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	<title>quantum-effects &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/quantum-effects/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "quantum-effects"</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 08:59:54 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Pelos poderes do Excel, tragam Palin de volta!]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/26/pelos-poderes-do-excel-tragam-palin-de-volta/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 15:31:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Segundo Kieran Healy do Crooked Timber, eis um gráfico que apareceu recentemente na Fox News ilustra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Segundo Kieran Healy do Crooked Timber, <a href="http://crookedtimber.org/2009/11/25/the-visual-display-of-stupid/" target="_blank">eis um gráfico</a> que apareceu recentemente na Fox News ilustrando uma pesquisa feita com eleitores do Partido Republicano dos EUA:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-7158" title="foxpie" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/foxpie.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Dá até pra imaginar como isso pode ter acontecido, mas não deixa de ser engraçado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Sabedoria da China e da Índia"]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/23/sabedoria-da-china-e-da-india/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:03:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/23/sabedoria-da-china-e-da-india/</guid>
<description><![CDATA[Essa notícia me deixou besta: &#8220;India English growth &#8216;too slow&#8217; India is falling be]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/8365631.stm" target="_blank">Essa notícia</a> me deixou besta:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>India English growth &#8216;too slow&#8217;</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>India is falling behind countries such as China in its attempts to increase the use of English among its population, a new report says.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The study by the British Council says a &#8220;huge shortage&#8221; of teachers and quality institutions is hampering India despite a growing demand for English skills.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The study says China may now have more people who speak English than India.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>India&#8217;s emergence as a major software and IT hub has in part been possible due to its English-educated workers.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8216;Poor English&#8217;</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The study, English Next India, by British author David Gradoll says English is a &#8220;casualty of wider problems in Indian education&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>It says: &#8220;The rate of improvement in the English language skills of the Indian population is at present too slow to prevent India from falling behind other countries which have implemented the teaching of English in primary schools sooner, and more successfully.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em><strong>&#8220;China may already have more people who speak English than India.&#8221;</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The report says India will need many more people speaking English to sustain its economic growth.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Increasing demand for English language schools, a rising number of jobs which require English skills as well as growing social mobility are driving demand for English in India, the study says.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>But the spread of the language, according to the report, is being hindered by a shortage of English language teaching in schools.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The report says Indian universities fall far short of rival countries in the quality of teaching and research, and &#8220;poor English is one of the causes&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Also, the report adds, it is &#8220;impossible&#8221; to improve standards of English without addressing the problem of &#8220;very low levels of academic achievement&#8221; of students studying in government and private schools.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The study says a range of approaches is required to improve English proficiency in India, and no single method will help.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>English has been spoken in India from the days of colonial rule, but there are no precise estimates on how many Indians speak, read and write English.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>One estimate suggests 333 million people in India &#8220;use English&#8221;, but India&#8217;s National Knowledge Commission says &#8220;even now, no more than 1% of our people use English as a second language, let alone a first language</em>&#8220;. [grifo meu]</p>
<p>***</p>
<p>Quer dizer que na maior jóia do Império, que herdou um sistema educacional britânico, o ensino do inglês está menos disseminado do que na China?   O país que travou com Albion a Guerra dos Boxers?</p>
<p>Impressionante, eu digo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bowling alone, drunk, driving a car, with people as the pins.]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/22/bowling-alone-drunk-driving-a-car-with-people-as-the-pins/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 10:36:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/22/bowling-alone-drunk-driving-a-car-with-people-as-the-pins/</guid>
<description><![CDATA[Em um interessante livrinho chamado &#8220;Bowling Alone&#8220;, o sociólogo Robert Putnam usa uma e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em um interessante livrinho chamado &#8220;<a href="http://www.bowlingalone.com/" target="_blank">Bowling Alone</a>&#8220;, o sociólogo Robert Putnam usa uma extensa massa de dados para refletir sobre a diminuição do &#8220;capital social&#8221; nos EUA.  Esse esgarçamento do capital social teria consequencias em termos de redução do engajamento cívico, sendo, em última análise, um problema para a democracia.</p>
<p>As conclusões de Putnam foram <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bowling_Alone#Criticism" target="_blank">alvo de críticas</a>, é claro.  Uma delas, a de que de fato o &#8220;capital social&#8221; não estaria de fato se reduzindo, mas migrando para novas formas de socialização.   O que de fato se tornou patente anos depois (o livro do Putnan é de 1995), com a disseminação de coisas como o Orkut, o Facebook e o Twitter (embora redes como The Well e Geocities já existissem há algum tempo antes da publicação do livro).</p>
<p>O problema é: quem disse que as redes sociais agem sempre no sentido de aumentar o engajamento cívico?</p>
<p><a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/03/cidades,i=152302/TWITTER+VIROU+TERRITORIO+FERTIL+PARA+OS+QUE+INSISTEM+EM+BEBER+E+DIRIGIR.shtml" target="_blank">Matéria do Correio Braziliense</a>, em novembro deste ano, mostra que os jovens do Distrito Federal estão usando o Twitter para &#8220;mapear&#8221; os pontos de blitz da polícia e alertar uns aos outros para evitarem esses pontos, agindo, assim, contra os objetivos da Lei Seca:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/cbtwitter.jpg"><em><img class="size-medium wp-image-7096 aligncenter" title="cbtwitter" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/cbtwitter.jpg?w=300" alt="" width="300" height="275" /></em></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>(clique para ampliar)</em></p>
<p>Encorajo os leitores a irem lá ler os comentários que foram feitos à matéria.  A começar pelos feitos por uma das moças que apareceu na matéria, Marília Vieira:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Eu concedi a entrevista pro Correio. Essas pessoas que não tem VIDA SOCIAL são tão dramáticas. Ninguém ta falando de sair dirigindo embriagado, estamos falando do nosso direito de ir e vir, da nossa cultura. Que mal tem tomar uma cerveja e dirigir com responsabilidade? (continua)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O governo quer enriquecer as nossas custas, isso sim! Pq colocar policiais nas ruas prendendo bandidos de verdade, estrupadores, eles não tem essa animação toda! (continua)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Se é pra generaliar, se vocês acham que &#8220;todos nós que bebemos&#8221; somos irresponsáveis, então não podemos permitir igrejas estuprando nossas crianças ou tomando nosso dinheiro! Tem muita coisa pior acontecendo, deixe pelo menos a gente se divertir um pouco, tomando nossa cerveja com responsabilidade!</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Porque esse drama todo?? Vcs são exagerados demais, é até engraçado! Essa lei vai ter que mudar, não podemos permitir a proibição! Vamos colocar a policia pra correr atrás de bandido! Pq bandido tbm mata os parentes de vcs, lá no hospital tem muita gente vitima de coisa pior, como de gente drogada!</em>&#8220;</p>
<p>OK: ela foi entrevistada da matéria e deve ter-se sentido no dever de justificar sua pose.  Mas o que dizer das inúmeras mensagens de apoio?</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Autor: Evandro Costa</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A lei seca foi feita só para inglês ver,só funciona em Brasília e no Rio de Janeiro,porque no restante do Brasil &#8230;.estar só no papel e aquela hein que obriga motociclista a andar de capacete,também só em Brasília,porque no restante do Brasil&#8230; e lembra da faixa de pedestre,háháhá, esta só em BsB.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Se este twitter vier a ganhar mais adeptos por dia, estas blitzes com certeza ficarão ineficaz, mesmo que os policiais e agentes de trânsitos mude a cada minuto de lugar.</em>&#8220;</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Autor: Mario Prandi</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Que drama cruel eim kkkkkkkk Então pra ser professora tem que ser velha, gorda, ignorante,descriminar as pessoas que bebem com responsabilidade(igualndo -os a imbecis que não mereciam nem dirigir) e apoiar imposições autocraticas inconstitucionais. Vixi,que drama</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Nem falo mais nada pra não dar ideia pra esses radicaizinhos sem vida social (como disseram), ficam querendo levantar cachorro morto se é que esse cão viveu um dia</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Não entendi essa de gerar discussões?? O povo já deixou bem claro o que pensa a respeito desse toque de recolher disfarçado, enquanto houver democracia essa imposição nunca será lei tão menos constitucional, só fazendo como os militares fizeram em 1964 mesmo, policia contra cidadão de bem</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Continuando,independente disso ficou provado que radicaizinhos não conseguiram passar por do legislativo, e atropelar todo um sistema democratico e enfiar uma lei guela abaixo da população dia seguinte, porque conseguiram comprar a assinatura do presidente, mas n vou entrar nessa parte mais polemica.</em>&#8220;</p>
<p>***</p>
<p>Não vou dar uma de virtuoso, ou hipócrita.  Já dirigi depois de ter bebido (moderadamente, mas bebi _ nunca dirigi bêbado, nem antes nem depois da Lei Seca).  Mas na maior parte das vezes venho tentando obedecer a lei, principalmente quando saio com a Sra. Hermenauta (ou ela bebe e eu dirijo, ou vice-versa).   E o que importa aqui é que eu acho que a Lei é eficaz _ e as <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/10/29/cidades,i=151389/NUMERO+DE+MORTES+POR+ACIDENTES+NO+DF+CRESCEU+6+6+EM+JULHO+E+5+EM+AGOSTO.shtml" target="_blank">estatísticas mostram isso</a>.</p>
<p>***</p>
<p>Claro que o caso da Lei Seca é um pouco irônico considerando o que estamos discutindo aqui, já que é possível imaginar que, sem poder beber, as pessoas saiam menos e se encontrem menos.  Mas isso é uma questão de mudança cultural, já que elas sempre podem sair sem beber _ ou ficar em casa usando o Twitter.  :)</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reinaldo Azevedo, sem cortes]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/20/reinaldo-azevedo-sem-cortes/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:54:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/20/reinaldo-azevedo-sem-cortes/</guid>
<description><![CDATA[Não perdam!   Algum gênio criou o site do Reinaldo Azevedo, sem o Reinaldo Azevedo _ aqui. Diz o int]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não perdam!   Algum gênio criou o site do Reinaldo Azevedo, sem o Reinaldo Azevedo _ <a href="http://reinaldoazevedo.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Diz o intróito:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;O mesmo conteúdo, mas sem censura para comentários&#8221;</em></p>
<p>O que é o mesmo tratamento que <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1293150-5601,00.html" target="_blank">pessoas empreendedoras</a> <a href="http://planalto.blog.br/" target="_blank">aplicaram</a> ao <a href="http://blog.planalto.gov.br/" target="_blank">Blog do Planalto</a>.  <em>Fair game</em> _ tenho certeza de que o <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nem-vem-que-aqui-nao-tem/" target="_blank">Reinaldão até gostou</a>!</p>
<p>É claro que o Blog do Planalto é feito sob uma licença &#8220;Creative Commons&#8221;, enquanto o do Tio Rei está &#8220;protegido&#8221; pela Declaração do Hambúrguer.  Mas eu voltarei a este candente tema mais tarde&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais apagão]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/17/mais-apagao/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 08:08:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/17/mais-apagao/</guid>
<description><![CDATA[O Valor de hoje entrevista Mário Veiga, da consultoria PSR, tido como um dos maiores especialistas b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O Valor de hoje <a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/especial/195/5930105/sistema-do-brasil-nao-e-fragil,-diz-especialista" target="_blank">entrevista</a> Mário Veiga, da consultoria PSR, tido como um dos maiores especialistas brasileiros em energia elétrica:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Valor: O sistema elétrico no Brasil é frágil? </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Mário Veiga: Não, o sistema elétrico brasileiro não é frágil. O que temos que fazer é separar o que é oferta de geração, que está associada ao risco de racionamento de energia, a oferta de transmissão, que é a infraestrutura que transporta essa geração até os centros de consumo, e a infraestrutura de gestão, quer dizer, a operação segundo a segundo nesse sistema. Na parte de geração estamos até com excesso de oferta, o que permite que Brasil absorva com facilidade taxas altas de crescimento do PIB. A parte de transmissão acompanha a parte de geração. Os leilões de construção de linhas são feitos para que as linhas necessárias e reforços estejam prontos quando entrarem novos geradores no sistema. Nos últimos nove anos, foram licitados &#8211; e a maior parte construídos -, cerca de 32 mil quilômetros de linha de alta tensão. Comparado ao comprimento total hoje, de 80 mil quilômetros, nota-se que os investimentos foram significativos em transmissão. Então, estamos bem na parte de geração e de infraestrutura de transmissão.</em>&#8220;</p>
<p>Outros trechos abaixo do folder, para os sem-Valor.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E na parte de gestão de infraestrutura, que tem recebido tantas críticas?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Na parte de gestão, as medidas que foram tomadas quando houve a reforma do setor foram de, primeiramente, centralizar a autoridade da operação no ONS. O ONS tem total autonomia e autoridade para operar o sistema minuto a minuto, da maneira mais eficiente possível. Esse é um desafio para qualquer operador do mundo, porque a cada segundo o total de energia produzida tem que ser exatamente igual ao de energia consumida. Essa operação é feita em três horizontes. Num olhar para os próximos três a cinco anos é que, estrategicamente, se decide como usar os reservatórios do país. Isso é feito por um processo de otimização bastante sofisticado, que leva em consideração literalmente bilhões de combinações de cenários futuros. Depois, essa decisão é detalhada na programação para as próximas 24 horas, em que o ONS, em coordenação com os centros regionais, determina o cronograma de produção de cada usina. Depois vai para o tempo real, em que, de segundo a segundo, a operação do sistema é ajustada para ficar sempre igual à demanda.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Parece um processo simples&#8230;</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> A rede elétrica foi considerada há alguns anos pela academia americana de engenharia como o sistema mais complexo jamais feito pelo ser humano. É a máquina mais complexa já feita. Isso porque existem centenas de milhares de componentes que têm que funcionar, segundo a segundo, como o programado. A vantagem desse sistema é permitir que geração barata chegue à casa dos consumidores. Quando a energia elétrica foi produzida e distribuída em escala comercial pela primeira vez, com a descoberta de Thomas Edison, cada quarteirão tinha seu próprio gerador, porque não havia capacidade de transmitir energia a distancias muito longas. Isso teria a vantagem de nunca haver um blecaute, porque é como se cada quarteirão fosse um sistema isolado. A desvantagem é que esses geradores funcionavam a óleo e eram caríssimos. Quando foi inventado o sistema de corrente alternada, isso permitiu que fossem construídas linhas de transmissão de longas distâncias. Se poderia, assim, construir mais longe um gerador maior e, portanto, mais barato, por causa da economia de escala. Então rapidamente, no mundo inteiro, os sistemas deixaram de ser isolados para se integrarem. Foi um processo que beneficiou os consumidores, porque contribuiu para reduzir o custo de energia.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Não foi diferente no caso do Brasil, certo?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> No caso do Brasil, isso era fundamental por causa das usinas hidrelétricas. Se você pega o exemplo do Equador ou Peru, que são países de tamanho menor, um evento meteorológico pode causar uma seca simultânea em todo o país. O Brasil, por ter área muito grande, tem várias regiões climáticas. A vantagem de termos uma rede interligada é que pode funcionar como se fosse um portfólio. Igualzinho quando a pessoa tem varias ações na bolsa de valores para poder diversificar o risco. Quando chove na região Norte, não chove no Nordeste, quando chove no Sudeste, não chove no Sul. Então eu posso aproveitar muito melhor essa diversidade de produção hidrelétrica e ter um sistema com muita participação hidráulica, mas que seja seguro. O que o operador nacional faz permanentemente é, atraves do modelo de otimização, buscar energia de onde está chovendo, onde os reservatórios estão melhores, e transferir para regiões onde está chovendo menos e os reservatórios estão mais vazios. Isso permitiu ao longo do tempo que a produção de energia fosse muito eficiente e transferiu o benefício da energia mais barata possível para o consumidor.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas também traz o risco de apagões maiores?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> O fato de as hidrelétricas estarem localizadas a milhares de quilômetros dos centros de consumo torna a operação mais complexa do que naturalmente já é. Você tem cada vez mais a possibilidade do sistema entrar no que se chama de oscilação e que pode se traduzir em um apagão.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Como acontece essa oscilação?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> A cada segundo você tem fluxo de energia passando em todas as linhas de transmissão do sistema. Evidente que uma linha pode falhar. Pode cair um raio, pode haver uma falha nos componentes. Quando a linha falha é preciso tirá-la de operação e desligá-la. Isso é feito porque, se ela se danificar, vai levar meses para consertá-la e colocá-la de volta no sistema. Se essa linha é desligada, a energia que estava passando por ali, automaticamente, numa fração de segundo, vai por um outro caminho, porque a energia não pode desaparecer. Se der azar de que nesse outro caminho já estava passando quantidade grande de energia, ele vai ficar sobrecarregado. Nesse caso, equipamentos chamados relés identificam que aquele caminho está transferindo mais energia do que aguenta e a segunda linha também é desligada. A energia associada ao primeiro caminho, mais a energia do segundo, vai por um terceiro caminho, que por sua vez pode dar o azar de ser sobrecarregado e assim por diante. Aí se tem o efeito cascata e o apagão.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O senhor usou muito a expressão &#8220;se der o azar&#8221;. Então é azar mesmo?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> É um pouco de azar sim, pelo seguinte: o operador do sistema não tem, em nenhum país, o controle de quanto fluxo está passando em cada linha, porque os fluxos se distribuem de acordo com as chamadas leis de Kirchhoff. Se eu tenho duas linhas em paralelo, eu não posso forçar que em uma linha passe uma quantidade de energia, e em outra linha, outra quantidade. A natureza automaticamente distribui a energia entre as duas linhas em função das características elétricas das linhas.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Não há tecnologia para se medir esse fluxo?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Poderia se fazer por meio de links de corrente contínua. Mas seria caríssimo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Então ficamos à mercê das leis de Kirchhoff?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Quando se planeja a transmissão, é feita uma série de simulações com milhões de cenários, que permitem que seja possível levar em consideração que os fluxos se distribuem de determinada maneira. É simulada a retirada de cada linha, uma a uma, para verificar por onde passariam os fluxos e garantir que, tirando uma linha, esses fluxos ainda passariam por uma outra linha e não teriam problemas. O sistema é planejado para levar em consideração que os equipamentos falham. Porque eles falham mesmo. Então o sistema é desenhado levando em consideração que linhas podem falhar e é colocado um reforço no sistema, isto é, se criam caminhos alternativos de transporte de energia.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Aparentemente não havia esse caminho alternativo na semana passada.</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Existe um problema particular quando se tem uma usina como Itaipu. Ela é muito grande, responde por 20% da geração do país, e está a 900 quilômetros do centro de carga. Então é como se todos os caminhos andassem juntos. Mas o sistema de Itaipu é protegido e não é qualquer raio que o derruba. Se pode perder uma linha, até duas linhas, que não dá problema. Mas ninguém desenhou ou projetou o sistema para a saída de três linhas de operação, como disse o ONS. E não é uma questão de colocar mais reforços, pois custariam centenas de milhões de reais, que onerariam a conta do consumidor.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Não há margem de manobra, então, quando caem as três linhas que ligam Itaipu ao Sudeste?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> O que torna a operação ainda mais complicada é que, como estes fenômenos ocorrem em frações de segundos, o ser humano não tem tempo de agir. É por isso que se faz uma pré-programação e o sistema está preparado para, quando determinada linha receber fluxo maior, que ela seja desligada. Mas algumas vezes pode acontecer de o equipamento falhar e não acionar a instrução dada para se desligar a linha. Aí aquilo que devia estar desligado continua ligado e se começa a ter problemas, porque toda a coreografia previamente ensaiada pode começar a falhar.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. não acha que a explicação da causa do apagão está demorando?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Amanhã (hoje) vai sair a análise do ONS do que aconteceu. A demora é justificável, porque o sistema possui registros segundo a segundo do que aconteceu, como se fossem caixas pretas. O que os técnicos estão fazendo é olhando essas caixas pretas e verificando cada relé, cada chave, cada disjuntor para saber o que aconteceu.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Por essa complexidade, parece que não é fora do normal ter demorado para voltar a luz&#8230;</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Sim e não. Porque você também se prepara para a falha. Imagine que houve um blecaute num país e toda a demanda desapareceu. A linha pode ser religada em frações de segundo, mas isso não é feito, porque quando existe uma falha do país inteiro o operador sabe qual era o consumo um segundo antes de dar o problema, só que quando falta a luz, as pessoas desligam seus equipamentos. O operador tem um problema complicado, porque ele não sabe qual a demanda que vai ter no sistema quando ele religar. Vamos imaginar que o sistema estava consumindo 50 mil MW na hora que caiu a energia, mas pessoas desligaram seus aparelhos e a carga, se fosse religada, seria de 30 mil MW. Mas operador estimou 40 mil MW e se ele religar haverá novo desequilíbrio e o sistema cai de novo. Por isso é feita uma divisão no sistema, já pré-programada, que se chama de ilhamento. Se o ilhamento funcionar você continua tendo o sistema que caiu, mas sabe que ele foi isolado. Agora existem vários megaquarteirões e se começa a recuperar a geração para cada um separadamente. O ideal, que qualquer centro de controle busca, é que as falhas não ocorram, mas se ocorrerem que se consiga fazer o desligamento de maneira organizada. No relatório do ONS, um dos assuntos que vai ser discutido é se esse esquema de desligamento funcionou 100% como esperado ou, se pela magnitude da falha, não teria condições físicas de esse esquema funcionar. O que significa que caiu mais energia do que se esperava. Se pode usar o script mas também é preciso usar a experiência do operador.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Nunca se cogitou a possibilidade de Itaipu sair do sistema?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Não posso falar pelo ONS, mas em nenhum lugar do mundo se planeja o sistema para falharem três linhas de transmissão como aconteceu na semana passada. Certamente foi um evento absolutamente inesperado. O importante é saber se as três linhas falharam por um azar imenso, ou se houve uma causa comum, um megarraio nas três linhas, ou se na verdade quando uma falhou, houve algum problema na proteção que, de alguma maneira &#8211; isso certamente o ONS vai esclarecer -, teria levado à falha das outras duas. Então é o seguinte: se deu um azar cósmico e falharam as três ao mesmo tempo por razões independentes, aí realmente é um azar gigantesco e é muito pouco provável mesmo. O que é mais provável é terem falhado uma ou duas das linhas e ter havido mais um incidente que levou à falha da terceira. Em geral, as falhas que causam problemas nunca são espetaculares. São uma combinação inesperada de fatores que, cada um isoladamente, não traria problemas.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Poderia ter sido evitado este apagão?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Prevenir-se do conjunto de pequenas causas é um grande desafio, porque estamos falando de milhares e milhares de componentes, e quando você pensa em todas as combinações de pequenos acidentes que podem no conjunto dar errado, você estaria analisando bilhões ou trilhões de possíveis causas. Tenta-se da melhor maneira possível se prevenir, com reforços, com caminhos duplicados, mas sempre é possível acontecer um problema.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O fato de Itaipu naquele momento estar gerando a plena capacidade pode ter contribuído?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Claro que se tivesse gerando pouco, e as três linhas falhassem, a energia poderia passar pelas outras. Mas se durante seis anos, que foi o tempo entre o último blecaute e agora, se tivesse criado um procedimento para Itaipu nunca gerar a plena capacidade, se estaria deixando de utilizar a energia hidrelétrica barata de Itaipu para utilizar algo mais caro. Quando se faz a conta, se vê que isso possivelmente não era uma solução razoável. O fundamental é que causas sejam explicadas, identificadas e erros corrigidos. Se foi algo imprevisto, paciência, tem que melhorar.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>De certa forma o sistema formou um ilhamento, mas que abrangeu todo o Sudeste..</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Quando se perde toda a energia de Itaipu, não tem jeito, lembre que a cada segundo o total de geração tem que ser o total de demanda, então se toda a energia de Itaipu sai do ar tenho que cortar essa demanda, e nas áreas que são mais afetadas pela energia que foi embora. Então não tem jeito, que o Sudeste ia ser cortado, ninguém tem dúvidas. A questão que o ONS vai esclarecer é se pelo fato de ter havido falha mais severa é que foi necessário cortar mais demanda do que a oferta de Itaipu.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Então o Sudeste sempre vai ser afetado pela saída de Itaipu?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> A gente fica traumatizado, mas é bom lembrar que é a primeira vez na história que houve a saída de Itaipu. Se Tucuruí falhar, vai afetar o Nordeste. Não tem almoço grátis. São os riscos que traz uma energia limpa, barata. Mesmo com todos os esforços para evitar que ocorram acidentes, nunca é impossível de se ter apagão. O importante sempre é que as recomendações e aperfeiçoamentos sejam implementados.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. acredita que o ONS tem liberdade para divulgar exatamente tudo o que aconteceu, ou vai existir pressão política?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Não imagino que haja pressão política e uma das razões é que na lei do modelo do setor elétrico foi dada total blindagem política para a diretoria do ONS. Embora o ONS seja empresa privada, as empresas que contribuem não tem qualquer ingerência no ONS, nem o governo. Essa blindagem existe para dar todas as condições de o operador fazer um trabalho técnico, que sempre tem feito.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>A experiência vivida em outros apagões foi aproveitada?</em></p>
<p><strong>Veiga:</strong> Várias recomendações da análise dos apagões de 1999 e 2003 foram aproveitadas. Não sei se todas, mas várias delas com certeza foram. Mas este é um processo que tem que ser constante. E não se é obrigado a implementar todas as propostas, porque alguma delas têm que comparar custo e benefício para saber se vale à pena. O fato de não ser implementada não significa que houve descuido ou descaso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Fortuna" pouca é bobagem]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/06/fortuna-pouca-e-bobagem/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 09:58:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/06/fortuna-pouca-e-bobagem/</guid>
<description><![CDATA[O nascimento de Lula, por Botticelli Fernando Henrique faz bem em citar Maquiavel e em lembrar do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-6970" title="nascimentodelula" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/nascimentodelula.jpg" alt="nascimentodelula" width="386" height="340" /></p>
<p><em>O nascimento de Lula, por Botticelli</em></p>
<p>Fernando Henrique faz bem em citar Maquiavel e em lembrar do &#8220;imprevisível&#8221; apagão (vide post abaixo), mas parece que Lula, o voltado pra Lua, <a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/brasil/89/5911063/nivel-recorde-de-reservatorios-faz-agencia-temer--enchentes" target="_blank">não precisa se preocupar</a> com um repeteco de 2002 em 2010:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Nível recorde de reservatórios faz agência temer enchentes</strong> </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Paulo Victor Braga, de Brasília</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O volume de água nos reservatórios de todo o país encontra-se em nível recorde, muito próximo da capacidade máxima, em razão das chuvas intensas de outubro de 2008 a setembro deste ano. O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, afirmou ontem que essa constatação, aliada à alta umidade do solo e à época de chuvas que se aproxima, levaram a ANA a tomar suas precauções. &#8220;Existe risco de que venhamos a ter enchentes, mas agora haverá maior eficiência na prevenção&#8221;, disse</em>.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um artigo imperdível]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/06/um-artigo-imperdivel/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 09:36:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/06/um-artigo-imperdivel/</guid>
<description><![CDATA[Maria Christina Fernandes, a colunista gatinha do Valor, conta como foi o último seminário no Instit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Maria Christina Fernandes, a colunista gatinha do Valor, <a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5911036/debate-de-tucanos-sobre-o-estado-da-economia-reflete-dilema-do-partido-na-sucessao-presidencial&#38;scrollX=0&#38;scrollY=1268&#38;tamFonte=" target="_blank">conta</a> como foi o último seminário no Instituto Fernando Henrique Cardoso:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Um pen drive imperdível </strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A plateia era formada por alguns dos luminares do governo Fernando Henrique Cardoso &#8211; André Lara Resende, Andrea Calabi, Henri Philippe Reichstul e Rubens Barbosa. Todos, inclusive o ex-presidente que dá nome ao instituto onde o evento se realizava, aguardavam um dos palestrantes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, preso no trânsito, como descobriria Gilda Portugal ao celular, no meio da audiência &#8211; &#8220;Ele vem com certeza e traz um pen drive imperdível&#8221;.</em>&#8220;</p>
<p>Abaixo, para os sem-Valor.</p>
<p><!--more--></p>
<p>&#8220;<strong>Um pen drive imperdível </strong></p>
<p>A plateia era formada por alguns dos luminares do governo Fernando Henrique Cardoso &#8211; André Lara Resende, Andrea Calabi, Henri Philippe Reichstul e Rubens Barbosa. Todos, inclusive o ex-presidente que dá nome ao instituto onde o evento se realizava, aguardavam um dos palestrantes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, preso no trânsito, como descobriria Gilda Portugal ao celular, no meio da audiência &#8211; &#8220;Ele vem com certeza e traz um pen drive imperdível&#8221;.</p>
<p>Papearam sobre a repercussão do polêmico artigo de Fernando Henrique de domingo (&#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; e &#8220;O Globo&#8221;) e a ausência de um dos convidados, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, justificada, como relatou o coordenador do instituto, Sérgio Fausto, pela premência de uma reunião sobre a Olimpíada de 2016.</p>
<p>O ex-presidente não alimentaria animosidades &#8211; &#8220;Eu o conheci como secretário do Zeca do PT (MS). Quando esteve comigo no Planalto disse que se o tivesse conhecido antes o teria chamado para o lugar do (Pedro) Malan. É aberto ao diálogo&#8221;.</p>
<p>Mendonça de Barros chega, sem gravata como o dono da casa, e é aplaudido pelo auditório cheio que o aguardava há 20 minutos. Não demora e o pen drive começa a rodar. &#8220;Economia Brasileira: como chegamos aqui/ FHC + Lula: uma combinação que deu certo&#8221;.</p>
<p>Antes de começar a falar, faz a Fernando Henrique a ressalva de que tinha gostado muito do artigo de domingo, em que o ex-presidente criticara os inebriados pelo Brasil de Lula.</p>
<p>A exposição trazia os números daquilo que o artigo chamara ironicamente de &#8220;o maior espetáculo da terra&#8221;. A tela exibia as curvas desencontradas dos oito anos do PSDB versus os sete do PT para balança comercial, salário mínimo, câmbio, juros, dívida externa, massa real de salários e faturamento do comércio.</p>
<p>Diz que a situação atual do Brasil é muito difícil para sua geração &#8211; &#8220;e a do Fernando Henrique&#8221; &#8211; entender. É o país que, no último relatório da Goldman Sachs, é citado como o detentor da moeda mais valorizada do mundo. Nesse momento chega Joseph Safra, com o crachá &#8220;visitante&#8221; na lapela, e senta-se entre Fernando Henrique e Rubens Barbosa.</p>
<p>Mendonça de Barros cita as conversas que tem tido com investidores estrangeiros e empresários brasileiros para dizer que seu otimismo com o país é compartilhado. &#8220;Um empresário que está vendendo três mil carros por dia, (e dirige-se a Safra, sentado bem à sua frente ) cliente de vocês lá, me disse &#8211; &#8216;Lula é o máximo&#8217;&#8221;.</p>
<p>Antes de passar a palavra ao palestrante seguinte, Fábio Giambiagi, Fernando Henrique dirige-se a Mendonça de Barros &#8211; &#8220;Entusiasmado você é. Cego, não&#8221;.</p>
<p>A exposição de duas únicas telas resume a fala de Giambiagi: O Brasil de 2050 terá uma população acima de 60 anos três vezes maior que a atual. Ele retoma o tema abordado ao final da exposição de Mendonça de Barros sobre as dificuldades de se empreenderem as reformas necessárias &#8211; &#8220;Se a oposição for vitoriosa terá que conviver com um PT mais forte e Lula à sombra e não conseguirá fazer mudanças sem um entendimento político&#8221;.</p>
<p>Vai buscar na ditadura de 1976, quando voltou ao Brasil adolescente, o exemplo de um país que tinha &#8220;uma capacidade de diálogo hoje perdida&#8221;. Cita uma batida de carro que presenciara, resolvida amigavelmente &#8211; &#8220;Foi um choque pra mim, vindo de uma Argentina onde a inflexibilidade era cultivada como virtude&#8221;.</p>
<p>Fernando Henrique inicia seus comentários contestando as previsões futuras de crescimento econômico apresentadas por Mendonça de Barros &#8211; &#8220;Quem previu 2002?&#8221;, questiona, numa referência à deterioração dos indicadores daquele ano. Recorre à prevalência da política e cita Maquiavel sobre a dificuldade das reformas &#8211; quem é afetado se rebela e quem será beneficiado ainda não o sabe.</p>
<p>Reconhece que a transferência de voto é possível &#8211; &#8220;Já está ocorrendo, Dilma tinha zero agora tem 15%&#8221; &#8211; mas não é automática &#8211; &#8220;Tanto que Serra tinha o apoio de três, o meu o de Montoro e o de Covas quando se candidatou pela primeira vez a prefeito e perdeu&#8221;.</p>
<p>Diz que a população não é dividida em partidos ou blocos de oposição e governo &#8211; &#8220;Cabe à liderança política mostrar que os 65% (de Lula) podem ser próximos dos 40% (de Serra)&#8221;.</p>
<p>Trata o Bolsa Família como &#8220;imexível&#8221; e diz que sua importância para remediar os miseráveis é superior à da valorização do salário mínimo, ressaltada por Mendonça de Barros.</p>
<p>Vê nos gargalos na infraestrutura, em que inclui o pré-sal, o reflexo da &#8220;confusão reinante neste governo entre público e privado&#8221;. Conclui os trabalhos da mesa num clima ameno, que só volta a esquentar nos debates.</p>
<p>Raul Vellozo questiona como se justifica o otimismo com o futuro do Brasil face à &#8220;incapacidade de a União se planejar para gastar bem&#8221;.</p>
<p>Mendonça de Barros acabara de classificar os artifícios contábeis para se produzir o superávit de &#8220;5ª categoria&#8221; &#8211; &#8220;Os nossos eram mais sofisticados&#8221;. Ao ouvir Vellozo, chuta a lata &#8211; &#8220;São um bando de ignorantes que não sabem o que estão fazendo. Há uma série de problemas novos que não conseguem resolver porque estão no software pirata que usam&#8221;. Foi o único momento do seminário em que André Lara Resende soltou uma risada.</p>
<p>No café, ao final do seminário, Mendonça de Barros é questionado se as razões da indecisão de Serra sobre a candidatura presidencial estavam relacionadas ao seu pen drive. &#8220;Não tenho a menor dúvida&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No mapa]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/05/no-mapa/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:36:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Nick Carr já terminou seu novo livro, &#8220;The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brain]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O Nick Carr já terminou seu novo livro, &#8220;<em><a href="http://www.amazon.com/Shallows-What-Internet-Doing-Brains/dp/0393072223" target="_blank">The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains</a></em>&#8221; _ uma obra que muito me interessa, e que acho que vai ser muito comentada.  Mas eu queria mesmo é chamar a atenção de vocês para esse trecho do <a href="http://www.roughtype.com/archives/2009/10/the_shallows_pu.php" target="_blank">post</a> onde o Carr fala dos lugares onde o livro será editado, além dos EUA:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>The English version of the book will also be published in the UK by Atlantic Books, and translations are currently in the works from Blessing in Germany, Seido Sha in Japan, Chungrim in Korea, Ediouro in Brazil, and CITIC in China</em>.&#8221;</p>
<p>Brasil na área.  Nem França, nem Espanha (nem versão em espanhol&#8230;), nem Rússia.  Isso deve querer dizer alguma coisa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais-Valor]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/04/mais-valor/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:05:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/04/mais-valor/</guid>
<description><![CDATA[Deve ser por isso que o Tio Rei acha que o Valor é um &#8220;jornal de negócios esquerdista&#8221;. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Deve ser por isso que o Tio Rei acha que o Valor é um &#8220;jornal de negócios esquerdista&#8221;.  Eis o <a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/opiniao/96/5903962/orgao-de-fiscalizacao-e-tecnico,-nao-e-politico" target="_blank">editorial</a> de hoje:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Órgão de fiscalização é técnico, não é político</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Embora tenha incorporado bons quadros técnicos ao longo dos anos, e os remunerado muito bem, o Tribunal de Contas da União (TCU) jamais se livrou do estigma de ser um órgão político. A profissionalização da instituição é urgente: se sua composição e perfil incomodam esse governo, têm potencial para incomodar qualquer outro. A fiscalização é algo altamente desejável para o país, mas o uso político dos poderes fiscalizatórios para parar obras, sem qualquer tipo de punição na hipótese de abusos serem cometidos, não serve a ninguém. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Matéria publicada pelo jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; do dia 1º de novembro cita alguns exemplos de como não deve proceder um órgão pretensamente técnico. No início do mês passado, o TCU anunciou o embargo de 15 obras por supostas irregularidades. Segundo a Casa Civil, que faz a gerência do PAC, três já tinham sido excluídas da lista pelo próprio TCU, uma não era do programa, duas já estavam com contratos rescindidos, seis entregaram suas justificativas ao órgão sem que tivessem obtido resposta, duas estavam em processo de nova licitação e em uma delas o problema era a supervisão, e não a obra propriamente dita. O TCU fez uma lista negra, anunciou-a como rol de irregularidades insanáveis e um mês depois, com indiferença, viu-a derrubada por falta de consistência. Isso é preocupante. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O TCU tem, ele mesmo, problemas insanáveis de origem. Pela Constituição, é um órgão auxiliar do Legislativo que deveria dar parâmetros técnicos para fiscalização do Poder Executivo. Se existe hoje uma reclamação em relação ao excessivo poder do presidente da República para nomear ministros do Supremo Tribunal Federal, no entanto, deveria igualmente haver uma grita em relação ao poder concentrado em um órgão de controle cujos integrantes são de nomeação exclusiva do Legislativo e que não está sujeito, ele próprio, a nenhum tipo de fiscalização. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Idealmente, a legitimidade do TCU residiria no fato de ser um órgão de controle técnico cujos integrantes são escolhidos por um poder onde estão representados todos os partidos políticos legalmente constituídos. Mas mostra a experiência que a nomeação torna-se sempre uma prerrogativa das maiorias governistas da ocasião. Na prática, a escolha de um ministro do STF não é tão suprapartidária assim. Ela é, na origem, uma escolha partidária. A nomeação recente do ex-ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, para uma vaga é prova disso. São maiorias parlamentares do momento que aprovam as nomeações; como os cargos são vitalícios, no momento seguinte o pleno do tribunal pode refletir a posição política de uma minoria. Segundo o &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, dos nove membros do TCU, cinco são ex-políticos oposicionistas. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A história se reproduz a nível federativo. Se a oposição ganhar no Estado de São Paulo, por exemplo, governará com um Tribunal de Contas do Estado cujos integrantes foram escolhidos ao longo de quatro mandatos do PSDB e outros dois anteriores do PMDB, partido do qual a legenda de José Serra se originou. Na capital, eleita em 1990 pelo PT, a hoje deputada Luiza Erundina (PSB) enfrentou grandes dificuldades, durante todo o seu mandato, com o Tribunal de Contas do Município (TCM). O seu sucessor, Paulo Maluf, e o sucessor do sucessor, Celso Pitta, não tiveram problemas com o órgão, embora respondam a processos na Justiça por atos administrativos desse período. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Despolitizar a administração pública requer despolitizar órgãos de fiscalização e controle. A interrupção de obras públicas sem razões técnicas plausíveis constitui um prejuízo que não é exclusivo do governante do momento. Toda obra pública envolve dinheiro público na sua realização e benefício público na sua conclusão &#8211; e isso lança dúvidas sobre a legitimidade da paralisação de obras se elas tiverem razões políticas, e não exclusivamente técnicas. A paralisação de obras desperdiça dinheiro público e obstrui o acesso das populações àqueles benefícios. Não se pode impedir governantes de governar &#8211; deve-se impedi-los de se beneficiar privadamente do dinheiro público, mas jamais de exercer mandatos conferidos pelo povo</em>.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Exumando cadáveres]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/01/exumando-cadaveres/</link>
<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 11:12:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/11/01/exumando-cadaveres/</guid>
<description><![CDATA[Exhibit A:  Onde foram parar os cortes de impostos da era Bush. (clique para ampliar) Exhibit B: Até]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Exhibit A:  Onde foram parar os <a href="http://www.nytimes.com/2009/10/29/your-money/taxes/29TAX.html" target="_blank">cortes de impostos da era Bush</a>.</p>
<p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/6a00d83451b33869e20120a642caf8970b-800wi.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-6898" title="6a00d83451b33869e20120a642caf8970b-800wi" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/11/6a00d83451b33869e20120a642caf8970b-800wi.gif" alt="6a00d83451b33869e20120a642caf8970b-800wi" width="500" height="299" /></a></p>
<p>(clique para ampliar)</p>
<p>Exhibit B: Até Gorbachev <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/oct/30/1989-capitalism-in-crisis-perestroika" target="_blank">tira um sarro do Ocidente</a>.</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>The real achievement we can celebrate is the fact that the 20th century marked the end of totalitarian ideologies, in particular those that were based on utopian beliefs.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Yet new ideologies are quickly replacing the old ones, both in the east and the west. Many now forget that the fall of the Berlin wall was not the cause of global changes but to a great extent the consequence of deep, popular reform movements that started in the east, and the Soviet Union in particular. After decades of the Bolshevik experiment and the realization that this had led Soviet society down a historical blind alley, a strong impulse for democratic reform evolved in the form of Soviet perestroika, which was also available to the countries of eastern Europe.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>But it was soon very clear that western capitalism, too, deprived of its old adversary and imagining itself the undisputed victor and incarnation of global progress, is at risk of leading western society and the rest of the world down another historical blind alley</em>.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os olhos do observador]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/26/os-olhos-do-observador/</link>
<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 06:42:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/26/os-olhos-do-observador/</guid>
<description><![CDATA[Meio cheio ou meio vazio? No Valor, uma reportagem curiosa de Arnaldo Galvão: &#8220;Estudo mostra q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-6868" title="glass-half-empty" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/glass-half-empty.jpg" alt="glass-half-empty" width="249" height="349" /></p>
<p><em>Meio cheio ou meio vazio?</em></p>
<p>No Valor, uma <a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/brasil/89/5889007/estudo-mostra-que-politica-publica-reduz-pouco-pobreza&#38;scrollX=0&#38;scrollY=1242&#38;tamFonte=" target="_blank">reportagem curiosa</a> de Arnaldo Galvão:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>Estudo mostra que política pública reduz pouco pobreza</strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>As políticas públicas de redução da pobreza e da desigualdade estão na direção correta, mas a força delas é insuficiente para resgatar as regiões mais pobres do país, especialmente Nordeste e Norte. Essa é a principal conclusão de um trabalho do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP) da Universidade Federal do Ceará (UFC) sobre o que ocorreu nos 27 Estados e no Distrito Federal, de 2006 a 2008. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O economista e professor Flávio Ataliba Barreto, coordenador da pesquisa, (&#8230;)  comenta que, apesar da queda da desigualdade, movimento que vem sendo verificado desde 2001, o Nordeste continua muito atrasado, com renda baixa e desigualdade alta. Ele lamenta que, nessa região, as políticas públicas não conseguiram reverter a situação &#8220;preocupante&#8221; mantida pelo baixo nível educacional. Na interpretação do professor da UFC, falta perspectiva para esse grupo de nove Estados que têm 28% da população brasileira, mas concentram 49% dos pobres. &#8220;Não há muito a comemorar no Nordeste. A região tem grande população, mas ainda é bastante dependente das transferências de renda&#8221;, conclui.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>(&#8230;)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Os números da proporção de pobres na população revelam que todos os Estados e o Distrito Federal reduziram o número de pessoas que têm até meio salário mínimo como renda per capita familiar. De 2006 a 2008, o melhor desempenho é do Paraná. O Estado tinha 25,19% nessa situação e passou a ter 18,12%. Goiás aparece logo depois porque reduziu essa parcela da população de 30,87% para 22,20%. Em terceiro lugar está Mato Grosso, com queda de 33,10% para 24,18%. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>As reduções mais tímidas da proporção de pobres na população, nesses dois anos, foram de Roraima (42,64% para 37,62%), Amazonas (47,36% para 41,88%) e Paraíba (53,98% para 48,98%).</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>(&#8230;)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Outra boa notícia, segundo Barreto, foi a redução do número absoluto de pobres em todos 26 Estados e no Distrito Federal. De 2006 a 2008, a maior diminuição, 26,68%, foi no Paraná. Em segundo lugar, veio Goiás com 25,89%. O terceiro melhor desempenho foi do Mato Grosso, com queda de 24,41% do número absoluto de pobres. Na outra ponta da lista, as reduções mais modestas foram em Roraima (7,44%), Paraíba (7,63%) e Amazonas (8,33%)</em>.&#8221;</p>
<p>***</p>
<p>Um copo pela metade sempre parecerá meio vazio para uns e meio cheio para outros, segundo a sede do observador.</p>
<p>Mas me parece um tanto exagerado dizer que uma política pública é &#8220;insuficiente&#8221; na redução da pobreza quando consegue resultados dessa magnitude em apenas 3 anos.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Estudo mostra que política pública reduz pouco pobreza </strong></p>
<p>Arnaldo Galvão, de Brasília</p>
<p>As políticas públicas de redução da pobreza e da desigualdade estão na direção correta, mas a força delas é insuficiente para resgatar as regiões mais pobres do país, especialmente Nordeste e Norte. Essa é a principal conclusão de um trabalho do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP) da Universidade Federal do Ceará (UFC) sobre o que ocorreu nos 27 Estados e no Distrito Federal, de 2006 a 2008.</p>
<p>O economista e professor Flávio Ataliba Barreto, coordenador da pesquisa, explica que foram usados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, com informações de renda, desigualdade e pobreza. O bem-estar foi apurado a partir do índice elaborado pelo economista indiano Nanak Kakwani, que mede o crescimento da renda das camadas mais pobres da população.</p>
<p>Barreto comenta que, apesar da queda da desigualdade, movimento que vem sendo verificado desde 2001, o Nordeste continua muito atrasado, com renda baixa e desigualdade alta. Ele lamenta que, nessa região, as políticas públicas não conseguiram reverter a situação &#8220;preocupante&#8221; mantida pelo baixo nível educacional. Na interpretação do professor da UFC, falta perspectiva para esse grupo de nove Estados que têm 28% da população brasileira, mas concentram 49% dos pobres. &#8220;Não há muito a comemorar no Nordeste. A região tem grande população, mas ainda é bastante dependente das transferências de renda&#8221;, conclui.</p>
<p>De 2006 a 2008, o que ocorreu com os dois Estados com a maior proporção de pobres na população &#8211; Alagoas e Maranhão &#8211; é exemplo dessa falta de perspectiva. Os dois deram saltos, mas, como a base de comparação é muito baixa, o movimento não significa muito para as pessoas.</p>
<p>O índice de Kakwani mostra que Alagoas ficou em sétimo lugar na lista do crescimento da renda favorável aos mais pobres, mas isso foi insuficiente para tirá-lo do incômodo topo no rol das unidades da federação que têm mais pobres na população. Alagoas tinha 65,27% da população na faixa da pobreza em 2006, o que significa renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Em 2008, essa parcela recuou para 56,36%.</p>
<p>A situação do Maranhão também evoluiu positivamente quando é medida a evolução da renda dos mais pobres. O Estado, de 2006 a 2008, ficou no honroso sexto lugar nessa classificação, mas continuou em segundo lugar no &#8220;ranking&#8221; dos que têm mais pobres na população. Em 2006, eram 63,61% com renda familiar per capita de até dois salários mínimo e recuaram para 54,19% dois anos depois.</p>
<p>Os números da proporção de pobres na população revelam que todos os Estados e o Distrito Federal reduziram o número de pessoas que têm até meio salário mínimo como renda per capita familiar. De 2006 a 2008, o melhor desempenho é do Paraná. O Estado tinha 25,19% nessa situação e passou a ter 18,12%. Goiás aparece logo depois porque reduziu essa parcela da população de 30,87% para 22,20%. Em terceiro lugar está Mato Grosso, com queda de 33,10% para 24,18%.</p>
<p>As reduções mais tímidas da proporção de pobres na população, nesses dois anos, foram de Roraima (42,64% para 37,62%), Amazonas (47,36% para 41,88%) e Paraíba (53,98% para 48,98%).</p>
<p>Barreto informa que, na análise do LEP, o cenário que apresenta a melhor síntese é a comparação, entre os Estados, dos respectivos índices de bem-estar de Kakwani. Segundo ele, dessa maneira é possível medir se a renda dos mais pobres aumentou. A fórmula desse índice de Kakwani considera variações da renda geral com o movimento verificado na renda das camadas mais pobres da população.</p>
<p>Entre 2006 e 2008, Rondônia foi o único Estado que teve contração da renda geral, mas, apesar disso, houve aumento de 18,91% da renda dos mais pobres. Em quatro unidades &#8211; Distrito Federal, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins &#8211; foi registrada expansão da renda geral nesse período, mas acompanhada de aumento da desigualdade.</p>
<p>O trabalho mostra que os demais 22 Estados tiveram, de 2006 a 2008, expansão da renda geral com perfil favorável à elevação da renda dos mais pobres.</p>
<p>Os melhores desempenhos de crescimento da renda dos mais pobres, sob a ótica do índice de Kakwani, foram de Rondônia, Roraima, Acre, São Paulo e Amapá. O índice de bem-estar de Amartya Sen considera as variações da renda e da desigualdade, mas, na opinião de Barreto, falha ao omitir se os ricos perderam renda ou se os pobres foram beneficiados.</p>
<p>Isolando a variação da desigualdade nas 27 unidades da federação, o LEP verificou que, de 2006 a 2008, a situação deteriorou-se em Tocantins, Paraíba, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. O coordenador do estudo revela que está sendo preparada uma análise mais profunda das causas da redução da desigualdade no Brasil. Os primeiros sinais apontam para o aumento do salário mínimo no Sudeste e os benefícios previdenciários e transferência de renda no Nordeste.</p>
<p>Outra boa notícia, segundo Barreto, foi a redução do número absoluto de pobres em todos 26 Estados e no Distrito Federal. De 2006 a 2008, a maior diminuição, 26,68%, foi no Paraná. Em segundo lugar, veio Goiás com 25,89%. O terceiro melhor desempenho foi do Mato Grosso, com queda de 24,41% do número absoluto de pobres. Na outra ponta da lista, as reduções mais modestas foram em Roraima (7,44%), Paraíba (7,63%) e Amazonas (8,33%).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inteligentes vs burros]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/20/inteligentes-vs-burros/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 10:52:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/20/inteligentes-vs-burros/</guid>
<description><![CDATA[Ontem eu estive chateando com um amigo e recebi um eco dessa história dos &#8220;smart guys&#8221; d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ontem eu estive chateando com um amigo e recebi um eco dessa história dos &#8220;smart guys&#8221; destruindo Wall Street.  O eco veio via o <a href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2009/10/15/smart-guys-and-wall-street/" target="_blank">Krugman</a> mas a idéia original veio <a href="http://www.nytimes.com/2009/10/14/opinion/14trillin.html?_r=2" target="_blank">desta op-ed</a> do Calvin Trillin.  Para resumir:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>“When the smart guys started this business of securitizing things that didn’t even exist in the first place, who was running the firms they worked for? Our guys! The lower third of the class! Guys who didn’t have the foggiest notion of what a credit default swap was. All our guys knew was that they were getting disgustingly rich, and they had gotten to like that. All of that easy money had eaten away at their sense of enoughness.”</em>&#8220;</p>
<p>O Drezner faz uma <a href="http://drezner.foreignpolicy.com/posts/2009/10/16/the_drunk_schmore_theory_of_the_financial_meltdown" target="_blank">pergunta sensível</a>: talvez o problema tenha sido o fato de que os caras espertos estavam sendo comandados pelos caras burros.  Então, a solução, ao invés de despedir os caras espertos, talvez seja demitir os burros e colocar os espertos em seu lugar.</p>
<p>O problema, ao meu ver, é que se os caras espertos não perceberam que estavam fazendo uma grande besteira, o que os faria pensar de modo diferente se estivessem na direção?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Relações públicas até debaixo d´água]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/20/relacoes-publicas-ate-debaixo-d%c2%b4agua/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 10:30:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Via Daniel Drezner, esta foto de um despacho de Mohamed Nasheed, o Presidente das Ilhas Maldivas, pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Via <a href="http://drezner.foreignpolicy.com/posts/2009/10/17/as_pr_stunts_go_this_one_is_pretty_imaginative" target="_blank">Daniel Drezner</a>, esta foto de um despacho de Mohamed Nasheed, o Presidente das Ilhas Maldivas, pressionando por um acordo mais eficaz em Copenhagen em prol da luta contra o aquecimento global:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em><img class="alignnone size-full wp-image-6829" title="f550e0ba9e1c4e8bb4a5ed0ac23a952d" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/f550e0ba9e1c4e8bb4a5ed0ac23a952d.jpg" alt="f550e0ba9e1c4e8bb4a5ed0ac23a952d" width="395" height="205" /></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;President Mohamed Nasheed, Vice President Dr Mohamed Waheed and 11 cabinet ministers donned scuba gear and submerged 4 meters below the surface of sea to hold the world&#8217;s first underwater cabinet meeting, in a bid to push for a stronger climate change agreement in the upcoming climate summit in Copenhagen. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“We are trying to send our message to let the world know what is happening and what will happen to the Maldives if climate change isn&#8217;t checked” said President Nasheed, speaking to the press as soon as he resurfaced from underwater. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“What we are trying to make people realize is that the Maldives is a frontline state. This is not merely an issue for the Maldives but for the world. If we can&#8217;t save the Maldives today, you can&#8217;t save the rest of the world tomorrow”, said President Nasheed further. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>During the 30-minute meeting held in the turquoise lagoon off Girifushi Island, with a backdrop of corals, the President, the Vice President and eleven other Cabinet ministers signed a resolution calling for global cuts in carbon emissions.&#8221;</em></p>
<p><em>***</em></p>
<p><em>O Drezner tem uma questão:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;Just to be contrarian, however, I do wonder if it&#8217;s the case that as small island nations go, so does the rest of the world.  Because they are sovereign actors, small island nations often possess greater influence than their population or GDP merits.  Would a rational, cost-benefit analysis of how to allocate climate change resources between mitigation and adaptation really place such a high priority on a bunch of small countries with a combined population of less than ten million?&#8221;</em></p>
<p>Imediatamente me veio à mente a idéia de um federalismo mundial.  Como esse papo pode não ter muita tração junto à platéia mais avessa à globalizações que não sejam as meramente comerciais, acho que esta foto contém um bom argumento:</p>
<p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/12earth_lights.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6831" title="12earth_lights" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/12earth_lights.jpg" alt="12earth_lights" width="500" height="250" /></a></p>
<p><em>(clique para ampliar)</em></p>
<p>Levando em consideração que as luzes mostram áreas de maior concentração populacional (com raras exceções, como alguns pontos de extração de petróleo no Oriente Médio), dá pra notar que qualquer alteração significativa do nível do mar terá consequências catastróficas todos os continentes.  Portanto, nesse caso o Drezner não deveria ficar tão preocupado com &#8220;a ditadura das minorias&#8221;&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Grande idéia do dia]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/grande-ideia-do-dia/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 21:43:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/grande-ideia-do-dia/</guid>
<description><![CDATA[Aqui: &#8220;Saudi Arabia is trying to enlist other oil-producing countries to support a provocative]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.nytimes.com/2009/10/14/business/energy-environment/14oil.html?_r=3&#38;ref=global-home" target="_blank">Aqui</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Saudi Arabia is trying to enlist other oil-producing countries to support a provocative idea: If wealthy countries reduce their oil consumption to combat global warming, they should pay compensation to oil producers</em>.&#8221;</p>
<p>Como diz o <a href="http://drezner.foreignpolicy.com/posts/2009/10/14/so_it_turns_out_that_arab_sheikhs_understand_the_meaning_of_chutzpah" target="_blank">Drezner</a>, então eles vão ter que ficar atrás da China e dos EUA, grandes produtores de carvão, um combustível ainda mais poluente que o petróleo.</p>
<p>Algo me diz que os sheiks terminarão chamando seu petróleo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Save_Toby" target="_blank">Toby</a>.</p>
<p>Só falta o Brasil do pré-sal entrar nessa&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[God Save the Cream!]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/god-save-the-cream/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 19:56:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/god-save-the-cream/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;More Sid &amp; Nancy than Ben &amp; Jerry&#8221; E, se havia ainda alguma dúvida de que o Pun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-6752" title="Icecreamists-God-Save-the-001" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/icecreamists-god-save-the-001.jpg" alt="Icecreamists-God-Save-the-001" width="460" height="276" /></p>
<p><em>&#8220;More Sid &#38; Nancy than Ben &#38; Jerry&#8221;</em></p>
<p>E, se havia ainda alguma dúvida de que <a href="http://www.guardian.co.uk/media/2009/oct/14/sex-pistols-ice-cream" target="_blank">o Punk acabou</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<strong><em>Sex Pistols threaten ice-cream firm over &#8216;God Save the Cream&#8217; strapline</em></strong></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Lawyers demand that company stops using Sex Pistols-related imagery on T-shirts, deck chairs and online material</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The Sex Pistols are threatening legal action against a boutique ice-cream maker for using the advertising strapline &#8220;God Save the Cream&#8221; and images of a version of the band&#8217;s famous single sleeve featuring the Queen on a union flag background. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Icecreamists, the company behind the ad campaign, describes itself as a &#8220;subversive ice-cream brand&#8221; and is running a concession within the Selfridges storefront on Oxford Street, central London, until November</em>.&#8221;</p>
<p>***</p>
<p>OK: então vivemos em um mundo onde os punks defendem as ferramentas do establishment contra uma empresa que usa métodos subversivo-virais de marketing.  I´m done.</p>
<p>***</p>
<p>Me parece baixa a probabilidade dos Sex Pistols aderirem ao Pirate Party tão cedo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[North Talibania, reloaded (*)]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/north-talibania-reloaded/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:15:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/north-talibania-reloaded/</guid>
<description><![CDATA[Achei uma matéria que é, talvez, a melhor defesa do Polanski que já vi até agora: &#8220;Were Polans]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/ageofconsent.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6737" title="AgeofConsent" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/ageofconsent.jpg" alt="AgeofConsent" width="500" height="225" /></a></p>
<p>Achei uma <a href="http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2009-10-01/how-young-is-too-young/" target="_blank">matéria</a> que é, talvez, a melhor defesa do Polanski que já vi até agora:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Were Polanski to have consensual sex today with a 13-year-old girl in the modern, democratic, industrialized nations of Japan, South Korea, or Spain, it would be perfectly legal according to those countries&#8217; codes. In more than 30 other countries, including Austria, Italy, and Lichtenstein, the age of consent is 14 (in many cases even younger if both partners are close in age). In France, where Polanski has lived since his conviction and where newspapers and even government officials have defended the director against the &#8220;sinister&#8221; motivations of American prosecutors, it is 15. Even Americans don&#8217;t agree on the question. In 27 states, it is legal for an adult of any age to have sex with a 16-year-old, while the rest place the legal age at 17 or 18</em>.&#8221;</p>
<p>É um argumento, mas apela para noções de extraterritorialidade.  Nesse particular, continuo achando que Polanski deve encarar seu julgamento, uma vez que a lei da terra é a lei da terra, uai.</p>
<p>***</p>
<p>No entanto não deixa de ser interessante ver quais países compartilham o amarelinho ali no mapa.  Quem diria.</p>
<p>(*) copirráite <a href="http://samurainoutono.wordpress.com/category/north-talibania/" target="_blank">Samurai</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Certamente, talvez]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/certamente-talvez/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 02:23:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/14/certamente-talvez/</guid>
<description><![CDATA[E eu falando em FC soviética&#8230; Ficção: &#8220;Action takes place in the Leningrad, USSR, appare]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-6733" title="CERTAMENTENTALVEZ_1232720741P" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/certamententalvez_1232720741p.jpg" alt="CERTAMENTENTALVEZ_1232720741P" width="200" height="296" /></p>
<p><em>E eu falando em FC soviética&#8230;</em></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Definitely_Maybe_(novel)" target="_blank">Ficção</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Action takes place in the Leningrad, USSR, apparently in the 1970s.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The protagonist, Dmitry Aleskeevich Malyanov (Дмитрий Алексеевич Малянов) is an astrophysicist who, while officially on leave, continues work on his thesis &#8220;Interaction of Stars with Diffused Galactic Matter&#8221;. Just as he begins to realize that he is on the verge of a revolutionary discovery, his life becomes plagued by strange events.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Malyanov&#8217;s neighbor dies, possibly as a suicide, and he comes under suspicion of the police for murder. Unexpectedly, he is visited by an attractive woman claiming to be his wife&#8217;s classmate. An apparent explosion fells a large tree just outside his window. These events seem to conspire to prevent Malyanov from returning to his work.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Approaching the problem with a scientific mindset, Malyanov suspects the potential discovery is in the way of someone (or something) intent on preventing the completion of his work. The same idea occurs to his friends and acquaintances, who find themselves in a similar impasse &#8212; some powerful, mysterious, and very selective force impedes their work in fields ranging from biology to mathematical linguistics.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A solution is proposed by Malyanov&#8217;s friend and neighbor, the mathematician Vecherovsky (Вечеровский). He posits that the mysterious force is the Universe&#8217;s reaction to the Mankind&#8217;s scientific pursuit which threatens to discover the very essence of the Universe. This reaction is what prevents development of &#8220;super-civilizations&#8221;, ones that would be able to counteract the Second law of thermodynamics on a cosmic scale.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Paradoxically, Vecherovsky proposes to treat this Universal resistance to scientific progress as a natural phenomenon which can and should be investigated and even harnessed by Science</em>.&#8221;</p>
<p>Er, <a href="http://www.nytimes.com/2009/10/13/science/space/13lhc.html?_r=2&#38;ref=science&#38;pagewanted=all" target="_blank">realidade</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>More than a year after an explosion of sparks, soot and frigid helium shut it down, the world’s biggest and most expensive physics experiment, known as the Large Hadron Collider, is poised to start up again. In December, if all goes well, protons will start smashing together in an underground racetrack outside Geneva in a search for forces and particles that reigned during the first trillionth of a second of the Big Bang. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Then it will be time to test one of the most bizarre and revolutionary theories in science. I’m not talking about extra dimensions of space-time, dark matter or even black holes that eat the Earth. No, I’m talking about the notion that the troubled collider is being sabotaged by its own future. A pair of otherwise distinguished physicists have suggested that the hypothesized Higgs boson, which physicists hope to produce with the collider, might be so abhorrent to nature that its creation would ripple backward through time and stop the collider before it could make one, like a time traveler who goes back in time to kill his grandfather. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Holger Bech Nielsen, of the Niels Bohr Institute in Copenhagen, and Masao Ninomiya of the Yukawa Institute for Theoretical Physics in Kyoto, Japan, put this idea forward in a series of papers with titles like “Test of Effect From Future in Large Hadron Collider: a Proposal” and “Search for Future Influence From LHC,” posted on the physics Web site arXiv.org in the last year and a half. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>According to the so-called Standard Model that rules almost all physics, the Higgs is responsible for imbuing other elementary particles with mass. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“It must be our prediction that all Higgs producing machines shall have bad luck,” Dr. Nielsen said in an e-mail message. In an unpublished essay, Dr. Nielson said of the theory, “Well, one could even almost say that we have a model for God.” It is their guess, he went on, “that He rather hates Higgs particles, and attempts to avoid them.” </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>This malign influence from the future, they argue, could explain why the United States Superconducting Supercollider, also designed to find the Higgs, was canceled in 1993 after billions of dollars had already been spent, an event so unlikely that Dr. Nielsen calls it an “anti-miracle.” </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>(&#8230;) </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Dr. Nielsen admits that he and Dr. Ninomiya’s new theory smacks of time travel, a longtime interest, which has become a respectable research subject in recent years. While it is a paradox to go back in time and kill your grandfather, physicists agree there is no paradox if you go back in time and save him from being hit by a bus. In the case of the Higgs and the collider, it is as if something is going back in time to keep the universe from being hit by a bus. Although just why the Higgs would be a catastrophe is not clear. If we knew, presumably, we wouldn’t be trying to make one. (&#8230;)</em>&#8220;</p>
<p>(hat tip: PMF)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais dia menos dia chegará a minha vez.]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/13/mais-dia-menos-dia-chegara-a-minha-vez/</link>
<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 22:09:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/13/mais-dia-menos-dia-chegara-a-minha-vez/</guid>
<description><![CDATA[O Guardian sob censura! &#8220;Guardian gagged from reporting parliament Guardian has been prevented]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/censura.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6726" title="censura" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/censura.jpg" alt="censura" width="500" height="114" /></a></p>
<p>O Guardian<a href="http://www.guardian.co.uk/media/2009/oct/12/guardian-gagged-from-reporting-parliament" target="_blank"> sob censura</a>!</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<strong><em>Guardian gagged from reporting parliament</em></strong></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Guardian has been prevented from reporting parliamentary proceedings on legal grounds which appear to call into question privileges guaranteeing free speech established under the 1688 Bill of Rights. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Today&#8217;s published Commons order papers contain a question to be answered by a minister later this week. The Guardian is prevented from identifying the MP who has asked the question, what the question is, which minister might answer it, or where the question is to be found. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The Guardian is also forbidden from telling its readers why the paper is prevented – for the first time in memory – from reporting parliament. Legal obstacles, which cannot be identified, involve proceedings, which cannot be mentioned, on behalf of a client who must remain secret. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The only fact the Guardian can report is that the case involves the London solicitors Carter-Ruck, who specialise in suing the media for clients, who include individuals or global corporations. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The Guardian has vowed urgently to go to court to overturn the gag on its reporting. The editor, Alan Rusbridger, said: &#8220;The media laws in this country increasingly place newspapers in a Kafkaesque world in which we cannot tell the public anything about information which is being suppressed, nor the proceedings which suppress it. It is doubly menacing when those restraints include the reporting of parliament itself.&#8221; </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The media lawyer Geoffrey Robertson QC said Lord Denning ruled in the 1970s that &#8220;whatever comments are made in parliament&#8221; can be reported in newspapers without fear of contempt. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>He said: &#8220;Four rebel MPs asked questions giving the identity of &#8216;Colonel B&#8217;, granted anonymity by a judge on grounds of &#8216;national security&#8217;. The DPP threatened the press might be prosecuted for contempt, but most published.&#8221; </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>The right to report parliament was the subject of many struggles in the 18th century, with the MP and journalist John Wilkes fighting every authority – up to the king – over the right to keep the public informed. After Wilkes&#8217;s battle, wrote the historian Robert Hargreaves, &#8220;it gradually became accepted that the public had a constitutional right to know what their elected representatives were up to</em>&#8220;.</p>
<p>***</p>
<p>E eu que pensava que coisas assim só aconteciam com jornais de alta credibilidade como o Estadão, em países que são repúblicas de bananas&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Enquanto isso, em uma galáxia muito distante&#8230;</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em><strong>DESEMBARGADORES DO TJ REJEITAM RECURSO E MANTÊM CENSURA AO &#8216;ESTADO&#8217; </strong></em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Brasília, 13 &#8211; O jornal O Estado de S. Paulo continua sob censura. Os desembargadores do Conselho Especial do TJ rejeitaram hoje um recurso no qual era contestada a manutenção da liminar que impede a publicação de reportagem sobre a operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Ao contrário do ocorrido nos julgamentos anteriores, a discussão de hoje foi aberta. Dois desembargadores do tribunal questionaram o fato de o julgamento não ter sido sigiloso, como nas outras oportunidades. A explicação foi a de que o TJ estava seguindo uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário e que nesta semana está fazendo uma inspeção no tribunal do Distrito Federal. Em setembro, o corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, pediu explicações ao TJ sobre os julgamentos secretos. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Na votação de hoje, os desembargadores confirmaram decisão tomada em setembro pelo Conselho Especial que afastou do processo o desembargador Dácio Vieira, autor da decisão que censurou o jornal. Mas o Conselho manteve a censura. Os desembargadores também decidiram rejeitar um pedido para que Dácio Vieira fosse obrigado a pagar as custas do recurso no qual ele foi considerado suspeito para continuar a atuar como relator. Essas custas são estimadas em R$ 38. Esse pagamento está previsto no Código de Processo Civil</em>.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O nascimento da sociedade de consumo "on demand"?]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/o-nascimento-da-sociedade-de-consumo-on-demand/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 17:41:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/o-nascimento-da-sociedade-de-consumo-on-demand/</guid>
<description><![CDATA[Será que depois do taylorismo, do fordismo, e da mass-customization, estamos vendo o nascimento do m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Será que depois do taylorismo, do fordismo, e da mass-customization, estamos vendo o nascimento do modo de produção &#8220;on-demand&#8221;?</p>
<p><a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2009/10/10/coming-soon-to-a-theater-near-you-if-you-demand-it/#more-21169" target="_blank">Este post</a> no blog &#8220;Bits&#8221; do NYT fala sobre o que talvez seja a aurora desse processo.   Ele fala sobre o sucesso do filme &#8220;<em>Paranormal Activity</em>&#8220;, rodado ao custo de parcos US$ 10.000,00, e que está fazendo grande sucesso na internet _ entre outros motivos porque seus responsáveis imaginaram um interessante marketing viral onde as pessoas podem votar para que o fllme passe em sua cidade.</p>
<p>Me parece meio inevitável que, com a teia global da internet estendendo-se a todos os rincões, este tipo de interação se torne cada vez mais comum.</p>
<p>Agora, se o Twitter vai conseguir fazer algum dinheiro com isso, eu não sei.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil uber alles?]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/brasil-uber-alles/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 15:45:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/brasil-uber-alles/</guid>
<description><![CDATA[O UOL nos informa de mais um editorial com elogios ao Brasil em um jornal argentino: &#8220;Lula pro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O UOL <a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/10/12/ult5017u345.jhtm" target="_blank">nos informa</a> de mais um <a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1185333" target="_blank">editorial</a> com elogios ao Brasil em um jornal argentino:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<strong><em>Lula projeta Brasil a &#8216;líder regional e ator global de 1ª ordem&#8217;, diz jornal argentino</em></strong><em> </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O jornal argentino &#8220;La Nación&#8221; afirma em seu principal editorial desta segunda-feira que, enquanto a Argentina perde espaço e importância no cenário internacional, o Brasil se consolida como &#8220;líder regional e ator global de primeira ordem&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O texto, intitulado &#8220;Brasil, nas grandes ligas&#8221;, atribui o resultado ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez seguiu a &#8220;via das políticas de Estado (&#8230;) traçadas nos oito anos anteriores pelo presidente Fernando Henrique Cardoso&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Os editorialistas fazem sua análise a partir do que chamam de &#8220;dois troféus&#8221; aquinhoados por Lula em sua recente viagem à capital dinamarquesa, Copenhague: a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 e o apoio da União Europeia ao modelo brasileiro de combate ao desmatamento, que será apresentado na mais importante reunião sobre o clima do ano, que ocorre em dezembro, também em Copenhague. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Sobre a escolha do Rio como sede olímpica, o jornal avalia que a atuação brasileira na disputa, apartidária, mostrou uma &#8220;formidável imagem de como se defende o interesse nacional&#8221;. O &#8220;La Nación&#8221; sugere que, se Buenos Aires tivesse sido candidata, &#8220;aversões pessoais&#8221; entre os políticos argentinos impediriam uma postura semelhante. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Para o jornal &#8220;não é novidade que o Brasil, pelo carisma e o impulso de seu presidente, jogue nas grandes ligas&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;A novidade é que, em meio a sérios problemas de desigualdade e de corrupção ainda não resolvidos, Lula tenha conseguido projetar seu país como um líder regional que não admite essa definição, ainda que saiba que esta cada vez mais perto de sê-lo.&#8221; Exemplos dessa projeção são o diálogo de Lula com o presidente americano, Barack Obama, &#8220;enquanto Cristina Kirchner, ainda não consciente de que todos os seus ataques contra Bush se traduzem de forma imediata em Washington como ataques contra os Estados Unidos, não teve ocasião de dialogar senão em breves intervalos de cúpulas internacionais com Obama&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O jornal observa que &#8220;em 2011 terminará o segundo período de Lula&#8221;. &#8220;Terminará também esta tendência? Não. Definitivamente não. Em 2014 o Brasil será sede do campeonato mundial de futebol; em 2016, o Rio de Janeiro receberá os atletas.&#8221; Os editorialistas tentam explicar por que, apesar da crise, &#8220;o Brasil recebe investimentos diretos em maior volume que a Argentina&#8221; e tem recursos para emprestar ao FMI, e por que &#8220;em cada cúpula da Unasur (o grupo de países sul-americanos), os olhares apontam para Lula e os ouvidos esperam suas reflexões&#8221;. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;Talvez porque, no plano político, os escândalos de corrupção nunca terem lançado dúvidas sobre Lula; porque ele cumpriu sua palavra empenhada sem desmerecer às instituições nem às pessoas que pensam diferente; e porque nunca teve a estranha idéia de construir um trem bala onde falta comida.</em>&#8220;&#8221;</p>
<p>***</p>
<p>Essa última referência, ao trem bala, me pareceu um tanto enigmática; creio que se refere ao <a href="http://www.rfi.fr/actubr/articles/097/article_11849.asp" target="_blank">trem bala argentino</a>, previso para ligar Buenos Aires a Córdoba, passando por Rosario.</p>
<p>***</p>
<p>Fico me perguntando o quanto disso se deve a) à personalidade de Lula; b) às políticas de Lula; c) meramente ao tamanho do Brasil.</p>
<p>Eu acredito que 90% deva-se a uma mescla de a) e b).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ficção científica e propensão para a ciência]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/ficcao-cientifica-e-propensao-para-a-ciencia/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 06:35:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/12/ficcao-cientifica-e-propensao-para-a-ciencia/</guid>
<description><![CDATA[Da Wikipedia: &#8220;A ficção científica no Brasil é um segmento literário que nunca demonstrou popu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fic%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%ADfica_do_Brasil" target="_blank">Wikipedia</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>A ficção científica no Brasil é um segmento literário que nunca demonstrou popularidade ou constância, estando baseado em pequenas quantidades de aficionados. Foi praticada por diversos autores influenciados por escritores internacionais do gênero, que tem grande popularidade nos Estados Unidos ou Europa. Por outro lado, alguns autores brasileiros consagrados se aventuraram em obras únicas que podem ser consideradas ficção científica, como Machado de Assis no conto O Imortal</em>.&#8221;</p>
<p>Achei interessante a citação, porque bem, eu acabei de ler este livro aqui, que um amigo me emprestou:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.devir.com.br/literatura/fc_contos_brasileiros.php"><img class="size-full wp-image-6703 aligncenter" title="lll" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/lll.jpg" alt="lll" width="284" height="450" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>(clique na capa para a descrição da obra)</em></p>
<p style="text-align:center;"><em><br />
</em></p>
<p>E, surpresa! o conto do Machadão, &#8220;O Imortal&#8221;, é o que abre a coletânea.  Eu até já li bastante Machado, mas não conhecia este conto, que deve ser possivelmente possivelmente a primeira obra brasileira de FC, eu acho.</p>
<p>Vocês já devem estar <a href="http://ohermenauta.wordpress.com/2008/01/31/livros-infancia-vocacao/" target="_blank">enjoados de saber</a> que exultei ao ler, na série de Elio Gaspari sobre a ditadura, o trecho em que se conta a infância pobre de Ernesto Geisel no interior do Rio Grande do Sul _ mas era aquela pobreza mais material que espiritual, de forma que o pai de Geisel lhe deu a coleção completa das obras de Julio Verne, as quais, segundo o General, influenciaram bastante sua forma de ver o mundo, a começar pela importância que dedicava à ciência e tecnologia.  Exultei porque vi ali um reflexo de minha própria infância, também pobre, embora diferentemente pobre _ a pobreza dos megacaixotes de gente de classe média baixa de Copacabana _ e que também foi influenciada pelo velho mago francês.  Pois o primeiro livro não-infantil que li na minha vida foi &#8220;20.000 Léguas Submarinas&#8221;, em uma edição baratinha da Ediouro, que tinha uma lojinha ali quase na esquina da Santa Clara com a Domingos Ferreira.</p>
<p>***</p>
<p>O que me fez ficar dando tratos à bola, imaginando se é possível correlacionar leituras de ficção científica com pendor pelas ciências e, destarte, grau de inovação de uma sociedade.  Encontrei <a href="http://www.nsf.gov/statistics/seind02/c7/c7s5.htm" target="_blank">um estudo</a> da, er, NSF, com uma evidência puramente anedótica:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Interest in science fiction may be an important factor in leading men and women to become interested in science as a career. Although it is only anecdotal evidence, found on Internet discussion lists, for example, scientists often say they were inspired to become scientists by their keen interest in science fiction as children</em>.&#8221;</p>
<p>Também encontrei um testemunho <a href="http://www.popularscience.co.uk/features/feat42.htm" target="_blank">desse cara</a> que, sendo americano, provavelmente não conhece muito Julio Verne [ou por falar nisso, Perry Rhodan...], razão pela qual ele reclama não conhecer literatura de FC adequada para crianças.</p>
<p>Um <a href="http://www.sfsignal.com/archives/2009/06/science-fiction-and-interest-in-space-exploration/" target="_blank">outro sujeito</a> se faz uma pergunta semelhante, com ênfase, entretanto, não na vocação para ciência e tecnologia em geral, mas para a exploração espacial em particular:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>Does the predominance of Harry Potter over science fiction bode well or ill for the future of public spaceflight support? What science fiction and non-fiction books would you give to a child or teenager to inspire them about space exploration?</em>&#8220;</p>
<p>Harry Potter.  Bah.</p>
<p>[<em>um comentário no post linkou uma interessante </em><a href="http://www.governmentattic.org/docs/ISS_Media_2008.pdf" target="_blank"><em>lista do material de leitura disponível na Estação Espacial Internacional</em></a><em>...tem Harry Potter.  Bah</em>.]</p>
<p>É claro que possivelmente a causalidade inversa também ocorre: sociedades que dão grande importância à inovação também devem produzir e consumir muita FC.  Achei <a href="http://answers.google.com/answers/threadview/id/77242.html" target="_blank">alguns dados antigos</a> sobre o mercado editorial norte-americano aqui:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/sfmktshareusa.jpg"><img class="size-full wp-image-6704 aligncenter" title="sfmktshareusa" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/sfmktshareusa.jpg" alt="sfmktshareusa" width="500" height="247" /></a></p>
<p>FC chegava a ser o quarto gênero mais popular em 1999, caindo para quinto em 2001.  Gostaria muito de ver uma série histórica mais ampla, começando no pós-guerra e chegando até 2008 pelo menos.  Também gostaria de ver a lista análoga no Brasil&#8230;pelo espaço que a FC tem nas prateleiras das livrarias nacionais, suspeito que o gênero deva vir lá na centésima colocação.</p>
<p>Aliás, outra coisa que queria saber é se existe algum título de FC nos livros adquiridos pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático (ou sua versão para o Ensino Médio).  Procurei, procurei, e não achei uma lista extensiva sequer&#8230;se alguém aí souber onde tem avise, please.</p>
<p>***</p>
<p>Enquanto isso, parece ter gente nos EUA se esforçando para protagonizar a &#8220;<em>Ascensão e Queda do Império Americano</em>&#8220;, com <a href="http://www.huffingtonpost.com/2009/10/06/jon-mcnaughton-painting-s_n_311912.html" target="_blank">ênfase na queda</a>:</p>
<p><a href="http://www.mcnaughtonart.com/artwork/view_zoom/?artpiece_id=353#"><img class="alignnone size-full wp-image-6705" title="jmOneNationUnderGod_web" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/jmonenationundergod_web.jpg" alt="jmOneNationUnderGod_web" width="500" height="337" /></a></p>
<p><em>(clique na imagem para ver as legendas)</em></p>
<p>Versão crítica, <a href="http://www.shortpacked.com/McNaughton%20Fine%20Art.htm" target="_blank">aqui</a>.  Versão chutando o balde, <a href="http://imgur.com/r4e2C.jpg" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>***</p>
<p><strong>UPDATE:</strong></p>
<p>Trecho interessante de um <a href="http://www.newyorker.com/reporting/2009/09/28/090928fa_fact_specter?currentPage=all" target="_blank">artigo interessante</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>In 2007, students in Singapore, Japan, China, and Hong Kong (which was counted independently) all performed better on an international science exam than American students. The U.S. scores have remained essentially stagnant since 1995, the first year the exam was administered. Adults are even less scientifically literate. Early in 2009, the results of a California Academy of Sciences poll (conducted throughout the nation) revealed that only fifty-three per cent of American adults know how long it takes for the Earth to revolve around the sun, and a slightly larger number—fifty-nine per cent—are aware that dinosaurs and humans never lived at the same time.</em>&#8220;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2012]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/11/2012/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 09:38:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/11/2012/</guid>
<description><![CDATA[Na Wired, via Slashdot: um novo tipo de nuvem _ undulatus asperatus. Interessante a conexão que a Wi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/st_clouds_f.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6694" title="st_clouds_f" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/st_clouds_f.jpg" alt="st_clouds_f" width="500" height="380" /></a></p>
<p>Na <a href="http://www.wired.com/science/planetearth/magazine/17-10/st_clouds" target="_blank">Wired</a>, via <a href="http://science.slashdot.org/story/09/10/11/0056213/Sky-Watchers-Want-Recognized-a-Newly-Described-Type-of-Cloud" target="_blank">Slashdot</a>: um novo tipo de nuvem _ <em>undulatus asperatus</em>.</p>
<p>Interessante a conexão que a Wired faz entre a &#8220;descoberta&#8221; e a recente disponibilidade de máquinas fotográficas digitais.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ugh!]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/09/ugh/</link>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 08:29:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/09/ugh/</guid>
<description><![CDATA[Afinal, quando é que vão parar com essa babação do Brasil?  Viramos doce?  Até eu já estou enjoado, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="size-full wp-image-6654  alignleft" title="dandelionmoon_rtallamy-732594" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/dandelionmoon_rtallamy-732594.png" alt="dandelionmoon_rtallamy-732594" width="320" height="287" /></p>
<p>Afinal, quando é que vão parar com essa babação do Brasil?  Viramos doce?  Até eu já estou enjoado, que dirá os <a href="http://blogs.lanacion.com.ar/ciencia-maldita/" target="_blank">boludos dos maricóns</a>!</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-6656 aligncenter" title="fada4-715792" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/fada4-715792.png" alt="fada4-715792" width="300" height="237" /></p>
<p>Assim não dá!  Assim não é possível!  Deu no Estadão:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>&#8220;<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-tem-a-supervisao-bancaria-mais-eficaz-do-mundo-diz-relatorio,448105,0.htm" target="_blank">Brasil tem a supervisão bancária mais eficaz do mundo, diz relatório</a>&#8220;</em></p>
<p>Que enjôo!  Ninguém aguenta mais!</p>
<p><img class="size-full wp-image-6655  alignright" title="a_005-768185" src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2009/10/a_005-768185.jpg" alt="a_005-768185" width="224" height="320" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Olympics:transformers]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/08/olympicstransformers/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 09:21:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/08/olympicstransformers/</guid>
<description><![CDATA[Enquanto os ´mericano se enrolam na fábula da raposa e das uvas, este comentário me deu uma idéia: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Enquanto os ´mericano <a href="http://econlog.econlib.org/archives/2009/10/olympanomics.html" target="_blank">se enrolam</a> na fábula da raposa e das uvas,<a href="http://econlog.econlib.org/archives/2009/10/olympanomics.html#86072" target="_blank"> este comentário</a> me deu uma idéia:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>I have been to Atlanta and have seen Centennial Park. It is a great area but to my knowledge, it is not used anymore; a multi-million dollar facility that is not used. And the most recent games, in China; they had to build many facilities and structures that cost lots and lots of money that probably won’t get used again. The point I am trying to make is that, getting a city ready to host an Olympic event takes millions of dollars.</em>&#8220;</p>
<p>Seria interessante se algum empresário brasileiro verdadeiramente empreendedor aparecesse com a idéia de desenvolver tecnologia para a construção de megaestruturas modulares, baratas e desmontáveis.  Evidentemente, o retorno desse cara não viria apenas das Olimpíadas, mas do licenciamento dessa tecnologia para o Exterior _ embora a Olimpíada pudesse ajudar na amortização do investimento. Eike, Steinbruch, onde vocês estão quando a gente mais precisa de vocês?</p>
<p>Não é uma <a href="http://www.clui.org/clui_4_1/lotl/lotlw99/mod.html" target="_blank">idéia nova</a>, mas teria de ser adaptada.  O problema é que talvez isso já tivesse que ter começado há algum tempo.</p>
<p>***</p>
<p>Estou quase criando uma tag nova: solucionáticas.  O próximo!</p>
<p>***</p>
<p>Abaixo do folder botei um artigo que saiu no Valor de hoje, de autoria de Heloísa Magalhães, chefe da redação carioca do jornal,  sobre a importância das Olimpíadas para a cidade do Rio de Janeiro.  <!--more--></p>
<p>Quem sabe faz a hora</p>
<p>Heloisa Magalhães</p>
<p>08/10/2009</p>
<p>Texto: A- A+</p>
<p>O presidente Lula, a partir de sexta-feira passada, em Copenhague, ficou muito mais confortável com a afirmação de Barack Obama de que ele é &#8220;o cara&#8221;. Mas o grande vitorioso na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não foi ele ou o Rio de Janeiro, mas o país.</p>
<p>O Brasil venceu. Apresentou proposta bem estruturada e convenceu ao apresentar as garantias dos investimentos necessários para realização dos jogos. E apresentou uma fotografia de uma nação confiável, com bons indicadores econômicos avançando no crescimento. Mas em meio a tantos bons propósitos o Brasil ainda está longe de saltar o fosso da desigualdade social. A pobreza urbana, aninhada nas grandes cidades, mostra um jovem, entre os de baixa renda, com pouca perspectiva de futuro e melhoria na qualidade de vida. A mobilidade social ainda é um privilégio de poucos. A maioria dos brasileiros que nasce pobre morre pobre.</p>
<p>Foi nesse calcanhar de Aquiles que o próprio presidente tocou em seu discurso na capital da Dinamarca. Certamente, a perspectiva de contribuir para mudar esse cenário pesou na decisão de trazer os jogos, pela primeira vez, para a América do Sul.</p>
<p>Lula mostrou que um evento da dimensão de uma Olimpíada, além da criação de novas oportunidades, tem todas as condições de instaurar um novo ambiente de esperança. Pode tornar-se uma das molas propulsoras para criar um movimento de formação de crianças e jovens a partir de novas oportunidades de educação, trabalho e esporte.</p>
<p>Para os cariocas, os ganhos com os investimentos com infraestrutura com viés ambiental são fundamentais. O Rio precisa despoluir a Baía da Guanabara, as lagoas, as praias, criar novo sistema de transportes. Com o esvaziamento econômico, a cidade ficou com áreas degradadas. A região portuária é um destaque. Ao recuperá-la, como propõe a prefeitura, e torná-la parte da sede do evento, crescem as perspectivas para revitalização de uma região que pode tanto voltar-se para habitação popular ou centro de negócios, turismo e lazer.</p>
<p>Para esses mesmos cariocas que convivem com o ambiente carente das favelas, com o banditismo presente no dia a dia, uma grande expectativa está sendo a da cidade beneficiar-se de forma ainda mais ampla do momento para antes e depois da Olimpíada. Além do benefício material, o intangível tem tudo para ser o maior legado dos jogos, não só no Rio como em todo Brasil, lembra Edson Menezes, ex-esportista e hoje presidente do Banco Prosper. Ele é o diretor-financeiro do comitê executivo do projeto pró-Rio 2016.</p>
<p>Anos atrás, Menezes defendia a criação de um espaço para crianças e jovens dedicarem-se ao esporte. Ajudou a montar a proposta do que é batizado de Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos. Seria em Deodoro, subúrbio do Rio. Sem conseguir levantar os recursos, a área acabou abrigando o Estádio Olímpico João Havelange, popularizado como Engenhão. Construído para os Jogos Pan-americanos, em 2007, ficou sem uso. Está arrendado pelo Botafogo Futebol e Regatas.</p>
<p>Menezes diz que a ideia da proposta original agora tem tudo para ser recuperada. O Comitê Olímpico Brasileiro desenvolveu e o próprio Ministério do Esporte já aprovou projeto, que prevê investimentos de R$ 12 milhões e centro para treinar 2,5 mil crianças. A proposta é oferecer de oito a dez modalidades esportivas diferentes na área do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca. Também construído para os Jogos Pan-americanos, hoje está subutilizado. Nestes dias, as piscinas, construídas há dois anos, estavam com vazamento. Agora recebem novos azulejos, pois precisam ficar prontas para uma competição.</p>
<p>Por que não replicar o modelo em áreas carentes do país? A questão é atuar para tirar proveito do momento que promete investimentos e ações, não só de governo, mas que também irão atrair a iniciativa privada. O economista Andre Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), lembra que teremos tempo para sincronizar ações das diferentes esferas de governo, do setor privado e da sociedade civil em torno de objetivos comuns.</p>
<p>&#8220;É importantíssimo aproveitar a onda positiva e ter foco, centrar no que interessa. O importante é eleger prioridades assimiladas e aceitas pela população para que sejam incorporadas por anos e anos&#8221;, diz. Estudioso da cidade, Urani há anos vem batendo na tecla que o Rio precisa buscar um processo de recuperação estruturado. &#8220;Barcelona deu um show, aprendeu a costurar ações de forma concatenada e foi capaz de repetir várias outras em diferentes momentos. A loucura de todas as grandes cidades de correr atrás da Olimpíada deve-se ao fato de poderem se expor para o mundo&#8221;, pondera.</p>
<p>Ele lembra que a maioria das grandes metrópolis, seja o Rio, seja Londres, a sede dos jogos de 2012, enfrentou esvaziamento com a descentralização industrial, o que &#8220;deixou um rastro de destruição, com desemprego e transformando os subúrbios em desertos industriais, com aparecimento da violência&#8221;, diz ele.</p>
<p>Londres está se renovando. A construção da infraestrutura da Olimpíada está sendo fundamentalmente na área degradada, no sudeste da cidade. &#8220;O que quero dizer é que os jogos são uma oportunidade de reinventar a razão de ser da cidade, revocacionar para o século 21. Precisamos analisar com cuidado as experiências que mudaram cidades como a de Barcelona, Turim e a própria Londres, onde os jogos ainda não aconteceram, mas o foco está sendo preparar para uma nova realidade&#8221;, diz.</p>
<p>Heloisa Magalhães é chefe da Redação no Rio</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Ainda Polanski (2)]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/06/ainda-polanski-2/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 04:24:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/2009/10/06/ainda-polanski-2/</guid>
<description><![CDATA[Curiosamente, o 3quarks daily reproduz um post com uma abordagem muito semelhante a do meu último co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Curiosamente, o 3quarks daily <a href="http://www.3quarksdaily.com/3quarksdaily/2009/10/punishment-personal-identity-and-polanski.html" target="_blank">reproduz</a> <a href="http://yeahokbutstill.blogspot.com/2009/09/punishment-personal-identity-polanski.html" target="_blank">um post</a> com uma abordagem muito semelhante <a href="http://ohermenauta.wordpress.com/2009/09/30/ainda-polanski/" target="_blank">a do meu último comentário</a> sobre Polanski:</p>
<p style="padding-left:30px;">&#8220;<em>I have to note that the answer to the question of Roman Polanski&#8217;s prosecution and punishment depends largely on the answer to a long-discussed philosophical question: that of personal identity and its relation to moral responsibility. </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>It has been notoriously difficult to say what makes a person the same person over time, especially given then enormous physical and psychological changes that a person undergoes. In the span of a decade, a person can completely reform their beliefs, their values, and their patterns of action, and can even suffer total memory loss. It seems natural to say, as Derek Parfit does, that they are not really &#8220;the same person&#8221;, but rather they are connected to that past person, only insofar as they share that past person&#8217;s psychology. They are thus (say) 25% connected, and that former person survives only to this small degree </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Let&#8217;s assume that Polanski is significantly different in this way: that he is no longer Polanski1973, that person&#8217;s youthful immorality and disregard has been completely wiped out and replaced with kindness and thoughtfulness. The former criminal only survives to some small extent (say, 25%, though the number doesn&#8217;t really matter).(&#8230;)</em>&#8220;</p>
<p>Vão lá e leiam o resto, porque o autor realmente leva a idéia a limites que eu não persegui.</p>
<p>Mais curiosamente, o post dele <span style="text-decoration:underline;">tem a mesma data do meu</span>.  Mas o meu foi publicado às 8:05 da manhã no Brasil, e o dele, às 12:43&#8230;em Vancouver.  :)</p>
<p>***</p>
<p>Sugiro ainda duas leituras interessantes:  <a href="http://blogs.villagevoice.com/runninscared/archives/2009/09/polanski.php" target="_blank">esta</a> e <a href="http://www.3quarksdaily.com/3quarksdaily/2009/10/roman-polanski-sex-case-arrest-provokes-backlash-in-hollywood.html" target="_blank">esta</a>, nesta ordem.</p>
</div>]]></content:encoded>
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