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	<title>perguntas-que-nao-calam &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/perguntas-que-nao-calam/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "perguntas-que-nao-calam"</description>
	<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 14:31:16 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Como parar de roer unhas?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/05/28/como-parar-de-roer-unhas/</link>
<pubDate>Thu, 28 May 2009 16:31:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em fevereiro do ano passado raspei a cabeça por que eu não aguentava mais a forma que eu tratava meu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-2882 alignright" title="PIC_6333" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2009/05/pic_6333.jpg?w=218" alt="PIC_6333" width="218" height="300" />Em fevereiro do ano passado raspei a cabeça por que eu não aguentava mais a forma que eu tratava meu cabelo. Ele já tava todo fodido mesmo e começar do zero foi uma opção razoável, uma vez que não tinha outra que consertasse os estragos que fiz nele<strong> durante anos</strong>. Mas raspar a cabeça não foi uma decisão precipitada, foi tudo <strong>bem premeditado</strong>, eu <strong>queria</strong> aquilo, queria passar pela experiência e foi uma época boa pois eu estava muito segura de mim mesma. Hoje acho que não faria a mesma coisa. Mas nada/ninguém em específico me motivou a raspar a cabeça, apenas minha própria vontade. Não tive nenhuma motivação imediata pra isso, só uma a longo prazo (faz 1 ano e 4 meses que raspei a cabeça) que foi voltar a ter <strong>um cabelo bem cuidado, forte, <span style="text-decoration:underline;">natural</span> e bonito</strong>. E isso eu consegui, sem esforço nenhum e sem gastar um puto com salão, nem nada. Só com shampoos bons.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não adianta: só aprendemos a mudar alguma coisa (<strong>qualquer coisa</strong>) em nós mesmos quando <strong>nos constrangemos</strong> <span style="text-decoration:underline;"><strong>o suficiente</strong></span>. E essa é a única verdade que eu conheço até hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">Com as minhas unhas o caso foi diferente. Sempre roí unha desde que me conheço por gente e <strong>nunca houve <span style="text-decoration:underline;">nada, nem ninguém</span></strong> <strong>que me fizesse parar</strong>. Minha mãe sempre me levava na manicure, mas não tinha muito jeito.. Não passava uma semana sem roer as unhas. Sempre que ficava ansiosa com qualquer coisa, piorava: roía até a carne. Mas no começo desse ano dois acontecimentos <strong>me revoltaram</strong> bastante comigo mesma. Não adianta: <strong>raiva, ódio e <span style="text-decoration:underline;">constrangimento</span></strong> são os únicos sentimentos desse mundo que <span style="text-decoration:underline;"><strong>me movem</strong></span>. Mas só me movem quando eu os sinto por mim mesma, nunca pelos outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Se não me falha a memória esses acontecimentos ocorreram num espaço curtíssimo de tempo, com diferença de 1 ou 2 dias de um para outro.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>O primeiro acontecimento:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Meus pais viajaram e deixaram eu e minha irmã em casa. Nós dividíamos os afazeres da casa, que era basicamente lavar e secar louça. Nunca tive problemas com isso (lavar louça, afazeres de casa em geral) mesmo por que, nunca tive unhas: fato. Não me importava com o fato de não ter unhas, sempre fui assim mesmo e sempre lavei louça sem maiores problemas&#8230; Enfim. O problema é que eu lavava a louça, minha irmã esperava elas secarem (e não as secava) e depois, quando e <strong>se ela quisesse</strong>, ela guardava as louças&#8230; Ou seja, <strong>ela não fazia porra nenhuma e o trabalho ficava todo pra mim</strong>, independente de qualquer coisa. Por dois dias eu não reclamei. No terceiro eu avisei a ela que não iria lavar a louça por que já tinha feito aquilo por dois dias e nós precisávamos <strong>dividir as tarefas</strong>. O argumento dela?</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;">Eu não posso lavar louça <strong>por que tenho unhas compridas</strong>, vou no salão toda a semana e <strong>pago uma fortuna pra manter minhas unhas bonitas</strong>. <strong>Você rói unha e <span style="text-decoration:underline;">não se importa</span> mesmo com isso</strong>, então lave louça <strong>você</strong>. </span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O que eu fiz? <strong><span style="text-decoration:underline;">Lavei toda a louça.</span> Todos os dias. Até o fim das férias</strong>, que foi quando ela e meus pais foram embora. E guardei aquelas palavras dela pra mim. E elas estão muito <strong>bem guardadas</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>O segundo acontecimento:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Saí com um conhecido <strong>pra jogar sinuca</strong> com <span style="text-decoration:underline;"><strong>unhas horríveis</strong></span>. Acho que <strong>não preciso dizer <span style="text-decoration:underline;">mais nada</span></strong><span style="text-decoration:underline;">,</span> a frase por si só explica tudo. Sei que não deveria, mas me senti constrangida. <span style="color:#ff0000;"><strong>Bastante</strong> <span style="text-decoration:underline;"><strong>constrangid<span style="color:#ff0000;">a</span></strong></span></span><span style="color:#ff0000;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:justify;">Então a partir do dia 10 de fevereiro de 2009 eu DECIDI <strong>parar de roer unhas</strong> <span style="text-decoration:underline;"><strong>de uma vez por todas</strong></span>. E isso já dura 4 meses. Comprei creme para as mãos e unhas, uma base com vitaminas e vários esmaltes (vermelhos, escuros e só um clarinho) e agora vou na manicure mensalmente por que eu não sei fazer as unhas direito (gosto delas quadradinhas). Não foi fácil. Como no início minhas unhas estavam muito fracas (por que por toda vida eu as roí), elas <strong>quebraram várias vezes</strong> e <span style="text-decoration:underline;"><strong>foi difícil</strong></span> mantê-las bem e principalmente ficar sem roer. Mas eu lembrava da cara de ironia da minha irmã e da sinuca, passava uma lixa, uma base e não colocava a mão na boca. &#8220;Uma hora cresce de novo&#8221;, eu pensava. E elas cresceram mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Uma nota curiosa:</strong></span> <strong>mesmo com unhas compridas, continuo lavando louça e fazendo as coisas de casa sem problema nenhum</strong>. <strong>Uma coisa não impede a outra e eu sou a prova viva disso.</strong> <strong>Se acho que minhas unhas podem estragar, nada que uma luva amarela não resolva.</strong> E sim, claro,<strong> <span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">não vejo a hora</span></span></strong> de contar sobre essa minha <strong>experiência</strong> à minha irmã. Gostaria muito de ver a reação dela e de ouvir qual será a desculpa dela desta vez.</p>
<p style="text-align:justify;">E eu nunca pedi isso pra leitor nenhum, mesmo por que não me importo com quem lê isso aqui, mas hoje eu vou pedir pra quem lê: por favor, não me levem a mal. Eu nunca me vingo. E também não guardo mágoa. Não me vingo por que sou <strong>incompetente demais pra isso</strong> e não sinto rancor por que percebi que não posso <strong>extrair nada de proveitoso</strong> disso. Mas com certeza eu sempre serei <strong>infinitamente</strong> curiosa acerca das reações das pessoas, de como elas lembram das coisas (por mais que <strong>eu</strong> não lembre) e lidam com as situações, por mais bobas que aparentemente sejam.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje em dia o ato de roer unhas me parece <strong>muito nojento.</strong> Desacostumei de tal forma que não me imagino mais roendo unha. Já tava na hora né? Vinte cinco anos na cara e com mãos e unhas horríveis.. Mas nunca é tarde pra aprender nada nessa vida. Se não se aprende por bem, se aprende por mal. Ainda bem.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como fazer o tempo parar?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/04/06/como-fazer-o-tempo-parar/</link>
<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 16:52:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/04/06/como-fazer-o-tempo-parar/</guid>
<description><![CDATA[Por /tralala @ Flickr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2813" title="2902074248_a077cce853" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2009/04/2902074248_a077cce853.jpg" alt="2902074248_a077cce853" width="500" height="324" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Por <a href="http://www.flickr.com/photos/tralala/2902074248/">/tralala</a> @ <span style="color:#3366ff;">Flick</span><span style="color:#f90584;">r</span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mundo boçal]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/07/02/mundo-bocal/</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 18:11:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/07/02/mundo-bocal/</guid>
<description><![CDATA[A mulher que aluga a kitinete onde eu moro sempre foi muito prestativa comigo. Nunca entendi bem o p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A mulher que aluga a kitinete onde eu moro sempre foi muito prestativa comigo. Nunca entendi bem o porquê, mesmo por que eu a trato assim como trato todo mundo normalmente durante o dia. Ela tem a idade da minha mãe, mas sempre conversamos de igual pra igual, nunca tivemos nenhum atrito nem nada, ainda bem. Não sei&#8230; Devo ser uma pessoa muito estranha e esquisita mesmo, por que as palavras &#8220;bom dia&#8221;, &#8220;obrigada&#8221; e &#8220;por favor&#8221; fazem parte do meu vocabulário, tanto falado, quanto escrito. Faz parte de mim ser assim e agir assim com as pessoas e já escrevi sobre isso por aqui esses dias, quando falei sobre <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/27/as-pessoas-invisiveis-a-femea-alfa-e-o-homem-banana/">as pessoas invisíveis</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Aí hoje, durante uma conversa corriqueira com essa senhora, ela vira pra mim e diz &#8220;<strong>Você é uma moça muito educada</strong>&#8220;. Encarei como um elogio e respondi &#8220;obrigada&#8221;, mas ainda assim, meio sem jeito. Eu não entendo elogios (neurose minha) e geralmente fico pensando neles mesmo depois de um tempo. Me chamou de &#8220;educada&#8221; como se fosse um elogio&#8230; Hum, estranho&#8230; Isso só reforça ainda mais uma suspeita íntima que sempre tive comigo:</p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Será que hoje em dia todo mundo é *mesmo* <span style="color:#000000;"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong>boçal</strong></span></em></span> e só eu que <em>ainda</em> não notei isso?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que é uma piriguete?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/16/o-que-e-uma-piriguete/</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 12:52:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/16/o-que-e-uma-piriguete/</guid>
<description><![CDATA[Sinônimos: oferecida, assanhada, pilantra, aproveitadora, interesseira, aparecida, marafona, biscate]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Sinônimos:</strong> oferecida, assanhada, pilantra, aproveitadora, interesseira, aparecida, marafona, biscate, pirigas, pirigueti.<br />
<strong> Palavras relacionadas:</strong> mulher fácil, mulher oferecida, astúcia, beleza, carisma, dinheiro, carro, festa, night, vulgar, fácil, jovem sem-caráter, aproveitadora, puta-sem-salário, piri, safada, substituta.</p>
<p>E tem até música sobre isso: <a href="http://letras.terra.com.br/mc-pele/1096579/">a letra aqui</a> e o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=i1x-y4-CFBI">vídeo no YouTube</a>.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=piriguete">Dicionário InFormal</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você é quem você educa]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/05/voce-e-quem-voce-educa/</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 15:08:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/05/voce-e-quem-voce-educa/</guid>
<description><![CDATA[Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever esse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever esse post: sou humana, sou mulher e sou observadora. Isso já basta pra chegar em algumas conclusões, mesmo que elas estejam equivocadas. Enfim&#8230; Não quero ensinar NADA a NINGUÉM aqui, por que meu blog não existe pra isso. Ele existe POR QUE SIM. <em>Anyway&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Esses dias eu estava pensando de novo sobre esse lance de ter filhos. Ainda acho esquisito quem toma essa decisão. Nada contra as crianças em si, mas sei lá&#8230; Ainda existe muita gente nesse mundo que acha que ter filho é, de fato, uma grande coisa. Sei lá. Pra mim se você é uma idiota com meio cérebro, basta você abrir as pernas pra ter filhos. Minha mãe biológica que o diga. Ou seja.. Não é algo digno de nota, ou de sei lá&#8230; <strong>mérito</strong> (<em>for fuck&#8217;s sake&#8230; literally).</em></p>
<p style="text-align:justify;">Como diria Bill Hicks, engravidar não é nem um pouco melhor do que arrotar, vomitar ou cagar. É algo que acontece. E acontece muito, infelizmente. De qualquer forma, ainda, o post não é sobre engravidar, nem sobre ter filhos, mas sobre como algumas mulheres cuidam de seus bebês/crianças. Algumas mulheres parece que NÃO PERCEBEM que a criança não é mais um bebê, e continuam tratando a criança de forma retardada, ao invés de estimulá-la e tratá-la como gente.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a minha prima foi assim. Tanto que a filha dela tinha 3 anos e ainda não sabia falar direito. Com 5 anos ela falava mais ou menos, mas ainda falava meio que em &#8220;miguxês&#8221;. Nota: minha prima usava o &#8220;miguxês&#8221; pra conversar com a filha dela. Juro pra vocês. Eu acho isso uma merda. Isso é errado e devia ser proibido. Uma mãe dessas devia ser apedrejada em praça pública. Heh, eu adoro ser exagerada.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim&#8230; Falando de casos bons. Há algumas semanas atrás, quando eu ia pegar um ônibus à noite pra viajar pra São Paulo, uma cena na rodoviária chamou bastante a minha atenção. Uma mulher e sua filha estavam esperando a chamada do ônibus. A menininha devia ter uns 4 pra 5 anos. Ela era bem esperta e não parecia uma criança comum, afetada. Crianças geralmente são meio &#8220;lesas&#8221;.. Sei lá se sou eu que não tenho paciência com elas, mas o &#8220;normal&#8221; numa criança pra mim é correr, gritar e agir como idiota a maior parte do tempo. Criança pra mim sempre foi sinônimo de incômodo. Mas essa menininha ficou lá, sentadinha, tomando o achocolatado dela e respondendo à mãe dela normalmente (normalmente mesmo, sem falar que nem criança nem nada). Aquilo pra mim foi bastante impressionante. Aquela mãe tá de parabéns.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não que a criança fosse &#8220;fria&#8221; nem nada&#8230; Nada disso. Depois de um tempo chegou o vô dela e foi um grude. Ela abraçava o vô e ficava fazendo carinho nele. Foi uma das cenas mais bonitinhas que eu guardei na minha memória esse ano. Acho que guardei por que nunca tive vô. Deu inveja dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Ontem eu vi um outro caso de criança bem educada. Eu estava lanchando no CED aqui da UFSC e enquanto comia percebi que se aproximou uma mulher, negra, com seu filho. Ela me chamou a atenção por ser muito parecida com uma amiga da minha mãe, muito parecida <em>mesmo</em>. Aí eu percebi que ela também conversava com seu filho como se estivesse conversando com um adulto, e explicava as coisas pra ele normalmente. Achei <strong>incrível</strong>. Depois de um tempo ela começou a ensiná-lo, enquanto lanchavam, que &#8220;ele deveria sim obedecer às professoras, mas por livre e espontanea vontade e que professora nenhuma deveria colocá-lo de castigo, nunca. E ela foi bem enfática nessa última afirmação. O filho dela ficou sentadinho na frente dela, ouvindo com atenção ao que ela dizia. Era um garoto comportado, aparentemente de 4 pra 5 anos também. Fiquei imaginando que ela deve estar fazendo mestrado em educação ou coisa do tipo, pedagogia, sei lá&#8230; Só pela forma que ela falava. Pelo menos parecia. Coincidentemente, essa amiga da minha mãe com quem ela tanto se parece é doutora em Educação.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe me educou bem, acho. Fez o que pode. Sempre conversou normalmente comigo, sempre foi <em>workaholic</em>. Mas se eu não sou drogada e não tenho nenhum outro tipo de desvio de personalidade/caráter muito absurdo, então isso quer dizer que ela cumpriu seu trabalho bem demais pra uma <em>workaholic</em>. Minha mãe gosta muitíssimo de bebês e crianças. Mas quando minha adolescência chegou ela quis morrer. Hoje em dia ela se culpa, acha que foi uma péssima mãe por que eu moro há mil quilometros dela, sou cheia de tatuagens/piercing, ouço músicas esquisitas, leio livros demais, não vejo TV, não tenho namorados, não penso em casar nem em ter filhos. Ela se lamenta MUITO por eu não querer ter filhos. O que ela mais quer na vida são netos, filhos que sejam meus pra ela poder estragar bastante eles. Enfim&#8230; Ela não está convencida de que é uma boa mãe e hoje se considera ausente. Pra mim, ela nunca foi ausente o suficiente. Heh.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, observar mães e crianças como as que eu observei (na rodoviária e ontem) é algo que me conforta momentaneamente. Mas ainda acho que eu nunca vou ter filhos por que não tenho paciência, não teria jeito pra cuidar, nem nada. Falo que me falta instinto maternal. Tem gente que diz que isso vai mudar quando eu trintar ou quarentar. Eu acho que pode até mudar, mas também acredito que as coisas &#8220;não são bem assim&#8221;. Não quero ter um filho sozinha, não quero que seja algo desestruturado. Se for pra ser, a criança no mínimo vai ter que ter um pai decente. E pra mim tudo teria que ser muito planejado e perfeito, e se for pra pensar assim, melhor nem ter filho.. Mesmo por que não existe nada perfeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou niilista demais pra ter filhos, até mesmo pra pensar em crianças. Eu não acredito em várias coisas. Não acredito em genética. Não acredito na possibilidade de um bom pai. Não acredito na minha capacidade de dedicação a outro ser humano (a não ser que eu esteja trabalhando, num projeto, etc). E o xeque-mate: não acredito num futuro bom, pra quem eu for gerar. Esse mundo é podre e essa existência, escrota. As pessoas são insensíveis, insensatas, gananciosas e o que resta da Terra, está morrendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que eu traria pra cá alguém que nem existe, mas que eu amo tanto? Por que eu faria isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Que tipo de &#8220;amor&#8221; tão perverso e egoísta é esse?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que esse padrão de &#8220;crescer, casar, ter filhos&#8221; é tão compulsório, tão obrigatório?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que uma mulher que não &#8220;cresce, casa e tem filhos&#8221; é malvista pela sociedade? Por que ela é excluída? Ou ainda: por que ela é considerada &#8220;menos mulher&#8221; que as outras?</p>
<p style="text-align:justify;">São várias coisas que eu me pergunto, desde que tomei consciência que podia conceber uma outra pessoa (lá pelos meus, sei lá, 15/16 anos). Nunca engravidei, nunca abortei, nunca fiz nada de errado, nem com meu próprio corpo, nem com nada, nem ninguém. Mas esses questionamentos são coisas que eu simplesmente não entendo&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E acho que vou morrer sem entender.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que não devemos falar de sexo com homens?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/05/13/por-que-nao-devemos-falar-de-sexo-com-homens/</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 17:12:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/05/13/por-que-nao-devemos-falar-de-sexo-com-homens/</guid>
<description><![CDATA[Ontem eu tava por aí no Twitter quando li uma twittada da minha amiga Cíntia. Na mesma hora respondi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Ontem eu tava por aí no Twitter quando li <a href="http://twitter.com/cintiabl/statuses/809395711">uma twittada da minha amiga Cíntia</a>. Na mesma hora respondi: &#8220;<a href="http://twitter.com/silenciosa/statuses/809396875">Por que homem é tudo mongo. Se você fala de putaria com eles, mais cedo ou mais tarde eles acabam te taxando de &#8220;bizarra&#8221;</a>&#8220;. Experiência própria. Juro pra vocês. E ainda tem mais: se você fala de sexo abertamente com homens, existe uma probabilidade altíssima de eles acharem que:</p>
<p style="text-align:justify;">1. Você é <strong>muito</strong> bizarra. Ou ainda &#8220;areia demais pro caminhãozinho deles&#8221; (ridículo isso, faz duas viagens, porra!)<br />
2. <a href="http://twitter.com/cintiabl/statuses/809404793">Você QUER louca e necessariamente DAR pra eles.</a> (bestas!)</p>
<p style="text-align:justify;">Ou o pior de tudo:</p>
<p style="text-align:justify;">3. Você está, perdida e irremediavelmente apaixonada por eles. (Grrr&#8230; Filhosdaputa presunçosos!)</p>
<p style="text-align:justify;">A Cí também falou sobre conversar sobre sexo com viados. Não acho que seja a mesma coisa. Tenho vários amigos gays e, definitivamente&#8230; Não é a mesma coisa! É esquisito, na verdade. Fico me sentindo inferior em técnicas e certas habilidades, <em>if you know what I mean&#8230;</em> Mas até que róla pegar algumas dicas com eles. Afinal, eu não tenho um pau e só sei como o negócio funciona mesmo em teoria. Na prática a gente faz o que pode, mas sei lá&#8230; Nunca parece ser suficiente! Enfim. Nem mesmo sei o quê é que pode estimular certa sensação aonde e nem quando.. Mas até acho que tenho um bom <em>timing</em>. E levando em conta que cada pessoa gosta de uma coisa diferente, isso fica ainda mais complicado!</p>
<p style="text-align:justify;"><em>But anyways</em>, há uns 2 anos atrás, quando eu tinha amigos homens (em sua maioria), eu sabia (sei ainda) que eles me acham bizarríssima simplesmente por ser quem eu sou. Sim, simples assim. Tá certo que naquela época eu conseguia ser ainda mais tosca, mas de qualquer forma, era praticamente <em>impossível</em> que acontecesse <em>qualquer coisa</em> no sentido afetivo/sexual com qualquer um deles. Não sei o que eles tinham, se era medo de mim, ou nojinho, ou sei lá&#8230; Eu era tosca demais, bizarra demais (continuo sendo), experiente demais (não deixei de ser, nesse sentido só piorei/melhorei, escolha você), enfim&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Não converso mais nada com ninguém não. Nada mesmo. Estou relativamente reclusa nesse sentido, me preocupando mais com outras coisas. Se começam com o assunto do meu lado, eu simplesmente vou embora. Não reclamo mais de gente que fala de suas experiências como se relatasse um fato qualquer: eu simplesmente ME RETIRO do ambiente, por que acho constrangedor. É isso mesmo. E não é questão de eu ter &#8220;esqueletos no armário&#8221;&#8230; Quem pensa que é isso, pode ir à merda. Não tenho vergonha nenhuma do que já fiz e do que já vivi, mas acho não só indelicado, como desnecessário ficar confabulando sobre isso publicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">A única pessoa que tem o direito de vir com interrogatório sobre a minha vida sexual hoje em dia, é o meu médico. Nem pra minha mãe eu falo nada.</p>
<p style="text-align:justify;">E por que eu não falo mais? Deixando claro: não falo mais nem com homens e <em>muito menos</em> com mulheres. Não falo mais por que simplesmente acho desnecessário, acho que não vale a pena. Sei lá, não vou ganhar nada com isso e além do quê, vão poder me tirar de &#8220;bizarra&#8221; a troco de nada (ou quase nada). Ao contrário da Cí, eu não sinto exatemente falta de conversar sobre isso com alguém, mesmo por que eu não ando nem sentindo mais falta disso (sexo) propriamente dito. Não estou me declarando aqui um ser puro e casto, nada disso. Mas só que agora, diferentemente dos anos anteriores, pra eu me disponibilizar a pensar no assunto e a avaliar possibilidades de prática&#8230; Demora. Demora muito. Plutão tem que cruzar com Saturno na casa de Júpiter (algo assim) e, talvez, se der algum eclipe, eu penso no caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Juro pra vocês que tem sido assim. E é melhor assim, garanto. Tenho que estar muito certa de que é o que quero, aí as coisas vão meio que se encaminhando, acontecendo de forma mais natural mesmo. Às vezes não é preciso nem fazer escolhas, mas simplesmente disponibilizar-se, ou não. Alguns comportamentos, a forma que as pessoas agem, reagem ou deixam de agir são muito, muito sutis&#8230; E é preciso de tempo e malícia pra ir entendendo as coisas, pois é bem difícil ter esse sei lá&#8230; <em>feeling</em>, acho. Esses (não)-comportamentos estão nas ausências de palavras e ações, não o contrário: por isso que não existem mais escolhas a serem feitas, e sim uma aceitação do que é pra ser, do que está ali. Acho que é por isso que ando enxergando as coisas com mais clareza ultimamente.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Oh, joy.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que me fez sentir mulher?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/08/o-que-me-fez-sentir-mulher/</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 19:17:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pode até parecer muito bobo e também muito óbvio. Mas o que fez me sentir mulher, foi (pasmem!) um h]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Pode até parecer muito bobo e também muito óbvio. Mas o que fez me sentir mulher, foi (<em>pasmem!</em>) <strong>um homem</strong>. Sério. Um homem de verdade, inteirinho. Chocante uma mulher dizer isso nos tempos modernos não? Também acho. Numa época em que a diversidade sexual é o que impera, dizer isso é um tanto quanto esquisito. Pelo menos eu me sinto inadequada ao dizer isso. Mas no meu caso (fazer o quê&#8230;) é verdade. Posso afimar com toda a certeza que me senti &#8220;uma menina&#8221;, até mesmo &#8220;uma garota&#8221;, até os meus 23 anos. E eu me referia assim a mim mesma, sempre.</p>
<p align="justify">Nunca engoli o papo de &#8220;menina-mulher&#8221; ou ainda o tal &#8220;jeito moleca de ser&#8221;. Isso pra mim é eufemismo de guria que quer dar, mas nega, e eufemismo pra puta. Um porre. Se fuder. Acho escroto e pronto. Nunca assumi nenhuma dessas coisas aí. Mas sempre achei que o adjetivo &#8220;mulher&#8221; esteve anos luz distante de mim. Minha baixa auto-estima, depressão, entre outros problemas emocionais me impediam de enxergar a mulher que existia em mim, então eu sempre me menosprezava e toda vez que aparecia uma oportunidade pra que eu pudesse me diminuir, eu a acatava.</p>
<p align="justify">E quando eu falo do homem que me fez mulher, ao contrário do que você deve ter imaginado, não falo do ato de desvirginamento em si, também não falo de um cara com um pau enorme. Amor da minha vida? Não exatamente. Meu pai? Credo! Falo de um cara completamente comum, mesmo. Desses esquisitos que você vê por aí andando na rua, indo pro trabalho. Ou ainda daqueles que quando você vê, não daria nem 0,50 centavos, caso ele estivesse tocando um saxofone no metrô. Falo daqueles caras que não precisam te dizer nada, <em>absolutamente nada</em> pra mudar a sua existência inteira. Falo dos homens que não lhe dão &#8220;lição de moral&#8221; nem te contam &#8220;histórias de vida&#8221;. Não sei como e também não sei por que cargas d&#8217;água, ele conseguiu, de fato, intimidar e simplesmente <em>fazer sumir</em> a &#8220;menina&#8221; que existia em mim. Como aconteceu? Não sei. Mágica talvez. De fato, eu sei que é mágico velar o sono de um homem desses..</p>
<p align="justify"><strong>Não foi meu primeiro. Não será meu último. Mas foi ele mesmo. E foi (aliás, é) <em>muito</em> importante pra mim.</strong></p>
<p align="justify">Ano passado a menininha raivosa dentro de mim odiou o dia das mulheres. Tacou fogo. Nunca cheguei a ser absolutamente &#8220;contra&#8221; esse dia, mesmo por que nunca queimei sutiã em praça nenhuma. Não gosto de militantes nem de pessoas reacionárias demais. Mas da mesma forma, nunca cheguei a ser a favor do dia das mulheres não. Acho que <em>indiferente</em> é a melhor palavra. Até hoje não sei se gosto de mulheres ou não (não no sentido sexual, mas no sentido de ter/sentir simpatia mesmo). Mas a minha tendência é não gostar delas de qualquer jeito mesmo. Até hoje não sei se gosto da <em>minha</em> condição de mulher ou não. Sei lá.. Eu não gosto de gente, <em>bottom line</em>. Pra mim, mulheres são gatos e homens são cachorros. Nenhum presta, ninguém presta (até que provem o contrário), simples assim.</p>
<p align="justify"><img src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/03/mulher.jpg" alt="mulher.jpg" align="left" /></p>
<p align="justify">Duas coisas são bem certas pra mim: nunca mais tive uma amiga muito próxima e eu, pessoalmente, prefiro não confiar (mais) em mulheres. Em nenhuma. Nem na minha mãe. Aliás, <em>principalmente</em>, não confio na minha mãe, apesar de (e justamente por) ela ser quem é.</p>
<p align="justify"><strong>Se vocês soubessem de metade das minhas histórias, entenderiam que, no mínimo, 50% da minha misoginia/misantropia são <em>completamente</em> justificáveis.</strong></p>
<p align="justify">Eu realmente sou uma mulherzinha esquisita e não vejo mérito nenhum por ter nascido assim. Sempre fui esquisita e sempre serei. Meu maior defeito hoje em dia é ater-me <em>por demais</em> a realidade. Tudo culpa do niilismo no qual acredito. Fora isso, sou <em>completamente</em> histérica (homens que eu já gostei/amei <em>sabem bem </em>disso). Por causa do que chamo de &#8220;senso de realidade&#8221; nunca entendi a paixão por bolsas e sapatos, das mulheres. Só fui entender mais sobre futilidade ano passado, quando entrei numa academia (É&#8230; Até o meu lado fútil é mais masculino!). Nunca soube me maquiar direito, embora já tenha me esforçado bastante pra isso. Quando me maqueio, me sinto uma drag queen. Sinto que &#8220;há algo errado aí&#8221;. Agora que estou com o cabelo raspado vejo minhas fotos de cabelo comprido e percebo intimamente que o meu cabelo parece uma peruca, apesar de, de fato, eu ficar melhor de cabelo comprido. Sei lá,&#8230; Essas coisas todas parecem falsas, inventadas.</p>
<p align="justify">Minha futilidade é primitiva. Baseia-se em tatuagens, piercings e exercícios, apenas.</p>
<p align="justify">Pra mim, ser mulher está tão mais além de bolsas, sapatos e maquiagem. Sempre esteve. Tudo tem seus prós e contras, então não vejo muita vantagem em ser mulher, só algumas pouco aparentes tirando as mais óbvias (facilidades de sedução, de gênero, habilidades físicas e fisiológicas). Por isso nunca me importei com essas coisas. Acredito que eu tenho mais o que ler, que viver, que observar. Acredito numa vida prática, onde não ficamos contando vantagem e nem parando por um dia pra nos lembrar-mos de algo que é uma condição. Condição essa que é tão igual, mas tão diferente nos milhares de casos que existem por aí. Não nego que existem mulheres &#8220;que lutam&#8221;, mas eu não sou &#8220;grata&#8221; a elas. Não tenho culpa de não ter nascido na idade média: tive sorte, apenas. E mulheres que não estão nem aí? E as que não se importam e viram amélias? Ou que optam por não ter filhos, por trabalhar, por andar a cavalo, por rasparem as cabeças? Seriam essas menos-mulheres do que &#8220;o restante&#8221;? Sei não. Devo estar falando merda já.  Mas enfim&#8230;</p>
<p align="justify"><strong> Se ser mulher em essência é se limitar apenas a todas essas coisas, então me desculpem&#8230; Mas eu não sei o que sou.</strong></p>
<p align="justify">Apesar de não me considerar mais &#8220;uma menina&#8221; e sim uma mulher, tenho plena consciência de que nunca serei uma &#8220;mulher completa&#8221;, uma &#8220;mulher de verdade&#8221;. Não cumprirei meu propósito nessa existência por que não terei filhos. Além de ter nascido desprovida de qualquer tipo de &#8220;instinto maternal&#8221;, tá pra nascer o cara que vai fazer surtir em mim o desejo de ter filhos com ele. Posso estar muito enganada, mas penso que nasci pra ser um espírito livre, independente de qualquer coisa&#8230; E filhos dependem de nós, querendo ou não. E a gente precisa sofrer um pouco (só um pouco) na vida pra entender certas perspectivas e ajustá-las de acordo com as nossas necessidades. E acho que já sofri o suficiente. Não penso mais no meu futuro: eu o vivo, todos os dias. As coisas mudam em mim, mas permanecem as mesmas. É complicado explicar, mas com certeza é bonito de observar (quem me conhece, sabe).</p>
<p align="justify">De qualquer forma, hoje não sairei na rua, não receberei rosas, não receberei elogios. Receberei &#8220;parabéns&#8221; de algumas pessoas mais chegadas e isso não fará a mínima diferença pra mim de qualquer forma.. E as meninas continuarão a ser meninas, e mulheres, mulheres&#8230; <em>And I?</em></p>
<p align="justify">
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<p align="justify"><em>I&#8217;ll just keep on walking, Johnny&#8230;</em></p>
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<p align="justify">
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como emagrecer rápido?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/02/18/como-emagrecer-rapido/</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 21:53:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Repito o que já escrevi mil vezes nesse blog e torno a repetir: emagrecer NÃO é rápido, NEM fácil. E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Repito o que já escrevi mil vezes nesse blog e torno a repetir: <strong><span style="text-decoration:underline;">emagrecer NÃO é rápido, NEM fácil</span>.</strong> E eu não estou falando de anoréxicas e nem de RECALCADAS que “precisam perder 3 quilinhos”. Estou falando de mulheres como eu, que realmente tem problema de obesidade, que sofrem com distúrbios alimentares, e que infelizmente não podem comer tudo o que querem, na quantidade que querem, na hora que querem. Falo de pessoas que querem QUALIDADE DE VIDA. Não uma vida necessariamente saudável (eu mesma bebo e fumo às vezes), mas uma vida melhor, se sentir melhor olhando-se no espelho, etc.</p>
<p align="justify">Emagrecer demora MESES, às vezes ANOS.</p>
<p align="justify">É preciso ser persistente e NÃO DESISTIR.</p>
<p align="justify">Mas se você não quer abrir mão do seu “estilo de vida” (maridinho/namorado, casinha, comida gordurosa de montão, etc.) pra emagrecer, sinto muito, mas você NUNCA vai conseguir. A não ser claro, tomando medidas drásticas, como operações e cirurgias do tipo.</p>
<p align="justify">Primeiramente você tem que QUERER emagrecer. Isso é fundamental. Se você não quer, DE VERDADE, não adiantará nada ficar tentando fazer dietas mirabolantes e regimes anoréxicos.</p>
<p align="justify">Em segundo lugar, você tem que <span style="text-decoration:underline;">TOMAR AS RÉDEAS</span> da situação. <strong>Não ignore</strong> o que médicos e nutricionistas dizem, mas <strong>não se apegue</strong> demais a eles. Eles <strong>não são</strong> os donos da verdade, MUITO MENOS donos do seu corpo, <span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ff0000;"><strong>VOCÊ É</strong></span></span>. Seu corpo é seu, e de mais ninguém. <strong>Busque por CONSCIÊNCIA CORPORAL</strong>. Faça tatuagens, exercícios, medite, faça ioga. Corra! Seja vaidosa. Estude anatomia e o corpo humano por conta própria. Estude os órgãos humanos internos e como eles funcionam. Entenda o seu período menstrual, como ele ocorre e por que ele ocorre. Identifique a sua TPM, saiba lidar com ela de forma harmoniosa, e não destrutiva-compulsiva.</p>
<p align="justify">Entenda a si mesma. Entenda o que o seu corpo diz, <strong>conviva</strong>, <em>de verdade</em>, com ele.</p>
<p align="justify"><strong>Não </strong><strong>negue quem você é</strong>: se olhe MUITO no espelho.</p>
<p align="justify">RESPEITE o seu corpo. Se ame.</p>
<p align="justify">Depois disso você já sabe o que fazer, não sabe? Se você tem ensino médio, ou superior, <strong>é claro</strong> que você sabe o que tem que fazer: <strong>fechar a boca e fazer exercícios</strong>, ora pois… O que mais seria? Nada de doces, refrigerante e comidas gordurosas. Use menos óleo, coma menos frituras. Esqueça o que você come: <strong><em><span style="text-decoration:underline;">preste muita atenção</span></em></strong> no que você <strong>INGERE</strong>. Dê preferência a alimentos menos calóricos. Se matricule numa academia. Ou caminhe/corra uma média de 3 ou 4 quilômetros por dia. Esses são procedimentos muito simples, e comportamentos básicos de uma pessoa que <em>realmente</em> quer ver uma mudança ocorrendo.</p>
<p align="justify">O que eu estou querendo dizer aqui é que boa parte de <strong>uma dieta de verdade</strong> não está nas coisas que comemos ou nos exercícios que fazemos. Na verdade, essas coisas são o que menos importa numa dieta: são detalhes cotidianos, é a parte pequena da coisa toda. O que realmente importa é a maneira que nos comportamos, entendemos o mundo e entendemos a nós mesmas. Tem muito mais a ver com paz interior, auto-estima, com a visão que temos da vida e das coisas ao nosso redor, de como elas se dão, se desabrocham, funcionam, nascem, morrem e têm a sua continuidade. E é claro que cada pessoa tem uma história e que cada pessoa é diferente, e eu respeito isso. Nem todo mundo pensa da mesma forma, nem todo mundo sente as mesmas necessidades. Mas, pela experiência que tive, e tenho tido até agora, tudo isso que escrevi até então tem funcionado muito bem pra mim.</p>
<p align="justify">Não existe metodologia. Não existem médicos. Não existem pessoas me condenando, me privando, me vigiando e o pior de tudo: <strong>cuidando do meu corpo pra mim</strong> (coisa que é de responsabilidade exclusivamente <strong>minha</strong>). Não existem regras, privações, sofrimento. Eu larguei tudo isso. Desisti de todas essas coisas. Desprendimento total, de tudo.</p>
<p align="justify">Agora existe eu e uma vontade sobre-humana, visceral, irracional, irremediável, de ser <strong>plenamente feliz</strong>. Apenas isso.</p>
<p align="justify">“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. E isso nunca foi TÃO verdade pra mim.</p>
<p align="justify">E isso é tudo.</p>
<p align="justify">E nada.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">.</p>
<p align="justify">Do meu outro blog, <a href="http://garotasviciadas.wordpress.com/2008/02/18/como-emagrecer-rapido/">Garotas Viciadas</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Absorvente interno dá prazer na mulher?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/02/17/absorvente-interno-da-prazer-na-mulher/</link>
<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 18:34:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/02/17/absorvente-interno-da-prazer-na-mulher/</guid>
<description><![CDATA[Cintia: Meu, é cada busca estranha. Uma vez entraram no meu blog querendo saber se absorvente intern]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><strong><a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/">Cintia:</a></strong> Meu, é cada busca estranha. Uma vez entraram no meu blog querendo saber se absorvente interno dava prazer na mulher&#8230;<br />
Dora: Será que existe mulher tarada por isso?<br />
<strong><a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/">Cintia:</a></strong> Isso é busca de homem, com certeza!!! Nenhuma mulher ia fazer uma busca dessas&#8230;<br />
Dora: Sim&#8230; Eu imagino que seja&#8230; Mas o que os leva a pensar que pode existir uma mulher assim?<br />
<strong><a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/">Cintia:</a></strong> Homem é besta&#8230; Imagina cada coisa&#8230;<br />
Dora: Hahahahaha&#8230; Deve ter sido algum neandertal que procurou por isso&#8230;<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Sim&#8230; Um neandertal com um pau do tamanho de um O.b.!<br />
Dora: Usar absorvente interno é como sei lá&#8230; Usar qualquer outra coisa de higiene&#8230; Um O.b. é tão pequenininho&#8230; Como assim <em>sentir prazer</em>?<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> É que, tipo, acho que o cara deve ter um pau pequeno&#8230; Faz a busca e pensa &#8220;Se a mulher sentir prazer com o O.b., deve sentir prazer com o meu pau&#8221;&#8230;. Hahahaha&#8230;<br />
Dora: Alguns homens pensam que mulheres pensam o sexo que nem eles. Não que não existam mulheres assim mas&#8230; Com certeza elas não são a maioria&#8230; A não ser que você seja ninfomaníaca&#8230; ou panssexual, sei lá.<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Imagina. Mesmo que o negócio fosse grande&#8230; Aquele sangue todo descendo e incomodando&#8230; E você vai sentir prazer com aquilo?<br />
Dora: Justamente. Com cólica e tudo&#8230; Uma vez eu expliquei pra um rapaz, com detalhes, como é uma menstruação&#8230; Ele ficou todo impressionado. Os caras não tem noção mesmo de como é o processo todo.<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Mas Dora, o que dá prazer na mulher é todo o ato sexual.<br />
Dora: Sim!!! Eu sei disso&#8230; Mas aparentemente os caras não sabem&#8230;<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Não sabem mesmo&#8230; É impressionante&#8230; Eles acham que é só a mulher enfiar um bagulhinho lá dentro que já goza&#8230; Que falta de noção&#8230;<br />
Dora: Antes fosse assim! Que alegria.<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Pois é!! Imagina que beleza&#8230; &#8220;Pra que homem quando a gente pode comprar O.b. na farmácia&#8221;&#8230; Hahahaha&#8230;. Meu, que merda&#8230;<br />
Dora: Alguns amigos meus ficam falando &#8220;Pô&#8230; Por que tu num aproveita mais a vida?&#8221; sendo que aproveitar mais a vida é um eufemismo pra &#8220;dar por aí&#8221;&#8230;. Quer dizer só por que eu tenho buceta eu tenho que dar pro primeiro pedreiro que me chamar de princesa? Que porra é essa?! Dou pra quem eu quiser, quando eu quiser, se eu quiser. A não ser que me estuprem.<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Concordo.<br />
Dora: É impressionante&#8230; Por isso que a mulherada hj em dia faz os caras de gato e sapato&#8230; Eles saem comendo geral mesmo&#8230;<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Me recuso a ser mulher desesperada por homem.<br />
Dora: Eu também. Coisa mais horrível. E nem por isso sou uma carola. Acho escrotésimo o jeito que eles confundem essas coisas&#8230; &#8220;Você não dá por que é frígida!&#8221;. Nem me comeu e fica falando bosta. Que ódio!<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/"> Cintia:</a> Meu, eu estou longe de ser carola&#8230; Aliás, se arrumasse um cara legal, dava mais que chuchu na cerca&#8230; Mas não quero ficar trocando de cara como quem troca de roupa. Eu sou mais qualidade do q quantidade em todas as coisas da minha vida&#8230;<br />
Dora: É. Conheço um punhado de menina assim&#8230; Se acham &#8220;super liberais e descoladas&#8221;. Acho <em>um nojo</em>.<br />
<a href="http://designiosedesejos.wordpress.com/">Cintia:</a> Liberal uma pinóia! Aposto que transam mal pra burro. Se bem que homem é retardado e enfia o pau em qualquer buraco mesmo&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O hábito faz o monge?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/01/16/o-habito-faz-o-monge/</link>
<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 01:47:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/01/16/o-habito-faz-o-monge/</guid>
<description><![CDATA[Boa parte das coisas nessa vida é mesmo questão de hábito, querendo a gente ou não. E os hábitos que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Boa parte das coisas nessa vida é mesmo questão de hábito, querendo a gente ou não. E os hábitos que a gente tem podem nos levar a ser duas coisas: virtuosos ou viciados. Ou ainda <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/16/cinicos-de-auto-ajuda/">viciados virtuosos</a> (meu caso), ou <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/16/viciados-em-auto-ajuda/">virtuosos viciados</a>. Ou nenhum dos dois, mas é quase impossível. Ter equilíbrio é muito bom, mas não sei se é uma coisa que quero buscar atingir na minha vida&#8230; Não acho que vale a pena. Acredito que se eu for uma pessoa equilibrada demais, a minha vida não vai ter mais sentido e tudo vai ser muito sem graça. Se eu for uma pessoa com bom senso, já me darei por satisfeita.</p>
<p align="justify">Acho que foi só hoje que percebi que esse final de semana que passou foi um descaso total pra mim. Bebi e fumei, coisas que não condeno por que faço de vez em quando, pra não dizer de vez em nunca. Há algumas semanas atrás eu já estava pensando &#8220;Pqp, preciso de um cigarro. Agora!!!&#8221; mas morria de preguiça de gastar 3 reais com um maço, por mais que a ansiedade me corroesse por dentro. E meu lance com cigarro é puramente químico (o troço só me acalma mesmo) e é aí que mora o perigo, pois fico preocupada em me viciar, mas acho que isso não vai acontecer mesmo. Nas semanas que passaram preferia tomar um Gatorade ou qualquer porcaria do tipo e esperava a vontade de fumar passar..</p>
<p align="justify">Eu tenho essa mania: espero dores passarem até que ou se curem por si sós, ou se tornem insuportáveis e crônicas, a ponto de eu ter que ir num médico resolver a parada; Da mesma forma, espero vontades passarem, até elas passarem de fato ou até eu arranjar uma desculpa convincente o bastante pra mim mesma pra realizá-las. Assumo e assino embaixo.</p>
<p align="justify">Ontem, segunda-feira, depois de um final de semana regado a exageros de vícios (cigarro, bebida, madrugada adentro) eu até tava com medo de ir na academia e quase morrer sem ar nos aparelhos. Mas <em>surpreendentemente</em> isso não aconteceu. Pelo contrário: surrealmente rendi mais nos exercícios e trasnpirei um pouco mais também. Pude sentir bem meus pulmões, respirei normalmente, não senti falta de ar e não me cansei demais durante os exercícios em nenhum momento, como achei que seria. Achei estranho, pois realmente não achei que meu corpo fosse reagir dessa forma. Acho que estou pegando fôlego e resistência. Isso parece bom.</p>
<p align="justify">Lembro uma vez (antes de eu resolver criar o hábito de fazer exercícios todos os dias e fechar a boca) de uma noite que saí pra beber e fumar, e quando voltei pra casa e fui tomar um banho quente, quase morri asfixiada. Juro pra vocês. Sem exagero nenhum, o ar simplesmente não vinha por mais que eu o puxasse. Acho que foi a pior sensação de toda a minha vida (Ok, não foi não.. Já teve uma pior). Mas ao que tudo indica, isso não vai mais acontecer.</p>
<p align="justify">Aos poucos (por &#8220;poucos&#8221; leia-se 3 meses intensivos de exercícios, pra quem era sedentária de carteirinha) estou me acostumando de verdade com uma rotina de exercícios. Passar o dia todo sem me movimentar como devo já me dá uma sensação esquisita de que &#8220;tem algo errado&#8221; com o dia, de que &#8220;algo está faltando&#8221;. Me dá uma inquietação por dentro que me irrita muito, fico sentindo que preciso fazer alguma coisa. Chego quase a ficar deprimida por que fico &#8220;cansada de não fazer nada&#8221;. Tá&#8230; Não vou dizer que morro de alegrias por ficar uma hora na esteira todos os dias. Eu só morro de alegria quando faço <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/12/05/body-combat-i-can-do-it/">Body Combat</a> mesmo, por que de fato é  divertido e as músicas são legais.</p>
<p align="justify">Mas geralmente quando saio da academia (sem ter feito aeróbica divertida, tipo <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/12/05/body-combat-i-can-do-it/">Body Combat</a>) e percebo que consegui fazer todos os exercícios corretamente, com a postura certinh, fico com uma sensação indescritível de dever cumprido. &#8220;Eu consegui. Eu posso. Eu sou capaz&#8221;. Não, não é auto-ajuda. Auto-ajuda seria se eu pensasse essas coisas sem ter feito porra nenhuma.  E tá certo também que qualquer idiota é capaz dessas coisas que eu faço, mas não é isso que está em jogo também. Não me exercito pra competir com ninguém, mas pra ficar melhor comigo mesma. E depois passo o resto do dia bem relaxada, bem menos estressada e bem mais tranquilinha e de bem com a vida.</p>
<p align="justify">Gosto de pensar em várias coisas enquanto malho: pensar no que vou jantar/almoçar naquele dia ou no outro, puxar lembranças boas e agradáveis inesquecíveis ou escondidas, pensar no que farei amanhã, no que farei semana que vem, no que farei hoje ou nos próximos três meses. Tem sido muito bom pra mim&#8230; Mesmo. E aos bons hábitos eu sou fiel.</p>
<p align="justify">Cigarro só é bom momentâneamente&#8230; E não trás nenhum benefício a longo prazo (a prazo nenhum, a bem da verdade). Não sei se algum dia eu largarei o cigarro de vez: é sempre bom termos algo de ruim pra entendermos que o que é bom, existe, de fato. Mas uma coisa puxa a outra mesmo, bebida, cigarro, balada.. Ou às vezes nada puxa nada mesmo: nada mais prazeiroso que fumar sozinha num parquinho arborizado, vendo as crianças correr lá longe, não pensar em absolutamente NADA,  sem ninguém encher o saco ou ficar com olhares de reprovação.</p>
<p align="justify">Resumo da ópera: acho que eu tava mesmo é precisando de uma baladinha forte pra voltar a minha antiga forma.</p>
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<title><![CDATA[Por que mulher não pode se meter em briga de homem?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/01/07/por-que-mulher-nao-pode-se-meter-em-briga-de-homem/</link>
<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 16:04:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/01/07/por-que-mulher-nao-pode-se-meter-em-briga-de-homem/</guid>
<description><![CDATA[Respostas que vieram (uma seguida da outra) na minha cabeça dia desses: 1. Ver mulher apanhando é mu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Respostas que vieram (uma seguida da outra) na minha cabeça dia desses:</p>
<p>1. Ver mulher apanhando é muito feio.<br />
2. E ver mulher batendo não é bonito.</p>
<p>Coisas iguais, mas diferentes. E eu sou machista demais pro meu próprio gosto&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como prender um lenço na cabeça?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/12/31/como-prender-um-lenco-na-cabeca/</link>
<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 18:16:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/12/31/como-prender-um-lenco-na-cabeca/</guid>
<description><![CDATA[Sei que não parece, mas esse assunto é pertinente pra caramba. Procurei internet afora e só achei di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><img src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2007/12/joia-headwrap.jpg" alt="joia-headwrap.jpg" /></div>
<p>Sei que não parece, mas esse assunto é pertinente pra caramba. Procurei internet afora e só achei dicas <strong>boas mesmo</strong> em sites gringos. Vou traduzir a melhor que encontrei pra cá.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Lenço da Cabeça</span> </strong></p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Head_Scarf_1.jpg" alt="" /> <strong>1.</strong> Coloque o lenço na cabeça, desta forma;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Head_Scarf_2.jpg" alt="" width="161" height="250" /><strong>2.</strong> Puxe o lenço bem apertado na cabeça;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Head_Scarf_3.jpg" alt="" width="129" height="250" /><strong>3.</strong> Torça-o;<br />
<img src="http://www.kangausa.com/Steps_Head_Scarf_4.jpg" alt="" width="169" height="250" /> <strong>4. </strong>Dê um nó no lenço;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Head_Scarf_5.jpg" alt="" width="120" height="250" /><strong>5.</strong> Prontinho.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Embrulho da Cabeça</strong></span></p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_1.jpg" alt="" width="192" height="100" /> <strong>1. </strong>Dobre o lenço diagonalmente;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_2.jpg" alt="" width="334" height="100" /> <strong>2. </strong>Continue dobrando-o;<img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_3.jpg" alt="" width="324" height="250" /><strong>3. </strong>Coloque o lenço dobrado atrás da cabeça;<br />
<img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_4.jpg" alt="" /><strong>4. </strong>Puxe as pontas bem apertadas;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_5.jpg" alt="" width="427" height="250" /><strong>5. </strong>Enrole firmemente em volta da cabeça.<br />
<img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_6.jpg" alt="" width="446" height="250" /><strong>6. </strong>As pontas devem terminar na frente da cabeça;</p>
<p><img src="http://www.kangausa.com/Steps_Traditional_Head_Wrap_7.jpg" alt="" width="200" height="250" /><strong>7.</strong> Look final. ;D</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.kangausa.com/index.htm">KangaUSA &#8211; Sarong &#38; Sarongs, Kanga &#38; Kangas &#8211; Genuine African Clothing and African Clothes.</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual a diferença entre auto-controle e disciplina?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/24/qual-a-diferenca-entre-auto-controle-e-disciplina/</link>
<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 13:48:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/24/qual-a-diferenca-entre-auto-controle-e-disciplina/</guid>
<description><![CDATA[Até hoje eu não havia pensado nisso direito. Mas há alguns segundos atrás é que cheguei em algumas c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Até hoje eu não havia pensado nisso direito. Mas há alguns segundos atrás é que cheguei em algumas conclusões acerca dessas duas palavras. A vida inteira me disseram que eu precisava de “auto-controle” como se isso fosse um produto que eu pudesse adquirir na farmácia mais próxima. Auto-controle no caso serviria pra me impedir de fazer coisas que eu quero fazer, mas não devo fazer. E eu, de fato, já tive auto-controle pra muitas coisas. Já me segurei pra não beber num dia em que estava particularmente deprimida. Já me controlei pra não arrastar a cara de uma amiga-da-onça vagabunda no asfalto quente. Já fiz o diabo pra não dizer certas coisas que ele não precisava ouvir. Não de mim. Enfim.</p>
<p>Ainda assim, auto-controle da forma que me falam parece que é uma &#8216;coisa&#8217; meramente momentânea, algo que você decide ter na hora e não um comportamento de uma vida toda, de fato. “Auto-controle” pra mim, até hoje tem uma conotação negativa, algo que parece difícil, complicado, impossível. Pensei até que pudesse ser trauma. Lembro da minha mãe, gritando aos 4 cantos da casa, que eu precisava de “auto-controle” e esse maldito auto-controle nunca aparecia pra mim e eu ficava pensando “por que será?”. Aí acho que hoje meio que descobri por acidente que auto-controle é apenas uma qualidade decorrente de uma vida inteira de disciplina. Resumindo: <strong>não adianta querer aguentar o tranco, se você não tem estrutura <span style="text-decoration:underline;">nenhuma</span> pra isso.</strong> Desista. Você <em>nunca </em>vai conseguir.</p>
<p>É bom poder enxergar as coisas de forma o mais holística possível. Não bebo quando estou deprimida, por que sei que beber pra afogar as mágoas, além de não resolver nada, pode me levar a falar/fazer muita merda. Ou seja, se eu bebo quando estou deprimida é por que <em>eu quero</em> de fato fazer merda, passar muito mal mesmo e chutar o balde. Eu não arrasto a cara dos outros no asfalto quente por que sou uma <em>lady</em> e não gosto de perder a razão. Nunca. Nunquinha. Prefiro “deixar por isso mesmo”, e os outros morram com suas consciências apodrecidas e atormentadas do que ter as <em>minhas</em> mãos sujas e ainda por cima ficar mal na fita. E eu não digo o que as pessoas deveriam fazer, por que não sou mãe, nem psicóloga, nem professora e isso de sujo falando do mal lavado é ridículo. Deixo a própria vida, a mestra dos mestres, ensinar.</p>
<p><em>Anyways..</em> Ontem eu optei por ter disciplina em alguns aspectos da minha vida. E ter disciplina implica em ter horários e se submeter a várias coisas que, a priori, não parecem agradáveis, mas com o tempo se tornam bons hábitos, e que com mais tempo ainda, se tornam qualidade de vida. Não busco um resultado imediato, mas uma garantia de uma vida melhor, mesmo que seja só daqui uns anos. Quero sumir com esse eu de hoje e reaparecer com uma outra pessoa, que as pessoas não reconheçam mais. E é <em>exatamente</em> isso que vou fazer.</p>
<p>.<br />
Texto escrito originalmente em 02/04/2007.</p>
<p>Não mudei porra nenhuma&#8230; Mentira, em alguns aspectos mudei bastante sim&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que nos filmes de terror é SEMPRE a mulher que faz cagada?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/07/por-que-nos-filmes-de-terror-e-sempre-a-mulher-que-faz-cagada/</link>
<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 20:47:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/07/por-que-nos-filmes-de-terror-e-sempre-a-mulher-que-faz-cagada/</guid>
<description><![CDATA[Natyla: Porque em filme de terror a mulher sempre é a que faz as cagadas? Dá vontade de bicudar a ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="horror_scream.jpg" href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2007/10/horror_scream.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2007/10/horror_scream.jpg" border="0" alt="horror_scream.jpg" /></p>
<p>Natyla: Porque em filme de terror a mulher sempre é a que faz as cagadas? Dá vontade de bicudar a cara!<br />
Dora: Verdade! São as que mais gritam e as que mais cagam o filme inteiro..<br />
Natyla: E só gritam! <em>Tudo</em> tem que gritar..<br />
Dora: É! Desgraçadas.<br />
Natyla: E correm pro lado errado. Sempre.<br />
Dora: Nessas horas eu sempre torço pro vilão matar logo, pra ver se a biscate pára de gritar.<br />
Natyla: Ahan.<br />
Dora: Odeio esses clichês toscos de mocinha chorona e indefesa&#8230; Puta que pariu.. Dá até raiva de ver o filme assim. As mulheres são sempre umas inúteis nos filmes..<br />
Natyla: Hahahaha&#8230; Dá vontade de mandar trocarem de protagonista. Colocar algum homem pra ver se funciona.<br />
Dora: Homem das duas uma ou encara ou corre. Nunca gritam, pelo menos. Seria massa se ao invés de homem colocassem uma protagonista que não fosse cagona, mas que chegasse dando coturnada na cara, voadora&#8230; Essas coisas. Sei lá.<br />
Natyla: Então. Falei em homem por que eles parecem não fazer tanta merda. Tipo.. Correr na direção do inimigo pra fugir.. Sair do esconderijo na hora errada.. Derrubar o martelo quando tem que fazer silêncio..<br />
Dora: É. Se uma mulher, num filme de terror clichê normalzinho, não fizesse metade disso, já seria algo digno de nota..</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que eu nem sempre falo o que penso?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/01/por-que-eu-nem-sempre-falo-o-que-penso/</link>
<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 05:25:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/01/por-que-eu-nem-sempre-falo-o-que-penso/</guid>
<description><![CDATA[É boa a sensação de segurança, a sensação de saber que se pode tudo, que se sabe de tudo, que palavr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">É boa a sensação de segurança, a sensação de saber que se pode tudo, que se sabe de tudo, que palavras usar, que palavras escolher e então criar discursos como bem entender, sem se preocupar demais do que vai ser dele. E de você. Mas às vezes acontece de eu ter um tipo de comportamento que não é do meu feitio e simplesmente fazer alguma coisa a qual não tenho nenhum controle sobre. E às vezes isso é realmente uma merda mas eu realmente não consigo evitar. Quando vou ver, já aconteceu e o clima já está ruim. Mas não adianta&#8230; Não consigo evitar mesmo de ser atrapalhada em algumas conversas. Não, esse não é um pedido público de desculpas a nada nem a ninguém, mesmo por que eu assumo meus comportamentos, sem problema algum.</p>
<p align="justify">Sei que hesito demais quando vou falar sobre alguma coisa em específico e sei também o quanto isso é horrível e desagradável pra quem está me ouvindo. E essa hesitação (que geralmente termina com a desistência do que estava pra ser dito) acontece quando preciso me abrir e falar dos meus sentimentos, que é uma das coisas mais difíceis pra eu fazer. Mas o curioso é que isso só acontece em <em>situações</em> que me deixam insegura ou com <em>pessoas</em> que me deixam extremamente insegura. Não chego a gaguejar nem nada, mas se eu tivesse essa tendência, com certeza o faria. Pra explicar, vou tentar dar um exemplo. A coisa é que, às vezes eu quero falar pra pessoa algo “X” sabendo que ele/a poderá ter reações não muito favoráveis ao que eu disse.</p>
<p align="justify">Então depois de muito discutir comigo mesma na minha cabeça em relação a esse assunto, eu decido falar. Eis que então eu começo a falar sobre o assunto – meio que com uma certa coragem – mas, quando chego exatamente no meio do caminho (tempo exato de perceber o interesse ou não da pessoa no que está sendo dito e, eventualmente, no que está pra ser dito), percebo então que o que eu vou dizer pode vir a ser completamente inútil, uma perda de tempo total, ou então que a probabilidade de eu ter uma resposta negativa/indiferente é bastante alta, então eu desisto (broxo mesmo) e digo algo como “Erm&#8230; Esquece!”, “Bem&#8230; Melhor deixar pra lá, né?”, “Ah&#8230; É só mais uma bobagem minha” e coisas do tipo.</p>
<p align="justify">Às vezes eu penso que coisas do tipo só acontecem com mais freqüência entre as mulheres. Mas isso é pensamento machista porco chauvinista meu. Mas tenho esse pensamento por que realmente, é difícil você querer dizer que ama e que quer bem a alguém e receber em retorno uma cara de bosta. Então às vezes é melhor chegar no meio do caminho e decidir por não fazer isso e não falar nada, do que ter de lidar pro resto da vida com o trauma de um dos resultados mais escrotos da face da Terra. Aí o outro, @ ouvinte lógicamente, fica put@. “Não entendo por que você sempre faz isso. Não faça mais isso! Se quiser dizer algo, diga logo, sem rodeios. Não me faça de bob@”&#8230; entre outras frases ditas num tom que é um misto de seriedade/desapontamento/estresse. Bem, alguém tem que pagar pelas minhas decisões. Antes a paciência alheia do que mais um trauma na minha conta bancária.</p>
<p align="justify">Ainda acho que é melhor ouvir isso, essa bronca, do que ouvir um “Ah tá” de indiferença ou um mero silêncio de pena. Quem já passou por isso, sabe muito bem o quanto dói. <strong>Quem nunca hesitou antes numa conversa dessas que atire a primeira pedra.</strong> Pra mim isso é como se eu estivesse andando e no meio do caminho percebesse o precipício lá na frente. Aí eu dou a meia volta volver mesmo. É também uma forma de me proteger de mim mesma e das merdas que eu posso vir a dizer, de coisas que podem vir a me acontecer. O problema disso tudo, da minha vida inteira na verdade, é que, cada vez mais eu vou sentindo menos necessidades de dizer afetuosidades pra quem quer que seja. Estou me tornando uma pessoa cada vez mais amarga. Mas talvez seja isso mesmo que tem que acontecer.</p>
<p align="justify">A vida não é justa. Com ninguém.</p>
<p align="justify">E comigo não será diferente.</p>
<p>-<br />
Texto escrito em 24/03/2007, em Florianópolis.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudança no Wordpress: Qual a diferença entre estiquetas (tags) e categorias?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/25/mudanca-no-wordpress-qual-a-diferenca-entre-estiquetas-tags-e-categorias/</link>
<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 20:51:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/25/mudanca-no-wordpress-qual-a-diferenca-entre-estiquetas-tags-e-categorias/</guid>
<description><![CDATA[Criei um blog antes de ontem pra experimentar uma nova possibilidade de blogagem. Não vou falar sobr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Criei um blog antes de ontem pra experimentar uma nova possibilidade de blogagem. Não vou falar sobre esse novo blog agora por que primeiro quero explorá-lo melhor e ver se ele vai pra frente. Se ele for, eu comento aqui. Mas não é sobre isso que quero falar. Só sei que, uma das meninas com quem estou postando nesse blog nunca tinha usado o WordPress antes e ela me chamou atenção pro fato de &#8220;qual seria a diferença entre as etiquetas (tags) e as categorias?&#8221;&#8230; Fiquei sem saber o que responder por que nem eu mesma tinha notado isso direito. Só depois é que fui ver que agora bem embaixo da caixa de edição de texto, há uma linha onde é possível digitar as etiquetas. Mas que diabos&#8230; Sempre utilizei as categorias como etiquetas e agora eles vêm me dizer que não é a mesma coisa?</p>
<p>Ok. Muita calma nessa hora.</p>
<p>Felizmente como pessoal do WordPress é muito legal (isso não foi irônico) eles colocaram um link com ajuda pra quem estivesse desesperado, como eu. <em>Questions about to use tags? Click <a href="http://faq.wordpress.com/2007/09/21/the-difference-between-tags-and-categories/">here</a>!</em> (Dúvidas sobre como usar etiquetas? Clique <a href="http://faq.wordpress.com/2007/09/21/the-difference-between-tags-and-categories/">aqui</a>!). Pra mim ótimo, eu sei inglês, então beleza. Mas pra quem não sabe, ou não tem tempo, ou não tem interesse que seja, segue a baita colherona de chá, por minha conta:</p>
<p><a href="http://faq.wordpress.com/2007/09/21/the-difference-between-tags-and-categories/"></a><strong>A diferença entre etiquetas (tags) e categorias </strong></p>
<p>Nós costumávamos ter apenas categorias.</p>
<p>Elas permitiam o amplo agrupamento de tópicos de postagem, mas quando você queria descrever um post em termos mais específicos, você tinha que usar mais categorias. Isso levava a muitas listas de categorias dentro do blog, muitas listas longas nas barras laterais <span style="color:#ff0000;"><em>[meu caso!!!]</em></span>. Também era confuso no sentido de que o que dizíamos ser categorias os outros diriam que eram etiquetas.</p>
<p>Então agora nós também temos etiquetas.</p>
<p>Etiquetas são parecidas, mas ao invés de uma lista de palavras a escolher, você as escreve numa lista (separadas por vírgulas) numa caixa de texto abaixo do seu post. Elas são palavras de formas livres e geralmente descrevem o seu post em mais detalhes.</p>
<p><img src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2007/09/athf.jpg" border="0" alt="" width="250" height="250" align="left" />Por exemplo, um post entitulado &#8220;Ontem a noite no <a title="Corre, viado, corre!" href="http://br.youtube.com/watch?v=24A8PUbdbOA">Angú do Gomes</a>&#8221; pode ser colocado na categoria &#8220;Regabofe&#8221;, mas teria etiquetas como &#8220;angú, cachaça, cuzcuz, feijoada&#8221;.</p>
<p><a href="http://wordpress.com/blog/2007/09/22/tags-and-categories/">Esse é o anúncio oficial da nossa nova característica de etiquetagem</a>.</p>
<p>Seguem algumas questões comuns e respostas:</p>
<p><strong>Etiqueta é o mesmo que etiqueta?</strong><br />
Sim. Letras maiúsculas não mudam uma etiqueta.</p>
<p><strong>Existe uma forma de administrar as etiquetas?<br />
É possível ver uma lista de todas as tags que usei?</strong><br />
Não, não tem jeito de ver as etiquetas que você usou.</p>
<p><strong>Existe um limite do número de etiquetas que eu posso ter?<br />
</strong> Não.</p>
<p>Urls.<br />
Um post numa categoria ‘comida’, a url aparece assim:</p>
<p>http://faq.wordpress.com/category/comida/</p>
<p>O mesmo post usando a etiqueta ‘comida’ aparecerá assim:</p>
<p>http://faq.wordpress.com/tag/comida/</p>
<p>Um post na categoria ‘comida’ e com a etiqueta ‘arroz’ aparecerá assim:</p>
<p>http://faq.wordpress.com/category/comida/</p>
<p>http://faq.wordpress.com/tag/arroz/</p>
<p><strong>Existe alguma vantagem em usar etiquetas ou categorias ou ambos?<br />
</strong>Não aqui no WordPress.com e também não pra nenhuma máquina de busca, não.</p>
<p><strong>Eu preciso usar as etiquetas?<br />
</strong>É inteiramente opcional.</p>
<p><strong>As categorias serão removidas?<br />
</strong>Elas vieram pra ficar.</p>
<p><strong>Algum link em algum post do meu blog foi mudado por causa disso?<br />
</strong>Todos os links estão ok. Nós estamos inteligentemente redirecionando suas URLs antigas.</p>
<p><strong>Como eu deleto uma etiqueta?<br />
Como eu edito uma etiqueta?<br />
</strong> &#8211; Você teria que achar cada post que você fez com a tag e definir as mudanças.</p>
<p><strong>As categorias e etiquetas são hierarquicas?</strong><br />
Categorias podem ser tratadas dessa forma por ser possível criar categorias-mãe e categorias-filhas. Sempre foi assim. As etiquetas existem por si sós e não são relacionadas a nada mais.</p>
<p><strong>Eu tenho muitas categorias. Posso deletá-las e usar apenas etiquetas de agora em diante? O que acontecerá com meus posts existentes?<br />
</strong>Você pode deletá-las todas mas aí todos os seus posts irão para a categoria padrão. Você terá que editar cada post e adicionar as novas etiquetas.</p>
<p>O melhor lugar para descobrir mais sobre como outros se sentem acerca das etiquetas e categorias <a href="http://pt.forums.wordpress.com/">é no fórum</a>.</p>
<p>-</p>
<p>Eu ainda tenho que reorganizar as minhas categorias. Como as etiquetas não serão guardadas, acho que eu vou poder escrever o que quiser nelas agora. Isso <em>já</em> está me dando idéias tortas&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que aplaudem o pôr do sol no Arpoador?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/23/por-que-aplaudem-o-por-do-sol-no-arpoador/</link>
<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 19:14:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/23/por-que-aplaudem-o-por-do-sol-no-arpoador/</guid>
<description><![CDATA[Foto descaradamente roubada do Flickr do Liberal Libertário Libertino]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img src="http://farm1.static.flickr.com/133/348976051_de64568340_b.jpg" border="0" alt="" width="512" height="343" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">Foto descaradamente roubada do <a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/348976051/">Flickr do Liberal Libertário Libertino</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É normal perder amigos com o tempo?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/21/e-normal-perder-amigos-com-o-tempo/</link>
<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 12:01:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/21/e-normal-perder-amigos-com-o-tempo/</guid>
<description><![CDATA[Ontem alguém achou o feed de uma das minha milhares de tags com essa pergunta. Me chamou a atenção p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Ontem alguém achou <a href="http://wordpress.com/tag/teorias-incertas/feed/">o feed de uma das minha milhares de tags</a> com essa pergunta. Me chamou a atenção por que a pergunta me pareceu muito ingênua de início, mas quando tentei responder ela a mim mesma é que vi que me enrolei toda e me estendi demais.. Aí senti a necessidade de um novo post.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/amigos.jpg" alt="" width="450" height="350" /></p>
<p align="justify">Nunca tive muitos amigos, mesmo. Na minha época mais nova era difícil achar gente com gostos parecidos com o meu na minha cidade, então eu ficava na minha. Só quando fui fazer 16 é que eu tive <em>alguns </em>amigos.. A bem da verdade é que, depois disso, eu só me ferrei com amizades, a vida toda. Mesmo. Me ferrei <em>tanto, </em>mas<em> tanto</em> que hoje, sozinha, ou apenas com amizades superficiais, me sinto relativamente melhor. Eu sei, é chato, é triste, mas ao menos é seguro. E pelo menos eu reconheço e assumo isso. Engraçado mesmo são pessoas que são completamente sozinhas (ou seja, cercadas de pessoas com pouco ou sem significado algum pra sua vida) e não se dão conta disso..</p>
<p align="justify">No meu caso, constatei que depois que você se afasta de fato das pessoas e vira meio que loba solitária por um tempo, é possível enxergar as coisas, as pessoas e as situações de uma outra forma.. E isso é muito positivo.</p>
<p align="justify">Hoje eu diria que perder amigos não só é <em>inevitável</em>, como <em>essencial</em>. Não adianta.. Você pode até querer ser o mesmo a vida inteira e/ou ser amigo de todo mundo, mas isso é humanamente impossível, da mesma forma que é impossível agradar a gregos e a troianos ao mesmo tempo. &#8220;Quem é amigo de todo mundo, não é amigo de ninguém&#8221; e assim vai&#8230; Amigos vem e vão e quando não são as circunstâncias cotidianas que os levam, é a própria morte.. Ou seja, não existem muitas alternativas. Mais cedo ou mais tarde as diferenças se revelam e resta apenas o que é importante, ou não resta nada.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/amigas.jpg" alt="" width="450" height="350" /></p>
<p align="justify">Fato: se a amizade não perdura, é por que ela, de fato, não era tão importante assim.. É ilusão achar que teve um grande amigo sendo que a amizade acabou por desententimentos óbvios. Só se perde um grande amigo, de verdade, quando ele morre. Fora isso, é ilusão achar que o que aconteceu foi amizade. O que aconteceu, na verdade, foi um grande equívoco, apenas.</p>
<p align="justify">Mas não esquento mais a cabeça com isso não. Hoje em dia eu gosto da maioria das pessoas que estão a minha volta e gosto de interagir com elas, mesmo. Mas não vai muito além disso. Hoje em dia me considero drasticamente reclusa e reservada. Pode não parecer pela &#8220;exposição&#8221; que tenho aqui no blog e em outros lugares virtuais, mas eu lhes digo com toda certeza: não ponho minha alma &#8211; por assim dizer &#8211; aqui. As palavras que escrevo não são etéreas, quase tudo aqui é efêmero&#8230; Então não tenho por que me preocupar. Acho bem ridículo essas pessoas que se expõem até os ossos e depois de um tempo reclamam da falta de privacidade. Quanta bobagem..</p>
<p align="justify">Enfim&#8230; Em relação a amizades, eu acredito que tudo faz parte de um grande processo contínuo do que somos, do que queremos, do que fazemos e do que vivemos. Pessoas mudam: pra pior, pra melhor.. Mas pessoalmente, eu prefiro exercitar a minha frustração sempre, assim não tenho surpresas desagradáveis ao longo do caminho. É certo que alguns sentimentos perduram, mas é preciso cuidar para que eles não se demonstrem doentios, viciados e degenerados. Por vezes nos curamos, por outras não, é uma questão pessoal.. E eu nem sempre escolho o que me convém, pois nem sempre o que queremos a curto prazo é o melhor.. Na verdade isso é bem raro..</p>
<p>Com images do blog <a href="http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/028889.html">Catedral</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como lidar com gente grossa?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/09/20/como-lidar-com-gente-grossa/</link>
<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 01:21:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Essa é uma pergunta que eu sempre quis saber responder mais tranquila e elaboradamente. Mas fazia mu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Essa é uma pergunta que eu sempre quis saber responder mais tranquila e elaboradamente. Mas fazia muito tempo que eu não lidava com gente grossa, até hoje. Acho que o lance fica pior ainda quando o grosso em questão é o seu vizinho. Engraçado isso.. Todo mundo tem essa pira de nunca ir com a cara do vizinho e vice-versa. Geralmente sem motivo, ou com motivo mesmo, enfim, o vizinho é sempre um pulha em algum aspecto. Estou sem internet há uns 2 dias e hoje quando fui pedir pro vizinho reabilitar a minha wireless ele simplesmente me dispensou de uma maneira muito rude, dizendo que não poderia me atender no momento. Ok.</p>
<p>Então perguntei pra ele quando seria um bom horário pra me atender e ele simplesmente me disse que “Não sabia quando teria horário disponível” pois ele estava “muito ocupado com trabalhos a fazer”. Bem, ok&#8230; Eu respeito isso, mesmo. Todo mundo tem seus trabalhos, seus projetos e objetivos de vida e isso é mesmo muito importante. Mas daí a não me dar ao menos uma previsão, mesmo que seja num outro dia.. Enfim,.. qualquer coisa! Mas não, nada. Ele simplesmente se limitou a dizer que estava ocupado, que era pra eu voltar outra hora (mas que hora será essa então se ele estará ocupado indefinidamente?) e bateu com a porta na minha cara.</p>
<p>Ou seja, com esse comportamento, ao que parece pra ele é que não importa se eu também dependo de internet pra trabalhar ou não, não importa pra que eu uso a internet ou não&#8230; Enfim, não é problema dele e ele realmente não estava preocupado com isso. Na verdade ele não estava preocupado com nada, acho, só com ele mesmo. Enfim&#8230; Ok, pode ser exagero da minha parte (eu me acho muito exagerada às vezes, mesmo) mas sinceramente, eu achei o comportamento dele bastante grosso comigo. Se não foi grosso, no mínimo insensível, com certeza. Mas de qualquer forma, mantive a calma, me coloquei no lugar dele e fiquei na minha, como sempre faço. Voltei pra casa, sem internet e com esse &#8216;acontecimento&#8217; na minha cabeça.</p>
<p>Tudo bem, vamos nos colocar no lugar do cara: 1. talvez ele estivesse estressado; 2. talvez ele estivesse mesmo sem cabeça pra pensar nisso na hora, 3. talvez ele estivesse pensando em outra coisa, 4. ou ainda eu peguei ele no meio de um trabalho e ele não queria perder o fio da meada nem pensando ou marcando nada. Enfim, são possibilidades que não podem ser descartadas. Mas também existe a possibilidade do sujeito simplesmente não ir com a minha cara mesmo, no final das contas. Isso é algo que eu nunca vou saber, a não ser que seja perguntando diretamente pra ele mesmo. Aprendi a duras penas que não adianta ficar fantasiando o que os outros pensam/sentem&#8230; Às vezes é preciso ser direta e honesta e chegar falando e perguntando na lata, pra não deixar rabo, pra não deixar nada duvidoso.</p>
<p>Mas enfim, ele disse que talvez (note bem, talvez) à noite ele pudesse estar disponível. <span style="text-decoration:line-through;">Bem, vou tentar entrar em contato com ele novamente a noite, quando voltar do meu curso </span> Vou não. Tô com cólica preguiça e morrendo de vontade de socar o primeiro ser do sexo oposto que olhar torto pra mim (leia-se, TPM). Mas enfim, quando eu for lá novamente amanhã a noite, se ele ainda estiver muitíssimo ocupado, aí sim eu vou começar a achar que há algo de estranho nessa situação.. Enfim..</p>
<p>Como eu lido com pessoas visivelmente grossas? Bem.. Eu faço o de sempre: finjo que não é comigo, apesar de ficar, lógico, espantada com a grosseria. Não tenho paciência pra ser irônica, nem saco pra ser sarcástica, então ou sou direta ou passo amanhã. Não adianta: é preciso ter paciência e culhões pra lidar com esses tipos, caso contrário você perde mesmo a cabeça e o lance fica feio só pra você. Ainda mais se você for uma mulher do tipo histérica <em>drama-queen</em> revoltada, que nem eu. Mas faz muito tempo que não dou barraco e na verdade acho que nunca dei. Como diria a minha ex-orientadora “A Dora é uma lady”. Desbocada, mas sim, sou uma lady de fato. Na verdade eu acredito mesmo é que estou me resguardando pra o meu “ultimate barraco” e eu juro que tenho dó da pessoa que for estar no meio desse rolo. De qualquer forma&#8230;</p>
<p>Sabem o que mais me deixa puta, mas puta da cara de verdade mesmo, com as pessoas grossas? Não é o fato de xingarem, nem da falta de atenção, nem o desprezo evidente nem nada disso. Na verdade são duas coisas que me mais me irritam neles, duas características bem óbvias de gente grossa/insensível:</p>
<p><strong>1. O pré-julgamento.</strong> Sim, nesse caso eu me atenho especificamente aos grossos atendentes de lojas que te olham de cima a baixo e presumem que você não tem um puto tostão pra comprar porra nenhuma e daí te atendem mal/desinteressadamente. Isso é uma merda. Julgar como vai se tratar uma pessoa a partir da aparência, tá, é algo que acontece, tá no nosso mundo, “é o mercado” e essa merda toda, mas porra&#8230; Isso ainda é um tipo de comportamento que eu simplesmente não entendo. Já trataram meu pai assim e eu juro por deus, que eu quis matar a atendente esganada com as minhas próprias mãos. Mas só quis, pois não fiz nada mesmo, claro. Nunca faço.</p>
<p><strong>2. A falsidade.</strong> São aqueles tipos de grossos (como foi esse meu vizinho hoje) que ficam querendo “pagar de educados” o tempo todo. Por deus, como esses tipinhos são extremamente irritantes&#8230; Por que tipo, eles querem te ofender, mas não querem deixar isso evidente entende? Na verdade esses putos só querem sugerir que estão te ofendendo: ou seja, se a carapuça servir, azar o seu, a ofensa é que estava na sua cabeça (confesso que até eu sou assim às vezes, mas quando sou, aviso, faço de propósito mesmo). Esses são os PIORES tipos de grossos que existem, os mais filhos da puta. Eles usam o tal do “Não é por nada não mas..” e o “Desculpe te dizer isso mas..”, como se estivessem meio que te subestimando, ou coisa do tipo. Na boa: vão se foder, seus putos! “Não é por nada” o caralho! Se tem motivo o suficiente, argumento, provas, evidências, o que for.. E quiser dar esporro em alguém, dá logo! Não fica querendo mascarar uma grosseria evidente por que é ridículo..</p>
<p>Em seguida alguns comportamentos que talvez possam solucionar o seu relacionamento com uma pessoa potencialmente grossa:</p>
<p><strong>1. Seja irônico.</strong> Ironia é uma boa, mas só se for bem colocada. Mas cuidado: não faça ironias com grossos que sejam burros demais: eles podem não entender, aí a ironia não tem efeito. O mesmo vale com sarcasmo.</p>
<p><strong>2. Seja sarcástico. </strong>Sarcasmo também é interessante, mas você tem que ser realmente bom nisso, senão quem passa por ridículo é você.</p>
<p><strong>3. Seja direto.</strong> Se você não tem paciência pra ser irônico, nem talento pra ser sarcástico, seja claro e direto perguntando exatamente o que está acontecendo. Papai sempre que achava uma situação escrota chegava pra alguém perguntando “Qual é o problema?” e geralmente a coisa se resolvia.</p>
<p><strong>4. Finja que não é com você. </strong>Se você não está com paciência pra nenhum dos acima, e também não quer partir pra ignorância, simplesmente dê as costas e finja que não foi contigo. Se faça de mongo, mesmo e volte outra hora.</p>
<p><strong>5. Nunca (leia de novo: NUNCA) xingue de volta. </strong>Manter a cabeça fria é sempre essencial. Com um bando de gente IDIOTA e IMBECIL que existe hoje em dia, é muito fácil você tomar um processo por danos morais brincando. Se deixe xingar, mas não xingue de volta. Recomendo o exercício mental de pensar na via láctea inteirinha antes de xingar ou agredir uma pessoa, assim você vai ver o quão pequeno você, as suas atitudes e o que está acontecendo, são. E se você não xinga nem agride, existe a vantagem de que, no mundo dos homens, quem fica com a razão no final é você. Então mantenha a calma, sempre. A não ser que você esteja na TPM, aí sim você tem carta branca pra quase tudo. =)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como não se queimar com as pessoas?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/08/15/como-nao-se-queimar-com-as-pessoas/</link>
<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 21:15:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ok. Você está dividida entre &#8220;ser você mesma&#8221; (odeio essa expressão) e se queimar com as]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ok.</p>
<p>Você está dividida entre &#8220;ser você mesma&#8221; (odeio essa expressão) e se queimar com as pessoas.</p>
<p>E agora Maria, o que você faz?</p>
<p>Acho que isso nunca aconteceu comigo por que nunca tive medo de me queimar. Queimou, queimou ué.. Fazer o quê? Foda-se, a vida é só uma mesmo e gente tem de sobra nesse mundo. Das duas uma, ou o lance melhora com o tempo, ou fode tudo de vez. Só não podemos nos prender à uma eterna sinuca de bico por que aí sim é uma merda&#8230;</p>
<p>E podemos nos prender à essa sinuca de várias formas. Falando em relacionamentos, sexo por exemplo é algo <em>extremamente</em> fácil de nos prender à alguém. Palavra de quem aprendeu isso a duras penas. Mas desde o dia que eu redescobri a frase &#8220;Sexo é como vício em heroína com uma agulha mais grossa&#8221;, entre <a title="Prozak.." href="http://anus.com/zine/philosophy/brazilian-portuguese-language/" target="_blank">outras coisas que esse cara diz</a>, eu comecei a analisar as coisas de outra forma e a observar as pessoas e os seus comportamentos de forma mais cínica do que de costume. Mas enfim.. Como eu ia falando.. Você não quer se queimar né? É.. Normal. Ninguém gosta de se queimar. Eu não me importo, mesmo. Mas a maioria das pessoas não gosta.</p>
<p>&#8220;Ah, mas eu até quero fazer diferente, mas não quero resolver as coisas escrotamente&#8221; você me diz. Isso pra mim soa mais como uma desculpa do que como uma vontade de mudança genuína. E pra isso eu respondo &#8220;Bem.. Não dá pra querer agradar todo mundo, o tempo todo&#8221;. Eventualmente chega uma hora em que o conflito é inevitável, chega a hora do &#8220;dá ou desce&#8221;, a hora do &#8220;você magoou meus sentimentos&#8221;, &#8220;sou idiota&#8221;, &#8220;me senti usada&#8221;, &#8220;ninguém me ama, ninguém me quer&#8221; entre outros clichês eventuais. Eu, particularmente, não consigo (mais) resolver as coisas de forma não-escrota. Acho que nunca conseguina verdade. Mas enfim, essa sou eu, insensível, escrota que não olha pro próprio rabo, julga os outros sem se ater aos seus próprios defeitos, etc. E eu sei disso. Não sou confortavelmente cínica, mas não vou deixar de analisar o que me cerca por defeitos de personalidade que eu possa vir a ter. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.</p>
<p>Quando eu vejo que algo não está indo exatamente da forma que deveria ser pra mim, ou eu páro de falar com a criatura e boto ela pra pensar e foda-se (o que é bem comum de acontecer). Ou eu chego na pessoa e falo que ela foi filha da puta (usando esse exato termo) &#8211; independente de eu também ter sido idiota ou filha da puta &#8211; e ela que faça o que quiser com aquilo, goste ou não (não é problema meu, mesmo). Ou eu ainda digo na cara, sem ressentimento, sem misericórdia ou dó alguma, que eu não quero que me toque, não quero ouvir a voz, não quero nada e que a pessoa simplesmente me broxa só pelo simples fato de existir, como fiz esse ano, num dia em que a minha TPM estava em alto nível. Acreditem em mim: eu tinha motivos. A TPM só os amplificou, consideravelmente.</p>
<p>Enfim, da mesma forma que você guarda as coisas na geladeira e vai deixando até apodrecer pra comer em uma &#8220;ocasião especial&#8221; (e aí quando vai comer, já está podre)&#8230;  Se você demora demais a tomar uma decisão &#8211; seja ela qual for &#8211; as coisas começam a ficar do mesmo jeito: podres. Ainda mais quando envolvem mais pessoas&#8230; Pessoas aparentemente &#8220;de valor&#8221;.</p>
<p>Mas se nem você mesma sabe o que quer&#8230;  Aí as coisas são mais complexas do que eu posso imaginar..</p>
<p>Só sei que sexo por sexo, vagar numa solidão abissal e ter uma vida completamente desprovida de significado não é mais uma opção pra mim. É muito bom saber que hoje minha vida vai muito além disso tudo&#8230;</p>
<p>E não isso não significa que eu não continue solitária e continue sem sexo, caso queiram saber. Mas de fato, hoje, a minha vida tem significado pra mim. E eu descobri que sou uma pessoa que tenho muito valor, pra me preocupar com pouca merda. E, querendo ou não, é isso o que importa acima de qualquer outra coisa.</p>
<p>Mesmo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual a diferença do Wordpress pro Blogger, afinal?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/08/07/qual-a-diferenca-do-wordpress-pro-blogger-afinal/</link>
<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 08:35:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tenho enrolado um tempo considerável pra fazer esse post, mas depois que tive uma conversa muito pro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tenho enrolado um tempo considerável pra fazer esse post, mas depois que tive uma conversa muito proveitosa com <a title="Flávio Morgernstern" href="http://www.tristesses.blogspot.com/" target="_blank">um amigo</a> nesse final de semana, acho que consegui arranjar um argumento pra sustentar um texto modesto. A grande verdade é que, superficialmente, não existem grandes diferenças entre o WP e o Blogger, mesmo. Os dois são ótimos, tem uma ótima usabilidade e têm mesmo basicamente tudo o que é necessário pra quem gosta de blogar criar um espaço seu, com tudo o que tem direito. Tá, o WP tem lá suas limitações quanto à customização do layout, mas isso se resolve pagando &#8211; o que não é o meu caso pois por hora tô sem grana e me sinto confortável com esse layout. Na verdade pra mim layout não importa muito, eu gosto é do conteúdo.</p>
<p>Eis que, conversando com esse amigo eu falo pra ele do WordPress e de como é bacana, etc e tal. Expliquei que era uma outra plataforma, que era como o Blogger, só que lá a maioria dos conteúdos parecia ser realmente &#8220;sério&#8221;, por assim dizer. Comigo aconteceu o seguinte: eu sempre tive uma turminha no meu pé, me falando pra migrar pro WP e eu sempre fui meio que resistente, mas acho que isso era coisa de baixa auto-estima, de achar que meus textos não prestavam, que eu não prestava, que eu &#8220;não era digna&#8221; e papapá. Resisti até resolver mudar e agora estou aqui fazem quase três meses e, aparentemente, como vocês podem perceber, me adaptei razoavelmente bem. Aí, durante esses meses, eu meio que fui analisando, aos poucos, as pessoas que escrevem no Blogger e as pessoas que escrevem no WP. Os conteúdos do WP são muito mais adultos, e a própria comunidade aqui é uma comunidade mais adulta. Achei blogs muito melhores, de pessoas mais interessantes e é realmente raro ver mané aqui. O Blogger, como tem uma comunidade gigante, seria no caso, carne de vaca.. Todo mundo tem, &#8220;qualquer um tem&#8221;.</p>
<p>Tá.. Não vou cair na ignorância de dizer que no &#8220;Blogger não existe blog bom&#8221; e que no &#8220;WP não existe blog ruim&#8221; por que isso seria burro e ridículo. Mas foi simplesmente algo que notei, sinceramente. Aí ele virou pra mim e falou &#8220;Nunca notei que um servidor tivesse personalidade. Admito que nunca nem atentei pra existência de uma &#8220;comunidade&#8221;. Mas é que não entendo como um servidor pode &#8220;fazer a diferença&#8221;, sabe? Eu nunca nem reparo no servidor dos blogs que vejo por aí quando os vejo&#8221;. Eu acredito em comunidades na internet sim, mesmo naquelas comunidades que as pessoas nem se atentam que existem. Acredito que as comunidades podem influenciar tanto na popularidade do seu blog, quanto na sua própria busca para parceiros/amigos/pesquisas em geral.</p>
<p>Nem tudo depende diretamente apenas da divulgação que você faz sobre o seu blog. É claro que o sucesso da divulgação depende de N fatores e <span style="text-decoration:underline;">onde</span> você divulga é um deles. Mas hoje em dia comunidades e nichos são mais importantes, pelo menos pra mim. Mas é a tal da coisa também: você precisa ver o que é melhor pra você, sempre. Eu dei um puta tiro no escuro com o WordPress&#8230; Mas me dei bem.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que a Dora não tem mais amigas mulheres?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/07/14/por-que-a-dora-nao-tem-mais-amigas-mulheres/</link>
<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 22:48:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ela: Então&#8230; Tava falando com a minha irmã hoje lá. Dora: Ahm, eae? Ela: Aí ela voltou pra casa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Ela: Então&#8230; Tava falando com a minha irmã hoje lá.</p>
<p align="justify">Dora: Ahm, eae?</p>
<p align="justify">Ela: Aí ela voltou pra casa e acessou o orkut e foi na página de uma das gurias que tão &#8216;pagando pau&#8217; pra ela e papapá&#8230; E essa menina falou pra minha irmã do cara que ela gosta e tal, que ele era &#8220;perfeito&#8221; pra ela mas que brigavam muito. Daí a minha irmã INOCENTEMENTE contou que ela estudou e saiu com um cara da banda que tava tocando na ocasião, mas que ele era mto galinha. <strong>Não é que a vadia foi atrás dele?</strong> Daí minha irmã foi comentar isso com outro amigo dela, e o cara falou que quem errada estava ela, de ter &#8220;FEITO PROPAGANDA&#8221;. <strong>Mas que porra é essa?</strong> Agora o mulherio tá <strong>tão sem caráter</strong> que até apontar pra um cara é &#8220;fazer propaganda&#8221;? Por isso que eu não confio em mulher!</p>
<p align="justify">Dora: Nem eu. E você sabe muito bem porquê. Tudo filha da puta.</p>
<p align="justify">Ela: Piranhas!</p>
<p>Dora: Não dá pra falar nem o nome do infeliz. Filha das puta MEEESMO. Não tenho mais amiga mulher nem a caralho! Você é uma exceção, o resto, foda-se: tudo vadia.</p>
<p align="justify">Ela: Concordo! Não, assim: eu nunca me dei  muito mal com mulher pq sempre SEMPRE fui chatinha com amizades.</p>
<p align="justify">Dora: Ser chatinha não é defeito de caráter&#8230; é defeito de personalidade, apenas. Ser BISCATE, pra mim (e hoje felizmente consigo ver e aceitar isso)<strong> é defeito de caráter SIM! </strong>E tem gente que ainda acha que &#8220;tudo bem, não dá nada&#8221;.. Eu quero é estar VIVA pra ver essa gente <strong>se fodendo</strong> com esse pensamento. <strong>Juro</strong> que quero.</p>
<p align="justify">Ela: Antes der uma personalidade ruim do que ser sem caráter. E você tá como eu. Eu SALIVO pelo dia que certas pessoas vierem com aquelas palavras que eu SEI que vou ouvir. Mas não quero que seja agora pq ainda to mto sensível! Eu preciso voltar pro topo antes.</p>
<p align="justify">Dora: HELL YEAH! Idem.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify"><span style="color:#800000;">[ Resposta curta: por que Clodovil Hernandez, tem <strong>TODA</strong> a razão e eu o apoio totalmente. E tenho dito. ]</span></p>
<p align="justify">
<p align="justify">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que sexo não é algo pra menores?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/06/28/sexo-nao-e-algo-pra-menores/</link>
<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 03:49:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/06/28/sexo-nao-e-algo-pra-menores/</guid>
<description><![CDATA[Uma vez quando comecei um relacionamento, eu disse a eles (sic) que &#8220;Sexo não é algo pra menor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma vez quando comecei um relacionamento, eu disse a eles (sic) que &#8220;Sexo não é algo pra menores&#8221;. Mas disse isso como uma resposta querendo me posicionar acerca de algo um tanto quanto inovador pra mim. Mas até hoje me lembro que não me arrependi do que disse. Apesar dessa frase parecer um tanto quanto ingênua, acho que ela se encaixou bem no contexto quando eu falei. Só hoje fui perceber que ela é bastante válida..</p>
<p>Pessoas que são precoces demais geralmente &#8211; ao que eu tenho observado &#8211; parecem ser extremamente infelizes nos relacionamentos e infelizes em suas vidas também de forma geral. Esses dias a garota chegou pra mim cheia de si, falando &#8220;Putz, fiquei espantada um dia que conheci um cara e no mesmo dia fui pra cama com ele. Acho legal essa questão de &#8216;atitude&#8217; e tal&#8221;. Eu não disse nada, não julguei. Mas é quando eu me confronto com essas pessoas é que eu começo a pensar nessa questão com mais detalhes.</p>
<p>Na minha concepção &#8211; que pode ser bem ingênua, mesmo &#8211; sexo pra mim, é uma coisa banal. Veja bem, eu disse que é algo que considero banal, não que eu o banalizo. Digo que considero banal por que sexo pra mim é um dos maiores paradoxos: ele é e não é importante. Explico: ao mesmo tempo que é algo bom e nos faz sentir bem, também é algo que até cachorro pode fazer na esquina. Todo mundo transa. Até aquela pessoa que você não imagina (e não quer imaginar), ela também faz (ou fez um dia) sexo, nem que tenha sido com ela mesma.</p>
<p>O grande lance não é o sexo em si, mas o que você faz com o que resta depois que ele acontece, o que muda em nós. Saber lidar com as conseqüências emocionais do sexo e com o impacto dele na sua vida e no seu cotidiano é que demonstra se você é adulto ou não. Pra mim, saber lidar com isso de forma clara e objetiva, denota maturidade.</p>
<p>Antigamente eu achava bem ridícula a questão da virgindade, mas hoje em dia eu acho justamente o contrário disso. Na verdade acho até bom que se prolongue. Não é questão de levantar bandeira, nem de querer casar virgem ou coisa do tipo, nada disso. Mas de simplesmente optar por algo de qualidade e de ter a perfeita consciência de que tudo tem seu tempo. Afinal, sexo não tem nenhum segredo, mesmo. É tudo aquilo que vc já viu, estudou, e tudo o mais.</p>
<p>Eu me arrependo &#8211; em partes &#8211; de ter perdido minha virgindade de forma tão precoce. Às vezes chego a pensar que aquilo tudo foi um grande erro (pra não dizer, o maior da minha vida até hoje). Eu era muito imatura. Aliás, eu fui imatura pra caralho, em vários aspectos. Ah, sei lá.. Eu tinha 16 anos. Foi uma coisa que eu fiz muito mais por impulso, do que por vontade mesmo. Aí a vida me atropelou e eu fiquei lá, uma adolescente babaca e idiota sofrendo por algo que tava longe da minha compreensão. Pois é isso o que acontece quando menores se envolvem sexualmente. Tudo fica misturado na cabeça e daí não se entende mais nada, até começarem os comportamentos mais degenerados.. (depressão, promiscuidade, abuso de drogas, etc).</p>
<p>Depois do sofrimento, vem a promiscuidade: outra coisa ridícula, da qual me envergonho até hoje. Mas enfim, eu não sou a única pessoa do mundo a ter passado sujo, então me envergonho e não ligo ao mesmo tempo. Confesso, de verdade, que eu só fui entender como sexo funciona mesmo (porquê ele deve acontecer, como ele deve acontecer, qual o sentido dele acontecer) há 2 anos atrás. Acho que eu deveria mesmo ter ficado virgem até meus 21 anos, pois aí sim eu poderia dizer, com toda a certeza, que eu estaria madura pra lidar com isso e com as conseqüências disso. Eu não teria mais 16 anos, não seria mais bobinha. Eu saberia o que fazer depois do sexo. Não ficaria carente, perdida ou viraria uma vadiazinha qualquer. Eu me comportaria como uma mulher normal e adulta, de verdade.</p>
<p>Mas&#8230; Como a vida é só uma, vou levando.<br />
O que vier, é lucro.</p>
<p>-</p>
<p>Editado pela última vez em 24/09/2007.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que seria da música sem Mike Patton?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/06/13/o-que-seria-da-musica-sem-mike-patton/</link>
<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 02:26:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/06/13/o-que-seria-da-musica-sem-mike-patton/</guid>
<description><![CDATA[Como diria o meu amigo Israel&#8230; Hoje sim eu entendi o que ele quis dizer com isso. Ainda bem qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><a href="http://www.lastfm.pt/user/niilist/tags/o+que+seria+da+musica+sem+mike+patton" target="_blank">Como diria o meu amigo Israel&#8230;</a> Hoje sim eu entendi o que ele quis dizer com isso. Ainda bem que eu fui no show deles do Claro Que É Rock, em 2006, acho. Ou foi 2005? Não lembro. Minha memória tá falhando. Isso é um <strong>ótimo</strong> sinal.</p>
<blockquote><p>Memórias<br />
Acinzentam-se<br />
Meu sorriso<br />
Seu nome<br />
Goteiras do Teto<br />
Luzes Obscuras<br />
Aluguel Baixo<br />
Maré Alta<br />
Cama de mola<br />
Trocados<br />
Seu cheiro<br />
Meus jeitos<br />
Seu hálito<br />
Meu ar<br />
Névoa sobe<br />
Eu observo</p>
<p>Você se foi, mas eu estou lá.<br />
Eu fui embora, mas você está lá.</p></blockquote>
<p align="right">[ Fantômas, Twin Peaks: Fire Walk With Me ]</p>
<p align="right">
<p align="right">
<p align="right">
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
