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	<title>persio &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/persio/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "persio"</description>
	<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 20:47:56 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Um estranho familiar]]></title>
<link>http://midcult.wordpress.com/2009/05/23/um-estranho-familiar/</link>
<pubDate>Sat, 23 May 2009 15:44:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nádia Lapa</dc:creator>
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<description><![CDATA[Caio Fernando Abreu foi um escritor e jornalista polêmico. Sua vida foi permeada por sexo, drogas e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-424" title="27000" src="http://midcult.wordpress.com/files/2009/05/27000.jpg" alt="27000" width="130" height="193" /></p>
<p style="text-align:justify;">Caio Fernando Abreu foi um escritor e jornalista polêmico. Sua vida foi permeada por sexo, drogas e <em>rock and roll</em>. Era homossexual assumido, coisa que à época ainda chocava. Morreu em 1996, em decorrência da AIDS, e sua última obra foi <em>Estranhos Estrangeiros</em>, um livro que à primeira vista pode parecer um arremedo de textos. Afinal, ele faleceu antes da conclusão do livro. O título foi escolhido por ele, mas os contos que ele pretendia incluir não foram incluídos (não foram encontrados), com exceção do <em>Ao simulacro da imagerie</em>, que ocupa as primeiras páginas do livro. </p>
<p style="text-align:justify;">Depois encontramos o <em>Bem longe de Marienbad</em>, que já havia sido publicado na França. Daí segue com <em>London, London</em>, do livro <em>Pedras de Calcutá</em>, da década de 1970. Metade de Estranhos Estrangeiros é ocupada por <em>Pela Noite</em>, uma novela originalmente publicada em <em>O triângulo das águas</em>, cuja primeira edição é de 1983. </p>
<p style="text-align:justify;">Outros detalhes de <em>Estranhos</em>, como a epígrafe, foram incluídos segundo a informação de amigos do escritor. Apesar da ideia inicial, nada ali parece ter sido colocado indistintamente junto. Os textos trazem toda a audácia e sensibilidade do escritor gaúcho. </p>
<p style="text-align:justify;">Há que se despir de preconceitos antes de começar a leitura. Afinal, o autor fala com naturalidade de situações homoeróticas e do uso de drogas. Se nada disso te incomoda, vá em frente. As citações da cultura pop são constantes no livro &#8211; o que me fascina, devo confessar. Uma lagartixa de<em> Pela Noite</em>, por exemplo, leva o nome de Kay Kendall, uma atriz inglesa que foi nora de Charles Chaplin. No mesmo texto, um dos personagens diz &#8220;Vamos dar notas, tipo Márcia de Windsor, que Deus a tenha&#8221;, enquanto convida o companheiro a avaliar os demais frequentadores da boate onde se encontram (adooooooooro essas pesquisas antropológicas!). Márcia de Windsor foi vedete e posteriormente jurada dos programas do Silvio Santos e Flávio Cavalcanti.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="1195564872_f" src="http://midcult.wordpress.com/files/2009/05/1195564872_f.jpg" alt="1195564872_f" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align:justify;">Caio Fernando Abreu mostra toda a sua cultura geral (totalmente midcult) nos textos: as referências vão de Julio Cortázar a Guilherme Arantes, num pulo, e ainda passando por David Bowie &#8211; isso sem esquecer de Vinícius, Gullar, Glauber, Hemingway&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Além da deliciosa lembrança de músicas e poemas presos no imaginário popular, Caio Fernando Abreu fala de sentimentos de forma franca e aberta. Dá aquela estranha sensação de &#8220;eu teria dito isso, se soubesse dizer tão bem&#8221;. É o que acontece logo na primeira frase de<em> Ao simulacro da imagerie</em>. Primeira linha do livro: &#8220;O céu tão azul lá fora, e aquele mal estar aqui dentro.&#8221; Um soco na boca do estômago, eu diria, caso já tivesse tomado um. </p>
<p style="text-align:justify;">Pode ser ficcional, mas o que Caio F. Abreu mostra naquele conto poderia ter acontecido com qualquer um de nós. É o reencontro com o passado, com aquele ex-que-nunca-foi, e o escritor mostra toda a angústia, frustração e superação advindas de uma história mal resolvida. O horror da vida cotidiana, tão familiar, também aparece por ali: &#8220;<span style="font-family:arial;line-height:normal;">E o suor a a náusea e a aflição de todos os supermercados do mundo nas manhãs de sábado.&#8221;</span></p>
<p style="text-align:justify;">Depois vem <em>Bem longe de Marienbad</em>, uma novela que consegue trazer romantismo e solidão ao mesmo tempo. O personagem fala o tempo todo com ele mesmo, e é simplesmente um prazer acompanhar os pensamentos por vezes absurdos. Afinal de contas, nosso cérebro funciona da mesma maneira. </p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida é a vez de <em>London, London</em>, que Caio Fernando Abreu escreveu durante o exílio. É a história de um típico brasileiro na terra da rainha. Logo no início, um diálogo que traz um risinho ao rosto de quem lê:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Good morning, Mrs. Dixon! I&#8217;m the cleaner!</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>- What? The killer?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Not yet, Lady, not yet. Only the cleaner&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;">(esse &#8220;not yet&#8221; me ganhou totalmente)</p>
<p style="text-align:justify;">Ele termina o conto com um parágrafo que me toca profundamente. E eu digo o motivo &#8211; extremamente pessoal. Eu já tive essa exata sensação por pelo menos duas vezes na minha vida:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>I don&#8217;t forget. Meu coração está perdido, mas tenho um London de A a Z na mão direita e na esquerda um Collins dictionary. Babylon City estertora, afogada no lixo ocidental. But I&#8217;ve got something else. Yes, I do.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eu também, Caio, eu também. </p>
<p style="text-align:justify;">Em <em>Pela Noite </em>encontramos a tal lagartixa, o reencontro de dois homens que se conheceram na cidade natal, desencontros. Passando por uma engraçadíssima descrição de sexo anal:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Tem a dor, a puta dor. Caralho dói pra caralho. Tem uns jeitos, uns cuspes, uns cremes. Mas é nojento pensar que o pau do outro vai sair dali cheio da sua merda. Mesmo nos casos mais dignos, você consegue imaginar Verlaine comendo Rimbaud? </em></p>
<p style="text-align:justify;">Caio Fernando Abreu nos trouxe a ideia da jamanta dourada<a href="http://um-canto.blogspot.com/2008/08/jamanta-express.html" target="_blank"> </a>(<a href="http://um-canto.blogspot.com/2008/08/jamanta-express.html" target="_blank">texto completo aqui</a>), viveu deprê e morreu prematuramente. Por alguma razão obscura, grandes gênios tiveram esse mesmo destino. É, isso mesmo, acabei de colocar Caio Fernando Abreu na categoria de gênio. Não que a minha opinião realmente seja relevante, mas se você me leu até aqui, talvez ela seja.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Para saber mais sobre Caio Fernando Abreu:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Leia <em>Estranhos Estrangeiros</em>. Tipo ONTEM. Não achei pra vender em nenhuma livraria online. No Estante Virtual só tem um exemplar e está custando inacreditáveis 60 reais. Mas algum amigo seu deve ter, na biblioteca da sua faculdade também. </p>
<p style="text-align:justify;">Veja <em>Por onde andou Caio F</em>., um documentário que foi o Trabalho de Conclusão de Curso de Marina Fonseca Darmaros, Vânia Goy de Aro e Josué Barros. Está disponível na Faculdade Cásper Líbero. </p>
<p style="text-align:justify;">Na internet há um milhão de reproduções de textos do escritor gaúcho. Se quer ler algum livro, leia <em>Morangos Mofado</em><em>s <span style="font-style:normal;">(3</span><span style="font-style:normal;">5 reais no Submarino), que talvez seja o mais conhecido de Caio Fernando Abreu.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">Só não deixe de ler. </p>
<p style="text-align:right;"><em>Nádia Lapa</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Stoici Romani Minori]]></title>
<link>http://diakosmesis.wordpress.com/2008/12/08/stoici-romani-minori/</link>
<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 08:19:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>diakosmetikos</dc:creator>
<guid>http://diakosmesis.wordpress.com/2008/12/08/stoici-romani-minori/</guid>
<description><![CDATA[Classificazione Elemento Volume Tipologia Segnalazione Le opere dei più significativi autori ricondu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3>Classificazione</h3>
<table cellspacing="0" cellpadding="2" width="374" border="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="132"><strong><span style="color:#ff8000;">Elemento</span></strong></td>
<td valign="top" width="240">Volume</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="141"><strong><span style="color:#ff8000;">Tipologia</span></strong></td>
<td valign="top" width="251">Segnalazione</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="justify"><a href="http://bompiani.rcslibri.corriere.it/bompiani/libro/6196_stoici_romani_minori_aa_vv_.html"><img title="Stoici Romani Minori" style="border-right:0;border-top:0;display:inline;border-left:0;border-bottom:0;margin:0 10px 0 0;" height="282" alt="Stoici Romani Minori" src="http://diakosmesis.files.wordpress.com/2009/02/stoiciromaniminori.jpg?w=200&#038;h=282" width="200" align="left" border="0" /></a> Le opere dei più significativi autori riconducibili allo Stoicismo romano minore sono qui raccolti in un unico volume complessivo, arricchito da un indispensabile apparato di saggi, traduzioni e commentari, comprensivi di bibliografia, concetti chiave, testimoniante. Autori e poeti che spesso sono stati oggetto di attenzione soltanto letteraria, nelle cui opere è però possibile rintracciare &#8211; come la curatrice Ilaria Ramelli dimostra negli approfonditi testi introduttivi &#8211; elementi filosofici di chiara derivazione stoica. La lettura critica dei loro testi alla luce del pensiero neostoico ne arricchisce così in maniera sostanziale il quadro interpretativo, e contribuisce a riguadagnare alla storia della filosofia antica un settore spesso trascurato ma di fondamentale importanza. Il pensiero di questi autori, di età per lo più neroniana e domizianea, si concentra soprattutto sull&#8217;etica, dove è cruciale il problema del saggio di fronte alle avversità della sorte, e sulla teologia, con la riflessione sul culto spirituale e il corretto rapporto con il divino. Disposti in ordine cronologico, gli autori analizzati e presentati sono: Manilio, Musonio, Anneo Cornuto, Cheremone, Persio, Trasea, Lucano e Giovenale. In appendice è studiata, pure con un ampio saggio, la lettera di Mara Bar Serapion al figlio. Pervenuta in siriaco, è pressoché sconosciuta, ma, come Ramelli dimostra nel relativo saggio, dove ne sostiene anche una datazione alta, è di estremo interesse filosofico.</p>
<h3>Generalità</h3>
<table cellspacing="0" cellpadding="2" width="374" border="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="132"><strong><span style="color:#ff8000;">Autore</span></strong></td>
<td valign="top" width="240">AV</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="143"><strong><span style="color:#ff8000;">Titolo</span></strong></td>
<td valign="top" width="255"><em><a href="http://bompiani.rcslibri.corriere.it/bompiani/libro/6196_stoici_romani_minori_aa_vv_.html">Stoici Romani Minori</a> </em>(Testo greco e latino a fronte)</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="143"><strong><span style="color:#ff8000;">Editore</span></strong></td>
<td valign="top" width="255"><a href="http://bompiani.rcslibri.corriere.it/bompiani/">Bompiani</a> (Il Pensiero Occidentale)</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="143"><strong><span style="color:#ff8000;">Anno</span></strong></td>
<td valign="top" width="255">2008</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="143"><strong><span style="color:#ff8000;">Pagine</span></strong></td>
<td valign="top" width="255">XLIX-2632</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="143"><strong><span style="color:#ff8000;">Curatore</span></strong></td>
<td valign="top" width="255">Ilaria Ramelli</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Risorse digitali</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.libreriauniversitaria.it/stoici-romani-minori-testo-greco/libro/9788845261961">Libreria Universitaria</a> </li>
<li><a href="http://www.ibs.it/code/9788845261961/stoici-romani-minori.html">Internet Bookshop</a> </li>
<li><a href="http://www.unilibro.it/find_buy/Scheda/libreria/autore-non_specificato/sku-12964280/stoici_romani_minori_.htm">Unilibro</a> </li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/03/04/86/</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 14:58:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Meg</dc:creator>
<guid>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/03/04/86/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O teu saber pouco vale se ninguém souber que tu sabes.&#8221; Pérsio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<h5 style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;">&#8220;O teu saber pouco vale se ninguém souber que tu sabes.&#8221;</span></h5>
<pre style="text-align:center;">Pérsio</pre>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Déjà-vu: Luttazzi è stato silurato]]></title>
<link>http://perricominciare.wordpress.com/2007/12/09/deja-vu-luttazzi-e-stato-silurato/</link>
<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 23:59:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>perricominciare</dc:creator>
<guid>http://perricominciare.wordpress.com/2007/12/09/deja-vu-luttazzi-e-stato-silurato/</guid>
<description><![CDATA[Daniele Luttazzi ama farsi del male. Così titolano i giornali oggi, parlando del nuovo caso che lo v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://perricominciare.wordpress.com/files/2007/12/luttazzi.jpg" alt="luttazzi.jpg" /></p>
<p>Daniele Luttazzi ama farsi del male. Così titolano i giornali oggi, parlando del nuovo caso che lo vede protagonista, con il suo programma, &#8220;Decameron&#8221;, su La7 cancellato da un giorno all&#8217;altro.</p>
<p>Sul <em>Corriere della Sera</em>, il critico televisivo Aldo Grasso arriva a parlare di eroe del vittimismo, a immaginare che Luttazzi sia malato di protagonismo e che preferisca essere un martire, così da poter far parlare di sé. Non parla, ma del resto sono anni che non lo fa, di televisione, o di quanto il programma di Luttazzi fosse dissacrante e intelligente. Del resto, è molto probabile che neppure lo abbia visto, dato che racconta invece delle esperienze del comico con la Gialappa&#8217;s e prima ancora a Magazine 3.</p>
<p>Grasso, evidentemente, ricorda male quando sostiene che Luttazzi era grande quando veniva &#8220;limitato&#8221; o &#8220;smussato&#8221;: non lo facevano certo la D&#8217;Antoni e De Fornari (tra l&#8217;altro, peccato che siano scomparsi entrambi dal video), che neppure entravano nel siparietto comico di Luttazzi ai gloriosi tempi in cui erano protagonisti su Rai 3. Non lo faceva neppure la Gialappa&#8217;s, che, <em>tra l&#8217;altro</em>, al Grasso non è mai piaciuta: sembra, dunque, particolarmente stravagante che ora ne faccia un elogio postumo.</p>
<p><!--more--> </p>
<p>Ma si sa: quando il padrone chiama a raccolta, i servi rispondono. L&#8217;articolo di finta cronaca che dovrebbe raccontare come mai Luttazzi è stato silurato parte con una breve dichiarazione di Luttazzi, che si dimostra incredulo (e neppure potrebbe fare altrimenti, visto che lo siamo tutti quanti), per poi riportare in assurdi dettagli l&#8217;autodifesa del direttore di rete (di cui tacerò il nome, per non fargli immeritata pubblicità), che per discolparsi giunge fino ad evocare metafore calcistiche.</p>
<p>Il <em>casus belli</em>, infatti, sarebbe una battuta irriverente del comico contro Giuliano Ferrara. La tesi del direttore è che non si può colpire chi fa parte della stessa squadra: sarebbe come se un difensore entrasse a gamba tesa contro il proprio attaccante, o la punta facesse gol al proprio portiere. Un giocatore talmente autolesionista non potrebbe &#8220;giocare&#8221;.</p>
<p>Divertente che nessuno voglia citare per intero la battuta di Luttazzi, come se questa fosse particolarmente pesante. In quello che ha detto Luttazzi quel giorno su Ferrara (e ripetuto nella replica di giovedì sera, sulla cui messa in onda, però, nessuno ha avuto nulla da dire), non c&#8217;era niente di irritante o blasfemo o vergognoso, o perlomeno niente che fosse più irritante, blasfemo e vergognoso del normale umorismo luttazziano. Che questo umorismo, poi, possa piacere o meno, è un altro discorso. Quel che, invece, è assurdo è che la satira debba per forza colpire non chi è della &#8220;tua&#8221; famiglia, quando è ben noto che la satira colpisce tutti e nessuno, senza avere nessuna remora, senza sperimentare nessun limite.</p>
<p>La satira deve provocare: più provoca chi sta vicino al suo autore, più riesce nel suo intento. Sarebbe come dire che il &#8220;Bagaglino&#8221; non deve caricaturare Berlusconi, o che la Bignardi non può fare una intervista cattiva ad Afef, solo perché è la moglie del presidente.</p>
<p>L&#8217;impressione reale è che questo sia tutto un gigantesco <em>bluff</em> da parte della rete e che Luttazzi abbia toccato altri nervi scoperti che con Ferrara e la coprofagia c&#8217;entrano molto poco. L&#8217;ultima puntata, andata in onda, del suo <em>show</em> era completamente diversa dal solito: non i tanti spezzoni pungenti o assurdi, cui eravamo abituati, ma un lungo monologo satirico sulla guerra in Iraq, a dimostrazione della sua completa inutilità. Luttazzi fingeva di essere stato reclutato per una <em>tournée</em> tra le truppe italiane là stanziate, assieme a qualche divo da <em>soap-opera</em> un po&#8217; agé e qualche sgallettata alla Aida Yespica (che, come ben si sa, è particolarmente devota a certe personalità del mondo della politica).</p>
<p>Il monologo era pungente non solo perché satireggiava sui malcostumi del mondo dello spettacolo (incapace di andare oltre il livello del binomio tette-sedere), ma anche perché metteva il dito nella piaga della spedizione &#8220;umanitaria&#8221; dei soldati italiani, insistendo sulla barbarie della presenza europea in quella zona, disvelando anche dati e cifre particolarmente inquietanti.</p>
<p>La precisione di Luttazzi su questo punto non deve essere piaciuta a nessuno, tantomeno a La 7, che nasce per intercessione di qualche politico, si sta conquistando una credibilità proprio cercando di non fare male a nessuno e che teme, probabilmente, di essere messa a mal partito da una qualche revisione della legge Gasparri. La conseguenza è stata che piuttosto che far parlare <em>media</em> e giornali dei contenuti del monologo luttazziano s&#8217;è scelto di puntare su infinite discussioni sulla sua forma (questioni dibattutissime, sulle quali i grandi satirografi dell&#8217;antichità avevano già risposto, come Persio e Marziale, tanto per dirne due a caso), per poi optare per il <em>déjà-vu</em> e, dunque, reiterare il tristemente famoso decreto bulgaro, usando l&#8217;argomento principe contro la satira, quello più gettonato in assoluto: Luttazzi è volgare, quindi deve sparire dalla tv.</p>
<p>Il problema è che, se questo argomento valesse davvero in ogni caso, in tv vedremmo davvero pochi programmi, ivi compresi molti che La 7 ospita.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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