo para fazer a maioria das coisas na vida: aprender, construir&#8230; Mas o tempo é inútil para a coisa mais valiosa, que é a realizaçao pessoal, o auto-conhecimento. Você não pode encontrar a si mesmo no passado nem no futuro. O único lugar onde você pode se encontrar é Agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Os que buscam uma dimensão espiritual querem a auto-realização ou a iluminaçao no futuro. Ser uma pessoa que está em busca de algo significa que você precisa do futuro. Se é nisso que você acredita, isso se torna verdade pra você. Precisará de tempo até perceber que não precisa de tempo para ser quem você é.</p>
<p style="text-align:justify;">O pensamento e a linguagem criam uma aparente dualidade, como se houvesse uma pessoa e uma consciência separadas. Como se a pessoa tomasse consciência das coisas que sente ou pensa. Isso não existe. Você é a consciência na qual e através da qual todas as coisas existem. Perceba-se como a consciência na qual todo o conteúdo da sua vida se desdobra.</p>
<p style="text-align:justify;">Você é a consciência através da qual tudo é conhecido. Você não pode conhecer a si mesmo, porque você é a própria consciência. O &#8220;eu&#8221;não pode se transformar num objeto de conhecimento, de consciência. E &#8220;eu&#8221; é a própria consciência.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando você se torna um objeto de estudo para si mesmo, surge a ilusão do &#8220;eu&#8221; auto-centrado, porque você fez de si mesmo um objeto. &#8220;Este sou eu&#8221;, você diz. A partir dessa afirmação você passa a ter uma relação com você mesmo e a contar para os outros, e pra si mesmo, a sua história.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_26.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-584" title="michael_kenna_26" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_26.jpg?w=147" alt="michael_kenna_26" width="147" height="150" /></a>Quando você percebe que é a consciência na qual a vida externa acontece, você se torna independente do que existe externamente e perde a necessidade de buscar sua identidade nos fatos, lugares e situações. As coisas que acontecem e deixam de acontecer perdem a importância, perdem peso e gravidade. Sua vida passa a ter outra graça e leveza. O mundo passa a ser visto como uma dança de formas, só isso.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">texto por Eckhart Tolle, fotos de Michael Kenna</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/18/o-poder-do-silencio-trechos-6/" target="_blank">trechos 6</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/category/eckhart-tolle/" target="_blank">todos os trechos</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Silêncio - trechos 4]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/09/o-poder-do-silencio-trechos-4/</link>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 15:54:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Este exato momento, Agora, é a única coisa no mundo que não dá pra escapar. É o único fator c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_14.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-568" title="michael_kenna_14" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_14.jpg?w=142" alt="michael_kenna_14" width="142" height="150" /></a>&#8220;Este exato momento, Agora, é a única coisa no mundo que não dá pra escapar. É o único fator constante na nossa vida. Se não é possível fugir do Agora, por que não acolhê-lo e tratá-lo bem?</p>
<p style="text-align:justify;">Concentrar sua atenção no Agora não é negar o que é necessário. É reconhecer o que é prioritário. Mais tarde você poderá lidar mais facilmente com o que é secundário. Concentrar-se no Agora não é dizer: &#8220;Não vou me preocupar mais com as coisas, pois só existe o Agora.&#8221; Não é isso. Veja o que é prioritário e faça do Agora seu amigo, e naão seu inimigo. Reconheça-o e repeite-o.</p>
<p style="text-align:justify;">Você trata o momento atual como um obstáculo que precisa ser ultrapassado? Você considera mais importante o momento futuro que quer atingir? A maioria das pessoas vive assim. Como o futuro nunca chega, a não ser como presente, essa forma de viver é inútil. Causa uma constante sensação de desconforto, tensão e insatisfação. Não respeita a vida, que é Agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Sinta a vida em seu corpo. Isso enraíza você no Agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando você diz sim às coisas tal qual como são, você entra em harmonia com o poder e a inteligência da própria vida. Só então pode se tornar agente de uma mudança positiva no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando você passa a dar atenção ao Agora, cria-se um estado de alerta. É como se você acordasse de um sonho, o sonho do pensamento, o sonho do passado e do futuro. É tão claro e tão simples que não sobra lugar para inventar problemas. Só este momento, tal qual como é.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria das pessoas confunde o Agora com o que acontece no Agora. Mas o Agora é mais profundo do que o que ocorre nele. É o espaço onde tudo acontece. Não confunda o conteúdo do momento presente com o Agora. O Agora é mais profundo do que qualquer conteúdo que exista nele. O seu ser é muito maior que seus pensamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu não sou os meus pensamentos. Não sou minhas emoções, minhas percepções sensoriais, nem minhas experiências. Não sou o conteúdo da minha vida. Eu sou o espaço no qual todas as coisas acontecem. Eu sou a Consciência. Sou o Agora. Sou.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_16.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-569" title="michael_kenna_16" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/10/michael_kenna_16.jpg?w=145" alt="michael_kenna_16" width="145" height="150" /></a>É importante vencer ou fracassar aos olhos dos outros. É importante ter ou não ter saúde, estudar ou não estudar. É importante ser rico ou pobre &#8211; certamente isso faz muita diferença na sua vida. Isso tudo tem uma importância relativa na sua vida, mas não absoluta. Existe algo mais importante que todas essas coisasa: Encontrar a essência do que você é para além dessa identidade de curta duração, que é uma noção personalizada do &#8220;eu&#8221;.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">texto por Eckhart Tolle, fotos de Michael Kenna</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/10/10/o-poder-do-silencio-trechos-5/" target="_blank">trechos 5</a></p>
<p style="text-align:justify;">todos os trechos <a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/category/eckhart-tolle/" target="_blank">aqui</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AGORA]]></title>
<link>http://mudancacriativa.com/2009/07/19/agora/</link>
<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 21:06:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>mudancacriativa</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/9Q6gE322om4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/9Q6gE322om4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Agora]]></title>
<link>http://evandrox.wordpress.com/2009/06/20/o-poder-do-agora/</link>
<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 17:40:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>evandrox</dc:creator>
<guid>http://evandrox.wordpress.com/2009/06/20/o-poder-do-agora/</guid>
<description><![CDATA[Neste livro o autor (Eckhart Tolle) nos convida a fazer vários questionamentos sobre o tempo.  Atiça]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Neste livro o autor (Eckhart Tolle) nos convida a fazer vários questionamentos sobre o tempo.  Atiça sua mente e te propõe um novo olhar sobre ela. Incrível!!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[02- Estamos todos transtornados?]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/06/07/2-estamos-todos-transtornados/</link>
<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 13:49:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em psiquiatria, um Transtorno de Múltiplas Personalidades é considerado um &#8220;transtorno dissoci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Em psiquiatria, um Transtorno de Múltiplas Personalidades é considerado um &#8220;transtorno dissociativo&#8221;. Essa dissociação refere-se a perdas de memória e atenção, mas principalmente a rupturas de personalidade e de percepção do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-372" title="Descartes" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/06/descartes.jpg?w=122" alt="Descartes" width="122" height="150" />Descartes, aquele cara do &#8220;Penso, Logo Existo&#8221;, é o pai da filosofia moderna e figura-chave da Revolução Científica que deu origem ao nosso atual estilo de vida. Ele era um transtornado. E de múltiplas personalidades!</p>
<p style="text-align:justify;">Pra chegar à conclusão do &#8220;Penso, Logo Existo&#8221;, Descartes tem necessariamente que estar dissociado (usando a terminologia psiquiátrica). Quem pensa? Existe um Descartes que pensa e outro que percebe que pensa.</p>
<p style="text-align:justify;">Existe um eu-observador &#8220;dentro-fora&#8221; de cada um de nós.</p>
<p style="text-align:justify;">Em psicologia eles chamariam esse observador de &#8220;inconsciente&#8221;, mas se você parar pra pensar, na verdade ele é aquilo que está consciente o tempo todo. Quem está <strong>in</strong>consciente é o nosso eu-pensante. Ele não tem consciência de que está analizando e filtrando a realidade de acordo com seus pré-conceitos.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-466" title="dt suzuki" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/06/dt-suzuki.jpg?w=150" alt="dt suzuki" width="150" height="112" />O eu-pensante tem um nome, sexo, profissão, enquanto o observador está livre desses rótulos e pode ir muito além.  O pensador nasceu, cresceu e chegou onde está passando por várias experiências que moldaram seu comportamento. Aquilo que observa existe agora, e só agora, renovando-se a cada milésimo de segundo, aberto ao presente, sem usar o passado como referência. Nossa identidade pensante faz planos e deseja uma realização no futuro. O observador já está realizado, porque se realiza na simples existência, na simples constatação do &#8220;existo&#8221;. Aquele que pensa gosta de catalogar tudo o que percebe em pares de opostos: bom/ruim; útil/inútil; verdadeiro/falso e também analiza os tons de cinza entre os extremos, dando nome a tudo. Nosso eu mais profundo percebe o mundo de maneira direta, crua, ingênua, que o monge zen D. T. Suzuki chamaria de Mente de Principiante. <em>&#8220;Quando as portas da percepção estão abertas, o Homem percebe as coisas como são: Infinitas&#8221;</em>, citando William Blake.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-thumbnail wp-image-374 alignright" title="abraham-isaac" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/06/abraham-isaac.jpg?w=119" alt="abraham-isaac" width="119" height="150" />Não estou sendo original: Quatro mil anos atrás Abraão entrou em contato direto com a Criação, sem pensar, e concluiu que não pode haver vários deuses. Apenas <strong>uma</strong> inteligência pode movimentar tudo isto em tão perfeita ordem. Enquanto isso, na India, os Upanishads eram escritos por sábios que perceberam que temos um &#8220;eu-apenas-observador&#8221;, que chamaram de Atman. Isso deu origem à Vedanta, a filosofia hindu de auto-realização. Para os vedantistas não há diferença entre Atman e Brahman (Deus).</p>
<p style="text-align:justify;">Hindu era Sidhartha Gautama, o Buda. As bases da sua filosofia são anicca, dukha e anatta. Impermanência, Sofrimento e Não-eu. Tudo muda o tempo todo. Sofremos porque estamos perdidos em pensamentos. Não existe algo real ao que chamar de &#8220;eu&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-377" title="tao" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/06/tao.jpg?w=105" alt="tao" width="105" height="150" />A filosofia de Buda se espalhou pelo mundo e encontrou-se com o Taoísmo na China. Essa fusão deu origem ao Chan-budismo (Zen-budismo, no Japão). Os taoístas acreditam que o Tao é a essência do Universo, sem nome, vazia. Tao também é o nome do Caminho para chegar a essa essência, buscando uma espontaneidade natural, livre de pensamentos. Seu símbolo representa os pares de opostos-complementares, indicando que somente na nossa mente as coisas se diferenciam e se separam. Quando Confúcio se encontrou com Lao-Tsé, o escritor do <a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/11/09/tao-te-ching/" target="_blank">Tao-Te-Ching</a> (bíblia do taoísmo), sentiu-se inundado por um oceano de sabedoria. É que o sistema de pensamento de Confúcio era excelente, mas girava em torno do conhecimento, da ética e da vida em sociedade. O Tao abranje tudo isso e muito mais, saindo de qualquer sistema de pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-thumbnail wp-image-378 alignright" title="jesus" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/06/jesus.jpg?w=150" alt="jesus" width="150" height="143" />Quinhentos anos depois, Jesus Cristo afirmou que não precisávamos de nada externo para sermos plenos. Ele instruiu seu discípulos a abençoarem as pessoas &#8220;em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo&#8221; ou seja: Deus criador, a criação (nós) e a divindade inerente a tudo. A Igreja Católica separou esses três conceitos, mas muitas linhas de cristianismo concordam que a Santíssima Trindade se refere à mesma coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Abraão, Buda, Lao-Tsé, Jesus, William Blake e Suzuki tinham dupla personalidade, então? De certa forma sim, mas agora pensando melhor: Essa entidade que eu estou toscamente querendo apontar com palavras, não tem identidade, não tem personalidade. Todos temos uma personalidade que se separa da Natureza, que vive habilmente no mundo físico e pensa que a Humanidade evolui. Mas também temos o poder de observar sem julgar, de aceitar, de viver o presente, em harmonia com tudo, criativos, espontâneos, satisfeitos, plenos. Basta deixar os pensamentos de lado quando eles não forem necessários.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há transtorno algum. Somos isto sem deixar de ser aquilo.</p>
<p style="text-align:justify;">Siga a linha de raciocínio <a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/08/01/4-a-humanidade-tem-que-sofrer/" target="_blank">aqui</a> ou leia um pouquinho sobre <a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/07/17/3-meditar-sobre/" target="_blank">meditação</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Agora]]></title>
<link>http://autocura.wordpress.com/2009/05/04/83/</link>
<pubDate>Mon, 04 May 2009 21:32:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quem aqui não leu ou ouviu falar do livro &#8220;O Poder do Agora&#8221;? Escrito por Eckhart Tolle,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Quem aqui não leu ou ouviu falar do livro &#8220;O Poder do Agora&#8221;? Escrito por Eckhart Tolle,]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O medo distorce a percepção de nós mesmos]]></title>
<link>http://agoraapenasagora.wordpress.com/2009/05/01/o-medo-distorce-a-percepcao-de-nos-mesmos/</link>
<pubDate>Fri, 01 May 2009 13:59:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>agoraapenasagora</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Para muitos seres humanos, não existe espaço interior, serenidade e equilíbrio. Ou seja, conh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Para muitos seres humanos, não existe espaço interior, serenidade e equilíbrio. Ou seja, conhecem o mundo, ou pensam que conhecem, mas não conhecem ´Deus´ [o Universo ou como você queira chamar]. Identificam-se exclusivamente com as formas física e psicológicas que construíram, mas não têm consciência da essência. E, como cada forma é altamente instável, vivem com medo. O medo causa profunda e distorcida percepção de nós mesmos e de outros seres humanos, uma distorção da nossa visão de mundo.”</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Poder do Agora]]></title>
<link>http://ecoblogbr.wordpress.com/2009/02/16/o-poder-do-agora/</link>
<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 02:03:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecoblogbr</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ninguém tem uma vida livre de sofrimento, mágoa, frustração, insatisfação e “erro”. A questão é apre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.ecolojabr.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&#38;codigo_produto=400"><img class="alignleft size-full wp-image-460" title="poder-do-agora-o" src="http://ecoblogbr.wordpress.com/files/2009/02/poder-do-agora-o.jpg" alt="poder-do-agora-o" width="172" height="258" /></a>Ninguém tem uma vida livre de sofrimento, mágoa, frustração, insatisfação e “erro”.<br />
A questão é aprender a viver com esses acontecimentos e parar de tentar evitá-los.<br />
Na verdade o sofrimento é opcional&#8230; pode parecer engraçada tal afirmação mas é verdadeira. O que ocorre é que a humanidade em sua maioria não optou por escolher um amadurecimento de suas crenças e comportamentos.</p>
<p>“(&#8230;) A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida. O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é.<br />
No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o nosso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. (&#8230; )”</p>
<p>A humanidade precisa compreender e aceitar que é chegada a hora de cada pessoa tomar posse de si. Pois, até agora a mente é que tem posse sobre cada um.</p>
<p>A única forma de nos tornarmos donos de nós mesmos é aprendendo a viver no AQUI e AGORA.</p>
<p>Para isso existem várias ferramentas disponíveis e uma delas é esta  literatura. Nela o leitor aprenderá que, a mente não “existe” no AGORA&#8230; na verdade ela só consegue funcionar e permanecer no controle porque ela é inseparável do tempo – ou seja, ela vive do passado e do futuro – o atemporal, que nada mais é do que o AGORA – a mente o vê como algo ameaçador. Dessa forma, ela trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro.</p>
<p>Nesta obra, o leitor poderá compreender que a mente julga e atribui nomes continuamente a tudo e a todos e dessa forma, só criará mais frustrações e infelicidades de todas as formas.</p>
<p>O leitor, poderá então perceber que &#8211; as coisas são como são –  e mais nada&#8230; simples assim!</p>
<p>Esta é uma leitura de aprendizado bastante profundo.</p>
<p>Recomendo a todos os que desejam uma vida plena em qualquer segmento de suas vidas.</p>
<p>Abaixo segue um vídeo onde o autor desta obra &#8211; <strong>Eckhart Tolle</strong> &#8211; fala da importância de se estar no presente e por que acontecem eventos sem sentido em nossas vidas</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/I3t2AkHqWas&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/I3t2AkHqWas&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Se desejar, você encontra esta obra na <span style="color:#99cc00;"><strong>EcolojaBR</strong></span> <a href="http://www.ecolojabr.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&#38;codigo_produto=400" target="_blank"><strong>(Clique aqui)</strong></a></p>
<p>Abraço da Maclaine</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Faça o melhor com os recursos que possui]]></title>
<link>http://superacaoesucesso.wordpress.com/2008/11/20/faca-o-melhor-com-os-recursos-que-possui/</link>
<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 18:13:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>superacaoesucesso</dc:creator>
<guid>http://superacaoesucesso.wordpress.com/2008/11/20/faca-o-melhor-com-os-recursos-que-possui/</guid>
<description><![CDATA[Ultimamente temos observado um verdadeiro bombardeio de notícias a respeito da crise financeira mund]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h6>Ultimamente temos observado um verdadeiro bombardeio de notícias a respeito da crise financeira mundial. As informações são de que a crise ainda nem chegou no Brasil, mas vai chegar. Isso já se reflete na maneira como as pessoas estão fazendo ou deixando de fazer as coisas. As pessoas estão, nesse momento, esperando um sinal para “voltar à vida normal”. Meus amigos não se iludam, essa é a nova realidade; Caos, turbulência e mudança contínua. E olha que não sou nem um pouco pessimista.O fato é que precisamos aprender a viver nessa nova realidade. Ao contrário do que muitos imaginam, nosso principal oponente, não é a crise, ou as notícias sobre a recessão mundial. E sim, nosso oponente interno, ou seja, nós mesmos. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche, dizia que “não existem fatos, e sim interpretações”. É a forma como cada um percebe cada situação que gera um tipo especifico de reação. Não é o que acontece com você, e sim, o que você faz com o que acontece com você!</p>
<p>A palavra crise significa ruptura, mas também quer dizer perigo ou oportunidade, é você quem escolhe como quer encarar esse momento. Se você acha que está em perigo, vai “puxar o freio de mão”, e vai ficar esperando que alguma coisa melhore, para que você se sinta confiante antes de querer voltar a fazer as coisas. Agora se você conseguir enxergar nisso tudo, uma oportunidade de aprender coisas novas, de se superar, de inovar, de se reinventar, e de criar valor para outros, então pode ser que você nem sinta a crise. Não fique esperando que o mundo mude para só então você mudar. Faça o melhor com o que tem agora. Com entusiasmo e determinação é possível reverter qualquer situação!<!-- joscomment --></h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta aberta à editora Sextante sobre a tradução do livro "O Poder do Agora"]]></title>
<link>http://cnepo.wordpress.com/2008/11/20/carta-aberta-a-editora-sextante-sobre-a-traducao-do-livro-o-poder-do-agora/</link>
<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 11:38:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
<guid>http://cnepo.wordpress.com/2008/11/20/carta-aberta-a-editora-sextante-sobre-a-traducao-do-livro-o-poder-do-agora/</guid>
<description><![CDATA[Caros amigos, gostaria de cumprimentá-los, antes de tudo, pela publicação no Brasil do livro “O Pode]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Caros amigos, gostaria de cumprimentá-los, antes de tudo, pela publicação no Brasil do<br />
livro “O Poder do Agora”, de Eckhart Tolle.</p>
<p>Por caminhos longos e interessantes, acabei desenvolvendo uma amizade com um americano que estuda português quando tive em NY e trocamos presentes. Ele me enviou uma edição inglesa do livro e eu retribuí com a em português.</p>
<p>Recebi o original com Copyright de 1999 e com o prefácio para a edição mais popular “paperback”, “with a new preface by the author”, de 2004.</p>
<p>Estou lendo a edição de vocês de 2002, com copyright de 2002.</p>
<p>Bom, não sou um especialista na língua inglesa, sou apenas um estudante curioso, e, no momento, bem interessado no assunto do referido livro, no qual Toller nos ajuda a caminhar na direção de uma vida mais ampla e completa.</p>
<p>Com este espírito, comecei a ler o original e inglês e nas dúvidas resolvi recorrer à tradução para agilizar a compreensão. Mas a cada página fui percebendo diferenças bastante significativas entre as duas versões, tais como a completa supressão de frases, que me deram a impressão de que se tratava ou de uma obra revisada ou, uma tradução incompleta.</p>
<p>A versão inglesa, percebi, é muito mais completa do que a portuguesa, deixando-me deveras confuso.</p>
<p>Como não há explicações sobre o assunto no livro, fiquei na dúvida se são problemas de tradução ou obras distintas, com revisão posterior do autor. Exemplo?</p>
<p>Pg 4 do original em inglês:</p>
<p>I was wakened by the chirping of a bird outside the window. I had never heard such a sound beforer. My eyes were still closed, and I saw the image of a precious diamond. <strong>Yes, if a diamond could make a sound, this is what it would be like. The first ligh of dawn was filtering through the curtains. </strong>Without any tought, I felt, I knew, that there is infinitely more to light than we realize. That soft luminosity filtering throu the curtains was love itself. Tears came into my eyes (…)</p>
<p>Tradução, pg 10:</p>
<p>No dia seguinte, fui acordado por um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada, eu senti &#8211; soube que existem muito mais coisas para vir à luz do dia que nós percebemos. Aquela luminosidade suave que atravessa as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de lágrimas (…)</p>
<p>Note que uma frase interessante, a do som possível de um diamente, marcada em negrito, no inglês, foi cortada. Como este, em vários momentos do livro pedaços que vão dando um colorido ao  texto são saltados.</p>
<p>Não entro no mérito da tradução, pois, como disse, não sou especialista na área, mas mesmo quem sabe um inglês rudimentar precebe que o trecho acima não aparece na versão local.</p>
<p>Como acho que a obra do autor é um conjunto formado pelas partes, fiquei deveras curioso se são duas obtras distintas que ele melhorou na segunda edição, ou se são problemas graves de tradução.</p>
<p>Publico a presente carta no meu blog pessoal, pois tenho feito, como poderão ver, um trabalho de divulgação das idéias do livro e acho que este assunto é de relevância para os que gostam das idéias do autor.</p>
<p>Grato pela atenção,</p>
<p>PS &#8211; caso queiram, posso apresentar diversos outros problemas como este ao longo do livro.</p>
<p>Carta enviada através do form do site:http://www.esextante.com.br/ no dia 20/11/08.<br />
Meu blog pessoal: cnepo.wordpress.com/</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O poder do agora]]></title>
<link>http://cnepo.wordpress.com/2008/11/03/o-poder-do-agora/</link>
<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 15:21:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
<guid>http://cnepo.wordpress.com/2008/11/03/o-poder-do-agora/</guid>
<description><![CDATA[Recomendo um livro interessante: O poder do agora que um amigo me recomendou. O livro, escrito pelo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Recomendo um livro interessante: <a href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&#38;infoid=530&#38;user=reader">O poder do agora</a> que um amigo me recomendou.</p>
<p><img class="alignnone" title="O poder do agora" src="http://www.esextante.com.br/publique/media/poder_do_agora_120.jpg" alt="" width="120" height="180" /></p>
<p>O livro, escrito pelo alemão Eckhart Tolle é uma síntese de algumas idéias que já tinha lido bastante em <a href="http://www.cuidardoser.com.br/coletanea-krishnamurti.htm">Krishnarmuti</a>. No primeiro momento, fiquei até com uma certa raiva, pois são idéias tão parecidas, que mais aparecem como plágio, do que propriamente idéias novas.</p>
<p><img class="alignnone" title="Tolle" src="http://www.esextante.com.br/publique/media/eckhart_90.jpg" alt="" width="90" height="133" /></p>
<p>Superei esta fase, pois o livro, conforme fui entrando nele, me parece um Krishnarmuti renovado, com algumas novas questões interessantes, uma forma de falar mais próxima do mundo atual, ainda com algumas reflexões futuras.</p>
<p>De qualquer forma, faltou um registro do autor sobre suas leituras do passado.</p>
<p>Basicamente, o poder do agora, ou a presença constante, parte de um conceito com o qual me afino bastante. Não somos o que achamos que somos. Nossa mente é uma parte de nós, mas deixamos que ela tome conta de tudo.</p>
<p>Assim, existe um ser maior que é sugestionado, condicionado, levado pela mente, que nos leva a não viver o momento atual, mas sempre o passado ou o futuro, como uma fuga da realidade.</p>
<p>Para sair dessa armadilha, é necessário que:</p>
<p>1) tenhamos consciência dessa armadilha;</p>
<p>2) que passemos a nos observar como se fôssemos dois, aquele que pensa e aquele que é;</p>
<p>3) que desenvolvamos cada vez mais a nossa capacidade de &#8220;estar&#8221; presente.</p>
<p>Se existe um caminho espiritual a ser seguido este me parece que passa pela minha praia.</p>
<p>O difícil é que o ambiente social, com seu tempo apertado o estímulo à velocidade, nos leva justamente para embarcar na canoa da mente que vive uma ilusão e não de estarmos presente com as pessoas e com os fatos que nos cercam.</p>
<p>Estamos, na verdade, presentes, mas ausentes.</p>
<p>Como modificar isso no dia-a-dia?</p>
<p>Como estar presentes e sobreviver?</p>
<p>Como trabalhar e continuar a estar presente?</p>
<p>São algumas questões que vou acompanhar no livro&#8230;.</p>
<p>Vou desenvolver um &#8220;insight&#8221; que tive sobre este assunto ao ler dois autores diferentes: Paulo Freire  e Eckhart Tolle<a href="http://cnepomuceno.wordpress.com/2008/10/27/sobre-radicais-e-sectarios/"> no próximo post</a>.</p>
<p>Girando.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A "normalpatia" e os problemas emocionais]]></title>
<link>http://nepo.com.br/2008/10/30/a-normalpatia-problemas-e-o-viver-o-presente/</link>
<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 07:08:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
<guid>http://nepo.com.br/2008/10/30/a-normalpatia-problemas-e-o-viver-o-presente/</guid>
<description><![CDATA[Este post é sequência da discussão sobre o &#8220;Fuja dos “normalpatas”&#8221;. Quando discutimos o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Este post é sequência da discussão sobre o &#8220;<a href="http://cnepomuceno.wordpress.com/2008/10/27/fuja-dos-normalpatas/">Fuja dos “normalpatas</a>”&#8221;.</p>
<p>Quando discutimos o problema de pessoas que não têm problemas, nos comentários entramos na discussão, ora afinal o que são problemas?</p>
<p><img class="alignnone" title="O agora" src="http://www.forte-balance.com/montanha.jpg" alt="" width="288" height="191" /></p>
<p>E vimos que temos os fatos da vida, ou os fardos da vida, que nos vêm a cada dia. E como lidamos com eles. Como disse no post <a title="Link Permanente para O poder do agora" rel="bookmark" href="http://cnepomuceno.wordpress.com/2008/10/27/o-poder-do-agora/"><span style="color:#265e15;">O poder do agora</span></a> estou lendo este livro, que é uma reunião de vários pensamentos orientais empacotados em uma forma bem palatável.</p>
<p>Ali, lendo e pensando na discussão que rolou no blog, veio uma discussão nova e interessante sobre problemas: todos os problemas são ilusões.</p>
<p>O autor defende que existem duas formas de definir como estamos no mundo: a vida como ela é e a situação de vida. A primeira você está em contato com o momento presente. Agindo de forma intuitiva, interagindo com o meio e reduzindo, assim, as cargas passadas e perspectivas futuras.</p>
<p>E a outra é a &#8220;situação de vida&#8221;, na qual deixamos a mente com seus problemas passados e futuros interferirem no agora.</p>
<p>Quando eu me referi aos normalpatas, aqueles que acham que não têm problema, seria na seguinte direção:</p>
<p>1) trazemos problemas emocionais da nossa vida que nos impedem de vivermos de forma plena o presente. Estes problemas são diagnosticados pela medicina, psiquiatria, psicologia, etc. São eles: compulsões, obsessões, bi-polaridade;</p>
<p>2) são traumas emocionais do passado que nos impedem de ver o presente como ele é, sem criar fantasmas, sem achar que estão nos perseguindo, sem achar que o outro é alguém, como o nosso pai ou nossa mãe, um irmão, quando, na verdade, é outra pessoa;</p>
<p>Assim, o que nos impede de viver o presente é saber administrar esses &#8220;problemas emocionais&#8221; que se repetem, as neuroses, segundo Freud, que nos turvam a relação com o mundo.</p>
<p>A &#8220;normalpatia&#8221; assim, pode-se dizer, que é a doença primária de não reconhecer estes &#8220;problemas emocionais&#8221; e viver o presente, com todos os seus fantasmas do passado e do futuro, sem perceber que o mundo é todo criado e não como ele realmente é, fazendo mal a ele e aos outros.</p>
<p>Vou citar o Eckart Tolle, pg 67:</p>
<p>&#8220;Quando  criamos um problema, criamos sofrimento. Por isso, é preciso tomar uma decisão simples: não importa o que aconteça, não vou criar mais sofrimento, nem problemas para mim. É uma escolha simples, mais radical. Ninguém faz uma escolha dessas a menos que esteja verdadeiramente sufocado pelo sofrimento. E não se consegue levar esse tipo de decisão adiante a não ser acessando o poder do Agora&#8221;.</p>
<p>E complementa:</p>
<p>&#8220;Deixará, assim, de contaminar nosso lindo planeta, seu próprio espaço interior e a psique humana coletiva com a negatividade da criação de problemas&#8221;.</p>
<p>Que acham?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fuja dos "normalpatas"]]></title>
<link>http://nepo.com.br/2008/10/27/fuja-dos-normalpatas/</link>
<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:39:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
<guid>http://nepo.com.br/2008/10/27/fuja-dos-normalpatas/</guid>
<description><![CDATA[Com o meu tempo de estrada e na eterna batalha para diminuir minha pisadas de bola no planeta terra,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Com o meu tempo de estrada e na eterna batalha para diminuir minha pisadas de bola no planeta terra, consegui perceber que a diferença entre nós é a forma com que administramos nossos problemas. </p>
<p><img class="alignnone" title="Corra dos normalpatas" src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/img/1166220000_corra_lola_corra_1998_img4.jpg" alt="" width="421" height="281" /></p>
<p>Sim, já foi o tempo que achava que fulano e beltrano não tinham problemas. </p>
<p>Nessa reflexão sobre a nossa relação com os problemas, pude perceber que temos algumas etapas na nossa vida nas quais nos relacionamos com eles da seguinte forma:</p>
<p>1) não tenho problemas;</p>
<p>2) tenho, mas não quero mexer com eles agora;</p>
<p>3) estou mexendo com eles, mas não está resolvendo (geralmente eternas terapias, que levam anos sem resultado);</p>
<p>4) estou mexendo e conseguindo alguns avanços.</p>
<p>(A diferença da fase 3 e 4 pode ser sutil e depende, obviamente, da avaliação de cada cidadão, não sendo a terapia a única forma nem de não resolver, nem de resolver.)</p>
<p>Obviamente, que cada um passa por estas fases de forma distinta, ora em uma ora em outra, mas há pessoas que se posicionam todo o tempo em uma fase destas.</p>
<p>Os que ficam na fase 1 eternamente, propagando para todos os cantos, que não têm problema podem ser chamados de &#8220;normalpatas&#8221;. O termo <a href="http://www.hottopos.com/mirand4/normalpa.htm">já anda por aí</a> pela Internet.</p>
<p>Na conversa que rolou pós-post, o Adami deu uma ótima definição que vou reproduzir aqui para dar um destaque.</p>
<p>&#8220;(&#8230;) aquele indivíduo absolutamente despreocupado consigo e com os outros, que não ajuda e, pior, como eventualmente precisa de ajuda, atrapalha. O seu pior sintoma torna-se visível quando deixa de resolver um problema e, com isso, acaba afetando outras pessoas, inclusive por não assumir as responsabilidades pelo que faz (ou melhor, não faz). Com essa idéia, talvez tenha que ficar claro na definição de normalpatia que um problema, em si, não é transferível, embora a falta de solução do mesmo possa afetar os outros&#8221; <strong><em>(Revisão no dia 30/10, a partir do comentário do Adami, ver abaixo)</em></strong></p>
<p>O grande problema quando você lida com um normalpata de carterinha é que na relação de alguém que nunca tem problema com você, qualquer problema que ocorrer durante o processo, de quem será a culpa?</p>
<p>Você pode fazer a sua auto-crítica, se você está procurando melhorar, mas do outro lado você receberá apenas uma confirmação: &#8220;É, você realmente tem problemas&#8221;.</p>
<p>Não é um diálogo aberto, mas fechado, em que um quer provar a sua normalpatia, justamente em cima de quem está procurando evoluir.</p>
<p>Assim, um grande problema de quem está na fase 4 é lidar cotidianamente com alguém da fase 1, pois quem trabalha seus problemas, passa o tempo todo fazendo auto-crítica e dialogando com os que estão à sua volta.</p>
<p>Quando cruza com o normalpata o processo tende a embolar.</p>
<p>Não é por aí?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O poder do agora]]></title>
<link>http://nepo.com.br/2008/10/27/o-poder-do-agora/</link>
<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:11:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
<guid>http://nepo.com.br/2008/10/27/o-poder-do-agora/</guid>
<description><![CDATA[Recomendo um livro interessante: O poder do agora que um amigo me recomendou. O livro, escrito pelo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Recomendo um livro interessante: <a href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&#38;infoid=530&#38;user=reader">O poder do agora</a> que um amigo me recomendou.</p>
<p><img class="alignnone" title="O poder do agora" src="http://www.esextante.com.br/publique/media/poder_do_agora_120.jpg" alt="" width="120" height="180" /></p>
<p>O livro, escrito pelo alemão Eckhart Tolle é uma síntese de algumas idéias que já tinha lido bastante em <a href="http://www.cuidardoser.com.br/coletanea-krishnamurti.htm">Krishnarmuti</a>. No primeiro momento, fiquei até com uma certa raiva, pois são idéias tão parecidas, que mais aparecem como plágio, do que propriamente idéias novas.</p>
<p><img class="alignnone" title="Tolle" src="http://www.esextante.com.br/publique/media/eckhart_90.jpg" alt="" width="90" height="133" /></p>
<p>Superei esta fase, pois o livro, conforme fui entrando nele, me parece um Krishnarmuti renovado, com algumas novas questões interessantes, uma forma de falar mais próxima do mundo atual, ainda com algumas reflexões futuras.</p>
<p>De qualquer forma, faltou um registro do autor sobre suas leituras do passado.</p>
<p>Basicamente, o poder do agora, ou a presença constante, parte de um conceito com o qual me afino bastante. Não somos o que achamos que somos. Nossa mente é uma parte de nós, mas deixamos que ela tome conta de tudo.</p>
<p>Assim, existe um ser maior que é sugestionado, condicionado, levado pela mente, que nos leva a não viver o momento atual, mas sempre o passado ou o futuro, como uma fuga da realidade.</p>
<p>Para sair dessa armadilha, é necessário que:</p>
<p>1) tenhamos consciência dessa armadilha;</p>
<p>2) que passemos a nos observar como se fôssemos dois, aquele que pensa e aquele que é;</p>
<p>3) que desenvolvamos cada vez mais a nossa capacidade de &#8220;estar&#8221; presente.</p>
<p>Se existe um caminho espiritual a ser seguido este me parece que passa por esta praia.</p>
<p>O difícil é que o ambiente social, com seu tempo apertado o estímulo à velocidade, nos leva justamente para embarcar na canoa da mente que vive uma ilusão e não de estarmos presente com as pessoas e com os fatos que nos cercam.</p>
<p>Estamos, na verdade, presentes presencialmente, mas ausentes.</p>
<p>Como modificar isso no dia-a-dia?</p>
<p>Como estar presentes e sobreviver?</p>
<p>Como trabalhar e continuar a estar presente?</p>
<p>São algumas questões que vou acompanhar no livro&#8230;.</p>
<p>Vou desenvolver um &#8220;insight&#8221; que tive sobre este assunto ao ler dois autores diferentes: Paulo Freire  e Eckhart Tolle<a href="http://cnepomuceno.wordpress.com/2008/10/27/sobre-radicais-e-sectarios/"> no próximo post</a>.</p>
<p>Girando.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Relacionamentos Iluminados - Parte III]]></title>
<link>http://michelleeandre.wordpress.com/2008/08/16/relacionamentos-iluminados-parte-iii/</link>
<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 22:16:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>andreladocruz</dc:creator>
<guid>http://michelleeandre.wordpress.com/2008/08/16/relacionamentos-iluminados-parte-iii/</guid>
<description><![CDATA[Antes de ler, veja a(s) seguinte(s) referência(s): De onde surgiu a Idéia? Parte I Parte II O VÍCIO ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Antes de ler, veja a(s) seguinte(s) referência(s):</p>
<ul>
<li><a href="../2008/07/21/em-breve-na-coluna-filosofando/" target="_self">De onde surgiu a Idéia?</a></li>
<li><a href="../2008/07/21/relacionamentos-iluminados-parte-i/" target="_blank">Parte I</a></li>
<li><a href="http://michelleeandre.wordpress.com/2008/08/13/relacionamentos-iluminados-parte-ii/" target="_blank">Parte II</a></li>
</ul>
<p><strong>O VÍCIO E A BUSCA DA PLENITUDE</strong></p>
<p><em>Por que nos viciamos na outra pessoa?</em></p>
<p>O desejo de ter um relacionamento amoroso é universal porque as pessoas acreditam que a paixão, o &#8220;amor&#8221;, pode libertá-las do medo, da necessidade e do vazio que fazem parte da condição humana em seu estado de pecado e não iluminação. Existe uma dimensão física e outra psicológica para esse estado.</p>
<p>No nível físico, é obvio que não somos um todo, nem jamais seremos. Cada um de nós é homem ou mulher, o que vale dizer, uma metade de um todo. Nesse nível, o desejo de ser completo, de retornar à unidade, se manifesta através de atração entre homem e mulher. É um impulso quase irresistível de união com a polaridade oposta de energia. A raiz deste impulso físico é espiritual, porque nele está o desejo ardente d o fim de uma dualidade, de um retorno ao estado de completude. A união sexual é o mais perto que podemos desse estado no nível físico. Essa é a razão pela qual ela é a experiência mais satisfatória que o reino físico pode nos oferecer. Mas a união sexual não de um lampejo breve de plenitude, um instante abençoado.  Enquanto ela for inconscientemente vista como um meio de salvação, você a verá como o fim da dualidade no nível da forma, um lugar onde ela não pode ser encontrada. Você teve um lampejo do paraíso, mas não pode ficar ali e se percebe, de novo, em um corpo separado.</p>
<p>No nível psicológico, a sensação de falta, de não estar completo, é até maior do que no nível físico. Enquanto houver uma identificação com a mente, o sentido do eu interior é dado pelas coisas externas. Isso significa que você extrai o sentido de quem você é de coisas que não têm nada a ver com quem você realmente é, com o seu papel na sociedade, suas propriedades, sua aparência externa, seus sucessos e fracassos, seus sistemas de crenças etc. Esse eu interior falso, o ego construído pela mente, sente-se vulnerável, inseguro e está sempre em busca de coisas novas com as quais se identificar, para obter a sensação de que ele existe. Mas nada é suficiente paralhe dar uma satisfação duradoura. O medo permanece. A sensação de falta e de necessidade permanecem.</p>
<p>Então acontece aquele relacionamento especial. Parece ser a resposta para todos os problemas do ego, parece preencher todas as nossas necessidades. Todas aquelas outras coisas das quais você tinha extraído o sentido do eu interior se tornam relativamente insignificantes. Você agora tem um ponto focal que substitui todos os outros, que da sentido à sua vida e até define a sua identidade: a pessoa por quem você se &#8220;apaixonou&#8221;. Você não é mais um fragmento isolado em um mundo insensível. Seu mundo agora tem um centro, a pessoa amada. O fato de que o centro está fora de você &#8211; e, portanto, você ainda tem um sentido de eu interior derivado das coisas externas &#8211; parece não importar muito num primeiro momento. O que importa é que aquelas sensações de medo, falta, vazio e insatisfação não estão mais presentes. Ou será que estão? Será que elas desapareceram ou continuam a existir por baixo da aparente felicidade?</p>
<p>Se em seus relacionamentos você vivenciou tanto o &#8220;amor&#8221; quando o seu oposto, então é provável que você esteja confundindo o apego do ego e a dependência com amor. Não se pode amar alguém em um momento e atacar essa pessoa no momento seguinte. O verdadeiro amor não tem oposto. Se o seu &#8220;amor&#8221; tem oposto, então não é amor, mas uma grande necessidade do ego de obter um sentido mais profundo e mais completo do eu interior, uma necessidade que a outra pessoa preenche temporariamente. É uma forma de substituição que o ego encontrou e, por um curto período, ela parece ser mesmo a salvação.</p>
<p>Chega então um momento em que o outro passa a se comportar de um modo que deixa de preencher as nossas necessidades, ou melhor, as necessidades do nosso ego. As sensações de medo, sofrimento e falta, que estavam encobertas pelo &#8220;relacionamento amoroso&#8221;, voltam a aparecer. Como acontece com qualquer vício, ficamos muito bem enquanto a droga está disponível, mas chega um momento em que a droga não funciona mais. Quando essas dolorosas sensações de medo reaparecem, nós as sentimos mais fortes do que antes e passamos a ver o outro como a <em>causa</em> de todas essas sensações. Isso significa que estamos projetando no outro essas sensações, por isso nós o agredimos com toda a violência que é a parte do nosso sofrimento. Essa agressão pode despertar o sofrimento do outro, que é induzido a contra-atacar. Nesse ponto, o ego ainda está, inconscientemente, esperando que a agressão ou a tentativa de manipulação seja suficiente para levar o outro a mudar o comportamento, de forma que possa usá-lo, de novo, para encobrir seu sofrimento.</p>
<p>Todo vício surge de uma recusa inconsciente de encararmos nossos próprios sofrimentos. Todo vício começa no sofrimento e termina nele. Qualquer que seja o vício &#8211; álcool, comida, drogas legais ou ilegais, ou mesmo uma pessoa -, ele é um meio que usamos para encobrir o sofrimento. Essa é a razão por que, passada a euforia inicial, existe tanta infelicidade, tanto sofrimento nos relacionamentos íntimos. Eles não causam o sofrimento e a infelicidade. Eles <em>trazem à superfície</em> o sofrimento e a infelicidade que já estão dentro de nós. Todo vício faz isso. Todo vício chega a um ponto em que já não funciona mais para nós e, então, sentimos o sofrimento mais forte do que nunca.</p>
<p>Essa é uma razão pela qual muitas pessoas estão sempre tentando escapar do momento presente e buscando algum tipo de salvação no futuro. A primeira coisa que devem encontrar, caso focalizem a atenção no Agora, é o próprio sofrimento que carregam, e é isso que mais temem. Se ao menos soubessem como, no Agora, é fácil acessar o poder da presença que dissolve o passado e o sofrimento. Se ao menos soubessem cmo estão perto da própria realidade, como estão perto de Deus.</p>
<p>Evitar se relacionar como uma tentiva de evitar o sofrimento também não é a resposta. O sofrimento está lá, de qualquer jeito. Três relacionamentos infelizes em alguns anos têm mais probabilidade de forçar você a acordar do que três anos em uma deserta ou trancafiado em seu quarto. Mas, se você pudesse colocar uma presença intensa em sua solidão, isso também funcionaria para você.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Relacionamentos Iluminados - Parte II]]></title>
<link>http://michelleeandre.wordpress.com/2008/08/13/relacionamentos-iluminados-parte-ii/</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 02:09:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>andreladocruz</dc:creator>
<guid>http://michelleeandre.wordpress.com/2008/08/13/relacionamentos-iluminados-parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[Antes de ler, veja a(s) seguinte(s) referência(s): De onde surgiu a Idéia? Parte I RELAÇÃO DE AMOR E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Antes de ler, veja a(s) seguinte(s) referência(s):</p>
<ul>
<li><a href="http://michelleeandre.wordpress.com/2008/07/21/em-breve-na-coluna-filosofando/" target="_self">De onde surgiu a Idéia?</a></li>
<li><a href="http://michelleeandre.wordpress.com/2008/07/21/relacionamentos-iluminados-parte-i/" target="_blank">Parte I</a></li>
</ul>
<p><strong>RELAÇÃO DE AMOR E ÓDIO</strong></p>
<p>A menos que você acesse a freqüência consciente da presença, todos os seus relacionamentos, principalmente os mais íntimos, vão apresentar defeitos profundos. Durante um tempo, eles podem dar a impressão de serem perfeitos,como quando estamos apaixonados, mas, invariavelmente,essa perfeição aparente acaba destruída por discussões, conflitos, insatisfações e até mesmo por violência física e emocional, que passa a acontecer com uma freqüência cada vez maior. Parece que a maioria dos &#8220;relacionamentos amorosos&#8221; não leva muito tempo para se tornar uma relação de amor e ódio.</p>
<p>O amor pode se transformar em agressões furiosas, em sentimentos de hostilidade ou, num piscar de olhos, em um completo recuo da afeição. Isso é visto como normal. Os relacionamentos, então, oscilam por um tempo,por alguns meses ou anos, entre as polaridades de &#8220;amor&#8221; e ódio, e nos trazem muito prazer e muita dor. Não é pouco comum que os casais se tornem viciados nesses ciclos. Esse tipo de drama nos faz sentir vivos. Quando o equilíbrio entre as polaridades negativa e positiva é desfeito e os ciclos negativos e destrutivos acontecem com freqüência e intensidade crescentes, não demora muito para o relacionamento acabar.</p>
<p>Pode parecer que tudo se resolveria se conseguíssemos eliminar os ciclos negativos e destrutivos, permitindo que o relacionamento florecesse sem problemas, mas isso não é possível. As polaridades são mutuamente interdependentes. Não podemos ter uma sem a outra. A positiva já contém dentro de si a negativa, ainda não manifestada. Ambas são, na verdade, aspectos diferentes de um sistema defeituoso. Estou tratando aqui dos chamados relacionamentos românticos, não do verdadeiro amor, que não possuí opositores porque nasce além da mente. O amor como um estado permanente ainda é raro de encontrar, tão raro quanto a consciência nos seres humanos. Entretanto, é possível haver lampejos breves e ilusórios de amor, sempre que existir um espaço no fluxo da mente.</p>
<p>O lado negativo de um relacionamento é mais facilmente reconhecido como um defeito ou anormalidade do que o positivo. E é muito mais fácil reconhecer a fonte da negatividade no parceiro do que vê-la em nós mesmos. Ela pode se manifestar de várias formas, tais como a possessividade, ciúme, controle, ressentimento, insensibilidade e egocentrismo, cobranças emocionais e manipulação, raiva e violência física, necessidade de ter sempre razão, de discutir, criticar, julgar, culpar, agredir, irritar, ou se vingar, inconscientemente, de um sofrimento do passado imposto por um dos pais.</p>
<p>Pelo lado positivo, há uma &#8220;paixão&#8221; pela outra pessoa. No primeiro momento, esse é um estado altamente gratificante. Sentimos que estamos intensamente vivos. Nossa existência passa a ter um significado porque, de repente, alguém precisa de nós, nos deseja, e nos faz sentir especial. Além disso, provocamos as mesmas sensações no outro, o que faz com que os dois se sintam completos. O sentimento pode se tornar tão intenso que o resto do mundo perde o significado.</p>
<p>Você deve ter percebido que existe uma certa dependência nessa intensidade. Ficamos viciados na outra pessoa, que age sobre nós como uma droga. Quando a droga está disponível, nos sentimos muito bem. Mas a possibilidade, ainda que remota, de que ela não esteja mais ali, disponível para nós, pode levar ao ciúme, à possessividade, a tentativas de manipulação através de chantagem emocional, culpa ou acusações &#8211; o que, no fundo, é o medo da perda. Se a outra pessoa nos abandonar mesmo, pode fazer nascer a mais intensa hostilidade,ou um profundo desespero. Em segundos, a ternura amorosa pode dar lugar à agressão selvagem ou a um desgosto terrível. Onde é que está o amor agora? Será que o amor pode se transformar no seu oposto em segundos? Será que era amor de verdade ou um vício, uma dependência?</p>
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<title><![CDATA[Curso de Vipassana - dia 01]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2008/07/28/curso-de-vipassana-dia-01/</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 13:46:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando o gongo tocou às 4:00 eu simplesmente não acreditei. Mas teoricamente era o início de uma nov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-48 alignleft" title="Entrada da sala de meditaçao" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2008/07/fotojardinhombres.jpg?w=300" alt="Entrada da sala de meditaçao" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align:justify;">Quando o gongo tocou às 4:00 eu simplesmente não acreditei. Mas teoricamente era o início de uma nova fase na minha vida e eu tava muito disposto a me entregar ao curso. Botei minha calça de karate, lavei o rosto com os outros zumbís lotando o banheiro e fui tranquilo pra primeira meditaçao oficial do curso, de 4:30 a 6:30. Ainda está escuro a essa hora e nem os passarinhos cantam.  O silêncio me inspirou. Eu nunca tinha meditado tanto tempo. Na verdade nem meditei. Só fiquei lutando contra o sono e curtindo as imagens que me vinham à cabeça. Curtindo mesmo, porque só me vinham imagens e memórias boas.</p>
<p style="text-align:justify;">Na última meia hora entra a voz do Goenka recitando um cântico em pali, o idioma antigo da India, usado pelo Buda Gautama. Achei o cântico muito triste, a voz do Goenka parecia a de um sapo agonizando. Me irritou não saber do que se tratava o tema e principalmente o fato de HAVER um cântico. Não era pra ser um curso técnico, sem religião? Mas tudo bem, pensei que seria só dessa vez, um cântico de abertura de curso.</p>
<p style="text-align:justify;">O café da manhã foi um espetáculo de voracidade mal contida. Pelo visto não era só eu o morto de fome. Um dos 35 caras foi especialmente grotesco, fazendo um tijelão de granola com meio litro de iogurte e compota de pêra, quatro pães com manteiga, margarina, geléia e azeite c/ tomate. Apelidei-o de Lord Toskus. O Cacaolat me desceu muito bem e acabou com meu mau-humor. Usei o descanso que se segue a todas as refeições pra dormir mais.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-1096" title="3 joias" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2008/07/3-joias.jpg" alt="" width="122" height="122" />Às 8:00 começaram as instruções da técnica na sala de meditaçao. A gravação do Goenka começava com mais cânticos e nos ensinava a solicitar ao professor, em pali, que ele ensinasse essa técnica maravilhosa que libertava de todo sofrimento. Detestei. Nao recitei droga nenhuma. Depois veio o clássico pedido de refúgio nas três jóias do budismo. Aí ficou muito claro que havia uma grande contradição entre o que se dizia sobre não-religioso e o que realmente acontecia no curso. Pedir o refúgio nas três jóias é uma prática eminentemente budista. Você se protege dentro das qualidades de Buda, dentro da sabedoria da doutrina e dentro da comunidade de praticantes. O Buda, o Dharma e a Sangha. Eu fazia muito isso, mentalmente, quando frequentava o centro zen da rua Buenos Aires. O curioso é que todo mundo topou e repetiu direitinho. Eu, que me considero filosoficamente budista, não repetí. Me sentiria idiota repetindo frases de uma gravação em pali&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Às 9:00 começaram as instruções básicas. Uma técnica chamada Anapana, que consiste em estar atento à respiração. É uma prática comum na maioria das técnicas de meditação, mas eu gostei do jeito que o Goenka se referia a ela, como uma maneira de afiar o bisturi da mente para depois proceder com a cirurgia, que seria o vipassana.</p>
<p style="text-align:justify;">O almoço vegetariano foi muito farto e muito gostoso. Senti o toque do Vitor na comida, mas ainda não o havia visto. Bela siesta, também.</p>
<p style="text-align:justify;">À 13:00 voltamos ao trabalho. Desta vez foi pura prática, até as 17:00 com dois descansos. Tive muitos insights sobre minha vida e tal. Entrei com muita vontade de mudar várias coisas na minha rotina e isso acabou me prejudicando nos primeiros dias, porque eu não me concentrava no curso e só pensava nas mudanças que empreenderia. Por exemplo: Avistei o Vitor pela primeira vez desde que cheguei. Vi a postura dele meditando e pensei no estilo de vida que ele leva, e na maneira que ele vê o mundo. Concluí que ele tinha uma relação erótica com a vida. Um jeito sacana, leve, fluido, prazeroso, como se a vida fosse uma parceira sexual. Não sei se ele é assim mesmo, mas sei que eu gostaria de voltar a ser assim.</p>
<p style="text-align:justify;">Às 17:00 eles servem a última refeição do dia, uma merenda. Eu já sabia que a granola do lugar era ruim, então entrei nas frutas e no Cacaolat. Ah, como eu gosto de um belo Cacaolat&#8230; Desce cremoso, o açucar dá um rush, o leite frio refresca, o sabor do chocolate&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O descanso depois da merenda eu usei pra vagar interiorizado pelo jardim. Foi excelente. Essa sensação de estar fazendo a coisa certa, enfiado à força num ambiente de aprendizado, sem precisar falar com ninguém, nem lavar nada, nem limpar, nem nada. Tudo o que eu tinha que fazer era ficar sentado a maior parte do tempo e o resto do tempo contemplar aquele jardim tão verde e florido!</p>
<p style="text-align:justify;">Mais anapana das 18:00 às 20:15. Depois vem um descanso antes do discurso final, teórico, de uma hora, muito interessante. O Goenka não fala mais de técnica. Fala das dificuldades do curso e da importância em seguir as regras. Ele tem plena noção do quanto todo mundo lá está sofrendo. Essa gravação deve ter sido feita depois de entrevistar centenas de alunos pelo mundo, porque ele é muito preciso quanto às dificuldades. E deu esperanças de que a cada dia seria mais fácil observar a respiração sem que a mente ficasse pulando alucinada igual um macaco bêbado com o rabo na tomada.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2008/07/por-do-sol-catalunha.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1097" title="por do sol catalunha" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2008/07/por-do-sol-catalunha.jpg?w=150" alt="" width="150" height="112" /></a>No final pode-se tirar dúvidas com o professor ou ir dormir. Eu fui ver o pôr-do-Sol, feliz da vida, e deitei mais cedo que ontem. Tive problemas pra pegar no sono, de tão bem que me sentia, quase eufórico.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/2008/08/04/curso-de-vipassana-dia-02/" target="_self">Dia 02</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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