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	<title>passividade &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/passividade/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "passividade"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 04:02:00 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[de fundir a cuca]]></title>
<link>http://palavradegirafa.wordpress.com/2009/10/13/de-fundir-a-cuca/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 00:33:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>ladyamnesia</dc:creator>
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<description><![CDATA[NOVELA DAS SETE &#8211; Rede Globo/out 2009 ATRIZ &#8211; Quando venho ao shopping não resisto em co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>NOVELA DAS SETE &#8211; Rede Globo/out 2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">ATRIZ &#8211; Quando venho ao shopping não resisto em comprar um vestidinho, um sapato&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">ATOR &#8211; Você faz bem, Fulaninha. Está sempre tão bem vestida&#8230; Por isso Sicraninho gosta de você.</span></p>
<p style="text-align:center;">OI????!</p>
<p style="text-align:justify;">E a palavra <em>comprar</em> e seus derivados foi repetida mais de 5 vezes numa cena que durou da minha entrada em casa à minha chegada ao quarto! Não sei se era propaganda de uma loja específica, porque só ouvi a cena. E, embora eu nem seja contra o consumismo [mas não pratico a troca <em>ter</em> por <em>ser</em>], o diálogo era tão forçado, tão ruim que incomodou.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu queria somente expressar meu descontentamento inútil com a telenovela brasileira, com os roteiros pobres, piadas fáceis, repetição exaustiva, péssimas atuações e espectadores passivos.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;- Chego cansada. Não quero pensar.&#8221; é a frase repetida como justificativa para continuar a digerir, como triturador de lixo, ao que se assiste. Eu também chego cansada e adoro programas frívolos. Mas, o mínimo que se pode fazer é ter uma visão crítica e não assumir como espelho, meta, realidade axiomática toda e qualquer porcaria apresentada na TV.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Atividades em demasia podem ser prejudiciais]]></title>
<link>http://tvgeracaodigital.wordpress.com/2009/10/11/atividades-em-demasia-podem-ser-prejudiciais/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 22:19:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>TV Geração Digital</dc:creator>
<guid>http://tvgeracaodigital.wordpress.com/2009/10/11/atividades-em-demasia-podem-ser-prejudiciais/</guid>
<description><![CDATA[Atividades em demasia podem ser prejudiciais Pesquisa mostrou que oito em cada dez crianças têm mani]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><a name="nota144422" target="_blank"><span style="font-weight:bold;color:#1b5a90;">Atividades em demasia podem ser prejudiciais</span></a></strong></p>
<p align="justify"><em>Pesquisa mostrou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável</em></p>
<p align="justify">Assim como o sedentarismo e a ociosidade infantil, o demasiado acúmulo de atividades na infância, também é desaconselhável, pois tudo em excesso reflete negativamente no que deveria surtir um efeito positivo.</p>
<p align="justify">Para a psicopedagoga Luzia Melo, pais e educadores devem estar atentos à rotina sobrecarregada e questionar até que ponto a criança está preparada para assumir tantos compromissos.</p>
<p align="justify">Uma pesquisa realizada pela Isma-BR, representação brasileira da International Stress Management Association, revelou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável.</p>
<p align="justify">A pesquisa aponta agendas lotadas de atividades extras e cobrança por resultados como principais causas do mal. Tontura, vômito, dor de barriga, cefaleia e uma série de outros sintomas físicos comuns na infância podem ocultar problemas de relacionamento, insegurança, depressão e estresse.</p>
<p align="justify">A doutora em Psicologia Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, supervisionou o levantamento, realizado com 220 crianças, de sete a doze anos, em Porto Alegre e São Paulo. Segundo ela, as mudanças comportamentais incluem a agressividade, passividade, dificuldade de relacionamento, alterações no apetite, incluindo o aumento no consumo de doces, e choro sem motivo.</p>
<p align="justify"><span style="font-weight:bold;color:#ff9933;">[Folha de Pernambuco (PE); Jornal da Tarde (SP) – 11/10/2009]</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eco-chato???]]></title>
<link>http://guiaecologico.wordpress.com/2009/09/25/eco-chato/</link>
<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 20:41:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ernesto Augustus</dc:creator>
<guid>http://guiaecologico.wordpress.com/2009/09/25/eco-chato/</guid>
<description><![CDATA[Imagine você vivendo em um mundo sem leis ambientais e por consequência, sem fiscalização, um mundo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-510" href="http://guiaecologico.wordpress.com/2009/09/25/eco-chato/eco_sim_chato_meio250x350/"><img class="aligncenter size-full wp-image-510" title="eco_sim_chato_meio250x350" src="http://guiaecologico.wordpress.com/files/2009/09/eco_sim_chato_meio250x350.jpg" alt="eco_sim_chato_meio250x350" width="229" height="320" /></a></p>
<p>Imagine você vivendo em um mundo sem leis ambientais e por consequência, sem fiscalização, um mundo onde ninguém se importa com a natureza e mesmo se se importasse, estaria preocupado demais com seus próprios problemas. Já parou para  pensar sobre isso? Eu já, me deu medo, provavelmente ou não estaríamos aqui ou teríamos uma vida muito sofrida, até mais do que passamos hoje em dia.  Por isso mesmo devemos agradecer todos os dias os esfoços incansáveis de pessoas que lutaram e ainda lutam para termos um meio ambiente mais preservado, mais vivo e bem menos degradado.  Erroneamente, alguns confudem essas pessoas com um termo de cunho preconceituoso, o ecochato, que nada tem haver com alguém se propõem a fazer algo bom e útil para nosso meio ambiente e sociedade. Agora se ser ecochato e querer salvar a natureza mesmo com ações racionais, então saiba que você deve sua vida a todos os ecochatos do planeta.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Atividade e Passividade]]></title>
<link>http://ressentimento.wordpress.com/2009/09/19/o-ativo-e-o-passivo-em-sartre/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 18:55:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>ressentimento</dc:creator>
<guid>http://ressentimento.wordpress.com/2009/09/19/o-ativo-e-o-passivo-em-sartre/</guid>
<description><![CDATA[Para o pensador francês Jean-Paul Sartre, atividade e passividade são categorias que só fazem sentid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Para o pensador francês Jean-Paul Sartre, atividade e passividade são categorias que só fazem sentido dentro do mundo humano. A natureza, por assim dizer, está para além/aquém da atividade e da passividade. É o olhar humano que determina e interpreta um fenômeno como ativo ou passivo. Em si mesma, a dimensão das aparências possui uma unidade de fundamento transfenomenal e os fenômenos só travam relações efetivas entre si em um nível bastante superficial, este sim ao alcance da inteligência humana. Assim, se um raio cai sobre uma árvore, é a consciência humana que determina qual elemento deste evento é ativo e qual é passivo. Em si mesmos, tanto o raio quanto a árvore encerram uma transfenomenalidade semelhante. Nem ativa, nem passiva.<br />
Contudo, no reino humano, a passividade torna-se problemática. A consciência, núcleo da própria condição humana, é atividade pura. Assim sendo, a passividade seria uma forma de atividade da consciência? A ontologia fenomenológica de Sartre parece autorizar essa perspectiva, haja visto que passividade é só ausência e negação da atividade, e a negação exige sempre &#8220;um fundo de ser&#8221; sobre a qual possa se depositar.<br />
Vejamos uma passagem extremamente ilustrativa de O Ser e o Nada:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Mas que é passividade? Sou passivo quando recebo uma modificação da qual não sou a origem &#8211; quer dizer, não sou o fundamento nem o criador. Assim, meu ser sustenta uma maneira de ser da qual não é a fonte. Só que, para sustentá-la, é necessário que eu exista, e, por isso, minha existência se situa sempre para além da passividade. &#8220;Suportar passivamente&#8221;, por exemplo, é uma conduta que tenho e compromete minha liberdade tanto quanto o &#8220;rejeitar resolutamente&#8221;. Se hei de ser para sempre &#8220;aquele-que-foi-ofendido&#8221;, é preciso que eu persevere em meu ser, quer dizer, assuma eu mesma minha existência. Mas, por isso, retomo de certo modo, por minha conta, e assumo minha ofensa, deixando de ser passivo em relação a ela. Daí a alternativa: ou bem não sou passivo em meu ser, e então me converto em fundamento das minhas afecções, mesmo que não tenham se originado em mim &#8211; ou sou afetado de passividade até em minha existência mesmo, meu ser é um ser recebido, e então tudo desaba no nada. Assim, a passividade é fenômeno duplamente relativo: relativo à tividade daquele que atua e à existência daquele que padece. Isso presume que a passividade não diga respeito ao ser do existente passivo: é relação de um ser a outro ser e não de um ser ao nada.&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">(Em primeiro lugar, tangencio o assunto para louvar meu querido sapo vesgo pela excelente fórmula atraves da qual ele ilustra a conduta do ressentimento. Trata-se da sustentação da condição de ser &#8220;aquele-que-foi-ofendido&#8221;. Em outras palavras, a reposição constante e consciente dos pensamentos ou sentimentos que outrora causaram desagrado.)<br />
Voltando a questão da relação entre passividade e atividade, parece que Sartre quer dizer sim que a passividade repousa sobre um fundo necessário de atividade. É impossível que &#8220;meu ser&#8221; seja recebido, justamente pela presença entrópica da consciência no cerne da condição humana. Nenhum ser pode se instalar sobre a consciência, exceto aquele que a consciência assume.<br />
Não compreendo bem o que Sartre quer dizer com &#8220;minhas afecções que não se originaram em mim&#8221;. Porque se as afecções exigem manutenção consciente &#8211; não existem como pedras que lá permanecerão caso as esqueçamos &#8211; são plena responsabilidade da atividade da consciência. Mas tenho um palpite sobre o sentido dessa frase: de fato, é possível que a contingência do mundo acabe produzindo uma afecção ou um estado, pois não é absurdo que uma pessoa se surpreenda diante de uma situação e seja afetada por ela. Mas isso só é possível porque o solo sobre o qual essa afecção floresce foi perfeitamente arado dentro de um Projeto Existencial individual e &#8211; por que não? &#8211; pessoal. Se uma situação faz com que eu me ressinta e não produz essa afecção em outrem, é porque preparei o solo para o ressentimento, fiz-me ressentido. Assim, a afecção pode ser semeada em meu solo. Mas apenas porque eu o preparei.<br />
Quanto a passividade não dizer respeito ao &#8220;existente passivo&#8221;, aqui é preciso definir os termos e o objeto do discurso do filósofo francês. &#8220;Existente passivo&#8221; não se refere à qualquer tipo de conduta humana, mas justamente àquilo que existe e perdura por si, &#8220;na natureza&#8221;. Em certo sentido, o filósofo quer apenas dizer que as coisas não são passivas nem ativas em si mesmas até o olhar humano pôr em relevo um aspecto de atividade ou passividade, conforme seu interesse.<br />
Acho genial o truque ontológico de Sartre, e acho que é uma das portas através das quais podemos nos acostumar à um dos lugares mais comuns e necessários da filosofia contemporânea: a exigência da precedência do ser sobre o nada. Sartre analisa essa questão no início de <em>O Ser e o Nada</em>, e mostra como supostamente outros pensadores (como Hegel) se equivocaram ao equiparar o ser e o nada em termos ontológicos. O nada exige o ser sobre o qual será &#8220;nada de ser&#8221;. Assim, a passividade é uma forma de atividade. Eis a lição: não se sofre nada passivamente no mundo humano. O sofrimento é ativamente sustentado pelo espírito.<br />
É evidente que questões se depreendem necessariamente dessa conclusão: e quando a contingência do mundo faz com que sejamos vítimas do acaso? Quando a violência gratuita, por exemplo, nos atinge? O quanto temos de atividade e responsabilidade em uma agressão da qual somos vítimas?<br />
Essas questões exigem uma nova reflexão e, consequentemente, uma nova postagem futura.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Até quando?]]></title>
<link>http://demodelando.wordpress.com/2009/08/11/ate-quando/</link>
<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 19:37:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joe</dc:creator>
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<description><![CDATA[Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso &#8230; Eu não era negro.   Em seguida leva]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1106" title="Calados" src="http://demodelando.wordpress.com/files/2009/08/calados.jpg" alt="Calados" width="150" height="112" />Primeiro levaram os negros.<br />
Mas não me importei com isso &#8230;<br />
Eu não era negro.<br />
 <br />
Em seguida levaram alguns operários.<br />
Mas não me importei com isso &#8230;<br />
Eu também não era operário.<br />
 <br />
Depois prenderam os miseráveis.<br />
Mas não me importei com isso &#8230;<br />
Porque eu não sou miserável.<br />
 <br />
Depois agarraram uns desempregados<br />
Mas como tenho meu emprego &#8230;<br />
Também não me importei.<br />
 <br />
Agora estão me levando.<br />
Mas já é tarde&#8230;<br />
Como eu não me importei com ninguém,<br />
Ninguém se importa comigo.<br />
 <br />
<em>By Bertold Brecht (1898-1956)</em></p>
<p style="text-align:justify;">Um dia vieram<br />
e levaram meu vizinho que era judeu.<br />
Como não sou judeu, não me incomodei.<br />
 <br />
No dia seguinte<br />
vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.<br />
Como não sou comunista, não me incomodei.<br />
 <br />
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.<br />
Como não sou católico, não me incomodei.<br />
 <br />
No quarto dia, vieram e me levaram;<br />
já não havia mais ninguém para reclamar&#8230;<br />
 <br />
<em>By Martin Niemöller, símbolo da resistência aos nazistas, em 1933.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira noite eles se aproximam<br />
e roubam uma flor do nosso jardim&#8230;<br />
E não dizemos nada.<br />
 <br />
Na segunda noite, já não se escondem;<br />
pisam as flores, matam nosso cão&#8230;<br />
e não dizemos nada.<br />
 <br />
Até que um dia, o mais frágil deles<br />
entra sozinho em nossa casa,<br />
rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo,<br />
arranca-nos a voz da garganta.<br />
 <br />
E já não podemos dizer nada.<br />
 <br />
<em>By Eduardo Alves Costa, poeta, carioca, em 1967.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro eles roubaram nos sinais,<br />
mas não fui eu a vítima &#8230;<br />
 <br />
Depois incendiaram os ônibus,<br />
mas eu não estava neles &#8230;<br />
 <br />
Depois fecharam ruas,<br />
onde não moro;<br />
 <br />
Fecharam então o portão da favela,<br />
que não habito;<br />
 <br />
Em seguida arrastaram até a morte uma criança,<br />
que não era meu filho&#8230;<br />
 <br />
<em>By Cláudio Humberto, em Fevereiro de 2009.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro, eles podaram o Congresso<br />
que se realizaria na década de 70 em Salvador&#8230;<br />
E nós ficamos quietos.<br />
 <br />
Depois, empurraram com a barriga durante 30 anos<br />
E nós aceitamos.<br />
 <br />
Aí, pressionados pela sociedade,<br />
marcaram o Congresso com um nome que nada<br />
tem a ver com o que está ocorrendo &#8230;<br />
E nós permanecemos calados.<br />
 <br />
Agora, estão colocando no temário tudo o que for melhor para eles.<br />
E nós não temos, sequer, coragem de opinar.<br />
 <br />
Um dia haverá menos empregos disponíveis e salários ainda menores&#8230;<br />
Porque não fomos capazes de defender nossos direitos!<br />
 <br />
<em>Texto atribuído a Haroldo Ribeiro.</em><br />
 <br />
<strong>Nota do Blog:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Muitos poetas, pensadores e escritores vêm nos alertando há tempos e os nossos governantes continuam a delapidar o erário público, aniquilar as instituições (né, Sarney?), deixando o pobre cidadão cada vez mais pobre e cada vez menos cidadão!</p>
<p style="text-align:justify;">Até quando vamos nos calar e continuar dizendo &#8220;amém&#8221; para tudo que acontece em nosso país?<br />
Até quando vamos continuar escolhendo sempre os mesmos para serem a voz que foi roubada de nossas gargantas?<br />
Até quando, Brasil, manteremos nosso direito ao silêncio?</p>
<p style="text-align:justify;">Até quando ???</p>
<p style="text-align:justify;">By Joe.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[3- Meditar sobre?]]></title>
<link>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/07/17/3-meditar-sobre/</link>
<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 10:58:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>sebastianvalle</dc:creator>
<guid>http://sebastianvalle.wordpress.com/2009/07/17/3-meditar-sobre/</guid>
<description><![CDATA[Enso O termo meditar tem duas interpretações, que aqui vou chamar de ocidental e oriental. Na forma ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/07/enso.png"><img class="size-thumbnail wp-image-412" title="Enso" src="http://sebastianvalle.wordpress.com/files/2009/07/enso.png?w=150" alt="Enso" width="150" height="110" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Enso</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">O termo meditar tem duas interpretações, que aqui vou chamar de ocidental e oriental. Na forma ocidental meditamos <strong>sobre</strong> alguma coisa. Nos propomos a resolver uma questão através do pensamento e nos focamos nessa questão. Para sair do labirinto, analizamos todas as variáveis e vamos e voltamos por todas as possibilidades de caminhos. Um bloco de papel e caneta podem servir como um barbante, marcando os caminhos passados.</p>
<p style="text-align:justify;">Na forma oriental também meditamos <strong>sobre</strong>. Mas sobre <strong>todas</strong> as coisas. Sendo todas as coisas infinitas, a única maneira de fazê-lo é meditando sobre coisa nenhuma. Porque é no vazio da xícara que se depeja o café-do-Universo. Nos propomos a dissolver todas as questões, cientes de que elas só existem na nossa mente. Sem focar em nenhuma questão, as infinitas coisas passam rápido pela mente-labirinto, como micro-experiências em um fio de barbante. Em dado momento já não há barbante. As coisas já não são uma linha. São um ponto. Esse ponto inclui todos os barbantes e todos os labirintos.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora podemos nos levantar e tentar resolver qualquer questão no mundo, sem medo e sem orgulho, sem ansiedade e sem preconceitos. No bloco de papel estarão todos os caminhos passados, na forma de uma folha em branco. Você pode apoiar o seu café-do-Universo em cima dela, marcando um belo<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ens%C5%8D" target="_blank"> Ensô.</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Medo de se indignar com a truculência"]]></title>
<link>http://pracaminharpensando.wordpress.com/2009/06/20/medo-de-se-indignar-com-a-truculencia/</link>
<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 03:35:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>caminhantes</dc:creator>
<guid>http://pracaminharpensando.wordpress.com/2009/06/20/medo-de-se-indignar-com-a-truculencia/</guid>
<description><![CDATA[CADU ELMADJIAN não estuda mais na USP desde o ano passado, mas registrou uma opinião inconformada ao]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>CADU ELMADJIAN não estuda mais na USP desde o ano passado, mas registrou uma opinião inconformada ao saber sobre o confronto da polícia no câmpus.</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;O Deni repassou o relato de um professor da EACH sobre o que está havendo na USP e tudo isso é muito triste (como sempre&#8230;).</p>
<p style="padding-left:30px;">Não sei se é a minha cabeça problemática e delirante, mas eu me recordo com uma clareza perturbadora de como eu cresci junto a uma escalada cada vez mais intensa de intolerância entre as pessoas.</p>
<p style="padding-left:30px;">Talvez seja uma coisa só de São Paulo, talvez não. Ainda assim, eu me lembro, pequeno, de como as pessoas tinham menos medo de sair à rua, de falar com estranhos com os dois olhos bem abertos, e se indignar com a truculência.</p>
<p style="padding-left:30px;">Pessoalmente &#8211; muito por causa das minhas convicções filosóficas humanistas e ateístas &#8211; considero aterradora (e me sinto relativamente sozinho nesse sentimento) a passividade com que as pessoas assistem à violência atualmente. Parece que hoje está faltando uma palavra mais forte no léxico pra usar no lugar de barbárie.</p>
<p style="padding-left:30px;">Sobre o caso da USP especificamente, não vou opinar, porque sou um alheio eterno, mas tenho a impressão de que transferir para a PM todo o fardo da desgraça também não é muito razoável.</p>
<p style="padding-left:30px;">Um soldado da PM é um sujeito que vem de uma realidade não tão amigável quanto a dos nossos colegas uspianos, ganha pouco mais de 1.000 reais por mês pra sustentar uma família maior (estatisticamente falando) que a da maioria do pessoal da manifestação, enfrenta uma concorrência fodida pra estar onde está, pra fazer um serviço que quase sempre põe sua integridade em risco e não tem discriocionariedade administrativa (como a polícia civil ou federal), ou seja, apenas tem o dever de cumprir ordens (judicial ou de superior).</p>
<p style="padding-left:30px;">Não gosto da idéia de parecer advogado do diabo, até porque você sabe que eu jamais poderia concordar com essa postura que a PM freqüentemente adota quando desafiada, mas quando se grita &#8220;PM assassina!&#8221;, o melhor que se consegue é inflamar mais o ódio generalizado, reacender uma luta de classes despercebida e deixar impunes os verdadeiros responsáveis por alimentar essa infra-estrutura pública de selvageria.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E você, onde estava?]]></title>
<link>http://pracaminharpensando.wordpress.com/2009/06/14/e-voce-onde-estava/</link>
<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 05:04:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>caminhantes</dc:creator>
<guid>http://pracaminharpensando.wordpress.com/2009/06/14/e-voce-onde-estava/</guid>
<description><![CDATA[MAGNO RODRIGUES FARIA, estudante de Pedagogia na FEUSP, não estava na Universidade durante o ataque ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>MAGNO RODRIGUES FARIA, estudante de Pedagogia na FEUSP, não estava na Universidade durante o ataque &#8211; &#8220;para o bem e para o mal&#8221;, como ele disse.</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;Contrariando uma série de pessoas que dizem que somos vagabundos, estava trabalhando bem no momento do quiproquó! Estava trabalhando na produção de um espetáculo de teatro no quarto subsolo do SESC Pinheiros&#8230; Onde celular não pega!! Trabalhei até às 20h, que foi quando o meu celular começou a receber mensagens de chamadas perdidas&#8230; Minha mãe, irmãs, o pessoal do CA, os amigos&#8230; todos haviam me ligado&#8230; o que é um fato não muito comum&#8230; Tinha uma série de mensagens perguntando se eu estava bem e tudo mais, porém não estava entendo nada&#8230; Havia uma mensagem de texto de uma amiga que há muito tempo não nos comunicávamos e conversamos sobre a vida, o seu novo filho, a sua nova casa e aí ela perguntou: e a guerra que teve na USP hoje, hein?</p>
<p style="padding-left:30px;">Caraca!! Lembrei do ato e pedi informações, ela me disse que teve bomba de gás, tiros de borracha, gás de pimenta&#8230; Mas não sabia, não tinha idéia da proporção&#8230; E vi imagens televisivas e, caras e caros, ainda bem que estava  de fora&#8230; Não no sentido de que me safei desta&#8230; mas, se eu presenciasse os meus amigos, muito deles irmãos em cenas destas, sendo encurralados e agredidos, acredito que não iria recuar e faria alguma bobagem&#8230;</p>
<p style="padding-left:30px;">Cheguei na USP por volta da meia noite neste dia e fui até o C.A.P.P.F. e tinham pessoas que me contaram versões e mais versões dos fatos&#8230; O fato é que fiquei estarrecido&#8230; e que fiquei entristecido quando no outro dia, haviam pessoas em estado de normalidade&#8230; como se NADA, eu disse NADA, repetindo para fixar, NADA tivesse acontecido&#8230;NADA&#8230; (e o pior é que muitas estavam no momento, e outras tantas viram ao vivo tal selvageria e&#8230;NADA).&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter" title="roubam-nos uma flor..." src="http://lh6.ggpht.com/_s3vbVEBO59A/Si9Sl2xLpOI/AAAAAAAAAIY/6T_ugLGl7tU/s512/bDSC09240.JPG" alt="" width="512" height="384" /></p>
<p>***</p>
<p><strong>No caminho, com Maiakóvski</strong><br />
<em>Eduardo Alves da Costa</em></p>
<p>Assim como a criança<br />
humildemente afaga<br />
a imagem do herói,<br />
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.<br />
Não importa o que me possa acontecer<br />
por andar ombro a ombro<br />
com um poeta soviético.<br />
Lendo teus versos,<br />
aprendi a ter coragem.</p>
<p>Tu sabes,<br />
<strong>conheces melhor do que eu<br />
a velha história.<br />
Na primeira noite eles se aproximam<br />
e roubam uma flor<br />
do nosso jardim.<br />
E não dizemos nada.<br />
Na segunda noite, já não se escondem:<br />
pisam as flores,<br />
matam nosso cão,<br />
e não dizemos nada.<br />
Até que um dia,<br />
o mais frágil deles<br />
entra sozinho em nossa casa,<br />
rouba-nos a luz, e,<br />
conhecendo nosso medo,<br />
arranca-nos a voz da garganta.<br />
E já não podemos dizer nada.</strong></p>
<p>Nos dias que correm<br />
<strong>a ninguém é dado<br />
repousar a cabeça<br />
alheia ao terror.</strong><br />
Os humildes baixam a cerviz;<br />
<strong>e nós, que não temos pacto algum<br />
com os senhores do mundo,<br />
por temor nos calamos.</strong><br />
No silêncio de meu quarto<br />
a ousadia me afogueia as faces<br />
e eu fantasio um levante;<br />
mas manhã,<br />
diante do juiz,<br />
talvez meus lábios<br />
calem a verdade<br />
como um foco de germes<br />
capaz de me destruir.</p>
<p>Olho ao redor<br />
e o que vejo<br />
e acabo por repetir<br />
são mentiras.<br />
Mal sabe a criança dizer mãe<br />
e a propaganda lhe destrói a consciência.<br />
A mim, quase me arrastam<br />
pela gola do paletó<br />
à porta do templo<br />
e me pedem que aguarde<br />
até que a Democracia<br />
se digne aparecer no balcão.<br />
Mas eu sei,<br />
porque não estou amedrontado<br />
a ponto de cegar, que ela tem uma espada<br />
a lhe espetar as costelas<br />
e o riso que nos mostra<br />
é uma tênue cortina<br />
lançada sobre os arsenais.</p>
<p>Vamos ao campo<br />
e não os vemos ao nosso lado,<br />
no plantio.<br />
Mas ao tempo da colheita<br />
lá estão<br />
e acabam por nos roubar<br />
até o último grão de trigo.<br />
<strong>Dizem-nos que de nós emana o poder<br />
mas sempre o temos contra nós.<br />
Dizem-nos que é preciso<br />
defender nossos lares<br />
mas se nos rebelamos contra a opressão<br />
é sobre nós que marcham os soldados.</strong></p>
<p>E por temor eu me calo,<br />
por temor aceito a condição<br />
de falso democrata<br />
e rotulo meus gestos<br />
com a palavra liberdade,<br />
procurando, num sorriso,<br />
esconder minha dor<br />
diante de meus superiores.<br />
Mas dentro de mim,<br />
com a potência de um milhão de vozes,<br />
o coração grita &#8211; MENTIRA!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O bicho tá pegando!]]></title>
<link>http://compassosempasso.wordpress.com/2009/06/01/o-bicho-ta-pegando/</link>
<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 01:21:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Raphael Rocha</dc:creator>
<guid>http://compassosempasso.wordpress.com/2009/06/01/o-bicho-ta-pegando/</guid>
<description><![CDATA[Polícia invadindo a Cidade Universitária, impedindo funcionários de fazer piquete, coisa que não aco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Polícia invadindo a Cidade Universitária, impedindo funcionários de fazer piquete, coisa que não acontecia desde 1979; aulas sendo paralisadas no meio; clima de hostilidade no ar. A coisa na USP está brava. Com a biblioteca, bandejão, e todos os outros serviços, paralisados, o estudo já fica complicado; com este tipo de situação acontecendo, fica impossível. E quem só quer aprender, deixando a política de lado, é o único prejudicado. Quem &#8220;faz&#8221; política está defendendo seu direito; quem apoia, também está &#8220;fazendo&#8221;; quem é contra, é prejudicado, mas luta para acabar com o problema. E em determinados momentos, a passividade é inviável. É preciso tomar parte na briga. Só &#8220;levar ferro&#8221; de graça é complicado. Que não seja para apoiar a ideologia por trás da &#8220;bandeira&#8221;, mas para que, pelo menos, possamos nos divertir com a coisa.<br />
Então é isso! Vou tomar uma posição. Não sei qual, mas com certeza o meu Dólar de Prata me ajudará.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A passividade do trabalhador americano]]></title>
<link>http://outroladodanoticia.wordpress.com/2009/04/15/a-passividade-do-trabalhador-americano/</link>
<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 04:48:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Osvaldo Bertolino</dc:creator>
<guid>http://outroladodanoticia.wordpress.com/2009/04/15/a-passividade-do-trabalhador-americano/</guid>
<description><![CDATA[Os trabalhadores e outros manifestantes que se reuniram em massa para protestar contra a cúpula do G]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os trabalhadores e outros manifestantes que se reuniram em massa para protestar contra a cúpula do Grupo dos 20 na semana retrasada em Londres estavam dando continuidade a uma antiga tradição europeia de levar suas queixas para as ruas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Duas semanas antes, mais de 1 milhão de trabalhadores na França se manifestaram contra as demissões e a condução da crise econômica pelo governo, e só no mês passado trabalhadores franceses tomaram seus patrões como reféns quatro vezes em várias disputas trabalhistas. <strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Quando a General Motors anunciou recentemente um enorme corte de empregos em todo o mundo, 15 mil trabalhadores fizeram uma manifestação na sede alemã da companhia.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Mas nos Estados Unidos, onde a GM pretende fazer as maiores demissões, os trabalhadores sindicalizados pareceram passivos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eles podem gritar para repórteres de televisão, mas isso é tudo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Diferentemente de seus congêneres europeus, os trabalhadores americanos permaneceram em grande medida fora das ruas mesmo com os aumentos do desemprego e os cortes de salários e benefícios.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O país de Mother Jones, John L. Lewis e Walter Reuther certamente teve uma história rica e algumas vezes militante de protestos trabalhistas — da greve da Homestead Steel Works contra Andrew Carnegie em 1892 às greves com ocupação de fábrica dos trabalhadores automotivos dos anos 30 e a paralisação de 67 dias de 400 mil trabalhadores da GM em 1970.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Nas últimas décadas, porém, os trabalhadores americanos se afastaram cada vez mais dessa militância por razões que variam do medo de seus empregos serem transferidos para o exterior à sua autoimagem como membros plenos da “classe média”, com todos seus adornos e aspirações.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">David Kennedy, um historiador da Universidade Stanford e autor de <em>Freedom From Fear: The American people in Depression and War</em>, <em>1929-1945</em> (<em>Libertação do medo: o povo americano na Depressão e na guerra, 1929-1945</em>), diz que o viés individualista dos Estados Unidos é uma razão importante para sua relutância em ganhar as ruas.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Citando um estudo de 1940 da psicóloga social Mirra Komarovsky, ele disse que as entrevistas dela com desempregados do período da Depressão revelaram que &#8220;a reação psicológica era eles se sentirem culpados e envergonhados, que tinham fracassado pessoalmente&#8221;. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Tomados em conjunto, culpa, vergonha e individualismo solapavam todo impulso a uma ação coletiva, tanto naquela época como agora, disse Kennedy.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Notando que os americanos sentiam-se atônitos e desesperadamente inseguros durante os primeiros anos da Depressão, ele escreveu: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;O que chocou a maioria dos observadores, e os mistificou, foi a docilidade assombrosa do povo americano, sua passividade estoica enquanto o rolo compressor da Depressão passava sobre eles&#8221;.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em meados dos anos 30, porém, os protestos de trabalhadores aumentaram em número e militância. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eles eram alimentados pelos então poderosos Partidos Socialista e Comunista e as frustrações com as privações contínuas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os trabalhadores também sentiam que tinham as bênçãos do presidente Roosevelt para a ação coletiva porque ele havia assinado a Lei Wagner, em 1935, que concedia aos trabalhadores o direito de se sindicalizarem.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;É preciso lembrar que naquela época havia Hoovervilles e um desemprego de 25%&#8221;, disse Daniel Bell, um professor emérito de sociologia em Harvard. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;Muitas pessoas achavam que o capitalismo estava acabado.&#8221; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Greves gerais paralisaram San Francisco e Minneapolis, e uma greve com ocupação de seis semanas na fábrica da GM em Flint, Michigan, pressionou a companhia a reconhecer o United Automobile Workers. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Na manifestação mais violenta da década, uma greve em 1937 contra a Republic Steel em Chicago, 10 manifestantes foram mortos a tiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Essa militância ajudou a construir um poderoso movimento sindical, que representava 35% dos trabalhadores da nação na década de 50 e ajudou a criar a maior e mais rica classe média do mundo.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Hoje, os trabalhadores americanos, mesmo os que ganham US$ 20 mil por ano, tendem a se ver como parte da classe média ascendente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Por contraste, os trabalhadores europeus ainda se veem como proletários numa luta de classes prolongada.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E os lideres trabalhistas americanos, que um dia foram agitadores de massa nas ruas, agora trabalham frequentemente de mãos dadas com executivos de empresas para melhorar a competitividade corporativa para proteger empregos e pensões, e tentam afastar ativistas que defendem uma linha dura.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;Ocorre uma diminuição geral da liderança sindical que estava focada em defender trabalhadores por quaisquer meios que fossem necessários&#8221;, disse Jerry Tucker, um velho militante do UAW. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;A mensagem da liderança sindical hoje em dia é, muitas vezes, ‘não temos outra escolha, temos de seguir essa estrada de concessões para ver se podemos controlar os danos’&#8221;, disse ele.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">No caso das empresas automobilísticas de Detroit, uma greve poderia não só acelerar sua demissão como enfurecer muitos americanos que já consideram os trabalhadores automotivos mais bem remunerados do que deveriam. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Isso também poderia deixar Washington menos receptivo a um salvamento.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A agressividade trabalhista também tem sido solapada pela redução de seus contingentes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os sindicatos representam hoje somente 7,4% dos trabalhadores no setor privado.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os sindicatos também foram ficando mais cautelosos à medida que a administração se tornava mais agressiva. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um ponto crítico ocorreu em 1981, quando os controladores de tráfego aéreo do país se engajaram numa greve ilegal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O presidente Ronald Reagan rapidamente demitiu os 11.500 controladores grevistas, contratou substitutos e pouco depois os aeroportos estavam operando de novo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Após esse confronto, a disposição sindical para a greve encolheu sensivelmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os trabalhadores americanos ainda expressam ocasionalmente sua raiva em protestos e greves. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Houve manifestações contra os bônus da AIG, por exemplo, e trabalhadores realizaram uma greve com ocupação em dezembro quando sua fábrica em Chicago foi fechada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Mas os números contam a história: no ano passado, sindicatos americanos se envolveram em 159 paralisações do trabalho, ante 1.352 em 1981, segundo o Bureau of National Affairs, uma editora de notícias jurídicas e regulatórias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Michael Kazin, um historiador da Universidade de Georgetown, disse que, apesar de as manifestações continuarem sendo uma saída vital para a esquerda europeia, para americanos &#8220;a internet de alguma maneira serve agora como principal saída&#8221; com blogs raivosos e envios de e-mails em massa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Trabalhadores e sindicatos de esquerda que poderiam ser os mais inclinados a protestos na crise econômica corrente são com frequência os mais entusiasmados com o presidente Obama e seus esforços para reativar a economia, ajudar sindicatos e promulgar uma cobertura de saúde universal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em vez de saírem às ruas no ano passado para protestar contra a crise econômica em formação na presidência de Bush, muitos trabalhadores e sindicatos faziam campanha para Obama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Leo Gerard, presidente do United Steelworkers, um sindicato de trabalhadores siderúrgicos, disse que havia coisas mais inteligentes a fazer do que manifestações contra as demissões — por exemplo, pressionar o Congresso e os Estados para assegurar que o plano de estímulo crie o maior número de empregos possível nos Estados Unidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;Eu realmente acredito que os americanos confiam mais em seu sistema político que trabalhadores de outras partes do mundo&#8221;, disse Gerard.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ele disse que grandes manifestações trabalhistas são frequentemente autorizadas no Canadá e em países europeus para pressionar líderes parlamentares. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">As manifestações são menos necessárias nos Estados Unidos, segundo ele, porque com frequência basta algum esforço de lobby especializado em Washington para arregimentar o apoio de meia dúzia de senadores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Kennedy viu outra razão para os trabalhadores jovens e os jovens em geral estarem protestando menos que em décadas passadas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&#8220;Esta geração&#8221;, disse ele, &#8220;encontrou maneiras mais eficazes de mudar o mundo. Ela se engajou em campanhas políticas, e não está esperando as coisas ficarem tão desesperadas para se sentir forçada a ganhar as ruas.&#8221; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">As informações são da Agência Estado</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu sei, mas não devia - por Marina Colasanti]]></title>
<link>http://moanecarvalho.wordpress.com/2009/02/26/eu-sei-mas-nao-devia-por-marina-colasanti/</link>
<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 13:29:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Moane Carvalho</dc:creator>
<guid>http://moanecarvalho.wordpress.com/2009/02/26/eu-sei-mas-nao-devia-por-marina-colasanti/</guid>
<description><![CDATA[Eu sei, mas não devia Marina Colasanti Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se aco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="western">Eu sei, mas não devia</p>
<p class="western">Marina Colasanti</p>
<p class="western">Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.</p>
<p>A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.</p>
<p>A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.</p>
<p>A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.</p>
<p>A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.</p>
<p>A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.</p>
<p>A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.</p>
<p>A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.</p>
<p>A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.</p>
<p>A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Sombra das Maiorias Silenciosas]]></title>
<link>http://htextual.wordpress.com/2008/11/04/a-sombra-das-maiorias-silenciosas/</link>
<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 20:47:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>htextual</dc:creator>
<guid>http://htextual.wordpress.com/2008/11/04/a-sombra-das-maiorias-silenciosas/</guid>
<description><![CDATA[Tipo: Livro (PDF) Autoria: Jean Baudrillard URL: http://leandromarshall.files.wordpress.com/2008/03/]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Tipo:</strong> Livro (PDF)<br />
<strong>Autoria:</strong> Jean Baudrillard<br />
<strong>URL:</strong> <a href="http://leandromarshall.files.wordpress.com/2008/03/a-sombra-das-maiorias-silenciosas.pdf%20">http://leandromarshall.files.wordpress.com/2008/03/a-sombra-das-maiorias-silenciosas.pdf </a></p>
<div style="text-align:justify;">Jean Baudrillard discorre sobre o legado das maiorias silenciosas na contemporaneidade. Normalmente apontada como inerte, ele revela que os grupos quebram a barreira da passividade pelo poder da neutralização que impacta diante da arbitrariedade que tenta oprimir as massas.</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O papel dos socialistas nas eleições]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/2008/09/15/o-papel-dos-socialistas-nas-eleicoes/</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 21:27:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Correa Leite</dc:creator>
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<description><![CDATA[Francisvaldo Mendes, agosto de 2008 A principal tarefa dos militantes socialistas nas eleições gerai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62; Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4 &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62; &#60;![endif]--><!--  --><!--[if gte mso 10]&#62; &#60;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;} --> <!--[endif]--></p>
<p><a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/09/psol03.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2500" title="psol03" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/09/psol03.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a>Francisvaldo Mendes, agosto de 2008</p>
<p>A principal tarefa dos militantes socialistas nas eleições gerais é semear uma idéia divergente do senso comum e do comportamento habitual das pessoas que simplesmente aceitam o pedido de voto e a propaganda eleitoral como mais uma corrida que devemos enfrentar, cerne da idéia capitalista. É desafiar a idéia de que o voto seria mais uma mercadoria, como propõem os partidos tradicionais, e não um ato político, de escolha entre diferentes projetos.<!--more--></p>
<p>O nosso desafio é incomodar o comportamento das pessoas, extrapolando os limites da passividade e da ação inercial que é imposta por quase todos os meios de comunicação. A grande perspectiva que devemos ter claro é o enfrentamento com a burguesia no dia a dia da vida social e ensejar lutas que possam despertar a consciência das pessoas, tais como, ocupação de ruas, prédios e praças e apontarmos para a desigualdades existente na sociedade. Convivemos cotidianamente com milhares de pessoas que dormem na rua enquanto outros ostentam suas riquezas faraônicas.</p>
<p>A disputa eleitoral é um campo dominado pelos capitalistas, onde a justiça e dominada pelas leis feitas pelos empresários deputados, a informação é manipulada pelos empresários donos dos meios de comunicação e o financiamento é feito pela empresas privadas, para garantir o controle dos recursos públicos e da estrutura do Estado.</p>
<p>Porém devemos aproveitar esse momento para semear a politização dos cidadãos e cidadãs, colocando, de forma muito concreta e palpável quais as diferenças entre as diversas candidaturas. Para vencer o bloqueio da mídia, é necessário realizar visitas nas casas das pessoas, nos bairros, nas portas de fabricas, nas feiras livres etc, sabendo que o desafio é enorme.</p>
<p>Nesse contato, nós devemos fazer a ligação da defesa de nossas idéias, ou seja, que queremos mudar esse modo de vida injusto e desigual para implantar outra forma de sociedade, com a situação real da vida das pessoas. É preciso falar do aumento do preço dos alimentos no supermercado, esclarecendo que isso ocorre devido a alta do petróleo, da opção política que o governo faz de privilegiar o agronegócio, concentrando o poder de decidir sobre o preço na mão de poucos empresários do setor da agricultura, do incentivo dado pelo governo para a plantação de cana de açúcar para fazer álcool para combustível ao invés de investir na produção de alimentos, haja vista, que o recurso natural da terra é finito. Ou seja, só existe esse planeta (por enquanto) para plantarmos, onde está quase tudo tomado pelos mega empresários do mundo.</p>
<p>Os socialistas devem estar preparados politicamente para as questões concretas e cotidianas, compreensíveis para a maioria das pessoas. Não podemos apenas discursar sobre as idéias socialistas, abstratas para muitos. Devemos conhecer a estrutura do capitalismo escondida através das leis e das estruturas do poder estatal e privado, para contestar o sistema do mundo capitalista. Pois nosso objetivo é construirmos um outro modelo e não administrar o atual. Para isso é necessário conhecer as leis básicas para mostrar as pessoas que existe um direcionamento dos recursos públicos para beneficiar uma parte da sociedade, normalmente é a parte que mora nos melhores locais, melhores bairros da cidade, próximo aos centros da cidade ou bairros que são bem arborizados, com uma boa infra-estrutura de saneamento básico.</p>
<p>No entanto, o militante para esclarecer essa realidade para a população, tem a obrigação de conhecer o orçamento da cidade onde ele atua ou mora, deve conhecer a lei de diretrizes orçamentária, a lei orgânica do município, o plano diretor, a lei de responsabilidade Fiscal, etc, pois o militante municiado com essa informações irá saber quais os recursos que entram no erário publico da esfera Federal,Estadual e Municipal onde poderá demonstrar que em muitos casos aquela instituição publica é apenas uma maquina de benefícios e direcionamento dos recursos que todos tem obrigação de pagar para beneficiar uma camada da sociedade, a burguesia. Em outras palavras, é preciso estudar, conhecer, e denunciar os desvios dos recursos públicos.</p>
<p>A burguesia mantém o controle e domínio das administrações públicas através da eleição de pessoas que se comprometem a defender os interesses dela, se submetendo ao poder econômico e político para eleger-se aos cargos públicos e assim semeando ilusão nos trabalhadores e trabalhadoras de que apenas o voto resolve os problemas da vida social, sabemos que somente a organização coletiva com participação das pessoas é que faz a transformação da vida das pessoas.</p>
<p>A classe dominante aposta na individualização para eximir-se da responsabilidade que ela impõe a coletividade e beneficia-se no acumulo de riqueza tirado dos trabalhadores e trabalhadoras e da sociedade através da dominação ideológica e militar, investindo na desagregação e no culto a personalidade, e na educação precária e insuficiente para que a classe trabalhadora seja sempre subjulgada ao poder da burguesia.</p>
<p>Dificuldades existem, mas nós socialistas não podemos desistir nunca e as dificuldades não podem ser empecilho para os socialistas lutarem e manterem a chama da transformação social acesa rumo ao socialismo.</p>
<p>Francisvaldo Mendes é secretario de finanças do PSOL/SP e dirigente sindical dos bancários.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual cor usar?]]></title>
<link>http://tendenciasdamoda.wordpress.com/2008/08/14/qual-cor-usar/</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 14:21:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ariana Degelo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Evangeline Lilly, a Kate do seriado &#8220;Lost&#8221; Violeta: criatividade, misticismo e divindade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://tendenciasdamoda.files.wordpress.com/2008/08/evangelinelilly_violeta.jpg"><strong><em><img class="size-medium wp-image-148   " src="http://tendenciasdamoda.wordpress.com/files/2008/08/evangelinelilly_violeta.jpg?w=205" alt="Evangeline Lilly" width="123" height="180" /></em></strong></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Evangeline Lilly, a Kate do seriado &#8220;Lost&#8221;</dd>
</dl>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p><strong><em>Violeta: </em></strong>criatividade, misticismo e divindade. Representa também o senso artístico. O lilás, uma de suas nuances, mantém as mesmas características e, por ser mais claro, facilita a interação.</p>
<p><strong><em>Marrom:</em></strong> solidez e constância, mas também conservadorismo e falta de ambição. Os marrons médios projetam ainda mais a imagemde submissão e passividade. Não é adequado quando se necessita mostrar capacidade de mudança, de retomada. Por outro lado, quando bem escuro e próximo ao preto, é ideal para transmitir segurança, estabilidade e sofisticação.</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["dá pra fazer melhor" - por daniel maior ]]></title>
<link>http://tabuleirocultural.wordpress.com/2008/04/10/da-pra-fazer-melhor-por-daniel-maior/</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 01:45:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>tabuleirocultural</dc:creator>
<guid>http://tabuleirocultural.wordpress.com/2008/04/10/da-pra-fazer-melhor-por-daniel-maior/</guid>
<description><![CDATA[daniel maior       escritor BRA &#8211; salvador       Dá pra fazer melhor  Um dia desses, em uma da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[daniel maior       escritor BRA &#8211; salvador       Dá pra fazer melhor  Um dia desses, em uma da]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Série Sobre os Egos - II - O Passivo (A Sacerdotisa)]]></title>
<link>http://taronline.wordpress.com/2007/06/22/serie-sobre-os-egos-ii-o-passivo-a-sacerdotisa/</link>
<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 13:08:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanessa Mazza Furquim</dc:creator>
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<description><![CDATA[O segundo Arcano Maior do tarô é A Sacerdotisa, também conhecida por A Papisa. No Tarô Mitológico, e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[O segundo Arcano Maior do tarô é A Sacerdotisa, também conhecida por A Papisa. No Tarô Mitológico, e]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Coma-me! Estou em coma!]]></title>
<link>http://revistacasadeferreiro.wordpress.com/2006/06/16/coma-me-estou-em-coma/</link>
<pubDate>Fri, 16 Jun 2006 04:59:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Márcio</dc:creator>
<guid>http://revistacasadeferreiro.wordpress.com/2006/06/16/coma-me-estou-em-coma/</guid>
<description><![CDATA[Nada me admira mais que um país tão rico quanto o Brasil parar como está nesse exato momento. Ainda ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nada me admira mais que um país tão <em>rico</em> quanto o Brasil parar como está nesse exato momento.  Ainda mais em um momento pseudo-filosófico como  o que estávamos vivendo. O ócio do psiqué está me irritando dia após dia&#8230;</p>
<p>Com essa historia toda de Copa do Mundo eu não sei mais o que acontece no planeta. Deputados não mais roubam. A guerra no Iraque cessou. O dólar ficará estável por um mês&#8230; A bolsa, Nasdaq, preço do Sacolé, nada subirá até dia 9 de Julho. Dia esse, que aproximadamente 180 milhões de pessoas em coma, esperam ver 10 camisas amarelinhas e uma acinzentada abraçando uma taça dourada, que provavelmente, foi feita pra rimar com a cor da indumentária brazuca.</p>
<p>Nosso coma filosofico nos prende de uma maneira que nenhuma novela, reality show ou barraco da vizinha nos prende. Nos prendemos muito mais que a uma série de 64 jogos. Nos prendemos a um estigma de sermos o país das chuteiras. Pátria mãe gentil das peladas. Em todos os sentidos dessa palavra. Nosso coma nos prende a televisão, rádio, jornal, tricô, manicure, barbeiro, botequim e trailler de faculdade.</p>
<p>Faço aqui então uma proposta que foi lançada por uma amiga minha. Mediante a todo empenho que nós brasileiros temos nesse período de Copa, exprimo que: A Copa do Mundo deveria ser da ONU. FIFA é uma pinóia! Eu quero a Copa na mão da ONU. Imagina que coisa mais glamurosa. Os 32 times que mais se empenharam pelo fim da corrupção, pobreza, fome iriam concorrer ao mundial. Aqueles que mais tivessem investido em saúde, educação, saneamento, transporte, lazer e sexo casual poderiam ganhar a taça amarela. Seria lindo. Nosso empenho verde amarelo que só nasce a cada quatro anos. Nosso orgulho carioquinha que floresce aos anos quadrados seria usado em prol de nossa juventude que não seria mais tão transviada assim.</p>
<p>E lembremos que enquanto comemoramos a Copa, uns sonham em um dia, quem sabe, ter algo na cozinha.</p>
<div class="blogger-post-footer">Comentaaaa, XD</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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