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	<title>politicamente-correcto &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/politicamente-correcto/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "politicamente-correcto"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 11:57:33 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O feminismo, os padrões da beleza e o paradigma do pederasta]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/28/o-feminismo-os-padroes-da-beleza-e-o-paradigma-do-pederasta/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:13:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[O feminismo ― como toda a manifestação da mente revolucionária ― é uma doença mental no sentido clín]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O feminismo ― como toda a manifestação da <a href="http://espectivas.wordpress.com/a-mente-revolucionaria/">mente revolucionária</a> ― é uma <strong><a href="http://advhaereses.blogspot.com/2009/11/dr-paul-serieux-mente-revolucionaria-e.html" target="_blank">doença mental no sentido clínico estrito</a></strong>. Trata-se daquilo a que o psiquiatra francês <a href="http://google.com/search?q=Paul+Sérieux">Paul Sérieux</a> chamou de <b>“delírio de interpretação”</b>. Senão reparem <strong><a href="http://corpos-em-revolta.blogspot.com/2009/11/participe-do-ato-pelo-dia-internacional.html" rel="nofollow" target="_blank">neste texto</a></strong>:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dotted black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:white;line-height:18px;color:navy;padding:10px;">
« A supervalorização da aparência e <b>a obsessão pelo corpo perfeito</b> são reiterados pela indústria dos corpos como formas de realização pessoal e de se alcançar a felicidade, quando, na verdade, objetificam o corpo feminino e reforçam a discriminação contra quem foge desses padrões impositivos de beleza. <b>Ao se verem longe do ideal estético, as mulheres iniciam uma busca frustrante para atingi-lo</b>. E isso é uma forma de violência. »</div>
<p></p>
<p>Eu até estou parcialmente de acordo com este trecho, pelas razões que mencionarei adiante. Porém, o texto continua:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dotted black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:white;line-height:18px;color:navy;padding:10px;">
« Quando <b>o padrão de beleza burguês e eurocêntrico</b> recai sobe as mulheres negras e/ou pobres, por exemplo, mais distantes de atingi-lo, sua opressão toma recortes raciais e de classe, multiplicando suas repercussões sociais e psicológicas. Da mesma forma, amplifica-se a opressão quando as mulheres, sejam <b>lésbicas</b> ou heterossexuais, não se sentem representadas e não se enquadram nos <b>padrões de feminilidade</b>, sofrendo também de <b>homofobia</b>.» </div>
<p></p>
<p>A verdade é que, até finais da década de 60 do século passado, o ideal de beleza da mulher não era aquele mencionado no primeiro texto, até que aconteceu a supremacia dos gays <span style="font-size:10px;font-weight:700;color:navy;">(vulgo “viados, frozôs, larilas, panilas, paneleiros, rotos”, etc. )</span> no mundo da moda, que coincidiu sensivelmente com a decisão da APA (Associação Americana de Psicologia) de retirar a homossexualidade da lista das parafilias (1973). </p>
<p>A mulher magra e anoréctica, sem mamas, praticamente sem curvas de corpo, é um modelo cultural de beleza feminina  <b>eminentemente gay</b>. Na geração do meu pai, o modelo de beleza da mulher era o da <span style="background:yellow;" />beleza natural feminina</span>: uma mulher curvilínea, com mamas q.b., corpo roliço, pernas cheias (o então chamado “pernão”) ― e isto independentemente de a mulher ser alta ou baixa. <b>A misoginia é uma das componentes do fenómeno do gayzismo.</b></p>
<p>O ideal de beleza da mulher foi alterado, a partir da década de 70,  através dos me®dia controlados por uma elite decadente e homófila, e <span style="background:yellow;" />o paradigma de beleza em que se enquadrava a esmagadora maioria das mulheres</span> foi substituído por um padrão de beleza da mulher anoréctica que a torna parecida ao jovem efeminado homossexual, sem curvas e sem mamas. A mulher padrão das <i>passerelles</i> da moda é um modelo gay e homófilo que retirou à mulher aquilo que é a sua <b>característica de género</b> ― as curvas e as mamas, a forma feminina ― para impôr ao homem comum um ideal de mulher sem mamas e sem curvas, ou seja, impondo na sociedade o <b>“paradigma do pederasta”. </b></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Nietzsche e os mitos sociais modernos]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/27/sobre-nietzsche-e-os-mitos-sociais-modernos/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:30:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/27/sobre-nietzsche-e-os-mitos-sociais-modernos/</guid>
<description><![CDATA[Neste postal que escrevi sobre Nietzsche e Fernando Pessoa, os comentários foram diversos e o último]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
<p>Neste <b><a href="http://espectivas.wordpress.com/2007/10/23/de-nietzsche-a-pessoa/" target=" _blank ">postal que escrevi sobre Nietzsche e Fernando Pessoa</a></b>, os comentários foram diversos e o último deles  foi o que se segue:<br />
<!--more--><br />
</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
« Sólo tú, Barbara, has sido inteligente y sensible, frente a las muchas y muy superficiales tonterías que se presentan. A los demás, pues, os digo:<br />
- leed, por ejemplo, el “Nietzsche” de Gilles Deleuze<br />
y, todavía antes, aprended a leer! »</div>
<p></p>
<p>É evidente que eu nunca coloquei em causa o Nietzsche como literato (seria estúpido fazê-lo), assim como não coloco em causa o <b><a href="http://google.com/search?q=Ernst+Haeckel" target=" _blank"> Ernst Haeckel</a></b> como biólogo, ou <b><a href="http://google.com/search?q=Joseph+Mengele" target=" _blank ">Joseph Mengele</a></b>  como médico. Todos eles foram muitíssimo bons nos seus respectivos misteres. Porém, o facto de Nietzsche ter sido um profundo conhecedor das ideias filosóficas ― e principalmente da filologia e filosofia clássicas ― não lhe dá automaticamente uma <i>autoridade de direito</i> em termos éticos e morais, e de tal modo que as suas ideias devam ser seguidas ou adoptadas como sendo positivas. <span style="background:yellow;" />O conhecimento profundo de uma determinada matéria não transforma o conhecedor em um paradigma ético-moral. </span></p>
<p></p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
« Sim, Nietzsche e Pessoa têm muito em comum: <strong>o repúdio ao dogmatismo, à metafísica, ao racionalismo – pilares do cristianismo.</strong><br />
SE não dá pra gostar de Nietzsche e ser cristão, não sei. Dá sim pra ler Nietzsche, gostar de Nietzsche ( E Álvaro de Campos!) e ser ético, correto, bom. Apenas é necessário que se saiba compreender alegorias e metáforas–aliás inúmeras na Bíblia! Que se pense de forma menos literal. Nem todos conseguem ou aceitam. » </div>
<p></p>
<p>Quem, como acontece com esta leitora do referido postal, em nome das ideias de Nietzsche, critica a racionalidade ― e não me refiro ao racionalismo, que está essencialmente ligado ao Positivismo e por isso é coisa diferente ― , é quem se senta à frente de um computador para criticar a racionalidade humana que lhe permite estar sentada ao computador. </p>
<p>Quando falamos em niilismo de Nietzsche  não é no sentido do sofista Górgias que se refere a um niilismo absoluto, mas na utilização da razão para negar a razão ou a racionalidade. Não é possível negarmos a razão senão através da razão, e é nesta negação irracional que consiste <b>o niilismo de Nietzsche que proclamou a impossibilidade de qualquer hierarquia de valores.</b></p>
<p>Reparem bem na estupidez que grassa por aí: <b><i>“o repúdio ao dogmatismo, à metafísica, ao racionalismo – pilares do cristianismo”</i></b>. Segundo a estúpida que escreveu isso, o cristianismo acumula simultaneamente o dogmatismo e o seu contrário: o racionalismo. Por este tipo de comentários é que muitas vezes não os publico, porque dão uma trabalheira a desmontá-los ideologicamente como estou a fazer agora ― e eu não tenho muito tempo disponível.</p>
<p>Em primeiro lugar, a estúpida não faz a menor ideia dos significados múltiplos que tem o nominativo “racionalismo”, mas em nenhum deles se pode conjugar o “dogmatismo” no sentido da fé cristã. Confunde-se muitas vezes “racionalismo” com “racionalidade” e/ou “razão” da Escolástica e dos socráticos. O racionalismo é uma proto-ideologia que descambou no Positivismo; a única responsabilidade do cristianismo no desenvolvimento do racionalismo foi a de mostrar a abertura e tolerância suficientes para permitir esse desenvolvimento, o que não aconteceu, por exemplo, com o islamismo e com o budismo.</p>
<p>No que respeita ao comentário do espanholo, chama-me de “burro” mas não explica porquê. Contudo, eu vou explicar porque é que ele é burro e estúpido. É estúpido porque utiliza um argumento <i>ad Hominem</i>, o que se constitui como sendo uma falácia lógica. E é burro porque não pensa pela sua cabeça e atira para uma qualquer presumível autoridade de direito ― neste caso, Gilles Deleuze ― a definição daquilo que é “correcto”. O problema da burrice do espanholo não está em mencionar o livro de Deleuze; o problema está noutra falácia lógica em que cai o burro espanholo, que é o argumento <i>ad Verecundiam</i>. Dou dois exemplos desta falácia:</p>
<p><b></p>
<blockquote><p>“Albert Einstein escreveu muito sobre Deus, e por isso é provável que Ele exista”. </p></blockquote>
<blockquote><p>“Freud, Dawkins, Carl Sagan e muitos outras personalidades contemporâneas  foram ateístas, e por isso é evidente que Deus não existe.”</p></blockquote>
<p></b></p>
<p>O argumento <i>ad Verecundiam</i> é próprio dos burros ― aqueles  que não pensam pelas suas próprias cabeças. Podemos perfeitamente citar um autor qualquer, mas temos que depois explicar porque é que usamos essa citação no nosso raciocínio. E como isto não acontece normalmente nos comentários deste blogue, eles são, na maioria dos casos, simplesmente apagados. </div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Segundo o gayzismo, só o maluco é normal, e só o normal é tolo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/26/segundo-o-gayzismo-so-o-maluco-e-normal-e-so-o-normal-e-tolo/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 21:44:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/26/segundo-o-gayzismo-so-o-maluco-e-normal-e-so-o-normal-e-tolo/</guid>
<description><![CDATA[O absurdo do &#8220;casamento&#8221; gay gera um diálogo de surdos. Vejam este postal e depois vejam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O absurdo do &#8220;casamento&#8221; gay gera um diálogo de surdos. Vejam <strong><a href="http://sol.sapo.pt/blogs/filosorfico/archive/2009/11/16/CASAMENTOS-GAY.aspx" target="_blank">este postal</a></strong> e depois vejam os comentários. Nestes, podemos ver toda a panóplia de argumentação que parte do princípio da negação do “necessariamente natural” como sendo natural. </p>
<p>Por exemplo, invoca-se a douta decisão da APA (Associação Americana de Psicologia) que retira a homossexualidade das parafilias, quando sabemos que a APA até já retirou a pedofilia da lista das doenças mentais. Hoje, para os psicólogos e psiquiatras, já não existem praticamente doenças mentais e parafilias: existem idiossincrasias e “diferentes subjectividades”. </p>
<p>Portanto, deixou de haver malucos. Segundo a psiquiatria e a psicologia, todos nós somos malucos, e sendo todos malucos, temos todos o mesmo direito à maluqueira; já não existem pessoas normais. As pessoas ditas “normais” passaram a ser anormais porque não se reconhecem como sendo malucas: hoje, só é normal quem se reconhece <i>a priori</i> como maluca. Só o doido é normal. Se não reconheceres que és tolo, então és anormal, e por isso, és tolo. A única forma de não seres tolo, é seres tolo, porque se dizes que não és tolo, então é porque não regulas bem da cabeça. </p>
<p>Entenderam? </p>
<div style="font-size:10px;" /><b>A ler:</b></p>
<ul>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/03/14/agenda-politica-gay-«quem-nao-e-homofilo-e-“lele-da-cuca”»/">Agenda política gay: «Quem não é homófilo é “lélé da cuca”»</a></li>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/02/17/sou-homofobo-com-orgulho/">Sou homófobo, com orgulho!</a></li>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/12/30/the-gay-report-pesquisa-de-habitos-sexuais-gays/">The Gay Report: Pesquisa de Hábitos Sexuais Gays</a></li>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/07/15/atraves-do-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-a-homossexualidade-impoe-se-como-um-principio-moral/">Através do “casamento”, a homossexualidade impõe-se como um princípio moral</a></li>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/08/09/o-argumento-da-nao-obrigacao-da-reproducao-no-casamento/">O argumento da “não-obrigação” da reprodução no casamento</a></li>
<li><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/08/16/sobre-o-conceito-de-“igualdade”-utilizado-na-peticao-a-favor-do-“casamento”-gay/">Sobre o conceito de “igualdade” utilizado na petição a favor do “casamento” gay</a></li>
</ul>
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os me®dia e o aquecimento global antropogénico]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/26/os-me%c2%aedia-e-o-aquecimento-global-antropogenico/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 09:20:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/26/os-me%c2%aedia-e-o-aquecimento-global-antropogenico/</guid>
<description><![CDATA[Hoje ouvi o António Peres Metello ― na TSF, um pouco antes das 7:30 a.m. ― preocupado com o aquecime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje ouvi o António Peres Metello ― na TSF, um pouco antes das 7:30 a.m. ― preocupado com o aquecimento global antropogénico e com dúvidas sobre se será possível chegar ao fim deste século com apenas dois graus Celsius de aquecimento global. Entretanto, o que tem vindo paulatinamente  a acontecer desde 1998 é o arrefecimento global devido à diminuição actividade solar.<br />
<!--more--><br />
<div id="attachment_13965" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/antonio-metello.jpg"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/antonio-metello.jpg" alt="" title="antonio-metello" width="225" height="168" class="size-full wp-image-13965" /></a><p class="wp-caption-text">Metello</p></div>
<p style="line-height:21px;">Eu estou convencido que o Metello acredita mesmo que o aquecimento global antropogénico existe. Trata-se de um Ersatz de Deus que foi simbolicamente morto quando Luís XVI foi decapitado, o que levou a Nietzsche a anunciar a morte de Deus. Não existindo Deus, o ser humano não pode reprimir a sua religiosidade natural e passa a acreditar no aquecimento global, em OVNIS, em extra-terrestres, na honestidade de José Sócrates, na possibilidade escatológica de um paraíso na terra, etc. ― incluindo a possibilidade de ele próprio ser deus. O Metello não age de má-fé: ele acredita mesmo que o planeta está a aquecer e que a causa desse aquecimento global é antropogénica.</p>
<p>Há dias saiu uma <b><a href="http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100017393/climategate-the-final-nail-in-the-coffin-of-anthropogenic-global-warming/" target=" _blank ">notícia escandalosa</a></b> em que se constatou que existe uma agenda política que está a obrigar a ciência a ser “não-científica” abdicando da sua objectividade e da sua imparcialidade em relação à política. Mas o Metello acredita. Aliás, o Metello acredita em muitas coisas que “parecem bem” e que se enquadram perfeitamente na necessidade que os me®dia têm de o chamar a depor ― seja na TSF, seja na TVI. E não tenho dúvidas que o Metello também acredita que a causa da prostituição é o aquecimento global: <b><a href="http://bit.ly/28kMkV" rel=" nofollow " target=" _blank ">se não existisse o aquecimento global, não existiriam prostitutas. </a></b></p>
<p>Há quem defenda que o aquecimento global é utilizado por uma agenda globalista que pretende estabelecer um governo mundial, e há quem defenda que o dito <b><a href="http://www.brusselsjournal.com/node/4176" target=" _blank ">é usado por uma agenda política anti-globalista.</a></b> Uma coisa é certa: como podemos ver no quadro abaixo, todos os seres humanos juntos, com todos os automóveis juntos, toda a indústria, toda a flatulência e a cagação dos bebés, de adultos e dos gordos ― tudo isso junto contribui menos de 4% para os chamados “gases de efeito de estufa”. Por exemplo, no vapor de água, o Homem tem a modesta contribuição de 0,001%; no maldito CO2, os bebés e os adultos contribuem com 0,117%; no gás metano ― os malditos peidos dos gordos e dos bebés ― a contribuição humana é de 0,066%; e por aí fora.</p>
<p><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/aquecimento-global.jpg" alt="" title="aquecimento-global" width="457" height="293" class="aligncenter size-full wp-image-13962" /></p>
<p>Eu acho que o António Peres Metello é incoerente: ele deveria começar por emagrecer, porque com aquelas suas (dele) banhas todas está a contribuir ― seja pela provável flatulência endémica, seja pelo consumo exagerado de derivados do carbono ― para a desgraça do mundo. Acho que ele se deveria suicidar, em acto de contrição pela sua incapacidade de contribuir para o equilíbrio ecológico do planeta, porque nesta coisa de religião ecofascista não são admitidos relapsos. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Buenismo" mal entendido]]></title>
<link>http://elblogdetorre.wordpress.com/2009/11/23/buenismo-mal-entendido/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:27:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aldo Torrecilla</dc:creator>
<guid>http://elblogdetorre.wordpress.com/2009/11/23/buenismo-mal-entendido/</guid>
<description><![CDATA[Atención a la diversidad. Artículo de opinión, publicado el 23-11-2009 en Tribuna de Salamanca. http]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Atención a la diversidad. Artículo de opinión, publicado el 23-11-2009 en Tribuna de Salamanca. http]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El Patio Trasero de los EEUU]]></title>
<link>http://telacuelanconvaselina.wordpress.com/2009/11/22/el-patio-trasero-de-los-eeuu/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 12:45:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>angueru</dc:creator>
<guid>http://telacuelanconvaselina.wordpress.com/2009/11/22/el-patio-trasero-de-los-eeuu/</guid>
<description><![CDATA[Hay una historia que un gran amigo me contó hace tiempo. Este hombre tiene 43 años, y en esa corta e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hay una historia que un gran amigo me contó hace tiempo. Este hombre tiene 43 años, y en esa corta edad ha consumido más sensaciones mundanas que cualquier otra persona. Ha viajado a América, a oriente, y a muchos otros países del tercer mundo. Se ha codeado con personalidades y ha trabajado en diversos puestos elevados a categoría de elite; su currículum en ese aspecto es impresionante: fue guardaespaldas de ministros, famosos del mundo del arte y la fama, y de gente conocida desde honrados personajes como humanistas notables, hasta cerdos oligárquicos, como las esposas un infame príncipe árabe feudalista del neocolonialismo. También estuvo en las fuerzas armadas del ejército, y su instrucción marcial, de impresionante nivel le congració a pertenecer a la brigada de paracaidistas de las fuerzas especiales. Su honradez, pese a tener trabajos a veces buenos, a veces no tan buenos, nunca decayó:</p>
<p>La historia se sitúa en plena guerra civil salvadoreña. A finales de los 80, con fusil en mano y apenas 20 años en el cuerpo, un joven a veces lúcido a veces imprudente espera en mitad de una gélida noche a entrar en la capital, en lancha motorizada. No pueden tener luces encendidas, ni pueden hacer ruido. El pelotón lo componen apenas una docena de hombres, y sólo tienen una misión: sacar a 40 españoles de la embajada en San Salvador, sin entrar en conflicto, sin apretar el gatillo.</p>
<p>Amanece cuando desembarcan y se internan en las calles de la ciudad derruida, de una ciudad fantasma. El espectáculo que contempla es dantesco: <em>“Hombre, mujeres, ancianos y hasta niños, algunos degollados, otros despedazados y mutilados… Habían cadáveres de infantes arrastrados por cuerdas, siendo despellejados por el asfalto”.</em> Un mar de cientos de ojos mirando al vacío. Se mueve con sus compañeros, al mando de su superior, con las venas calientes aun, hasta el barrio de las embajadas y al final de la calle la ven. Está llena de tiros, con tablas puestas obturando las ventanas y puertas; se ve que han intentado entrar. Entonces ocurre algo de película: <em>“Un convoy se acercó por una calle transversal y nos obligó a refugiarnos en una casa llena de escombros. La única luz que entraba era la del sol del amanecer por las tablillas puestas en las ventanas. Un frío del cagarse… temblando hasta las rodillas y tirados en el suelo sin hacer ningún ruido; nosotros no estábamos allí para matar a nadie, sino para sacar a gente con vida… obviamente, si nos descubrían, íbamos a palmar unos cuantos. Entonces se paró justo frente a la puerta de la casa. Se pusieron a hablar en su dialecto local y parecían que no se iban nunca. No sé si estaban desayunando, o descansando, o qué se yo, pero con los nervios a flor de piel nos tuvieron hasta que decidieron irse los hijoputas”.</em></p>
<p>Al llegar a la embajada encontraron a unas 40 personas allí. Gente de todas las edades, españoles algunos, salvadoreños otros, pobres refugiados. Estas palabras no las olvidaré: <em>“Encontramos  a un hombre, catatónico, en una esquina. Era alguien importante en la embajada, no me acuerdo que era exactamente, pero le habían fusilado a la mujer y a la hija delante de sus ojos.” </em>También había unas monjas misioneras, y se les comunicó que debían salir a tomar el helicóptero que los llevaría a España. <em>“Había una guapísima, joven, de mi edad por aquel entonces.” </em>Dice, y mira al techo <em>“pero guapísima que era… y aun así se quedaron por fe, para ayudar a los del Salvador, porque según ellas Dios las había puesto allí por eso”. </em>Después, con la actitud que le caracteriza comenta: <em>“Obviamente eso es una mierda muy grande… eso de quedarse allí, por esa loca idea fanática… pero de todas formas me pareció admirable; una cosa no quita la otra…”, </em>me espanto cuando comenta como el que habla de cualquier otra nimiedad <em>“Probablemente hubieran sido fusiladas”.</em></p>
<p>Este mundo siempre fue así… lleno de canallas, de miseria, de hambre, de horrores, de dantescas guerras y epidemias… sigue siendo el mismo. Ahora, está sencillamente más exponenciado. Y más aun, después del nuevo orden mundial instaurado tras la guerra fría, que ha propiciado las dictaduras, las masacres de pueblos enteros de Sudamérica por haberse topado con las míseras comodidades del imperio, de EEUU. Esto, sumado a la caída del muro, y por consiguiente, a la instauración de un modelo de relaciones internacionales de chiste, se está congraciando las irregularidades de un mundo que no conoce la ética y la moral universal, y que no reconoce lo legítimo y lo ilegítimo, llevando a más las guerras preventivas contra el terrorismo justificado por un miedo que no debemos tener, y haciendo de este mundo globalizado el espectáculo de horror más execrable de toda la historia de la humanidad … y la gente no se da cuenta. No puedo aguantarme: quiero pensar en que no, pero soy demasiado realista: la gente es ignorante porque lo elige. En este mundo occidental existe información a mansalva… nadie lee, nadie contempla… nadie conoce ni quiere conocer, lo que hay detrás de sus comodidades.</p>
<p>Sudamérica… el patio trasero de los Estados Unidos.</p>
<p>Una pena.</p>
<p>Ángel.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No discriminación contra realismo]]></title>
<link>http://cinecinecine.com/2009/11/22/no-discriminacion-contra-realismo/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 07:04:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>HGarza</dc:creator>
<guid>http://cinecinecine.com/2009/11/22/no-discriminacion-contra-realismo/</guid>
<description><![CDATA[Natalie Dormer en &quot;Casanova&quot; De mediados de los ochentas para acá, los medios se han preoc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_32232" class="wp-caption alignnone" style="width: 367px"><a href="http://cineyvideo.wordpress.com/files/2009/11/nataliedormer1es7.jpg"><img class="size-full wp-image-32232" title="nataliedormer1es7" src="http://cineyvideo.wordpress.com/files/2009/11/nataliedormer1es7.jpg" alt="" width="357" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Natalie Dormer en &#34;Casanova&#34;</p></div>
<p>De mediados de los ochentas para acá, los medios se han preocupado por respetar a todos los grupos humanos, y tratar de darles el lugar que se merecen. Sin embargo, para el cine ésto ha significado un retroceso, pues son muchos los estudios que, con tal de cuidar el no ofender, ha sacrificado muchos elementos de la narración.</p>
<p><!--more-->Veamos cualquier película de época realizadespués de los ochentas, y veremos como mujeres de principios de siglo son decididas, independientes y capaces de tomar decisiones. Obviamente, en esa época las había, pero eran la excepción, no la regla. Del mismo modo, la segregación racial de los años cincuenta desapareció por arte de magia, y en las tramas que se dan en aquellos ayeres, negros y blancos conviven de forma abierta y cooperativa, como si todo se desarrollara en la actualidad.</p>
<p>Una de las situaciones más recientes, y que ha comenzado a generar discusiones, es el anuncio de que <strong>Idris Elba</strong>, un actor negro, estará <a href="http://cinecinecine.com/2009/11/20/idris-elba-se-integra-a-%e2%80%9cthor%e2%80%9d/">encarnando a Heimdall</a>, un dios vikingo, y por tanto, de perfil escandinavo. Simplemente, será muy difícil romper con la idea, pues incluso en un mundo de fantasía, es imposible de creer.</p>
<p>La pregunta aquí es ¿Debe la tolerancia estar por encima de la precisión histórica? me encantaría oir sus puntos de vista.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O estado (preocupante) a que chegou a Igreja Católica portuguesa]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/21/o-estado-preocupante-a-que-chegou-a-igreja-catolica-portuguesa/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 18:35:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/21/o-estado-preocupante-a-que-chegou-a-igreja-catolica-portuguesa/</guid>
<description><![CDATA[Este texto do Padre Nuno Serras Pereira é preocupante; muito preocupante. Grave, mesmo!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><a href="http://jesus-logos.blogspot.com/2009/11/ele-ha-coisas-inacreditaveis.html" target="_blank">Este texto do Padre Nuno Serras Pereira</a></strong> é preocupante; muito preocupante. <strong>Grave, mesmo!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não sei quando a estupidez é propositada e quando é natural]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/21/nao-sei-quando-a-estupidez-e-propositada-e-quando-e-natural/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 08:09:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/21/nao-sei-quando-a-estupidez-e-propositada-e-quando-e-natural/</guid>
<description><![CDATA[“Não ao Referendo porque a democracia directa é o maior inimigo das Liberdades de um Povo e do Estad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
<strong><a href="http://estadosentido.blogs.sapo.pt/974860.html" rel="nofollow" target="_blank">“Não ao Referendo porque a democracia directa é o maior inimigo das Liberdades de um Povo e do Estado de Direito.”</a></strong></div>
<p></p>
<p>Em primeiro lugar, seria a “maior inimiga” [a democracia directa] e não o “maior inimigo”. A democracia é feminina. </p>
<p>Depois, quando escrevemos num blogue, e independentemente da opinião, devemos saber sustentar racionalmente aquilo que escrevemos. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
«Não ao Referendo porque a <strong>partidarização</strong>, sectarização e massificação de um tema como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, (&#8230;)»</div>
<p>
<!--more--><br />
<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/statists-tyranny.jpg" alt="" title="statists-tyranny" width="330" height="228" class="alignright size-full wp-image-13929" />
<p style="text-align:justify;">Quem escreveu isto é estúpido, porque parte do princípio de que quem partidarizou o tema foram as forças da sociedade civil que pretendem o referendo, quando todos sabemos de onde partiu a manipulação partidária nesta matéria. Uma estupidez à prova de bala. <strong>É evidente que o tema é transversal a todos os partidos políticos</strong>, e por isso é que o escriba é estúpido. </p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, a visão do escriba é passadista porque parte de princípios políticos em vigor no século XVIII com Rousseau e o conceito elitista de  “vontade geral”, que deu em mais de 200 milhões de pessoas assassinadas pelo movimento revolucionário estatista só no século 20. </p>
<p style="text-align:justify;">Anda o povo português a tirar licenciaturas em barda para vir um anormal destes dizer que esse mesmo povo, em princípio cada vez mais erudito e esclarecido em função da massificação do ensino, se deve abster de ter opinião que valha para o estabelecimento das regras do jogo político e democrático. </p>
<p>O cinismo do escriba é nauseabundo: diz que <em>«quatro milhões de votos não tornam uma causa em uma “causa boa”»</em>, mas as decisões de uma pequena elite já glorificam a causa. <strong>Em nome da luta contra a ditadura da maioria, institui-se a ditadura da minoria.</strong></p>
<p>E depois vem o maniqueísmo estupidificante que se baseia em argumentação escorada na <b><a href="http://www.google.com/custom?hl=pt-PT&#38;cof=&#38;domains=http://espectivas.wordpress.com&#38;q=estimulação+contraditória&#38;btnG=Pesquisar&#38;sitesearch=http://espectivas.wordpress.com" target=" _blank ">estimulação contraditória</a></b>: </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
“Teríamos de considerar a nossa classe política intelectualmente incompetente (e é, mas menos incompetente que as Massas que os elegem) para entregar tal assunto, de tanta importância, ao escrutínio do caciquismo político e das violentas paixões do socialismo democrático e demagógico em que vivemos.”</div>
<p></p>
<p>O escriba considera que a competência da classe política é inversamente proporcional à competência das “massas” (<strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_verecundiam" rel="nofollow" target="_blank">argumento <em>ad verecundiam</em></a></strong>); ou seja, quanto mais burro é o povo, mais inteligente é a classe política ― é este o sentido da opinião asinina do escriba: num país de analfabetos, quem sabe ler é deus. E por isso ― pode-se concluir da obstipação mental do narrador ―, para que tenhamos uma classe política lúcida e clarividente, é absolutamente necessária uma crescente estupidificação do povo. “Uma coisa está intimamente ligada à outra”. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
«A maioria não tem o direito de atribuir direitos a minorias, pois tal constituiria o seu direito a (des)fazê-lo em outra altura em que o espírito das massas, tão volátil como dinamite, se resolvesse a uma redefinição de &#8220;crenças democráticas&#8221;.»</div>
<p></p>
<p>A maioria não tem o direito de atribuir direitos a minorias, mas uma minoria já tem o direito de decidir sobre os direitos de todos ― incluindo as crianças a serem inexoravelmente adoptadas no decurso deste processo, e a quem serão retirados os direitos de herança genética e biológica.</p>
<p>Quando uma minoria retira direitos a outrem, “porreiro pá”! Quando a maioria pretende decidir de eventuais “direitos” ― que nunca existiram historicamente como tal, e por isso não são direitos inerentes, naturais e/ou adquiridos ―  já não há problema de maior.</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
“O Referendo é uma capitulação ao Homem-Massa. E o Mundo do Homem-Massa não é livre.”</div>
<p></p>
<p>Ao mesmo tempo que defende clara e inequivocamente o espírito da “vontade geral” de Rousseau que criou o modernismo [com a revolução francesa e o Iluminismo] e a sociedade de massas, o estúpido insurge-se contra a sociedade de massas. Seria como se eu fosse contra os partidos políticos e defendesse, acérrima e simultaneamente, o princípio da democracia representativa: não é só uma contradição: é a expressão do superlativo absoluto simples do absurdo. </p>
<p>E por último, parte do princípio nietzscheano e anti-humanista do “super-homem” em contraponto ao “homem-massa” que é a expressão do “homem anónimo” de Martin Heidegger: o homem como <i>“dejecção”</i> (sic), à boa maneira nazi. </p>
<p>Eu até entendo os anti-modernistas se estes colocarem em causa o princípio do modernismo que se escora no Estado-leviatão de Hobbes e Rousseau; existe uma lógica neste tipo de pensamento anti-modernista, embora seja impossível passar por cima da História das Ideias. O que eu não entendo é como se pode ser anti-modernista ― e por isso, contra a sociedade e a cultura de massas ― e simultaneamente defender as ideias que estão na génese desse mesmo modernismo, e que estão na origem da própria sociedade de massas. </p></div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Zapatero: o paradigma de José Sócrates]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/zapatero-o-paradigma-de-jose-socrates/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:55:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/zapatero-o-paradigma-de-jose-socrates/</guid>
<description><![CDATA[« En España ahora quieren forzar una educación sexual a la que los padres se oponen. El gobierno evi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;"><strong>« <a href="http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=5478" target="_blank">En España ahora quieren forzar una educación sexual</a></strong> a la que <strong><a href="http://infocatolica.com/?t=noticia&#38;cod=4797" target="_blank">los padres se oponen</a></strong>. El gobierno evita, utilizando agentes sanitarios, el que el debate pueda quedar en el terreno educativo. »</p>
<p><strong><a href="http://casadesarto.blogspot.com/2009/11/educacion-sexual-de-aquellos-polvos.html" target="_blank">Via</a></strong></div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma visão racional sobre o casamento]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/uma-visao-racional-sobre-o-casamento/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:25:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/uma-visao-racional-sobre-o-casamento/</guid>
<description><![CDATA[Ao Direito não lhe interessa conhecer as tendências sexuais, ou outras, dos cidadãos, mas estabelece]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
Ao Direito não lhe interessa conhecer as tendências sexuais, ou outras, dos cidadãos, mas estabelecer os requisitos próprios de cada instituto e permitir o seu acesso a todos os que reúnam essas condições, qualquer que seja a sua religião, cultura, tendência sexual, opção política, ficha médica ou equipe de futebol.</p>
<p>Seria aliás ultrajante que o conservador do Registo Civil, por hipótese, tivesse que inquirir das tendências íntimas dos nubentes e, consoante o resultado do seu exame às respectivas aptidões físicas, psíquicas e sexuais determinasse a idoneidade do sujeito para contrair matrimónio segundo a lei. É evidente que um tal juízo não cabe à autoridade, nem à lei, mas ao próprio, que em cada caso ajuizará da sua capacidade efectiva de realizar o que é próprio do negócio jurídico em causa. À lei compete estabelecer o regime geral do matrimónio, como aos conservadores do Registo Civil recordar aos noivos os direitos e deveres inerentes à condição nupcial. » </p></div>
<p></p>
<p><strong><a href="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/porto-carrero.pdf">Conferência sobre o casamento da Universidade Católica em Braga (PDF)</a></strong> ― discurso de Porto Carrero (<strong><a href="http://ruadosouto.blogspot.com/" target="_blank">Via</a></strong>)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A origem do ecologismo (2)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/a-origem-do-ecologismo-2/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:31:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/a-origem-do-ecologismo-2/</guid>
<description><![CDATA[Recentemente, o bioeticista eugenista Peter Singer reduziu o estatuto de um ser humano recém-nascido]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
Recentemente, <b><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/11/06/a-seguir-ao-aborto-vem-ai-o-infanticidio-a-pedido-da-mulher/" target="_blank">o bioeticista eugenista Peter Singer reduziu o estatuto de um ser humano recém-nascido a um peixe</a></b>; contudo, a Singer é permitido não só exercer a profissão de professor universitário em Princeton, nos Estados Unidos, como a venda dos seus livros com este tipo de ideias têm vindo a crescer. É bom recordar esta aberração ideológica exactamente hoje,  no dia em que faz 50 anos depois da convenção dos direitos da criança.<br />
<!--more--><br />
O que existe em comum entre Peter Singer e os ecologistas em geral, é o Naturalismo da Idade Moderna. Não cabe aqui fazer a história do naturalismo, mas podemos dizer que a sua essência é velha de milénios, e podemos encontrar as suas raízes na cultura ocidental em Heraclito, nos epicuristas, e mais tarde no panteísmo metodológico de Espinosa. Um naturalismo incipiente foi brandido pelos filósofos escritores românticos do século XVIII e XIX, até que se transformou numa religião política a partir de Charles Darwin. </p>
<p>Entre religiões como o cristianismo e o budismo (que são as religiões que eu conheço melhor) sempre existiram preocupações ecológicas. A escolástica europeia ― por exemplo, através de S. Tomás de Aquino e do exemplo de vida de S. Francisco de Assis, entre muitos outros ― e o Zen budista ― como foi o caso dos mestres Linji e Dogen ― estão repletos de recomendações no sentido da preservação da natureza e do meio-ambiente. Contudo, as religiões em geral sempre consagraram o <b>princípio da excepcionalidade da vida humana</b>; a partir de finais do século XIX, este princípio passou a ser negado pelas religiões políticas em geral. O que mudou na concepção ecológica?</p>
<p>O movimento ecologista internacional trabalha arduamente para conduzir a humanidade à barbárie eugenista e anti-humanista a que já assistimos neste século, nomeadamente com a ligação íntima entre os “Green Wing” alemães e o movimento nazi. Hitler e Himmler eram vegetarianos e consideravam os direitos dos animais a par e equivalentes aos direitos humanos; a política nazi do <i>Blut und Boden</i> (raça e pátria) é indissociável da sua componente ideológica ecologista, que se desenvolveu a partir dos filósofos românticos como Nietzsche e do mito darwinista. </p>
<p><b>Ecologia e nazismo são conceitos inseparáveis</b>, escorando-se numa ideia patológica de recusa da modernidade, e é nesta alienação que se revela o espírito gnóstico que caracteriza o naturalismo: o holismo universal naturalista não contempla a transcendência ― e por isso essa visão não é holística mas antes uma visão parcial da realidade ― e  o juízo teleológico do ser humano é reduzido a um niilismo que tem como objectivo servir interesses políticos inconfessáveis, e porque não dizer, luciferinos. </p>
<p>Segundo o conceito búdico das “duas verdades”, e tal como acontece com a filosofia cristã, a subjectividade humana tem duas dimensões: a nível “convencional” ― que é o mundo material onde se aplicam as leis da causa e efeito ― existe a subjectividade “cosmológica” que coloca o ser humano no seu lugar no cosmos; e a nível absoluto ― que é a transcendência do Nirvana ― existe a subjectividade “transcendental”, livre perante o cosmos que ela transcende. Acontece que no gnosticismo naturalista a subjectividade transcendental foi eliminada a partir do mito da aplicação do princípio da evolução das espécies, de Darwin, a todo o universo; o conceito de Ordem Universal cristã e budista foi truncada e abastardada. Aquilo que sempre foi uma preocupação legítima pela preservação do meio-ambiente passou a ser uma religião política niilista que se iniciou na Alemanha com os <i>hippies</i> do princípio do século XX do movimento ecologista <i>Wandervögel</i>, que mais tarde foi absorvido pelo partido nazi. </p>
<p>A esquerda ecologista moderna abandonou o nacionalismo nazi e adoptou o internacionalismo marxista; esta é uma das marcas da evolução estratégica do movimento ecologista internacional. Porém, as características naturalistas e anti-humanistas permaneceram intactas. O aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio são cada vez mais defendidos abertamente pelo movimento ecologista; os direitos dos animais em geral são equiparados ao direitos humanos. O ecologismo é uma religião política que se incorpora perfeitamente no gnosticismo do movimento revolucionário internacional em geral, que pretende alterar a sociedade ― e mesmo alienar a natureza humana ― através da concentração de poder numa elite que se coloca em lugar de Deus, depois de pretender ter eliminado a subjectividade transcendental inerente à natureza humana. É essa gente que temos todos o dever de combater ideologicamente. </p>
<hr width="500">
<ul>
<li><strong><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/a-origem-do-ecologismo-1/">A origem do ecologismo (1)</a></strong></li>
</ul>
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sexo, Mentiras e Feminismo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/sexo-mentiras-e-feminismo/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 08:25:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/20/sexo-mentiras-e-feminismo/</guid>
<description><![CDATA[« A violência doméstica é uma arma do arsenal feminista. O feminismo é actualmente uma indústria aut]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
« A violência doméstica é uma arma do arsenal feminista. O feminismo é actualmente uma indústria auto-sustentada no mundo ocidental, e está a tentar usar as Nações Unidas e outras organizações, como a World Vision, para se instituir através do mundo. Para este fim, precisam de um constante fornecimento de questões e problemas sobre os quais seu exército de investigadores, políticos, burocratas, jornalistas e assistentes sociais vai trabalhar, frequentemente pagos pelos nossos impostos. »</p>
<p><b><a href="http://nzmera.orconhosting.net.nz/pcontent.html" target=" _blank ">Sexo, Mentiras e Feminismo</a></b></div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A manipulação ideológica da mulher através da doença da Europa]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/a-manipulacao-ideologica-da-mulher-atraves-da-doenca-da-europa/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 06:26:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/a-manipulacao-ideologica-da-mulher-atraves-da-doenca-da-europa/</guid>
<description><![CDATA[Um dos grandes problemas do nosso tempo são os mitos sociais alicerçados em uma pretensa ciência que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
Um dos grandes problemas do nosso tempo são os mitos sociais alicerçados em uma pretensa ciência que nada mais é do que cientismo. Se analisarmos <b><a href="http://diario.iol.pt/ambiente/clima-unfpa-onu-mulheres-aquecimento-global-tvi24/1104132-4070.html" rel=" nofollow " target=" _blank ">este texto</a></b>, verificamos que quem está por detrás do conceito de “liberdade da mulher = controlo populacional” pretende outra coisa completamente diferente: transformar a mulher em um agente privilegiado de determinada ideologia. </p>
<p>A ideia cientificista e mitológica, que se pretende assumir como um dado empírico, é bem expressa num comentário ao artigo:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
“Se o mundo fosse governado por mulheres não era preciso estarmos com estas medidas.<br />
Se algum dia, lá muito atrás, os homens tivessem tido essa lucidez,hoje o mundo continuaria a ser o paraíso que já foi.”</div>
<p></p>
<p><a href="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/08/eco-fascism.jpg"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/08/eco-fascism.jpg" alt="" title="eco-fascism" width="302" height="260" class="alignright size-full wp-image-11449" /></a>Quando os portugueses começaram a explorar, com mais rigor, o território interior da costa oriental africana (Moçambique) a partir do século XVII, chegaram à conclusão que a tribo autóctone mais populosa em Moçambique era a tribo dos <b><a href="http://google.com/search?q=macuas">Macuas</a></b>. Acontece que essa tribo Bantu era uma <span style="background:yellow;" />sociedade matriarcal</span> em que era comum a poliandria (hoje essa cultura já foi alterada significativamente por via dos missionários católicos) ― e era a mulher que escolhia <b>livremente</b> os seus parceiros sexuais. E no entanto, os Macuas eram (e são ainda) a etnia moçambicana mais populosa. </p>
<p>Portanto, o “governo da mulher” não significa automaticamente a diminuição da população, até porque a mulher é naturalmente sensível à maternidade. O que tornaria a mulher como um instrumento da diminuição da população seria, eventualmente, a transformação da mulher num agente privilegiado de uma determinada ideologia e de uma agenda política da esquerda fabiana ― através de uma metanóia que aliene a mulher separando-a da sua própria natureza ―, controlada e financiada pela plutocracia ocidental, e que nada tem a ver com os verdadeiros interesses do terceiro mundo.</p>
<p>A Europa utilitarista, niilista e abortista já entrou em pânico. As famílias numerosas sempre foram uma ameaça para os poderosos. É o crescimento da população no terceiro mundo que incomoda a sociedade rica ocidental onde <strong><a href="http://www.ipfe.org/Report_evolution_on_the_family_in_Europe_2009.pdf" target="_blank">a população decresce a olhos vistos</a></strong>. <b>A Europa tem medo do futuro</b>, e por isso impõe ao resto do mundo uma ideologia “ecológica” que lhe permita, mesmo que em minoria, a manutenção dos seus privilégios historicamente adquiridos.</p>
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na Europa, os dias de liberdade estão contados]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/na-europa-os-dias-de-liberdade-estao-contados/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 00:08:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/19/na-europa-os-dias-de-liberdade-estao-contados/</guid>
<description><![CDATA[Eu tenho aqui feito uma crítica cerrada ao Tratado de Lisboa e ao leviatão europeu em si, mas penso ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu tenho aqui feito uma crítica cerrada ao <strong><a href="http://espectivas.wordpress.com/o-que-e-o-tratado-de-lisboa/">Tratado de Lisboa</a></strong> e ao leviatão europeu em si, mas penso que os meus dias ― e os vossos também ―  de liberdade estão contados. Acontece algumas vezes dizerem-me que sou “maluquinho”, mas acontece também que passado um ano ou dois, aqueles que me diziam “tolinho” acabam por me dar razão ou, no mínimo, por “meter a viola ao saco”. </p>
<p>A União Europeia baseia os seus princípios de cidadania no conceito elitista e não-democrático de “vontade geral” de Rousseau, a que fiz referência <a href="http://democraciadirecta.biz/blogue/2009/07/28/jean-jacques-rousseau-e-a-recusa-da-democracia-directa/" target=" _blank ">aqui</a>.<br />
</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dashed black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:white;line-height:18px;padding:10px;">A “vontade geral” de Rousseau não é idêntica à da maioria ou até à da totalidade dos cidadãos. Rousseau entende a “vontade geral” como <b>a vontade do corpo político</b> que se assume arbitrariamente como intérprete da vontade do povo, na medida em que Rousseau considera a sociedade civil como uma pessoa e com atributos de uma personalidade ― tal como Hobbes ― que inclui o atributo da vontade. <b>Segundo Rousseau, a sociedade civil não é (ou não deve ser) um conjunto de indivíduos organizados, mas antes uma pessoa colectiva.</b></div>
<p></p>
<p>Na <b><a href="http://www.europarl.europa.eu/charter/default_pt.htm" rel=" nofollow " target=" _blank ">carta dos direitos fundamentais da União Europeia</a></b>, podemos ver a elencagem normal e politicamente correcta dos direitos e garantias, e depois vemos no artigo 52:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
Qualquer <b>restrição</b> ao exercício dos direitos e liberdades reconhecidos pela presente Carta deve ser prevista por lei e respeitar o conteúdo essencial desses direitos e liberdades. Na observância do <b>princípio da proporcionalidade</b>, essas <b>restrições</b> só podem ser introduzidas se forem <b>necessárias</b> e corresponderem efectivamente a objectivos de <span style="background:yellow;" /><b>interesse geral</b></span> reconhecidos pela União, ou à necessidade de protecção dos direitos e liberdades de terceiros.</div>
<p></p>
<p>O “interesse geral” invocado é, sem tirar nem pôr, a <b>“vontade geral”</b> de Rousseau que tanto fascinou os jacobinos franceses e a revolução francesa. Isto significa que em nome da “vontade geral” do corpo político elitista europeu ― que ou não foi eleito directamente pelos cidadãos, como é o caso do Conselho Europeu, ou se foi eleito é um simples proforma, sem poderes legislativos ou de fiscalização, como é o caso do parlamento europeu ― todos os direitos e garantias podem ser restringidos ou mesmo abolidos em nome do poder plenipotenciário dessa “vontade geral” exarada  no corpo político e por este exclusivamente representada, e ao arrepio da vontade dos povos. </p>
<p>Porém, a dita Carta vai mais longe. No seu artigo 54, diz o seguinte:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
Nenhuma disposição da presente Carta deve ser interpretada no sentido de implicar qualquer direito de exercer actividades ou praticar actos que visem a destruição dos direitos ou liberdades por ela reconhecidos, ou restrições maiores desses direitos e liberdades que as previstas na presente Carta.</div>
<p></p>
<p>Isto significa que a mais ninguém, à excepção do corpo político que se auto-intitula como sendo o &#8220;representante da vontade geral”, é permitido criticar ou colocar em causa, nomeadamente, o artigo 52. Não só as liberdades e garantias podem ser coarctadas a qualquer momento e de forma &#8220;legal&#8221;, como qualquer crítica ou acção política que coloque em causa essa restrição das liberdades é considerada ilegal.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O lóbi gay europeu já ultrapassa o razoável]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/18/o-lobi-gay-europeu-ja-ultrapassa-o-razoavel/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 10:06:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/18/o-lobi-gay-europeu-ja-ultrapassa-o-razoavel/</guid>
<description><![CDATA[Numa altura em que existe uma verdadeira catástrofe demográfica na União Europeia, o parlamento euro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Numa altura em que existe uma <a href="http://www.ipfe.org/Report_evolution_on_the_family_in_Europe_2009.pdf" target="_blank">verdadeira catástrofe demográfica</a> na União Europeia, <b><a href="http://wp.me/pGCiH-B" target="_blank">o parlamento europeu preocupa-se com o facto de a Lituânia proibir a propaganda cultural homossexual a crianças e adolescentes.</a></b></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A União Europeia ameaça expulsar a Lituânia porque este país não promove a homossexualidade entre as crianças]]></title>
<link>http://avidacusta.wordpress.com/2009/11/18/a-uniao-europeia-ameaca-expulsar-a-lituania-porque-este-pais-nao-promove-a-homossexualidade-entre-as-criancas/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 09:49:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://avidacusta.wordpress.com/2009/11/18/a-uniao-europeia-ameaca-expulsar-a-lituania-porque-este-pais-nao-promove-a-homossexualidade-entre-as-criancas/</guid>
<description><![CDATA[A Lituânia, como país e nação independente, foi ameaçada pela União Europeia de suspensão como país ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Lituânia, como país e nação independente, <a href="http://www.artsandammo.com/2009/11/16/taking-on-heterophobia/" rel=" nofollow " target=" _blank ">foi ameaçada pela União Europeia de suspensão como país aderente</a> porque o parlamento daquele pequeno país aprovou uma lei que proíbe a <b>promoção cultural</b> da pornografia, poligamia, da homossexualidade e bissexualidade em relação a crianças e adolescentes com menos de 18 anos. A lei lituana, que deve entrar em vigor em Março de 2010, abrange os meios de comunicação social ― vulgo me®dia ― e a publicidade. O que pode parecer espantoso é que a União Europeia ameace de expulsão um país só porque quer proteger as suas crianças e promover uma educação saudável dos seus adolescentes.<br />
<!--more--><br />
Este tipo de intromissão do parlamento europeu nas questões culturais e educacionais de um país pequeno como é a Lituânia, tem um paralelo com a decisão do “tribunal europeu dos direitos humanos” em proibir os crucifixos nas escolas públicas italianas apesar de várias sondagens realizadas em Itália terem demonstrado que mais de 80% dos italianos concordam com a presença dos crucifixos nos estabelecimentos públicos de educação. Ao mesmo tempo que um tribunal europeu que se diz dos direitos humanos pune a Itália por ser cristã, <a href="http://www.cbn.com/cbnnews/world/2009/September/School-Ordered-to-Provide-Muslim-Prayer-Room/" target=" _blank ">um tribunal alemão obriga a que uma escola secundária em Berlim tenha uma sala especial para oração dos filhos dos muçulmanos imigrantes. </a></p>
<p>O que vemos aqui, é a União Europeia a proibir a manifestação religiosa do cristianismo que serviu de fundação à nossa civilização, proteger a prática de outras religiões que não a religião cristã, ao mesmo tempo que pretende promover a divulgação da pornografia e de outros comportamentos sexuais anómalos e parafilias entre as nossas crianças. <span style="background:yellow;" />Proíbem-se crucifixos, obrigam a prática do islamismo, e faz-se a propaganda do comportamento homossexual nas escolas;</span> e o país que não concordar com essa política, é ameaçado de expulsão da União Europeia. </p>
<p>No meio da irracionalidade da União Europeia, chegam-nos números concretos que fazem apelo à realidade e à razão. Na União Europeia,</p>
<ul>
<li>8 em cada 10 nascimentos, são de filhos de imigrantes</li>
<li>o crescimento da população europeia autóctone (não imigrante) é 12 vezes inferior à dos Estados Unidos</li>
<li>os imigrantes são já 30 milhões, representando 6% da população da União Europeia a 27 países (UE27)</li>
<li>A Europa está a envelhecer: a população com mais de 65 anos já é superior à população com menos de 14 anos. 5% da população tem mais de 80 anos</li>
<li>Em 2050, a União Europeia a 27 terá menos 28 milhões de pessoas, mesmo com a imigração e filhos de imigrantes; só a Alemanha terá menos 8 milhões de pessoas.</li>
<li>A taxa de natalidade por mulher na UE27 é de 1,38 ― muito abaixo da taxa de reposição necessária de 2,1 crianças por mulher, enquanto que a mesma taxa nos Estados Unidos é de 2,09. Para que a Europa possa aspirar (ainda) a uma reposição populacional, teria que ter uma taxa média de 2,3 crianças por mulher. </li>
<li>Em Portugal, a taxa de natalidade é de 1,34 crianças por mulher</li>
<li>na UE27, acontece um aborto em cada 25 segundos</li>
<li>na UE27, em cada 3 minutos acontece um aborto de uma adolescente</li>
<li>Todos os anos, na UE27, a população abortada é igual ao conjunto da população do Luxemburgo e de Malta</li>
<li>Desde 1990, na UE27 já foram abortadas 28 milhões de crianças ― 6 vezes mais do que as vítimas do holocausto nazi.</li>
<li>Em 28 anos (1980 a 2008), os números de pessoas que contraíram o casamento baixaram em 24%</li>
<li>Em cada 30 segundos que passam, acontece um divórcio na UE27</li>
<li>Em cada dois casamentos na UE27, um acaba em divórcio</li>
<li>Uma criança em cada três é filha de mãe solteira que muitas vezes nem sabe quem é o pai da criança (dois milhões de crianças por ano nesta situação)</li>
</ul>
<p>Ver mais informação (inglês) em :</p>
<p><b><a href="http://www.ipfe.org/Report_evolution_on_the_family_in_Europe_2009.pdf" target=" _blank ">http://www.ipfe.org/Report_evolution_on_the_family_in_Europe_2009.pdf</a></b></p>
<hr width=" 500 ">
<p>No meio disto tudo, a União Europeia está muito preocupada com o parlamento da Lituânia que proíbe a propaganda gayzista nas escolas e em sítios públicos; <span style="color:red;font-weight:700;">a grande preocupação do parlamento europeu é o facto de a Lituânia se recusar a ensinar as suas crianças a irem tomar no cu!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O debate sobre o putativo “casamento” gay no Prós e Contras de ontem]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/17/o-debate-sobre-o-putativo-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-gay-no-pros-e-contras-de-ontem/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:25:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/17/o-debate-sobre-o-putativo-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-gay-no-pros-e-contras-de-ontem/</guid>
<description><![CDATA[Gostaria de dar aqui os parabéns ao professor Bacelar Gouveia, e ao causídico e jurista Ribeiro e Ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
Gostaria de dar aqui os parabéns ao professor Bacelar Gouveia, e ao causídico e jurista Ribeiro e Castro, ambos deputados ao parlamento nacional, pela paciência e pela compaixão que demonstraram no “programa da Fatinha” de ontem. </p>
<p>Ontem vimos em directo na televisão o que é realmente o lóbi político gay, como funciona e que instrumentos políticos e psicológicos usa. Um desses instrumentos psicológicos ― <strong><a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/080314dce.html" target="_blank">a estimulação contraditória</a></strong> ― foi utilizada várias vezes pelo ministro socialista, Jorge Lacão, nomeadamente em duas afirmações imbuídas de uma “autoridade de direito” que lhe confere o cargo de ministro: </p>
<ul>
<li>a primeira, a de que, <i>“em termos jurídicos, não existe nenhuma relação entre o casamento e a adopção de crianças”</i>; </li>
<li>a segunda, a  de que <i>“o ‘casamento’ gay não leva necessariamente à adopção de crianças por duplas de gays”</i></li>
<p>.</ul>
<p><!--more--><br />
Qualquer português com inteligência mediana verificou <i>in loco</i> que a equiparação do “casamento” gay ao casamento natural (entre uma mulher e um homem) irá inexoravelmente instituir a adopção de crianças por duplas de avantesmas, o que significa que as crianças adoptadas iriam deixar de ter um pai e uma mãe para passarem a ter dois pais ou duas mães, sendo que os dados relativos aos laços genéticos e biológicos dessas crianças assim adoptadas seriam “apagados” do sistema &#8212; <span style="background:yellow;" />sendo que os únicos laços que um ser humano não pode anular na sua vida são os laços genéticos e biológicos que definem a família natural. </span></p>
<p>O que Jorge Lacão defendeu, utilizando a sua suposta autoridade de direito, foi a erradicação da <i>verdade de facto</i> no que respeita à vida dessas crianças ― trata-se de uma postura política para-totalitária, na esteira da república de Platão, que resultaria, na prática, na atribuição de direitos especiais a uma minoria em detrimento, não só da maioria, mas também e essencialmente de crianças que não podem afirmar os seus direitos sem o apoio do Estado que, neste caso, se propõe sacrificar esses mesmos direitos das crianças no altar do politicamente correcto (e da loja maçónica).</p>
<p>Grave é também o tipo de argumentação <i>ad baculum</i> por parte de uma minoria: <i>“que se lixe a opinião do povo e da sociedade porque nós vamos impôr à maioria a nossa agenda política como nos der na real gana”</i>. O argumento de uma legitimidade política que não existe nesta matéria é escorado em um maniqueísmo de uma <i>falsa dicotomia</i> que falaciosamente se estabelece entre os que são contra <i>“os pobrezinhos dos gays que não têm nenhuns direitos e são comparados aos pretos do século XVI”</i>, e o argumento <i>ad novitatem</i> de uma pretensa superioridade moral exclusivista dos progressistas que são pela justiça contra os “retrógrados da moral”. </p>
<p>Um preto sempre foi um ser humano como foi o branco; por isso, se os brancos tinham direitos, os pretos deveriam ter direitos iguais. Comparar os direitos dos pretos, como seres humanos,  à reivindicação de gays em “casar” para adoptar crianças, é insultuoso para os pretos.</p>
<p>Ao longo da História, sempre existiram mulheres com direitos iguais ou superiores aos homens ― desde Cleópatra à rainha Vitória de Inglaterra, passando por muitas outras mulheres como a nossa rainha D. Amélia ou a Duquesa de Mântua. Portanto, o que se fez no século XX foi estender os direitos, que algumas mulheres tinham tido já ao longo da História, a todas as mulheres ― seguindo um precedente histórico.</p>
<p><span style="background:yellow;" />Em contraponto, nunca existiu o “direito” dos homossexuais ao casamento e à consequente adopção de crianças.</span> </p>
<p>A imposição ― através da força do Estado, e contra a vontade da esmagadora maioria do povo, por parte de forças políticas totalitarizantes ― de privilégios a uma minoria em nome de putativos “direitos” que nunca existiram historicamente como tal, essa imposição é sempre nula na medida em que, parafraseando Rousseau, <i><b>“um direito que caduca quando a força acaba nunca é um direito digno desse nome”</i></b> [Do Contrato Social, 1,3]. Não se trata de um direito, mas de um privilégio atribuído a uma minoria, à revelia do povo; nunca o povo português irá reconhecer um “direito” especial atribuído a uma minoria cultural ― e em detrimento dos direitos da criança ― que nunca existiu na História da Humanidade e que lhe é imposto pela força.
</div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A importância da cultura sobre os genes e sobre o meio-ambiente]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/15/cultura-gay/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:19:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/15/cultura-gay/</guid>
<description><![CDATA[Estudos científicos recentes demonstram que, mais importante que uma pré-disposição genética qualque]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Estudos científicos recentes demonstram que, mais importante que uma pré-disposição genética qualquer, e mais importante que o meio-ambiente ― em termos estritamente de “natureza onde se vive” ―, a <b>cultura</b> dos povos (ou de uma comunidade ou mesmo de uma família) assume um papel mais importante na estruturação dos comportamentos nos adultos. Isto significa, literalmente, que <b>a cultura exerce uma influência interna que altera a expressão dos genes</b>. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dotted black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:white;line-height:16px;padding:10px;">
« The missing variable from the original equation is culture—not merely as an environmental influence, but as <b><u><a href="http://trueslant.com/daviddisalvo/2009/11/13/when-its-culture-vs-genes-put-your-money-on-culture/" target=" _blank ">an internalized influence that alters gene expression from the inside out</a></u></b>. »
</div>
<p></p>
<p>Portanto, o argumento segundo o qual a adopção de crianças por duplas de gays <b>não interfere</b> com o futuro comportamento das crianças nessa situação, <span style="background:yellow;" />está cientificamente desacreditado</span>, ou seja, é uma mentira propalada pela agenda política gayzista. A adopção de crianças por gays tem como objectivo formatar os comportamentos sexuais ― independentemente das definições e pré-disposições genéticas! ― exercendo sobre a natureza genética e natural das crianças uma pressão cultural que as altere na sua expressão. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O “casamento” gay e a estimulação contraditória]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/14/o-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-gay-e-a-estimulacao-contraditoria/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 05:43:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/14/o-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-gay-e-a-estimulacao-contraditoria/</guid>
<description><![CDATA[O texto de Maria José Nogueira Pinto que publiquei ontem (já tinha publicado um outro texto dela) re]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
O <a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/02/23/o-%e2%80%9ccasamento%e2%80%9d-gay-segundo-maria-jose-nogueira-pinto/" target=" _blank ">texto de Maria José Nogueira Pinto</a> que publiquei ontem (já tinha publicado <a href="http://espectivas.files.wordpress.com/2009/02/casamento-gay-maria-jose-nogueira-pinto.pdf" target=" _blank ">um outro texto dela</a>) remete-nos para um processo político intencional de irracionalização das massas através da <i>estimulação contraditória</i>. <a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/080314dce.html" target=" _blank ">Escreve Olavo de Carvalho</a> acerca da estimulação contraditória:<br />
<!--more--><br />
</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
« O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 &#8211; 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes. »</div>
<p></p>
<p><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/lobotomy-in-progress.jpg" alt="lobotomy-in-progress" title="lobotomy-in-progress" width="250" height="384" class="alignleft size-full wp-image-13813" />Este processo de massificação política da estimulação contraditória não é de agora; teve o seu início na aplicação política em meados do século XIX (a sua origem ideológica foi identificada por Eric Vögelin  no século XII através da profecia dos “três reinos” de Joaquim de Fiore) , atingiu o seu auge com o nazismo e o comunismo e,  com a derrota do nazismo, a Europa ocidental parecia ter-se livrado ― pelo menos, parcialmente ― de um sistema de religião-política intramundana que faz da estimulação contraditória um dos principais meios de anexação da individualidade humana. Com a queda do muro de Berlim, os marxistas que viviam a Ocidente ― basta saber que Durão Barroso, que preside à Comissão da União Europeia, militou num partido maoísta ― saíram do armário e têm contribuído activamente para este clima de imposição do absurdo na política que paralisa as consciências mais vulgares. </p>
<p>Por outro lado, a maçonaria portuguesa ― seguindo o exemplo da maçonaria espanhola ― encontra-se em avançado estado de degradação moral, que se acentuou desde que, há pouco mais de uma década, termos todos assistido “à guerra das lojas maçónicas” em Lisboa que chegou ao ponto de vermos uma loja maçónica incendiada alegadamente por membros de uma outra loja rival. Existe, portanto, uma conjunção multilateral de esforços ― que não é necessariamente concertada, e que inclui uma certa plutocracia seriamente comprometida com grupos internacionais como o CFR e Bilderberg ― que tem levado, desde o princípios dos anos 90, a uma aceleração de um processo político-religioso de imposição do absurdo às massas, nomeadamente  através da estimulação contraditória, tendo como objectivo a abdicação do pensamento e do raciocínio individual. </p>
<p>A própria construção do leviatão europeu denota essa conjunção múltipla de esforços no sentido de imposição de uma nova religião política intramundana ― e digo “nova” porque a História, em princípio, não se repete. Chamar à União Europeia de “leviatão” não é um excesso formal. A diferença entre o leviatão de Hobbes e o leviatão europeu que se consumou com o tratado de Lisboa, é que enquanto no primeiro existia o soberano absolutista que era o intermediário entre a vontade de Deus e os seus súbditos, no segundo Deus foi decapitado; uma demonstração deste facto está na decisão do tribunal europeu dos direitos humanos que impôs ao povo italiano, contra a vontade de uma esmagadora maioria dos cidadãos, a decapitação do Deus transcendente que pretende impôr, em Sua substituição, uma religião política intramundana. Aliás, a decapitação de Deus vem já dos totalitarismos do início do século XX com excepção do fascismo italiano que se mostrou muito mais espiritualizado do que o nazismo e o comunismo ― o leviatão europeu nada mais está a fazer do que seguir os passos ideológicos desses totalitarismos. </p>
<p>Enquanto que o nazismo invocava o sangue [a raça] e a terra pátria para impôr o absurdo aos seus cidadãos através da estimulação contraditória sistematizada pelo “terceiro reino” preconizado por Joaquim de Fiore, o comunismo invocava a construção do “paraíso na terra” que o mesmo monge tinha prognosticado, e o fascismo italiano consumava o DVX de Fiore (o <em>&#8220;500, 5 e 10&#8243;</em> de Dante) que se consubstancia no soberano absoluto de um Estado que transformava os seus súbditos em peças de uma engrenagem que serve um fim superior ao indivíduo. </p>
<p>Aquilo que o cristianismo (e as diferentes igrejas cristãs) sempre defendeu, que é o direito da comunhão directa do indivíduo com Deus, foi, em primeiro lugar e através do leviatão de Hobbes, retirado ao súbdito e delegado no soberano absoluto que passou a ser o mediador entre Deus e a “pessoa colectiva” a que passou a pertencer o indivíduo; em segundo lugar, com os totalitarismos do século XX, o soberano absoluto passou a ser, ele próprio, o elemento catalizador de uma religião política sem Deus e que tinha como substância o sentido sagrado do mundo, em que  Deus vive no próprio homem através da soberania e em que o Estado (ou leviatão) se transforma na própria igreja. </p>
<p>Na construção do actual leviatão europeu, as características da religião política intramundana dos totalitarismos do século XX mantêm-se, e o próprio leviatão transformou-se simbolicamente no &#8220;soberano&#8221; de Hobbes e dos totalitarismos do século passado. A diferença essencial é que a estimulação contraditória já não se faz com apelos à guerra ou ao ódio, mas apelando à justiça e ao amor quando se trata, na realidade, de fazer impôr às massas a primazia do instinto sobre a razão através da sistematização jurídica da estimulação contraditória . </p>
<p>É assim que em nome da justiça, 84% dos italianos são totalmente obliterados por uma decisão de um tribunal europeu que considera que o plebiscito não é a vontade objectiva do povo mas antes a expressão de uma subjectividade arbitrária ― e é assim que o referendo irlandês seria repetido as vezes necessárias ― e o próprio povo irlandês percebeu isso ―  até que o resultado do plebiscito pudesse confirmar a vontade do soberano (o leviatão) como sendo a vontade objectiva do povo. </p>
<p>É neste <i>puzzle</i> de implementação de uma religião política herdeira dos totalitarismos do passado recente que se encaixa o “casamento” gay e a adopção de crianças progénitas e não progénitas por duplas de gays. Através da estimulação contraditória e dos simbolismos da renovada religião política do leviatão de Hobbes, e em que vão a jogo um conjunto de vontades por vezes até antagónicas, se vai fazendo a injustiça em nome da justiça, a irracionalidade em nome da razão, a obliteração de direitos individuais em nome do interesse supremo da “pessoa colectiva”, <a href="http://grainofsalt.renewingminds.com/?p=140" rel="nofollow" target="_blank">a aplicação sistemática do mito</a> que sustente um argumento <i>circulus in demonstrando</i> contra o cristianismo como representante da <i>ecclesia</i> a destruir em nome da construção de uma nova <i>ecclesia</i> intramundana, ao mesmo tempo que se protege o islamismo poligâmico que condena à pena de morte os homossexuais nos seus países de origem. </p>
<p>Vivemos no reino da estimulação contraditória; se Kafka vivesse, mudava o nome do seu livro de “Processo” para “Europa”. A estimulação contraditória remete-nos para a inadequação de um certo pensamento que se pretende, alegadamente, lógico ao real mas que nos faz pensar no episódio de “O Rinoceronte”, de Ionesco, onde, enquanto vários rinocerontes circulam pela cidade, um representante da religião política oficial e única, vem responder às angústias dos habitantes através de silogismos. E quando dois milhões de portugueses estão no limiar da pobreza, a religião política do leviatão quer impôr,  contra a opinião da maioria do povo, o “casamento” gay e a adopção de crianças por duplas de gays. Eis um bom exemplo de estimulação contraditória.
</p></div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A coisificação da criança", por Maria José Nogueira Pinto]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/13/a-coisificacao-da-crianca-por-maria-jose-nogueira-pinto/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 19:58:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/13/a-coisificacao-da-crianca-por-maria-jose-nogueira-pinto/</guid>
<description><![CDATA[« No recente estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, 45,5% dos inquiridos concordam com o cas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p></p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
« No recente estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, 45,5% dos inquiridos concordam com o casamento homossexual, contra 49,5%, que se opõem. Contudo, à pergunta &#8220;E com a adopção por casais homossexuais?&#8221;, o resultado do &#8220;não&#8221; (68,4%) mais que triplica o do &#8220;sim&#8221; (21,8%).<br />
<!--more--><br />
<a href="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/criancas.jpg"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/criancas.jpg" alt="criancas" title="criancas" width="316" height="309" class="alignright size-full wp-image-13804" /></a>Um número significativo dos inquiridos &#8211; embora não maioritário &#8211; concorda que a união de duas pessoas do mesmo sexo possa ser integrada na categoria de um casamento civil, porque, julgam eles, o contrário significaria uma discriminação. Não têm tempo, paciência ou liberdade de espírito para pegar na questão e pô-la no seu lugar certo, nem que seja por um mero exercício intelectual: <span style="background:yellow;" />não há discriminação quando se trata diferentemente o que é diferente, nem o que é diferente passa a ser igual através da alteração de alguns artigos do Código Civil. </span></p>
<p>A única consequência será destituir de qualquer sentido o casamento civil, que, ao perder os seus pressupostos e objectivos, fica reduzido a um contrato subtraído à liberdade contratual das partes, por uma inexplicável ingerência do Estado. Porque se duas pessoas do mesmo sexo se podem casar não há razão para proibir o casamento a termo certo (5, 10, 20 anos) ou o casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e dois homens). Fazia mais sentido a devolução deste contrato às partes, hetero ou homossexuais, permitindo que cada um estabelecesse livremente o modelo da sua união. </p>
<p>Quanto à segunda pergunta, isto é, se concorda ou não que casais homossexuais adoptem crianças, quase metade dos que antes diziam &#8220;sim&#8221; ao casamento dizem, agora, &#8220;não&#8221; à adopção. É que enquanto o casamento só envolve os próprios, a adopção implica terceiros, crianças que não têm capacidade de exprimir a sua vontade e, por isso, precisam de quem as represente. Ora, sendo ao Estado que compete esta função, e sendo o Estado, ele próprio, o legislador, na prática as crianças ficam sem representante que defenda o seus superiores interesses. Aqui a situação complica-se e, à cautela, quem antes dizia sim passa a dizer não.<br />
A ausência de debate permitiu que uns ocultem, e muitos desconheçam, um inexorável nexo de causalidade: o casamento dos homossexuais acarretará, automaticamente, o direito a adoptarem. Também aqui, basta um mero exercício intelectual. </p>
<p>De facto, assentando a iniciativa legislativa no princípio da igualdade, uma vez esta estabelecida por lei, não poderá manter-se uma <em>capitis diminutio</em> em nome da diferença. Porque é ela &#8211; a diferença &#8211; que cria dúvidas quanto à adopção, dúvidas que terão de ser engolidas após a aprovação da lei sob pena de se estar a consagrar casamentos de primeira e casamentos de segunda, ao arrepio de todo o discurso oficial e, julgo mesmo &#8211; agora sim -, da Constituição.</p>
<p>É esta a verdadeira questão. Não estamos perante um mero exercício intelectual, nem no âmbito restrito da contenda política. É mais grave, é mais sério. As crianças adoptáveis são crianças privadas, por diversos motivos, dos seus pais biológicos. Vêm de famílias tão ausentes que se tornaram inexistentes e são entregues à tutela do Estado, a quem compete providenciar um novo projecto de vida que passa pela realização do direito de cada criança a ter um pai e uma mãe adoptivos, na falta dos biológicos. A tarefa é enorme e só quem nunca lidou com estas crianças, os seus percursos, as dúvidas e angústias na construção de um novo destino assente no respeito absoluto pelo melhor interesse de cada uma delas, pensa que uma promessa eleitoral transformada em lei pelo Parlamento, sem um maior escrutínio da sociedade, pode varrer todos os valores e princípios que enformam o sistema de protecção dos menores.</p>
<p>Esta lei pode ser a consagração da &#8220;coisificação&#8221; das crianças, a sua utilização como uma coisa, um adorno de uma mera simbologia. Uma irresponsabilidade atroz para a qual ninguém recebeu mandato. »
</p></div>
<p></p>
<hr width="500">
<p>Artigo escrito por Maria José Nogueira Pinto (Diário de Notícias) &#8212; respigado <a href="http://paroquiadebelinho.blogspot.com/2009/11/coisificacao-da-crianca.html" target="_blank">aqui</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por este andar, qualquer dia vai ser obrigatório]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/12/por-este-andar-qualquer-dia-vai-ser-obrigatorio/</link>
<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 23:30:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[José Pacheco Pereira diz que “a questão da proibição do incesto” é um argumento ad terrorem, mas não]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="float:left;color:#D4D4C7;font-size:100px;line-height:70px;padding-top:2px;font-family:Times, serif, Georgia;">J</span>osé Pacheco Pereira <a href="http://abrupto.blogspot.com/2009/02/coisas-da-sabado-casamentos-e.html" rel="nofollow" target="_Blank">diz que “a questão da proibição do incesto”</a> é um argumento <i>ad terrorem</i>, mas não diz por quê, o que pode em si mesmo significar um argumento <i>ignoratio elenchi</i> uma vez que o argumento utilizado não leva <b>objectiva</b> e necessariamente à conclusão por ele invocada. </p>
<p>Estou de acordo com a essência do postal. O argumento da “não obrigatoriedade da procriação no casamento” ― invocado pela agenda política que defende (entre outras coisas) o “casamento” gay, para além de poder invocar legitimamente &#8220;outras formas&#8221; de &#8220;casamento&#8221; ―  é desmontado <strong><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/08/09/o-argumento-da-nao-obrigacao-da-reproducao-no-casamento/">aqui</a></strong>. </p>
<p>E não existe a possibilidade retirar  “a instituição do casamento do seu contexto religioso, histórico, cultural e civilizacional” sem alterar a “religião” de Estado ― e mesmo que a religião de Estado (no sentido intramundano e não no sentido transcendental ou divino, obviamente) seja alterada, o casamento teria que ser estritamente definido, de algum modo, de acordo com essa nova religião de Estado. O problema é saber se essa nova “religião de Estado” não pretende ser uma nova forma de “monoteísmo absolutista”, ou se continuaria aberta à diversidade do “politeísmo” que apregoa, correndo o risco de se colocar em causa a si mesma. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RAFAEL REIG, ¿se fué o lo echaron?. ¿O lo depuraron?]]></title>
<link>http://commentatio.wordpress.com/2009/11/09/rafael-reig-%c2%bfse-fue-o-lo-echaron-%c2%bfo-lo-depuraron/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 13:26:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Admin</dc:creator>
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<description><![CDATA[Un montón de gente está preguntándose por qué Rafael Reig ha abandonado el diario Público, cuando er]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Un montón de gente está preguntándose por qué Rafael Reig ha abandonado el diario <a href="http://www.publico.es/" target="_blank" title="Publico">Público</a>, cuando era uno de sus mejores exponentes y, si me apuran, hasta una garantía de su -¿anterior?- independencia. Alguna se ha dirigido al propio diario y han formulado la pregunta, con el texto que reproduzco a continuación y que también valdría como manifiesto:</p>
<blockquote><p><strong>Una voz menos</strong></p>
<p>La crítica permite avanzar. Sin crítica una sociedad está ciega, un gobierno pierde todo horizonte. La aparición de un periódico como <em>Público</em> entre los grandes medios de comunicación hizo que durante un tiempo ciertas versiones falsas de la realidad se toparan con un espacio de contraste. La mentira ya no sólo era puesta al descubierto en iniciativas dispersas que se encontraban a través de la red, sino que además había un proyecto empresarial capaz de entrar en la batalla de la verdad.</p>
<p>Sería absurdo pretender que una empresa no es una empresa y que un gran medio de comunicación no tiene hipotecas, presiones, lealtades justas e injustas. Pero con <em>Público</em> se abrió la posibilidad de la contradicción que permite avanzar.</p>
<p>Tal vez un día esa posibilidad había estado en otros grandes medios. Varias generaciones se habían formado confiando en que así era. Pero la deriva de los últimos años de los principales periódicos nacionales había acabado con la confianza de millares de lectores y lectoras. Y <em>Público</em> empezó, y llegaron voces nuevas, argumentos diferentes. Algunas de esas voces procedían de medios en los que ya no tenían espacio para decir algo que no fuera el interés enmascarado, y a veces ni siquiera enmascarado, de un departamento de prensa público o privado, otras no.</p>
<p>Rafael Reig era una de esas voces. Más allá del sentido del humor, de su capacidad para no incurrir en el tópico, de su talento para abordar los asuntos desde ángulos no previstos, etcétera. Ninguno de esos rasgos es relevante ahora, pues por ninguno de ellos ha sido apartado de la sección de Opinión. Todos ellos se le reconocían y suponemos que fueron los que hicieron que se le invitara a trabajar para la sección de Cultura. Lo que sí es relevante, lo que es insólito en el mundo periodístico y cultural español es una critica argumentada y, de verdad, independiente. Rafael Reig criticaba al gobierno tanto como a la oposición, y esto es lo que, al parecer, no se tolera. Es posible atacar una vez más a Aznar, a Rajoy, a Esperanza Aguirre pero si en cambio la crítica argumentada desde la izquierda se dirige a quien está ejerciendo el poder, ¿qué ocurre? ¿Se confía tanto en el poder que se espera que avance a ciegas, sin dar explicaciones, sin razonar, sin escuchar a quien difiere y lo hace con criterio?</p>
<p>Una empresa es una empresa es una empresa. No cabe, por tanto, hablar en este caso de censura sino de la libertad de quien dispone de la fuerza de trabajo de los demás para prescindir, cuando así lo desea, de ella. Pero un periódico es un periódico. No es, al parecer, exactamente una empresa, no se fabrican opiniones, razones, argumentos, en vano. Por lo tanto, sería quizá necesario que se explicara por qué se ha desalojado de las páginas de Opinión a una de las pocas voces críticas que hay en ese periódico. Habrá muchas personas que digan: de qué extrañarse, si ya sabemos que es así, si ya conocemos los límites, si la libertad de expresión es sólo apariencia de libertad, y pertenece sólo a quienes pueden pagársela.</p>
<p>Pero nos extrañamos. Nos extrañamos porque la sociedad avanza también por las palabras que dice defender. Porque la arbitrariedad cercena lo público. Porque es absurdo que un periódico haga suyas las voces de Gramsci o Rosa Luxemburgo y después actúe como si las únicas voces que en realidad le importan fueran las del inversor, el jefe y el banquero. Porque es incongruente y grave muestra de irresponsabilidad que un medio de comunicación que había hecho un hueco al compromiso informativo y la disonancia certera no entienda que es precisamente eso -y no más manipulación y más ruido- lo que demanda un sector no desdeñable de la sociedad española. Nos extrañamos y nos preocupamos.</p>
<p>Los lectores eligen el periódico que quieren leer. Pero los periódicos eligen también a sus lectores eligiendo a sus colaboradores. Después de muchos años de opinión vestida de información, de cinismo de derechas con ropajes socialdemócratas, muchos lectores y lectoras atisbaron un espacio capaz de ganarse su propia legitimidad, un periódico que, a pesar de los pesares, podían empezar a considerar un poco suyo, nuestro. Ahora, con una decisión como ésta, necesitamos saber. ¿No hay ningún periódico en España que necesite lectores responsables, críticos, exigentes, comprometidos, incómodos? Cada periódico elige a quién se dirige; nos preguntamos si con gestos como éste <em>Público</em> se suma al deslizamiento de otros periódicos que levantaron esperanzas en la transición y ahora sólo son portavoces del dinero, gobiernos o empresas mediante.</p>
<p><em>Santiago Alba, Belén Gopegui, Antonio Orejudo, Lorenzo Silva, Pascual Serrano, Constantino Bértolo, Carlos Fernández Liria, Marta Sanz, Carlos Sánchez Almeida, Carlo Frabetti, Julio Anguita, José Manuel Naredo, Claudio López de Lamadrid, Joaquín Miras, Cecilia Dreymüller, Francisco Fernández Buey, Josep Bel i Gallart , Luis Magrinyá, Alberto Olmos, Ignacio Echevarría, César de Vicente, Javier Maqua, Enrique Falcón, Javier Azpeitia, Vicente Romano, Andrés Linares, Bonifacio Perales, María Jesús Martín-Ampudia, Salvador Gutiérrez Solís, Sofía García-Hortelano Martín-Ampudia, Manuel Martínez Llaneza, Irene Amador, Felícitas Velázquez Serrano, Juan Ramón Sanz, Javier Parra Molina, Ángeles Diez Rodríguez, Julio Castro Jiménez, Ricardo Rodríguez del Río, Salvador López Arnal, Manuel Talens, Elvira Navarro, Matías Escalera, Francisco Frutos Gras, Susana Oviedo, Milo J. Krmpotic, Toni Iturbe, Lara Moreno, Julia Gutiérrez Arconadam, Ángela Molina, Benito Rabal Balaguer, Ginés Fernández González, Pedro Marset Campos, José Luis Centella Gómez, Felipe Alcaraz, Maite Mola, Fernando Sánchez, Antonio Antón, David Becerra, Eva Díaz Pérez, Mario Cuenca Sandoval, Nicolás Alberto González Varela, Eva Fernández Martínez, Gerardo Tudurí Roldán, Sonia Pina Linares, Alfredo Cardo Cañizares, Flor Fernández Martínez, Alberto García-Teresa, Jordi Torrent Bestit, Silvia Casado, Sandra Ávila, Juan Manuel Morales, Julio J. Hellín, José María San José, Edgardo Dorby, Carlos Martínez, Bernardo Muniesa Brito, José Luis Moreno Pestaña, Luis Zarapuz, Mariano López Monreal, Félix López García, Manuel Ariza Gil-Pérez, Luis Fernández de Troconiz, José Carrión Andaluz, Iban Zaldua</em></p>
</blockquote>
<p>Mucha otra gente se está sumando a este escrito en la red, en muchos blogs, en muchas conversaciones. Naturalmente yo también. Público no ha publicado esta carta. Ni la ha contestado.</p>
<p>Aún debe seguir activa la posibilidad de negocio -absorción- del paquete Mediapro con Prisa&#8230;</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Les dejo otras interpretaciones, no tan suaves. Hay más: busquénlas si les apetece.</p>
<p>Bárbara, en <a href="http://dameunatregua.blogspot.com/2009/11/la-censura-de-reig-o-como-ningunear-al.html" target="_blank" title="Dame una tregua, sobre Reig">Dame una tregua</a>.</p>
<p>Jose Almeida, en <a href="http://discursiones2.blogspot.com/2009/11/sobre-el-despido-de-reig-y-la-deriva-de.html" target="_blank" title="Discursiones, sobre Reig">Discursiones</a></p>
<p>Manolo Lay, en <a href="http://manololay.com/blog/?p=2811" target="_blank" title="Manololay, sobre el Reig">Manololay</a></p>
<p>Carlos Martinez, en <a href="http://nmadnews.wordpress.com/2009/11/08/rafael-reig-depurado-por-rojo-por-el-diario-publico/" target="_blank" title="Naturallymadnews/Kaos, sobre Reig">Naturallymadnews/Kaos en la red</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afinal, somos um país de "homófobos desnaturados"]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/09/afinal-somos-um-pais-de-homofobos-desnaturados/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:07:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Está a decorrer um fórum na TSF sobre o &#8220;casamento&#8221; gay. É extraordinário como a esmagad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Está a decorrer um fórum na TSF sobre o &#8220;casamento&#8221; gay. É extraordinário como a esmagadora maioria dos participantes pensam [espontaneamente] como eu &#8212; desde camionistas, empregados de balcão, técnicos e mesmo intelectuais.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[José Carlos Malato]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/08/jose-carlos-malato/</link>
<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 18:52:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2009/11/08/jose-carlos-malato/</guid>
<description><![CDATA[Clique na imagem Eu considero o José Carlos Malato um dos membros mais perigosos da comunicação soci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_13717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 599px"><a href="http://publico.pt/Mundo/sondagem-84-por-cento-dos-italianos-favoraveis-aos-crucifixos-nas-escolas_1408929"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/italia-sondagem.jpg" alt="italia-sondagem" title="italia-sondagem" width="589" height="274" class="size-full wp-image-13717" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na imagem</p></div>
<hr width="500">
<!--more--><br />
</p>
<div style="font-size:11px;line-height:18px;">
<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2009/11/malato-gay.jpg" alt="malato-gay" title="malato-gay" width="345" height="468" class="alignright size-full wp-image-13710" />Eu considero o José Carlos Malato um dos membros mais perigosos da comunicação social porque como jornalista e comentador se esconde por detrás da narrativa para ignorar os factos, e como comunicador de televisão faz tudo ― por detrás de um cinismo sorridente ― para promover uma determinada agenda bem conhecida de pensamento único, e portanto, totalitária. José Carlos Malato não se aguentaria muito tempo em um debate ideológico escrito ― não precisava de falar com ele ― comigo, e eu nem sequer sou grande coisa. </p>
<p>Escreveu ele no 24 Horas de hoje, defendendo a resolução do “tribunal europeu dos direitos humanos” acerca da retirada dos crucifixos em Itália :</p>
<div style="margin-left:10em;width:450px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;line-height:16px;padding:10px;">
« Daqui a 40 anos talvez saia uma outra resolução qualquer, emanada de outro organismo qualquer, que advirta os pais do <b>perigo de educarem</b> os seus filhos em conformidade com as suas convicções religiosas antes de os pequenos conseguirem pensar e decidir pela sua própria cabeça. Quando isto acontecer, metade dos problemas que hoje afligem o mundo estarão resolvidos. De verdade. »</div>
<p></p>
<p>Eu não posso sequer pensar que um idiota tivesse conseguido a proeminência que o Malato tem na comunicação social. Não seria racional da minha parte colocar essa hipótese. Mas que Carlos Malato usa de má-fé e de manipulação retórica, isso usa ― o que não faz dele um idiota mas um facínora. Antes fosse idiota.</p>
<p>Naturalmente que se os pais não “encherem a cabeça” dos pequenos com “convicções religiosas”, fica mais fácil “enrabar” ― em sentido figurado, bem-entendido ― os miúdos, pela simples razão de que <b>não é possível uma educação de crianças sem uma cosmovisão</b>, seja ela qual for. Carlos Malato sabe disso, e por isso é que ele é perigoso e deve ser denunciado publicamente. </p>
<p>Ele começa a sua crónica no dito jornal com uma comparação estupidamente propositada: a diferença entre a “verdade” das testemunhas de Jeová de Jesus morto num madeiro vertical, em contraponto com a “verdade” católica de Jesus morto em uma cruz. </p>
<p>Naturalmente que Malato se concentrou no <span style="background:yellow;" />formalismo</span> do símbolo e não no <span style="background:yellow;" />conceito e <b>conteúdo</b></span> do símbolo, ou seja, “esqueceu” tudo aquilo em que um determinado símbolo se assemelha a outro, independentemente de diferenças particulares e formais entre os dois símbolos em questão. E serviu-se das diferenças simbólicas formais para escamotear o conteúdo ideológico de ambos os símbolos ― fez desaparecer por artes mágicas da retórica sofista aquilo que existe em comum entre ambos os símbolos. Ora, isto vindo de alguém que tem um púlpito privilegiado nos me®dia é uma filha-da-putice sem quantificação possível, e este tipo de gentalha que trabalha activamente (na política cultural) para o embrutecimento da populaça tem que começar a ser tratado como merece. </p>
<p>Alguém escreveu ― já não me lembro quem ― que <i>“o despotismo começa com a liberdade”.</i></p>
<p>Henri-Frédéric Amiel teve um pensamento que complementa o primeiro: <i>“Enquanto a <b>maioria</b> dos homens não for livre, não se pode conceber o homem livre”</i>. Ora a liberdade não pode ser aquilo que Malato e quejandos da mesma agenda política niilista e gayzista querem que seja, e a <b>maioria</b> do povo italiano acha que a sua liberdade lhe dá o direito de ter uma cruz nas escolas públicas. O que o Malato nos diz implicitamente é o seguinte: <strong><u><a href="http://espectivas.wordpress.com/2009/11/06/bardamerda-para-o-povo-italiano/">&#8220;Bardamerda para o povo !&#8221;</a></u></strong>. </div>
<p></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
