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	<title>substancia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/substancia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "substancia"</description>
	<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 12:20:27 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[4. PLANOS DE CONSISTÊNCIA e CORPOS SEM ORGÃOS em Deleuze]]></title>
<link>http://stylo.wordpress.com/2009/09/21/4-plano-de-consistencia-e-corpos-sem-orgaos-em-deleuze/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 00:47:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>mecanosfera</dc:creator>
<guid>http://stylo.wordpress.com/2009/09/21/4-plano-de-consistencia-e-corpos-sem-orgaos-em-deleuze/</guid>
<description><![CDATA[Download integral aqui C Plano de Consistência, (Corpo sem órgãos). O PLANO DE CONSISTÊNCIA ou de co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_5082" class="wp-caption aligncenter" style="width: 200px"><a href="http://www.freewebtown.com/polis_contemp/Gilles%20Deleuze%20&#38;%20Felix%20Guattari%20-%20Mil%20Plat%F4s%20Vol.5.pdf"><img class="size-full wp-image-5082" title="mil platos 5" src="http://stylo.wordpress.com/files/2009/09/mil-platos-52.jpg" alt="Download aqui" width="190" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Download integral aqui</p></div>
<p style="text-align:right;"><em>C</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Plano de Consistência, (Corpo sem órgãos).</em></p>
<p>O <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> ou de <strong>composição</strong> (planômeno)<br />
se <span style="text-decoration:underline;">opõe</span> ao <strong>PLANO DE ORGANIZAÇÃO</strong> e de <strong>desenvolvimento.</strong><br />
A <strong>organização </strong>e o<strong><em> desenvolvimento</em></strong><br />
dizem respeito à <strong>forma</strong> e <strong><em>substância:</em></strong></p>
<ul>
<li>ao mesmo tempo <strong><em>desenvolvimento</em></strong> da <strong>forma</strong>,</li>
<li>e <strong>formação </strong>de<strong><em> substância</em></strong> ou de sujeito.</li>
</ul>
<p>Mas o <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> <strong>ignora </strong>a <strong><em>substância</em></strong> e a <strong>forma:</strong><br />
as <strong>HECCEIDADES,</strong><br />
que se inscrevem nesse plano,<br />
são precisamente <strong>modos de individuação</strong><br />
que <span style="text-decoration:underline;">não procedem </span></p>
<ul>
<li>pela <strong>forma </strong></li>
<li>nem pelo <strong>sujeito.</strong></li>
</ul>
<p><strong>1</strong><br />
O <strong>PLANO CONSISTE</strong>, <strong>abstratamente</strong> mas de modo real,</p>
<ul>
<li>nas relações de
<ul>
<li><strong>velocidade e de lentidão</strong> entre elementos não formados,</li>
</ul>
</li>
<li>e nas de
<ul>
<li>composições de <strong>afectos intensivos</strong> correspondentes</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>(&#8220;<strong>LONGITUDE</strong>&#8220;</li>
<li>e &#8220;<strong>LATITUDE</strong>&#8220;</li>
</ul>
<p>do plano).<br />
<strong>2</strong><br />
Num <strong>segundo sentido</strong>, a <strong>CONSISTÊNCIA </strong>reúne <strong>concretamente </strong><br />
os heterogêneos,<br />
os disparates enquanto tais:<br />
garante a <strong>consolidação dos conjuntos vagos</strong>,<br />
isto é,<br />
das <strong>multiplicidades</strong> do <strong>tipo RIZOMA</strong>.<br />
Com efeito,<br />
procedendo por <strong>consolidação,</strong><br />
a consistência necessariamente age <strong>no meio,</strong><br />
pelo meio,<br />
e <strong>se opõe</strong> a todo plano de <strong>princípio ou de finalidade</strong>.</p>
<p>Espinosa, Hölderlin, Kleist, Nietzsche<br />
são os agrimensores de um tal <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong>,<br />
(<span style="text-decoration:underline;">jamais unificações, totalizações</span>, porém <strong>consistências </strong>ou <strong>consolidações</strong>).</p>
<p>Nesse <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> se <strong>inscrevem:</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:left;">as <strong><em>hecceidades</em></strong><em>,</em>acontecimentos, transformações incorporais apreendidas por si mesmas;</li>
<li style="text-align:left;">as <strong><em>essências nômades</em></strong><em> </em>ou vagas, e contudo rigorosas;</li>
<li style="text-align:left;">os <strong><em>continuums de intensidade</em></strong><em> </em>ou variações contínuas, que extravasam as constantes e as variáveis;</li>
<li style="text-align:left;">os<strong> <em>devires</em></strong><em>, </em>que não possuem termo nem sujeito, mas arrastam um e outro a zonas de vizinhança ou de indecidibilidade;</li>
<li style="text-align:left;">os <strong><em>espaços lisos,</em></strong><em> </em>que se compõem através do espaço estriado.</li>
</ul>
<p>Diríamos, a cada vez,<br />
um <strong>CORPO SEM ÓRGÃOS</strong>, corpos sem órgãos (platôs) intervém:</p>
<ul>
<li>para a<strong> individuação</strong> por hecceidade,</li>
<li>para a <strong>produção de intensidades</strong> a partir de um grau zero,</li>
<li>para a <strong>matéria da variação</strong>,</li>
<li>para o <strong>meio do devir</strong> ou da transformação,</li>
<li>para o <strong>alisamento do espaço</strong>.</li>
</ul>
<p><strong>PODEROSA  VIDA NÃO ORGÂNICA </strong><br />
que <span style="text-decoration:underline;">escapa </span>dos <strong>estratos, </strong><br />
<span style="text-decoration:underline;">atravessa</span> os <strong>agenciamentos</strong>,<br />
e traça uma <strong>linha</strong> abstrata <strong>sem contorno</strong>,<br />
linha da arte nômade e da metalurgia itinerante.</p>
<p>É o <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong><br />
que constitui os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong>,<br />
ou são os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong><br />
que compõem o <strong>PLANO</strong>?<br />
O <strong>CORPO SEM ÓRGÃOS</strong> e o <strong>PLANO </strong>são a mesma coisa?<br />
De qualquer maneira,<br />
o que <strong>compõe e o composto têm a mesma potência: </strong><br />
a <strong>linha</strong> não tem dimensão superior ao <strong>ponto,</strong><br />
a <strong>superfície</strong> não tem dimensão superior à <strong>linha, </strong><br />
nem o <strong>volume</strong> dimensão superior â <strong>superfície, </strong><br />
mas há sempre um <strong>número de dimensão fracionária,</strong><br />
<strong>anexato</strong>, ou que não pára de <strong>crescer ou de decrescer</strong> com as partes.</p>
<p>O <strong>PLANO </strong>opera a secção em <strong>MULTIPLICIDADES </strong>de dimensões variáveis.<br />
A questão, portanto,<br />
é o modo de <strong>conexão</strong> entre as diversas partes do <strong>PLANO:</strong><br />
em que medida os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong> se <strong>compõem</strong> juntos?<br />
e como se prolongam os <strong><em>contínuos </em>de intensidade</strong>?<br />
em que ordem as séries de transformações se fazem?<br />
quais são esses encadeamentos alógicos que sempre se produzem no meio, e graças aos quais o <strong>PLANO </strong>se constrói fragmento por fragmento segundo uma ordem fracionária crescente ou decrescente?</p>
<p>O <strong>PLANO</strong> é como uma fileira de portas.<br />
E as <strong>regras concretas</strong> de construção do plano<br />
só valem quando exercem um <strong>papel seletivo.</strong><br />
Com efeito, o <strong>PLANO</strong>, isto é, o <strong>modo de conexão</strong>,<br />
proporciona a maneira</p>
<ul>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">eliminar </span>os <strong>corpos vazios e cancerosos </strong>que rivalizam com os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong>;</li>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">rejeitar</span> as <strong>superfícies homogêneas</strong> que recobrem o <strong>ESPAÇO LISO</strong>;</li>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">neutralizar </span>as <strong>linhas de morte e de destruição</strong> que desviam a <strong>LINHA DE FUGA. </strong></li>
</ul>
<p>Só é retido e conservado,<br />
portanto <strong>CRIADO</strong>,<br />
só tem<strong> consistência</strong>,<br />
<em>aquilo que <strong>aumenta o número de CONEXÕES</strong></em> a cada nível da divisão ou da composição,<br />
por conseguinte, tanto na ordem decrescente como na crescente<br />
(o que não se divide sem mudar de natureza,<br />
o que não se compõe sem mudar de critério de comparação&#8230;).</p>
<p><strong>Deleuze, &#8220;Mil Platôs&#8221;, Vol. 5, Editora 34 pp. 220</strong><br />
Último capitulo de &#8220;Mil Platôs&#8221;: Regras Concretas, subdividido em 6 pontos (3+3)<br />
1.<a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/"> Estratos</a> 2. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/2-o-agenciamento-territorial-em-deleuze/">Agenciamento (territorializante)</a><strong> 3. </strong><a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/3-complexos-de-linhas-de-tipo-rizomatico-e-arborescente-em-deleuze/">Rizoma</a><br />
4. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/21/4-plano-de-consistencia-e-corpos-sem-orgaos-em-deleuze/"><strong>Plano de Consistência</strong> </a>5. Desterritorialização 6. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/08/o-que-sao-maquinas-abstractas-segundo-dg/">Máquina Abstracta</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[4. PLANOS DE CONSISTÊNCIA e CORPOS SEM ORGÃOS em Deleuze]]></title>
<link>http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/21/4-plano-de-consistencia-e-corpos-sem-orgaos-em-deleuze/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 00:31:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>mecanosfera</dc:creator>
<guid>http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/21/4-plano-de-consistencia-e-corpos-sem-orgaos-em-deleuze/</guid>
<description><![CDATA[Download integral aqui C Plano de Consistência, (Corpo sem órgãos). O PLANO DE CONSISTÊNCIA ou de co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_5082" class="wp-caption aligncenter" style="width: 200px"><a href="http://www.freewebtown.com/polis_contemp/Gilles%20Deleuze%20&#38;%20Felix%20Guattari%20-%20Mil%20Plat%F4s%20Vol.5.pdf"><img class="size-full wp-image-5082" title="mil platos 5" src="http://stylo.wordpress.com/files/2009/09/mil-platos-52.jpg" alt="Download aqui" width="190" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Download integral aqui</p></div>
<p style="text-align:right;"><em>C</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Plano de Consistência, (Corpo sem órgãos).</em></p>
<p>O <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> ou de <strong>composição</strong> (planômeno)<br />
se <span style="text-decoration:underline;">opõe</span> ao <strong>PLANO DE ORGANIZAÇÃO</strong> e de <strong>desenvolvimento.</strong><br />
A <strong>organização </strong>e o<strong><em> desenvolvimento</em></strong><br />
dizem respeito à <strong>forma</strong> e <strong><em>substância:</em></strong></p>
<ul>
<li>ao mesmo tempo <strong><em>desenvolvimento</em></strong> da <strong>forma</strong>,</li>
<li>e <strong>formação </strong>de<strong><em> substância</em></strong> ou de sujeito.</li>
</ul>
<p>Mas o <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> <strong>ignora </strong>a <strong><em>substância</em></strong> e a <strong>forma:</strong><br />
as <strong>HECCEIDADES,</strong><br />
que se inscrevem nesse plano,<br />
são precisamente <strong>modos de individuação</strong><br />
que <span style="text-decoration:underline;">não procedem </span></p>
<ul>
<li>pela <strong>forma </strong></li>
<li>nem pelo <strong>sujeito.</strong></li>
</ul>
<p><strong>1</strong><br />
O <strong>PLANO CONSISTE</strong>, <strong>abstratamente</strong> mas de modo real,</p>
<ul>
<li>nas relações de
<ul>
<li><strong>velocidade e de lentidão</strong> entre elementos não formados,</li>
</ul>
</li>
<li>e nas de
<ul>
<li>composições de <strong>afectos intensivos</strong> correspondentes</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>(&#8220;<strong>LONGITUDE</strong>&#8220;</li>
<li>e &#8220;<strong>LATITUDE</strong>&#8220;</li>
</ul>
<p>do plano).<br />
<strong>2</strong><br />
Num <strong>segundo sentido</strong>, a <strong>CONSISTÊNCIA </strong>reúne <strong>concretamente </strong><br />
os heterogêneos,<br />
os disparates enquanto tais:<br />
garante a <strong>consolidação dos conjuntos vagos</strong>,<br />
isto é,<br />
das <strong>multiplicidades</strong> do <strong>tipo RIZOMA</strong>.<br />
Com efeito,<br />
procedendo por <strong>consolidação,</strong><br />
a consistência necessariamente age <strong>no meio,</strong><br />
pelo meio,<br />
e <strong>se opõe</strong> a todo plano de <strong>princípio ou de finalidade</strong>.</p>
<p>Espinosa, Hölderlin, Kleist, Nietzsche<br />
são os agrimensores de um tal <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong>,<br />
(<span style="text-decoration:underline;">jamais unificações, totalizações</span>, porém <strong>consistências </strong>ou <strong>consolidações</strong>).</p>
<p>Nesse <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong> se <strong>inscrevem:</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:left;">as <strong><em>hecceidades</em></strong><em>,</em>acontecimentos, transformações incorporais apreendidas por si mesmas;</li>
<li style="text-align:left;">as <strong><em>essências nômades</em></strong><em> </em>ou vagas, e contudo rigorosas;</li>
<li style="text-align:left;">os <strong><em>continuums de intensidade</em></strong><em> </em>ou variações contínuas, que extravasam as constantes e as variáveis;</li>
<li style="text-align:left;">os<strong> <em>devires</em></strong><em>, </em>que não possuem termo nem sujeito, mas arrastam um e outro a zonas de vizinhança ou de indecidibilidade;</li>
<li style="text-align:left;">os <strong><em>espaços lisos,</em></strong><em> </em>que se compõem através do espaço estriado.</li>
</ul>
<p>Diríamos, a cada vez,<br />
um <strong>CORPO SEM ÓRGÃOS</strong>, corpos sem órgãos (platôs) intervém:</p>
<ul>
<li>para a<strong> individuação</strong> por hecceidade,</li>
<li>para a <strong>produção de intensidades</strong> a partir de um grau zero,</li>
<li>para a <strong>matéria da variação</strong>,</li>
<li>para o <strong>meio do devir</strong> ou da transformação,</li>
<li>para o <strong>alisamento do espaço</strong>.</li>
</ul>
<p><strong>PODEROSA  VIDA NÃO ORGÂNICA </strong><br />
que <span style="text-decoration:underline;">escapa </span>dos <strong>estratos, </strong><br />
<span style="text-decoration:underline;">atravessa</span> os <strong>agenciamentos</strong>,<br />
e traça uma <strong>linha</strong> abstrata <strong>sem contorno</strong>,<br />
linha da arte nômade e da metalurgia itinerante.</p>
<p>É o <strong>PLANO DE CONSISTÊNCIA</strong><br />
que constitui os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong>,<br />
ou são os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong><br />
que compõem o <strong>PLANO</strong>?<br />
O <strong>CORPO SEM ÓRGÃOS</strong> e o <strong>PLANO </strong>são a mesma coisa?<br />
De qualquer maneira,<br />
o que <strong>compõe e o composto têm a mesma potência: </strong><br />
a <strong>linha</strong> não tem dimensão superior ao <strong>ponto,</strong><br />
a <strong>superfície</strong> não tem dimensão superior à <strong>linha, </strong><br />
nem o <strong>volume</strong> dimensão superior â <strong>superfície, </strong><br />
mas há sempre um <strong>número de dimensão fracionária,</strong><br />
<strong>anexato</strong>, ou que não pára de <strong>crescer ou de decrescer</strong> com as partes.</p>
<p>O <strong>PLANO </strong>opera a secção em <strong>MULTIPLICIDADES </strong>de dimensões variáveis.<br />
A questão, portanto,<br />
é o modo de <strong>conexão</strong> entre as diversas partes do <strong>PLANO:</strong><br />
em que medida os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong> se <strong>compõem</strong> juntos?<br />
e como se prolongam os <strong><em>contínuos </em>de intensidade</strong>?<br />
em que ordem as séries de transformações se fazem?<br />
quais são esses encadeamentos alógicos que sempre se produzem no meio, e graças aos quais o <strong>PLANO </strong>se constrói fragmento por fragmento segundo uma ordem fracionária crescente ou decrescente?</p>
<p>O <strong>PLANO</strong> é como uma fileira de portas.<br />
E as <strong>regras concretas</strong> de construção do plano<br />
só valem quando exercem um <strong>papel seletivo.</strong><br />
Com efeito, o <strong>PLANO</strong>, isto é, o <strong>modo de conexão</strong>,<br />
proporciona a maneira</p>
<ul>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">eliminar </span>os <strong>corpos vazios e cancerosos </strong>que rivalizam com os <strong>CORPOS SEM ÓRGÃOS</strong>;</li>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">rejeitar</span> as <strong>superfícies homogêneas</strong> que recobrem o <strong>ESPAÇO LISO</strong>;</li>
<li>de <span style="text-decoration:underline;">neutralizar </span>as <strong>linhas de morte e de destruição</strong> que desviam a <strong>LINHA DE FUGA. </strong></li>
</ul>
<p>Só é retido e conservado,<br />
portanto <strong>CRIADO</strong>,<br />
só tem<strong> consistência</strong>,<br />
<em>aquilo que <strong>aumenta o número de CONEXÕES</strong></em> a cada nível da divisão ou da composição,<br />
por conseguinte, tanto na ordem decrescente como na crescente<br />
(o que não se divide sem mudar de natureza,<br />
o que não se compõe sem mudar de critério de comparação&#8230;).</p>
<p><strong>Deleuze, &#8220;Mil Platôs&#8221;, Vol. 5, Editora 34 pp. 220</strong><br />
Último capitulo de &#8220;Mil Platôs&#8221;: Regras Concretas, subdividido em 6 pontos (3+3)<br />
1.<a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/"> Estratos</a> 2. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/2-o-agenciamento-territorial-em-deleuze/">Agenciamento (territorializante)</a><strong> 3. </strong><a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/3-complexos-de-linhas-de-tipo-rizomatico-e-arborescente-em-deleuze/">Rizoma</a><br />
4. <strong>Plano de Consistência</strong> 5. Desterritorialização 6. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/08/o-que-sao-maquinas-abstractas-segundo-dg/">Máquina Abstracta</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1. Os ESTRATOS como Juízos de DEUS em Deleuze]]></title>
<link>http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/</link>
<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 17:07:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>mecanosfera</dc:creator>
<guid>http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/</guid>
<description><![CDATA[Download integral aqui &#8220;Tradicionalmente, distingue-se, de modo sumário, três grandes ESTRATOS]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_5082" class="wp-caption aligncenter" style="width: 200px"><a href="http://www.freewebtown.com/polis_contemp/Gilles%20Deleuze%20&#38;%20Felix%20Guattari%20-%20Mil%20Plat%F4s%20Vol.5.pdf"><img class="size-full wp-image-5082" title="mil platos 5" src="http://stylo.wordpress.com/files/2009/09/mil-platos-52.jpg" alt="Download aqui" width="190" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Download integral aqui</p></div>
<p>&#8220;Tradicionalmente, distingue-se, de modo sumário,<br />
<strong>três</strong> grandes <strong>ESTRATOS</strong>:</p>
<ul>
<li>físico-químico,</li>
<li>orgânico,</li>
<li>antropomórfico (ou &#8220;aloplástico&#8221;).</li>
</ul>
<p>Cada<strong> ESTRATO</strong><strong></strong>, ou <strong>articulação</strong>, é composto de</p>
<li><em><strong>meios</strong></em> <strong>codificados</strong>,</li>
<li><em><strong>substâncias </strong></em><strong>formadas.</strong></li>
<ul>
<li><strong>Formas </strong>e<em> </em><strong><em>substâncias</em><em>, </em></strong></li>
<li><strong>códigos </strong>e<strong> <em>meios </em></strong></li>
</ul>
<p>não são realmente distintos.<br />
São componentes abstratos de qualquer articulação.<br />
Um<strong> </strong><strong>ESTRATO</strong> apresenta, evidentemente,</p>
<ul>
<li><strong>formas</strong> e <em><strong>substâncias</strong></em> muito diversas,</li>
<li><strong>códigos </strong>e<em><strong> meios </strong></em>variados.</li>
</ul>
<p>Portanto, possui a um só tempo</p>
<ul>
<li><strong>TIPOS </strong>de <strong><span style="text-decoration:underline;">ORGANIZAÇÃO</span> formal </strong>e</li>
<li><em><strong>MODOS </strong></em>de <em><strong><span style="text-decoration:underline;">DESENVOLVIMENTO</span> substancial</strong></em></li>
</ul>
<p>diferentes,</p>
<p>que o dividem em</p>
<ul>
<li><strong>PARAESTRATOS </strong></li>
<li>e<em> </em><strong><em>EPISTRATOS</em><em>: </em></strong></li>
</ul>
<p>(&#8230;)<br />
Os <strong>ESTRATOS</strong><strong></strong> têm uma grande mobilidade.<br />
Um <strong>estrato</strong> é sempre capaz de servir de<strong> </strong><em><strong>sub</strong>strato </em>a outro,<br />
ou de percutir um outro, independentemente de uma ordem evolutiva.<br />
Sobretudo, entre dois <strong>ESTRATOS</strong> ou duas divisões de <strong>estratos</strong><br />
produzem-se fenômenos de <em><strong>inter</strong>estratos</em><em>: </em><br />
transcodificações e passagens de meio, misturas.<br />
Os <strong>RITMOS </strong>remetem a esses movimentos <strong>inter</strong>estráticos,<br />
que são, igualmente, actos de <strong>estrat</strong>ificação.</p>
<p>A <strong>estrat</strong>ificação é como a<strong> criação do mundo </strong>a partir do caos,<br />
uma criação contínua, renovada,<br />
e os <strong>ESTRATOS</strong> constituem o <strong>Juízo de Deus.</strong><br />
O artista <strong>CLÁSSICO </strong>é como <strong>DEUS</strong>,  ao organizar</p>
<ul>
<li>as<em><strong> </strong></em><strong>formas</strong> e as <em><strong>substâncias</strong></em>,</li>
<li>os <strong>códigos</strong> e os <em><strong>meios</strong></em>,</li>
<li>e os <strong>RITMOS</strong>,</li>
</ul>
<p>ele cria o mundo.</p>
<p>Constitutiva de um estrato, a <strong>ARTICULAÇÃO </strong>é sempre<br />
uma dupla articulação (dupla-pinça).<br />
Com efeito, articula</p>
<ul>
<li><em>um </em><strong><em>CONTEÚDO</em></strong><em> </em></li>
<li><em>e uma<strong> </strong></em><strong><em>EXPRESSÃO</em><em>. </em></strong></li>
</ul>
<p>Se <strong>forma</strong> e<em> </em><strong><em>substância</em> </strong>não são realmente distintas,<br />
o <strong><em>CONTEÚDO</em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><strong></strong> o são.<br />
Por isso, os <strong>estratos</strong> respondem à grade de Hjelmslev:</p>
<ul>
<li>articulação de <strong><em>CONTEÚDO</em></strong></li>
<li>e articulação de<strong> </strong><strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><strong>, </strong></li>
</ul>
<p>o<strong><em> CONTEÚDO </em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO </em></strong>tendo,<br />
<strong>cada um</strong> por sua conta,<br />
<strong>forma </strong>e<strong> <em>substância</em></strong>.<br />
Entre ambos, entre o<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO </em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO</em></strong>,<br />
<strong>não existe</strong></p>
<ul>
<li>correspondência,</li>
<li>nem relação causa-efeito,</li>
<li>nem relação significado-significante:</li>
</ul>
<p><strong>há</strong></p>
<ul>
<li>distinção real,</li>
<li>pressuposição recíproca,</li>
<li>e unicamente isomorfismo.</li>
</ul>
<p>Mas não é da mesma maneira que o<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO </em></strong>e a<strong> </strong><strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><br />
se distinguem em cada <strong>estrato</strong>:<br />
os <strong>três grandes </strong><strong>ESTRATOS</strong><strong> tradicionais</strong><br />
não possuem a mesma repartição entre<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO</em></strong> e<strong><em> EXPRESSÃO</em></strong><strong></strong> (por exemplo,</p>
<ul>
<li>no estrato <strong>orgânico </strong>há uma &#8220;linearização&#8221; da expressão,</li>
<li>e nos estratos<strong> antropomórficos </strong>há uma &#8220;sobrelinearidade&#8221;).</li>
</ul>
<p>Por isso,<br />
o<strong> molar </strong>e o <strong>molecular</strong>,<br />
segundo o <strong>estrato</strong> considerado, entram em combinações muito diferentes.<br />
Qual movimento,<br />
qual impulso nos conduz<br />
para fora dos <strong>ESTRATOS </strong><em>(<strong>meta</strong>estratos</em><em>)? </em><br />
<em> </em><br />
Certamente, não há razão para pensar que</p>
<ul>
<li>os <strong>estratos físico-químicos</strong> esgotem a matéria: existe uma <strong>Matéria</strong> não formada, submolecular.</li>
<li>Tampouco os <strong>estratos orgânicos</strong> esgotam a <strong>Vida</strong>: o organismo é sobretudo aquilo a que a vida se opõe para limitar-se, e existe vida tanto mais intensa, tanto mais poderosa quanto é anorgânica.</li>
<li>E do mesmo modo ainda, há <strong>Devires </strong>não humanos do homem que extravasam por todos os lados os <strong>estratos antropomórficos.&#8221;</strong></li>
</ul>
<p><strong>Deleuze &#8220;Mil Platôs&#8221;, Vol 5, Editora 34, p.216</strong><br />
Último capitulo de &#8220;Mil Platôs&#8221;: <strong>Regras Concretas,</strong> subdividido em 6 pontos (3+3)<br />
1.<strong><a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/"> Estratos</a></strong> 2. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/2-o-agenciamento-territorial-em-deleuze/">Agenciamento (territorializante)</a><strong> 3.</strong> <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/20/3-complexos-de-linhas-de-tipo-rizomatico-e-arborescente-em-deleuze/">Rizoma</a><br />
4. Plano de Consistência 5. Desterritorialização 6. <a href="http://mecanosfera.wordpress.com/2009/09/08/o-que-sao-maquinas-abstractas-segundo-dg/">Máquina Abstracta</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1. Os ESTRATOS como Juízos de DEUS em Deleuze]]></title>
<link>http://stylo.wordpress.com/2009/09/19/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 19:06:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>mecanosfera</dc:creator>
<guid>http://stylo.wordpress.com/2009/09/19/1-os-estratos-como-juizos-de-deus-em-deleuze/</guid>
<description><![CDATA[Download integral aqui &#8220;Tradicionalmente, distingue-se, de modo sumário, três grandes ESTRATOS]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_5082" class="wp-caption aligncenter" style="width: 200px"><a href="http://www.freewebtown.com/polis_contemp/Gilles%20Deleuze%20&#38;%20Felix%20Guattari%20-%20Mil%20Plat%F4s%20Vol.5.pdf"><img class="size-full wp-image-5082" title="mil platos 5" src="http://stylo.wordpress.com/files/2009/09/mil-platos-52.jpg" alt="Download aqui" width="190" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Download integral aqui</p></div>
<p>&#8220;Tradicionalmente, distingue-se, de modo sumário,<br />
<strong>três</strong> grandes <strong>ESTRATOS</strong>:</p>
<ul>
<li>físico-químico,</li>
<li>orgânico,</li>
<li>antropomórfico (ou &#8220;aloplástico&#8221;).</li>
</ul>
<p>Cada<strong> ESTRATO</strong><strong></strong>, ou <strong>articulação</strong>, é composto de</p>
<li><em><strong>meios</strong></em> <strong>codificados</strong>,</li>
<li><em><strong>substâncias </strong></em><strong>formadas.</strong></li>
<ul>
<li><strong>Formas </strong>e<em> </em><strong><em>substâncias</em><em>, </em></strong></li>
<li><strong>códigos </strong>e<strong> <em>meios </em></strong></li>
</ul>
<p>não são realmente distintos.<br />
São componentes abstratos de qualquer articulação.<br />
Um<strong> </strong><strong>ESTRATO</strong> apresenta, evidentemente,</p>
<ul>
<li><strong>formas</strong> e <em><strong>substâncias</strong></em> muito diversas,</li>
<li><strong>códigos </strong>e<em><strong> meios </strong></em>variados.</li>
</ul>
<p>Portanto, possui a um só tempo</p>
<ul>
<li><strong>TIPOS </strong>de <strong><span style="text-decoration:underline;">ORGANIZAÇÃO</span> formal </strong>e</li>
<li><em><strong>MODOS </strong></em>de <em><strong><span style="text-decoration:underline;">DESENVOLVIMENTO</span> substancial</strong></em></li>
</ul>
<p>diferentes,</p>
<p>que o dividem em</p>
<ul>
<li><strong>PARAESTRATOS </strong></li>
<li>e<em> </em><strong><em>EPISTRATOS</em><em>: </em></strong></li>
</ul>
<p>(&#8230;)<br />
Os <strong>ESTRATOS</strong><strong></strong> têm uma grande mobilidade.<br />
Um <strong>estrato</strong> é sempre capaz de servir de<strong> </strong><em><strong>sub</strong>strato </em>a outro,<br />
ou de percutir um outro, independentemente de uma ordem evolutiva.<br />
Sobretudo, entre dois <strong>ESTRATOS</strong> ou duas divisões de <strong>estratos</strong><br />
produzem-se fenômenos de <em><strong>inter</strong>estratos</em><em>: </em><br />
transcodificações e passagens de meio, misturas.<br />
Os <strong>RITMOS </strong>remetem a esses movimentos <strong>inter</strong>estráticos,<br />
que são, igualmente, actos de <strong>estrat</strong>ificação.</p>
<p>A <strong>estrat</strong>ificação é como a<strong> criação do mundo </strong>a partir do caos,<br />
uma criação contínua, renovada,<br />
e os <strong>ESTRATOS</strong> constituem o <strong>Juízo de Deus.</strong><br />
O artista <strong>CLÁSSICO </strong>é como <strong>DEUS</strong>,  ao organizar</p>
<ul>
<li>as<em><strong> </strong></em><strong>formas</strong> e as <em><strong>substâncias</strong></em>,</li>
<li>os <strong>códigos</strong> e os <em><strong>meios</strong></em>,</li>
<li>e os <strong>RITMOS</strong>,</li>
</ul>
<p>ele cria o mundo.</p>
<p>Constitutiva de um estrato, a <strong>ARTICULAÇÃO </strong>é sempre<br />
uma dupla articulação (dupla-pinça).<br />
Com efeito, articula</p>
<ul>
<li><em>um </em><strong><em>CONTEÚDO</em></strong><em> </em></li>
<li><em>e uma<strong> </strong></em><strong><em>EXPRESSÃO</em><em>. </em></strong></li>
</ul>
<p>Se <strong>forma</strong> e<em> </em><strong><em>substância</em> </strong>não são realmente distintas,<br />
o <strong><em>CONTEÚDO</em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><strong></strong> o são.<br />
Por isso, os <strong>estratos</strong> respondem à grade de Hjelmslev:</p>
<ul>
<li>articulação de <strong><em>CONTEÚDO</em></strong></li>
<li>e articulação de<strong> </strong><strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><strong>, </strong></li>
</ul>
<p>o<strong><em> CONTEÚDO </em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO </em></strong>tendo,<br />
<strong>cada um</strong> por sua conta,<br />
<strong>forma </strong>e<strong> <em>substância</em></strong>.<br />
Entre ambos, entre o<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO </em></strong>e a <strong><em>EXPRESSÃO</em></strong>,<br />
<strong>não existe</strong></p>
<ul>
<li>correspondência,</li>
<li>nem relação causa-efeito,</li>
<li>nem relação significado-significante:</li>
</ul>
<p><strong>há</strong></p>
<ul>
<li>distinção real,</li>
<li>pressuposição recíproca,</li>
<li>e unicamente isomorfismo.</li>
</ul>
<p>Mas não é da mesma maneira que o<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO </em></strong>e a<strong> </strong><strong><em>EXPRESSÃO</em></strong><br />
se distinguem em cada <strong>estrato</strong>:<br />
os <strong>três grandes </strong><strong>ESTRATOS</strong><strong> tradicionais</strong><br />
não possuem a mesma repartição entre<strong> </strong><strong><em>CONTEÚDO</em></strong> e<strong><em> EXPRESSÃO</em></strong><strong></strong> (por exemplo,</p>
<ul>
<li>no estrato <strong>orgânico </strong>há uma &#8220;linearização&#8221; da expressão,</li>
<li>e nos estratos<strong> antropomórficos </strong>há uma &#8220;sobrelinearidade&#8221;).</li>
</ul>
<p>Por isso,<br />
o<strong> molar </strong>e o <strong>molecular</strong>,<br />
segundo o <strong>estrato</strong> considerado, entram em combinações muito diferentes.<br />
Qual movimento,<br />
qual impulso nos conduz<br />
para fora dos <strong>ESTRATOS </strong><em>(<strong>meta</strong>estratos</em><em>)? </em><br />
<em> </em><br />
Certamente, não há razão para pensar que</p>
<ul>
<li>os <strong>estratos físico-químicos</strong> esgotem a matéria: existe uma <strong>Matéria</strong> não formada, submolecular.</li>
<li>Tampouco os <strong>estratos orgânicos</strong> esgotam a <strong>Vida</strong>: o organismo é sobretudo aquilo a que a vida se opõe para limitar-se, e existe vida tanto mais intensa, tanto mais poderosa quanto é anorgânica.</li>
<li>E do mesmo modo ainda, há <strong>Devires </strong>não humanos do homem que extravasam por todos os lados os <strong>estratos antropomórficos.&#8221;</strong></li>
</ul>
<p><strong>Deleuze &#8220;Mil Platôs&#8221;, Vol 5, Editora 34, p.216</strong><br />
Último capitulo de &#8220;Mil Platôs&#8221;: <strong>Regras Concretas,</strong> subdividido em 6 pontos (3+3)<br />
<strong>1. Estratos</strong> 2. Agenciamento (territorializante) 3. Rizoma<br />
4. Plano de Consistência 5. Desterritorialização 6. Máquina Abstracta</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lei Antifumo - O vai e vem das Liminares no Estado de São Paulo, tentando adiar o inevitável: A sociedade não deseja ser ou estar viciada. Respeite.]]></title>
<link>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/08/14/lei-anti-fumo-o-vai-e-vem-das-liminares-no-estado-de-sao-paulo-tentando-adiar-o-inevitavel-a-sociedade-nao-deseja-ser-ou-estar-viciada-respeite/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 21:52:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otavio Bertolani da Câmara</dc:creator>
<guid>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/08/14/lei-anti-fumo-o-vai-e-vem-das-liminares-no-estado-de-sao-paulo-tentando-adiar-o-inevitavel-a-sociedade-nao-deseja-ser-ou-estar-viciada-respeite/</guid>
<description><![CDATA[LIMITE-SE A ENCURTAR O SEU TEMPO DE VIDA, NÃO O MEU!!!! Cerca de 3 mil estabelecimentos comerciais d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[LIMITE-SE A ENCURTAR O SEU TEMPO DE VIDA, NÃO O MEU!!!! Cerca de 3 mil estabelecimentos comerciais d]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Ki]]></title>
<link>http://impressione.wordpress.com/2009/07/24/o-ki/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 18:20:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>impressione</dc:creator>
<guid>http://impressione.wordpress.com/2009/07/24/o-ki/</guid>
<description><![CDATA[Na China é chamado Chi ou Qi. No Japão é chamado Ki. Podemos definir o Ki como Força Vital, ou Essên]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Na China é chamado Chi ou Qi. No Japão é chamado Ki. Podemos definir o Ki como Força Vital, ou Essên]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LANÇAMENTO : LICOPENO DE TOMATE DA PROMEL]]></title>
<link>http://promelgv.wordpress.com/2009/07/18/lancamento-licopeno-de-tomate-da-promel/</link>
<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 15:44:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>promelgv</dc:creator>
<guid>http://promelgv.wordpress.com/2009/07/18/lancamento-licopeno-de-tomate-da-promel/</guid>
<description><![CDATA[LANÇAMENTO DE LICOPENO DE TOMATE: Produzido pela Promel, com registro na Anvisa; 1045    LICOPENO DE]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-275 aligncenter" title="Licopeno de Tomate Promel" src="http://promelgv.wordpress.com/files/2009/07/licopeno-de-tomate-promel.jpg" alt="Licopeno de Tomate Promel" width="370" height="460" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000080;">LANÇAMENTO DE LICOPENO DE TOMATE:</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Produzido pela Promel, com registro na Anvisa;<br />
</span></strong></p>
<div><strong><span style="color:#000080;">1045    LICOPENO DE TOMATE 400MG C/60, 100 e 120  CAPS</span></strong></div>
<p style="text-align:justify;">Destaque do Produto</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Apoio        Antioxidante para a saúde cardiovascular.</li>
<li>Licopeno é        um pigmento vermelho que dá ao tomate sua brilhante cor vermelha.</li>
<li>Estudos        científicos recentes sobre esta substância fitoquímica indicam que este        licopeno exibe propriedades antioxidantes que protegem o corpo contra os        danos causados pelos radicais livres e pode também ajudar a apoiar e        sustentar a saúde da próstata, algo que tem preocupado muitos homens.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>Licopeno</strong> é o principal constituinte ativo nos tomates, tem recebido bastante das      pesquisas sobra o câncer da próstata. Entretanto, há alguns debates dentro      da indústria sobre qual realmente é melhor—somente <strong>licopeno</strong> ou <strong> licopeno</strong> juntamente com outras substâncias fitoquímicas naturais      encontradas no tomate.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Licopeno</strong> é um extrato de tomates totalmente natural, padronizado para      conter 6% de <strong>licopeno</strong>, e mais uma variedade de outras substâncias      fitoquímicas que ocorrem naturalmente nos tomates, incluindo beta-caroteno,      tocoferóis, fitosteróis, fitoeno e fitoflueno. De acordo com algumas      pesquisas publicadas no Jornal do Instituto Nacional do Câncer, indicam que      uma combinação das substâncias fitoquímicas naturais encontradas nos      tomates, e não só o <strong>licopeno</strong>, podem ajudar a diminuir o risco de      mortes resultando do câncer da próstata. Estudos      conduzidos por pesquisadores de Universidades mostram que os ratos que se      alimentaram de uma dieta contendo pó de tomate, que continha todas as      substâncias fitoquímicas importantes do tomate, tiveram um menor risco de      vida relacionado ao câncer da próstata,<br />
do que os ratos alimentados de uma dieta contendo licopeno sintético.
</p>
<p style="text-align:justify;">Cientistas      também liberaram recentemente uma pesquisa sobre o papel do <strong>licopeno</strong> na redução do risco do câncer de próstata. Em um estudo publicado,      cientistas descobriram que o <strong>licopeno</strong> puro reduz significativamente o      efeito do hormônio masculino, androgênio, na próstata. De acordo com os      pesquisadores, os androgênios atuam um papel chave no desenvolvimento do      câncer de próstata nos homens durante a vida. Em co-operação com os Alemães,      cientistas usaram um modelo animal de câncer de próstata para imitar o      câncer humano. Os animais      se      alimentavam de       <strong>licopeno</strong>, vitamina E, uma combinação      dos dois ou uma mistura de um placebo, por quatro semanas. Logo após      receberam uma injeção de células de câncer de próstata em suas próstatas.      Estas células de câncer cresceram e se tornaram tumores dentro de duas      semanas. Dando <strong>licopeno</strong>, e também a vitamina E, causou um maior      número de morte das células, o que foi mostrado pelas áreas maiores dos      tecidos mortos nos tumores da próstata.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com      o líder dos pesquisadores, J. Elliot, os pesquisadores descobriram que o <strong> licopeno</strong> interfere com a ativação local de androgênio nivelando a 5-alfa-reductase,      a enzima chave para a transformação de testosterona para DHT. Além disso, o     <strong>licopeno</strong> diminui as expressões de duas citocinas prostáticas, IGF-I e      IL-6, ambas sendo fatores<br />
de risco para o câncer de próstata.
</p>
<p align="left">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cigarro Eletrônico - O que mais Chineses e Suíços vão inventar? No entanto, sejam cuidadosos!!!]]></title>
<link>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/07/14/cigarro-eletronico-o-que-mais-chineses-e-suicos-vao-inventar-no-entanto-sejam-cuidadadosos/</link>
<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 14:25:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otavio Bertolani da Câmara</dc:creator>
<guid>http://camaraecamara.wordpress.com/2009/07/14/cigarro-eletronico-o-que-mais-chineses-e-suicos-vao-inventar-no-entanto-sejam-cuidadadosos/</guid>
<description><![CDATA[Cuidado OMS está Cautelosa Mais uma arma contra o mal hábito de fumar, o cigarro eletrônico proporci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Cuidado OMS está Cautelosa Mais uma arma contra o mal hábito de fumar, o cigarro eletrônico proporci]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[7.]]></title>
<link>http://livrododesassossego.wordpress.com/2009/05/17/7/</link>
<pubDate>Sun, 17 May 2009 03:06:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>anvorg</dc:creator>
<guid>http://livrododesassossego.wordpress.com/2009/05/17/7/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, em um dos devaneios sem propósito nem dignidade que constituem grande parte da substância espi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje, em um dos devaneios sem propósito nem dignidade que constituem grande parte da substância espiritual da minha vida, imaginei-me liberto para sempre na Rua dos Douradores, do patrão Vasques, do guarda-livros Moreira, dos empregados todos, do moço, do garoto e do gato. Senti em sonho a minha libertação, como se mares do Sul me houvessem oferecido ilhas maravilhosas por descobrir. Seria então o repouso, a arte conseguida, o cumprimento intelectual do meu ser.</p>
<p>Mas de repente, e no próprio imaginar, que fazia num café no feriado modesto do meio-dia, uma impressão de desagrado me assaltu o sonho: senti que teria pena. Sim, digo-o como se o dissesse circunstancialmente: teria pena. O patrão Vasques, o guarda-livro Moreira, o caixa Borges, os bons rapazes todos, o garoto alegre que leva as cartas ao correio, o moço de todos os fretes, o gato meigo — tudo isso se tornou parte da minha vida; não poderia deixar tudo isso sem chorar, sem compreender que, por mau que me parecesse, era parte de mim que ficava com eles todos, que o separar-me deles era uma metade e semelhança da morte.</p>
<p>Aliás, se amanhã me apartasse deles todos, e despisse este trajo da Rua dos Douradores, a que outra coisa me chegaria — porque a outra me haveria de chegar?, de quem outro trajo me vestiria — porque de outro me haveria de vestir?</p>
<p>Todos temos o patrão Vasques, para uns visível, para outros invisível. Para mim chama-se realmente Vasques, e é um homem sadio, agradável, de vez em quando brusco mas sem lado de dentro, interesseiro mas no fundo justo, com uma justiça que falta a muitos grandes gênios e a muitas maravilhas humanas da civilização, direita e esquerda. Para outros será a vaidade, a ânsia de maior riqueza, a glória, a imortalidade&#8230; Prefiro o Vasques homem meu patrão, que é mais tratável, nas horas difíceis, que todos os patrões abstratos do mundo.</p>
<p>Considerando que eu ganhava pouco, disse-me o outro dia um amigo, sócio de uma firma que é próspera por negócios com todo o Estado: &#8220;você é explorado, Soares&#8221;. Recordou-me isso de que o sou; mas como na vida temos todos que ser explorados, pergunto se valerá mesmo a pena ser explorado pelo Vasques das fazendas do que pela vaidade, pela glória, pelo despeito, pela inveja ou pelo impossível.</p>
<p>Há os que Deus mesmo explora, e são profetas e santos na vacuidade do mundo.</p>
<p>E recolho-me, como ao lar que os outros têm, à casa alheia, escritório amplo, da Rua dos Douradores. Achego-me à minha secretária como a um baluarte contra a vida. Tenho ternura, ternura até as lágrimas, pelos meus livros de outros em que escrituro, pelo tinteiro velho de que me sirvo, pelas costas dobradas do Sérgio, que faz guias de remessa um pouco para além de mim. Tenho amor a isso, talvez porque não tenha mais nada que amar — ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cientistas descobrem como coçar alivia coceira]]></title>
<link>http://mauricioaraya.wordpress.com/2009/04/07/cientistas-descobrem-como-cocar-alivia-coceira/</link>
<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 03:07:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Maurício Araya</dc:creator>
<guid>http://mauricioaraya.wordpress.com/2009/04/07/cientistas-descobrem-como-cocar-alivia-coceira/</guid>
<description><![CDATA[São Luís - Parece óbvio afirmar que coçar alivia a coçeira. Mas pela primeira vez um estudo revela c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[São Luís - Parece óbvio afirmar que coçar alivia a coçeira. Mas pela primeira vez um estudo revela c]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nosso querido (e complicado) amigo, o SER - PARTE 2]]></title>
<link>http://sumateologica.wordpress.com/2009/03/31/nosso-querido-e-complicado-amigo-o-ser-parte-2/</link>
<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 14:55:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>sumateologica</dc:creator>
<guid>http://sumateologica.wordpress.com/2009/03/31/nosso-querido-e-complicado-amigo-o-ser-parte-2/</guid>
<description><![CDATA[Para ler a Parte 1, clique aqui. Se os links para o vocabulário não estiverem funcionando, baixe o d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h5><a href="http://sumateologica.wordpress.com/indice/"><img class="aligncenter size-full wp-image-533" title="gifindice" src="http://sumateologica.wordpress.com/files/2009/06/gifindice.gif" alt="gifindice" width="247" height="25" /></a></h5>
<h5></h5>
<h5>Para ler a Parte 1, clique <a href="http://sumateologica.wordpress.com/2009/03/26/nosso-querido-e-complicado-amigo-o-ser/" target="_self">aqui</a>. Se os links para o vocabulário não estiverem funcionando, baixe o documento original <a href="http://sumateologica.wordpress.com/download/" target="_blank">aqui</a>.</h5>
<p>Capítulo  Segundo</p>
<h2 style="text-align:center;"><strong>AS DIVISÕES DO SER</strong></h2>
<p><a name="As_Divisões_do_Ser"></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">193      O <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser">ser</a> não existe sob a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Forma">forma</a> absolutamente indeterminada em que o considera, por <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Abstração_Abstrair_Abstrato">abstração</a>, a Metafísica. <em>Apenas </em>os seres, quer dizer, os <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Individuo_Individuação_Individual"><em>indivíduos</em></a><em>, existem verdadeiramente, </em>sendo todo o resto, não ser <!--more-->absolutamente, mas <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Modo_Modal">maneiras</a> de ser dos indivíduos. Ora, estes diversos seres, indivíduos ou não, podem ser grupados por sua vez em grandes categorias que constituem as primeiras divisões ou <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Determinação"><em>determinações</em></a><em> mais gerais do </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><em>ser</em></a><em>. </em>Estas grandes divisões são as da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Substância">substância</a> e os diversos <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Acidente">acidentes</a>. Além disto, o ser pode por sua vez se dividir, em toda a sua amplitude, em <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato"><em>ato</em></a><em> e </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência"><em>potência</em></a><em>. </em>Como esta última divisão é mais geral ainda que a das categorias, por eIa é que devemos começar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">ART.   I.    O <em>ATO E A POTÊNCIA</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">É pela distinção da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência">essência</a> e da existência que melhor seremos levados à divisão em <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência">potência</a> e <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato">ato</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>1.   Essência e existência.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">a) <em>Noção. </em>Analisando a idéia de <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser">ser</a>, vê-se que o ser pode ser tomado em dois sentidos. De início, significando o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato"><em>ato</em></a><em> de existir </em>(a existência), como nestas proposições: &#8220;César existiu realmente&#8221;, ou ainda: &#8220;Pedro lê&#8221; (= é leitor): nestes dois casos, trata-se de afirmar a existência de uma coisa, de César e do ato de ler.</p>
<p style="text-align:justify;">O ser pode ser tomado como designando, seja <em>o que é </em>ou pode ser, quer dizer, o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeito</a> atual ou <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Possivel">possível</a> da existência: é assim que, nas proposições &#8220;Pedro lê&#8221;, &#8220;o homem é racional&#8221;, &#8220;o muro é branco&#8221;, as palavras <em>Pedro, o homem, o muro </em>são os <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeitos</a> nos quais existem ou podem existir a leitura, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Razão">razão</a>, a brancura; &#8211; seja <em>o que uma coisa </em>é: Pedro é <em>homem, </em>o muro é <em>branco. </em>César foi um <em>grande capitão. </em>Estas últimas acepções compõem o que se chama, em sentido lato, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência"><em>essência</em></a><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Tomada em seu sentido <em>estrito, </em>a essência <em>é aquilo pelo qual uma coisa é o que ela é </em>e difere de qualquer outra <em>(animal racional </em>exprime a essência do homem, quer dizer, aquilo pelo qual o homem é homem). É esta essência que formula a definição pelo <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Gênero">gênero</a> próximo e <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Diferença">diferença</a> específica (14).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">b)    <em>Propriedade da essência. </em>A <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência">essência</a>, tal qual a entendemos no sentido estrito, é: o <em>ser </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Necessário"><em>necessário</em></a><em>, </em>não neste sentido de que existiria necessariamente (<a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Próprio">propriedade</a> que não convém senão à essência divina, como se verá em Teodicéia), mas neste sentido de que é impossível pensar uma coisa como desprovida ou privada de sua essência, porque isto seria pensá-la a um tempo como sendo e como não sendo o que ela é. Impossível pensar o triângulo como não tendo senão dois ângulos, ou pensar uma pedra como dotada de inteligência; &#8211; <em>o primeiro </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Principio"><em>principio</em></a><em> de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Intelecto"><em>inteligibilidade</em></a><em>, </em>enquanto que é por ela que cada ser é de princípio inteligível (quer dizer, cognoscível pela inteligência) e que se explicam todas as suas propriedades : é pela <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência">essência</a> &#8220;animal racional&#8221; que se compreende primordialmente o ser &#8220;homem&#8221; e que se compreendem as propriedades deste  ser:  mortalidade,  sujeição à dor, capacidade de rir  etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Já observamos (<a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#N_79">79</a>) que a inteligência humana, na impossibilidade de poder apreender sempre as essências das coisas, utiliza quer as <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Próprio">propriedades</a> quer mesmo a forma exterior das coisas, como substitutos da essência.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">c)    <em>Todo </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><em>ser</em></a><em> criado é composto de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência"><em>essência</em></a><em> e de existência, </em>o que quer dizer que não existe em razão do que é. Sua essência <em>não </em>implica a existência. Poderia então não existir: é o que se chama, em termo técnico, um ser <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Contingente"><em>contingente</em></a><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Um problema célebre, que suscita a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Distinção">distinção</a> de essência e de existência, consiste em saber se, num ser singular, a essência é <em>realmente </em>distinta da existência, quer dizer, do <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato">ato</a> que a faz existente. Os filósofos tomistas sustentam a distinção real. Ainda é necessário compreender que <em>distinção real não significa necessariamente separação </em>nem mesmo  possibilidade de separação   (a brancura é real, e distinta do papel no qual escrevo, mas não pode estar separada dele).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">194    <strong>2.    Potência e ato.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">a)         <em>As noções de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato"><em>ato</em></a><em> e de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência"><em>potência</em></a><em> já estão implícitas na distinção de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Essência"><em>essência</em></a><em> e de existência. </em>A essência aparece como o que pode existir, como estando em potência para a existência, e a existência é o que confere à essência o ato de existir, o que faz dela um ser em ato.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">b)         <em>As noções de ato e de potência também nos são sugeridas pelo fenômeno da </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Movimento"><em>transformação</em></a><em>. </em>Toda transformação consiste na passagem da potência ao ato. A água se torna vapor ou gelo: ela é, então, vapor em potência e gelo em potência. Tal árvore dá tais frutos: o fruto está então na potência da árvore. Vapor e gelo são os atos diversos da água, como o fruto é o ato da árvore. Vê-se, então, que a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência"><em>potência</em></a><em> é a aptidão a tornar-se alguma coisa. </em>Por seu lado, o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato">ato</a> é, <em>ou o estado do </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><em>ser</em></a><em> que adquiriu ou recebeu a </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Perfeito_Perfeição"><em>perfeição</em></a><em> para a qual estava em potência, ou o exercício de uma atividade que faz passar um ser da potência ao ato </em>(o ato, neste último sentido, se chama <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">ação</a> ou ato segundo)    (<a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#N_73">73</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">c)     <em>A potência é alguma coisa de real no ser: </em>assim, para a água, a capacidade de se tornar vapor ou gelo. O ser não se torna uma coisa qualquer.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>3. Axiomas.</strong> &#8211; Enunciam-se sobre o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato">ato</a> e a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência">potência</a> vários axiomas importantes.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">a)         <em>Uma </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Coisa"><em>coisa</em></a><em> não é </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Perfeito_Perfeição"><em>perfeita</em></a><em> senão quando está em ato. Assim, a perfeição da árvore consiste em dar frutos.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">b)         <em>O </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><em>ser</em></a><em> na proporção em que está em ato</em>: <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">agir</a> e produzir alguma coisa, quer dizer, realizar um ato; ora, não é possível dar a não ser o que se tem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">c)         <em>Todo ser capaz de transformação é composto de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Potência"><em>potência</em></a><em> e de </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ato"><em>ato</em></a><em>: </em>de ato, porque tem presentemente um estado determinado; de potência, porque é suscetível de receber um outro estado.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">d)         <em>A potência não pode passar a ato a não ser sob a </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir"><em>ação</em></a><em> de um ser em ato, </em>porque o menos não dá o mais; todo efeito tem uma <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causa</a> proporcionada.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">ART. II    <em>AS CATEGORIAS</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">§ 1.    Noções gerais</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">195 <strong>1. Definição.</strong> &#8211; Chamam-se categorias (ou <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Predicamento_Predicamental">predicamentos</a>) <em>os </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Gênero"><em>gêneros</em></a><em> supremos do </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><em>ser</em></a><em>. </em>Estes</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">gêneros supremos são <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Modo_Modal">modos</a> do ser e não <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Espécie_Espécies_Especificação">espécies</a> do ser, pois o ser, como vimos (<a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#N_189">189</a>), não é um gênero. Nós o definimos como os <em>modos mais gerais sob os quais o ser pode existir.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>2.    Divisão.</strong> <strong>O </strong><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser"><strong>ser</strong></a><strong> é </strong><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Substância"><strong>substância</strong></a><strong> ou </strong><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Acidente"><strong>acidente</strong></a><strong>.</strong> &#8211; Chama-se <em>substância aquilo a que convém existir em si e em razão de si. </em>À substância se opõe o <em>acidente </em>(etimològicamente: aquilo que sobrevém a alguma coisa), que é o <em>que não pode existir em si, mas apenas num </em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito"><em>sujeito</em></a><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">É à substância que convém primeiramente o nome de ser. O acidente é maneira de ser antes que ser.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>3.    A noção de substância.</strong> &#8211; A noção de <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Substância">substância</a> é <em>primitiva. Ela nasce da percepção da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Movimento">transformação</a>, </em>que obriga a distinguir, num mesmo <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Objeto">objeto</a>, realidades mutáveis e uma realidade permanente. A água que se torna quente sob a ação do fogo é a mesma água que antes estava fria. Pedro é sucessivamente alegre, triste, colérico, bem disposto e doente: ele é sempre, sob estas diversas transformações, a mesma pessoa. Este velho é o mesmo indivíduo que a criança que foi noutro tempo. A realidade permanente é a substância. A reflexão permite precisar esta noção da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Substância">substância</a>, levando a compreender que a substância é, mais fundamentalmente ainda, o que está apto a existir <em>em si </em>(e não num sujeito que a receberá) e <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Por_si">por si</a>, </em>quer dizer, em <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Razão">razão</a> do que é.</p>
<p style="text-align:justify;">A <em>propriedade essencial da substância é então a de existir por si e em si </em>e não num <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeito</a>. O <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Acidente">acidente</a> é o que não existe a não ser num sujeito já existente: a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Virtude">virtude</a> não pode existir senão num ser racional; a brancura não pode existir senão numa <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Coisa">coisa</a> <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Matéria">material</a> etc.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>4.    Os acidentes.</strong> &#8211; Há tantos <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Modo_Modal">modos</a> de <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser">ser</a> acidentais (ou acidentes) quantas maneiras diversas de atribuir um <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Predicado">predicado</a> a um <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeito</a>. Ora, diz-se de um sujeito:</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">1. ° &#8211; Ele é branco, preto, &#8211; hábil, feliz, alegre, caridoso etc.: <strong><em>qualidade</em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">2. ° &#8211; Ele é grande, pequeno: <strong><em>quantidade</em></strong><em>. </em></p>
<p style="text-align:justify;">3. ° &#8211; Ele está próximo, afastado, &#8211; pai, filho etc.: <strong><em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a></em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">4. ° &#8211; Ele bate, guia, fala etc.: <strong><em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">ação</a></em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">5. ° &#8211; Ele apanha, é guiado etc.: <strong><em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Paixão_Padecer">paixão</a></em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em>6.° &#8211; Ele está em Paris, Roma etc.: <strong><em>lugar</em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em>7.° &#8211; Ele está de pé, deitado, sentado etc.: <strong><em>situação</em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em>8.° &#8211; Ele nasceu em 1900; Roma foi tomada por Alarico em 410: <strong><em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Tempo_Temporal">tempo</a></em></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">9.° &#8211; Ele está vestido,  armado etc.:  <em>hábito.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tais são, com a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Substância">substância</a>, as dez <em>categorias </em>(ou <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Predicamento_Predicamental">predicamentos</a></em>)<em> </em>distinguidos por <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Aristóteles">Aristóteles</a>. É, contudo, uma questão saber se cada um destes <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Modo_Modal">modos</a> de ser constitui uma realidade acidental especial, ou se alguns não são mais do que aspectos diferentes de uma mesma realidade ou comportamentos puramente extrínsecos. As opiniões se dividem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">§ 2.    A relação</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">195 bis         Já estudamos,   em  Cosmologia, vários <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Acidente">acidentes</a>, a saber, a quantidade, o lugar, o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Tempo_Temporal">tempo</a> e a qualidade. Por outro lado, não é preciso insistir sobre a situação e o hábito. Ficam então, de uma parte, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">ação</a> e a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Paixão_Padecer">paixão</a>, que serão estudadas com a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causalidade</a>, e, de outra parte, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a>, que vamos agora estudar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>1.        Noção.</strong> &#8211; A <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a> é <em>aquilo pelo qual um <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeito</a> se relaciona a um <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Termo">termo</a>. </em>Tais são, por exemplo, a igualdade, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Semelhança">semelhança</a>, a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causalidade</a>, que resultam respectivamente da quantidade, da qualidade e da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">ação</a>, e se acrescentam a elas como outras tantas <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Determinação">determinações</a> acidentais. As outras <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Predicamento_Predicamental">categorias</a> (tempo, lugar etc.) são ao contrário <em>efeitos </em>da relação.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>2.        Análise.</strong> &#8211; A <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a> comporta três elementos essenciais: um <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Sujeito">sujeito</a>, </em>a saber, aquilo que está em relação a outra coisa e a que se atribui a relação: assim, o pai, sujeito da relação de paternidade; &#8211; um <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Termo">termo</a>, </em>quer dizer, aquilo a que o sujeito está em relação: assim, o filho em relação ao pai, ou o pai em relação ao filho; &#8211; <em>fundamento </em>da relação, quer dizer, uma <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causa</a> ou uma <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Razão">razão</a> em virtude da qual o sujeito se relaciona a seu termo: assim, a luz é o que condiciona a relação do olho com o <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Objeto">objeto</a> visto.</p>
<p style="text-align:justify;">O sujeito e o termo da relação tomados juntos constituem os dois termos da relação e são ditos <em>correlativos, </em>quando a relação é mútua  (assim a do pai e do filho, termos correlativos).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>3.    Propriedades.</strong> &#8211; As principais <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Próprio">propriedades</a> da relação são as seguintes:</p>
<p style="text-align:justify;">a)         <em>Não existe mais e menos nas <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relações</a>. </em>As relações não podem aumentar ou diminuir por si mesmas; uma coisa, por exemplo, é igual ou desigual, <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Semelhança">semelhante</a> ou dessemelhante em relação a uma outra.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">b)         <em>As relações são recíprocas. </em>Pode-se, então, trocá-las, e dizer, por exemplo: &#8220;o pai do filho&#8221; e &#8220;o filho do pai&#8221;, &#8220;o quadro deste pintor&#8221; e o &#8220;pintor deste quadro&#8221;, &#8220;a visão deste objeto&#8221; e &#8220;o objeto desta visão&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">c)         <em>Os correlativos são simultâneos. </em>Os correlativos são necessariamente dados juntos e jamais separadamente: não existe pai sem filho, nem filho sem pai. &#8211; Por isto mesmo, os correlativos são conhecidos simultaneamente,  e se definem mutuamente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>4.    Divisão.</strong> &#8211; Divide-se a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a> ora do ponto-de-vista de seu <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Fundamento">fundamento</a> (divisão essencial), ora do ponto-de-vista dos termos  (divisão acidental).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">a)     <em>Ponto-de-vista do <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Fundamento">fundamento</a>. </em>Distinguem-se aqui as relações de</p>
<p style="text-align:justify;">- <em>igualdade, </em>que nascem da quantidade;</p>
<p style="text-align:justify;">- as relações de <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causalidade</a>, </em>que resultam da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ação_Agente_Agir">ação</a>;</p>
<p style="text-align:justify;">- as relações de <em><a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Semelhança">semelhança</a>, que resultam da qualidade ou da <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Forma">forma</a>.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Podem-se distinguir ainda a <strong><em>relação real</em></strong><em>, </em>que existe independentemente do espírito; tais são as relações das <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Causa">causas</a> com seus efeitos, &#8211; <em>e a <strong>relação lógica</strong>, </em>que resulta de uma operação do espírito: tais são a relação de uma coisa consigo mesma, do presente, com o futuro, do <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ser">ser</a> e do nada.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">b)  <em>Ponto-de-vista dos termos. </em>Deste ponto-de-vista, distinguem-se dois tipos de <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Relação">relação</a>:</p>
<p style="text-align:justify;">- a <em>relação mútua, quando os dois termos não podem ser dados, como tais, a não ser simultaneamente</em>: é  assim  que  não  existe paternidade  sem filiação   e   inversamente;</p>
<p style="text-align:justify;">- <em>a relação não-mútua, </em>quando <em>os dois termos não são correlativos: </em>um é relativo, o outro é absoluto (não-relativo) &#8211; tal é a relação existente entre a criatura e Deus ou ainda entre a <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Ciência">ciência</a> e seu <a href="/Users/Administrador/David/Filosofia/Curso_Filosofia_Regis_Jolivet/Curso_de_Filosofia_Regis_Jolivet_e_Vocabulario.doc#Objeto">objeto</a>. Neste caso, a relação do termo absoluto (Deus, objeto da ciência) ao termo relativo (a criatura, a ciência) não é mais do que uma relação lógica.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sumateologica.wordpress.com/indice/"><img class="aligncenter size-full wp-image-533" title="gifindice" src="http://sumateologica.wordpress.com/files/2009/06/gifindice.gif" alt="gifindice" width="247" height="25" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DISCUSSAO SOBRE A MODERNIDADE E SEU POS]]></title>
<link>http://ajudandotcc.wordpress.com/2009/01/22/discussao-sobre-a-modernidade-e-seu-pos/</link>
<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 01:16:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>ajudandotcc</dc:creator>
<guid>http://ajudandotcc.wordpress.com/2009/01/22/discussao-sobre-a-modernidade-e-seu-pos/</guid>
<description><![CDATA[Efetivamente, se não há &#8220;substancia&#8221; e não há uma &#8220;natureza&#8221; humana, então n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Efetivamente, se não há &#8220;substancia&#8221; e não há uma &#8220;natureza&#8221; humana, então não há uma &#8220;espécie&#8221; humana (a não ser que queiramos seguir apoiando tudo neste conceito tal como hoje se entende: biologicamente), não há gênero humano, pois não se sabe que seria o tal &#8220;gênero&#8221;, pois não há fundamento de nada, nem do fundamento, e então entre cada indivíduo não há fundo, fundação ou fundamento comum, e se os discursos são micro e localmente contextualizados, então o discurso não é algo em comum, nem a particular estrutura da associação de suas idéias ou de sua &#8220;subjetividade&#8221;, nem há significantes compartilhados; <!--more-->e então cada indivíduo é, nessa mesma medida, incomensurável a outro indivíduo; não há um sujeito comum do desejo; nem um sujeito comum da enundação; nem um sujeito comum da subjetividade; como se afirmou: cada indivíduo é sua própria &#8220;espécie&#8221; (OUTEIRAL, 2003) .</p>
<p style="text-align:justify;">Este tema de monografia foi desenvolvido pela Alpha <a href="http://www.monografiaalpha.com.br">Monografia e monografias para tcc</a></p>
<p style="text-align:justify;">E se cada indivíduo é sua própria espécie e é incomensurável com o outro indivíduo, então não há fundamento algum para a solidariedade, ou para o respeito disso que já não podemos chamar &#8220;semelhante&#8221;, nem há uma ética possível, nem uma comunicação possível&#8230; nem uma teoria da subjetividade ou do psiquismo que possa generalizar-se a todos os indivíduos, já que são cada um sui generis e incomensuráveis entre si. Não há humanitas.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto deve ser demonstrado em qualquer <a href="http://www.monografiaad.com.br/18_seminario.html">monografia ou seminario </a>que trate sobre a pós-modernidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Dito de outra maneira, se a humanidade é o indivíduo, ou se a humanidade do indivíduo, aquilo que o faz homem, nada mais é do que sua cultura, o conjunto dos discursos entrelaçados nele, o conjunto das relações sociais que o constituem, a trama de relações sociais que se estabelecem entre suas condutas, etc., então a diferentes subjetividades, culturas, discursos e entrelaçamentos, diferentes &#8220;homens&#8221; incomensuráveis entre si; como as mônadas na interpretação perspectivista de Leibnitz, a cada uma fechada sobre si mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto os indivíduos (ατομοι) não compartilham entre si nenhuma humaniτas comum, cada um pertence a uma &#8220;espécie&#8221; diferente e então não tem por que respeitar-se nenhuma ética comum, ou comunicativa ou de nenhum tipo.</p>
<p style="text-align:justify;"> Insiste-se nesta idéia pois se sendo cada subjetividade tão &#8220;outra&#8221; da própria, seguimos tendo a humanidade em comum, então a &#8220;humanidade&#8221; é algo comum em que se suporta o diferente. É necessário, pois, postular junto à diferença a semelhança; junto à incomensurabilidade o comensurável; junto ao próprio o comum. Não somos todos iguais senão semelhantes; nem idênticos senão particulares; mas também não há entre nós uma tal outridade ou equivocidade que não podamos nem falar-nos ou chamar-nos pessoas: é necessário, pois, afirmar entre o unívoco e o equívoco: o análogo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas é necessário que este análogo não esteja fundado na exterioridade ou no extrínseco, porque então a analogia seria somente aparente ou puramente retórica, senão que é necessário que esteja fundado em algo intrínseco ou interno a ambos os termos; mas que esta semelhança não apague a diferença.</p>
<p style="text-align:justify;">Conte sempre com a <a href="http://www.monografiaac.com.br">Monografia e Pesquisa</a> AC para excelentes monografias de base para sua monografia ou seu TCC</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/07/27/2702/</link>
<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 03:30:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Meg</dc:creator>
<guid>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/07/27/2702/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;A substância é uma das nossas maiores ilusões.&#8221; Arthur Eddington]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<h5 style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;">&#8220;A substância é uma das nossas maiores ilusões.&#8221;</span></h5>
<pre style="text-align:center;">Arthur Eddington<a href="http://sitiodascitacoes.files.wordpress.com/2008/07/eddington.jpg"></a></pre>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diferença em escala, não em substância]]></title>
<link>http://micropatriologia.wordpress.com/2008/04/03/diferenca-em-escala-nao-em-substancia/</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 07:48:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Góes</dc:creator>
<guid>http://micropatriologia.wordpress.com/2008/04/03/diferenca-em-escala-nao-em-substancia/</guid>
<description><![CDATA[O Socioculturalista #1 &#8211; 03 de abril de 2007. Carlos Góes Benedict Anderson, sociólogo de naci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> O Socioculturalista #1 &#8211; 03 de abril de 2007.</p>
<p><b><i>Carlos Góes</i> </b></p>
<p align="justify"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benedict_Anderson" id="zqh7">Benedict Anderson</a>, sociólogo de nacionalidade britânica &#8211; a despeito de ter nascido em solo chinês &#8211; é expoente nos estudos de nacionalismo. Seu livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=810056&#38;sid=0124591939224818768555846&#38;k5=17577F49&#38;uid=" id="d5us"><i>Comunidades Imaginadas</i></a> posa, ao lado de <i>Nations Before Nationalism </i>(1982), de JA Armstrong e <i>Nações e Nacionalismos desde 1788 </i>(1990), de Eric Hobsbawm, como um dos marcos no estudo da matéria.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A base do estudo de Anderson repousa em sua definição para nação: &#8220;uma comunidade política imaginada &#8211; e que é imaginada ao mesmo tempo como limitada e soberana&#8221;. Limitada pois aí reside aí diferença entre o compatriota e o estrangeiro. Soberania que se reflete no &#8220;direito de autodeterminação dos povos&#8221;.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">O que aqui nos interessa é a idéia de que a nação não é algo existente ex nihilo, mas algo construído sociologicamente, por meio da mídia e das relações sociais. Em última instância, uma nação só existiria &#8220;nas mentes e nos corações de seus cidadãos&#8221;.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Qual é a razão de um presidente ser reconhecido como tal? Legalidade ou legitimidade, qualquer das situações passa, no mínimo, pela aqüiescência dos membros de sua nação. Os reis da França absolutista o eram pois conseguiam, seja por meio da força ou pela &#8220;legitimidade divina&#8221;, fazer com que seus súditos os vissem como tal.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">De tal feita, o micronacionalismo não difere, em substância, da qualquer outra experiência nacional. Sendo em miniatura, sua diferença é em escala. Um Chanceler, Presidente ou Imperador é visto como tal &#8220;nas mentes e nos corações de seus cidadãos&#8221;. Estes títulos não são <i>simulados</i>, são tão válidos quanto o de Presidente do Brasil ou Rainha da Inglaterra. A diferença está na amplitude de seu reconhecimento.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Enquanto quase todo o globo reconhece Elizabeth II como Rainha da Inglaterra, somente os micronacionalistas reconhecem Cláudio I como Imperador de Reunião. Novamente, diferença de escala, não em substância.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Um exemplo factual que mostram escalas de reconhecimento diferentes pode ser visto quando da Revolução Chinesa. Quando Mao Tsé-Tung marchou sobre Pequim e se tornou <i>de facto</i> o líder da China, Chiang Kai-Shek declarou um &#8220;governo no exílio&#8221; instaurado em Formosa, mas reivindicando soberania sobre toda a China continental. Enquanto Mao era reconhecido pelos países do bloco soviético, os ocidentais ainda reconheciam Taipé como sede provisória de governo. Até 1971, foi o &#8220;governo no exílio&#8221; da República da China que ocupou o assento permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Esses conflitos mostram que não existia título &#8220;mais válido&#8221; que outro. Existe <i>escala</i> de reconhecimento, tudo relativo. E isso corrobora com a identidade entre o micronacionalismo &#8211; como experiência nacional em miniatura &#8211; com as experiências nacionais extra-micronacionais. Corrobora para mostrar que a diferença é de escala, não de substância.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Da série: os tipos de homem - parte I]]></title>
<link>http://depoisquepassa.wordpress.com/2007/12/18/da-serie-os-tipos-de-homem-parte-i/</link>
<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 18:16:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Depois que passa</dc:creator>
<guid>http://depoisquepassa.wordpress.com/2007/12/18/da-serie-os-tipos-de-homem-parte-i/</guid>
<description><![CDATA[O HOMEM ACESSÓRIO: consiste naquele cara que nem é tudo aquilo (muitas vezes não é nada demais!), al]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><font size="2"><strong>O HOMEM ACESSÓRIO:</strong> consiste naquele cara que nem é tudo aquilo (muitas vezes não é nada demais!), além, claro, de sua função decorativa. Como uma bijoux, uma bolsa, o esmalte das unhas, enfim, ele apenas completa o figurino.<br />
O grande atrativo realmente é poder desfilar com ele a tiracolo, dar umas bandolas por aí, se exibir para o mercado. Última moda em Paris!<br />
Você empurra com a barriga, pra ver se num lampejo de sorte ele se transforma em outro tipo de homem (com mais conteúdo e substância). Mas logo percebe que esse acessório nunca será essencial no seu figurino e que ele não passa de um sapato verde bandeira que só combinou com sua roupa pra festa da semana passada!</font><font size="2"> </font></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Quinto Mundo e o Novo Micronacionalismo]]></title>
<link>http://micropatriologia.wordpress.com/2007/05/18/o-quinto-mundo-e-o-novo-micronacionalismo/</link>
<pubDate>Fri, 18 May 2007 03:40:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Góes</dc:creator>
<guid>http://micropatriologia.wordpress.com/2007/05/18/o-quinto-mundo-e-o-novo-micronacionalismo/</guid>
<description><![CDATA[Talvez uma dos grandes problemas da Lusofonia seja o fato dela ser praticamente um vaso hermeticamen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Talvez uma dos grandes problemas da Lusofonia seja o fato dela ser praticamente um vaso hermeticamente fechado. Salvo em algumas inflexões nesta tendência &#8211; como os remotos avanços ruma à extra-lusofonia de Porto Claro, Reunião e, mais recentemente, na gênese de Pasárgada -, as micronações de língua portuguesa acabam por relacionarem-se basicamente entre si. Quais foram os reflexos disto?</p>
<p>Por uma parte, foi positivo o fato de ser criado um certo padrões de regras, normas, modos de procedimento que caracterizaram a Lusofonia como sociedade intermicronacional (ver GÓES &#38; GARCIA, Relações Intermicronacionais: Conceitos. Maurício: FTS, 2006). Isso significa que as micronações que se aglutinam em volta do português não só passaram a agir como parte de um todo, mas a criar padrões de procedimento que denotam uma certa &#8220;unidade cultural&#8221;. Por outro lado, a inexistência de um contato mais profundo com modos de ver o micronacionalismo acabou por estagnar a corrente dominante. É fato que a existência de uma dialética que opõe teses ajuda o surgimento de uma conceituação mais refinada [tese x antítese = síntese = nova tese; nova tese x nova antítese = nova síntese].</p>
<p>Seria importante o contato com alguns modelos distintos de se ver a prática nacional em escala reduzida. Aquele que me chama muito a atenção é um que pouco foi explorado pelos micropatriólogos de lingua portuguesa: o Quinto Mundo. Um dos que se aventurou neste caminho foi Bruno Cava, que já citava, há alguns anos sobre o mesmo (ver CAVA, Micronacionalismo Lato Sensu. Maurício: FTS, 2006).</p>
<p>Do que consiste o Quinto Mundo. Em sua auto-definição, encontrada no &#8220;Portal do Quinto Mundo&#8221; (http://5world.net/), o Quinto Mundo consiste de &#8220;pequenas nações e minorias ao redor do mundo que não têm representação nas organizações internacionais como as Nações Unidas (ONU) ou a Organização das Nações e Povos Não-Representados (UNPO)&#8221;. Deste modo, o Quinto Mundo não vê suas nações associadas como <span style="text-decoration:underline;">distintas</span> daquelas que têm reconhecimento pelas Nações Unidas, ou mesmo pela UNPO. Ao contrário, simplesmente entendem que a dinâmica de poder vigente no cenário internacional, dominado pelos chamados &#8220;Estados Nacionais&#8221;, não lhes garante reconhecimento.</p>
<p>Ademais, de acordo com um conceito jurídico gerado pelo Quinto Mundo, o <span style="font-style:italic;">Jus celebri electroni</span>, o exercício nacional que se utiliza da web não está sobre jurisdição de qualquer Estado Nacional. Isto, pois &#8220;de acordo com o Artigo 1º da Convenção de Montevideo, um Estado só o é se tiver um território. Estados não territoriais ou virtuaisnão são verdadeiros Estados de acordo com esta Convenção. Já que os Estados não-territoriais não são Estados verdadeiros de acordo com o Direito Internacional [...] computadores, servidores e redes de informática como a Internet não são jurisdição legal do Estado Nacional, inclusive seu poder de regulação e taxação&#8221; (ver http://jce.5world.net/).</p>
<p>Nesse sentido, vemos o exercício nacional como algo descolado do Estado Nacional em que seus membros se encontram. Isso se torna claro mesmo se analisarmos as nações que coincidem com Estados membros das Nações Unidas. Se existem portugueses que vivem no Brasil, no Reino Unido, na Bélgica e no Japão, não são eles, ainda assim, membros da nação portuguesa?</p>
<p>A mesma analogia pode ser feita com as micronações. Não importa estarem cidadãos pasárgados em Portugal, Estados Unidos e Brasil. A distância entre os membros da nação não importa para o exercício da nacionalidade, pois o conceito de nação, diferentemente do de Estado, não está ligado a um território.</p>
<p>Do mesmo modo, pouco importa se temos também a nacionalidade brasileira, peruana ou suíça. Nacionalidade é um conceito jurídico. À época do Império Austro-Húngaro, austríacos e magiares tinham o mesmo status jurídico, o mesmo passaporte e os mesmo direitos. Ainda assim, faziam parte de nações diferentes. Afora isso, o senso de pertencimento a várias nações pode ser verdadeiro. Não necessariamente um filho de italiano nascido no Brasil deixa de se sentir como parte da nação italiana. É por isso que podemos ser brasileiros e porto-clarenses, peruanos e pasárgados, portugueses e reuniãos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[B. Anderson no micronacionalismo]]></title>
<link>http://micropatriologia.wordpress.com/2007/03/01/b-anderson-no-micronacionalismo/</link>
<pubDate>Thu, 01 Mar 2007 23:17:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Góes</dc:creator>
<guid>http://micropatriologia.wordpress.com/2007/03/01/b-anderson-no-micronacionalismo/</guid>
<description><![CDATA[Benedict Anderson, sociólogo de nacionalidade britânica &#8211; a despeito de ter nascido em solo ch]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benedict_Anderson">Benedict Anderson</a>, sociólogo de nacionalidade britânica &#8211; a despeito de ter nascido em solo chinês &#8211; é expoente nos estudos de nacionalismo. Seu livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=810056&#38;sid=0124591939224818768555846&#38;k5=17577F49&#38;uid="><span style="font-style:italic;">Comunidades Imaginadas</span></a> posa, ao lado de <span style="font-style:italic;">Nations Before Nationalism </span>(1982), de JA Armstrong e <span style="font-style:italic;">Nações e Nacionalismos desde 1788 </span>(1990), de Eric Hobsbawm, como um dos marcos no estudo da matéria.</p>
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<p align="justify">A base do estudo de Anderson repousa em sua definição para nação: &#8220;uma comunidade política imaginada &#8211; e que é imaginada ao mesmo tempo como limitada e soberana&#8221;. Limitada pois aí reside aí diferença entre o compatriota e o estrangeiro. Soberania que se reflete no &#8220;direito de autodeterminação dos povos&#8221;.</p>
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<p align="justify">O que aqui nos interessa é a idéia de que a nação não é algo existente ex nihilo, mas algo construído sociologicamente, por meio da mídia e das relações sociais. Em última instância, uma nação só existiria &#8220;nas mentes e nos corações de seus cidadãos&#8221;.</p>
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<p align="justify">Qual é a razão de um presidente ser reconhecido como tal? Legalidade ou legitimidade, qualquer das situações passa, no mínimo, pela aqüiescência dos membros de sua nação. Os reis da França absolutista o eram pois conseguiam, seja por meio da força ou pela &#8220;legitimidade divina&#8221;, fazer com que seus súditos os vissem como tal.</p>
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<p align="justify">De tal feita, o micronacionalismo não difere, em substância, da qualquer outra experiência nacional. Sendo em miniatura, sua diferença é em escala. Um Chanceler, Presidente ou Imperador é visto como tal &#8220;nas mentes e nos corações de seus cidadãos&#8221;. Estes títulos não são <span style="font-style:italic;">simulados</span>, são tão válidos quanto o de Presidente do Brasil ou Rainha da Inglaterra. A diferença está na amplitude de seu reconhecimento.</p>
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<p align="justify">Enquanto quase todo o globo reconhece Elizabeth II como Rainha da Inglaterra, somente os micronacionalistas reconhecem Cláudio I como Imperador de Reunião. Novamente, diferença de escala, não em substância.</p>
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<p align="justify">Um exemplo factual que mostram escalas de reconhecimento diferentes pode ser visto quando da Revolução Chinesa. Quando Mao Tsé-Tung marchou sobre Pequim e se tornou <span style="font-style:italic;">de facto</span> o líder da China, Chiang Kai-Shek declarou um &#8220;governo no exílio&#8221; instaurado em Formosa, mas reivindicando soberania sobre toda a China continental. Enquanto Mao era reconhecido pelos países do bloco soviético, os ocidentais ainda reconheciam Taipé como sede provisória de governo. Até 1971, foi o &#8220;governo no exílio&#8221; da República da China que ocupou o assento permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
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<p align="justify">Esses conflitos mostram que não existia título &#8220;mais válido&#8221; que outro. Existe <span style="font-style:italic;">escala</span> de reconhecimento, tudo relativo. E isso corrobora com a identidade entre o micronacionalismo &#8211; como experiência nacional em miniatura &#8211; com as experiências nacionais extra-micronacionais. Corrobora para mostrar que a diferença é de escala, não de substância.</p>
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