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	<title>proibicionismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/proibicionismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "proibicionismo"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 23:36:40 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Hipocrisia]]></title>
<link>http://fjsantos.wordpress.com/2009/07/19/hipocrisia/</link>
<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 09:19:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>fjsantos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Alberto João Jardim, no seu estilo desbocado e provocatório, veio há dias propôr a ilegalização do c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Alberto João Jardim, no seu estilo desbocado e provocatório, veio há dias propôr a ilegalização do comunismo.</p>
<p>O argumento aduzido pelo caudilho da Madeira é de que a Constituição proíbe o fascismo e, como tal, de igual modo devia ser proíbido o comunismo.</p>
<p>Se não fosse patético e risível mereceria, de facto, uma contra-argumentação vigorosa.</p>
<p>Mas não é de Alberto João Jardim que me quero ocupar agora. É dos &#8220;indignados&#8221; membros do centrão e de todos os acólitos que durante três décadas têm vivido à sombra protectora desse centrão. Trata-se de gente que há muito excluíu o PCP do que chamam o &#8220;arco governativo&#8221;, mas vêm agora apontar o dedo ao presidente do governo regional da Madeira, como se ele não se tivesse limitado a dizer em voz alta o que todos eles pensam e dizem em surdina.</p>
<p>De resto, basta ter estado atento ao discurso produzido por qualquer militante ou simpatizante de PS, PSD ou CDS, desde as eleições europeias, para constatar que para esta &#8220;inteligentzia&#8221; o comunismo há muito que está excluído. E o mesmo pensam e dizem comentadores e directores de órgãos de comunicação social.</p>
<p>Ainda ontem, nesse verdadeiro jornal de referência para o estado a que este regime chegou &#8211; o &#8220;Expesso&#8221; &#8211; foi dado à estampa um artigo sobre 7 cenários 7 para depois das eleições.</p>
<p>A leitura desse artigo, como de resto toda a opinião que é veiculada na CS escrita e falada, permite perceber que há um quarto dos portugueses que votam que não contam para nada. É que todos os cenários são construídos em torno da criação de governos do PS sozinho ou coligado à direita, ou do PSD sozinho ou coligado também à direita. Como logo no início o articulista considera que PS e PSD somados andarão à volta dos 68% e se a isso somarmos cerca de 7% para o CDS, constata-se que 25% dos votantes estão à partida fora do jogo.</p>
<p>Se Alberto João Jardim os quer excluir através da lei, estes hipócritas fazem-no negando-lhes a existência democrática, sob a aparência de uma análise rigorosa e independente do &#8220;interesse nacional&#8221;.</p>
<p>Trata-se, por ventura, da pesada herança que Mário Soares deixa a este país &#8211; condenar os portugueses a terem um partido de centro direita (PS de Vitorino, Guterres, Sócrates &#38; Companhia), que sob a capa do socialismo democrático impede que o país seja governado à esquerda.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[vida de cão]]></title>
<link>http://novomundo3.wordpress.com/2008/03/15/vida-de-cao/</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 13:37:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>pepe</dc:creator>
<guid>http://novomundo3.wordpress.com/2008/03/15/vida-de-cao/</guid>
<description><![CDATA[           Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas às vezes é bom lembra-lo. Que o cã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal">           <a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=333334&#38;visual=26">Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa</a>, mas às vezes é bom lembra-lo.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Que o cão é o melhor amigo do homem, não discuto, e até posso concordar que o maior perigo nos cães das chamadas “raças perigosas” reside nos donos (ou por que raio de razão haverão de escolher, para bicho de estimação e guarda, logo uma raça conhecida pela sua agressividade?).</p>
<p align="center" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><a href="http://novomundo3.wordpress.com/files/2008/03/dog.jpg" title="dog.jpg"></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://novomundo3.wordpress.com/files/2008/03/dog.jpg" alt="dog.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><!--more-->Agora que venham dizer que a existência duma legislação que regulamente a posse dessas raças caninas é uma solução, isso só se for para rir!</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">E rio-me, entre outras razões, pela consabida relação entre a existência da legislação mais avançada sobre milhentas coisas e a sua aplicação efectiva, neste pacato país à beira-mar.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Todavia, o assunto nada tem de divertido ou trivial. Nos últimos anos têm-se sucedido relatos alarmantes de adultos e crianças atacados, mortalmente até, por cães das raças visadas pelo Governo. Inclusive, existem lutas de cães por este país, coisa abominável que reforça o meu medo.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Porque quando vejo um desses cães em lugar público, com ou sem dono pela trela, sinto-me inquieto. Se for com crianças, sinto medo. Medo, mesmo. E vejo-me na necessidade de reflectir se é sensato afastar-me, se estar muito quieto e manter as crianças tranquilas, e assim por diante…</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Mas haverá alguma razão para alguém ter o direito de me amedrontar assim?! Porque se houver, logo me passará a ideia de eu também ter o direito de andar armado, por exemplo. Para a eventualidade de ser atacado por um cão, por exemplo.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Ora, nem quero andar armado, nem quero que ninguém ande. Por uma questão de segurança e bom senso, já que confio pouco nas reacções humanas em situação de stress e medo.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Quando era criança e andava pelo montes (sim, literalmente pelos montes e sozinho), trazia sempre um pau na mão e algumas pedras no bolso para afastar os rafeiros que podiam surgir pelo caminho; não era nada de dramático, até porque nesse tempo os maiores cães que havia pelas bandas eram pastores alemães (moda que já passou, pelos vistos), geralmente presos durante o dia (os donos diziam que era para ficarem “maus” e guardarem a casa à noite…e em liberdade, claro), e um Serra da Estrela.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"> Mas o Serra da Estrela era meu, cão tranquilo como é apanágio dos da sua raça, e, como qualquer criatura viva, podendo reagir à agressão e às injustiças, mas sem nunca ter mordido alguém em 13 anos de existência.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Nesse tempo, convivia bem com a realidade ameaçadora do cão que ladrava à distância quando me sentia aproximar do seu território, pois entendia a mensagem e procedia conforme os meus interesses (ou desviava-me, ou corria-o à pedrada). Se o confronto surgia em terra de ninguém, geralmente era motivado pela surpresa do encontro e ambos nos afastávamos de modo a nenhum se sentir ameaçado (era mais barulho do que outra coisa).</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">E haviam aqueles cães verdadeiramente psicopatas (como um que meu avô tinha), e com os quais lidava de acordo com estratégias intuitivas: evitava-os, fugia a sete pés ou já vinha carregado de pedras nas mãos e bolsos (além do inseparável pau).</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Com tudo isto, para um miúdo de hoje esta parece uma história mais pavorosa do que as dos cães das referidas raças perigosas de hoje. Mas não: tudo se passava num meio familiar, num território bem conhecido onde os protagonistas igualmente se conheciam, havendo códigos de conduta e de luta comuns. Raramente alguém era ferrado por um cão.</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"> O único que me mordeu até hoje foi num meio urbano, na sala de estar duma tia, tinha eu 4 anos e era uma amostra de cão peludo que andava sempre ao colo da tia. Nunca percebi o que o motivou a saltar do colo dela e morder-me o braço, pois, nem antes, nem depois, dera sinais de semelhante agressividade (pelo que deduzo ter sido uma coisinha má que lhe passou).</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Por tudo isto, confio na minha experiência e intuição para levar a sério o meu actual medo pelos cães de raça perigosa com que me cruzo na rua.</p>
<p><font face="Times New Roman"> </font><font face="Times New Roman"> </font></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o código pirata]]></title>
<link>http://esquizoativo.wordpress.com/2007/11/27/o-codigo-pirata/</link>
<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 07:31:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mateus Potumati</dc:creator>
<guid>http://esquizoativo.wordpress.com/2007/11/27/o-codigo-pirata/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; &nbsp; essa ilustração aí de cima (e o título do post) foram tirados de uma matéria do chicag]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="center"><a href="http://esquizoativo.wordpress.com/files/2007/11/oink.jpg" title="oink.jpg"><img src="http://esquizoativo.wordpress.com/files/2007/11/oink.jpg" alt="oink.jpg" /></a></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="left">&#160;</p>
<p align="left">essa ilustração aí de cima (e o título do post) foram tirados de uma <a href="http://www.chicagoreader.com/features/stories/sharpdarts/071115/" target="_blank">matéria do chicago reader</a> sobre o fechamento do oink&#8217;s pink palace (ou só oink, para os íntimos), no final de outubro. durante seus três anos e meio de funcionamento, o oink foi algo entre um oásis e uma <a href="http://www.lojaconrad.com.br/produto.asp?id=30" target="_blank">zona autônoma temporária</a> para 180 mil fanáticos por música ao redor do mundo &#8211; dentre os quais, infelizmente, não me incluí. com um código de conduta rígido (para participar, entre outras coisas, era necessário ser convidado, ter um avatar decente, ajudar a produzir conteúdo para as resenhas internas e passar por &#8220;revistas&#8221; regulares, sem mencionar ter uma discoteca apresentável no hd), a rede de torrents acabou se tornando não só um dos maiores catálogos gratuitos de música na internet, mas um ambiente de criação, discussão e informação de amplitude e refinamento provavelmente nunca vistos.</p>
<p align="left">a indústria musical e a polícia, porém, não viram toda essa beleza e idealismo na coisa e, finalmente, conseguiram fechar o site, colocando <a href="http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/10/25/ninternet125.xml" target="_blank">seu fundador</a> na cadeia. em sua resenha no reader, miles raymer (que também escreve o <a href="http://blogs.chicagoreader.com/crickets/" target="_blank">crickets</a>) defende basicamente que, em vez de caçar membros de redes de compartilhamento como se fossem talebans curtidos em crack (a metáfora é minha), a indústria musical devia aprender com eles. demorou, né. apesar de irrelevante em termos de circulação se comparado ao itunes, principal fonte de venda de música digital, o oink (e outras redes que existem e as tantas que inevitavelmente aparecerão no lugar) era infinitamente superior em qualidades essenciais à circulação de conteúdo no mundo de hoje. sites como o itunes ou a amazon falham feio por não terem sacado que o senso de comunidade e de interação pessoal sem fins monetários, base do oink, é o que cola na internet hoje. fora o problema da abrangência: imagine o trabalho que seria conseguir, por exemplo, um disco de rock psicodélico cambojano fora de catálogo pelas vias &#8220;legais&#8221;.</p>
<p align="left">mas qualquer esperança de iniciativas produtivas por parte da indústria musical ou da lei é sempre pífia. e nesse caso a culpa não é só da indústria: estamos vivendo uma época de proibicionismo, proto-fascismo e alienação surpreendentes. aqui nos eua, a hillary clinton <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_B0uHybfmmY" target="_blank">se mostrou partidária</a> a uma política mais dura contra os imigrantes ilegais, com muro e tudo. isso que ela é democrata &#8211; já os republicanos vieram com a idéia de que a imigração cace e mande embora pelo menos 500 mil ilegais, para &#8220;servir de exemplo&#8221;. são cada vez mais comuns aqui em chicago relatos de alunos sendo punidos, e até expulsos, pelo simples ato de abraçar um colega na escola. no brasil, o sucesso do capitão nascimento e do filme tropa de elite escancarou até aonde chega uma sociedade onde o estado, incompetente em gerir as necessidades básicas dos seres humanos, se resumiu ao poder de polícia (vou falar sobre esse filme em um post-pesquisa aqui em breve). na música, isso resulta nessa perseguição atroz da RIAA (o lobby das grandes gravadoras de discos) e em declarações pífias como a do <a href="http://billboard.biz/bbbiz/search/article_display.jsp?vnu_content_id=1003671447&#38;imw=Y" target="_blank">gene simmons</a>, do kiss, que defendeu esses dias a prisão de cada moleque que baixa música ilegalmente no mundo. (nessas horas, eu só penso em como os portais de notícias ainda não acordaram para o fato de que várias pessoas copiam e colam textos de propriedade deles, em fóruns de discussão, orkut, blogs etc. imagina quantos milhões eles estão perdendo com cada ctrl c + ctrl v que o povo dá por aí. ih, melhor nem dar idéia.) enfim, na real eu cago e ando pro que esses caras da RIAA pensam, e é mesmo uma questão de tempo até que esse modelo de negócios da indústria musical do século XX seque de vez. mas eu me preocupo e me pergunto aonde essa caretice atual do mundo vai chegar.</p>
<p align="left"> este assunto ainda não acabou. esta semana eu vou postar uma entrevista que fiz com o steve albini, e aí a gente dá seguimento.</p>
</div>]]></content:encoded>
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