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	<title>racismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/racismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "racismo"</description>
	<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 00:33:29 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Discriminación]]></title>
<link>http://mejoresposible.wordpress.com/2009/11/25/discriminacion/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:12:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>DreamCaller</dc:creator>
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<description><![CDATA[En una sociedad en la que lo correcto es no discriminar, estamos cayendo en nuevas formas de hacerlo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>En una sociedad en la que lo correcto es no discriminar, estamos cayendo en nuevas formas de hacerlo. Nos cuidamos mucho de decir que no contrataremos a un <a href="http://www.ambito.com/noticia.asp?id=464966">emigrante sudamericano</a>, o de que cruzamos la calle para no cruzarnos con un senegalés llegado en <a href="http://images.google.es/images?hl=es&#38;source=hp&#38;q=patera&#38;um=1&#38;ie=UTF-8&#38;ei=STgJS8f1K8Wq4QbqzOnMCw&#38;sa=X&#38;oi=image_result_group&#38;ct=title&#38;resnum=7&#38;ved=0CCkQsAQwBg">patera</a>. Jamás confesaríamos que no nos gusta que nuestra hermana, o nuestra hija, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guess_Who%27s_Coming_to_Dinner">salga con un chico negro</a>. Sabemos que socialmente está mal visto discriminar por raza, sexo, religión, nivel adquisitivo&#8230; y a veces &#8211; según el contexto &#8211; por qué equipo de fútbol se apoya cada sábado por la tarde.  Y en el mejor de los casos es verdad &#8211; gracias a Dios cada vez superamos más este tipo de juicio de valor -, pero ¿realmente no discriminamos?</p>
<p>Lo cierto es que todos tenemos prejuicios, los reconozcamos o no. Se les puede llamar así o &#8220;guiones&#8221;, como un psicólogo me explicó hace poco; son al fin y al cabo mecanismos para acercarnos a la realidad. Cuando conocemos a una persona, incluso antes de saludarla por primera vez, nos fijamos en lo que lleva, en cómo se mueve, en si es hombre o mujer. Tomamos en definitiva la información que disponemos de ella y, aunque sea poca, intentamos sacar conclusiones para actuar en consecuencia. Si vemos que lleva ropa de marca y tiene buen aspecto quizás nos acerquemos a ella y le digamos &#8220;¡hola!&#8221;, si le vemos sucio y tumbado en un banco, quizás evitemos hablar con él o, si se nos acerca, le digamos &#8220;No llevo suelto&#8221; para quitárnoslo de encima&#8230;</p>
<p>Y aquí es donde está el problema. Nos las damos de modernos porque hemos superado antiguos prejuicios como la raza, la nacionalidad o el sexo. Pero en realidad&#8230; evitamos al que es más rico que nosotros y al que es más pobre, porque no son de los nuestros. Si nosotros vestimos de marca, evitamos a los que llevan ropa cutre; si no nos preocupa la etiqueta, pasamos de los &#8220;pijos&#8221;, con su interés por las simples apariencias. Si nos cruzamos con nuestro jefe por la calle lo evitamos porque no hace más que darnos órdenes como si fuéramos imbéciles; si nos cruzamos con nuestro empleado lo evitamos porque no cumple con sus tareas a pesar de nuestras indicaciones. Y al final el rico no se entera de las desgracias del pobre, el pobre no sabe qué problemas tienen los ricos, los amantes de la moda no pueden relativizar la importancia del estilo, los &#8220;grunge&#8221; no entienden las comodidades de la ropa de última tendencia, los empleados no aprenden a hacer su trabajo y los jefes no se enteran de si están equivocados porque sus colaboradores no los corrigen. Creamos divisiones sociales y luego somos incapaces de cruzarlas; aunque sea para ampliar nuestras miras, para conocer otras opiniones y aprender a respetarlas.</p>
<p>Y aunque nuestras razones para discriminar a otros sean menos &#8220;serias&#8221; que las que prohíbe la <a href="http://noticias.juridicas.com/base_datos/Admin/constitucion.t1.html#c2">Constitución Española</a>, seguimos discriminando.</p>
<p style="text-align:right;">DreamCaller</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Convidadas brigam por racismo em plateia de atração da Band]]></title>
<link>http://regganata.wordpress.com/2009/11/25/convidadas-brigam-por-racismo-em-plateia-de-atracao-da-band/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:59:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>regganata</dc:creator>
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<description><![CDATA[Duas mulheres estavam com os nervos à flor da pele, sábado, na gravação do programa de Márcia Goldsc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://folhavitoria.com.br/site/img/lib/99571eb66d23c.jpg"><img class="aligncenter" src="http://folhavitoria.com.br/site/img/lib/99571eb66d23c.jpg" alt="" width="290" height="220" /></a></p>
<p>Duas mulheres estavam com os nervos à flor da pele, sábado, na gravação do programa de Márcia Goldschmidt, na Band.</p>
<p>Uma delas, que era negra, reclamou que a moça branca estava em lugar privilegiado.</p>
<p>&#8220;Por que aquela branquela está na frente?&#8221;. E jogou um copo d´água no rosto da outra.</p>
<p>Aí começou o bate-boca, ameaça de chamar a polícia e etc. Para acalmar os ânimos, o segurança falou que uma das duas teria de sair. A que jogou água foi embora batendo o pé.</p>
<p>&#160;</p>
<p>  fonte: <a href="http://folhavitoria.com.br">http://folhavitoria.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Polémica por foto de Michelle Obama en Google]]></title>
<link>http://cubaout.wordpress.com/2009/11/25/polemica-foto-michelle-obama/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:55:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>cubaout</dc:creator>
<guid>http://cubaout.wordpress.com/2009/11/25/polemica-foto-michelle-obama/</guid>
<description><![CDATA[El buscador de internet Google se disculpó por una foto racista de Michelle Obama que aparece cuando]]></description>
<content:encoded><![CDATA[El buscador de internet Google se disculpó por una foto racista de Michelle Obama que aparece cuando]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E AINDA DIZ QUE "NÃO SOMOS RACISTAS"]]></title>
<link>http://liberdadeaqui.wordpress.com/2009/11/25/e-a-diz-nao-somos-racistas/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:03:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Prof. Leandro</dc:creator>
<guid>http://liberdadeaqui.wordpress.com/2009/11/25/e-a-diz-nao-somos-racistas/</guid>
<description><![CDATA[Texto indicado pelo Prof. Bertô Novela da Globo humilha negros no mês da consciência negra Quando a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><em><span style="color:#ff6600;">Texto indicado pelo Prof. Bertô</span></em></strong></p>
<h1 style="text-align:center;">Novela da Globo humilha negros no mês da consciência negra</h1>
<blockquote>
<h3 style="text-align:center;"><img src="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/terezabatehelena450_a2fdde9c3866ef28a5f3145e897fb791.jpg" alt="" width="450" height="240" /></h3>
<h3>Quando a novela <em>Viver a Vida </em>estreou na Rede Globo, muitos de nós — ativistas da luta contra a discriminação racial — ficamos contentes. O fato de ter como protagonista uma mulher negra, bonita, inteligente e bemsucedida profissionalmente parecia-nos um importante passo da televisão brasileira.</h3>
</blockquote>
<h4>Por Maria Júlia Nogueira, no <em>Portal do Mundo do Trabalho</em></h4>
<p>A personagem de Taís Araújo poderia estar colocando um ponto final nos quase 50 anos de estereótipos depreciativos na mídia brasileira, em especial quanto às mulheres negras, condenadas a representarem papéis em que eram estigmatizadas como profissionais da cozinha ou da cama.</p>
<p>Relevamos o fato de que, nas raras vezes em que homens ou mulheres negros aparecem com algum destaque, necessariamente têm um parceiro, ou parceira, branco, como se a ascensão social de negros no mundo ficcional global necessitasse de um &#8220;fiador&#8221; para se consumar. Ingenuamente acreditamos que, finalmente, a maior rede de televisão do Brasil, percebera que somos um país com enorme pluralidade étnica e, portanto, não seria mais aceitável que nas telas dos lares brasileiros aparecessem apenas brancos em papéis importantes.</p>
<p>Supomos, inclusive, que a Globo tinha feito autocrítica e mudado de rumos após o vexame de ter colocado a primeira e única família rica da história da televisão, na novela A Favorita, de maneira tão negativa que chegava a assustar. Naquela novela, o pai era um deputado corrupto, envolvido com o tráfico de armas, a filha (a mesma Tais Araújo), uma desajustada e devassa e o filho um alcoólatra que só se &#8220;encontrou&#8221; quando foi trabalhar como porteiro num hotel.</p>
<p>Para nossa surpresa e decepção, presenciamos uma cena num capítulo recente de <em>Viver a Vida </em>que nos remete a clássicos da dramaturgia brasileira no reforço da humilhação das personagens negras. Helena, interpretada por Taís Araújo, sentindo-se culpada pelo acidente que sofreu Luciana, personagem de Aline Moraes vai desculpar-se com a mãe desta, Tereza, representada por Lília Cabral.</p>
<p>Na cena, de joelhos, Helena pede perdão pelas consequências de um acidente pelo qual não era responsável. Tereza, a quem o desespero por ver a filha paralisada somava-se à raiva por seu marido tê-la trocado por Helena, não a perdoa e desfere-lhe um tapa no rosto.</p>
<p>O reforço da ideia da mulher negra como permissiva e disponível, que levaria os homens (brancos) a cometerem loucuras e a extrema humilhação de Helena na cena, faz acreditar que o autor e a Globo resolveram punir a personagem, colocando-a no &#8220;seu lugar&#8221;, ou seja, de uma pessoa inferior que merece ser surrada a critério daqueles que, efetivamente, são cidadãos plenos de direitos.</p>
<p>Todo o bem que a personagem de Tais Araújo pode ter feito para a autoestima dos nossos meninos e meninas negros das periferias das grandes cidades e dos sertões deste Brasil afora, onde mais de 80 milhões de pessoas assistem a TV Globo, foi enterrado naquela cena. Mais uma vez a personagem negra sofre humilhação, não reage e aceita a violência, acreditando ser merecedora dela.</p>
<p>É sintomático que a mesma rede de televisão que nos seus telejornais faz campanha contra as cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, coloque no ar uma cena tão repulsiva e humilhante para homens e mulheres negras.</p>
<p>O Brasil, nos últimos sete anos teve avanços significativos na promoção da igualdade racial. Pela primeira vez na história tivemos quatro ministros de Estado e um ministro do Supremo Tribunal Federal negros. A Lei 10.639 inclui a história da África e dos negros no Brasil nos currículos escolares, o 20 de novembro está oficializado como o Dia Nacional da Consciência Negra e em várias cidades é feriado.</p>
<p>Vemos em propagandas homens, mulheres e crianças negras vendendo cartões de crédito, roupas, veículos, cosméticos, eletrodomésticos móveis e imóveis. Neste 20 de novembro, o presidente Lula vai dar título de posse a 3.600 famílias de quilombolas.</p>
<p>Esse avanço, entretanto, parece que não atingiu certos setores da mídia, ou o que é pior, atingiu e contribuiu para que radicalizassem concepções racistas e manifestassem esse pensamento na sua dramaturgia. O fim dos castigos corporais a negros (resquício de três séculos e meio de escravidão) só foi possível graças a uma rebelião de marinheiros em novembro de 1910. Quase cem anos depois, autores e direção da Rede Globo continuam achando legítimo o espancamento de negros.</p>
<p>A Conferência Nacional de Comunicação, que está sendo organizada pelo governo federal e a sociedade civil organizada, debaterá a linha editorial dos jornais escritos, falados e televisionados, a independência e neutralidade da imprensa, a questão do direito de resposta e diversos outros temas relevantes. Acredito, porém, que nada é mais importante para se debater do que o conjunto de valores que a mídia tem passado para nossa juventude, a concepção de certo e errado, a valorização ou desvalorização de segmentos da nossa sociedade.</p>
<p>Rever a maneira como a população negra, nos seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais, tem sido apresentada na mídia brasileira me parece ser um resultado importante a ser esperado desta Conferência. Para que, às portas do 20 de novembro de 2010, não tenhamos que nos indignar novamente diante da tela da televisão que apresenta como natural que uma mulher negra seja esbofeteada em horário nobre.</p>
<p><em>* Maria Júlia Nogueira é secretária nacional de Combate ao Racismo</em></p>
<h2 style="padding-left:30px;"><em><span style="color:#ff0000;">PARA SABER MAIS SOBRE O NEGRO NA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA:</span></em></h2>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;"><strong>A NEGAÇÃO DO BRASIL</strong></span></p>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;">Documentário e livro discutem a presença do negro nas novelas</span></p>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;">O livro e o filme &#8220;A Negação do Brasil – O Negro na Telenovela Brasileira&#8221; foram lançados em dezembro de 2000.</span></p>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;">A obra escrita por Joel Zito Araújo é o resultado de anos de pesquisa em dezenas de novelas, formando um inventário da participação e importância de atores negros em produções que vão de 1.963 a 1.997. O livro é farto em fotos e de fácil leitura, além de apresentar uma valiosa relação com nomes de novelas, seus personagens e intérpretes.</span></p>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;">O &#8220;pacote&#8221; se completa com um documentário em 135mm, também dirigido por Joel Zito, com trechos de novelas e depoimentos de atores negros e diretores. Alguns destes testemunhos são surpreendentes, como o de Toni Tornado, cujo personagem em &#8220;Roque Santeiro&#8221; ao final da novela seria o par romântico da Viúva Porcina, não fosse a interferência da &#8220;censura&#8221;; Ou ainda o diretor Walter Avancini que afirma, com perturbadora naturalidade, inexistir na época uma atriz negra capaz de viver &#8220;Gabriela&#8221;, na novela de mesmo nome.</span></p>
<p style="padding-left:30px;">
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Abaixo uma resenha do livro &#8220;A negação do Brasil&#8221; publicada no <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al210320011.htm">Observatório da Imprensa</a>:</strong></span></p>
<p style="padding-left:30px;"><strong><span style="color:#ff0000;font-size:x-small;">RESENHA<br />
</span><span style="font-size:medium;">Negros e mulatos fora das novelas</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Leneide Duarte</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:xx-small;"><em>A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira</em>, de Joel Zito Araújo. Editora Senac, São Paulo, 323 páginas, R$ 28</span></p>
<p style="padding-left:30px;">Uma brasileira moradora de uma cidade dinamarquesa enviou, em 1993, a Roberto Pompeu de Toledo – a propósito de uma artigo seu da revista <em>Veja</em> sobre a predominância de louras nos anúncios da TV brasileira – vários recortes de anúncios que refletiam a propaganda e os programas de TV na Dinamarca, para provar que existem mais negros, mulatos e japoneses na TV daquele país do que na brasileira.</p>
<p style="padding-left:30px;">Esse episódio é narrado por Joel Zito Araújo em seu livro <em>A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira</em>,<em> </em>no qual pretende mostrar que o enfoque da televisão brasileira em relação aos negros é resultado da incorporação do mito da democracia racial brasileira, da ideologia do branqueamento e do desejo de euro-norte-americanização de nossas elites.</p>
<p style="padding-left:30px;">Mas a TV é apenas o espelho do preconceito e do que Joel chama &#8220;a negação do Brasil&#8221;, um país que nega sua própria realidade. A ausência do negro na TV ou sua imagem subalterna, quando aparece, são conseqüências de um preconceito racial gerado pela exclusão social das populações negras do país, as mais marginalizadas e que apresentam os indicadores sociais mais desfavoráveis – apesar de o Brasil ser um país miscigenado, com predominância negra. Joel afirma que tal como se apresenta atualmente a sociedade brasileira no início do século 21, negros e índios &#8220;continuam vivendo as mesmas compulsões desagregadoras de uma auto-imagem depreciativa, gerada por uma identidade racial negativa e reforçada pela indústria cultural brasileira, a qual insiste simbolicamente no ideal de branqueamento&#8221;.</p>
<p style="padding-left:30px;">O trabalho de Joel Zito Araújo – cineasta e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, onde participa do Núcleo de Pesquisas sobre Telenovelas – foi originalmente sua tese de doutoramento na ECA. Sua obra visa fundamentalmente a mostrar que apesar de representar parcela expressiva da população e da cultura brasileiras, os negros têm sido ignorados na ficção ou vêm sendo retratados de modo negativo ou estereotipado, quase sempre como pessoas subalternas. Apesar de ter constatado que a memória das telenovelas produzidas nos anos 60 estava irremediavelmente prejudicada, o autor resolveu estudar o período que vai de 1963 a 1997. Entremeando depoimentos de atores negros, dados de pesquisas e levantamentos feitos em livros e arquivos das televisões brasileiras, o autor traça um dos mais completos retratos da presença do negro na ficção seriada brasileira.</p>
<p style="padding-left:30px;"><span style="font-size:xx-small;"><strong>Dados irrefutáveis</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="padding-left:30px;">O fato mais eloqüente entre os muitos narrados pelo autor para mostrar o preconceito que ainda havia em relação ao trabalho do negro, na TV brasileira, na década de 60, diz respeito à escolha do ator que fez o papel principal na novela da Rede Globo <em>A cabana do Pai Tomás</em>. O ano era 1969 e o ator escolhido foi Sérgio Cardoso, branco de lábios finos e nariz afilado. Para poder interpretar o negro Pai Tomás, Sérgio foi pintado de preto e usava rolhas no nariz e atrás dos lábios. Em depoimento de 1995, a atriz Ruth de Souza, que trabalhou naquela novela, dizia: &#8220;Os autores vêem o negro como serviçal. (&#8230;) As histórias se desenvolvem em cima dos personagens brancos e o negro não tem vez. (&#8230;) O ator negro tem que se impor, senão ele fica fazendo eternamente o serviçal&#8221;.</p>
<p style="padding-left:30px;">Segundo o livro, a primeira família de classe média negra na TV brasileira foi retratada, em 1969, na novela <em>Vidas em conflito</em>, de Teixeira Filho, na TV Excelsior, tendo no elenco Leila Diniz, Natália Thimberg e Zózimo Bulbul. Mas nem tudo foram flores: o enredo foi alterado para eliminar, aos poucos, os personagens negros. Somente em 1975, na novela <em>Pecado Capital</em>, de Janete Clair, um negro voltou a ter destaque. O ator Milton Gonçalves ganhou de presente da autora, de quem se tornara amigo, o papel de um psiquiatra formado em Harvard. Segundo Joel Araújo, esse foi o primeiro sucesso de crítica e de público para um personagem negro de classe média.</p>
<p style="padding-left:30px;">Mas o negro não é o único discriminado na televisão brasileira. Araújo lembra que em <em>Aritana</em>, de 1979, o personagem principal, um índio, foi interpretado pelo ator Carlos Alberto Ricelli. Da mesma forma, acrescenta, as personagens mulatas dos romances de Jorge Amado, quando protagonistas, são sistematicamente representadas por atrizes brancas.</p>
<p style="padding-left:30px;">Nas décadas de 80 e 90 a situação mudou, o espaço para atores negros e mulatos (afro-brasileiros e afro-descendentes no vocabulário politicamente correto) aumentou mas ainda está longe do ideal. Nesse período, de 98 novelas produzidas pela Rede Globo (excluindo as que tiveram como temática a escravidão) não foi encontrado nenhum personagem afro-brasileiro ou afro-descendente em 28 delas. E em apenas 29 produções o número de atores negros ultrapassava 10% do total do elenco.</p>
<p style="padding-left:30px;">Os dados apresentados no livro são irrefutáveis. Gráficos, quadros e dados estatísticos provam que a telenovela brasileira ainda não dá visibilidade à composição racial do país, praticando, assim, uma negação da diversidade racial brasileira. E, para concluir, Joel Zito Araújo pergunta: &#8220;Será que nos próximos anos a telenovela brasileira estará assimilando, com mais naturalidade e regularidade, o talento, a personalidade e a aparência física do ator negro, assegurando para as estrelas afro-brasileiras um lugar semelhante ao que Denzel Washington, Angela Bassett, Morgan Freeman e Whoopi Goldberg já conquistaram na indústria cinematográfica norte-americana?&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Consciência Branca do comando global]]></title>
<link>http://mariafro.wordpress.com/2009/11/25/a-consciencia-branca-do-comando-global/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 03:23:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>mariafro</dc:creator>
<guid>http://mariafro.wordpress.com/2009/11/25/a-consciencia-branca-do-comando-global/</guid>
<description><![CDATA[A Helena Negra posta “no seu lugar” Os dias de glamour da primeira Helena negra foram poucos. No cap]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><strong>A Helena Negra posta “no seu lugar”</strong></h2>
<p style="text-align:justify;">
Os dias de glamour da primeira Helena negra foram poucos. No capítulo de ontem, numa cena que fazia uma alusão direta à noção de soberania branca, a personagem negra se ajoelha aos pés da mulher branca e pede perdão. Após isso, dotada de toda autoridade, a “mãe branca e zelosa” dirige um violento tapa na cara na personagem negra que resignadamente aceita a punição. A cena chocou diversas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso particular das mulheres negras, todas se recusaram a se reconhecer daquela forma e se revoltam contra aquela atitude submissa e passiva diante da violência racial. Aquela cena teve uma repercussão desastrosa em cada uma de nós.</p>
<p style="text-align:justify;">A postura submissa da Helena negra vai contra a forma como hoje, e sempre, reagimos à violência racial e ao autoritarismo, seja pelo amparo da lei, seja impondo respeito diante daquele ou daquela que insiste em rememorar os tempos da escravidão, cobrando de nós o eterno deferimento e subserviência. Assim, a trama da novela vai contra a política e debates atuais que visam a igualdade de direitos e a postura autônoma que praticamos no nosso cotidiano e ensinamos a nossas jovens e crianças negras. A cena de ontem também vai contra os argumentos daqueles que se negam a admitir a existência do racismo no Brasil, que se afirma no imaginário do autor.</p>
<p style="text-align:justify;">O capítulo de ontem, por si só, fala da insistente crueldade da elite brasileira de negar o problema do racismo ao mesmo tempo em que, de maneira nefasta, não abre mão de se manter numa posição privilegiada.</p>
<p style="text-align:justify;">A Helena negra é culpada por ter abortado, por ter casado com um homem branco e por não ter “cuidado” devidamente da enteada, numa relação que muito nos lembra mucama e sinhazinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Não só Helena, mas também a personagem da atriz Sheron Menezes tem a mesmo postura submissa, que paga (literalmente) um alto preço para estar com um homem branco. Ambas sucumbem diante da supremacia branca retratada na televisão brasileira, ambas não tem dignidade e não representam a luta cotidiana dos homens e mulheres negras que diariamente enfrentam o racismo neste país.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao que me parece, é muito difícil para a dramaturgia brasileira esconder este ranço ordinário da mentalidade escravocrata e racista.</p>
<p>Luciana Brito<br />
Mestre em História UNICAMP<br />
Movimento Negro Unificado-Bahia&#8221;</p>
<h2><strong>A Consciência Branca da Globo</strong></h2>
<p style="text-align:justify;">
Não havia data melhor. Em plena semana da Consciência Negra, a teledramaturgia global reafirma, mais uma vez, a pura reprodução de imagens, palavras e ideais racistas em horário nobre. Ao elencar a atriz negra Thaís Araújo para protagonista de sua novela das nove, a TV Globo, através de seu funcionário Manoel Carlos, parecia querer responder ao Estatuto da Igualdade Racial idealizado pelo movimento negro que não seria necessário estabelecer cotas para atrizes e atores negros; bem, parece não ter sido à toa que justamente no momento de uma decisão histórica quanto ao conteúdo do referido Estatuto, a Globo tenha lançado ao ar duas novelas com protagonistas negras, atrizes que inclusive têm uma postura racial condizente às suas trajetórias, como são Thaís Araújo e Camila Pitanga. Nas entrelinhas, previa-se uma forjada justificativa à sociedade das &#8220;desnecessárias&#8221; cotas raciais para os meios de comunicação, já que este espaço vem sendo ocupado pelo núcleo negro da Globo. Convenhamos, uma jogada de mestre; assim, evita-se o &#8220;mal maior&#8221; para a Consciência Branca do comando global, que é obedecer a lei e fazer cumprir os direitos da pessoa, da população e dos povos negros.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois então que nesta semana, no capítulo que foi ao ar na noite do 17 de novembro, com precisão cirúrgica o autor desenhou a cena mais representativa possível da ópera racista contra o verdadeiro protagonismo negro. A suposta protagonista da novela, a personagem de Helena, após ser retirada de seu núcleo familiar negro para transitar exclusivamente num núcleo branco e assim ser sujeita a traições e humilhações, é posta de joelhos diante de uma de suas antagonistas brancas &#8211; já que, para uma negra, não basta uma só antagonista, devendo vir elas em número de três: a amante do marido, a filha mimada e infantilizada do marido e a ex-mulher do marido. Não apenas de joelhos, deve pedir perdão de cabeça baixa; não apenas de cabeça baixa, sob o olhar duro e inflexível de sua então dominadora; não apenas isso, como se já não fosse o bastante, deve pedir perdão e ter por resposta uma bofetada no rosto. Para finalizar a cena, a personagem desabafa com uma das melhores amigas que &#8220;devia ser assim&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A idéia de protagonista negra, na Globo, enfim foi definida claramente. Uma heroína que, se inicialmente surgia diante de um drama familiar, afirmando um núcleo negro protagonista, como âncora, marco e raiz, veio sendo reduzida dramaturgicamente a pobre vítima de suas três antagonistas brancas, tendo estas enfim recebido mais espaço de visibilidade que a suposta protagonista. O papel, de central, tornou-se periférico, apoio para a virada de jogo das outras atrizes, que passam a receber os aplausos da população e das &#8220;críticas&#8221; noveleiras de plantão, prontas para limar a atriz negra por seu papel &#8220;sem graça&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou talvez, pensa o autor que pode salvar o papel de Helena pondo-a no lugar em que acha pertencer à mulher negra.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora sim, a Globo assinou embaixo de suas verdadeiras posturas ideológicas &#8211; mais diretamente, de seu racismo.</p>
<p>Rebeca Oliveira Duarte<br />
Advogada e Cientista Política do Observatório Negro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RACISMO Y XENOFOBIA EN ESPAÑA]]></title>
<link>http://elenandro.wordpress.com/2009/11/24/racismo-y-xenofobia-en-espana/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:28:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>elenandro</dc:creator>
<guid>http://elenandro.wordpress.com/2009/11/24/racismo-y-xenofobia-en-espana/</guid>
<description><![CDATA[              Vía de la foto RESULTADOS DEL INFORME ESPECIAL RAXEN 2009  (RED EUROPOEA DE INFORMACIÓ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"><span style="text-decoration:underline;"><img class="alignleft" src="http://farm1.static.flickr.com/225/511284879_40a382b68b.jpg" alt="" width="400" height="300" /></span></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"><a href="http://www.movimientocontralaintolerancia.com/html/raxen/raxen.asp"></a></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"><a href="http://www.flickr.com/photos/daquellamanera/511284879/">Vía de la foto</a></span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"><strong><span style="text-decoration:underline;">RESULTADOS DEL INFORME ESPECIAL <a href="http://www.movimientocontralaintolerancia.com/html/raxen/raxen.asp">RAXEN 2009</a></span><a href="http://www.movimientocontralaintolerancia.com/html/raxen/raxen.asp"> </a></strong></span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;">(RED EUROPOEA DE INFORMACIÓN SOBRE EL RACISMO Y LA XENOFOBIA)</span></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Futura-Bold;"> </span></strong></p>
<div><span style="font-family:Futura-Bold;"><strong>Según el Instituto de la Juventud (INJUVE) un 14% de los jóvenes votaría </strong></span><span style="font-family:Futura-Bold;"><strong>a un partido racista, tres puntos más que en 2002.</strong></span></div>
<p><span style="font-family:Futura-Bold;"> </span><span style="color:#0000ff;">Los jóvenes son hoy más racistas que hace seis años</span>, según las conclusiones del estudio ‘Jóvenes e Inmigración’ presentado por el director general del Instituto de la Juventud (Injuve), Gabriel Alconchel.</p>
<p>El trabajo, realizado entre chicos de edades comprendidas entre los 15 y 29 años, indica que <span style="color:#0000ff;">el 14% de los jóvenes votaría a una formación </span><span style="color:#0000ff;">de corte racista o xenófobo,</span> cuando en 2002, sólo se manifestaban en este sentido el 11%.</p>
<p>“El porcentaje es extremadamente bajo en comparación con otros países europeos”, dice Alconchel. “Tres puntos de aumento no es una alarma, pero trabajaremos con colectivos que promuevan la Tolerancia y haremos campañas en centros escolares”. Según los datos de la encuesta, <span style="color:#0000ff;">dos tercios de los jóvenes españoles ven excesivo el </span><span style="color:#0000ff;">número de inmigrantes</span>. Además, su percepción es exagerada, ya que <span style="color:#000000;">la población consultada cree que hay un 15% más de extranjeros de los </span><span style="color:#000000;">que en realidad hay</span>. Concretamente, <span style="color:#0000ff;">piensan que hay 26 inmigrantes </span><span style="color:#0000ff;">por cada 100 españoles cuando en realidad hay un 11%.</span></p>
<p>Una de las conclusiones de este trabajo, que se ha realizado en julio de 2008 entre 1.436 jóvenes, es que, a menor nivel socioeconómico, mayor es la percepción de que el número de emigrantes es excesivo.</p>
<p>Sin embargo, <span style="color:#0000ff;">el 48% de los jóvenes españoles ve efectos positivos </span><span style="color:#0000ff;">en la inmigración</span>, un porcentaje que aumenta considerablemente con el que se obtuvo en 1997 (28%). Esa visión positiva de los efectos de la inmigración ha crecido en 20 puntos. La encuesta también asegura que el 25% ve efectos negativos. Según el director del Injuve, estos datos podrían variar si la encuesta se realizara ahora, en plena crisis económica: <span style="color:#0000ff;">“Es posible que el rechazo tienda a crecer por el paro, </span><span style="color:#0000ff;">es un riesgo».</span></p>
<p>La mayoría de los jóvenes (42%) son partidarios de regularizar a los inmigrantes ilegales, por medio de un contrato de trabajo o por reagrupación familiar. <span style="color:#0000ff;">Los emigrantes que generan mayor </span><span style="color:#0000ff;">confianza son los latinos y los subsaharianos y los que más desconfianza </span><span style="color:#0000ff;">producen son los magrebíes y rumanos.</span></p>
<p>Ante la contradicción aparente de que dos tercios de los jóvenes vean excesivo el número de inmigrantes y el 40% considere que la emigración tiene efectos positivos, uno de los autores del estudio, José Antonio Alcoleva, matizó que “existe una disfunción entre lo que se contesta y lo que se hace, una doble moral social, pero en general la juventud tiene una percepción positiva de la inmigración”.</p>
<p>El director general del Injuve ha puntualizado que <span style="color:#0000ff;">las opiniones más radicales del estudio corresponden a los más jóvenes, de entre 15 y 18 años</span>, mientras que los “jóvenes maduros” tienen opiniones más moderadas.</p>
<p>El Mundo.es, 18-02-09</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nem racismo, nem redenção]]></title>
<link>http://tamarafreire.wordpress.com/2009/11/24/nem-racismo-nem-redencao/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:24:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>tamarafreire</dc:creator>
<guid>http://tamarafreire.wordpress.com/2009/11/24/nem-racismo-nem-redencao/</guid>
<description><![CDATA[Demorou para que eu me desse conta da polêmica gerada pela cena pico de audiência de Viver a Vida, d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Demorou para que eu me desse conta da polêmica gerada pela cena pico de audiência de Viver a Vida, da semana passada. Em resumo, há uma personagem Helena, interpretada pela Thais Araujo e há uma personagem Luciana interpretada pela Aline Moraes. Essa última, depois de uma briga com a primeira, sofre um acidente e fica tetraplégica. Helena se sente culpada. Na famigerada cena, a mãe de Luciana dá um tapa na cara de Helena, que está ajoelhada no chão, pedindo perdão. A mãe de Luciana é branca. Helena é negra.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7bEAlw0vmbc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/7bEAlw0vmbc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">Hoje recebi por e-mail dois textos inflamados. Um deles focava na cena: na suposta óbvia alusão à superioridade branca. O outro ia mais ao fundo: criticava a intenção furada da Globo de ter uma personagem principal negra, como que para adoçar a boca dos telespectadores, mas depois mostrar realmente a que ela veio.</p>
<p style="text-align:justify;">E logo vieram os contrários, com o argumento mais batido de todos: a cena seria feita com uma protagonista negra, branca, oriental ou o que quer que fosse. E sempre alguém puxa a questão: por um acaso todas essas outras etnias são até hoje igualmente humilhadas, inferiorizadas, estigmatizadas, como a negra? E alguém puxa uma outra: por toda essa trajetória, uma representação qualquer de sofrimento impingido sempre vai ser uma alusão velada? E claro, tem a galera das frases de uma linha, que só inflamam, para ambos os lados.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo causou-me uma certa surpresa, confesso. Primeiramente pelo fato de que eu vi essa cena e não pensei por nenhum desses dois lados. E me pego perguntando: sou racista ou obtusa? Estaria a representação da inferioridade da etnia negra tão intrínseca em minha formação cultural, que tudo isso passaria isento diante dos meus olhos?</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo porque não sei de que lado estou nessa história. Porque lembro-me muito bem de uma outra novela, em que Milton Gonçalves fazia um político negro e corrupto. E em uma entrevista ele disse que achava ótimo que o corrupto fosse negro, porque a docilização do negro em sua representação como “o bom homem” é tão prejudicial quanto o contrário.</p>
<p style="text-align:justify;">O que me remete à bipolaridade esquizofrênica, de que Ivana Bentes fala. De um lado, o jornalistico, “real”: o pobre, e naturalmente, o negro como o morador da periferia, que representa o perigo, o ladrão que invade as casas da “gente de bem”. Do outro, o fictício, romântico: o pobre, e naturalmente, o negro, que é o trabalhador, feliz apesar da agruras da vida e que se esforça para manter a honestidade, apesar de todos os percalços. Convenhamos, ambos são deveras injustos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, não podemos negar que sempre há quem diga: “Tinha que ser negro, pra ser tão safado!”. Num outro prisma: “Nunca vemos um personagem importante negro, quando há, ele é corrupto?”. Frases que podem ser facilmente transcritas para o caso de Helena. E preciso dizer que não concordo com nenhuma das duas.</p>
<p style="text-align:justify;">Porque, mudando a questão de lugar: interessa que todos os personagens negros sejam bons ou o que interessa é que eles sejam representados sem estigma? Não hão como negar que a programação da tv brasileira praticamente não tem negros. Mas, se vamos dizer a forma como não queremos vê-los, acho interessante que alguém diga como queremos. Pra fortalecer o argumento, mesmo. Para dar algum viés à questão. Para que o conclame, que é urgente e justo, não se perca.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Colombia; ¿una guerra contra las drogas o contra los pobres?]]></title>
<link>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/24/colombia-%c2%bfuna-guerra-contra-las-drogas-o-contra-los-pobres/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:00:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>PoKaMa</dc:creator>
<guid>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/24/colombia-%c2%bfuna-guerra-contra-las-drogas-o-contra-los-pobres/</guid>
<description><![CDATA[Una guerra contra la coca en la que nadie cree En realidad es una guerra contra los pobres James J. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Una guerra contra la coca en la que nadie cree En realidad es una guerra contra los pobres James J. ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Los que no están de acuerdo con Obama lo ven "más negro", según un estudio científico]]></title>
<link>http://afroamerica.wordpress.com/2009/11/24/los-que-no-estan-de-acuerdo-con-obama-lo-ven-mas-negro-segun-un-estudio-cientifico/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 11:42:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>freequencies</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fuente: 20minutos.es Quienes se oponen al presidente de EE UU, Barack Obama, lo ven más negro de lo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter" title="Obama" src="http://estaticos.20minutos.es/img/2009/11/24/1023135.jpg" alt="" width="400" height="412" /></p>
<p>Fuente: <a href="http://www.20minutos.es/noticia/572737/0/obama/negro/estudio/">20minutos.es</a></p>
<p>Quienes se oponen al presidente de EE UU, <a title="MINUTECA: Barack Obama" href="http://www.20minutos.es/minuteca/barack-obama/"><strong>Barack Obama</strong></a>, <strong>lo ven más negro </strong>de lo que realmente es, según estudios realizados por científicos estadounidenses y holandeses difundidos por la revista <a title="WEB: Proceedings of the National Academy of Sciences" href="http://www.pnas.org/"><em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>. </a></p>
<p>&#160;</p>
<p>Los investigadores usaron la hipótesis de que para muchos lo blanco es bueno y lo negro, malo</p>
<p>Según los científicos de la Escuela Boff de Administración en la Universidad de Chicago y la Universidad de Tilburg, en los Países Bajos, los estudios demuestran que la afiliación política influye de forma muy importante en la <strong>representación visual del tono de la piel</strong> de un candidato. El ejemplo escogido para el estudio fue Obama, quien a finales del año pasado se convirtió en el primer presidente negro de EE UU.</p>
<p>&#8220;El hecho de que Barack Obama hubiese nacido de <strong>una madre blanca y un padre negro </strong>creó ambigüedad respecto a cómo debe verse su identidad racial&#8221;, señalaron los científicos en su informe.</p>
<p><strong>Fotos alteradas</strong></p>
<p>Para analizar esa ambigüedad, los científicos prepararon tres estudios en los que los participantes evaluaron la representatividad de fotografías de un Obama hipotético o real.</p>
<p>Las personas &#8216;oscurecen&#8217; a aquellos con los que discrepan y &#8216;aclaran&#8217; a aquellos con los que están de acuerdo</p>
<p>Sin que lo supieran los participantes, algunas de las<strong> fotografías fueron alteradas </strong>para mostrar un color de piel más claro que el de la fotografía original.</p>
<p>Los que coincidían con las ideas políticas del presidente estadounidense eligieron en mayor porcentaje las fotos<strong> con un tono más claro de piel </strong>que el de la original.</p>
<p>Por otra parte, los opositores más activos del presidente eligieron de inmediato<strong> fotografías más oscuras. </strong></p>
<p>Al tomarse en cuenta la intención de voto para las elecciones de noviembre de 2008, esa consideración de la piel coincidió con su ideología política y sus actitudes raciales, indicaron los científicos.</p>
<p><strong>Lo blanco, bueno; lo negro, malo</strong></p>
<p>En su estudio, los investigadores usaron parcialmente la hipótesis de que para muchos lo <strong>blanco se relaciona con lo bueno</strong>, y lo negro, con lo malo.</p>
<p>Y en sus conclusiones indicaron que la idea política puede influir en la imagen que cada persona tiene sobre un candidato de raza mixta.</p>
<p>Hay gente que deliberadamente trata de alterar la imagen de la apariencia racial de un adversario para ganar votos</p>
<p>&#8220;En los tres estudios, descubrimos que las personas más activas políticamente no solo <strong><em>oscurecen</em> a aquellos con los cuales discrepan,</strong> sino que también <em>aclaran</em> (la piel) de aquellos con quienes están de acuerdo&#8221;, señalan los responsables del estudio.</p>
<p>Los científicos manifiestan que últimamente se ha sugerido que los candidatos negros a cargos oficiales adopten <strong>una apariencia &#8220;más blanca&#8221; </strong>si quieren tener éxito.</p>
<p>Añaden que durante la campaña presidencial del año pasado, algunos de los detractores de Obama trataron de capitalizar el concepto de que &#8220;lo negro es malo&#8221; al <strong>realzar &#8220;su negrura&#8221;</strong>.</p>
<p>Los investigadores añaden que durante la lucha por la presidencia, los partidarios de la actual secretaria de Estado Hillary Clinton, pre candidata a presidente del Partido Demócrata, prepararon una publicidad con un vídeo en el que se oscureció artificialmente el tono de piel de Obama.</p>
<p>&#8220;Ejemplos como este sugieren que hay gente que deliberadamente trata de alterar la imagen de la apariencia racial de un adversario para ganar votos&#8221;, manifiestan los científicos.</p>
<p>Pero, por otra parte, añaden que los propios votantes pueden <strong>alterar de manera inconsciente </strong>el tono de piel de un candidato, según sea su nivel de apoyo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rapidinhas]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/2009/11/24/rapidinhas-20/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 11:31:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.wordpress.com/2009/11/24/rapidinhas-20/</guid>
<description><![CDATA[Como o tosco cabeçalho aí de cima indica, estou tentando modificar &#8211; e melhorar, acredite ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como o tosco cabeçalho aí de cima indica, estou tentando modificar &#8211; e melhorar, acredite &#8211; o visual do blogue. O problema é a falta de tempo para mexer nisso de forma sistemática. Enquanto isso, por favor, leitor, aguente e perdoe a feiúra, e vamos que vamos com o conteúdo.</p>
<p style="text-align:center;">*  *  *</p>
<p>Como esculhambar arbitragem é fácil, registro algo difícil: um elogio. Em duas semanas seguidas, vi pela tevê jogos (Náutico x Flamengo e Botafogo x São Paulo) em que o bandeira Alessandro Rocha de Matos, da Bahia, anulou gols em lances difíceis e capitais. Mostrou olho clínico e peito.</p>
<p style="text-align:center;">*  *  *</p>
<p>Em artigo na Agência Carta Maior, o professor Venício Lima, da UnB, cita algumas conclusões de &#8220;<a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4475&#38;boletim_id=617&#38;componente_id=10334" target="_blank">uma pesquisa encomendada pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e  Desigualdades (CEERT), realizada pelo Observatório Brasileiro de Mídia (OBM),  [que] analisou 972 matérias publicadas nos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São  Paulo e O Globo, e 121 nas revistas semanais Veja, Época e Isto É – 1093  matérias, no total – ao longo de oito anos.</a>&#8220;</p>
<p>Na linha de frente do combate às cotas nas universidades através de editorias esteve o diário <em>O Globo</em>. Pior: &#8220;<a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4475&#38;boletim_id=617&#38;componente_id=10334" target="_blank">ainda que os principais argumentos contrários – as cotas e ações afirmativas  iriam promover racismo (32%) ou os alunos cotistas iriam baixar o nível dos  cursos (16%) – não tenham se confirmado nas instituições que implementaram as  cotas, a posição editorial de O Globo não se alterou nos 8 anos pesquisados.</a>&#8220;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Míriam Leitão fala sobre cotas para negros]]></title>
<link>http://redesocial.wordpress.com/2009/11/24/miriam-leitao-fala-sobre-cotas-para-negros/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 11:29:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bárbara Lobato</dc:creator>
<guid>http://redesocial.wordpress.com/2009/11/24/miriam-leitao-fala-sobre-cotas-para-negros/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Existe racismo no Brasil. Sou a favor das cotas como política pública, que pode ser mudada e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Existe racismo no Brasil. Sou a favor das cotas como política pública, que pode ser mudada e ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿La censura nos hace "ser lo que ignoramos"...?]]></title>
<link>http://lahistoriadeldia.wordpress.com/2009/11/23/%c2%bfla-censura-nos-hace-ser-lo-que-ignoramos/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 00:52:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>La historia del dia</dc:creator>
<guid>http://lahistoriadeldia.wordpress.com/2009/11/23/%c2%bfla-censura-nos-hace-ser-lo-que-ignoramos/</guid>
<description><![CDATA[Osvaldo Bazán* SurySur. net Esta semana me topé con un librito impresionante: Censurado 2010, las 25]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Osvaldo Bazán* SurySur. net Esta semana me topé con un librito impresionante: Censurado 2010, las 25]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Racismo? Existe! Mas tem gente que se aproveita.]]></title>
<link>http://nopiquedabola.wordpress.com/2009/11/23/racismo-existe-mas-tem-gente-que-se-aproveita/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 21:34:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>raultorres</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fiquei sabendo agora que o atacante Ewerthon, ex-Corínthians, que hoje defende a camisa do Zaragosa,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Fiquei sabendo agora que o atacante Ewerthon, ex-Corínthians, que hoje defende a camisa do Zaragosa,]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ewerthon é vítima de racismo na Espanha]]></title>
<link>http://meucorinthians.wordpress.com/2009/11/23/ewerthon-e-vitima-de-racismo-na-espanha/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 18:17:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>danielst93</dc:creator>
<guid>http://meucorinthians.wordpress.com/2009/11/23/ewerthon-e-vitima-de-racismo-na-espanha/</guid>
<description><![CDATA[Jogador do Malaga diz que ofendeu rival após brasileiro ter xingado sua mãe. Atacante do Zaragoza ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://meucorinthians.wordpress.com/files/2009/11/ex-jogador-corinthians.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1053" title="ex jogador corinthians" src="http://meucorinthians.wordpress.com/files/2009/11/ex-jogador-corinthians.jpg" alt="" width="204" height="234" /></a></p>
<p>Jogador do Malaga diz que ofendeu rival após brasileiro ter xingado sua mãe. Atacante do Zaragoza nega.</p>
<p>O atacante         Ewerthon, do Zaragoza, foi xingado por Apoño, do Málaga, durante         o empate de 1 a 1 no último domingo. Após o jogo, o espanhol         admitiu ter se dirigido ao brasileiro como “negro” porque o         ex-corintiano teria ofendido sua mãe.<br />
- Ele xingou minha mãe e a verdade, por esse         motivo, é que eu o chamei de negro – disse o Apoño.</p>
<p>Ewerthon negou         que tenha ofendido a mãe do camisa 10 do Málaga, mas preferiu         não comentar sobre o caso de racismo sem autorização do clube.</p>
<p>A confusão começou por volta dos 40 minutos do segundo tempo,         quando Apoño fez falta feia em Ander, de apenas 20 anos, e logo         depois cuspiu no atleta do Zaragoza. Em seguida, Ewerthon         discutiu com o camisa 10 do Malaga na área e os dois foram         advertidos pelo árbitro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tres millones de trabajadoras de las maquilas apenas y sobreviven]]></title>
<link>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/23/tres-millones-de-trabajadoras-de-las-maquilas-apenas-y-sobreviven/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:30:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>PoKaMa</dc:creator>
<guid>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/23/tres-millones-de-trabajadoras-de-las-maquilas-apenas-y-sobreviven/</guid>
<description><![CDATA[En &#8220;sobrevivencia marginal&#8221; casi tres millones de trabajadoras de las maquilas Argenpres]]></description>
<content:encoded><![CDATA[En &#8220;sobrevivencia marginal&#8221; casi tres millones de trabajadoras de las maquilas Argenpres]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No les preocupa el hambre]]></title>
<link>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/22/no-les-preocupa-el-hambre/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 03:00:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>PoKaMa</dc:creator>
<guid>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/22/no-les-preocupa-el-hambre/</guid>
<description><![CDATA[No les preocupa el hambre Juan Torres López Sistema Digital En los últimos meses, cuando se han ido ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[No les preocupa el hambre Juan Torres López Sistema Digital En los últimos meses, cuando se han ido ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DESVANTAGENS DE SER BRANCO]]></title>
<link>http://nerdice.wordpress.com/2009/11/22/desvantagens-de-ser-branco/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 21:52:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>jpunker</dc:creator>
<guid>http://nerdice.wordpress.com/2009/11/22/desvantagens-de-ser-branco/</guid>
<description><![CDATA[Tempos atras, eu li no jornal “A notícia” na coluna da Lola, sobre os privilégios de ser “branco”, q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tempos atras, eu li no jornal “A notícia” na coluna da Lola, sobre os privilégios de ser<br />
“branco”, que eu recomendo que você leia <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/10/o-privilegio-branco-ao-vivo-e-em-cores.html" target="_blank">clicando aqui</a>, antes de ler o post abaixo!<br />
Isso me fez ficar intrigado em escrever esse post, e mostrar que ser branco também é uma merda! Somos humanos independente da cor é tudo a mesma porcaria: só servimos para comer, dormir e espalhar fezes pelo mundo! Como o Roger do Ultraje diz: Inutels, agenti somo inutels!</p>
<h4>DESVANTAGENS DE SER BRANCO (é claro que faltou muito mais coisa):</h4>
<ul>
<li>Todos olharam para você como se você fosse racista, mesmo que sua mãe seja negra e você um negro albino.</li>
<li>Você nunca pegará aquela loira gostosa, loira gostam de negros! Especialmente os Negões, e se você tiver uma loira me desculpe mais se abaixe ao passar na porta.</li>
<li>O seu documento sempre será menor que de um negro! Isso é Fato. Tenha sorte de pegar aquela gatinha antes do negão para que ela não comesse a fazer comparações.</li>
<li>Você sempre ficará vermelho igual um camarão na praia, sua pele vai arder, vai descascar, ficará manchada, no futuro terá câncer de pele. Por isso gaste todo seu dinheiro comprando protetor solar fator 100 que deverá ser passado a cada 15 minutos e toda vez que entrar na água. Já pessoas negras não tem esse problema e vão rir de você!</li>
<li>Na faculdade será acusado de playboy, mesmo indo de chinelo havaianas. Se for bolsista dirão que seu pai tem influência e comprou o diretor, mesmo que você tenha estudada igual um condenado, seja pobre e more numa favela!</li>
<li>Você nunca vencerá uma prova de atletismo de um negro. NUNCA! Geralmente serão melhores esportistas que você, vão saber jogar futebol e basquete melhor que você. Se contente em jogar damas!</li>
<li>Você nunca poderá dizer as palavras (proibidas): “preto”, “preta”, “macaco”, “chipanzé”, “gorila” em público sem ser acusado de pertencer aos skinheads, mesmo que você seja CABELUDO. Na hora de comprar um caderno, ou qualquer outra coisa, não poderá dizer: “Eu quero aquele preto ali!”. Já vão falar que o certo é afro-descendente, mesmo sendo um apenas um caderno.</li>
<li>Negros podem andar com camisetas com os dizeres: 100 % negro e serão aplaudidos, se você tiver uma camiseta escrito 100 % branco será acusado de ser nazista, ou pertencer a Ku Klux Kan  e irá para a cadeia na certa. Você não pode se orgulhar de ser branco! Você tem que ter vergonha de ser branco, mesmo que seus antepassados nunca tivessem concordado com a escravidão. Você tem uma dívida eterna com os negros mesmo não tendo culpa nenhuma nisso.</li>
<li>Se você nasceu branco vão te culpar de todos os males do mundo! Mas negros podem falar com orgulho: sou afrodescendente, tenho raízes africanas.</li>
<li>Brancos tem que se preocupar com o seu cabelo, sim o cabelo: se ele é liso de mais vai parecer um emo-bixa, se for crespo pior ainda todos vão rir de como ele é feio, e se rapar será um skinhead.  Negros independentes de ter um BlackPower ou forem carecas estarão sempre na moda, não precisa se preocupar com isso.</li>
<li>Negros podem dançar e rebolar que as mulheres vão adorar, mas se um branco fizer isso será taxado de homossexual.</li>
<li>Você nunca poderá ser um Rapper!  Branco cantando fazendo rima é repentista, já se um negro fizer o mesmo e gritar um yo yo yo no final será uma estrela do Hip-Hop.</li>
<li>Você terá que ficar na academia 24 horas por dia, para conseguir ficar sarado, enquanto as pessoas negras sempre são magras, saradas e mais forte que você.</li>
<li>Você nunca conseguira ficar com uma negra, negras odeiam brancos que te chamaram de leitoso, magrelo, fraco, albino.</li>
<li>Você nunca poderá andar com um relógio e correntes de ouro no pescoço, sem se chamado de brega, mas já se você for negro será estiloso.</li>
<li>A calota da roda do seu carro sempre será menor que a do carro de um negro.</li>
<li>Brancos, são na verdade coloridos: no frio ficam roxos, no calor vermelho, doentes ficam amarelos, e se estiver branco de mais dirão que está com anemia, mesmo não estando. Negros sempre serão negros, não tem esse problema.</li>
</ul>
<p>Ou seja, negros podem ter orgulho de serem negros, brancos não! Eu acho esse negocio de cor nada a ver, pois se pudesse escolher queria ter nascido verde! Por isso espero que daqui a algum tempo todos sermos pardos, para toda essa merda sobre raças acabar!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Glow of White Women ]]></title>
<link>http://ntozei.wordpress.com/2009/11/22/the-glow-of-white-women/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 15:30:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>ntozei</dc:creator>
<guid>http://ntozei.wordpress.com/2009/11/22/the-glow-of-white-women/</guid>
<description><![CDATA[O site linktv tem várias coisas interessantes online. Uma delas é o documentário The Glow of White W]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O site linktv tem várias coisas interessantes online. Uma delas é o documentário The Glow of White Women, disponível <a title="The Glow of White Women" href="http://u.nu/4aex3" target="_blank">aqui</a>, em inglês e sem legenda.</p>
<p>É bem interessante. Aborda questões sobre a formação da sexualidade (beleza branca e beleza negra) e fortalecimento de identidades na época do Apartheid, pela visão de um muslim. Documentário longo, mas que não chega a ser cansativo.</p>
<blockquote><p>The Glow of White Women, an autobiographical documentary film made by Yunus Valley, tells a personal story of growing up amidst the extreme segregation of Nelspruit, South Africa, which effected societal perceptions of beauty. Yunus was raised Muslim, in an area that declared &#8220;whiteness&#8221; the ultimate form of beauty.  Witness the contrast of Yunus&#8217;s journey into adulthood, filled with sexual revolution, Trotskyism, and a culture coming of age, where past and present meet through a prism of modern racism.a</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vallejo Nájera y la erradicación del "rojo"]]></title>
<link>http://grandolapeque.wordpress.com/2009/11/21/vallejo-najera-y-la-erridacion-del-rojo/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 18:35:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grândola</dc:creator>
<guid>http://grandolapeque.wordpress.com/2009/11/21/vallejo-najera-y-la-erridacion-del-rojo/</guid>
<description><![CDATA[Tercera Información inaugura un apartado con el que pretende hacer un repaso por las calles que sigu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article11313">Tercera Información</a> inaugura un apartado con el que pretende hacer un repaso por las calles que siguen llevando nombres de asesinos franquistas. El primer artículo trata sobre Vallejo Nájera, personaje siniestro que en un principio pasó prácticamente desapercibido hasta que TV3 realizó un documental sobre “Los niños perdidos del franquismo”. Los trabajos de investigación siguieron y posteriormente se convirtió en un libro del mismo nombre<em>.</em> <em>&#8220;Los niños perdidos del Franquismo&#8221;,</em> de Ricard Vinyes, Montse Armengou y Ricard Belis.</p>
<p>Este psiquiatra le dio una  aplicación de cierto racismo científico de matriz psiquiátrica y biológica a la lucha política, como <a href="http://www.rebelion.org/mostrar.php?tipo=5&#38;id=John Brown&#38;inicio=0">John Brown </a> nos recuerda en un artículo de Rebelión, muy parecido al practicado por el nazismo. </p>
<p>Franco, no duda ya en el verano de 1938 en poner todos los medios a su alcance para satisfacer la propuesta de Vallejo Nájera de crear un Gabinete para conocer las taras de los que por aquel entonces llamaban la “antiespaña”.</p>
<p><em> </em><em>&#8221; En contestación a su escrito de 10 del actual (verano de 1938) proponiendo la creación de un Gabinete de Investigaciones Psicológicas cuya finalidad primordial será investigar las raíces biopsíquicas del marxismo, manifiesto que de conformidad con su mencionada propuesta, autorizo la creación del mismo. (&#8230;) Lo que traslado a usted para su conocimiento, debiendo proponerme los médicos que deben ser militarizados al efecto de que cuanto antes empiece a funcionar dicho Gabinete. &#8220;</em></p>
<p>Se proponía estudiar 5 tipos de prisioneros:</p>
<p>1.- Combatientes internacionales<br />
2.- Presos políticos varones españoles agentes del marxismo<br />
3.- Presas políticas españolas agentes del marxismo (creía en la inferioridad de la mujer)<br />
4.- Nacionalistas vascos, (los considera portadores del fanatismo político unido al religioso)<br />
5.- Marxistas catalanes (en los que se une el fanatismo marxista y el antiespañol).</p>
<p>Lo que pretendía Vallejo Nájera era la salvación de una raza, pero entendida como la sociedad de la época de la caballería, de la aristocracia y a una forma de gobierno fundamentada en la disciplina militar y virtudes patriótricas. Había que proteger y mejorar la raza, hasta alcanzar sus valores primeros. La causa de la degeneración de la raza era el ambiente, el entorno. Pretendia buscar los factores diferenciales de la tipología anterior para justificar sus tesis y conseguir combatir al marxismo desde la idea de superación de raza.</p>
<p> Vallejo Nájera alertaba del mal que un ambiente democrático podía hacer en los niños y por eso propuso la segregación de niños republicano en centros apartados de sus padres y de las “hordas” del mal.</p>
<p> Las tesis de Vallejo Nájera fueron seguidas por todo el aparato del régimen que las aplicaron para justificar su genocidio político. Se trataba de matar a los padres y hacer que los hijos perdieran todo signo de identidad, bien porque los secuestraban para que fuesen adoptados por familias fascistas o bien porque eran criados en centros de reclutamiento donde les inculcaban sus tesis. Fue tal el adoctrinamiento que consiguieron que muchos de esos niños renegasen de sus padres.</p>
<p> Las tesis de Vallejo-Nájera fueron de gran influencia en los aspectos más represores del franquismo sobre todo en las cárceles para mujeres y concentradas en los hijos de las presas. En algunas cárceles sólo permitían a las madres ver una hora el día a sus hijos para que el niño no tuviese contacto con el entorno y se apartase de las &#8220;ideas del mal&#8221;.</p>
<p> De la obra de Vallejo Nájera tenemos aproximadamente unos 30.000 niños secuestrados durante el franquismo, un genocidio político que llegó a desprender de la condición humana a los ejecutados, un magnicidio político basado en la inferioridad y peligrosidad de una raza y una sociedad que vivió adoctrinada en lo militar, lo patriótico y el odio al diferente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre la crueldad de los niños y la nariz de mi tía]]></title>
<link>http://aprendizdebrujo.net/2009/11/21/sobre-la-crueldad-de-los-ninos-y-la-nariz-de-mi-tia/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 10:38:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>pilux</dc:creator>
<guid>http://aprendizdebrujo.net/2009/11/21/sobre-la-crueldad-de-los-ninos-y-la-nariz-de-mi-tia/</guid>
<description><![CDATA[“Es que los niños son crueles”. Es una frase que escucho constantemente. No solo la escucho, sino qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em><img class="alignright size-full wp-image-358" title="nariz-quevedo" src="http://pilux.wordpress.com/files/2009/11/nariz-quevedo.jpg" alt="" width="320" height="229" />“Es que los niños son crueles”.</em> Es una frase que escucho constantemente. No solo la escucho, sino que me he sorprendido a mí mismo diciéndola más de una vez. Sin embargo, hay alguna razón por la que no acabo de estar de acuerdo. Creo que es un tema del que se ha hablado mucho, sin demasiado acierto desde mi punto de vista, porque se tiende a confundir una mezcla de sinceridad cruda, a prueba de balas y sin matices, filtrada por la inocencia, con pura y simple maldad. Lo que es cruel, en mi opinión, es la realidad. Al menos con bastante más frecuencia que los niños.</p>
<p>La naturaleza humana es cruel, pero los adultos nos empeñamos en disfrazar esa naturaleza, en matizarla, en vestirla de seda para que no parezca mona. Hace un par de días estábamos en la plaza varios padres con niños de edades entre tres y cinco años. Como solemos hacer, los adultos charlábamos sentados en los bancos mientras los niños jugaban en unas escaleras cercanas. De repente, todos los niños vinieron hacia nosotros gritando asustados. <em>“Un ladrón, un ladrón”</em>. <em>“Es un ladrón de zapatos”. “Tiene una cámara secreta donde guarda lo que roba”</em>.</p>
<p>Ante la avalancha de susto que nos sepultó en dos segundos, cada padre se encaró con sus hijos para intentar averiguar qué pasaba. Sobre todo porque, como ya he dicho alguna vez, vivimos en un pueblo tranquilo en el que solamente roba el ayuntamiento, y desgraciadamente lo hace amparado por la ley.</p>
<p><!--more-->Resulta que en la oscuridad de las seis y media de la tarde, por las escaleras en las que jugaban los niños había bajado uno de nuestros vecinos, que es de raza negra. Viendo a los niños jugar les hizo algún tipo de broma que no logramos descifrar del todo, pero que tenía que ver con que era un ladrón o algo por el estilo. Los niños lo tomaron al pie de la letra, se asustaron y vinieron corriendo a buscar consuelo paterno.</p>
<p>Evidentemente, nuestra primera reacción fue reírnos del tema. <em>“Está jugando con ustedes, les está haciendo una broma”.</em> Sin embargo, el miedo de los niños era brutal, real y absoluto. No había manera de convencerlos de que el pobre hombre solamente había querido jugar con ellos. Hay que decir, en favor de los niños, que el hombre en cuestión es altísimo, de espaldas anchas y usa un birrete africano de colores. En la penumbra de la tarde tenía un aspecto imponente. Sin embargo, ante nuestros intentos de consuelo – era asombroso ver como todos los padres reaccionamos igual – los niños seguían en sus trece. Más de uno, para rebatir el argumento nuestro acerca de que era un juego, utilizó la frase: <em>“Pero es que es negro”</em> como demostración total y absoluta de que no existía otra posibilidad que la de que fuese, en efecto, un ladrón.</p>
<p>Finalmente los niños volvieron al juego. Los padres nos miramos entre nosotros, como dudando entre avergonzarnos o divertirnos. Finalmente el episodio se saldó con el acuerdo común y tácito de que la razón de todo el equívoco era que <em>“los niños son crueles”</em>. Entonces comencé a preguntarme si es la razón verdadera. Ninguno de los padres que estábamos allí es racista. Es imposible que ninguno de los niños presentes haya escuchado en su casa un comentario racista. Sin embargo su reacción natural fue racista. Es cierto que no están habituados a ver negros, porque es uno de los pocos que viven en el pueblo, y es cierto también que forma parte de la naturaleza humana desconfiar de lo diferente y desconocido. Pero también es cierto que la reacción podría haber sido de curiosidad y no de miedo unánime, como resultó serlo, y también es cierto que, aunque lo neguemos por activa y por pasiva, vivimos en una sociedad racista. Uno por uno, el 99% de la población blanca y occidental negará ser racista y tendrá diez mil argumentos para refrendarlo, pero es indiscutible que el conjunto resultante lo es.</p>
<p>Y sin embargo, en lugar de preguntarnos qué clase de sociedad somos, en la que los niños que estamos criando reaccionan naturalmente así a la presencia de lo diferente, preferimos mirarnos incómodos entre nosotros y saldar el episodio echando la culpa a la <em>“crueldad de los niños”</em>.</p>
<p>Pero nada más lejos de mi intención, al comenzar este artículo, que teorizar sobre cosas de las que ya se ocupan personas más informadas que yo, que suelo hablar desde la simple observación y no desde los méritos académicos ni desde decenas de libros leídos sobre el tema.</p>
<p>Ayer, mientras cocinaba, estaba recordando el verano – mis hermanos y yo solíamos veranear en Uruguay, con mi tío Ramiro (ver <em><a href="http://aprendizdebrujo.net/2009/09/11/el-aprendiz-de-brujo-y-el-superman-humano/" target="_blank">El Aprendiz de Brujo y el Supermán Humano</a></em>) – en que conocimos a mi tía Iliana. Me vino a la memoria una de las características de su rostro. Es una mujer hermosa, de piel tostada y un cabello negro azabache y lacio. Su buen humor y su espíritu alegre y juguetón hacían que nuestros veranos en su casa fuesen deliciosos, divertidos e inolvidables.</p>
<p>Cuando la conocimos,  – decía – haciendo gala de la misma falta de disimulo que caracteriza a los niños, no pudimos dejar de advertir un rasgo fundamental en la belleza de mi tía. Su nariz, aparte de ser ligeramente grande en relación con el tamaño de su rostro, es afilada y estilizada, una nariz digna de Cleopatra o de un poema de Quevedo, pero además, tenía una particularidad funcional que la hacía única. Al hablar, la punta de la nariz se retraía en una escala de entre uno y tres milímetros, marcando el compás de su discurso como lo hacen los <em>leds</em> de los ecualizadores con el ritmo de la música.</p>
<p>No tardamos ni dos horas desde que la conocimos en advertir el indicador de nivel de voz que la naturaleza había instalado en su cara, y por supuesto ni cinco segundos más en bromear sobre el tema y reírnos francamente de los movimientos nasales que acompañaban el hablar de mi tía Iliana.</p>
<p>Afortunadamente, ella es una mujer con un sentido del humor extraordinario, y lejos de sentirse incómoda, rápidamente incorporó las bromas sobre su nariz a la liturgia familiar, y desde entonces, cada vez que nos vemos hacemos referencia a ello y nos reímos todos juntos. Pero lo que me hizo pensar en la nariz de mi tía, fue que, por primera vez desde que la conozco, se me ocurrió que pudo haber sido distinto. Pudo haber sido un rasgo que la acomplejase, y entonces nuestra actitud infantil de reírnos de su nariz la hubiese hecho sufrir y la hubiese angustiado, y seguramente, quien la consolase habría apelado a la frase: <em>“Es que los niños son crueles”</em>.</p>
<p>Entonces me pregunté: <em>¿Qué hace diferente la situación de reírnos de la nariz de mi tía a la de todos los niños afirmando que el negro es ladrón?</em></p>
<p>Seguramente la diferencia está en el significado que tiene para cada uno de nosotros cada hecho aislado. Si mi tía hubiese sufrido algún tipo de complejo con su nariz, en lugar de una divertida anécdota familiar y un juego cómplice, ahora tendríamos un episodio que olvidar. Si los niños se asustan tanto solamente porque un negro grandote quiere jugar con ellos en una plaza oscura, quizás deberíamos preguntarnos cuántos de sus padres, a pesar de jurar y perjurar que no somos racistas, al cruzarnos con él a solas en una calle oscura tendríamos aunque sea un mínimo reflejo, un pensamiento primario, un deseo inconfesable de cruzar de acera, solamente por si acaso.</p>
<p><a href="http://pilux.wordpress.com/files/2009/09/pilux.gif"><img class="alignright size-full wp-image-123" title="PILUX" src="http://pilux.wordpress.com/files/2009/09/pilux.gif" alt="" width="132" height="37" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Una visión distinta de los piratas somalíes y más noticias de África]]></title>
<link>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/21/una-vision-distinta-de-los-piratas-somalies-y-mas-noticias-de-africa/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 10:00:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>PoKaMa</dc:creator>
<guid>http://pocamadrenews.wordpress.com/2009/11/21/una-vision-distinta-de-los-piratas-somalies-y-mas-noticias-de-africa/</guid>
<description><![CDATA[Una visión distinta de los piratas somalíes: Poniendo un alto a las grandes corporaciones pesqueras ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Una visión distinta de los piratas somalíes: Poniendo un alto a las grandes corporaciones pesqueras ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[20 de novembro: Dia da Consciência Negra / Racismo no Futebol]]></title>
<link>http://paixaofutebolclube.wordpress.com/2009/11/21/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-racismo-no-futebol/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 01:17:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanessa Rodrigues</dc:creator>
<guid>http://paixaofutebolclube.wordpress.com/2009/11/21/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-racismo-no-futebol/</guid>
<description><![CDATA[Este vídeo da campanha Stand Up Speake Up foi lançado em 2004, como uma nobre ação contra o racismo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6YUU1Jl6za8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/6YUU1Jl6za8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Este vídeo da campanha Stand Up Speake Up foi lançado em 2004, como uma nobre ação contra o racismo no futebol (e na vida).</p>
<p>O racismo está presente desde o início da história do futebol no Brasil, os times de antigamente não aceitavam jogadores negros.</p>
<p>Passar pó de arroz no rosto era a solução dos atletas para fugir do preconceito.</p>
<p>Em 1914 o jogador Carlos Alberto do Fluminense foi descoberto quando o suor tirou sua maquiagem, esta situação deu origem ao apelido de “pó de arroz” da torcida carioca.</p>
<p>Em 1932 cinco negros integravam a Seleção Brasileira, Gradim, Feitiço, Jarbas e os geniais Domingos da Guia e Leônidas da Silva, antes deles Fausto e Oscarino já haviam defendido a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo, perdida para o Uruguai.</p>
<p>Em entrevista ao site da Fifa em 2005, Pelé lembrou que a Seleção Brasileira campeã mundial de 1958 na Suécia era a única com negros.</p>
<p>Relembre alguns casos recentes de racismo:</p>
<p> *************************************************************************************</p>
<p>Neste ano na vitória do Cruzeiro por 3 a 1 em cima do Grêmio no Mineirão, Elicarlos acusou Maxi López de chamá-lo de macaco . A confusão se tornou caso de polícia e se estendeu pela madrugada.</p>
<p>Na Libertadores de 2005, o atacante Grafite foi expulso no jogo entre São Paulo e Quilmes (ARG) após empurrar o rosto do zagueiro Desábato.</p>
<p>Ao deixar o campo, Grafite explicou o motivo de sua atitude afirmando que foi ofendido pelo argentino, que o chamou também de macaco.</p>
<p>Revoltado com a atitude do adversário, o atacante são-paulino prestou queixa. Désabato acabou detido após o jogo e só foi liberado no dia seguinte.</p>
<p>Outro caso de racismo pôde ser visto em 2006, quando o zagueiro Antônio Carlos, do Juventude, teria chamado o volante Jeovânio, do Grêmio, de macaco.</p>
<p>O primeiro foi expulso após agredir o adversário com uma cotovelada e, ao sair de campo, teria chamado Jeovânio de &#8220;macaco&#8221; &#8211; esfregou os dedos no braço para indicar a cor do volante gremista.</p>
<p>Fonte: <a href="http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/06/25/relembre-outros-casos-de-racismo-no-futebol-756509700.asp">http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/06/25/relembre-outros-casos-de-racismo-no-futebol-756509700.asp</a></p>
<p> ********************************************************************************</p>
<p>Um guerreiro dos campos e da vida foi Leônidas da Silva, conhecido como o “Diamante Negro”.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/-eZO-xDmOcA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/-eZO-xDmOcA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Ex-craque da seleção brasileira nascido em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, craque da seleção brasileira (1938), campeão estadual pelo São Paulo, Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo e inventor da jogada bicicleta. Começou a carreira no Sírio e Libanês, da Tijuca (1930) e, o ano seguinte, foi para o Bonsucesso, cujo estádio, na Rua Teixeira de Castro, oficialmente leva seu nome. Ganhou seu primeiro título pela seleção brasileira, o da Copa Rio Branco (1932) e, no mesmo ano, foi para o Peñarol, do Uruguai, onde sofreu com contusões nos joelhos e, assim, não foi bem aceito pela torcida. Retornou ao Brasil (1934) e foi campeão carioca pelo Vasco. Na Copa do Mundo da Itália (1934) marcou o único gol da derrota para a Espanha, por 3 a 1. No ano seguinte (1935) foi campeão carioca pelo Botafogo, do qual saiu reclamando de ser vítima de racismo dentro do clube, e depois jogou no Flamengo (1936-1941), ajudando a crescer a popularidade do clube, cujo elenco contava também com Domingos da Guia. Símbolo de ascensão social para os negros, neste período viveu seu momento de maior brilho quando foi artilheiro da Copa do Mundo, na França (1938), com oito gols e foi considerado o melhor jogador do mundo. Dono de invulgar elasticidade, ele ganharia na Copa o apelido de Homem de Borracha. Como o jogador mais popular de sua época, no ano seguinte, foi campeão carioca pelo Flamengo e, na maior transferência do futebol sul-americano na época, cerca de 200 contos de réis, foi para o São Paulo, pelo qual conquistou cinco títulos estaduais (1943 / 1945 / 1946 / 1948 / 1949). Na estréia, empate de 3 a 3 com o Corinthians, em 24 de maio, o Pacaembu recebeu 72.018 pagantes, um recorde até hoje insuperado. Pela seleção brasileira, além de participar de dois mundiais (1934 / 1938), foi vencedor da Copa Rocca (1945), disputou 26 partidas, sendo 19 oficiais, e marcou 25 gols. Assinalou seu último gol nos 5 a 4 do São Paulo sobre o Botafogo, no Torneio Rio-São Paulo (1950). No ano seguinte, encerrou a carreira. Depois de ter tentado ser treinador no São Paulo, acabando se tornando comentarista esportivo da Jovem Pan (1952-1963) levado por Paulo Machado de Carvalho para ser comentarista esportivo. Depois que deixou a profissão de cronista esportivo, não voltou mais aos estádios de futebol e em uma de suas últimas entrevistas (1983) já lamentava a violência que estava assolando o futebol e também o êxodo de nossos craques para o exterior. Internado numa clínica para idosos e era acompanhado pela mulher, D. Albertina Santos, vítima do mal de Alzheimer e de diabetes e morreu aos 90 anos, em Cotia, no Estado de São Paulo e sepultado no Cemitério da Paz, em São Paulo, mesmo local do velório. Graças ao centroavante, bicicleta passou a ser uma jogada de pura arte, com a qual o jogador se projeta para trás com ambas as pernas no ar e com uma delas acerta a bola, com perfeição, de preferência para marcar o gol. Tendo inspirado o nome do chocolate Diamante Negro, as magias de seu talento em campo encontram-se registradas em fotografias desgastadas pelo tempo e em raros rolos de filmes quase irrecuperáveis, mas tal qual um diamante, hão de brilhar pela eternidade nas páginas da história do nosso futebol.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Racismo no Brasil? Que absurdo!!!!]]></title>
<link>http://novacharges.wordpress.com/2009/11/20/racismo-no-brasil-que-absurdo/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 00:46:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>novaes</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://novacharges.wordpress.com/files/2009/11/cota.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1936" title="cota" src="http://novacharges.wordpress.com/files/2009/11/cota.jpg" alt="" width="500" height="460" /></a></p>
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<title><![CDATA[Imigrantes africanos seguem para América Latina]]></title>
<link>http://refunitebrasil.wordpress.com/2009/11/20/imigrantes-africanos-seguem-para-america-latina/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 00:37:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>refunitebrasil</dc:creator>
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<description><![CDATA[Escondidos em navios de carga e incertos sobre aonde a perigosa viagem os levará, um número cada vez]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Escondidos em navios de carga e incertos sobre aonde a perigosa viagem os levará, um número cada vez maior de imigrantes africanos chega à América Latina à medida que os países europeus intensificam o controle de suas fronteiras. </p>
<p>Alguns vão para o México e a Guatemala como um primeiro passo rumo aos Estados Unidos, outros aportam na Argentina e no Brasil. Embora muitos cheguem por acaso à América Latina, uma vez na região eles encontram governos muito mais receptivos do que na Europa. </p>
<p>&#8220;Uma noite fui para o porto. Pensei que estivesse indo para a Europa. Depois descobri que estava na Argentina&#8221;, disse o imigrante de Serra Leoa Ibrahim Abdoul Rahman, ex-menino-soldado que disse ter escapado da guerra civil de seu país esgueirando-se num navio de carga para uma viagem de 35 dias. </p>
<p>No Brasil, os africanos são agora o maior grupo de refugiados, representando 65 por cento do total dos que pedem asilo, de acordo com o Comitê Nacional para Refugiados (Conare). </p>
<p>Há atualmente mais de 3 mil imigrantes africanos vivendo na Argentina, em comparação com apenas algumas dezenas há até oito anos. O número de pessoas que solicitam asilo a cada ano aumentou abruptamente, para cerca de mil por ano, e um terço deles é africano. </p>
<p>&#8220;Observamos um aumento pronunciado no número de africanos vindo ao país e pedindo asilo&#8221;, disse Carolina Podesta, do escritório argentino do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). </p>
<p>O montante ainda é baixo se comparado às dezenas de milhares de imigrantes que viajam para a Europa todos os anos, mas acredita-se que os africanos venham para a América Latina em números cada vez maiores. </p>
<p>&#8220;Há uma procura por novos destinos&#8221;, afirmou Podesta, acrescentando que muitos foram pressionados pelas políticas de imigração e de segurança mais restritas da Europa estabelecidas após o 11 de Setembro. </p>
<p>&#8220;Observamos uma tendência estável e ela continua a crescer.&#8221; </p>
<p>Para muitos, a viagem começa esquivando-se dos controles portuários da África e depois sobrevivendo à base de água e bolacha durante semanas. </p>
<p>&#8220;Vimos casos em que eles chegam escondidos dentro do leme de um navio&#8221;, disse Fernando Manzanares, diretor de imigração da Argentina. &#8220;Imagine como é atravessar o Atlântico escondido num espaço tão pequeno, tentando evitar a tripulação.&#8221; </p>
<p><strong>Vistos e aulas</strong><br />
Milhões de europeus chegaram à América do Sul a bordo de navios no século 19 fugindo da pobreza e da guerra, enquanto os africanos vinham em navios negreiros para trabalhar como escravos nas extensas plantações de cana do Brasil. </p>
<p>Hoje em dia os africanos chegam em navios de carga ou aviões comerciais e depois pedem asilo ou vistos de turista prolongados. Na Argentina eles podem obter vistos de trabalho temporário pouco após a chegada e renová-los a cada três meses. </p>
<p>&#8220;As políticas de migração do país são muito favoráveis&#8221;, afirmou Manzanares. &#8220;É um reflexo da história. O que aconteceu com os imigrantes europeus 100 anos atrás agora está acontecendo com os imigrantes africanos.&#8221; </p>
<p>Os africanos na Argentina também podem obter serviços de saúde gratuitamente e ter aulas de espanhol em entidades assistenciais católicas. </p>
<p>Muitos acabam se estabelecendo, casando ou se tornam cidadãos argentinos. Alguns africanos que chegaram de forma legal conseguiram trabalhar como músicos e outros viraram jogadores de futebol profissionais nos times locais. A maioria, no entanto, ganha a vida vendendo bijuteria nas ruas de Buenos Aires. </p>
<p>Abdoul Rahman conheceu sua mulher argentina quando lhe vendeu um anel cinco anos atrás. Ele envia dinheiro à mãe e a sete irmãs na África e mantém-se próximo à religião muçulmana na mesquita Alberdi, em Buenos Aires. </p>
<p>Lá, Rahman encontra dezenas de outros africanos para as orações de sexta-feira. Embora alguns dos entrevistados tenham dito que enfrentam racismo na Argentina, eles concordam que isso é menor em comparação à xenofobia e às leis antiimigração enfrentadas pelos migrantes africanos na Europa. </p>
<p>A Itália baixou uma lei em julho que tornou crime ser imigrante ilegal ou ajudar algum. </p>
<p>Durante os anos de 1990, um grande número de angolanos fugiu da guerra civil e se estabeleceu em comunidades do Rio de Janeiro. </p>
<p>Agora, números cada vez maiores de imigrantes provenientes da República Democrática do Congo fogem da violência e da guerra civil e buscam asilo no Brasil, que pode ser um país de fácil adaptação para os imigrantes, uma vez que possui a maior população negra fora da África. </p>
<p>&#8220;O processo de adaptação é realmente bom no Brasil&#8221;, disse Carolina Montenegro, do escritório da Acnur no Brasil. &#8220;Para os africanos, tende a ser mais fácil por causa desse patrimônio cultural.&#8221; </p>
<p>Mais e mais imigrantes da Somália, Eritreia e Etiópia também estão indo para o México e a América Central em navios de carga, na esperança de algum dia chegarem aos EUA por terra. </p>
<p>Alguns imigrantes fazem viagens épicas por vários países para encontrar um novo lar. O motorista de caminhão somali Mohamed Ahmed Hassen, de 31 anos, vendeu sua terra para pagar a viagem. Ele passou pelo Quênia e pela Tanzânia antes de chegar a Moçambique, onde pagou 1.500 dólares para que um traficante o colocasse num navio para São Paulo. </p>
<p>&#8220;Não sabíamos se era dia ou noite&#8221;, afirmou. &#8220;Não tínhamos relógio para ver a data. Sabíamos apenas que estávamos ali por um longo tempo.&#8221; </p>
<p>Do Brasil ele foi para a Colômbia e depois, de barco, para o Panamá, seguiu por Costa Rica, Nicarágua até chegar à Guatemala, onde foi preso e agora busca asilo. </p>
<p>O imigrante da Libéria Emmanuel Danso, de 18 anos, foi para a Argentina em julho escondido em um navio de carga depois que seus pais morreram na guerra civil de seu país. Agora ele quer estudar para se tornar técnico de laboratório. </p>
<p>&#8220;No meu país eu sou um sem-teto; sou órfão&#8221;, disse Danso, enquanto entrava na classe de espanhol de uma entidade filantrópica católica. &#8220;Mas neste país há grandes oportunidades para mim.&#8221; </p>
<p>Fonte:<a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/20/imigrantes-africanos-seguem-para-america-latina-914851962.asp"> O Globo</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Racismo na Globo?]]></title>
<link>http://mdfnews.wordpress.com/2009/11/20/racismo-na-globo/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 23:49:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>mdfnews</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ele refere-se à novela Viver a Vida, de Manoel Carlos. por Chico Mendes O que se viu ali foi a metáf]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Ele refere-se à novela Viver a Vida, de Manoel Carlos. por Chico Mendes O que se viu ali foi a metáf]]></content:encoded>
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