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	<title>solidao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/solidao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "solidao"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 23:41:58 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Solidão]]></title>
<link>http://twobecome1.wordpress.com/2009/11/30/solidao/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:29:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanessa Schunck</dc:creator>
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<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa vamos pedir perdão pela ausência. Sei que todos devem estar muito tristes se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#888888;"><em>Antes de qualquer coisa vamos pedir perdão pela ausência. Sei que todos devem estar muito tristes sem nossos posts tão envolventes&#8230; mas Felipe está em provas da faculdade e eu atolada de trampo, logo, andamos sem tempo.</em></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><em>Mas cá estou eu para a felicidade geral da nação! rs..</em></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><em>Agora o post&#8230;</em></span></p>
<p>**************************************************</p>
<p><span style="color:#888888;">Todos os dias passo por uma rua pra vir trabalhar onde tem um buteco, daqueles bem fuleiros mesmo.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Neste buteco, as 9h, 9h30 da manhã, os frequentadores mais assíduos são idosos, homens, e com expressões de tristeza que não consigo explicar.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Um em especial sempre me chama atenção, já que sempre fico parada num farol fechado bem na frente.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Como <em>(ainda)</em> não consegui tirar uma foto da cena, vou descrevê-la.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Sei que você tem uma imaginação fértil e vai conseguir visualizar.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;"><strong>&#8220;</strong>Um buteco bem fuleiro, com as paredes brancas descascadas, piso interno na frente vermelho esburacado embaixo de uma telha mal colocada.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;">Ao seu lado, uma porta verde que já não possui mais uma cor vibrante, alguns degraus de uma escada que apoia e sustenta o senhor que um dia me fez chorar.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;">Ele, calvo na parte superior da cabeça, cabelos brancos, cinza, sujos e oleosos. Olhos pequenos, pele magra e sofrida de uma vida cheia de coisas que jamais irei saber. Nenhum sorriso. Nunca. Somente uma barba longa da mesma cor de seu cabelo e um cansaço aparente, que nem a escada, nem o chão, nem a telha, nem a bebida e muito menos as pessoas que o cercam conseguem cessar. <strong>Seu olhar vê o nada e ele nem percebe que eu o enxergo</strong>. Será que ele tem quem o ame? Será que ele já amou? Será que ainda ama?<strong>&#8220;</strong></span></p>
<p><span style="color:#888888;">Hoje senti falta do &#8220;meu&#8221; velhinho do bar.</span></p>
<div id="attachment_110" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://twobecome1.wordpress.com/files/2009/11/velhinho.jpg"><img class="size-full wp-image-110" title="velhinho" src="http://twobecome1.wordpress.com/files/2009/11/velhinho.jpg" alt="" width="400" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">*imagem meramente ilustrativa*</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cena de Um Filme Particular]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 07:37:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/</guid>
<description><![CDATA[Cena 7.543 = Perdida em Sua Alma &#8220;Save me now From the depth of my infatuation I could drown I]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h1 style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Cena 7.543 = Perdida em Sua Alma</span></h1>
<p><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">&#8220;Save me now<br />
From the depth of my infatuation<br />
I could drown<br />
In the sea of love and isolation<br />
I&#8217;ll take you down<br />
If you just save me now&#8221;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Save Me Now</em> &#8211; Andru Donalds</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><a rel="attachment wp-att-3203" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/about_loneliness_by_saligia1/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3203" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/about_loneliness_by_saligia1.jpg" alt="" width="300" height="417" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estava tão perdida em sua alma que já não conseguia voltar. Estava no fundo de seu ser – lá no escuro inexplorado por qualquer ser humano em sã consciência. Não sabia como havia chegado lá, apenas habitava aquele espaço pequeno e solitário há algum determinado tempo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Cotidianamente vestia uma máscara social e, para isso, normalmente fingia que estava tudo bem. Estampava um falso sorriso em seu rosto, agradava aos mais próximos, dava conselhos para os problemas alheios e sempre usava frases falsamente otimistas. Parecia forte, guerreira e determinada, mas isso tudo não passava de uma mera mentira.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não dormia direito, tinha pesadelos aterrorizantes e totalmente reais. Acordava já com vontade de gritar, mas não conseguia. Sua voz estava sempre presa no fundo de suas entranhas. Sentia uma forte dor pelo corpo, sabia que sua alma se despedaçava lentamente e simplesmente não conseguia fazer nada para se sentir bem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Descontava todas as suas frustrações e medos na comida – comia mais do que nunca, sempre estava com fome e engordava mais do que nunca. Sombriamente parecia saudável e, por isso mesmo, constantemente ouvia longos discursos de como estava acabando com seu corpo e com sua saúde.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não conseguia contar os seus segredos – havia criado raízes tão internas que simples palavras não podiam expressar o que sentia. Às vezes, vomitava uma declaração aqui e outra ali, mas nada demais ou tão sério. Tentava falar algumas verdades usando ironias e brincadeiras e sempre enganava seus interlocutores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na verdade, pedia ajuda, mas ninguém conseguia ouvi-la. Estava fundo demais!</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>“A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão”</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Machado de Assis</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Última Jornada]]></title>
<link>http://ratselewig.wordpress.com/2009/11/30/ultima-jornada/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 03:08:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rätsel Ewig</dc:creator>
<guid>http://ratselewig.wordpress.com/2009/11/30/ultima-jornada/</guid>
<description><![CDATA[Como se chorasse por nós, aquela chuva continuava a cair, incessante. Eu corria, com todas as minhas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Como se chorasse por nós, aquela chuva continuava a cair, incessante. Eu corria, com todas as minhas forças, perseguindo sua sombra&#8230; não queria acreditar. Você não estava mais aqui. Nunca mais iria sentir o calor de suas mãos, a ternura de seus lábios&#8230; Corri como se o mundo fosse acabar. Corri como se minha vida estivesse a se esvair&#8230; Era assim que me sentia.</p>
<p style="text-align:justify;">Não conseguia aceitar que tudo fosse acabar assim. Ontem, era como se tudo estivesse tão certo, perfeito; como se o futuro estivesse na palma de nossas mãos. Pela primeira vez, eu conheci o amor. Pela primeira vez, eu me sentia vivo&#8230; e num piscar de olhos, percebi que estava sobre um teto de vidro, prestes a se quebrar&#8230; A imagem de seu sorriso permanecia em minha mente, viva, cheia de detalhes. Mesmo sem forças, continuei a correr&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente tropecei e meu corpo foi ao chão, ficando ali, imóvel. Já não me restava força nem para levantar. Fechei ambas as mãos com força, deixando minha marca na areia molhada. Subitamente, percebi que não importava o quanto eu corresse, o quanto não quisesse acreditar, você nunca mais iria sorrir para mim. Você não estava mais nesse mundo. Apenas as lembranças de nosso tempo junto permaneciam vivas, mas agora queimavam em meu coração como brasa viva&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gritei de dor. As lágrimas não paravam de cair, confundindo-se com a própria chuva. Se você não estiver aqui, não quero viver. Era só o que eu conseguia pensar.</p>
<p style="text-align:justify;">Decidido, fiz um último esforço para me erguer e continuar caminhando. Só mais um pouco. Só mais um pouco e poderemos nos ver de novo&#8230; ignorei a dor, não queria pensar em mais nada. Sem você, perdi a razão. Mas tudo estava no fim; sim, já conseguia vê-lo: o lugar de nosso primeiro encontro, destinado a  nos reunir novamente&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Meus pés me levaram até a beira da escarpa, onde o som das águas se chocando com as pedras  soava para mim como um réquiem&#8230; O vento ficou mais forte e a chuva não queria cessar; um único passo era o que nos separava. Mais um único passo, e descansaria eternamente a teu lado. Olhei para frente e sorri, quando vi sua imagem no horizonte. Gentilmente, estendi minha mão para ti e iniciei minha última jornada&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O vendedor de passados]]></title>
<link>http://faroefaro.wordpress.com/2009/11/29/o-vendedor-de-passados/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:40:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Al-Harum</dc:creator>
<guid>http://faroefaro.wordpress.com/2009/11/29/o-vendedor-de-passados/</guid>
<description><![CDATA[Às portas do Museu Municipal de Faro ela procurava companhia. O Largo D. Afonso III era uma girândol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://faroefaro.wordpress.com/files/2009/11/faroeamigo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61" title="Sombra de lagartixa" src="http://faroefaro.wordpress.com/files/2009/11/faroeamigo.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Às portas do Museu Municipal de Faro ela procurava companhia. O Largo D. Afonso III era uma girândola de gente nessa noite, mas gente que nunca parava para falar. Ou iam para os cafés da Sé, ou de passagem para o Largo de S. Francisco onde o carro tinha ficado estacionado para evitar parquímetros e arrumadores.</p>
<p>As pessoas passavam, mas ela não tinha com quem conversar. Só uma pequena troca de palavras, era tudo o que pedia. Nada. Nem olá, nem adeus. Os bancos de rua não acolhiam ninguém, nem mesmo os degraus que recebiam de vez em quando os ocasionais precoces bêbedos nocturnos. As palavras não saem facilmente da boca de quem não concebe conversas com estranhos. Um contexto é fundamental. É a vida que nós temos, dizia para si mesma. É a solidão que deixámos que nos envolvesse.</p>
<p>Pelo menos tinha o calor do candeeiro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://maismais.wordpress.com/2009/11/29/70/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:18:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>thaissale</dc:creator>
<guid>http://maismais.wordpress.com/2009/11/29/70/</guid>
<description><![CDATA[Abri os olhos e não vi teto, em vez disso algumas nuvens dissolvidas em diferentes tons de azul. As ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Abri os olhos e não vi teto, em vez disso algumas nuvens dissolvidas em diferentes tons de azul. As mãos tateavam o chão e disseram areia quando os dedos afundaram e voltaram à superfície logo em seguida. Deitada, virei de um lado a outro, os braços ajudaram a subir o tronco, até que pude me sustentar apenas com uma mão apoiada, as pernas dobradas. O punho livre, limpei-o na barriga e com ele cocei os olhos com força. Ao abri-los e com a visão embaçada por causa do exagero em esfregá-los, vi três estátuas imponentes, distantes porém em um ponto que ainda era possível notar detalhes. As obras eram de mármore e por isso pareciam frescas a ponto de pensar em correr e dar um abraço em cada uma, tirar a roupa e passar o corpo por elas fazendo uma dança desesperada. O sol, que procurava as estátuas pois as conhecia bem, nascia atrás delas, disputando a atenção de cada uma comigo. Surgia aos poucos, porém para mim, afoita, parecia correr. O vento ocupava os espaços vazios, como se quisesse transformar a imensidão ocre em ringue e o sol já era visto quase por inteiro. Agarrou as estátuas e eu, obstinada, via a luz sujando o mármore, deixando-o cinza e lavado. Eu, que me levantava, ajoelhei rendida espremendo os olhos e mostrando os dentes para ninguém, expressão que logo virou um sorriso choroso, bastou para isso o sol ocupar seu lugar de realeza, como quem diz as estátuas são empecilhos à luz, à redondecência diária que, naquele momento, era vital. Tentando ficar sobre os dois pés, até que consegui, me deslocando em passos alheios à qualquer linha reta. As estátuas, ainda escuras em sua face contraluz, tentavam laçar meus pés com sombras espichadas e minha cambaleonice ajudava na fuga. O sol subia, levando meu olhar e meus braços, dois ponteiros. Quando ele ficou a pino, senti um poder enorme. As três estatuas, novamente tão brancas, que acenavam em desespero, vi que não passavam de pedra forjadamente produzida, uma ilusão que mesmo eterna, é eterna, e esse é seu maior problema. Com os braços para o alto encho os pulmões de ar, tentando guardar qualquer um daqueles elementos comigo. O sol vai para as minhas costas e eu ainda me dirijo às estátuas, agora dramaticamente ligadas. Tão lindas aquelas meninas, três amigas conversando, antes imponentes. A luz se joga sobre elas, que parecem ruborizar quando se aquecem. Volto a colocar os joelhos no solo depois sento e coloco a cabeça entre eles, ignorando a areia que se espalha nos cabelos. Olho as estátuas, como estão delicadas. Como me assustam, quando tomam vida! Tiro a roupa, o sol também reflete na minha pele, sem que isso signifique nada. Quero aquele mármore, já morno. E então o sol, imagino que esteja enciumado porém no fundo sei que ele só faz seu trabalho, puxa a noite com um fio de nylon, um fugitivo que deixa pistas, o amante que deixa rastros propositalmente. O chão atrai minhas costas e eles se tocam. Choro, assistida pelas primeiras estrelas, que nunca estiveram tão pálidas. A areia mais fria do mundo, outrora um lençol esticado, me ata imóvel. A lua-holofote fiscaliza para que eu não saia correndo. Nem teria forças. As estátuas caem no esquecimento, choro por eles para saber depois por que chorei. E o sol já nem existe por enquanto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recarregando as Baterias!]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/29/recarregando-as-baterias/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 08:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/29/recarregando-as-baterias/</guid>
<description><![CDATA[“And if a double-decker bus Crashes into us To die by your side Such a heavenly way to die And if a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">“And if a double-decker bus<br />
Crashes into us<br />
To die by your side<br />
Such a heavenly way to die<br />
And if a ten-ton truck<br />
Kills the both of us<br />
To die by your side<br />
Well, the pleasure and the privilege is mine”</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>There Is A Light That Never Goes Out</em></strong><strong> &#8211; The Smiths</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a rel="attachment wp-att-3192" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/29/recarregando-as-baterias/pooh_pigley_eeyore/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3192" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/pooh_pigley_eeyore.jpg" alt="" width="463" height="334" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Confesso que o mês de Novembro não tem sido muito fácil. Ao certo não sei explicar o porquê disso, é apenas algo que sinto. E, nesta última semana, este sentimento foi intensificado: eu me senti muito cansada, esgotada e um pouco triste. Parece que o estresse do ano todo se focou nesta última semana e eu senti o peso de cada decisão, encarei cada final e, de alguma forma, percebi os caminhos errôneos que escolhi em algum determinado do meu passado. Relativamente, tenso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por isso que, encerrar a semana com classe, foi fundamental. E para isso eu não poderia ter sido mais feliz: companhia maravilhosa e querida, cinema e muito chopp para acompanhar risadas, conversas, confissões e amizade desenvolvida nas pequenas ações. Ao lado da Van e da Mari, fui ver <strong><em>500 Dias com Ela</em></strong>, filme o qual amei e escreverei sobre ele em outra oportunidade, e extravasei todo o sentimento ruim que estava dentro de mim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi tão bom! Tão simples! E tão perfeito! Ri, chorei, pensei na vida e, principalmente, percebi que não estou sozinha. Porque, afinal de tudo, é sempre bom saber que existem pessoas que entendem suas loucuras, oferecem carinho mesmo quando você não pede e conseguem olhar para além da máscara social.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com certeza isso é muito valioso!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De uma menina na janela]]></title>
<link>http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/2009/11/28/de-uma-menina-na-janela/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:04:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/2009/11/28/de-uma-menina-na-janela/</guid>
<description><![CDATA[Escolha as melhores palavras, olhos. Menina. Janela. Mar. Pintura. Escreva à lápis ou carvão, escrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4 style="text-align:justify;"><a href="http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/files/2009/11/a-janela-e-o-mar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-646" title="A Janela Para O Mar" src="http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/files/2009/11/a-janela-e-o-mar.jpg" alt="" width="400" height="386" /></a>Escolha as melhores palavras, olhos. Menina. Janela. Mar. Pintura. Escreva à lápis ou carvão, escreva assim: lápis ou carvão. Leia a primeira palavra olhos. Pense numa cor que combine com a tinta, esqueça o branco amarelado do papel, matize. Verde. Obtenha um cenário, uma sala. Preencha-a com móveis a menina o mar, abra o peito ao desatino. Releia a primeira palavra, reescreva no começo, dê vida, nasça, viva. Veja:</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Olhos verdes no verde do mar. Ondas, areia, ela via pela janela. Talvez uma gaivota, uma nuvem branca, outra onda rebentando na janela. Espuma, sol, maresia. A menina olhava e olhava intrigada para aquela nova paisagem; não estava acostumada. Não lembrava de quando seus pais decidiram comprar uma janela nova, não, não comentaram: ela só acordou um dia e a janela estava lá, no meio da sala, acima do sofá, com aquela paisagem agredindo seus olhos outrora serenos. Verde, porque o mar é verde e não azul como nas histórias que lia quando era criança.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Não, não era mais criança, uma mocinha, sempre lhe diziam fazendo-a ficar orgulhosa dos seus recém-completos quinze anos. Mas era também menina e tinha olhos de menina assim, verdes, e por que não azuis como os das princesas nos contos de fadas?, se perguntava. Nunca entendera essa coisa: na fantasia todo mundo tinha olho azul, da Cinderela ao Pato Donald, todos de olhão azul e na vida real azul era coisa rara, mesmo o céu de vez em quando enrustia e acordava cinza. Uma vez perguntou isso para a avó; Dona Mercedes respondeu que era por causa do país em que vivíamos, das descendências, que lá na Europa e também lá pro sul, onde o povo é descendente de europeu, todo mundo tem olho azul. Mas pouco importava, ela tinha olhos verdes, iguais ao mar, e só ela podia dizer que tinha olhos da cor do mar.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">E agora o mar parecia tão próximo da janela, quase que o podia tocar com a mão. O céu estava de um azul que não recordava ter visto antes que comprassem aquela janela. Até os raios de sol pareciam mais bonitos; como podia? Essa janela parece uma janela mágica, que coisa mais estranha. Pôs-se então a seguir com os olhos as ondulações da água até o fim do horizonte.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Teve, de súbito, a impressão de que algo estava por vir, qualquer coisa que dissesse que depois daquela parede de anil existia vida. Pensou num barco e, sentando-se numa cadeira, ficou a imaginar enquanto o esperava. Era um barco assim, desses bem velhinhos, barco de pescadores que quando voltava enchia de alegria as mulheres da vila. Eram os maridos voltando pra casa, sãos e salvos depois de dias navegando em mar aberto, felizes com a fartura de pescados, cavalinha, badejo, namorado, dourada, sardinha, cação e tantos outros tipos de peixe dos quais ela não lembrava o nome. E teve assim um desses apertos no peito, desses que alfinetam certeiro o coração quando se sente saudade de alguém de quem muito se gosta.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Percebeu então que estava com saudade e começou a sentir-se ansiosa pelo momento em que, junto das outras mulheres, correria para a praia para receber encher de carinhos os homens satisfeitos e cansados. Seu namorado estaria lá, no meio deles, e não era o peixe namorado, mas um menino assim igual ela, de olhos brilhantes e sonhadores, que dias atrás partiu para sua primeira viagem no mar. Fora todo empolgado ajudar o pai, pescador conhecido de todos, homem bom e honesto que desde cedo começou a ensinar a ele, seu filho mais velho, os segredos da pescaria. Agora chegou a vez do menino fazer seu teste, mostrar ao pai como tão bem havia aprendido o ofício. Entusiasmada, imaginou-se caminhando na praia ao lado dele deixando para trás um rastro sem-fim de pegadas na areia. Imaginou-se sorrindo numa felicidade mais feliz que aquelas que existiam nas novelas que sua mãe via na tevê. Imaginou-se no final de um filme, daqueles onde todo mundo acaba bem e a vida parece tão mais bonita que a vida real.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Mas eles estavam demorando tanto para chegar, olhava pela janela, olhava de novo e só via a mesma água verde e o mesmo céu azul e nada mais. Nem um barco, nem um pontinho preto que fosse, lá longe, ela procurava, tinha que ver, mas nada. Só tinha água e aquela mesma gaivota que insistia em sobrevoar a praia como que estática na paisagem. Começou então a sentir-se agoniada, e se tivesse acontecido alguma coisa?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Lembrou-se que na noite passada havia chovido e sabia que a chuva no mar é sempre mais forte e pode causar grandes estragos, principalmente num barco velho de guerra como aquele. Sentiu o coração disparar, um suor frio escorrendo pela testa, as mãos tremendo só de pensar que. E se o barco não voltasse? Se seu menino não viesse, o que seria de seus dias? Enlouqueceria. Morreria de solidão, com certeza. Ninguém pode viver bem sendo tão só. Era injusto, ele era seu primeiro namorado, seu primeiro amor e ela já sabia, sempre soube que era… Era para ser. Eterno.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Sentiu vontade de chorar mas não pôde, forçava e forçava mas as lágrimas não saiam, só ficava este nó entalado na garganta, este grito de dor encravado nas entranhas e este medo enrubescido na alma. Já não via mais beleza na paisagem, não tinha graça olhar para a praia, a areia, as ondas, o céu, a água salgada. Era tudo tão feio, insosso, sem cor, tão sem vida. E odiou seus pais por terem posto aquela maldita janela ali no meio da sala para que ela olhasse, odiou a si mesma por estar a olhar pela janela, odiou a espera que nunca acabava, que nunca acaba e.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Fechou os olhos e sentiu descer uma lágrima, uma única lágrima, uma mísera lágrima solitária. Lembrou-se então das noites que chorava baixinho trancada no quarto em noites de chuva. Lembrou-se de que não era feliz e que era sozinha. Lembrou-se que não tinha nenhum barco para chegar, que não tinha namorado e não morava em nenhuma vila de pescadores e sim numa cidade. Lembrou-se, por fim, que na sua cidade também não tinha mar, que morava num apartamento e que em volta a paisagem era toda cinza.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Toda trêmula de ódio, arrancou a moldura da parede e da moldura arrancou a pintura e depois de rasgá-la ao meio, deixou-a cair no chão e pôs-se a pisoteá-la como se pisoteasse sua própria tristeza.</h4>
<p>&#160;</p>
<pre style="text-align:right;"><em>27 de Novembro — 2009</em></pre>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[pool[a]]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/28/poola/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 12:36:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/28/poola/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/pool.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-133" title="pool" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/pool.jpg" alt="" width="497" height="331" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apenas Sensações...]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 08:09:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</guid>
<description><![CDATA[Vazio A noite é como um olhar longo e claro de mulher. Sinto-me só. Em todas as coisas que me rodeia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>Vazio </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">A noite é como um olhar longo e claro de mulher.<br />
Sinto-me só.<br />
Em todas as coisas que me rodeiam<br />
Há um desconhecimento completo da minha infelicidade.<br />
A noite alta me espia pela janela<br />
E eu, desamparado de tudo, desamparado de mim próprio<br />
Olho as coisas em torno<br />
Com um desconhecimento completo das coisas que me rodeiam.<br />
Vago em mim mesmo, sozinho, perdido<br />
Tudo é deserto, minha alma é vazia<br />
E tem o silêncio grave dos templos abandonados.<br />
Eu espio a noite pela janela<br />
Ela tem a quietação maravilhosa do êxtase.<br />
Mas os gatos embaixo me acordam gritando luxúrias<br />
E eu penso que amanhã&#8230;<br />
Mas a gata vê na rua um gato preto e grande<br />
E foge do gato cinzento.<br />
Eu espio a noite maravilhosa<br />
Estranha como um olhar de carne.<br />
Vejo na grade o gato cinzento olhando os amores da gata e do gato preto<br />
Perco-me por momentos em antigas aventuras<br />
E volto à alma vazia e silenciosa que não acorda mais<br />
Nem à noite clara e longa como um olhar de mulher<br />
Nem aos gritos luxuriosos dos gatos se amando na rua.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Vinícius de Moraes</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Janelas e cortinas]]></title>
<link>http://setedoses.com/2009/11/27/janelas-e-cortinas/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 21:24:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnobile</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Inegavelmente havia beleza na imagem daquele copo sobre a mesa. Na sala escura, à meia-penumbra, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MTpDo6SWEy0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MTpDo6SWEy0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Inegavelmente havia beleza na imagem daquele copo sobre a mesa. Na sala escura, à meia-penumbra, apenas a mesa era iluminada pela branda luz externa de um dia nublado. Podia sentir as nuvens esparramando-se pelo vidro da janela. Agora sentado no sofá, a alguns metros de distância, Seu Edgardo contemplava a cena supracitada, com uma conclusão dura, porém óbvia: a mesa e o copo vazio eram a materialização da ausência.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos 63 anos aquela era a primeira vez em uma década que ele ficava absolutamente sozinho em casa. Há exatamente dez anos, depois de sua esposa, dona Maria Miquelina, ter sido levada sorrateiramente pela mão por um câncer no esôfago, Seu Edgardo decidiu que era hora de voltar a morar com o pai, Seu Rufino, num miúdo casebre, de bom tamanho para os dois.</p>
<p style="text-align:justify;">E aquela foi mesmo uma década de hábitos simples e pequenos gestos. Pai e filho praticamente não saíam de casa, apenas para comprar pouca comida e muita bebida. Passavam manhãs, tardes e noites jogando dominó, cartas e entoando antigas canções: Seu Edgardo na voz gasta, Seu Rufino no violão surrado. Quando jogavam os passatempos, não se falavam. Dialogavam apenas por meio das músicas. Conversar mesmo, quase nunca. Não precisavam. Quando queriam se comunicar, gestos bastavam. Quando, por exemplo, um passarinho cantava bonito no quintal, o pai cutucava o filho, depois fazia uma concha com a mão direita na própria orelha e colocava a esquerda no peito, como quem diz: &#8220;escuta só que beleza, meu filho, escuta&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A relação com Seu Rufino ensinara ao filho Edgardo que ele sabia &#8211; e adorava &#8211; conviver com o silêncio a dois. Já era assim, nos tempos de outrora, com sua saudosa esposa Miquelina. O que não suportava era o torpor da mudez solitária.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso olhava fixamente para aquela mesa havia mais de uma semana. Era este o tempo que Seu Rufino, aos 86 anos, fora escolhido para não mais voltar. Sem despedida, sem palavra, sem alarde. Resignado, na companhia apenas do vazio do copo vazio, Seu Edgardo descobriu que a solidão guarda sua beleza apenas para quem abre a janela para vê-la e não pra quem fecha as cortinas.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Lucas Nobile escreve às sextas-feiras para o Sete Doses e homenageia Seu Rufino, Seu Edgardo e Dona Maria Miquelina com o samba-canção &#8220;Naquela Mesa&#8221;, declaração saudosa de Sérgio Bittencourt a seu pai Jacob do Bandolim, gravada agora no belíssimo disco de Otto, &#8220;Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos&#8221;. E enaltece o cantor pernambucano por ter feito um registro bonito como os antológicos de Nelson Gonçalves e Elizeth Cardoso.</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação - Solidão, segundo Osho.]]></title>
<link>http://massagemayurvedica.wordpress.com/2009/11/27/meditacao-solidao-segundo-osho/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 20:45:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>massagemayurvedica</dc:creator>
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<description><![CDATA[1. &#8220;As pessoas acham que solidão é sinônimo de tristeza. É uma interpretação errada, porque tu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>1. &#8220;As pessoas acham que solidão é sinônimo de tristeza. É uma interpretação errada, porque tudo o que há de belo sempre acontece quando se está sozinho, nunca no meio de uma multidão. Estamos condicionados a achar que ficar sozinho provoca mal-estar. E que a felicidade reside em estar com outras pessoas. Isso nem sempre é verdade. A felicidade que se origina de estar com outras pessoas é muito superficial, enquanto a felicidade que surge quando você está sozinho é muito profunda. Portanto, aproveite-a.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Uma farmácia para a alma&#8221;</p>
<p>2. &#8220;A solidão é uma flor, um lótus florindo no seu coração. A solidão é positiva, é saúde. É a alegria de ser você mesmo. É a alegria de ter o seu próprio espaço.&#8221; - trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p>3. &#8220;Meditação significa êxtase na solidão. Só se está realmente vivo quando se é capaz de estar só, quando não se depende de nada nem de ninguém, seja qual for a situação.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p>4. &#8220;Festeje a solidão, celebre o seu espaço puro e uma grande canção surgirá em seu coração. Será a canção de um pássaro solitário chamando ao longe &#8211; não chamando alguém em particular, mas apenas chamando, porque seu coração está cheio e deseja chamar, porque a nuvem está cheia e deseja chover, porque a flor está cheia, as pétalas se abrem e a fragrância é liberada&#8230; sem destino específico. Deixe a solidão se transformar em uma dança.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/8LfUvi1bof8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/8LfUvi1bof8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8LfUvi1bof8"></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Camila Fit]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/27/camila-fit/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:31:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/27/camila-fit/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2293219329_11b8289788_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-126" title="flash" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2293219329_11b8289788_o.jpg" alt="" width="296" height="449" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://eagoraminhafilha.wordpress.com/2009/11/27/147/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 00:39:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>eagoraminhafilha</dc:creator>
<guid>http://eagoraminhafilha.wordpress.com/2009/11/27/147/</guid>
<description><![CDATA[Putaqueopariu,viu. Não aguento mais este quarto de hotel. Uma semana já na Grande Porto Alegre. Hoje]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Putaqueopariu,viu. Não aguento mais este quarto de hotel. Uma semana já na Grande Porto Alegre. Hoje eu fiquei puta porque não fiz nada achando que ia no shopping para encontrar com a minha família,minha mãe, irmã e filharada. Eu liguei já tarde porque cheguei em casa do curso (nossa, chamei até o hotel de casa!) às 19h só. Sacooooo. Aí puta trampo pegar o ônibus, eles já estavam jantando, eu, ah, deixa vai. Vou ficar aqui abandonada nesse quarto 2&#215;2m e comer a merda do pastel nojento da esquina. Merdaaaaa. Bá, tudo tá me irritando. É ficar presa, sozinha, longe dos meus cachorros e do meu apto que nem é tão bom assim. Por que eu fui embora de Florianópolis hein, me diizi???Putaqueopariu de novo.</p>
<p>Não sei porque o ser humano tem essa necessidade de se sentir em casa, com suas coisas. Eu adoro viajar, mas pra conhecer, explorar, não pra ficar numa merda porrística de quarto de hotel.</p>
<p>Que que eu tô reclamando? Ontem fui num campeonato de escalada&#8230;achei o pessoal meio, sei lá, desconhecido. É isso, tô irritada de estar me sentindo sempre out, sempre fora do contexto.</p>
<p>Quer saber outra coisa? Não aguento mais me preocupar tanto com minha aparência. Com meus quilos a mais (sim, não são quilinhos a mais. São quilos mesmo :O ). Sabe que li num texto budista que quando estamos pouco espiritualizados é quando nos preocupamos excessivamente com o físico? Pode ser&#8230;Mas queria conseguir fazer exercícios e comer melhor&#8230;Por que não consigo? Por que a comida é tão importante pra mim? É tão essencial? Por que me dá tanto prazer? Sim, preenche. Eu sei todo o blá-blá-blá da carência afetiva e vazio. Da lei da compensação. Mas pôrracarái, por que não sou equilibrada e bem resolvida???POr queee me sinto feia SEMPRE? Pra depois me sentir idiota e fútil por isso. Tão bom quando a gente se sente feliz, bonita, cabelos ao vento, sorriso aberto, bronzeada do sol&#8230;</p>
<p>Ai, amiga você vai até me xingar com tanta criancisse num espacinho só, né, C.? Eu queria era um amor maior que eu e só. Ou talvez a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Só isso? Não, algum trocado pra garantia também <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Beijos</p>
<p>(transloucada e insatifeita crônica A.)<br />
 </p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><a href="http://eagoraminhafilha.wordpress.com/files/2009/11/lonely.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-149" title="lonely" src="http://eagoraminhafilha.wordpress.com/files/2009/11/lonely.jpg?w=300" alt="" width="300" height="236" /></a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Algumas Citações]]></title>
<link>http://bluesliterario.wordpress.com/2009/11/26/algumas-citacoes/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 21:42:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioguilherme</dc:creator>
<guid>http://bluesliterario.wordpress.com/2009/11/26/algumas-citacoes/</guid>
<description><![CDATA[Puxando de memória uma biografia do Napoleão, que eu li no 3º colegial, a situação que mais se gravo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Puxando de memória uma biografia do Napoleão, que eu li no 3º colegial, a situação que mais se gravou em minha memória foi dos momentos anteriores a sua queda, quando ele estava a parte de tudo e todos, num estado de coisas onde soluções e possibilidades não mais existiam. Ele estava sem chances e estava sozinho. Triste, não? A gente pode chamar de fim da linha, esgotamento, punição kármica aos abusos cometidos e de derrota. De todos, derrota é  o nome mais triste, pois implica em si a idéia de luta, de tentativa, de vontade.</p>
<p>Livro que muito trata disso, do lutar ao máximo e perder, é o <em>Velho e o Mar </em>do Hemingway, onde o Santiago até que se esforça e se reencontra como pescador, mas perde, mesmo que dignamente, para as forças da natureza. Perder, perder, perder é algo terrível. Pior ainda é quando não há espaço para sentir raiva e culpar alguém, isso deixa uma sensação de cansaço que beira as portas da melancolia, da verdadeira morte do espírito.</p>
<p>Imagem que traduz tudo isso que estou dizendo é uma do Fernando Pessoa, em que ele faz uma comparação com um fósforo frio, que se queima todo, mas não consegue mudar o ambiente e a dinâmica da vida e do Mundo, acaba riscado, apagado e jogado no chão, sobrevivente de si mesmo. Espírito e carne, fósforo e espírito, velho e pescador, vida e natureza, duelos, sem fim.</p>
<p>Para uma amiga, que não foi exatamente muito bacana numa situação pessoal, expliquei um dos princípios norteadores de toda a ação da minha vida: “não fazer nada errado e quando fizer, não deixar que alguém descubra, nem deixar que a consciência te devore.”</p>
<p>A consciência da culpa é muito fácil de ser ignorada. A consciência do esgotamento de opções, da inacessibilidade de um tempo passado e melhor, é terrível e constante. O saudosismo não é só português&#8230; No fim, todos, uma hora ou outra, vão descobrir algo que Steinbeck já bem disse em ratos e homens:</p>
<p>&#160;</p>
<p>A guy needs somebody &#8211; to be near him. A guy goes nuts if he ain&#8217;t got nobody. Don&#8217;t make no difference who the guy is, long&#8217;s he&#8217;s with you. I tell ya, I tell ya a guy gets too lonely an&#8217; he gets sick.&#8221;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Pois não importa a derrota, quando você tem alguém verdadeiramente ao seu lado.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[karen ceolin]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/26/karen-ceolin-3/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:22:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/26/karen-ceolin-3/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2283147857_812c761080_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-121" title="karen ceolin" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2283147857_812c761080_o.jpg" alt="" width="497" height="320" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[juliana sá]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/juliana-sa-2/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:49:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/juliana-sa-2/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2279908628_6e44f992bd_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="juliana sá" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2279908628_6e44f992bd_o.jpg" alt="" width="496" height="745" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O despertar do dia]]></title>
<link>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/11/25/o-despertar-do-dia/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:47:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Evandro</dc:creator>
<guid>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/11/25/o-despertar-do-dia/</guid>
<description><![CDATA[Acordou com o braço do marido pesando-lhe sobre a garganta, sufocando-a. Esquivou-se como pôde, sent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acordou com o braço do marido pesando-lhe sobre a garganta, sufocando-a. Esquivou-se como pôde, sentou-se junto à cabeceira, os olhos ainda turvos de sono e escuridão. Ainda era madrugada. Esfregou as pálpebras, diabos, dali a pouco teria que se levantar para ir trabalhar. Piscou algumas vezes mais e só então mirou o homem ao seu lado.</p>
<p>Era apenas sombra do que um dia fora. A barriga crescera em menos de cinco anos de casados, tinha também muitos mais pelos do que quando se conheceram. Ficara calvo. Passou a roncar, um ronco gutural cavernoso de quem vive cansado. Um homem decente, pensou, contudo. Dormindo assim, parecia um anjo boquirroto indefeso, o ventre volumoso a oscilar verticalmente com a respiração.</p>
<p>Há algum tempo passara a ignorá-la. Não se abraçavam, não trocavam carícias, mal se tocavam. Teria ele uma amante? Não, não sabia mentir tão bem a ponto de esconder dela um segredo como esse. Esquecera a última vez em que foram para a cama com um propósito que não o de dormir. Devia estar se masturbando, volta e meia o surpreendia no banheiro de modo que o deixava sem graça, sim, era óbvio. Ignorava-a, mas não por completo, afinal, ainda tinha pela esposa aquela dependência tão comum nos homens que os assemelham a meninos que em tudo precisam da mãe. Acordava, dava bom dia, perguntava pelo café e por uma camisa passada, punha-se a ler o jornal. Ela, já pronta, despedia-se, dava um beijo protocolar em seus lábios finos, reparava no farelo de pão misturando-se à barba, e nada falava. Dirigia-se à estação em passos rápidos, rumo à rotina diária do emprego enfadonho.</p>
<p>Misturava-se com facilidade à multidão. Era bonita, sabia, mas mantinha uma discrição que a fazia passar incólume por um olhar mais distraído. Vestia-se de maneira sóbria, camisa de botões e mangas longas, dobradas até os cotovelos, saia na altura dos joelhos e sandália de salto não muito alto. O cabelo negro e liso invariavelmente preso num coque, o olhar sempre distante só se abalava pela chegada da composição do metrô. Distraía-se com qualquer leitura, e isso contribuía para que seguisse no trajeto fechada em seu mundo.</p>
<p>Mas não naquele dia.</p>
<p>Atrapalhou-se com o cartão na roleta e o pequeno atraso fez com que não encontrasse lugar desocupado onde pudesse se sentar. Teria que ir em pé, não estava acostumada mas não havia jeito. Justo no dia em que resolvera usar a sandália nova, presente do marido. Era linda, mas doía-lhe na alma. Maldição, vou ficar com bolhas nos pés. Claro, ou o sapato é bonito ou é confortável.</p>
<p>Conforme passavam as estações, mais e mais pessoas entravam e se aglomeravam, vida de gado. Os espaços iam sendo preenchidos, e logo não conseguia mais se mexer. Equilibrava-se como podia num canto próximo à porta. Um senhor engravatado que postara-se atrás dela sarrava-lhe a bunda desavergonhadamente. Fazia-o com a mão dentro do bolso do paletó. Achou graça, mas aprumou um semblante sério e virou-se, indignada. O velho endireitou-se, afastou-se o suficiente para não ter mais contato. Ficou na estação do Flamengo.</p>
<p>Seu lugar foi prontamente ocupado. Sentiu um arfar no pescoço, respiração quente em contraste com o frio do ar condicionado, e uma pressão na altura das escápulas, amparando suas costas quando, no balanço do trajeto, inclinava-se pra trás. Olhou de soslaio buscando o reflexo dele no vidro da janela, era bonito e exalava um cheiro bom. Seria Issey Miyake?</p>
<p>As sandálias continuavam fazendo estragos em seus pés, os dedos, calcanhares, tudo doía. Aquele peito se impunha como salvação, seu único apoio, já que há muito não alcançava mais o ferro em que todos se seguravam. Em vão tentou se equilibrar, mas após um, dois solavancos desistiu, caravela ao sabor das marés.</p>
<p>Ele, porto seguro, de braços abertos e erguidos parecia abraçá-la. Os movimentos de ambos eram coordenados, ela pendia prum lado e ele a amortecia, ele forçava e ela cedia, numa dança surda. Em pouco tempo não precisavam do balanço do trem para criarem seus próprios passos, ela se arqueava e esfregava as costas feito gata, em movimentos mínimos e imperceptíveis para os demais. Ele diminuiu ainda mais a distância e fê-la sentir seu púbis.</p>
<p>Num choque sentiu-o roçar-lhe a bunda, o pau duro. O rosto se aqueceu, vergonha de si mesma. Forçou ainda mais o corpo contra o dele, você gosta disso, safado? Ele vai ficar doido se eu olhar pra trás assim, cadelinha no cio. Nossa, como ele é lindo. Isso, faz força também, me deixa sentir&#8230;</p>
<p>Sem fechar os olhos imaginou-o dentro dela, seu peso sobre ela com aquele hálito quente na nuca. Mordia-lhe o pescoço, puxava seus cabelos feito crina e metia, metia, metia dizendo-lhe nomes feios, pegava-a de quatro, com uma mão beliscava seu mamilo e com a outra brincava com seu grelo, chamando-a de puta, cadela, vagabunda, do jeito que gostava de ser tratada mas não tinha coragem de confessar ao marido. Haha o pobre coitado ficou estupefato quando sentei na cara dele e disse “me chupa”, pra ele aquilo era o máximo da perversão, tsc tsc. Arregalou aqueles olhões azuis e mal conseguiu botar a língua pra fora, eu rebolando na cara dele como se fodesse a cara dele e não o contrário. É um amador, no pior sentido da palavra, culpa minha por não saber me impor, talvez. Isso, faz força, cuidado, não exagera senão os outros reparam. Como será ele na cama? Vou rebolar mais um pouquinho pra ele, assim&#8230; queria tanto que pudesse me pegar pelos quadris&#8230; tô ficando suada, espero que esse desodorante não manche a camisa. Que gosto terá o suor dele?</p>
<p>“<em>Próxima estação&#8230; Cinelândia</em>”, anunciou o alto-falante. Outro choque, o da realidade. Saiu apressada pela porta, mas antes lançou um outro olhar para trás, o segundo. Ficara com cara de bobo, criança que fica sem o doce, roubado de sua boca. Ele ameaçou dizer algo, não disse. As portas se fecharam antes que saísse atrás dela. Aquela era a estação em que deveria ficar, também. Teria que voltar, perder tempo, chegaria atrasado em seu primeiro dia no novo emprego.</p>
<p><em>Roooooonc</em>&#8230; fez o marido, e quase se engasgou. Tocou em seu braço e notou que estava frio, puxou o edredon e o cobriu. Parecia sorrir-lhe em agradecimento. O quarto passara de uma negritude total a um cinza da manhã que se aproximava. Repassou a rotina mentalmente, tomar uma ducha, não molhar os cabelos, comer alguma coisa, escovar os dentes&#8230; ainda tinha sono, mas não se permitiria dormir mais.</p>
<p>Naquele dia subiu no elevador sem conseguir disfarçar um sorriso. Chegara pontualmente, mas o chefe pediu que a avisassem que a reunião fora adiada em uma hora. Resignou-se, esparramou-se na cadeira e observou os prédios vizinhos. Um homem estava pendurado no edifício em frente, fazia rapel e limpava as janelas pelo lado de fora. Teve raiva do próprio trabalho. Refez os acontecimentos do metrô. Um odor familiar ocorreu-lhe, esse cheiro&#8230; não pode ser&#8230; será?!</p>
<p>Levantou-se rápida da cadeira e foi até o corredor. Olhou para a direita, nada. Para a esquerda, e um vulto acabara de entrar na sala de seu chefe, fechando a porta atrás de si. Ergueu uma sobrancelha.</p>
<p>Aqueceu o café, serviu ao marido e, sem dizer uma palavra, saiu.</p>
<p>Atendeu ao telefone, era o chefe, convocando-a para a reunião. Chegando à sala, ele foi logo fazendo as apresentações.</p>
<p>-Stella, quero que conheça o Diego , ele auxiliará você no projeto da Netcom. Diego, você responderá diretamente à Stella, não se preocupe, você está em boas mãos. Ela já me salvou de cada enrascada que você nem pode imaginar, rapaz&#8230;</p>
<p>Descendo pela escada rolante, uma questão lhe ocorreu: ela era feliz? Pagou pelo bilhete no guichê, quando passava pela roleta a saia ficou presa, subiu um pouco, revelando toda a parte posterior das coxas. <em>Fifiiiiuuu</em>, assoviou alguém que vinha logo atrás. Sem se virar, ela diz:</p>
<p>-Preciso comprar um outro perfume pra você.</p>
<p>Rápido aperto de mãos, sob o olhar satisfeito do chefe. <em>Muito prazer</em>, disse Diego, e então Stella não precisaria mais imaginar como seria sua voz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[karen ceolin]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/karen-ceolin-2/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:20:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/karen-ceolin-2/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2267003970_2f469a2414_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-111" title="karen ceolin" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2267003970_2f469a2414_o.jpg" alt="" width="497" height="708" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma outra solidão]]></title>
<link>http://rfarinazzo.wordpress.com/2009/11/25/uma-outra-solidao/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 03:39:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>R. Farinazzo</dc:creator>
<guid>http://rfarinazzo.wordpress.com/2009/11/25/uma-outra-solidao/</guid>
<description><![CDATA[A eterna imagem das duas estradas Que divergem e só por tomá-las Nossas histórias estão traçadas Sen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A eterna imagem das duas estradas<br />
Que divergem e só por tomá-las<br />
Nossas histórias estão traçadas<br />
Sendo-nos impossível cambiá-las</p>
<p>Pois bem que há passos incanceláveis<br />
Mas adiante, outra encruzilhada!<br />
Acaso há destinos imutáveis?<br />
Não! Isso é da preguiça a fachada</p>
<p>Há porém uma escolha que faço<br />
Que embora possa voltar, não quero<br />
É o caminho de mais curto espaço<br />
Dele as melhores vistas espero</p>
<p>Nele algumas  de minhas facções<br />
Rebelam-se contra o meu poder<br />
Os torpes, da farsa os campeões<br />
Me atentam contra a ordem e o ser</p>
<p>Mas esta grata via, solitária<br />
Eu a tomo e persisto em tomar<br />
É a minha garantia diária<br />
De manter em mim mesmo o meu lar</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Sim(s)]]></title>
<link>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/11/24/felicidade-virtual/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:58:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Evandro</dc:creator>
<guid>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/11/24/felicidade-virtual/</guid>
<description><![CDATA[Por trás de todo o cinismo e ironia, há algum resquício de romantismo. Antes do ceticismo, houve um ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por trás de todo o cinismo e ironia, há algum resquício de romantismo.</p>
<p>Antes do ceticismo, houve um momento em que se permitiu sonhar.</p>
<p>Por vezes acreditou que, sim, a felicidade era possível.</p>
<p>Então fechou a janela de bate-papo e desligou o computador.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Momento Narrativo]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 07:24:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">&#8220;É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade&#8221;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>Clarice Lispector</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a rel="attachment wp-att-3136" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/insonia-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3136" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/insonia1.jpg" alt="" width="323" height="218" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ela perdeu o sono no meio da noite. Despertou assustada de um sonho – não sabia mais o que era! – e apenas ouviu sua respiração pesada e rápida enquanto interpretava a escuridão. Olhou para os todos os lados e, aos poucos, reconheceu o seu quarto no escuro da madrugada. Estava sozinha em sua cama e, apesar do receio de estar sem luz alguma, sentia-se protegida. Era seu quarto, era seu santuário, era o seu espaço único e especial no mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tentou reencontrar o sono, relaxou o corpo e se acomodou nos travesseiros. Mas nada adiantou – estava tão desperta como se o sol já tomasse conta do céu. Mesmo assim não se rendeu à energia de seu corpo e lembrou-se de que àquelas horas não dormidas lhe fariam falta no decorrer do dia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fitou o escuro e tentou não pensar em nada, afinal não queria se agitar mais. Nesse cenário, lembrou-se dos olhos dele. Ali, na escuridão de seu quarto, recordou-se daquele olhar que lhe penetrava a alma e desvendava os seus segredos mais profundos. Sentiu saudade – seu coração ficou bem pequeno -, sentiu vontade chorar, sentiu tristeza e sentiu raiva.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aquela lembrança, não tão recente, ainda lhe provocava ambíguos sentimentos e ela sentiu-se abalada pela confusão em seu interior. Resolveu apenas fechar os olhos e cantarolou uma canção popular. Se pensaria em algo até adormecer novamente, decidiu que não seria ele quem comandaria tais pensamentos e optou por algo mais leve.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Percebeu ali, naquele singular momento, que ainda não estava pronta para lidar com tudo o que havia acontecido!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os transtornos dela.]]></title>
<link>http://anomade.wordpress.com/2009/11/23/os-transtornos-dela/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:25:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Izabel</dc:creator>
<guid>http://anomade.wordpress.com/2009/11/23/os-transtornos-dela/</guid>
<description><![CDATA[Quanto tempo jogado&#8230; quantas letras perdidas. Já não há mais esperança De começar uma nova vid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quanto tempo jogado&#8230; quantas letras perdidas.</p>
<p>Já não há mais esperança</p>
<p>De começar uma nova vida.</p>
<p>Antes a alegria&#8230; a possibilidade de ter amigos&#8230; e preservar este amigos&#8230;</p>
<p>Os amigos se vão&#8230;</p>
<p>Não a suportam mais.</p>
<p>Ela não chora&#8230; no fundo sabe que é assim&#8230;</p>
<p>Seu jeito de ser, sua maneira de agir, só compreende quem perto dela está.</p>
<p>A única coisa que ela lamenta é o fato de não ter conseguido aos amigos conquistar.</p>
<p>Seus sonhos acabaram&#8230;</p>
<p>Nunca teve o direito de sonhar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Florbela Espanca: "... e não haver gestos novos nem palavras novas".    ]]></title>
<link>http://calcinhasnarede.wordpress.com/2009/11/23/florbela-espanca-e-nao-haver-gestos-novos-nem-palavras-novas/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:26:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>calcinhasnarede</dc:creator>
<guid>http://calcinhasnarede.wordpress.com/2009/11/23/florbela-espanca-e-nao-haver-gestos-novos-nem-palavras-novas/</guid>
<description><![CDATA[(por calcinha exocet) Quem já ouviu Raimundo Fagner cantando um poema de Florbela, Fanatismo? ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://calcinhasnarede.wordpress.com/files/2009/11/florbela_espanca.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2061" title="florbela_espanca" src="http://calcinhasnarede.wordpress.com/files/2009/11/florbela_espanca.jpg?w=274" alt="" width="274" height="300" /></a></p>
<p>(por <em>calcinha exocet</em>)</p>
<p>Quem já ouviu Raimundo Fagner cantando um poema de Florbela,<em> <span style="color:#ff0000;">Fanatismo</span></em>?</p>
<p>&#8220;Minh&#8217;alma, de sonhar-te, anda perdida</p>
<p>Meus olhos andam cegos de te ver</p>
<p>Não és sequer a razão do meu viver</p>
<p>Pois que tu és já toda a minha vida</p>
<p>Não vejo nada assim enlouquecida</p>
<p>Passo no mundo, meu amor, a ler</p>
<p>O misterioso livro do seu ser</p>
<p>A mesma história tantas vezes lida</p>
<p>Tudo no mundo é frágil, tudo passa</p>
<p>Quando me dizem isto, toda a graça</p>
<p>Duma boca divina fala em mim</p>
<p>E, olhos postos em ti, digo de rastros:</p>
<p>&#8216;Ah! Podem voar mundos, morrer astros,</p>
<p>Que tu és como um Deus, princípio e fim!&#8230;&#8221;</p>
<p>Essa poetisa portuguesa, nasceu em 8 de dezembro de 1894, em Vila Viçosa (Alentejo). Casou-se três vezes e morreu jovem, aos 36 anos. Seu primeiro casamento foi aos 19 anos, com Alberto Moutinho, um colega de estudos. Devido às dificuldades financeiras, ela e seu marido saem de Redondo, em 1915, e vão morar com o pai, João Maria Espanca, em Évora. Alberto Moutinho tem um caso com a empregada da casa, Henriqueta de Almeida, e, então, divorcia-se de Florbela.</p>
<p>Em 1916, volta a Redondo e reúne uma seleção de sua produção de 1915, inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e 3 contos. &#8220;O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o <span style="color:#0000ff;"><strong><span style="color:#000000;">Livro de Mágoas</span></strong> </span>e o <strong><span style="color:#0000ff;"><span style="color:#000000;">Livro de Soror </span><span style="color:#000000;">Saudade</span></span></strong>.&#8221; <a href="http://www.prahoje.com/florbela/index.php" target="_blank"> Fonte</a></p>
<p>Casa-se novamente, em 1921, com um oficial de artilharia, António Guimarães. Depois de sofrer dois abortos espontâneos, seu casamento termina pela segunda vez e sua família deixa de falar com ela. Essa nova situação a abala muito e sua saúde física e psicológica começa a dar sinais de fragilidade. Em 1925, em Matosinhos, casa-se pela terceira vez com o médico Mário Laje. Em 1927, perde o irmão, Apeles Espanca, num grave acidente de avião. A morte do irmão, mais um drama em sua vida, a afeta psicologicamente.</p>
<p>Em 2 de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: &#8220;&#8230; e não haver gestos novos nem palavras novas&#8221;. Às duas horas do dia 8 de dezembro de 1930 , no dia de seu aniversário, Florbela Espanca suicida-se, em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Postumamente, foram publicadas as obras <span style="color:#0000ff;"><span style="color:#000000;"><strong>Charneca em Flor</strong></span> </span>(1930), <span style="color:#000000;"><strong>Cartas de Florbela Espanca</strong> </span>(1930), <span style="color:#0000ff;"><strong><span style="color:#000000;">Juvenília</span></strong> </span>(1930), <span style="color:#000000;"><strong>As Marcas do Destino </strong></span>(1931, contos), <span style="color:#000000;"><strong>Cartas de Florbela Espanca</strong></span> (1949) e<span style="color:#0000ff;"> <strong><span style="color:#000000;">Diário Do Último Ano Seguido De um Poema Sem Título</span></strong></span> (1981).</p>
<p>Florbela Espanca teve um frio acolhimento em vida, a crítica da época não entendeu sua poesia. Esta caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, somados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude. Sua linguagem é  intensamente passional, centrada nas suas próprias frustrações e anseios. Seus versos estão também carregados de erotismo: &#8220;Olhos a arder em êxtase de amor,/ Boca a saber a sol, a fruto, a mel/ Sou a charneca rude a abrir em flor!&#8221;. Florbela tornou-se uma grande personalidade feminina nas primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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