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	<title>roberto-palazzi &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/roberto-palazzi/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "roberto-palazzi"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:32:17 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[49- Ukiyo-ê &amp; Korean Girl]]></title>
<link>http://zoodojoo.wordpress.com/2008/05/11/49-ukiyo-e-korean-girl/</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 22:50:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>EUROTRIP by ZOODOJOO</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fui nesse sábado à Pinacoteca, acompanhado pela Mrs. Sae, &#8220;The Korean Girl&#8221;. Estilista, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Fui nesse sábado à Pinacoteca, acompanhado pela Mrs. Sae, &#8220;The Korean Girl&#8221;.</p>
<p>Estilista, mais pra modelista e também ilustradora, a guria também bebe da fonte que é a ilustração oriental e, indiretamente, é influenciada pelo Ukiyo-ê e todo esse mundo flutuante.</p>
<p>Não dava pra ir lá sem ela.<br />
Apesar do meu interesse estar focado no workshop do pessoal do Japan Ukiyo-E Museum, eu precisava mostrar os kimonos e a exposição &#8220;Arte Do Período Edo&#8221; pra guria.</p>
<p>Encontrei-a tomando o restinho de sol à borda do Parque da Luz.</p>
<p>Chegamos bem cedo pra garantir a senha. 144 lugares não é um número muito bonito!<br />
Certifiquei-me de estar com a câmera afiada pra registrar alguns detalhes, confirmei permissão para fotografar o workshop e lá fomos nós.</p>
<p>O workshop começou com uma rápida explicação do que é o Ukiyo-ê pelo curador Kunio Sakai.<br />
Ukiyo-ê são gravuras coloridas feitas com técnica de xilogravura à base de água, o que confere fluidez e tons claros à obra. O desenho é talhado e pintado em blocos de madeira, e depois passado para o papel.</p>
<p>Já falei muito sobre o Ukiyo-ê no meu antigo flog, o <a href="http://www.fotolog.com/jedb/19077396">/JEDB</a>. Esse estilo era parte do meu projeto de pesquisa para o Monbukagakusho.<br />
Eu não fui bem na provas do terrível exame, mas nunca abandonei a idéia do projeto.</p>
<p>Após a explicação do curador, o mestre impressor Shingo Ueda começou o processo xilográfico.<br />
O impressor, super reservado, mas bem simpático, aplicou tinta em determinados lugares na placa de madeira&#8230;</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer01.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer01.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-475" /></a></p>
<p>Não resisti ficar tirando fotos do lugar onde eu estava.<br />
Avisei a Sae que iria registrar os processos lá na frente e fui.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer02.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer02.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-476" /></a></p>
<p>Enquanto o impressor nos contava curiosidades e conversava com a platéia através do tradutor, também demonstrava sua técnica.<br />
A tradução das explicações, um brasileiro fluentíssimo em japonês realizava na hora. No começo, pensei que este tradutor estava seguindo algum script, pois ele era infalível. Com o passar do workshop, pude ver que o cara era realmente iluminado. Ele dominava o idioma japonês de um jeito meio mágico. E ele nem era japonês!</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer03.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer03.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-477" /></a></p>
<p>Para se fazer uma das xilogravuras mais famosas do Ukiyo-ê, aquelas ondas de Katsushika Hokusai &#8220;Kanagawa-ooki Nami-ura&#8221; (A Grande Onda De Kanagawa), Shingo-san utilizou-se de várias placas, que continham os sulcos entalhados para imprimir as diferentes partes do mesmo trabalho.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer04.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer04.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-478" /></a></p>
<p>Ele deitou delicadamente uma folha úmida de papel japonês em branco na placa de madeira com tinta, aplicou pressão à folha com o auxílio de uma ferramenta confeccionada com bambú e cordas cheias de nós, e assim, obteve a primeira impressão.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer05.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer05.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-479" /></a></p>
<p>A impressão no papel ainda úmido era sutil, incompleta.<br />
Para se alcançar o objetivo final, era preciso repetir esse processo utilizando a mesma folha de papel japonês nas outras placas.</p>
<p>Coisa de louco, coisa de japonês!<br />
Lindo, a mais pura tradição japonesa!</p>
<p>Paciência por ser um trabalho em camadas.<br />
Sutileza pela leveza das cores.<br />
Poder e precisão para aplicar a pressão perfeita.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer06.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer06.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-480" /></a></p>
<p>Captei uma ínfima parte da técnica do mestre.<br />
Detalhes e mais detalhes, técnicas passadas de mestre para discípulo.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer07.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer07.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-481" /></a></p>
<p>A culpa foi dele em perguntar se alguém ali queria ser seu discípulo. Eu não esqueceria disso!</p>
<p>Décadas de experiência e ainda assim, na última impressão, o mestre nos diz que está realmente nervoso.<br />
É na impressão final que se colocam os tons mais negros e é preciso muita concentração, mesmo pra quem domina a técnica. Qualquer deslize aqui, pode significar a ruína de todo o processo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pPV7uoRgBDM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/pPV7uoRgBDM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Como haveria de ser, o resultado final estava impecável. Porém, a impecabilidade era apenas aos nossos olhos.<br />
O mestre disse que infelizmente, sob pressão de uma apresentação, o resultado final não fora feliz. Por isso mesmo, essa xilogravura não poderia ser dada, doada, muito menos comercializada. Ela deveria ser considerada apenas como um exercício.</p>
<p>Ocidentais demoram pra entender atitudes como esta.<br />
A platéia soltou um suspiro inconformado. O mestre sorriu!</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer08.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/printer08.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-482" /></a></p>
<p>Quase três horas depois, estávamos lá, eu e a Sae, trocando idéia com o mestre impressor.<br />
Através do amigo tradutor, eu disse para o Shingo-san que tinha interesse em estudar o Ukiyo-ê no Japão, contei um pouco do meu projeto e em troca recebi seu cartão.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/cartoes.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/cartoes.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-485" /></a></p>
<p>O Kunio-san, o curador, também quis saber um pouco mais do meu projeto, pediu pra eu contatá-lo através do e-mail e me presenteou com uma cópia de um dos trabalhos mais lindos do Ukiyo-ê pelo mestre Hiroshige, a Vista do Monte Fuji a partir de Satta, o &#8220;point&#8221; na Baía de Suruga. A Sae ganhou uma linda &#8220;Bijinga&#8221; (retratação da beleza feminina).</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/presentesukiyo-e.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/presentesukiyo-e.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-486" /></a></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/presentesukiyo-edetails.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/presentesukiyo-edetails.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-487" /></a></p>
<p>Comunicamo-nos em japonês, inglês e português. Aquela mistureba que brasileiro adora fazer.<br />
No final ganhamos até &#8220;Shashin Ishoni&#8221;. Hehehe&#8230;</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/saeshingojoao.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/saeshingojoao.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-483" /></a></p>
<p>Saímos do workshop tão animados que quase esquecemos de contemplar a exposição &#8220;As 36 Vistas Do Monte Fuji&#8221; (Fuji Sanjyuurokkei) do mestre Hiroshige (1797 &#8211; 1858). Ele é considerado o último mestre do Ukiyo-ê.<br />
As xilogravuras são obras de arte. Através delas é possível estudar os hábitos e costumes do Japão antigo.<br />
A série retrata o Monte Fuji visto a partir do campo, da cidade e de outros locais que fazem parte do cotidiano japonês, durante as quatro estações do ano.<br />
As obras pertencem ao Museu de Ukiyo-ê do Japão, localizado em Matsumoto (Província de Nagano), reconhecido mundialmente por seu rico acervo.</p>
<p>De lá, contornamos o imenso quarteirão do Parque da Luz e acabamos caindo nas ruas do bairro coreano do Bom Retiro.<br />
Mrs. Sae como boa anfitriã que é, levou-me para um passeio pela rua principal, apinhada de restaurantes típicos, lojinhas de doces e salgados&#8230;</p>
<p>Provei doce coreano pela primeira vez: Jong Lo bok tuk ou seja lá como essa gostosura se chama.<br />
É uma espécie de moti. A diferença da versão coreana pra japonesa está na massa que envolve o doce de feijão. O coreano tem a massa mais consistente e é umedecida com o famoso óleo de gergelim árabe, o Tahine!</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/bolinhokoreano.jpg"><img src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/05/bolinhokoreano.jpg" alt="" width="495" height="500" class="alignnone size-full wp-image-484" /></a></p>
<p>Ganhei da guria uma bandeja inteirinha desses doces. Quase que não sobra nenhum pra contar história! Arigatou, Sae!</p>
<p>Ainda passamos pelo Parque da Fatec, aquele de frente pra um batalhão da Polícia Militar, ao lado do metrô Tiradentes.<br />
As tiazinhas coreanas iam e vinham em sua caminhada religiosa. O frio parecia não incomodá-las, mas rachava minha pele!<br />
Conversamos um quilômetro de palavras e mais uma vez, notei como essa Korean Girl valia ouro!</p>
<p>Cheguei em casa meio hipotérmico. Hehehe&#8230;<br />
Amo frio, mas aquele lá tinha poder demais no ar&#8230;<br />
Cheguei, fiz um chá quente, dividi os doces coreanos com meus pais e fui desenhar as influências do dia!</p>
<p>D+++++++++++++++++++++</p>
<p>Ps: Agradecimentos especiais ao Sr. Roberto Palazzi (Gestão Cultural). Sem ele, voltaríamos sem nossas cópias do Ukiyo-ê e sem o convite para o workshop de Sumi-ê. Arigatou, san!</p>
</div>]]></content:encoded>
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