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	<title>santa-teresa-davila &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/santa-teresa-davila/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "santa-teresa-davila"</description>
	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 10:38:59 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Trecho XIV - Há Amor (Sirènes) ]]></title>
<link>http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/2009/11/05/trecho-xiv-ha-amor/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 09:18:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andante</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pensar que hemos de entrar en el cielo, y no entrar en nosotros&#8230; es desatino. Santa Teresa D]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><em>Pensar que hemos de entrar en el cielo,<br />
y no entrar en nosotros&#8230; es desatino</em>.</p>
<p style="text-align:right;">Santa Teresa D&#8217;Ávila</p>
<p style="text-align:left;">Leia <strong>O diário dos dias extraordinários</strong> completo</p>
<p style="text-align:left;">acessando o <a href="../indice/" target="_self">índice</a> disponível no cabeçalho acima.</p>
<p>Obrigado, desfrute!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/nf1WFP7PxgQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/nf1WFP7PxgQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Como amar mais?<br />
Como amar tudo?<br />
Como amar por completo?<br />
Como amar o bastante?<br />
Como amar até o que não consigo amar?<br />
Com estas perguntas, sentei-me para meditar, colocando o <em>zafu</em> no corredor, entre a porta do escritório e ali onde Theo dormia sobre a colchonete.</p>
<p>Na superfície do lago havia marulhas, agitadas por um vento leve. Inspirando, expirando. Encontrava-me num estado bastante distinto daquela manhã. <em>Inspirando, expirando.</em> Apesar de ter meditado antes de dormir, ainda acordara com alguma angústia pelo aparente abandono a que Theo me relegara, sem jamais ter me convidado para sair com ele e os amigos à noite, nem que fosse por educação –  mas a educação de quem,  do meu avô quatrocentão ou de um jovem <em>cool </em>francês? – pois afinal eu não cogitava passar pelo ridículo de sair com a trupe adolescente&#8230;Pensamento, reconheci – mas não fui capaz de larga-los. <em>Inspirando, expirando</em>. Ainda acalentara a percepção de perda – agora anulada por seu pedido de refúgio, como passara a interpretar, seguindo o raciocínio de Verena, tendo vindo dormir à minha porta, mesmo que fosse para não se esborrachar na escadaria rumo à cobertura, e a um pedido de Fedora. Parecia-me surpreendente que desse menos importância à inclusão cada vez mais intensa que eu ia tendo na história dele, a participação da morte do irmão amado e sua tentativa de suicídio, do que uma balada&#8230; seria por ter sabido através do Joshua que ele tinha saído com outro cara? Pensamento, reconheci, e quebrei esta cadeia. <em>Inspirando, expirando. Inspirando, expirando. Inspirando, expirando</em>. Ocorreu-me que Lissa estaria decepcionada comigo, e como compensa-la? Como desculpar-me com ela? Pensamento. <em>Inspirando, expirando</em> – recomecei. Verena tinha muito mais razões para estar verdadeiramente ofendida comigo, o meu sumiço por meses. E no entanto, diversamente de Lissa, ela parecia relevar isso&#8230; Pensamento. Julgamento – deslindei, liberando. <em>Inspirando, expirando. Inspirando, expirando</em>. Como um rádio – a Rádio Mente &#8212; a que tinha de desligar muitas e muitas vezes, já que ele ligava automaticamente. Automática Mente. E surgindo como se fosse um espetáculo inédito, o tema nunca suficientemente explorado, tragando-me mais fundo &#8212; a culpa. Suficiente Mente? Como ainda podia querer assisti-lo? Como ainda encontrava interesse? Desta vez, inovado o espetáculo sempre repetido, vi Gustavo sorrindo. Ocorreu-me que me lembrara diversas vezes dele no mosteiro, pois entre meus amigos mais queridos estava um polonês que era discípulo (póstumo) de Osho. Ele já havia estado em diversos centro de prática, inclusive no de Pune, que era o sonho de Gustavo. E apesar de não ter conseguido sentir qualquer apreço ou aceitação por este afamado senhor a quem eu sequer reputava mestre, através do amor e admiração que sentira por meu amigo tinha ao menos reduzido o asco e aversão ao indiano, o que me trouxera certa liberação. Na companhia do polonês recordava do meu afilhado, assim fundindo a afeição que por ambos sentia, e cultivando-a numa escalada que só se interrompeu com a partida do meu amigo. E a morte de Gustavo? Como interrompia o afeto que eu sentia por ele? Pensamento. <em>Inspirando, expirando. Inspirando, expirando.</em> Então ocorreu-me tocar aquele sentimento novamente, mergulhando em águas mais profundas – ou finalmente emergindo, não sei descrever a sensação &#8212; afilhado e afeto eram sinônimos, e no mesmo espaço onde navegara a culpa, agora surfava na afeição, no amor verdadeiro &#8212; espaçoso, inclusivo.</p>
<p>Quando foi que comecei a visualizar o meu prédio? Quando foi que novamente senti o milagre de estar ali sentado não somente sobre o <em>zafu </em>lindamente confeccionado mas no meio do céu, pendurado muitos andares acima do solo graças à engenhosidade humana, e a muito trabalho árduo? A gratidão dominou-me. E me vi mentalmente visitando as fundações do prédio, e não sei bem como nem porquê visualizando-as feitas de Amor, reconhecendo o trabalho nelas, a sabedoria nelas, a solidez, a confiança&#8230; Percebi aquela outra cadeia de pensamentos, mas como não me pareceu nociva, deixei que se desenvolvesse para ver a que lugares me levaria&#8230; Senti que havia uma forte energia de Amor, da qual eu não era o centro mas da qual participava como&#8230; dínamo? Das fundações do Amor parti para a garagem do subsolo, com as dependências para funcionários, todos os carros estacionados, as bicicletas, os armários, fechaduras, cadeados&#8230; Madeira como Amor, borracha como Amor, metal como Amor&#8230; Minha visita inundou a garagem de uma água aerada, dourada, cintilante, levíssima&#8230; Amor. Havia uma família chegando de carro &#8212; assim vi ou visualizei &#8211;, e envolvi-os em bem estar, delicadeza, harmonia. Amor. Depois de ter percorrido todos os cantos da garagem, subi ao andar térreo&#8230; Ou não fui eu, pois não havia eu, mas a onda de Amor na qual me encontrava, diluído, cintilante, vaporizado naquela espécie de ar aquoso e dourado como um nevoeiro mais denso atravessado por um esplendoroso nascente, que se estabelecia desde as fundações do prédio e os poços dos elevadores, preenchendo toda a garagem e agora espalhando-se pelo térreo, inundando os jardins, a guarita dos seguranças, a casa do zelador e de novo, quando cada canto encontrava-se pleno de luz dourada, e as próprias paredes não eram feitas de outra essência que não fosse Amor, a escalada prosseguiu para os dois apartamentos do primeiro andar, que a onda visitou desde a frente até os fundos, de uma ponta a outra, envolvendo todos os objetos e seres com Amor, Amor, Amor&#8230; Pleno e satisfeito o primeiro andar, a onda subiu para o segundo, e uma vez preenchido, para o terceiro, e assim por diante, cada vez mais densa, mais brilhante e intensa  – passou pelo meu andar, pelo meu próprio apartamento e o do vizinho, e em seguida o dos gêmeos acima, e depois ainda para o alto, até a cobertura da família de Theo, e o próprio salão de festas onde ele morava&#8230; Amor. Das fundações ao topo o prédio estava inteiramente preenchido todos os cantos em todos os aspectos todos os materiais e elementos visíveis e invisíveis manifestando Amor a onda era tão forte encontrando tanto espaço e avançando tão naturalmente e sem resistência que uma vez tendo inundado todo o prédio senti que ela vertia por sobre os muros dos jardins suspensos de Theo e como uma vertiginosa cascata luminosa para a avenida a água dourada não apenas lavando todos os transeuntes e carros que por ali passavam mas repintando-os da cor do Amor da matéria do amor de tal forma que os carros correndo com seus motoristas e passageiros iam levando o Amor para outros cantos da cidade eles próprios mensageiros e arautos do Amor tornados Amor e quanto mais carros passavam e alguns deles entravam no prédio uns saiam outros estacionavam e os elevadores funcionavam para cima e para baixo e quanto mais as pessoas e os cães e os gatos se movimentavam por quartos e corredores quanto mais me dava conta de toda a miríade de insetos as formigas e seus caminhos silenciosos os cupins e suas moradas secretas e tanto mais o Amor se intensificava tanto mais ele se expandia não mais somente como uma majestosa e poderosa cascata dourada desde a cobertura mas a partir de todas as janelas do meu prédio que como centenas de faróis emitiam fachos de luz dourada em todas as direções fachos cada vez mais fortes o Amor alcançando os outros edifícios também pelo poços dos elevadores pelas fundações o Amor tendo se infiltrado no subsolo da cidade e pelas tubulações pelo lençol freático fluindo e espalhando-se mais rapidamente&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aleksandravasovic.com/goldenroom.htm" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-471" title="Vasovic Golden room" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/11/vasovic.jpg" alt="Vasovic Golden room" width="460" height="328" /></a></p>
<p>Não estive cochilando.<br />
Nem estava alucinando.<br />
Permanecia imóvel no <em>zafu</em>, consciente da minha respiração, e de uma certa expansão&#8230; Houve enfim o momento em que algo me fez compreender que eu não estava criando uma onda de Amor e com ela inundando todas as coisas&#8230; Pois não havia nenhum criador. Havia um mero observador, que de repente se deu conta – ao reconhecer que todas as coisas já eram Amor, quer se dessem conta disso ou não. Foi o refluxo da onda. Num instante, o caminho que seguia espalhando-se pela cidade e por todos os seres, para fora, expandindo-se, percebeu que era o mesmo e um só caminho de volta&#8230; O caminho se deu conta, não o caminhante, de que ele era de ida e volta. O Amor se deu conta. Vou e volto sem ter de ir nem voltar, pois sou o próprio caminho, o caminho inteiro. Estou no começo, estou no fim, estou em todo e cada lugar. O rio não precisa chegar ao mar. A nascente não precisa correr, pois lá na outra ponta ela já toca o mar – apenas que recebe um outro nome, o de estuário&#8230; Mas o rio é um só, da nascente ao estuário, o caminho unindo as pontas, e não separando-as. Constituindo o próprio rio. O caminho também, subindo ou descendo, indo ou vindo – é só uma impressão, a de direção. E a onda que refluiu não precisou de fato refluir – ainda assim, senti o Amor de todas as coisas confluindo em mim, como uma retribuição, um reconhecimento&#8230; Não era preciso colocar Amor em todas as coisas, posto que Amor elas já eram, ainda que não soubessem disso, ainda que não se reconhecem Amor&#8230; A tremenda violência do filme exibido na televisão – quando quem assistia se desse conta do milagre que era ter olhos, e poder enxergar naquele momento&#8230; O casal que se agredia, sem dar-se conta da maravilha de manifestar palavras, da energia que os animava a gritarem, talvez até a se baterem – se tivessem consciência do milagre das próprias vozes, tão mal empregadas, da energia em seus movimentos, tão mal conduzida&#8230;  Apenas porque não reconheciam o Amor, não o viviam. Mas ele estava lá sempre, sustentando o momento, a vida de cada ser. Sendo Amor só um nome. Assim como a camiseta que eu usava – linha, tecido, algodão, camponeses, tecelães, patrões e operários, famílias, alimento, agricultura, chuva, sol, transporte, poeira, telhados, vento, joaninhas, petróleo, cimento, foguetes, injeções – abrigando todos os elementos, camiseta era só um outro nome para o Amor que me envolvia naquele momento. O <em>zafu</em> debaixo de mim. Os tacos do corredor. O ar, dentro e fora de mim, sem que dentro nem fora fossem possíveis de distinguir. A buzina da moto, à distância – e no entanto, bem dentro de mim assim como o zumbido do elevador, o vento na janela, o ressonar de Theo – dentro de mim, todos. Um cheiro úmido no ar – dentro de mim. A coceira em minha coxa esquerda, entre tantas coisas que constituíam a minha existência naquele momento – não só a minha experiência, mas a própria existência, naquele momento. E o coração, súbito tão alto, tão próximo, tão vivo, tão presente&#8230; Tantas condições permitindo a minha existência naquele momento, tão maravilhosas, tão infinitas, tão misteriosas, sem poderem estar próximas nem distantes, sem poderem estar dentro nem fora &#8212; o ar em meus ouvidos e em minhas narinas ilimitado com o ar de todo o universo, os cometas e estrelas cintilando no universo da minha consciência –, as coisas perdiam seus nomes particulares para se reunirem sob Amor&#8230;</p>
<p>Era uma vivência, não era uma idéia; uma experiência, não uma teoria; não uma descoberta, mas uma confirmação – e portanto, a verdade que no instinto e na intuição há, inexplicáveis, irredutíveis à pobre razão.</p>
<p>Era uma libertação, aquela nova experiência de Amor. Não havia mais que pensar nele como o amorzinho que tinha de vir de papai senão seria um muxoxo, a afeição de mamãe senão seria um chorinho, o reconhecimento do namoradinho senão seria uma ofensa, a estima da namoradinha senão seria a insegurança, a aceitação do patrão senão seria o medo, a aprovação do vizinho senão seria a antipatia – que por sua vez estavam esperando o amorzinho de papai e mamãe que por sua vez estavam esperando-o de&#8230; Basta. <em> Amor está presente e disponível em todas as coisas</em>&#8230; Todas? Assassinatos, estupros, guerras&#8230; Naquele instante, pareceu-me que bastava o caçador reconhecer a maravilha do momento &#8212; ainda que fosse o momento de puxar o gatilho, o olhar na mira &#8211;, ao entrar em contato com seus próprios olhos, ouvidos, a imensa destreza nos dedos, braços, mãos, e os pulmões, o coração – se ele pudesse se dar conta das condições infindas e maravilhosas que se reuniam naquele momento para torna-lo possível, e também ao outro ser que ele pretendia matar, se por um segundo se deparasse com o milagre não menos do que grandioso, poderoso, intenso, avassalador, da vida presente em cada mínimo, ínfimo, prosaico segundo – ele não mataria, ele não estupraria, ele evitaria todo o mal, e provavelmente se poria de joelhos. Pensamento. <em>Inspirando, expirando. Inspirando, expirando</em>. Percebi que já havia deixado o reino onde há pouco estivera, onde tudo era Amor, porque assim eu queria a tudo chamar, sem distinções. Amor? Já distinguia – morte, vida, começo, fim, bom, ruim, caçador, caça, arma, e eu não era nenhum deles, mas um outro ainda. <em>Inspirando, expirando. Inspirando, expirando</em>.</p>
<p>Abri os olhos. Começava a escurecer. Encontrava-me novamente naquele módulo de alta definição de sensação e percepção, e em todas as coisas havia uma espécie de halo. <em>Todas as coisas são iluminadas, e nos iluminam de volta</em>. E apesar de escuro, ficou claro &#8212; não há iluminação nenhuma a obter. Apenas reconhecer. Não há que criar. Apenas experienciar. Ainda que seja por um momento, tocar o que está sempre lá, disponível.</p>
<p>Aquiles aguardando-me. Aproximei-me de Theo. Nem esparramado nem encolhido. Nem entorpecido nem retraído. Pareceu-me pacífico. Liguei para meu amigo. A voz muita baixa. Ele baixou a voz também. Desculpe, estou atrasado. Mas você vem? Posso deixar o seu telefone com meu vizinho que está passando mal? O que aconteceu com ele? Posso? Lógico que sim! Então daqui a pouco estou de saída. Escrevi um bilhete para Theo. Espero que você esteja bem ao acordar. Obrigado por confiar em mim. A Fedora e o Joshua ligaram. Falei com eles. Desliguei seu celular antes de a bateria acabar. Eles querem que você ligue quando acordar. Sua mãe também. Eu também. Vou estar na casa de um amigo, e o telefone de lá é. Não pude esperar você acordar. Passamos o dia inteiro juntos. Embora você não vá se lembrar. Obrigado por estar aqui. Fique com as chaves do meu apartamento para você. Com Amor. Andante.</p>
<p><em>If we meet again&#8230; I´ll tell you how I feel&#8230; I´ll tell you from the start&#8230; I´ll tell you love is real&#8230; How everything we say&#8230; And everything we do&#8230; Has been preordained&#8230; To bring true love to you</em>&#8230; &#8212; diante da luz do computador redivivo dei-me conta do meu estado; quando a tela ofuscou-me, pisquei e senti vertigem e surpresa, pois com sua luz trazia-me as usinas hidroelétricas, rios, reservatórios, relâmpagos, chuvas, tempestades, cabos, postes, engenharia, engenhosidade, estudos, empenho, toda a história, memória e sobrevivência da humanidade. <em>Nothing else is pure&#8230; Nothing else is right&#8230; You will know for sure&#8230; Once you´ve seen the light</em>&#8230; &#8212; a luz elétrica atingiu-me como a um cometa, explodindo em minha consciência. Alcançaram-me milhares de trabalhadores, a noção de um contínuo empenho, cuidado e esforço através da corrente elétrica, como uma comunicação de Amor – e percebi-me emocionado com coisa tão cotidiana,  lágrimas nos olhos diante de um aparelho eletrônico&#8230; Pensei que seria impossível viver assim, naquele estado de Amor confirmado até pela canção &#8212;  ou por aquela voz que saindo do computador adentrava minha mente e me comunicava Amor só porque eu havia aprendido um outro idioma, graças a meus pais, professores, escritores, cineastas, e meu próprio interesse e empenho &#8211;, mas que talvez eu tivesse de aprender a viver assim, já que aquele passava a ser o meu caminho, irreversível. Amor.  <em>If we meet again… I´ll tell you how I feel… I´ll tell you love is real</em>… &#8212; cantarolei, fechando a porta com um último olhar na direção de Theo.</p>
<p><a href="http://newberryworkshop.com/Tutorial/trans2/trans2.html" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-472" title="icarus multiply" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/11/icarus-multiply.jpg" alt="icarus multiply" width="255" height="516" /></a></p>
<p>O porteiro retribuiu-me o cumprimento, sorridente, e à saída o segurança somente acenou, sempre precavido, profissionalmente retraído. A primeira quadra que caminhei, das sete ou oito que me separavam do edifício de Aquiles, foi um tremendo susto. Aos primeiros passos na calçada seqüestrou-me o ruído e a visão do vôo iridiscente de um besouro cruzando o espaço à minha frente em câmera lenta até pousar na borda de cimento coberta de lima do canteiro do prédio vizinho onde amarílis e agapantos explodiram em cores brilhantes intricados recortes arranjos exuberantes diante dos meus olhos no módulo de alta definição em que me encontrava as nuvens de chuva que escureciam o céu foram se dissipando e o final de tarde repentinamente revelou-se ensolarado os pássaros pareciam dispostos a comemorar a desistência da tormenta ouvi um trinado vigoroso e virtuoso logo acima da minha cabeça e enxerguei o passarinho pousado no resedá junto a mim <em>ti-tiu&#8230; ti-tiu-tiu</em> cantou mais uma vez resolvi responder com <em>Amor&#8230; Amor-Amor</em>&#8230; e logo em seguida me arrependendo imaginando que o passarinho iria voar assustado diante do meu canto tão desafinado e em nada parecido com o dele a não ser na tentativa de tom e melodia para minha surpresa ele girou a cabecinha e voltou a piar <em>ti-tiu-tiu&#8230; ti-ti-ti-tiu</em>&#8230; e eu insisti no meu piado de <em>Amor-Amor-Amor</em> talvez um pouco mais delicado descobri que o passarinho desejava brincar e respondeu-me&#8230; <em>ti-ti-ti-tiu</em>&#8230; por um instante somente escutei para ter certeza de que não havia algum outro pássaro ao qual ele estivesse correspondendo e que eu ainda não houvesse identificado <em>ti-tiu</em> ele pareceu-me perguntar e <em>Amor-amor</em> eu respondi assim ficamos ao resedá conversando animadamente até lembrar-me que já estava atrasado para a casa de Aquiles despedi-me agradecido com um <em>Amor-Amor-Amor</em> doce e sorridente e sai caminhando pelo canto do olho enxerguei o passarinho voar até o resedá seguinte dois metros à minha frente e de lá de novo endereçar-me <em>ti-ti-ti-tiu</em>&#8230; fiquei imaginando se o passarinho teria me identificado como a origem do canto que respondia e por isso me seguira <em>Amor-amor&#8230; A-mor&#8230; A-mor</em>&#8230; cantei lentamente mais suavemente e me aproximei da arvorezinha o passarinho animou-se e discursou <em>Ti-tiu&#8230; ti-tiu-tiu&#8230; Ti-ti-ti-tiu&#8230; Ti-tiu</em>! <em>A-mor&#8230; A-mor&#8230; A-mor&#8230; A-mor</em>&#8230; empolguei-me e assim continuamos &#8212; só nos separamos quando um carro encostou ao portão da garagem mais próxima e buzinou, espantando o passarinho num vôo espavorido, acelerando meu coração. Será possível, pensei, ou estou ficando louco?</p>
<p>Na esquina, esperei o semáforo para pedestres abrir mais porque aquilo me dava a chance de parar e voltar-me à minha respiração, tentando acalmar um pouco o estado inebriado e emocional no qual que encontrava. Mas meu olhar em alta definição não se pacificou diante do vento do fim de tarde agitando os galhos da verdíssima figueira do outro lado da calçada, como um maestro em pleno <em>allegro molto vivace, apassionato e con brio</em>, enquanto por entre a copa abrindo e fechando-se eu entrevia as nuvens afastando-se no mesmo ritmo vigoroso&#8230; Todos os movimentos claramente perceptíveis, as folhas intensamente brilhantes, os galhos agitados estalando como que espreguiçando-se, e as folhas lambendo-se umas às outras com um chiado voluptuoso. Pensei que era impossível viver daquela maneira, tocado por todas as coisas continuamente, e procurei fechar os olhos. Com isso perdi o semáforo para pedestres, que voltou a ficar vermelho – embora, de fato, não houvesse carro algum naquela tarde de domingo, àquela esquina. Procurei manter o olhar baixo, concentrando-me na minha respiração, buscando vigiar os sentidos. Mas fui assaltado pela visão surpreendentemente gloriosa da passagem de um avião refletido no vidro traseiro do carro estacionado bem ao meu lado – e enfim soltei uma risada.</p>
<p>Lembrei-me do conselho que no mosteiro havia recebido do Venerável, quando até um pouco assustado havia lhe contado sobre aquele módulo de percepção em alta definição no qual incorria algumas vezes. Os super-sentidos, <em>siddhis</em> como ele os chamara, ocorriam a algumas pessoas logo no início da prática. E não deviam tornar-se um problema, a não ser que eu escolhesse torna-los um problema – apegando-me a eles, dando-lhes importância,  desenvolvendo-os, e assim retardando meu progresso verdadeiro, na clareza mental que de fato importava. Se ficava atordoado por ouvir os sons vindos de todos os cantos dos dois andares da casa onde residia no mosteiro, se me incomodava ouvir claramente as confidências não dirigidas a mim, compartilhadas em sussurros no fim do corredor &#8212; eu podia escolher ouvir mas não entender, prestando atenção ao som porém não ao sentido. Não havia um problema se eu não criasse um problema.</p>
<p>Soltei outra risada – e o cachorrinho que viera cheirar minha perna latiu, mirando-me com olhinhos desconfiados. Os mesmos olhos miúdos e um pouco úmidos de sua dona, a senhorinha que chegou alguns segundos depois, vinda da outra ponta da coleira, e que olhou-me igualmente desconfiada – mas não latiu, apesar de ser do clã da gente cã. Além da coleira, segurava as abas de um casaquinho de tricô azul que o vento tentava abrir, e o cabelo branquíssimo cuidadosamente armado que o mesmo vento tentava despentear. Convidei-a a atravessar, quando o semáforo mudou para verde, e mostrando-se muito surpresa com o meu gesto de porteiro da rua, apressou o passo.</p>
<p>Na outra calçada, vi-me envolto pela figueira que já havia chamado minha atenção, a qual lançou um galho à minha frente, interceptando minha caminhada, e quando estanquei, baixou outro diretamente sobre a minha cabeça, a folhagem trêmula cutucando minha nuca. Ri de novo, envolto pelo verde, imerso em folhas e farfalhar de folhas, seiva e poeira. Esperei até a árvore – e o vento &#8212; me liberarem, erguendo novamente seus galhos, redemoinhos, silêncio, e segui em frente. Cumprimentei a senhorinha que me olhava ainda desconfiada.</p>
<p>&#8211; Boa tarde – minha voz saiu triunfante, e sorri com exagero. Esfuziante foi a palavra que me ocorreu quando observei o meu estado de espírito.<br />
&#8211; Boa tarde&#8230;? – ela respondeu, hesitante, egressa de um mundo totalmente diferente do meu, e apesar de eu já ter me afastado, preocupado em não assusta-la ainda mais com meus modos exuberantes, acrescentou – O senhor parece muito feliz&#8230;<br />
&#8211; Eu estou! – confirmei, permanecendo a alguns metros de distância. Vi um passarinho agitar-se dentro do arbusto de espirradeira a meu lado, e pensei, por favor não comece a conversar comigo na frente desta senhora&#8230;</p>
<p>&#8211; Que bom para o senhor! – e ao dizer isso ela soou inconformada, até indignada, como se minha atitude lhe fosse ofensiva – Num mundo como o nosso&#8230; – empertigou-se, para iniciar  a tentativa de sabotagem – O senhor viu aquela menina de três anos lá do Rio que os ladrões mataram essa manhã?<br />
&#8211; A senhora a conhecia? – indaguei, com cuidado.<br />
&#8211; Claro que não. Só vi no jornal. Mas como o senhor consegue ser feliz com uma coisa dessas? E com tantos políticos corruptos lá em Brasília&#8230;</p>
<p>Ocorreu-me que não compartilhávamos a mesma tarde, não o mesmo bairro nem rua, nem a mesma calçada ou planeta, e numa súbita inspiração &#8212; A senhora ficou sabendo daquele bebê que um médico salvou da morte por asfixia&#8230; Aquele que nasceu com o cordão umbilical dando duas voltas no pescoço?<br />
&#8211; Não. Ele está bem? Onde foi?<br />
&#8211; Muito bem – assegurei-lhe, efusivamente – Ele sobreviveu, e está aqui diante da senhora – embora não pudesse afirmar que sem seqüelas, visto o meu estado atual.<br />
Ela arregalou os olhos.<br />
&#8211; Não vá até o Rio ou Brasília, senhora. Fique por aqui mesmo, e desfrute da sua tarde&#8230; – despedi-me e sai caminhando, mas não resisti a um impulso do qual depois me arrependi, por parecer-me doutrinador e excessivo, voltando-me para dizer-lhe &#8212; E se puder, desfrute desse seu casaquinho azul tão bonito, que protege a senhora do vento – empolguei-me – Desfrute até do vento, que ajuda a dissipar a poluição e está afastando a tempestade – apontei para o céu, como se ela não soubesse onde buscar a evolução das nuvens &#8212; Desfrute desta tarde através dos seus olhos, com os seus ouvidos, com as pernas que levam a senhora para caminhar – e não parei, mesmo diante da expressão de incredulidade da mulher – Desfrute da companhia do seu cachorrinho tão bem cuidado&#8230; E quando chegar em casa, agradeça pelas  paredes, pela água encanada, pela energia elétrica – cãozinho e dona imóveis pareciam igualmente prestar atenção em mim, julgando-me, ou buscando fazer sentido &#8211;, pela comida&#8230; – abri os braços da maneira ampla como Theo fazia, abarcando o universo – Por que não estar contente, aqui, agora?</p>
<p>&#8211; Tome cuidado para a sua felicidade não ser atropelada na próxima esquina – exímia, a senhorinha desfechou o golpe mortal – Nem assaltada&#8230; – ministrou-me o antídoto fatal.</p>
<p>Não vou relatar o restante da minha caminhada  &#8212; a Rádio Mente tocando <em>Here is the Pure Land, the Pure Land is here&#8230; I smile in mindfulness, and dwell in the present moment&#8230; The Buddha I see in an autumn leaf, the Dharma in a floating cloud</em>&#8230; &#8212; até o prédio de Aquiles, em respeito a um amigo e leitor que pondera sobre os trechos estarem demasiado longos. De fato, ao contrário da maioria das pessoas que reclama que os dias estão cada vez mais curtos e que o tempo parece passar mais rápido, os meus parecem alongar-se, vividos intensamente, prestando atenção a cada momento, mesmo ao abrir a torneira, presente o tempo todo, inclusive escovando os dentes&#8230; Há quantas palavras atrás sai de casa? Quantas postagens está durando este domingo? Quantas mais vai durar? Não sei dizer, uma vez que a inundação do meu lavabo tem se repetido com esta narrativa, as palavras escorrendo-me dos dedos em jorros de frases e parágrafos inteiros. E não há nenhum Divino para reparar isso.</p>
<p><a href="http://montanhadourada.blogspot.com/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-473" title="path up mountain ©Zhao Yichao &#38; Zhang Mingtang  golden" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/11/path-up-mountain-c2a9zhao-yichao-zhang-mingtang-golden.jpg" alt="path up mountain ©Zhao Yichao &#38; Zhang Mingtang  golden" width="350" height="565" /></a></p>
<p>Afinal, pelo caminho minha felicidade não foi atropelada nem assaltada, pois eu mesmo já tinha sido atropelado e assaltado por ela, e portanto não chegou diminuída à cobertura do meu amigo, que estava à porta para receber-me.  Antes de julga-lo abatido, envelhecido, emagrecido, deixei-me envolver por seu abraço, e procurei harmonizar-me com ele – o que não era difícil, se atentasse à trilha sonora proporcionada por Aquiles, sempre ouvindo música em alto volume, afinada com sua disposição de espírito.<br />
&#8211; Debussy. <em>Sirènes</em> – foi o máximo que reconheci, apesar de saber que aquele movimento fazia parte de algum Noturno do qual não lembrava o número, mas mesmo assim foi o suficiente para faze-lo sorrir. Era o começo da peça, e fiquei imaginando se meu amigo a teria iniciado assim que o interfone tocara ou à aproximação do elevador, numa espécie de homenagem à minha chegada, como já o assistira fazer com outras pessoas.</p>
<p>Ele confirmou, exuberante, um Odisseu triunfante com sua voz tonitruante que teria vencido todas as sereias &#8212; Abbado. O seu preferido! – Aquiles referia-se à época em que eu vivera em Berlin, durante a qual tinha freqüentado a Filarmônica, economizando em outras coisas para poder comprar os ingressos, sempre que possível assistindo-a e ao Claudio Abbado que, por alguma razão incompreensível até para mim mesmo, tinha eleito como meu maestro preferido, a partir de uma ou duas interpretações de Brahms, também o meu compositor preferido à época, se ainda me lembro&#8230; Há anos não tocava minha coleção de eruditos, e só voltava a esse mundo na companhia de Aquiles – Vou só me despedir do Nils e sou todo seu&#8230; Você nos fez falta, aqui! – e retornou ao computador para o amigo, um sueco residente nos EUA. Depois iria descobrir que Aquiles já não subia ao segundo andar da cobertura, e que aquele canto da sala abrigava uma pequena estação de trabalho que era agora o seu escritório, o qual tinha se convertido em quarto de dormir, e que durante o tempo em que eu estivera fora, uma grande reforma ampliara o lavabo tornando-o propriamente um quarto de banhos, retirando espaço à cozinha – tudo por conta dos problemas de vista que o haviam deixado praticamente cego, embora não desse mostras disso em seu próprio apartamento, onde morava há mais de 20 anos e no qual movia-se até de olhos fechados, mesmo com a recente reforma.</p>
<p>Meu amigo ainda não tinha se desvencilhado do computador, tendo pedido licença para atender apenas brevemente a um outro amigo da Holanda que o chamava pelo Skype, quando Fátima, a fiel ajudante de Aquiles desde a Antiguidade, trouxe-me o telefone, e eu soube imediatamente tratar-se de Theo – agradecendo pelo meu cuidado e pedindo desculpas pelo transtorno, já tendo falado com Fedora, Joshua e a mãe – e não fiquei triste por ser o último da lista &#8211;, dizendo-me que em outros tempos não teria tanta gente atrás dele, mas desde que ele tinha tentado o suicídio – também não me surpreendi por ele mencionar o assunto tão diretamente – sentia que tinha um monte de gente seguindo cada passo que dava&#8230; &#8212; Perdi a chave do meu apartamento&#8230; – confessou, e era esta a razão de ter me pedido abrigo, e não a promessa feita a Fedora de não subir bêbado a escadaria – e como não queria pedir a cópia aos empregados lá de casa&#8230; – ele esclareceu – Na verdade, ainda não quero fazer isso, não nestas condições&#8230; Estou nojento! Como você me agüentou? – ele riu – Será que posso tomar banho aqui na sua casa, antes de subir, e pegar emprestada uma camiseta sua?</p>
<p>Eu tinha previsto isso, e separara uma toalha e algumas roupas que o aguardavam no quarto de hóspedes, e que por receio de parecer tolo, paternal, excessivo ou desnecessário – a raiz estava em meu medo de rejeição, eu sabia melhor – não incluíra no bilhete, revelando-o somente agora, satisfeito &#8212; As chaves do apartamento também são suas. Da próxima vez você pode entrar direto&#8230; – ri, entre sentir-me magnânimo e generoso, satisfeito ao estreitar nossa intimidade e confiança – Não precisa ficar no capacho&#8230; &#8212; decepcionei-me quando em seguida ele não agradeceu efusivamente, mas foi até um pouco hesitante, e finalmente senti-me tolo, paternal, excessivo e desnecessário.</p>
<p>&#8211; Depois vou sair de bicicleta. Para queimar tudo o que bebi, e quem sabe espantar essa “lezadeira” – usou uma palavra estranha, talvez misturando lerdeza com bebedeira, e nossa conversa terminou bruscamente, quando ele precisou atender outra linha, deixando-me num estado indistinto de frustração e carência – que só iriam aumentar, quando em seguida chegaram Guido e Luciano, um casal <em>habitué</em> de Aquiles. Não fiquei surpreso, embora me sentisse decepcionado, tendo imaginado que meu amigo desejaria passar algum tempo a sós comigo, quando iríamos nos colocar a par do correr de nossas vidas durante o ano em que não nos víramos. Vendo-o abatido, envelhecido, emagrecido, esperava que ele me confidenciasse – mas também não era surpresa que preferisse a música alta, a casa cheia e a agitação de costume a encarar-me sozinho e em silêncio. Aquiles mantivera sua amizade por mim, mas a condição era que nós preservássemos uma prudente reserva de assuntos pessoais e à distância a sinceridade em relação a sentimentos, assim como ele fazia com relação a si próprio.</p>
<p>&#8211; O monge resolveu voltar para nós! Que bom! – Luciano sabia ser charmoso e sempre educado, o que a meus olhos aumentava sua beleza um pouco rude e muito masculina de tipo árabe – Nós precisamos da sua paz! Nós precisamos de pelo menos alguém em paz, né? – olhou na direção de Guido, que sempre tímido apenas sorriu, sem mostrar os dentes nem alterar a melancolia perene em seus olhos castanhos e grandes, ainda inocentes como os de um bezerro, apesar de estar beirando os cinqüenta, assim como seu companheiro.</p>
<p>Vi minha frustração aumentar à medida que começou a entrevista sobre minha vida no mosteiro. Ao contrário da prática meditativa de ouvir sem interromper, agora eu me dispunha a falar somente para ver até onde chegaria no relato que me pediam para fazer do cotidiano monástico – normalmente, não conseguia passar do sino que nos despertava às cinco da manhã&#8230; Depois de bastante polêmica e incompreensão sobre um tal horário para se iniciar o dia, a pergunta seguinte foi sobre disciplina, e antes mesmo que eu respondesse, começou-se a comentar da disciplina em um spa, que já era insuportável, imagina então num mosteiro, e o assunto derivou de spas para cirurgias estéticas e as correspondentes fofocas sobre os acréscimos ou decréscimos neste ou naquele amigo&#8230; Assisti minha frustração aumentar em meio à conversa caótica e errática – embora só eu a julgasse assim, pois de resto era normal e prosaica e estava dentro dos parâmetros de todas as conversas ansiosas, confusas, estupidificantes que normalmente era só o que se tinha ao longo dos dias e de toda uma vida – da qual só participaram Luciano e Aquiles, tendo eu me recolhido ao meu sorriso um pouco condescendente e Guido, de quem não conseguia sequer recordar-me do timbre de voz, ao seu habitual isolamento acústico. Quis crer que como eu, ele também se esforçava por assistir ao poente, para o qual toda a frente do apartamento estava voltada, inclusive o espaçoso terraço no qual nos encontrávamos. Mas talvez eu tenha sido o único a observar as nuances de cores e a mudança nas texturas das nuvens – pelo canto do olho, para não parecer totalmente desinteressado da conversa.</p>
<p>Amuadas como eu, as sereias já haviam se recolhido há muito tempo, tendo cedido a vez a um retumbante <em>Il Rigoletto</em>, ou coisa do gênero, e as bebidas alcoólicas começaram a brotar do bar quando chegaram mais dois amigos de Aquiles, num <em>crescendo</em> que galgaria a doze participantes naquela pequena reunião de domingo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pmc2siTZ41Q&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/pmc2siTZ41Q&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Oração, a porta da alma - Sta. Teresa d'Ávila]]></title>
<link>http://beinbetter.wordpress.com/2009/10/15/oracao-a-porta-da-alma-sta-teresa-davila/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 19:13:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Everth Queiroz Oliveira</dc:creator>
<guid>http://beinbetter.wordpress.com/2009/10/15/oracao-a-porta-da-alma-sta-teresa-davila/</guid>
<description><![CDATA[[Hoje é dia de Santa Teresa de Ávila. Essa grande doutora da Igreja tratou muito em seus escritos o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">[<em>Hoje é dia de Santa Teresa de Ávila. Essa grande doutora da Igreja tratou muito em seus escritos o tema </em>oração<em>. No excerto publicado abaixo, extraído <a href="http://www.4shared.com/file/18313500/135fa97/Santa_Teresa_de_Jesus__Santa_Teresa_Dvila__-_Moradas_ou_Castelo_Interior.html">do livro Moradas Espirituais</a> (ou </em>Castelo Interior<em>), d<strong>a importância da oração para que possamos entrar no castelo que é a nossa alma</strong>. “</em>[A]s almas que não têm oração, <em>diz Santa Teresa, </em>são como um corpo paralítico ou tolhido que, embora tenha pés e mãos, não os podem mexer”. <em>Importantíssimas reflexões para a nossa vida espiritual! Santa Teresa d’Ávila, rogai por nós!</em>]</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<h2></h2>
<h2>Oração, a porta da alma</h2>
<p align="right"><strong><em>Santa Teresa de Ávila</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CAPÍTULO 1.</strong> <em>Trata da formosura e dignidade das nossas almas. Põe uma comparação para se entender e diz o lucro que há em entendê-la e saber as mercês que recebemos de Deus, e como a porta deste castelo é a oração.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://blog.cancaonova.com/ananeri/files/2008/10/image0021.jpg" alt="http://blog.cancaonova.com/ananeri/files/2008/10/image0021.jpg" width="264" height="395" />1. Estando eu hoje suplicando a Nosso Senhor que falasse por mim, porque eu não atinava com coisa que dissesse, nem como começar a cumprir a obediência, ofereceu-se-me o que agora direi para começar com algum fundamento. É considerar a nossa alma como um castelo todo ele de um diamante ou mui claro cristal, onde há muitos aposentos, assim como no Céu há muitas moradas. Que se bem o considerarmos, irmãs, não é outra coisa a alma do justo, senão um paraíso onde Ele disse ter Suas delícias. Pois, não é isso que vos parece que será o aposento onde um Rei tão poderoso, tão sábio, tão puro, tão cheio de todos os bens se deleita? Não encontro eu outra coisa com que comparar a grande formosura de uma alma e a sua grande capacidade; na verdade, os nossos entendimentos, por agudos que sejam, mal podem chegar a compreendê-la, assim como não podem chegar a considerar a Deus, pois Ele mesmo disse que nos criou à Sua imagem e semelhança.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois, se isto assim é, como é, não há razão para nos cansarmos a querer compreender a formosura deste castelo; porque, ainda que haja diferença dele a Deus como do Criador à criatura, pois é criatura, basta dizer Sua Majestade que a alma é feita à Sua imagem, para que possamos entender a grande dignidade e formosura da alma.</p>
<p style="text-align:justify;">2. Não é pequena lástima e confusão que, por nossa culpa, não nos entendamos a nós mesmos, nem saibamos quem somos. Não seria grande ignorância, minhas filhas, que perguntassem a alguém quem era e não se conhecesse, nem soubesse quem foi seu pai, nem sua mãe, nem sua terra? Pois, se isto seria grande estupidez, sem comparação é maior a que há em nós quando não procuramos saber que coisa somos e só nos detemos nestes corpos; e assim, só a vulto sabemos que temos alma, porque o ouvimos e porque no-lo diz a fé. Mas, que bens pode haver nesta alma ou quem está dentro dela, ou o seu grande valor, poucas vezes o consideramos; e assim se tem em tão pouco procurar com todo o cuidado conservar sua formosura. Tudo se nos vai na grosseria do engaste ou cerca deste castelo; que são estes corpos.</p>
<p style="text-align:justify;">3. Consideremos agora que este castelo tem, como disse, muitas moradas: umas no alto, outras em baixo, outras aos lados; e, no centro e meio de todas estas, tem a mais principal onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma.</p>
<p style="text-align:justify;">É mister que fiqueis esclarecidas por esta comparação; talvez seja Deus servido que eu possa por ela dar-vos a entender alguma coisa das mercês que Ele faz às almas e as diferenças que há entre elas, até onde eu tiver entendido que é possível; que, todas, será impossível entendê-las alguém, pois são muitas, e quanto mais quem é tão ruim como eu! Pois ser-vos-á grande consolo, quando o Senhor vos fizer essas mercês, saber que é coisa possível e, a quem Ele as não fizer, para louvarem Sua grande bondade. Assim como não nos faz dano considerar as coisas que há no céu e o que nele gozam os bem-aventurados, antes nos alegramos e procuramos alcançar o que eles gozam, tão pouco nos fará dano ver que é possível, neste desterro, comunicar-se um tão grande Deus a uns vermes tão cheios de mau odor e amá-los com uma bondade tão boa e uma misericórdia tão sem medida. Tenho por certo que, a quem fizer dano entender que é possível fazer Deus esta mercê neste desterro, que estará muito falha de humildade e de amor do próximo; porque, se assim não é, como podemos deixar de nos alegrar de que Deus faça estas mercês a um irmão nosso e de que Sua Majestade dê a entender Suas grandezas seja a quem for, pois isso não impede que no-las faça a nós? Que algumas vezes será só para as mostrar, como disse do cego a quem deu vista quando Lhe perguntaram os Apóstolos se era cego por seus pecados ou de seus pais. E assim acontece fazer mercês, não por serem mais santos do que aqueles a quem as não faz, mas para que se conheça Sua grandeza, como vemos em S. Paulo e na Madalena e para que O louvemos em Suas criaturas.</p>
<p style="text-align:justify;">4. Poderá dizer-se que parecem coisas impossíveis e que é bom não escandalizar os fracos. Menos se perde em que estes não o creiam, do que em deixarem de aproveitar aqueles a quem Deus as faz e de se consolar e despertar a amar mais a Quem faz tantas misericórdias, sendo tão grande Seu poder e majestade; tanto mais que sei que falo com quem não corre este perigo, porque sabem e crêem que dá Deus ainda muito maiores provas de amor. Eu sei que os que nisto não crerem, não o verão por experiência; porque Deus é muito amigo de que Lhe não ponham taxa e medida a Suas obras, e assim, irmãs, nunca isto aconteça às que o Senhor não levar por este caminho.</p>
<p style="text-align:justify;">5. Pois, voltando a nosso formoso e deleitoso castelo, temos de ver como poderemos entrar nele.</p>
<p style="text-align:justify;">Parece que digo algum disparate; porque, se este castelo é a alma, claro que não se trata de entrar, pois se é ele mesmo, pareceria desatino dizer a alguém que entrasse num aposento estando já dentro. Mas haveis de entender que vai muito de estar a estar; que há muitas almas que ficam à volta do castelo, onde estão os que o guardam, e que se lhes não dá nada de entrar, nem sabem o que há naquele tão precioso lugar, nem quem está dentro, nem mesmo que dependências tem. Já tereis visto, em alguns livros de oração, aconselhar a alma a que entre dentro de si; é isto mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">6. Dizia-me há pouco um grande letrado, que <strong>as almas que não têm oração são como um corpo paralítico ou tolhido que, embora tenha pés e mãos, não os podem mexer</strong>; e são assim: <span style="text-decoration:underline;">há almas tão enfermas e tão habituadas às coisas exteriores, que não há remédio nem parece que possam entrar dentro de si mesmas</span>; porque é tal o costume de tratarem sempre com as sevandijas e alimárias que estão à roda do castelo, que já quase se tornaram como elas e, sendo de natureza tão rica e podendo ter a sua conversação nada menos do que com Deus, não têm remédio. E se estas almas não procuram entender e remediar sua grande miséria, <strong>ficarão feitas em estátuas de sal por não voltarem a cabeça para si mesmas</strong>, assim como ficou a mulher de Lot por voltar a cabeça para trás.</p>
<p style="text-align:justify;">7. Porque, tanto quanto eu posso entender, <strong>a porta para entrar neste castelo é a oração e reflexão</strong>, não digo mais mental que vocal; logo que seja oração, há-de ser com consideração; porque naquela em que não se adverte com Quem se fala e o que se pede e quem é que pede e a Quem, não lhe chamo eu oração, embora muito meneie os lábios. E, se algumas vezes o for, mesmo sem este cuidado, será porque se teve em outras; mas, quem tivesse por costume falar com a Majestade de Deus como falaria a um seu escravo, que nem repara se diz mal, mas o que lhe vem à boca e decorou, porque já o fez outras vezes, não o tenho por oração e preza a Deus nenhum cristão a tenha desta sorte. Que entre vós, irmãs, espero em Sua Majestade não haverá tal oração, pelo costume que há de tratardes de coisas interiores, e que é muito bom para não cairdes em semelhante bruteza.</p>
<p style="text-align:justify;">8. Não falemos, pois, com estas almas tolhidas, que, se não vem o mesmo Senhor mandar-lhes que se levantem &#8211; como aquele que havia 30 anos que estava junto à piscina -, têm muito má ventura e correm grande perigo; mas sim com outras almas que, por fim, entram no castelo; porque, ainda que estejam muito metidas no mundo, têm bons desejos e algumas vezes, ainda que de longe em longe, encomendam-se a Nosso Senhor e consideram quem são, ainda que sem muita demora. Alguma vez ou outra, num mês, rezam cheias de mil negócios, o pensamento quase de ordinário nisso, porque, como estão tão apegadas a eles, o coração se lhes vai para onde está o seu tesouro. Propõem algumas vezes, para consigo mesmos, desocuparem-se, e já é grande coisa o próprio conhecimento e o ver que não vão bem encaminhadas para atinar com a porta. Enfim, entram nas primeiras dependências do rés-do-chão; mas entram com elas tantas sevandijas, que não lhes deixam ver a formosura do castelo nem sossegar: muito fazem já em ter entrado.</p>
<p style="text-align:justify;">9. Parecer-vos-á, filhas, que estou impertinente, pois, por bondade do Senhor, não sois destas. Haveis de ter paciência, porque, a não ser assim, não saberei dar a entender, como eu as tenho entendido, algumas coisas interiores de oração, e ainda assim preza ao Senhor que atine a dizer alguma coisa, porque é bem dificultoso o que eu quereria dar-vos a entender, se não houver experiência. Se a houver, vereis que o menos que se pode fazer é tocar no que, preza ao Senhor, não nos toque a nós por Sua misericórdia.</p>
<p align="right"><strong>Santa Teresa d’Ávila</strong></p>
<p align="right"><strong>“<a href="http://www.4shared.com/file/18313500/135fa97/Santa_Teresa_de_Jesus__Santa_Teresa_Dvila__-_Moradas_ou_Castelo_Interior.html">Castelo Interior</a>”, cap. 1</strong></p>
<p align="center">* * *</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Santa Teresa de Jesus,</strong><br />
<em>rogai por nós!</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://blogdamissaoatos.wordpress.com/2009/10/15/578/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 03:35:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogdamissaoatos</dc:creator>
<guid>http://blogdamissaoatos.wordpress.com/2009/10/15/578/</guid>
<description><![CDATA[“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;"><em>“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda”</em></span></h3>
<div><strong><em> </em></strong></div>
<p style="text-align:right;"> <strong><em>Sta. Teresa d&#8217;Avila, rogai por nós!</em></strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-579    aligncenter" title="sta. Teresa d'Avila" src="http://blogdamissaoatos.wordpress.com/files/2009/10/24850h.jpg?w=300" alt="sta. Teresa d'Avila" width="300" height="195" /></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<address><em><strong>E aos nossos </strong></em><em><strong>professores, </strong></em><em><strong>parabéns!</strong></em></address>
<address><em><strong>Que Deus abençoe a </strong></em><em><strong>vocaçao de vocês!</strong></em></address>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gli Scacchi e la Chiesa]]></title>
<link>http://scacchi.wordpress.com/2009/08/27/gli-scacchi-e-la-chiesa/</link>
<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 19:17:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>ilredeire</dc:creator>
<guid>http://scacchi.wordpress.com/2009/08/27/gli-scacchi-e-la-chiesa/</guid>
<description><![CDATA[  Santa Teresa D&#39;Avila “Assurdo e libidinoso” Quattro secoli di buio da parte della Chiesa per c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<div id="attachment_2207" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-2207" title="Santa_Teresa_D'Avila_patrona_degli_scacchi" src="http://scacchi.wordpress.com/files/2009/08/santa_teresa_davila_patrona_degli_scacchi.jpg" alt="Santa Teresa D'Avila" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Santa Teresa D&#39;Avila</p></div>
<p><em>“Assurdo e libidinoso”<br />
Quattro secoli di buio da parte della Chiesa per cavalli, alfieri e re<br />
Il gioco fu dichiarato lecito dal cattolicesimo solo nel 1600 con<br />
un’opera di San Francesco Sales, vescovo di Ginevra<br />
La condanna di Pier Damiani e la riabilitazione con i Medici<br />
- Il dossier -<br />
di Adolivio Capece </em></p>
<p>Anche se il gioco degli scacchi in una forma molto simile all’attuale risale a circa mille e cinquecento anni fa, è solo da<br />
quattro secoli che è stato dichiarato lecito dalla Chiesa.<br />
Il merito, se così possiamo definirlo, è di San Francesco di Sales, allora vescovo di Ginevra, che nella sua &#8220;Introduzione alla vita devota&#8221;, scritta ad Annecy nel 1608, nel capitolo intitolato “Passatempi e divertimenti e anzitutto quelli leciti e lodevoli”, scrive:</p>
<p>- «A scacchi bisogna solo guardarsi dall&#8217;eccedere, perché se vi si impegna troppo tempo non è più sollievo, ma occupazione; non si solleva né lo spirito né il corpo, ma anzi si stancano e si svigoriscono entrambi. Uno che abbia giocato per cinque o sei ore agli scacchi nel levarsi è totalmente abbattuto e spossato di spirito».</p>
<p>Grazie a queste affermazioni nel 1609, quindi esattamente 400 anni fa, la Chiesa abrogò la «condanna» agli scacchi, che durava da quasi sei secoli. Artefice della condanna era stato San Pier Damiani, il santo anacoreta<br />
che Dante ha messo nel suo Paradiso, allora cardinale di Ostia. In una lettera, la decima nella raccolta delle “Epistole”, nell&#8217;ottobre del 1061 scrisse a papa Alessandro II (Anselmo da Baggio, 1061-1073) di aver punito un vescovo fiorentino che a causa degli scacchi aveva totalmente trascurato i propri doveri religiosi, definendo il gioco<br />
degli scacchi «disonesto, assurdo e libidinoso» e chiedendone la messa al bando.<br />
Per rafforzare la richiesta lo abbinò ai dadi; del resto spesso a quei tempi in Italia si giocava decidendo il pezzo da muovere tirando i dadi, a prescindere dalla logica della posizione, sia per velocizzare la partita, sia per favorire le scommesse. E poiché i giochi con i dadi e d’azzardo in genere erano vietati dalla Chiesa, ecco scattare il divieto anche per gli scacchi.</p>
<p>La condanna venne però superata da molti nobili con l’ufficializzazione della netta differenza tra il gioco degli scacchi<br />
e quello dei dadi. Quanto al popolo, che pure continuò a giocare, non se ne fece troppo cruccio, anche perché i popolani avevano ben altri problemi materiali per preoccuparsi di torri e regine.<br />
Per capire a quali eccessi sia arrivata la condanna degli scacchi, basti pensare ad alcune testimonianze storiche del Quattrocento relative ai ben noti «bruciamenti di vanità». La domenica del 23 settembre 1425, per esempio, San Bernardino tenne a Perugia una predica tanto violenta contro le vanità che «li homini mandaro dadi, carte, tavolieri, scacchi e simili cose» e il tutto fu poi bruciato in piazza. E a Siena nel 1426 ancora San Bernardino in una predica<br />
affermò che uno dei suoi frati, Matteo da Cecilia, aveva bruciato «duomila settecento scachieri in uno dì a Barzelona, che v&#8217;erano di molti che erano d&#8217;avorio».<br />
E ancora nel 1496 e 1497 fu Girolamo Savonarola a far mettere al rogo anche gli scacchi in due famosi «bruciamenti di vanità» a Firenze in piazza dei Signori. Un testimone scrisse che venne eretta una specie di piramide alta trenta cubiti e che nel rogo c&#8217;erano «non piccole quantità di scacchieri e simili altri strumenti di Satana». Ma fu proprio a Firenze che si ebbe la prima scintilla per la riabilitazione del gioco, grazie alla dinastia dei Medici, e in particolare grazie ad un figlio di Lorenzo il Magnifico, Giovanni.</p>
<p>Nato nel 1475 e fin da giovane grande appassionato i scacchi, Giovanni de&#8217; Medici continuò ad essere un importante mecenate per i giocatori dell&#8217;epoca anche quando nel 1513 divenne papa con il nome di Leone X.<br />
Negli otto anni del suo pontificato, Leone X protesse il gioco e ne favorì la diffusione, anche nell&#8217;ambito delle strutture ecclesiali. La sua passione fu tale da essere segnalata perfino nell&#8217;opera &#8220;Storia dei Papi&#8221; del Pastor. E in un volume della fine del 1500 si trova poi questa citazione: «Papa Leone era solito abbandonare la partita quando era inferiore; ciò mostra la sua abilità, poiché egli vedeva molto tempo prima ciò che doveva accadere; e quando si accorgeva che la sua situazione era disperata, si confessava vinto».<br />
Fu certamente grazie all&#8217;influsso di Leone X che santa Teresa d&#8217;Avila parlò positivamente degli scacchi nella sua opera &#8220;Il cammino alla perfezione&#8221;, scritta tra il 1564 e il 1566, aprendo la via alla<br />
definitiva opera di San Francesco di Sales.<br />
Da notare che il 14 ottobre 1944 il vescovo di Madrid ha proclamato santa Teresa di Avila patrona degli scacchisti.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Descrição duma alma em pecado mortal]]></title>
<link>http://beinbetter.wordpress.com/2009/08/27/descricao-duma-alma-em-pecado-mortal/</link>
<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 17:14:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Everth Queiroz Oliveira</dc:creator>
<guid>http://beinbetter.wordpress.com/2009/08/27/descricao-duma-alma-em-pecado-mortal/</guid>
<description><![CDATA[[Abaixo contido um excerto da obra “Castelo Interior”, de Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja. D]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em>[Abaixo contido um excerto da obra “Castelo Interior”, de Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja. <strong>Descreve uma alma em pecado mortal</strong> e fala quão grande é a podridão e a sujeira que se encontra nessa alma. Ensinamentos maravilhosos dessa santa mística da Nossa Igreja Católica. Valem, assim como as leis do Magistério da Igreja, para todo o sempre e os aconselhamentos aqui relatados são bastante atuais. Vale a pena dar uma lida. Bom conhecimento!]</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<h2>Descrição duma alma em pecado mortal</h2>
<p style="text-align:right;"><em>Santa Teresa D&#8217;Ávila</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mo3KXPFa8As/SHX8eFgfAwI/AAAAAAAAAqA/GzVZJp6RDBk/s320/SANTA%2BTEREZA%2BDE%2BJESUS.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_Mo3KXPFa8As/SHX8eFgfAwI/AAAAAAAAAqA/GzVZJp6RDBk/s320/SANTA%2BTEREZA%2BDE%2BJESUS.jpg" /></p>
<p style="text-align:justify;">1. Antes de passar adiante, quero dizer-vos que considereis o que será ver este castelo tão resplandecente e formoso, esta pérola oriental, esta árvore de vida que está plantada nas mesmas águas vivas da Vida, que é Deus, quando cai em pecado mortal. Não há trevas mais tenebrosas, nem coisa tão escura e negra que ela o não esteja muito mais. Basta saber que, estando até o mesmo Sol, que lhe dava tanto resplendor e formosura no centro da sua alma, todavia é como se ali não estivesse, para participar d&#8217;Ele, apesar de ser tão capaz de gozar de Sua Majestade, como o cristal o é para nele resplandecer o sol. Nenhuma coisa lhe aproveita; e daqui vem que todas as boas obras que fizer, estando assim em pecado mortal, são de nenhum fruto para alcançar glória; porque, não procedendo daquele princípio que é Deus, do qual vem que a nossa virtude é virtude, e apartando-nos d&#8217;Ele, não pode a obra ser agradável a Seus olhos; porque, enfim, <strong>o intento de quem faz um pecado mortal, não é contentar a Deus, senão dar prazer ao demônio</strong> o qual, como é as mesmas trevas, assim <span style="text-decoration:underline;">a pobre alma fica feita uma mesma treva</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">2. Eu sei de uma pessoa a quem Nosso Senhor quis mostrar como ficava uma alma quando pecava mortalmente. Diz aquela pessoa que lhe parece que, se o entendessem, não seria possível que alguém pecasse, ainda que se pusesse nos maiores trabalhos que se possam pensar para fugir das ocasiões. E assim, deu-lhe um grande desejo de que todos o entendessem. Assim vo-lo dê a vós, filhas, de rogar a Deus pelos que estão neste estado, todos feitos uma escuridão, e tais são suas obras; porque, assim como duma fonte muito clara, claros são os arroiozitos que dela manam, assim é uma alma que está em graça, pois daqui lhe vem serem suas obras tão agradáveis aos olhos de Deus e dos homens, porque procedem desta fonte de vida, onde a alma está como uma árvore plantada; nem ela teria frescura e fruto, se não lhe viesse dali; é isto que a sustenta e faz com que não seque, e que dê bom fruto. Assim <span style="text-decoration:underline;">a alma que, por sua culpa se aparta desta fonte e se transplanta a outra de uma negríssima água e de muito mau odor, tudo o que dela sai é a mesma desventura e sujidade</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">3. É de considerar aqui que a fonte e aquele Sol resplandecente que está no centro da alma não perde seu resplendor e formosura, que está sempre dentro dela, e não há coisa que lhe possa tirar a sua formosura. Mas, se sobre um cristal que está ao sol, se pusesse um pano muito negro, claro está que, embora o sol dê nele, a sua claridade não fará o seu efeito no cristal.</p>
<p style="text-align:justify;">4. Ó almas remidas pelo Sangue de Jesus Cristo! Entendei-vos e tende dó de vós mesmas! Como é possível que, entendendo isto, não procureis tirar este pez deste cristal? Olhai que, <strong>se a vida se vos acaba, jamais tornareis a gozar desta luz</strong>. Ó Jesus! O que é ver uma alma apartada dela! Como ficam os pobres aposentos do castelo! Que perturbados andam os sentidos, que é a gente que vive neles! E as potências, que são os alcaides, mordomos e mestres-salas, com que cegueira, com que mau governo! Enfim, como onde está plantada a árvore é o demônio, que fruto pode dar?</p>
<p style="text-align:justify;">5. Ouvi uma vez a um homem espiritual, que não se espantava do que fazia quem está em pecado mortal, mas sim do que não fazia. Deus, por Sua misericórdia, nos livre de tão grande mal, que não há coisa, enquanto vivemos, que mereça este nome de mal, senão esta; pois <strong>acarreta males eternos para sempre</strong>. É disto, filhas, que devemos andar temerosas e o que temos de pedir a Deus em nossas orações; porque, se Ele não guarda a cidade, em vão trabalharemos, pois somos a própria vaidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Dizia aquela pessoa que tinha aproveitado duas coisas da mercê que Deus lhe fez: uma, um temor grandíssimo de O ofender, e assim sempre Lhe andava suplicando não a deixasse cair, vendo tão terríveis danos; a segunda, um espelho para a humildade, vendo que, coisa boa que façamos, não tem seu princípio em nós mesmos, mas naquela fonte onde está plantada esta árvore das nossas almas, e neste Sol que dá calor às nossas obras. Disse que se lhe representou isto tão claro que, em fazendo alguma coisa boa ou vendo-a fazer, acudia ao seu princípio e entendia como, sem esta ajuda, não podíamos nada; e daqui lhe procedia ir logo a louvar a Deus, e, habitualmente, não se lembrava de si em coisa boa que fizesse.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Santa Teresa D’Ávila</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>“<a href="http://www.microbookstudio.com/steresamoradas.htm">Castelo Interior</a>”, Primeiras Moradas, cap. 2, 1-5.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eficácia da Paciência]]></title>
<link>http://ludicomedieval.wordpress.com/2009/08/14/eficacia-da-paciencia/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 22:45:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luiz F. Alves</dc:creator>
<guid>http://ludicomedieval.wordpress.com/2009/08/14/eficacia-da-paciencia/</guid>
<description><![CDATA[Ary Scheffer (1795-1858) Saint Augustin et sa Mere Monique [Saint Monique and Saint Augustine] Oil o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://ludicomedieval.wordpress.com/files/2009/08/saint_monique_and_saint_augustin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-226" title="Saint_Monique_and_Saint_Augustin" src="http://ludicomedieval.wordpress.com/files/2009/08/saint_monique_and_saint_augustin.jpg" alt="Saint_Monique_and_Saint_Augustin" width="232" height="299" /></a><br />
Ary Scheffer (1795-1858)<br />
<em>Saint Augustin et sa Mere Monique [Saint Monique and Saint Augustine]</em><br />
Oil on canvas, 1855<br />
Musée du Louvre, Paris</p>
<blockquote><p>IX</p>
<p><em>Eficacia de la Paciencia</em></p>
<p>Nada te turbe,<br />
Nada te espante,<br />
Todo se pasa,<br />
Dios no se muda,<br />
La paciencia<br />
Todo lo alcanza.<br />
Quien a Dios tiene<br />
Nada le falta:<br />
Sólo Dios basta.</p>
<p>IX</p>
<p><em>Eficácia da Paciência</em></p>
<p>Nada te turbe,<br />
Nada te espante,<br />
Pois tudo passa,<br />
Só Deus não muda.<br />
Tudo a paciência,<br />
Por fim alcança.<br />
Quem a Deus tenha<br />
Nada lhe falta:<br />
Pois só Deus basta.</p></blockquote>
<p>Louvemos a Deus, admirável em seus santos (Sl 67,36)</p>
<p>Santa Teresa D&#8217;Ávila, ora pro nobis!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teresa (atualizado em 26/11)]]></title>
<link>http://stelioneto.wordpress.com/2009/06/16/teresa/</link>
<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:28:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Stelio de Carvalho Neto</dc:creator>
<guid>http://stelioneto.wordpress.com/2009/06/16/teresa/</guid>
<description><![CDATA[Gozo místico? Como saber se Santa Teresa d&#8217;Ávila de fato gozava? E se fosse apenas mascarada? ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_137" class="wp-caption alignnone" style="width: 404px"><img class="size-full wp-image-137" title="Teresa" src="http://stelioneto.wordpress.com/files/2009/06/teresa1.jpg" alt="Gozo místico?" width="394" height="636" /><p class="wp-caption-text">Gozo místico?</p></div>
<p>Como saber se <a title="Teresa d'Ávila" href="http://http://en.wikipedia.org/wiki/Teresa_of_%C3%81vila" target="_blank">Santa Teresa d&#8217;Ávila</a> de fato gozava? E se fosse apenas mascarada? Que provas ela deva de seu gozo? Basta o <a title="O êxtase de Santa Teresa" href="http://www.ccel.org/ccel/teresa/life.viii.xxx.html" target="_blank">relato</a> desse gozo?</p>
<p>Diz-se que ela levitava durante a missa &#8230; Uau! Que gozada! Também, pudera, estava sendo copulada pelo próprio Deus!</p>
<p>As santas do nosso tempo não levitam:<a title="ATENÇÃO! IMAGENS IMPRÓPRIAS PARA OS MÍSTICOS" href="http://www.squirtingcarly.com/"> ejaculam!</a></p>
<p>p.s.: o chamado &#8220;gozo místico&#8221; parece ser possível, em graus diferentes. Isso, aprendi com Nietzsche e com a música. Soube do ue se trata com Bataille, no capítulo &#8220;Misticismo e Santidade&#8221; de seu &#8220;Erotismo&#8221;. É possível gozar para além do falo. É um gozo de entrega, que não precisa se mostrar. Um gozo de quem pôde, por instantes, ultrapassar os limites do &#8220;eu&#8221;, isto é, os limites do corpo, entendido aqui como o corpo da psicanálise. O gozo do outro sexo: da mulher. Um gozo que não se imaginariza: daí o desespero e a urgência em ver Teresa levitando, ou Carly ejaculando. Dersconfia-se da mulher, quando o que é preciso, não é obter provas de seu gozo, mas aprender a gozar com ela.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Santa Teresa di Gesù (d&#39;Avila)]]></title>
<link>http://parrocchiasanpietro.wordpress.com/2008/10/15/santa-teresa-di-gesu-davila/</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 22:31:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>parrocchiasanpietro</dc:creator>
<guid>http://parrocchiasanpietro.wordpress.com/2008/10/15/santa-teresa-di-gesu-davila/</guid>
<description><![CDATA[&laquo; Niente ti turbi niente ti spaventi. Tutto passa Dio non cambia. La pazienza ottiene tutto. C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><table width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:rgb(0,102,153);">&#171; Niente ti turbi niente ti spaventi. Tutto passa Dio non cambia. La pazienza ottiene tutto. Chi ha Dio non manca di nulla. Dio solo basta. &#187; &#160;&#160;&#160; &#160;(Santa Teresa di Ges&#249;, Poes&#237;a, 9)</span></td>
<td><img height="144" width="150" alt="" src="http://www.parrocchiasanpietro.it/wp-content/uploads/img/627px-Teresa_of_Avila_dsc01644.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,102,153);"><strong>Teresa de Ahumada y Cepada nacque a Avila</strong>, in Spagna, il 28 marzo 1515 da una nobile ed antica famiglia. Fin dall&#8217;infanzia si distinse per grande amore alla lettura della Sacra Scrittura e fu animata dal desiderio del martirio.<br />
A vent&#8217;anni entr&#242; nel <strong>Carmelo di Avila</strong> e fece grandi progressi nella via della perfezione e ebbe rivelazioni mistiche. L&#8217;Ordine seguiva allora osservanze mitigate, <strong>Teresa riform&#242; allora il suo Carmelo,</strong> e con l&#8217;aiuto di <strong>s. Giovanni della Croce</strong> fond&#242; una serie di case per carmelitani e carmelitane &#34;scalzi&#34;, riportando in esse la purezza e l&#8217;austerit&#224; delle origini carmelitane.<!--more--><strong>Santa Teresa</strong> &#232; una delle pi&#249; grandi mistiche della Chiesa; scrisse libri di profonda dottrina e le sue opere sono annoverate tra i capolavori della letteratura spagnola.<br />
Fedele alla Chiesa e nello spirito del Concilio di Trento Teresa contribu&#236; al rinnovamento dell&#8217;intera comunit&#224; ecclesiale.<br />
<strong>Mor&#236; il 4 ottobre 1582 </strong>a Alba de Tormes, che divenne per la correzione gregoriana (<em>1582 &#8211; Entra in vigore il calendario gregoriano, che ha sostituito il calendario giuliano. I giorni dal 5 al 14 ottobre 1582, estremi inclusi, non esistono nel nuovo calendario: vengono saltati per rimettersi in sincronia con i movimenti astronomici.ndr</em>) del calendario istiutita il giorno dopo, i<strong>l 15 ottobre.</strong><br />
Fu canonizzata il 12 marzo 1622 da Papa Gregorio XV e Papa Paolo VI il 27 settembre 1970 le riconobbe il titolo di dottore della Chiesa. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:rgb(0,102,153);">Dalle &#34;Opere&#34; di santa Teresa d&#8217;Avila, vergine</span></strong><span style="color:rgb(0,102,153);"><br />
Chi ha come amico <strong>Cristo Ges&#249; </strong>e segue un capitano cos&#236; magnanimo come lui, pu&#242; certo sopportare ogni cosa; Ges&#249; infatti aiuta e d&#224; forza, non viene mai meno ed <strong>ama sinceramente</strong>. Infatti ho sempre riconosciuto e tuttora vedo chiaramente che non possiamo piacere a Dio e da lui ricevere grandi grazie, se non per le mani della sacratissima <strong>umanit&#224; di Cristo</strong>, nella quale egli ha detto di compiacersi. Ne ho fatto molte volte l&#8217;esperienza, e me l&#8217;ha detto il Signore stesso. Ho visto nettamente che dobbiamo passare per questa porta, se desideriamo che la somma Maest&#224; ci mostri i suoi grandi segreti. E&#8217; da lui, Signore nostro, che ci vengono tutti i beni. <strong>Egli ci istruir&#224;.</strong> Meditando la sua vita, non si trover&#224; modello pi&#249; perfetto. <strong>Che cosa possiamo desiderare di pi&#249;, quando abbiamo al fianco un cos&#236; buon amico che non ci abbandona mai nelle tribolazioni e nelle sventure, come fanno gli amici del mondo?</strong> Beato colui che lo ama per davvero e lo ha sempre con s&#233;! Ho considerato e ho appreso che alcuni santi molto contemplativi, come Francesco, Antonio da Padova, Bernardo, Caterina da Siena, non hanno seguito altro cammino. Bisogna percorrere questa strada con grande libert&#224;, abbandonandoci nelle mani di Dio. Ogni volta poi, che pensiamo a Cristo, ricordiamoci dell&#8217;amore che lo ha spinto a concederci tante grazie e dell&#8217;accesa carit&#224; che Dio ci ha mostrato dandoci in lui un pegno della tenerezza con cui ci segue: amore infatti domanda amore. Perci&#242; sforziamoci di considerare questa verit&#224; e di eccitarci ad amare. Se il Signore ci facesse la grazia, una volta, <strong>di imprimerci nel cuore questo amore</strong>, tutto ci diverrebbe facile e faremmo molto, in breve e senza fatica.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E' morto de Bernardinis il maestro del teatro salernitano]]></title>
<link>http://agropolilive.com/2008/09/19/e-morto-de-bernardinis-il-maestro-del-teatro-salernitano/</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 11:41:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>feliciano1979</dc:creator>
<guid>http://agropolilive.com/2008/09/19/e-morto-de-bernardinis-il-maestro-del-teatro-salernitano/</guid>
<description><![CDATA[Da sette anni in coma dopo uno sciagurato intervento chirurgico, il ricordo più emozionante è legato]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="sommario">Da sette anni in coma dopo uno sciagurato intervento chirurgico, il ricordo più emozionante è legato alla messa in scena del &#8220;King Lear&#8221; al Verdi</div>
<div class="firma">di Carlo Pecoraro</div>
<div class="didascalia"><img title="E morto de Bernardinis il maestro del teatro salernitano" src="http://locali.data.kataweb.it/kpm2glocx/field/image/kpmimage/1515542" border="0" alt="Leo de Berardinis" /> Leo de Berardinis</div>
<p>Dopo sette anni di stato vegetativo in seguito a un intervento chirurgico cui venne sottoposto nel giugno del 2001, è morto ieri a Roma un gigante del teatro italiano, Leo de Berardinis. Il regista e autore teatrale si è spento all&#8217;età di 68 anni lasciando un vuoto incredibile nel mondo teatrale italiano.<br />
Era nato a Gioi Cilento il 3 gennaio del &#8216;40 e alla nostra provincia e soprattutto alla città di Salerno, la sua azione culturale aveva offerto la possibilità di una ribalta internazionale. Al Teatro Verdi, dove gli fu affidata la direzione artistica della sezione sperimentale e di ricerca, de Berardinis portò avanti per due anni la rassegna &#8220;Lo spazio della memoria&#8221;.<br />
Era il 1995 e in città, dopo la riapertura del Verdi e l&#8217;avvio della programmazione della stagione teatrale, il desiderio era quello di ripercorrere la stagione del teatro di avanguardia che vide protagonista verso la fine degli anni Settanta nella rassegna &#8220;Nuove tendenze&#8221;. A Salerno, il maestro provò per circa un mese il &#8220;King Lear&#8221; che proprio nella rassegna del Verdi mise in scena insieme alle performance della stessa opera di Ruggiero Cappuccio e Alfonso Sant&#8217;Agata. Da Salerno a Mercato San Severino, dove al teatro A, con Franco Coda, de Berardinis continuò la sua collaborazione con il nostro territorio contribuendo ad uno delle pagine più intense della cultura teatrale salernitana.<br />
E attorno alla figura di Leo de Berardinis, ma soprattutto intorno a quella idea di teatro vissuta senza mai cedere a compromessi, libera da perimetri culturali e lontana dal mercificio politico, si animò una scena culturale che fece di Salerno una città epicentrica rispetto a Napoli, ad esempio, capace cioè di attrarre in città un pubblico altro. Tutto grazie alle intuizioni di Peppe Zinicola che con Franco Coda, assecondando un desiderio del sindaco De Luca, portarono il maestro in città per offrire al Verdi una grande riapertura. I funerali si svolgeranno sabato nella chiesa di Santa Teresa d&#8217;Avila a Roma, alle 13. Prima, dalle 8,30, sarà aperta la camera ardente nel foyer del teatro Argentina.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Scuola in Giappone (1)]]></title>
<link>http://ingiappone.wordpress.com/2008/09/09/scuola-in-giappone-1/</link>
<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 08:36:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>marco</dc:creator>
<guid>http://ingiappone.wordpress.com/2008/09/09/scuola-in-giappone-1/</guid>
<description><![CDATA[Oggi inauguro una serie di post sulla scuola in Giappone: per quanto ritenga tristi gli &#8220;elenc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Oggi inauguro una serie di post sulla scuola in Giappone: per quanto ritenga tristi gli &#8220;elenchi della lavandaia&#8221; (questa è una citazione per pochi eletti&#8230;), effettivamente, le differenze tra il nostro modo di intendere la scuola e quello giapponese sono talmente vaste che ne vale la pena.</p>
<p>Penso che come prima puntata basti un&#8217;introduzione generale della scuola.<br />
Come concetto base, la scuola è vista in due modi diversi: se in Italia il tempo è interamente occupato dalle lezioni, in Giappone si ha un concetto di scuola più estensivo, che porta i tempi ad allungarsi notevolmente a beneficio di diverse pause tra un&#8217;ora e l&#8217;altra. Ad esempio, le mie lezioni iniziano alle 8:40 e finiscono alle 15:55, ma si fanno 7 ore di 45 minuti l&#8217;una: il tempo che rimane è distribuito in 4 pause da 10 minuti, 2 da 5 minuti, una da 40 minuti, 10 minuti di chiarificazione degli impegni della giornata (usanza molto giapponese) e 15 minuti di pulizia. Non so se si capisca qualcosa di questa girandola di orari, ma il concetto è che, di scuola &#8220;vera&#8221;, si fa relativamente poco (315 minuti) in confronto al tempo in cui si sta a scuola (435 minuti). Se a tutto ciò, poi, si aggiunge che esistono dei &#8220;club di attività&#8221; facoltativi, che si svolgono dopo la scuola e possono durare fino alle 6 del pomeriggio, si ha un quadro definito dell&#8217;importanza centrale che la scuola ha nella vita degli studenti giapponesi. Inoltre, spesso e volentieri (metà dei miei compagni di scuola lo fanno), dopo la scuola si va ad una &#8220;scuola di preparazione agli esami&#8221; (juku), dove ci si esercita per gli esami di ammissione all&#8217;università, che (così mi hanno detto) può durare fino alle 11 della sera &#8211; anche se effettivamente non ho trovato nessuno che ci stia dopo le 9 e mezza. Insomma, se in Italia la scuola ha un ruolo chiave, in Giappone ha anche il ruolo di serratura, ovvero il solo fatto di entrare all&#8217;università comporta studio addizionale oltre a quello delle 7 ore di scuola.</p>
<p>Gli edifici della scuola giapponese media seguono il concetto estensivo del tempo, ed incorporano al loro interno una serie innumerevole di aule con gli scopi più disparati, nonché un&#8217;abbondanza di campi sportivi, palestre (la mia ne ha quattro, di cui due davvero enormi, oltre alle 2 piscine &#8211; maschile e femminile &#8211; il campo da calcio, quello da baseball e la pista di atletica)&#8230; insomma, i giapponesi, per la scuola, non hanno paura di spendere. C&#8217;è, ad esempio, un intero piano dedicato solo ai club pomeridiani; una sala dedicata alle riunioni degli studenti ed una per gli insegnanti, con tanto di poltrone in pelle, un&#8217;aula per le commemorazioni scolastiche ed una per il corso di cucina, con forni a microonde e tutto ciò che serve per preparare la ricetta del giorno. Tra l&#8217;altro &#8211; ed è questo ciò che mi stupisce &#8211; io non sono in una zona particolarmente ricca, anzi. Nel mezzo delle alpi giapponesi, decentrata rispetto ai flussi turistici che investono il Nord della prefettura di Nagano, Iida è ancora una cittadina in parte rurale (come dimostra il fatto che quando torno da scuola&#8230; la gente lavora nei campi! Ed io faccio il turista che fotografa&#8230;): dunque, nulla di speciale: le scuole giapponesi medie sono così. Lontane anni-luce dalle fatiscenti aulette polverose dove generazioni di studenti condividono le stesse mattonelle annerite dal lerciume, dalla micragna che costringe a dare l&#8217;elemosina (e che elemosina&#8230;) alla chiesa per usare la loro palestra, dalle lotte fra licei che contendono lo stesso stabile e che si sottraggono le aule a vicenda in una guerra di carte bollate. In effetti, l&#8217;elenco potrebbe continuare, ma visto che ho pietà di me, che sarò costretto a ritornarci, lo faccio terminare qui.</p>
<p>Questo clima più &#8220;rilassato&#8221;, con pause frequenti che permettono di &#8220;staccare&#8221; tra una materia e l&#8217;altra, ha anche un riflesso &#8211; positivo &#8211; sull&#8217;atteggiamento degli studenti: ma in effetti, questo è un altro post!<br />
I prossimi post sulla scuola saranno (penso): insegnanti, studenti, e &#8220;trivia&#8221;, ovvero piccole annotazioni e curiosità senza logica.</p>
<p>Vado a cena!! (e sono le 5 e mezzo del pomeriggio&#8230;)</p>
<p>Marco</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensamento]]></title>
<link>http://malarranha.net/2008/08/22/pensamento-19/</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 09:49:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>amisade</dc:creator>
<guid>http://malarranha.net/2008/08/22/pensamento-19/</guid>
<description><![CDATA[Assim como  no céu há muitas moradas, também existem muitos caminhos que levam até lá.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Assim como  no céu<br />
há muitas moradas,<br />
também existem<br />
muitos caminhos<br />
que levam até lá.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dar o 100%: não importa que seja muito ou pouco desde que seja tudo]]></title>
<link>http://suzanaleite.wordpress.com/2008/08/01/dar-o-100-nao-importa-que-seja-muito-ou-pouco-desde-que-seja-tudo/</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 13:11:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>suzanaleite</dc:creator>
<guid>http://suzanaleite.wordpress.com/2008/08/01/dar-o-100-nao-importa-que-seja-muito-ou-pouco-desde-que-seja-tudo/</guid>
<description><![CDATA[Uma das coisas mais incríveis e importantes que eu aprendi com a caminhada na Igreja Católica foi ap]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma das coisas mais incríveis e importantes que eu aprendi com a caminhada na Igreja Católica foi aprender a dar o meu 100%. Um santo (prometo me certificar qual foi) disse que não importa se o seu 100% é muito ou pouco, desde que seja tudo. Essa definição fez com que eu aprendesse uma das grandes lições da minha vida: entendi o que era dar o melhor de mim.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Enquanto soleira e na minha caminhada na Evangelização, o meu 100% era enorme. Afinal, embora tivesse pouco tempo devido à faculdade e ao trabalho, eu tinha poucas obrigações externas, o que me fazia estar sempre disponível. Saber que eu dava o meu tudo a Deus me fazia uma pessoa muito feliz e também tranqüila com a minha consciência. Hoje, em relação à Igreja, devido a quantidade de afazeres cotidianos, meu 100% a Deus é ir à missa dominical e passar aquela hora correndo atrás do Pedro, mesmo que o meu coração ardesse por participar corretamente da Santa Missa e ter mais tempo para o servir. Com essa lição, acabei por passar esse ideal de vida para as outras áreas da minha vida. Quando me casei, o meu 100% para o meu marido era enorme também. Tinha tempo pra tentar uma receita nova, pra dormir com ele até às 11h da manhã, pra ir ao cinema à meia-noite, enfim&#8230; pra fazer o que ‘desse na telha’. Hoje, com as obrigações de mãe, meu 100% pra ele diminuiu, mas continua sendo 100%. Aliás, esse 100% é muito mais difícil de dar, já que depende muito mais de mim. Na minha profissão, meu 100% é uma questão de consciência. Tento não colocar minha vida pessoal à frente dos meus afazeres, me coloco à disposição em trabalhos extras, nos fins de semana e feriados, e não faço do meu filho um motivo pra faltar trabalho ou mesmo pra justificar ineficiência no dia-a-dia. Só Deus sabe como é difícil dar o meu 100% no trabalho quando tenho que deixar o Pedro mais tempo sem a minha presença. Mas esse é o meu 100%. No entanto, hoje, o meu maior 100% é para o meu filho. Os motivos são muitos para que isso aconteça. O Pedro ainda é um bebê com pouco mais de um ano e depende da minha presença pra tudo. Comer, trocar fraldas, tomar banho, trocar as roupas&#8230; Isso pode ser feito por outras pessoas, mas mãe é mãe. E eu não posso deixar de cumprir esse papel com responsabilidade e amor. Amor esse que é imprescindível para o seu desenvolvimento emocional. Ah&#8230; quanto à minha família, meu 100% tem sido bem pequeno. Quase se resumindo em telefonemas diários para matar a saudade. Tenho feito o que posso para estar presente. Espero, em breve, ter condições de aumentar esse 100%. Mas, confesso, isso tudo também me angustia. Já disse no início do texto que dar o meu 100% é dar o meu melhor. E quando damos o nosso melhor esperamos que as pessoas reconhecessem isso. Não um reconhecimento que gera um retorno material, mas um reconhecimento que gera mais amor, compreensão&#8230; Mesmo dando o meu 100%, meu tudo, geralmente dado com sacrifício, às vezes ele é pouco para os outros. E isso me angustia profundamente. Porque, se é meu tudo, é porque estou dando o meu máximo. Eu não sei lidar com isso tudo. Aliás, é muito difícil lidar com meus próprios sentimentos. Sei que esperar reconhecimento humano é um erro. Afinal, a Palavra já diz: Maldito do homem que confia no homem. Bendito seja aquele que confia em Deus e põe nele sua esperança. Portanto, que Deus possa olhar por mim, sondar meu coração e ser, Ele mesmo, a minha recompensa.</p>
<p style="text-align:center;">Oração de <em>Santa Teresa D’ávila</em></p>
<p style="text-align:center;">Nada te perturbe<br />
Nada te espante<br />
Tudo passa,<br />
Só Deus não muda.<br />
A paciência</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La "Josefina" del Padre Gracián]]></title>
<link>http://mondivicinissimi.wordpress.com/2008/03/19/libro-sobre-san-jose-editado-por-primera-vez-en-roma/</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 19:47:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>mondivicinissimi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quiero compartir con todos la hoja número 59 de los Carmelitas Descalzos de San Benito el Real, de V]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Quiero compartir con todos la hoja número 59 de los Carmelitas Descalzos de San Benito el Real, de Valladolid. Concretamente el último artículo que lleva por título:</p>
<p> <strong>&#8220;La &#8216;Josefina&#8217; del P. Gracián, vallisoletano&#8221;.</strong></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://mondivicinissimi.wordpress.com/files/2008/03/lajosefina.jpg" alt="lajosefina.jpg" /></div>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Entre los vallisoletanos del pasado, el padre Jerónimo Gracián de la Madre de Dios es uno de los más ilustres a pesar de que no se le conozca demasiado en la ciudad. Su padre, Diego Gracián, fue uno de los humanistas y aguerridos defensores de Erasmo. Casado con doña Juana Dantisco aquí en Valladolid, el matrimonio tuvo nada menos que veinte hijos (cinco de ellos no sobrevivieron), buen número de ellos frailes y monjas, otros secretarios de Felipe II y también humanistas. Jerónimo nació en 1545, fue bautizado el 6 de junio: ahí está, en el libro parroquial de Santiago, el acta breve y clara de su bautismo. Y sabemos, además, dónde nació: &#8220;en el pasadizo de Don Alonso&#8221;, nombre que tenía entonces la calle que más tarde se llamaría de la Pasión.</p>
<p style="text-align:justify;">Después de una formación esmerada como era de esperar en una familia tan letrada, de haber hecho primeras letras y gramática por estos lares, estudió en la universidad de Alcalá la teología, y estando allí ingresó en la orden nueva que acababa de fundar la madre Teresa de Jesús. Por su valía, sus letras, su don de predicación que tanto se estimaba entonces, su carácter amable, cautivó a la fundadora de los carmelitas descalzos que le querría y le mimaría como a un hijo con aquel afecto del que sólo ella era capaz. De ahí los disgustos que se llevó por la persecución de que fuera objeto y de ahí el gozo porque, una vez independizada la reforma, fuera Gracián el primer superior de la nueva provincia.</p>
<p style="text-align:justify;">No podemos entrar en detalles de una vida tan pletórica y ajetreada como la de Gracián, que acabaría expulsado de su querida descalcez cuando santa Teresa ya no vivía y que hasta cautiverio en Túnez sufrió. En esta ocasión nos interesa resaltar que fue propiamente el heredero del espíritu teresiano y que, entre las herencias, una de las más significadas fue la de la devoción a san José tan recomendada por la Santa. Muestra afortunada de esta devoción fue el libro que este escritor polígrafo y tan fecundo escribió y que tituló <em>Sumario de las excelencias del glorioso S. Joseph esposo de la Vírgen María</em>. Se imprimió por primera vez en 1597 en italiano y en castellano, y es uno de los primeros libros dedicados a san José.</p>
<p style="text-align:justify;">Todavía se lee como un clásico. Expone la vida, las virtudes, los privilegios, los poderes protectores de san José por ser esposo de la Vírgen, por ser padre singular de Jesús. Por supuesto, el san José que dibuja no es el viejo de antes sino el vigoroso escogido por Dios para atender a su familia. Como el libro nació en Roma, a petición de la activa cofradía de los carpinteros que le tenía como protector, se detiene en el oficio de la carpintería ejercido por José. Narra su muerte con todo detalle y anima a su devoción. Pronto comenzó a llamarse &#8220;Josefina&#8221; este libro hermoso, el más editado de tantos como escribió.</p>
<p style="text-align:justify;">Su éxito puede verse en las ediciones numerosas y rápidas que se hicieron de él. Una de las utilidades más apreciadas de los libros de entonces era su ayuda a los predicadores. Dirá que &#8220;ha hecho este libro mucho fruto para acrecentar la devoción a este Santo y para muchos predicadores que han tomado materia para predicar sus alabanzas&#8221;. &#8220;He visto por experiencia que en Italia y España ha hecho fruto para mover los ánimos a la devoción de este santo y su esposa; y habíendole leído los arzobispos de Toledo, Valencia y otros prelados, han ordenado en sus diócesis que el día de san José sea fiesta de guardar&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Esto lo decía en la última edición que se hizo durante su vida (Bruselas, 1609) y en la dedicatoria [a] la infanta Isabel Clara Eugenia, señora de Flandes. No cesarían las apariciones posteriores de la &#8220;Josefina&#8221;, las adaptaciones (una de ellas durante [la] Ilustración para los niños), hasta muy entrado el siglo XX. Baste con decir que este vallisoletano captó y supo comunicar el espíritu de santa Teresa en esta dimensión fundamental de su espiritualidad.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">- &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; -</p>
<p style="text-align:justify;">Lamento no conocer el nombre exacto de la persona que ha redactado este artículo, porque no figura en la hoja (es una hoja que se toma gratuitamente en el propio templo, sé que el padre Teófanes Egido, historiador de la universidad de Valladolid que se ocupa de temas de la Edad Moderna habita en este convento de San Benito) pero me pareció muy hermoso y digno de figurar en mi blog en el día de San José.</p>
<p style="text-align:justify;">Mondi Vicinissimi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[πανκαταπυγία - πρότος τόμος.]]></title>
<link>http://lpereira.wordpress.com/2007/10/30/%cf%80%ce%b1%ce%bd%ce%ba%ce%b1%cf%84%ce%b1%cf%80%cf%85%ce%b3%ce%af%ce%b1-%cf%80%cf%81%cf%8c%cf%84%ce%bf%cf%82-%cf%84%cf%8c%ce%bc%ce%bf%cf%82/</link>
<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 17:27:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luís Guilherme Fernandes Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[São Tomás de Aquino nos ensina que Deus nos dá duas energias fortíssimas: a ira e o έ̔ρος (eros). Co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>São Tomás de Aquino nos ensina que Deus nos dá duas energias fortíssimas: a ira e o έ̔ρος (eros). Com a ira podemos tirar força de onde não existe, podemos nos insuflar contra o mal e fazer atos heróicos que não nos seriam possíveis em nosso &#8220;eu comum&#8221;. O senso comum já nos diz que o raivoso se transforma. O uso correto, contudo, da cólera é contra o mal, e não contra o mau. O ódio se faz útil quando não é voltado para o malfeitor. O malfeitor pode se converter, e o ódio a ele se torna um elemento ruim. O mal sempre será mau, e a Tradição nos diz que não pode amar o bem aquele que não odeia primeiro o mal.</p>
<p>Uma analogia riquíssima vale para essas energias: entendamo-las como a água. Se a água fica presa em barragens, é tão forte que acaba por destruí-las, para não destruí-las, precisa de uma válvula de escape, que nos faz perdê-la. Se a água vai para onde quer, provoca destruição, catástrofe. Se a água é canalizada ela traz a vida e o bem. Voltemos à ira: se guardamos nossa raiva, precisamos de uma válvula de escape (um saco de pancadas, por exemplo) e nossa raiva não serviu para nada; poderia ser pior, poderíamos explodir: e explodindo causaríamos destruição! Todo mundo sabe como são ruins os &#8220;esquentadinhos&#8221;. Se, por outro lado, canalizamos nossa cólera, poderemos combater as injustiças, empurrar o carro do nosso amigo, encher de tapas e trazer de volta à realidade uma pessoa que esteja ficando maluca.</p>
<p>Esta coleção de artigos fala da lascívia, é isso que significa πανκαταπυγία. ( πυγή significa &#8220;anca&#8221;, &#8220;nádega&#8221; (daí calipígia). κατά é, entre outras coisas, o movimento de cima para baixo (daí catarse, catatônico). καταπυγή significa, literalmente, &#8220;nádega que vai de cima para baixo&#8221;, ou seja, sodomita. Esse era um insulto mais ou menos grave na Grécia (contrariando todo o consenso entre os professores de história que dizem: na época, todo mundo era <em>gay</em>). Desse insulto, adicionando o prefixo παν (tudo, daí panamericano, panteísmo, etc.), têm-se o grego para &#8220;lascivo&#8221;. Coloquei um ια no fim, e pronto. ) Mas, se no senso comum a idéia que se têm de ira é idêntica à da Tradição, quanto ao eros isso não vale. E agora peguem tudo que eu falei da ira, e apliquem, strictu sensu, ao eros.</p>
<p>Vamos por partes: quem se &#8220;reprime&#8221; demais no sexo, acaba explodindo. Acho que nem os puritanos discordam disso. Ou então, precisa de uma válvula de escape: pornografia, masturbação. Quem explode: os tarados, estupradores, pedófilos são malvistos também, sabe-se que eles não vivem de maneira sadia a sua sexualidade (com exceção talvez para o jovem &#8220;pega todo mundo&#8221;, que tem até pose de bom moço). Então como &#8220;canalizar&#8221; o eros? A resposta natural é: monogamia.</p>
<p>Eu defendo a monogamia mesmo para os não-crentes. Eu poderia tratar aqui de como o sacramento do Matrimônio é importante, mas a monogamia é mais de 50% da sexualidade sadia. Contudo, e isso é um dos elementos principais da situação lasciva hodierna, a formação dos casais têm acontecido cada vez mais tarde. E sabemos &#8212; todos nós temos vísceras, ou não? &#8212;  que o impulso sexual vem cedo. Como lidar com isso sem prejudicar a si nem aos demais?</p>
<p><!-- ======================================================= -->   <!-- Created by AbiWord, a free, Open Source wordprocessor.  -->   <!-- For more information visit http://www.abisource.com.    -->   <!-- ======================================================= --><title></title>             <!-- #toc, .toc, .mw-warning { 	border: 1px solid #aaa; 	background-color: #f9f9f9; 	padding: 5px; 	font-size: 95%; } #toc h2, .toc h2 { 	display: inline; 	border: none; 	padding: 0; 	font-size: 100%; 	font-weight: bold; } #toc #toctitle, .toc #toctitle, #toc .toctitle, .toc .toctitle { 	text-align: center; } #toc ul, .toc ul { 	list-style-type: none; 	list-style-image: none; 	margin-left: 0; 	padding-left: 0; 	text-align: left; } #toc ul ul, .toc ul ul { 	margin: 0 0 0 2em; } #toc .toctoggle, .toc .toctoggle { 	font-size: 94%; }@media print, projection, embossed { 	body { 		padding-top:1in; 		padding-bottom:1in; 		padding-left:1in; 		padding-right:1in; 	} } body { 	font-family:'Times New Roman'; 	font-style:normal; 	widows:2; 	text-align:left; 	text-indent:0in; 	text-decoration:none; 	font-size:12pt; 	color:#000000; 	font-variant:normal; 	font-weight:normal; } table { } td { 	border-collapse:collapse; 	text-align:left; 	vertical-align:top; } p, h1, h2, h3, li { 	color:#000000; 	font-family:'Times New Roman'; 	font-size:12pt; 	text-align:left; 	vertical-align:normal; }      -->Um parêntese:     <span>Aviso àqueles hodiernos demais, que pensam que aqui faço um &#8220;moralismo puritano&#8221; que mudem de idéia, estou tentando achar a receita da felicidade, a ética no sentido clássico (aristotélico), e corroboro com meu amigo <a href="http://julio-lemos.blogspot.com/2007/10/futher-details-on-how-to-get-iceman-on.html">Julio Lemos</a>: «Com um pouco de observação, percebemos que nossos deveres vão além do ser inofensivos. Veremos que o melhor é ser melhor: crescer em cada uma das virtudes, até os mínimos detalhes, aprendendo a ter prazer naquilo que é bom, e não naquilo que agrada só aos sentidos.»</span></p>
<p>Uma pessoa que não faz sexo &#8212; um celibatário ou um casto, por exemplo &#8212; precisa também canalizar o eros, e não reprimi-lo. Há padres que reprimem o eros e nós sabemos qual é a válvula de escape deles. Na melhor das hipóteses, é o <em>dirty talk</em>. O eros, e aí está uma coisa que a sociedade moderna esqueceu (sim, esqueceu, pois já soube), é um dos elementos constitutivos do amor. Bento XVI deixa isso bem claro na encíclica <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html" title="DEVS CARITAS EST">Deus Caritas Est</a> (vá lá, leia, e veja se não faz sentido, mesmo que você não seja católico). E é possível (ora, o que não é possível é que façamos sexo com todas as pessoas que amamos) &#8220;amar sem trepar&#8221;. Só que a energia do eros é muito forte, a mais forte que recebemos. Portanto não pode ser uma mera &#8220;filia&#8221;, um amor de amigo. Deve ser um amor plenamente comprometido, por uma vasta gama de pessoas. Pode ser também a santificação do trabalho: despejar o amor erótico no trabalho, por que não? Isso é difícil de aprender; para o católico, o caminho é mais fácil: vida de adoração a Deus, comunhão diária, tudo isso &#8220;canaliza&#8221; o eros. Quem nos ensina isso muito é Santa Teresa D&#8217;Ávila, que sofreu com tentações de luxúria a vida inteira (segundo o exame grafológico presente no livro &#8220;I Santi dalla loro scrittura&#8221;, de Girolamo Moretti, ela tinha a personalidade de uma ninfomaníaca): foi quiçá a maior mística da história (volte ao <a href="/?p=178">prólogo</a> agora, se desejar).</p>
<p>O eros dedicado a Deus é nos ensinado desde sempre: basta ver quão sedutora é a passagem bíblica da pecadora que lava os pés de Jesus e os enxuga com os cabelos (há nos sinópticos, mas eu prefiro a versão de João, capítulo 12). Ora, quem dirá que não havia eros nos atos daquela mulher? E que foi-lhe respondido? Que ela muito <strong>amou</strong>, e por isso muito tinha lhe sido perdoado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Non mi muove Signore - Santa Teresa d'Avila]]></title>
<link>http://poesie.wordpress.com/2007/09/17/non-mi-muove-signore-santa-teresa-davila/</link>
<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 09:12:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>tizianam</dc:creator>
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<description><![CDATA[Non mi muove, Signore, ad amarti il cielo che tu mi serbi promesso. Nè mi muove l&#8217;inferno tant]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Non mi muove, Signore, ad amarti il cielo che tu mi serbi promesso. Nè mi muove l&#8217;inferno tant]]></content:encoded>
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