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	<title>pessoa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/pessoa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "pessoa"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 11:10:21 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Trímero Brasileiro Número 1]]></title>
<link>http://incandescencia.wordpress.com/2009/11/29/trimero-brasileiro-numero-1/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 00:21:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>edilson</dc:creator>
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<description><![CDATA[De uma maneira que nunca com ninguém. De um jeito que nada nunca experimentou. De uma maneira que se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De uma maneira que nunca com ninguém. De um jeito que nada nunca experimentou. De uma maneira que seria trivial, que seria ridículo se a qualquer outra pessoa, porque é sendo de você para você que vale e é. Com uma satisfação com essa condição supracitada, com uma permissão própria por essa aflição desejada, por uma entrega tão, tão grande às tuas mãos que até justifica toda minha cobrança por ter com igualdade.</p>
<p>Em um nível calamitoso.  Mas essa desgraça me é tão bem-vinda, tão sadia que eu a abraço como abraço só a você. De maneira bêbada, inconsciente e totalmente volátil aos teus pedidos e aos teus embaraços, aos teus &#8220;quero&#8221; e aos teus &#8220;demando&#8221;. De uma intensidade complicada, que sorri aos olhos gratos e olha os lábios tristes. De uma codificada complexidade, num nível incalculável, desesperado e honestamente exagerado. Como que recheado, cheio, completamente farto de bondade, amor, paixão e audácia.</p>
<p>Na altura dos anjos, na ternura dos âmagos, na candura dos prantos <em>no pesar e no contentamento</em>. Com essa propriedade amarga de quem pensa que está indo longe demais, com medo de enganar não só a si mesmo mas também ao teu par. Com um medo terrível de deixar de ser o que está tão contente em ser, o que já foi explanado. Com o lisonjear de ser recíproco, me sinto presenteado com o mais frutífero de todos os bens, e você que me diz ser toda o mesmo, derrame-se e provoque apego.</p>
<p>No caminhar para o distante destino que você não alcança. No badalar do tempo pouco que nos causa tanto terror. No dia treze de teu setembro embaçado. No antes disso, aquele tempo tão distante, nos quinhentos mil, tantos, tantos, ou nos dois cem avos, os teus olhos nos meus olhos e eu &#8216;inda mais o que já disse.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quando]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/28/quando-2/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:27:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando olho para mim não me percebo. Tenho tanto a mania de sentir Que me extravio às vezes ao sair ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Quando olho para mim não me percebo.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Tenho tanto a mania de sentir<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Que me extravio às vezes ao sair<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Das próprias sensações que eu recebo.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>O ar que respiro, este licor que bebo,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Pertencem ao meu modo de existir,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>E eu nunca sei como hei de concluir<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>As sensações que a meu pesar concebo.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Nem nunca, propriamente reparei,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Se na verdade sinto o que sinto. Eu<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Serei tal qual pareço em mim? Serei<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Tal qual me julgo verdadeiramente?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#c00000;font-family:Antique Olive;font-size:12pt;"><strong><em>Álvaro de Campos<br />
</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ECOPLANET - Site de Busca é Preto e Verde. Economiza por volta de 20% de Energia do Monitor e Planta uma Árvore a cada 50.000 pesquisas. Você tem idéia do quanto se economiza? Não!? Então leia a matéria.]]></title>
<link>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/28/ecoplanet-site-de-busca-do-google-e-preto-e-verde-economiza-por-volta-de-20-de-energia-do-monitor-e-planta-uma-arvore-a-cada-50-000-pesquisas/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 05:57:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otavio Bertolani da Câmara</dc:creator>
<guid>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/28/ecoplanet-site-de-busca-do-google-e-preto-e-verde-economiza-por-volta-de-20-de-energia-do-monitor-e-planta-uma-arvore-a-cada-50-000-pesquisas/</guid>
<description><![CDATA[Desde agosto de 2009 o eco4planet efetua o plantio de árvores a cada 50.000 pesquisas. Utilizando o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Desde agosto de 2009 o eco4planet efetua o plantio de árvores a cada 50.000 pesquisas. Utilizando o ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TJ confirma indenização por dano moral sofrido por pessoa jurídica]]></title>
<link>http://eduardosekeff.wordpress.com/2009/11/27/tj-confirma-indenizacao-por-dano-moral-sofrido-por-pessoa-juridica/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:36:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduardosekeff</dc:creator>
<guid>http://eduardosekeff.wordpress.com/2009/11/27/tj-confirma-indenizacao-por-dano-moral-sofrido-por-pessoa-juridica/</guid>
<description><![CDATA[A 2ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça confirmou, por unanimidade, sentença da Comarca ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A 2ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça confirmou, por unanimidade, sentença da Comarca de Criciúma que condenou o Banco do Estado de Santa Catarina – BESC, ao pagamento de indenização por danos morais à empresa Garcia Materiais de Construção Ltda. e Ezio Garcia.</p>
<p style="text-align:justify;">O valor estipulado somou R$ 10 mil para cada um e resultou da manutenção indevida do registro de ambos no Serasa e no Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. Na apelação, o Besc alegou que pessoa jurídica não está sujeita ao dano moral. Disse também que não havia prova do dano, tampouco a comprovação de perdas sofridas pela empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">Afirmou, ainda, que o registro no Serasa e no SPC é exercício regular de direito quando existente a dívida. Ao analisar o mérito, o relator, desembargador Sérgio Izidoro Heil, afirmou que o pagamento de indenização à título de danos morais em favor de pessoa jurídica encontra-se fundamentada em súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p>
<p style="text-align:justify;">Nela, o dano moral fica configurado no abalo ao crédito e à imagem junto aos clientes. No caso da apelação, a empresa e Ezio ajuizaram ação revisional contra o Besc. Obtiveram tutela antecipada para impedir que o banco colocasse o nome de ambos nos órgãos de restrição de crédito enquanto perdurasse a renegociação de débitos.</p>
<p style="text-align:justify;">O BESC foi intimado desta decisão em março de 2003. Em julho daquele ano, ao tentar realizar compra a prazo em nome da empresa, Ezio teve o pedido negado porque seu nome e o da empresa estavam inscritos pelo banco no SPC, onde permaneceram até agosto de 2003.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Configurada a responsabilidade civil no caso em tela, o apelante não tem como se esquivar do dever de indenizar os apelados&#8221;, resumiu o relator da apelação.</p>
<p style="text-align:justify;">AC nº 2005.015837-5</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vontade?!]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/27/vontade/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 07:36:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vontade de gritar!!! Vontade de desistir de tudo!!! Vontade de dançar!!! Vontade de não voltar para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vontade de gritar!!! Vontade de desistir de tudo!!! Vontade de dançar!!! Vontade de não voltar para casa!!! Vontade de reencontrá-lo!!! Vontade de comer doce!!! Vontade de tirar a roupa!!! Vontade de rir!!! Vontade de chorar!!! Vontade de viver!!! Vontade de morrer!!! Vontade de viver uma história de amor!!! Vontade de me declarar!!! Vontade de enlouquecer!!! Vontade de voar!!! Vontade de dormir!!! Vontade de sonhar!!! Vontade de cantar!!! Vontade de mudar!!! Vontade de correr!!! Vontade de acreditar!!! Vontade de amar!!! Vontade de ligar!!! Vontade de abraçar!!! Vontade de beijar!!! Vontade de conversar!!! Vontade de superar!!! Vontade de pular!!! Vontade de ser outra pessoa!!!  Vontade de ser magra!!! Vontade de voltar no tempo e viver tudo de novo!!! Vontade de mudar o passado!!! Vontade de viajar à Lua!!! Vontade de assistir televisão!!! Vontade de fugir!!! Vontade de ser totalmente livre!!! Vontade de ser uma pessoa mais desencanada!!! Vontade de ser eu mesma!!! Vontade de tê-lo ao meu lado!!! Vontade de surpreender!!! Vontade de ser sexy!!! Vontade de transformar!!! Vontade de interpretar!!! Vontade de nadar!!! Vontade de andar de carro!!! Vontade de comprar CD!!! Vontade de ser feliz!!! Vontade de comemorar!!! Vontade de desbundar!!! Vontade de ficar bonita!!! Vontade de vestir um vestido!!! Vontade de me acabar!!! Vontade de me libertar!!! Vontade de marcar a vida alheia!!! Vontade de ver foto!!! Vontade, simplesmente vontade sem a menor explicação&#8230; ♣</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[é...]]></title>
<link>http://chizzblog.wordpress.com/2009/11/26/e/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 02:24:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>chizzblog</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8230;a quinta-feira foi legal&#8230; ela disse o que eu queria ouvir mas foi pela metade, espero c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8230;a quinta-feira foi legal&#8230; ela disse o que eu queria ouvir mas foi pela metade, espero conseguir a outra parte do que eu quero saber em breve rs</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sí, porque la ortografía también es gente]]></title>
<link>http://loqasto.wordpress.com/2009/11/26/pessoa-libro-del-desasosiego-12/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 11:46:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>loqasto</dc:creator>
<guid>http://loqasto.wordpress.com/2009/11/26/pessoa-libro-del-desasosiego-12/</guid>
<description><![CDATA[. Me gusta decir. Diré mejor: me gusta palabrear. Las palabras son para mí cuerpos tocables, sirenas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;"><span style="color:#fb0018;"><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:xx-large;">M</span></span>e gusta decir. Diré mejor: me gusta palabrear. Las palabras son para mí</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">cuerpos tocables, sirenas visibles, sensualidades incorporadas. Tal vez porque la</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">sensualidad real no tiene para mí interés de ninguna especie —ni siquiera material</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">o de ensueño—, se me ha transmutado el deseo hacia aquello que crea en mí</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">ritmos verbales, o los escucha de otros. Me estremezco si dicen bien. Tal página de</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Fialho, tal página de Chateaubriand, hacen hormiguear a mi vida en mis venas,</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">me hacen rabiar trémulamente quieto de un placer inaccesible que estoy teniendo.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Tal página, incluso, de Vieira, en su fría perfección de ingeniería sintáctica, me</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">hace temblar como una rama al viento, en un delirio pasivo de cosa movida.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Como todos los grandes enamorados, me gusta la delicia de la pérdida de mí</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">mismo, en la que el gozo de la entrega se sufre completamente. Y, así, muchas</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">veces, escribo sin querer pensar, en un devaneo exterior, dejando que las palabras</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">me hagan fiestas, niño pequeño en su regazo. Son frases sin sentido, que corren</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">mórbidas, con una fluidez de agua sentida, un olvidarse de riachuelo en el que las</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">olas se mezclan e indefinen, volviéndose siempre otras, sucediéndose a sí mismas.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Así las ideas, las imágenes, trémulas de expresión, pasan por mí en cortejos</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">sonoros de sedas esfumadas, donde una claridad lunar de idea oscila, batida y</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">confusa.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">No lloro por nada que la vida traiga o se lleve. Hay sin embargo páginas de</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">prosa que me han hecho llorar. Me acuerdo, como si lo estuviera viendo, de la</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">noche en que, siendo todavía niño, leí por primera vez, en una antología, el célebre</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">paso de Vieira sobre el Rey Salomón. «Fabricó Salomón un palacio&#8230;» Y seguí</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">leyendo, hasta el final, trémulo, confuso; después rompí en llanto feliz, como el que</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">ninguna felicidad real me hará llorar, como el que ninguna tristeza de la vida me</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">hará imitar. Aquel movimiento hierático de nuestra clara lengua majestuosa, aquel</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">expresar las ideas en las palabras inevitables, correr de agua porque hay un</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">declive, aquel asombro vocálico en que los sonidos son colores ideales; todo esto</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">me embriagó instintivamente como una gran emoción política. Y, lo he dicho, lloré;</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">hoy, al acordarme, lloro. No es —no— la añoranza de la infancia, de la que no</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">tengo añoranzas: es la añoranza de la emoción de aquel momento, la tristeza de no</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">poder leer ya por primera vez aquella gran seguridad sinfónica.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">No tengo ningún sentimiento político o social. Tengo, sin embargo, en un</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">sentido, un alto sentimiento patriótico. Mi patria es la lengua portuguesa. No me</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">pesaría que invadiesen o tomasen Portugal, siempre que no me molestasen</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">personalmente. Pero odio, con odio verdadero, con el único odio que siento, no a</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">quien escribe mal portugués, no a quien no sabe sintaxis, no a quien escribe en</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">ortografía simplificada, sino a la página mal escrita, como a persona propia, a la</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">sintaxis equivocada, como a gente a la que golpear, a la ortografía sin ípsilon,</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">como al escupitajo directo que me enoja independientemente de quien lo haya</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">escupido.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Sí, porque la ortografía también es gente. La palabra es completa vista y oída.</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">Y la gala de la transliteración grecorromana me la viste con su verdadero manto</span></p>
<p><span style="font-family:'American Typewriter';font-size:large;">regio, gracias al cual es reina y señora.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
<span style="font-family:'American Typewriter';font-size:medium;"><strong>Fernando Pessoa</strong></span><br />
<span style="font-family:'American Typewriter';font-size:medium;"><strong>Del Libro del desasosiego de Bernardo Soares, 12</strong></span><br />
<span style="font-family:'American Typewriter';font-size:medium;"><strong>Seix Barral, 1997</strong></span><br />
<span style="font-family:'American Typewriter';font-size:medium;"><strong>Traducción de Ángel Crespo</strong></span><br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
<img class="alignnone" title="fernando pessoa" src="http://loqasto.wordpress.com/files/2009/11/fernand.jpg" alt="" width="453" height="690" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desejo~]]></title>
<link>http://algurescorporeo.wordpress.com/2009/11/25/desejo/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:22:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Inside Job</dc:creator>
<guid>http://algurescorporeo.wordpress.com/2009/11/25/desejo/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;I&#8217;m tugging at my hair I&#8217;m pulling at my clothes I&#8217;m trying to keep my cool]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><em>&#8220;I&#8217;m tugging at my hair<br />
I&#8217;m pulling at my clothes<br />
I&#8217;m trying to keep my cool<br />
I know it shows<br />
I&#8217;m staring at my feet<br />
My cheeks are turning red<br />
I&#8217;m searching for the words inside my head<br />
I&#8217;m feeling nervous<br />
Trying to be so perfect<br />
Cause I know you&#8217;re worth it&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align:left;">Quanto maior o desafio, mais quero. É isso o que sinto. Não controlo, descontrolo. Descontrole incontrolável que me deixa cego. Foi assim que me deixaram, eu não havia pensado na possibilidade de ter algo com aquela pessoa, nunca. Mas&#8230; Quem é que consegue prever o futuro? E assim, com uma conversa casual a oportunidade veio e junto com ela o meu interesse. Tudo parecia estar bem, dentro dos conformes, mas&#8230;<!--more--></p>
<p style="text-align:left;">Algo aparentemente deu errado, por mais que eu demonstre que eu quero, ela não me diz nada. Mesmo aqueles leitores d&#8217;alma imensos e expressivos não me dizem nada além de incerteza e mistério, como se brincassem com a minha astúcia. Fantoche, é assim que me sinto, fantoche dos olhos que me cativaram, me prenderam dentro de sí. Tudo o que consigo ver é o lindo reflexo de minha pessoa, não que eu seja belo, todavia tudo o que é refletido por aqueles dois mundos tornam-se perfeição naturalmente. Sem a possibilidade de exister algo grotesco.</p>
<p style="text-align:left;">Eu não consigo mais me segurar, tento ser perfeito para aquele ser, e tudo o que recebo é confusão, num momento mal me toca, noutro me acaricia arrepiando todo o meu corpo com o toque de seus dedos. Como queria poder segurar aqueles dedos com minhas mãos, sentir sua pele e perfume, brincar com seus dedos entrelaçando-os com os meus. Só por um instante&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Agora já chega&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Caminho decidido, olhando para meus pés, assim evito que me chamem a atenção. Fico com os fones de ouvidos, mesmo que não estivesse ouvindo nenhuma música. Passo pelas pessoas. Não são mais do que borrões. Naquele dia eu só tinha um objetivo.</p>
<p style="text-align:left;">E lá estava a pessoa que eu tanto queria encontrar, sinto meu rosto enrubescer, ligo o mp3 e coloco a música que representa como estou agora, não sei quem canta, e isto não importa, só isso já me acalma. Me aproximo, lentamente, ouço meu coração bater mais forte, mãos suadas, suor, testa, nariz, tremer, eu&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Consigo ficar ao lado do ser que eu tanto queria. As pessoas que estão com ele me perguntam se estou bem, respondo de forma evasiva. Abaixo-me um pouco, coloco minha mão sobre o ombro dele e a outra em sua bolsa transversal. Sussurro em seu ouvido &#8220;Vamos alí comigo&#8221;. O ser anui sutilmente, eu o pego pelo pulso, invento uma desculpa e o puxo. Assim que nos afastamos suficiente para que não nos ouçam.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;O que foi?&#8221; ele pergunta.</p>
<p style="text-align:left;">Fico em silêncio, mão tremendo e suando frio, olho dentro das salas a procura de uma vazia. Começo a perder a determinação quando demoro a encontrar um lugar para ficar a sós com ele. Finalmente! A música ainda está tocando em meu mp3. Entro na sala, puxo ele e fecho a porta rapidamente. Enconsto-o na parede gentilmente.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;O que você queria falar comigo?&#8217; pergunta olhando nos meus olhos. Pela primeira vez ví determinação natural em meu rosto refletido.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Tem algo te&#8230;&#8221; coloquei meus dedos sobre sua boca, fazendo um suave &#8220;Shhh&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Não dá mais para me segurar, mesmo que você me odeie depois eu preciso&#8230;&#8221; Não terminei a frase. Me aproximei, coloquei minhas mãos na porta e lentamente nossos olhos ficaram presos dentro da visão um do outro, não refletia aparências, e sim almas. Narizes se esbarram, respiração, perfume.. cheiro&#8230; desejo&#8230; hálito&#8230;&#8230;. boca&#8230;&#8230;&#8230;. umidade&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; prazer&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; beijo&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; eternidade&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. desejo.</p>
<p style="text-align:left;">Abro meu olhos, e vejo os olhos do Ser ainda fechados, sorrio singelamente e o beijo mais uma vez, o beijo do despertar. Afasto-me o suficiente para poder ver seu rosto por completo.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Eu não aguentava mais, tinha que fazer isto senão&#8230; Eu&#8230; Me descul&#8230;&#8221; Comecei a falar.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Não precisa de desculpas, meu bem. Eu só queria que você tivesse a atitude que eu sei que você tem, mas que prendia o seu corpo. E você me provou que é capaz de superar qualquer bloqueio, era só isso o que eu precisava&#8221; Me disse sorrindo docilmente.</p>
<p style="text-align:left;">Abri os olhos, já era de manhã&#8230; Então nada havia passado de um sonho, sonho não, paraíso. Mas, foi bom o suficiente para me consolar. Repentinamente meu celular começa a vibrar do lado de meu travesseiro. Mensagem.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;"><em>N tem pq se preocupar mais, vc provou q eh capaz de ser o melhor. Desd sempre vc foi o meu maior desejo. Te espero mais tard na mesma sala de ontem. Teu Ser.</em></p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LE COSE MUTANO VELOCEMENTE...(Per viaggiare basta esistere)]]></title>
<link>http://alerika.wordpress.com/?p=2263</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 19:12:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>alerika</dc:creator>
<guid>http://alerika.wordpress.com/?p=2263</guid>
<description><![CDATA[A pochi giorni di distanza , nello stesso luogo, ho scattato queste fotografie. Le ho riguardate que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://alerika.wordpress.com/files/2009/11/varie-autunno-09-0253.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2356" title="VARIE AUTUNNO 09 025" src="http://alerika.wordpress.com/files/2009/11/varie-autunno-09-0253.jpg" alt="" width="497" height="373" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> <a href="http://alerika.wordpress.com/files/2009/11/varie-autunno-09-0603.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2370" title="VARIE AUTUNNO 09 060" src="http://alerika.wordpress.com/files/2009/11/varie-autunno-09-0603.jpg" alt="" width="496" height="372" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A pochi giorni di distanza , nello stesso luogo, ho scattato queste fotografie.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Le ho riguardate questa sera e mi sono soffermata a riflettere su come alcune cose esterne ed interne a noi a volte mutano velocemente.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tutto è in continua evoluzione, noi stessi ci modifichiamo giorno dopo giorno spesso senza neppure avere il tempo di accorgercene.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Lo so, le fotografie non sono particolarmente belle, ma ci tenevo a pubblicarle comunque anche per invitarvi ad osservare con più attenzione quello che ci circonda tutti i giorni.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Penso che a volte guardiamo con troppa superficialità ciò che siamo abituati a vedere, rischiando di perdere &#8220;viaggi gratuiti&#8221; in luoghi che solo in parte conosciamo; luoghi che se osservati con occhi nuovi ci possono aiutare ad osservare quello che fa parte del nostro mondo in modo diverso e più ampio.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alessandra</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>&#8220;Il vero viaggio dello scoprire non consiste nel vedere paesaggi nuovi, </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>ma nell&#8217;avere nuovi occhi.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Marcel Proust</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>&#8212;</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>&#8220;Viaggiare? Per viaggiare basta esistere.</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Passo di giorno in giorno come di stazione in stazione,</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>nel treno del mio corpo, o nel mio destino,</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>affacciato sulle strade e sulle piazze,</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>sui gesti e sui volti,</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>sempre uguali e sempre diversi</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>come in fondo sono i paesaggi.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>G. Pessoa</strong></p>
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Programação para terça-feira, 24/11]]></title>
<link>http://tvsinal.wordpress.com/2009/11/23/programacao-para-terca-feira-2411/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:24:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>tvsinal</dc:creator>
<guid>http://tvsinal.wordpress.com/2009/11/23/programacao-para-terca-feira-2411/</guid>
<description><![CDATA[12h04 – É Seu Direito – Lei Antifumo 12h35 – Plano Geral – Infraestrutura do Paraná 13h30 – CCJ ao v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>12h04 – É Seu Direito – Lei Antifumo</p>
<p>12h35 – Plano Geral – Infraestrutura do Paraná</p>
<p>13h30 – CCJ ao vivo</p>
<p>14h30 – Sessão ao vivo</p>
<p>17h00 – Onde Você Estava? – Copa de 1950</p>
<p style="padding-left:60px;">– Aqui é Assim – Pianista</p>
<p style="padding-left:60px;">– PR399 – Piraí do Sul</p>
<p style="padding-left:60px;">– Sabe Como? – CPF</p>
<p style="padding-left:60px;">– O Dono da Rua – Dr. Zamenhoff</p>
<p>18h00 – TelejornAL ao vivo</p>
<p>18h30 – Marca Paraná – Crédito</p>
<p>19h30 – É Seu Direito – Lei Antifumo</p>
<p>20h05 – Reprise Sessão</p>
<p>23h30 – Reprise TelejornAL</p>
<p style="padding-left:60px;">– Perfil Parlamentar – Kleiton Kielse, Augustinho Zucchi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Calçada da Fama - Obras no Centro de São Paulo são Embargadas pelo Poder Judiciário por prejudicar a coletividade e beneficiar apenas alguns, diz decisão em sede liminar]]></title>
<link>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/22/calcada-da-fama-obras-no-centro-de-sao-paulo-sao-embargadas-pelo-poder-judiciario-por-prejudicar-a-coletividade-e-beneficiar-apenas-alguns-diz-decisao-em-sede-liminar/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 21:58:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otavio Bertolani da Câmara</dc:creator>
<guid>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/22/calcada-da-fama-obras-no-centro-de-sao-paulo-sao-embargadas-pelo-poder-judiciario-por-prejudicar-a-coletividade-e-beneficiar-apenas-alguns-diz-decisao-em-sede-liminar/</guid>
<description><![CDATA[Vista da Calçada da Fama sendo Construída A matéria sobre a Calçada da Fama ou Calçada da Lama como ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Vista da Calçada da Fama sendo Construída A matéria sobre a Calçada da Fama ou Calçada da Lama como ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[la antolog&iacute;a del lector: rg]]></title>
<link>http://maquinadeescribir.wordpress.com/2009/11/21/poesa-en-vivo-mi-antologa/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 03:22:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Guajardo</dc:creator>
<guid>http://maquinadeescribir.wordpress.com/2009/11/21/poesa-en-vivo-mi-antologa/</guid>
<description><![CDATA[&#160; |&#160; (poemas leídos en la apertura del ciclo “la antología del lector”, de poesía en vivo,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#160; |&#160; (poemas leídos en la apertura del ciclo “la antología del lector”, de poesía en vivo,]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O acordo ortográfico e a saudade de nós mesmos]]></title>
<link>http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/2009/11/21/o-acordo-ortografico-e-a-saudade-de-nos-mesmos/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 21:02:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecodepontecaldelas</dc:creator>
<guid>http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/2009/11/21/o-acordo-ortografico-e-a-saudade-de-nos-mesmos/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; &nbsp; Heron Moura O recente acordo ortográfico com os países de língua portuguesa despertou ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/files/2009/11/acordo-ortografico-correto.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-817" title="ACORDO ORTOGRAFICO - CORRETO" src="http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/files/2009/11/acordo-ortografico-correto.jpg?w=267" alt="" width="267" height="300" /></a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Heron Moura</p>
<p>O recente acordo ortográfico com os países de língua portuguesa despertou sensações já adormecidas em relação a Portugal. A reforma é percebida como algo que vai aproximar o Brasil do país que nos colonizou; mudanças de ortografia são vistas como um meio de superar o oceano que nos separa (curiosamente, uma mesma sensação não se impõe em relação aos países africanos de fala portuguesa).  Há um sentimento disperso de que algo que se perdeu no passado pode de novo ser encontrado – uma identidade luso-brasileira.</p>
<p>Muitas pessoas crêem firmemente que, com o acordo, o português de Portugal vai ficar mais parecido com o português que se fala aqui – como se as letras e os acentos tivessem um estranho poder sobre a articulação das palavras. É um sonho de volta às origens, de recuperação de uma identidade perdida. Perdemos o trema, mas em compensação o nosso pai, Portugal, está mais próximo de nós. Toda essa emoção não revela também o desejo de dominar o nosso pai, controlando a sua forma de falar?  Na verdade, a reforma ortográfica é um fato político, e não um acontecimento lingüístico. As diferentes línguas (do Brasil, de Portugal e dos países africanos que falam o português) continuarão seus caminhos distintos. Em especial, o português de Portugal soará cada vez mais estranho para nós, brasileiros. A nossa língua, o português do Brasil, evolui num sentido diferente do português europeu. A gramática deles não é a nossa, o léxico muda muito, a forma de articular as palavras é diferente. Ainda nos compreendemos mutuamente, é claro, mas não é certo que essa inter-comunicação possa durar para sempre.</p>
<p>Temos que aceitar essa perda de identidade; o Brasil é suficientemente adulto para não precisar de pai. Fica o afeto, mas já acabou a identificação. Portugal é um importante aliado político, mas isso basta.  Nossa separação de Portugal é intensa, profunda. Por exemplo, a literatura produzida aqui é radicalmente diferente da produzida lá. E isso não apenas em função de valores culturais e estéticos discrepantes. A poesia da língua é diferente.  A literatura que se faz lá explora recursos lingüísticos distintos do que exploramos aqui. Quem aprecia a literatura portuguesa o faz percebendo a diferença lingüística da que se faz no Brasil. A poesia da língua é outra.  Mas a literatura tem o poder de evocar uma identidade subliminar, secreta. Ao ler uma frase literária de um bom autor português, sentimos saudades de nós mesmos. Lamento que toda essa celeuma em torno da reforma ortográfica não tenha tocado na questão da identidade literária de nossos países.</p>
<p>Nunca nenhum escritor brasileiro jamais poderia ter escrito como Fernando Pessoa. Não por razões espirituais ou culturais, mas simplesmente porque ele utiliza um material (a língua de Portugal!) que não está disponível para os brasileiros, assim como a nossa língua não está ao dispor dos autores portugueses.  Vou dar exemplos de prosa dessa poesia da língua que Fernando Pessoa constrói com maestria. Os trechos são do Livro do Desassossego.  “Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, maldisposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica”.  A poesia da língua aí consiste em o poeta usar, artisticamente, um recurso próprio do português de Portugal: a nominalização de tempos verbais compostos (“o ter chegado tarde para almoçar”), que transforma uma marcação de tempo num substantivo.</p>
<p>O que acontece vira uma coisa, um ser, que afeta a vida do poeta. E também, requinte do português continental, a nominalização de tempos verbais com infinitivo flexionado: “o terem-se acabado os fósforos”. Há toda uma poesia secreta no infinitivo flexionado!  Vou agora mostrar um segundo tipo de poesia da língua: “Recebi o anúncio da manhã, a pouca luz fria que dá um vago azul branco ao horizonte que se revela, como um beijo de gratidão das coisas.”  Fernando Pessoa usa compulsivamente a estrutura Adjetivo + Substantivo + Adjetivo, como em “a pouca luz fria” e “vago azul branco”. Isso dá um ritmo ligeiramente entorpecente à sua escrita, e o permite trazer à tona o mais imperceptível traço de um adjetivo. É claro que no português do Brasil usamos também a anteposição de adjetivos, com efeitos semânticos importantes (como em “pobre homem” x “homem pobre”), mas nem de longe essa construção é tão comum como no português de Portugal: a tríade “vago”, “azul” e “branco” soa muito bem em Portugal. No Brasil, seria pedante e artificial. Só esse tipo de construção já marca claramente a fala literária de Pessoa (e de todos seus heterônimos!). “Breve sombra escura de uma árvore citadina”.  Um último exemplo de construção dessa poesia da língua (mas há vários outros): “Quando durmo muitos sonhos, venho para a rua, de olhos abertos, ainda com o rastro e a segurança deles”. Ah, como a literatura de Fernando Pessoa é arquitetada sobre esses pronomes anafóricos (“deles”), nessas retomadas de uma palavra anterior, numa circularidade que permite remoer a metafísica de cada coisa, para uma eterna “consciência de mim”. Outra mostra desse vício dos pronomes anafóricos (que retomam uma palavra citada antes): “Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir”.</p>
<p>Que prazer lingüístico tem o poeta de retomar o passado com o pronome oblíquo “o”, ainda que não deseje reviver o passado!  Escolhi três tipos de construções que marcam a língua de Fernando Pessoa como uma linguagem diferente da nossa. Nenhum brasileiro escreveria assim, e se o fizesse, soaria extemporâneo. O português de Portugal gera outra poesia da língua, que nos é alheia. No entanto, ao ler o Livro de Desassossego, sobre a vida mesquinha do funcionário Bernardo Soares, herói só em sonho (”Quantos Césares fui, mas não dos reais”), nos apropriamos dessa linguagem estranha como se fosse nossa. A literatura alheia se torna nossa; a vida alheia se funde a nós mesmos. O português de Portugal volta a ser o português de nossa boca.  Tudo o que o acordo ortográfico não poderá fazer, é realizável através da literatura. Não é na ortografia que está a vida, mas na fusão de som e sentido. Quando lemos oLivro do Desassossego, temos saudades de nós mesmos. E o Bernardo Soares da Rua dos Douradores está bem aqui, na Mauro Ramos ou na Conselheiro Mafra. Essa mesma melancolia tão distante e tão próxima.</p>
<p>(Publicado no Diário Catarinense, em 7 de fevereiro de 2009).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que penso eu?]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/20/o-que-penso-eu/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 22:31:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/20/o-que-penso-eu/</guid>
<description><![CDATA[O que penso eu? O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>O que penso eu?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>O que penso eu do mundo?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Sei lá o que penso do mundo!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Se eu adoecesse pensaria nisso.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Que idéia tenho eu das cousas?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E sobre a criação do Mundo?<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E não pensar. É correr as cortinas<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Da minha janela (mas ela não tem cortinas).<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>O único mistério é haver quem pense no mistério.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Quem está ao sol e fecha os olhos,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Começa a não saber o que é o sol<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E a pensar muitas cousas cheias de calor.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Mas abre os olhos e vê o sol,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E já não pode pensar em nada,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>De todos os filósofos e de todos os poetas.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>A luz do sol não sabe o que faz<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E por isso não erra e é comum e boa.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>A de serem verdes e copadas e de terem ramos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>A nós, que não sabemos dar por elas.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Mas que melhor metafísica que a delas,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Que é a de não saber para que vivem<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Nem saber que o não sabem?<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>&#8220;Constituição íntima das cousas&#8221;&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>&#8220;Sentido íntimo do Universo&#8221;&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>É incrível que se possa pensar em cousas dessas.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>É como pensar em razões e fins<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Pensar no sentido íntimo das cousas<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>É acrescentado, como pensar na saúde<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Ou levar um copo à água das fontes.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>O único sentido íntimo das cousas<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>É elas não terem sentido íntimo nenhum.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Não acredito em Deus porque nunca o vi.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Se ele quisesse que eu acreditasse nele,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Sem dúvida que viria falar comigo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E entraria pela minha porta dentro<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Dizendo-me, Aqui estou!<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>(Isto é talvez ridículo aos ouvidos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Não compreende quem fala delas<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Mas se Deus é as flores e as árvores<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E os montes e sol e o luar,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Então acredito nele,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Então acredito nele a toda a hora,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E a minha vida é toda uma oração e uma missa,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Mas se Deus é as árvores e as flores<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E os montes e o luar e o sol,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Para que lhe chamo eu Deus?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Porque, se ele se fez, para eu o ver,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Sol e luar e flores e árvores e montes,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Se ele me aparece como sendo árvores e montes<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E luar e sol e flores,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>É que ele quer que eu o conheça<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Como árvores e montes e flores e luar e sol.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E por isso eu obedeço-lhe,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>Como quem abre os olhos e vê,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E amo-o sem pensar nele,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E penso-o vendo e ouvindo,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;"><strong><em>E ando com ele a toda a hora.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#c00000;font-family:Arial;"><strong><em>Alberto Caeiro<br />
</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[rencontre avec Art]]></title>
<link>http://dessinrencontre.wordpress.com/2009/11/20/rencontre-avec-ar/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 16:56:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kajan</dc:creator>
<guid>http://dessinrencontre.wordpress.com/2009/11/20/rencontre-avec-ar/</guid>
<description><![CDATA[évocation d&#8217;une douce soirée mais les murs d&#8217;une cellule infinie ne peuvent nous ensevel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2 style="text-align:right;"><span style="color:#800080;">évocation d&#8217;une douce soirée</span></h2>
<h2><span style="color:#800080;"><img class="size-full wp-image-1057 alignnone" style="border:0 none;" title="DR 19nov2009" src="http://dessinrencontre.wordpress.com/files/2009/11/dr-19nov20090021.jpg" alt="" width="397" height="562" /></span></h2>
<p><span style="color:#800080;">mais les murs d&#8217;une cellule infinie ne peuvent nous ensevelir, parce qu&#8217;ils n&#8217;existent pas&#8230;<br />
</span></p>
<h2 style="text-align:right;"><span style="color:#993300;">puis une fin de matin sans routine</span></h2>
<h2 style="text-align:left;"><span style="color:#800080;"><span style="color:#800080;"><img class="size-full wp-image-1063 alignright" title="DessinRencontre 20nov2009" src="http://dessinrencontre.wordpress.com/files/2009/11/dessinrencontre-20nov2009.jpg" alt="" width="378" height="541" /></span></span></h2>
<p><span style="color:#800080;"><span style="color:#800080;"><img class="alignnone size-full wp-image-1065" title="Ne dis rien" src="http://dessinrencontre.wordpress.com/files/2009/11/ne-dis-rien.jpg" alt="" width="255" height="267" /><br />
</span></span></p>
<p><span style="color:#800080;"><span style="color:#800080;"><br />
</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Heart]]></title>
<link>http://sirana.wordpress.com/2009/11/20/heart/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 09:53:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>anasir</dc:creator>
<guid>http://sirana.wordpress.com/2009/11/20/heart/</guid>
<description><![CDATA[When someone breaks your heart, it teaches you that loving someone does not allways mean that the pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://sirana.wordpress.com/files/2009/11/all-you-need-is-love.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-657" title="all you need is love" src="http://sirana.wordpress.com/files/2009/11/all-you-need-is-love.jpg" alt="" width="320" height="320" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://sirana.wordpress.com/files/2009/11/all-you-need-is-love.jpg"></a>When someone breaks your heart, it teaches you that loving someone does not allways mean that the person will love you back. But don´t turn your back to love, because when you find the right person, the joy that one person brings you will make up for all of your past hurts.</p>
<p style="text-align:center;"><em>Autor desconhecido</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não só quem nos odeia ou nos inveja]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/19/nao-so-quem-nos-odeia-ou-nos-inveja/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:37:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/19/nao-so-quem-nos-odeia-ou-nos-inveja/</guid>
<description><![CDATA[Não só quem nos odeia ou nos inveja Nos limita e oprime; quem nos ama Não menos nos limita.   Que os]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Não só quem nos odeia ou nos inveja<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Nos limita e oprime; quem nos ama<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Não menos nos limita.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Que os deuses me concedam que, despido<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>De afetos, tenha a fria liberdade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Dos píncaros sem nada.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>É livre; quem não tem, e não deseja,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Homem, é igual aos deuses.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#c00000;font-family:Antique Olive;"><strong><em>Ricardo Reis</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Consumo e o Inconsciente]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/17/o-consumo-e-o-inconsciente/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 07:23:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/17/o-consumo-e-o-inconsciente/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos male]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">&#8220;Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra!&#8221;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Leon Trotsky</em></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em><br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Como já desenvolvi por <a href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/06/entendendo-a-vontade/" target="_blank">aqui</a>, a vontade humana (vontade de expandir a vida e de conseguir cada vez mais) é um impulso irracional e totalmente incontrolável. Por ser um eterno impulso para ir sempre em frente, esta vontade <span style="color:#ff0000;"><strong>NÃO</strong></span></span> <span style="color:#000000;">tem um foco e jamais será satisfeita. Aliás, não pode ser satisfeita jamais, por isso que sempre nos move e nos impulsiona para algo melhor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O lado pessimista desta visão é que, como já mencionado, a vontade não pode ser satisfeita jamais e isso gera uma série de frustrações e angústias no ser humano. Ou seja, o homem sempre desejará mais e mais. Com isso, nada poderá satisfazê-lo e ele será um eterno frustrado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O capitalismo, sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção e pela existência de mercados livres, se apropria exatamente desta frustração da vontade do ser humano. Consumimos cada vez mais para compensar este vazio interno. Afinal, não é sempre que a sublimação estética é algo que nos basta, não é mesmo?!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Odeio, de verdade, reconhecer isso. Mas não dá para negar! Sou uma pessoa ligada ao consumo – sempre me encanto com propagandas, marcas e etc. Tenho a consciência desse meu comportamento e confesso que tento agir contra isso. Mas nem sempre consigo!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por exemplo, desde pequena, eu gosto da Barbie (vide relato <a href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/09/17/sindrome-de-barbie/" target="_blank">aqui</a>) e eu já tinha me rendido a essa ‘paixão’ ao comprar a minha Melissa <a href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/10/15/sabe-a-intimidade-entao/" target="_blank"><em><strong>Ultragirl + Barbie</strong></em> preta com os sapatinhos brancos</a>. Mas não resisti! Resolvi comprar, então, uma Melissa <em><strong>Ultragirl + Barbie </strong></em>rosa com o logo da Barbie em preto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estava de olho nela há muito tempo e fiquei com medo de acabar. Fui só olhar uma loja – que eu sabia ser revendedora <em>Melissa</em>. Olhei, é bem verdade, experimentei e levei. Ops! Foi mais forte do que eu&#8230; </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pelo menos, eu sei que é algo que vou usar: sapato baixo (sem salto) nunca é demais. Além do mais, o final do ano se aproxima e vários eventos começam a ser preparados. Logo, estar bonita (dos pés à cabeça) nunca é demais, não é mesmo?! </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O importante é que estou feliz e a minha frustração interna, por enquanto, está bem pequena – quase morta dentro de mim! <span style="color:#ff00ff;">♥</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><a rel="attachment wp-att-3038" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/17/o-consumo-e-o-inconsciente/sdc12091_alterada/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3038" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/sdc12091_alterada.jpg" alt="" width="480" height="445" /></a><strong>Minha Terceira Melissa: </strong></em><em><strong>Ultragirl + Barbie </strong></em><em><strong>rosa com o logo da Barbie em preto. Não é linda?</strong></em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alberto Caeiro, o heterónimo galego de Pessoa?]]></title>
<link>http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/2009/11/16/alberto-caeiro-o-heteronimo-galego-de-pessoa/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:52:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecodepontecaldelas</dc:creator>
<guid>http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/2009/11/16/alberto-caeiro-o-heteronimo-galego-de-pessoa/</guid>
<description><![CDATA[A relação de Fernando Pessoa com a Galiza tem sido estudada de diversas maneiras. Tem-se falado, ass]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/files/2009/11/alberto-caeiro.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-808" title="Alberto Caeiro" src="http://ecodepontecaldelas.wordpress.com/files/2009/11/alberto-caeiro.jpg?w=190" alt="Alberto Caeiro Pessoa, " width="190" height="300" /></a></p>
<p>A relação de Fernando Pessoa com a Galiza tem sido estudada de diversas maneiras. Tem-se falado, assim, dos antepassados galegos do poeta, da sua amizade com Alfredo Pedro Guisado e da existência de livros de Rosalia, Carré Aldao e Eduardo Dieste na biblioteca de Pessoa. Conhecemos também as opiniões formuladas pelo nosso homem no que diz respeito ao &#8220;Estado natural galaico-português&#8221;, à reivindicação da anexação da Galiza por Portugal e as suas críticas, amiúde severas, a Castela.</p>
<p>Para além de antepassados, amizades, correspondências e livros, pouca atenção tem provocado, porém, uma circunstância de significado não precisamente menor. Refiro-me à decisão de Pessoa no sentido de inventar, para enganar um dos seus amigos, António Ferro, e com a colaboração de Guisado, um encontro deste com Alberto Caeiro, um dos heterónimos pessoanos, na Galiza. Em carta de 4 de outubro de 1914 dirigida a Armando Cortes-Rodrigues, o poeta escreve o que segue: &#8220;Como a única pessoa que podia suspeitar, ou, melhor, vir a suspeitar, a verdade do caso Caeiro era o Ferro, eu combinei com o Guisado que ele dissesse aqui, como que casualmente, por ocasião em que estivesse presente o Ferro, que tinha encontrado na Galiza &#8216;um tal Caeiro, que me foi apresentado como poeta, mas com quem não tive tempo de falar&#8217;&#8221;. Assinala Guisado em carta a Fernando Pessoa em 1 de outubro do mesmo ano: &#8220;Estive ontem uns momentos em Mondariz conversando como o Romão Peinador. E no parque apareceu também aquele indivíduo que se chama não sei que Caeiro&#8221;. Em 8 de outubro o próprio Mário de Sá-Carneiro terçou, enganado, na armadilha: &#8220;O Guisado fala-me na carta a que ontem me referi, dum poeta Caeiro ou o que é que diz mal da gente e encontrou entre galegos&#8221;.</p>
<p>Cumpre sublinhar o que parece evidente: é difícil situar a cena imaginada em Sevilha, Madrid ou Salamanca, circunstância que obriga a concluir que aos olhos de Pessoa a Galiza partilhava com Portugal o mesmo espaço linguístico e literário. E isso tanto mais se acreditamos na interpretação que do acontecido fez o principal biógrafo do poeta, João Gaspar Simões, ao assinalar que o propósito do engano era &#8220;fazer acreditar a António Ferro que Alberto Caeiro era um poeta natural da Galiza&#8221;. Para fortalecer este argumento bem está lembrar que, em Pessoa por conhecer, Teresa Rita Lopes recolhe um texto que fala de uma entrevista concedida por Caeiro em Vigo.</p>
<p>Se do que se trata é de explicar esta percepção do poeta, tanto pode invocar-se o trato direto que teve com os galegos lisboetas como o conhecimento derivado das suas leituras de história e filologia. É verdade que, porém, alguém poderá argumentar, legitimamente, que pelo balneário de Mondariz passavam, por lógica, portugueses que iam, simplesmente, tomar as águas, sem que por detrás se adivinhasse nenhum espaço linguístico e literário comum entre uma e outra beira do Minho. Pelo que sabemos, contudo, e felizmente, não teria sido Fernando Pessoa um deles.</p>
<p>Publicado originalmente no Novas da Galiza nº 82 (15 de Setembro a 15 de Outubro de 2009) com o título de “A invenção de Caeiro”</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrega com Hora Marcada - São Paulo. Os fornecedores de bens e serviços deverão estipular, no ato da contratação, a data e horário da entrega de bens e serviços cumprindo tais obrigações nos turnos da manhã, tarde ou noite, em conformidade com horários pré-determinados.]]></title>
<link>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/16/entrega-com-hora-marcada-sao-paulo-os-fornecedores-de-bens-e-servicos-deverao-estipular-no-ato-da-contratacao-o-cumprimento-das-suas-obrigacoes-nos-turnos-da-manha-tarde-ou-noite-em-conformidad/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 22:54:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otavio Bertolani da Câmara</dc:creator>
<guid>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/11/16/entrega-com-hora-marcada-sao-paulo-os-fornecedores-de-bens-e-servicos-deverao-estipular-no-ato-da-contratacao-o-cumprimento-das-suas-obrigacoes-nos-turnos-da-manha-tarde-ou-noite-em-conformidad/</guid>
<description><![CDATA[O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fernando Pessoa - Cette vieille angoisse (Esta velha angústia, 1934)]]></title>
<link>http://schabrieres.wordpress.com/2009/11/14/fernando-pessoa-cette-vieille-angoisse/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 21:44:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>schabrieres</dc:creator>
<guid>http://schabrieres.wordpress.com/2009/11/14/fernando-pessoa-cette-vieille-angoisse/</guid>
<description><![CDATA[Cette vieille angoisse, Cette angoisse que je porte en moi depuis des siècles A débordé de la coupe ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-1474" title="Théodore Géricault - Le fou aliéné (1822)" src="http://schabrieres.wordpress.com/files/2009/11/gericault_the_madman.jpg?w=248" alt="Théodore Géricault - Le fou aliéné (1822)" width="188" height="226" />Cette vieille angoisse,<br />
Cette angoisse que je porte en moi depuis des siècles<br />
A débordé de la coupe<br />
En larmes, en fantasmes,<br />
En cauchemar sans frayeur,<br />
En émotions soudaines, sans aucun sens.</p>
<p>Elle a débordé.<br />
Je sais à peine comment me conduire dans la vie<br />
Avec ce malaise qui fait des plis dans mon âme!<br />
Si au moins je devenais fou pour de bon!<br />
Mais non: c&#8217;est toujours cet intervalle,<br />
Ce quasi,<br />
Ce &#8220;il se peut bien que&#8230;&#8221;,<br />
C&#8217;est cela.</p>
<p>Celui qui est interné dans un asile de fous, au moins, c&#8217;est quelqu&#8217;un.<br />
Moi, je suis interné dans un asile de fous sans asile.<br />
Je suis fou, à froid,<br />
Je suis lucide et fou,<br />
Je suis étranger à tout et je ressemble à tout le monde:<br />
Je dors éveillé avec mes rêves qui ne sont que folie<br />
Parce que ce ne sont que des rêves.<br />
Et me voilà: ainsi&#8230;</p>
<p>Pauvre vieille maison de mon enfance perdue!<br />
Qui t&#8217;aurait dit que je désabriterais autant!<br />
Qu&#8217;est devenu ton petit? Il est fou.<br />
Qu&#8217;est devenu celui qui dormait tranquille sous ton toit provincial?<br />
Il est fou.<br />
Qui est celui que je fus? Il est fou. Aujourd&#8217;hui, c&#8217;est celui-là que je suis.</p>
<p>Si encore j&#8217;avais une foi quelconque!<br />
Par exemple, en cet espèce de fétiche<br />
Qu&#8217;il y avait chez nous, rapporté d&#8217;Afrique.<br />
Il était très laid, il était grotesque.<br />
Mais il y avait en lui la divinité de tout ce à quoi l&#8217;on croit.<br />
Si je pouvais croire en un fétiche quelconque -<br />
Jupiter, Jéhovah, l&#8217;Humanité -<br />
N&#8217;importe lequel ferait l&#8217;affaire,<br />
Car qu&#8217;est-ce que ce tout sinon ce que nous pensons de tout?</p>
<p>Eclate donc, coeur en verre peinturluré!</p>
<p>***</p>
<p><a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa">Fernando Pessoa (1888-1935)</a> / Álvaro de Campos &#8211; 16-6-1934</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dai-me rosas e lírios]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/13/dai-me-rosas-e-lirios/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 16:03:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/13/dai-me-rosas-e-lirios/</guid>
<description><![CDATA[Dai-me rosas e lírios, Dai-me flores, muitas flores Quaisquer flores, logo que sejam muitas&#8230; N]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Dai-me rosas e lírios,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Dai-me flores, muitas flores<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Quaisquer flores, logo que sejam muitas&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Em me dardes muitas flores,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Nem isso&#8230; Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Que me deis flores&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Sejam essas as flores que me deis&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Ah, a minha tristeza dos barcos que passam no rio,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Sob o céu cheio de sol!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>A minha agonia da realidade lúcida!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Desejo de chorar absolutamente como uma criança<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Com a cabeça encostada aos braços cruzados em cima da mesa,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>E a vida sentida como uma brisa que me roçasse o pescoço,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Estando eu a chorar naquela posição.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>O homem que apara o lápis à janela do escritório<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Chama pela minha atenção com as mãos do seu gesto banal.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Haver lápis e aparar lápis e gente que os apara à janela, é tão estranho!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>É tão fantástico que estas coisas sejam reais!<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Olho para ele até esquecer o sol e o céu.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>E a realidade do mundo faz-me dor de cabeça.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>A flor caída no chão.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>A flor murcha (rosa branca amarelecendo)<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Caída no chão&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Qual é o sentido da vida?<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#c00000;"><strong><em>Fernando Pessoa<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Bezkrwawa ekspedycja przeciwko milczeniu" (M. P. Markowski, "Życie na miarę literatury")]]></title>
<link>http://readeatslip.wordpress.com/2009/11/13/bezkrwawa-ekspedycja-przeciwko-milczeniu/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 15:59:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>readeatslip</dc:creator>
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<description><![CDATA[Wydano właśnie czwarty – o ile dobrze liczę – tom esejów Michała Pawła Markowskiego, zatytułowany Ży]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-269" style="border:1px solid black;margin-left:7px;margin-right:7px;" title="M. P. Markowski, &#34;Życie na miarę literatury&#34;, Kraków 2009" src="http://readeatslip.wordpress.com/files/2009/11/markowski.jpg" alt="M. P. Markowski, &#34;Życie na miarę literatury&#34;" width="160" height="242" />Wydano właśnie czwarty – o ile dobrze liczę – tom esejów Michała Pawła Markowskiego, zatytułowany <em>Życie na miarę literatury</em>. Pierwszą, bardziej teoretyczną część książki, omawiam krótko poniżej; do drugiej, w której występują m.in. Marek Bieńczyk, Witold Gombrowicz, Franz Kafka, Fernando Pessoa, Marcel Proust i Witkacy – po prostu odsyłam, bo zapewniać o klasie esejów chyba nie muszę.</p>
<p style="text-align:justify;">Jak oznajmia autor, książka jest swego rodzaju manifestem. Markowski tłumaczy, czym jest według niego (i dla niego) literatura i jaką spełnia rolę w codziennym życiu. Nie jest  bowiem tak, że nie pełni ona żadnej roli, albo istnieje tylko na marginesie. Markowski twierdzi, że życie bez literatury po prostu nie ma sensu. Ów sens „nie rośnie na polu, nie spoczywa w głębi oceanu i nie buja się na chmurach”, lecz jest mozolnie budowany w trakcie lektury, rozmowy z Innym. Obcowanie z literaturą jest takim sposobem egzystencji, któremu najbliżej do odnalezienia zagubionego sensu. Wejdźmy zatem, wraz z autorem, na grunt hermeneutyki.</p>
<p style="text-align:justify;">Na początek, dla rozgrzewki, Markowski przypomina o dwóch modelach postrzegania literatury – klasycznym i awangardowym. Ten pierwszy zasadza się na micie i poczuciu wspólnoty, drugi zaś wręcz przeciwnie: na demitologizacji i emancypacji; model klasyczny zakłada, że „literatura to nasze wspólne dziedzictwo, wspólny dom” w którym chcielibyśmy zamieszkać, model awangardowy odwrotnie – chce zerwać z tym, co wspólne, z językiem ogółu i jego przyzwyczajeniami. Następstwem tego podziału jest wytworzenie się przeciwstawnych ujęć poezji: hermetyczne i hermeneutyczne.</p>
<p style="text-align:justify;">Poezja hermetyczna, „czysta”, stara się oderwać od rzeczywistości i zakotwiczyć wyłącznie w języku; „wiersz powinien nie znaczyć, lecz być”.  Model hermeneutyczny z kolei próbuje „uczynić swoim własnym” to, co wcześniej było „obce”; jest to „poezja przyswojenia”. Mamy zatem, kontynuuje Markowski, dwie postawy wobec świata – eskapistyczną, kiedy uciekamy od niego na zawsze, oraz taką, która zakłada jednak powrót, i podobnie sztuka nowoczesna ma dwie drogi ku artystycznemu spełnieniu – hermetyczną i hermeneutyczną.</p>
<p style="text-align:justify;">Drogę „hermetyczną” przetarł św. Augustyn, który dzięki lekturze ksiąg oderwał się od rzeczywistości, zmienił swoje życie i zwrócił ku Bogu. Markowski podkreśla, że w nawróceniu Augustyna najważniejszy był moment, kiedy święty oddał się bezgłośnej lekturze – tym sposobem odciął się od świata zewnętrznego, rozdzielił ciało i umysł. Bezpośrednim kontynuatorem poczynań Augustyna jest, zdaniem Markowskiego, S. Mallarmé, który pokazał, że „poezja jest wielką pracą nad negacją – transpozycją, transfiguracją – codziennego doświadczenia”.  Kolejną przywoływaną postacią jest T. S. Eliot, ale nie miejsce tutaj na referowanie całej książki krok po kroku; wspomnę więc tylko, że druga ścieżka to zadziwienie światem i próba jego wytłumaczenia; to poezja metafizyczna, np. Miłosza, która stara się świat tłumaczyć.</p>
<p style="text-align:justify;">Markowski nie decyduje się na żadną z omawianych dróg, wybiera coś pomiędzy:</p>
<p style="text-align:justify;">„Moja wizja literatury (…) polega na uznaniu egzystencjalnego wahania za najważniejszy i najciekawszy motyw literacki, który wszelako nie jest żadnym &#60;&#60;motywem&#62;&#62;, lecz mechanizmem napędzającym pisanie i czytanie”.</p>
<p style="text-align:justify;">W wizji tej niezwykle ważna jest kategoria „rozumienia”, pożyczona od Gadamera; równie istotną rolę odgrywa uczuciowa, erotyczna perspektywa Barthesa i pragnienie zaprzyjaźnienia się z tekstem; ostatnim patronem jest wreszcie Richard Rorty, który pisał: „powieści sprawiają, że wiemy, jak ludzie, którzy się od nas całkiem różnią, myślą o sobie samych, jak obmyślają swoje działania, by wypaść w dobrym świetle, jak nadają sens własnemu życiu (…) Być człowiekiem bardziej wykształconym, rozwiniętym i wyrafinowanym to umieć uchwycić większość  z tych potrzeb i rozumieć większość z tych opisów”.</p>
<p style="text-align:justify;">Lubię czytać Markowskiego, pewnie dlatego, że i mnie bliskie jest hermeneutyczne czytanie spod znaku Gadamera czy Ricoeura, przyjemność, którą przywrócił lekturze Barthes i pragmatyczne szturchańce Rorty’ego. Lubię swobodę, z jaką żegluje po morzu tekstów. Najcenniejsze z tej lektury wydaje się jednak przeświadczenie, że literaturę można kochać i nie można się tego wstydzić.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Medo ou Amor?]]></title>
<link>http://elaenluarada.wordpress.com/2009/11/12/medo-ou-amor/</link>
<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 21:06:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>elaenluarada</dc:creator>
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<description><![CDATA[Assim como dois caminhos não podem ser seguidos ao mesmo tempo por uma única pessoa, duas escolhas s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-146" title="cora" src="http://elaenluarada.wordpress.com/files/2009/11/cora.jpg" alt="cora" width="320" height="227" /></p>
<p style="text-align:justify;">Assim como dois caminhos não podem ser seguidos ao mesmo tempo por uma única pessoa, duas escolhas sobre um mesmo tema não podem ser feitas. Aquele que vai à guerra por sentir-se cumprindo seu dever patriota, não pode, ao mesmo tempo, ficar ao lado da esposa e de sua família. Quem escolhe continuar, não pode, simultaneamente permanecer. A vida é uma constante troca de uma coisa por outra e é importante aceitar isso. Quando o caminho bifurca e o destino faz uma pergunta, qual a melhor escolha? Em qualquer espaço ou tempo, pergunte-se: “O que o amor faria?” A resposta a esta pergunta poderá tirar-lhe do ardor de diversas consequências advindas de uma escolha mal feita. O amor cabe em qualquer lugar e hora, permanecendo como a mais acertada forma de ser e fazer feliz. Qualquer outra escolha que não seja por amor, certamente será por medo. Você está se perguntando: “Medo?”. Se o medo de perder o que nem é seu se chama ciúme, o amor ao direito de simplesmente escolher estar ao lado chama-se liberdade. Se o medo de admitir que você também erra chama-se rancor, a amorosa visão de que ninguém é melhor que ninguém chama-se perdão. Se formos pensar, tudo o que não nos faz bem são medos disfarçados e tudo o que nos torna melhores e felizes é o amor. Medo de si mesmo é não gostar-se e aí, é bom saber que você pode reinventar-se a todo momento. Amor por si mesmo é gostar-se e aí, a energia contagiante de fazer com que todos ao seu redor sintam-se atraídos por você, chama-se auto-estima. O que você tem escolhido? Na hora de viajar, por exemplo, pergunte-se: Estou deixando de ir por medo, estou indo por medo, estou ficando por amor ou estou indo por amor? E lembre-se, amor é algo que só pode existir, quando antes existe por você próprio. Ame-se mais para amar mais. Não ama, apenas acha que ama, aquele que diz que ama mas nem sabe o que é amor próprio. Medo ou amor? A escolha é sua e cada segundo de sua vida lhe perguntará isso.</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Este post é uma contribuição de uma grande amiga e blogueira, a</span> <a href="http://raianedt.blogspot.com/">RayFarfallablu</a> <span style="color:#ff0000;"> que tem um talento inestimável. É um texto de Victor Chaves, (sim da dupla Victor e Léo) muito interessante e inspirador.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
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