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	<title>outros-cinemas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/outros-cinemas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "outros-cinemas"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 23:59:27 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Mostra – Outros Cinemas]]></title>
<link>http://dapatativadoassare.wordpress.com/2009/08/26/mostra-%e2%80%93-outros-cinemas/</link>
<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 05:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dudu Viana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Será nos dias 14 a 16 de Setembro, com nova programação e conceitos! Confira as novidades em: http:/]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3>Será nos dias 14 a 16 de Setembro, com nova programação e conceitos!</h3>
<p>Confira as novidades em: <a title="Outros Cinemas" href="http://dapatativadoassare.wordpress.com/outroscinemas/" target="_blank">http://dapatativadoassare.wordpress.com/outroscinemas/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Tem que ser político]]></title>
<link>http://diplo.wordpress.com/2008/05/30/70/</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 21:51:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carolina Gutierrez</dc:creator>
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<description><![CDATA[No mês de maio, a grande presença do cinema brasileiro na França evidencia o posicionamento do cinem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>No mês de maio, a</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em> grande presença do cinema brasileiro na França evidencia o  posicionamento do cinema atual rumo a um engajamento “do real”</em></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>(Por <a title="Outros Cinemas" href="http://diplo.uol.com.br/_Bruno-Carmelo_" target="_blank">Bruno Carmelo</a>)</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Com o fim do Festival de Cannes e do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, a França sediou, no mês de maio, mais de 40 filmes brasileiros, que vão do curta ao longa-metragem, das grandes produções às experimentais, dos diretores mais famosos aos estreantes.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">É possível aproximar as experiências destes dois eventos. O Festival do Cinema Brasileiro de Paris, embora bem menor do que Cannes, tem o mérito de trazer nosso cinema ao alcance do público comum, uma vez que as projeções de Cannes são fechadas à imprensa. Se ele trouxe visibilidade para o cinema brasileiro na mídia, o festival parisiense  infiltrou-se silenciosamente e alcançou um público significativo dentro do circuito “de arte”.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;" lang="pt-BR"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><em>Paris e o “deserto rebelde”</em></span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">O Festival do Cinema Brasileiro de Paris apresentou boa diversidade de filmes, organizou debates históricos e conversas com os diretores. As premiações disseram muito sobre como o cinema foi percebido: o público elegeu a comédia </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Saneamento Básico</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, de Jorge Furtado, premiando um gênero pouco conhecido no exterior. Já o júri fez uma escolha interessante, dividindo o prêmio máximo entre </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Mutum</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, de Sandra Kogut e </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Deserto Feliz</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, de Paulo Caldas.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Trata-se de filmes opostos. O de Kogut trabalha na chave do minimalismo, de uma poesia silenciosa construída através do olhar de uma criança. Já Paulo Caldas desconhece o silêncio: seu filme grita (literalmente, quase) a existência de um submundo, da pobreza, da prostituição, das drogas. Embora o júri tenha tentado abraçar tanto a herança do Cinema Novo em embalagem moderna (</span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Deserto Feliz</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">) quanto a “ousadia” de um filme clássico (</span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Mutum</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">), o prêmio suplementar de melhor atriz para o filme de Paulo Caldas faz com que esse saia como “grande vencedor”.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;" lang="pt-BR"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><em>Cannes e as “visões do inferno”</em></span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Cannes também apresentou duas obras de diretores brasileiros em competição, além de outros longas e curtas em mostras paralelas. Sobre os dois “brasileiros” da competição oficial, </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Linha de Passe,</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> de Walter Salles e </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Blindness, </em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">de Fernando Meirelles (poderia questionar-se a nacionalidade desse segundo, que ostenta o nome da Miramax e de vários atores norte-americanos), a recepção foi fraca.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">O filme de Meirelles abriu a competição. As críticas, decepcionantes. </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Blindness</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> seria um tanto afetado, segundo os jornalistas; marcado por um estetismo que se sobreporia ao lado humano da obra. O diretor, visivelmente ferido pela opinião geral, defendeu o ineditismo de seu filme e acusou as críticas “apressadas” dos jornalistas.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Linha de Passe</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> não teve críticas tão negativas, mas também não despertou grande entusiamo. Isso não impediu, no entanto, que ele ganhasse o prêmio de melhor atriz das mãos do presidente do júri, Sean Penn, que cumpriu a promessa de premiar filmes que “mostrem consciência do mundo que os cerca”. Sim, </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Linha de Passe </em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">trata de uma família carente, e o título juntou-se aos outros abertamente políticos da competição (</span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Entre Les Murs</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Il Divo</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Gomorra</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">), todos premiados. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Cannes deixou clara a importância do cinema político hoje em dia. No momento em que os documentários são valorizados por serem mais “reais”, o festival de cinema mais importante do mundo despreza os filmes fictícios e intimistas. Estabelece-se uma hierarquia temática: é mais importante falar de sociedade do que falar do indivíduo; do público do que do privado. Acima de tudo, fica evidente a perda da capacidade de abstração do olhar contemporâneo: o filme político tem que ser explícito, não há espaço para a poesia e metáfora. Ficção torna-se sinônimo de alienação.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Pode-se notar certas semelhanças entre os resultados dos dois festivais, pelo menos nas reflexões sobre cinema do Brasil. Assim como </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Deserto Feliz</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> foi elogiado pelo imediatismo da obra (“seu filme fala sobre o real”, exclamou um crítico de cinema que compunha o júri), </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Linha de Passe</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> foi elogiado pelo jornal </span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Le Monde</em></span></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> pelo “retrato do inferno” sobre São Paulo.</span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Nesse contexto, o filme torna-se um produto útil, uma arma militante. O engajamento contemporâneo, mesmo que louvável em sua intenção, só permite uma relação com o real: a reprodução da realidade (e não a construção ou significação do mesmo). Não é de se estranhar que as cinematografias de países subdesenvolvidos estejam em voga nos festivais europeus. A partir do momento em que as atenções dos países ricos  dirigem-se para o sul do globo, o cinema brasileiro tem tudo para aproveitar seu crescimento qualitativo e  destacar-se.</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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