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	<title>percurso &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/percurso/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "percurso"</description>
	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 16:47:47 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Prólogo]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/07-10-2009-prologo/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 01:00:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Passei todo o dia de ontem e o de hoje em um imbróglio comum aos viajantes que não são práticos. A v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Passei todo o dia de ontem e o de hoje em um imbróglio comum aos viajantes que não são práticos. A velha dúvida entre o que empacotar e o que largar para trás. Encerro a seleção na certeza de que todos os pares de sapatos escolhidos não me deixarão na mão ou no perigo de me tornar uma estrangeira baranga que esqueceu o bom gosto em casa.</p>
<p>Não foi fácil me preparar para esta viagem. O Caribe é traiçoeiro nesta época do ano. Já me resignei ao fato de que hei de passar mais calor do que gostaria e que a umidade, esta estranha aos que vivem na árida capital brasileira, me castigará sem dó, desabrochando minhas madeixas rebeldes em um volume inexplicável e medonho. Mas existe sempre a chance dos furacões aparecerem e aí a história é outra. Por menos vaidosa que uma mulher possa ser, a mala é sempre a mesma. Imensa. Nossa prerrogativa básica é carregar mais do que o necessário simplesmente porque só o necessário não é – nem nunca será – suficiente. Por sorte, Rita, minha companheira de aventura, pensa do mesmo jeito.  Secador, ok. Maquiagem, ok. Bijuteria, ok. Três mil peças de roupa, ok. Maiô, ok (sobre essa parte de banho, leia o anexo 1).</p>
<p>Preciso me lembrar a cada momento que vou para Cuba e que este é um país peculiar. Por aquelas bandas comunistas, prevenir é melhor do que remediar porque o diagnóstico você pode até conseguir, já o remédio&#8230; O kit de primeiros-socorros é praticamente uma farmácia. Nada está imprevisto. Até se um inseto tropical não catalogado e potencialmente letal resolver por bem me atacar, tenho na manga uma pomada milagrosa que me cure todos os males.</p>
<p>A mala, tormento eterno de quem viaja, está pronta. Despeço-me melancólica do meu amor que fica. Um prenúncio da saudade que vou sentir me alfineta o peito. Um beijo a mais, um “até já” para evitar drama e sigo para o aeroporto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viajar é preciso]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/07-10-09-viajar-e-preciso/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:59:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[22h00 – Embarque imediato Na porta do embarque, benção de mãe e avó e um lembrete astuto do meu pai ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>22h00 – Embarque imediato</p>
<p>Na porta do embarque, benção de mãe e avó e um lembrete astuto do meu pai para que em hipótese alguma eu esqueça seus charutos. Sigo para o portão 08, onde o avião com destino a São Paulo me espera. Não gosto de voar. Fico aflita, não entendo a física. Já chorei enquanto o avião taxiava no pátio. Mas vou ter de segurar a onda e engolir seco porque em nove dias de viagem serão oito vôos, inclusive dois trechos em Cuba a bordo das duvidosas aeronaves da Cubana Airlines.</p>
<p>23h40 – São Paulo</p>
<p>Chego ao monstruoso aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, sabendo que a espera será extensa e cansativa. O vôo para o Panamá só sai às 03h50 e o check-in será aberto à 1h da matina. Rita e eu ficamos exiladas do lado de fora do aeroporto, único lugar onde podemos fumar. Somos recebidas pela garoa fina e fria que cai do céu cinzento da capital paulista. O tempo passa rápido, conversamos sobre tudo no mundo. O foco é Cuba, claro. Honestamente, por mais que eu tenha lido os livros, visto as fotos e escutado a música, qualquer vaticínio sobre o que meus olhos virão em apenas algumas horas é inútil. Meu instinto diz que não adianta especular. Até interrompi as leituras sobre o país porque não quero ter nada com o que comparar. Quero a surpresa.</p>
<p>O check-in foi aberto e, respeitando a tradição no Brasil, a fila é imensa. Não sei se é por causa da madrugada, mas o atendimento caminha a passos de lesma. O único jeito de chegar a Cuba é via Panamá e não é possível que toda esta gente tenha resolvido visitar a menina dos olhos de Fidel Castro. Logo me dou conta de que rumam para os Estados Unidos e com tantas crianças sonolentas e chorosas, o destino final deve ser a Flórida. CEP: Disney. A mesma Flórida das balsas clandestinas apinhadas de cubanos “desesperados”, como dizem os jornais. A viagem pela panamenha Copa Airlines é mais barata, daí o tumulto. Dez famílias depois e <em>voilà</em>, terminou.</p>
<p>08.10.2009</p>
<p>03h50</p>
<p>Muitos cigarros e muitas horas se passam até a hora de viajar. Penso comigo mesma que eu deveria poupar a reclamação sobre a espera que está na ponta da minha língua para a volta ao Brasil e é o que faço.</p>
<p>O avião é pequeno para um vôo internacional. O modelo é o mesmo que usam nos trechos domésticos no Brasil. Vá lá, estou tão cansada que não vou ligar.</p>
<p>7h (Brasília -2. Hora do Panamá)</p>
<p>Rita me sacode porque vão servir o café da manhã. Não posso ver, mas sei que estou com a cara amassada e com aquela cera que os anjos passam na cara da gente durante o sono que deixa a pele meio oleosa, lustrosa. Quando recebo a minha ração e abro o papel alumínio não consigo entender o que diabo é isso dobrado no meio do prato. Será um presunto? Um peito de peru? Um leitão inteiro prensado? Faço força pra cortar e a culpa não é dos talheres de plástico se falho na tarefa. Não estou tão apertada de fome. Deixa pra lá. Como o pão com margarina, tomo um café e volto a dormir. Não demora muito e chegamos à Cidade do Panamá.</p>
<p>Cruzamos todo o generoso aeroporto até o portão do próximo vôo – lembre-se que este será o terceiro, só na ida – para finalmente pisar em Cuba. Pelas pessoas que aguardam no saguão, vou tentando determinar o tipo de gente que visita o país. Incontáveis bolivianos e argentinos. Ia ser bom se fosse possível comprovar que o casal mexicano sentado aqui perto faz parte da indústria de filmes adultos. Que parece, parece. Coço para não perguntar quanto a moça pagou pela plástica no rosto e se dói colocar silicone nos lábios. Melhor não.  “Atenção passageiros do vôo 438 com destino a Havana, Cuba, o embarque está sendo realizado no portão número 12.”</p>
<p>10h</p>
<p>É a segunda vez que vou ver o vídeo dos procedimentos de segurança protagonizados por um comandante narigudo e uma aeromoça (não consigo usar “comissária de bordo”, não combina) que não abre o maxilar para falar nem por um decreto. Acho que estou tão ansiosa que as três horas de viagem até Havana parecem uma eternidade. Entro numa hora perigosa. Conheço como hora perigosa aquela inquietação ou uma subida brusca nas taxas de glicose que me faz falar mais do que o homem da cobra e nada do que digo salvará o mundo ou servirá de inspiração para crianças. Haja paciência para agüentar as asneiras que sou capaz de inventar. Rita ri muito. Depois de muitas horas viajando, é preciso ter bom-humor para não perder a cabeça.</p>
<p>De repente, olho pela janela e vejo matizes de azul e verde impossíveis. O homem não é capaz de reproduzi-los. Por um momento, faz-se silêncio e só se ouve o som dos cliques das câmeras fotográficas. Como todo mundo, estou boquiaberta. Quanto mais perto a água vai chegando da terra, mais clara vai ficando, até assumir uma delícia incolor. Este mar é um convite irrecusável.</p>
<div id="attachment_43" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-43" title="aviao" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/aviao1.jpg?w=225" alt="aviao" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Acredita?</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Terminal 3 e muitos Raúl]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/terminal-3-e-muitos-raul/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:47:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acordo desesperada às 3h50 da manhã. Nem eu nem a Rita ouvimos o despertador. Caramba, vamos perder ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acordo desesperada às 3h50 da manhã. Nem eu nem a Rita ouvimos o despertador. Caramba, vamos perder o táxi. Sacudo minha companheira, mas ela levanta meio corpo, abre o olho e volta a dormir. Faço isso educadamente umas duas vezes e depois apelo. “Rita, RITA! ACORDA, a gente vai perder o transfer!” Coitada. Você não pode imaginar a cara de espanto que ela faz. Saio fechando mala e enfiando as coisas que faltam de qualquer jeito na bolsa e desço para fechar a conta. O motorista chegou. Dali a pouco, chega a Rita em um mix de sonolência e susto, trazendo nas mãos os pôsteres king size do Che que a gente ganhou no café-da-manhã. Acho que ela perdeu a paciência com o Che porque na hora em que saímos do hotel e esperamos para entrar na van, ela faz uma cara de desprezo e simplesmente larga a papelada na rua. Che Guevara está na sarjeta.</p>
<p>Não estamos sós. Outras quatro pessoas vão conosco até o aeroporto. Sento perto da janela porque estou me sentindo levemente muito enjoada, preciso de ar. Sou uma imbecil. Abro a bolsa e tiro uma pastilha de magnésia bisurada na esperança de me sentir melhor. O quê! Aquilo vai fermentando no meu estômago e meu enjôo é cabal. Preciso me controlar para não vomitar aqui dentro.</p>
<p>Chegamos ao Terminal 3 do Aeroporto José Martí. É uma mini-rodoviária o terminal de embarque doméstico. O motorista tira minha mala e imediatamente um homem a coloca em um carrinho e vai entrando no terminal. Não estou nada bem, na verdade estou passando muito e nem quero discutir se pedi pelo serviço ou não. Abro a bolsa para tirar as passagens e encarar a fila do INSS que já se formou. Desespero parte dois: onde está a pastinha branca com os vouchers e as passagens? Não bastasse a minha vontade de pagar um Raúl (qualquer um, o Seixas, o Castro, tanto faz), o negão idoso está esperando eu pagar pelo “transporte” da mala, começo a suar frio e sentir pontadas de adrenalina na axila. Na pressa de sair do hotel, esqueci as passagens no quarto. Que perrengue. Abro minha mala na esperança de ter enfiado a pasta lá dentro, reviro tudo e nada. Ah, não. Por favor, não. Acho que nesta hora o negão se toca que a última coisa que vou fazer é prestar atenção nele e vai embora. A lágrima já está pronta pra cair quando a Rita abre a bolsa dela e acha a pasta branca. Dessa vez, se eu fosse um cachorro, também tinha feito xixi. Mas como sou gente, corro ao banheiro e passo muito mal.</p>
<p>A fila está enorme e não são nem 5h da madrugada. Esperamos sentadas um pouco e um senhor puxa papo com a Rita. Não estou em condições de conversar. Vou e volto do banheiro a cada cinco minutos e já não tenho mais nada pra botar pra fora. Meu semblante está um acidente de carro. O senhor é muito gentil e me acompanha até a lanchonete para que eu compre uma água e tome outro remédio na esperança de melhorar. Na volta, tenho de encarar a fila do check-in, que é lenta, lentíssima. Tudo aqui é imensamente burocrático.</p>
<p>Após fazer o check-in, vamos para o salão de embarque. Minha pressão está muito baixa, estou em frangalhos. Mal consigo ficar em pé. Encosto na cadeira, tiro a manta que roubei da Copa Airlines da bolsa, me embrulho e durmo. É a Rita que tem que descobrir se chamaram ou não o vôo. Comunismo não admite alto-falante. Acho que nunca passei tão mal na vida. Me sinto tão detestável que o pânico que tenho de avião, ainda mais os cubanos, fica em segundo plano.</p>
<p>Passo toda a espera em posição fetal, dormindo profundamente, mas em intervalos. Quando finalmente iniciam o embarque, fico muito irritada. As pessoas aqui parecem não entender que o assento está marcado e que não interessa se você vai entrar primeiro ou não no avião. Fila. Fila. Fila. Emperradas na escada para descer até o pátio e a espera aumenta minha ânsia, meu cansaço, meu desespero. Quero chorar. Entendo o porquê da demora quando chego à porta e vejo que ainda temos que pegar um ônibus até o avião. Só de vingança quero vomitar bílis nesse povo.</p>
<p>O avião é maior do que eu esperava e isso é bom. Na minha cabeça, íamos viajar em um teco-teco soviético da morte, com a cara do Lênin estampada nas poltronas. Viajar de avião em Cuba é um luxo, uma soberba. Entendo assim porque tem uma jovem negra muito esbelta, toda emperiquitada, de escova feita e salto alto, que tira fotos com o celular de todos os momentos da viagem. “Eu no guichê”, “Eu no saguão”, “Eu na escada”, “Eu no ônibus”, “Eu na iminência de entrar no avião”, “Eu na janela”. Normalmente, não gosto de ir no fundo, mas a proximidade ao banheiro me apetece. O aeromodelo que temos à disposição é um modelo 1.0. Pra se ter uma idéia, nem aviso de cinto de segurança nem de sinal para não fumar tem. Quando ligam os motores e o avião começa a taxiar, um vapor místico sai de baixo dos assentos. Que diacho é isso? A explicação vem da voz da cabine: “Senhores passageiros, informamos que é perfeitamente normal que ao ligar os motores, aconteça essa descarga de vapor.” Minha filha, não é normal. Nunca vi isso acontecer em lugar nenhum do mundo. Só em Cuba, só aqui. O barulho da turbina de repente pára, de repente volta. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;  iiiiiiiiiiiiiiiiii. Agora estou em pânico. A Rita já partiu dessa pra outra. Dormiu no exato momento em que sentou. Não tive nem com quem compartilhar o medo do vapor do demo. Agora, meu estômago está repuxando. Vou ao banheiro e qual é a minha surpresa quando olho para o conteúdo neto do vaso sanitário: tem um “charuto” lá dentro. Controlo meu ímpeto de Raúl e pressiono o botão da descarga. Não funciona. Tento de novo. Paínho, me ajuda. Nada. Abro a torneira para lavar a mão em vão. Só ar. Meu nojo é abismal. Jesus, que lugar é esse? Está explicado o vapor na decolagem. Era a água do banheiro.</p>
<p>Não sei mais o que fazer pra me sentir melhor. Minha mãe me vem à cabeça e lembro de como ela sempre me obriga a comer alguma coisa quando estou assim. Olho com esperança para o carrinho do serviço de bordo. Tolinha. A única coisa que eles servem é o genérico da Coca-Cola (Ki-Cola) e de outros refrigerantes e água. Nada que se mastigue. Então, me lembro do Serenata de Amor que joguei na bolsa. É uma força de vontade sobre-humana comer uma coisa doce quando se está tão enjoada, mas não tenho saída. Mordo uma metade e é só isso que agüento. Rita está com os olhos entreabertos e ofereço o chocolate, que aqui tem peso de trufas italianas. Ela aceita e devora o resto. Só assim consigo descansar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estúpida]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/estupida/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:11:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acordamos às 3h30 da manhã. Estou um caco, dormi só três horas. Levantar da cama foi uma demonstraçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acordamos às 3h30 da manhã. Estou um caco, dormi só três horas. Levantar da cama foi uma demonstração de coragem. Descemos e tomamos o café da manhã no lounge, como a Olga nos indicou. Chega 4h, 4h30 e começo a ficar preocupada. Se esse maldito motorista não chegar até as 5h, vou pegar um taxi e brigar muito com a Cubatur depois.</p>
<div id="attachment_184" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-442.jpg"><img class="size-medium wp-image-184" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-442.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">O ninho</p></div>
<p>Passa das 5h e alguma coisa está errada. Checo o horário do vôo e tenho vontade de bater minha cabeça contra a parede du</p>
<p>zentas vezes seguidas quando vejo que o vôo é às 10h da manhã, o que quer dizer que o taxi vem nos buscar às 7</p>
<p>h. Estúpida! Que burrice atroz. Eu não me dei o trabalho de conferir o horário certo. Enfiei na cabeça que o avião partia na mesma hora que o vôo da vinda. Já encerramos a conta, não posso nem pedir para voltar ao quarto.</p>
<p>Só nos resta rir da burrice. Desta vez, a culpa foi inteiramente nossa, nenhum cubano exigiu que acordássemos às 3h30 como duas burras de carga. Posso imaginar o que a recepcionista está pensando de nós duas mendigas, aninhadas no sofá e cercadas de malas. Agora espera, abestada.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Exu de Santiago]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/o-exu-de-santiago/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:10:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[O aeroporto de Santiago está vazio. Ainda bem. Vamos diretamente ao guichê da Cubana Airlines. Entre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O aeroporto de Santiago está vazio. Ainda bem. Vamos diretamente ao guichê da Cubana Airlines. Entrego os bilhetes e os passaportes ao atendente. Um fortão me ajuda a colocar as malas da esteira e o maldito atendente da Cubana diz que nossas malas estão com excesso de peso. Como assim, excesso de peso? Em Havana, as malas passaram direto, ninguém falou nada. A argumentação é em vão. Ele pega a canetinha velha e sublinha no bilhete o peso permitido: 20kg. Isso já me irrita de um jeito que você não pode imaginar. Como faz, então? Aí ele destampa a falar embolado e entendo que temos que pagar. Desgraça, quanto é? “Diez dólares, diez pesos”, responde, arqueando a sobrancelha em sinal de petulância. Eu e a Rita estamos tentando entender direito em qual moeda pagamos e então este homem, que não teme a Deus, vira e pergunta: <em>“No tienen dinero?”</em> HA HA HA HA. Aí eu viro o diabo da Tasmânia. Eu viro uma pomba-gira. “Você está querendo dizer que eu, turista, ESTRANGEIRA, vinda de um país em plena ascensão econômica, EU não tenho dinheiro?”, falo rápido r alto em português enquanto ele nos fita sem entender. “Rita, esse homem, que nunca viu um filé mignon na vida, acabou de dizer que EU não tenho dinheiro? Foi isso mesmo que eu entendi?”, pergunto, gritando, na verdade.</p>
<p>Já perdi toda a compostura e exijo saber <em>“dónde se paga esta mierda”</em>. A vontade que eu tenho é de pular o balcão e arranhar a cara dele com as minhas unhas que cresceram desmedidamente desde que cheguei aqui. O Exu nos larga em outro guichê, onde não há ninguém, e se manda. Eu espero o homem chegar e pago o que devo porque sou honesta. Ninguém confere se paguei ou não. Vou lá pra fora, preciso fumar e xingar. Rita está rindo loucamente e todo mundo que passa olha pra mim. Gesticulo e dou dedo para o ar, amaldiçôo o resto da existência daquele babaca, demonizo tudo e todos. Depois de 48 cigarros e muita verborréia, entro para o embarque.</p>
<p>Quando fico muito irritada, minha cara é uma vitrine dos meus sentimentos. Estou morrendo de fome e de má vontade com todas as pessoas desse país. Nunca fui tão maltratada na vida. Sento no balcão da lanchonete e adivinha só o que tem pra comer? É, bocadito. Eu já expulsei um leitão de tanto presunto que já comi aqui. Não é possível que só tenha isso. Sim, é possível. Estou tão possuída que é a Rita quem se encarrega de fazer o pedido para a garçonete velha mal encarada. Quando o fatídico sanduíche chega e vejo o pão velho com uma tora de presunto dentro, perco a vontade de comer. Até dou uma mordida, mas não dá. Meu corpo já está indignado com o que ando ingerindo. Empurro o prato e mando a mulher tirar aquilo da minha frente. Ela dá um olha inquisidor e eu retribuo. Não estou a fim, ok?</p>
<p>A reputação de Santiago se salva nessas ultimas horas com Yasmín, a mocinha que dá o papel do banheiro. Ficamos sentadas nas cadeiras em frente ao banheiro conversando com ela até chamarem o vôo. Yasmín é uma negra gorda e, pelo que conta, fogosa. Aponta os homens bonitos do saguão e conta a história de sua vida. É “juntada” com um negão “lindo”, segundo ela, e tem um filho pequeno. Aqui não se pode fumar, mas ela deixa a gente pitar no banheiro. Antes de chamarem o vôo, ela escreve seu endereço e pede que eu mande postais. Ela gosta muito de ver paisagens de outros lugares. “Você gostaria de receber livros também?”, pergunto. “Não adianta mandar, roubam tudo no correio”, responde. Chamam o vôo e nos despedimos de Yasmín.</p>
<p>Todas as pessoas que conheci em Santiago pediram para que eu escrevesse, mandasse revistas, fotos. Daí posso imaginar o quanto a informação é censurada em Cuba. Você não pode saber como o resto do mundo é, como as pessoas vivem fora daqui. Vai lhe fazer mal, vai fazer com que você duvide do sistema.</p>
<p>Hoje, meu pânico de avião está aflorado. O idiota do guichê marcou nossos assentos no limbo do avião. Olho pra fora e dou de cara com uma turbina matadora.. Ah, não. Estou muito nervosa, não gosto nada, nada de turbina. O senhor ao meu lado parece padecer do mesmo mal que eu e pergunta se pode fechar a janela. Sempre, por favor. Quando o avião decola, a soma do barulho ensurdecedor e do vapor me deixa zureta. Agarro as pernas da Rita de tanto medo e ela ri. Procuro o calmante fitoterápico na bolsa, mas não o encontro. Só disponho de um tarja-preta anti-pânico que a minha mãe me deu em caso de medo extremo. Isso é medo extremo, oras. Tomo um e não sei mais de nada. Apago em questão de segundos. Suspeito que posso ter babado feito um São Bernardo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Turquesa da cor do mar]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/turquesa-da-cor-do-mar/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:09:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Só sei que chegamos em Havana vivos porque Rita me sacode veementemente. Pela força, ela já deve ter]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Só sei que chegamos em Havana vivos porque Rita me sacode veementemente. Pela força, ela já deve ter tentado me acordar antes e falhou. Chego ao desembarque completamente mongol. Quando paro de prestar atenção ao meu estado, fecho os olhos e durmo. Em pé. Quase caio na hora de tirar a mala da esteira porque minhas pernas estão fracas. Não organizo meu pensamento.</p>
<p>Alejandro é o motorista que vai nos levar até Varadero. Não é longe, são cerca de 150km, mas já estou sob aviso de que a viagem dura umas três horas. Entro no taxi e capoto. Não saberia dizer nem se o caminho para o balneário mais famoso de Cuba é para a esquerda ou para a direita. Não vi.</p>
<div id="attachment_190" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-463.jpg"><img class="size-medium wp-image-190" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-463.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">É lindo, não?</p></div>
<p>“Ariadne, pelo amor de Deus, acorda!”, Rita exclama, enquanto me sacode. O susto foi tão grande que abro muito os olhos – com a cara de paspalha que todo mundo faz quando é arrebatado assim – e meu coração bate como uma bateria de escola de samba. Que tragédia aconteceu? “Que foi, Rita? Fala!”, digo. “Olha a cor desse mar!”, ela responde, já com uma perna pra fora do carro. Alejandro parou em um quiosque na beira da estrada pra esticar as pernas e para nos dar uma prévia do que nos aguarda. Saio do carro e olho pra frente. Ali está o mar inacreditável do Caribe. Vou cambaleando até chegar na rocha que me separa da água. Não há praia neste trecho, é só o mar batendo na encosta. A vontade que dá é de me jogar. Esse encontro com o turquesa, o verde-água (que deve ter virado uma cor por causa do Caribe) me desperta e fico um tempo parada, sem dizer nada. Só preciso sentir o vento marítimo e olhar o que está diante de mim. É maravilhoso.</p>
<p>De volta à estrada, Rita resmunga que agora quer chegar o mais rápido possível ao hotel e que isso não vai acontecer</p>
<div id="attachment_191" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-459.jpg"><img class="size-medium wp-image-191" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/cuba-rita-459.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Propaganda política ao longo da estrada. Só a Rita viu...</p></div>
<p>porque Alejandro é mole demais, não passa dos 80km/h nem se Fidel pedir. O tempo em que fico acordada é o suficiente para inquirir algumas coisas. “Vocês com um litoral assim devem aproveitar muito bem a praia, não?”, pergunto. “É, antigamente era mais fácil. As pessoas ficavam nas casas de parentes ou alugavam uma durante o verão. Depois, com a construção dos hotéis, ficou mais difícil, mais caro. Só no início deste ano que Raúl autorizou os cubanos a se hospedarem nos hotéis. Mesmo assim, pouca gente tem dinheiro para pagar a diária”, ele conta. É um disparate ter tudo isso e não poder usufruir. É como negar aos cariocas que comprem apartamentos com vista para o mar.</p>
<p>Passamos por uma ponte altíssima entre a serra e o mar. Alejandro conta que o local é famoso pelos suicídios, mas que as pessoas só se jogam do lado da serra. O porquê, ninguém sabe. Falar de suicídio me lembra um texto da blogueira cubana Yoani Sánchez, famosa internacionalmente por suas críticas abertas e ácidas ao regime socialista. Segundo ela, a taxa de suicídio de Cuba é uma das mais altas do mundo, mas o governo censura os números. Quem não mora na ilha e não convive com notícias regulares de pessoas desesperadas que tiram a própria vida não pode imaginar que seja assim. Estou vendo tudo em dobro e volto a dormir. Quando desperto, já chegamos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A" piña-colada]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/a-pina-colada/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:06:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
<guid>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/a-pina-colada/</guid>
<description><![CDATA[Despedir-me deste lugar não será fácil. Foi pouco tempo de praia, mas meu sangue não nega a raça e e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Despedir-me deste lugar não será fácil. Foi pouco tempo de praia, mas meu sangue não nega a raça e em apenas dois</p>
<div id="attachment_206" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/sdc11464.jpg"><img class="size-medium wp-image-206" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/sdc11464.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">...</p></div>
<p>dias, mudei completamente de cor. Aproveito a praia até os últimos minutos. O check-in é muito cedo e o ônibus passa às 3h da tarde para nos levar de volta a Havana.</p>
<p>A espera pelo ônibus é interminável. Já comemos, tomamos café, mojito, o diabo. Passam das três e nada do ônibus. Só não acho tão ruim esperar porque converso com Isabel. Gaúcha de Porto Alegre, é a terceira vez que vem a Cuba. Desta vez, porém, o motivo da viagem foi especial. Veio para o casamento da irmã. Há três anos, Isabel e a irmã vieram a Cuba para um congresso. A irmã se apaixonou pelo segurança do hotel – que, diga-se de passagem é engenheiro naval. De lá pra cá, a irmã veio várias vezes ao país e, apaixonada, resolveu se casar com o cubano. “Ela deu o bilhete de alforria dele”, diz, rindo desconfiada. Ela conta que os recém casados vão morar no Brasil. “Quero só ver como esse homem vai pirar no Brasil. E do jeito que os cubanos são, ele vai ficar torto com as mulheres do Sul”, aposta. Ela promete me mandar a foto dos noivos desfilando em um carro antigo no Malecón. Promessas de viagem&#8230;</p>
<p>O ônibus finalmente chega. Estou ansiosa para chegar em Havana. Uma vez acordada, descubro que o caminho até a capital é muito bonito. Com esse mar sempre à direita, é impossível ser diferente. Agora me bate uma certa melancolia de estrada, fico triste. Esta será nossa última noite em Cuba. Gostaria de ter mais tempo, de ter conhecido mais lugares, mais pessoas.</p>
<div id="attachment_204" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/sdc11488.jpg"><img class="size-medium wp-image-204" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/sdc11488.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">&#34;If you like piña-coladas&#34;</p></div>
<p>A guia do ônibus anuncia uma parada na estrada. Segundo ela, vamos parar em um quiosque que faz a melhor piña-colada de Cuba, “feita integralmente com produtos naturais”. Depois de tanto suco de pozinho, escutar isso é um estímulo. Uma salsa alta e empolgante faz garçons e clientes soltarem a franga. Bandeiras de Che Guevara e de Cuba decoram a cabana de palha. O drinque já está pronto no balcão e cabe ao cliente dosar a quantidade de rum. Subindo pelo canudo, o líquido se encontra com minhas papilas gustativas e constato que este é o drinque mais gostoso que já tomei na vida. Valeu à pena cada CUC que ele custou.A viagem é mais curta do que eu esperava. Em menos de duas horas, Havana à vista. Me prometo que não vou perder tempo. Temos uma última e imprescindível parada na capital.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Dois pentelhos em uma madrugada suja]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/dois-pentelhos-em-uma-madrugada-suja/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:04:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[São 6h da manhã e partimos para o aeroporto. Tudo estaria muito bem se dois brasileiros idiotas não ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>São 6h da manhã e partimos para o aeroporto. Tudo estaria muito bem se dois brasileiros idiotas não estivessem dividindo o taxi conosco. Estou sentada no banco da frente e pra mim resta a tortura de ouvir a conversar que o gordinho metido à besta puxa com a Rita.  Homem, não me interessa se você está virado, se veio da balada, se leva a vida louca. Ele não pára de falar até chegar ao aeroporto. Aliás, ele não pára de falar nunca.</p>
<p>Na fila do embarque, o gordo se gaba de uma vez ter perdido o passaporte e 2.500 euros na Croácia. O magro diz que se não fosse por ele, a viagem teria acabado. O gordo se acha muito íntimo e critica o tamanho das nossas malas, diz que mulher empacota a casa pra viajar. O magro não fala nada. O gordo diz que em Cayo Largo, uma ilha cubana, “só tem viado” e que ele ficou chocado com o conteúdo do email que “um viado estava mandando para outro”. “Mas ele não estava te mostrando, você leu porque quis”, digo, sem paciência. “É, mas&#8230; olha não tenho nada contra viado, não&#8230;” “Imagina se tivesse”, responde a Rita. Que cara idiota. Tenho preguiça mortal de homofóbicos, isso é tão atrasado. Pressinto que ele não se achou tão poderoso quando a mocinha disse que eles não poderia entrar no Panamá e gastar seus milhões como o planejado porque nenhum dos bonitos tem o cartão internacional de vacina. Posso rir na cara?</p>
<p>Quando chega a nossa vez, a senhora do guichê diz que estamos com excesso de peso. Ah, não. Não é possível! Ela sugere que eu tire algumas coisas da mala e carregue na mão, mas como é que vou enfiar com três garrafas de rum e duas caixas de charuto na bolsa? Já ia tirando dinheiro da bolsa quando a senhora pisca pra mim e deixa passar. Quando pesa a mala da Rita, ela só solta um engraçado “Aaaaaana” e a mala some na esteira. Ufa.</p>
<p>Na hora de passar pela imigração, a mulher do guichê me diz que tenho que não paguei a taxa de saída de 25 CUCs. Não tenho mais pesos e preciso trocar dinheiro. Tudo teria sido muito fácil algum dos 5.910 funcionários das casas de câmbio resolvesse ter boa vontade. Não, isso não. Fico igual a uma barata tonta correndo de uma casa de câmbio para outra para todas elas dizerem que ainda não estão funcionando. Mesmo argumentando que preciso pagar a taxa desgraçada, ninguém ajuda. Perco a paciência. Vou até o guichê aduaneiro e pergunto se posso pagar em euro. Recebo um “sí, como no” que me dói as juntas. Por que ninguém falou antes?</p>
<p>Taxa paga, cara feia para a foto da imigração e embarco no avião rumo ao Panamá.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Panamá]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/panama/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:03:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de 10 horas fazendo compras – o desafogo consumista depois de nove dias de Cuba – estamos pre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Depois de 10 horas fazendo compras – o desafogo consumista depois de nove dias de Cuba – estamos prestes a embarcar para o Brasil. O negócio é o seguinte. Tive de comprar uma mala de mão para socar os 10 perfumes que compramos e agora cabe a mim a tarefa de carregar a mala, a minha bolsa nova, que está um chumbo e este maldito computador, que me atormentou todos os dias. Meus ombros já estão fundos, minhas costas doem como se eu tivesse acabado de construir uma casa. Não quero nem falar no tanto que estou suja e pregada. Você não ia acreditar na cara que as pessoas fizeram pra mim no banheiro do aeroporto enquanto eu lavava o suvaco e o rosto, no famoso banho de gato.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/EmRozzQbs_w&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/EmRozzQbs_w&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Estou mortalmente arrependida de não ter preferido dormir no Panamá e pegar o vôo de amanhã. Rita e eu já estamos rindo de cansaço, aquele riso frouxo e desnecessário que vem das coisas mais ridículas que uma diz pra outra. Corre um boato de que o vôo deu overbook e que a Copa está oferecendo US$ 400 e uma noite em um hotel cinco estrelas para quem quiser ficar. Agora já estou aqui, minhas malas já passaram mesmo com sobrepeso e eu quero ir pra casa. Acho melhor meu assento estar garantido porque eu ainda tenho forças para dar barraco. Eu choro muito alto.</p>
<p>O avião está uma zona. Todos os assentos estão ocupados e os bagageiros internos não dão conta da muamba que os brasileiros compraram. Os comissários já estão pedindo arrego, sentando em cima das portas para caber tudo.</p>
<p>Não há mantas e travesseiros para todo mundo. Óbvio que fiquei sem o travesseiro e antes tivesse ficado sem a manta. Tem praticamente uma peruca na que me deram. Tenho que abstrair o nojo. Sinto que estou viajando de pau-de-arara. O avião decola e são sete horas de vôo até São Paulo. Moço, o senhor não pode parar antes em Brasília? É no caminho, por favor.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[São Paulo]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/sao-paulo/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:02:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Você já viu uma pessoa moída? Se não, é porque não me encontrou no aeroporto de Guarulhos. Não pregu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Você já viu uma pessoa moída? Se não, é porque não me encontrou no aeroporto de Guarulhos. Não preguei o olho na viagem. Cochilava e acordava o tempo todo. É muito bom viajar para o exterior, mas como é bom voltar pra casa. Não há nada como o país da gente.</p>
<p>São seis horas da manhã, tem 12 horas que não durmo e adivinha o que mais? Oito vôo internacionais chegaram ao mesmo tempo, o que significa que a fila para entrar no país alcança o portão 16. Isso mesmo. Portão 16 do EMBARQUE. Tenho vontade crônica de chorar.</p>
<p>Juro por Deus, demora mais ou menos uma hora e meia até chegar na alfândega. Estou com medo de me pararem. Olha o tanto de perfume que tem nessa bolsa de mão! Como vou explicar as caixas de charuto sem nota? As garrafas de rum? Meu medo desaparece quando me toco de que a maioria dos vôos que chegaram vem dos Estados Unidos. Vi uma criança carregando um carrinho com três malas enormes e não acredito que ela tenha renda própria para comprar tanta coisa. Na hora que passo, o fiscal nem olha pra mim.</p>
<div id="attachment_221" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/naodao.jpg"><img class="size-medium wp-image-221" src="http://ilhada.wordpress.com/files/2009/11/naodao.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Não dá</p></div>
<p>Se um dia fui uma mulher bonita, não me recordo. Me sinto como se tivesse sido atropelada por um trem. Acredito que o mocinho da Gol tenha a mesma impressão. Ele olha pra gente com dó. “Vindas do exterior?”, quer saber. Só balanço a cabeça. Sua bondade é tamanha que ele nem menciona o excesso de peso para vôo doméstico. Registra nos bilhetes 41kg, sendo que temos 52. Um santo. A Gol realmente se preocupa com seus passageiros.</p>
<p>É uma delícia tomar um cappuccino e comer dezenas de pães de queijo. Não como mais porque ontem mandei uma mensagem para minha mãe pedindo um almoço de rainha: arroz, feijão, filé, farofa, couve e muita, muita salada. Há dias não sei o que é um tomate.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fim]]></title>
<link>http://ilhada.wordpress.com/2009/11/23/fim/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:01:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundoarrogante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Semi-durmo no vôo para Brasília e sou acordada por um senhor que veio de Mossoró e quer saber se ali]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Semi-durmo no vôo para Brasília e sou acordada por um senhor que veio de Mossoró e quer saber se ali, bem longe, é o Congresso Nacional. Emocionada, digo que sim. Aquela é a cadeia com os bandidos mais bem pagos do país.</p>
<p>Com a mala na mão, olho através do vidro e vejo as caras felizes dos meus pais e do meu namorado. Me despeço da Rita, grande companheira de viagem, com a certeza de que vou ficar com saudades dela assim que nos separarmos. Criamos um vínculo especial. Fizemos uma viagem difícil e espetacular. Os dissabores e as delícias são só nossos, mesmo que eu conte a história como aqui tentei fazer, nós é que fomos, vimos e voltamos. E essa lembrança vai ficar para sempre, mesmo que por acidente, a gente tome rumos diferentes na vida.</p>
<p>Beijo meus pais e o Bernardo. No caminho para casa, vou pensando o quanto Cuba mudou a minha vida. Não foi radical, não foi revolucionário. Minha vida mudou em milímetros cruciais. Parando para pensar, o Brasil é bom demais. A gente é que reclama muito e faz pouco por ele. É bom estar em casa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Alegria no metrô]]></title>
<link>http://pontodvista.wordpress.com/2009/11/16/alegria-no-metro/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:51:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>loscarrj</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ir trabalhar na segunda-feira é quase um calvário. Agora, que tal se esse percurso tivesse um brinde]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ir trabalhar na segunda-feira é quase um calvário. Agora, que tal se esse percurso tivesse um brinde extra?</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/-kt5VtD_kyM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/-kt5VtD_kyM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Provavelmente eu não soltaria na estação correta!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais Fotos do Percurso]]></title>
<link>http://irdnomasp.wordpress.com/2009/11/14/mais-fotos-do-percurso/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 23:08:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>IRD1AT</dc:creator>
<guid>http://irdnomasp.wordpress.com/2009/11/14/mais-fotos-do-percurso/</guid>
<description><![CDATA[Nós nos divertimos muito durante o percurso. &#160;&#160;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nós nos divertimos muito durante o percurso.</p>
<p>&#160;<a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0252.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:inline;border-top:0;border-right:0;" title="PICT0252" border="0" alt="PICT0252" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0252_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0159.jpg"><img title="PICT0159" border="0" alt="PICT0159" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0159_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0254.jpg"><img title="PICT0254" border="0" alt="PICT0254" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0254_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0161.jpg"><img title="PICT0161" border="0" alt="PICT0161" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0161_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0160.jpg"><img title="PICT0160" border="0" alt="PICT0160" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0160_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00651.jpg"><img title="DSC00651" border="0" alt="DSC00651" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00651_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a>&#160;<a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00615.jpg"><img title="DSC00615" border="0" alt="DSC00615" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00615_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00623.jpg"><img title="DSC00623" border="0" alt="DSC00623" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00623_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00620.jpg"><img title="DSC00620" border="0" alt="DSC00620" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00620_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0168.jpg"><img title="PICT0168" border="0" alt="PICT0168" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0168_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00625.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;border-top:0;border-right:0;" title="DSC00625" border="0" alt="DSC00625" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00625_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0231.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:inline;margin-left:0;border-top:0;margin-right:0;border-right:0;" title="PICT0231" border="0" alt="PICT0231" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/pict0231_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00647.jpg"><img title="DSC00647" border="0" alt="DSC00647" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00647_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a><a href="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00645.jpg"><img title="DSC00645" border="0" alt="DSC00645" src="http://irdnomasp.files.wordpress.com/2009/11/dsc00645_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maratona com chimarrão]]></title>
<link>http://bhrace.wordpress.com/2009/11/13/maratona-com-chimarrao/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:54:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Blog BH Race</dc:creator>
<guid>http://bhrace.wordpress.com/2009/11/13/maratona-com-chimarrao/</guid>
<description><![CDATA[Porto Alegre tem sido o destino de muitos corredores que pretendem correr uma maratona pela primeira]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong>Porto Alegre</strong> tem sido o destino de muitos corredores que pretendem correr uma maratona pela primeira vez ou melhor seu tempo em uma prova de longa distância. <strong>Com 26 edições já realizadas, desde 1983, a Maratona Internacional de Porto Alegre é conhecida por ter um percurso relativamente fácil</strong>, sem subidas de grande extensão, e também por acontecer no mês de maio, época em que o clima da cidade é ameno. Além de tudo, a capital do Rio Grande do Sul preserva paisagens que incentivam os corredores a concluir o percurso. Ou seja: <strong>a união de vários fatores positivos</strong> fazem com que a prova seja escolhida por aqueles que pretendem encarar uma prova que não seja das mais difíceis, mas que não deixa de ser desafiadora de qualquer maneira. Afinal, <strong>chegar ao final de uma maratona exige treino e dedicação por parte de qualquer atleta.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Este ano, a Maratona Internacional de Porto Alegre foi realizada no dia 24 de maio, mas <strong>a data para 2010 ainda não foi definida.</strong> A dica para quem quer participar é ficar de olho no <a href="http://www.corpa.esp.br/" target="_blank">site do Corpa (Clube dos Corredores de Porto Alegre)</a>, responsável pela prova. Além do percurso da Maratona, <strong>existem provas alternativas que acontecem no mesmo dia: a Corrida Rústica, de 10 quilômetros, e o Revezamento por quatro e oito participantes, em que cada atleta corre 5275 metros.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_299" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-299" title="mapa maratona poa" src="http://bhrace.wordpress.com/files/2009/11/mapamaratonapoa1.jpg" alt="Mapa do percurso da 26ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre, em 2009 - Fonte: http://www.corpa.esp.br" width="500" height="788" /><p class="wp-caption-text">Mapa do percurso da 26ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre, em 2009 - Fonte: http://www.corpa.esp.br</p></div>
<p style="text-align:justify;">A escolha por qualquer uma das provas é uma chance de <strong>conhecer vários pontos da cidade de uma maneira especial.</strong> Normalmente, a largada acontece na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_Baixa_%28Porto_Alegre%29" target="_blank">Cidade Baixa</a>, próximo ao <strong>Parque da Redenção (ou Farroupilha)</strong>, uma das áreas mais arborizadas da cidade. Os participantes correm por trechos diferentes da cidade em alguns pontos, mas todos têm a oportunidade de passar pelas margens do <a href="http://poavive.files.wordpress.com/2008/04/porto-alegre-e-o-guaiba.jpg" target="_blank">Rio Guaíba</a>, um dos mais bonitos cartões postais da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de concluir a prova, os atletas podem aproveitar para conhecer a cidade e tomar um <a href="http://www.paginadogaucho.com.br/chim/" target="_blank">chimarrão</a>, como todo bom gaúcho sempre faz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rodei...]]></title>
<link>http://sadymac.wordpress.com/2009/10/30/rodei/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 15:59:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>sadymac</dc:creator>
<guid>http://sadymac.wordpress.com/2009/10/30/rodei/</guid>
<description><![CDATA[RODEI… RODEI… Sady Mac Rodei, andei em círculos devagarzinho fui girei, rodopiei obstáculos pulei es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">RODEI…</span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;"><img title="1casal e amoloreee" src="http://buscandosonhos.com.br/wp-content/uploads/2009/10/1casal-e-amoloreee.jpg" alt="1casal e amoloreee" width="320" height="294" /></span></h2>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">RODEI…</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Sady Mac</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Rodei, andei em círculos<br />
devagarzinho fui<br />
girei, rodopiei<br />
obstáculos pulei<br />
espinhos nem pensar<br />
não os senti neste caminho<br />
contornei todas as curvas<br />
do meu destino, e assim<br />
recriei meus sonhos<br />
refiz meu percurso<br />
assim vou eu<br />
como águas a rolar<br />
de encontro a mim mesmo.</span></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The High Line]]></title>
<link>http://hoffice.wordpress.com/2009/10/30/the-high-line/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 15:46:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>hoffice</dc:creator>
<guid>http://hoffice.wordpress.com/2009/10/30/the-high-line/</guid>
<description><![CDATA[  A High Line foi originalmente construída em 1930, para tirar os comboios de mercadorias perigosas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.thehighline.org"><img class="alignnone size-full wp-image-243" title="new-york-high-line" src="http://hoffice.wordpress.com/files/2009/10/new-york-high-line.jpg" alt="new-york-high-line" width="460" height="288" /></a> </p>
<p>A High Line foi originalmente construída em 1930, para tirar os comboios de mercadorias perigosas das ruas de Manhattan. A secção 1 da linha está aberta como um parque público, pertencente à cidade de Nova York, e funciona sob a jurisdição de New York City &#8211; Department of Parks &#38; Recreation. Os “Friends of the High Line” são quem reúne recursos e financiamento privado para a reconversão do parque e fiscaliza a sua manutenção e operações, ao abrigo de um acordo com o Departamento de Parques.</p>
<p>Quando todas as secções estiverem completas, a High Line terá uma milha e meia de parque elevado, que atravessa os bairros do lado oeste do Meatpacking District, Chelsea, West Clinton e Hell &#8217;s Kitchen. A linha apresenta um panorama integrado, projectada pelos arquitectos paisagistas James Corner &#8211; Field Operations, e os arquitetos Diller Scofidio + Renfro, combinando sinuosos caminhos de betão com plantações naturalista. Assentos fixos e móveis, iluminação e características especiais também estão incluídos no parque.</p>
<p>Este é um magnífico exemplo de reconversão de uma infra-estrutura obsoleta e abandonada, em espaço público tratado ao serviço da população. O que no passado recente era ruína, é hoje factor de valorização ambiental e consequentemente imobiliária.     </p>
<div><span style="width:425px;display:block;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Groupvideo.3782219' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' /></span></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RODEI...]]></title>
<link>http://amorsemlimite.wordpress.com/2009/10/30/rodei/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 15:08:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>djanealice</dc:creator>
<guid>http://amorsemlimite.wordpress.com/2009/10/30/rodei/</guid>
<description><![CDATA[RODEI&#8230; RODEI&#8230; Sady Mac Rodei, andei em círculos devagarzinho fui girei, rodopiei obstácu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">RODEI&#8230;</span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;"><img title="1casal e amoloreee" src="http://buscandosonhos.com.br/wp-content/uploads/2009/10/1casal-e-amoloreee.jpg" alt="1casal e amoloreee" width="320" height="294" /></span></h2>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">RODEI&#8230;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Sady Mac</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Rodei, andei em círculos<br />
devagarzinho fui<br />
girei, rodopiei<br />
obstáculos pulei<br />
espinhos nem pensar<br />
não os senti neste caminho<br />
contornei todas as curvas<br />
do meu destino, e assim<br />
recriei meus sonhos<br />
refiz meu percurso<br />
assim vou eu<br />
como águas a rolar<br />
de encontro a mim mesmo.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lar]]></title>
<link>http://geeal.wordpress.com/2009/10/22/lar/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 03:00:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil P.</dc:creator>
<guid>http://geeal.wordpress.com/2009/10/22/lar/</guid>
<description><![CDATA[“Incompetentes!” — exclamo quase inaudivelmente enquanto me dirijo ao ponto de ônibus, ainda um boca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>“Incompetentes!” — exclamo quase inaudivelmente enquanto me dirijo ao ponto de ônibus, ainda um bocado movimentado conquanto já passasse a hora do almoço.<br />
            Cansado após uma movimentada manhã, a qual começara cedo demais e envolvera treinos de direção na autoescola e algumas compras, eu interrompera meu percurso habitual até a casa para passar na faculdade. Haviam-me requerido qualquer papelada de discutível relevância, cuja entrega era devida até a véspera da iminente colação de grau.<br />
            Mas como se não me bastasse o cansaço, ainda me coube ser enredado pela supérflua burocracia em rotinas administrativas da academia. Faltava-me um documento, sem o qual não poderia entregar os demais, que, embora tão fundamental fosse, houvera sido negligenciado na lista que eu recebera da universidade por correio eletrônico.<br />
            Tomado de súbito furor e profundo desagrado com a aparente inutilidade dos secretários da instituição, rumei para o ponto. Mas não me detive por muito a pensar na ineficiência alheia, logo permitindo me ocupar a mente tópicos um tanto ou quanto mais perturbadores.<br />
            ‘Não devia ter comprado aquela camisa&#8230; Sim, eu precisava de uma daquela cor. Mas não já tenho outra? H’mm, não. Eu não repetiria aquela peça numa ocasião semelhante em que estivessem presentes as mesmas pessoas&#8230;’<br />
            Sujeito à voluntariosidade dos pensamentos que me absorviam, não noto que já passava do ponto de parada. E quando dou por mim, passara do posto de gasolina localizado a duas dezenas de passos de meu destino imediato.<br />
            Paro e olho para trás. Considero volver, mas não o quero. Antes, prossigo; e começo subir a ladeira daquela pista lateral à rodovia, por onde passam os ônibus até o pedágio. Sempre quisera voltar andando para casa. Não via melhor oportunidade. O céu convenientemente nublado ocultava o sol estrategicamente, eximindo-me de inquietações concernentes à irradiação solar e seus efeitos.<br />
            Subo a via olhando para as casas em nível mais baixo a minha direita. Simples em sua maioria, não apresentavam sinal de vida alguma, exceto por um casebre, cujo morador se utilizava de uma torneira e um espelho externos para escovar os dentes. Próximo dele, um cachorro da raça <em>pitbull</em> de corrente e coleira deitado no chão de terra batida. Observo descomedida e irrefletidamente o homem, até que este, virando-se bruscamente para a rua, percebe que eu o observava. Desvio o olhar resoluto, e continuo a subir.<br />
            Um ônibus da viação em que costumava viajar passa ao meu lado. Aquele poderia ser o ônibus que pegaria para casa. Mas era já tarde. Decidira-me por ir andando. Pelo menos, economizaria R$ 2,20. Humpf! Como se tal quantia me absolvesse do fato de ter computado gastos admissíveis para parcelamento em até quatro vezes sem juros no cartão de crédito.<br />
            Já sinto pesar a bolsa que me pendia às costas apenas pela alça sobre o ombro direito. Antes de descer do ônibus, enfiara as sacolas de compras na mochila.  Não havia por que ostentá-las naquele local, menos ainda me agradava a ideia de ociosas secretárias da faculdade ponderando minhas compras matinais.<br />
            Mudei de ombro a mochila — gesto que se repetiria várias vezes ao longo de todo o meu itinerário — assim que terminei a subida. Neste ponto, a pista se divide em duas: para o viaduto à esquerda que leva à pista do outro lado da autovia, e adiante.<br />
            A via lateral teve seu curso escavado na encosta de dois morros consecutivos. Logo, o trajeto à frente consiste de uma depressão até o nível da autopista, e as poucas construções no trecho entre um morro e outro compreendem casas modestas e um centro de reciclagem, com imensas caçambas cheias de sucata próximas da calçada por onde eu caminhava. Os cimos dos montes são cobertos de vegetação com pequenas árvores.<br />
            Após o segundo morro, inicia-se outro bairro — são dois até o meu —, e já é possível divisar a praça do pedágio ao fundo, que se limita por um pequeno monte forrado de vultoso arvoredo do lado esquerdo, e as casas da vila do outro lado. A vila deve contar com uma centena e meia de casas. Assenta-se em terreno plano, sendo delimitada ao fundo e aos lados por montanhas cobertas de mata atlântica. Ali, o céu mais densamente encoberto, e no cume de uma das montanhas, resíduos de uma indolente nuvem que se tardava a subir.<br />
            Sigo pela lateral direita do pedágio. Um suntuoso sedã preto passa por mim, freando gradualmente até chegar à passagem especial. Atento para a placa do automóvel. Azul. Placa identificativa de missão diplomática. Seria um enviado de algum consulado ou de alguma embaixada no Rio? Poderia até mesmo ser um cônsul ou embaixador, que subia a serra a fim de visitar algum amigo aristocrata. Ou talvez o diplomata fosse habitante da cidade imperial, e abreviando sua jornada de trabalho, retornava a Petrópolis mais cedo.<br />
            Retiro o celular do bolso frontal esquerdo da calça e olho as horas. Quase duas e meia. Ótimo horário para um diplomata encerrar seu expediente em plena terça-feira.<br />
            Imediatamente depois do pedágio, situa-se um posto da Polícia Rodoviária Federal, e presencio a vistoria de uma carreta por alguns policiais enquanto sigo caminho.<br />
            Passado o posto da polícia, um ponto de ônibus e uma passarela que marcam o fim da primeira vila. Esquivo-me da passarela para a direita, e vou em direção à mureta que separa a nova via lateral à rodovia e que provém da vila. Essa pista, sem comunicação direta com a autoestrada, sobe a encosta de um morro no mesmo esquema dos dois anteriores.<br />
            No topo da pista, um carro de bombeiros com dois homens uniformizados. Um em cima do caminhão, direcionando uma mangueira a jorrar água para o pico do morro, e o outro ao lado do veículo a observar o primeiro. Ao passar, eles me olham casualmente, logo voltando sua atenção para o trabalho. Decerto que estivessem a apagar o principiar de uma queimada no capim seco que cobria quase todo aquele outeiro. Não vi fogo algum. Todavia, ao ajeitar os óculos, um resquício de cinza própria de vegetação incinerada depositou-se no dorso de meu punho.<br />
            Àquele morro sucede-se a segunda vila. As casas, em menor número quando comparadas às da localidade anterior, dispõem-se em quarteirões planejados. Há também vários terrenos baldios. Atingindo eu o nível plano da calçada, uma rajada de vento me açoita. O farfalhar dos galhos de uma robusta árvore acorda um dos três cachorros, que sesteavam preguiçosamente estirados aqui e ali no terreno de um domicílio pelo qual eu passava.<br />
            Com o telhado colonial enegrecido e as paredes com a pintura branca desgastada, a casa era pequena e não possuía varanda. Exibia, porém, o que se assemelhava ao malogrado ensaio de um frontão à porta principal, que dava para o pequeno quintal em frente, o qual se estendia até os fundos da propriedade, apresentava porções encimentadas e outras de terra, e era cercado por um muro baixo. O portão de ferro que lhe dava acesso à rua estava parcialmente enferrujado e não devia ter mais que um metro e meio de altura.<br />
            Aqui, o céu inteiramente encoberto, e o vento continua, mais ou menos constante, a soprar em múltiplas direções. Ando pela vila, na rua mais próxima à autoestrada, vou me deparando com alguns moradores, os quais parecem me olhar levemente intrigados.<br />
            Fazia mais de dez anos que não transitava a pé por ali. De fato, mal me recordava da última vez que caminhara por aquele lugar. O trajeto da faculdade a minha casa não deveria exceder três quilômetros. Sempre o cumpria de ônibus, levando um tempo de até quinze minutos, incluindo as paradas.<br />
            Avanço a passos sempre no mesmo ritmo: nem muito ligeiros, ou muito vagarosos, em compasso que me permitisse estudar o entorno. Discirno uma gente simples: um grupo de cinco rapazes conversando sob uma árvore; um casal de idosos sentados em cadeiras de praia observando o movimento da rua a partir do portão de sua residência; um rapazinho descamisado pedalando uma vetusta bicicleta.<br />
            Não sei ao certo em que parte a segunda vila termina e começa o meu bairro, mas antes de transpor o posto de gasolina já distingo a bifurcação da rodovia: uma pista para subir a serra, e outra procedente da descida. Mais ao fundo, contemplo os morros cobertos de vegetação abundante — sempre aquela árvore de folhagem mais translúcida entre as de folhagem verde mais escuro. E no horizonte, a serra verde imperial salpicada de nuvens: prenúncio de chuva.<br />
            No ponto de ônibus próximo, alguns estudantes à espera de condução; no posto, frentistas diligentes, ágeis em prover os motoristas com o combustível para continuarem seu percurso. Também eu continuaria o meu.<br />
            Como um romano regresso que ao avistar as elevações da <em>ruma</em> reconhece o seu lar, ao vislumbrar as minhas colinas suspirei e reconheci: estou em casa. Parei, passei a mochila de um ombro ao outro pela última vez, e me dirigi à antiga rua de paralelepípedos.<br />
 <br />
 </p>
<p><span style="font-size:9px;"><em>*ruma foi o nome dado, pelos seus primeiros habitantes, à região compreendida entre sete colinas no Lácio, onde mais tarde se fundaria a cidade de Roma.</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Google Street View trike]]></title>
<link>http://canilho.wordpress.com/2009/10/17/google-street-view-trike/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 13:31:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Canilho</dc:creator>
<guid>http://canilho.wordpress.com/2009/10/17/google-street-view-trike/</guid>
<description><![CDATA[O Google Street View, agora chega a novos lugares, onde não se pode andar de carro. A solução é peda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://canilho.wordpress.com/files/2009/10/streetviewtrike.jpg" alt="StreetViewTrike" title="StreetViewTrike" width="450" height="449" class="aligncenter size-full wp-image-2743" /><br />
O Google Street View, agora chega a novos lugares, onde não se pode andar de carro.<br />
A solução é pedalar, pedalar muito&#8230;<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Hr-4Aln1Il8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Hr-4Aln1Il8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Mais em <a href="http://www.google.com/trike" target="_blank">Google Trike</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aula de arquitetura]]></title>
<link>http://monolitho.wordpress.com/2009/10/04/aula-de-arquitetura/</link>
<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:54:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Yoná</dc:creator>
<guid>http://monolitho.wordpress.com/2009/10/04/aula-de-arquitetura/</guid>
<description><![CDATA[Obra  SESC Pompéia Arquiteta  Lina Bo Bardi Ano  1977 Localização  São Paulo A obra de Lina Bo Bardi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-medium wp-image-1420" title="Rampas" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/sesc.jpg?w=300" alt="Rampas" width="433" height="316" /></p>
<p><strong>Obra</strong>  SESC Pompéia</p>
<p><strong>Arquiteta</strong>  Lina Bo Bardi</p>
<p><strong>Ano</strong>  1977</p>
<p><strong>Localização</strong>  São Paulo</p>
<p>A obra de Lina Bo Bardi, apesar de possuir raízes identificáveis, não se enquadra a uma corrente arquitetônica, sua obra é única e merece destaque. Sempre há uma idéia forte traduzida em imagens poéticas que a orientam formal e funcionalmente. Porém essa idéia surge para finalizar suas interpretações e decisões tomadas; não é algo alheio a arquitetura que se introduz ao projeto para formalizá-lo.</p>
<p>Um dos pontos mais abordados em seus projetos é o respeito aos lugares onde a obra será implantada, preservando a identidade local e valorizando-a através de elementos modernos. O SESC se origina dessa premissa:</p>
<p><!--more--></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1422" title="Total" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/materia3_grelha-pompeia.jpg" alt="Total" width="296" height="301" /></p>
<p>O projeto seria desenvolvido numa antiga Fábrica de Tambores (por sinal uma linda construção em concreto armado que na época era o que havia de mais inovador em tecnologia construtiva) que para a arquiteta deveria ser reinventado. Lina controla o uso dos grandes galpões canalisando as atividades permeadas por espelhos d’água, lachonetes e exposições. E como optou por manter o edifício, seria necessária a construção de outros dois prédios que conferiu caráter marcante e monumental ao espaço. Há a configuração de um conceito forte central que organiza as questões formais e acima de tudo, permanece consistente quando levado às últimas consequências. Neste caso, o lugar sugere uma reconstrução, uma reinvenção pela população.</p>
<p>Enquanto visitava o espaço, Lina encontrou crianças, jovens, famílias completas que já o utilizavam como forma de lazer.</p>
<p>“Isso tudo deve continuar assim, com toda essa alegria” – Lina </p>
<p><img title="Entrada" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/entrada.jpg" alt="Entrada" width="300" height="219" /></p>
<p>Entre esses galpões, desenrola-se uma rua em declive onde todas as manifestações espontâneas e previstas acontecem e percorrem todo o espaço até chegar numa área reservada a prática de esportes e um balneário. Além da qualidade formal, ela se destaca pela relação com o contexto circundante. Essa rua encontra-se com outra construída sobre o Córrego das Águas Pretas refletindo a cidade de São Paulo para o microcosmo. O córrego ocupa uma área non-edificandi que concretizou ainda mais a preciosidade das premissas adotadas por Lina. Como optou-se por preservar a memória industrial local, no fim do terreno, quando este fio d’água dividia duas áreas, a arquiteta implantou os edifícios. Estes edifícios dialogam com as robustas passarelas que não alteram a ocupação do solo protegendo-o apenas por um deck de madeira.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1424" title="Ligação" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/2275175980_73afbda96f.jpg" alt="Ligação" width="249" height="352" /></p>
<p>O teatro também nos remete a processos muito preciosos. Lina remonta a configuração tradicional do teatro apreciado apenas pela antiga corte optando propositalmente por poltronas desconfortáveis. E circunda todo o redor do palco com platéia, propondo portanto, novas formas de expressão e confiança no potencial popular de criação. Existe uma relação direta entre forma e construção, apoiada na pertinência das escolhas de materiais, técnicas e formas. “Os estofados aparecem nos teatros áulicos das cortes, no setecentos e continuam até hoje no ‘confort’ da sociedade de consumo”, escreve Lina.</p>
<p> <img class="alignnone size-full wp-image-1427" title="teatro" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/teatro2.jpg" alt="teatro" width="294" height="203" /><img class="alignnone size-full wp-image-1428" title="Teatro" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/tetaro_pompeia.jpg" alt="Teatro" width="291" height="202" /></p>
<p>Por decorrência e primor da “idéia forte”, a apropriação do espaço pela população ACONTECEU!</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1425" title="Externo" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/externo.jpg" alt="Externo" width="293" height="183" /><img class="alignnone size-full wp-image-1426" title="Interno" src="http://monolitho.wordpress.com/files/2009/10/piano.jpg" alt="Interno" width="294" height="183" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Google Maps inclui transporte público nos percursos do Rio de Janeiro]]></title>
<link>http://passandoaregua.wordpress.com/2009/09/23/google-maps-inclui-transporte-publico-nos-percursos-do-rio-de-janeiro/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 13:57:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>elizabetemattos</dc:creator>
<guid>http://passandoaregua.wordpress.com/2009/09/23/google-maps-inclui-transporte-publico-nos-percursos-do-rio-de-janeiro/</guid>
<description><![CDATA[A Google e o Governo do Estado do Rio lançaram hoje o &#8220;Google Transporte Público &#8220;, serv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-1247" title="googlemaps" src="http://passandoaregua.wordpress.com/files/2009/09/googlemaps.jpg" alt="googlemaps" width="190" height="130" /></p>
<p>A Google e o Governo do Estado do Rio lançaram hoje o &#8220;Google Transporte Público &#8220;, serviço que informa todos os destinos e possibilidades de deslocamento em transporte público na Região Metropolitana do Rio.</p>
<p>O banco de dados do sistema, nessa fase inicial, abrange 915 linhas de ônibus e 7.790 pontos de parada, perfazendo mais de 40.000km de extensão. Inclui também as linhas da SuperVia e do Metrô, além de suas respectivas integrações e mais de 150 estações. A ideia é expandir o serviço para todo o Estado do Rio à medida que as concessionárias fornecerem os dados para expandir o banco de dados do sistema.</p>
<p>Conhecido internacionalmente como Google Transit, o serviço é acessado pelo Google Maps, recebendo informações de origem e destino e retornando percursos possíveis. Selecionando a opção &#8220;Transporte público&#8221;, oferecida à esquerda do botão &#8220;Como chegar&#8221; (as opções antes existentes eram apenas &#8220;De Carro&#8221; e &#8220;A pé&#8221;), o usuário pode escolher seu trajeto ideal. Os resultados informam várias opções de itinerário, preço da tarifa para cada etapa da viagem e previsões de horários de chegada e de saída.</p>
<p>Sistemas semelhantes já existem em 77 cidades na Austrália, Áustria, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, EUA, França, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Rússia, Tailândia e Taiwan.</p>
<p>A iniciativa vem reforçar a campanha da cidade do Rio de Janeiro para se tornar a sede das Olimpíadas de 2016, especialmente pelo fato de que nenhuma das outras cidades concorrentes dispõe dessa ferramenta da Google.</p>
<p><!--  -->          <!--termino_materia--> <!-- google_ad_section_end --></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Le Parkour ou pessoas que saltitam por a&iacute;]]></title>
<link>http://culturaenutil.wordpress.com/2009/09/07/le-parkour-ou-pessoas-que-saltam-por-a/</link>
<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 05:52:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ronzi Zacchi</dc:creator>
<guid>http://culturaenutil.wordpress.com/2009/09/07/le-parkour-ou-pessoas-que-saltam-por-a/</guid>
<description><![CDATA[Sábado. São Paulo. Duas horas da tarde. Enquanto você tranquilamente caminha pela calçada, alguém sa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Sábado. São Paulo. Duas horas da tarde. Enquanto você tranquilamente caminha pela calçada, alguém sa]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[900 metros separam ponto de ônibus de faculdade]]></title>
<link>http://zonaleste.wordpress.com/2009/08/31/alunos-precisam-caminhar-500-metros-para-chegar-a-faculdade/</link>
<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 13:42:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>maisriana</dc:creator>
<guid>http://zonaleste.wordpress.com/2009/08/31/alunos-precisam-caminhar-500-metros-para-chegar-a-faculdade/</guid>
<description><![CDATA[Renan Oliverri é um dos alunos que descem dos ônibus que param na Avenida Victor Ferreira do Amaral.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Renan Oliverri é um dos alunos que descem dos ônibus que param na Avenida Victor Ferreira do Amaral. Ele caminha 900 metros até a faculdade Unibrasil, na rua Konrad Adenauer. Quando o clima é bom, o percurso é feito em 15 minutos. Mas quando chove é preciso estender a caminhada à rua, pois a calçada, improvisada com pedras soltas, vira lama. <!--more-->Renan divide a estreita calçada com outros pedestres, como universitários e crianças que correm em direção à escola, um pouco à frente da faculdade, e também com algumas bicicletas. No meio do caminho, surge mais um obstáculo: a rua José Veríssimo, que corta o trajeto. O aluno prefere &#8220;costurar&#8221; os carros que passam pela esquina sem parar, a esperar que eles o deixem atravessar a rua. Ao chegar na faculdade, o aluno perde mais alguns minutos no café para repor as energias e se atrasa para a primeira aula. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rescaldo 11º Raid]]></title>
<link>http://bttalvaladense.wordpress.com/2008/06/13/rescaldo-11%c2%ba-raid/</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 22:41:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>bttalvaladense</dc:creator>
<guid>http://bttalvaladense.wordpress.com/2008/06/13/rescaldo-11%c2%ba-raid/</guid>
<description><![CDATA[A nível organizativo, posso considerar uma das maratonas em que já participei com mais capacidade or]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A nível organizativo, posso considerar uma das maratonas em que já participei com mais capacidade organizativa, ainda mais se formos a ter em conta que são mais de um milhar de participantes. É óbvio que algumas opções tomadas pela organização facilita todo o processo, nomeadamente não haver postos de controlo, nem classificações. Esta situação origina o único aspecto menos positivo que poderei apontar a esta maratona. A partida é sempre complicada e desorganizada. E passo a explicar: o ano passado, na minha primeira participação, e como gosto de partir na frente da corrida, quer por gostar de chegar na frente, quer por evitar quedas e confusões próprias de um aglomerado de bicicletas, coloquei-me cerca de 45 minutos antes, por debaixo do insuflável que me indicaram como o o ponto de partida. Tal não é o meu espanto que dado o tiro de partida vejo centenas de betetistas é minha frente que nos esperavam mais á frente do percurso!! Resultado: demorei 15 minutos a chegar aos da frente (e a acelerar)!!</p>
<p style="text-align:justify;">Este ano, aconteceu exatamente o mesmo. Demorei foi um pouco mais: 20 minutos a chegar aos 3 primeiros!</p>
<p style="text-align:justify;">Todo o resto, foi excelente. O percurso muito bem escolhido, os abastecimentos não me posso pronunciar pois não parei, mas pelos relatos no forumbtt.net, aquelas sandes de carne assada, hummm!</p>
<p style="text-align:justify;">E realmente com ouvi comentar no fórumbtt.net, até no preço é uma organização exemplar. Com esta qualidade de serviço prestado, os abastecimentos, as ofertas, o almoço, e o preço foi de apenas 12 Euros!!!</p>
<p style="text-align:justify;">Os banhos e o almoço também não posso comentar, já que acabei a maratona e tinha a familia à espera para ir almoçar a casa dos meus cunhados, que curiosamente vivem em Vale de Água, uma das zonas de abastecimento da prova.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Depois de um banho e de um pernil de borrego, ainda deu para ir para o largo da aldeia, ver passar dezenas de partipantes (pareceu-me centenas) e ainda conversar com alguns colegas menos apressados</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Quanto à minha prestação na maratona: o meu objectivo principal era treinar, já que não tenho oportunidade nos dias da semana, tenho que aproveitar as maratonas para treinar e testar o físico <img src="http://www.gamito.eu/mambots/editors/fckeditor/editor/images/smiley/msn/tounge_smile.gif" alt="" /> Se a minha ideia é participar em provas da Taça e Nacional ao lado de atletas que levam o <span class="caps">BTT </span>mais a sério que eu, só tenho mesmo é que me aplicar. Assim, impus um ritmo de competição durante as mais de 4h30 de percurso.&#8221; <span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.gamito.eu/">http://www.gamito.eu/</a></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">&#8220;Participei pelo 3º ano consecutivo e só posso dizer que o Alvalade.Porto Covo é do outro mundo !</p>
<p>A todas as pessoas do Alvaladense que estiveram envolvidas na organizaçãp deste evento, quero dar uma salva de palmas.</p>
<p>Isto é de profissionais.</p>
<p>Tudo 5 estrelas, pronto, gostei de tudo:</p>
<p>-Gostei do pequeno almoço;</p>
<p>-Gostei das ofertas;</p>
<p>-Gostei da partida ordeira;</p>
<p>-Gostei do percurso, parece que a única diferença foi à volta do Cercal, e ainda bem , porque tivemos uma vista no alto da serra sobre o mar que só por si vale a perticipação;</p>
<p>-E mais não vi porque fui sempre muito rápido porque não gosto de nimguem me  apanhar;&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="post">&#8220;Boas,quero realmente realçar o bom trabalho que esta organização tem feito ao longo dos anos,sempre a evoluir o que nem sempre é facil pois cada vez há mais participantes e tem que haver um grande esforço para manter ou mesmo subir o nivel deste raid , eu pessoalmente fico muito contente por eles o consseguirem pois sou de muito perto e conheço a maioria dos organizadores, parabens tenho orgulho da vossa capacidade organizativa ,mas chega de conversa e sò me resta dizer que em relação á edição deste ano tudo 5 estrelas como já tem dito por aqui ,correu-ma ás mil maravilhas, continuem o bom trabalho, um abraço e parabens.&#8221;</div>
<p style="text-align:justify;">Veja outros comentarios/fotos/videos:</p>
<p><span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.forumbtt.net/index.php/topic,58016.0.html">http://www.forumbtt.net/index.php/topic,58016.0.html</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.projectobtt.com/Forum/index.php?topic=12080.0">http://www.projectobtt.com/Forum/index.php?topic=12080.0</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.btt-tv.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=186&#38;Itemid=73">http://www.btt-tv.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=186&#38;Itemid=73</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.flickr.com/photos/24690780@N02/sets/72157618427898699/">http://www.flickr.com/photos/24690780@N02/sets/72157618427898699/</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://picasaweb.google.com/citybabenewhome/11RAIDBTTALVALADEPORTOCOVO?feat=directlink">http://picasaweb.google.com/citybabenewhome/11RAIDBTTALVALADEPORTOCOVO?feat=directlink</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://www.filipaqueiros.com/">http://www.filipaqueiros.com/</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://site.gatoesbtt.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=145&#38;Itemid=1">http://site.gatoesbtt.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=145&#38;Itemid=1</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://vimeo.com/4769763">http://vimeo.com/4769763</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://futebolalentejo.blogspot.com/2009/05/11-raid-btt-alvalade-porto-covo_18.html"><span style="color:#800080;">http://futebolalentejo.blogspot.com/2009/05/11-raid-btt-alvalade-porto-covo_18.html</span></a></p>
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</div>]]></content:encoded>
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