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	<title>setubalense &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/setubalense/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "setubalense"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 11:55:57 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A  MINHA  CIDADE]]></title>
<link>http://poetasetubalense.wordpress.com/2009/03/22/a-minha-cidade/</link>
<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 16:30:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaquim Coelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[MINHA CIDADE ESTÁ DESCRENTE RENDIDA À SOLIDÃO TUDO AQUI É AUSENTE SEM SONHOS NEM SOLUÇÃO DEIXARAM RO]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>MINHA  CIDADE  ESTÁ  DESCRENTE<br />
RENDIDA  À  SOLIDÃO<br />
TUDO  AQUI  É  AUSENTE<br />
SEM  SONHOS  NEM  SOLUÇÃO<br />
DEIXARAM  ROLAR  O  TEMPO<br />
E  DE  TI  NADA  FIZERAM<br />
FOSTE  IGNORADA  AO  VENTO<br />
TE  HUMILHARAM,  VENDERAM<br />
FOSTE  COMPANHEIRA  DA  DESGRAÇA<br />
E  FIZESTE  O  RETROCESSO<br />
FOSTE  VENDIDA  NA  PRAÇA<br />
COM  A  VAGA  DO  PROGRESSO<br />
MAS  O  TEMPO  NÃO  VAI  APAGAR<br />
ESTA  LINDA  JÓIA  SEM  PREÇO<br />
VIRADINHA  JUNTO  AO  MAR<br />
ÉS  A  MAIS  BELA  QUE  CONHEÇO</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Com o dialecto do meu bairro]]></title>
<link>http://poetasetubalense.wordpress.com/2008/11/23/com-o-dialecto-do-meu-bairro/</link>
<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 18:55:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaquim Coelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando era pequeno brincava na praia, jogava à bola e ao bogalho. Existiam os abafadores e agente te]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-492" title="com_o_dialecto_do_meu_bairro" src="http://poetasetubalense.wordpress.com/files/2008/11/com_o_dialecto_do_meu_bairro.jpg?w=222" alt="com_o_dialecto_do_meu_bairro" width="222" height="300" />Quando era pequeno brincava na praia, jogava à bola e ao bogalho. Existiam os abafadores e agente tentava não dar importância a esses rufias. Mas às vezes apanhávamos grandes cagaços, eles eram uns cagões só por serem mais velhos. O Calhotas era o melhor jogador do sítio, mas também era um grande caxêrro, principalmente quando a sua gajinha estava a assistir ao jogo, tornava-se por vezes um ranhoso. A malta às vezes fazia arraias na defesa e era um descalabro total, o Zé da Alzira ficava à babuje e era o golo do varino. Havia com cada basculhe só por malvadezes lançavam bichaninhas aos velhotes para os assustar. Já ninguém podia com o áróles, era um falquêrro, não o tínhamos em conta nem queríamos nada com ele. Por vezes aparecia na praia o “Ervilha nunca falha” para vender rajás aos catraios. Quando jogávamos com uma bola de catechumbe era o acontecimento do ano, a rapaziada sentia-se com um alento novo. A malta nadava na doca e fazia muita barafunda, que por vezes o Cabe Marr era corrido à calhasada. O Cámané já andava no mar com o pai e por vezes íamos dar umas voltas na trránêrra até à Tróia e ao Cagalhão da Marí, esguelha, fazíamos petisco a bordo com umas cervejolas e uns tintos acompanhar, era tudo malta da corda e sê que mantínhamos uma amizade perfeita. O Cámané era um gajo destemido, tinha um grande caparro, feito à custa das redes, mas também na gabine era o maior. O Martinho era uma grande fega quando já estava cafeterra, mas mantinha um coração enorme e toda a gente gostava dele. Foram assim alguns momentos passados no bairro e na praia das Fontainhas o que muito me alegra reviver desses tempos bonitos e também de uma grande saudade.</p>
<p><strong>Nota:</strong> Fotografia retirada do site <a href="http://www.flickr.com/photos/vitor107/361952953/">Flickr</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O Tóino]]></title>
<link>http://poetasetubalense.wordpress.com/2008/11/22/o-toino/</link>
<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 16:09:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaquim Coelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Passeia horas a fio na marginal do Rio Sado andando de lá para cá e de cá para lá conversando com an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-480" title="o_toino" src="http://poetasetubalense.wordpress.com/files/2008/11/o_toino.jpg?w=300" alt="o_toino" width="300" height="200" />Passeia horas a fio na marginal do Rio Sado andando de lá para cá e de cá para lá conversando com antigos camaradas e por vezes observando o horizonte.<br />
O Tóino adora o mar e a sua faina. Há muito que deixou para trás a vida de marítimo. Um acidente num barco da sardinha e agora passa os dias na doca. Por vezes ao recordar o tempo passado desloca-se até á Tróia nos barcos brancos da senhora do cais. Por vezes o genro do Tóino oferece-lhe um passeio especial levando-o ao Portinho da Arrábida para descobrir na saída da barra. O alento de tempos passados. O Tóino adora a barra! É a saída e a entrada destes. Agora os tempos já são outros. O esvoaçar das gaivotas já não se vê com tanta frequência, as barcas e as traineiras também já andam pouco por estas águas.<br />
São outros tempos meu rapaz: agora o Tóino anda preocupado com as festas que andam por aí aparecer. As festas do Senhor do Bonfim recordam-lhe os tempos da pesca do bacalhau, correndo-lhe uma lágrima escondida desses tempos difíceis. Era o encontro no Jardim do Bonfim onde os pescadores confraternizavam antes da partida para a Gronelândia. O Tóino anda ansioso pelo dia da final da Taça de Portugal, não vê outro resultado se não a vitória do seu Vitória. Para Agosto já têm lugar marcado na traineira do Varela para as festas da Tróia. Se tudo correr normalmente são três dias de devoção e de festa na Caldeira.</p>
<p><strong>Nota:</strong> Fotografia de João Neves retirada do site <a href="http://olhares.aeiou.pt/festa_de_troia/foto2146565.html">Olhares</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A  INGENUIDADE  NA  FELICIDADE]]></title>
<link>http://poetasetubalense.wordpress.com/2008/11/15/a-ingenuidade-na-felicidade/</link>
<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 22:22:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaquim Coelho</dc:creator>
<guid>http://poetasetubalense.wordpress.com/2008/11/15/a-ingenuidade-na-felicidade/</guid>
<description><![CDATA[SENTI A FELICIDADE PERFEITA NOS MEUS TEMPOS DE INFÂNCIA ERA TÃO BONITA, TÃO BEM FEITA A MINHA VIDA D]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>SENTI  A  FELICIDADE  PERFEITA<br />
NOS  MEUS  TEMPOS  DE  INFÂNCIA<br />
ERA  TÃO  BONITA,  TÃO  BEM  FEITA<br />
A  MINHA  VIDA  DE  CRIANÇA<br />
TINHA  BRILHO  NO  OLHAR<br />
E  COM  ENORME  CERTEZA<br />
UMA  ALEGRIA  SEM  PAR<br />
DE  UM  MUNDO  DE  BELEZA<br />
E  NA  AREIA  JUNTO  AO  MAR<br />
NUMA  BRINCADEIRA  AMENA<br />
ERA  LINDO  VER  BRINCAR<br />
UMA  CRIANÇA  PEQUENA</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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