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	<title>resenha-de-paranoid-park &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "resenha-de-paranoid-park"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 07:06:03 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[paranoid.park]]></title>
<link>http://joaogrando.wordpress.com/2008/04/09/paranoidpark/</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 20:37:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>joao~grando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Alex está no chuveiro. Baixa a cabeça. A imagem escurece. A música numa escala crescente intensifica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><a href="http://joaogrando.files.wordpress.com/2008/04/paranoid-park2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-115" src="http://joaogrando.wordpress.com/files/2008/04/paranoid-park2.jpg" alt="" width="550" height="339" /></a></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Fz267QzrsTM" target="_blank">Alex está no chuveiro</a>. Baixa a cabeça. A imagem escurece. A música numa escala crescente intensifica-se: zoom nos seus cabelos banhados. O plano torna-se abstrato. As imagens do azulejo (os pássaros) ganham vida através do som agregado à música, o caos se instala – a imagem (o plano) torna-se ela mesmo o conceito do terror, da paranóia. Uma referência à clássica cena de Psicose (refilmado por Van Sant), embora com outra construção formal: em termos narrativos, ele está apenas no banho, não há praticamente ação nenhuma e não há nenhum corte, ou seja, uma seqüência de feitura diametralmente oposta à da cena do filme de Hitchcock. A referência (não só pela admiração que Gus Van Sant nutre pelo cineasta) é pertinente, pois se trata de um filme de terror, do terror da culpa. Portanto o terror de Alex é íntimo, revela-se mais agudo quando ele está sozinho, só ele e o terror, ele e a lembrança do terror. Assim, se o terror não está nas ações (e quando está Van Sant o filma privilegiando isso, como na cena em que nos é revelado visualmente o acidente através da imagem do homem repartido (um relato visual contaminado pela emoção do protagonista) de forma grotesca, bem como a maneira casual com que nos é mostrado o acidente que o originou o trauma) e sim nos humores da personagem central, não é com a ação filmada, do movimento, tampouco nas palavras, e sim com o tratamento que se dará a essa captação da imagem: as informações não são passadas pelos meios narrativos tradicionais (ações e falas), pois eles não significam tanto numa situação em que a problemática se passa somente na cabeça do protagonista; será passado pelos meios de narração expressiva, e nisso entram todos os elementos do cinema: a fotografia, o enquadramento, o som, a música.</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;">A música: esta se relaciona com o humor da personagem (por isso a inconstância) e com o ambiente, já que esses dois relacionam-se entre si consequentemente. Assim, no shopping a música é alegre, fraternal, como um suspiro de normalidade. Mas logo se torna confusa, intensa, inconstante, irregular, como está o humor do protagonista. Numa outra cena, Alex está andando num cenário tranqüilo: há uma árvore sob uma luz crepuscular, uma praça. Repentinamente a música, que estava igualmente tranqüila, torna-se sombria. Quem nunca teve um problema não resolvido que, uma vez temporariamente esquecido, toma-nos de assalto a mente novamente?</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;">O terror vem da culpa, mas isso não é tão determinado assim. Pois nada é sólido o suficiente nesse filme. As informações nos vêm como as imagens de super-8: são fragmentos desorganizados, mas que têm sua significação. Assim como as lembranças de Alex vêm caoticamente, mas têm sua significação. Se em Elephant Gus Van Sant colava a câmera na nuca de personagens chaves para investigá-las e desse modo simboliza a impossibilidade de transpor seus pensamentos, desta vez o pensamento de Alex é a estrutura dinâmica do filme: os fatos vêm como vêm na sua cabeça, pois o filme é Alex e ele está passando por um momento confuso.</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;">A função do filme, através da união dessas imagens, é organizar tudo o que cerca o fato, como o faz concomitantemente Alex ao escrever a carta homônima ao filme e ao lugar da problemática central da história. É um estudo da ação da culpa, assim como foram estudos Elephant e Last Days: este foi uma investigação da relação de pureza como característica não humana, e portanto uma afirmação de genialidade; aquele, um estudo para provar a impossibilidade de buscar uma causa para um fato trágico, uma verdade.</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;">A montagem fragmentada (em Elephant o conceito e o motivo do título do filme) investiga a partir de alguns elementos desconexos, como o faz o detetive ao querer entender a comunidade dos skatistas: a “comunidade”, que se nega como tal, não dá nenhuma resposta efetiva ao policial, mas a reação debochada dos mesmos já é uma resposta: como as imagens de super 8 feitas não revelam nenhum mistério, tampouco a cena na qual o grupo vem caminhando de frente p/ a câmera: mas têm muita informação – é preciso interpretá-las, ou melhor, inferir conclusões, pois as respostas não virão diretamente e talvez sequer existam: Van Sant não pode afirmar<span> </span>nenhuma verdade, pois tem o mesmo que nós temos: somente as imagens.</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;"><em>A maioria das coisas aqui foram escritas no dia seguinte à sessão do filme. Mas queria organizar melhor. Fiquei com um pouco de preguiça, então deixei as considerações meio soltas mesmo.</em></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;"><strong>nota</strong> <strong>9</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Arial;"><em>evidentemente que é<span> </span>relativo isso de notas, mas não aguento a tentação de guardar o 10 para sabe-se lá que filme.</em><span> </span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
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