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	<title>politica-externa-americana &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/politica-externa-americana/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "politica-externa-americana"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 00:07:22 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Um novo Nixon?]]></title>
<link>http://salmendra.wordpress.com/2009/05/11/um-novo-nixon/</link>
<pubDate>Mon, 11 May 2009 16:23:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sandra Almendra</dc:creator>
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<description><![CDATA[Richard Nixon foi eleito em 1969, num ambiente semelhante ao que Barack Obama encontrou em 2009. Nos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Richard Nixon foi eleito em 1969, num ambiente semelhante ao que Barack Obama encontrou em 2009.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos finais da década de 60, a guerra do Vietname revelava-se desastrosa e, internacionalmente, vivia-se um difícil período económico. A estratégia em matéria de política externa da Administração Nixon, protagonizada por Henry Kissinger, pode ser resumida em três elementos chave: a negociação da retirada dos EUA do Vietname, uma aproximação diplomática à China e a uma tentativa de entendimento com a ex &#8211; União Soviética sobre a redução de armamento (a Détente). Esta estratégia viria a permitir a recuperação militar e económica dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Eleita em finais de 2008, a Administração Obama, enfrenta o desafio de ultrapassar uma crise económica a nível mundial, e o desgaste financeiro, moral e logístico provocado pela guerra do Iraque. O Presidente norte-americano defende como principais linhas de condução de política externa: a retirada do Iraque através de uma redução progressiva das tropas no terreno e a firme intenção de apoiar a construção e consolidação das forças de segurança locais; um novo diálogo com a Rússia e num estreitamento de relações com os aliados regionais.</p>
<p style="text-align:justify;">Qual será o resultado no final do mandato do recentemente eleito Presidente?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A política europeia dos E.U.A. na Administração Clinton]]></title>
<link>http://salmendra.wordpress.com/2009/04/15/a-politica-europeia-dos-eua-na-administracao-clinton/</link>
<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 16:11:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sandra Almendra</dc:creator>
<guid>http://salmendra.wordpress.com/2009/04/15/a-politica-europeia-dos-eua-na-administracao-clinton/</guid>
<description><![CDATA[Nos finais da década de 80, os Estados Unidos da América, fruto das alterações no Sistema Internacio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Nos finais da década de 80, os Estados Unidos da América, fruto das alterações no Sistema Internacional, encetam uma política externa caracterizada pela afirmação da hegemonia norte-americana no mundo. Iniciada ainda na Administração de George Bush é, no entanto, com a Presidência de Bill Clinton que se vai consolidar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">O objectivo deste trabalho é analisar essa política, não em termos globais da política externa norte-americana, mas na parte que diz respeito às relações com a Europa, excluindo a Rússia, para a qual a Administração tem relacionamentos específicos. Na chamada política europeia dos Estados Unidos insere-se, essencialmente, o problema da manutenção da NATO e o papel dos norte-americanos nesta organização, e nas relações transatlânticas. A questão, resume-se à continuação da Aliança Atlântica com um maior apoio da Europa, em detrimento do papel assumido até aqui pelos Estados Unidos, e à recuperação da Europa de Leste, integrando-a na nova ordem mundial, defendida pela América do Norte. </span></span></p>
<p class="MsoBodyText2" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">O estilo da política externa americana desenvolveu-se no contexto histórico do século XIX. Desde a Doutrina Monroe, de 1823, Washington dedicou-se a isolar o “hemisfério ocidental” da política europeia. O sucesso desse empreendimento possibilitou aos Estados Unidos agirem como a grande potência nos limites do subsistema do continente americano. O “espírito de cruzada” alcançou o seu auge com Wilson, no período pós Primeira Guerra Mundial. O isolacionismo constituía a atitude básica dessa política externa, que oscilava para o unilateralismo nas ocasiões de crises internacionais capazes de ameaçar os interesses vitais americanos. O isolacionismo, o engajamento radical, a exigência da rendição incondicional e o regresso ao isolacionismo formaram as etapas do percurso da política externa de Washington.</span></span></p>
<p class="MsoBodyText2" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">As circunstâncias da Guerra-fria atenuaram o espírito de cruzada americano. Em virtude das capacidades nucleares da União Soviética, os Estados Unidos tiveram que aprender a conviver com a noção de equilíbrio de poder e engajaram-se na construção de alianças militares – como a OTAN – e de uma rede de instituições multilaterais – como o Banco Mundial, o FMI e o GATT (actual OMC). Após a queda do Muro de Berlim, esta situação modificou-se.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">O fim da Guerra Fria foi entendido, por alguns norte-americanos, como a oportunidade para a Europa emergir no cenário político internacional, libertando-se da esfera dos Estados Unidos que durante quarto décadas « (&#8230;) assumiram de facto a responsabilidade final pela gestão da resposta à principal ameaça global – a União Soviética. A “Europa” era artificialmente vista por muitos analistas americanos como um grupo de nações razoavelmente similares, colocadas no lado ocidental do Velho Continente, e destituídas de ambições territoriais ou de rivalidades étnicas significativas».</span><a name="_ftnref1" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A política da Administração Clinton caracteriza-se pelo multilateralismo e pelo liberalismo, no qual os assuntos democráticos eram instrumentos de poder nacional, procurando o fortalecimento das Organizações Internacionais, as quais deveriam fiscalizar os compromissos assumidos pelos estados. Pretende que os E.U.A., como única superpotência, sejam líderes mundiais mas entre iguais, isto é, que os Estados Unidos mantenham a sua supremacia, mas em parceria com outros estados, nomeadamente, no seio de organizações internacionais, onde o papel dos E.U.A. tem sido o de suportar o seu funcionamento e sucesso. Ou seja, ser o primeiro entre iguais, dividindo a tarefa da construção de um mundo mais pacífico, com os outros estados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Com as alterações verificadas no Sistema Internacional, em finais da década de 80, assistiram-se a momentos de euforia por se acreditar que a conflitualidade tinha acabado. Em 1992, Clinton lança uma nova estratégia para afirmar a hegemonia norte-americana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Sentindo os efeitos da Globalização, esta Administração, procurou novas estratégias de segurança para a economia americana, tornando-se o dólar num «referencial financeiro básico da economia mundial, deixando de ser apenas uma moeda de reserva de valor, como nos padrões monetários anteriores, para tornar-se um instrumento financeiro dos mercados globalizados, reforçando a sua posição».</span><a name="_ftnref2" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[2]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Aos níveis militar e estratégico os E.U.A. procuraram ter nas suas acções a participação de Organizações Internacionais, como as Nações Unidas, ou regionais, como a Organização de Estados Americanos (OEA), isto é, pautou-se pela acção em diversos partes do Globo consolidando a sua hegemonia à sombra das instituições internacionais «sustentada pela lógica dos princípios de política externa do Partido Democrata, ou seja, pela construção de uma hegemonia consensual em oposição à dominação característica dos princípios de política externa do Partido Republicano, a Administração Clinton procurou fortalecer um sistema unipolar, mas baseado em níveis razoáveis de consenso».</span><a name="_ftnref3" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[3]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> Viabilizou o surgimento de novos actores no Sistema Internacional, procurando-se um fortalecimento consensual de uma hegemonia assente na partilha de valores, isto é, «associar a hegemonia norte-americana a um padrão liberal e democrático».</span><a name="_ftnref4" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[4]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Com o fim da guerra-fria, os europeus começaram a questionar-se sobre a posição norte-americana acerca da manutenção da Aliança Atlântica e da paz na Europa, como foi afirmado por Leon Brittan: «Agora que a guerra-fria acabou, os Estados Unidos não vão necessariamente querer continuar a conduzir o Mundo Livre em todos os conflitos que surjam. Vão surgir novas áreas onde se espera que a Comunidade assuma a liderança ou que queira mesmo fazê-lo por seu acordo».</span><a name="_ftnref5" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[5]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Mas, ainda assim, existem americanos que defendem que a América faz parte da Europa, não geograficamente, mas pelas ligações históricas e culturais. Ideia reafirmada pelo Subsecretário de Estado norte-americano para os Assuntos Europeus, Richard Holbrooke, numa tentativa de serenar os europeus, de que os Estados Unidos eram ainda uma potência europeia, a respeito da percepção que os estados europeus tinham sobre a possibilidade de a política externa norte-americana estar a virar-se mais para o continente asiático ou para a América Latina. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A Administração Clinton defendeu uma Europa mais forte e independente, capaz de assumir a sua defesa militar o que, consequentemente, reforçaria a aliança transatlântica. Na sua primeira viagem à Europa, em Janeiro de 1994, o Presidente Clinton, assumiu que o papel dos E.U.A. na Europa não era uma reedição de Ialta, mas antes de ajudá-la na integração política (através da consolidação da Democracia), económica (pela total abertura à Economia de Mercado) e de Segurança, situação em que os Estados Unidos seriam um forte parceiro. Aqui se inclui o papel da NATO, que continua a ser o suporte da segurança transatlântica. Alargada aos países de Leste, esta organização pode defender melhor os interesses, em matéria de segurança, da Europa e, consequentemente, da América, permitindo conter possíveis ameaças. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Esta visão, do posicionamento dos Estados Unidos vai pautar a política externa dos E.U.A. durante a presidência de Bill Clinton, tendo sido confirmada, posteriormente, por Madeleine Albright a qual defendia que «a nova NATO pode fazer pela Europa de leste aquilo que a velha NATO fez pela Europa ocidental: vencer velhos ódios, promover a integração, criar um ambiente seguro conducente à prosperidade, e impedir a violência numa região onde tiveram início duas guerras mundiais, assim como a guerra-fria».</span><a name="_ftnref6" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[6]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A sua filosofia política, em assuntos da Política Externa, baseia-se em princípios wilsonianos, isto é, dá ênfase ao humanitarismo, mesmo nas intervenções militares que devem ter por justificação causas humanitárias e não estratégicas; uma forte confiança em instituições multilaterais; e impulsionando o debate global em questões como o desarmamento, a lei internacional ou o ambiente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Em relação à Europa, a política americana continua a ser o de privilegiar entendimentos sobre a segurança transatlântica, procurando mesmo expandi-los aos países da Europa de Leste, na chamada Parceria para a Paz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A segurança da Europa é vital para a própria segurança dos Estados Unidos, pelo que a NATO continua a ter um papel preponderante nas relações transatlânticas. A expansão desta aos novos países da Europa de Leste reforça o cumprimento da sua principal missão que é a de conter agressões aos seus países membros. Ao querer trazer, para o seio da NATO, estes novos países pretende-se evitar que surjam mais conflitos de ordem étnica, racial ou religiosa, que tem sido um dos principais problemas nesta região europeia e que colocam em causa a segurança dos outros países europeus. </span></span><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Por outro lado, a confirmação de uma aliança mais coesa permite a estes estados protegerem-se de forma mais efectiva das ameaças externas, em particular, da disseminação de armas de destruição maciça. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">O alargamento da NATO, constituiu um dos pontos-chave da Administração Clinton, para a construção de uma Europa estável. Na Cimeira de Madrid foi adoptada a “política de porta aberta”, destinada aos países que quisessem apresentar a sua candidatura a esta organização e, apenas dois anos volvidos, em 1999, na Cimeira de Washington, foram acolhidos a República Checa, a Hungria e a Polónia. Encorajou também a adaptação e preparação da NATO às novas realidades, pela adopção de um novo conceito estratégico que permitisse a sua intervenção em diferentes tipos de missões, a criação de um novo centro, no seio da Aliança, de Armas de Destruição Maciça, que lhe permitia fazer face à proliferação das mesmas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A iniciativa de capacidade de defesa, ajudou a que as suas forças militares convencionais fossem equipadas e preparadas para as novas missões (a Identidade de Segurança e Defesa Europeia). Lançou também a Parceria para a Paz, que estava aberta a todas as democracias europeias e que esteve na origem do Conselho de Parceria Euro‑Atlântica. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">A mudança destes novos estados para regimes democráticos de livre comércio e a sua integração no sistema de estados democráticos, nas organizações internacionais e na economia mundial, era uma das principais finalidades da Administração Clinton, que os estimulou a incrementarem a sua independência económica e política por forma a consolidarem a sua integridade territorial e a sua soberania. Em muitos destes países, a ajuda americana era vista como uma força para contrabalançar a hegemonia russa. Um dos processos de efectivação da democracia nestes novos países, foi a formação de milhares de cidadãos nos E.U.A.. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">Entre 1993 e 2000, foi dada toda a assistência na construção de infra-estruturas que permitissem eleições livres, com o desenvolvimento dos meios de comunicação, financiamento de campanhas, etc.. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Mas para além destes países manteve-se o tradicional relacionamento com a Europa, isto é, com a Europa Ocidental., na relação transatlântica herdada do período da Guerra-fria, adaptando-a às novas realidades. O primeiro grande desafio desta Administração foi a guerra na Bósnia.<span>   </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">As relações com a União Europeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Com a consolidação da União Europeia, o cenário internacional sofreu alterações, com a possibilidade de ter uma política externa e de segurança comuns. Simultaneamente, procurava-se reforçar a relação com os E.U.A. com a Nova Agenda Transatlântica (NAT,) iniciada em 1995, com o objectivo de dinamizar a cooperação entre os Estados Unidos e a União Europeia. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Em áreas como a promoção da paz, da estabilidade e da democracia, a resposta a desafios globais, a expansão do comércio mundial, na conclusão dos acordos do GATT e, não menos importante, no « (&#8230;) aprofundamento das relações económicas entre o gigante europeu e o Golias norte-americano; e construir “pontes” sobre o Atlântico, ou parâmetros que possam enquadrar as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos no próximo século».</span><a name="_ftnref7" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[7]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Os Estados Unidos empenharam-se também em tornar a OSCE (Organização de Segurança e Defesa da Europa) numa organização mais credível ao nível da mediação e prevenção de conflitos. E, em finais de 1999, assinaram com esta organização, a nova Carta para Segurança Europeia. Era o corolário, para a Administração Clinton, da política iniciada em 1992. A Europa mostrava a sua vontade de assumir uma posição mais activa, não só na sua própria segurança, como também a nível internacional.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Os E.U.A. e a NATO</span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:small;font-family:Garamond;">Quando acabou a Guerra-fria questionou-se a sobrevivência da NATO. Em 1990, durante o processo de reunificação da Alemanha, chegou-se à conclusão que esta deveria continuar a ser membro desta organização. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:small;font-family:Garamond;">A NATO era fundamental para garantir a segurança da Alemanha assim como o tipo de relacionamento que existia na Europa, era vital para evitar uma racionalização das políticas externas europeias. Em 1993, os europeus tiveram algumas dúvidas sobre o comportamento americano, era o primeiro ano de governação de Clinton.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:small;font-family:Garamond;">Em 1994, reúne-se a cimeira da NATO em Bruxelas, na qual se inicia o processo de reforma em duas vertentes: por um lado, a adopção de novas funções por parte da NATO em relação à intervenção em situação de guerra civil; por outro lado, início de facto do processo de alargamento – a Parceria para a Paz.</span><a name="_ftnref8" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn8"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[8]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Garamond;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Estes dois processos são liderados pelos E.U.A., o que mostrou que perceberam que a NATO continuava a ser fundamental para a sua política externa. Paralelamente, os E.U.A., começam a envolver-se cada vez mais na questão jugoslava (em Maio de 1994 é criado o grupo de contacto liderado pelos E.U.A.).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">A NATO continua a ser defendida por todos os seus membros como uma aliança militar de sucesso, que permitiu manter a paz na Europa, no período pós Segunda Guerra Mundial, mesmo tendo desaparecido a sua principal razão de existência. A Administração Clinton via, como principal papel desta organização a «gestão de conflitos éticos e nacionais» e «a extensão da cooperação na segurança às novas democracias europeias».</span><a name="_ftnref9" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftn9"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Garamond;">[9]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Mas nem todos concordam com esta perspectiva. Para autores como Stephen Walt (realista) a NATO começará a ser cada vez menos importante. Fala do contexto internacional, no qual, a ausência da ameaça soviética irá fazer diminuir a convergência dos aliados, por haver maior divergência de interesses, pelo facto de se ter tornado um sistema multipolar, de globalização económica, com transformações a nível da agenda de segurança. Isto inclui perspectivas diferentes em relação aos conflitos, começa a haver percepções diferentes sobre as ameaças aos estados. Como qualquer autor realista, defende que o sistema internacional é anárquico, no qual os Estados são os guardiães da sua própria segurança, sendo também estes a principal forma organizacional da política internacional. Mesmo em organizações como a União Europeia, na qual o processo político de integração é mais avançado, os estados não perdem a sua identidade nem a sua soberania totalmente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">O fim da ameaça soviética faz com que os E.U.A. deixem de ter o interesse que tinham na Europa e que conduziu também a que os europeus se questionassem sobre os compromissos norte-americanos em relação à Europa (Política Externa Segurança e Defesa – capacidade militar). Para Stephen Walt a questão do multilateralismo é muito importante pois, a alteração sistémica que se verificou a partir da década de 90, trouxe algumas novidades. Em primeiro lugar, em relação ao próprio papel da NATO, em segundo lugar, às novas perspectivas que se avistaram no sistema de alianças. Os estados encontravam-se novamente num sistema de várias potências, no qual pensamentos esquecidos durante quatro décadas reapareceram. A estratégia dos estados depende em muito do comportamento dos outros estados, havendo agora uma nova liberdade de actuação a percepção que se tem do outro ou outros estados é, também ela, diferente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Os E.U.A. surgiram como a grande superpotência desde logo a nível económico, embora em competição com alguns países como a China ou com a União Europeia, embora essa competição não seja ainda muito visível ou perturbadora para a sua economia, mas é algo que pode aparecer dentro de poucos anos, e a nível militar onde a sua supremacia é indiscutível. Esta nova realidade aumenta a importância das alianças regionais mas pode afectar as relações transatlânticas por diversos factores como a diminuição de interesses que, apesar da divergência de interesses entre os seus membros, a NATO conseguiu manter-se durante tanto tempo pelo facto de existir um inimigo comum, a partir do momento em que ele desaparece, os interesses individuais de cada estado passam a ser a sua prioridade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Refere ainda o contexto interno dos E.U.A., que influencia a condução da política externa norte-americana, baseado em três factores: o primeiro, diz respeito a uma clara mudança demográfica. A população dos E.U.A. é cada vez menos constituída pelos descendentes dos europeus e cada vez mais multicultural, desta forma, os interesses americanos não estão concentrados apenas numa região, a Europa, mas a alargar os seus interesses e a aprofundar as relações noutras áreas do mundo; o segundo tem a ver com a alteração das elites políticas (a geração de Clinton não é a mesma do seu antecessor); por último, a própria população norte-americana com o desaparecimento da ameaça soviética considera que não faz sentido as suas tropas continuarem na Europa. Conclui que os aliados devem aceitar a inevitabilidade da diferença de interesses, devem resistir a reformar a NATO apenas para que ela sobreviva: devem mantê-la como aliança defensiva.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Mas para os defensores do aprofundamento das relações transatlânticas, como Charles A Kupchan, a resposta está na criação de uma união atlântica continuando a NATO a ser fundamental por três razões: há uma identidade política comum entre europeus e norte-americanos; porque continuam a existir na Europa ameaças à segurança europeia e aos E.U.A., que prejudicam a economia europeia e consequentemente a norte-americana; aceita a relação transatlântica para evitar a racionalização das políticas externas europeias (regresso ao séc. XIX). Em relação à união atlântica considera que há actualmente um perigo na Europa que é a tentativa de federalização pois não há uma identidade europeia suficientemente forte (como a questão dos resultado dos referendos), pelo facto de não ser popular entre a população pode levar a um retrocesso da mesma e pode afastar os europeus dos norte-americanos. Este é um dos argumentos utilizados pelos defensores da federalização europeia como a criação de uma terceira força europeia independente dos E.U.A..</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">A relação transatlântica, devido à identidade comum entre a Europa e os E.U.A., deve aprofundar a sua relação e não permitir o aprofundamento da União Europeia, e esta deve ser redefinida por uma área de comércio livre e de mercado comum, deve aceitar-se a existência da União Europeia mas alargarem-se as formas de cooperação transnacionais entre norte-americanos e europeus. Por outro lado, deve manter-se também a dimensão militar da NATO. Em suma, o que é verdadeiramente importante é o reforço de um entendimento euro-americano.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">A política externa norte-americana, sob a Administração Clinton, pautou-se pela consolidação de uma nova ordem mundial, quer a nível económico quer político, associando ao fortalecimento da sua hegemonia padrões liberais e democráticos, sustentados no multilateralismo. Por essa razão, a política europeia dos Estados Unidos assenta na manutenção das relações transatlânticas, na qual esta superpotência deva assegurar o equilíbrio europeu, através do seu envolvimento na NATO, a par das relações com a Europa, da qual os Estados Unidos não se querem imiscuir nem deixarem que sejam apenas os europeus a decidi-la. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:left;margin:0;" align="left"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Garamond;">A Europa, continua a ser fundamental para a sua segurança e, procurar um maior envolvimento dos europeus nessa mesma segurança, aumenta as possibilidades de as relações transatlânticas se manterem mais estáveis. É, para a Administração Clinton, na parceria e não no uso da força por simples interesses estratégicos, que a Política Externa deve ser conduzida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Esta visão da nova situação internacional, permitiu o estabelecimento de um período e de uma relação pacífica com os parceiros europeus, integrando-os numa missão conjunta, de fortalecimento dos laços entre os dois lados do Atlântico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">Bibliografia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">BRITO, Nuno Filipe, «Clinton no Éden: Os Estados Unidos da América como a “Nação Indispensável”», in <em>Política Internacional</em>, Vol.1, N.º 13, Outono-Inverno 1996, p. 177-202.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-, «Uma Perspectiva Portuguesa nas Relações Luso-Americanas», in <em>Lusíada – Revista de Ciência e Cultura – Série de Relações Internacionais</em>, N.º 2, Lisboa, s.d., p. 45-56.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">CLINTON, Bill, <em>Clinton November 8 Speech at Georgetown University</em>, página da internet http://www.usemb.ee/gtown.php3, visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-, <em>Promovendo a Segurança Transatlântica Por Meio da Expansão</em> da <em>OTAN</em>, página da internet http://www.usinfo.state.gov/journals/itps/1097/ijpp/nato02.htm, visitada em 2 de Dezembro de 2002. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">DROZDIAK, William, <em>Trade Issues, Security Concerns Require Clinton to Rethink U.S.-Europe Alliance</em>, página da internet http://www-tech.mit.edu/V113/N6/trade.06w.html, visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">ENGEL, Jeffrey A., «O Efeito da Personalização: Um Apontamento Sobre a Retórica da Política Externa Norte-Americana de Thomas Jefferson a George W. Bush», in <em>Política Internacional</em>, N.º 25, Primavera-Verão 2002, p. 197-230.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">GOMES, José Júlio Pereira, «A Aliança Atlântica: Garantia de Estabilidade ou Foco de Crises Potenciais», in <em>Lusíada – Revista de Ciência e Cultura – Série de Relações Internacionais</em>, N.º 2, Lisboa, s.d., p. 11-19.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">JOHNSON, Tom, «Clinton Announces Strategy for Strengthning Europe», in <em>The Hoya</em>, página da internet http://www.thehoya.com/news/110999/news1.htm, visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span style="font-size:small;">KUPCHAN, Charles A., <em>Atlantic Security</em>, Charles A. Kupchan Editor, p. 5-91.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">LIEBER, Robert J., «Os condicionalismos da Política Externa Norte-Americana no Pós-Guerra Fria», in <em>Política Internacional</em>, Vol.1, N.º 10, Inverno 1994-1995, p. 97-110.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">MENDES, Nuno, A Nova Política Externa Norte-Americana, página da internet http://www.ciari.org/opinioes/op_npeua.htm, visitada em 29 de Novembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">RODMAN, Peter W., Overview of the Clinton Foreign Policy, página da internet http://www.nixoncenter.org/publications/testimony/10_8_98rodman.htm, visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span style="font-size:small;">STATE, U.S. Departement of, History of the Department of State During the Clinton Presidency (1993-2001), página da internet http://www.state.gov/r/pa/ho/pubs/8527pf.htm , visitada em 29 de Novembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">TONELSON, Alan e Robin Gaster, Our Interests in Europe, página da internet http://www.theatlantic.com/politics/foreign/interest.htm , visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">VIGEVANI, Tullo e Marcelo Fernandes de Oliveira, «A Política Externa Norte-Americana em Transição: de Clinton a Geroge W. Bush», in <em>Política Externa</em>, Vol. 10, N.º2, Set/Out/Nov 2001, p.71-96.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span style="font-size:small;">WOLFOWITZ, Paul D., «Clinton´s First Year», in <em>Foreign Affairs</em>, Janeiro/Fevereiro 1994, p. 28-43.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;">http://www.nato.int/docu/review/2002/issue4/english/features1.html , visitada em 2 de Dezembro de 2002.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:6pt 0;"><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:Garamond;" lang="EN-GB">[1]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:x-small;"> Nuno Filipe Brito, «Uma Perspectiva Portuguesa das Relações Luso-Americanas», p.47.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:Garamond;" lang="EN-GB">[2]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family:Garamond;"><span style="font-size:x-small;"> Tullo Vigevani, A Política Externa Norte-Americana em Transição: de Clinton a George W. Bush, in <em>Política Externa</em>, Vol-10, n.º 2, 2001, p.73.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn3" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:Garamond;" lang="EN-GB">[3]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family:Garamond;" lang="ES-TRAD"><span style="font-size:x-small;"><span>  </span>Tullo Vigevani,<span>  </span>ibid.,<span>  </span>p.76.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn4" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;" lang="EN-GB">[4]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-family:Garamond;" lang="ES-TRAD">Tullo Vigevani,<span>  </span>ibid., p.79.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn5" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref5"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:Garamond;" lang="EN-GB">[5]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span style="font-size:x-small;"> ap. Wiiliam Drozdiak, Trade Issues, Security Concerns Require Clinton to Rethink U.S. – Europe Alliance, p.1.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn6">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn6" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref6"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;" lang="EN-GB">[6]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-family:Garamond;">José Júlio Pereira Gomes, «A Aliança Atlântica: Garantia de Estabilidade ou Foco de Crises Potenciais», p. 13.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn7">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn7" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref7"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;" lang="EN-GB">[7]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-family:Garamond;" lang="ES-TRAD">Nuno Filipe Brito, op.cit., p.48.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn8">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn8" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref8"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;" lang="EN-GB">[8]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-family:Garamond;">A fim de estabelecer contactos com os países da Europa Central e Oriental, a NATO criou o Conselho de Cooperação do Atlântico Norte (CCAN), posteriormente designado de parceria para a Paz. </span></span></p>
</div>
<div id="ftn9">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn9" href="http://salmendra.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref9"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:Garamond;" lang="EN-GB">[9]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family:Garamond;" lang="EN-GB"><span style="font-size:x-small;"> Stephen M. Walt, « The Precarious Partnership &#8211; America and Europe in a New Era», in <em>Atlantic Security</em>, p.7.</span></span></p>
</div>
<hr size="1" />
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Está em curso uma revolução nas Relações Internacionais]]></title>
<link>http://jobertosales.wordpress.com/2009/04/11/esta-em-curso-uma-revolucao-nas-relacoes-internacionais/</link>
<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 01:42:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>jobertoluiz</dc:creator>
<guid>http://jobertosales.wordpress.com/2009/04/11/esta-em-curso-uma-revolucao-nas-relacoes-internacionais/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Os Estados Unidos não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã&#8221;, disse o President]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Os Estados Unidos não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã&#8221;, disse o Presidente Barack Obama na Turquia. Essas palavras já tinham sido ditas por George Bush. Só que o ex-presidente americano falava uma coisa e tudo fazia para demonstrar justamente o contrário.<br />
Na boca do atual presidente essas palavras ganharam uma credibilidade impressionante. Além de terem coroado o sucesso da 1ª viagem internacional do presidente americano, elas foram proferidas depois de inúmeros discursos na mesma linha, a saber:<br />
1) O Sr. Obama já tinha enviado um vídeo à população iraniana em que manifestava a admiração por aquela grande nação e reiterava a importância que o Irã pode ter nas relações internacionais, dizendo ainda que os Estados Unidos estariam de mãos estendidas para apertar as mãos dos iranianos.<br />
2) Disse claramente aos iraquianos que os Estados Unidos não disputam e nem têm nenhum interesse nos bens do país e que querem deixar o Iraque para os iraquianos.<br />
3) Reiterou sua posição favorável ao estabelecimento do Estado Palestino, posição contrária a do governo israelense.</p>
<p>Bem no início desse Blog escrevíamos que haveria profundas mudanças na política externa americana, com a eleição de Barack Obama. Sem dúvida isso está se confirmando e estamos vivendo um grande momento histórico, nesse sentido.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Oamenii din spatele lui Obama ]]></title>
<link>http://zonadecriza.wordpress.com/2009/03/19/oamenii-din-spatele-lui-obama-partea-i/</link>
<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:54:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>germinus</dc:creator>
<guid>http://zonadecriza.wordpress.com/2009/03/19/oamenii-din-spatele-lui-obama-partea-i/</guid>
<description><![CDATA[Vezi si Partea a II-a Descarca partea I | partea a II-a | subtitrarea Un interviu extrem de interesa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Vezi si <a href="http://video.google.co.uk/videoplay?docid=-241242274424492662" target="_blank">Partea a II-a</a><br />
Descarca <a href="http://www.4shared.com/file/94655698/48096edb/The_Men_Behind_Obama_Pt1_2.html" target="_blank">partea I </a>&#124; <a href="http://www.4shared.com/file/94657699/950796c6/The_Men_Behind_Obama_Pt2_2.html" target="_blank">partea a II-a</a> &#124; <a href="http://www.4shared.com/file/94465090/48374180/Oamenii_din_spatele_lui_Obama_-_subtitrarea.html" target="_blank"> subtitrarea</a></strong></p>
<p>Un interviu extrem de interesant si vizionar, in care istoricul Webster Tarpley vorbeste despre marele pericol reprezentat de politicile militare ale administratiei Obama pentru Europa, Rusia, China si alte parti ale lumii.  Am urmarit cu atentie stirile de presa in ultimele luni si e incredibil cat de corect a anticipat Tarpley evolutia politicii externe americane (vezi mai jos cateva articole). Genial!</p>
<p><span style='text-align:center;display:block;'><object width='400' height='330' type='application/x-shockwave-flash' data='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=795497395097178395'><param name='allowScriptAccess' value='never' /><param name='movie' value='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=795497395097178395'/><param name='quality' value='best'/><param name='bgcolor' value='#ffffff' /><param name='scale' value='noScale' /><param name='wmode' value='window'/></object></span></p>
<p><font face="Verdana" color="#666666"><br />
<strong><a href="http://video.google.co.uk/videoplay?docid=795497395097178395" target="_blank">Vezi pe Video Google</a></strong></p>
<p><strong>Vezi si <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-2699841318334319800&#38;ei=K6ixSb7SNIPg2gKN5pH8Aw&#38;q=webster+tarpley" target="_blank"> The 9/11 issue &#8211; How to stop World War III </a> (Fara subtitrare)</strong></p>
<p><strong>Din presa:</p>
<p><a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12400" target="_blank">Black Sea: Pentagon&#8217;s Gateway to Three Continents and the Middle East</a><br />
<a href="http://globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12524" target="_blank">Exercise Cold Response: NATO Holds Large-Scale, Multinational Exercise In Scandinavia </a><br />
<a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12523" target="_blank">NATO War Games on Russia&#8217;s Border</a><br />
<a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12691" target="_blank">Georgia ready to host a US base</a><br />
<a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12600" target="_blank">US Continues Military Encirclement Of Russia</a><br />
<a href="http://bataiosu.wordpress.com/2009/03/06/rusia-este-decisa-sa-si-mareasca-capacitatea-militara-in-marea-neagra/" target="_blank">Rusia este decisă să-şi mărească capacitatea militară în Marea Neagră</a><br />
<a href="http://www.heeloo.ro/externe/news/2009/03/obama-i-a-scris-lui-medvedev-renuntam-la-scutul-an.html" target="_blank">Obama i-a scris lui Medvedev: Renuntam la scutul antiracheta daca ne ajutati cu Iranul</a><br />
<a href="http://deepbackground.msnbc.msn.com/archive/2009/02/04/1780446.aspx" target="_blank">Secret report recommends military shift in Afghanistan</a><br />
<a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/04/pakistan-global-security-threat" target="_blank">Pakistan poses global security worry, says top US official</a><a href="http://deepbackground.msnbc.msn.com/archive/2009/03/09/1829183.aspx" target="_blank"><br />
Close call off South China Sea</a><br />
<a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12578" target="_blank">Obama-linked think tank calls for US “nuclear umbrella” in Middle East</a><br />
<a href="http://globalresearch.ca/index.php?context=va&#38;aid=12642" target="_blank">Top-level talks continue on US-led military intervention in Sri Lanka</a><br />
<a href="http://refugeesinternational.org/press-room/ri-in-the-news/usa-today-sudan-oust-aid-workers-obama-pressed-darfur" target="_blank">USA Today: Sudan to oust aid workers; Obama pressed on Darfur</a></strong></p>
<p></font></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[na semana passada]]></title>
<link>http://mundoentrelinhas.wordpress.com/2008/09/29/na-semana-passada/</link>
<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 13:30:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>roberto simon</dc:creator>
<guid>http://mundoentrelinhas.wordpress.com/2008/09/29/na-semana-passada/</guid>
<description><![CDATA[Duas matérias publicadas na última semana merecem atenção. Primeiro, na revista do NY Times de domin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://mundoentrelinhas.files.wordpress.com/2008/09/28cover-395.jpg"><img class="size-full wp-image-247 alignnone" title="28cover-395" src="http://mundoentrelinhas.wordpress.com/files/2008/09/28cover-395.jpg" alt="" width="395" height="422" /></a></p>
<p>Duas matérias publicadas na última semana merecem atenção. Primeiro, na revista do <a href="http://www.nytimes.com/2008/09/28/magazine/28law-t.html?pagewanted=1&#38;ref=magazine" target="_blank">NY Times</a> de domingo, o especialista em Direito Internacional do Council on Foreign Relations (<a href="http://www.cfr.org/" target="_blank">CFR</a>) Noah Feldman analisa o modo como a Suprema Corte americana faz, de fato, política externa. Feldman traça um raio-X de discussões importantes do maior tribunal americano – da aplicação da Convenção de Genebra a terroristas, até acordos comerciais tipo Nafta – para tentar entender como os togados determinam a conduta de Washington no mundo. Talvez o mais interessante do texto, a análise explicita o abismo ideológico entre (neo-)conservadores e liberais em relação ao papel da Constituição dos EUA na Ordem Internacional. A versão do artigo na internet está na íntegra, com dez páginas.</p>
<p>No Guardian, o jornalista Jonathan Steele parece ter conseguido um dos <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/sep/25/iran.israelandthepalestinians1" target="_blank">furos</a> do ano. Falta ver se é mesmo verdade. Segundo uma fonte da alta diplomacia européia de Steele, Israel teria diretamente pedido permissão a Bush para bombardear o Irã quando o presidente americano participava das comemorações dos 60 anos do Estado judeu. A resposta do presidente: nop. Bush teria julgado o ataque prejudicial aos esforços dos EUA no Oriente Médio e ameaçador às suas tropas na região.</p>
<p>A matéria rendeu um burburinho considerável. Um porta-voz israelense de pronto negou a acusação e, em tempos de internet, Steele retrucou o político no próprio texto da reportagem, atualizado no site do Guardian. Um <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/sep/26/iran.israelandthepalestinians" target="_blank">editorial</a> do jornal e um <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/sep/26/georgebush.israelandthepalestinians" target="_blank">artigo</a> opinativo de Steele também deram conta do assunto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hillary, Obama e o Mundo]]></title>
<link>http://mundoentrelinhas.wordpress.com/2008/04/30/hillary-obama-e-o-mundo/</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 18:49:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>roberto simon</dc:creator>
<guid>http://mundoentrelinhas.wordpress.com/2008/04/30/hillary-obama-e-o-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Que fique bem claro: os dois são quase iguais, mesmo quando o tema é o futuro da relação dos EUA – m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img src="http://graphics8.nytimes.com/images/2007/01/21/us/21hillary.600.jpg" alt="" width="420" height="224" /></p>
<p style="text-align:justify;">Que fique bem claro: os dois são quase iguais, mesmo quando o tema é o futuro da relação dos EUA – maior potência da história da Humanidade – com o mundo. Sim, Hillary apoiou inicialmente a invasão do Iraque, tema-chave de política externa nas eleições, e Obama (ele não cansa de repetir isso) foi sempre um opositor da derrubada unilateral de Saddam. Mas, com o tempo, os dois se enfileiraram contra Bush e, hoje, tanto a nova-iorquina como o senador de Illinois vociferam sobre a necessidade de uma retirada americana gradual. (O republicano John McCain, por sua vez, fala de “mais <a href="http://www.politico.com/news/stories/0308/9207.html" target="_blank">cem anos</a>” na região, se for necessário)</p>
<p style="text-align:justify;">Hillary Clinton e Barak Obama também convergem de modo geral quanto à ameaça iraniana. Os aiatolás não devem pôr as mãos na bomba e mexer com Israel seria um suicídio – Hillary disse que os EUA poderiam “<a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/us_elections/article3793047.ece" target="_blank">aniquilar</a> totalmente” o Irã, caso Teerã lançasse um ataque nuclear contra o território israelense. Outro ponto em comum é a recusa em negociar com o Hamas, enquanto o grupo palestino não abandonar as armas e aceitar formalmente a existência de Israel.</p>
<p style="text-align:justify;">Menos belicosa, a proteção dos mercados americanos (forma tucanada de dizer “protecionismo” nos debates) também não é lá tão distinta entre Clinton e Obama. Ele acusa ela de patrocinar a Nafta. Ela acusa ele de bloquear legislação que protegeria os EUA de formas desleais de competição comercial. Porém, ao cabo, os dois sinalizam que tentarão evitar a fuga de empregos e capital para países emergentes.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, por serem quase iguais – e candidatos ao posto de maior poder no mundo – impossível não tentar analisar as diferenças. Cuba, por exemplo, é a mais nítida delas. Hillary defende a manutenção do embargo, Obama diz estar pronto a uma eventual negociação com os castristas.</p>
<p style="text-align:justify;">Para tentar fugir da inevitável retórica eleitoreira e projetar como seria, de fato, a política externa de uma possível presidência democrata a partir de novembro, um olhar sobre as equipes dos candidatos pode ser um exercício interessante. Afinal, quem hoje cochicha na orelha dos dois, cochichará também – talvez enobrecido por algum cargo como Secretário de Estado ou da Defesa – quando (e se) um deles for presidente. Alguns <a href="http://www.fpif.org/fpiftxt/4940" target="_blank">analistas</a> dizem que os conselheiros da ex-primeira-dama, em sua maioria veteranos da gestão de seu marido, defendem uma postura mais agressiva (hawkish) no cenário internacional do que os de Obama. Boa parte deles apoiou inicialmente a Guerra do Iraque, mas depois de alguns meses, arrependeu-se e mudou de campo. Já os da equipe de Barak Obama teriam um perfil mais jovial e militaram – com mais ou menos virulência – desde o princípio contra a aventura de Bush. Eles se dizem parte de uma nova geração, e a eleição de Obama supostamente representaria uma &#8221;passagem do bastão&#8221; na política externa americana.</p>
<p style="text-align:justify;">O <strong>mundoentrelinhas</strong> decidiu assim listar alguns dos principais <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-srv/opinions/documents/the-war-over-the-wonks.html" target="_blank">conselheiros</a> de Hillary e Obama para tentar entender as diferenças menos evidentes. As interpretações ficam a cargo do leitor&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O time de Hillary Clinton</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.watsoninstitute.org/images_news/holbrooker.jpg" alt="" width="85" height="89" /><strong>Richard Holbrooke:</strong> apontado como <a href="http://www.fpif.org/fpiftxt/4940" target="_blank">provável</a> Secretário de Estado numa gestão Hillary Clinton, foi embaixador dos EUA na ONU durante a presidência de Bill Clinton e articulou os acordos de <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/04/22/AR2008042202522.html" target="_blank">Dayton</a>, que colocaram fim à Guerra da Bósnia. <a href="http://www.pbs.org/newshour/bb/bio/holbrooke_bio.html" target="_blank">Holbrooke</a> – que serviu também quando Carter era presidente – defendeu a legitimidade de um ataque contra o Iraque de Saddam, mesmo sem o apoio da Europa. Depois, pulou para o outro lado e afirmou que a guerra foi &#8220;o maior desastre da política externa [americana] desde a Guerra do Vietnã&#8221; &#8211; por ironia ou não, Holbrooke também fez parte da delegação que negociou o fim da Guerra do Vietnã. Ele é colunista do <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/linkset/2005/03/25/LI2005032500918.html" target="_blank">Washington Post</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.news.ku.edu/2006/september/11/images/mka.jpg" alt="" width="60" height="75" /><strong>Madeleine Albright:</strong> primeira mulher a ocupar o cargo de <a href="http://secretary.state.gov/www/albright/albright.html" target="_blank">Secretária</a> de Estado dos EUA, ela era a principal voz de Bill Clinton para assuntos internacionais. Especializou-se em Europa Oriental e Rússia e hoje dá aulas na Universidade de Georgetown. Albright disse que o Iraque poderá ser &#8220;um desastre ainda maior que o <a href="http://www.huffingtonpost.com/2007/10/08/madeleine-albright-war-o_n_67526.html" target="_blank">Vietnã</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://i.a.cnn.net/cnn/2005/POLITICS/09/08/berger.sentenced/vert.berger.jpg" alt="" width="70" height="75" />Sandy Berger:</strong> ocupou o alto escalão de Bill Clinton como National Security Advisor e foi um dos idealizadores da estratégia americana para os Bálcãs nos anos 90. Hoje é diretor de uma <a href="http://www.stonebridge-international.com/" target="_blank">consultoria</a> especializada em mercados emergentes – Rússia, Índia, China e&#8230; Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.brookings.edu/~/media/Files/experts/indykm/indykm_portrait.jpg" alt="" width="75" height="80" />Martin Indyk:</strong> duas vezes embaixador dos EUA em Israel, ele era a principal voz na administração de Clinton sobre assuntos relacionados ao Oriente Médio – <a href="http://www.brookings.edu/experts/i/indykm.aspx" target="_blank">Indyk</a> era responsável pela região no National Security Council durante os mandatos do marido de Hillary.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O time de Barak Obama</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://brown.edu/Administration/News_Bureau/2006-07/06-142i.jpg" alt="" width="86" height="113" />Samantha Power:</strong> autora de uma biografia do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, assassinado no Iraque, Samantha Power é jornalista e professora de Harvard, especialista em temas como direito internacional e genocídio. Ela advoga a necessidade de se colocar a resolução do conflito palestino-israelense como prioridade total na estratégia americana para o Oriente Médio. Apesar de seu currículo brilhante, Power não tem grande experiência na administração pública. Após ter chamado Hillary Clinton de &#8220;monstro&#8221;, ela se afastou dos palanques de Obama, mas continua sendo um nome de peso na equipe do senador<strong>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.commondreams.org/headlines07/images/0203-01.jpg" alt="" width="87" height="59" />Zbigniew Brzezinski:</strong> National Security Advisor de Carter no final da década de 70 e depois especialista em armas químicas de Regan, <a href="http://edition.cnn.com/SPECIALS/cold.war/kbank/profiles/brzezinski/" target="_blank">Brzezinski</a> é conhecido por sua visão de mundo associada à chamada escola realista de Relações Internacionais. Entre as ações que marcaram seu currículo estão a negociação dos acordos de limitação de armas estratégicas (Salt II), a utilização de islamistas afegãos para lutar contra a URSS durante a invasão soviética ao Afeganistão e os acordos de Camp David, para a construção da paz no Oriente Médio.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://graphics.boston.com/bonzai-fba/Third_Party_Photo/2007/07/07/1183817110_2527.jpg" alt="" width="82" height="50" />Dennis Ross:</strong> Além de autor de um dos maiores <a href="http://www.amazon.com/Missing-Peace-Inside-Story-Middle/dp/0374529809/ref=pd_bbs_sr_3?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1209581016&#38;sr=1-3" target="_blank">clássicos</a> sobre o tema, Ross trabalhou como articulador das negociações de paz no Oriente Médio durante a década de 90. Hoje ele é diretor do <a href="http://www.washingtoninstitute.org/templateI01.php" target="_blank">Washington Institute for Near East Policy</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://wwwimage.cbsnews.com/images/2003/01/31/image538741x.jpg" alt="" width="92" height="69" />Richard Clarke:</strong> Não por acaso conhecido como <a href="http://www.cbsnews.com/stories/2004/03/19/60minutes/main607356.shtml" target="_blank">czar anti-terrorista</a>, ele trabalhou como especialista no assunto para Bill Clinton e, depois, para George W. Bush. No entanto, Clarke tornou-se um dos principais críticos da estratégia de Bush contra o terrorismo e da Guerra no Iraque. Seu <a href="http://www.amazon.com/Against-All-Enemies-Inside-Americas/dp/0743260457/ref=pd_bbs_3?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1209580958&#38;sr=8-3" target="_blank">livro</a> virou best-seller.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Irã e a Política dos EUA no Iraque]]></title>
<link>http://conspireassim.wordpress.com/2008/04/09/ira-e-a-politica-dos-eua-no-iraque/</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 20:08:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>brancasnow</dc:creator>
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<description><![CDATA[Que tal se o Irã tivesse invadido o México? Noam Chomsky TomDispatch, 5 de abril de 2007 Não surpree]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Que tal se o Irã tivesse invadido o México?</p>
<p>Noam Chomsky<br />
TomDispatch, 5 de abril de 2007</p>
<p>Não surpreendentemente, o anúncio de George W. Bush de que uma &#8220;agitação&#8221; no Iraque aconteceu a despeito da firme oposição a tais movimentos dos americanos e até mesmo a oposição mais forte [embora irrelevante] dos iraquianos. Isto foi acompanhado pelos ominosos vazamentos oficiais e declarações &#8211; de Washington e Bagdá &#8211; sobre como a intervenção iraniana no Iraque estava destinada a interromper a nossa missão de conquistar a vitória, um objetivo que, por definição, é nobre. O que então se seguiu foi um debate solene sobre se os números seriais nos avançados bombardeios ao longo da estrada (IEDs) podiam realmente ser rastreados de volta até o<strong> Irã;</strong> e se assim fosse, até a Guarda Revolucionária daquele país ou até mesmo autoridades até mesmo mais altas.</p>
<p>Este &#8220;debate&#8221; é uma ilustração típica de um princípio primário de propaganda sofisticada . Nas sociedades cruas e brutais, a Linha do Partido é publicamente proclamada e deve ser obedecida &#8211; ao menos. O que você realmente acredite ser o seu próprio negócio é de muito menos preocupação. Nas sociedades onde o Estado perdeu a capacidade de controlar pela força, a Linha do Partido é simplesmente pressuposta; então, o debate vigoroso é encorajado dentro dos limites impostos pela ortodoxia doutrinaria não declarada. A grosseria dos dois sistemas leva, naturalmente o bastante, a descrença; a variante sofisticada dá uma impressão de abertura e liberdade, e assim é muito mais eficaz para servir e instilar a Linha do Partido. Isto se torna além da questão, além de si próprio, como o ar que respiramos.</p>
<p>O debate sobre a <em>interferência iraniana</em> continua sem examinar  a ridícula assunção que os EUA possuem o mundo. Nós não podiamos, por exemplo, engajar em debates similares na década de 1980, se os EUA estavam interferindo no Afganistão ocupado pelos soviéticos, e duvido que o Pravda, provavelmente reconhecendo o absurdo da situação, mergulhasse no ultraje  sobre este fato [que os oficiais americanos e nossa media,em qualquer caso, não fazem esforço em esconder). Talvez a oficial imprensa nazista também apresentasse debates solenes sobre se os aliados estavam interessados na soberania da França de Vichy, embora se assim esivessem, as pessoas sãs então teriam caido no ridículo.</p>
<p>Neste caso, contudo, até mesmo ridículo - notavelmente ausente - não seria o suficiente porque as acusações contra o Irã são parte das batidas de tambor de pronunciamentos que significam mobilizar apoio para a escalada no Iraque e para um ataque ao Irã, a "fonte do problema". O mundo está aterrorizado com a possibilidade. Até mesmo nos vizinhos Estados sunitas, não amigos do Irã, as maiorias, quando perguntadas, favorecem uma respsta armada nuclear iraniana sobre qualquer ação militar contra o país. Da limitada informação que temos, parece que partes significativas dos militares americanos e comunidades de inteligência se opõem ao ataque, juntamente com o mundo inteiro, até mesmo mais do que quando Bush e Tony Blair invadiram o Iraque, desafiando uma enorme oposição popular mundial.</p>
<p>"O <strong>Efeito Irã</strong>"</p>
<p>Os resultados de um ataque ao Irã podem ser horrendos.     Afinal, segundo um estudo recente do "efeito Iraque" pelos especialistas em terrorismo Peter Bergen e Paul Cruickshank, usando dados do governo e da corporação Rand, a <em>invasão do Iraque</em> já levou a um aumento de sete vezes no terror. O "efeito Irã" provavemente seria muito mais severo e de longa duração. O historiador militar britânico Corelli Barnett fala para muitos quando adverte que "um ataque ao Irã efetivamente lançaria a Terceira Guerra Mundial".</p>
<p>Quais são os planos da "camarilha" crescentemente desesperada que estreitamente sustenta o poder político nos EUA? Não sabemos. Tal planejamento de Estado é, com certeza, mantido secreto no interesse da "segurança". A revisão de registro desclassificado revela que há mérito considerável nesta afirmação - embora somente se entendermos que "segurança" signifique a segurança da administração Bush contra seus inimigos domésticos: a população sob cujo nome eles age.</p>
<p>Até mesmo se a "camarilha" da Casa Branca não esteja planejando a guerra, empregos navais, apoiando os movimentos seccionistas e atos de terror dentro do Irã, e outras provocações podem facilmente levar a uma guerra acidental. As Resoluções do Congresso não oferecerão muita barreira. Elas invariavelmente permitem exceções para "segurança nacional", abrindo buracos amplos o bastante para vários grupos de batalha nos porta aviões logo estarem no <strong>Golfo Pérsico</strong> para seguirem dali - tão longo quanto uma liderança inescrupulosa divulguem proclamações de ruína (como fez Condoleezza Rice com aquelas "nuvens de cogumelos" sobre cidades americanas em 2002). E estão preparando os tipos de incidente que "justifiquem" tal ataque como uma prática familiar. Até mesmo os piores monstros sentem a necessidade de tal justificação e adotam o conselho: A defesa de Hitler da Alemanha inocente do "terror selvagem" dos poloneses em 1939, depois que eles tinham rejeitado a sabedoria dele e suas generosas propostas de paz, é apenas um exemplo.</p>
<p>A barreira mais eficaz para que a Casa Branca se decida a lançar a guerra é o tipo de oposição organizada popular que amedrontou a liderança político-militar o bastante em 1968, a ponto deles ficaram relutantes de enviarem mais tropas ao Vietnã - temendo, aprendemos dos papéis do Pentágono, que eles podem precisar delas para controle da desordem civil.</p>
<p>Indubitavelmente o Irã merece dura condenação, inclusive por suas ações recentes que têm inflamado a crise. No entanto é útil perguntar como reagiriamos se o Irã tivesse invadido e ocupado o Canadá e o México e estivesse prendendo os representantes do governo americano lá nos solos onde eles estivessem resistindo a ocupação iraniana [com certeza chamada de "libertação"]. Imagine tão bem que o Irã estivesse empregando maciças forças navais no Caribe e divulgando incríveis ameaças para lançar uma onda de ataques contra uma ampla variedade de locais &#8211; nucleares e outros &#8211; nos EUA, se o governo dos EUA não termine imediatamente todos seus programas nucleares [e naturalmente desmantele todo seu arsenal de armas nucleares]. Suponha que tudo isto tenha acontecido depois que o Irã tenha derrubado o governo dos EUA e instalado uma viciosa tirania [como os EUA fizeram no Irã em 1953], e então mais tarde apoiasse uma invasão russa dos EUA que matasse milhões de pessoas (exatamente como os EUA apoiaram a invasão de  Saddam Hussein ao Irã em 1980, matando centenas de milhares de iranianos, uma imagem comparável a milhões de americanos]. Nós assistiriamos silenciosamente?</p>
<p>É fácil entender uma observação de um dos principais historiados israelenses, Martin van Creveld. Depois que os EUA invadiram o Iraque, sabendo que ele estava indefeso, ele ressaltou, &#8220;Se os iranianos não tentassem construir armas nucleares, eles estariam loucos.&#8221;</p>
<p>Certamente nenhuma pessoa sã quer que o Irã [ou qualquer outra nação] desenvolva armas nucleares. Uma resolução razoável da crise presente permitiria que o Irã desenvolvesse enegia nuclear, de acordo com seus direitos sob o Tratado de Não Proliferação de Armas, mas não armas nucleares. Este é um porvir possível? Poderia ser, dada uma condição: que os EUA e o Irã fossem funcionais sociedades democráticas na qual a opinião pública tivesse um impacto significativo na política pública.</p>
<p>Como isto contece, esta solução teria apoio completo entre iranianos e americanos, que geralmente estão de acordo sobre assuntos nucleares. O consenso americano-iraniano inclui a completa eliminação de armas nucleares em todos os lugares [82% dos americanos]; se isto não pode ser alcançado pela oposição da elite, então ao menos uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio que incluiria os países islâmicos e Israel&#8221; [71% dos americanos]. 75% dos americanos preferem construir melhores relações com o Irã em lugar de ameaças de força. Em breve, se a opinião pública tivesse que ter uma influência significativa na política de Estado dos EUA e Irã, a resolução da crise pode estar a mão, junto com soluções de muito maior alcance para o consenso global nuclear.</p>
<p>Promovendo a Democracia &#8212; em Casa</p>
<p>Estes fatos sugerem um meio possível de evitar que a crise atual exploda, talvez até mesmo em alguma versão da Terceira Guerra Mundial. A ameaça surpreendente pode ser evitada ao buscar uma proposta familiar: a promoção da democracia &#8211; desta vez em casa, onde ele está urgentemente necessária. A promoção da democracia em casa certamente é possível e embora não possamos levar diretamente este projeto ao Irã, podemos agir para melhorar as perspectivas dos corajosos reformadores e oposicionistas buscando alcançar justamente isto. Entre tais figuras que são, devem ser, bem conhecidas, estariam Saeed Hajjarian, o laureado do prêmio Nobel Shirin Ebadi, e Akbar Ganji, bem como aqueles que, como usual, permanecem no anonimato embora em seu trabalho de ativismo sobre o qual ouvimos tão pouco; aqueles que publicam o Boletim dos Trabalhadores Iranianos podem bem ser um caso a ressaltar.</p>
<p>Poderíamos melhorar as perspectivas para promoção da democracia no Irã ao agudamente reverter a política de Estado aqui de forma que ela reflita a opinião popular. Isto compreenderia parar de fazer ameaças regulares que são um presente para os linha dura iranianos. Estes são amargamente condenados pelos iranianos que verdadeiramente estão preocupados com a promoção da democracia (diferente daqueles &#8220;apoiadores&#8221; que liberam slogan democráticos vazios no Ocidente como grandes &#8220;idealistas&#8221;, a despeito de seu registrado ódio visceral à democracia].</p>
<p>A promoção da democracia nos EUA podem ter consequências muito mais amplas. No Iraque, por exemplo, uma firme retirada programada seria iniciada de uma vez, ou muito brevemente, de acordo com a vontade da esmagadora maioria dos iraquianos e uma significativa maioria de americanos. As prioridades do orçamento federal seriam virtualmente revertidas. Onde o gasto está aumentando, como nas contas suplementares  militares para realizar as guerras no Iraque e no Afganistão, deveriam declinar agudamente. Onde o gasto está parado ou declinando [saúde, educação, treinamento para trabalho, promoção de conservação de energia e fontes de enegia renováveis, benefícios aos veteranos, custear operações de paz da ONU e assim por diante], aumentariam agudamente. Os cortes de impostos de Bush para pessoas com rendimentos acima de US$200.000 por ano seriam imediatamente recindidos.</p>
<p>Os EUA teriam adotado um sistema de saúde de muito tempo atrás, rejeitando o sistema privatizado que consome duas vezes mais fundos per capita do que aqueles encontrados em sociedades similares e algumas das piores consequências no mundo industrial. Os EUA teriam ratificado o Protocolo de Kioto para reduzir as emissões de dióxido de carbono e tomar medidas até mesmo mais fortes para proteger o ambiente. Isto permitiria a ONU tomar a liderança nas crises internacionais, inclusive o Iraque. Depois de tudo, segundo pesquisas de opinião, logo depois da invasão em 2003, a grande maioria dos americanos tem querido que a ONU assuma a transformação política, reconstrução econômica e ordem civil naquela terra.</p>
<p>Se a opinião pública importasse, os EUA aceitariam as restrições da Carta da ONU sobre o uso de força, ao contrário do consenso bipartidário que apenas este país tem o direito de usar a violência em resposta a ameaças potenciais, reais ou imaginárias, inclusive as ameaças ao nosso acesso aos mercados e recursos. Os EUA [junto com outros] abandonariam o veto no Conselho de Segurança da ONU e aceitariam a opinião da maioria até mesmo quando em oposição a deles próprios. A ONU teria permissão para regulamentar a venda de armas; enquanto os EUA cortariam tais vendas e exigiriam que outros países também o fizessem, o que seria a maior contribuição para reduzir a violência em grande escala no mundo. O Terror seria tratado através de medidas duplomáticas e econômicas, não pela força, de acordo com o julgamento da maioria dos especialistas sobre este tópico mas novamente em oposição completa a política dos dias atuais.</p>
<p>Sobretudo, se a opinião pública influenciasse a política, os EUA teriam relações diplomáticas com Cuba, beneficiando os povos de ambos países [e, incedentalmente, agronegócios dos EUA, corporações de energia e outros], ao invés de permanecer virtualmente só no mundo impondo o embargo (unido somente a Israel, a República de Palau, e as Ilhas Marshall). Washington se uniria ao amplo consenso internacional sobre o assentamento de dois Estados no conflito de Israel e Paestina, o qual [com Israel] tem bloqueado por 30 anos &#8211; com espalhadas e temporárias exceções &#8211; e que ainda bloqueia na palavra, e mais importantemente nas ações, a despeito das declarações fraudulentas de seu compromisso com a diplomacia. Os EUA devem equalizar a ajuda a Israel e Palestina, cortando a ajuda a qualquer uma das partes que rejeitar o consenso internacional.</p>
<p>A evidência sobre estes assuntos é revista no meu livro &#8221; Failed States&#8221; bem como no livro &#8220;The Foreign Policy Disconnect&#8221; de Benjamin Page (com Marshall Bouton), que também fornece extensa evidência que os assuntos de opinião pública sobre a política exterior [e provavelmente sobre a política interna] tendem a ser coerentes e consistentes durante longos períodos. Estudos da opinião públicas tem que ser visto com cautela, mas eles certamente são altamente sugestivos.</p>
<p>A promoção da democracia em casa, embora sem ser uma panacéia, seria um passo útil em ajudar nosso próprio país a se tornar um &#8220;acionista responsável&#8221; na ordem internacional [para adotar o termo usado pelos adversários], ao invés de ser um objeto de terror e antipatia por grande parte do mundo. Além de ser por si mesma um valor, a democracia funcional em casa tem uma promessa real de lidar construtivamente com muitos problemas atuais, internacionais e domésticos, incluindo aqueles que literalmente ameaçam a sobrevivência de nossa espécie.<br />
<a title="noah chomsky" href="http://www.chomsky.info/">http://www.chomsky.info/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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