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	<title>sumo-x-huka-huka &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "sumo-x-huka-huka"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 19:08:48 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[40- Peregrinação Cultural]]></title>
<link>http://zoodojoo.wordpress.com/2008/04/21/peregrinacao-cultural/</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 21:09:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>EUROTRIP by ZOODOJOO</dc:creator>
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<description><![CDATA[1. Haru No Umi O dia 19 de Abril começou bem cedo. Eu precisaria estar às 11hs na Caixa Cultural par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>1. Haru No Umi</strong></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/harunoumi-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-231" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/harunoumi-1.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>O dia 19 de Abril começou bem cedo.<br />
Eu precisaria estar às 11hs na Caixa Cultural para assistir Mar De Primavera de Camilo Carrara e Tamie Kitahara.</p>
<p>A casa estava cheia.<br />
O hype era grande!</p>
<p>O show começou com uma música que eu não conhecia.<br />
O violão de Carrara-san e o kotô de Kitahara-san eram puro equilíbrio.<br />
O dedilhar de dedos entre o ocidente e o oriente teceu uma atmosfera hipnotizante que me fez esquecer de registrar a primeira música.<br />
Talvez seja culpa da riqueza de harmonia ou da felicidade explícita reverberada nos quatro cantos da casa. A única certeza que eu tinha, é que aquela primeira música havia me desestruturado.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/harunoumi-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-232" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/harunoumi-2.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>As demais músicas repassaram aquela atmosfera mágica encontrada no Cd solo de Carrara-san, Canção Do Sol Nascente. Músicas mais atmosféricas, aquela poesia sonora para se elevar o espírito.</p>
<p>Enquanto o violão improvisa, a mestra focaliza a tradição. O casamento não poderia ser mais feliz. Em pouco tempo estávamos todos num estado de graça e paz.</p>
<p>Violão, kotô, shamisen&#8230; As cordas se misturavam em sons etéreos.</p>
<p>Como se não bastasse ser um músico formidável, Carrara-san se mostrou excelente professor.<br />
Ele tem ótima didática para comentar suas evoluções, explicar alguns termos técnicos de suas criações musicais e, entre uma canção e outra, contar como conheceu a música tradicional e folclórica japonesa.<br />
Coincidências ou não, Camilo Carrara foi apresentado a este tipo de música, através de uma coletânea emprestada por um amigo. Foi amor a primeira audição.<br />
Ele também ganhou aquele fantástico catálogo de compilações da música infantil e tradicional do Japão, presente da exposição de Taizi Harada em São Paulo e suas ilustrações sobre as 100 mais famosas canções japonesas de todos os tempos. A partir deste catálogo, que trazia as 100 partituras, Camilo começou a tocar as 100 canções em seu violão.<br />
Por não ter tido outro tipo de contato com este universo, tudo o que ele tinha eram as partituras.<br />
Apesar das informações anotadas e todos os detalhes que acompanham a música escrita, ele acabou desenvolvendo uma nova maneira de tocar aquelas canções, ora mudando o tempo, ora improvisando&#8230; A questão é que ele desenvolveu um jeito único e totalmente novo de interpretar aquelas tradicionalíssimas canções.</p>
<p>Conversando com ele mais tarde, expliquei que tínhamos uma história parecida para com estas canções.<br />
Apesar de não ser músico, eu também fui apresentado a estas canções através de uma coletânea infantil: Yu &#8211; Yuyake Koyake; e havia ganhado os catálogos do Taizi Harada e me inspirado a criar um dos meus futuros projetos, fazer exatamente &#8220;o caminho oposto&#8221; ao Taizi Harada em suas ilustrações.</p>
<p>Pela primeira vez, conversar sobre kodomo no uta (músicas infantis japonesas) não era um bicho de sete cabeças.<br />
Eu nunca soube explicar direito porque essas músicas me emocionavam tanto&#8230;<br />
A verdade é que pela primeira vez na vida, eu não precisava me explicar, o Camilo me entendia perfeitamente.</p>
<p>Ele ficou surpreso ao constatar que eu não era músico, muito menos tivesse qualquer descendência japonesa.<br />
Foi uma conversa muito simpática.<br />
Grande figura, o Camilo Carrara!</p>
<p>Careimi me disse que após o espetáculo, quando eles foram almoçar no patrocinador, Kitahara-san falou de mim. Disse que ficou realmente honrada em saber que Nanatsu No Ko havia me emocionado daquele jeito.</p>
<p>Eu não resisti. Assim que terminou o show e a Globo liberou a Kitahara-san da entrevista, fui lá agradecê-la.<br />
Poder ver e ouvir alguém cantando e tocando lindamente uma das minhas kodomo no uta preferidas, não é algo que se vê todos os dias.<br />
Comentei o quanto essa música era importante, falei do meu projeto de desconstrução do Ukiyo-ê para com as canções brasileiras e cantamos um trechinho de Chinsagu no Hana, uma das mais tradicionais canções de Okinawa.</p>
<p>Despedi-me de todas essas figuras talentosas e agradeci demais a anfitriã Careimi.</p>
<p>Guardei tudo no coração, mas consegui registrar o momento de maior emoção:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/anJrT6iW0m0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/anJrT6iW0m0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>2. Koinoboris no CCBB</strong></p>
<p>Da Praça da Sé até o Centro Cultural Banco do Brasil é um pulinho.<br />
Como eu ainda tinha que passar até alguma papelaria pra comprar grossas canetas pretas pra desenhar a noite, resolvi esticar a perna até o &#8220;Gringotes&#8221; (apelido carinhoso que a Veresa deu ao edifício do CCBB).</p>
<p>Apesar das interessantes exposições de Foujita e Kaminagai, gostei apenas da expo do jovem Mori, o garoto de 14 anos que era um prodígio na pintura na década de 40.</p>
<p>Entretanto, o que mais me chamou a atenção estava pendurado na clarabóia.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/ccbbkoinobori-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-233" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/ccbbkoinobori-3.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Um móbile de Koinoboris, as birutas japonesas em forma de carpa que são hasteadas por todo o Japão para comemorar o dia dos meninos.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/ccbbkoinobori-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-234" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/ccbbkoinobori-4.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p><strong>3. Florescer Das Cores na Pinacoteca</strong></p>
<p>Desci até a 25, comprei minhas canetas (que usaria no Tokyogaqui), vi o preço do Ds pro Ber (R$360,00 Lite), passei no apartamento da minha irmã pra almoçar, descansei 30 min., atravessei a passarela da Luz e cheguei à Pinacoteca.</p>
<p>Fui ver a exposição dos kimonos e cerâmicas do período Edo, aproveitar que de sábado a entrada na Pinacoteca é gratuita.</p>
<p>Aquilo tava apinhado de estudante de moda&#8230;<br />
Não pude fotografar os kimonos. Tive que sossegar com a foto do site! Que crime!</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/florescercores.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-235" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/florescercores.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Aquilo é um tesouro! Doeu só de olhar.<br />
Séc. XVII!<br />
Como eles podiam vestir aquelas obras primas naquela época?<br />
O japonês estava a anos luz de distância fashion dos outros povos!</p>
<p>Cada kimono é divino.<br />
É até falta de educação imaginar um homem usando tal perfeição.<br />
Inacreditável como são confeccionadas as costuras, seus motivos&#8230; Os kanjis saltam aos olhos em seus fios de ouro. A direção da linha, o movimento&#8230;</p>
<p>Fui então conferir as cerâmicas e percebi muita influência chinesa.</p>
<p>As caixas decoradas com os brasões circulares em ouro fazem a imaginação da gente ir longe. Impossível não pensar que tipos de tesouros elas guardavam, como se vestiam seus donos, em que tipo de armário eram guardadas&#8230;</p>
<p>Saí de lá frustrado por não ter podido fotografar. Não mais frustrado, pois aquilo é de uma delicadeza tamanha e se todos os visitantes que por lá passassem, metralhassem flashes e mais flashes, era certo que esses tesouros não durariam mais alguns séculos&#8230;</p>
<p>A frustração evaporou-se ao me deparar com a &#8220;Contaminação&#8221; da portuguesa Joana Vasconcelos dentro do Projeto Octógono.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-236" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-1.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-237" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-2.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-239" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-3.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-238" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-4.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-240" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-5.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Putz! Sei que isso não tem nada a ver com o Superflat, mas meu, era totalmente Superflat!</p>
<p>A massa disforme tentacular com suas imensas tetas e sua genitália colorida contaminava as paredes e os dois andares da Pinacoteca.</p>
<p>Afundei-me em suas curvas. Só depois me toquei que não podia afundar do jeito que eu afundei. Eu literalmente mergulhei na contaminação da Joana.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-241" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/contaminacao-6.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Gomen ne?</p>
<p><strong>4. Sumô X Huka-Huka</strong></p>
<p>Desci voando a escadaria da passagem subterrânea em frente à Pinacoteca para tomar o metrô. Aquele mundo underground de transferências, corredores, baldeação e confusão da Estação da Luz ficou coisa de primeiro mundo! Lembrou-me o agradável caos do aeroporto de Milão.</p>
<p>Desci no Trianon. Queria pegar a expo de azulejos portugueses no Sesi, mas já havia passado das 18hs.<br />
Segui o velho caminho até o Sesc Paulista e o Festival Tokyogaqui.</p>
<p>Retirei meu ingresso para a apresentação do Versus.</p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/sumohuka.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-242" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/sumohuka.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>O ringue provisório já estava esquematizado.</p>
<p>Foi muito interessante ver uma luta de Sumô, mesmo que de projeção menor.</p>
<p>Já a luta dos índios Xingu foi muito mais que interessante, foi realmente cativante. Os índios conquistaram todo mundo.</p>
<p>Quando eles fizeram Sumô X Huka-Huka, não houve quem não reparasse que a torcida era unânime para os sólidos índios!</p>
<p><strong>5. Gomuñiquetan</strong></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/gomuniquetan.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-243" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/gomuniquetan.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Santo Deus!<br />
Falar de Butô é algo novo pra mim.<br />
Faltam-me adjetivos pra ilustrar justamente.</p>
<p>Após ter vagado como um fantasma por vários dias no espaço Ohno 101 + Kusuno, após ter conferido as inúmeras fotos da exposição, após ter lido alguns artigos nos jornais em painéis nas paredes e ter visto alguns vídeos de apresentações de Takao Kusuno, após e somente após eu crio coragem pra tentar falar um pouco sobre esse tema.<br />
A gente percebe que apesar da primeira estranheza, o Butô é de uma originalidade artística completamente fodástica.<br />
Acho que por isso, e apenas por isso que eu posso dizer que estava preparado para a performance da inacreditável Patrícia Noronha.</p>
<p>Estava tudo lá, desde a performance daquela mulher semi nua que se equilibra com as nádegas, até A Argentina!</p>
<p>A coreografia forte, poderosa, infalível, quase mumificava a artista. Seu olhar vazio era profundo, como se pudesse ver o fundo da alma e nada lá houvesse.</p>
<p>Não sei falar muito bem sobre o Butô, mas sei sentir.<br />
A descentralização do palco, os movimentos acontecendo longe dos nossos olhos, a escuridão e os certos focos de luzes&#8230; O suor, o nu, a carne, o vestido, a música&#8230;</p>
<p>Saí de lá com um encantamento perturbador.</p>
<p><strong>6. Fragmentos De Qioguem?!</strong></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/qioguem.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-244" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/qioguem.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>Desci até a recepção prevendo que os ingressos estariam esgotados. Nas últimas duas horas eu estava em constantes apresentações&#8230;</p>
<p>Não deu outra. Dos 40 lugares disponíveis, 40 a mais foram arranjados de última hora em almofadas no chão! Não caberia nem metade da mim&#8230;</p>
<p>Bah, não custava nada tentar com os chefões do Sesc. Eles sempre me vêem ali, sabem que eu sou um cara do bem, nada bagunceiro, apreciador, respeitador&#8230;<br />
Quem não arrisca, não petisca!</p>
<p>Hehehe&#8230; A sorte mais uma vez estava do meu lado. Finalizei a minha noite com muitas risadas.</p>
<p>Qioguem foi uma colagem de boas idéias.<br />
Foi como se eu estivesse assistindo aquela apresentação de Kagura ou Nô no Bunkyo, tendo a tecla SAP pressionada.</p>
<p><strong>7. Banda Sinfônica Jovem no Memorial</strong></p>
<p><a href="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/bandasinfonica.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-245" src="http://zoodojoo.wordpress.com/files/2008/04/bandasinfonica.jpg?w=495" alt="" width="495" height="500" /></a></p>
<p>A Peregrinação Cultural que se iniciou no dia 19 e terminou na noite do dia 20 desse final de semana fechou-se com chave de ouro. Fui assistir mais uma apresentação da irresistível Banda Sinfônica Jovem com regência de Mônica Giardini.</p>
<p>O programa da vez foi um apanhado de vesuvius, zimbos, samba 40º, fantasias espanholas, batukes e até uma rapsódia dividida em alegro, moderato, andante e presto! Dia 18 de Maio estarei lá de novo!</p>
<p>Não sei da onde tirei tanta disposição, mas em dias assim, temos que aproveitar a saúde das nossas fortes pernas e deixá-las nos conduzirem.<br />
Outra dessas, sabe-se lá quando!</p>
</div>]]></content:encoded>
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