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	<title>pulsacoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/pulsacoes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "pulsacoes"</description>
	<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 07:50:49 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[(há tantas) pequenas coisas que me seduzem]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/17/ha-tantas-pequenas-coisas-que-me-seduzem-3/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:41:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Sua calor por todo o lado. Nós lá fora no abrigo do toldo pedinchando as aragens descuidadas que s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Sua calor por todo o lado. Nós lá fora no abrigo do toldo pedinchando as aragens descuidadas que se esgueiram ao fim da tarde – como se o dia assim fugisse, silvando ao de leve &#8211; ventos térmicos, dizem. Come-se uma bolonhesa – mimos da mãe. O calor traz disparates já se sabe, embora seja coisa que só o género masculino é capaz de reproduzir em todo o seu esplendor, a fazer fé nas palavras da mãe. Rola a conversa.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">- Oh pai, eu sou alfacinha não sou?<br />
- Humm, quase Diogo, quase és.<br />
- Quase??? Mas então eu não nasci em Lisboa?<br />
- Nasceste. Mas com os banhos que te recusas a tomar …<br />
- Ohhh. E que tem isso a ver?<br />
- Alguma coisa. Na verdade nunca poderias ser exactamente uma alface.<br />
- Porquê?<br />
- Porque esse pivete …talvez couve … snif snif … Sim, quase alface, mas mais couve.</p>
<p style="text-align:justify;">Cava-se um amuo profundo. Já do outro lado da mesa se alteia, esganiçada, a risada que entremeia um “<em>Ohh, coitadinha da couvinha de Bruxelas</em>”. Eu sorrio, contrariado, quase arrependido da graçola. Disfarço com olhos de faísca sobre o irmão. Atrapalho-me e vou atenuando desculpas em mim, que apenas pretendia no gracejo intentos pedagógicos, algo assim. Felizmente não houve tempo para mais: soa um “<em>oh Zé, francamente</em>” e interrompe-se o riso, calam-se as minhas interjeições de “<em>vá lá Diogo</em>” e o vento acaba por pousar completamente. Nesta folga, viro agulhas para o mais velho. Distribuindo.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">- Pronto, agora vamos ter de gramar com os histerismos do alho francês.<br />
- Alho francês? Quem? eu?<br />
- Tens razão. Alho francês não. Talvez mais rabanete. Esse repolho que tens em cima da cabeça e que teimas em não desbastar tem mais ar de folhas de rabanete!</p>
<p style="text-align:justify;">E pronto. Trocam-se papéis. Arrufos de onde vinha jactância, a euforia da contrapaga de quem se folga agora da humilhação já vencida. “<em>ahhh, olha o rabanete, ahahhh</em>” e a coisa assim a alternar-se. Duas garfadas, a conversa a desenvolver-se mais macia já, talvez sobre o Rock in Rio de que conseguimos ouvir murmúrios dali do pátio e a tachada de esparguete a esgotar-se.</p>
<p style="text-align:justify;">O outro lá foi ao banho antes de se deitar e este já me pediu dinheiro para cortar o cabelo amanhã. As bolonhesas cá da casa, assim saboreadas em família, são sempre muito conversadas e estimulantes. A gente lá vai cavaqueando, entre duas garfadas e assim se dando a entender.</p>
</blockquote>
<h5 style="text-align:justify;">
<p>de uma &#8220;foto caseira&#8221; registada em Junho de 2006</h5>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(há tantas) pequenas coisas que me seduzem]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/17/ha-tantas-pequenas-coisas-que-me-seduzem-2/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:37:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-1611" title="2003-12-22" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/2003-12-22-00001a.jpg" alt="" width="335" height="448" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[(há tantas) pequenas coisas que me seduzem]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/16/ha-tantas-pequenas-coisas-que-me-seduzem/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 14:04:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-1608" title="lazer 2005" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/laser2005.jpg" alt="lazer 2005" width="720" height="540" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[(há tantas) pequenas coisas que me seduzem]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/15/ha-tantas-pequenas-coisas-que-me-encantam/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 13:09:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-1602 alignnone" title="taça de vinho" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/taca-de-vinho.jpg" alt="taça de vinho" width="600" height="600" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[da relatividade letárgica]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/09/da-relatividade-letargica/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:58:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/09/da-relatividade-letargica/</guid>
<description><![CDATA[toda a rota que tomarmos estará sempre entre o bombordo e o estibordo ainda assim, e por mais que qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>toda a rota que tomarmos estará sempre entre o bombordo e o estibordo</p>
<p><img class="size-full wp-image-1584 alignnone" title="estibordo" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/estibordo.jpg" alt="estibordo" width="640" height="344" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-1585 alignnone" title="bombordo" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/bombordo.jpg" alt="bombordo" width="640" height="344" /></p>
<p>ainda assim,</p>
<p>e por mais que queiramos fazer-nos indiferentes a tudo o que se passe entre as extremas desta evidência,</p>
<p>importa  ir sabendo de que lado vai soprando esse barlavento das (in)decisões.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1593" title="entre o bombordo e o estibordo" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/entre-o-bombordo-e-o-estibordo.jpg" alt="entre o bombordo e o estibordo" width="640" height="145" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(quase) como os heróis da tv]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/02/quase-como-os-herois-da-tv/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 13:16:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/11/02/quase-como-os-herois-da-tv/</guid>
<description><![CDATA[  Ontem, já tarde, combatia o sono perante um filme épico passado no deserto. Preenchia-se de belíss]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1578" title="cowboy" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/11/cowboy.gif" alt="cowboy" width="116" height="314" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Ontem, já tarde, combatia o sono perante um filme épico passado no deserto. Preenchia-se de belíssimos episódios de guerra através dos quais se ia destapando um personagem que num percalço de fraqueza tinha acabado por tomar uma opção cobarde. O argumento desenrolava-se então, a partir daí, nessa receita de ir arrolando um sem-número de actos virtuosos, à custa dos quais, o nosso herói, à laia de remição, ia tentando apaziguar essa memória que o perseguia.</p>
<p style="text-align:justify;">Poucos pormenores retenho do filme mas ficou-me a cogitação da altura na qual concluía que, quase sempre, quase todos nós, funcionamos ao contrário desse herói da tv: que a nós nos basta um acto de coragem uma vez na vida para passarmos o resto dela persistindo em pequenos gestos sub-reptícios de cobardia, como se, desleixados, desde então sobre nós já nos achássemos bastante.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas convenhamos, acrescento agora, que ser herói é também isso, não o ser, nem o querer parecer, que ser herói pode também ser só essa capacidade decadente de aceitar ir sobrevivendo perante os outros.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ao largo de Gibraltar, <i>mar gruesa</i>]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/09/21/ao-largo-de-gibraltar-de-encontro-aos-48-nos/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 12:43:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/09/21/ao-largo-de-gibraltar-de-encontro-aos-48-nos/</guid>
<description><![CDATA[Esta foto tem um intuito: recordar-me para deixar registada nesta &#8216;gaveta&#8217; a noite que s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-large wp-image-1482" title="vagalhao" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/09/vagalhao.jpg?w=1024" alt="vagalhao" width="721" height="540" /></p>
<p style="text-align:justify;">Esta foto tem um intuito: recordar-me para deixar registada nesta &#8216;gaveta&#8217; a noite que se lhe seguiu. Aqui, ao fim do dia, o mar já crescia, as vagas eram engrossadas e empurradas pelo vento de barlavento, esse mesmo levante que nos levava para fora do mediterrâneo, já em caminho de regresso, passando para além das colunas de hércules e que assim nos ia mergulhando numa noite que se prolongaria por mais de 12 horas de tempestade, com picos de quase 50 nós, a mais intensa que - e já vão quase 20 anos de med. - apanhei até hoje. Bela vela, bela embarcação, bela tripulação, belos momentos que um dia, quem sabe, quando voltar a sofrer do furor da escrita, aqui deixarei guardados.</p>
<p style="text-align:justify;">É difícil falar do mar, este mar assim que nos entra para dentro. Mas mais difícil é deixá-lo calado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sounds familiar]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/08/06/sounds-familiar/</link>
<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 12:38:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Férias !]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> <strong><a href="http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/204094.html" target="_blank">Férias</a> !</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[das razões interrompidas]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/06/29/das-razoes-interrompidas/</link>
<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:32:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/06/29/das-razoes-interrompidas/</guid>
<description><![CDATA[… Depois ela veio com aquele deslizar de olhos brilhantes dizendo que eu tinha razão e isso amarrou-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1323" title="ela" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/06/ela.jpg" alt="ela" width="107" height="60" />… Depois ela veio com aquele deslizar de olhos brilhantes dizendo que eu tinha razão e isso amarrou-me e interrompeu-me de todas as reacções que eu ainda pudesse preparar. Olhei-a com admiração, não porque isso me fizesse acatar a rendição arbitrária &#8211; se bem que isso do lado da razão só a mim importasse – mas, porque mais do que o que pudesse ter dito, nesse gesto com que se rendeu, assim, docemente, foi capaz de estacar a torrente de arrazoados que de mim turbilhonava e de, surpreendendo-me, deixar-me sem mais passos a dar que não fosse olhá-la, enternecido, envergonhado, desarmado, que pois assim, num ápice,  me algemou. Dificilmente há na nossa relação algo de mais importante que aquele seu jeito de me fazer ver, quase sem palavras, o supérfluo que há em tanto daquilo que a minha ira atira para cima das conversas e com aquele chegar tão feminino, no silencioso sussurrado que os homens nunca hão-de aprender, a baixar-me os braços, ainda tensos, a aquietar-me as argumentações e com um beijo a estancá-las, a calar-me, a aclarar-me. E fazendo-o tão simplesmente que apesar daquilo tudo que era a minha inatacável razão e apesar da minha resfolegada vontade de explicar, argumentar, contrapor e autopsiar tudo o que nos tinha rodeado, no fundo, a única coisa que se fazia agora contar era ela, ali, comigo e eu, calando-me, saber reconhecer que era apenas isso que afinal importava. E foi por ela, por um beijo, que voltei a mim.</p>
<p style="text-align:justify;">A minha vida tem sido isto, feita de soluços, em metade deles vituperando, na outra metade grato por me saber amansado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a verdade é que]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/31/a-verdade-e-que/</link>
<pubDate>Sun, 31 May 2009 17:17:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/31/a-verdade-e-que/</guid>
<description><![CDATA[… este blogue tem andado a transviar-se, vaidoso, a fazer-se cada vez mais opúsculo. E vai mirrando ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">… este blogue tem andado a transviar-se, vaidoso, a fazer-se cada vez mais opúsculo. E vai mirrando com isso, mirrando.</p>
<p style="text-align:justify;">Volto quando me sentir outra vez grande.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1291" title="olhos d'água 1970" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/05/olhos-dagua-1970.jpg" alt="olhos d'água 1970" width="303" height="406" /> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Para breve, espero.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[memo]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/23/1248/</link>
<pubDate>Sat, 23 May 2009 10:06:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
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<description><![CDATA[Há alturas em que um homem se deve saber convocar para o silêncio. Não porque nada tenha para dizer,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Há alturas em que um homem se deve saber convocar para o silêncio. Não porque nada tenha para dizer, mas porque não tem o direito de contaminar os outros com o seu ruído.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[preciso urgentemente]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/22/preciso-urgentemente/</link>
<pubDate>Fri, 22 May 2009 08:40:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/22/preciso-urgentemente/</guid>
<description><![CDATA[&#8230; de viajar. preciso urgentemente de voltar a misturar o mundo.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8230; de viajar. preciso urgentemente de voltar a misturar o mundo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1245" title="roma2004" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/05/roma2004.jpg" alt="roma2004" width="720" height="960" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[´tá no ir]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/20/%c2%b4ta-no-ir/</link>
<pubDate>Wed, 20 May 2009 22:01:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/20/%c2%b4ta-no-ir/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1237" title="megafesta" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/05/megafesta.jpg" alt="megafesta" width="604" height="453" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[das causas causadas e dos causídicos]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/12/das-causas-causadas-e-dos-causidicos/</link>
<pubDate>Tue, 12 May 2009 10:35:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/05/12/das-causas-causadas-e-dos-causidicos/</guid>
<description><![CDATA[  Nunca assisti a uma tourada e é provável que nunca o venha a fazer. Não por qualquer reserva de na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1196" title="tourada" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/05/tourada.jpg" alt="tourada" width="312" height="216" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Nunca assisti a uma tourada e é provável que nunca o venha a fazer. Não por qualquer reserva de natureza ética mas porque simplesmente não me entusiasma. Aliás, vendo-as por fora, fico sempre com a sensação que nesta se representam e apreciam mais os trajes e portes que pululam as bancadas que aqueles que na arena brindam o público, mas isto é a visão distante e acrítica de quem apenas vai lançando olhares furtivos para as muito raras transmissões televisivas.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo ainda adiantar que não sou contra nem a favor das touradas e que sobre o assunto apenas acho ser um desproporcionado disparate com todas estas discussões que há anos rolam e enxameiam o falatório público a ponto de quase potenciarem microcisões sociais. Simpatizo com algumas imaginosas argumentações de ambos os lados, acompanho-as e quase sempre acabo por concluir ser um absurdo tomar o que quer que seja aí esgrimido como uma causa de relevo. Convenhamos que o número de cornúpetos que enfrentam uma arena é irrelevante face às atrocidades que todos os dias, em elevado ritmo desportivo, vamos cometendo sobre todas as outras espécies, sejam estas por questões de lazer ou sobrevivência. Até porque, como contrapunha falaciosamente um defensor das touradas, <em>se estas não existissem provavelmente já não havia toiros</em>. E enquanto vou discorrendo sobre isto posso bem recostar-me num confortável sofá de pele natural, até antecipando o tenro da perna de borrego que vou assar para o jantar, se é que me faço entender.</p>
<p style="text-align:justify;">Reafirmo que não tenho nenhuma preferência por qualquer dos dois lados da questão se bem que tenha de reconhecer que, com tanto arremesso envaidecido deste “politicamente correcto” que contamina os discursos e encarneira a nossa sociedade, me seduz a perversão de me deixar pender para o lado dos touros, perdão, dos toureiros. E se o fizesse também haveria de entrar na discussão com argumentos tão exaltados como os que por lá vão sendo manejados, até justificando-os com testemunho de uma experiência que, ainda que transitória, terá sido suficientemente real para a ter como vivida. E retornaria até aos meus tempos de estudante, quando me propus ganhar uns cobres a trabalhar na carregação do matadouro de Beirolas, na altura o maior do país, hoje solo terraplanado lá para os lados da Expo. E poderia então contar como os animais entravam naquela fábrica da morte, do fedor a entranhas e a medo, das lágrimas que lhes escorriam pelos urros do pânico. E da paródia que se fazia de cada vez que a mais um lhe era espetada uma faca na fronte e se improvisava uma tourada em redor dos seus passos bêbedos de morte. Ou de como ainda esperneando os últimos estertores se viam já pendurados por uma perna nos monorails porque, dizia-se, assim seria mais fácil sangrá-los. E de como me assaltavam as dúvidas se no posto de trabalho seguinte, onde uma lâmina lhes golpeava uma gola junto aos calços para os despir da pele, eles já teriam verdadeiramente sucumbido.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje os métodos (e a humanidade) terão evoluído, espera-se, e quero admitir que este processo bárbaro da morte se tenha apagado com a história dos velhos edifícios onde se desenrolavam, mas não tenho dúvidas da insensibilidade de quem lá trabalha ainda hoje, desse calo do dia-a-dia que se treina para tornar suportável tal ofício e que obviamente não me atrevo censurar. Que ali não é não é sítio para fantasias dessas e o respeito pelos animais que se mata, hora após hora, ao longo de uma vida honrada de trabalho, mais não seria que mera hipocrisia. Mas a questão que quero gizar sobre tudo isto, e ainda que retórica, estendo-a agora aqui:  é apenas a perpetração da morte sobre os animais com intuitos culturais ou desportivos que deve ser inibida? Ess’outra que fabricamos a ritmos industriais para nos alimentar, essa que nos traz o bife para cima do prato, essa, portanto, não? Já sei que alguns contraporão que se trata de infligir sofrimento de forma sádica e gratuita, mas aí gostaria eu de voltar ao tempo da fábulas para perguntar ao magnificente e luzidio animal taurino se este se propunha trocar toda a sua faustosa vida de hectares de pradaria pela varanda que serve de cárcere eterno ao desgraçado do cão cuja dona provavelmente foi ali ao Campo Pequeno abanar um qualquer cartaz histérico contra as touradas.</p>
<p style="text-align:justify;">Causas? Mas quais causas? Desculparão o arrojo mas se querem causas dessas comecem por deixar de comer bifes.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:center;"><span style="color:#808080;">E deixo no texto abaixo, já antigo, um outro ponto de vista, quiçá, uma outra causa (?).</span></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>PS:</strong> Este post &#8216;anti-causa&#8217; &#8211; mas com indeléveis tonalidades tauromáticas &#8211; dedico-o ao meu amigo João Lomelino.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[com um ponto no fim]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/04/20/com-um-ponto-no-fim/</link>
<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 09:53:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/04/20/com-um-ponto-no-fim/</guid>
<description><![CDATA[Não ter rasto no que foi Nem trajectória por diante E entre as memórias e os sonhos Não ser mais que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Não ter rasto no que foi</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Nem trajectória por diante</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E entre as memórias e os sonhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Não ser mais que um ponto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sem corpo, sem volume</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Para guardar a vontade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E ir indo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">De cada vez, em cada dobra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Aprimorando pontos no final dos parágrafos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Como quem &#8211; lânguido - mutila ocasiões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Depois de novo, só instante</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sem rasto nem trajectória</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fazer-me de mais um ponto aqui,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Esse outro ali …</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ser só isto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[com a câmara-de-ar nas mãos]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/03/23/com-a-camara-de-ar-nas-maos/</link>
<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 14:01:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/03/23/com-a-camara-de-ar-nas-maos/</guid>
<description><![CDATA[O ar não se sente, só a sua falta. Nunca daremos por ele a menos que ele simplesmente comece a extin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">O ar não se sente, só a sua falta. Nunca daremos por ele a menos que ele simplesmente comece a extinguir-se dentro de nós. Será provavelmente o anúncio de uma morte prematura, arrastada e exausta, que ainda não reconheceremos. Depois, lentamente, iremos sendo sugados de energia até quase só restar no nosso corpo a atenção para sobreviver. No fim já nada mais nos interessará além do esforço para mais um jorro de oxigénio, um tique-taque onde redobraremos uma desgastada vontade de ir sobrevivendo. O mundo afasta-se e todos os sons que nos rodeiam são abafados pelo ruído vibratório que nos vem de dentro. Tudo passa a ser intermitente, distante, ocultando-se ao ritmo do batimento respiratório e também as coisas, todas as coisas, se tornam cansadas. Ficamos cada vez mais só nós, exaustos, contando os impulsos poupados da nossa respiração e lá ao fundo os outros começam a deixar de nos importar. O movimento torna-se cada vez mais incomodativo à nossa volta e a sadia agitação do mundo, daqueles que ainda agora amávamos, enche de alvoroço a nossa quietude forçada. Aos poucos vamos ficando murados por um corpo envelhecido, inerte, imprestável para fazer parte do mundo onde ainda agora vivíamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Pudéssemos ainda assim partir de forma melosa &#8211; apesar desta míngua lenta-, deixando-nos pintalgados de cores doces naqueles que nos rodeiam, acariciando memórias que cuidaríamos de deixar. Mas nem isso. Que também a nossa mente se torna vítima desta coisa de ir morrendo como se estivéssemos no fim de um assobio. Por falta de oxigenação todos os recantos da nossa personalidade, todas as matizes do nosso comportamento de outrora, se vêm escondidos por uma cortina de cólera que crescerá descontroladamente em nós. Esses últimos fôlegos acabarão por escrever de nós um rasto de irritação tão forte que toldará nas memórias dos outros tudo o que antes houvéramos sido e quiséramos ser. Que será assim, dizem, que partiremos no fim, a sós, neste paradoxo que por falta de sangue fresco ainda mais nos encarniça. Como se esse processo de apagamento de nós não quisesse deixar resíduos, como se, para além de nos fazer mirrar o corpo e de nos obrigar a procurar um canto da realidade para os últimos estertores, tivesse ainda que nos tornar irrisórios nas memórias dos outros. Mirra-se-nos o corpo, azeda-se-nos o espírito e definham assim as memórias que farão de nós vago passado.</p>
<p style="text-align:justify;">Um último arquejo e, surpreendentemente, solta-se-me um riso. (Irei morrer sem um esgar). Vejo-me a caminhar pela eternidade atrás de uma borbulha de oxigénio como um irrequieto caçador de borboletas em calções de caqui e rede na mão, vociferando, saltitando pelo infinito em demanda de um último cubinho de ar. Ou da falta dele, que o ar não se sente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(re)visitando Ulisses]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/03/14/1013/</link>
<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 12:24:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/03/14/1013/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1012" title="Ítaca" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/03/100_1719.jpg" alt="(re)visitando Ulisses" width="576" height="768" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[fotosedativos]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/01/07/para-ser-franco/</link>
<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 15:21:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2009/01/07/para-ser-franco/</guid>
<description><![CDATA[para ser franco terei de reconhecer que não fui feito &#8230; [ 'buraco' de vento ao largo da Sarden]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><span style="color:#800000;">para ser franco terei de reconhecer que não fui feito &#8230;</span></h2>
<p style="text-align:right;"><img class="alignnone size-full wp-image-930" title="img_6789" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/01/img_6789.jpg" alt="img_6789" width="720" height="540" /><br />
[ 'buraco' de vento ao largo da Sardenha ]</p>
<p style="text-align:right;"><img class="alignnone size-full wp-image-931" title="img_6794" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/01/img_6794.jpg" alt="img_6794" width="720" height="960" /><br />
[ 'buraco' de vento ao largo da Sardenha ]</p>
<p style="text-align:right;"><img class="alignnone size-full wp-image-932" title="delfins" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/01/img_6715.jpg" alt="delfins" width="720" height="540" /><br />
[ companheiros de 'infortúnio' ]</p>
<p style="text-align:right;"><img class="alignnone size-full wp-image-933" title="dubrovnic-lisboa-2005" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2009/01/dubrovnic-lisboa-2005.jpg" alt="dubrovnic-lisboa-2005" width="720" height="540" /><br />
[ <span style="text-decoration:line-through;">caipirinhas ao</span> um chá ... no deserto, claro ]</p>
<pre style="text-align:right;"><strong> extractos da reportagem Dubrovnic-Lisboa em 2005</strong></pre>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<h2 style="text-align:left;"><span style="color:#800000;">&#8230; para suportar tanto frio!</span></h2></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não sei se volto]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/11/19/nao-sei-se-volto/</link>
<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 15:28:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/11/19/nao-sei-se-volto/</guid>
<description><![CDATA[Há momentos na nossa vida em que nos sentimos inaptos para proferir uma palavra que seja. O que quer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Há momentos na nossa vida em que nos sentimos inaptos para proferir uma palavra que seja. O que quer que elaboremos assemelha-se a justificações que não queremos dar. O que for que justifiquemos soará a desculpas que ninguém de nós reclamará.</p>
<p style="text-align:justify;">É quando já só nos resta falar que as palavras mais se arriscam a tomar a forma de um feitiço. A construção das palavras é um meticuloso exercício de aptidões onde inventamos sentimentos. Inventamo-los para parecerem ser nossos, inventamo-los para serem o mais fielmente parecidos com os nossos, inventamo-los porque precisamos que sejam nossos, e assim forjamos esse encantamento de nós, tão desonestamente quanto isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Há momentos na nossa vida, sobretudo quando sentimos que precisamos urgentemente falar, em que devemos saber calar. Que se evite a ortografia do rigor, essa estética que pouco de nós acrescenta. Que se espante essa escrita dos sentimentos, piedosa quase, que em nós tanto distorce. Que tudo isso junto, engalanado traiçoeiramente nessa mole de palavras, nos chega a fazer acreditar que nós, mais do que quem escreve, somos aquele que (d)escrevemos.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixemos em branco &#8211; sem rabiscos de letras alteradas &#8211; este espaço que nos habita, onde afinal, o que falta, são gestos nossos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sapos e girinos]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/09/09/sapos-e-girinos/</link>
<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 11:28:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/09/09/sapos-e-girinos/</guid>
<description><![CDATA[A um ainda lhe passo facilmente o braço pelo ombro e dele recebo espontaneamente um abraço pela cint]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A um ainda lhe passo facilmente o braço pelo ombro e dele recebo espontaneamente um abraço pela cintura. São reciprocidades que lhe trazem conforto e a mim me são familiares desde que sou pai. É o universo táctil, um mundo simples onde eu ainda sou chamado para emoldurar as suas realidades. Estou ali e basto-me como seu aconchego.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao outro já não. Cresceu, subitamente ficou mais alto que eu e em gestos calados reclama um outro território já fora da minha sombra. Olho-o nos olhos, perscrutando-o, tentando sentir quem ele é agora, por vezes já nem encontrando as esquinas comuns de conversa. Aperto-o e ele, enquanto sorri embaraçado, olha para fora de nós e quase suspira sem conseguir explicar-me que a porta se abriu, que algures descobriu que já não são apenas os meus olhos que lhe mostram o mundo nem as minhas palavras que lhe dão razão. Aqui irei sobrar!</p>
<p style="text-align:justify;">Os meus mimos e ralhetes nasceram com eles e com eles cresceram mas agora, subitamente, já não bastam. Incauto, não me treinei para trocar confidências e despertar companheirismos. Pensei que nos bastariam os laços da nossa condição familiar e que a nossa amizade era terreno de cultivo quase sempre mondado por mim sobre o qual eles se sentiriam aconchegados e felizes. E agora, pela primeira vez, sinto diante dele que tenho de aprender a escutá-lo como homem, onde ele e só ele &#8211; nunca pensei que viesse a sentir-me tão inseguro da minha condição de pai &#8211; irá encontrar o seu (e o meu) lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele cresceu, já não o enlaço pelos ombros e atrapalho-me. Fui eu quem se tornou criança, desajeitado na minha nova condição de pai, procurando agora um lugar que ainda desconheço. Sei que tenho de me preparar para competir (também) como homem no seu novo mundo dos afectos, onde já não irei ser o centro e onde mais que impor terei de partilhar expectativas. Sinto-me frágil e confuso mas agrada-me admitir que um dia venha a compreender que foi hoje que descobri um novo amigo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Produções Virtuais Portuguesas: O regresso]]></title>
<link>http://dreamstars3.wordpress.com/2008/09/08/producoes-virtuais-portuguesas-o-regresso/</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 19:35:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>ravends3</dc:creator>
<guid>http://dreamstars3.wordpress.com/2008/09/08/producoes-virtuais-portuguesas-o-regresso/</guid>
<description><![CDATA[As Produções Virtuais Portuguesas já contaram com a colaboração de outros nomes e de outros projecto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:xx-small;"></p>
<p style="text-align:center;">As <strong>Produções Virtuais Portuguesas</strong> já contaram com a colaboração de outros nomes e de outros projectos, que também eles contribuíram para o sucesso do historial dos projectos virtuais em Portugal. Em 2003, começaram a estudar-se projectos que mais tarde viriam a dar origem a 4 edições do concurso <strong>Operação Triunfo Virtual</strong>, um formato também ele musical que teve imensa popularidade. Da primeira edição, que chegou mesmo à imprensa nacional, saiu vencedora a <em>Cheila Ferreira</em>, no ano em que a Operação Triunfo fazia também ela sucesso na RTP. O sucesso da 1ª edição, impulsionou para a concretização de uma 2ª edição, que elevou a fasquia para a concretização de mais 2 edições. Recorde-se que o <em>Frederico Teixeira</em> ganhou duas edições do certame, uma vez que a 3ª edição da OTV reuniu os melhores das 2 primeiras edições. A última OTV foi para o ar já em 2005, quando <em>Catarina Ferreira</em>, hoje membro assíduo dos projectos virtuais, venceu. Pelo meio, foram levados a cabo outros projectos, relacionados, por exemplo, com o sucesso <strong>Big Brother</strong> da TVI.</p>
<p><span style="font-size:xx-small;"></p>
<p style="text-align:center;">Ricardo Ferreira e Paulo Tavares juntaram-se, na 1ª e 2ªs edições do <strong>Big Brother Revolutions</strong>, respectivamente, para levar a cabo um projecto cujo objectivo passava pela concretização de provas, onde dois grupos competiam pela vitória. Os mesmos nomes, levaram ainda a cabo outros formatos como o <strong>Pulsações</strong> e<strong> Soul Survivors</strong>, e recentemente, voltaram à ribalta com o <strong>DreamStars</strong>: a primeira edição a cargo do Ricardo, a 2ª levada a cabo pelo Paulo.</p>
<p style="text-align:center;">As produções virtuais portuguesas estão assim oficialmente longe do fim, rumo ao sucesso do costume.</p>
<p></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[choque térmico]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/09/08/choque-termico/</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 10:16:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/09/08/choque-termico/</guid>
<description><![CDATA[Foram 3 longas semanas a desaparelhar o cansaço mas hoje, quando acordei &#8211; inexplicavelmente ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Foram 3 longas semanas a desaparelhar o cansaço</p>
<p><a href="http://apenasmaisum.files.wordpress.com/2008/09/vidademarinheiro.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-747" title="vidademarinheiro" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2008/09/vidademarinheiro.jpg" alt="" width="624" height="600" /></a></p>
<p>mas hoje, quando acordei &#8211; inexplicavelmente &#8211; estava de novo sobre a linha d&#8217;água</p>
<p><a href="http://apenasmaisum.files.wordpress.com/2008/09/tem-destas-coisas.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-748" title="tem-destas-coisas" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2008/09/tem-destas-coisas.jpg" alt="" width="632" height="600" /></a></p>
<p>é sempre assim, quando já confiamos nas adriças que nos sustêm, é a mão no molinete que irá falhar!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[propósitos da "quinta do lazer" (2)]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/29/propositos-da-quinta-do-lazer-2/</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 14:06:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/29/propositos-da-quinta-do-lazer-2/</guid>
<description><![CDATA[ A realidade nem sempre se desenha com contornos cristalinos e a verdade facilmente se pode tornar i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://apenasmaisum.files.wordpress.com/2008/08/a-estepe-nordica-lr.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-686" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2008/08/a-estepe-nordica-lr.jpg?w=300" alt="" width="300" height="219" /></a> A realidade nem sempre se desenha com contornos cristalinos e a verdade facilmente se pode tornar imprecisa, inacabada, até supérflua. Nenhuma das duas é realmente importante só por si.  Servirão essencialmente para formar uma espécie de meio-ambiente onde podemos expressar a nossa ética, mas isso só se releva num quadro de socialização. Retirando os Outros desta análise continuo a achar que a realidade e a verdade não são importantes - fazem é parte de um modelo de percepções e comportamentos sem o qual (aparentemente) não nos conseguimos medir. A sua ausência, o pavor de um dia acordarmos sem saber onde estamos e sem saber o que fomos até então, isso é que leva a que nos agarremos ao táctil e ao ético como o único modelo de partilha, através do qual o reconhecimento e a nossa projecção nos outros nos habilita e, porque não dizê-lo, nos conforma.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas cada vez mais admito que tomar a realidade/verdade demasiado a sério, transpô-las para além de meros conceitos cognitivos e intelectivos que são, pode trazer uma grave insuficiência: a de deixarmos de poder habitar as nossas quimeras do sonho, as nossas florestas de ilusão, os espaços onde por vezes ainda arriscamos procurar novas nascentes de felicidade e fruição. A realidade, a verdade, não são muito importantes, a menos que nos tomemos demasiado a sério, mas isso será não mais que mero constrangimento nosso.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas também é verdade (lá está ela, a &#8216;verdade&#8217;, a ajudar-nos a vincar a certeza do que dizemos) que este processo de nos fazermos evoluir para além da moral, do útil e do pertinente, dos comportamentos e das responsabilidades, o alcançar a dimensão onírica e por lá nos deixarmos enredar ainda que com regresso marcado, é um exercício exigente e preverso. E a verdade (outra vez ela), é que poucos de nós nos deixamos fazer de loucos, além de que receamos de forma absurda não sermos compreendidos.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Mas depois, claro, regressa, essa, a realidade. A bater portas, ruidosa, desajeitada, até frígida se lhe olharmos para os contornos e não tivermos a exaltação suficiente para admitirmos que dentro dela pode caber tudo. Tudo, de novo.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><span style="color:#808080;"><strong>PS:</strong> na na, as férias não estão ainda a acabar e este não é um lamento descontrolado !! aliás, devo dizer que neste preciso momento me interrogo se quero voltar delas. e não falo obviamente da questão geográfica que interpomos para as fruir, a qual aliás, por mais ilusão que tenhamos, apenas nos adormece a pele. falo das férias que entranham para além da epiderme. em suma, gosto deste ir avançando de espírito toldado e vontade amaciada. desta possibilidade de acreditar que, mesmo regressando, poderei continuar assim, menos áspero, talvez menos atento. até porque a verdade, insisto, não pode ser o mais importante. admiro-os muito mas pelo menos eu não quero ser desses homens para quem a verdade é o mais importante.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[propósitos da "quinta do lazer"]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/20/propositos-da-quinta-do-lazer/</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 12:13:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/20/propositos-da-quinta-do-lazer/</guid>
<description><![CDATA[Lá de fora chegam as cigarras. Sigo-lhes o som na janela e dou-me a vaguear pelo quilómetro das sali]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://apenasmaisum.files.wordpress.com/2008/08/lazer.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Lá de fora chegam as cigarras. Sigo-lhes o som na janela e dou-me a vaguear pelo quilómetro das salinas, depois passo a foz do Arão, sobrevoo as dunas do Alvor e finalmente mergulho no oceano escuro do horizonte. Um ligeiro levante disfarça a torreira cá fora e com ele retrocedo e volto para o texto de onde tinha partido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Em grupos e algazarras, aos pares, depois os atrasados, todos se foram juntando aos que já tinham ido e eu, quase réptil, escondido em escusas vagas, a deixar-me ir ficando, até já só bastar eu e as cigarras, agora mais insinuadoras a adornarem o silêncio, e a barra do Alvor esbranquiçada ao fundo, e um texto que se vai escrevendo na tentativa de se explicar porque se vai escrevendo, sem nada mais que isso. Fundear o meu ócio na densidade pastosa deste calor e com um qualquer propósito frágil poder levar-me a pairar neste som do silêncio parece-me um excelente instante de férias. E depois mais nada. Provavelmente fecharei o portátil e saltarei para outro instante onde não me importe pousar.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:'Calibri','sans-serif';"><img class="alignleft size-medium wp-image-717" src="http://apenasmaisum.wordpress.com/files/2008/08/lazer.jpg?w=300" alt="" width="300" height="272" /></span></span>Estar só, sobretudo para os que ao contrário de mim não têm essa condição como uma escolha de que se possa voltar logo, logo, para esses a solidão deveria ser sempre assim, sem gente, mas cheia de mundo à volta.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<address></address>
<address>foto do <strong>Bill</strong> -enquanto não mostro a janela para as cigarras</address>
<address>(já agora, tu não te esqueças de me regar as plantas pá)</address>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:'Calibri','sans-serif';"><a href="http://apenasmaisum.files.wordpress.com/2008/08/lazer.jpg"></a></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comentário sobre a invasão da Geórgia e subsequentes invectivas diplomáticas]]></title>
<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/13/comentario-sobre-a-guerra-invasao-da-georgia-e-subsequentes-invectivas-diplomaticas/</link>
<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 09:03:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zé</dc:creator>
<guid>http://apenasmaisum.wordpress.com/2008/08/13/comentario-sobre-a-guerra-invasao-da-georgia-e-subsequentes-invectivas-diplomaticas/</guid>
<description><![CDATA[Em circunstâncias vagamente análogas Staline perguntava &#8220;Quantas divisões blindadas tem o Papa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em><a href="http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2008/08/h-demasiado-tempo.html" target="_blank">Em circunstâncias vagamente análogas Staline perguntava &#8220;Quantas divisões blindadas tem o Papa?&#8221;. Putin acaba de perguntar com a mesma clareza.&#8221;Quantas divisões blindadas tem a UE?&#8221;</a></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
