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	<title>solidao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/solidao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "solidao"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:18:12 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Patrão, me conta uma boa notícia!]]></title>
<link>http://jehozadakpereira.wordpress.com/2010/02/10/patrao-me-conta-uma-boa-noticia/</link>
<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 05:41:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>jehozadakpereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Jehozadak Pereira - Patrão, eu estou “precisado” de ouvir uma boa notícia! Foi assim que o esfarrap]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ Jehozadak Pereira - Patrão, eu estou “precisado” de ouvir uma boa notícia! Foi assim que o esfarrap]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Do caminho do criador]]></title>
<link>http://liames.wordpress.com/2010/02/09/do-caminho-do-criador/</link>
<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 23:39:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>usernarme</dc:creator>
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<description><![CDATA[(&#8230;) e quando disseres: &#8220;Já não tenho uma consciência comum convosco&#8220;, isso será um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">(&#8230;) e quando disseres: &#8220;<em>Já não tenho uma consciência comum convosco</em>&#8220;, isso será uma queixa e uma dor. Em ti, então, há de ressoar a voz do rebanho. Olha: essa mesma dor é filha da consciência comum, e a <em>última centelha dessa consciência</em> ainda brilha na tua aflição. Queres porém seguir o caminho de sua aflição, que é o caminho para <em>ti mesmo</em>? <em>Demonstra-me o teu direito e tua força para isso! </em>Acaso és uma força nova ou um novo direito? Um primeiro movimento? Uma roda que gira sobre si mesma? <em>Podes obrigar as estrelas a girarem em torno de ti?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Ai! Existe tanta ansiedade pelas alturas!&#8230; Há tantas convulsões de ambição! Demonstra-me que não pertences ao número dos cobiçosos nem dos ambiciosos! Ai! Tantos pensamentos grandes que apenas fazem o mesmo que um fole. Incham e esvaziam.</p>
<p style="text-align:justify;">Chamas-te <em>livre?</em><em><strong> </strong></em><em><strong><span style="font-weight:normal;">Quero que me digas o teu pensamento fundamental, e não que te livraste de um julgamento</span></strong></em><em>.</em> Serás tu alguém que tenhas direito de te livrar de um julgamento? Há quem perca o seu último valor ao libertar-se da sua sujeição. Livre <em>de quê?</em> <em>Que</em> importa isso a Zaratustra? O teu olhar, porém, deve anunciar-se claramente: livre, <em>para quê? <span style="font-style:normal;">Podes proporcionar a ti mesmo o teu bem e o teu mal, e suspender a tua vontade por cima de ti como uma lei?  Podes ser o teu<em> próprio juiz e o teu próprio vingador</em> da tua lei?</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; <em>Terrível</em> é estar a sós com o juiz e o vingador da própria lei como estrela lançada ao espaço vazio no meio do sopro gelado da solidão. Ainda hoje te atormenta a multidão; ainda conservas o teu valor e as tuas esperanças todas. Um dia, contudo, te fatigará a solidão, se abaterá o teu orgulho e cerrarás os dentes. Um dia clamarás:<em> &#8220;estou só!&#8221;. <span style="font-style:normal;">Chegará um dia em que já não veja a tua altura, e em que a tua baixeza esteja demasiado perto de ti. A tua própria sublimidade te amendrontará como um fantasma. Um dia gritará: &#8220;Tudo é falso!&#8221;. Há sentimentos que querem matar o solitário. Não o conseguem? Pois eles que morram! (&#8230;)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">Meu irmão &#8230; já te livraste do tormento de ser justo para com os que te menosprezam? <em>Obrigas</em><strong> </strong>muitos a mudarem de opinião  a teu respeito; por isso te consideram. Abeiraste-te deles e contudo, passaste adiante; é coisa que te <em>não perdoam.</em> Elevaste-te acima deles: mas quanto mais alto sobes, tanto mais pequeno te vêem os olhos da inveja. E ninguém é tão odiado como o que voa. (&#8230;)</p>
<p style="text-align:justify;">Injustiça e baixeza é o que eles arrojam ao solitário; mas, meu irmão, se queres ser uma estrela nem por isso os hás de iluminar menos. E livra-te dos bons e dos justos! Agrada-lhes crucificar os que invejam a sua própria virtude: odeiam o solitário. E livra-te da simplicidade! A seus olhos não é santo o que é simples, e apraz-lhe brincar com fogo &#8230; das fogueiras. Há homens a quem não deves dar a mão, mas tão somente a pata, além disso quero a tua pata tenha garras. O pior inimigo, todavia, que pode encontra és tu mesmo; lança-te a ti próprio nas cavernas e nos bosques.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://liames.files.wordpress.com/2010/02/the_power_and_the_glory.jpg"><img class="size-full wp-image-387" title="The_Power_and_the_Glory" src="http://liames.files.wordpress.com/2010/02/the_power_and_the_glory.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">The Power and the Glory (Ray Caesar, 2005)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Solitário, tu segues o caminho que te conduz a ti mesmo! E o teu caminho passa por diante de ti e dos teus sete <em>demônios</em>. <em>Serás herege para ti mesmo, serás feiticeiro, adivinho, doido, incrédulo, ímpio e malvado.</em> É mister que queiras consumir-te na tua própria chama. Como quererias renovar-te sem primeiro te reduzires a cinzas? Solitário, tu segues o caminho do criador: queres tirar um deus dos teus sete demônios! Solitário, tu segues o caminho do amante, amas-te a ti mesmo, e por isso te desprezas, como só desprezam os amantes. <em>O amante quer criar porque despreza!</em> Que sabedoria do amor aquele que não devesse menosprezar justamente o que amava?</p>
<p style="text-align:justify;">Vai-te para o isolamento, meu irmão, com o teu amor e com a tua criação, e tarde será que a justiça te siga claudicando. Vai-te para o isolamento com as lágrimas, meu irmão. Eu amo o que quer criar qualquer  coisa superior a si mesmo e dessa arte sucumbe. <em>Assim falou Zaratustra.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Livre - A História de uma Epifania]]></title>
<link>http://brendanepomuceno.wordpress.com/2010/01/25/livre-a-historia-de-uma-epifania/</link>
<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 03:58:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Brenda Nepomuceno</dc:creator>
<guid>http://brendanepomuceno.wordpress.com/2010/01/25/livre-a-historia-de-uma-epifania/</guid>
<description><![CDATA[Eram seis da manhã e eu ainda não tinha conseguido dormir. Meu quarto já começava a ser iluminado pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Eram seis da manhã e eu ainda não tinha conseguido dormir. Meu quarto já começava a ser iluminado pela claridade da manhã do dia seguinte quando ouvi passarinhos cantando e minha mente já repleta de pensamentos frenéticos conseguiu produzir ainda mais um: &#8220;como é que os passarinhos sabem exatamente a hora de acordar e sair cantando por aí?&#8221; Parecia ser apenas mais uma divagação aleatória, mas não; era bem como eu me sentia. Como é que os passarinhos sabem a hora de acordar e sair cantando por aí? Como é que o rio sabe pra onde correr? Eles apenas sabem. Como é que eu sei que isso é o certo, que é o que Deus tem pra minha vida e que vai acabar tudo bem no final? Eu apenas sei.</p>
<p style="text-align:justify;">E é incrível como tudo acontece de uma vez só, como se as portas dos Céus tivessem se aberto e você pudesse enxergar tudo com uma clareza única pela primeira vez em sua vida. E por mais que doa, vem junto com a dor aquele sentimento de paz inexplicável por saber que é o certo. Que agora sou finalmente livre pra ser quem Deus quer que eu seja, onde quer que Ele quer que eu esteja, quando Ele quiser que aconteça. É libertador.</p>
<p style="text-align:justify;">E no meio de tudo isso, vejo postarem no <a href="http://twitter.com/_clispector">Twitter</a>: &#8220;Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão&#8221;. Mas ao contrário da &#8220;tia&#8221; Clarice, hoje posso falar a mesma frase num tom de deslumbramento por essa responsabilidade e pelas oportunidades que a liberdade da mesma me trazem. Está tudo entrando nos eixos, fazendo sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">Vai deixar uma marquinha profunda no coração? Pra sempre, mas não me arrependo de nada. Entretanto, a vida viverá. E com ela virão os novos sonhos de Deus, novas aventuras, outras vezes em que terei que me arriscar e me apegar tanto assim. É uma das maravilhas de ser um ser humano que respira. E de vez em quando, até o Orkut é sábio: &#8220;Sorte de hoje: Sua vida é limitada. Não perca tempo vivendo a vida de outra pessoa&#8221;. Então olá de volta, dona Brenda. É bom te ver por aqui de novo, na versão revista, atualizada e amadurecida. E inteira novamente.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Moral da história:</strong> Às vezes você não recebe o que quer. Mas às vezes é exatamente assim que nos tornamos livres pra ser quem Deus quer que sejamos &#8211; e eu desejo a todos vocês essa mesma epifania. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align:center;">&#8220;Elas não são palavras inúteis. São a sua vida.&#8221;<br />
(Deuteronômio 32:47)</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Brenda Nepomuceno</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[um trolley vermelho]]></title>
<link>http://eseeufosseazul.wordpress.com/2010/01/23/um-trolley-vermelho/</link>
<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 16:53:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>evasofia</dc:creator>
<guid>http://eseeufosseazul.wordpress.com/2010/01/23/um-trolley-vermelho/</guid>
<description><![CDATA[Esta manhã resolvi experimentar um novo horário de cinema. Aos sábados, no Alegro há sessões pelas 1]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Esta manhã resolvi experimentar um novo horário de cinema. Aos sábados, no Alegro há sessões pelas 1]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Soneto da Solitude]]></title>
<link>http://reflexoestranscritas.wordpress.com/2010/01/18/soneto-da-solitude/</link>
<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 18:32:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>hytakahashi</dc:creator>
<guid>http://reflexoestranscritas.wordpress.com/2010/01/18/soneto-da-solitude/</guid>
<description><![CDATA[Soneto da Solitude &#8211; Henrique Y. Takahashi Você me aparece sem avisar Do seu jeito, na surdina]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3 style="text-align:center;"><span style="color:#999999;">Soneto da Solitude &#8211; Henrique Y. Takahashi</span></h3>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Você me aparece sem avisar</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Do seu jeito, na surdina</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">presença gradual, que só vem aumentar.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Não abra a boca, sua cretina.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Desculpe por esta minha gritaria</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">É que a forma que você apareceu</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">não é a mesma que você vinha, como menina.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Perdoe-me, mas agora você me entristeceu.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Você foi má, horripilante</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Mas para você tudo foi emocionante</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">E não ache ruim de levar um sermão.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Porque você deve muito, se comportar</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Para que nunca mais venha-me assustar</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;">Senão você não terá mais minha presença, senhora solidão.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#999999;"><em>Em 8 de junho de 2009.</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dawn of the first day]]></title>
<link>http://soulvibrance.wordpress.com/2009/12/22/dawn-of-the-first-day/</link>
<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 22:03:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>esji</dc:creator>
<guid>http://soulvibrance.wordpress.com/2009/12/22/dawn-of-the-first-day/</guid>
<description><![CDATA[(72 hours remaining). Olho no relógio e não percebo o tempo passar. Quando olho no espelho, porém, s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>(72 hours remaining).</p>
<p>Olho no relógio e não percebo o tempo passar. Quando olho no espelho, porém, só o que vejo são as marcas do tempo.<br />
Meu rosto desfacelado, meus olhos corroídos pela acidez do veneno humano.<br />
Aqui, em um quarto escuro, frente a uma máquina, é que me refaço. Sozinha com minha própria intimidade, sozinha com minha própria solidão.<br />
Seria a solidão veneno ou antídoto?<br />
Enquanto nela consigo me expressar sem mágoa ou constrangimento, por sua causa meu ser não gosta de viver.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Solidão]]></title>
<link>http://twobecome1.wordpress.com/2009/11/30/solidao/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:29:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanessa Schunck</dc:creator>
<guid>http://twobecome1.wordpress.com/2009/11/30/solidao/</guid>
<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa vamos pedir perdão pela ausência. Sei que todos devem estar muito tristes se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#888888;"><em>Antes de qualquer coisa vamos pedir perdão pela ausência. Sei que todos devem estar muito tristes sem nossos posts tão envolventes&#8230; mas Felipe está em provas da faculdade e eu atolada de trampo, logo, andamos sem tempo.</em></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><em>Mas cá estou eu para a felicidade geral da nação! rs..</em></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><em>Agora o post&#8230;</em></span></p>
<p>**************************************************</p>
<p><span style="color:#888888;">Todos os dias passo por uma rua pra vir trabalhar onde tem um buteco, daqueles bem fuleiros mesmo.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Neste buteco, as 9h, 9h30 da manhã, os frequentadores mais assíduos são idosos, homens, e com expressões de tristeza que não consigo explicar.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Um em especial sempre me chama atenção, já que sempre fico parada num farol fechado bem na frente.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Como <em>(ainda)</em> não consegui tirar uma foto da cena, vou descrevê-la.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Sei que você tem uma imaginação fértil e vai conseguir visualizar.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;"><strong>&#8220;</strong>Um buteco bem fuleiro, com as paredes brancas descascadas, piso interno na frente vermelho esburacado embaixo de uma telha mal colocada.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;">Ao seu lado, uma porta verde que já não possui mais uma cor vibrante, alguns degraus de uma escada que apoia e sustenta o senhor que um dia me fez chorar.</span></p>
<p><span style="color:#f074b7;">Ele, calvo na parte superior da cabeça, cabelos brancos, cinza, sujos e oleosos. Olhos pequenos, pele magra e sofrida de uma vida cheia de coisas que jamais irei saber. Nenhum sorriso. Nunca. Somente uma barba longa da mesma cor de seu cabelo e um cansaço aparente, que nem a escada, nem o chão, nem a telha, nem a bebida e muito menos as pessoas que o cercam conseguem cessar. <strong>Seu olhar vê o nada e ele nem percebe que eu o enxergo</strong>. Será que ele tem quem o ame? Será que ele já amou? Será que ainda ama?<strong>&#8220;</strong></span></p>
<p><span style="color:#888888;">Hoje senti falta do &#8220;meu&#8221; velhinho do bar.</span></p>
<div id="attachment_110" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://twobecome1.wordpress.com/files/2009/11/velhinho.jpg"><img class="size-full wp-image-110" title="velhinho" src="http://twobecome1.wordpress.com/files/2009/11/velhinho.jpg" alt="" width="400" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">*imagem meramente ilustrativa*</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cena de Um Filme Particular]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 07:37:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/</guid>
<description><![CDATA[Cena 7.543 = Perdida em Sua Alma &#8220;Save me now From the depth of my infatuation I could drown I]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h1 style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Cena 7.543 = Perdida em Sua Alma</span></h1>
<p><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">&#8220;Save me now<br />
From the depth of my infatuation<br />
I could drown<br />
In the sea of love and isolation<br />
I&#8217;ll take you down<br />
If you just save me now&#8221;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Save Me Now</em> &#8211; Andru Donalds</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><a rel="attachment wp-att-3203" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/30/cena-de-um-filme-particular-12/about_loneliness_by_saligia1/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3203" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/about_loneliness_by_saligia1.jpg" alt="" width="300" height="417" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estava tão perdida em sua alma que já não conseguia voltar. Estava no fundo de seu ser – lá no escuro inexplorado por qualquer ser humano em sã consciência. Não sabia como havia chegado lá, apenas habitava aquele espaço pequeno e solitário há algum determinado tempo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Cotidianamente vestia uma máscara social e, para isso, normalmente fingia que estava tudo bem. Estampava um falso sorriso em seu rosto, agradava aos mais próximos, dava conselhos para os problemas alheios e sempre usava frases falsamente otimistas. Parecia forte, guerreira e determinada, mas isso tudo não passava de uma mera mentira.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não dormia direito, tinha pesadelos aterrorizantes e totalmente reais. Acordava já com vontade de gritar, mas não conseguia. Sua voz estava sempre presa no fundo de suas entranhas. Sentia uma forte dor pelo corpo, sabia que sua alma se despedaçava lentamente e simplesmente não conseguia fazer nada para se sentir bem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Descontava todas as suas frustrações e medos na comida – comia mais do que nunca, sempre estava com fome e engordava mais do que nunca. Sombriamente parecia saudável e, por isso mesmo, constantemente ouvia longos discursos de como estava acabando com seu corpo e com sua saúde.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não conseguia contar os seus segredos – havia criado raízes tão internas que simples palavras não podiam expressar o que sentia. Às vezes, vomitava uma declaração aqui e outra ali, mas nada demais ou tão sério. Tentava falar algumas verdades usando ironias e brincadeiras e sempre enganava seus interlocutores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na verdade, pedia ajuda, mas ninguém conseguia ouvi-la. Estava fundo demais!</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>“A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão”</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Machado de Assis</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Última Jornada]]></title>
<link>http://ratselewig.wordpress.com/2009/11/30/ultima-jornada/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 03:08:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rätsel Ewig</dc:creator>
<guid>http://ratselewig.wordpress.com/2009/11/30/ultima-jornada/</guid>
<description><![CDATA[Como se chorasse por nós, aquela chuva continuava a cair, incessante. Eu corria, com todas as minhas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Como se chorasse por nós, aquela chuva continuava a cair, incessante. Eu corria, com todas as minhas forças, perseguindo sua sombra&#8230; não queria acreditar. Você não estava mais aqui. Nunca mais iria sentir o calor de suas mãos, a ternura de seus lábios&#8230; Corri como se o mundo fosse acabar. Corri como se minha vida estivesse a se esvair&#8230; Era assim que me sentia.</p>
<p style="text-align:justify;">Não conseguia aceitar que tudo fosse acabar assim. Ontem, era como se tudo estivesse tão certo, perfeito; como se o futuro estivesse na palma de nossas mãos. Pela primeira vez, eu conheci o amor. Pela primeira vez, eu me sentia vivo&#8230; e num piscar de olhos, percebi que estava sobre um teto de vidro, prestes a se quebrar&#8230; A imagem de seu sorriso permanecia em minha mente, viva, cheia de detalhes. Mesmo sem forças, continuei a correr&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente tropecei e meu corpo foi ao chão, ficando ali, imóvel. Já não me restava força nem para levantar. Fechei ambas as mãos com força, deixando minha marca na areia molhada. Subitamente, percebi que não importava o quanto eu corresse, o quanto não quisesse acreditar, você nunca mais iria sorrir para mim. Você não estava mais nesse mundo. Apenas as lembranças de nosso tempo junto permaneciam vivas, mas agora queimavam em meu coração como brasa viva&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gritei de dor. As lágrimas não paravam de cair, confundindo-se com a própria chuva. Se você não estiver aqui, não quero viver. Era só o que eu conseguia pensar.</p>
<p style="text-align:justify;">Decidido, fiz um último esforço para me erguer e continuar caminhando. Só mais um pouco. Só mais um pouco e poderemos nos ver de novo&#8230; ignorei a dor, não queria pensar em mais nada. Sem você, perdi a razão. Mas tudo estava no fim; sim, já conseguia vê-lo: o lugar de nosso primeiro encontro, destinado a  nos reunir novamente&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Meus pés me levaram até a beira da escarpa, onde o som das águas se chocando com as pedras  soava para mim como um réquiem&#8230; O vento ficou mais forte e a chuva não queria cessar; um único passo era o que nos separava. Mais um único passo, e descansaria eternamente a teu lado. Olhei para frente e sorri, quando vi sua imagem no horizonte. Gentilmente, estendi minha mão para ti e iniciei minha última jornada&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O vendedor de passados]]></title>
<link>http://faroefaro.wordpress.com/2009/11/29/o-vendedor-de-passados/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:40:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Al-Harum</dc:creator>
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<description><![CDATA[Às portas do Museu Municipal de Faro ela procurava companhia. O Largo D. Afonso III era uma girândol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://faroefaro.wordpress.com/files/2009/11/faroeamigo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61" title="Sombra de lagartixa" src="http://faroefaro.wordpress.com/files/2009/11/faroeamigo.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Às portas do Museu Municipal de Faro ela procurava companhia. O Largo D. Afonso III era uma girândola de gente nessa noite, mas gente que nunca parava para falar. Ou iam para os cafés da Sé, ou de passagem para o Largo de S. Francisco onde o carro tinha ficado estacionado para evitar parquímetros e arrumadores.</p>
<p>As pessoas passavam, mas ela não tinha com quem conversar. Só uma pequena troca de palavras, era tudo o que pedia. Nada. Nem olá, nem adeus. Os bancos de rua não acolhiam ninguém, nem mesmo os degraus que recebiam de vez em quando os ocasionais precoces bêbedos nocturnos. As palavras não saem facilmente da boca de quem não concebe conversas com estranhos. Um contexto é fundamental. É a vida que nós temos, dizia para si mesma. É a solidão que deixámos que nos envolvesse.</p>
<p>Pelo menos tinha o calor do candeeiro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://maismais.wordpress.com/2009/11/29/70/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:18:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>thaissale</dc:creator>
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<description><![CDATA[Abri os olhos e não vi teto, em vez disso algumas nuvens dissolvidas em diferentes tons de azul. As ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Abri os olhos e não vi teto, em vez disso algumas nuvens dissolvidas em diferentes tons de azul. As mãos tateavam o chão e disseram areia quando os dedos afundaram e voltaram à superfície logo em seguida. Deitada, virei de um lado a outro, os braços ajudaram a subir o tronco, até que pude me sustentar apenas com uma mão apoiada, as pernas dobradas. O punho livre, limpei-o na barriga e com ele cocei os olhos com força. Ao abri-los e com a visão embaçada por causa do exagero em esfregá-los, vi três estátuas imponentes, distantes porém em um ponto que ainda era possível notar detalhes. As obras eram de mármore e por isso pareciam frescas a ponto de pensar em correr e dar um abraço em cada uma, tirar a roupa e passar o corpo por elas fazendo uma dança desesperada. O sol, que procurava as estátuas pois as conhecia bem, nascia atrás delas, disputando a atenção de cada uma comigo. Surgia aos poucos, porém para mim, afoita, parecia correr. O vento ocupava os espaços vazios, como se quisesse transformar a imensidão ocre em ringue e o sol já era visto quase por inteiro. Agarrou as estátuas e eu, obstinada, via a luz sujando o mármore, deixando-o cinza e lavado. Eu, que me levantava, ajoelhei rendida espremendo os olhos e mostrando os dentes para ninguém, expressão que logo virou um sorriso choroso, bastou para isso o sol ocupar seu lugar de realeza, como quem diz as estátuas são empecilhos à luz, à redondecência diária que, naquele momento, era vital. Tentando ficar sobre os dois pés, até que consegui, me deslocando em passos alheios à qualquer linha reta. As estátuas, ainda escuras em sua face contraluz, tentavam laçar meus pés com sombras espichadas e minha cambaleonice ajudava na fuga. O sol subia, levando meu olhar e meus braços, dois ponteiros. Quando ele ficou a pino, senti um poder enorme. As três estatuas, novamente tão brancas, que acenavam em desespero, vi que não passavam de pedra forjadamente produzida, uma ilusão que mesmo eterna, é eterna, e esse é seu maior problema. Com os braços para o alto encho os pulmões de ar, tentando guardar qualquer um daqueles elementos comigo. O sol vai para as minhas costas e eu ainda me dirijo às estátuas, agora dramaticamente ligadas. Tão lindas aquelas meninas, três amigas conversando, antes imponentes. A luz se joga sobre elas, que parecem ruborizar quando se aquecem. Volto a colocar os joelhos no solo depois sento e coloco a cabeça entre eles, ignorando a areia que se espalha nos cabelos. Olho as estátuas, como estão delicadas. Como me assustam, quando tomam vida! Tiro a roupa, o sol também reflete na minha pele, sem que isso signifique nada. Quero aquele mármore, já morno. E então o sol, imagino que esteja enciumado porém no fundo sei que ele só faz seu trabalho, puxa a noite com um fio de nylon, um fugitivo que deixa pistas, o amante que deixa rastros propositalmente. O chão atrai minhas costas e eles se tocam. Choro, assistida pelas primeiras estrelas, que nunca estiveram tão pálidas. A areia mais fria do mundo, outrora um lençol esticado, me ata imóvel. A lua-holofote fiscaliza para que eu não saia correndo. Nem teria forças. As estátuas caem no esquecimento, choro por eles para saber depois por que chorei. E o sol já nem existe por enquanto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recarregando as Baterias!]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/29/recarregando-as-baterias/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 08:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
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<description><![CDATA[“And if a double-decker bus Crashes into us To die by your side Such a heavenly way to die And if a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">“And if a double-decker bus<br />
Crashes into us<br />
To die by your side<br />
Such a heavenly way to die<br />
And if a ten-ton truck<br />
Kills the both of us<br />
To die by your side<br />
Well, the pleasure and the privilege is mine”</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>There Is A Light That Never Goes Out</em></strong><strong> &#8211; The Smiths</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a rel="attachment wp-att-3192" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/29/recarregando-as-baterias/pooh_pigley_eeyore/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3192" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/pooh_pigley_eeyore.jpg" alt="" width="463" height="334" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Confesso que o mês de Novembro não tem sido muito fácil. Ao certo não sei explicar o porquê disso, é apenas algo que sinto. E, nesta última semana, este sentimento foi intensificado: eu me senti muito cansada, esgotada e um pouco triste. Parece que o estresse do ano todo se focou nesta última semana e eu senti o peso de cada decisão, encarei cada final e, de alguma forma, percebi os caminhos errôneos que escolhi em algum determinado do meu passado. Relativamente, tenso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por isso que, encerrar a semana com classe, foi fundamental. E para isso eu não poderia ter sido mais feliz: companhia maravilhosa e querida, cinema e muito chopp para acompanhar risadas, conversas, confissões e amizade desenvolvida nas pequenas ações. Ao lado da Van e da Mari, fui ver <strong><em>500 Dias com Ela</em></strong>, filme o qual amei e escreverei sobre ele em outra oportunidade, e extravasei todo o sentimento ruim que estava dentro de mim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi tão bom! Tão simples! E tão perfeito! Ri, chorei, pensei na vida e, principalmente, percebi que não estou sozinha. Porque, afinal de tudo, é sempre bom saber que existem pessoas que entendem suas loucuras, oferecem carinho mesmo quando você não pede e conseguem olhar para além da máscara social.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com certeza isso é muito valioso!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De uma menina na janela]]></title>
<link>http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/2009/11/28/de-uma-menina-na-janela/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:04:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/2009/11/28/de-uma-menina-na-janela/</guid>
<description><![CDATA[Escolha as melhores palavras, olhos. Menina. Janela. Mar. Pintura. Escreva à lápis ou carvão, escrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4 style="text-align:justify;"><a href="http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/files/2009/11/a-janela-e-o-mar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-646" title="A Janela Para O Mar" src="http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/files/2009/11/a-janela-e-o-mar.jpg" alt="" width="400" height="386" /></a>Escolha as melhores palavras, olhos. Menina. Janela. Mar. Pintura. Escreva à lápis ou carvão, escreva assim: lápis ou carvão. Leia a primeira palavra olhos. Pense numa cor que combine com a tinta, esqueça o branco amarelado do papel, matize. Verde. Obtenha um cenário, uma sala. Preencha-a com móveis a menina o mar, abra o peito ao desatino. Releia a primeira palavra, reescreva no começo, dê vida, nasça, viva. Veja:</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Olhos verdes no verde do mar. Ondas, areia, ela via pela janela. Talvez uma gaivota, uma nuvem branca, outra onda rebentando na janela. Espuma, sol, maresia. A menina olhava e olhava intrigada para aquela nova paisagem; não estava acostumada. Não lembrava de quando seus pais decidiram comprar uma janela nova, não, não comentaram: ela só acordou um dia e a janela estava lá, no meio da sala, acima do sofá, com aquela paisagem agredindo seus olhos outrora serenos. Verde, porque o mar é verde e não azul como nas histórias que lia quando era criança.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Não, não era mais criança, uma mocinha, sempre lhe diziam fazendo-a ficar orgulhosa dos seus recém-completos quinze anos. Mas era também menina e tinha olhos de menina assim, verdes, e por que não azuis como os das princesas nos contos de fadas?, se perguntava. Nunca entendera essa coisa: na fantasia todo mundo tinha olho azul, da Cinderela ao Pato Donald, todos de olhão azul e na vida real azul era coisa rara, mesmo o céu de vez em quando enrustia e acordava cinza. Uma vez perguntou isso para a avó; Dona Mercedes respondeu que era por causa do país em que vivíamos, das descendências, que lá na Europa e também lá pro sul, onde o povo é descendente de europeu, todo mundo tem olho azul. Mas pouco importava, ela tinha olhos verdes, iguais ao mar, e só ela podia dizer que tinha olhos da cor do mar.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">E agora o mar parecia tão próximo da janela, quase que o podia tocar com a mão. O céu estava de um azul que não recordava ter visto antes que comprassem aquela janela. Até os raios de sol pareciam mais bonitos; como podia? Essa janela parece uma janela mágica, que coisa mais estranha. Pôs-se então a seguir com os olhos as ondulações da água até o fim do horizonte.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Teve, de súbito, a impressão de que algo estava por vir, qualquer coisa que dissesse que depois daquela parede de anil existia vida. Pensou num barco e, sentando-se numa cadeira, ficou a imaginar enquanto o esperava. Era um barco assim, desses bem velhinhos, barco de pescadores que quando voltava enchia de alegria as mulheres da vila. Eram os maridos voltando pra casa, sãos e salvos depois de dias navegando em mar aberto, felizes com a fartura de pescados, cavalinha, badejo, namorado, dourada, sardinha, cação e tantos outros tipos de peixe dos quais ela não lembrava o nome. E teve assim um desses apertos no peito, desses que alfinetam certeiro o coração quando se sente saudade de alguém de quem muito se gosta.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Percebeu então que estava com saudade e começou a sentir-se ansiosa pelo momento em que, junto das outras mulheres, correria para a praia para receber encher de carinhos os homens satisfeitos e cansados. Seu namorado estaria lá, no meio deles, e não era o peixe namorado, mas um menino assim igual ela, de olhos brilhantes e sonhadores, que dias atrás partiu para sua primeira viagem no mar. Fora todo empolgado ajudar o pai, pescador conhecido de todos, homem bom e honesto que desde cedo começou a ensinar a ele, seu filho mais velho, os segredos da pescaria. Agora chegou a vez do menino fazer seu teste, mostrar ao pai como tão bem havia aprendido o ofício. Entusiasmada, imaginou-se caminhando na praia ao lado dele deixando para trás um rastro sem-fim de pegadas na areia. Imaginou-se sorrindo numa felicidade mais feliz que aquelas que existiam nas novelas que sua mãe via na tevê. Imaginou-se no final de um filme, daqueles onde todo mundo acaba bem e a vida parece tão mais bonita que a vida real.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Mas eles estavam demorando tanto para chegar, olhava pela janela, olhava de novo e só via a mesma água verde e o mesmo céu azul e nada mais. Nem um barco, nem um pontinho preto que fosse, lá longe, ela procurava, tinha que ver, mas nada. Só tinha água e aquela mesma gaivota que insistia em sobrevoar a praia como que estática na paisagem. Começou então a sentir-se agoniada, e se tivesse acontecido alguma coisa?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Lembrou-se que na noite passada havia chovido e sabia que a chuva no mar é sempre mais forte e pode causar grandes estragos, principalmente num barco velho de guerra como aquele. Sentiu o coração disparar, um suor frio escorrendo pela testa, as mãos tremendo só de pensar que. E se o barco não voltasse? Se seu menino não viesse, o que seria de seus dias? Enlouqueceria. Morreria de solidão, com certeza. Ninguém pode viver bem sendo tão só. Era injusto, ele era seu primeiro namorado, seu primeiro amor e ela já sabia, sempre soube que era… Era para ser. Eterno.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Sentiu vontade de chorar mas não pôde, forçava e forçava mas as lágrimas não saiam, só ficava este nó entalado na garganta, este grito de dor encravado nas entranhas e este medo enrubescido na alma. Já não via mais beleza na paisagem, não tinha graça olhar para a praia, a areia, as ondas, o céu, a água salgada. Era tudo tão feio, insosso, sem cor, tão sem vida. E odiou seus pais por terem posto aquela maldita janela ali no meio da sala para que ela olhasse, odiou a si mesma por estar a olhar pela janela, odiou a espera que nunca acabava, que nunca acaba e.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Fechou os olhos e sentiu descer uma lágrima, uma única lágrima, uma mísera lágrima solitária. Lembrou-se então das noites que chorava baixinho trancada no quarto em noites de chuva. Lembrou-se de que não era feliz e que era sozinha. Lembrou-se que não tinha nenhum barco para chegar, que não tinha namorado e não morava em nenhuma vila de pescadores e sim numa cidade. Lembrou-se, por fim, que na sua cidade também não tinha mar, que morava num apartamento e que em volta a paisagem era toda cinza.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Toda trêmula de ódio, arrancou a moldura da parede e da moldura arrancou a pintura e depois de rasgá-la ao meio, deixou-a cair no chão e pôs-se a pisoteá-la como se pisoteasse sua própria tristeza.</h4>
<p>&#160;</p>
<pre style="text-align:right;"><em>27 de Novembro — 2009</em></pre>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[pool[a]]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/28/poola/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 12:36:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/28/poola/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/pool.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-133" title="pool" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/pool.jpg" alt="" width="497" height="331" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apenas Sensações...]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 08:09:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</guid>
<description><![CDATA[Vazio A noite é como um olhar longo e claro de mulher. Sinto-me só. Em todas as coisas que me rodeia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>Vazio </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">A noite é como um olhar longo e claro de mulher.<br />
Sinto-me só.<br />
Em todas as coisas que me rodeiam<br />
Há um desconhecimento completo da minha infelicidade.<br />
A noite alta me espia pela janela<br />
E eu, desamparado de tudo, desamparado de mim próprio<br />
Olho as coisas em torno<br />
Com um desconhecimento completo das coisas que me rodeiam.<br />
Vago em mim mesmo, sozinho, perdido<br />
Tudo é deserto, minha alma é vazia<br />
E tem o silêncio grave dos templos abandonados.<br />
Eu espio a noite pela janela<br />
Ela tem a quietação maravilhosa do êxtase.<br />
Mas os gatos embaixo me acordam gritando luxúrias<br />
E eu penso que amanhã&#8230;<br />
Mas a gata vê na rua um gato preto e grande<br />
E foge do gato cinzento.<br />
Eu espio a noite maravilhosa<br />
Estranha como um olhar de carne.<br />
Vejo na grade o gato cinzento olhando os amores da gata e do gato preto<br />
Perco-me por momentos em antigas aventuras<br />
E volto à alma vazia e silenciosa que não acorda mais<br />
Nem à noite clara e longa como um olhar de mulher<br />
Nem aos gritos luxuriosos dos gatos se amando na rua.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Vinícius de Moraes</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Janelas e cortinas]]></title>
<link>http://setedoses.com/2009/11/27/janelas-e-cortinas/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 21:24:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnobile</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Inegavelmente havia beleza na imagem daquele copo sobre a mesa. Na sala escura, à meia-penumbra, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MTpDo6SWEy0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MTpDo6SWEy0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Inegavelmente havia beleza na imagem daquele copo sobre a mesa. Na sala escura, à meia-penumbra, apenas a mesa era iluminada pela branda luz externa de um dia nublado. Podia sentir as nuvens esparramando-se pelo vidro da janela. Agora sentado no sofá, a alguns metros de distância, Seu Edgardo contemplava a cena supracitada, com uma conclusão dura, porém óbvia: a mesa e o copo vazio eram a materialização da ausência.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos 63 anos aquela era a primeira vez em uma década que ele ficava absolutamente sozinho em casa. Há exatamente dez anos, depois de sua esposa, dona Maria Miquelina, ter sido levada sorrateiramente pela mão por um câncer no esôfago, Seu Edgardo decidiu que era hora de voltar a morar com o pai, Seu Rufino, num miúdo casebre, de bom tamanho para os dois.</p>
<p style="text-align:justify;">E aquela foi mesmo uma década de hábitos simples e pequenos gestos. Pai e filho praticamente não saíam de casa, apenas para comprar pouca comida e muita bebida. Passavam manhãs, tardes e noites jogando dominó, cartas e entoando antigas canções: Seu Edgardo na voz gasta, Seu Rufino no violão surrado. Quando jogavam os passatempos, não se falavam. Dialogavam apenas por meio das músicas. Conversar mesmo, quase nunca. Não precisavam. Quando queriam se comunicar, gestos bastavam. Quando, por exemplo, um passarinho cantava bonito no quintal, o pai cutucava o filho, depois fazia uma concha com a mão direita na própria orelha e colocava a esquerda no peito, como quem diz: &#8220;escuta só que beleza, meu filho, escuta&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A relação com Seu Rufino ensinara ao filho Edgardo que ele sabia &#8211; e adorava &#8211; conviver com o silêncio a dois. Já era assim, nos tempos de outrora, com sua saudosa esposa Miquelina. O que não suportava era o torpor da mudez solitária.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso olhava fixamente para aquela mesa havia mais de uma semana. Era este o tempo que Seu Rufino, aos 86 anos, fora escolhido para não mais voltar. Sem despedida, sem palavra, sem alarde. Resignado, na companhia apenas do vazio do copo vazio, Seu Edgardo descobriu que a solidão guarda sua beleza apenas para quem abre a janela para vê-la e não pra quem fecha as cortinas.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Lucas Nobile escreve às sextas-feiras para o Sete Doses e homenageia Seu Rufino, Seu Edgardo e Dona Maria Miquelina com o samba-canção &#8220;Naquela Mesa&#8221;, declaração saudosa de Sérgio Bittencourt a seu pai Jacob do Bandolim, gravada agora no belíssimo disco de Otto, &#8220;Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos&#8221;. E enaltece o cantor pernambucano por ter feito um registro bonito como os antológicos de Nelson Gonçalves e Elizeth Cardoso.</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação - Solidão, segundo Osho.]]></title>
<link>http://massagemayurvedica.wordpress.com/2009/11/27/meditacao-solidao-segundo-osho/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 20:45:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>massagemayurvedica</dc:creator>
<guid>http://massagemayurvedica.wordpress.com/2009/11/27/meditacao-solidao-segundo-osho/</guid>
<description><![CDATA[1. &#8220;As pessoas acham que solidão é sinônimo de tristeza. É uma interpretação errada, porque tu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>1. &#8220;As pessoas acham que solidão é sinônimo de tristeza. É uma interpretação errada, porque tudo o que há de belo sempre acontece quando se está sozinho, nunca no meio de uma multidão. Estamos condicionados a achar que ficar sozinho provoca mal-estar. E que a felicidade reside em estar com outras pessoas. Isso nem sempre é verdade. A felicidade que se origina de estar com outras pessoas é muito superficial, enquanto a felicidade que surge quando você está sozinho é muito profunda. Portanto, aproveite-a.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Uma farmácia para a alma&#8221;</p>
<p>2. &#8220;A solidão é uma flor, um lótus florindo no seu coração. A solidão é positiva, é saúde. É a alegria de ser você mesmo. É a alegria de ter o seu próprio espaço.&#8221; - trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p>3. &#8220;Meditação significa êxtase na solidão. Só se está realmente vivo quando se é capaz de estar só, quando não se depende de nada nem de ninguém, seja qual for a situação.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p>4. &#8220;Festeje a solidão, celebre o seu espaço puro e uma grande canção surgirá em seu coração. Será a canção de um pássaro solitário chamando ao longe &#8211; não chamando alguém em particular, mas apenas chamando, porque seu coração está cheio e deseja chamar, porque a nuvem está cheia e deseja chover, porque a flor está cheia, as pétalas se abrem e a fragrância é liberada&#8230; sem destino específico. Deixe a solidão se transformar em uma dança.&#8221; &#8211; trecho extraído do livro &#8220;Meditação a primeira e última liberdade&#8221;</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/8LfUvi1bof8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/8LfUvi1bof8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8LfUvi1bof8"></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Camila Fit]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/27/camila-fit/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:31:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/27/camila-fit/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2293219329_11b8289788_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-126" title="flash" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2293219329_11b8289788_o.jpg" alt="" width="296" height="449" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://eagoraminhafilha.wordpress.com/2009/11/27/147/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 00:39:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>eagoraminhafilha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Putaqueopariu,viu. Não aguento mais este quarto de hotel. Uma semana já na Grande Porto Alegre. Hoje]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Putaqueopariu,viu. Não aguento mais este quarto de hotel. Uma semana já na Grande Porto Alegre. Hoje eu fiquei puta porque não fiz nada achando que ia no shopping para encontrar com a minha família,minha mãe, irmã e filharada. Eu liguei já tarde porque cheguei em casa do curso (nossa, chamei até o hotel de casa!) às 19h só. Sacooooo. Aí puta trampo pegar o ônibus, eles já estavam jantando, eu, ah, deixa vai. Vou ficar aqui abandonada nesse quarto 2&#215;2m e comer a merda do pastel nojento da esquina. Merdaaaaa. Bá, tudo tá me irritando. É ficar presa, sozinha, longe dos meus cachorros e do meu apto que nem é tão bom assim. Por que eu fui embora de Florianópolis hein, me diizi???Putaqueopariu de novo.</p>
<p>Não sei porque o ser humano tem essa necessidade de se sentir em casa, com suas coisas. Eu adoro viajar, mas pra conhecer, explorar, não pra ficar numa merda porrística de quarto de hotel.</p>
<p>Que que eu tô reclamando? Ontem fui num campeonato de escalada&#8230;achei o pessoal meio, sei lá, desconhecido. É isso, tô irritada de estar me sentindo sempre out, sempre fora do contexto.</p>
<p>Quer saber outra coisa? Não aguento mais me preocupar tanto com minha aparência. Com meus quilos a mais (sim, não são quilinhos a mais. São quilos mesmo :O ). Sabe que li num texto budista que quando estamos pouco espiritualizados é quando nos preocupamos excessivamente com o físico? Pode ser&#8230;Mas queria conseguir fazer exercícios e comer melhor&#8230;Por que não consigo? Por que a comida é tão importante pra mim? É tão essencial? Por que me dá tanto prazer? Sim, preenche. Eu sei todo o blá-blá-blá da carência afetiva e vazio. Da lei da compensação. Mas pôrracarái, por que não sou equilibrada e bem resolvida???POr queee me sinto feia SEMPRE? Pra depois me sentir idiota e fútil por isso. Tão bom quando a gente se sente feliz, bonita, cabelos ao vento, sorriso aberto, bronzeada do sol&#8230;</p>
<p>Ai, amiga você vai até me xingar com tanta criancisse num espacinho só, né, C.? Eu queria era um amor maior que eu e só. Ou talvez a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Só isso? Não, algum trocado pra garantia também <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Beijos</p>
<p>(transloucada e insatifeita crônica A.)<br />
 </p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><a href="http://eagoraminhafilha.wordpress.com/files/2009/11/lonely.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-149" title="lonely" src="http://eagoraminhafilha.wordpress.com/files/2009/11/lonely.jpg?w=300" alt="" width="300" height="236" /></a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Algumas Citações]]></title>
<link>http://bluesliterario.wordpress.com/2009/11/26/algumas-citacoes/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 21:42:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioguilherme</dc:creator>
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<description><![CDATA[Puxando de memória uma biografia do Napoleão, que eu li no 3º colegial, a situação que mais se gravo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Puxando de memória uma biografia do Napoleão, que eu li no 3º colegial, a situação que mais se gravou em minha memória foi dos momentos anteriores a sua queda, quando ele estava a parte de tudo e todos, num estado de coisas onde soluções e possibilidades não mais existiam. Ele estava sem chances e estava sozinho. Triste, não? A gente pode chamar de fim da linha, esgotamento, punição kármica aos abusos cometidos e de derrota. De todos, derrota é  o nome mais triste, pois implica em si a idéia de luta, de tentativa, de vontade.</p>
<p>Livro que muito trata disso, do lutar ao máximo e perder, é o <em>Velho e o Mar </em>do Hemingway, onde o Santiago até que se esforça e se reencontra como pescador, mas perde, mesmo que dignamente, para as forças da natureza. Perder, perder, perder é algo terrível. Pior ainda é quando não há espaço para sentir raiva e culpar alguém, isso deixa uma sensação de cansaço que beira as portas da melancolia, da verdadeira morte do espírito.</p>
<p>Imagem que traduz tudo isso que estou dizendo é uma do Fernando Pessoa, em que ele faz uma comparação com um fósforo frio, que se queima todo, mas não consegue mudar o ambiente e a dinâmica da vida e do Mundo, acaba riscado, apagado e jogado no chão, sobrevivente de si mesmo. Espírito e carne, fósforo e espírito, velho e pescador, vida e natureza, duelos, sem fim.</p>
<p>Para uma amiga, que não foi exatamente muito bacana numa situação pessoal, expliquei um dos princípios norteadores de toda a ação da minha vida: “não fazer nada errado e quando fizer, não deixar que alguém descubra, nem deixar que a consciência te devore.”</p>
<p>A consciência da culpa é muito fácil de ser ignorada. A consciência do esgotamento de opções, da inacessibilidade de um tempo passado e melhor, é terrível e constante. O saudosismo não é só português&#8230; No fim, todos, uma hora ou outra, vão descobrir algo que Steinbeck já bem disse em ratos e homens:</p>
<p>&#160;</p>
<p>A guy needs somebody &#8211; to be near him. A guy goes nuts if he ain&#8217;t got nobody. Don&#8217;t make no difference who the guy is, long&#8217;s he&#8217;s with you. I tell ya, I tell ya a guy gets too lonely an&#8217; he gets sick.&#8221;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Pois não importa a derrota, quando você tem alguém verdadeiramente ao seu lado.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[karen ceolin]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/26/karen-ceolin-3/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:22:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2283147857_812c761080_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-121" title="karen ceolin" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2283147857_812c761080_o.jpg" alt="" width="497" height="320" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[juliana sá]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/juliana-sa-2/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:49:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
<guid>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/juliana-sa-2/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2279908628_6e44f992bd_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="juliana sá" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2279908628_6e44f992bd_o.jpg" alt="" width="496" height="745" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O despertar do dia]]></title>
<link>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/11/25/o-despertar-do-dia/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:47:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Evandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acordou com o braço do marido pesando-lhe sobre a garganta, sufocando-a. Esquivou-se como pôde, sent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acordou com o braço do marido pesando-lhe sobre a garganta, sufocando-a. Esquivou-se como pôde, sentou-se junto à cabeceira, os olhos ainda turvos de sono e escuridão. Ainda era madrugada. Esfregou as pálpebras, diabos, dali a pouco teria que se levantar para ir trabalhar. Piscou algumas vezes mais e só então mirou o homem ao seu lado.</p>
<p>Era apenas sombra do que um dia fora. A barriga crescera em menos de cinco anos de casados, tinha também muitos mais pelos do que quando se conheceram. Ficara calvo. Passou a roncar, um ronco gutural cavernoso de quem vive cansado. Um homem decente, pensou, contudo. Dormindo assim, parecia um anjo boquirroto indefeso, o ventre volumoso a oscilar verticalmente com a respiração.</p>
<p>Há algum tempo passara a ignorá-la. Não se abraçavam, não trocavam carícias, mal se tocavam. Teria ele uma amante? Não, não sabia mentir tão bem a ponto de esconder dela um segredo como esse. Esquecera a última vez em que foram para a cama com um propósito que não o de dormir. Devia estar se masturbando, volta e meia o surpreendia no banheiro de modo que o deixava sem graça, sim, era óbvio. Ignorava-a, mas não por completo, afinal, ainda tinha pela esposa aquela dependência tão comum nos homens que os assemelham a meninos que em tudo precisam da mãe. Acordava, dava bom dia, perguntava pelo café e por uma camisa passada, punha-se a ler o jornal. Ela, já pronta, despedia-se, dava um beijo protocolar em seus lábios finos, reparava no farelo de pão misturando-se à barba, e nada falava. Dirigia-se à estação em passos rápidos, rumo à rotina diária do emprego enfadonho.</p>
<p>Misturava-se com facilidade à multidão. Era bonita, sabia, mas mantinha uma discrição que a fazia passar incólume por um olhar mais distraído. Vestia-se de maneira sóbria, camisa de botões e mangas longas, dobradas até os cotovelos, saia na altura dos joelhos e sandália de salto não muito alto. O cabelo negro e liso invariavelmente preso num coque, o olhar sempre distante só se abalava pela chegada da composição do metrô. Distraía-se com qualquer leitura, e isso contribuía para que seguisse no trajeto fechada em seu mundo.</p>
<p>Mas não naquele dia.</p>
<p>Atrapalhou-se com o cartão na roleta e o pequeno atraso fez com que não encontrasse lugar desocupado onde pudesse se sentar. Teria que ir em pé, não estava acostumada mas não havia jeito. Justo no dia em que resolvera usar a sandália nova, presente do marido. Era linda, mas doía-lhe na alma. Maldição, vou ficar com bolhas nos pés. Claro, ou o sapato é bonito ou é confortável.</p>
<p>Conforme passavam as estações, mais e mais pessoas entravam e se aglomeravam, vida de gado. Os espaços iam sendo preenchidos, e logo não conseguia mais se mexer. Equilibrava-se como podia num canto próximo à porta. Um senhor engravatado que postara-se atrás dela sarrava-lhe a bunda desavergonhadamente. Fazia-o com a mão dentro do bolso do paletó. Achou graça, mas aprumou um semblante sério e virou-se, indignada. O velho endireitou-se, afastou-se o suficiente para não ter mais contato. Ficou na estação do Flamengo.</p>
<p>Seu lugar foi prontamente ocupado. Sentiu um arfar no pescoço, respiração quente em contraste com o frio do ar condicionado, e uma pressão na altura das escápulas, amparando suas costas quando, no balanço do trajeto, inclinava-se pra trás. Olhou de soslaio buscando o reflexo dele no vidro da janela, era bonito e exalava um cheiro bom. Seria Issey Miyake?</p>
<p>As sandálias continuavam fazendo estragos em seus pés, os dedos, calcanhares, tudo doía. Aquele peito se impunha como salvação, seu único apoio, já que há muito não alcançava mais o ferro em que todos se seguravam. Em vão tentou se equilibrar, mas após um, dois solavancos desistiu, caravela ao sabor das marés.</p>
<p>Ele, porto seguro, de braços abertos e erguidos parecia abraçá-la. Os movimentos de ambos eram coordenados, ela pendia prum lado e ele a amortecia, ele forçava e ela cedia, numa dança surda. Em pouco tempo não precisavam do balanço do trem para criarem seus próprios passos, ela se arqueava e esfregava as costas feito gata, em movimentos mínimos e imperceptíveis para os demais. Ele diminuiu ainda mais a distância e fê-la sentir seu púbis.</p>
<p>Num choque sentiu-o roçar-lhe a bunda, o pau duro. O rosto se aqueceu, vergonha de si mesma. Forçou ainda mais o corpo contra o dele, você gosta disso, safado? Ele vai ficar doido se eu olhar pra trás assim, cadelinha no cio. Nossa, como ele é lindo. Isso, faz força também, me deixa sentir&#8230;</p>
<p>Sem fechar os olhos imaginou-o dentro dela, seu peso sobre ela com aquele hálito quente na nuca. Mordia-lhe o pescoço, puxava seus cabelos feito crina e metia, metia, metia dizendo-lhe nomes feios, pegava-a de quatro, com uma mão beliscava seu mamilo e com a outra brincava com seu grelo, chamando-a de puta, cadela, vagabunda, do jeito que gostava de ser tratada mas não tinha coragem de confessar ao marido. Haha o pobre coitado ficou estupefato quando sentei na cara dele e disse “me chupa”, pra ele aquilo era o máximo da perversão, tsc tsc. Arregalou aqueles olhões azuis e mal conseguiu botar a língua pra fora, eu rebolando na cara dele como se fodesse a cara dele e não o contrário. É um amador, no pior sentido da palavra, culpa minha por não saber me impor, talvez. Isso, faz força, cuidado, não exagera senão os outros reparam. Como será ele na cama? Vou rebolar mais um pouquinho pra ele, assim&#8230; queria tanto que pudesse me pegar pelos quadris&#8230; tô ficando suada, espero que esse desodorante não manche a camisa. Que gosto terá o suor dele?</p>
<p>“<em>Próxima estação&#8230; Cinelândia</em>”, anunciou o alto-falante. Outro choque, o da realidade. Saiu apressada pela porta, mas antes lançou um outro olhar para trás, o segundo. Ficara com cara de bobo, criança que fica sem o doce, roubado de sua boca. Ele ameaçou dizer algo, não disse. As portas se fecharam antes que saísse atrás dela. Aquela era a estação em que deveria ficar, também. Teria que voltar, perder tempo, chegaria atrasado em seu primeiro dia no novo emprego.</p>
<p><em>Roooooonc</em>&#8230; fez o marido, e quase se engasgou. Tocou em seu braço e notou que estava frio, puxou o edredon e o cobriu. Parecia sorrir-lhe em agradecimento. O quarto passara de uma negritude total a um cinza da manhã que se aproximava. Repassou a rotina mentalmente, tomar uma ducha, não molhar os cabelos, comer alguma coisa, escovar os dentes&#8230; ainda tinha sono, mas não se permitiria dormir mais.</p>
<p>Naquele dia subiu no elevador sem conseguir disfarçar um sorriso. Chegara pontualmente, mas o chefe pediu que a avisassem que a reunião fora adiada em uma hora. Resignou-se, esparramou-se na cadeira e observou os prédios vizinhos. Um homem estava pendurado no edifício em frente, fazia rapel e limpava as janelas pelo lado de fora. Teve raiva do próprio trabalho. Refez os acontecimentos do metrô. Um odor familiar ocorreu-lhe, esse cheiro&#8230; não pode ser&#8230; será?!</p>
<p>Levantou-se rápida da cadeira e foi até o corredor. Olhou para a direita, nada. Para a esquerda, e um vulto acabara de entrar na sala de seu chefe, fechando a porta atrás de si. Ergueu uma sobrancelha.</p>
<p>Aqueceu o café, serviu ao marido e, sem dizer uma palavra, saiu.</p>
<p>Atendeu ao telefone, era o chefe, convocando-a para a reunião. Chegando à sala, ele foi logo fazendo as apresentações.</p>
<p>-Stella, quero que conheça o Diego , ele auxiliará você no projeto da Netcom. Diego, você responderá diretamente à Stella, não se preocupe, você está em boas mãos. Ela já me salvou de cada enrascada que você nem pode imaginar, rapaz&#8230;</p>
<p>Descendo pela escada rolante, uma questão lhe ocorreu: ela era feliz? Pagou pelo bilhete no guichê, quando passava pela roleta a saia ficou presa, subiu um pouco, revelando toda a parte posterior das coxas. <em>Fifiiiiuuu</em>, assoviou alguém que vinha logo atrás. Sem se virar, ela diz:</p>
<p>-Preciso comprar um outro perfume pra você.</p>
<p>Rápido aperto de mãos, sob o olhar satisfeito do chefe. <em>Muito prazer</em>, disse Diego, e então Stella não precisaria mais imaginar como seria sua voz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[karen ceolin]]></title>
<link>http://tcapute.wordpress.com/2009/11/25/karen-ceolin-2/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:20:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Capute</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2267003970_2f469a2414_o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-111" title="karen ceolin" src="http://tcapute.wordpress.com/files/2009/11/2267003970_2f469a2414_o.jpg" alt="" width="497" height="708" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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