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	<title>ondjaki &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/ondjaki/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ondjaki"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 07:26:43 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Desacordo ortográfico. A exaltação da diferença.]]></title>
<link>http://esooutroblogue.wordpress.com/2009/11/11/desacordo-ortografico-a-exaltacao-da-diferenca/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 10:51:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tibor Moricz</dc:creator>
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<description><![CDATA[Como se em resposta ao &#8220;desacordo linguístico&#8221; que o Antonio Luiz citou em seu comentári]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1150" title="web_CAPA_desacordo ortografico" src="http://esooutroblogue.wordpress.com/files/2009/11/web_capa_desacordo-ortografico1.jpg" alt="web_CAPA_desacordo ortografico" width="400" height="678" /></p>
<p>Como se em resposta ao &#8220;desacordo linguístico&#8221; que o Antonio Luiz citou em seu comentário no último artigo, a Não Editora lança <em>Desacordo ortográfico</em>,  antologia organizada por Reginaldo Pujol Filho que valoriza a diferença da  língua portuguesa, com textos de autores como Altair Martins, Luandino  Vieira, Luis Fernando Verissimo e Pepetela, entre  outros.</p>
<p>Uma provocação ao pensamento do igual. Uma exaltação  da diferença. <em>Desacordo Ortográfico</em> pode ser classificado como  uma homenagem à nossa língua-mãe. O projeto não quer se opor ao Acordo  Ortográfico, mas deseja provocar e valorizar a diferença na língua portuguesa. O  livro reúne autores que, em vez de escrever no bom português, preferiram  adotar os seus ótimos, estranhos e lindos  portugueses.</p>
<p>Um time de peso e representativo  participa do <em>Desacordo Ortográfico</em>: Altair Martins, Cardoso,  Gonçalo M. Tavares, João Pedro Mésseder, Luandino Vieira, Luis Fernando  Verissimo, Luís Filipe Cristóvão, Manoel de Barros, Marcelino Freire, Maria  Valéria Rezende, Nelson Saúte, Olinda Beja, Ondjaki, Patrícia Portela, Patrícia  Reis, Pepetela, Reginaldo Pujol Filho, Rita Taborda Duarte, Rogério Manjate e  Xico Sá.</p>
<p>“O grande  escritor não entra em acordo com a palavra, com a gramática, com as regras. Ele  desafia essa turma todos os dias. Torce, retorce, distorce grafias e  significados. Por isso o Desacordo Ortográfico. Porque é também desse desacordo,  desse desajuste em relação à língua que surge a literatura. É daí que vem o  espanto diante de um texto. O espanto que me inspirou a ser leitor e escritor e  creio que inspirou tanta gente. E o Desacordo não é novidade não. Já estava nas  <em>ignorãças</em> do Manoel de Barros; <em>No gigolô das palavras</em>, do Luis  Fernando Veríssimo; e na <em>Luuanda</em> do Luandino Vieira. O trabalho aqui não  foi procurar só textos novos, mas textos renovadores e inspiradores. Apresentar  um conjunto que mostre que bonito é ser diferente, não igualzinho. Que tantos  desacordos podem viver em perfeito acordo nesse mundo que é a língua, que é a  literatura”, explica Reginaldo Pujol Filho.</p>
<p>Para divulgar o projeto e incentivar ainda mais vozes e sotaques da língua  portuguesa, foi criado um blogue. Nele, estão os vídeos de divulgação com  autores, editores e convidados lendo trechos do livro. O endereço do blogue é <a href="http://www.desacordo-ortografico.blogspot.com/" target="_blank">http://www.desacordo-ortografico.blogspot.com/</a>.</p>
<p><strong>LANÇAMENTO E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS  DE DESACORDO ORTOGRÁFICO, de Reginaldo Pujol Filho (organizador).</strong></p>
<p><strong>Data e horário</strong>: 13 de novembro de 2009, às 19h.</p>
<p><strong>Local</strong>: Complexo Master (Praça Garibaldi,  nº 46 – Porto Alegre – RS). Entrada franca.</p>
<p><strong>Preço</strong>: R$ 27,00 o exemplar</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O debate racial nas literaturas africanas de língua portuguesa (parte 2)]]></title>
<link>http://meujazz.wordpress.com/2009/09/26/o-debate-racial-nas-literaturas-africanas-de-lingua-portuguesa-parte-2/</link>
<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 19:18:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Cesar</dc:creator>
<guid>http://meujazz.wordpress.com/2009/09/26/o-debate-racial-nas-literaturas-africanas-de-lingua-portuguesa-parte-2/</guid>
<description><![CDATA[O tema a que ora chamo atenção não é visto a partir dos enredos e representações nas literaturas em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O tema a que ora chamo atenção não é visto a partir dos enredos e representações nas literaturas em questão, mas sim pela parte de trás dos panos: seus autores, &#8220;condições de produção&#8221; etc. Em algum momento, espero, vou tratar a questão mais literariamente &#8211; só que, aí, se eu fizer uma coisa legal, o texto deve ir para alguma revista acadêmica, e não pro blog. Esperemos, até porque, por agora, imagino que o assunto já esteja saturando os meus três leitores.</p>
<p>Na verdade, é até difícil debater a questão racial nessas literaturas porque ocorre bem menos do que, me parece, deveria. Ela aparece, é verdade, como já falei, e não é raro &#8211; só é menos frequente do que, creio, seria se houvesse mais autores pretos levantando suas questões. E é justamente a ausência do debate que está me motivando a levantar o tema. O vazio também é indicador de algo.</p>
<p>É preciso considerar também, sempre (coisa que não fiz na primeira parte), as especificidades de cada país. É completamente diferente falar de racismo em Angola, onde quase todo mundo é preto, e Cabo Verde, onde a população é bem mulata. Certamente há questões raciais em Cabo Verde, mas os paradigmas devem ser diferentes. O mesmo posso dizer de Moçambique, em que a presença árabe e indiana é muito forte (e, pelo menos a árabe, bem anterior à europeia), o que também muda bastante coisa. Até por isso tudo, acabei falando um pouco mais de Angola, embora o título dos posts remeta à literaturas africanas de língua portuguesa como um todo. E nem mencionei São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, cujos contextos são quase totalmente desconhecidos por mim (e cujas literaturas conheço bem pouco, também).</p>
<p>Mas, então, vamos completar o raciocínio iniciado na <a href="http://meujazz.wordpress.com/2009/09/24/o-debate-racial-nas-literaturas-africanas-de-lingua-portuguesa-parte-1/">parte 1</a> dessa gororoba.</p>
<p>Já indiquei aqueles autores angolanos que considero serem os mais conhecidos e importantes (não necessariamente os melhores, é preciso que fique clara essa diferença; sem bem que já está clara demais, tem é que escurecer) e, como vimos, dos 9, apenas 2 são pretos. Sabemos, evidentemente, que a prerrogativa da literatura é sempre de uma elite cultural e que, portanto, não se pode achar que é representativa do pensamento do &#8220;povo&#8221;, ou, no caso africano, da tal &#8220;África profunda&#8221;, essas coisas. Não tenho essa preocupação, posto que seria infantil iniciar essa discussão aqui. Pópilas, mas é que parece-me <strong>especialmente</strong> contraditório que os caminhos da literatura de um país africano sejam ditados majoritariamente por autores brancos e mulatos (e nenhuma mulher, como já indiquei, também). Num contexto de busca e afirmação de identidades, tão necessário e quase inevitável a países que, como tantos, lutam pela libertação simbólica do processo de colonização, é algo que gera uma situação complicada, a meu ver.</p>
<p>A contexto todo torna-se ainda mais complexo ao se estender para além do público leitor africano. As universidades mundo afora &#8211; e, aqui, falo a partir de Brasil, obviamente, que tem os melhores programas de literaturas africanas lusófonas, provavelmente -, ao não verem isto como um problema, acabam alimentando e <strong>legitimando</strong> &#8211; talvez o problema maior esteja aí &#8211; o fato dado como algo natural. Fiz recentemente um curso muito bom que, de saída, já tinha algo especial que era trabalhar o amor, erotismo e outros sentimentos nas literaturas de Angola e Moçambique, abordagem bem incomum para literaturas africanas (normalmente fica naquela tecla, que eu mesmo toquei aqui, de identidade, guerra, afirmação, o que às vezes limita a humanidade dos africanos e suas literaturas). Dos autores que estudamos, entretanto, não havia UM preto. A crítica era toda branca-europeia, branca-norte-americana e branca-sul-americana, e os escritores eram Pepetela, Mia Couto, Ondjaki, João Paulo Borges Coelho, Agualusa. No meio do curso surgiram outros, mas manteve-se em zero o número de autores pretos.</p>
<p>Não estou fazendo uma crítica à escolha dos autores em si, já que estes contemplavam a bela ementa proposta pela professora. Mas, vou repetir pela última vez (era só para dar um exemplo do ambiente aadêmico), estamos falando de África sem ler africanos, grosso modo. É claro que todos esses autores são, sim, africanos &#8211; mas nenhum carrega consigo, como um africano preto carrega, a experiência de ser enquadrado, indubitavelmente, como africano, e conhecer todas as consequências positivas e negativas deste fato. <del datetime="2009-09-26T18:21:06+00:00">Digamos que estes são homens do mundo que falam a partir de África?</del></p>
<p>O Mia Couto, por exemplo, já disse numa entrevista que sofre discriminação por, costumeiramente, não ser considerado africano dentro do país em que nasceu, pelo qual luta e o qual ama. Isso é ruim, evidentemente, mas é preciso sempre contextualizar o motivo de tal discriminação. Será que haveria essa resistência a um escritor tão incrível como ele se houvesse um número maior de autores pretos? Creio que não ocorreria da mesma forma, porque não seria necessária uma posição agressiva por parte dos pretos em busca de sua afirmação. Mas, se o maior autor moçambicano é branco, isto evidentemente vai trazer conflitos num país em que quase não há brancos em comparação ao número de pretos.</p>
<p>No meu ponto de contato com o tema, que é a literatura, acho que este deveria ser um assunto <strong>central</strong> nas discussões em âmbito acadêmico, jornalístico, especialmente se consideramos que tais autores estão projetando a imagem e a identidade de seus países num contexto de reconstrução e inserção no mundo globalizado. Que imagem estarão estes autores passando? Ou, mais importante que isso: não estará essa construção por demais restrita? A minha sensação, quando sinto resistência ao tema, é a mesma que senti tantas vezes, em meio ao processo de reconhecimento de minha identidade racial (politicamente falando, não geneticamente, é óbvio) e das discriminações que eu testemunhava: <strong>será que eu estou ficando louco?</strong></p>
<p>Quem já passou por isso sabe como é angustiante. Porque as pessoas negam, dizem que você está colocando chifre em cabeça de cavalo, que você está vendo coisa onde não tem (e você está vendo por todos os lados). </p>
<p>Pra você, colega que me lê e já passou por isso, eu tenho a resposta: <strong>não, você não está louco(a).</strong> Mas tome muito cuidado, porque podem acabar te deixando assim. É mais comum do que você imagina.</p>
<p>Mia Couto sofreu discrminação, como declarou. Uma professora minha já testemunhou também contra João Paulo Borges Coelho, e me disse: &#8220;os negros estão reproduzindo, em sentido inverso, o mesmo que já sofreram&#8221;. Ela, como sempre magistral, levantou também a partir disso a ideia de que devemos começar a pensar, inversamente a Fanon, em &#8220;peles brancas e máscaras negras&#8221;, dado o fenômeno de tantos autores não-pretos. Mas vamos então, a partir desses fatos, concluir essa reflexão fundamental (a reflexão, não, o post; porque a reflexão continua, ou começa, assim espero).</p>
<p>a) Realmente, qualquer tipo de discrminação é absurda. É absurdo pensar que tais autores, apenas por serem brancos ou mulatos, sejam discrminados;</p>
<p>b) Para a própria África, discrminá-los é algo ruim. Cria a ideia de que África só pode ser negra, e exclui a possibilidade de uma característica importante para qualquer país desejoso de inserir-se no mundo moderno: a cosmopolitização de suas cidades, suas culturas, pessoas. Excluir autores brancos é  perder em diversidade e, consequentemente, em qualidade;</p>
<p>c) Pensando na produção literária em si, acreditar que brancos não podem fazer texto africanos é o mesmo que considerar africanos somente os textos herdeiros de missossos e outras formas de oratura tradicional, provérbios, jogos e demais signos culturais localizadamente africanos. Isso é um reducionismo, uma prisão. Sem liberdade, jamais podem os textos tornarem-se universais, por mais que saibamos que o conceito de &#8220;universalidade&#8221;, no caso de arte, é normalmente o de diálogo direto com as tradições ocidentais, o que significa uma por vezes violenta adequação ao seu sistema semiológico.</p>
<p>Pelos itens acima, eu poderia considerar puramente um absurdo essa resistência aos autore brancos e mulatos. Entretanto, por todas as contradições do fato que já expus nesses dois longos posts, não posso me satisfazer parando em c), e, por isso,</p>
<p>d) Se os discriminados autores brancos e mulatos são tão avessos à discriminação, e vêem nela tanto prejuízo, por que não desconfiam também do prejuízo que têm a literatura quando percebem que quase não há autores pretos no <em>mainstream</em> literário de seus países?;</p>
<p>e) Será que, reconhecendo um processo de discriminação silenciada contra os pretos em seu campo de atuação, são eles capazes de levantar a bandeira dos autores pretos africanos em suas falas nos encontros, nos artigos de jornal, ou mesmo em seus livros?;</p>
<p>f) Será que os países europeus, tão cosmopolitas, são capazes de chamar de literatura nacional, com vigor e socos no peito, os textos de autores europeus cuja fenotipia não coincide com o caucasiano? Há essa relação de igualdade?</p>
<p>Não temos aí, portanto, um grave desequilíbrio?</p>
<p>Ou serei eu apenas um brasileirinho metido, que nada conhece de África, querendo gerar ódio racial onde nem discriminação há?</p>
<p>A parte 3, deixo com vocês.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O debate racial nas literaturas africanas de língua portuguesa (parte 1)]]></title>
<link>http://meujazz.wordpress.com/2009/09/24/o-debate-racial-nas-literaturas-africanas-de-lingua-portuguesa-parte-1/</link>
<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 23:12:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Cesar</dc:creator>
<guid>http://meujazz.wordpress.com/2009/09/24/o-debate-racial-nas-literaturas-africanas-de-lingua-portuguesa-parte-1/</guid>
<description><![CDATA[Eu só conheço um livro do escritor angolano João Melo. Chama-se Filhos da pátria e, coisa rara pras ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu só conheço um livro do escritor angolano João Melo. Chama-se <em>Filhos da pátria</em> e, coisa rara pras literaturas africanas, foi editado aqui no país pela Record. Recomendo a leitura porque nos ensina e reflete bastante sobre a sociedade luandense e é esteticamente instigante a sua mistura de crônica com narrativa (isso não é exatamente uma novidade, mas o modo como ele faz é bastante particular). Deu pra sentir que o cara é um puta escritor.</p>
<p>Mas aí teve aquele papo com ele e o Manuel Rui na UFF, que eu divulguei aqui. Foi muito bom, obviamente. Na hora das perguntas, ficou aquele clima constrangedor de alunos que não sabem o que falar e mediador sem graça esperando o primeiro cara-de-pau. E eu, que faço barba com óleo de peroba todas as manhãs, tendo lido o <em>Filhos da pátria</em> na véspera, muito bem impressionado e achando contraditórias algumas passagens, timidamente levantei o dedinho.</p>
<p>(Na verdade, tenho que confessar uma coisa: eu me sinto profundamente constrangido quando vejo alguém constrangido. Sempre, demais, muito mais do que deveria. Eu fico sufocado, sem ar, uma coisa horrível. E quando isso acontece, uma força interior muito poderosa, quase um <em>summon</em> de Final Fantasy 7, me faz tomar uma atitude pra resolver a situação, para o meu próprio bem. No mais das vezes, evidentemente, falo coisa que não devia, pago mico e tal. Nessas horas, eu queria ter um assento ejetor.)</p>
<p>Mas, nesse dia, sério, eu tinha mesmo coisa pra perguntar. Estava até marcadinha a página. E eu comecei lendo o seguinte trecho do conto &#8220;Ngola Kiluanje&#8221;, em que, a partir do envolvimento de um homem angolano branco com uma mulher negra militante carioca, são discutidas as relações raciais em Angola (a narração é do homem):</p>
<blockquote><p>Mas quando lhe revelei, dias depois, a conversa que tinha tido com o meu pai, ela contou-me que, tempos atrás, conhecera um escritor angolano branco que tinha vindo ao Rio participar num simpósio sobre literatura africana em língua portuguesa e que, quando questionado por um militante do Movimento Negro sobre o facto de Angola ter enviado um branco para essa reunião, teve uma resposta de que ela jamais se esqueceu:<br />
- <em>Meus senhores, se pensam que vou pedir desculpas por ser branco, estão muito enganados!&#8230;</em></p></blockquote>
<p>Antes, faço aqui um esclarecimento. As literaturas africanas de língua portuguesa &#8211; de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau &#8211; contam com o curioso fato de serem escritas, basicamente, por autores brancos(as) ou mestiços(as). Isso é um fato realmente único na África negra. Há, obviamente, autores brancos e mestiços em outros países africanos abaixo do Saara, mas certamente não nessa proporção (a exceção talvez seja a África do Sul).</p>
<p><img src="http://meujazz.wordpress.com/files/2009/09/autores1.jpg" alt="autores angolanos" /></p>
<p>Essa proporção racial da imagem acima, aliás, seria interessantíssima, muito justa, se estivéssemos tratando de Brasil. Mas, num país em que 95% da população é formada por pretos, 2% por mulatos e 2% por brancos (e 1% de &#8216;outros&#8217;), é pra ficar com a pulga atrás da orelha. E no Brasil, em que metade da população é formada por pretos e pardos, 94% dos escritores brasileiros são brancos, segundo pesquisa realizada por Regina Dalcastagnè publicada na Revista Gragoatá n. 24 (igualmente assustadores são os números e a abordagem qualitativa desse trabalho falando sobre os personagens, narradores e enredo da ficção brasileira dos últimos 10 anos; vou comentar sobre isso por aqui assim que for possível). É evidente, também, a ausência de mulheres. Não vou me deter na questão de gênero, no momento, pela ausência de uma reflexão mais clara sobre isso.</p>
<p>A pergunta que fiz a João Melo, então, foi sobre essa subrepresentação de autores pretos nas literaturas africanas de língua portuguesa de um modo geral, e na angolana em particular, e se, de alguma forma, isso não poderia estar viciando o debate racial, já que há poucas vozes de autores pretos para falar sobre o tema. Não é muito difícil imaginar o porquê da ausência de escritores pretos por lá, como se verá na resposta que João Melo me deu, mas minha pergunta foi motivada pela assombrosa ausência de discussão sobre um fato que, pra mim, pelo menos, é gritante, um fenômeno. E tanto no Brasil, entre os estudiosos, como em Angola, entre autores e estudiosos, essa questão estranhamente nunca é colocada &#8211; e há reações agitadas, às vezes, quando falamos disso.</p>
<p>João Melo começou explicando que não há, em Angola, conflitos raciais. Segundo ele, o que há é uma &#8220;tensão de baixa intensidade&#8221;, em suas próprias palavras, que não leva a questões mais sérias. Volta e meia o povo levanta questões como &#8220;por que o ministro escolhido para tal cargo é branco?&#8221;, ou alguns estranhamentos em relações interpessoais, mas nada que se desenvolva para alguma coisa maior. Dito isto, contou o caso de uma famosa antologia de escritores angolanos feita por José Luís Mendonça, um escritor mulato, e editada pela Maianga, salvo engano. Parece que foi um rebu, e choveram acusações de racismo porque praticamente não havia autores pretos (acho que só Agostinho Neto e Uanhenga Xitu) na seleção de Mendonça, e o clima chegou a esquentar por lá. João Melo disse que quem levanta uma questão dessas ou é profundamente ignorante sobre a história de Angola, ou está de má fé. Sem citar nomes, disse que quem botou a boca no trombone foi um escritor angolano, que, &#8220;como certamente não é ignorante sobre a história de Angola&#8230;&#8221; &#8211; e deu um risinho de canto.</p>
<p>Pode até ter sido má fé do tal escritor, mas eu, pessoalmente, acho legítimo o questionamento, mesmo que tenha sido pra colocar uma certa pressão sobre o debate. Porque, convenhamos, pode ser má fé, também, não discutir essa questão, ou simplesmente fingir que ela não existe, quando é um fato óbvio, empírico, observável, literalmente, a olho nu. E a questão principal que está por trás, me parece &#8211; e que costuma ser negada -, é que a ausência da discussão se dá justamente porque não há pretos, praticamente, para emitir as suas opiniões no espaço literário, e inclusive desenvolver o tema em seus enredos, poemas etc. É um ciclo. Melo afirmou que o debate sobre esse fato tem que existir, mas disse com muito menos convicção do que, na minha opinião, é merecida.</p>
<p>Do pouco que conheço de literatura angolana e moçambicana, vejo o debate racial tomar dois caminhos, normalmente: Primeiro, uma tendência a se denunciar o racismo anti-branco (do negro contra o branco), mas sempre com mensagens de paz, de que a mestiçagem é bonita, que o julgamento da pessoa pela cor da pele é ignorância etc. O Mia Couto, por exemplo, bate muito nessa tecla. Fala-se pouco do racismo contra o negro, e normalmente contextualizado em enredos que se passam no período colonial, em que a situação era, evidentemente, muito mais tensa. E tratam, ainda, essa dificuldade de referência que o mulato sofre (não é branco nem negro, não é do bem nem do mau), que é das mais interessantes, na minha opinião (Mayombe, de Pepetela, tem um personagem, o Teoria, se não me engano, que mostra a complexidade da questão). Em segundo lugar, os conflitos étnicos &#8211; entre pretos &#8211; que estão também muito relacionados com a questão de poder por lá. É uma especificidade africana que não conhecemos na diáspora.</p>
<p>Para João Melo, e como qualquer um já deve ter imaginado, há muitos autores brancos e mulatos porque no período de colonização houve um &#8220;relativo privilégio&#8221; destes dois grupos, que puderam ter uma formação educacional à ocidental muito melhor, mais recursos materiais etc, em detrimento dos pretos. Cabem, aqui, duas ressalvas importantes. Primeiro que a expressão &#8220;relativo privilégio&#8221; foi um daqueles eufemismos complicados. Estamos falando de um período em que, dentre as incontáveis interdições impingidas aos pretos, tivemos uma chamada <strong>escravidão</strong>. Não preciso nem desenvolver mais nada sobre isso, certo? Em segundo lugar, vale uma breve atenção ao fato de que, diferentemente de como ocorre na diáspora (excetuando-se o Haiti), em Angola &#8211; e, creio, nos países da África sub-saariana como um todo, exceto África do Sul &#8211; os mulatos são um grupo associado aos brancos, e não aos pretos. Isso acontece, provavelmente, porque a norma em África é ser preto, e não ser branco, como por aqui (entenda-se: quando falo de norma de raça nas Américas, faço-o pensando em termos de poder, referência, representação; e não de maioria numérica). O mulato se diferencia dos pretos, em África, porque em algum momento da história de sua família houve uma aliança com um branco (mesmo que essa &#8220;aliança&#8221; seja estupro, como é muito comum), que é o colonizador, o usurpador etc. Por isso, muitos mulatos são rechaçados pelos pretos, ainda hoje, e mais aceitos entre os brancos do que são os pretos.</p>
<p>Mas, voltando à fala, e como eu já havia comentado acima, essa maior inserção dos brancos e mulatos no processo educacional era algo que já imaginávamos como justificativa. Para João Melo, a questão toda se resume muito simplesmente a esse fato &#8211; isso não é ironia da minha parte -, e ele ainda defendeu, como comprovação disso, que, com o fim da colonização (em 1975), o equilíbrio representacional entre pretos, brancos e mulatos está se reestabelecendo nas mais diversas esferas do poder. E disse, sem dar exemplos, que &#8220;há muitos e bons escritores pretos surgindo em Angola&#8221;. Eu tenho dúvidas se esse equilíbrio representacional, na literatura, está mesmo ocorrendo. Eu não vejo isso, não mesmo. O mais recente escritor angolano de grande projeção, por exemplo, é Ondjaki, um mulato muito claro, o qual já vi dizer, na minha frente, que Obama não é negro. Dá um tempo, né? Mas, como falei para João Melo, após o debate, essa ausência total de autores pretos pode ser uma impressão de quem está de fora, porque os textos desses novos escritores pretos certamente ainda estão circuscritos a Angola, fato que ele me confirmou. Ele disse que em breve aparecerão. Estou esperando, atento e zeloso, mas bastante desconfiado.</p>
<p style="text-align:center;">*</p>
<p>Em 2007, quando participei de um evento internacional de literaturas africanas de língua portuguesa na UFRJ, tive o prazer de conhecer e conversar com muitos angolanos e, de quando em vez, eu perguntava sobre como funcionavam essas relações entre pretos, brancos e mulatos por lá. Dona Kanguimbo, uma senhora muito simpática, e um outro angolano que com ela estava me disseram que não tinha &#8220;esse negócio de racismo em Angola&#8221;, que todos se davam muito bem, e mudou de assunto. E Manuel Rui, que é uma peça rara, quando lhe perguntei se havia muito mulatos em Angola, disse-me &#8220;não, mas estamos providenciando diariamente&#8221;. Enfim, o caso é que é muito comum a negação da existência do racismo em Angola, e acho que também em Moçambique (este post do <a href="http://tabusafroafricanos.blogspot.com/2008/05/relaes-inter-tnicas-e-o-racismo-moda.html">Tabus Afro Africanos</a> explica um pouco a dinâmica das coisas em Angola; é muito interessante). E, como essas estratégias do silenciamento e da carnavalização sobre as relações interraciais é também muito comum no Brasil, comecei a pensar que um estudo comparativo entre Brasil e Angola no tocante a esse aspecto poderia nos ensinar muita coisa. Digo isso porque um fato interessante na fala de João Melo me chamou a atenção. Não é possível &#8220;transportar mecanicamente&#8221; a questão racial brasileira para Angola porque, apesar das semelhanças superficiais que destaquei (que desconfio ser algo típico da colonização portuguesa, mais que tudo), a demografia angolana é completamente diferente (entre outras coisas completamente diferentes). Então, por exemplo: no Brasil, é possível não haver políticos negros, empresários negros, elite negra, etc. Em Angola, evidentemente, isso não é possível, porque sequer há brancos e mulatos o suficiente pra preencher todas essas &#8220;vagas&#8221;. Poder-se-ia pensar numa comparação em termos proporcionais (na literatura, acho que rola), mas de toda forma não acho que as relações se dêem tão cartesianamente. Há muitas curvas nesse caminho.</p>
<p>O que eu penso, sobretudo, é que comparar as questões raciais do Brasil e de Angola é mais uma das muitas formas que ainda não exploramos de <strong>aproximação</strong> dos dois países. O Brasil é um produto angolano; e Angola, hoje, é um produto brasileiro. Analisar as semelhanças e diferenças, as complexidades das relações raciais que ocorrem nos dois países é, certamente, uma forma de nos conhecermos melhor. E estou convencido de que a literatura é um excelente ponto de partida para isso.</p>
<p>Na Parte 2, um pouco mais sobre o assunto no ambiente acadêmico.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[078. Lusophone Lyrik]]></title>
<link>http://lyrikzeitung.wordpress.com/2009/08/30/078-lusophone-lyrik/</link>
<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 17:55:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>lyrikzeitung</dc:creator>
<guid>http://lyrikzeitung.wordpress.com/2009/08/30/078-lusophone-lyrik/</guid>
<description><![CDATA[Das Büchlein versammelt 22 jüngere portugiesischsprachige Lyrikerinnen und Lyriker aus drei Kontinen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Das Büchlein versammelt 22 jüngere portugiesischsprachige Lyrikerinnen und Lyriker aus drei Kontinenten: Afrika mit den Ländern Angola, Guinea-Bissau, Moçambique und São Tomé e Príncipe, Lateinamerika mit Brasilien sowie Europa mit der spanischen Region Galicien und Portugal. Der Herausgeber und Übersetzer Michael Kegler stellt überwiegend neuere und hierzulande unbekannte Namen vor, die in den fünfziger bis siebziger Jahren des vergangenen Jahrhunderts geboren sind. Darunter befinden sich die Poetin und Literaturwissenschafterin Ana Paula Taveres oder Ondjaki aus Angola, von dem ein Roman in deutscher Übersetzung vorliegt, Ivo Machado, José Antonio Gonçalves, der 2005 mit 50 Jahren schon starb, und Ana Luísa Amaral aus Portugal sowie Conceição Lima aus São Tomé e Príncipe. Von keinem einzigen dieser Autoren liegt bis heute ein eigener Lyrikband in deutscher Übersetzung vor. Das weist in der hiesigen Rezeption auf eine Lücke hin, die es allmählich zu schliessen gilt. Ein schöner Anfang ist nun gelungen, bei dem sich viele Neuentdeckungen machen lassen. / <a href="http://www.nzz.ch/nachrichten/kultur/buchrezensionen/lusophone_lyrik_1.3331647.html" target="_blank">NZZ</a></p>
<p style="padding-left:30px;">Hotel Ver Mar. Gedichte aus Angola, Brasilien, Galicien, Guinea-Bissau, Mosambik, Portugal und São Tomé e Príncipe. Hrsg. und aus dem Portugiesischen übersetzt von Michael Kegler. TFM-Verlag, Frankfurt a. M. 2009. 103 S., Fr. 21.–.</p>
<p>Lusophonie in L&#38;Poe:</p>
<p style="padding-left:30px;">2002    Apr    #    Der Tagesspiegel interviewt<br />
2008    Mai    #97.    Die vererbte Sehnsucht – Saudade in Afrika<br />
2008    Jul    #61.    9. poesiefestival berlin erfolgreich beendet<br />
2009    Jun    #15.    Preis für Armenio Vieira</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ondjaki em Floripa]]></title>
<link>http://africopoetica.wordpress.com/2009/08/19/ondjaki-em-floripa/</link>
<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 04:22:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sandro Brincher</dc:creator>
<guid>http://africopoetica.wordpress.com/2009/08/19/ondjaki-em-floripa/</guid>
<description><![CDATA[Como já vos havia alertado, o escritor angolano Ondjaki esteve hoje pela tarde aqui no Centro de Com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como já vos havia alertado, o escritor angolano <strong>Ondjaki </strong>esteve hoje pela tarde aqui no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC para, primeiro, exibir seu &#8220;<em>Oxalá cresçam pitangas</em>&#8220;, co-dirigido por Kiluanje Liberdade. Trata-se de uma visão ao mesmo tempo global e particular da vida em Luanda, capital angolana. Particular, porque limitada a umas poucas personagens (numa cidade com mais de 5 milhões de habitantes, 10 ou 12 pessoas é lá uma visão bem específica). Global, porque em cada uma dessas poucas histórias entrevemos ao menos um ponto de contato que parece, afinal, compartilhado por todos os luandenses: a certeza de que há um futuro, e que esse futuro há de sanar as chagas abertas pela guerra civil que há tão poucos anos (sete, pra ser mais exato) terminou, mas que tão viva ainda está em suas memórias. Um filme que mistura a crueza do cotidiano duro de Luanda, a beleza de sua gente e o humor único (ora involuntário, ora fruto de nosso próprio olhar &#8220;estrangeiro&#8221;) das personagens urbanas da mais cosmopolita das cidades angolanas. O segundo motivo, este talvez não programado por ele, foi arrancar alguns suspiros das ondjaketes sempre presentes&#8230; oxalá rendam tangas.</p>
<p>Após o evento, quase segui a professora Simone Schmidt, minha orientadora e uma das conferencistas do evento, à Barca dos Livros, na Lagoa da Conceição, onde Ondjaki faria o lançamento de &#8220;<em>Avó Dezanove e o Segredo do Soviético</em>&#8220;, seu último romance, além de &#8220;<em>O Leão e o Coelho Saltitão</em>&#8220;, livro infantil escrito a partir de um conto tradicional angolano.</p>
<p>Como se pode ver, deixei de estar lá e aqui acabo, na nascente da madrugada, a escrever sobre isso. Pois me vou à cama que já são horas e amanhã, com ou sem a  chuvinha chata que pretende abençoar nossa semana toda, teremos mais Áfricas a discutir. Prometo uns vídeos que fiz hoje também.</p>
<div id="attachment_161" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/dsc09829_p.jpg"><img class="size-medium wp-image-161" title="Ondjaki_-_Brincher_(CCE-UFSC)" src="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/dsc09829_p.jpg?w=290" alt="Ondjaki_-_Brincher_(CCE-UFSC)" width="290" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">Ondjaki e Brincher (CCE-UFSC; 18-ago-2009)</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seminário Internacional 'Um outro olhar sobre a África']]></title>
<link>http://africopoetica.wordpress.com/2009/08/18/um-outro-olhar-sobre-a-africa/</link>
<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 15:00:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sandro Brincher</dc:creator>
<guid>http://africopoetica.wordpress.com/2009/08/18/um-outro-olhar-sobre-a-africa/</guid>
<description><![CDATA[O recém-criado Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da UFSC inicia suas atividades já com ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O recém-criado <strong>Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros</strong> da UFSC inicia suas atividades já com grande visibilidade. Este primeiro seminário internacional &#8220;<em>Um outro olhar sobre África: história e perspectivas</em>&#8220;,  pontapé inicial do grupo, contará com várias presenças importantes. Além do escritor angolano <em>Ondjaki</em>, a quem já pudemos ouvir antes aqui na Ilha de Santa Catarina, contaremos ainda com as presenças de <em>Susan Oliveira </em>(Brasil), <em>Simone Schmidt </em>(Brasil), <em>Sílvio M. de S. Correa </em>(Brasil), <em>Marcelo Tragtenberg </em>(Brasil), <em>Marcos Rodrigues da Silva </em>(Brasil), <em>Nildo Ouriques </em>(Brasil), <em>Jorge Risquet </em>(Cuba) e <em>Fabiane Popinigis </em>(Brasil).</p>
<p><em><strong>Onde? </strong></em>No Centro de Comunicação e Expressão [CCE] da UFSC. Hoje, 18, e amanhã, 19 de agosto de 2009.</p>
<p>Abaixo o cartaz e a programação do evento. A gente se vê por lá!</p>
<div id="attachment_155" class="wp-caption aligncenter" style="width: 213px"><a href="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/africa_seminario_cartaz.jpg"><img class="size-medium wp-image-155" title="africa_seminario_cartaz" src="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/africa_seminario_cartaz.jpg?w=203" alt="africa_seminario_cartaz" width="203" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">africa_seminario_cartaz</p></div>
<div id="attachment_155" class="wp-caption aligncenter" style="width: 213px"><a href="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/africa_seminario_folder.jpg"><img class="size-medium wp-image-155" title="africa_seminario_folder" src="http://africopoetica.wordpress.com/files/2009/08/africa_seminario_folder.jpg?w=203" alt="africa_seminario_folder" width="203" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">africa_seminario_folder</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[“... tipo angolano mesmo”	]]></title>
<link>http://maisquelinguagem.wordpress.com/2009/07/12/%e2%80%9c-tipo-angolano-mesmo%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 00:03:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Talita</dc:creator>
<guid>http://maisquelinguagem.wordpress.com/2009/07/12/%e2%80%9c-tipo-angolano-mesmo%e2%80%9d/</guid>
<description><![CDATA[Ao som de Norah Jones e Melody Gardot, terminei hoje de ler Os Da Minha Rua, do angolano Ondjaki. Co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-228" title="Os da minha rua" src="http://maisquelinguagem.wordpress.com/files/2009/07/img_0827.jpg?w=300" alt="Os da minha rua" width="300" height="225" />Ao som de Norah Jones e Melody Gardot, terminei hoje de ler <em>Os Da Minha Rua</em>, do angolano Ondjaki.</p>
<p><em>Contextualizando: </em>Ondjaki é um dos escritores contemporâneos de Angola mais mais. Tem drads na cabeça. Uma pinta do lado esquerdo do rosto bem feito. Trinta e dois anos. Doze livros. Um documentário, <em>Oxalá cresçam pitangas – histórias de Luanda</em> (2006). Ganhou ano passado o Grinzane for Africa Prize, na categoria Jovem Escritor. E, sobretudo, é dono de uma sensibilidade literária de fazer perder o fôlego.</p>
<p>Em <em>Os Da Minha Rua</em>, ele narra a Angola do fim dos anos 80, início dos anos 90, sob os olhos dele mesmo quando criança. Embora carregadas de referências históricas, regionais e pessoais, as estórias do livro trazem um quê de universal. Resumem esse nosso comum e intermitente trajeto rumo a descoberta de quem realmente somos.</p>
<p>Depois de anos debaixo do domínio lusitano, Angola, durante as últimas décadas do século 20, teve que perceber na marra que crise de identidade não era frescura de adolescente. O sincretismo cultural dava o tom das relações em Luanda. Era a novela Roque Santeiro na tevê, os uniformes e akás* soviéticas nas ruas, o Roberto Carlos no rádio, os professores cubanos nas escolas e a coca-cola na mesa. Difícil decidir quem você é diante de referências tão discrepantes.</p>
<p>Mas, na estória “o nitó que também era sankarah”, Ondjaki dá uma deixa de como se resolvia isso naquele tempo:</p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_231" class="wp-caption alignleft" style="width: 266px"><img class="size-full wp-image-231" title="1-ondjaki" src="http://maisquelinguagem.wordpress.com/files/2009/07/1-ondjaki1.jpg" alt="ondjaki" width="256" height="300" /><p class="wp-caption-text">ondjaki</p></div>
<p style="text-align:right;">E o sorriso dele, esse já sem ser estilo de filme tipo país mais nenhum, mas esse sorriso dele simples, aberto, tipo angolano mesmo.</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;"><em>Ondjaki, em Os da minha rua, pagina 129</em></p>
<p>&#8230;tipo angolano mesmo. Tipo brasileiro mesmo. Tipo seilaoquê mesmo. Tipo você mesmo &#8230; Eureca!</p>
<p>A pulverização, pluralidade, e tudo que tem a ver com falta de pontos finais, virou a definição da nossa época. A gente parece protagonista, todo dia, de uma liquidação desarticulada de novas roupagens para nosso eu. Difícil pacas ser pós-moderno.</p>
<p>Só que igual o personagem do Ondjaki, a gente também tem uma essência. “óoo, grande novidade”, vocês aí do outro lado devem me responder. Mas, é verdade, meu povo. Por mais que a gente seja tão pitoresco, caleidoscopial e múltiplo, tem um pontinho lá no fundo que transcende tudo isso. E, como para o personagem, ele está muito ligado à nossa origem &#8230; Da onde viemos e para onde vamos. E, aqui, como sempre, faço minhas as palavras do C.S. Lewis:</p>
<blockquote><p><em>Quanto mais deixarmos que Deus assuma o controle sobre nós, mais autênticos nos tornamos &#8211; pois foi Ele quem nos fez. (&#8230;) É quando me viro para Cristo e me rendo à sua personalidade, que pela primeira vez começo ter minha própria e real personalidade.</em></p></blockquote>
<p>Ainda é complexo demais denominar quem  eu sou realmente. E, com essa coisa de ter que decidir o que farei depois de ganhar o diploma, ficou mais complicado ainda. Mas, tenho aprendido, que as roupagens para nosso eu, sempre colocadas em liquidação, são nada mais que acessórios. Úteis apenas para compor o visual, jamais para cobrir nossa nudez &#8230;</p>
<p>O que, de fato, importa, é esse pontinho que, jamais, estará em liquidação,  pois já foi comprado há mais de dois mil anos em um lugar chamado Calvário. È esse ponto de partida, apontado pelo Lewis, que define o “tipo você mesmo” que somos.  E facilita muito na hora de ser pós moderno.</p>
<p><em>*akás: metralhadoras</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://queridopoeta.wordpress.com/2009/06/30/6878/</link>
<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 10:16:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
<guid>http://queridopoeta.wordpress.com/2009/06/30/6878/</guid>
<description><![CDATA[, dedos quietos que crescem pele nua brincadeiras como o amor pêndulo solto de sonhos lógicas sacudi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[, dedos quietos que crescem pele nua brincadeiras como o amor pêndulo solto de sonhos lógicas sacudi]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Repercussão]]></title>
<link>http://mabangajegue.wordpress.com/2009/05/07/repercussao/</link>
<pubDate>Thu, 07 May 2009 20:40:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>drsom</dc:creator>
<guid>http://mabangajegue.wordpress.com/2009/05/07/repercussao/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-45" title="Privácia" src="http://mabangajegue.wordpress.com/files/2009/05/privacia.jpg" alt="Privácia" width="500" height="500" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ondjaki na Pó dos Livros]]></title>
<link>http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2009/02/25/ondjaki-na-po-dos-livros/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 11:06:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>cadeiraovoltaire</dc:creator>
<guid>http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2009/02/25/ondjaki-na-po-dos-livros/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, pelas 18h30, Ondjaki apresentará o seu novo livro, Materiais Para Confecção de um Espanador de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje, pelas 18h30, Ondjaki apresentará o seu novo livro, <em>Materiais Para Confecção de um Espanador de Tristezas</em> (Caminho), na livraria <a href="http://livrariapodoslivros.blogspot.com/">Pó dos Livros</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Borboletando]]></title>
<link>http://fuchsiabrava.wordpress.com/2009/02/09/borboletando/</link>
<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 22:48:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elsie</dc:creator>
<guid>http://fuchsiabrava.wordpress.com/2009/02/09/borboletando/</guid>
<description><![CDATA[imagem daqui borboleta é um ser irrequieto. para vestes usa pólen. tem um cheiro colorido e babas de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 293px"><img src="http://fuchsiabrava.wordpress.com/files/2009/02/butterfly_at_iguazu_falls_brazil.jpg" alt="imagem daqui" title="butterfly_at_iguazu_falls_brazil" width="283" height="300" class="size-full wp-image-264" /><p class="wp-caption-text">imagem daqui</p></div><br />
<strong>borboleta é um ser irrequieto.<br />
para vestes usa pólen.<br />
tem um cheiro colorido<br />
e babas de amizade.<br />
descola por ventos<br />
e facilmente aterriza em sonhos.<br />
borboleta tem correspondência directa<br />
com a palavra alma.</strong></p>
<p>                                      <em>Ondjaki in &#8220;Há Prendisajens com o Xão&#8221;</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki ]]></title>
<link>http://bloguilibri.wordpress.com/2009/01/28/materiais-para-confeccao-de-um-espanador-de-tristezas-ondjaki/</link>
<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 23:18:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Emanuel Diogo</dc:creator>
<guid>http://bloguilibri.wordpress.com/2009/01/28/materiais-para-confeccao-de-um-espanador-de-tristezas-ondjaki/</guid>
<description><![CDATA[… Segundo Paulinho Assunção (escritor brasileiro): «Você pode imaginar uma esquina do mundo onde Ond]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-3 aligncenter" title="imagem2" src="http://bloguilibri.wordpress.com/files/2009/01/imagem2.jpg" alt="imagem2" width="293" height="444" /></p>
<p><span>… Segundo Paulinho Assunção (escritor brasileiro):</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>«Você pode imaginar uma esquina do mundo onde Ondjaki encontra Manoel de Barros, Luandino Vieira, Guimarães Rosa, Adélia Prado, Raduan Nassar. […] Você também pode imaginar o que eu imagino ao ler este novo livro de Ondjaki. É um livro que tem um jeito de apalpar a língua como quem apalpa o dorso de um rio. Ou tem um jeito de escrever as palavras da língua como quem rumoreja sussurros para não assustá-las. E acho que o Ondjaki não tem medo de trazer para o seu livro os seus afetos todos literários. E faz bem o Ondjaki não ter medo disso porque é uma coisa muito bocó a gente esconder os afetos &#38; as dívidas &#38; os tributos aos que, também, como Ondjaki, gostam e gostaram de apalpar a polpa da língua como quem apalpa o dorso de uma fruta.»</span></p>
<p><span><span>Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Co-realizou o filme sobre Luanda (</span><span>Oxalá cresçam pitangas, </span><span>2006). É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e chinês. Recebeu o Grinzane for Africa 2008 pelo conjunto da sua obra.</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Literatura dos Países Lusófonos]]></title>
<link>http://rafaelnanet.wordpress.com/2008/12/20/literatura-dos-paises-lusofonos/</link>
<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 06:50:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafagoom</dc:creator>
<guid>http://rafaelnanet.wordpress.com/2008/12/20/literatura-dos-paises-lusofonos/</guid>
<description><![CDATA[Vou falar da matéria que tinha na faculdade, Literatura dos Países Lusófonos. Estudávamos principalm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://lablogatorios.com.br/raiox/2008/12/04/blogagem-coletiva-africa/#comment-104" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-234" title="blogcoletiva-africa" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2008/12/blogcoletiva-africa.png" alt="blogcoletiva-africa" width="167" height="160" /></a></p>
<p>Vou falar da matéria que tinha na faculdade, Literatura dos Países Lusófonos. Estudávamos principalmente a literatura produzida pelos países africanos e um escritor em especial me chamou a atenção, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ondjaki" target="_blank">Ondjaki</a>.</p>
<p>Nascido em Luanda, em 1977, possui vários livros ótimos lançados. O que tratarei neste post é o livro Bom Dia Camaradas. <img class="alignright size-medium wp-image-237" title="bom-dia" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2008/12/bom-dia.jpg?w=198" alt="bom-dia" width="198" height="300" /></p>
<p>Trata-se das memórias do próprio escritor com um &#8220;que&#8221; de ficcionismo. Logo no prefácio ele já avisa que esta é uma <em>estória ficcionada</em>. Ele se recorda de seu tempo na escola e como o país estava desenvolvendo seu socialismo, devido sua recente independência,  na década de 80.</p>
<p>Pelo olhar puro da criança, Ondjaki disserta sobre a guerra, o colonizador e o colonizado. As relações entre os cidadãos agolanos e seus camaradas, os cubanos. Diferenças sociais. O menino e o homem.</p>
<p>É uma narrativa que ao mesmo tempo que emociona, entretem. Ondjaki sabe exatamente o momento de colocar uma piada, um fato engraçado em sua narrativa. Seu bom humor é que permite transitar entre a política e seus delicados temas. Como quando o menino-narrador vai até a praia com a sua tia Dada e descobre que esta é dividida entre a praia dos soviéticos e a praia dos angolanos. Sua explicação para este fato é a de que estes eram um povo &#8220;muito maldisposto&#8221; e que se calhar, os angolanos também tinham uma praia só deles lá na União Soviética.</p>
<p>Ou quando há uma fuga da escola por uma confusão maluca na visita do &#8220;Caixão Vaziu&#8221; a descrição que ele faz da professora, então aleijada, correndo feito uma gazela, mais rápido do que todos eles. Hilário!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-239" title="angolalg2" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2008/12/angolalg2.jpg?w=233" alt="angolalg2" width="233" height="300" />Mas o personagem mais apaixonante, o mais enigmático, é o amigo camarada António, o cozinheiro da família.</p>
<p>António é um senhor de idade, que é muito apegado ao menino. Apegado aos velhos costumes, António é aquele que contrapõe a Angola do passado e a do presente. Ensina ao menino a raciocinar através das questões.</p>
<p>O livro é recomendadíssimo a quem deseja entender mais sobre a Angola e aqueles que a residem. A mim, revelou um escrito jovem disposto a lutar pelo seu país e troná-lo público para o resto do mundo.</p>
<p>E não é só ele.<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto" target="_blank"> Mia Couto</a> também é um escritor ótimo. Moçambicano, nascido em 1955. Assim como Ondjaki,  fala sobre os habitantes de seu país de forma mais poética e delicada. Vejam o conto do <a href="http://luizfelipecoelho.multiply.com/journal/item/538/O_cego_Estrelinho_Mia_Couto" target="_blank">Cego Estrelinho</a> e vejam como o escritor trabalha de magestralmente as alegorias.</p>
<p>A literatura dos países africanos é muito rica. Procure ler mais sobre estes e outros nomes da atualidade literária daquele continente.</p>
<p>Espero ter contribuído =)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[novas capas]]></title>
<link>http://jazzmetal.wordpress.com/2008/12/15/novas-capas/</link>
<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 20:12:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>pfloro</dc:creator>
<guid>http://jazzmetal.wordpress.com/2008/12/15/novas-capas/</guid>
<description><![CDATA[Pra quem gosta de ilustração, a editora mexicana Almandía lançou um novo projeto gráfico para seu ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://jazzmetal.files.wordpress.com/2008/12/b-192.jpg" alt="" /></p>
<p>Pra quem gosta de ilustração, a editora mexicana <a href="http://www.almadia.com.mx/">Almandía</a> lançou um novo projeto gráfico para seu catálogo. Legal a capa do livro do <strong>Ondjaki</strong>, que aliás conheci pessoalmente na última Fliporto. </p>
<p>via <a href="http://www.manodepapel.com/blog/?p=489">Mano de Papel</a>. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FLIPORTO - Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas]]></title>
<link>http://7razoes.wordpress.com/2008/11/07/fliporto-festa-literaria-internacional-de-porto-de-galinhas/</link>
<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 01:49:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Antonio Hermida</dc:creator>
<guid>http://7razoes.wordpress.com/2008/11/07/fliporto-festa-literaria-internacional-de-porto-de-galinhas/</guid>
<description><![CDATA[Para os mais afortunados que eu, humilde servo de um sistema falido, dedico esta notícia. Lembrando ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para os mais afortunados que eu, humilde servo de um sistema falido, dedico esta notícia. Lembrando que assim que eu ganhar na loteria &#8230;</p>
<p><a href="http://www.fliporto.net/"><img class="aligncenter" src="http://www.fliporto.net/editorf.gif" alt="" width="74" height="75" /></a></p>
<p>Falando sério agora, a 4ª FLIPORTO começou hoje e vai até domingo. O tema é  “Trilhas da Diáspora. Literatura em África e América Latina”<br />
Não conta com o super alvoroço de  divulgação da FLIP, mas conta com escritores de 17 países, e somam, com  a trupe brazuca, 100 nomes.<br />
Sabe o que é legal e não lembro de ter tido na FLIP? Dá para acompanhar pela internet assistindo ou ouvindo. Para tal, clique no galinho ali em cima ou <a href="http://www.fliporto.net/" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a>.</p>
<p>Esse tema me lembrou da entrevista do Ondijaki, um escritor/cineasta de Luanda, que aos 29 anos já fez coisa pra dedéu&#8230; Bem, mas isso merece um <em>post </em>individual.</p>
<p>Gostaria de falar mais e mais, mas -sei que isso é problema meu e ninguém tem nada a ver com isso-, mas estou dormindo apenas 3 horas por noite há 3 semanas por conta de Faculdade/Trabalho e minhas mirabolantes ideias(acento removido pelo corretor ortográfico do Broffice 3, já de acordo com o novo acordo &#8230; etc &#8230; ninguém-aguenta-mais-esse-assunto&#8230;) e com as provas espreitando-me, a tendência é piorar.</p>
<p>Não satisfeito em dormir tão pouco, o site está ficando nos trinques, muitas ideias interessantes, mas &#8230; infelizmente não posso revelar enquanto as coisas não estifverem fluindo. Acredito que nas férias eu consiga colocá-lo no ar, já o com o template que estou ajeitando e tudo mais.<br />
Aliás &#8230; algum dos leitores deste humilde blog manja de confecção de template de wordpress?<br />
Estou quebrando a cabeça, mas infelizmente não tenho muito tempo para tal ultimamente.</p>
<p>Se eu não voltar essa semana pode ser que eu tenha tomado vergonha e estudado como um louco ou&#8230; falência múltipla dos órgãos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom ]]></title>
<link>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/09/04/os-10-finalistas-do-premio-portugal-telecom/</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 15:18:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>peregrinacultural</dc:creator>
<guid>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/09/04/os-10-finalistas-do-premio-portugal-telecom/</guid>
<description><![CDATA[  Curiosamente há  pontos de comunhão de opiniões entre o júri do Prêmio dos Países de Língua Portug]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p><span style="font-size:14pt;color:#333399;"><span style="font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;color:#000000;">Curiosamente há <span> </span>pontos de comunhão de opiniões entre o júri do Prêmio dos Países de Língua Portuguesa e o júri do Prêmio Jabuti<span>  </span>para livros brasileiros. <span> </span>Será interessante ver o resultado.</span></p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#333399;"></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#333399;"><span style="font-family:Times New Roman;">Finalistas para o Prêmio Portugal Telecom</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#333399;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#333399;"></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">1. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">20 poemas para seu walkman</span></em></strong><span style="font-size:14pt;"> </span><span style="font-size:small;">- Marília Garcia &#8211; POESIA BRASILEIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um livro de muitas vozes, velocidades e lugares &#8211; Catalunha, Nova York, Paris, Berlim, um deserto no México. Mas não é como turista, apressado ou aprendiz, que a autora carioca circula. É quase como uma espiã perdida, seguindo ruas que se entrecortam, vozes e indicações que se confundem, impulsos e sentimentos contraditórios. De clara legibilidade, seus poemas mesclam referências tradicionais às obscuras sensaçôes vividas pelo viajante clandestino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Cosac Naify</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788575035696<a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/09/paises-delingua_portuguesa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-829" title="paises-delingua_portuguesa" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/09/paises-delingua_portuguesa.jpg" alt="" width="320" height="289" /></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 96</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">2. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Antonio</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Beatriz Bracher &#8211; ROMANCE BRASILEIRO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: 34<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788573263770</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 184</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">3. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Eu hei-de amar uma pedra</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; António Lobo Antunes &#8211; ROMANCE PORTUGUÊS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em <em>Eu Hei-de Amar</em><em> uma Pedra</em>, António Lobo Antunes apresenta um texto radical e inovador, como poucas vezes se viu na literatura contemporânea. Numa história em que passado e presente se fundem, acontecimentos paralelos à vida do protagonista são narrados por personagens que giram em torno dele: suas duas filhas, sua mulher, a amante e um médico. Juntas, essas narrativas compõem uma visão multifacetada e rica dos acontecimentos, na qual passado e presente se fundem num constante fluxo de pensamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Na ocasião do lançamento de <em>Eu Hei-de Amar uma Pedra</em>, em 2004, Lobo Antunes falou ao jornal português <strong><em>Diário de Notícias</em></strong> sobre o tema que permeia este romance: o amor. <span> </span>Ele explicou que, embora o título <em>Eu Hei-de Amar uma Pedra</em> venha de uma cantiga popular, diz respeito também às impossibilidades do amor. &#8220;Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstratos são perigosos&#8221;, revela. Sobre a fotografia, ponto de partida deste seu romance, Lobo Antunes diz que vive com ela numa relação conturbada. &#8220;Conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento&#8221;. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Alfaguara</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788560281107</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 560</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">4. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Histórias de literatura e cegueira </span></em></strong><span style="font-size:small;">- Julián Fuks &#8211; CONTO BRASILEIRO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A partir da vida e da obre dos escritores Jorge Luis Borges, João Cabral de melo Neto e James Joyce, O autor constrói pequenas histórias fragmentadas de possibilidades de momentos da vida de cada um. Cenas de criação de poemas, contos, ensaios e romances são abordadas sob uma visão original, construindo uma ficção em cima da ficção.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Record</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788501079435</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 160</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">5. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Laranja seleta</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Nicolas Behr &#8211; POESIA BRASILEIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A poesia de Nicolas Behr é simples, sem rodeios, vale o que está escrito. Ideologia está presente não só nos poemas, mas na vida do escritor. Nicolas cultiva mudas de espécies nativas do cerrado. Com mais de 20 livros editados pelas próprias mãos, Nicolas lança agora <em>Laranja Seleta</em>, sua primeira obra publicada por uma editora e que inaugura a coleção &#8220;Língua Real&#8221;, da editora Língua Geral.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O poeta marginal e integrante da Geração Mimeógrafo, Nicolas Behr apresenta em <em>Laranja Seleta</em> uma coletânea de alguns de seus melhores poemas. De &#8216;Iorgurte com farinha&#8217; aos dias de hoje o que fica é a rebeldia, a luta contra regras prontas para poesia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Os poemas de <em>Laranja Seleta</em> passeiam pelas memórias da infância, pela crítica aos poderes, a questão ecológica (da maior importância em sua obra e em sua vida), o amor e a cidade de Brasília, de Kubitschek aos dias de hoje. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>     </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Língua Geral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788560160174</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 172</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Acabamento: Brochura</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tamanho: Médio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">6. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">O amor não tem bons sentimentos</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Raimundo Carrero &#8211; ROMANCE BRASILEIRO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Este é um romance sobre a loucura. E conta a história de Matheus, um músico desencantado, que resolve matar a mãe, Dolores, e a irmã, Biba, porque elas são lindas e silenciosas. Mas não assume o crime e chega a imaginar que está delirando, mesmo depois de morto, porque acredita que foi assassinado pela mãe, num momento de profunda confusão mental. Amante generoso, nem sempre lúcido. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">&#8230;<strong><em>Prêmio Jabuti</em></strong> 2000, Raimundo Carrero revela um personagem denso, às vezes cruel, às vezes lírico, possuído de um lirismo comovente, um lirismo brutal, de quem ama com arrebatamento e sem controle, capaz de ver em Biba o seu peixinho dourado, assim como descarrega a sua paixão desmedida sobre a menina e sobre a mãe.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">&#8230;Em <em>O amor não tem bons sentimentos</em> desfilam ainda personagens vigorosos como Tia Guilhermina, cantora de cabaré, Ernesto do Rego Barros, o Rei das Pretas, e padre Vieira, conservador e severo, além de Jeremias, o fundador da seita Os Soldados da Pátria Por Cristo, que celebra o Evangelho, mas de propósito mistura religião com estupros, roubos e confusões. Uma galeria de personagens que arrebata e impressiona o leitor pelo seu grau de inquietação, sofrimento e ironia. O trágico e o risível impacientam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8230;Por tudo isso, este livro vem reafirmar a força literária de Carrero, um autor cuja obra é estudada em monografias e teses universitárias, inclusive por sua preocupação em renovar a obra de arte de ficção, sem perder de vista o prazer do leitor. Daí porque a história pode ser lida com o sabor de um romance policial, mas com as revelações estruturais de um verdadeiro escritor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Iluminuras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 8573212616</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 191</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">7. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">O filho eterno</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Cristovão Tezza &#8211; ROMANCE BRASILEIRO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Record</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 8501077887</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 224</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">8. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">O sol se põe em São Paulo</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Bernardo Carvalho &#8211; ROMANCE BRASILEIRO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi &#8211; uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea &#8211; tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados &#8211; e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) &#8211; e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Cia das Letras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788535909777</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 168</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">9. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Os da minha rua</span></em></strong><span style="font-size:small;"> &#8211; Ondjaki &#8211; CONTOS ANGOLANOS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Músicas, lugares e cheiros estimulam as lembranças do escritor angolano Ondjaki, no livro Os da minha rua, publicado pela editora Língua Geral.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Neste livro Ondjaki passeia pela infância, vivida em Luanda nas décadas de 1980 e 1990. Os limites entre biografia e ficção são continuamente desafiados: basta observar o tom intimista a mesclar-se continuamente a uma perspectiva histórica. Dessa forma Ondjaki amplia os horizontes de sua literatura, conduzindo os leitores a cenas de caráter intimista que levam ao registro de uma época em Angola. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Os da minha rua</em> revela grande mobilidade não só pelo olhar intimista que se expande ao registro histórico: os 22 textos desta obra podem ser lidos como unidades autônomas, que valem por si mesmas (como se fossem contos), mas também podem ser lidos feito capítulos de um romance. Trata-se portanto de uma obra muito flexível, de intenso hibridismo, que se vale de outro tom, muito próximo ao da crônica. Este surge por meio do registro sobre o cotidiano, que vem a ser uma das marcas incontestáveis desse gênero.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Com um discurso muito afeita à oralidade, o narrador lembra de amigos, família, festas na casa dos tios, paixões, professores cubanos, a parada de 1.º de Maio, a piscina de Coca-Cola e a novela brasileira Roque Santeiro. Com essas memórias entre o ficcional e o biográfico, Ondjaki nos leva à reflexão sobre nossas próprias particularidades, de nosso passado e de nossas lembranças sobre um período de descobertas e brincadeiras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">“A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar. A vida afinal acontece muito de repente (&#8230;).” </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Língua Geral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788560160235</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 168</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Acabamento: Brochura </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Formato: Médio </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">RESENHA DA PEREGRINA: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://peregrinacultural.wordpress.com/?s=ondjaki"><span style="font-size:small;color:#0000ff;font-family:Times New Roman;">http://peregrinacultural.wordpress.com/?s=ondjaki</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">10. </span><strong><em><span style="font-size:14pt;color:#993366;">Tarde </span></em></strong><span style="font-size:small;">- Paulo Henriques Britto &#8211; POESIA BRASILEIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Tarde</em> é composto de poemas em que a ironia e a metalinguagem convivem com o extremo rigor compositivo. O processo de criação é um tema caro ao autor. Seus versos denotam uma reflexão meticulosa sobre o fazer poético, mas extraem força justamente da aceitação de que o conhecimento teórico não esgota as possibilidades de sentido. Entre as vertentes arcaizantes, defensoras das formas poéticas canônicas, e os adeptos do verso livre, Britto consegue uma rara conciliação &#8211; apesar de rimados e metrificados com minúcia, seus poemas são coloquiais e bem-humorados como na melhor tradição modernista. O tom elevado encontra sempre um contrapeso no chiste e na autoparódia. Os entraves para uma comunicação efetiva com o leitor &#8211; não apenas decorrentes das limitações da linguagem, mas do próprio estatuto acanhado da poesia no país &#8211; e a inadaptação ao mundo, expressa em poemas como ´Para um monumento ao antidepressivo´, constituem núcleos temáticos igualmente centrais em <em>Tarde</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Editora: Companhia das Letras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ISBN: 9788535910438</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ano: 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Edição: 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Número de páginas: 96</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acabamento:<span>  </span>Brochura </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Formato: Médio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A mágica de Luanda pelos olhos de Ondjaki ]]></title>
<link>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/07/09/a-magica-de-luanda-pelos-olhos-de-ondjaki/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 11:55:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>peregrinacultural</dc:creator>
<guid>http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/07/09/a-magica-de-luanda-pelos-olhos-de-ondjaki/</guid>
<description><![CDATA[  Agora que as férias de julho estão aí e que talvez haja um ou dois fins de semana de inverno, pelo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Agora que as férias de julho estão aí e que talvez haja um ou dois fins de semana de inverno, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, com um pouquinho de frio pedindo para uma tarde dentro de casa, nada melhor do que um livro que pode e deve ser lido por toda família, dos avós, aos pais, aos adolescentes.<span>  </span>Recomendo para isto, o maravilhoso <strong><em>Os da minha rua</em></strong>, do autor angolano Ondjaki, publicado no Brasil pela editora Língua Geral.<span>  </span>Eu já estava familiarizada com a sua escrita, através do seu livro <strong><em>Bom dia, camaradas</em></strong>, que também é um livro para ser lido por todos da casa.<span>  </span>Para esta tarefa de alegrar a todos, recomendo, no entanto, <span> </span>o volume <strong><em>Os da minha rua</em></strong>, porque é composto de pequenas e deliciosas histórias que podem ser lidas rapidamente e que trazem um prazer instantâneo, um sentimento de leveza e a esperança de que as coisas podem melhorar, qualquer que seja o futuro. <a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/07/1-osdaminharua.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-141" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/07/1-osdaminharua.jpg?w=213" alt="" width="213" height="300" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Foi gratificante ver que gostei tanto deste livro quanto do anterior.<span>  </span>Ás vezes é difícil lermos a segunda obra de um escritor de que gostamos muito.<span>  </span>Sempre corremos o risco de ficarmos um pouquinho desapontados.<span>   </span>Mas este volume de vinte e duas historietas <span> </span>está carregado da mesma linguagem encantadora que havia me seduzido no primeiro trabalho de Ondjaki que li.<span>  </span>Como no livro anterior, vemos a realidade de Luanda, pós-guerra, através dos olhos de uma criança.<span>  </span>Suas observações são simultaneamente<span>  </span>líricas, engraçadas, inteligentes e surpresas. <span> </span>Há uma grande inocência no questionamento do narrador que nos remonta à nossa própria infância ou à infância que gostaríamos de ter tido.<span>  </span>Suas observações sobre o mundo à sua volta <span> </span>fazem com que tenhamos sempre um sorriso nos lábios, e enquanto acompanhamos as peripécias dos vizinhos do nosso pequeno herói, <span> </span>assim como reações de alguns dos integrantes de sua família, compartilhamos com ele o prazer das descobertas.<span>  </span>Voltamos por momentos a relembrar, a redescobrir a mágica da vida a nosso redor.<span>  </span>Este livro faz a gente sorrir e sonhar enquanto conhece um pouco da vida e da cultura de Angola<strong><em>.<span>  </span>Os da minha rua </em></strong><span> </span>tem a dose certa de encantamento e esperança que todos nós podemos usar de vez em quando. </span></p>
<div id="attachment_142" class="wp-caption alignright" style="width: 266px"><a href="http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/07/1-ondjaki.jpg"><img class="size-medium wp-image-142" src="http://peregrinacultural.wordpress.com/files/2008/07/1-ondjaki.jpg?w=256" alt="O escritor Ondjaki" width="256" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Ondjaki</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Ynari" de Ondjaki em Bragança]]></title>
<link>http://teatrodasbeiras.wordpress.com/2008/06/30/ynari-de-ondjaki-em-braganca/</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 16:13:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>teatrodasbeiras</dc:creator>
<guid>http://teatrodasbeiras.wordpress.com/2008/06/30/ynari-de-ondjaki-em-braganca/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Ynari&#8221;, adaptação de um conto do escritor angolano de Ondjaki, tem encenação de Isabel ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Ynari&#8221;, adaptação de um conto do escritor angolano de Ondjaki, tem encenação de Isabel Bilou, cenografia de Inês Carvalho e interpretação de António Saraiva, Teresa Baguinho e Sara Silva.</p>
<div><a href="http://teatrodasbeiras.files.wordpress.com/2008/06/dsc_3393.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-81" src="http://teatrodasbeiras.wordpress.com/files/2008/06/dsc_3393.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></div>
<div><span style="font-family:Arial;">O espectáculo &#8220;Ynari&#8221; continua em digressão. <span style="text-decoration:underline;">Em 2 de Julho às 15h00 no Teatro Municipal de Bragança.</p>
<div><a href="http://teatrodasbeiras.files.wordpress.com/2008/06/dsc_3393.jpg"></a></div>
<p></span></span></div>
<div><a href="http://teatrodasbeiras.files.wordpress.com/2008/06/dsc_3393.jpg"></a></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Auszeichnung für Ondjaki]]></title>
<link>http://tfmonline.wordpress.com/2008/06/17/auszeichnung-fur-ondjaki/</link>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 07:23:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>tfmonline</dc:creator>
<guid>http://tfmonline.wordpress.com/2008/06/17/auszeichnung-fur-ondjaki/</guid>
<description><![CDATA[Der junge angolanische Autor Ondjaki (*1977) ist mit dem Grande Prémio de Conto &#8220;Camilo Castel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="Os da minha rua" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=11535" target="_blank"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-156" style="float:left;" src="http://tfmonline.wordpress.com/files/2008/06/9789722118637.jpg?w=62" alt="" width="62" height="96" /></a>Der junge angolanische Autor <a title="Webseite von Ondjaki" href="http://www.kazukuta.com/ondjaki/ondjaki.html" target="_blank">Ondjaki</a> (*1977) ist mit dem Grande Prémio de Conto &#8220;Camilo Castelo Branco&#8221; der portugiesischen Schriftstellervereinigung (Associação Portuguesa de Escritores ausgezeichnet wurde.  Prämiert wurde der Erzählband <em><a title="Os da minha rua" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=11535" target="_blank">Os da minha rua</a>. </em>Der Preis ist mit 5000 Euro dotiert und wird von der Stadtverwaltung in  Vila Nova de Famalicão gesponsort.</p>
<p>In deutscher Übersetzung von Claudia Stein ist von Ondjaki der Titel <a title="Bom dia camaradas" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=10908" target="_blank"><em>Bom dia camaradas</em></a>, erschienen im Nord-Süd Verlag, lieferbar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ESTREIA a 23 de Fevereiro às 21h30 ]]></title>
<link>http://teatrodasbeiras.wordpress.com/2008/02/18/estreia-a-23-de-fevereiro-as-21h30/</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 12:38:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>teatrodasbeiras</dc:creator>
<guid>http://teatrodasbeiras.wordpress.com/2008/02/18/estreia-a-23-de-fevereiro-as-21h30/</guid>
<description><![CDATA[  O Teatro das Beiras estreia a 23 de Fevereiro, a nova produção para a infância, &#8220;Ynari]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><font size="2" face="Arial"><img border="2" align="middle" width="787" src="http://www.teatrodasbeiras.pt/bdImagens/ynari1.jpg" height="1181" style="width:205px;height:272px;" /> </font></div>
<div><font size="2" face="Arial">O Teatro das Beiras estreia a 23 de Fevereiro, a nova produção para a infância, &#8220;Ynari&#8221;, adaptação de um conto do escritor angolano de Ondjaki. O espectáculo tem </font><font size="2" face="Arial"> encenação de Isabel Bilou, cenografia de Inês Carvalho e interpretação de António Saraiva, Teresa Baguinho e Sara Silva.</font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"><em><strong>&#8220;Ynari&#8221; conta a história de uma menina que deseja conhecer o mundo à sua volta. Um dia descobre perto do rio da sua aldeia um homenzinho muito pequeno que lhe revela a existência da guerra.</strong></em></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"><em><strong>Ynari desconhece a magia das suas cinco tranças, que a vai ajudar a provar que as crianças podem participar na mudança das mentalidades que sustentam as guerras, mostrando que é possível que as aldeias vivam em paz.</strong></em></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"><em><strong>Ouvindo os conselhos dos mais velhos e dando largas à sua imaginação, Ynari descobre que é possível criar ou destruir palavras que dêem outros sentidos à vida. Assim, ela redescobre que a palavra AMIZADE tão antiga como o mundo, pode ter um renovado sentido quando carregada de uma nova magia.</strong></em></font></div>
<div><strong><em><font size="2" face="Arial"></font></em></strong></div>
<div></div>
<div><font size="2" face="Arial">Na continuidade do seu trabalho com as escolas da região, o Teatro das Beiras apresenta o espectáculo &#8220;Ynari&#8221; às 11h00 e às 14h30,  de 25 a 14 de Março (excepto fins-de-semana), no Auditório do Teatro das Beiras.</font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"><strong>Ficha Técnica:</strong></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial">Encenação: <strong>Isabel Bilou</strong></font></div>
<div><font size="2" face="Arial">Cenografia e figurinos: <strong>Inês Carvalho</strong></font></div>
<div><font size="2" face="Arial">Música: <strong>Gil Salgueiro Nave</strong></font></div>
<div><font size="2" face="Arial">Intérpretes: <strong>António Saraiva, Teresa Baguinho, Sara Silva</strong></font></div>
<div></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial"></font></div>
<div><font size="2" face="Arial">Teatro das Beiras<br />
Travessa da Trapa, nº 2<br />
Apartado 261 * 6201-909 Covilhã<br />
Tlf: (+351) 275 33 61 63 * Fax: (+351) 275 33 45 85<br />
E-mail: <a href="{7F129B8F-D39B-48CE-B66D-9CB67803DF44}mid://00000216/!x-usc:mailto:geral@teatrodasbeiras.pt">geral@teatrodasbeiras.pt</a> </font></div>
<div></div>
<p><font size="2" face="Arial"></p>
<div>Sítio na net: <a href="{7F129B8F-D39B-48CE-B66D-9CB67803DF44}mid://00000216/!x-usc:http://www.teatrodasbeiras.pt/">www.teatrodasbeiras.pt</a></div>
<p></font></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
