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	<title>patriarcado &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/patriarcado/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "patriarcado"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 05:42:34 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A mulher na internet, indivíduo bestializado e erotizado?]]></title>
<link>http://feminismosempre.wordpress.com/2009/11/15/97/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 23:36:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Celina Fraga Rossi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tela do Google Resolvi fazer um exercício de buscar a palavra MULHER na internet e percebi que, quan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<div id="attachment_94" class="wp-caption alignleft" style="width: 489px"><img class="size-full wp-image-94" title="Google" src="http://feminismosempre.wordpress.com/files/2009/11/tela-012.png" alt="Google" width="479" height="442" /><p class="wp-caption-text">Tela do Google</p></div>
<p>Resolvi fazer um exercício de buscar a palavra MULHER na internet e percebi que, quando usado esse termo no Google e no Youtube, os primeiros resultados são de páginas/vídeos que expõem a mulher de forma sensual, extremamente erotizada, mas um erotismo que atende somente aos anseios masculinos e em nenhum momento um erotismo feminino. Entre as páginas que apareceram no buscador Google, estavam sites que se dizem feitos para as mulheres, que se utilizam de adjetivos como moderna, atual, inteligente, para se referir à mulher que frequenta os mesmos, porém o conteúdo desses sites não tratam dos grandes problemas enfrentados pelas mulheres (ex.: a questão do aborto, da desigualdade no mercado de trabalho, etc) e quando o fazem, o fazem de maneira superficial, sem entender a essência/origem do problema, fazendo com que se perda o foco da questão.</p>
<div id="attachment_96" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-96" title="Youtube" src="http://feminismosempre.wordpress.com/files/2009/11/tela-021.png" alt="Youtube" width="480" height="325" /><p class="wp-caption-text">Tela do Youtube</p></div>
<p>Os sites que visitei (<a href="http://mulher.terra.com.br/">http://mulher.terra.com.br/</a> &#8211; <a href="http://www.abril.com.br/mulher/">http://www.abril.com.br/mulher/</a> &#8211; <a href="http://www.universodamulher.com.br/">http://www.universodamulher.com.br/</a> &#8211; <a href="http://www.guiademulher.com.br/">http://www.guiademulher.com.br/</a>), apesar dos adjetivos citados acima, acabam se centrando na questão da moda, da beleza (padrão burguês de beleza, desconsiderando outras formas de expressão da beleza da mulher), culinária, etc, vestindo a cara de modernos, mas tratando as mulheres como donas de casas, alienadas, submissas aos maridos, além do fato de seres sites voltados para as mulheres heterossexuais, sem quase nenhuma matéria específica para mulheres homossexuais ou bissexuais, mostrando uma faceta, além de machista, também homofóbica, mas é claro que esses sites que visitei, não são os únicos e nem foram escolhidos aleatoriamente, mas foram os primeiros que apareceram no buscador Google, que não eram sites pornográficos.</p>
<p>O que quero com isso tudo? Simples, iniciar o debate sobre como a mulher é tratada na sociedade, por diversos veículos de comunicação diferentes (no caso aqui, a internet), que servem de propagandeadores dos ideais do patriarcado, ao expor a mulher na forma de objeto de desejo sexual masculino ou de alienar o debate dos problemas sociais das mulheres, tirando o foco dos maiores problemas.</p>
<p>Agora outro exercício. Busquei no Google a palavra homem, e percebi que a maioria das páginas tratam do termo HOMEM num viés de coletivo, englobando toda a humanidade, como sempre foi feito (bizarro!), enquanto na busca com a palavra MULHER, as páginas que apareceram, tratavam do termo localizado em indíviduos, dificilmente aparecendo de maneira a significar o coletivo de mulheres;</p>
<p>Quero deixar claro aqui, que não estou fazendo nenhum crítica direta aos sites mencionados, apenas os usei de maneira a tornar mais didática a minha explanação, pois considero que o problema não está em um site e sim na mentalidade da sociedade.</p>
<p>Comentem, digam o que acharam desse post, se gostaram, se odiaram, se deveria mudar algo, afinal quero que esse blog seja de todas.</p>
<p>Beijos emancipadores!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Justiça para Geisy Arruda!]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/11/11/justica-para-geisy-arruda/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 03:09:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
<guid>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/11/11/justica-para-geisy-arruda/</guid>
<description><![CDATA[Todo mundo já escreveu sobre a Geisy Arruda, mas o caso ainda está pegando fogo então eu vou dar a m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Todo mundo já escreveu sobre a Geisy Arruda, mas o caso ainda está pegando fogo então eu vou dar a minha contribuição.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos estão dizendo que a imprensa exagera, que ninguém conhece a verdade dos fatos e que &#8220;todos tiveram sua parcela de erro&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Analisemos.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-396" title="geisy2" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/geisy2.jpg?w=300" alt="geisy2" width="434" height="176" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fato 1: </strong>Geisy foi xingada de puta e recebeu ameaças de estupro, sejam elas com intuito &#8220;corretivo&#8221; de trogloditas ou por pura humilhação simbólica. Isso está comprovado pelos vídeos e estudantes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fato 2: </strong>Geisy estava com um microvestido cor-de-rosa e percorreu um caminho maior que o habitual para encontrar um banheiro que não estivesse em manutenção. esse fato foi interpretado como uma &#8220;tentativa de Geisy de se expor mais e mais&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fato 3:</strong> Geisy demonstrou uma atitude de desprezo e provocação com os gracejos que ouviu. A reação dela nessa situação foi relacionada com seu comportamento habitual, o que mostra que ela deve ser uma moça que usa roupas consideradas &#8220;provocantes&#8221; e que não atende aos apelos e assédios dos colegas ao redor.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-397" title="geisy" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/geisy.jpg" alt="geisy" width="292" height="280" /></p>
<p style="text-align:justify;">Eu sei muito bem o que as pessoas que defendem a Universidade pensam. Em suas cabecinhas, Geisy é &#8220;puta&#8221;, deve fazer sexo com qualquer um, provocou toda a situação e pior, ainda quer se promover em cima disso se fazendo de vítima na imprensa. E tem mais, faculdade não é lugar pra se vestir &#8220;desse jeito&#8221;, e uma aluna da UNIBAN declarou que &#8220;mulher que se veste assim é objeto mesmo&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro, que mesmo que Geisy fosse prostituta, estaria em seu pleno direito de estudar. Mas, ela não é. Tampouco temos informações sobre a vida sexual da moça, que também não faria diferença alguma, afinal somos livres para nos relacionarmos uns com os outros e teoricamente não deveríamos sofrer violência por exercer esse direito.</p>
<p style="text-align:justify;">O mais grave é dizer que Geisy &#8220;provocou&#8221; essa situação.Pior, dizer que a culpa não foi do micro-vestido, como alegaram ao expulsá-la, mas sim da &#8220;postura&#8221; de Geisy. Existem premissas nojentas para essa afirmação, a primeira é de que a postura adequada de uma mulher é totalmente diferente da de Geisy, ou seja, ao invés de vestir-se como quiser e andar livremente seria obrigação feminina da moça usar roupas que não mostrem seu corpo e comportar-se de forma passiva, silenciosa e submissa. Outro agravante seria a forma física de Geisy, que difere dos padrões impostos ás mulheres e por isso desqualifica a &#8220;beleza&#8221; que deveria ser mostrada com o vestido, e já que não há diversão para os primatas heterossexuais, logo a exibição de Geisy se torna uma AFRONTA.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-398" title="geisy3" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/geisy3.jpg?w=171" alt="geisy3" width="171" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">A faculdade também supõe que Geisy provocou os colegas através de atos &#8220;rebeldes&#8221; como rebolar, ignorar ou demonstrar indiferença com a atitude. Mesmo que a moça tivesse mostrado as tais partes íntimas, o que não foi confirmado por ela e nem há provas, sua atitude foi nada mais nada menos que defensiva. Geisy mostrou através de um comportamento irreverente que não importava o quanto as pessoas a julgassem, esperneassem e desejassem que ela cobrisse seu corpo, ela continuaria daquela forma, a forma que ela escolheu para se vestir e se comportar. A própria Geisy não se acha um objeto, ela conhece muito bem seus desejos, emoções, objetivos, há um universo particular na vida da moça que não sucumbe ao terrorismo de uma turba.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem determina afinal que o corpo de uma mulher tem apenas o significado sexual? O sentir-se bela de Geisy é condenado à insinuação sexual por qual autoridade suprema? Coxas à mostra são aval de estupro e linchamento? Se Geisy realmente desejava conseguir sexo com aquela roupa, os alunos determinaram que ela estava DISPONÍVEL para isso naquele momento na faculdade com que direito?</p>
<p style="text-align:justify;">Mulheres vestidas nos moldes que consideramos &#8220;sexy&#8221; não carregam um selo de &#8220;Available&#8221; na testa. Ora essa, foi construída uma imagem de sexualidade extrema e sujeição vinculada à decotes, saias curtas e vestidinhos, sob um pretexto de &#8220;libertação&#8221;. Mas, o que vemos, é justamente o contrário: ao invés de exercerem a liberdade ao usar roupas que expõem o corpo, as mulheres são simplesmente condenadas a um estado de disponibilidade sexual de acordo com a conveniência dos machos!</p>
<p style="text-align:justify;">Não julgo que estamos em condições de abolir tais roupas que carregam os símbolos do patriarcado com suas formas, pelo contrário, as mulheres precisam ter autonomia e posse sobre seus corpos suficiente para usar o que quiserem e serem respeitadas da mesma forma.</p>
<p style="text-align:justify;">O que vemos é o oposto, moças como Geisy são consideradas disponíveis como alvos nos espaços públicos, as roupas que mostram o corpo funcionam como um código que legitima a aproximação e a invasão do espaço. Quando Geisy reagiu com provocações, os homens que a afrontavam não suportaram, e as mulheres que tinham em si esse preconceito internalizado se revoltaram com a &#8220;ousadia&#8221; da colega.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Imagine, que audácia dessa moça, nos provocar e zombar de nossas investidas? Somos machos, precisamos colocar essa vagabunda no seu devido lugar, quem ela acha que é pra mostrar essas curvas na faculdade, nem mesmo &#8220;bela&#8221; ela é.&#8221; Os Alunos</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Essa menina é prostituta mesmo. Vem pra faculdade com essa roupa indecente, e eu que fui criada sob as rédeas do meu pai uso roupas mais adequadas ao ambiente em que eu estou. Afinal, mulheres não podem simplesmente sair se mostrando, precisamos conter nossas formas para o bem da família e da sociedade. Ainda bem que eu estou do lado das santas e vou poder casar com um homem que me domine!&#8221; As Alunas</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-399" title="Geisy4" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/geisy4.jpg?w=300" alt="Geisy4" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align:justify;">Que mulher nunca rebateu um assédio nas ruas e foi xingada de prontidão? Já me aconteceu inúmeras vezes. Esses vermes não suportam que uma mulher desafie a autoridade que eles supõem ter sobre nossos corpos, a reação é como a dos alunos, retaliação, indignação. Geisy é símbolo porque reagiu de forma tão chocante para os machistas que causou uma verdadeira rebelião contra a autonomia da mulher.</p>
<p style="text-align:justify;">O mais bizarro de tudo isso é ver milhares de machinhos &#8220;solidários&#8221; a Geisy, postando mensagens mundo afora que acusam os alunos de &#8220;gays&#8221; e &#8220;invejosas&#8221;. Quem odeia as mulheres, os gays ou os heterossexuais que estupram, matam, surram e abusam delas todos os dias? Porque raios essa gente estúpida relaciona ódio contra a mulher com homossexualidade? Os gays não precisam odiar as mulheres, por muitas vezes acabam se aliando a elas por serem minorias com afinidades. A justificativa é que somente gays poderiam ofender uma mulher, porque heteros obviamente precisam fodê-la, e por isso estão sendo homossexuais ao odiá-la. E, convenhamos, é desesperador ver como essas pessoas ainda usam a homossexualidade como OFENSA deliberadamente, isso é uma doença social.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra pérola são os mesmos machinhos compadecidos de Geisy deixando recados em sua suposta página do orkut solicitando msn e oferecendo &#8220;apoio&#8221;. O apoio seria uma rola na bunda, no caso, com perdão da expressão. Que interesse um jovem heterossexual sexista teria em defender uma moça que não fosse fodê-la no final? E ainda assim, com certeza esses mesmos defensores se juntariam ao coro de &#8220;Puta!&#8221; logo depois de praticarem o ato. Porque, como já sabemos, mulheres que fazem sexo são prostitutas e merecem ser queimadas, ou linchadas por ilustres universitários brasileiros.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-400 alignright" title="geisy5" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/geisy5.jpg?w=200" alt="geisy5" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">É tanta porcaria que dá vontade de parar, mas prossigo. Eis que a faculdade decide que o comportamento irreverente de Geisy é uma ameaça à moral e bons costumes patriarcais, e assim decide expulsá-la. A opinião pública parece estar a favor da moça, e desconfio que isso se deve ao fato de que a notícia original foi pautada por blogs (ainda bem). Os movimentos sociais reagem e organizam uma manifestação na porta da UNIBAN pela revogação da expulsão e punição dos responsáveis. Estavam presentes a UNE, a SOF e a Marcha Mundial das Mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">Os alunos trogloditas saem à porta para defender, desta vez, seus próprios rabos. Alguns insistem no comportamento ousado de Geisy como impróprio e defendem a expulsão, outros dizem não ter culpa de nada e ficam se cagando de medo do mercado de trabalho cuspir neles. Houve também uma moça muito truculenta expressando seu horror à Geisy e afirmando que mulheres &#8220;que se vestem assim na faculdades são objetos mesmo&#8221;. Ainda tivemos um cidadão capaz de agredir um ativista anarquista porque ele comparou Geisy à sua mãe, até imagino que o moço tentou compará-las para ver se o neandertal acordava de seu pesadelo patriarcal, compreendendo que ambas são mulheres e tem os mesmo direitos, mas não foi tão fácil assim.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre ser objeto, reafirmo que objetificação é o que impuseram à Geisy baseados em um preconceito violento que determina comportamentos de &#8220;santas&#8221; ou &#8220;putas&#8221; às mulheres. Objetificar com base no gênero, na roupa e no modo de agir é típico de quem acredita que mulheres são mesmo brinquedos masculinos, sem vontade própria ou capacidade moral. A própria moça que proferiu essa ideia não pode ser culpada pela interpretação, afinal ela foi criada dentro da mesma cultura que condena Geisy, e sabe-se lá que julgamentos ela já sofreu na sua vida social universitária por ser mulher e fora dos padrões.</p>
<p style="text-align:justify;">Com certeza essa Universidade sofreu um abalo na imagem, e acho justo. Já que vivemos à mercê de instituições para garantir nossa segurança, o mínimo que podemos fazer é exigir que cumpram essa tarefa. Os alunos que não participaram podem não ter culpa alguma do ocorrido, mas talvez devessem criar alguma mobilização a favor da Geisy, já que a neutralidade em uma situação dessas é no mínimo assustadora. Sim, temos que nos preocupar com o que acontece ao nosso redor, e essa atitude é esperada de universitários. Sobre a imagem no mercado de trabalho, me parece lógico que todos sofrerão as consequências do que fizeram à garota, não adianta tentarem defender a instituição ou os colegas na esperança de irem bem na entrevista, uma mulher foi linchada por não corresponder ao modelo ideal como resultado de uma cultura machista, e todos pagarão por isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre a reação de Geisy, a moça está buscando seus direitos e com certeza usando da imprensa para divulgar o caso. Estão dizendo que ela &#8220;se faz&#8221; de vítima, mas não tem essa, a moça É vítima. São os defensores da universidade e machistas de merda que querem transformá-la em ré. Claro que a imprensa tem seu papel de sempre de sensacionalista e oportunista, mas nesse caso específico acredito que a exposição é mais que adequada. E, mais uma vez, o fato da notícia original ter sido pautada em um blog, e já com uma abordagem crítica, facilitou muito a divulgação pró-Geisy. Só existem duas hipóteses em que Geisy pode ser considerada &#8220;culpada&#8221;:</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-401" title="afeganistão" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/afeganistao.jpg" alt="afeganistão" width="240" height="171" /></p>
<p style="text-align:justify;">1- Se ela for um homem disfarçado líder de uma conspiração gigantesca de machistas que pretendiam criar uma situação de linchamento dentro de uma faculdade e expulsar a aluna em seguida para que uma mulher nunca mais ousasse se vestir assim.</p>
<p style="text-align:justify;">2- Se estiver todo mundo mentindo e na verdade o caso todo é um golpe publicitário para a nova campanha da Zara e seu novo vestidinho cor-de-rosa nas cores flúor da tendência.</p>
<p style="text-align:justify;">Quais as desculpas para apontar a imprensa como mentirosa e a Geisy como culpada? Ela se mostrou, provocou, tem comportamento de &#8220;puta&#8221;, hm, e o que mais? Tudo já devidamente desmistificado.</p>
<p style="text-align:justify;">Dizem por aí que Geisy afirmou que gostaria de ser atriz, e isso foi suficiente pra desencadear uma nova acusação: &#8220;Geisy quer se promover&#8221;. Ah, não me diga, a garota de classe B/C, hostilizada, fora dos padrões de beleza, com uma educação baseada no senso-comum, estudante de turismo, tentou aproveitar uma exposição na mídia pra conquistar o desejado posto de atriz famosa? Que absurdo! Que tipo de aproveitadora ela é, afinal? Se a ironia não foi suficiente, dã, é CLARO que uma garota nessas condições adoraria buscar uma compensação na situação e se colocar como atriz, posar na playboy ou qualquer outra idiotice que confere status à figura feminina no patriarcado. E a culpa, deixa eu adivinhar, é dela?</p>
<p style="text-align:justify;">Algo que me surpreendeu foi a presença de Sabrina Sato na manifestação, declarando apoio à Geisy. Com um mini-vestido cor-de-rosa, para simbolizar o caso, Sabrina também foi assediada, aos brados de &#8220;gostosa&#8221; por um bando de trolls. Um aluno chegou a dizer que não chamaram Geisy de gostosa porque daria a entender que os alunos gostavam de &#8220;baranga&#8221;. Mais uma vez a violência sexista impera, Sabrina Sato pode (e deve) usar roupas curtas porque seu corpo tem o padrão decorativo e é alvo da sexualização sedenta dos machinhos, enquanto as formas de Geisy configuram praticamente um insulto por não serem consideradas &#8220;atraentes&#8221;. E claro, ser chamada de gostosa é uma violência em potencial, já que significa &#8220;nós queremos te comer agora&#8221;, e pressupõe que a moça estaria se oferecendo.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-402" title="sabrina" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/sabrina.jpg" alt="sabrina" width="300" height="259" /></p>
<p style="text-align:justify;">Sabrina sofreu perseguição e fez algumas entrevistas, mas o que mais me chamou a atenção foi uma cena da moça erguendo o microfone animada para registrar o grito de guerra da Marcha Mundial das Mulheres: &#8220;A violência contra a mulher, não é o mundo que a gente quer!&#8221; Em certa parte do coro, diz-se &#8220;nossa beleza não tem padrão&#8221;, e Sabrina permanece apoiando a manifestação. Isso me deixa muito feliz e ao mesmo tempo triste, feliz porque a atitude da moça é linda, e triste porque ao mesmo tempo ela representa uma mulher caricata e sujeita em um dos programa humorísticos mais violentos da televisão. Mas, o ato de Sabrina me leva a crer que ela apoia o movimento e acredita que o padrão do corpo feminino é violento, mesmo que se encaixe nos moldes obrigatoriamente em seu trabalho. Ou, na pior das hipóteses, estou sendo ingênua demais e a moça quis apenas gravar seu programa. Prefiro ser otimista.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao menos, como resultado da manifestação, a expulsão foi revogada. Mas isso não é nem de longe suficiente, os responsáveis precisam ser punidos e a segurança de Geisy deve ser garantida, pois o que mais esses &#8220;talibans&#8221; querem é humilhá-la novamente. A moça declarou que só quer entrar na sala, sentar, estudar e &#8220;passar de ano&#8221;, e eu acredito que, mesmo que ela tenha sido instruída em suas declarações e mantenha um expressão premeditada, ela realmente quer apenas paz.</p>
<p style="text-align:justify;">No mesmo caso, temos várias formas de preconceito e violência de gênero. Odeiam e culpam Geisy porque ela se mostra dona de seu corpo e atitudes, porque ela não se encaixa no padrão de beleza feminino, porque é nordestina, porque é pobre e porque reage contra as agressões. Além disso, ainda arranjam espaço pra odiar gays também, acusando os agressores de homossexualidade (oh, insulto!). E por fim temos a questão política da Universidade, que não hesita em expulsar uma mulher de classe mais baixa que sofreu humilhação dentro da instituição para agradar milhares de alunos que pagam uma gorda mensalidade.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-403 aligncenter" title="uniban" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/uniban.gif?w=300" alt="uniban" width="300" height="201" /></p>
<p style="text-align:justify;">Geisy é um símbolo para a luta das mulheres, pois expôs um problema muito grave que é ignorado por toda uma sociedade: a violência e abuso a que as mulheres são sujeitas nos espaços públicos e privados. As vaias e urros de &#8220;puta&#8221;cheios de ódio foram para Geisy e para todas as mulheres deste país, sejamos solidárias com Geisy por ela e por nós mesmas.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixo um recado para as meninas da Uniban que são contra Geisy: Sei que agora vocês estão preocupadas com a imagem da universidade e que provavelmente odeiam ainda mais Geisy Arruda, mas pensem que amanhã vocês podem ser as próximas vítimas da violência de gênero, que aparece na forma de assédio, abuso, estupro, coerção e humilhação. Alguma de vocês já sofreu um abuso verbal de um homem na rua e se sentiu constrangida? Já foi analisada de cima a baixo e avaliada por homens que não conhecia? Já deixou de usar uma roupa porque teve vergonha e receio de sair sozinha com ela? Já foi assediada no trabalho ou considerada menos competente apenas por ser mulher? Já deixaram de levar algo que você disse a sério porque é uma mulher? Já se sentiu mal com a forma do seu corpo? Já teve seu comportamento considerado impróprio para uma mulher? Já sentiu vontade de transar com alguém e não o fez por medo de ser considerada vadia?</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-404" title="minha escolha" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/11/minha-escolha.jpg" alt="minha escolha" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso, moças, é violência de gênero. A mesma que a Geisy sofreu. Vocês não podem odiar e culpar uma mulher porque os homens o fazem, porque ela parece &#8220;provocante&#8221; ao olhar de vocês. Experimentem admirar essa mulher, questionar o que lhes foi condicionado a pensar sobre o corpo feminino, experimentem desafiar os olhares de reprovação masculinos.</p>
<p style="text-align:justify;">Geisy não vive, não se veste e não se comporta em função de criaturas masculinas heterossexuais. Nós, mulheres, não podemos viver sob julgamento de homens, escolhendo nosso modo de agir e a expressão do nosso corpo de acordo com a aceitação deles. A moça do mini-vestido rosa é um símbolo, é a realidade da violência contra a mulher que veio à tona e mobilizou a opinião pública.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Justiça para Geisy, pelo fim do terrorismo patriarcal!</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Fica recomendada, salvo citação criacionista, a análise do Dr. Jacob Pinheiro sobre o ocorrido: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sSkCs_oWw08" target="_blank">Youtube</a>. </em></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¡Haz que el aborto sea un derecho humano en la Unión Europea! ]]></title>
<link>http://concienciafeminista.wordpress.com/2009/10/08/%c2%a1haz-que-el-aborto-sea-un-derecho-humano-en-la-union-europea/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 17:01:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>feminista</dc:creator>
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<description><![CDATA[Muchos paises del mundo privan a las mujeres del derecho a abortos libres, legales y seguros. Inclus]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Muchos paises del mundo privan a las mujeres del derecho a abortos libres, legales y seguros. Inclus]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Las mujeres en México: Perseguidas, procesadas y encarceladas por abortar]]></title>
<link>http://concienciafeminista.wordpress.com/2009/09/29/las-mujeres-en-mexico-perseguidas-procesadas-y-encarceladas-por-abortar/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:44:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>feminista</dc:creator>
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<description><![CDATA[Por Sanjuana Martínez* México, DF, 26 agosto 09 (CIMAC).-Tiene 20 años y se llama Alejandra Gómez Sá]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Por Sanjuana Martínez* México, DF, 26 agosto 09 (CIMAC).-Tiene 20 años y se llama Alejandra Gómez Sá]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lorente: "Es un error considerar violencia de género la agresión entre mujeres"]]></title>
<link>http://concienciafeminista.wordpress.com/2009/09/28/lorente-es-un-error-considerar-violencia-de-genero-la-agresion-entre-mujeres/</link>
<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 16:02:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>feminista</dc:creator>
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<description><![CDATA[N.B.- Creo que el error fué denominar la violencia del hombre hacia la mujer &#8220;violencia de gén]]></description>
<content:encoded><![CDATA[N.B.- Creo que el error fué denominar la violencia del hombre hacia la mujer &#8220;violencia de gén]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Confirma el Senado a Chávez Chávez para abogado de la Nación]]></title>
<link>http://concienciafeminista.wordpress.com/2009/09/26/confirma-el-senado-a-chavez-chavez-para-titular-de-la-pgr/</link>
<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 06:57:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>feminista</dc:creator>
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<description><![CDATA[“A las mujeres las violan y las matan por prostitutas”&#8211; Arturo Chávez Chávez, ex procurador de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[“A las mujeres las violan y las matan por prostitutas”&#8211; Arturo Chávez Chávez, ex procurador de]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[La lavandera]]></title>
<link>http://gustavoduch.wordpress.com/2009/09/23/la-lavandera/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 06:48:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>gustavoduch</dc:creator>
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<description><![CDATA[Galicia hoxe. Opinión. 23 de septiembre de 2009 Cada noche por tres veces se acuesta. Porque ella es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-83" title="trabajadoras_del_hogar-570" src="http://gustavoduch.wordpress.com/files/2009/09/trabajadoras_del_hogar-570.jpg?w=202" alt="trabajadoras_del_hogar-570" width="202" height="300" />Galicia hoxe. Opinión. 23 de septiembre de 2009</em></p>
<p>Cada noche por tres veces se acuesta. Porque ella es tres veces ella.</p>
<p>Ella. La que llega agotada de cuidar a Doña Amelia. De levantarla, lavarla y vestirla. De acomodarla –poco a poco, Doña, -en la silla de ruedas y ayudarla a tomar su leche con galletas, mientras le cuenta de su infancia en Los Cruces, Guatemala. Y le conversa de sus padres y su hermana, con la que ayer habló en el locutorio. Parece que tuvieron mala cosecha del maíz este año, que llovió poco. Y no pueden comprar ni pollo, ni huevos, ni tan siquiera frijoles -que se pusieron a precio de oro, se lamentó Bernadina. Le enciende la tele y Doña Amelia retoma su ganchillo. Pone una lavadora y aprovecha para salir a comprar, para la Doña y para su casa. Comen juntas y mientras la señora hace solitarios ella arregla la cocina, barre y friega el piso. Le ayuda a acostarse y cargada con las bolsas de la comida, regresa hacia su casa.</p>
<p>Ella. La que antes de salir para donde Doña, levantó y preparó el desayuno de sus hijos y esposo. Y puso una lavadora, y destendió la ropa de ayer que apila para después de cenar.</p>
<p>Ella. La que los sábados, que sólo está por las mañanas en casa de Doña Amelia, después de preparar la comida a los suyos baja hasta la oficina de cambio que pusieron unos dominicanos y ordena un envío de 70 euros a nombre de Bernadina Lobos. Para frijoles, pollo y huevos.</p>
<p>Pero hoy es un día especial. Llevaba varios meses ahorrando. Escogió una de “eficacia garantizada”, según el anunciante y pagó en efectivo. Según le aseguraron, el comercio se encarga de entregar allá en Guatemala capital, el mismo modelo de lavadora al destinatario señalado.</p>
<p>-Ay Bernadina, que ya no tendrás que bajar al rio dos veces al día, -le dijo orgullosa desde el locutorio.</p>
<p>“Siete de cada diez mujeres latinoamericanas en España, son <em>triplemente cuidadoras</em>: por un lado, de las personas para las que trabajan; por otro, de su propia familia en España; y, en tercer lugar, de la familia que han dejado en sus países de origen, a las que, la mitad de ellas, les envían más de la mitad de su salario”, informa Europa Press.</p>
<p>Sobre una mujer, tres trabajos: cuidadora de la familia, sustituta del Estado y sostén de las pobrezas más extremas. Jornadas gratuitas en el hogar y mal pagadas fuera. Y sin derechos sociales, generando las plusvalías que el capitalismo (varón), se embolsa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El cuerpo de las mujeres [video]]]></title>
<link>http://concienciafeminista.wordpress.com/2009/09/23/version-en-espanol-il-corpo-delle-donne/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 03:07:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>feminista</dc:creator>
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<description><![CDATA[Visto en: That&#8217;s so straight! Fuente: http://www.ilcorpodelledonne.net/]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Visto en: That&#8217;s so straight! Fuente: http://www.ilcorpodelledonne.net/]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mulher legal tem nome: homem. ]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/09/20/mulher-legal-tem-nome-homem/</link>
<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 21:41:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
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<description><![CDATA[O tempo nunca esteve tão curto, os dias parecem demandar pelos menos umas 30 horas ao invés de 24, m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em>O tempo nunca esteve tão curto, os dias parecem demandar pelos menos umas 30 horas ao invés de 24, mas sobrou uma brecha para uma reflexão rápida. </em></p>
<p style="text-align:justify;">Imagine só que basta uma mulher ser espontânea, ou não apresentar as “frescuras” que lhe seriam óbvias, ou expressar sua sexualidade de alguma forma, para que logo receba um apelido bastante significativo: <strong>“homem”</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-373" title="homens bebendo" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/09/homens-bebendo.jpg?w=300" alt="homens bebendo" width="300" height="198" /></p>
<p style="text-align:justify;">Tenho passado por isso com muita freqüência, como se tivesse optado por uma identidade de gênero “masculina” apenas por agir com naturalidade. É incrível como os homens esperam que as mulheres tenham seu comportamento regrado e submisso em TODAS as situações, até mesmo em um ambiente de descontração ou conversa entre amigos. Mulheres não falam alto, não falam palavrão, não “zoam”, não arrotam, não gostam de se divertir, não falam de sexualidade, não fazem piadas, não “intimam”, não falam sobre coisas que dão “nojinho” e, principalmente, nunca se fazem ouvir em uma rodinha de homens.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando uma mera mortal ousa fazer uso de qualquer um desses itens, é logo taxada de HOMEM. Pois eu digo: Não, obrigada. Sou MULHER!</p>
<p style="text-align:justify;">Isso mesmo, mulher que faz tudo isso e o que mais eu quiser. Mulher que se desconstrói todos os dias, não por obrigação, mas por NECESSIDADE de ser livre. Não preciso ser um homem para me comunicar com espontaneidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Mulheres são também as “iludidas”.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-374" title="videogame" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/09/videogame.jpg?w=300" alt="videogame" width="300" height="240" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Frases clássicas: “<em>Ah, se minha mulher souber disso fudeu!</em>”, “<em>Não, vai que minha mulher descobre..</em>.”, “<em>Puta, que merda, minha mulher vai atrapalhar tudo..</em>”, “<em>Ah, sabe como é, mulher não entende essas coisas</em>”. Elas não são capazes de “entender” os valores masculinos e todo esse lifestyle livre, espontâneo e ousado que parece ser exclusivo dos machinhos. Mulher não participa da hora divertida, engraçada, da descontração plena. Mulher é problema, é espinho no sapato, tem que tratar assim e assado, não pode estar presente quando a coisa fica muito “real”. A companhia feminina é chata, “fresca”, limitada e pouco expressiva. Se possível, dispensável.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-376" title="dona_de_casa" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/09/dona_de_casa.jpg" alt="dona_de_casa" width="300" height="190" /></p>
<p style="text-align:justify;">Amizade ente mulher e homem? Não, esquece, afinal é praticamente uma imposição que ambos acabem na cama. Até a visão das amiguinhas se descobrindo sexualmente parece super aceitável, mas quem vê por aí os amigos homens camaradas vítimas da “ameaça sexual” em suas relações? Mulheres que mantém amizades com homens são então um tipo de alvo contínuo das segundas intenções? Afinal, quando será que um macho vai encarar sua amiga mulher com as mesmas possibilidades sexuais que seu amigo homem? Nunca, porque uma mulher companheira e participativa é inevitavelmente uma oferta de sexo.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que eu nem precisaria dizer isso, mas é claro que existem suas exceções. Eu trabalho com a regra.</p>
<p style="text-align:justify;">A sexualidade da mulher é mais obscura aos homens do que parece, e quando nós mesmas falamos no assunto parece que o ambiente se torna tenso de tão surpreendente. Há aqueles que logo imaginam, “uma mulher que fala de sexo deve estar querendo sexo”, convém destruir o discurso desses pobres coitados. Nossa sexualidade é viva, vigorosa e deve ser motivo de orgulho ao invés de vergonha. Menstruamos, gozamos, nos masturbamos, sentimos tesão e nosso genitais não podem ser sinônimo de passividade, não somos meros receptáculos e muito menos dependentes de um pênis. Também não demonstramos perversão ou descontrole ao falar dessa sexualidade, estamos apenas nos expressando e mostrando a todos esses machos que não somos seus objetos sexuais, somos sujeitos plenos de nossa sexualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O que me incomoda profundamente é a seguinte cena, que insiste em se repetir: Há vários homens no ambiente e uma mulher, os homens dizem algo que julgam “inapropriado” para a presença feminina e logo alguém resolve justificar “Fica tranqüilo, essa daqui é praticamente um homem!”. O mais triste é ver o sorrisinho da moça depois de sua grande conquista, como é ilustre ser um homem também! Pra que ser mulher? Pra que defender a liberdade das mulheres se eu posso me adequar com meus méritos de homem? Mal sabe a moça que suas credenciais masculinas atribuídas têm validade baixa, talvez lhe serão úteis até que se relacione com um dos machos do bando.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-378" title="cabeleireuiro" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/09/cabeleireuiro1.jpg?w=300" alt="cabeleireuiro" width="300" height="181" /></p>
<p style="text-align:justify;">Infelizmente não tenho a obra “Mulher Inteira” à mão nesse momento, mas se não me engano é neste livro que a Germaine Greer analisa uma situação em que uma mulher discute dentro de um grupo predominantemente masculino. O resultado é enraizado, homens dando pouca atenção ao que a mulher diz e buscando uma posição de dominação todo o tempo. Eu sinto isso da mesma forma, por isso faço questão de disputar a voz e me fazer ouvir.</p>
<p style="text-align:justify;">A minha mensagem para as mulheres é que levantem sua voz, sejam espontâneas e infiltrem-se nesse submundo macho das confraternizações. Não existem limitações ou ponderações exclusivas para o discurso de uma mulher, libertem-se de todo esse senso comum e não tenham receio de se expressar. Não precisamos nos prender a uma construção doentia que nos afunda em contenções e máscaras cor-de-rosa, muito menos nos limitar ao salão de beleza enquanto os machinhos nos evitam em algum lugar verdadeiramente divertido.</p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Sou tão fêmea que sou subversiva&#8221;</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por una Ley de Aborto, sin recortes.Concentración el 26 de Septiembre en Madrid. Proyección y Coloquio el 22 de Septiembre]]></title>
<link>http://atrefu.wordpress.com/2009/09/19/por-una-ley-de-aborto-sin-recortes-concentracion-el-26-de-septiembre-en-madrid-proyeccion-y-coloquio-el-22-de-septiembre/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 22:25:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ateneo Republicano de Fuenlabrada</dc:creator>
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<description><![CDATA[COMPARATIVA     Ley 1985  /  Anteproyecto 2009 Documento de trabajo comparando diversos aspectos de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[COMPARATIVA     Ley 1985  /  Anteproyecto 2009 Documento de trabajo comparando diversos aspectos de ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Anticristo de Lars Von Trier: bruja, más que bruja]]></title>
<link>http://orgulloypundonor.wordpress.com/2009/09/14/anticristo-lars-von-trier-bruja-mas-que-bruja/</link>
<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 08:24:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>orgulloypundonor</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lars Von Trier, más carne que demonio. La infantilizada relación que Lars Von Trier mantiene con el ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Lars Von Trier, más carne que demonio. La infantilizada relación que Lars Von Trier mantiene con el ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Génesis: versión revisada]]></title>
<link>http://gustavoduch.wordpress.com/2009/09/13/genesis-version-revisada/</link>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 15:06:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>gustavoduch</dc:creator>
<guid>http://gustavoduch.wordpress.com/2009/09/13/genesis-version-revisada/</guid>
<description><![CDATA[La Jornada de México. 13 de septiembre de 2009 En el principio el capitalismo creó a su dios. Un ído]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>La Jornada de México. 13 de septiembre de 2009</p>
<p>En el principio el capitalismo creó a su dios. Un ídolo al que temer y le llamó, en ejercicio egocéntrico, El Capital. Un dios masculino que está en todas las cosas y en todos los lugares, por encima de todas las cosas y de todos los lugares. Se propagó a lomos del colonialismo económico y del latifundismo del pensamiento único. Y atardeció y amaneció: día primero.</p>
<p>Dijo El Capital: La tierra es caos, confusión y oscuridad. Hágase una Doctrina. Y fundó la Economía que ordenó el mundo. Y todo estaba bien. Hágase una legión de economistas predicadores de la buena nueva, una Iglesia responsable del culto a la Doctrina. Y así fue. Brotaron las Instituciones del Banco Mundial, del Fondo Monetario Internacional y de la Organización Mundial de Comercio que aplican su Ley. Y El Capital dijo que serían infalibles, pero no muy seguro de sí mismo –un diosito flojeras– parió a los Ejércitos Profesionales. Y atardeció y amaneció: día segundo.</p>
<p>Y dijo El Capital: Hagamos a nuestros hijos a nuestra imagen, como semejanza nuestra. Y creó, pues, El Capital a las Multinacionales a imagen suya para enriquecerse en su nombre. Y atardeció y amaneció: día tercero.</p>
<p>Dijo El Capital a sus hijas las Multinacionales: Sed fecundas, eficientes, rentables y multiplicaos, henchid la tierra y sometedla; mandad en los peces del mar y en las aves del cielo y en todo animal que repta o camina sobre la tierra. Y así fue. Los ríos, los manglares, los mares, la tierra, los animales, los seres humanos, el paisaje, el aire, todo es sujeto de transacción, todo está en el catálogo de demoliciones. Y atardeció y amaneció: día cuarto.</p>
<p>Dijo El Capital: Haya categorías de personas. Y El Capital dispuso de la explotación existente sobre algunos seres humanos: de la mayoría. Se descendió a categoría de sobrantes a las mujeres, a los indígenas, a los negros y negras, las niñas y los niños… Y El Capital dijo Los sobrantes no tienen derechos, ni tan siquiera piensan, o si piensan, se equivocan. Su función es trabajar para producir más bienes (mercancías, quería decir en realidad) y más servicios que se puedan comprar y vender, que generen riqueza: la savia que alimenta al capitalismo. Y así fue. Son las siervas domésticas, las manos del algodón, las uñas del caucho, las espaldas llagadas de acarrear oro, diamantes y coltán. La jornada de 16 horas, los contratos temporales y una larga serie de mecanismos eufemísticos de la esclavitud. Y atardeció y amaneció: día quinto.</p>
<p>El Capital disimuló y dijo: Que llueva la democracia. Y medio desatinó. Llovió sobre algunos países y sobre otros no. Pero en ninguno se ejerce. Se muestra en el escaparate y anda nuevecita casi sin estrenar. Se usa, en ocasiones y más bien que mal, en la política, pero El Capital no mandó las instrucciones para usarla en la economía, en la cultura, en la relación entre hombres y mujeres, en la alimentación… Y atardeció y amaneció: día sexto.</p>
<p>Vio El Capital cuanto había hecho, y todo estaba muy bien. Y desde entonces, desde el séptimo día, el día ocho, el día nueve, y así hasta el fin de los tiempos, El Capital y sus secuaces descansan.</p>
<p>* Ex director de Veterinarios Sin Fronteras, colaborador de la Universidad Rural Paulo Freire</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Las enseñanzas de Eva]]></title>
<link>http://pablogarabato.wordpress.com/2009/08/27/las-ensenanzas-de-eva/</link>
<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 09:54:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>pablogarabato</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nuestra tierra está desolada por la falta de sensibilidad. Es muy posible que esto se deba al domini]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin-bottom:0;"><img class="alignnone" src="http://www.proyectosfindecarrera.com/imagenes/patriarcado.jpg" alt="" width="201" height="276" /></p>
<p style="margin-bottom:0;">Nuestra tierra está desolada por la falta de sensibilidad.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Es muy posible que esto se deba al dominio del patriarcado. Muchas personas no conocen otra forma de relacionarse que aquello que experimentan en su familia. Un padre sin mucha cultura, y mucha menos empatía ante lo diferente, dicta su pequeño dominio dentro de su casa. La madre intenta que el castillo de naipes que han construido casi azarosamente, que es su vida, no se venga abajo con las continuas faltas de consideración y respeto que el patriarca arroja a sus semejantes, después de todo es el el cabeza de familia y tiene ese derecho. No es fácil sobrevivir en este nido de víboras que es la vida. Ha tenido que trabajar duro, para conseguir todo lo que posee la familia.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Pero bien sabemos que todo eso no vale de nada si pretende justificarse así la violencia perpetua arrojada a sus seres queridos. Esa no es forma de quererse. Hay personas que no se enteran. No se quiere a alguien arrojándole ladrillos a la cabeza. Que difícil es oír una palabra amable de su boca, y más difícil un <em>lo siento, me he equivocado.</em> <span style="font-style:normal;">Basta de soportar a quien dice ser tu compañero, busca tu derecho a la integridad, a ser quien eres, a ser lo que eres las veinticuatro horas del día. El amor no puede ser por momentos, el amor se da en plenitud, y sin condiciones. Es la cosa más alejada a un contrato. La persona con quien nos comprometemos, no debería ser un lastre, sino un impulso. Y eso se reconoce en cada minuto, en cada detalle. Prestemos atención al lenguaje, al tono de voz a los gestos. La persona que te quiere cuidará de no usarlo de manera violenta. Es probable que ese pequeño mal tratador no se de cuenta de las continuas bofetadas verbales que propina a su pareja, pero esta al menos debería percibirlas, y reunir el coraje, y el apoyo si es necesario, suficiente para escapar de tan mal lograda situación. No te hará feliz. Tenlo claro. Solo quien te cuida y se cuida a si misma puede proporcionarte dicha.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">La sensibilidad es imprescindible para tener la capacidad de imaginar lo que sucede en el otro. La sensibilidad se desarrolla escuchando observando, y alejándonos de la prepotencia. El conocimiento y la sabiduría suelen llevarnos a ella. Necesitamos tomar una conciencia más profunda. Escuchar otras voces que no sean las oficiales.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">Se puede educar exponiendo las consecuencias de la violencia, y demostrando como toda violencia vuelve hacia nosotras.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">Nuestra tierra cada año se riega con sangre de mujeres asesinadas a manos de sus maridos, de sangre de animales asesinados por tradición, derrochamos miles de kilos de comida en fiestas sin sentido en un planeta donde la pobreza llega a más de ochocientos millones de personas. Lo mismo sucede con el derroche de agua. Las causas de estas practicas no son muy diferentes a la sangre que se derrama en Colombia por culpa de paramilitares y de la droga, en Palestina por la ocupación Iisraelí, en el Tibet, en Africa, en Birmania, en los pueblos nativos que son violados por corporaciones sin escrúpulos, que justifican las matanzas por el confort civilizado, y que incendian los pulmones de la tierra para saciar un apetito del infatigable monstruo consumista.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">La violencia emana en cada rincón del planeta fruto de un ciego egoísmo que se empeña en no escuchar a la hermosa sensibilidad. La única capaz de convencerla de que deje de causar sufrimiento.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">Es hora que los machos escuchen las voces sutiles de su lado femenino, y dejen de demostrar su ignorancia.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-style:normal;">De lo intimo a lo infinito, necesitamos una conciencia más sensible.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Homofobia I]]></title>
<link>http://digierelo.wordpress.com/2009/08/24/homofobia/</link>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 04:09:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>mellamojeremias</dc:creator>
<guid>http://digierelo.wordpress.com/2009/08/24/homofobia/</guid>
<description><![CDATA[Volvía a conectarme a Messenger para gastar el tiempo que me quedaba. Mis tíos estaban abajo y acaba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Volvía a conectarme a Messenger para gastar el tiempo que me quedaba. Mis tíos estaban abajo y acababa de escuchar comentarios dignos de una nueva entrada titulada &#8220;El machismo y sus expresiones contemporáneas&#8221; o algo así. Mi papá y sus tradiciones de reliquia. Saludo a una compañera para comentarle lo estúpido de su perspectiva cuando me da una gran noticia: expresiones de homofobia en mi propio curso. Y lo digo con sorpresa porque somos sociólogos. Si, los lana, los progresistas, los radicales, como quieran decirles. ¿Expresiones de homofobia en un curso de sociología? Me parecía increíble. Abro el mail del curso, leo lo que ponen y comento:</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v615/lirzak/violencia.jpg"></p>
<blockquote><p>
<strong>(21:12) Maria Francisca:</strong> te atacaron en la mala onditaaa<br />
yo no lo he visto pero me contaron<br />
osea atacaron a toos pero contigo se fueron en la personal<br />
<strong>(21:12)  Keep me where t:</strong> :O<br />
<strong>(&#8230;)</strong><br />
<strong>(21:14)  Keep me where t:</strong> shooo<br />
y ma encima sin firma<br />
<strong>(21:14) Maria Francisca:</strong> lo viste¡<br />
si po &#8230;<br />
<strong>(21:14)  Keep me where t:</strong> weon que son cobardes<br />
<strong>(21:14) Maria Francisca: </strong>se les hace a los qls<br />
<strong>(&#8230;)</strong><br />
<strong>(21:16) Maria Francisca:</strong> iuluso no le da ni pa firmar el mail<br />
<strong> (&#8230;)</strong></p></blockquote>
<p align="justify">Sé que no es extraño saber de personas que no sobrepasan los 25 años y que son homofóbicos. ¿Pero qué tan extraño es el hecho de que alguien, estudiando sociología, lo sea? Quizás estoy equivocado pero la mentalidad de un Ingeniero tiende a ser bastante diferente a la de un Sociólogo. ¿No representamos un grupo de personas de pensamiento progresista? Me choca, la verdad, que alguien del área social use la palabra &#8220;maricón&#8221; y sus derivadas para referirse despectivamente a un disidente sexual. Lo he dicho antes y lo vuelvo a decir: el uso del lenguaje en Chile es horrible, se le atribuyen doble significado a muchas palabras, por lo que tienen una carga mucho más fuerte al ser usadas en contextos agresivos. De cualquier forma me sorprende lo joven que es este tipo o tipa y lo retrógrado que puede llegar a ser. ¡Por favor! Entramos al siglo XXI con la homosexualidad fuera de la categoria de enfermedad, el matrimonio eclesiástico homosexual está instaurado en ciertas sociedades del globo, entendemos que el amor es amor entre un hombre y una mujer o entre cualquier otra combinación&#8230; Sigo sin entenderlo bien. Todo esto me motiva a preguntarme por la homofobia.</p>
<p align="justify">Hay algo que tenemos que tener claro y es que la <em>homofobia</em> es ampliamente usada como definición de un comportamiento discriminatorio hacia disidentes sexuales. Científicamente el concepto ha sido muy criticado y se ha utilizado el término &#8220;prejuicio sexual&#8221; para reemplazarlo, y cito: &#8220;<em>Sus críticos señalan que «homofobia» sugiere implícitamente que las actitudes antigay se entienden mejor como un miedo irracional y que representan una forma de psicopatología individual, en lugar de ser un prejuicio reforzado socialmente</em>.&#8221; (G. Herek , 2000). Es interesante saber que el término &#8220;homofobia&#8221; se usó, al parecer, por primera vez en 1971, pero la Real Academia Española no lo incluyó sino hasta la edición del 2001 (R. De La Espriella Guerrero , 2007). Si bien Herek prefiere usar &#8220;prejuicios sexuales&#8221;, los que apoyan el uso del concepto &#8220;homofobia&#8221; se respaldan en que las investigaciones encuentran similitudes en las respuestas biológicas de los investigados (aumento del flujo sanguíneo) con las respuestas biológicas de los que padecen fobias más conocidas.</p>
<p align="justify">Teniendo claro esto es que quiero referirme a la violencia basada en los prejuicios sexuales u homofobia, a sus causas. Me pregunto qué gatilla estos comportamientos y me detengo con algunos artículos que son interesantes a la hora de dar luces sobre esto. Antes que todo quiero evidenciar mi opinión respecto a la búsqueda de una semilla homofóbica, pues considero que es tan dificil como tratar de establecer una causa directa de la disidencia sexual. Abordar la homofobia desde una perspectiva sería como tratar de explicar la homosexualidad con teorías freudianas, quizás un error o quizás un acierto.<br />
Según De La Espriella Guerrero, la homofobia tiene bases individuales y culturales. De ahí que podemos calificar, en sus términos, a la discriminación en base a prejuicios sexuales como una psicopatología o como un comportamiento socialmente adquirido. ¿Cuándo es uno u otro?. A mi juicio falta investigación, pero podría deberse al sistema cultural en que nos vemos inmersos. Muchos dirán que vivo hechándole la culpa al sistema, pero considero que está increiblemente viciado y muchos no nos damos cuenta de ello. Expresiones como el machismo y la discriminación racial están arraigadas en nuestra sociedad y lamentablemente la naturalización de estas conductas hace que sea dificil desenraizarlas.<br />
El patriarcado, forma de dominación histórica, ha ejercido presión no solo sobre las mujeres, sino sobre otros hombres que no cumplen con las expectativas que se tienen de él: si es afeminado, si no juega fútbol, si no escupe en el suelo, etc. Aunque muchas de estas conductas se erradican a medida que uno adquiere nuevos y más altos estatus, en general el prejuicio sigue latente. Es así como formas exageradas de incrompensión se transforman en discriminación explícita, directa y violenta. Y así como la heteronormatividad oprime a los disidentes sexuales &#8220;asumidos&#8221;, también oprime, y con más fuerza, a todos ellos y ellas que no viven plenamente su orientación sexual. El <em>qué dirán</em> está presente cada vez que caminamos, cada vez que decimos algo o escribimos en un blog.  ¿Quién no querría esconderse en esas condiciones? Lo peor es que genera este círculo vicioso donde los que callan sustentan la discriminación, pues entregamos poder a quienes nos maltratan práctica o discursivamente.<br />
Investigaciones han señalado que la homofobia podría presentarse &#8220;<em>como una experiencia onírica de autoacusación en el Otro, reproduciendo los procedimientos de defensa contra el miedo y la culpabilidad (mecanismo de desplazamiento) con la posibilidad de defensas contrafóbicas dirigidas hacia sustitutivos de la situación reprimida</em>&#8221; (<a href="http://webs.demasiado.com/grupoisis/tiflofobia.htm">J. Raices Montero</a>). Desgranando esta afirmación encontramos varios elementos importantes: es una experiencia onírica, lo cual implica que escapa de la realidad siendo parte de un proceso interno de construcción mental; es una autoacusación, lo que implicaría quizás una visualización de si mismo en el Otro, donde el miedo y la <strong>culpabilidad</strong> se hacen presentes y se enfrentan de una u otra manera (asumo que generalmente la violencia) a esta acusación proyectada. Por último encontraríamos valoraciones y sobrevaloraciones de lo que se consideraría &#8216;lo correcto&#8217;. Investigaciones que en este momento no encuentro descubrieron que los homofóbicos presentaban excitación sexual ante un video pornográfico gay, mientras que los que se declaraban tolerantes permanecían en calma. El experimento constaba de dos grupos de hombres los cuales eran expuestos a esta película siendo anteriormente advertidos de que sería una película heterosexual. A mi me parece sorprendente, pero insisto: falta investigación para realmente elaborar conclusiones concretas.</p>
<p align="justify">Esto ha sido mi intento, muy disperso, de instaurar el tema. Hay mucho de qué hablar, mucho por discutir y por averiguar, pero me llegó la inspiración y tuve que escribirlo. Espero que ahondemos más en el futuro, pues así como la <em>entry</em> anterior, esta es una introducción del tema en Digierelo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El patriarcado en la tipificación de los delitos]]></title>
<link>http://palabrademujer.wordpress.com/2009/08/22/el-patriarcado-en-la-tipificacion-de-los-delitos/</link>
<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 03:06:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sintesis</dc:creator>
<guid>http://palabrademujer.wordpress.com/2009/08/22/el-patriarcado-en-la-tipificacion-de-los-delitos/</guid>
<description><![CDATA[Por: Aura Tampoa* ORDEN HEGEMÓNICO El patriarcado es un sistema social regido por un orden masculino]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por: Aura Tampoa*</p>
<p><strong>ORDEN HEGEMÓNICO</strong></p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1014" title="Una-reclusa-" src="http://palabrademujer.wordpress.com/files/2009/08/una-reclusa.jpg?w=150" alt="Una-reclusa-" width="150" height="100" />El patriarcado es un sistema social regido por un orden masculino, desde el cual se establece el deber ser, es decir, lo permitido, lo penalizado y prohibido socialmente, este principio ordenador surge o se impone desde que tenemos uso de razón de manera naturalizada y acrítica, por lo que nos encontramos a simple vista imposibilitadas/os para deconstruirlo y así vislumbrar sus influjos sobre nuestra cotidianidad.</p>
<p>El patriarcado legitima la vigencia de los mecanismos de discriminación, exclusión y opresión hacia las mujeres, debido a que refuerza un estilo de vida en el que lo masculino constriñe y limita a lo femenino sin más razón que la pertenencia de género y los mitos y atribuciones adjudicadas a la misma.</p>
<p>La evaluación de quien comete un delito se circunscribe al estrato socioeconómico al cual la persona pertenece, a su contexto socio histórico, a su contexto familiar, a su grupo etario, a su grado de instrucción, a la orientación sexual e identidad de género, entre otros factores. Cada uno de estos aspectos se encuentran enmarcados por la macro categoría denominada: Patriarcado.<br />
<strong><br />
LOS HOMBRES</strong></p>
<p>En el caso de los delitos cometidos por algunas personas privadas de libertad, el patriarcado se  evidencia con extrema fuerza y contundencia, un ejemplo es la tipificación de los delitos, en los cuales existe una significativa diferencia en los roles cumplidos por mujeres y hombres al momento de delinquir.</p>
<p>Los hombres, suelen llegar al delito por presión social, asumiendo la filiación a grupos de hampa organizada como motivo de estatus, es decir, su filiación implica un reconocimiento en su entorno ampliando así las posibilidades de obtener mejores beneficios, este es el camino para convertirse en proveedores económicos y por ende en figuras de poder.</p>
<p>Este camino iniciado con delitos “sencillos” que suelen ir ascendiendo en gravedad, traza la meta de la dominación y la imposición masculina y a su vez se manifiesta en una estructura relacional violenta que se expresa no sólo en sus vínculos delictivos sino también en su esfera de vida privada.</p>
<p>Con respecto a los hombres provenientes de sectores rurales, los homicidios por los cuales se encuentran privados de libertad responden (en su mayoría) a su “orgullo”, a su necesidad de no dejarse amilanar o subordinar durante largos períodos de tiempo por sus pares masculinos, de modo que en estos casos las reacciones suelen ser impulsivas y tienen como finalidad demostrar su hombría (en principio a quienes le rodean y seguidamente a sí mismos).</p>
<p>Esta reacción aunque penalizada, se encuentra avalada socialmente por los principios impuestos por el patriarcado, los cuales proponen la imposición de la fuerza sobre la debilidad, así como la demostración pública de dicha imposición, estas premisas de venganza, de no sumisión, de negación al llanto y al sufrimiento justifican y perpetúan la violencia masculina.</p>
<p><strong>LAS MUJERES</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1015" title="en la carcel 3" src="http://palabrademujer.wordpress.com/files/2009/08/en-la-carcel-3.jpg" alt="en la carcel 3" width="142" height="95" />En el ámbito femenino los delitos dan cuenta de esa subordinación al orden patriarcal, debido a que aproximadamente en un noventa por ciento de quienes se encuentran privadas de libertad estuvieron vinculadas al tráfico de sustancias psicotrópicas y estupefacientes desde la periferia, es decir, fungen como mulas, fachadas o conchas, siempre de un “hombre poderoso” que maneja la red en su totalidad, red desconocida por ellas, ya que su rol se limita al mantenimiento de un fragmento de dicho sistema y su condición femenina les impide adentrarse en la complejidad del mismo.</p>
<p>En algunos casos llegan engañadas, en otros manipuladas o amenazadas, también llegan por voluntad propia, pero no logran ascender a ciertas posiciones de poder ya que estas se destinan exclusivamente a los hombres.</p>
<p>En los casos de hurto u homicidio, suelen encargarse de labores secundarias como cómplices, es decir, no son ellas quienes directamente cometen los delitos, sino que de alguna manera posibilitan la circunstancia para su concreción. Las causas de su vinculación a estos incidentes fluctúan entre la necesidad de cubrir sus adicciones y la influencia negativa de un contexto agresivo carente de figuras significativas afectivas.</p>
<p><strong>PODER Y SEXISMO EN EL DELITO</strong></p>
<p>El análisis de los delitos cometidos por algunas de las personas actualmente recluidas en el Centro Penitenciario Región Andina, da cuenta de la división sexista de los roles en el área delictiva, en la cual se observa que los hombres se encargan de labores que implican el dominio de grandes cuotas de poder económico y social o simplemente de acciones que tengan como objetivo la obtención de esas cuotas de poder.,</p>
<p>A diferencia de ellos, las mujeres se encargan de labores que dan cuenta de su subordinación ante dicho poder masculino; ellas por un lado sirven a intereses mayores que desconocen y por otro lado justifican dicho sistema de dominación e interiorizan esta forma de relacionarse como la manera adecuada de tratar a quienes las rodean (ya sean hombres o mujeres) es decir, estas prácticas machistas luego son reproducidas por las mujeres hacia las mismas mujeres.</p>
<p>Surgiendo así la necesidad de transformar la actual estructura patriarcal y androcéntrica, si se tiene la intención de lograr una verdadera reinserción social que posibilite la erradicación o al menos la disminución de la presencia de las conductas desviadas una vez que las/os penadas/os se encuentran en libertad.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>*Psicóloga y feminista venezolana. Edición y adaptación de Palabra de Mujer de su artículo “El patriarcado en la tipificación delictiva del Centro Penitenciario Región Andina” (2009).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Las máquinas]]></title>
<link>http://gustavoduch.wordpress.com/2009/08/15/las-maquinas-la-jornada-de-mexico/</link>
<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 21:16:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>gustavoduch</dc:creator>
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<description><![CDATA[Las máquinas (Romance del capitalismo y el patriarcado) Con Fanny García La Jornada de México. OPINI]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Las máquinas (Romance del capitalismo y el patriarcado)<br />
<em>Con Fanny García</em></p>
<p>La Jornada de México. OPINIÓN.<br />
Gustavo Duch Guillot. 1 de agosto de 2009</p>
<p>El capitalismo, desde que es, es una aberración de la naturaleza. Fue engendrado en vientre de hombre que parió sin dolor y su sexo fue varón. Se hizo adulto alimentado y criado por el hambre de las y los pobres rurales. A partir del siglo XV en toda Europa la necesidad de manos cautivas para manufacturar bienes intercambiables se resolvió mirando hacia el campo. Se inició el cercado de las tierras comunales que abastecían a los campesinos y campesinas sin posesiones. Fueron valladas y entregadas, por ejemplo en Inglaterra, a las ovejas de los Señores y así, por un lado producir lana para la exportación y por el otro reubicar a muchas familias campesinas en las ciudades, donde se harán hombres y mujeres de provecho. Son los primeros asalariados por salarios de subsistencia. Cuantos más pobres en una nación más riqueza generarían. En América resolverían con los esclavos –negras y negros.</p>
<p>El capitalismo necesita quien lo cuide y mantenga, y para ello se sirvió desde bien pronto del régimen patriarcal. El capitalismo más macho, más potente, el que más triunfa será aquel que disponga de más mano de obra barata, el que no tenga reparos en recortar los derechos sociales y laborales de quien tenga que hacer los peores trabajos: las mujeres, las pobres entre los pobres.</p>
<p>Los romances del patriarcado y el capitalismo alumbraron dos hijos (varones): el capitalismo corporativo y el capitalismo doméstico. El triunfador de la familia, el emprendedor, el aventurero y empresario, es el capitalismo corporativo que opera desde las maquilas, femenino plural. Según la Real Academia de la Lengua –nombre femenino para una institución de hombres–, las maquilas son fábricas destinadas a la producción de manufacturas textiles para su exportación. Eufemismo de prisiones principalmente de mujeres, niñas y niños, regularizadas para evadir toda legalidad. Evadir impuestos que no pagan, evadir la legislación laboral que no atienden y evadir los compromisos medioambientales que nunca adoptaron. En países como Bangladesh, India, China, México u Honduras las mujeres son el 85 por ciento de la mano de obra en las zonas francas orientadas a la exportación. Están empleadas en los sectores textiles, de plástico, farmacéuticos, electrónica e informática. A las mujeres se les paga entre un 20 y un 50 por ciento menos que el sueldo de los hombres.</p>
<p>El capitalismo doméstico es el segundón de la familia, un papel sin prestigio, como ningún prestigio acumulan las mujeres con el trabajo doméstico en el hogar. Es el hijo currante que se necesita para perpetuar y naturalizar el rol de las mujeres como cuidadoras gratuitas del hogar y recortar las ayudas sociales de los estados. Las mujeres son los hospitales y asilos de las familias y las comunidades. Las mujeres son la seguridad alimentaria de las familias y las comunidades. Mujeres, en definitiva, cuidadoras del capital, masculino singular. El capitalismo doméstico se preocupa de las mujeres y para ellas inventó una serie de máquinas. Máquinas femeninas para mujeres: la cocina, la licuadora, la batidora, la nevera, la escoba, la fregona, la aspiradora, la lavadora, la secadora, la plancha. Máquinas masculinas para mujeres: el lavavajillas, el horno, el microondas. ¿Para ellas? En realidad máquinas creadas para las mujeres en su existencia de ser para otros, masculino plural. Quien lava nunca fue el lavador, siempre fue la lavadora, y así llamamos a la máquina de lavar. ¿Será porque sí que las máquinas son las y no son los máquinos? Será.</p>
<p>Será que son mujeres prescindibles. Se prescinde si una maquina puede hacerlo más barato. Donde había expendedoras hoy tenemos máquinas expendedoras. Es la ley del mercado. Se prescinde en el primer brote de una crisis. Sólo en Centroamérica el año 2008 provocó la pérdida de 51.538 puestos de trabajo, de los cuales un 75 por ciento son obreras. La mano de obra femenina la más golpeada por la crisis. Es la ley patriarcal, y el capitalismo en régimen patriarcal tiene un mandato para las mujeres: convertirse en súper máquinas. Máquinas para servir, cuidar y sufrir.</p>
<p>*Ex Director de Veterinarios Sin Fronteras.</p>
<p>Colaborador de la Universidad Rural Paulo Freire</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caso Abdelmassih: O médico estuprador  ]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/08/14/caso-abdelmassih-o-medico-estuprador/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 16:18:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
<guid>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/08/14/caso-abdelmassih-o-medico-estuprador/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Roger Abdelmassih, 65, o especialista em reprodução in vitro mais conhecido no país, foi indi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Roger Abdelmassih, 65, o especialista em reprodução in vitro mais conhecido no país, foi indiciado na manhã desta terça (23) pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de estupro e atentado violento ao pudor. Mais de 60 pacientes acusam-no de abuso sexual.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Veja a cobertura completa do caso <a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/01/caso-roger-abdelmassih.html" target="_blank">aqui</a>, que também é a fonte dos recortes apresentados.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-362" title="cretino" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/cretino.jpg?w=225" alt="cretino" width="221" height="294" /></p>
<p style="text-align:justify;">Roger Abdelmassih não é apenas um tarado cheio de dinheiro protegido por uma fortuna e uma coleção de rabos presos, ele é um médico pioneiro e respeitado em todo o mundo por sua carreira brilhante. E acima de tudo, o cretino é muito esperto.</p>
<p style="text-align:justify;">Como muitos estupradores, Abdelmassih sabe como se aproveitar do medo e do horror de uma mulher. Ele usa de todo o seu poder e prestígio para manter suas vítimas caladas e vulneráveis, e isso só é possível porque as mulheres já são inferiorizadas normalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">As mulheres que procuram a clínica de fertilização do Dr. Abdelmassih sonham com a maternidade, estão no seu momento mais delicado e investem pesado para isso – porque podem. A maioria dos abusos cometidos pelo médico ocorreu no momento pós-sedação, em que as mulheres se encontravam absolutamente indefesas e confusas.</p>
<p style="text-align:justify;"><em> &#8220;Acordando, ainda grogue, vi que eu estava com o pênis do doutor na mão. Tentei me levantar, cheguei a sentar na maca. Aí, o dr. Roger abaixou o jaleco, disse &#8216;calma, calma, calma&#8217; e saiu da sala. E fui chorando ao encontro do meu marido, que aguardava na recepção da clínica.&#8221;</em> Depoimento de Ivanilde Serebrenic</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“[Ao acordar da sedação para retirada de óvulos] ele me deu um abraço e perguntou se podia me dar um beijo. Quando dei o rosto, ele veio com a língua e eu gritei: ’Para com isso, para!’. E ele disse: “Vai ser bom para você, você precisa relaxar.”</em> Relato de Crystiane Souza</p>
<p style="text-align:justify;">O quanto relaxante pode ser o beijo forçado de um velho violento? Abdelmassih sabe que as mulheres não desejam o contato sexual com ele, mas também se acha no direito de abusar delas apenas por serem mulheres. Ele sabe que sairá impune, por isso intimida suas vítimas e pede para que fiquem calmas, para que deixem o processo fluir já que é bastante comum sofrer abuso.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Sob efeito de medicamentos e se sentindo frágil, sem forças, a paciente não pôde reagir quando o médico Roger Abdelmassih, 65, aproximou-se, levantou a camisola dela, abaixou a sua calça, pôs o pênis para fora e a estuprou. &#8221; </em>Sobre depoimento de uma paciente que não quis se identificar.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-363" title="nojo" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/nojo1.jpg" alt="nojo" width="300" height="206" /></p>
<p style="text-align:justify;">O mais engraçado nessa história é que acusam o médico de mais de 60 “abusos”, porém apenas um “estupro”. Estupro no caso seria apenas penetração, todo o restante do comportamento sexual violento não figura estupro algum.</p>
<p style="text-align:justify;"><em> “[O médico] passou a mão nos meus seios, na minha vagina e chegou a colocar o pênis para fora [da calça]. Graças a Deus neste momento alguém tentou entrar no quarto. Ele me soltou e corri para o banheiro. Fiquei lá, chorando.”</em></p>
<div id="attachment_365" class="wp-caption alignright" style="width: 166px"><img class="size-full wp-image-365" title="Monika" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/monika1.jpg" alt="Monika" width="156" height="274" /><p class="wp-caption-text">Monika</p></div>
<p style="text-align:justify;">Porque chorar e não acabar com a raça do infeliz? O próprio médico usou em sua defesa o argumento de que as mulheres retornavam ao seu consultório, questionando “se você fosse vítima de um abuso, voltaria ao meu consultório?”. É conveniente acreditar que mulheres poderiam simplesmente reagir e abandonar o tratamento dos seus sonhos pelo qual pagaram muito dinheiro, ignorando toda a pressão que sofrem em uma situação como essa. Mesmo assim, algumas mulheres não suportaram e deixaram de freqüentar a clínica.</p>
<p style="text-align:justify;"><em> “[...]contei ao meu marido, que não acreditou. Ele disse: &#8220;A gente tem muito dinheiro lá [na clínica] e tem um objetivo, que é ter uma filha. Você é descolada, saberá se virar bem,&#8221;</em> contou Monika Bartkevitch.</p>
<p style="text-align:justify;">Monika não só sofreu nas mãos do médico estuprador, como também foi humilhada e acabou se separando de um marido machista, que por acaso pertencia ao meio médico e tinha medo de denunciar o “colega”.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“[...]ainda tinha de enfrentar familiares e amigos que perguntavam se eu havia dado abertura. Isso quase me deixou louca. Eu me perguntava, será que fiz algo errado?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Culpe a vítima. Culpe a mãe. Culpe a mulher, a vagabunda eterna. Um estuprador nojento ataca uma mulher e ainda a culpam por não ter conseguido se defender, enchem-na de interrogatórios humilhantes e a fazem reviver cada momento de sofrimento procurando alguma evidência que a torne suja e imoral. Aliás, esta é uma grande arma do Dr. Abdelmassih, ele sabe que a pressão da imprensa, da justiça e de todo o público obrigarão suas vítimas a um constrangimento contínuo e desgastante.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Neste último mês passei por momentos horríveis, pois tive que falar com várias pessoas da imprensa e relatar com todos os detalhes para as autoridades.</em></p>
<div id="attachment_366" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-366" title="ivanilde[4]" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/ivanilde4.jpg?w=300" alt="ivanilde[4]" width="300" height="242" /><p class="wp-caption-text">Ivanilde</p></div>
<p style="text-align:justify;">Uma mulher que sofreu abuso, que foi tocada contra sua vontade por um homem, é vista como cúmplice e desafiada a confirmar sua história de horror milhares de vezes. Ivanilde, Crystiane e Monika são mulheres muito corajosas, que saíram do anonimato e vão enfrentar seu estuprador na justiça. Elas querem inspirar as outras 58 mulheres a fazer o mesmo, mas sabem que tomar a decisão de se expor publicamente em um caso como esse ainda é assustador para uma mulher. Nenhuma delas teria aparecido para depor se alguém não tivesse tomado a iniciativa, pois denunciar um homem poderoso representa um risco constante de derrota e mais humilhação.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Abdelmassih já atribuiu as acusações a um complô de médicos concorrentes, a uma campanha mobilizada pela internet por uma das ex-pacientes, às “alucinações sexuais” por causa do efeito da anestesia, às fofocas e mentiras e agora à frustração de mulheres que passaram pela clínica.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">O argumento de que as mulheres teriam ficado frustradas por não engravidar já é totalmente inválido, porque em muitos dos casos a fertilização teve sucesso. Os anestesistas confirmaram que as alucinações sexuais não eram possíveis e parece que 61 mulheres não relatariam abusos por causa de um complô de médicos. O canalha é cara-de-pau.</p>
<div id="attachment_367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-367" title="Abdelmassih_Lima_Vanni2_thumb[5]" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/abdelmassih_lima_vanni2_thumb5.jpg?w=300" alt="Abdelmassih_Lima_Vanni2_thumb[5]" width="300" height="145" /><p class="wp-caption-text">O monstro e seus comparsas, advogados do diabo</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Apesar de todos os indícios, o monstro será defendido na justiça por dois advogados criminalistas ultra respeitados. Abdelmassih é um doutorzinho de merda escondido atrás de muito corporativismo e pronto para humilhar pela segunda vez todas as mulheres que estuprou. Não tenho dúvidas de que perante o juiz não faltarão argumentos para retratar as mulheres como verdadeiras “vadias”, culpadas pelos seus corpos libidinosos e por não carregarem uma Glock no bolso quando vão até a clínica de fertilização.</p>
<p style="text-align:justify;">Desejo que essas mulheres agüentem firmes e acabem com o desgraçado, façam isso por elas mesmas e por todas as outras. Não é por acaso que os índices de estupro ainda são gigantescos, que ainda temos que temer pela nossa integridade física cada vez que saímos de casa, que até mesmo em nossos lares somos vítimas do abuso, que nos culpam pela violência que sofremos e que tememos a figura de um homem poderoso que toma o direito sobre nossos próprios corpos e nos invade brutalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">Reagir é a regra, lembrem-se que estamos nos defendendo, e para isso VALE TUDO (até a Glock na clínica não é uma má idéia).</p>
<p style="text-align:justify;">E é claro, terei minha própria visão reforçada quando entre os termos mais procurados do meu blog eu encontrar <strong>“vídeos de estupro”</strong>, <strong>“mulheres sendo estupradas”</strong>, <strong>“vadias sendo estupradas”</strong>. Acontecerá, acredite.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O meu Brainstorm da Pornografia ]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/08/06/o-meu-brainstorm-da-pornografia/</link>
<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 17:29:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
<guid>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/08/06/o-meu-brainstorm-da-pornografia/</guid>
<description><![CDATA[Na velha discussão feminista sobre pornografia, erotismo e sexualidade, eu me coloco definitivamente]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Na velha discussão feminista sobre pornografia, erotismo e sexualidade, eu me coloco definitivamente do lado antipornografia e bem resistente quando o assunto é “encontrar o delicado limiar entre pornô e erótico”. E isso não chega nem perto de puritanismo ou problemas com a expressão da minha sexualidade, pra mim a pornografia do senso comum é violência e não sexo, pornografia é a teoria e o estupro é a prática.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-345" title="binthebunny" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/binthebunny.jpg" alt="binthebunny" width="200" height="235" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“A pornografia interfere na maneira de uma pessoa perceber o sexo. Ela estimula uma relação de mão única com o objeto do desejo, admiração e satisfação, e estimula uma relação de uma pessoa (a que está vendo a pornografia) com uma idéia, um ente com quem não se trava relações, só se obtém satisfações. Esse ente, o objeto do desejo e satisfação é manipulado como o observador bem &#8211; ou mal &#8211; entender. A pornografia possibilita que uma pessoa possa dedicar ao objeto de seu desejo pensamentos recriminados ou considerados negativos por si mesma, sem em nenhum momento ter resposta negativa a essas idéias, ou resposta alguma. Consequentemente, a pornografia constrói a noção de que essa pessoa possa dedicar sentimentos, idéias e até atos negativos ao objeto de seu desejo sem que haja uma resposta negativa, ou mesmo uma privação da satisfação de seu desejo e ansiedade. Com certeza alimenta uma forma de se relacionar com o objeto de desejos como se fosse um objeto. Com certeza é um treinamento para estupros. E com certeza é condição de possibilidade de que se veja a sexualidade, e sobretudo o sexo como algo ruim, negativo, violento, sujo, pervertido.”<a href="http://groups.google.com/group/antipornografia?pli=1" target="_blank"> Manifesto Antipornografia</a></em></p>
<p style="text-align:justify;">Este trecho acima é um dos meus preferidos do manifesto, porque expõe claramente a verdadeira relação que há por trás de toda pornografia comercializada. Mais do que a inocente apimentada de relacionamento ou estímulo para masturbação solitária, o formato pornográfico comum proporciona ao indivíduo que se torne espectador de sua sexualidade, que sujeite objetos à suas vontades e anseios sem qualquer conseqüência.</p>
<div id="attachment_346" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><img class="size-medium wp-image-346" title="nojo" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/nojo.jpg?w=300" alt="nojo" width="270" height="204" /><p class="wp-caption-text">É assim que eles gostam.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Eu já consumi pornografia. Fui exposta muito cedo a esse tipo de conteúdo, assim como a maioria das crianças. No início é uma curiosidade, “o que essas pessoas estão fazendo?”, logo que a ideia de sexo é compreendida a pornografia parece ser o primeiro contato direto com o assunto, somos praticamente educad*s por ela. Se antes os garotos eram levados até os prostíbulos, hoje lhes dão revistas pornográficas. Afirmo com toda a certeza que a pornografia construiu na minha mente um formato de sexualidade totalmente deturpado, hoje posso analisar e constatar esse fato.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando assistimos pornografia estamos vivendo nossos desejos por meio de outros. Pior, estamos assimilando que aquilo é sexo legítimo, sexo “explícito”, ou seja, o verdadeiro e mais exposto possível. Aprendi que sexo “bom” mesmo era daquele jeito, rápido, bruto, impessoal, focado em um pinto que ejacula mil litros, de preferência em um rosto feminino.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Neste momento preciso traduzir alguns trechos de uma lista feita por uma diretora de filmes pornográficos “feministas” (chegaremos lá) sobre <a href="http://www.lustfilms.com/blogEn/2008/01/29/predictable-porn-made-by-men/" target="_blank">clichês do pornô</a>:</p>
<div id="attachment_347" class="wp-caption alignright" style="width: 265px"><img class="size-medium wp-image-347" title="argh" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/argh.jpg?w=300" alt="argh" width="255" height="191" /><p class="wp-caption-text">Dá vontade de vomitar...ou espancar esse velho.</p></div>
<p style="text-align:justify;">1. Mulheres usam salto alto na cama.<br />
2. Homens nunca são impotentes.<br />
3. Ao fazer sexo oral em uma mulher 10 segundos são mais que satisfatórios.<br />
4. Se uma mulher for pega masturbando-se por um estranho, ela não gritará ou ficará constrangida, ao invés disse insistirá para fazer sexo com ele.<br />
5. Todo homem tem pelo menos um litro de esperma.<br />
6. Se houverem dois litros, melhor ainda (a garota não sente nojo!).<br />
7. Garotas jovens e belas adoram fazer sexo com homens feios de meia-idade.<br />
8. Mulheres sempre gozam quando os homens gozam.<br />
9. Todas as mulheres trepam berrando.<br />
10. Aqueles peitos são de verdade.<br />
11. Dupla penetração faz uma mulher sorrir.<br />
12. Homens asiáticos não existem.<br />
13. Nem homens de pau pequeno.<br />
14. Se você encontra um cara fazendo sexo com sua namorada em uma moita, ele não reclamará se você esfregar seu pinto na boca da garota.<br />
15.  Todas as mulheres adoram levar tapas na bunda.<br />
16. Enfermeiras chupam o pau de pacientes.<br />
17. Quando sua namorada te encontrar sendo chupado pela melhor amiga dela, ela ficará bravinha por alguns instantes antes de trepar com os dois.<br />
18. Mulheres nunca têm dor de cabeça, nem menstruam.<br />
19. Quando uma mulher está chupando um pau, é importante que o indivíduo a lembre constantemente: “Chupa!”.<br />
20. Um cu é sempre limpo e delicioso.<br />
21. Mulheres sempre ficam surpresas e gratas quando abrem as calças de um homem e encontram&#8230;um pau.</p>
<p style="text-align:justify;">Estes são apenas alguns dos milhares de clichês pornográficos. Sem falar nos ditos pornôs “inclusivos” que colocam pessoas consideradas “feias” para fazer sexo, normalmente em situações duplamente humilhantes e brutais. Sempre percebi que os pornôs envolvendo mulheres negras, especialmente lésbicas, faziam questão de apresentar cenas bastante agressivas, com movimentos que, sinceramente, NUNCA causariam tesão em alguém. Essas mulheres são retratadas de forma selvagem, embrutecida e violenta, parece que esta seria a única forma de vender material excitante de pessoas que são marginalizadas por sua aparência e cor.</p>
<p style="text-align:justify;">Mulheres no pornô geral são representadas, em 99% das vezes, como a parte “dominada” na pornografia. Sim, porque nesses filmes sempre há uma relação dominador/dominado no sexo, não existe troca. Lembrando que mesmo em filmes que usam a figura da “dominatrix” ou filmes gays masculinos impera a ideia de papéis ativos e passivos, regra geral com variações de gênero &#8211; diz-se que o passivo é a “mulher”, ou seja, toda passividade e submissão têm caráter feminino. E quando não nos excitamos com nosso papel passivão, dizem que o problema está conosco.</p>
<div id="attachment_348" class="wp-caption alignleft" style="width: 269px"><img class="size-medium wp-image-348" title="jaajajahahah" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/jaajajahahah.jpg?w=300" alt="jaajajahahah" width="259" height="194" /><p class="wp-caption-text">Que porra é essa?</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Lésbicas na pornografia heterossexual são tão plásticas que dão nojo. É possível sentir a repugnância que as heterossexuais fantasiadas de lésbicas ninfetas expressam ao fazerem sexo oral em outra mulher. E claro, o homem está ali, mediando a situação com seu pênis ereto, o verdadeiro protagonista. Por que afinal mulheres não sentem tesão com filmes de homens gays? Deveria ser super excitante a ideia de flagrar dois homens fazendo sexo e juntar-se a eles pela lógica da “igualdade” que certas pessoas promovem, mas não é bem assim que funciona.</p>
<p style="text-align:justify;">As taras são diversas, mas a campeã parece ser o estupro, com a maior incidência de buscas no Google. Até mesmo os filmes que não promovem explicitamente o ato de forçar sexo a uma mulher se apropriam da ideia para “excitar”. Sexo oral claramente forçado, com aqueles empurrões grotescos, expressões de agonia e dor, penetração brutal, gang bang violento, bondage, tudo isso é simplesmente estupro. Aí vem gente dizer que na esfera da fantasia tudo é permitido, que não significa que a pessoa realmente faria aquilo, mas soa muito ingênuo acreditar que uma pessoa que busca essas representações para satisfazer seus desejos não assimila os valores do ato. Meu cérebro não derreteu ainda, não vou cair numa dessas, queridos estupradores potenciais.</p>
<p style="text-align:justify;">Há ainda homens que alegam não gostar de pornografia , preferindo algo “não vulgar”. Muitos recorrem ao estereótipo da mulher “sexy”, através da playboy ou do “Sexy Time” do MultiShow. Julgam que, se não há penetração em órgãos genitais expostos, trata-se da mais leve e saudável forma de exploração do sexo possível, não pode haver algo de errado em belas mulheres siliconadas e photoshopadas em momentos de pura lascívia. Talvez o padrão violento seja suficiente para justificar o repúdio a essas práticas, mas acrescento ainda que os motivos que levam essas garotas a prostituírem a imagem de seus corpos são os mesmos que as colocam sob risco iminente de estupro na própria sociedade.</p>
<div id="attachment_349" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-349" title="horror" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/horror.jpg?w=300" alt="horror" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">A expressão mais excitante para um macho</p></div>
<p style="text-align:justify;">Um fenômeno que observei foi a invasão de vídeos exibicionistas de mulheres no Yotube rebolando para a câmera de calcinha. Alguns vídeos parecem ter sido feitos para alguém e depois “vazaram”, outros são feitos para divulgação mesmo. Para aqueles que foram colocados na internet sem permissão, é a mesma situação de milhares de mulheres expostas em vídeos e fotos nas comunidades estilo “caiu na NET”, onde o ex-namorado predador se vinga da garota tornando públicas suas intimidades. Produzir material pornográfico para o namorado é vendida como uma ideia excitante e proveitosa para a vida sexual do casal, embora o homem nunca o faça. É realmente muito excitante poder objetificar a própria companheira, justo aquela mulher que parecia ser a única com características de sujeito, que não podia ser usada como as atrizes do pornô, torna-se disponível. E produzir material exibicionista para vários homens? Dizem que é uma “escolha” deliberada, uma forma genuína de prazer. Eu digo que uma mulher no contexto feminino de sujeição precisa provar constantemente que é atraente e capaz de seduzir um homem, já que sua auto-estima é esmagada por todos os lados e seu único valor como indivíduo parece depender de aprovação masculina. Parte dessa necessidade de mostrar-se sexualmente disponível em busca do status da fêmea no patriarcado está exposta nesses vídeos, é uma das poucas saídas que muitas mulheres encontram para sentirem-se valorizadas e desejadas de alguma forma, mesmo que através de insultos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas voltando à indústria pornográfica, este artigo da antropóloga colombiana María Elvira Díaz Benítez, “Nas redes do sexo: bastidores e cenários do pornô brasileiro”, vale uma leitura porque explica bem a questão dos estereótipos femininos trabalhados na pornografia, desde a latina caliente até a ninfetinha asiática. E também um pouco sobre os estereótipos masculinos, como o negro bestial e o tiozão viril.</p>
<div id="attachment_350" class="wp-caption alignleft" style="width: 294px"><img class="size-medium wp-image-350" title="horrível" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/horrivel.jpg?w=300" alt="horrível" width="284" height="212" /><p class="wp-caption-text">Garotas dominadas? Enfia no seu cu seu fetiche.</p></div>
<p style="text-align:justify;">É claro que os bastidores do mundo pornô tentam mostrar uma imagem positiva e saudável de suas práticas. Fala-se muito em escolhas, especialmente as escolhas da mulher, que parece “optar” por ser humilhada em um set de filmagem. Para esse assunto eu indico um post escrito pela blogueira Marjorie, simplesmente fantástico, abordando a questão da livre escolha entre outros assuntos, <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/07/24/da-onda-feminista-i-choose-my-choice/" target="_blank">veja aqui</a>.  Alguns recortes do texto:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Por exemplo: “se eu escolhi ser prostituta/stripper/atriz pornô/whatever, se eu fiz isso porque quero, então eu não sou uma mulher objetificada. Eu sou sujeito das minhas ações e quem disser que estou numa posição de passividade ou vulnerabilidade está errado. É paternalista dar a entender que eu sou burra, não sei o que faço ou sou apenas um joguete do patriarcado.”</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“[...]o contexto em que uma determinada escolha é tomada a dota de um significado particular.”</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Vulnerabilidade que a Charlotte não escolheu, mas que pode vir de brinde com sua escolha. Logo, não adianta ser sujeito na hora de escolher, se o contexto te coloca numa posição subordinada depois. O féladaputa do contexto pode te transformar em vítima da sua própria escolha.”</em></p>
<div id="attachment_351" class="wp-caption alignright" style="width: 272px"><img class="size-medium wp-image-351" title="rape2" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/rape2.jpg?w=300" alt="rape2" width="262" height="196" /><p class="wp-caption-text">Cala a boca, mulher.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>“Contextualizar a escolha, dizendo que ela pode levar a uma situação de vulnerabilidade, não é negar o fato de que escolher é uma ação. Nem dizer que o autor da escolha não pense por si. Está-se apenas inserindo esta escolha em um mundo e, então, refletindo quanto à influência do mundo sobre a escolha e o efeito dessa escolha no mundo.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Perfeito, eu não poderia explicar melhor. É isso, nossas escolhas estão sempre inseridas em um contexto, não podemos simplesmente nos separar do mundo inteiro e colocar nossas escolhas em uma bolha em que tudo acontece conforme o esperado. Então, se a atriz pornô escolheu deliberadamente sua profissão, isso não significa que a situação não a torna vulnerável e vítima dentro de um sistema de desigualdade em que mulheres são inferiorizadas. Vítima da própria escolha. Quantas dessas mulheres têm a opção de conhecer outros caminhos? Ou mesmo, quantas tiveram condições de fazer uma análise crítica sobre a pornografia? Não é à toa que várias usam drogas e o índice de suicídio é altíssimo, como no mundo da prostituição, esqueçam o glamour e a liberdade do pornô.</p>
<div id="attachment_352" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><img class="size-medium wp-image-352" title="linda lovelace" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/linda-lovelace.jpg?w=300" alt="linda lovelace" width="201" height="201" /><p class="wp-caption-text">Até que ela parece feliz, não é mesmo?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Alguém tem um exemplo melhor que Linda Lovelace? A atriz de “Garganta Profunda” que apanhava e era estuprada no set e só foi protagonista do filme pornográfico mais famoso da História porque foi FORÇADA? Não por acaso, Linda milita contra a pornografia hoje em dia. Ela vivia presa ao homem que a obrigou a realizar o filme, o mesmo homem que a prostituía, estuprava e fazia com que outros homens a estuprassem. É possível ver os hematomas de Linda durante o filme. Ela demorou anos para tomar coragem e fugir do agressor, porque se sentia dependente dele. E ainda tem gente que culpa as mulheres por não conseguirem se defender de certas coisas, ao invés de culpar quem as ataca!</p>
<div id="attachment_353" class="wp-caption alignright" style="width: 238px"><img class="size-medium wp-image-353" title="lindalovelace sofrendo" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/lindalovelace-sofrendo.jpg?w=300" alt="lindalovelace sofrendo" width="228" height="171" /><p class="wp-caption-text">Tente isso e veja se é bom.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este é um vídeo muito interessante, http://br.youtube.com/watch?v=r0q_VGacfNk , descrição: &#8220;Este poderoso vídeo é em memória de centenas de estrelas pornográficas mortas. Este vídeo é dedicado às estrelas pornográficas ainda vivas. Minha esperança é que este vídeo toque muitas vidas e que elas parem de ver e fazer pornografia. A Pornografia não é glamurosa.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e depressão são comuns em pessoas que estão na indústria pornográfica. A razão mais buscada pelas mulheres parece ser o cachê mais alto e pelos homens a oportunidade de reafirmar sua virilidade e potência. No set de filmagem nem a lubrificação vaginal é real, ou não suportaria todas as modalidades de penetração por tanto tempo. Trecho de entrevista com psicólogo especialista em relacionamentos e ansiedade Alexandre Bez:</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Problemas familiares podem ajudar na escolha pela profissão de ator/atriz pornô?</strong><br />
Dr. Alexandre Bez: Sim, devemos lembrar que para todos nós a questão familiar é muito importante. Assim como problemas de ordem social, econômica ou sentimental, falta de carinho ou constantes dificuldades na família podem ser catalisadores para uma pessoa encarar esse tipo de profissão.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Pois é, desde a formação no núcleo familiar existem estímulos e situações que nos levam a fazer escolhas que não são “livres”, pois não temos acesso real a diversas escolhas e reflexões. Não podemos culpar as mulheres por promoverem uma indústria pornográfica que inferioriza elas mesmas, precisamos focar nossos objetivos naqueles que produzem e consomem esses materiais.</p>
<div id="attachment_355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-355" title="pornô feminista" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/porno-feminista.jpg?w=300" alt="pornô feminista" width="300" height="240" /><p class="wp-caption-text">Pornografia feminista, será?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Mas espera aí, não tem mulher que gosta de pornografia? A maioria, mesmo sem contextualizar, parece sentir uma certa repugnância dos formatos masculinos de pornografia, como os clichês acima citados. O que me surpreendeu foi descobrir que existe uma onda de diretoras de pornografia “feminista” invadindo a Europa.</p>
<p style="text-align:justify;">A proposta, tenho que admitir, é louvável. Uma das diretoras, que já foi atriz pornô e hoje é cientista política, reconhece que os filmes insultavam sua inteligência e a colocavam como um objeto domesticado. Os filmes produzidos por ela exploram a sexualidade feminina, orgasmos reais, homens que realmente existem na trama, relações de respeito mútuo e algumas peculiaridades de filmagem como nunca exibir ejaculação masculina e dar preferência ao foco nas expressões faciais de prazer ao invés dos genitais. Duas entrevistas com diretoras explicam mais sobre, <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67802-15220,00-CANDIDA+ROYALLE+QUERO+QUE+OS+HOMENS+ASSISTAM.html" target="_blank">aqui </a>e <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67813-15220,00-PETRA+JOY+ESTAMOS+LUTANDO+POR+LIBERDADE+SEXUAL.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<div id="attachment_356" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-medium wp-image-356" title="suicide" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/08/suicide.jpg?w=300" alt="suicide" width="290" height="193" /><p class="wp-caption-text">Liberdade? Ah tah, valeu.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Elas afirmam que seus filmes seriam ótimos para educar homens em novos papéis sexuais, mais humanos e reais, além de serem feitos com responsabilidade e envolvimento dos protagonistas. Eu não invalido totalmente a ideia porque de alguma forma é diferente, mas infelizmente está inserido no mesmo contexto machista em que vivemos. Não é um pornô com uma perspectiva feminista que vai revolucionar a indústria pornográfica masculina, além de não estar livre da questão do voyeurismo impessoal. Pesquisei algumas capas de filmes e encontrei alguns clichês como mulheres de seios enormes nuas, fantasiadas e com um padrão próximo ao convencional, não vou arriscar generalizar, mas foi a impressão. Ainda prefiro a extinção dos formatos pornográficos comuns do que reformas desse tipo, acho a questão perigosa. Além do mais, adivinhe como era o troféu que premiava as melhores diretoras? Em formato de PINTO.</p>
<p style="text-align:justify;">Também encontrei referências das diretoras enaltecendo o Suicide Girls. Para mim, esse site sempre foi uma Playboy alternativa e de péssimo gosto. Alt-porn não é menos violento nem menos opressor só porque mostra algumas garotas fora do padrão com piercings e tatuagens, buscando um lugar ao sol para serem admiradas com sua resistência estética. Se fosse realmente uma representação de resistência aos padrões, por que colocariam essas mulheres “exóticas” na mesma posição sexualizada e objetificada das garotas da Playboy? No fim, toda a subversão de valores alternativos acaba na masturbação do macho que consome o material.</p>
<p style="text-align:justify;">São 5 páginas de Word e eu não consigo sentir que disse tudo o que pensava sobre a pornografia, na verdade são inúmeras as implicações envolvidas. Sou definitivamente antipornografia, enxergo nesses materiais um ódio repulsivo contra a mulher e um conservadorismo nas questões de gênero absurdo, além de uma forma de construção de uma sexualidade falsa, egoísta, impessoal. Não é a minha sexualidade, não envolve respeito ou responsabilidade, não implica um contato íntimo e real, destrói relações. Eu me sinto livre por não consumir pornografia, assim como conheci pessoas que admitiram sentir-se escravizadas por um vício pornográfico. E o que mais me dói em tudo isso, é ver como as mulheres são constantemente condenadas pela estética pornográfica comum, como a sexualidade feminina é obscura nessa indústria e o quanto ela tem poder de influência sobre os homens.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o que chamam de pornografia alternativa, feita com casais reais, mulheres que representam sujeitos e coisas assim, ainda não tenho opinião formada. É claro que não se deve condenar todas as representações sexuais, o problema é a delicadeza de lidar com isso em um mundo machista que glamouriza o egoísmo. Eu, pessoalmente, não assistiria nem se fosse o vídeo da Maria e do João em casa fazendo um papai-mamãe cheio de ternura, dispenso. Estou bastante satisfeita com a minha sexualidade assim.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Assédio e abuso verbal nas ruas: bons motivos para resistir.]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/07/29/assedio-e-abuso-verbal-nas-ruas-bons-motivos-para-resistir/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 23:50:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
<guid>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/07/29/assedio-e-abuso-verbal-nas-ruas-bons-motivos-para-resistir/</guid>
<description><![CDATA[Para ter certeza de que as mulheres são inferiorizadas, basta ser uma delas e estar andando pelas ru]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Para ter certeza de que as mulheres são inferiorizadas, basta ser uma delas e estar andando pelas ruas. Sinto-me um soldado pronto para a guerra cada vez que faço algo tão simples quanto sair para trabalhar, estudar ou comprar um pão.</p>
<p style="text-align:justify;">Você está andando pela calçada, feliz e tranqüila, quando avista um grupo de homens que podem estar do mesmo lado da rua ou do outro. Imediatamente as criaturas começam a medir você de cima a baixo, com expressões tão sádicas que nem os próprios acreditariam se tirássemos uma foto. Você logicamente começa a se sentir constrangida, ansiosa e incomodada, sabe o que vem logo em seguida.</p>
<p style="text-align:justify;">A agressão varia muito, mas é encarada de forma tão natural que chega a ser bizarro. Lá estão os trolls popularmente “mexendo” com a mulher, dizendo desde gracinhas peraltas até insultos sexuais violentos, com o mesmo tom audacioso e cheio de desprezo. Assediam as mulheres quando querem, como querem e da forma que bem entendem, perturbam nosso direito de ir e vir e gozam da impunidade.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-331 aligncenter" title="mujer" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/estupro.jpg?w=300" alt="mujer" width="300" height="257" /></p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o velho discurso de que as mulheres “gostam” do assédio nas ruas, posso oferecer meu depoimento pessoal. Admito, já me impulsionei a gostar da situação, em certa época da minha vida acreditei que as ditas cantadas eram uma forma de admiração, significavam que eu era atraente e interessante. Quanta ingenuidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Só fui realmente entender que estava sofrendo uma violência quando parei para analisar porque aquilo era um tanto “estranho”, meio repugnante, mas ao mesmo tempo necessário e agradável. Na verdade, a minha auto-estima dependia de algo tão grosseiro quanto um assédio para manter-se bem porque era simplesmente esmagada de todos os lados. Levam as mulheres a crer que elas precisam da atenção e da aprovação de um homem, que seus corpos devem ser objetos de pura luxúria para que se mantenham orgulhosas e “poderosas”.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim são enfiados goela abaixo padrões femininos e cada vez mais somos cobertas de exigências. Quando enfim somos reconhecidas pelos homens a quem tanto devemos e precisamos, surge uma falsa sensação de êxito. Muitas mulheres enfrentam esse condicionamento e encaram o assédio como uma vantagem, mas ainda assim reconhecem que tem algo errado no processo. Pude conhecer e ter contato com diversas mulheres que hoje odeiam e repudiam essa prática, embora no passado tenham aceitado. Há ainda aquelas que, expostas a uma reflexão sobre o assunto, parecem despertar repentinamente para algo que nunca sentiram antes.</p>
<p style="text-align:justify;">Podem insistir o quanto quiserem que existem algumas mulheres que gostam e pronto, mas apresento um FATO: Todas as mulheres alguma vez na vida já mudaram de calçada ao avistar uma reunião de homens. Todas já se sentiram humilhadas, constrangidas ou profundamente irritadas com um assédio, e a maioria tem uma bela história de horror pra contar, como maravilhosamente exposto no blog <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2008/03/toda-mulher-tem-uma-histria-de-horror.html" target="_blank">Escreva Lola Escreva</a>. E mesmo que muitas mulheres supostamente aceitassem o assédio, ainda existiriam milhares de outras que detestam e possuem o direito de ficar em paz.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-332" title="cantada" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/cantada.jpg" alt="cantada" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Um homem que assedia na rua não espera que a mulher sinta-se lisonjeada e vá ao seu encontro para uma noite de sexo, não espera sequer que ela lhe responda. Eles fazem isso porque simplesmente se acham no direito de fazê-lo, sentem prazer em constranger mulheres e objetificá-las, enfatizando o desequilíbrio das relações de poder. Quando estão em grupos, deliciam-se com o status másculo que recebem ao assediar uma mulher, já que estão protegidos e apoiados por suas corjas. Quando sós, sentem-se seguros da mesma forma, o que uma mulher poderia fazer a respeito?</p>
<p style="text-align:justify;">Se ela usa um decote, eles logo julgam que está se oferecendo. Se em um dia quente de verão eu resolvo usar uma saia, estou colocando meu corpo em uma vitrine e me sujeitando ao julgamento de um bando de machinhos. A culpa não é da mulher e do seu corpo, a culpa é da ótica masculina que recorta nossos corpos em partes e sexualiza cada uma delas. Se não podemos sair às ruas com nossos corpos sem sofrer assédio, que porra de liberdade é essa afinal?</p>
<p style="text-align:justify;">Os homens que assediam acham realmente que podem invadir nosso espaço e fazem de tudo para que possamos ouvir seus insultos. São protegidos culturalmente e sua atitude é legitimada pelo machismo. Quando confrontados, estão sempre prontos para negar o que fizeram, fazer deboches ou simplesmente agir com violência. Uma reação feminina nunca é esperada, é cômodo que elas permaneçam boas ouvintes submissas e envergonhadas.</p>
<p style="text-align:justify;">A seguir alguns argumentos de homens, retirados de comentários do artigo sobre assédio nas ruas publicado no Mídia Independente, <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/10/39292.shtml" target="_blank">aqui</a></span>, e de um documento encontrado na web comentando o mesmo artigo, disponível <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://archives.lists.indymedia.org/cmi-goiania/2004-January/002264.html" target="_blank">aqui</a></span>:</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-333" title="Machista" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/arshavin_machista.jpg" alt="Machista" width="318" height="330" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Não entendam mal, e o tesão como fica? Como animal do sexo masculino não posso deixar de olhar ou até mesmo desejar uma femea que eventualmente me chame a atenção, não foram poucas as vezes que senti desejo sexual ao ver uma bela mulher com um vestido ou uma saia bem sensual.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Começamos por “animal do sexo masculino”. O cidadão se define praticamente a partir de argumentos biológicos de que homens são naturalmente vorazes sexualmente e não conseguem resistir. Como se realmente houvesse um comportamento “natural” no ser humano, e como se a construção social e história de opressão das mulheres, inclusive com a divisão do trabalho, não influenciassem o comportamento sexual que vemos hoje. Querem castrar a mulher de toda e qualquer virilidade, justificando o assédio através de uma suposta natureza masculina promíscua. Como somos selvagens e fiéis aos nossos instintos, não é mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">O vestido e a saia são vistos como sensuais e provocantes, independente da vontade da mulher que está vestindo. Não teremos o direito de resignificar nossas vestes e expressões corporais enquanto existirem estereótipos prontos para qualquer coisa que usemos. O desejo sexual do cidadão é um problema exclusivamente dele, poderá sentir o que quiser desde que respeite a mulher como indivíduo e seu espaço. O que temos a ver com suas ereções? Não precisamos compartilhar dessa fantasia e muito menos ser comunicadas a respeito.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Creio que a maior parte das mulheres se interessariam se fosse um cara rico numa Ferrari.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Machismo pouco é bobagem. O estereótipo da mulher interesseira é mais uma das coisas que temos que suportar. Mulheres já foram usadas como verdadeiros mostruários ambulantes das riquezas de seus maridos, encerradas em suas casas compensando toda a frustração em bens materiais. Conquistaram o direito básico do acesso ao mercado de trabalho há pouquíssimo tempo, ainda ganham menos, sofrem assédio e raramente alcançam posições superiores. Enquanto disputam o acúmulo de capital em uma competição inteiramente masculina e desigual, não é de se surpreender que muitas ainda enxerguem no dinheiro e status uma compensação para seus problemas, ou mesmo para o homem rico que terão de aturar ao seu lado. Felizmente, a situação tende a melhorar e cada vez mais mulheres pagam suas contas e não dependem mais de riquinhos em Ferraris.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, assédio não tem idade, classe social e cor, não são raras as vezes que o executivo babão é tão repugnante quanto o pedreiro da esquina em seu abuso verbal.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Use a tal burca dos muculmanos, ai ninguem olhara nem desejara vcs. Mas oq ue vcs fazem no verao? Colocam uma mini blusa, um salto, pernas e barrigas de fora. E ai saem desfilando na rua. E querem o que?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Queremos respeito, como já foi dito antes, fodam-se vocês e sua ótica machista nojenta. Temos o direito de andar nas ruas como bem entendermos sem sofrer qualquer violência ou abuso. A burka também não protege as muçulmanas da violência desse suposto “desejo”, são estupradas e molestadas da mesma forma, com vestes diferentes.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-334" title="troll" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/troll.jpg" alt="troll" width="177" height="182" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Se fosse por mulheres assim o mundo ja tinha sido extinto, nao procriariamos.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Praticamente a máxima do machismo, parabéns para o indivíduo que escreveu isso. Exatamente, para muitos homens ABUSO é parte do sexo. Enxergam a posição submissa de uma mulher como critério para uma relação sexual bem sucedida. O cara simplesmente disse que sem assédio e abuso, as mulheres não fazem sexo e logo não procriamos. Além de ignorante, promove a heteronormatividade.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Não temos maiores problemas na vida? Mulheres fortes nao se afetam por estas bobagens.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eu realmente não suporto essas pessoas que tentam fugir de uma discussão alegando que existem outros assuntos mais importantes. O que está em pauta são os direitos das mulheres, sou uma mulher e quero meus direitos, se alguém acha que existem coisas mais importantes, nunca perca seu tempo expondo uma opinião ridícula a respeito. O cidadão da frase parece achar que a “força” da mulher está em ignorar o assédio, fingir que nada aconteceu. Como dizem por aí, e estão certíssimos, “o seu silêncio não vai proteger você”.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“ Quando passa uma Ferrari eu digo que carrao. Quando vemos uma bela casa olhamos para ela. E isto ? ofensa?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Perfeito, cara. Mostrou com belos efeitos comparativos o que as mulheres são na ótica masculina: objetos. Tente ofender uma casa ou uma Ferrari.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Se nao quer chamar a atencao nao se produza, ou se produz para que?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Se não quer ser assaltado, não saia de casa, oras. Mesmo que você goste de precise carregar sua carteira, é culpa sua que os assaltantes estão te atacando, assim como é culpa das mulheres quando são estupradas.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Eu sou dos que olham uma mulher como um pedaco de carne, mas a primeira vista somos exatamente isto, um pedaco de carne muito bem enfeitado.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">É exatamente por isso que o feminismo é a noção de que as mulheres são pessoas. Sou um indivíduo, queiram os homens ou não, e terão que me respeitar. Pedaços de carne, exatamente como são tratados os animais de abate, resumidos a um objeto de consumo com suas vidas totalmente desprezadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Eu como homem de vez em quando sou elogiado, nao me sinto ofendido, faz parte da vida. Mesmo que seja uma macaca.”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Fiquei em dúvida se o termo “macaca” faz referência a uma primata ou se foi algum tipo de insulto racista medíocre. No caso deste cidadão, eu arriscaria na segunda hipótese. Quantos homens sofrem assédio e abuso verbal nas ruas, e quantos deles realmente se sentiriam ofendidos nessa situação? É como um branco dizer que é melhor que um negro e depois um negro dizer que é melhor que um branco, dá pra sentir uma diferença gritante? Sim, a posição inferiorizada da mulher é decisiva para definição das relações de poder, um homem “assediado” jamais levaria a sério ou sequer ficaria constrangido. Engraçado também como o rapaz insiste na palavra “elogiar”, considerando o assédio uma atitude positiva e de admiração.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-335" title="chuck" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/chuck.jpg" alt="chuck" width="207" height="257" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Eu sou homem, mas morro de medo de assalto e de outros problemas”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto você teme um assalto, eu tenho que temer pela minha integridade física e moral só porque sou mulher.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Vc esta se colocando numa situação péssima”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Até NISSO as mulheres são culpadas, por se incomodarem com o assédio e sentirem a repressão elas são culpadas e têm que resolver isso. Os homens NUNCA têm culpa de nada que fazem. Eu me coloquei nessa situação, de repente eu inventei que ser chamada de “gostosa” e ouvir um neandertal dizer que “quer ser pai dos meus filhos” depois de sussurrar “delícia” é uma forma de abuso, quando na verdade são homens bem intencionados seguindo sua cartilha de testosterona para inocentemente agradar as mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">A resistência masculina às ideias feministas é óbvia e previsível, assim como seus ataques baratos e esperneios infantis. Quando se sentem ameaçados já começam a dizer que eu não tenho senso de humor, que sou mal-amada, preciso de uma rola, qualquer tentativa infeliz de insulto. Pior, começam a tentar esconder a situação, dizem que é exagero e procuram tapar o sol com a peneira.</p>
<p style="text-align:justify;">Afinal, vejam que maravilhoso, conquistamos o direito ao voto e ao mercado de trabalho, enquanto a maioria de políticos ainda é masculina e a competitividade do business coloca homens sobre as mulheres. Também conquistamos o direito de foder quem quisermos, mais que isso, ganhamos um bombardeio de incentivos para aumentar nossa disponibilidade sexual e glorificar a penetração. Ao invés de queimar nossos sutiãs, estamos os recheando, às vezes através da mutilação deliberada.</p>
<p style="text-align:justify;">Como bônus, ganhamos o assédio nas ruas e o abuso verbal, cuja violência aos poucos está sendo reconhecida pelas mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">Temos que nos virar para encontrar meios de lutar, uma mulher não conta com proteção legal e o abuso verbal sofrido dificilmente é enquadrado em danos morais, imagine em assédio sexual. Policiais podem no máximo rir da sua cara.</p>
<p style="text-align:justify;">Como já mencionado antes, o nosso silêncio não irá nos proteger. Portanto, a solução que parece mais viável no momento é resistir. Disseminar a ideia e organizar mulheres é importante, mas também é preciso reagir de imediato.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-337" title="girlready" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/girlready.jpg?w=200" alt="girlready" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Não, não deixe que eles o façam. Quando for assediada, conteste, resista, grite, acreditem em mim, a maioria dos homens fica sem reação porque nunca esperam que a mulher tenha a coragem de enfrentá-los.   Claro, considere se está em um local arriscado ou não. A possibilidade do cara que mexeu com você ser um psicopata armado que vai te estourar em público é quase nula, e lembre-se que a cultura do MEDO tem sido induzida nas mulheres e que há uma razão para isto.</p>
<p style="text-align:justify;">A mulher amedrontada se torna vulnerável e é um alvo em potencial, não reage e suporta calada as mais diversas agressões. Não somos frágeis, tampouco covardes. Somos mulheres e não precisamos nos sujeitar a abusos masculinos por receio ou medo, as estatísticas demonstram que homens estão mais propensos a ter uma morte violenta do que as mulheres, mas nós é que somos educadas para temer tudo e todos.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-330 alignleft" title="Boa" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/balls.jpg?w=210" alt="Boa" width="210" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Superado o complexo de vulnerabilidade imposto, resta criar seu discurso e reagir quando necessário. O importante é nunca ficar em silêncio, fingir que não ouviu o assédio e não sentir-se intimidada, afinal são apenas homens. Na sequência uma breve lista de dicas para você, mulher, que se sente ofendida e constrangida, reagir ao assédio:</p>
<p style="text-align:justify;">- Tudo o que o cara não espera é que você reaja, lembre-se disso, você tem praticamente um elemento surpresa.<br />
- Quando passarem por você sussurando obscenidades, pare, vire-se e grite algo como &#8220;Você falou comigo?&#8221;. Ele vai tomar um susto e dizer que não.<br />
- Se o elemento estiver parado no caminho e começar a te medir, passe encarando-o firme e com o pensamento fixo &#8220;fala alguma coisa pra você ver&#8221;. Quase nunca ousam.<br />
- Quando disserem um desaforo pra você em alto e bom tom, e costumam fazê-lo em grupo, pare, vire-se e diga no mesmo tom o que tiver vontade. Discuta, se necessário, lembre-se que são apenas homens e eles te xingaram sem motivo, use isso ao seu favor. Normalmente o discurso &#8220;e se fosse sua mãe ou irmã&#8221;, algo sobre respeito e uma boa tirada funcionam bem, o grupo ri do indivíduo e no máximo te acusam de estar nervosinha.<br />
- Para caras de carro, a regra é fazer gestos pouco amigáveis.<br />
- Se ousarem te tocar, pegar no seu braço, cabelo, ou qualquer coisa, a ordem é fazer um escândalo fenomenal. Se tiver confiança suficiente, um pouco de técnica e nenhum medo de trocar uns socos, parta pra agressão (pouco recomendável).<br />
- NUNCA se encolha, fique envergonhada, faça carinha de brava, saia andando depressa, finja que não ouviu ou dê risada.<br />
- Se comentarem sobre seu corpo ou roupa, revide dizendo que não comentou sobre o corpo do indivíduo e que ele não tem esse direito. Parece engraçado, mas muito pedem desculpas ou ficam sem graça.<br />
- O elemento surpresa aliado a um berro repentino costumam dar um bom susto no machinho e render boas risadas para todos em volta. Humilhe-o sempre que puder.<br />
- Lembre-se: Uma mulher reclamando de assédio é defendida pelas pessoas em volta na esmagadora maioria das vezes, aprenda a usar uma das poucas vantagens que o papel de vítima lhe trouxe ao seu favor enquanto for preciso.<br />
- Esta não é nada ética, mas sinceramente quando estou de saco cheio esvazio o estoque de palavrões e aproveito os efeitos terapêuticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Essas dicas são bem pessoais e são baseadas nas minhas experiências como cidadã de São Paulo moradora da Zona Leste, considerada &#8220;branca&#8221; e de classe média. Importante ressaltar que a eficácia das recomendações está sujeita à milhares de circunstâncias e podem expor a mulher a alto risco dependendo do local e pessoas envolvidas. Saiba onde fazer, o que fazer, quando fazer e como fazer, e não fique intimidada sem necessidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O assédio nas ruas é um ótimo indicativo da situação da mulher, especialmente no Brasil. Nós não podemos aceitar essa liberdade pela metade.</p>
<p style="text-align:justify;">Resista por você e por todas as mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goru Hentai: Expressão do ódio contra a mulher]]></title>
<link>http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/07/29/goru-hentai-expressao-do-odio-contra-a-mulher/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 17:26:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>whothehelliscely</dc:creator>
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<description><![CDATA[ATENÇÃO, CONTEÚDO PESADO E VIOLENTO. Ok, já temos um jogo de videogame cujo objetivo principal é est]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong>ATENÇÃO, CONTEÚDO PESADO E VIOLENTO.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Ok, já temos um jogo de videogame cujo objetivo principal é estuprar uma mulher e sua filha e depois fazer com que abortem, temos snuff movies (filmes pornográficos em que a mulher é estuprada e morta), temos as mais diversas perversidades e fetiches possíveis sobre o corpo feminino. Mas sempre se criam novas formas de mostrar até que ponto chega a violência contra a mulher.</p>
<p style="text-align:justify;">Como se não bastassem todos aqueles hentais em que enfiam tentáculos nojentos em mulheres, sempre mostrando cuidadosamente o sofrimento das vítimas, parece que uma nova “onda” de hentais invadiu o imaginário masculino japonês.</p>
<p style="text-align:justify;">O nome da doença é “Goru”, uma espécie de hentai em que são exibidas mulheres dilaceradas, com seus órgãos expostos e em situações de extrema dor e mutilação. São jovens, estão sempre nuas, com expressões agonizantes e preferencialmente com seios e órgãos genitais estripados. É como se não fosse mais suficiente explorar seios, canais vaginais, bundas e outros &#8220;pedaços&#8221; recortados de mulheres, agora a expressão superior da objetificação pornográfica é dilacerar as partes femininas para encontrar outras formas de excitação.</p>
<div id="attachment_315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-315" title="Goru" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/nojo-goru.jpg" alt="Goru" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Não ouso colocar imagens maiores.</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Não conseguiria mostrar certa imagem que vi, um hentai retratando uma garota decapitada, enquanto sua cabeça permanecia no chão um homem penetrava o pescoço aberto e o outro dilacerava os genitais. Muita gente já considera a nova perversidade como doente, sanguinária, absurda e etc. Mas, sinceramente, essas coisas para mim são bastante previsíveis, são nada mais que a representação extrema de uma situação bastante comum.</p>
<p style="text-align:justify;">É engraçado ver pessoas que admitem os hentais em que mulheres são penetradas contra sua vontade por tentáculos monstruosos e recriminam os Goru. É ainda mais curioso observar que grande parte dos estímulos supostamente sexuais promovidos por estes desenhos partem do sofrimento de uma mulher, seja ele físico ou psicológico.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-319 alignleft" title="Estupro" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/sofrimento1.jpg?w=300" alt="Estupro" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align:justify;">Faz parte da rotina dos admiradores de hentai gozar com mulheres submissas, humilhadas, estupradas, exploradas e tudo mais que a imaginação permita. A desculpa é que, como se tratam de desenhos, todas as fantasias bizarras são válidas. Como se os desenhos não fossem uma reprodução cada vez mais fiel de seus comportamentos e desejos reais.</p>
<p style="text-align:justify;">As mulheres dos hentais muitas vezes são retratadas com seios enormes, cinturas finíssimas e quadris largos, de forma tão desproporcional que só um desenho poderia oferecer. Ou, em outra versão do estereótipo, são retratadas como ninfetinhas inocentes de corpos quase infantis. Os pênis também costumam ser gigantescos, sempre prontos para ejacular litros de porra em qualquer parte de uma mulher que esteja em posição suficientemente subjugada.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Os famosos tentáculos são um show de horror à parte. “Uncensored pictures and movies of monsters with many tentacles invading young hentai babes.” Estampa um site. Isso mesmo, a tal tara consiste basicamente em garotinhas sendo penetradas dolorosamente por um tentáculo alien de algum monstro pegajoso. Sim, algumas pessoas se masturbam com uma coisa dessas e acham Goru o fim do mundo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-321 aligncenter" title="Estupro" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/tentacle-sickness1.jpg?w=300" alt="Estupro" width="300" height="224" /></p>
<p style="text-align:justify;">O hentai também dissemina a idéia do bondage, com mulheres amarradas sofrendo violações enquanto não poder sequer se mexer. Tesão, muito tesão.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-322" title="Violência" src="http://whothehelliscely.wordpress.com/files/2009/07/blargh1.jpg?w=300" alt="Violência" width="300" height="224" /></p>
<p style="text-align:justify;">É fácil perceber que a dor e agonia ou submissão das mulheres são os fatores principais da excitação sexual, embora apresentados em níveis diferentes para cada tipo de Hentai. O estupro em especial parece elevar as fantasias ao êxtase, violar uma mulher e infligir-lhe dor e humilhação é o desejo latente. Alguns parecem achar que as mulheres merecem isso, outros pensam que na verdade estão gostando do ato mesmo quando doloroso e forçado. Assim os papeis sexuais femininos são difundidos, somos eternas receptoras de pintos e nosso tesão está em sofrer e suportar a penetração independente das circunstâncias, somos sempre penetráveis e incapazes de resistir.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Em questão de igualdade de direitos entre homens e mulheres, o Japão está em 79º lugar, a pior classificação entre os países desenvolvidos. A informação faz parte do Relatório de Igualdade de Gêneros 2006 apresentado na Reunião de Davos, no dia 21, pelo Forum Econômico Mundial. Não é preciso muito para perceber a situação, em um país onde mulheres sofrem caladas com a maior taxa de assédio em transporte público e trabalham vestidas de camareiras vitorianas beijando os pés dos clientes em cafés. Só pra constar, afinal nosso país não se difere muito em questão de valores.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Lá eles criam o Goru, aqui fazem filmes pornográficos com garotas visivelmente incomodadas com a dor de uma penetração violenta, ou várias. A dor e o medo da mulher são fatores campeões em excitação masculina, sem dúvida.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Embora esteja cada vez mais óbvio, eu conheço o segredinho de vocês.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Islám y Homosexualidad]]></title>
<link>http://alterglobalizacion.wordpress.com/2009/07/29/islam-y-homosexualidad/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 00:17:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>alterglobalizacion</dc:creator>
<guid>http://alterglobalizacion.wordpress.com/2009/07/29/islam-y-homosexualidad/</guid>
<description><![CDATA[Aunque pueda parecer sorprendente los modelos patriarcales y homofóbos no son patrimonio exclusivo d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter" src="http://www.cristianosgays.com/wp-content/uploads/2009/06/islam-gay.jpg" alt="" width="470" height="281" /></p>
<p>Aunque pueda parecer sorprendente los modelos patriarcales y homofóbos no son patrimonio exclusivo de ninguna tradición cultural o religiosa ya que, desgraciadamente, están presentes en todo tipo de sociedades y lugares del planeta: China, India, Europa, América son mayoritariamente patriarcales y homófobas. No obstante la ideología antiislámica imperialista se empeña en asociar estas lacras con la religión musulmana de forma sistemáticamente reiterada. Si nos detenemos a analizar la cuestión de manera pausada y racional podremos comprobar que los datos históricos no concuerdan del todo con la interpretación ideologizada que se nos presenta sobre los mismos. Y si no veamos&#8230;</p>
<p>La aceptación de la homosexualidad en la historia del islam está ampliamente documentada, en diferentes épocas y territorios. No era algo oculto o marginal, sino aceptado socialmente. Los estudiosos occidentales de la homosexualidad han destacado con asombro la actitud mostrada hacia este tema en dar al-islam. Merece destacarse la visión de John Boswel sobre la homosexualidad en al-Andalus de sus obras &#8220;Cristianismo, tolerancia social y homosexualidad&#8221; y &#8220;Las bodas de la semejanza&#8221;.</p>
<p>La persecución de los homosexuales en el mundo islámico es muy reciente, y tiene que ver con la colonización y la influencia de occidente. Existen innumerables pruebas de que hasta la colonización la homosexualidad era plenamente aceptada. Durante las primeras décadas del siglo XX, el Magreb fue un &#8220;paraíso para los homosexuales&#8221;, que huían de la puritana Europa en busca de la libertad sexual que se vivía en tierras del islam. En Marruecos, la homosexualidad es considerada un delito tan solo desde 1972, y esto a causa de la influencia Saudí. En Indonesia (el país con más musulmanes en el mundo) jamás ha estado prohibida, siendo la escuela shafi&#8217;í mayoritaria.</p>
<p>Aquí tienes un artículo que revisa la cuestión:</p>
<p><a href="http://www.oozebap.org/text/homosexualidad_islam.htm">Homosexualidad en el Islám.</a><br />
Por Abdennur Prado</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O jardim e sua perda]]></title>
<link>http://tanopapo.wordpress.com/2009/07/23/o-jardim-e-sua-perda/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 14:50:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Berlendis</dc:creator>
<guid>http://tanopapo.wordpress.com/2009/07/23/o-jardim-e-sua-perda/</guid>
<description><![CDATA[Segundo uma possível interpretação minha (estou tentando expô-la desde o post anterior), vários elem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Segundo uma possível interpretação minha (estou tentando expô-la desde o <a href="tanopapo.wordpress.com/2009/07/16/o-povo-da-semente/">post anterior</a>), vários elementos, nos primeiros parágrafos do livro do Gênesis, preparavam terreno para o surgimento da <em>agricultura</em> como forma de subsistência do Homem. No entanto, nessa Idade de Ouro, há uma condição ainda não realizada para o seu advento. Por enquanto, só quem planta é a divindade ela mesma; ao Homem cabe apenas usufruir desse trabalho prévio:<!--more--></p>
<p><em>Iahweh Deus plantou um jardim em Éden, no oriente, e aí colocou o homem que modelara. Iahweh Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas de ver e boas de comer, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. (&#8230;) Iahweh Deus tomou o homem e o colocou no jardim de Éden para o cultivar e o guardar. </em><sup><a name="ref_nota1" href="#cita_nota1">[1]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">Até aqui, a dieta anteriormente prescrita (Gn 1,29; embora sejam textos de fontes diferentes, pois este trecho é javista e aquele, sacerdotal) é mantida: seria basicamente uma dieta decorrente da coleta. Esta leitura, porém, incita à pergunta: o que significa, nesse contexto, “cultivar e guardar”? Não poderia ainda se tratar de uma verdadeira agricultura (veremos por que no final desse post), talvez alguma atividade afim. “Cultivar” o que, se todas as árvores já haviam sido plantadas? “Guardar” contra quem?</p>
<p style="text-align:justify;"><em>E Iahweh Deus deu ao homem este mandamento: “Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, por que no dia em que delas comeres terás que morrer”.</em> <sup><a name="ref_nota2" href="#cita_nota2">[2]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">Este é, em toda a Torá, o primeiro mandamento (afora “sede fecundos, multiplicai-vos”), a primeira proibição, o tabu fundador. Um tabu de expressão já alimentar, ao menos nesse estágio.</p>
<p style="text-align:justify;">(Notemos, além disso: nesse relato, tanto a mulher como os animais serão criados somente após esse momento – em contraposição à versão sacerdotal, exposta no post anterior, em que homem e mulher eram criados juntos, depois dos animais.)</p>
<p style="text-align:justify;">Em todo o jardim, há dois espécimes vegetais distintos, separados dos demais: a árvore da vida e a do conhecimento do bem e do mal. A primeira equivaleria à promessa de vida eterna (não realizada por enquanto, aliás em breve renegada); a segunda&#8230; bem, já sabemos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A falta<br />
</strong>Persuadida pela serpente de que tal gesto não implicaria a morte, a mulher decide provar o fruto desta segunda árvore:</p>
<p><em>A mulher viu que a árvore era boa ao apetite e formosa à vista, e que essa árvore era desejável para adquirir discernimento. Tomou-lhe do fruto e comeu.</em> <sup><a name="ref_nota3" href="#cita_nota3">[3]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_176" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-176" title="Garden_of_eden_mosaic" src="http://tanopapo.wordpress.com/files/2009/07/garden_of_eden_mosaic.jpg?w=300" alt="Mosaico da Capella Palatina (Palermo), do séc. XII" width="300" height="183" /><p class="wp-caption-text">Mosaico da Capella Palatina (Palermo), do séc. XII</p></div>
<p>A mulher (ainda não possui aquele famoso nome próprio) toma o fruto após julgá-lo “bom ao apetite”, numa atitude semelhante à de um coletor, que deve, a cada encontro com uma nova espécie, avaliá-la, para distinguir as comestíveis das nocivas. Ao menos nessa tradução, sua motivação explícita é o <em>discernimento</em>, não a volúpia ou a concupiscência. <sup><a name="ref_nota4" href="#cita_nota4">[4]</a></sup> Neste pequeno trecho, não vejo qualquer conotação sexual – mas ela virá logo a seguir:<br />
<em>Deu-o também a seu marido, que com ela estava, e ele comeu. Então abriram-se os olhos dos dois e perceberam que estavam nus; entrelaçaram folhas de figueira e se cingiram.</em> <sup><a name="ref_nota5" href="#cita_nota5">[5]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">Surge aqui não apenas a tão esperada sexualidade, como também o segundo uso que a sociedade humana fará dos vegetais: a vestimenta.</p>
<p style="text-align:justify;">Pausa: é claro que não faz tanto sentido perguntar-se a ferro e fogo pelo <em>cronológico</em> ao comentar textos de composição tão dilatada no tempo<sup><a name="ref_nota6" href="#cita_nota6">[6]</a></sup> – assim como deve ser cautelosa a inferência de historicidade num texto religioso como esse.</p>
<p style="text-align:justify;">Feita essa ressalva, observemos que a figueira constava sim entre as primeiras plantas frutíferas a serem domesticadas no Crescente Fértil (bem depois das leguminosas e gramíneas) – mas não para esse uso, lógico. (É esse tipo de “forçação de barra” a estabelecer os limites necessários ao meu raciocínio interpretativo: nunca esquecer a dimensão simbólica e narrativa do texto, não tentar encaixar uma materialidade a todo custo.)</p>
<p style="text-align:justify;">Comido o fruto, está feito o estrago. Vem o confronto com o criador, o constrangimento interrogatório e, coroando o episódio, sua moral: a condenação.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>À mulher ele disse:<br />
“Multiplicarei as dores de tuas gravidezes,<br />
na dor darás à luz filhos.<br />
Teu desejo te impelirá ao teu marido<br />
E ele te dominará.”</em> <sup><a name="ref_nota7" href="#cita_nota7">[7]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">A reprodução da espécie, que na versão sacerdotal fora <strong>ordenada</strong> ao Homem e aos animais (“Sede fecundos, multiplicai-vos”), estará daqui por diante inapelavelmente ligada à dor da parturiente. Como se isso não bastasse, a mulher aparece desde já fadada ao domínio masculino (será assim por dizer o solo onde se fecundará a semente deste; que é considerada, na concepção antiga, o único princípio ativo da reprodução sexuada). Surge também por decreto o desejo sexual, que desencadeará a cada vez a roda da causalidade, levando à submissão e à dor.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ao homem, ele disse:<br />
“Porque escutaste a voz de tua mulher<br />
e comeste da árvore que eu te proibira de comer,<br />
maldito é o solo por causa de ti!<br />
Com sofrimentos dele te nutritás<br />
todos os dias de tua vida.<span style="color:#000000;"><br />
Ele produzirá para ti espinhos e cardos,<br />
e comerás a erva dos campos.<br />
Com o suor de teu rosto<br />
comerás teu pão<br />
até que retornes ao solo,<br />
pois dele foste tirado. (..</span> .)”</em> <sup><a name="ref_nota8" href="#cita_nota8">[8]</a></sup></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_174" class="wp-caption alignleft" style="width: 130px"><img class="size-full wp-image-174" title="120px-Pompei_pane" src="http://tanopapo.wordpress.com/files/2009/07/120px-pompei_pane.jpg" alt="O pão acompanha o homem desde o neolítico, ou da expulsão do Jardim. (Esse, de Pompeia, não deu tempo de ser comido.)" width="120" height="109" /><p class="wp-caption-text">O pão acompanha o homem desde o neolítico, ou da expulsão do Jardim. (Esse, de Pompeia, não deu tempo de ser comido.)</p></div>
<p>Agora sim: começa a agricultura, como castigo, como destino que se segue à perda do jardim do Éden. Reflete-se na infecundidade espontânea do solo: maldito, ele terá de ser trabalhado para render o alimento diário. Eis novamente a “erva dos campos” (em que tendo a ver as grandes gramíneas da região, como a cevada e o trigo); será pois a partir dela que se fará o “pão”, implicando necesariamente o trabalho, o suor.</p>
<p style="text-align:justify;">Na mesma toada interdita-se o consumo da “árvore da vida”, que renderia ao Homem a vida eterna (o ser humano é, de berço, mortal; mas poderia ter revertido essa situação não fosse a falácia&#8230; Ora, por que é que foram comer dessa árvore e não da outra?).</p>
<p style="text-align:justify;">Em resumo, nessa narrativa mítica, a interdição (alimentar) e sua quebra implicam o advento da agricultura – num cenário em que as pré-condições já caminhavam para isso (plantas que necessitavam de um homem para seu pleno desenvolvimento etc.: ver post anterior).</p>
<p style="text-align:justify;">Voltam as imagens do <em>solo</em> e da <em>semente</em>: o solo que daqui por diante terá de ser lavrado para nos render frutos – o mesmo solo de cuja argila foi moldado o gênero humano; a semente (grão) com que se fará o pão, o alimento por excelência, o primeiro a ser <em>preparado</em> pelo homem, até então coletor.<br />
Mas é uma outra imagem fundamental a articulá-las: a da <em>lei</em>. Afinal de contas, é seu estabelecimento e inobservância que levará os humanos à condição de trabalhadores.<br />
Mas não vamos tratar da lei (não agora, pelo menos).</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, caros leitores – se é que ainda há algum por aí –, não me contento ainda: pois, como disse, os episódios de Caim e o de Noé (e seus filhos) ainda são muito ricos para uma análise “alimentar”. Espero vocês lá.</p>
<p style="text-align:justify;">- &#8211; -</p>
<p>[1]     <a name="cita_nota1" href="#ref_nota1">↑</a>Gênesis, 2, 8-15. <em>Bíblia de Jerusalém</em>. São Paulo: Paulus, 1995 (7ª impressão).</p>
<p>[2]     <a name="cita_nota2" href="#ref_nota2">↑</a> Gn, 2,	16-17.</p>
<p>[3]     <a name="cita_nota3" href="#ref_nota3">↑</a> Gn, 3, 6.</p>
<p>[4]     <a name="cita_nota4" href="#ref_nota4">↑</a> A não ser que queiram ler “formosa à vista” desse modo. (Mas, se é assim, também é preciso lembrar do primeiro trecho citado [2, 8], em que vimos o próprio Iahweh a plantar “toda espécie de árvores formosas de ver”&#8230; como fica?)</p>
<p>[5]     <a name="cita_nota5" href="#ref_nota5">↑</a> Gn, 3, 6-7.</p>
<p>[6]     <a name="cita_nota6" href="#ref_nota6">↑</a> Cf. <a href="//tanopapo.wordpress.com/2009/07/16/o-povo-da-semente/#nota_explica“">nota explicativa</a> no corpo do post anterior.</p>
<p>[7]     <a name="cita_nota7" href="#ref_nota7">↑</a> Gn 3,16. Omiti a primeira condenação – da serpente –, pois não me parece relacionar-se diretamente com o quero expor.</p>
<p>[8]     <a name="cita_nota8" href="#ref_nota8">↑</a> Gn 3,17-19.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[...POR LA DIVERSIDAD]]></title>
<link>http://elcampanazo.wordpress.com/2009/07/08/por-la-diversidad/</link>
<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 00:47:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>elcampanazo</dc:creator>
<guid>http://elcampanazo.wordpress.com/2009/07/08/por-la-diversidad/</guid>
<description><![CDATA[Reproducimos a continuación una conversación imaginaria que se pudo haber dado en medio del transcur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">Reproducimos a continuación una conversación imaginaria que se pudo haber dado en medio del transcurso de la marcha LGBT, realizada el pasado domingo 28 de junio. Queremos aclarar que El Campanazo, apoya la diversidad sexual.</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><span style="color:#800080;"><img class="size-full wp-image-1394" title="IMG_1220" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_1220.jpg" alt="Mercha LGBT por la carrera septima" width="329" height="278" /></span></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong><span style="color:#008000;">XY: ¡uhy la marcha gay! </span><span style="color:#0000ff;">XX: en realidad es una manifestación de lo divers@s que podemos ser.</span></strong></dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_1397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 348px"><img class="size-full wp-image-1397" title="IMG_1211" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_1211.jpg" alt="XY: Y nadie se quería perder el espectáculo porque eso aún se ve como lo raro y muchos asistieron como quien asiste al circo con la familia." width="338" height="290" /><p class="wp-caption-text">XX: ...Y nadie se quería perder el espectáculo porque eso aún se ve como lo raro y  por eso muchos asistieron como quien asiste al circo con la familia. </p></div>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter"><img class="aligncenter size-large wp-image-1434" title="IMG_1202" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12022.jpg?w=1024" alt="IMG_1202" width="325" height="251" /></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter"><img class="aligncenter size-full wp-image-1435" title="IMG_1214" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12142.jpg" alt="IMG_1214" width="309" height="255" /></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_1436" class="wp-caption aligncenter" style="width: 351px"><img class="size-full wp-image-1436" title="IMG_1201" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12011.jpg" alt="XY: Y estos son  cacorros o areperas   XX: pues  ni una, ni la otra pero las dos al tiempo. Ya ve como ell@s si pueden escoger, no como vos que dijeron que te dijeron que el besito de los cinco años con tu prima era pecado. " width="341" height="271" /><p class="wp-caption-text">XY: Y estos ¿son cacorros o areperas? XX: pues ni una, ni la otra pero las dos al tiempo. Ya ve como ell@s si pueden escoger, no como vos que dijeron que te dijeron que el besito de los cinco años con tu prima era pecado.</p></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1438" title="IMG_1218" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12182.jpg" alt="IMG_1218" width="292" height="240" /></p>
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1403" title="IMG_1222" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_1222.jpg" alt="XY: ¿que es lo que dicen? ¿Y estos que le pueden enseñar a los hijos?    XX: ¿Qué te enseñaron tus padres?, las personas LGBT son hijas e hijos de heterosexuales como tu y los pervertidos, violadores y machistas que conozco también lo son, tal ves lo único diferente que estas personas le pueden enseñar a sus hij@s es menos discriminación y mas auto conocimiento. " width="303" height="256" /></dt>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dd class="wp-caption-dd"><strong><span style="color:#008000;">XY: ¿que es lo que dicen? </span><span style="color:#0000ff;"><span style="color:#008000;">¿Y estos que le pueden enseñar a los hijos?</span> XX: ¿Qué te enseñaron tus padres?, las personas LGBT son hijas e hijos de heterosexuales como tu y los pervertidos, violadores y machistas que conozco también lo son, tal ves lo único diferente que estas personas le pueden enseñar a sus hij@s es menos discriminación y mas auto conocimiento. </span></strong></dd>
</dl>
</div>
<div id="attachment_1439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 336px"><img class="size-full wp-image-1439" title="gobierno" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/gobierno.jpg" alt="XX: parece que el gobierto está apoyando pero, ¿hasta donde?" width="326" height="488" /><p class="wp-caption-text">XX: parece que el gobierto está apoyando pero, ¿hasta donde se arriesgan? pero bueno  me parece si la diversidad permea todas las instituciones</p></div>
<div id="attachment_1441" class="wp-caption aligncenter" style="width: 348px"><img class="size-full wp-image-1441" title="IMG_1250" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12502.jpg" alt="XY: ah no, y hasta los políticos del polo, Cecilia López, y la Piedad Córdova vinieron a hacer campaña? XX: bueno pues tal vez pero recuerde que la libertad sexual es también libertad política y la incidencia política es fundamental para reconocer los derechos, que por miedo, aún no se visibilizan en este país." width="338" height="252" /><p class="wp-caption-text">XY: ah no, y hasta los políticos del polo, Cecilia López, y la Piedad Córdova vinieron a hacer campaña? XX: bueno pues tal vez pero recuerde que la libertad sexual es también libertad política y la incidencia política es fundamental para reconocer los derechos, que por miedo, aún no se visibilizan en este país.</p></div>
<div id="attachment_1442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 356px"><img class="size-full wp-image-1442" title="trans" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/trans.jpg" alt="XY: Estas si están como bonitas, pero un poquito exageradas no? " width="346" height="196" /><p class="wp-caption-text">XY: Estas si están como bonitas, pero un poquito exageradas no?</p></div>
<div id="attachment_1408" class="wp-caption aligncenter" style="width: 353px"><img class="size-full wp-image-1408" title="IMG_1264" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_1264.jpg" alt="XX: la idea es presisamente mostrar quenes son de la manera mas llamativa y bueno ya ves que se preocupan mas por su cuerpo que muchas de nosotras." width="343" height="256" /><p class="wp-caption-text">XX: la idea es presisamente mostrar quenes son de la manera mas llamativa y bueno ya ves que se preocupan mas por su cuerpo que muchas de nosotras.</p></div>
<div id="attachment_1443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 362px"><span style="color:#008000;"><strong><img class="size-full wp-image-1443" title="catolica" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/catolica.jpg" alt="XY: y què, tambien tiene curitas gay? " width="352" height="726" /></strong></span><p class="wp-caption-text">XY: y què, tambien tiene curitas gay? </p></div>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_1444" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><img class="size-full wp-image-1444" title="IMG_1253" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_12532.jpg" alt="XX: seguramente lo que expresan es la fuerte influencia de la iglesia catolica, en la represion de estas expresiones, porque parece ser, que para esta hijos son la unica razon del matrimonio y la sexualidad y en parte por eso da miedo salir del closet." width="312" height="338" /><p class="wp-caption-text">XX: seguramente lo que expresan es la fuerte influencia de la iglesia catolica, en la represion de estas expresiones, porque parece ser, que para esta hijos son la unica razon del matrimonio y la sexualidad y en parte por eso da miedo salir del closet.</p></div>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_1414" class="wp-caption aligncenter" style="width: 406px"><img class="size-full wp-image-1414" title="IMG_1272" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/img_1272.jpg" alt="XY: ¡y todavia  le sigen diciendo a las africanas que no usen condon, que para evitar que haya tanto VIH  toca que todo un continente se aguante la ganita!" width="396" height="296" /><p class="wp-caption-text">XX: ¡y todavia le sigen diciendo a las africanas que no usen condon, que para evitar que haya tanto VIH toca que todo un continente se aguante la ganita!</p></div>
</div>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_1415" class="wp-caption aligncenter" style="width: 499px"><img class="size-full wp-image-1415" title="artistas" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/artistas.jpg" alt="XX: pero aquí hay de todo, hasta los oscar.   XY: bueno pues esa es una de las cosas que para nosotras es dicficil de entender pero para  muchas transgeneristas que se visten como mujeres, no es solo parecer una mujer sino ser toda una artista en este arte, es ser exaservadamente bella y llamativa." width="489" height="244" /><p class="wp-caption-text">XY: pero aquí hay de todo, hasta los oscar. XX: bueno pues esa es una de las cosas que para nosotras es dicficil de entender pero para muchas transgeneristas que se visten como mujeres, no es solo parecer una mujer sino ser toda una artista en este arte, es ser exacerbadamente bella y llamativa.</p></div>
</div>
<div class="mceTemp">
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_1445" class="wp-caption aligncenter" style="width: 459px"><img class="size-full wp-image-1445" title="plaza" src="http://elcampanazo.wordpress.com/files/2009/07/plaza.jpg" alt="XY: Pues esta parte si fue como mejor porque, como que todos y todas nos mezclamos y ya no me importó si era LESBIANA. GAY, BISEXUAL, TRANSGENERISTA O LO QUE FUERA y la pasamos del carajo." width="449" height="669" /><p class="wp-caption-text">XY: Pues esta parte si fue como mejor porque, como que todos y todas nos mezclamos y ya no me importó si era LESBIANA. GAY, BISEXUAL, TRANSGENERISTA O LO QUE FUERA y la pasamos del carajo.</p></div>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Proyecto Patriarcado]]></title>
<link>http://comadresfeministas.wordpress.com/2009/07/05/proyecto-patriarcado/</link>
<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 10:52:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>pilarfer</dc:creator>
<guid>http://comadresfeministas.wordpress.com/2009/07/05/proyecto-patriarcado/</guid>
<description><![CDATA[Compartimos la petición de que desde la ONU se realice un acto simbólico de Reconocimiento, Perdón y]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Compartimos la petición de que desde la ONU se realice un acto simbólico de Reconocimiento, Perdón y]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dora aquapet!!! &gt;_&lt; :@ ]]></title>
<link>http://salobenitez.wordpress.com/2009/07/03/dora-aquapet-_/</link>
<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 15:02:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Salomón Benítez González</dc:creator>
<guid>http://salobenitez.wordpress.com/2009/07/03/dora-aquapet-_/</guid>
<description><![CDATA[Niños y niñas!! lectores y lectoras!! mientras estaba revisando un álbum de fotos en un grupo de Fac]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em> Niños y niñas!! lectores y lectoras!! mientras estaba revisando un álbum de fotos en un grupo de Facebook, cuando me enteré de la existencia de esto: Dora aquapet: un juguete obviamente fálico y supuestamente dirigido a niñas a partir de 5 años!! O_O una muestra del poder del patriarcado, falocentrista y androcentrista U_U qué horrible!! :@<br />
Por eso poco a poco soy un chico SCUM&#8230;<br />
<img src="http://www.prettygadgets.com/wp-content/uploads/2006/12/dora-aquapet.jpg">_</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
