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	<title>o-segundo-sexo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "o-segundo-sexo"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 06:48:48 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Incomum]]></title>
<link>http://sissi7.wordpress.com/2009/11/24/incomum/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 03:33:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>sissi7</dc:creator>
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<description><![CDATA[Coco Chanel Coco Chanel&#8230; Uma mulher à frente de seu tempo&#8230; Pioneira&#8230; Atemporal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://sissi7.wordpress.com/files/2009/11/coco-chanel.jpg"><img src="http://sissi7.wordpress.com/files/2009/11/coco-chanel.jpg?w=290" alt="" title="coco-chanel" width="290" height="300" class="size-medium wp-image-192" /></a><p class="wp-caption-text">Coco Chanel</p></div><br />
Coco Chanel&#8230;<br />
Uma mulher à frente de seu tempo&#8230;<br />
Pioneira&#8230;<br />
Atemporal&#8230;<br />
Não tinha papas na língua e grande habilidade para se desvencilhar da hipocrisia, tanto que foi umas das primeiras mulheres a ousar usar calças compridas em uma época em que o traje era exclusivo para homens&#8230;Um ato desafiador e revolucionário, mas acima de tudo sedutor.<br />
Nada mais encantador que uma mulher segura.<br />
Mas a mesma atrevida Coco se submeteu a viver sob teto e &#8220;favores&#8221; de um milionário, mesmo apaixonada por outro homem&#8230;<br />
Como mostra o novo filme Coco antes de Chanel &#8211; Coco avant Chanel (2009)<br />
Há quem veja nisso uma aura de modernidade, de transgressão por escapar aos relacionamentos convencionais assim como Coco livrou todas as mulheres dos apertados espartilhos&#8230;<br />
Realmente Coco não gostava de plumas&#8230;E fez pesar seu gosto pelo pretinho e chapéus &#8220;básicos&#8221;<br />
Sim, personalidade de sobra e forte, desde que nasceu Gabrielle.<br />
Há quem diga, como Gilbert Cesbron: &#8221; a personalidade assemelha-se a um perfume de qualidade: quem o usa é o único que o não sente&#8221;.<br />
Mas a vida da estilista que criou o mais famoso perfume do mundo Chanel nº5 cai como uma luva para a frase de outra mulher que revolucionou o universo feminino (para não dizer todo o mundo).<br />
Simone de Beauvoir escreveu no segundo volume do livro que é um ícone do feminismo &#8211; O Segundo Sexo:<br />
&#8220;ninguém nasce mulher, antes torna-se mulher&#8221;.<br />
Nenhuma das duas ( nem Chanel e nem Coco) se casou ou teve filhos e bem poderiam proferir uma frase da escritora Clarice Lispector: &#8220;Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SIMONE DE BEAUVOIR]]></title>
<link>http://armonte.wordpress.com/2009/09/23/simone-de-beauvoir/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 19:32:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>alfredomonte</dc:creator>
<guid>http://armonte.wordpress.com/2009/09/23/simone-de-beauvoir/</guid>
<description><![CDATA[SIMONE DE BEAUVOIR (1908-1986)       Num dos seus belíssimos livros autobiográficos, A força das coi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><em>SIMONE DE BEAUVOIR (1908-1986)</em></strong><strong></strong></p>
<p> <img class="alignnone size-full wp-image-1274" title="simone-de-beauvoir" src="http://armonte.wordpress.com/files/2009/09/simone-de-beauvoir.jpg" alt="simone-de-beauvoir" width="900" height="945" /></p>
<p>    Num dos seus belíssimos livros autobiográficos, <em>A força das coisas</em> (1963), Simone de Beauvoir esclarece o que pede a uma obra literária: “a recriação de um mundo que envolve o meu e que lhe pertence, que me desambienta e me ilumina, e que se impõe a mim para sempre com a evidência de uma experiência que eu teria vivido”.</p>
<p>    Janeiro quase vai indo embora e não é possível deixar em branco o centenário do nascimento (dia 9) de uma autora cujos textos me proporcionaram exatamente o que as palavras citadas descrevem. Infelizmente, quando ela não é reduzida a um satélite girando em torno do planeta Sartre, parece que só escreveu de importante <em>O segundo sexo </em>(1949), ou, quando muito, <em>Os mandarins</em> (1954). No entanto, sua obra é multifacetada, apaixonante e complexa, para além desses dois grandes títulos.</p>
<p>    Exigente, ela mesma afirmou que “rabiscou” muito papel na década de 30, sem produzir nada satisfatório, tendo como óbice o espiritualismo católico que marcou sua infância e adolescência (antes de conhecer Sartre e seus camaradas), e principiando um processo em que a força das coisas destronaria o <strong>amor pelo absoluto</strong> e a <strong>busca obsessiva pela felicidade</strong>, núcleos do seu projeto pessoal (como ela narraria mais tarde em <em>Memórias de uma moça bem comportada</em>, de 1958, e <em>A força da idade</em>, de 1960; este último, o qual, caso interesse a alguém, é um dos meus livros prediletos, seria mais fielmente traduzido como “Na força da idade”).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1276" title="a força das coisas" src="http://armonte.wordpress.com/files/2009/09/a-forca-das-coisas.jpg" alt="a força das coisas" width="280" height="280" /></p>
<p>    Curiosamente, no final da vida, ela permitiu a publicação de algumas dessas primeiras tentativas, novelas ligadas entre si, sob o título de <em>Quando o Espiritual domina</em>, e elas não se revelaram nem um pouco canhestras. Se aparecessem na época, contudo, não causariam o impacto do seu primeiro trabalho publicado, em 1943, <em>A</em><em> convidada</em>, o meu outro favorito pessoal dentro da obra de Simone de Beauvoir. Escrito durante a ocupação de Paris pelos nazistas, com uma epígrafe inquietante de Hegel (“Toda consciência tem por objetivo a morte de outra”), mostra a rivalidade entre duas mulheres, num insólito triângulo amoroso (muito inspirado pelas experiências de Sartre e Simone como professores provincianos nos anos 30, antes da moda existencialista, embora a trama transcorra em Paris), que aos poucos se transforma num terrível confronto de consciências. A protagonista, Françoise, é uma daquelas personagens que se tornam quase nossas amigas pessoais, mas há a impressionante e exasperante Xavière, a “convidada” que se revela indesejável (e assassinável). Nunca esqueci uma passagem de <em>A força das coisas</em> em que o vanguardista Adamov fica chocado por Simone estar escrevendo um romance, com “começo, meio e fim”. Após a publicação de <em>A convidada</em>, ao reencontrá-lo, e esperando que a vitupere por tal atividade necrófila (já que o gênero morreu, segundo as vanguardas, aquela baboseira toda que escutamos vez em quando&#8230;), ele a surpreende com o seguinte elogio: “Ah, tem a Xavière, tem a Xavière!”</p>
<p>    Sem terem a contundência de <em>A convidada</em> nem a amplitude e riqueza de <em>Os mandarins</em>, creio que é um erro subestimar (como a própria autora o fez) os dois romances intermediários entre ambos, <em>O sangue dos outros</em> (1945) e <em>Todos os homens são mortais</em> (1946). Gosto particularmente do segundo, um devaneio envolvendo o desejo de imortalidade, e já o reli com grande prazer, o que ainda não aconteceu com o outro, mais um ajuste de contas (cheio de altos e baixos) com as suas ilusões juvenis. Na mesma época, ela se lançou em outras direções: o teatro e o ensaio, culminando com a polêmica que cercou o brilhante <em>Segundo sexo</em>, que se tornou uma bíblia feminista, o que obliterou sua qualidade como estudo fundamental sobre processos de socialização e formação de mentalidades que se confundiram com fatores biológicos e atávicos, e que acabaram conduzindo a mulher a uma situação de cidadã de segunda classe. Não faz mal nenhum lê-lo; entre outros motivos, por ser incrivelmente bem escrito. A única coisa contra o livro, como já disse, é ter confinado Simone como a eterna “autora de <em>O segundo sexo</em>”.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1277" title="o segundo sexo" src="http://armonte.wordpress.com/files/2009/09/o-segundo-sexo.jpg" alt="o segundo sexo" width="280" height="280" /></p>
<p>    Ainda bem que poucos anos depois ela triunfaria definitivamente na ficção com <em>Os mandarins</em> (inclusive ganhando o Goncourt, na época um prêmio que só perdia em prestígio para o Nobel, quando existia uma literatura francesa). É uma obra-prima, perfeitamente arquitetada, ao intercalar a história de Henri (a quem muitos associaram a Camus), dilacerado entre a literatura e os compromissos políticos, em 3ª pessoa, com a narrativa em 1ª. pessoa de Anne, a esposa de um intelectual importante, um “mandarim”, a qual, à margem das grandes questões francesas e mundiais após a Libertação, enfrenta seus próprios dilemas, igualmente dilacerantes. Parece que todos os grandes assuntos do século estão nas suas páginas. Há duas traduções muito boas do livro, uma de Maria de Lourdes Teixeira (um pouco rebuscada, é verdade), e a de Hélio de Souza, ainda em circulação (duas edições diferentes pela Nova Fronteira, ambas caras: 90 e 60 reais).</p>
<p>    <em>Os mandarins</em> também marca um momento em que o casal Sartre-Simone, admirado ou combatido, dá as cartas na intelectualidade francesa, com repercussão mundial, o que vai se estender pela década seguinte.</p>
<p><strong><em>(resenha publicada de forma condensada em 26 de janeiro de 2008)</em></strong></p>
<p>_____________________________</p>
<p> <img class="alignnone size-full wp-image-1275" title="simone e sartre" src="http://armonte.wordpress.com/files/2009/09/simone-e-sartre.jpg" alt="simone e sartre" width="400" height="294" /></p>
<p><strong>O centenário do nascimento de Simone de Beauvoir- balanço final</strong></p>
<p> </p>
<p><em>“Seríamos caçadores de sentido, diríamos a verdade sobre o mundo e sobre as nossas vidas. Merleau achava-me otimista: estaria eu assim tão seguro de encontrar em tudo sentido? Ao que eu teria podido responder que o sentido do sem sentido existe e que nos competia descobri-lo. E sei o que ele teria respondido por sua vez: ilumina quanto tu queiras a barbárie, nunca conseguirás dissipar nela a obscuridade. A discussão nunca chegou a dar-se; eu era mais dogmático, ele era mais matizado, mas era uma questão de humor, ou como se costuma dizer, de caráter. Tínhamos ambos um mesmo desejo: sair do túnel, ver a claridade.”</em> (Sartre, <strong><em>Merleau-Ponty</em></strong>, 1961)</p>
<p> </p>
<p><em>“A fraternidade que soldou nossas vidas tornava supérfluos e irrisórios todos os laços que eu e Sartre teríamos podido forjar. Para que, por exemplo, morar sob o mesmo teto se o mundo era nossa propriedade comum? E por que recear circunstâncias entre nós que nunca nos poderiam separar? Um só projeto nos animava: tudo abarcar e testemunhar tudo; ele mandava-nos seguir, em certas condições, caminhos diferentes sem roubarmos um ao outro o mais ínfimo dos nossos achados; juntos, nos dobrávamos às suas exigências, a tal ponto que no próprio momento em que nos dividíamos, nossas vontades confundiam-se. Era o que nos ligava e nos desligava; e, com esse desligamento, nós nos achávamos de novo ligados profundamente.”</em> (Simone de Beauvoir, <strong><em>A força da idade</em></strong>, 1960)</p>
<p> <img class="alignnone size-medium wp-image-1278" title="os mandarins" src="http://armonte.wordpress.com/files/2009/09/os-mandarins.jpg?w=198" alt="os mandarins" width="198" height="300" /></p>
<p>    As citações acima, de textos praticamente coevos, ajudam a esclarecer o projeto pessoal de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre até mais ou menos a época de <em>Os mandarins</em> (1954), romance que marca o auge da carreira da grande escritora francesa, nascida há 100 anos: um sentido de disponibilidade total, de aventura, desejo de “sair do túnel, ver a claridade”, “tudo abarcar e testemunhar tudo”. Um projeto otimista, quase se pode dizer (e é bom lembrar que se trata em ambos os casos de olhares retrospectivos, o que sempre significa uma releitura estudada, quando não tendenciosa, do passado).</p>
<p>    Algum tempo depois de <em>Os mandarins</em>, ela iniciou seu ciclo de memórias, primeiro liquidando o espiritualismo católico que marcou sua formação em <em>Memórias de uma moça bem comportada</em> (1958). Aos poucos, com a Guerra Fria, no plano global; no plano nacional, a Guerra da Argélia e a ditadura de Charles de Gaulle; e, mais especificamente no plano da sua obra, com <em>A força das coisas</em> (1963), a nota de desencanto, de se encontrar “exilada em seu próprio país”, e à margem da voraz sociedade de consumo, é que prevalecerá na escrita de Simone de Beauvoir.</p>
<p>    Se, no final de <em>Os Mandarins</em>, lemos: <em>“Estou aqui. Eles vivem, falam comigo, estou viva. De novo saltei de pés juntos na vida&#8230; Ou se soçobra na indiferença, ou a terra se repovoa: não soçobrei. Já que meu coração continua batendo, será preciso que ele bata por alguma coisa, por alguém. Já que não sou surda, ouvirei chamarem-me de novo. Quem sabe? Talvez um dia eu seja feliz outra vez. Quem sabe?”</em>, em <em>A força das coisas</em>, predomina o ódio por seus compatriotas, o sentimento de desolação em meio a uma sociedade que compactua com a tortura, o massacre, a injustiça. Há também a percepção angustiada do envelhecimento: <em>“Bruscamente esbarro na minha idade. Esta mulher ultra-madura é minha contemporânea. Um senhor idoso, que se parece com um dos meus tios-avós, diz-me sorrindo que brincamos juntos no jardim do Luxemburgo. Em todas as esquinas, a verdade me assalta, e custo a entender por que astúcia ela me atinge de fora, quando é dentro de mim que ela mora&#8230; Muitas vezes, paro espantada diante desta coisa incrível que me serve de rosto. Detesto a minha imagem. Talvez as pessoas que me encontram vejam simplesmente uma qüinquagenária que não está bem nem mal: tem a idade que tem. Mas eu vejo minha cara velha, onde se instalou uma varíola da qual jamais me curarei”.</em></p>
<p>    Mesmo assim, ela vive, escreve, sente, participa. E tudo isso é mostrado de uma forma quase milagrosa, ainda que no discurso ultra-organizado, cartesiano. Esse rigor discursivo, essa austeridade e transparência, não conseguem neutralizar a contradição (instigante, aliás, e que fornece a chave do livro) entre viver o horror de se sentir sitiada numa ditadura e dar o devido valor a instante, a uma paisagem, a um encontro, a um sentimento individual.</p>
<p>    Em todo caso, ainda sobrou fôlego para alguns vôos ficcionais curtos, porém nada rasantes, como o pequeno romance <em>As belas imagens</em> (1966) ou as três narrativas que compõem <em>La femme rompue- A mulher desiludida</em> (1968).</p>
<p>    O texto tardio de maior repercussão e impacto de Simone de Beauvoir acabou sendo o assombroso relato do declínio físico e mental de Sartre e sua morte, nas 150 páginas de <em>A cerimônia do Adeus</em> (o volume parece bem maior, mas é recheado com as caudalosas entrevistas que ela realizou, num autocentramento característico, com&#8230; Sartre!). Já havia o precedente do relato sobre a morte da mãe, <em>Morte serena</em> (ou, numa outra tradução, <em>Uma morte muito suave</em>); nada, porém, antecipava o tom cortante e quase cruel na sua secura dessa despedida literária, que parece colocar o fantasma do malogro daquela disponibilidade toda que as citações do início revelam até no fim, todas as contas feitas (título original do livro batizado por aqui como <em>Balanço final</em>). O próprio Sartre já havia indicado esse caminho sombrio ao descrever sua formação como leitor e escritor, ou seja, como praticante da literatura, como fruto da neurose, em <em>As palavras</em>. Uma coisa seja dita: ambos foram fiéis até o derradeiro instante a essa neurose. Ou ainda se trata do “tudo abarcar e testemunhar tudo”?</p>
<p>___________________</p>
<p>Serviço: as trajetórias de Sartre e Simone de Beauvoir são a matéria de <em>Tête-à-Tête</em>, de Hazel Rowley. Tradução de Adalgisa Campos da Silva. Editora Objetiva. 462 págs.</p>
<p>(resenha publicada de forma condensada em dois de fevereiro de 2008)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do feminino]]></title>
<link>http://filipaqueiroz.wordpress.com/2008/06/25/do-feminino/</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 03:58:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Filipa Queiroz</dc:creator>
<guid>http://filipaqueiroz.wordpress.com/2008/06/25/do-feminino/</guid>
<description><![CDATA[« Todo o ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente, mulher; cumpre-lhe participar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><em><a href="http://filipaqueiroz.files.wordpress.com/2008/06/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg"><img class="size-medium wp-image-429 aligncenter" src="http://filipaqueiroz.wordpress.com/files/2008/06/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg" alt="" width="269" height="383" /></a></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>« Todo o ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente, mulher; cumpre-lhe participar dessa realidade misteriosa e ameaçada que é a feminilidade. Será esta segregada pelos ovários? Ou estará cristalizada no fundo de um céu platónico? Bastará um saiote de folhos para fazê-la descer à terra? Embora certas mulheres se esforcem por encarná-lo zelosamente, o modelo nunca foi registado.</em> »</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">Simone de Beauvoir</span> in <em>O Segundo Sexo</em> (1949)</p>
<p style="text-align:left;">No ano do centenário do seu nascimento ela e outras mulheres que ousaram fazer ouvir as problemáticas da (des)igualdade do género durante toda a história da &#8216;home(n)idade&#8217; serão lembradas no <a href="//www.congressofeminista2008.org/" target="_blank">Congresso Feminista</a> que arranca na próxima quinta-feira em Lisboa.  No último <a href="http://camaraclara.rtp.pt/" target="_blank">Câmara Clara</a> um interessantíssimo <em>tête à tête</em> com a historiadora <strong>Irene Pimentel </strong>e <strong>Rui Zink </strong>abriu a semana em que a<strong> </strong>UMAR &#8211; União de Mulheres Alternativa e resposta organiza o evento, oitenta anos volvidos e muito soutien queimado depois do último, em 1928.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Simone de Beauvoir.]]></title>
<link>http://alemdogenero.wordpress.com/2008/03/05/simone-de-beauvoir/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 17:48:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jacqueline</dc:creator>
<guid>http://alemdogenero.wordpress.com/2008/03/05/simone-de-beauvoir/</guid>
<description><![CDATA[“O Segundo Sexo” foi publicado há cinquentae cinco anos. Nesta obra, Simone de Beauvoir fazia uma “c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/1967410.jpg" title="1967410.jpg"></a></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/1967410.jpg" title="1967410.jpg"><img src="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/1967410.jpg" alt="1967410.jpg" height="180" width="123" /></a><a href="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/0.jpg" title="0.jpg"><img src="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/0.jpg" alt="0.jpg" /></a></div>
<p><a href="http://alemdogenero.wordpress.com/files/2008/03/58959.jpg" title="58959.jpg"> </a><i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“O Segundo Sexo” foi publicado há cinquentae cinco anos. Nesta obra, Simone de Beauvoir fazia uma “chamada às armas” contra a discriminação a que as mulheres continuam a ser sujeitas. Aí escreveu “Ninguém nasce mulher mas sim torna-se mulher.</i></font></i></p>
<p><i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">“O Segundo Sexo” é uma obra seminal que es</font></i><i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">tabeleceu de imediato uma plataforma de discussão acesa sobre a condição feminina e o(s) feminismo(s). Apesar das várias polémicas que sempre suscitou, tem servido de referência para a maior parte dos ensaios, debates e discussões posteriores. Camille Paglia afirmou que ao lê-la, aos dezasseis anos, mudou toda a sua vida: “Teve um grande impacto sobre mim; a minha independência intelectual data dessa momento. O “Segundo Sexo” continua a ser a obra suprema do feminismo moderno”. Quanto a Katte Millett baseou “Sexual Politics” na obra de Simone e a australiana Germaine Greer foi nela que se inspirou, principalmente no tratamento do tema do envelhecimento feminino e suas consequências. É possível encontrar notas sobre de Beauvoir em quase todos os estudos femininos<br />
Quando surgiu, em 1949, “O Segundo Sexo” causou tanta admiração quanto estranheza. Era uma obra vasta, dividida em dois volumes, bem documentada e alicerç</font></i><i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ada na lógica e no conhecimento e muito pouco “feminina”. (Às mulheres estavam reservado géneros como o romance ou a novela). Tendo como missão pôr a nu a condição feminina, explorava áreas ligadas à situação da mulher no mundo, englobando história, filosofia, economia, biologia, etc., bem como alguns “case studies” e algumas experiências particulares. Simone queria demonstrar que a própria noção de feminilidade era uma ficção inventada pelos homens na qual as mulheres consentiam, fosse por estarem pouco treinadas nos rigores do pensamento lógico ou porque calculavam ganhar algo com a sua passividade, perante as fantasias masculinas. No entanto, ao fazê-lo cairiam na armadilha de se auto limitarem. Os homens chamaram a si os terrores e triunfos da transcendência, oferecendo às mulheres segurança e tentando-as com as teorias da aceitação e da dependência, mentindo-lhes ao dizer que tais são características inatas do seu carácter. Ao fugir a este determinismo, Simone abriu as portas a todas as mulheres no sentido de formarem o seu próprio ser e escolherem o seu próprio destino, libertando-se de todas as ideias pré-concebidas e dos mitos pré-estabelecidos que lhe dão pouca ou nenhuma hipótese de escolha. Assim, a mulher, qualquer mulher, deve criar a sua própria via, mesmo que seja a de cumprir um papel tradicional, se for esse o escolhido por ela e só por ela.<br />
Mas numa sociedade ainda sob o choque das profundas alterações provocadas pela Guerra, a posição das mulheres tinha-se fortalecido pela ausência dos homens, mortos, desaparecidos ou ausentes. Mas Simone lançava um alerta dizendo: “…a Idade de Ouro da mulher não passa de um mito… A sociedade sempre foi masculina e o poder político sempre esteve nas mãos dos homens.”. “A humanidade é masculina” observou ela “…e um homem não teria a ideia de escrever um li</font></i><i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">vro sobre a situação peculiar de ser macho…e nunca se preocupa em afirmar a sua identidade como um ser de um determinado género; o facto de ser um homem é óbvio.” É importante colocar como ponto de partida para o estudo de “O Segundo Sexo” e do resto da obra de Simone de Beauvoir, o fato que ela, apesar de reconhecer que os homens oprimem as mulheres, não deixa de lhes apreciar as capacidades.&#8221;</font></i></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=297&#38;sec=&#38;secn=" target="_blank">Simone de Beauvoir</a>.<strike></strike></p>
</div>]]></content:encoded>
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