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	<title>racionalidade &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/racionalidade/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "racionalidade"</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 19:19:50 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Um pouco sobre o ser humano]]></title>
<link>http://mpassosbr.wordpress.com/2009/11/26/um-pouco-sobre-o-ser-humano/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 01:28:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>mpassosbr</dc:creator>
<guid>http://mpassosbr.wordpress.com/2009/11/26/um-pouco-sobre-o-ser-humano/</guid>
<description><![CDATA[O ser humano é um bicho estranho. Duas pessoas conversam. Mas uma delas pensa um pouco diferente da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">O ser humano é um bicho estranho.</p>
<p style="text-align:justify;">Duas pessoas conversam. Mas uma delas pensa um pouco diferente da grande maioria, e isso explica a situação de estranheza que, às vezes, toma conta de mim. Explico melhor, até porque eu estava nessa situação.</p>
<p style="text-align:justify;">Certa pessoa veio reclamar do meu comportamento para com ela. Falou, reclamou, explicou seus motivos, e ao final da explanação eu apenas disse &#8220;tá bom&#8221;. Aí a pessoa ficou olhando pra mim com aquela cara de &#8220;é só isso que você tem a dizer?&#8221; e eu continuei quieto, sem falar nada.</p>
<p style="text-align:justify;">Às vezes eu sou muito lógico. Se algo que fiz chateia alguém, o máximo que posso fazer se sintetiza em duas ações: 1) Pedir desculpas; 2) Aprender para tentar não repetir. Que mais posso fazer? Nada. O fato já foi, já aconteceu, e não há nada que eu possa fazer pra reverter a situação.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o ser humano é estranho, e ao invés de usar a lógica &#8212; não há nada a fazer, a situação já passou, e não é possível mudar o que já passou &#8211;, continua provocando. &#8220;Você não vai falar mais nada além desse &#8216;ta&#8217;?&#8221; Gente, que mais posso falar? Que mais posso fazer?</p>
<p style="text-align:justify;">Nessas horas penso: como o ser humano mediano é estranho! Ao invés de esquecer o que já passou &#8212; pois não há o que fazer pra mudar o que já foi &#8211;, o ser humano prefere ficar gastando sua energia naquilo que não tem mais volta. Ao invés de olhar pra frente e esquecer, prefere ficar remoendo, prefere ficar &#8220;cutucando a ferida&#8221; e gastando tempo e energia com ideias, com temas, com fatos que não lhe trarão nada de novo, nada de bom &#8212; ao contrário, relembrar e remoer fatos ruins só traz sentimentos ruins. Mas&#8230; É isto, parece-me, o que a maioria gosta de fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sou a favor de se colocar panos quentes nos problemas: acho que estes devem sim ser postos à mesa sempre que surgem. Mas uma vez que não há o que fazer, pra que ficar voltando a eles o tempo todo? Por que viver no passado ou no futuro, ao invés de se concentrar no presente?</p>
<p style="text-align:justify;">Estranho, muito estranho, esse tal ser humano&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A evolução do homem]]></title>
<link>http://icommercepage.wordpress.com/2009/11/21/a-evolucao-do-homem/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 22:13:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>icommercepage</dc:creator>
<guid>http://icommercepage.wordpress.com/2009/11/21/a-evolucao-do-homem/</guid>
<description><![CDATA[Até a idade medieval, acreditava-se que o coração era a parte mais importante do corpo; na realidade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://icommercepage.wordpress.com/files/2009/11/vida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1250" title="vida" src="http://icommercepage.wordpress.com/files/2009/11/vida.jpg" alt="o coração e a razão" width="264" height="197" /></a></p>
<p>Até a idade medieval, acreditava-se que o coração era a parte mais importante do corpo; na realidade, até hoje, muita gente  acredita nisso.</p>
<p>Conta-se a lenda, que durante a execução de um condenado, pelas leis da época, ele aceitou a missão de esclarecer a dúvida que até então reinava na ciência.</p>
<p>No momento em que fosse guilhotinado, sua cabeça fosse separada do corpo, o condenado deveria piscar o olho, confirmando que o cérebro era mais importante que o coração. Poderíamos afirmar ser essa história fantasiosa, mas a julgar como aconteciam os fatos estarrecedores, naquela época, fruto da falta de informação das pessoas, o que levava a uma crendice sem precedentes, tudo era possível.</p>
<p>Uma coisa é certa, hoje, sabemos que o coração é um músculo, um dos órgãos vitais do corpo, de forma alguma poderia ser comparado com o cérebro.</p>
<p>Quando sentimos uma emoção forte, ou quando uma pessoa está apaixonada, o coração acelera, isso passa a sensação de ser o coração o órgão responsável pelas emoções, mas não é.</p>
<p>Os apaixonados ainda usam o coração como símbolo de sua emoção, mas  o significado já não é o mesmo.</p>
<p>O mais importante órgão do corpo humano é o cérebro, ele é responsável pelo controle de todo o corpo, também é o único insubstituível. Surgindo, daqui, uma nova expressão: &#8220;A química entre duas pessoas&#8221;.</p>
<p>De fato, a expressão não está tão fora de contexto assim, afinal, o corpo humano produz substâncias químicas diante de emoções. Evidentemente, todos os órgãos do corpo interagem diante de fortes emoções, cada um a sua maneira.</p>
<p>Acredita-se que cada emoção seja controlada por uma parte do cérebro, assim, a felicidade está relacionada ao coração, quando ele se acelera; a tristeza está relacionada ao pulmão, quando falta ar para respirar, diante de uma emoção muito forte.</p>
<p>Outros órgãos do corpo costumam  manifestar-se diante de situações ligadas a emoções. Cada pessoa dá a importância a determinado órgão, dependendo da emoção que lhe é mais importante.</p>
<p>O cérebro continua sendo uma grande incógnita. A maior delas é a suposição da existência da alma, de onde veio, para onde vai, influenciando, inclusive, no sentido da vida.</p>
<p>O cérebro humano, como podemos notar, pensa, mas, aí, suge a pergunta: e os animais, não pensam?</p>
<p>Os animais devem pensar, mas o fato de o pensamento dos animais ser menor, seu raciocínio ser mais curto, cria uma situação curiosa. Alguns animais, por terem uma história muito mais longa que a nossa, na Terra, conseguiram evoluir muito, mesmo &#8220;quase&#8221; sem pensar.</p>
<p>Através dos tempos, os animais pensaram trilhões e trilhões de vezes, com seu curto raciocínio, criando uma sequência lógica que os levaria a fazer coisas que homem algum imagina conseguir, cada animal tem uma especialidade própria.</p>
<p>O Homem, animal racional, supostamente, o animal que pensa, surpreendeu pela forma como dominou o mundo em tão curto espaço de tempo, desde seu aparecimento na Terra.</p>
<p>Seu raciocínio é quase perfeito, é longo, supostamente, pensa, o que é contestado pela filosofia, onde, segundo ela, nem todos pensam; poder pensar é diferendte do ato em si.</p>
<p>Assim, o homem cria, frequentemente,  novas tecnologias, levando-o a presumir  que essas tecnologias são, de fato, a evolução, quando, na realidade, esse processo não passa de uma busca pela sobrevivência, de uma busca constante pela imortalidade do corpo, para, no fim das contas, descobrir que só a alma é imortal.</p>
<p>Quanto mais se estuda, mais se descobre a própria pequenês. Por mais que planetas sejam descobertos, a prova definitiva, que há vida fora da Terra, fica cada vez mais distante. Porque o anseio de se descobrir vida fora da terra?</p>
<p>Nosso planeta tem tudo o que nós precisamos, precisamos saber controlar nossos atos.</p>
<p>Pode ser que uma mudança climática venha a por fim a nossa existência na terra, pode ser que um vírus faça isso primeiro, deixando poucos sobreviventes, nos levando a regredir milhares de anos, isolados do mundo, iniciando novo processo de evolução, como aconteceu com os incas, egípcios, troianos&#8230;</p>
<p>Temos um grande cérebro, um raciocínio quase perfeito; só precisamos aprender a utilizá-lo, direcionar melhor nossos objetivos, sentir melhor os outros órgãos do corpo como: o coração, os pulmões, os rins, o baço &#8230;conhecer a nossa própria natureza.</p>
<p>By Jânio</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Religuloso]]></title>
<link>http://oloboguara.wordpress.com/2009/11/17/religuloso/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 04:01:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego Martins</dc:creator>
<guid>http://oloboguara.wordpress.com/2009/11/17/religuloso/</guid>
<description><![CDATA[Pessoal, vi uma parte de um documentário bem legal. Meio que abalou minhas bases. Chama-se Religolou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Pessoal, vi uma parte de um documentário bem legal. Meio que abalou minhas bases. Chama-se <a class="wpGallery" title="xô satanás" href="http://www.imdb.com/title/tt0815241/" target="_blank">Religolous</a>. Basicamente, é um comediante  chamado <a class="wpGallery" title="ateu ateu! joga pedra!" href="http://www.billmaher.com/" target="_blank">Bill Maher</a> que viajou o planeta em busca de respostas para várias questões religiosas para a seguinte pergunta: religião é necessária para o homem?</p>
<div id="attachment_283" class="wp-caption aligncenter" style="width: 228px"><a href="http://oloboguara.wordpress.com/files/2009/11/religulous-film-poster-from-canada-big.jpg"><img class="size-medium wp-image-283" title="religulous-film-poster-from-canada-big" src="http://oloboguara.wordpress.com/files/2009/11/religulous-film-poster-from-canada-big.jpg?w=218" alt="" width="218" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">cartaz do filme</p></div>
<p>Aqui está o trailler do documentário:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6iUyAppOOU0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/6iUyAppOOU0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Ele, obviamente, é uma pessoa no mínimo, anti-religião, e convicta, no meu ponto de vista. Mas, ele se declara <a class="wpGallery" title="cara doido, viu!" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Maher#Views_and_opinions" target="_blank">libertário</a> e é, no meu ponto de vista novamente, um crítico ferrenho do atual <a class="wpGallery" title="rá! pegadinha do mallandro!" href="config" target="_blank">american way of life applied to the world</a> (acabei de inventar o termo, mas tem a ver com o <em>modus operandi</em> contemporânea dos EUA tanto para dentro, quanto para fora). No fim do filme, ele faz algumas considerações:</p>
<ol>
<li>primeiramente ele pede para os racionais e anti religião para &#8220;saírem do armário&#8221; e terem voz e dizerem o que realmente pensam sobre as religiões.</li>
<li>pede para que todos os religiosos, inclusive os moderados, para que &#8220;olhem no espelho&#8221; e se auto critiquem ao analisar o relacionamento entre religião e os conflitos atuais.</li>
<li>faz uma comparação: você seria adepto à um clube que promove todos os tipos de preconceito: misogenia, racismo, homofobia, etc.; promove violência em nome de seus deuses, ignorância e intolerância? Você, no mínimo, saíria desse clube em protesto. Caso não, seria como uma mulher de malandro: conivente.</li>
<li>por fim, ele afirma que não são profecias divinas que trarão o fim do mundo, mas sim a religião.</li>
</ol>
<p>Vejam:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/dTiXOcTXNmY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/dTiXOcTXNmY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><a class="wpGallery" title="só para acalmar os ânimos" href="http://www.youtube.com/watch?v=ssB1ZTSSLGI" target="_blank">Baita tapa na cara</a>. Eu, como católico semi-praticante ou quase-&#8221;morno&#8221; na gíria interna da religião, fiquei balançado&#8230; só com ese finzinho do filme. Me perguntei bastante hoje sobre isso. E cheguei nas conclusões:</p>
<ol>
<li>por incrível que não pareça, sou brasileiro. Acomodado. Entretanto sei das atrocidades que minha religião já fez. Já foi omissa (fala <a class="wpGallery" title="caladim caladim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII#Cr.C3.ADticas.2C_pr.C3.B3s_e_contra" target="_blank">Pio XII</a>), massacrou indígenas (tanto culturamente, socialmente e fisicamente), é contra a camisinha, rígida e ignorante em alguns aspectos. Mas, algumas correntes e momentos históricos são importantes como na <a class="wpGallery" title=":D defendendo o meu!" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica_no_Brasil#Hist.C3.B3ria" target="_blank">luta contra a ditadura, a Teoria da Libertação</a>, o trabalho de algumas <a class="wpGallery" title="bons exemplos!" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A7%C3%A3o_pastoral_cat%C3%B3lica#Pastorais_da_Igreja_Cat.C3.B3lica_no_Brasil" target="_blank">pastorais</a>, o trabalho do papa <a class="wpGallery" title="foi um cara bom!" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_II" target="_blank">João Paulo II</a>. Lembrando que nada disso redime o que já ocorreu, inclusive os <a class="wpGallery" title="mea culpa, amico! mea culpa!" href="http://www.google.com/search?hl=pt-BR&#38;q=mea+culpa+igreja&#38;btnG=Pesquisar&#38;lr=&#38;aq=f&#38;oq=" target="_blank">vários pedidos de desculpas</a>.</li>
<li>Olha, eu já li um pouco bastante sobre religiões porque sempre me fez falta em ter quem acreditar. Não gosto da mistura de ignorância com religião, abitolamento&#8230; não deve-se confundir. Religião é base para a vida, para religar-se com um mundo superior, e suas diretrizes devem servir para o bom convívio, a paz e um mundo melhor. E não tudo isso que já sabemos.</li>
<li>E por fim, não acho inteligente relegar todo o legado que as religiões nos deram para a merda. Como tudo no universo e usando um chavão, tudo tem seus prós e contras. Não acredito que a ignorância a ponto de se achar que toda religião e todo relacionamento com ela leva à ignorância é generalizar demais. Veja o nosso país: (lá vai mais um clichê) veja a miscigenação religiosa&#8230; existe uma certa tolerância saudável na <em>terra brasilis </em>para todas. Nunca nos importamos muito com a religião do nossos governantes, apesar de sermos um país tradicionalmente católico.</li>
<li>Agora, por fim mesmo, deveria haver uma conferência ou enocntro mundial para a discussão de termos religiosos com a política. Pois aonde há a mistura dos dois, nucna sai boa coisa.</li>
</ol>
<p>Agora deixo para vocês a auto crítica e a análise. E, caso queiram, utilizem o blog como quiser para discutirmos religião da melhor forma possível e mostrar que isso é humanamente realizável.</p>
<p> <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sugiro para ler:</p>
<p><a class="wpGallery" title="leiam leiam! depois de ler o loboguará" href="http://www.scribd.com/doc/2088322/Jostein-Gaarder-O-Livro-das-Religioes" target="_blank">O livro das religiões</a>, livro velho, mas excelente. E um outro sobre uma competição de religiões num reino distante para eleição da nova religião oficial do mesmo reino&#8230; poxa&#8230; sou louco para saber que livro é esse!</p>
<p>Bons uivos! Aleluia!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Racionalidade moderna, superávit de promessas, e a efetivação dos Direitos Sociais]]></title>
<link>http://direitoeatualidade.wordpress.com/2009/11/14/racionalidade-moderna-superavit-de-promessas-e-a-efetivacao-dos-direitos-sociais/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 00:22:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Torrano</dc:creator>
<guid>http://direitoeatualidade.wordpress.com/2009/11/14/racionalidade-moderna-superavit-de-promessas-e-a-efetivacao-dos-direitos-sociais/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Dos 12 mil trabalhadores nas indústrias algodoeiras de Glasgow, em 1833, somente 2 mil ganhav]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Dos 12 mil trabalhadores nas indústrias algodoeiras de Glasgow, em 1833, somente 2 mil ganhav]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma Análise do Conceito de Racionalidade à Luz de Putnam]]></title>
<link>http://brainstormers.wordpress.com/2009/11/12/uma-analise-do-conceito-de-racionalidade-a-luz-de-putnam/</link>
<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 06:40:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>diegocaleiro</dc:creator>
<guid>http://brainstormers.wordpress.com/2009/11/12/uma-analise-do-conceito-de-racionalidade-a-luz-de-putnam/</guid>
<description><![CDATA[Uma Análise do Conceito de Racionalidade à Luz de Putnam Em seu Reason, Truth, History, Putnam suger]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A.sdfootnoteanc { font-size: 57% } --> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="font-size:medium;">Uma Análise do Conceito de Racionalidade à Luz de Putnam</span></p>
<p>Em seu <em>Reason, Truth, History</em>, Putnam sugere que a dicotomia: “&#8230; ou cânones imutáveis e  ahistóricos de racionalidade ou relativismo cultural é uma dicotomia […] ultrapassada”. Ao fazer isso, ele está pondo a prova um debate secular na filosofia, tentando descontruí-lo, de maneira quase derridiana. Este é o debate entre os relativistas culturais e os racionalistas universais, que acreditam que a razão seja uniforme no espaço-tempo.</p>
<p>Uma das características que separa Putnam dentre seus contemporâneos é sua afirmação de que a separação tradicional entre fato e valor não é total como muitos defendem. Como a racionalidade é definida em termos de objetivos, e meios para atingí-los, e os bons objetivos são determinados por valores do que é bom e ruim, as dicotomias racionalidade universal/relativismo, e fato/valor, estarão bastante relacionadas.</p>
<p>A razão pela qual ambas essas dicotomias podem surgir diz respeito a possibilidade de indeterminações. Isto é, se tudo no mundo fosse determinado, e nunca houvesse um grau de indeterminação entre algo e outra coisa, dificilmente estes pontos de contraste teriam surgido na história. Tudo seria, por assim dizer, preto no branco. Mas este não é o caso, existem vários graus de indeterminação na natureza, aqui, nos concentraremos na indeteminação intencional. Isto é, a indeteminação que existe entre um X que é a respeito de Y e o Y a respeito do qual ele é. Vários objetos do mundo são desse tipo, possuidores de intencionalidade, em maior ou menor grau. A palavra “John” quando escrita em uma folha por exemplo pode ser a respeito de John Lennon, ou de John Travolta, ou do apóstolo João, entre outras pessoas. Isto é, a capacidade de constrição que o termo que refere possui deixa espaço para várias interpretações possíveis. Isso sempre é o caso quando estamos tratando de uma linguagem formal, segundo o teorema de Lowenheim-Skölem, que diz que para qualquer formalização que se adequa a um modelo, existem infinitos modelos de cardinalidades superiores à este que também são modelos da mesma formalização. Ou seja, mesmo nos domínios mais abstratos do conhecimento humano, a indeterminação permanece. Não apenas para nomes numa folha (ou numa pedra), ou linguagens formais, vale a indeterminação. Também o vocabulário mentalista padece dessa fraqueza, por assim dizer, de não conseguir refererir unicamente a um único objeto jamais (Dennett 1980 Putnam 1981). Possuímos mundos nocionais que poderiam ser reflexo de infinitos mundos diferentes atuando sobre nosso sistema perceptivo, e não temos como descobrir em qual desses mundos estamos. Em termos Kantianos, existem infinitos mundos numenais que atendem as nossas representações fenomenais.</p>
<p>Não é de se espantar, se a indeterminação vale entre quaisquer duas linguagens, que uma questão que desde logo preocupou os filósofos da ciência é se o mesmo ocorreria com as teorias. Será que existem infinitos mundos compatíveis com qualquer teoria científica? Se sim, como sustentar um conceito de que a ciência nos diz a verdade sobre mundo, ou que ela é racional? Ao longo do tempo, algumas tentativas foram feitas na literatura para escapar do inescapável, e criar uma formalização filosófica de teorias que não possibilitasse o mesmo grau de indeterminação que Quine nos mostrou ter a linguagem natural (1960), Lowenheim-Skölem as linguagens formais e Dennett (1978) o vocabulário mentalista.  A mais famosa é a tentativa de Carnap<sup><a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a></sup>, usando as sentenças de Ramsey, que tentou modelar a modificação de termos teóricos entre teorias subsequentes de maneira análoga a relação entre sistemas formais e seus modelos. O problema é que mesmo uma sequência de teorias com termos bem definidos ainda deixava bastante espaço para varias realizações possíveis daquela teoria. O problema é bem sumarizado em Lewis “How to Define Theoretical Terms” (1971) seja “T” uma teoria científica:</p>
<p><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">“There remains the case in which T is multiply realized. In this case, the Carnap sentence tells us that the T-terms name the components of some realization or other. But it does not tell us which; and there seems to be no nonarbitrary way to choose one of the realizations. So either the T-terms do not name anything, or they name the components of an arbitrarily chosen one of the realizations of T, Either of these alternatives concedes too much to the instrumentalist view of a theory as a mere formal abacus. Neither does justice to our naive impression that we understand the theoretical terms of a true theory, and without making any arbitrary </span></span><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">choice among realizations. We should not accept Carnap&#8217;s treatment in this case if </span></span><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">we can help it. Can we?</span></span></p>
<p><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"> We might say instead that the theoretical terms of multiply realized theories do not name anything. If multiple realization is a defect that theorists can reasonably hope to avoid, then we can afford to treat multiply realized theories as failures: call them false, and call their theoretical terms denotationless. But if multiple realization is inevitable, we cannot afford to disdain multiply realized theories. We can have denotations arbitrarily chosen, or no denotations at all.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"> A uniquely realized theory is, other things being equal, certainly more satisfactory than a multiply realized theory. We should insist on unique realization as a standard of correctness unless it is a standard too high to be met. Is there any reason to think that we must settle for multiply realized theories? I know of nothing in the way scientists propose theories which suggests that they do not hope for unique realization. And I know of no good reason why they should not hope for unique realization.”</span></span></p>
<p><span style="font-family:Bitstream Vera Sans,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Essa esperança de Lewis ressoa nas intuições de muitos cientistas e de alguns filósofos, mas  exemplos como os Gettier problems, que demonstram que sempre há uma nova forma de destruir o conceito de justificação, vão contra essa intuição de que há uma explicação única. Mais forte do que os Gettier problems são os argumentos de Putnam, Rorty, Kuhn, Foucault e outros a favor do papel forte da determinação parcialmente histórica de qual dentre as interpretações possíveis é a escolhida. Isso depende, de acordo com esses autores qual é a época na qual se está pensando sobre a realização daquela teoria.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Viemos examinando até aqui como uma única teoria pode representar vários mundos, sem fazer distinções entre eles. Para nossos propósitos entretanto, a observação contrária é mais interessante, um mesmo mundo pode ser modelado por diversas teorias, ou seja, existe indeterminação na “ida” e na “volta” do processo. Essa indeterminação de várias teorias para um único mundo é o que gera o problema da racionalidade discutido por Putnam. ¿Ora, como terei uma concepção deteminada do que é racional se existem várias maneiras de agir que são condizentes com o mesmo mundo? Várias teorias da ação racional são igualmente razoáveis como formas de conviver com o mundo, assim sendo, não faz sentido falar numa única racionalidade, que perpassa culturas e civilizações e que é a única que se adequa ao mundo. </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Alguns filósofos, mas não muitos, tranformaram o conhecimento desse fato num oba-oba, ou seja, supuseram que, uma vez que existem várias maneiras de se ser racional no mundo, então  vale-tudo, qualquer coisa está bom, ou tudo é relativo a uma pessoa ou a outra, suas concepções, suas crenças e seus valores particulares. Mas não é bem assim. Os filósofos mais sérios (que em seu livro curiosamente Putnam chama de mais “inteligentes”) não se submetiveram a uma visão tão ingênua dessa complexa problemática. Encontraram versões interessantes (como as epistemes de Foulcault, as indeterminações de tradução semânticas de Kuhn, as noções de época de Rorty etc&#8230;) de casos nos quais, com efeito, um grupo justifica uma racionalidade diferente da de outro grupo, que está em algum contexto diferente (social, histórico, semântico, científico). Ou seja, para eles a racionalidade não é mais uma noção que está fixada. Mas tampouco está a deriva, deixada a seu bel-prazer e sem direção. Temos aqui o nascimento da concepção que Putnam está defendo, a de uma racionalidade ancorada. Mas ancorada com uma âncora de cabo bastante longo e flexível. Ou seja, nem todo curso de ação, ou curso de raciocínio poderá ser considerado racional. Existirão </span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><em>constrições </em></span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;">no espaço lógico do que é admissível como racional, constrições que, na nossa metáfora marinha, podem ser pensadas como a elasticidade do cabo, e seu comprimento. Existem lugares que simplesmente não podem ser alcançados pela racionalidade, segundo Putnam, por mais que ela se estique, enrosque e dê piruetas no ar. </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Cabe então analisarmos aqui critérios de constrição do que é permissivelmente considerável como racionalidade, para vermos se de fato é o caso que podem haver racionalidades não totalmente maleáveis, e ao mesmo tempo não unas. Precisamos de critérios de constrição que não sejam critérios que deixem apenas um elemento final. Um desses critérios é a forma como Wittgenstein pensa a idéia de “sentido” de um termo. O sentido, para Wittgenstein, é deteminado pelo uso que se faz de um termo, por uma miríade de jogos de linguagem que se interpolam e determinam um espaço lógico de possibilidades que é o sentido daquele termo. O termo círculo significa as ações que ele causa nas pessoas. Pois bem, temos aqui um grau de restrição. Virão muitos outros. Um outro grau de restrição que se adequa a concepção de racionalidade é  a restrição evolutiva, e este talvez tenha sido tomado como mais importante pelos filósofos da segunda metade do século XX. A evolução constringe o espaço acessível de mundos nocionais, na medida em que nos obriga a habitar um mundo nocional que nos permita sobreviver e ter filhos. Ou seja, nosso design, arquitetado cuidadosamente pela mãe natureza (cega, surda, deprivada de emoções etc&#8230;) é tal que nos faz só poder habitar uma certa quantidade de mundos nocionais, sob pena de morte, literalmente! A racionalidade humana é produto da evolução genética que configura nossas mentes, e também da evolução memética, que modifica, com algumas restrições, nossa cultura, nossas idéias etc&#8230;. Ambos estes processos darwinianos geram fortes constrições (sobrevivência do mais apto) no que podemos pensar, e na nossa visão do que é </span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><em>racional</em></span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;">, e do que é </span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><em>bom</em></span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;">. Nossa racionalidade é  constrita por uma séries de outros sub produtos desses fatores evolutivos: Fatores deonticos, fatores emocionais, bias cognitivos (erros sistemáticos de cognição), fatores econômicos etc&#8230;  Putnam enfatiza essa idéia, e insere também um inovativo e diferenciado tipo de fator para adentrar o grupo. Os valores morais. </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Putnam pontua por exemplo que numa visão de mundo na qual conectamos fato e valor, torna-se verdadeiro dizer que “Os nazistas eram irracionais” na medida em que nossos critérios de racionalidade entraram numa interação promíscua com nossos valores. O ponto dele é que, além de todos os demais fatores (dos quais, é fato, ele apenas destaca o fator evolutivo) devemos também utilizar nossos valores morais como forma de constrição do que pode ser considerado razoável. Note que esse argumento não necessita de prova. Ele está sugerindo que, na falta de outros critérios para racionalidade, uma boa forma de constringirmos o espaço do que consideramos racional, isto é, de dimnuir o cabo que ancora a racionalidade, é inserir os nossos valores como critério legítimo de avaliação do que é racional. Evidente que não se segue disso que ele não tenha outros argumentos em favor da união entre fato e valor, mas estes não concernem o presente trabalho. </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Então ao mesmo tempo que Putnam aceita que não estamos mais diante de uma noção fundacionista de racionalidade, ele oferece caminhos para evitar um relativismo total. Não se coloca dessa maneira de nenhum dos lados dessa dicotomia que por tanto tempo populou as mentes filosóficas. Não é necessário ter uma visão convergente de racionalidade, ou acerca da verdade, para que não se tenha uma visão de deriva divergente, em suma esse é o ponto de Putnam. É possível derivar numa raia única, ou num espaço circunscrito, contanto que haja coisas (como nossos valores e a evolução) que constrinjam nosso espaço possível de racionalidade. </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> Putnam encerra seu capítulo “Two Conceptions of Rationality” com as palavras: </span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"> </span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;">“I will not discuss here the expectation aroused in some by Chomskian Linguistics that cognitive psychology will discover algorithms which define rationality. I myself think that this is an intellectual fashion which will be disappointed as the logical positivist hope for a symbolic inductive logic was disappointed. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> All this suggests that part of the problem with present day philosophy is a  scientism inherited from the nineteenth century – a problem that affects more that one intellectual field, I do not deny that logic is important. I do tend to think that they are rather peripheral to philosophy, and that as long as we are too much in the grip of formalization we can expect this kind of swinging back and forth between the two sorts of scientism I described. Both sorts of scientism are attempts to evade the issue of giving a sane and human description of the scope of reason. “</span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">A revelia dos desejos dos tais psico-linguistas Chomskianos, a hipótese de Putnam tem se mostrado correta, na medida em que não encontramos algorítmos exatos que definem a racionalidade humana. Encontramos, com efeito, uma gramática universal que subjaz as linguagens humanas, encontramos também, como o psicólogo e nobel de Economia Daniel Kahneman (2002) mostrou, uma série de erros sistemáticos (cognitive bias) que estamos propensos a cometer, como se fossem “falhas” do nosso algoritmo com relação a nossa concepção de uma racionalidade ideal. Ou seja, existe desacordo entre o que consideramos racional, quando perguntados, e o que sabemos sobre como funciona a cognição humana, esses erros são chamados de bias cognitivos, ou viéses cognitivos. Segue que não encontramos um único e paradigmático conceito universal de racionalidade, e também que o lugar para procurar isso não seria na mente humana. A invenção durante o racionalismo do Homo Economicus, e do Homo Racionalis havia criado nas pessoas uma ilusão de que pudesse ser o caso que, se a racionalidade enquanto tal existe, o lugar para encontrá-la seria a mente humana. É interessante que, apesar de Putnam colocar nas mãos de Chomsky uma das últimas possíveis chaves para encontrar a racionalidade dentro de nós, haja sido justamente a ciência que surgiu a partir de Chomsky (ciência cognitiva) que nos deu a garantia, de uma vez por todas, que o Homo Economicus e o Homo Racionalis são apenas uma fantasia de época. </span></span><sup><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"><a name="sdfootnote2anc" href="#sdfootnote2sym"><sup>2</sup></a></span></span></sup><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Mas haveria uma definição de racionalidade pura, independente dos humanos e seus algorítmos mentais? Uma tentativa interessante de defender a racionalidade vem de Yudkowsky (2007): </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> “<span style="font-size:small;">Optimization Process: </span></span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:small;"> A physical system which hits small tagets in large search spaces to produce coherent real-world effects.</span>”</span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Notamos aqui em primeiro lugar um enfraquecimento da concepção de racionalidade para uma concepção de racionalide condicional. “O que é racional?” deixa de ser uma pergunta que faz sentido, e o que faz sentido passa a ser perguntar “O que é racional dado que meu objetivo é X”. Mas mesmo uma concepção como essa, enfraquecida, pode sofrer modificações ao longo da história, das mudanças das ações humanas, dos nossos objetivos, etc&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Talvez possamos dividir as concepções filosóficas a respeito da racionalidade entre aquelas que sugerem que racionalidade esteja acima   do triângulo</span></span></p>
<p>&#160;</p>
<div id="attachment_424" class="wp-caption alignnone" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-424" title="Triangulo Ciencia" src="http://brainstormers.wordpress.com/files/2009/11/triangulo-ciencia.jpg" alt="Métodos Teorias e Objetivos" width="468" height="351" /><p class="wp-caption-text">As flechas indicam influências e constrições ao longo do desenvolvimento da ciência.</p></div>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"><br />
</span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:small;"> e aqueles que acreditam que a racionalidade está subscrita a um desses aspectos da ciência.  Nagel, por exemplo, almeja uma racionalidade acima e além dos vértices do triângulo, a concepção de Yudkowsky é enfraquecida justamente para poder se manter acima do triângulo, como um árbitro, definindo o que é ou não racional. Putnam está no outro time, ele insere a racionalidade no triângulo. Não apenas emaranhando-a com os valores, mas também compreendendo que existe numa medida uma concepção particular de racionalidade subjacente nos métodos e possivelmente nas teorias. A racionalidade, quando não está absolutizada, acima do triângulo, ela está dentro dele, e assim como ele se define por suas inter-relações, e pelas constrições que os elementos de um vértice exercem sobre os elementos do outro, se é assim, ela não pode variar indefinidamente, ela funciona como o cidadão da democracia, livre, mas com deveres. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:small;">Referências: </span></span></span></p>
<p><span style="font-family:Thorndale,Times New Roman,serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Dennett</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">,</span></span><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> D. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">1978</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">.</span></span><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Brainstorms</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">: Philosophical Essays on Mind and Psychology. Cambridge: Bradford Books/MIT Press</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Dennett, Daniel. 1980,  Beyond Belief IN A. Woodfield, ed., <em>Thought and Object</em>, Oxford Univ. Press, pp. 1-95.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Gray, John.2002. Straw Dogs: Thoughts on Humans and Other Animals </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> David </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Lewis</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">, 1971. </span></span><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">How to define theoretical terms IN </span></span></em><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Philosophical Papers Vol I</span></span></em></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Putnam, H. 1981. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Reason, Truth, and History</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">. Cambridge: Cambridge University Press, 1981.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Rorty, Richard.</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">1979.</span></span></em><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Philosophy and the mirror</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> of nature / Richard Rorty Princeton University Press, Princeton : </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> T. Gilovich, D. Griffin, and Daniel Kahneman [eds.]. 2002 Heuristics and Biases: The Psychology of Intuitive Judgment  New York: Cambridge University Press,</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Wittgenstein, Ludwig (1953) </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;">Philosophical Investigations</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> (Oxford: Blackwell)</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"> Yudkowsky, E.2006.  World&#8217;s Most Important Math Problem<em> IN </em>Singularity Conference 2006 Technology-Conferences-and-Events.</span></span></p>
<div id="sdfootnote1">
<p><span style="font-size:x-small;"><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc">1</a><span style="font-family:TimesNewRomanPS-ItalicMT,serif;"><span style="font-size:xx-small;">Philosophical 	Foundations of Physics </span></span><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT,serif;"><span style="font-size:xx-small;">(New 	York: Basic Books, 1966),</span></span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p><span style="font-size:x-small;"><a name="sdfootnote2sym" href="#sdfootnote2anc">2</a><span style="font-size:x-small;">O 	filósofo literário John Gray, em seu </span><span style="font-size:x-small;"><em>Cachorros 	de Palha</em></span><span style="font-size:x-small;">, 	sugere (anedotalmente) uma das razões para a nossa visão de 	verdade una. Adaptarei seus comentários para criar uma explicação 	anedotal da persistência de nossa visão do Homo Economicus. Os 	gregos possuiam diversos Deuses, com diferentes traços de 	personalidades, fraquezas, virtudes e inclinações. No entanto, com 	a ascenção do Monoteísmo, surgiu também a noção de uma verdade 	única, de um único caminho, afinal, o monoteísmo vem de 	pensadores que diziam coisas como “Eu sou o caminho, a luz  e a 	verdade, ninguém vai ao pai senão através de mim”. Claramente 	uma concepção universalista da verdade. Junte-se a isso que somos 	todos filhos de Deus, segundo essa cosmogonia. E Jesus em particular 	é parte de Deus. A relação entre Homem e Deus é de semelhança 	(a de Mulher parece indeterminada&#8230;.). Se Deus é único, e nós 	somos à sua imagem e semelhança, então nossa racionalidade também 	deve ser una, para encontrar a única verdade que emana do ser 	divino.  Cria-se então uma visão de homem que pressupõe essa 	racionalidade pura no homem, e, por estar anexada a uma visão do 	divino que permanece até hoje em umas 4 bilhões de pessoas, a 	idéia sobrevive fortemente em circuito não-acadêmico. O Homo 	economicus está morto, mas sua sombra permanecerá por mais mil 	anos. </span></span></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Atitudes Proposicionais e Racionalidade em Donald Davidson]]></title>
<link>http://fischborn.wordpress.com/2009/11/09/atitudes-proposicionais-e-racionalidade-em-donald-davidson/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:52:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo Fischborn</dc:creator>
<guid>http://fischborn.wordpress.com/2009/11/09/atitudes-proposicionais-e-racionalidade-em-donald-davidson/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Atitudes Proposicionais e Racionalidade em Donald Davidson&#8221; é o título do trabalho que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Atitudes Proposicionais e Racionalidade em Donald Davidson&#8221; é o título do trabalho que apresentarei sob a forma de &#8220;pôster&#8221; na 24ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM.</p>
<p>Para algum interessado, o trabalho estará exposto a partir das 19hs de Quarta-Feira (11 de Novembro de 2009) na Antiga Reitoria. O número do painel é 91.</p>
<blockquote><p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;[Informação Posterior]:</p>
<p>O trabalho do qual falei acima pode ser acessado aqui:<br />
<a title="Fischborn - Atitudes Proposicionais e Racionalidade em Donald Daviidson" href="http://fischborn.wordpress.com/files/2009/11/fischbornm-at-prop-e-rac-davidsonjai-blog.pdf">Fischborn, M &#8211; Atitudes Proposicionais e Racionalidade em Donald Davidson</a>.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Medo: o inibidor do talento]]></title>
<link>http://mentesbrilhantes.wordpress.com/2009/10/18/medo-o-inibidor-do-talento/</link>
<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 17:11:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>rjfcosta</dc:creator>
<guid>http://mentesbrilhantes.wordpress.com/2009/10/18/medo-o-inibidor-do-talento/</guid>
<description><![CDATA[Surge este post da leitura do último post do Juan Carrión, intitulado &#8220;¿Por qué las organizaci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://mentesbrilhantes.wordpress.com/files/2009/10/fear.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-774" style="border:1px solid white;" title="fear" src="http://mentesbrilhantes.wordpress.com/files/2009/10/fear.jpg?w=300" alt="fear" width="240" height="194" /></a>Surge este post da leitura do último post do Juan Carrión, intitulado &#8220;<strong><a title="ver post" href="http://juancarrion.wordpress.com/2009/10/17/%C2%BFpor-que-las-organizaciones-se-resisten-tan-activamente-al-cambio/" target="_self">¿Por qué las organizaciones se resisten tan activamente al cambio?</a></strong>&#8220;.</p>
<p>Este post é uma reflexão magistral sobre as dificuldades de implementar a mudança nas organizações, analisando as suas causas e efeitos e interrogando-se sobre se será preferível desenvolver processos de mudança gradual ou radical.</p>
<p>Quanto a esta última questão, confesso que não sei qual a resposta&#8230; provavelmente depende de cada organização, de cada momento vivido e das particularidades da sua cultura organizacional.</p>
<p>Sei todavia que este tema é extremamente actual e que ajuda a explicar a <em>dificuldade das empresas portuguesas em inovarem e em gerirem o seu talento</em>.</p>
<p>E tudo tem a ver com o <strong>medo</strong>.</p>
<p>Porquê? <strong><em>Porque o medo tolda o nosso empreendedorismo e a nossa capacidade de acção</em></strong>.</p>
<p><em>Medo de quê?</em> &#8211; perguntarão&#8230;</p>
<p>Bem, de muitas coisas, mas essencialmente <em>medo do desconhecido, medo do erro, medo de falhar e medo de perder dinheiro, status ou poder</em>.</p>
<p>Quer isto dizer que o medo é mau? Não. <strong><em>O medo faz parte da natureza humana e se não fosse o medo não conseguríamos tomar boas decisões</em></strong> &#8211; cf. o meu post &#8220;<a title="ver post" href="http://mentesbrilhantes.wordpress.com/2009/07/06/gerir-num-mundo-pos-racional/" target="_self">Gerir num Mundo Pós-Racional</a>&#8220;.</p>
<p>A grande diferença está <strong>na</strong><strong>quilo que decidimos fazer com os nossos medos</strong>! Vamos assumir que eles nos desafiam a mudar o nosso destino e partimos para a acção, ou achamos que isso não está ao nosso alcance e rendemo-nos ao nosso já tradicional &#8220;sebastianismo&#8221;? Tudo tem a ver com a nossa <em>percepção de capacidade</em> e com o nosso <em>locus </em>de controle &#8211; cf. o meu artigo &#8220;<a title="ler artigo" href="http://persona.mindcapital.net/index.php?option=articles&#38;task=viewarticle&#38;artid=30&#38;Itemid=3" target="_self">A Pesada Herança de Roma</a>&#8220;.</p>
<p>Deixo-vos com um vídeo da <strong><a title="ver perfil" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carly_Fiorina" target="_self">Carly Fiorina</a></strong> sobre <em>a dinâmica do medo e da mudança</em>.</p>
<p>Enjoy it <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  !</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/w3IbKbDhfKw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/w3IbKbDhfKw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Série: O que G. K. Chesterton estaria escrevendo se fosse jovem em 2009? - 4 -]]></title>
<link>http://vaivirarmar.wordpress.com/2009/10/03/serie-o-que-g-k-chesterton-estaria-escrevendo-se-fosse-jovem-em-2009-4-2/</link>
<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 18:45:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago</dc:creator>
<guid>http://vaivirarmar.wordpress.com/2009/10/03/serie-o-que-g-k-chesterton-estaria-escrevendo-se-fosse-jovem-em-2009-4-2/</guid>
<description><![CDATA[Golpes em Honduras “(&#8230;) Se for verdade (como certamente é) que o homem pode sentir uma felicid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">Golpes em Honduras</p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">“(&#8230;) Se for verdade (como certamente é) que o homem pode sentir uma felicidade extraordinária em esfolar um gato, então o filósofo religioso só pode fazer uma dentre duas deduções. Ou ele deve negar a existência de Deus, como fazem todos os ateus; ou deve negar a presente união entre Deus e o homem, como fazem todos os cristãos. Os novos teólogos parecem pensar que uma solução altamente racionalista é negar o gato.” (G. K. Chesterton).</p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">É fato que a constituição hondurenha proíbe rigorosamente certas iniciativas tomadas por Zelaya para se reeleger. <em> </em><span style="font-style:normal;">Mas não dá para acreditar que alguma constituição séria diga que em casos como o de Zelaya o procedimento mais adequado seja apontar um fuzil para um presidente de pijamas, coloca-lo num avião e jogá-lo em alguma plantação vizinha de bananas. E o mais intrigante é ver veículos de comunicação brasileiros, com genes de ditadura na sua história e dividendos, negando o presidente de pijamas com um fuzil lhe dando bom dia.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em> </em><span style="font-style:normal;">Acontece que hoje está mais do que claro para todos que há uma nova disputa de poder em </span><em>nuestra América</em><span style="font-style:normal;">. E que o os Estados Unidos antes líderes isolados na culpa por nossos problemas agora possuem um forte concorrente emergente nesse quesito, nascido de um dos tiros da administração Bush que saíram pela culatra. Ao temor de mais um Chávez, com todos os trejeitos, soma-se a posição do Brasil no BRIC e o desejo dos países centro americanos deixar no passado o seu retrospecto político de Repúblicas das Bananas. O estopim para esse estado de coisas não poderia ser outro. Um belo bigode e um chamativo chapéu branco a frente de reformas populistas e da aproximação política com a PetroCaribe, comandada pela PDVSA.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-style:normal;text-align:justify;">Confesso que quando li as análises de tais veículos de comunicação, imaginei que houvesse de fato um comprometimento político com as transnacionais de bananas e petróleo. Mas não acredito que seja isso. Pensando bem, fica claro que aquilo que opinam são soluções altamente racionalistas que para um jovem de 26 anos a nitidez de seu fracasso é gritante.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A, B, o caminho entre A e B e a hora de correr para as montanhas.]]></title>
<link>http://desfoque.wordpress.com/2009/09/30/a-b-o-caminho-entre-a-e-b-e-a-hora-de-correr-para-as-montanhas/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:36:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas Carvalho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vamos explicar esse complexo título. A e B são as duas entidades principais da vida, de acordo com e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Vamos explicar esse complexo título.</p>
<p>A e B são as duas entidades principais da vida, de acordo com <span style="text-decoration:line-through;">escritor famoso</span> o que eu mesmo tô dizendo. A é a situação presente e B é a situação pretendida. Qualquer coisa que você faça em qualquer período da sua existência passa pelo processo entre A e B. Se você dá um passo, você sai do estágio em A (Sei lá, o primeiro degrau da escada) e passa para o estágio B (o segundo degrau). Entretanto, a coisa não é assim tão fácil: pra sair de A e chegar em B você precisa executar esforço. Este processo que te tira de A e põe em B pode ser infinitamente mais complexo do que a força que suas pernas exigem para subir um degrau. Dando um exemplo bem miss universo, se você quer ser o responsável por tirar o mundo da situação de milhões passando fome (A) para um contexto em que todos se alimentem bem (B), o processo é absurdamente difícil e, creio eu, impossível num prazo de menos de 3 vidas inteiras.</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-191" title="imagemvv" src="http://desfoque.wordpress.com/files/2009/09/imagemvv1.png?w=300" alt="imagemvv" width="300" height="193" /></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Processo fácil:</strong> de bombado (A) para saco de banha (B)<br />
<strong>Processo complexo:</strong> de ator de filmes onde coisas explodem (A) para governador da califórnia (B)</em></p>
<p style="text-align:center;"><em> </em></p>
<p>E daí entra algo que eu venho percebendo faz algum tempo e que muito me incomoda: a maioria das pessoas pensa preponderantemente em B, antes de analisar A e o caminho entre A e B. Ou seja: eu ando percebendo que pessoas da minha convivência preferem primeiro ter um milhão de idéias mirabolantes antes de pensar se são viáveis. E eu vejo muita, muita gente fazendo isso. Essas seriam as pessoas B, ou seja, as pessoas que projetam objetivos sem pensar em sua possível viabilidade. Seria o exemplo de publicitários moderninhos, designers (sem generalizações e preconceitos, claro) e alguns outros tipos de pessoas que acham que a criatividade é tudo.</p>
<p>E daí nós temos as pessoas AB, ou seja, as pessoas que só pensam em processos. São aquelas pessoas que fazem de qualquer mudança ou processo um inferno; são os servidores públicos, aqueles que fazem de um processo que sai de A (não ter mais RG porque sua primeira via sumiu) para B (ter a sua segunda via do RG e poder voltar a uma vida normal) um monstro épico muito mais complexo do que deveria ser. São aquelas pessoas-entrave, que botam um milhão de empecilhos para que determinada situação chegue em B.</p>
<p>E ainda temos as pessoas A. Aquelas que não pensam e não fazem e nem sabem o que é B.</p>
<div id="attachment_192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 301px"><img class="size-medium wp-image-192" title="homer_preguica" src="http://desfoque.wordpress.com/files/2009/09/homer_preguica.jpg?w=291" alt="Típico A em seu habitat natural" width="291" height="300" /><p class="wp-caption-text">Típico A em seu habitat natural</p></div>
<p>E todos nós temos um pouco de cada uma dessas pessoas (A, B e AB), em proporções diferentes. Às vezes a gente tem idéias e as quer em prática, mesmo que custem três trilhões de reais. Às vezes a gente põe milhões de entraves (como a preguiça) pra chegar em B ou simplesmente desiste porque o processo é muito complicado – e com isso, corre o risco de ser sempre óbvio. E às vezes a gente quer que o mundo se foda e que B também.</p>
<p>Daí eu proponho: sejamos realmente um pouco das 3, mas em proporções mais equiparadas (é, também acho muito importante ser A, ligar a TV e fingir que nada mais existe). Eu acho extremamente tosco neguinho que fica jogando 5 idéias por segundo sobre algo sem parar pra pensar no que tá falando. É assim que surgem as <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo">idéias absurdas com pouquíssimo conteúdo aproveitável</a>, simplesmente porque não são aplicáveis na prática. E que me desculpe o Einstein e seu “Se, a princípio, a ideia não é <em>absurda</em>, então não há esperança para ela”, porque o mundo real envolve custos e ninguém faz nada sem uma viabilidade mínima – e existe viabilidade em coisas que parecem não ter, como ir à Lua.</p>
<p> Tipo, sua idéia (seu B) pode ser sonhadora e meio mirabolante, mas pense nele por 3 minutos antes de falar. Veja se, mesmo tendo seu nível de maluquice, ela tem alguma viabilidade real. Pensar antes de falar faz milagres.</p>
<p>Aliás, o mundo real envolve uma série de coisas tristes, deprimentes e inflexíveis que ninguém conta pra gente – nem nossos pais e nem a faculdade. Se eu já to me sentindo um chato racional que barra a idéia de geral por causa desse texto, é bom saber que existem bem piores. Um cara acabou de ser demitido aqui da empresa porque queria mudar demais, queria inovar. E a minha célula aqui tá propondo exatamente a mesma coisa – mudanças drásticas.</p>
<p>E se a gente tá mesmo vivendo num mundo onde só se situa entre um dos extremos – existe gente criativa mirabolante demais lançando trabalho inútil em 99% do tempo, ao mesmo tempo que existe gente quadrada e racional demais barrando qualquer coisa – tá na hora de correr pras montanhas. Um mundo em que prevalecem os extremos é uma merda.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Aconselhar-se]]></title>
<link>http://alexcosmo.wordpress.com/2009/09/13/aconselhar-se/</link>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 17:37:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexcosmo</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Aceita o conselho dos outros mas nunca desista de sua própria opinião&#8221; &#8211; Willian ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Aceita o conselho dos outros mas nunca desista de sua própria opinião&#8221; &#8211; Willian ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Don't let them try to detain you, you're not the only fool...]]></title>
<link>http://consultorio.wordpress.com/2009/08/29/dont-let-them-try-to-detain-you-youre-not-the-only-fool/</link>
<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 15:13:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Germano Vale Filho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tenho emoções &#8211; é um fato; e meus sentimentos são pura dicotomia: meus melhores e piores atrib]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Tenho emoções &#8211; é um fato; e meus sentimentos são pura dicotomia: meus melhores e piores atrib]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O homem e suas circunstâncias: McNamara]]></title>
<link>http://debonis.wordpress.com/2009/08/12/o-homem-e-suas-circunstancias-mcnamara/</link>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:37:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>DB</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estou há algum tempo querendo escrever sobre a morte, aos 93 anos, de Robert McNamara, Secretário de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://debonis.wordpress.com/files/2009/08/393px-robert_mcnamara_at_a_cabinet_meeting_22_nov_1967.jpg"><img src="http://debonis.wordpress.com/files/2009/08/393px-robert_mcnamara_at_a_cabinet_meeting_22_nov_1967.jpg?w=196" alt="393px-Robert_McNamara_at_a_cabinet_meeting,_22_Nov_1967" title="393px-Robert_McNamara_at_a_cabinet_meeting,_22_Nov_1967" width="196" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-128" /></a>Estou há algum tempo querendo escrever sobre <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u591195.shtml">a morte, aos 93 anos</a>, de Robert McNamara, Secretário de Defesa americano considerado o arquiteto da Guerra do Vietnã. Mas não é tarefa fácil; especialmente para quem assistiu o documentário <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Fog_of_War">Sob a Névoa da Guerra</a>, de Erroll Morris. Não é de espantar que, tendo sido ele o rosto público do <em>establishment</em> militar americano durante uma guerra em que mais de 3 milhões de vietnamitas (e mais de 60 mil americanos) perderam suas vidas, a mera menção a seu nome cause arrepios em qualquer um com convicções minimamente progressistas. Mas a grande realização do filme de Morris foi justamente não ter se pautado por qualquer noção preconcebida, dando apenas a palavra a McNamara, o homem.</p>
<p>McNamara não era um militar; sua grande experiência estava no setor privado. Foi um dos alunos de administração mais brilhantes em Harvard, e, após trabalhar no setor de estatísticas do Pentágono durante a Segunda Guerra, ascendeu rapidamente como executivo da Ford, sendo escolhido para presidí-la em 1960.</p>
<p>O que aconteceu em seguida mudou a sua vida para sempre: cinco semanas após ser nomeado presidente da Ford, foi convidado por John Kennedy a ocupar a Secretaria da Defesa. McNamara hesitou, mas acabou por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=byXzhqL1as8">aceitar o convite</a>.</p>
<p>Ninguém sabe qual teria sido a postura de Kennedy sobre a evolução do conflito no Vietnã, tivesse ele sobrevivido. O envolvimento militar americano no conflito começa em seu governo, mas até a sua morte, este era tímido, e não havia guerra declarada. Mas a escalada militar durante a administração Johnson, na qual McNamara permaneceu, foi conduzida e defendida publicamente por ele, com base na chamada “teoria do dominó”: se o Vietnã se tornasse comunista, todo o Sudeste asiático poderia vir a reboque, criando uma enorme área de influência da União Soviética e desequilibrando as forças na Guerra Fria.</p>
<p>As gravações e relatos existentes mostram que McNamara não era o mais belicoso dos assessores: durante a Crise dos Mísseis, atou como contrapeso aos ânimos dos chefes militares, esses sim falcões que desejavam um enfrentamento direto com a União Soviética. McNamara tinha também muitas dúvidas sobre a estratégia de Johnson para o Vietnã, e não acreditava que o aumento massivo do efetivo americano poderia levar a uma vitória na guerra, como de fato não levou. Entretanto, leal ao chefe, conduziu o esforço da escalada e o defendeu publicamente até sair do governo em 1967, para assumir a presidência do Banco Mundial.</p>
<p>Mas até onde deve ir a lealdade a alguém? McNamara pode ter pensado que se saísse, alguém pior – menos ponderado, mais belicoso – poderia assumir o seu lugar. Pode ter se sentido pouco à vontade em abandonar Lyndon Johnson com tamanho problema, tendo participado desde o início do envolvimento no conflito, ainda na presidência de Kennedy. Mas seriam estas razões suficientes para emprestar sua mente brilhante, sua disposição, sua legimitidade, a uma guerra criminosa, irracional e, em última análise, perdida? </p>
<p>McNamara poderia não ter aceitado o convite de Kennedy – teria sido um executivo privado brilhante, aliás já era à época. Poderia ter deixado o cargo no início da administração Johnson (por mais difícil que fosse, tendo em vista o recente trauma nacional, era possível). Poderia ainda, ao deixar o cargo em 1967, ter manifestado publicamente sua discordância com a política do presidente, ao invés de sair em silêncio, garantindo sua indicação para o Banco Mundial. Mas ele não fez nenhuma destas coisas. Essas foram suas escolhas. E é apenas a partir delas que podemos formar um juízo a seu respeito.</p>
<p>Alguém poderia, neste sentido, tentar traçar um paralelo entre McNamara e um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Eichmann">Eichmann</a>: ambos faces da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banalidade_do_Mal">banalização do mal</a> no século XX, envolvidos em crimes contra a humanidade mas acreditando-se protegidos pela “racionalidade” e pelo respeito à hieraquia. Existe, entretanto, uma diferença fundamental, além da óbvia inadequação da comparação entre o governo americano e o nazista: ao contrário de Eichmann, McNamara, em retrospecto, não se omitiu, não negou sua responsabilidade, não se definiu como um mero “cumpridor de ordens”. Ao finalmente se manifestar publicamente sobre o assunto, nos anos 90, assumiu publicamente que estava errado, que o governo estava errado, e se dispôs, em especial no filme de Morris, a compartilhar publicamente as lições que obteve no seu envolvimento com a política. É fácil ironizar esse arrependimento no fim da vida; difícil, dificílimo mesmo, é imaginar o quanto deve ter sido doloroso para ele enfrentar, e publicamente ainda por cima, estes demônios. Pergunta retórica: quantos dos participantes do regime militar brasileiro já disseram publicamente: “Nós estávamos errados. Terrivelmente errados”?</p>
<p>Isso absolve McNamara dos seus erros? Não para mim. Mas demonstra um esforço pessoal de enfrentar a própria história e aprender com ela que deveria ser uma lição para qualquer um. E esse poderia talvez ser o tímido legado positivo de uma vida indelevelmente marcada por uma tragédia – pessoal e para toda a humanidade.</p>
<p>P.S. Morris <a href="http://morris.blogs.nytimes.com/2009/07/07/mcnamara-in-context/">escreveu recentemente sobre McNamara</a>. Vale ler o texto e todos os comentários dos leitores para se ter uma idéia da diversidade de sentimentos provocada por sua morte. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A racionalidade do cristianismo]]></title>
<link>http://comoviveremos.com/2009/08/03/a-racionalidade-do-cristianismo/</link>
<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 13:03:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Editor</dc:creator>
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<description><![CDATA[por César Moisés Carvalho A história da humanidade é marcada pelo surgimento e extinção de formas ex]]></description>
<content:encoded><![CDATA[por César Moisés Carvalho A história da humanidade é marcada pelo surgimento e extinção de formas ex]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Formigas podem ser mais racionais que humanos]]></title>
<link>http://ceticismo.wordpress.com/2009/07/30/formigas-podem-ser-mais-racionais-que-humanos/</link>
<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 04:22:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>André</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade Princ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade Princ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A lei não é um produto que nasce pronto]]></title>
<link>http://cidadaniaedemocracia.wordpress.com/2009/07/29/a-lei-nao-e-um-produto-que-nasce-pronto/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 05:23:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Leandro Barbi de Souza</dc:creator>
<guid>http://cidadaniaedemocracia.wordpress.com/2009/07/29/a-lei-nao-e-um-produto-que-nasce-pronto/</guid>
<description><![CDATA[A lei, em uma democracia, deve ser fruto de um processo de amplo diálogo entre o governo e a socieda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A lei, em uma democracia, deve ser fruto de um processo de amplo diálogo entre o governo e a sociedade, para que seu conteúdo cumpra com sua finalidade social e elimine a tensão existente no ambiente em que ela quer intervir. No entanto, é condição, para que a lei seja eficaz, que seus procedimentos elaborativos sejam devidamente cumpridos. A racionalidade legislativa depende justamente da qualidade das etapas de construção da lei. Quando o poder legislativo não realiza, de forma efetiva, as etapas do processo legislativo, gera uma lei inconstitucional. O que assusta, no entanto, é que a maioria dos parlamentos brasileiros nem mesmo divide a elaboração da lei em etapas e a edita como se fosse algo pronto, sem se dar conta, que isso era possível quando no Brasil vigorava o exercício centralizado do poder, décadas de 60 e 70 e início dos anos 80.</p>
<p style="text-align:justify;">Na decisão, a seguir transcrita, encontra-se uma situação bastante frequente nas casas legislativas do Brasil, a aprovação de projeto de lei em um único dia. Essa prática colide com vários princípios constitucionais, desde o da eficência, passando pelo da publicidade, alcançando até mesmo o da moralidade. Também agride os fundamentos previstos no art. 1º da Constituição Federal, dentre eles, o que estabelece que o Brasil é um estado democrático de direito. Definitivamente, não é democrática a elaboração de uma lei em um único dia.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL.<br />
MUNICÍPIO DE ALVORADA. LEI MUNICIPAL N.º 1.579/05, ALTERAVA A REDAÇÃO DOS ARTS. 4.º E 5.º DA LEI MUNICIPAL N.º 1.343/2002, QUE INSTITUI A CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO QUE FOI APROVADO NO MESMO DIA EM QUE ENTROU NA CÂMARA DE VEREADORES. PROCESSO LEGISLATIVO DESRESPEITADO. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. PRESENTE O FUMUS BONI IURIS E O PERICULUM IN MORA. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA LIMINARMENTE. NOTICIADA NOS AUTOS A REVOGAÇÃO DA LEI ATACADA ACARRETANDO A EXTINÇÃO DO FEITO. 1. <strong><em>Com efeito, não é crível que o projeto-de-lei n.º 074/05, convertido na Lei n.º 1.579/05, apresentado, discutido, votado e aprovado no mesmo dia tenha respeitado o devido processo legislativo</em></strong>. Sendo assim, patente a infringência ao art. 64 e parágrafos da Constituição Federal, ao art. 62 e parágrafos da Constituição Estadual, ao art. 39 e parágrafos da Lei Orgânica Municipal e ao art. 166 do Regimento Interno da Casa Legislativa. 2. <strong><em>Ademais, tal assodamento, na apreciação e votação de um projeto-de-lei, consubstancia, também, ferimento ao princípio da razoabilidade, pois a lei não é um produto pronto, mas, sim, um processo que se concretiza aos poucos através de uma sucessão de atos.</em></strong> 3. Todavia, haja vista a noticiada revogação, por iniciativa do Prefeito Municipal, da lei ora atacada e, com as escusas do proponente, é de ser julgada extinta a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade. 4. AÇÃO JULGADA EXTINTA. (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70013737606, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Wellington Pacheco Barros, Julgado em 06/11/2006).</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Em razão de seu conteúdo didático, destaco uma frase do Des. Wellington Pacheco Barros, &#8220;<strong>a lei não é um produto que nasce pronto&#8221;</strong>. A grande importância que julgados, como o aqui referido, nos proporciona é a confirmação dos fundamentos e dos princípios que regem a Constituição Federal de 1988. É a afirmação de um novo paradigma.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Emanharado de Links]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/28/emanharado-de-links/</link>
<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:36:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/28/emanharado-de-links/</guid>
<description><![CDATA[Mais um artigo do genial Erik. Cristiano faz uma ótima sugestão. (para refletir: se é tão bom, que i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><ul>
<li><a href="http://hazardm.blogspot.com/2009/07/propaganda.html">Mais um artigo do genial Erik</a>.</li>
<li><a href="http://cristianomcosta.blogspot.com/2009/07/regulando-night.html">Cristiano faz uma ótima sugestão</a>. (para refletir: se é tão bom, que incentivos fazem com que as empresas não o adotem ainda? Dica: é bom mesmo, não estou sendo irônico)</li>
<li><a href="http://otambosi.blogspot.com/2009/07/dilmentiras.html">O PAC do currículo, em video que certamente será bloqueado pela censura iranian&#8230;digo, não-liberal.</a></li>
<li><a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog/o-duelo-entre-o-brasil-arcaico-e-o-brasil-moderno-algumas-divagações-e-várias-sugestões-de-leitura">Marcelo Soares</a> é um <em><a href="http://www.dynamist.com/tfaie/index.html">dynamist</a></em>?</li>
<li><a href="http://blogs.nyu.edu/fas/dri/aidwatch/2009/07/the_aid_agency_nobody_knew_exi.html">O Banco Mundial é uma burocracia como qualquer outra, como mostra Easterly</a>.</li>
<li><a href="http://www.stat.columbia.edu/~cook/movabletype/archives/2009/07/behavior_that_s.html">Uma crítica interessante à (ir)racionalidade dos agentes</a>.</li>
<li><a href="http://otambosi.blogspot.com/2009/07/suecia-pede-explicacoes-ao-gorila.html">Por que as armas vendidas ao governo venezuelano estão com as FARCs</a>? Talvez o caso de <a href="http://www.lyd.com/LYD/tp/TP927CisisenHonduras.pdf">Honduras</a> ajude a clarear as idéias&#8230;</li>
<li>Novamente <a href="http://www.reason.com/blog/show/135077.html">o mercado de órgãos para transplantes</a>.</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Racionalidade, Vernon Smith e alguns pitacos raivosos sobre uma selva inóspita]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/24/racionalidade-vernon-smith-e-alguns-pitacos-raivosos-sobre-uma-selva-inospita/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 10:43:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/24/racionalidade-vernon-smith-e-alguns-pitacos-raivosos-sobre-uma-selva-inospita/</guid>
<description><![CDATA[William Easterly faz uma resenha do novo livro de Vernon Smith que, apesar de ter ganho o Nobel em E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>William Easterly faz uma <a href="http://blogs.nyu.edu/fas/dri/aidwatch/2009/07/rationality_and_development_un.html">resenha</a> do novo livro de <a href="http://economics.gmu.edu/faculty/vsmith.html">Vernon Smith</a> que, apesar de ter ganho o Nobel em <a href="http://www.ices-gmu.net/">Economia Experimental e estudar questões da racionalidade</a>, é olimpicamente ignorado pela pterodoxia brasileira. O interessante é que, usando o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prisoner's_dilemma">dilema dos prisioneiros</a>, Smith encontra:</p>
<blockquote>
<p style="line-height:1.5em;text-align:justify;margin:1em 0;">An example is the well-known two-player game, the prisoner’s dilemma, when each player gets a higher payoff by cheating if the other doesn’t. The payoff is still very high if neither cheat, and it is the lowest if both cheat. Rational behavior predicts that both players cheat and hence wind up with the lowest payoff. Yet laboratory experiments with real human subjects and real money find that both refrain from cheating surprisingly often.</p>
<p style="line-height:1.5em;text-align:justify;margin:1em 0;">So players are behaving “irrationally,” yet Smith points out that they have managed to get a better outcome than what “rational” behavior would achieve. He argues that players have unconscious social norms of “fair” behavior (and also they may find ways of “socially” signaling to each other these norms, since one thing we know about humans is that their social skills are highly advanced). Unconscious sociability allows humans to realize gains from social exchange that cannot be captured by the explicit “rational decision” model. He finds more evidence for this idea by subtle variations in the social context of the experiment.</p>
</blockquote>
<p style="line-height:1.5em;text-align:justify;margin:1em 0;">Em outras palavras, para o desespero dos &#8220;torcedores contra a racionalidade&#8221;, a racionalidade parece ser algo bem mais presente em nossa vida do que apenas nas preferências dos indivíduos. Se Smith estiver correto &#8211; e vamos supor que está, apenas para exercício &#8211; então os economistas poderiam aprender muito sobre o comportamento individual se se unissem a psicólogos e sociólogos que não têm medo, nem preconceito ideológico (ou demente) contra coleta e análise de dados que vão além das médias e desvios-padrões. O ganho, aliás, seria mútuo.</p>
<p style="line-height:1.5em;text-align:justify;margin:1em 0;">Mas, claro, isto é só o começo. Se quiser conhecer mais sobre o tema, veja <a href="http://www.ices-gmu.net/people.php/79151.html?menuid=">algumas das publicações de Vernon Smith</a>.</p>
<p style="line-height:1.5em;text-align:justify;margin:1em 0;">p.s. nota pterodoxa: sejamos justos, na selva brasileira, todo mundo que é da torcida citada fala que ou a teoria dos jogos é uma &#8220;reação contra a malvada economia neoclássica Darth Vader&#8221; ou que &#8220;Axelrod mostrou que na prática não era bem assim&#8221;. Esclarecendo: toda mudança no formato de um paradigma científico (mesmo que alguns achem que ele foi trocado por outro) começa com inovações e, segundo, Axelrod é muito citado, pouco lido e, pior ainda, Vernon Smith é apenas um dos que começaram onde Axelrod parou&#8230;e a pterodoxia sequer se deu o trabalho de ler porque estava preocupada em gritar na arquibacanda seu mantra contra a &#8220;racionalidade&#8221;&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Não existe tal coisa como a "multidão enlouquecida"]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/20/nao-existe-tal-coisa-como-a-multidao-enlouquecida/</link>
<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 14:08:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
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<description><![CDATA[A psicologia encontra evidências de que não existe tal abstração. Ou seja, uma multidão se comporta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A psicologia encontra evidências de que não existe tal abstração. Ou seja, <a href="http://www.newscientist.com/article/mg20327171.400-why-cops-should-trust-the-wisdom-of-the-crowds.html?full=true">uma multidão se comporta com alguma racionalidade</a>. Além disto trazer uma nova perspectiva sobre como policiais devem agir em situações de tumulto público, imagino que a desculpa de que o sujeito ter-se-ia deixado levar pela &#8220;irracionalidade&#8221; da massa perdeu sentido.</p>
<p>Mais um argumento demolidor contra os que pensam que as pessoas se comportam de maneira irracional&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[The Secret - Freud - Human Behavior - Law of Attraction]]></title>
<link>http://multiuniversus.wordpress.com/2009/07/18/the-secret-freud-human-behavior-law-of-attraction/</link>
<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 03:43:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Yogi</dc:creator>
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<description><![CDATA[more about &#8220;The Secret &#8211; Freud &#8211; Human Behavior -&#8230;&#8220;, posted with vodpo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"> <embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.850859' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' /> </span></p>
<div style="font-size:10px;">more about &#8220;<a href="http://vodpod.com/watch/64629-the-century-of-the-self-4-of-4">The Secret &#8211; Freud &#8211; Human Behavior -&#8230;</a>&#8220;, posted with <a href="http://vodpod.com?r=wp">vodpod</a></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Como diminuir custos na crise?]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/2009/07/09/como-diminuir-custos-na-crise/</link>
<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 12:04:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eis uma opção de diminuição de custos adotada no Japão: sharing. A matéria mostra como as pessoas nã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eis uma opção de diminuição de custos adotada no Japão: <em><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,japoneses-aderem-a-escambo-para-driblar-crise,400167,0.htm">sharing</a>.</em> A matéria mostra como as pessoas não podem ser realmente consideradas não-racionais quando seu interesse está em jogo. Esta história toda de irracionalidade é muito engraçada. Em 1999, na ANPEC, comentei um artigo e citei o trabalho de <a href="http://www.gmu.edu/departments/economics/bcaplan/econ.html">Byran Caplan sobre irracionalidade racional</a>.</p>
<p>Embora 9 entre 10 economistas brasileiros se diga &#8220;original&#8221;, &#8220;contra-a-corrente&#8221; e tenha outras supostas qualidades &#8220;descoladas&#8221;, &#8220;alternativas&#8221; do tipo &#8220;outra teoria econômica é possível&#8221;, nenhum deles levou à frente a discussão. Uma pena. Para mim, a notícia tem tudo a ver com isto: quanto mais você depende da racionalidade para viver, mais você busca incentivos racionais para minimizar custos.</p>
<p>Vale a pena ler o trabalho de Caplan, resumido em seu livro sobre os incentivos no mercado político (<em>The Myth of the Rational Voter</em>).</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Não importa qual a cor do sabonete...]]></title>
<link>http://samucapf.com/2009/07/07/nao-importa-qual-a-cor-do-sabonete/</link>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 16:01:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>samucapf</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sempre gostei de usar a frase: Não importa qual a cor do sabonete, a espuma sempre será branca. Muit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Sempre gostei de usar a frase: Não importa qual a cor do sabonete, a espuma sempre será branca. Muit]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[[do conflito de gerações]]]></title>
<link>http://tagesuhu.wordpress.com/2009/06/29/do-gonflito-de-geracoes/</link>
<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 03:31:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andre</dc:creator>
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<description><![CDATA[ou do embate entre ídolos na psiquê de um geek Minha intenção era conseguir postar neste blog coment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ou do embate entre ídolos na psiquê de um geek Minha intenção era conseguir postar neste blog coment]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Racionalidade comunicativa na filosofia de Jürgen Habermas]]></title>
<link>http://pensamentoextemporaneo.wordpress.com/2009/06/27/racionalidade-comunicativa-na-filosofia-de-jurgen-habermas/</link>
<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 15:00:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>mauro</dc:creator>
<guid>http://pensamentoextemporaneo.wordpress.com/2009/06/27/racionalidade-comunicativa-na-filosofia-de-jurgen-habermas/</guid>
<description><![CDATA[Alex Martins de Freitas   Pollock, &quot;Prata sobre preto, branco, amarelo, e vermelho&quot;, 1948 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Alex Martins de Freitas   Pollock, &quot;Prata sobre preto, branco, amarelo, e vermelho&quot;, 1948 ]]></content:encoded>
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