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	<title>teoria-da-comunicacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/teoria-da-comunicacao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "teoria-da-comunicacao"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 00:06:41 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Sobre a análise da comunicação]]></title>
<link>http://distropia.wordpress.com/2009/10/22/sobre-a-analise-da-comunicacao/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 02:00:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>fsopho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Luis Rosa Eu não percorri toda a literatura sobre comunicação em filosofia, mas eu desconfio de uma ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Luis Rosa</strong></p>
<p>Eu não percorri toda a literatura sobre comunicação em filosofia, mas eu desconfio de uma coisa: os caras ainda não tem o que propriamente pode ser chamado de &#8216;análise da comunicação&#8217;.  Dá pra perceber que existem vários pressupostos quanto ao que é uma relação de comunicação, mas não vi nem um Dascal e nem um Grice tentar colocar isso no &#8217;spotlight&#8217;.</p>
<p>O negócio então é o seguinte: quero perguntar sobre as condições necessárias e suficientes para haver comunicação entre interlocutores que falam uma mesma língua natural, e que estão inseridos no mesmo contexto. . Supõe-se que haja, então, pelo menos dois casos <em>type</em> pertinentes a uma pergunta sobre as condições para a comunicação: i) aquele em que se comunica o próprio conteúdo proposicional da sentença ‘p’, e ii) aquele em que se comunica algo distinto deste conteúdo proposicional da sentença ‘p’. O caso ii) é o caso &#8216;mais drástico&#8217; enfrentado pela pragmática &#8211; nas palavras de Dascal em &#8220;Interpretação e Compreensão&#8221;.</p>
<p>Contudo, queremos antes então trabalhar com os fenômenos supostamente menos drásticos da pragmática – usando uma linguagem análoga a de Dascal. A motivação aqui é encontrar uma análise ou definição do conceito de comunicação – para, a partir desta análise, recolocar o problema da subscrição do conteúdo proposicional e ilocucionário ao conteúdo intencional.</p>
<p>Pareceria que a comunicação é explicada no caso de fenômenos em que não há implicaturas, em que o conteúdo intencional, o conteúdo proposicional e o conteúdo ilocucionário são o mesmo. Então, trabalhemos com a hipótese desta univocidade de conteúdo – o interlocutor de nosso estudo estará emitindo uma sentença em que ele intenciona dizer a mesma coisa que é dita pela sentença quando esta é interpretada de um ponto de vista da semântica natural; e o contexto no qual ele está inserido ao fazer esta emissão não oferece outras possibilidades de interpretação acerca do significado de sua sentença. Chamaremos nosso emissor de ‘Não-Ambíguo’ – um nome estranho, mas que serve a nossa proposta.</p>
<p>Agora, precisamos tornar nossa hipótese mais interessante: precisamos de um interlocutor. Nosso interlocutor tem então completo domínio da língua natural em que Não-Ambíguo está emitindo a sentença. Além disso, este interlocutor, uma vez que está inserido no contexto ilocucionário de Não-Ambíguo, não está disposto a fazer interpretações estranhas a este contexto. Chamaremos o interlocutor de ‘Mistério’ – outro nome estranho, mas como veremos, com uma razão de ser.</p>
<p>Então: Não-Ambíguo emite uma sentença ‘<em>p</em>’ para Mistério. O que é preciso para que haja aqui comunicação? A comunicação seria uma relação entre pelo menos dois interlocutores – mas que relação? Vamos supor que Mistério tenha um sistema nervoso central que o possibilita ouvir sons externos, mas que ele não seja capaz de dar significado a estes sons. Neste caso certamente não está ocorrendo a comunicação de ‘<em>p</em>’. O mesmo diríamos se Não-Ambíguo emitisse simplesmente a sentença, sem ter a menor idéia do que estava fazendo. Então temos uma condição necessária para a comunicação: que os interlocutores sejam capazes de atribuir ou captar significado aos fonemas, frases e enunciados presentes na relação. Mas isto é condição suficiente para a comunicação? Não.</p>
<p>Comunicar precisa ser entendido como uma relação em que alguma coisa se torna comum entre seus termos. Não basta tão somente haver interlocutores para haver comunicação: é preciso haver um algo que é comunicado entre eles. Suponhamos que Não-Ambíguo enuncie a sentença ‘<em>p</em>’ e que Mistério associe a esta sentença um significado distinto do seu significado original (outra proposição à mesma sentença), digamos, o significado de ‘<em>q</em>’. Não precisamos levar em conta a hipótese de Não-Ambíguo proferir <em>p</em> e querer com isso dizer <em>q</em>, pois isso já está excluído da nossa hipótese inicial. Bem, ocorre comunicação em um caso como este? Claramente não. O que é necessário aqui? Que Não-Ambíguo e Mistério associem o mesmo conteúdo à sentença que está sendo de um lado proferida, e de outro, ouvida. Então, a condição necessária aqui é a seguinte (ela engloba a primeira, de forma que podemos ser então mais econômicos): se <em>R</em> é uma relação de comunicação da sentença ‘p’ entre <em>x</em> e<em> y</em>, então <em>x </em>e <em>y</em> associam a mesma proposição ou significado a esta sentença.</p>
<p>Mas atentemos para a seguinte possibilidade (contra-exemplo à suficiência da condição anterior): Não-Ambíguo profere a sentença ‘<em>p</em>’ no contexto que falamos, e Mistério está neste mesmo contexto – mas, digamos que Mistério vê a mesma sentença que Não-Ambíguo proferiu em um cartaz, a sentença ‘<em>p</em>’, e que associa a ela o mesmo conteúdo que o primeiro associa à sentença que proferiu. Neste caso, houve comunicação? Não, e isto nos leva a outra condição necessária: Se <em>R</em> é uma relação de comunicação da sentença ‘<em>p</em>’ entre <em>x</em> e <em>y</em>, então <em>x </em>proferiu esta sentença para <em>y</em> e este a ouviu de <em>x</em> (tudo pode ser transformado para o modo escrito). O proferimento da sentença por parte de <em>x</em> precisaria ser endereçado ao interlocutor com que se diz que ele está a se comunicar, o <em>y</em>.</p>
<p>Até aqui teríamos a seguinte análise:</p>
<p>C1) <em>R</em> é uma relação de comunicação da sentença ‘p’ entre x e y sse: i) <em>x</em> proferiu esta sentença para <em>y</em>, e este a ouviu de <em>x</em>, e ii) <em>x </em>e <em>y</em> associaram o mesmo significado a esta sentença</p>
<p>Mas aqui passamos a angariar problemas. Em primeiro lugar, notamos que simplesmente <em>x </em>e <em>y</em> associarem o mesmo conteúdo a uma dada sentença não seria suficiente para falarmos numa relação de comunicação entre <em>x </em>e <em>y</em>. Mas, no nosso exemplo anterior, o <em>y</em>, apesar de não ter mantido uma relação de comunicação com <em>x</em>, manteve ou não manteve uma relação de comunicação com o indivíduo que redigiu a sentença <em>p</em> no cartaz? Quem escreve cartazes, digamos, cartazes públicos a respeito de qualquer coisa, mantém ou não uma relação de comunicação com as pessoas que lêem este cartaz? Estamos inclinados a responder que sim, uma vez que parece perfeitamente possível haver uma univocidade de significado relacionado às sentenças presentes neste cartaz. Mas, apesar disso, digamos que quem colocou as sentenças neste cartaz não tenha endereçado-as para alguém em especial – não tenha tido a intenção de comunicar algo a um indivíduo específico. Se este é um caso em que ocorre comunicação, então isso vem a contrariar em absoluto a exigência de que o falante tenha de endereçar a sentença para o ouvinte para que haja comunicação. Mas então, como fazemos para evitar, conforme nossa definição, que se diga que eu me comuniquei com Wittgenstein tão somente porque associei o mesmo conteúdo que ele associou à sentença ‘It’s raining’ – a despeito do fato de que nunca encontrei Wittgenstein, nunca troquei cartas com ele (quem dirá e-mails), como também nunca encontrei tal sentença em qualquer obra sua?</p>
<p>Isso sugere que deve haver alguma relação especial entre os interlocutores, mas não somente entre estes interlocutores entre si – mais precisamente entre a coisa comunicada e estes interlocutores. Mas que tipo de relação será essa? Uma relação causal? Se assim for, podemos pensar na seguinte análise como remediando os problemas presentes naquela primeira:</p>
<p>C2) <em>R</em> é uma relação de comunicação da sentença ‘p’ entre x e y sse: i) x enunciou (externou) a sentença ‘p’, e esta enunciação (externamento) causou em y a captação desta sentença, e ii) <em>x </em>e <em>y</em> associaram o mesmo significado (p) a esta sentença</p>
<p>Mas sei lá&#8230; Acho que é preciso encontrar uma outra forma de desbancar os impasses que levantei. A coisa é embrionária, por hora.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Somos donos do próprio nariz]]></title>
<link>http://andreburger.wordpress.com/2009/10/21/quem-decide-somos-nos/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 16:19:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>andreburger</dc:creator>
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<description><![CDATA[No primeiro período da faculdade de jornalismo, os alunos começam a ter contato com autores como Ado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No primeiro período da faculdade de jornalismo, os alunos começam a ter contato com autores como Adorno, Horkheimer e todos os grandes pensadores das Teorias de Comunicação. Naqueles primeiros meses, surgem vários conceitos de manipulação, <em>big brother</em> e escravização da humanidade pela grande mídia. São os meios de massa.</p>
<p>Então, de uma hora para outra, grandes canais, como Globo e CNN, passam a vestir a máscara do capeta. Entretanto, também são apresentados outros autores, com posições contrárias aos apocalípticos, e que veem com outros olhos esta evolução tecnológica que nós vivemos constantemente.</p>
<p>Aqueles que seguiram os autores apocalípticos sempre aparecem com argumentos de que &#8220;naquela época eu soltava pipa e brincava de peão, hoje é tudo computador pra cá e pra lá, daqui a pouco vai ter jogo de peão no Wii&#8221;. No fundo, até que não seria má ideia, seria até uma forma positiva das crianças verem o que seus pais e avós costumavam fazer de lazer.</p>
<p>Criticar é fácil. Entretanto, é preciso aceitar que todo esse processo nos proporcionou infinitas possibilidades de contato e relacionamento em diversos níveis.</p>
<p>O twitter, por exemplo: o que seria de nós sem o LeiSecaRJ? Sem querer fazer apologias a favor da bebedeira, mas ele trouxe uma forma de mobilização impressionante, e que pode também ser uma semente para futuros movimentos. Ou mesmo, o que seriam dos iranianos sem as ferramentas de mídias sociais, pois foi através delas que eles mostraram ao mundo o caos eleitoral estabelecido naquele país.</p>
<p>Atingimos um ponto em que não há mais volta. Saramago chegou a dizer que estamos caminhando para o grunhido. Será? Ou no fundo, estamos caminhando para uma comunicação mais concisa e sem enrolação? Uma comunicação que precisa ser objetiva, pois hoje os tempos são outros.</p>
<p>Independente do que aconteça, a única coisa que não podemos esquecer é que somos donos do nosso próprio nariz. Ao final do dia, nós é que decidimos ficar conectados ou não ao sistema.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caminhos para democratização da comunicação]]></title>
<link>http://embolandopalavras.wordpress.com/2009/09/10/caminhos-para-democratizacao-da-comunicacao/</link>
<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 15:10:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>alissoncal</dc:creator>
<guid>http://embolandopalavras.wordpress.com/2009/09/10/caminhos-para-democratizacao-da-comunicacao/</guid>
<description><![CDATA[Reproduzo abaixo a mensagem enviada ao blog por Daniel Dantas do De Olho no Discurso: A teoria da co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Reproduzo abaixo a mensagem enviada ao blog por Daniel Dantas do De Olho no Discurso: A teoria da co]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tolerância é a chave da comunicação, afirma Dominique Wolton]]></title>
<link>http://londripost.wordpress.com/2009/09/08/tolerancia-e-a-chave-da-comunicacao-afirma-dominique-wolton/</link>
<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 13:30:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vitor Oshiro</dc:creator>
<guid>http://londripost.wordpress.com/2009/09/08/tolerancia-e-a-chave-da-comunicacao-afirma-dominique-wolton/</guid>
<description><![CDATA[por Vitor Oshiro Com o Teatro da Universidade Positivo praticamente lotado, o francês Dominique Wolt]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><em>por Vitor Oshiro</em></strong></p>
<p>Com o Teatro da Universidade Positivo praticamente lotado, o francês Dominique Wolton, um dos maiores sociólogos e pesquisadores da comunicação, realizou a conferência magna de abertura do Intercom 2009 na sexta-feira (4/9) para cerca de 2 mil pessoas.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_93" class="wp-caption aligncenter" style="width: 211px"><img class="size-medium wp-image-93" title="dw1" src="http://londripost.wordpress.com/files/2009/09/dw11.jpg?w=201" alt="Para Wolton, informar não é comunicar: Crédito: http://www.wolton.cnrs.fr" width="201" height="300" /><p class="wp-caption-text">Para Wolton, informar não é comunicar: Crédito: http://www.wolton.cnrs.fr</p></div>
</div>
<p>Focado na importância da comunicação como responsável por manter a democracia, o pesquisador logo conseguiu que os rostos cansados da platéia fossem substituídos por um grande clima de interesse.</p>
<p>Segundo Wolton, há uma grande diferença entre informar e comunicar, sendo que o segundo é um processo bem mais complexo, pois, informação é a mensagem somente, e comunicação é se relacionar com o outro, algo que, normalmente, é bastante difícil.</p>
<p>O sociólogo ainda fez uma brincadeira de resumir todos os anos de sua pesquisa em 5 pequenos tópicos: os seres humanos querem se comunicar; querem comunicar para participar; geralmente o receptor não concorda com o que falamos; começamos a negociar; e quando a negociação funciona começa a convivência. Para ele, isto é comunicação e é exatamente quando esta negociação começa a funcionar que o mundo evolui da ditadura para a democracia</p>
<p>Com metáforas bem humoradas, o pesquisador Dominique Wolton explicou que comunicar é um problema humano e não técnico. Em outras palavras, segundo ele, as tecnologias não são responsáveis por um aumento ou diminuição da comunicação, sendo que isto dependerá de como os homens a usam.</p>
<p>Ao fim da palestra, Wolton explicou que, para salvar a comunicação e, conseqüentemente, salvar o mundo, é necessário somente uma coisa: um aumento em escutar e respeitar o outro, ou seja, de exercitar a tolerância.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ciber Rebeldes e os paradigmas na teoria da comunicação]]></title>
<link>http://l1ttl3br0th3r.wordpress.com/2009/08/28/ciber-rebeldes-e-os-paradigmas-na-teoria-da-comunicacao/</link>
<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 17:34:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>diegosieg</dc:creator>
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<description><![CDATA[Gostaria de compartilhar o meu primeiro estudo na área de cibercultura. Esta pesquisa foi realizada ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Gostaria de compartilhar o meu primeiro estudo na área de cibercultura. Esta pesquisa foi realizada no ano de 2006, como trabalho de conclusão de curso. O objetivo central da monografia é discutir o papel dos Ciber Rebeldes no processo de desenvolvimento da tecnologia e os paradigmas na teoria da comunicação.</p>
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<p><a style="font-family:Helvetica,Arial,Sans-serif;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:14px;line-height:normal;display:block;text-decoration:underline;margin:12px auto 6px;" title="View Ciber Rebeldes: ações e paradigmas na teoria da comunicação on Scribd" href="http://www.scribd.com/doc/12397031/Ciber-Rebeldes-acoes-e-paradigmas-na-teoria-da-comunicacao">Ciber Rebeldes: ações e paradigmas na teoria da comunicação</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Informação, Linguagem, Comunicação]]></title>
<link>http://estantevivafca.wordpress.com/2009/08/21/informacao-linguagem-comunicacao/</link>
<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 13:05:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>fcaceunsp</dc:creator>
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<description><![CDATA[PIGNATARI, Décio. Informação, Linguagem, Comunicação. São Paulo: Editora Cultrix, 1982. 128 p. Obra ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-123" title="Informacao" src="http://estantevivafca.wordpress.com/files/2009/08/infolingcom1.jpg?w=102" alt="Informacao" width="102" height="150" /><br />
</span>PIGNATARI, Décio.<br />
Informação, Linguagem, Comunicação.<br />
São Paulo: Editora Cultrix, 1982.<br />
128 p.</strong></p>
<p>Obra importante sobre teoria da comunicação, pelo ponto de vista de um poeta e teórico que estuda os problemas da semiótica e a teoria da informação.</p>
<p><em>Doação da Profª Beatriz Ferraz. </em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise semiótica do Twitter]]></title>
<link>http://alemdotwitter.wordpress.com/2009/06/25/analise-semiotica-do-twitter/</link>
<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 21:07:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>caiodib</dc:creator>
<guid>http://alemdotwitter.wordpress.com/2009/06/25/analise-semiotica-do-twitter/</guid>
<description><![CDATA[Caio Dib de Seixas (@caiodib), Guilherme Genestreti (@guigenestreti) e Jéssica dos Santos Crus (@jhe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Caio Dib de Seixas (<a href="http://twitter.com/caiodib" target="_blank">@caiodib</a>), Guilherme Genestreti (<a href="http://twitter.com/guigenestreti" target="_blank">@guigenestreti</a>) e Jéssica dos Santos Crus (<a href="http://twitter.com/jhe_cruz" target="_blank">@jhe_cruz</a>)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Resumo: </em></strong>Este trabalho analisa perfis do Twitter nos termos propostos pela semiótica, tal como vistos no curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, na disciplina de Teoria da Comunicação. Os marcos teóricos adotados na análise são os estudos de Roland Barthes, Charles Peirce, Lúcia Santaella, Carlos Ivã Lopes e Nilton Hernandes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Palavras-Chave: </em></strong><em>Twitter, Semiótica, Rede social, Teoria da Comunicação.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Abstract:</strong> This study analyse Twitter profiles according to the terms proposed by semiotic, as presented in the journalism course of Faculdade Cásper Líbero, in the Theory of Communication discipline. The theoretical references adopted for the analysis are the studies of Roland Barthes, Charles Pierce, Lúcia Santaella, Carlos Ivã Lopes and Nilton Hernandes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Key-words:</em></strong><em> Twitter, Semiotic, Social Network, Theory of Comunication.</em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong><strong><em>Introdução</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Twitter é uma rede social, assim como tantas outras disponíveis na internet, mas que se notabiliza por se focar na emissão em tempo real de mensagens curtas (“tweets”, de até 140 caracteres) que serão acompanhadas pelos seguidores dos perfis emissores. Em pouco mais de 3 anos de criação, o Twitter conquistou adeptos em todo o mundo e tem se tornado um mecanismo bastante eficiente, não apenas para servir ao seu propósito padrão – de emissão de tweets entre usuários comuns -, como também para realizar a divulgação de eventos, mobilizar pessoas (nos chamados <em>flashmobs</em>, por exemplo), fazer propaganda, espalhar notícias e pesquisar comportamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">E não é novidade que Barack Obama tenha se utilizado de forma bastante inteligente do Twitter como forma de propaganda política nas eleições de 2008, num exemplo que também parece ter atraído adeptos entre os políticos brasileiros. Saindo desse espectro, encontramos outras pessoas notórias, no Brasil e no exterior, fazendo uso das funcionalidades do Twitter para manter algum contato com seus seguidores (é o caso de Marcelo Tas, Yoko Ono, Jane Fonda, Paulo Coelho, David Lynch, Ashton Kutcher e tantos outros).</p>
<p style="text-align:justify;">Cada usuário do Twitter pode dar uma aparência personalizada ao seu perfil, alterando as cores das fontes e diagramas, colocando uma foto própria e modificando o plano de fundo. Ou seja, permite-se uma margem para a personalização dos perfis que irá variar de acordo com a impressão que cada usuário quer passar. Repleto de conteúdo imagético, o Twitter, como rede virtual que é, se manifesta por intermédio de elementos da linguagem e apresenta uma carga de signos peculiares que são compreendidos quase que unicamente por seus usuários.</p>
<p style="text-align:justify;">De fato, se o Twitter é um mecanismo de comunicação entre seus usuários, e se cada usuário pode personalizar o próprio perfil e transmitir seus próprios tweets, então certamente haverá como se interpretá-lo nos termos propostos por Charles Sanders Peirce na área da semiótica, analisando os níveis de primeiridade, secundidade e terceiridade e as categorias dos signos manifestados no microblog. Além disso, subsídios encontrados em Roland Barthes permitem compreender níveis da linguagem escrita presentes nos tweets, especialmente no que diz respeito ao sentido conotativo e denotativo daquelas mensagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, o que se percebe é que o Twitter pode ser um campo de estudo valioso em termos de análise semiótica, seja em relação aos seus signos eminentemente visuais (imagens de fundo, fotos dos perfis, cores, design dos <em>templates</em>) ou em seus signos escritos (postagens).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Objetivos e Metodologia</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, o presente trabalho estabelece como objetivo a análise dos signos presentes em perfis disponíveis no Twitter sob o ponto de vista da semiótica de Peirce, bem como contextualizar as postagens (tweets) sob o aspecto da análise de Barthes.</p>
<p style="text-align:justify;">Tendo em vista os múltiplos usos dados pelos usuários do Twitter e sabendo que cada signo só será interpretado de maneira eficaz se ponderado no seu contexto, a análise pretende dividir os seguintes tipos de perfis:</p>
<p style="text-align:justify;">a)   Perfis políticos</p>
<p style="text-align:justify;">b)   Perfis de pessoas notórias</p>
<p style="text-align:justify;">c)   Outros perfis</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira categoria, a análise se foca a comparação entre os perfis de José Serra (<a href="http://twitter.com/joseserra_" target="_blank">@joseserra_ </a>), governador do estado de São Paulo afiliado ao PSDB, e de Delcídio Amaral (<a href="http://twitter.com/delcidio" target="_blank">@delcidio</a>), senador pelo estado do Mato Grosso do Sul e afiliado ao PT. Na segunda categoria, a análise pondera os perfis do escritor Paulo Coelho (<a href="http://twitter.com/paulocoelho" target="_blank">@paulocoelho</a>) e do apresentador Marcelo Tas (<a href="http://twitter.com/marcelotas" target="_blank">@marcelotas</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Além dessas duas categorias, outros dois perfis foram escolhidos por darem, cada um deles, sentido próprio ao aplicativo. Assim, o trabalho escolheu o perfil usado como plataforma do documentário “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei” (<a href="http://twitter.com/simonalofilme" target="_blank">@simonalofilme</a>) para analisar o aspecto da propaganda. Além de um perfil padrão, de usuário comum que pretende apenas usar o aplicativo para se comunicar com pessoas afins, escolheu-se Esther M.S. (<a href="http://twitter.com/St_E" target="_blank">@St_E</a>), estudante de Campinas.</p>
<p style="text-align:justify;">Analisamos os perfis entre os dias 02 de maio de 2009 e 24 de junho de 2009, sendo que nem dois os perfis foram acompanhados durante a totalidade do período de análise.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Análise Semiótica</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Twitter é uma ferramenta que faz uso intenso da linguagem visual, fato que o permite ser enquadrado numa análise semiótica, a saber, numa ciência que, no entendimento de Lúcia Santaella:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido” (Santaella, </em>1990: 13).</p>
<p style="text-align:justify;">Não é de se estranhar a constatação de que o twitter produza toda uma gama de significados, não apenas pelos textos postados por seu intermédio, mas, principalmente, por seu complexo aspecto visual. E quando produz significados, logicamente o faz por meio dos signos de que dispõe.</p>
<p style="text-align:justify;">Os perfis do Twitter realmente podem ser apreendidos nos níveis da primeiridade, secundidade e terceiridade, ainda que sejam esses planos absorvidos quase que simultaneamente pelo cérebro humano. O que se passa a demonstrar é que cada perfil pode ser elaborado já com uma carga predisposta a dar um sentido específico aos seus objetivos. Daí a distinção seguinte:                          </p>
<p style="text-align:justify;"><em>A – Perfis políticos </em></p>
<p style="text-align:justify;">Não tardou para que o Twitter entrasse na arena política. Certamente, após o seu uso eficaz na campanha milionária de Obama à Casa Branca, o Twitter passou a ser visto com bons olhos pela classe política brasileira.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Delcídio Amaral (<a href="http://twitter.com/delcidio" target="_blank">@delcidio</a>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Delcídio Amaral, senador petista e mandatário pelo estado de Mato Grosso do Sul, abriu sua conta do Twitter em abril de 2009 e tem postado mensagens com bastante assiduidade. Entre seus tweets encontramos algum conteúdo político (“Já estou em Amambai. Agora vou a um ato público com a presença de lideranças políticas, comunitárias e indígenas do município e da região”, postado às 11h44 AM do dia 22 de abril) e outras tantas postagens aparentemente descompromissadas com teor político (“Os diálogos do Coringa com o Batman e os bandidos de Gotham City são magistrais. Um bom programa para o fim de semana”,<em> </em>postado às 12h13 PM do dia 31 de maio).</p>
<p style="text-align:justify;">Abrindo a página de Delcídio no Twitter, notamos o emprego de cores claras e tons azulados e acinzentados. Há também uma imagem à esquerda com uma arara. Ou seja, no aspecto da primeiridade, isto é, do todo desarticulado e espontâneo que nos é transmitido por seu perfil, o que conseguimos apreender são essas cores claras (variações do azul e do cinza), porém a distinção da arara já está num nível acima da primeiridade.</p>
<p style="text-align:justify;">No plano da secundidade, a saber, do processo que nos leva à interpretação do signo a partir dos estímulos visuais a que somos submetidos, começamos a fazer a mediação que nos levará a compreender os signos ali presentes de alguma forma.</p>
<p style="text-align:justify;">Já na terceiridade, interpretando os signos presentes no perfil do senador Delcídio, chegamos a uma conclusão diferente da que seria de se esperar. Isso porque, contrariando os aspectos simbólicos que notabilizaram o Partido dos Trabalhadores, Delcídio não se utiliza das cores vermelhas, do símbolo da estrela ou de qualquer outro elemento que, na terceiridade, faria com que o intérprete soubesse estar à frente de um político petista.</p>
<p style="text-align:justify;">A estrela vermelha é símbolo do partido a que Delcídio é afiliado; é um sinal arbitrário que se relaciona àquela agremiação e que só é entendido como tal pela interpretação e vivência de quem o interpreta. Porém não há qualquer menção à estrela ou à cor vermelha, mas, muito pelo contrário, a imagem de uma arara, bem como cores que podem até fazer menção ao maior partido da oposição.</p>
<p style="text-align:justify;">A arara surge como símbolo do Pantanal e, desde logo, do estado representado pelo senador Delcídio. É símbolo porque é um dos muitos animais da fauna pantaneira, escolhido quase que arbitrariamente pelo senador como entidade representativa daquela região e de associação à sua unidade federativa. Além disso, a arara escolhida tem as mesmas cores da bandeira do estado do Mato Grosso do Sul, o que sugere uma ligação entre o perfil do Twitter e o eleitorado do senador.</p>
<p style="text-align:justify;">Vale lembrar que, durante a execução do presente trabalho, o senador Delcídio Amaral virou alvo da Imprensa quando o jornal O Estado de São Paulo (13/06/09) noticiou que seu escritório em Campo Grande abrigava a pessoa de Vera Maria Macieira Borges, sobrinha do atual presidente do Senado, José Sarney.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, em meio à sua deflagração no esquema que a mídia tem chamado de “Escândalo dos atos secretos do Senado”, Delcídio manteve atualizações no seu perfil do Twitter, várias das quais referindo-se à matéria jornalística. De fato, são seis os tweets do Senador Delcídio dedicados ao recente esquema do qual seria partícipe. O desabafo do senador se desdobra cinco tweets que, juntos, configurariam a seguinte mensagem:</p>
<p style="text-align:justify;">Desabafo. Hoje fui vítima de um inquisidor, no pior sentido da palavra. O jornalista Rodrigo Rangel, do @<a href="http://twitter.com/Estadao">Estadao</a>, após obter minha pronta confirmação, já no fechamento da sua matéria, de que uma pessoa trabalhava no Senado à disposição do meu gabinete em MS, teve o atrevimento e enorme falta de respeito ao me perguntar, em tom grosseiro, sobre características físicas da servidora, como que duvidando da veracidade da minha informação. Pensei que o sr. Rodrigo fosse um profissional sério e ele pensou que eu fosse um cidadão mentiroso. Ambos nos enganamos. (13 de junho de 2009, às 12h24 AM).</p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida, o senador Delcídio postou um tweet com um link para uma nota à imprensa publicada em seu site (13 de junho de 2009 às 03h24 PM).</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, parece claro que o teor conotativo das postagens do Senador Delcídio Amaral nos induz a concluir que seu perfil tem motivações políticas. O uso que faz do Twitter não é o mesmo que o de outros tantos usuários. Quando o senador desabafa, aparentemente de forma descomprometida, o faz com motivação política, para se justificar perante seus eleitores acerca do esquema político atribuído a ele pelo jornal O Estado de São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>José Serra (<a href="http://twitter.com/joseserra_" target="_blank">@joseserra_</a>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O outro perfil político analisado tem como titular o governador de São Paulo e virtual candidato à presidência pelo PSDB, José Serra. Conta criada há menos de um mês, mas já contando com mais de 60 atualizações, percebemos que, assim como Delcídio, Serra também tem alternado tweets de cunho político com tweets genéricos, mas em proporção muito menor dos últimos.</p>
<p style="text-align:justify;">À luz da primeiridade, notamos plano de cores claras e um visual bastante limpo. Ponderando o seu perfil nesses termos, ou seja, chegando a análise da terceiridade, notamos que não há símbolos de partido (como o tucano), mas os tons utilizados guardam certa semelhança com as cores comumente utilizadas por sua afiliação (embora falte o amarelo que o notabiliza).</p>
<p style="text-align:justify;">O equilíbrio de tons claros e visual não poluído parece sugerir o equilíbrio e a racionalidade que o PSDB sempre tentou imprimir na arena política: veda o excesso, o exagero, o radicalismo, numa aparência de bom senso pela rota intermediária, como se levasse ao pé da letra uma recomendação aristotélica de optar pelo meio termo. José Serra, como nome mais importante do partido que representa, naturalmente, escolheu um complexo imagético que remete a esse aspecto.</p>
<p style="text-align:justify;">A imagem de meio termo e de aversão aos extremos que o PSDB sempre quis passar ao eleitorado encontra-se traduzida, no perfil de Serra, nas opções visuais que o governador escolheu para o seu Twitter: nada nele sugere qualquer atitude mais drástica ou mais firme.</p>
<p style="text-align:justify;">No plano das mensagens, José Serra parece dar ao seu Twitter a mesma funcionalidade que o senador petista. Entre os dias 10 de junho e 15 de junho, o governador tem alternado entre mensagens aparentemente mais prosaicas (“Forró com Dominguinhos, meu chapa. Pedi O Baião e não resisti: fiz dueto com ele. Verdade. Cantei, sim. E tenho testemunhas&#8230; de acusação!”<em>, </em>dia 13 de junho<em> </em>às<em> </em>11h20 PM)<em> </em>e outras<em> </em>evidentemente políticas (“A Folha de domingo torturou os números sobre analfabetismo. Na verdade, a taxa de analfabetismo de SP é 2,25 vezes menor que a do Brasil.”, dia 15 de junho às 4h32 AM).</p>
<p style="text-align:justify;">O tweet do Forró aparentemente não sugere nada no sentido denotativo. Ou melhor, se sugere, aparece como mensagem inocente de um evento ao qual Serra esteve presente. No fundo, no plano conotativo, parece que o governador quer mostrar popularidade num evento realizado a quilômetros de distância de sua base eleitoral, num contexto cultural (baile de forró) que sugere sua afinidade com uma classe social distinta da sua.</p>
<p style="text-align:justify;">Em outra oportunidade, quando rebate os dados trazidos pela <em>Folha de S.Paulo</em> quanto aos números do analfabetismo no estado que governa, ele se exalta para contestá-los. Sabe-se que a educação é o maior déficit político que o PSDB tem legado ao estado de SP e os dados mostrados pela Folha só mostram que anos de inércia peessedebista no estado não tem sido produtivos na seara do ensino público.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro fato dessa semana tem mexido com a popularidade do governador em São Paulo. A greve de funcionários da USP, que teve apoio de grande parte dos estudantes daquela universidade, foi sufocada pela presença da polícia militar no campus da zona oeste. Ecoando eventos análogos ocorridos durante a Ditadura Militar, a mera presença da polícia para conter um movimento social (pra não mencionar os excessos por parte dos policiais) é um fato que polariza a opinião pública e que pode ser prejudicial à imagem de um governador que, na sua época, também participou do movimento estudantil.</p>
<p style="text-align:justify;">O governador não se manifestou expressamente a respeito desse evento. Camuflando qualquer participação no ingresso da polícia no campus, limitou-se a dedicar um tweet com remissão a um artigo publicado pelo jurista Dalmo de Abreu Dallari, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP.</p>
<p style="text-align:justify;">Dallari expõe argumentos que endossam a legitimidade da ação policial no campus e sustentam a permanência de uma reitora inábil para discutir com seus funcionários. Ao se filiar à posição do jurista Dallari (historicamente ligado à esquerda), José Serra quer realizar uma cisão entre o que se dava na época da Ditadura e o que ocorre em seu governo: se a polícia invade a USP, então ela o faz para cumprir uma ordem judicial e impedir que o movimento grevista destrua patrimônio público e impeça outros alunos e funcionários de prosseguir em suas atitudes de normalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Conclusões sobre os perfis políticos</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em suma, no que toca aos perfis políticos do Twitter estudados, percebemos que os seus titulares fazem uso desse mecanismo para manter contato com seus eleitores e se justificar politicamente. Casos de escândalos e de eventos prejudiciais à gestão são logo repelidos e mencionados de forma prudente. Nem Delcídio e nem Serra respondem diretamente aos ataques: O primeiro faz uma remissão a uma carta informal e já se justifica por meio de um desabafo. O segundo remete uma postagem a um artigo publicado por outro.</p>
<p style="text-align:justify;">B – Perfis Notórios</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Marcelo Tas (<a href="http://twitter.com/marcelotas" target="_blank">@marcelotas</a>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo Tas é uma das personalidades mais seguidas e mais citadas no Twitter. Cadastrou-se no microblog logo no início, em 2006, e seus seguidores crescem a cada dia (em 25 de março de 2009 ele estava atingindo os 22 mil seguidores. Atualmente ele tem mais de 80 mil followers).</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com o próprio Marcelo Tas em uma entrevista para a revista <em>Brasileiros</em>, o conteúdo editorial de seu Twitter pode ser definido por um tripé: tecnologia, educação e comportamento. Tas utiliza o Twitter principalmente para divulgar o conteúdo de seu blog (<a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">http://marcelotas.blog.uol.com.br/</a>), responder perguntas, divulgar links divertidos e/ou interessantes e informar sobre alguns fatos de sua vida profissional.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao analisar o perfil de Tas, acreditava-se que a primeiridade do perfil era baseada na presença da cor verde, uma vez que sua foto e sua barra lateral direita são verdes. No entanto, após alguns testes com pessoas que não conheciam o perfil, constatou-se que a foto é a primeira impressão (cerca de 80% das pessoas questionadas apontaram a foto como a primeira coisa que viram nos segundos em que o perfil foi mostrado). Isso reforça a acepção de Barthes de que o texto é refém da imagem, já que o cérebro humano já está condicionado a interpretar primeiro a imagem, que é análoga a verdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste perfil, a secundidade baseia-se na percepção da forma bruta do Twitter: caixa de texto no centro, barra lateral com algumas informações ainda não interpretadas à direita, um logo acima à esquerda, foto do perfil abaixo do logo e com um texto também ainda não interpretado ao seu lado. Excepcionalmente no perfil de Marcelo Tas, pode-se observar uma imagem fixa ao lado direito da tela.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando analisa-se a terceiridade no perfil de Tas, interpretam-se as mensagens que o perfil passa. A caixa de texto no centro contém mensagens que o próprio Tas escreveu. A barra lateral direita contém o nome do “proprietário” do perfil, sua localidade, algumas características, o número de pessoas que o seguem e que Tas segue e o número de atualizações desde o primeiro dia de cadastro. Percebe-se também que o logo citado acima é a logomarca do microblog, que a fotografia do perfil é do próprio Marcelo Tas e que o que está escrito ao lado dela é o nome de Tas (marcelotas). Ao interpretar a imagem fixa na parte direita do perfil, percebe-se que é uma propaganda da Telefônica (“a Telefônica vai utilizar o perfil do comunicador para anunciar o novo serviço de banda ultralarga. O acordo prevê um <em>tweet</em> diário (#xtreme) de um vídeo em alta resolução com uma dica”, relata a revista <em>Brasileiros</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando seus tweets são analisados, pode-se verificar tanto denotação quanto conotação. Há mensagens que são análogas da realidade, não necessitando de um conhecimento prévio, como é o caso do tweet “Daqui a pouco, dou palestra no Intituto Ethos: o que mudou na nossa vida em rede? Responda aqui pra eu contar la <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ” postado dia 15 de junho às 8:29 AM. Já tweets como “<a href="http://twitpic.com/7inw9" target="_blank">http://twitpic.com/7inw9</a> &#8211; Bancada assiste CQC juntinha no bar” postado no dia seguinte às 12:27AM são conotativos, pois é necessário ter um conhecimento prévio para saber o que é a sigla CQC e de que bancada Tas está falando.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Paulo Coelho (<a href="http://twitter.com/paulocoelho" target="_blank">@paulocoelho</a>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Paulo Coelho é escritor carioca de sucesso, considerado uma exceção por fazer parte da Academia Brasileira de Letras, reconhecida por não aceitar escritores ditos “populares”. Segundo o site oficial, tem 19 livros publicados, sendo que muitos deles são traduzidos no mundo inteiro. Seu Twitter, no dia 24 de junho às 4h36 PM, continha 1.811 tweets e mais de 44 mil seguidores. Por isso, se encaixa na categoria de perfis notórios.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeiridade em seu twitter é diferente dos já citados aqui, porque ao invés de cores claras temos uma infinidade de cores fortes misturadas e, apenas no centro, há o branco e o amarelo.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre a primeiridade e a terceiridade temos a secundidade, que passa quase despercebida. Afinal, assim que olhamos para nosso objetivo de estudo quando menos percebemos já estamos julgando-o de acordo com nossas experiências, ou seja, executando a terceiridade.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, a secundidade do Twitter de Coelho é a reação à primeiridade, ou seja, aquele amontoado de cores corresponde a fotos de diversas pessoas, e o branco e o amarelo do centro um local específico para alguma apresentação.</p>
<p style="text-align:justify;">Na terceiridade juntamos esses dois momentos e distinguimos, com a razão, que essas fotos pertencem aos leitores das obras de Paulo Coelho, já que todas as pessoas estão com um livro na mão. Essa interpretação parece estar vinculada à conotação, já que por experiência sabemos que Coelho é escritor. Entretanto essa informação não é necessária, já que na própria página do Twitter a descrição de seu perfil é: “I&#8217;m a writer and a warrior of light”.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro ponto a ser destacado é que, apesar de ser brasileiro, ele escreve seus tweets em três línguas: português, espanhol e, principalmente, o inglês. Analisando conotativamente, temos que lembrar que seus livros são traduzidos em várias línguas, não apenas esses três. Além de que o inglês hoje é uma das línguas mais popularizadas no mundo. Portanto, Paulo Coelho precisa escrever de acordo com quem está falando, e quando o tweet não está direcionado a ninguém como em: “Two weeks in my plan of sleeping in the same bed for three months (overdose of travelling!). So far, so good. But I wonder if I will resist!” postado no dia 18 de junho às 1h55 PM, ele dá preferência para o inglês, por ser um idioma que, provavelmente, atingirá a maioria de seus seguidores.</p>
<p style="text-align:justify;">C – Outros Perfis</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Esther M.S. </strong>( <a href="http://twitter.com/St_E" target="_blank">@St_E</a>)<strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Neste item foi analisado o perfil de uma pessoa comum, como a maioria dos que fazem parte do Twitter. Esta pessoa chama-se Ester M.S. Foi escolhida ao acaso sem que nenhum dos integrantes do grupo a conhecessem para evitar pré-julgamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Esther M.S. é uma pessoa comum que utiliza o Twitter para entretenimento. Nele, divulga seus pensamentos e sentimentos, links que achou interessantes e responde à seguidores.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeiridade do perfil é a foto de exibição. Como o plano de fundo é num tom bege, e a barra lateral direita é da cor preta, a foto (que percebemos depois que fazemos o processo lógico e de significação que é modificada) ganha grande destaque em sua página e prevalece sobre o texto neste instante, confirmando a teoria que Barthes utilizou no jornal diário neste microblog.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar disso, depois que o formato e os significados do perfil forem interpretados o texto torna-se mais importante, pois o objetivo do Twitter é expressar-se em forma de texto de forma clara e objetiva. Quando entram no Twitter, as pessoas pretendem ler o que as outras dizem, sendo menos influenciadas por suas fotos do perfil e seus planos de fundo do que por aquilo que lêem. Desta forma, percebe-se que a teoria criada por Barthes só prevalece no momento da primeiridade neste microblog e que o texto prevalece na terceiridade.</p>
<p style="text-align:justify;">No momento da secundidade, percebe-se os outros detalhes de seu perfil, que parte do fundo constitui-se em uma foto, também em tom bege, que a barra lateral direita é preta e que as letras são vermelhas. Ademais, percebe-se todos os ícones, índices e símbolos do Twitter, fazendo com que estes sejam associados ao microblog e que percebe-se que se trata de um perfil do Twitter, o que completa a terceiridade, que também é baseada na interpretação das mensagens escritas por Esther M.S.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria dos tweets de Esther M.S. são conotativos, uma vez que é necessário experiência pessoal para entendê-los (como é o caso dos tweets “Hoje minha maleita habitual tá em níveis inéditos” ou “E com esse frio, eu vou ser obrigada a comer uma Campbell&#8217;s de peas and hamm so-zi-nha. No pão italiano”).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Simonal – O Filme (<a href="http://twitter.com/simonalofilme" target="_blank">@simonalofilme</a>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Depois do sucesso de bilheteria do filme <em>Divã</em>, que utilizou o Twitter como forma de propaganda, o documentário “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei” segue seus passos. Há quase dois meses depois da estréia, dia 15 de maio de 2009, ainda mantém 1 ou 2 tweets por hora.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeiridade de seu perfil está nas cores escuras nas laterais, pouco comum nos perfis escolhidos para este trabalho. Já na secundidade podemos notar a repetição de alguma imagem nessas mesmas laterais. E como padrão do Twitter o centro mais claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Já na terceiridade, racionalmente distinguimos o pôster do filme nas laterais da página. Este se repete três vezes, sendo que conotativamente podemos explicar essa repetição, porque a imagem é menor do que o padrão, logo a imagem se repetirá. Portanto, para sabermos disso precisamos de uma experiência no âmbito da informática.</p>
<p style="text-align:justify;">Na descrição do perfil temos dados básicos e importantes para o telespectador: nome do filme e data de estréia. Segundo Carlos Ivã Lopes e Nilton Hernandes, autores do livro <em>Semiótica – objetos e práticas</em>, na terceiridade da propaganda não existe apenas a análise racional, há também a análise sensível envolvida no processo, já que estamos tentando convencer emocionalmente alguém a consumir racionalmente nosso produto.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme <em>Divã</em> utilizou o Twitter para promover o site do filme, e fazer promoções. Já o documentário estudado parece estar mais na defensiva. A crítica ao filme se dividiu muito: há os que digam ser a obra do ano, e os que não medem apostos pejorativos para o mesmo. Então, isso explica a razão de tantos tweets promovendo textos críticos que exaltem o filme. Além de agradecimentos a celebridades que apóiam a obra. Alguns exemplos: “@<a href="http://twitter.com/ivetesangalo">ivetesangalo</a> fala sobre #simonal em seu blog <a href="http://migre.me/2yuH" target="_blank">http://migre.me/2yuH</a> relembre a gravação que ela fez de &#8220;sá marina&#8221; <a href="http://migre.me/2yuV" target="_blank">http://migre.me/2yuV</a>”, postado no dia 19 de junho às 8h31 PM e “Caetano Veloso comenta @<a href="http://twitter.com/simonalofilme">simonalofilme</a>: &#8220;O mais importante é a reaparição de um dos maiores cantores que já houve no Br <a href="http://migre.me/203T" target="_blank">http://migre.me/203T</a>”, postado no dia 9 de junho às 8h43 PM.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, esse Twitter é direcionado à propaganda, logo sua função principal é divulgar promoções em cinemas, salas em que o filme está sendo passado, e dados estatísticos do filme, como: “Ontem Simonal passou a marca dos 60 mil ingressos vendidos. Sexta feira o filme vai estar em 12 salas em 8 cidades. (via @<a href="http://twitter.com/tvzero">tvzero</a>)”, às 7h30 AM do dia 23 de junho.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>BIBLIOGRAFIA</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">BARTHES, Roland (2000). “A Mensagem Fotográfica”. In: LIMA, Luiz Costa (Org.) <strong>Teoria da Cultura de Massa. </strong>Rio de Janeiro: Paz e Terra, PP. 323-338.</p>
<p style="text-align:justify;">LOPES, Carlos Ivã; HERNANDES, Nilton (2005). <em>Semiótica: objetos e práticas</em>. São Paulo: Contexto.</p>
<p style="text-align:justify;">MESQUITA, Diogo (2009). “Um passarinho me contou&#8230;”. Revista Brasileiros. Edição nº 20. <a href="http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-da-noticia/noticias/527/">http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-da-noticia/noticias/527/</a>. Acessado em 12/6/2009.</p>
<p style="text-align:justify;">Paulo Coelho’s Blog. <a href="http://paulocoelhoblog.com/">http://paulocoelhoblog.com/</a>. Acessado em 24/6/2009.</p>
<p style="text-align:justify;">PIGNATARI, Décio (2002). “Semiótica ou Teoria dos Signos”. In: <strong>Informação, Linguagem, Comunicação</strong>. São Paulo: Ateliê Editorial, PP. 27-35.</p>
<p style="text-align:justify;">SANTAELLA, Lúcia (1990). <em>O que é semiótica</em>. São Paulo: Brasiliense.</p>
<p style="text-align:justify;">SANTAELLA, Lúcia; NÖTH, Winfried (2004). <em>Comunicação &#38; Semiótica.</em> São Paulo: Hacker.</p>
<p style="text-align:justify;">PDF:<a href="http://alemdotwitter.wordpress.com/files/2009/06/analise-semiotica-do-twitter1.pdf" target="_blank">http://alemdotwitter.wordpress.com/files/2009/06/analise-semiotica-do-twitter1.pdf</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise dos blogs escolhidos como objeto de estudo]]></title>
<link>http://analisesemiotica.wordpress.com/2009/06/24/analise-dos-blogs-escolhidos-como-objeto-de-estudo/</link>
<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 06:24:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo, Marcel e Vinícius - 1º JoC</dc:creator>
<guid>http://analisesemiotica.wordpress.com/2009/06/24/analise-dos-blogs-escolhidos-como-objeto-de-estudo/</guid>
<description><![CDATA[I &#8211; Introdução Para iniciar com clareza o estudo que aqui será desenvolvido se faz necessária ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>I &#8211; Introdução</strong></p>
<p>Para iniciar com clareza o estudo que aqui será desenvolvido se faz necessária uma introdução básica aos conceitos que serão analisados. Primeiramente a definição do que vem a ser um blog, que nada mais é do que um espaço na Internet no qual qualquer pessoa está apta para transmitir seus próprios pensamentos sobre um ou diversos assuntos. As restrições nesses espaços são quase nulas e os avanços das tecnologias na grande rede têm possibilitado aos blogueiros – nome dado àqueles que utilizam os blogs &#8211; muito mais interação com seus leitores, fator essencial para o crescimento desses espaços.</p>
<p>Como dito anteriormente, as restrições para o que se posta nesses blogs são quase nulas o que torna mais generalizado o conteúdo exibido. Assim como o conteúdo o tema das postagens ou da página no geral também é livre, fato que torna grande a variedade dos conteúdos encontrados na grande rede quando são acessados os blogs existentes nela.</p>
<p>Tendo em vista os pontos de vista apresentados acima já é possível apresentar o objetivo deste estudo. A construção dos blogs se dá através de signos que transmitem ao leitor características próprias daquela página. A interação entre a pessoa que acessa o conteúdo e os signos que compõe e montam esse mesmo conteúdo é essencial para o desenvolvimento do blog. As imagens, a linguagem utilizada e a organização das postagens, por exemplo, são essenciais para a construção do relacionamento entre leitor e conteúdo.</p>
<p>Partindo desse pressuposto elegemos três blogs que têm como tema principal o futebol. São eles o <a href="http://www.blogdofutebol.com.br/" target="_blank">Blog do Futebol</a>, <a href="http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/" target="_blank">Blag do Mauro</a> e <a href="http://extra.globo.com/blogs/futebol/" target="_blank">Futebol, Coisa e Tal</a>. A análise feita nesses blogs partirá dos estudos sobre a <a href="http://www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es/" target="_blank">Semiótica</a> proposta pelo semiótico Charles Peirce. As características que envolvem os signos presentes em um blog e que já foram citadas no decorrer deste estudo serão os alvos principais da análise. As escolhas foram aleatórias e tiveram como principal critério selecionar blogs com temáticas ligadas ao futebol, mas com diferentes abordagens.</p>
<p>Para tanto é preciso também entender alguns elementos que o futebol proporciona e que são de suma importância no decorrer da análise. E o futebol, principalmente no <a href="http://www.cbf.com.br/php/home.php?e=0" target="_blank">Brasil</a>, campo de pesquisa dessa análise, não é um simples esporte. E por não ser um simples esporte e envolver diversos conceitos da semiótica, o futebol torna-se campo muito estudado por proporcionar aos pesquisadores diversos elementos que são abordados na semiótica. “O futebol é um objeto privilegiado, quase didático para a semiótica, na medida em que todos os elementos que compõem o quadro de uma narrativa polêmica estão aí presentes: o destinador (torcida pró) e o anti-destinador (torcida contra), o sujeito (o time, o craque), o anti-sujeito (o adversário carrasco), e uma série de adjuvantes e antiadjuvantes (o técnico, o bandeirinha, o gandula, o relógio, o “juiz-ladrão”), sem falar nos vários sincretismos actoriais possíveis.” (Lopes e Hernandes, 2005:142).</p>
<p>Os blogs de futebol, portanto, têm em seu conteúdo a preocupação de manter posições definidas principalmente em relação ao que é chamado de <a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/0,,MUL260098-4274,00-RANKING+DAS+TORCIDAS+FLA+SEGUE+NO+TOPO.html" target="_blank">destinador e anti-destinador dentro do esporte</a>. A utilização de termos e até de imagens são fatores que devem ser analisados quando acompanhamos os citados blogs utilizando como ponto de vista os estudos semióticos. Há nesse campo também a importância que a pessoa que escreve nos blogs traz junto de sua reputação. Nos sites escolhidos essa distinção fica muito clara: em um primeiro momento temos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mauro_Beting" target="_blank">Mauro Beting</a>, colunista do <a href="http://www.lancenet.com.br" target="_blank">diário Lance!</a> e comentarista do <a href="http://bandsports.band.com.br/home.asp" target="_blank">Bandsports</a>. No segundo escolhido temos o jornalista Carlos Guimarães, repórter do <a href="http://www.bandrs.com.br/" target="_blank">braço gaúcho</a> da <a href="http://www.bandrs.com.br/radiobandeirantes/" target="_blank">Rádio Bandeirantes AM</a>. Por fim temos Gilmar Ferreira, jornalista do carioca <a href="http://extra.globo.com/" target="_blank">Extra</a>. A diferença no reconhecimento de ambos no cenário do futebol brasileiro é fator importante e que deve ser analisado.</p>
<p>Levando em conta os aspectos já citados, analisaremos os blogs escolhidos dos <a href="http://www.cisc.org.br/html/index.php" target="_blank">pontos verbal e de imagem</a>, signos presentes em todos os sites escolhidos. A análise será feita separadamente e comparada em considerações finais.</p>
<p><strong>II – Blag do Mauro</strong></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 304px"><img class=" " src="http://img23.imageshack.us/img23/9436/95105197.jpg" alt="" width="294" height="278" /><p class="wp-caption-text">Imagem 1: Perfil do autor contém informações sobre o &#34;blag&#34;. Signo aí, indica ao leitor o modo como o espaço abordará os assuntos.</p></div>
<p>Em um primeiro momento, a análise deve levar em conta apenas o título dado ao espaço destinado ao colunista Mauro Beting no site do jornal Lance!. O diferencial fica claro quando se lê o título escolhido: blag ao invés de blog. E esse diferencial já é um atrativo para o leitor, que ao ter contato imediato com essa diferença entende estar entrando em um espaço de discussão diferente dos habituais. Na própria descrição de seu blag o jornalista explica o que vem a ser um “blague”, deixando claro o intuito de seu espaço (Imagem 1). Ao citar o objetivo o colunista deixa mais a vontade o leitor que está acessando o site e torna fiel aquele leitor que acessa o espaço por saber que lá o futebol é tratado com humor.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><img class="  " style="vertical-align:middle;" src="http://img40.imageshack.us/img40/6379/25288939.jpg" alt="" width="384" height="79" /><p class="wp-caption-text">Imagem 2: A prancheta com campo de futebol leva o leitor a consultar sua memória e atrelar signo ao futebol.</p></div>
<p>E a representação do termo blag (ou blague, a partir desse ponto será usado apenas o termo contido no título do blog) para as pessoas que acessam o site é um importante fator semiótico, uma vez que “Um signo, ou <em>representamen</em>, é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria, na mente dessa pessoa, um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto.” (Peirce, 2005:46). Ou seja, o contato do leitor com o termo blag reforça na mente da mesma a sensação de que aquele espaço acessado é um local no qual o futebol será discutido com descontração.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 277px"><img class=" " src="http://img530.imageshack.us/img530/4107/21876164.jpg" alt="" width="267" height="480" /><p class="wp-caption-text">Imagem 3: Nessa figura a prancheta representa, além do futebol, conhecimento por parte do autor.</p></div>
<p>Mas nem só de palavras se constitui o blog em questão. As imagens, por sua vez, tornam-se tão importante quanto as letras para a compreensão do espaço e para a já falada fidelidade dos leitores. E no site de Beting algumas figuras são de suma importância para esse processo. As duas pranchetas encontradas na parte superior do blog (em destaque na Imagem 2) e também ao lado das postagens (Imagem 3) são essenciais para que o leitor compreenda que aquele espaço, apesar de descontraído, discute o esporte com qualidade. Os objetos encontrados nessa figura remetem-se à utilização que os treinadores, já colocados como adjuvantes no esporte em citação anterior, fazem dos mesmos.</p>
<p style="text-align:left;">No campo de futebol as pranchetas são utilizadas para o desenho de táticas, fatores essenciais para o desenrolar do jogo. O leitor que acessa esse espaço possui o conhecimento prévio da utilização das pranchetas e deduz a partir dos processos denominados por Peirce como primeiridade, secundidade e terceridade que naquele local são feitas discussões táticas do esporte. Ainda na lógica de Peirce, ao entrar no endereço do Blag do Mauro, o leitor tem contato imediato com a imagem das pranchetas. Em um segundo momento utiliza seu conhecimento adquirido ao longo para relacionar a imagem com o conteúdo do site. Por fim, em um terceiro momento, cria um vínculo com o blog por ter deduzido através das imagens que aquele é um espaço reservado para a discussão do futebol de modo descontraído – este fator observado através das palavras em destaque (Imagem 1) – e que aborda táticas em geral.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 396px"><img class=" " src="http://img33.imageshack.us/img33/3317/47236195.jpg" alt="" width="386" height="102" /><p class="wp-caption-text">Imagem 4: Foto do autor traz ao blog credibilidade.</p></div>
<p>Por fim, há ainda presença da linguagem utilizada nas postagens e da imagem do próprio colunista (Imagem 4). Façamos primeiro a discussão em torno do modo como são feitas as postagens. Cores fortes como laranja e vermelho e organização didática por meio de parágrafos curtos ou tópicos é o modo como Betting constrói a linguagem de seu blag. A aproximação do leitor é feita por meio de termos utilizados no dia-a-dia e que nada têm de acadêmicos (ver termo em destaque na Imagem 5). Essa aproximação, no entanto, é apenas aumentada, uma vez que a imagem do autor, da qual falaremos a seguir, é o grande fator que leva o leitor a acessar o blag.  Palavras também são signos e carregam com si significados tão fortes quanto as imagens e possuem interpretação para aqueles que com elas tomam contato. “Mesmo as palavras, que são genuinamente simbólicas, exibem seu aspecto icônico na materialidade da escrita que os jornais, por exemplo, exploram muito bem no uso diferenciado que fazem dos tipos gráficos e do corpo das letras.” (Santaella, 2005:23). Ou seja, o fato de Beting explorar cores, tamanhos e formas diferentes para os textos em seu blag é fator que torna ainda mais próxima sua relação com aquele que acessa o local.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><img class=" " style="vertical-align:middle;" src="http://img196.imageshack.us/img196/8963/76674211.jpg" alt="" width="448" height="128" /><p class="wp-caption-text">Imagem 5: Termo &#34;gripe-braba&#34; é coloquial e representa maior proximidade do autor com o leitor.</p></div>
<p style="text-align:left;">A imagem do colunista é o último recurso a ser analisado, mas nem por isso deixa de ser importante. A representação de Beting por meio de sua fotografia no topo do site é um fato que aprisiona todos os textos escritos ao jornalista em questão. Não são necessárias assinaturas – apesar de essas existirem – para que o leitor saiba que o autor das postagens é Mauro Beting. A relação com a imagem e novamente com o conhecimento pelo leitor acumulado faz com que a foto do colunista transmita também a sensação de credibilidade, uma vez que Beting tem carreira construída no âmbito esportivo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>III – Blog do Futebol</strong></p>
<p>Novamente as características do blog em questão devem ser analisadas em um primeiro momento de acordo com o título dado ao espaço. Ao considerar que seu blog é “do Futebol”, o autor Carlos Guimarães deixa claro para qualquer leitor que acesse o site que ali só se tratará de futebol. Diferente do que acontece no caso de Mauro Beting, no entanto, a discussão se torna mais aberta pelo fato de o título sugerir abrangência que atinge todo o futebol e não só determinada parte dele – seja um clube, um aspecto ou uma característica como são as táticas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><img class=" " src="http://img4.imageshack.us/img4/9983/74896068.jpg" alt="" width="384" height="146" /><p class="wp-caption-text">Imagem 6: Mesmo em outro endereço, prancheta continua sendo referência ao futebol.</p></div>
<p>Um fator que assemelha o Blog do Futebol ao Blag do Mauro está na imagem presente no topo da página (Imagem 6), na qual novamente é representada uma prancheta. O objeto, no entanto, neste caso tem conotação diferente da que encontramos ao analisar o blog anterior. Enquanto Beting é reconhecidamente um conhecedor das táticas – e baseia boa parte de seu trabalho jornalístico para essa vertente -, Guimarães é um jornalista que busca espaço dentro do campo estudado, não possui o reconhecimento que seu companheiro de profissão tem e utiliza imagem semelhante pelo fato de esta, como citado anteriormente, fazer com que o leitor recorra rapidamente à sua memória e assimile a imagem com o esporte. Nesse caso, porém, algo inusitado pode acontecer. Como a interpretação dos signos é livre e depende do olhar de cada pessoa, parte dos leitores pode acessar o blog e em um primeiro momento ter a mesma sensação que teve ao entrar no Blag do Mauro – consideremos aqui que tal situação ocorreu. Se o leitor procura táticas, poderá achá-las, mas o foco do site é outro, uma vez que analisadas as postagens no local nota-se que o Blog do Futebol tem teor noticioso e opinativo.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 224px"><img class=" " src="http://img188.imageshack.us/img188/8582/36421298.jpg" alt="" width="214" height="206" /><p class="wp-caption-text">Imagem 7: Setas e cores são signos que levam o leitor a entender melhor a opinião do autor</p></div>
<p>O teor noticioso e opinativo – que também conta com análises táticas – se vale de alguns artifícios para que ideologias – leia-se torcidas – não sejam confrontadas dentro do espaço na rede e mantenham assim o blog com acessos dos mais diversos torcedores e leitores. Nas palavras utilizadas em meio às suas postagens o autor deixa claro o tom de opinião pessoal que carrega o blog. Os signos para isso utilizados são palavras e imagens. E nesse momento ambos se misturam e tornam mais fácil a compreensão do leitor. Cores como o vermelho e o verde (Imagem 7) indicam melhora ou piora no desempenho de um jogador ou time, na seção “Sobe / Desce”, que faz com que o leitor, mesmo que em seu pensamento, interaja com o site e assimile as opiniões discorridas. Novamente tomando Peirce como base, podemos dizer que ao abrir o Blog do Futebol o torcedor-leitor tem, em um primeiro momento, contato imediato com a já citada prancheta e com o “elevador” da seção criada para avalizar o desempenho dos envolvidos com o esporte. Nesse primeiro momento o que se assimila são principalmente as informações oriundas das cores vermelha e verde – que indicam, respectivamente, ruim e bom -, com a prancheta tática e com a foto do autor, que dessa vez não carrega junto dela a credibilidade ante todo o público. No caso de Carlos Guimarães a foto serve mais como fator identificador do que como fator que dá credibilidade. O leitor que acessa o Blog de Futebol o faz mais pelo conteúdo do que por saber que lá está a opinião de um especialista. Por isso a linguagem mais coloquial (em destaque na Imagem 8 ) traz o leitor para perto do autor e faz com que essa credibilidade seja colocada em segundo plano. Se no caso de Beting os termos coloquiais ajudam com a aproximação da pessoa que acessa, no caso de Guimarães essa aproximação acaba ocorrendo quase que por inteiro devido ao uso de tal forma de linguagem.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><img class="  " src="http://img197.imageshack.us/img197/6783/51745444.jpg" alt="" width="340" height="206" /><p class="wp-caption-text">Imagem 8: No termo em destaque, autor utiliza linguagem coloquial para abordar assunto corriqueiro do esporte com maior intimidade junto ao leitor.</p></div>
<p><strong>IV – Futebol, Coisa e Tal</strong></p>
<p>O último blog a ser analisado é o que apresenta perfil de exibição mais distinto se comparado aos outros analisados. O Futebol, Coisa e Tal é uma página dentro de uma site maior e divide espaço com outros blogs que estão nesse site – o Blag do Mauro também está hospedado dentro de um site maior, do Lance!, mas seu espaço e sua organização são totalmente diferentes do Futebol, Coisa e Tal. Essa diferenciação nos fará iniciar a análise de modo diferente. Se nos outros dois espaços o texto foi o primeiro signo analisado, partiremos agora para a análise do espaço e sua organização.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 275px"><img class=" " src="http://img7.imageshack.us/img7/9498/11226261t.jpg" alt="" width="265" height="336" /><p class="wp-caption-text">Imagem 9: Apelo emocional na imagem é recurso que atrai o leitor e prende o texto à figura.</p></div>
<p>O blog faz parte do Jornal Extra e tem em sua barra lateral esquerda links que levam o leitor a poder navegar por todas as seções que o jornal em questão possui em sua versão online. Até o momento nada de muito diferente é encontrado. Mas ao analisarmos as seções existentes em tal barra podemos chegar à conclusão de que não só de leitores ligados ao esporte é constituído esse blog. As informações no Futebol, Coisa e Tal apresentadas têm também acesso de pessoas que navegam por outras partes da versão online do jornal carioca e que por meio de links podem chegar à página em questão. O público, então, é mais diverso do que nos outros espaços analisados.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class=" " src="http://img208.imageshack.us/img208/7104/75306986.jpg" alt="" width="300" height="295" /><p class="wp-caption-text">Imagem 10: Tabelas informativas misturam imagens e palavras e são referências que atraem o público.</p></div>
<p>A relação entre as imagens e os textos postados toma, graças à organização, parâmetros diferentes dos analisados anteriormente. As matérias são organizadas com textos de cunho jornalístico, com opinião embutida e sem muita aproximação do leitor por meio de termos coloquiais. Esse blog, sendo assim, toma tom mais noticioso do que opinativo. As imagens colocadas em meio aos textos são sempre relacionadas ao conteúdo em questão. Podemos então partir para uma análise utilizando conceitos de Roland Barthes. As figuras colocadas têm sempre relação com a matéria e acabam prendendo o leitor naquele texto. Como no futebol a paixão é uma questão sempre explorada, apela-se para imagens que possuam cunho sentimental. E sentimentalismo, aqui, abrange campos que apenas torcedores sentem. Uma jogada mais bonita, um drible e até mesmo uma entrada desleal são imagens que prendem o leitor no texto e o façam buscar dentro da postagem informações sobre a jogada em questão (na Imagem 9 encontramos tal situação).</p>
<p>Por ser mais noticioso o Futebol, Coisa e Tal parte também para a utilização de imagens que contenham valores informacionais (Imagem 10). Tais informações são assimiladas pelo leitor e fazem dele alguém com mais entendimento do esporte. A sensação imediata de maior conhecimento após contato com tabelas de dados é um fator explorado pelo blog e que é muito utilizado no meio do futebol. Esse fator é explorado, primordialmente, por se saber que dentro do campo dos esportes, por muitas vezes, o torcedor-leitor em questão tem o ímpeto de mostrar para seus colegas – adversários no esporte ou não – maior conhecimento sobre o assunto em pauta. Aprender com acessos ao blog é um meio de prender seu leitor e manter sua fidelidade.</p>
<p>Assim como nos outros sites analisados há também a presença de foto do autor. Assim como no caso do Blog do Futebol, no entanto, a imagem em questão acaba tendo maior significado de apresentação do que de valorização do blog – como acontece no caso de Beting.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><img class=" " src="http://img193.imageshack.us/img193/5769/80228261.jpg" alt="" width="420" height="80" /><p class="wp-caption-text">Imagem 11: Utilização do destaque em amarelo é signo que chama a atenção do leitor para determinada parte do texto.</p></div>
<p>Por fim, a questão do texto volta a ser destaque quando o autor utiliza cores marcantes – no caso o amarelo – para demarcar área de destaque em sua postagem (Imagem 11). Esse recurso acaba fazendo com que o leitor que esteja apenas de passagem pelo blog para e leia aquele trecho, possivelmente o mais interessante do texto. O significado desse destaque passa a ser, assim, o de chamar para perto de si o leitor.</p>
<p><strong>V &#8211; Considerações finais</strong></p>
<p>Chegamos enfim às considerações finais do estudo feito. Após a análise dos três blogs selecionados a partir da semiótica, tendo como base as proposições e estudos de Charles Sanders Peirce, alguns pontos devem ser destacados e comparados por trazerem aos espaços analisados diferenças e semelhanças importantes do ponto de vista semiótico.</p>
<p>Para começar falemos dos títulos dados aos blogs (Blag do Mauro, Blog do Futebol e Futebol, Coisa e Tal). Desde esse momento os signos envolvidos – no caso palavras – têm representação significativa para o leitor, fator que assemelha os três sites. Os significados nos três casos são diferentes, mas levam o leitor que acessa o espaço a conclusões semelhantes. Em todos os casos já no título está embutido o valor ou o teor que os blogs abordarão em suas postagens. As escolhas são feitas para cadenciar o leitor e indicar rapidamente a forma com a qual o autor tratará os mesmos. Blag, por exemplo, como explica o próprio Mauro Beting, faz referência ao humor, deixando evidente no significado da palavra o tom descontraído que tomará as postagens feitas pelo jornalista.</p>
<p>A utilização de imagens, por outro lado, é feita de forma distinta nos três espaços analisados. Enquanto no Blag do Mauro não existe utilização de figuras ao longo dos textos, temos imagens referentes ao futebol em toda a estrutura do blog. Tal modo de utilizar as imagens faz com que o leitor sinta-se em um espaço reservado ao esporte. No Blog do Futebol temos também a mesma estrutura encontrada no espaço do jornalista Mauro Beting. A diferença se faz, no entanto, com a utilização de alguns símbolos coloridos nas barras laterais. Setas indicando o chamado “Sobe/Desce” acompanhadas de cores significativas – o verde significa o bom enquanto o vermelho significa o ruim – trazem o leitor para perto da opinião difundida pelo autor. No Futebol, Coisa e Tal, por fim, temos a utilização de imagens ao longo das postagens, coisa que não acontece nos outros blogs analisados. Essas figuras em meio aos textos acabam aprisionando o teor das palavras ao teor da imagem em questão. O leitor, por sua vez, ao ver suas emoções relativas ao futebol serem despertadas pelas imagens escolhidas busca no conteúdo escrito mais informações sobre o fato em questão.</p>
<p>Mesmo as diferenças sendo acentuadas na análise dos três blogs, uma semelhança é talvez o fator mais importante visto: o modo como são organizados os espaços, as postagens, as imagens e outros fatores referentes ao site. Essa organização não diz respeito somente ao modo como estão distribuídos na tela. Sem dúvidas o modo como são distribuídos é de suma importância para a compreensão e assimilação por parte do leitor. Mas ao criarem seus espaços na rede os autores dos blogs de futebol devem se preocupar primeiramente com as emoções que o jogo transmite. Criar espaços para debater ideias referentes ao futebol não é tarefa fácil e requer cuidado com todos os signos utilizados – desde cores, até imagens, passando por palavras. Os termos utilizados, o apelo das imagens e as cores usadas são de suma importância. A paixão que envolve os torcedores-leitores é fator primordial na manutenção dos espaços na grande rede. Manutenção essa que nada mais é do que presença de público fiel no site. E para transformar o público que acessa o blog em público fiel, a organização dos signos e a forma como são apresentados é essencial.</p>
<p><strong>VI &#8211; Referências bibliográficas</strong></p>
<p>BARTHES, Roland (2000). <em>A Mensagem Fotográfica</em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra.</p>
<p>BROSSO, Rubens e VALENTE, Nelson (1999). <em>Elementos da Semiótica</em>. São Paulo: Editora Panorama.</p>
<p>DEELY, John (1990). <em>Semiótica Básica</em>. São Paulo: Editora Ática.</p>
<p>HERNANDES, Nilton e LOPES, Carlos Ivã (2005). <em>Semiótica – Objetos e Práticas</em>. São Paulo: Editora Contexto.</p>
<p>NÖTH, Winfried (1998). <em>Panorama da Semiótica – De Platão a Peirce</em>. São Paulo: AnnaBlume.</p>
<p>NÖTH, Winfried e SANTAELLA, Lucia (2004). <em>Comunicação e Semiótica</em>. São Paulo: Hacker Editores.</p>
<p>PEIRCE, Charles Sanders (2005). <em>Semiótica</em>. São Paulo: Perspectiva.</p>
<p>PIGNATARI, Décio (2002). <em>Semiótica ou Teoria dos Signos</em>. São Paulo: Atêlie Comercial.</p>
<p>SANTAELLA, Lucia (2002). <em>Semiótica Aplicada</em>. São Paulo: Thomson.</p>
<p>VIEIRA, Soraya (1998). <em>Telejornal: um caso de semiótica</em>. In: <strong>Líbero</strong>, v.1, n.2</p>
<p>http://www.cisc.org.br/html/index.php, acessado em 23 de junho de 2009</p>
<p>http://www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es/, acessado em 23 de junho de 2009</p>
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Artigo: Feudalismo Virtual]]></title>
<link>http://meiodigital.wordpress.com/2009/06/23/artigo-feudalismo-virtual/</link>
<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 17:30:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Penido</dc:creator>
<guid>http://meiodigital.wordpress.com/2009/06/23/artigo-feudalismo-virtual/</guid>
<description><![CDATA[Demarcação Estrutural e Demarcação Conceitual Mesmo com os exorbitantes números de páginas existente]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><strong>Demarcação Estrutural e Demarcação Conceitual</strong></h2>
<p>Mesmo com os exorbitantes números de páginas existentes na Internet atualmente, é fato que grande parte do acesso acaba por se concentrar em grandes sites ou grupamentos de sites, geralmente estabelecidos a partir de identidade, alcance global e inovação.</p>
<p>Como destaques de sites que se transformaram em verdadeiros <strong><em>domos informacionais</em></strong>, podemos apontar aqueles que no passado eram agregadores naturais de internautas: os sites de antigos provedores de acesso que ainda mantém grande parte dos utilizadores da rede no país. Com a visitação condicionada, naturalmente aos seus domínios, estes sites passam de mera referência inicial para agregadores de conteúdo para todos os públicos.</p>
<p>Em torno destes sites, milhões e milhões de usuários estabelecem seu contato com o mundo virtual.</p>
<p>Os domos caracterizados por alcance global são domínios que ultrapassam as fronteiras culturais e se estabelecem a partir da fidelização de públicos amplos, geralmente atraídos por serviços vinculados a entretenimento e comunicação, como os gigantes que reúnem ambas características, como YouTube e MySpace, por exemplo.</p>
<p>Sites inovadores podem sofrer do efeito hype ou não. Alguns, inclusive, são apontados como futuros hypes, mas emplacam e garantem seu espaço. Impossível não citar o Twitter, cujo fenômeno tem dominado a mídia global. Apesar de muita gente indicar que o grande fluxo de novos usuários neste serviço o configura como rede em expansão, muitos outros, ainda céticos, apostam que não passará de mais um hype.</p>
<p><strong>A Estrutura</strong></p>
<p>A organização destes sites como Domos pode ser percebida em dois aspectos distintos e não necessariamente simultâneos.</p>
<ol>
<li>Estrutural</li>
<li>Conceitual</li>
</ol>
<p>Para explicar melhor tais pontos, entendamos que a Cartografia da Informação, conceito desenvolvido pelo <a href="http://www.verbeat.org/blogs/exu/" target="_blank">prof. Jorge Rocha</a>, oferece-nos o melhor ângulo para uma aproximação, ao passo que a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, oferece-nos a melhor idéia de cenário.</p>
<p>Assim estabelecido, entendamos que, para a Cartografia da Informação, faz parte do <em>modus operandi</em> informacional hipermidiático o elemento de ruptura estrutural, ou seja, ante o infinito fractal de informações oferecido pela Internet, estabelecer as melhores articulações narrativas é uma tarefa que demanda a ruptura da narrativa herdada dos demais veículos.</p>
<p>Um número crescente de fontes e frentes de informação oferece um arcabouço cada vez mais complexo para a articulação da informação. Ignorar estas informações e priorizar aquelas que compartilham de um mesmo domínio, pólo informacional, é uma das ações mais características do domo informacional estrutural.</p>
<p><strong>O Conceito</strong></p>
<p>Para além da questão estrutural, ainda há a territorialidade conceitual, estabelecida a partir de um processo mais amplo de demarcação, que contempla não tão somente as especificidades informativas de um ou mais sites, mas avança na capacidade perceptiva da audiência em relação à noção de espaço permitida na Internet.</p>
<p>Assim, é importante lembrar que uma vez que determinados procedimentos e protocolos são estabelecidos consensualmente, voluntariamente ou involuntariamente, há uma generalização de sua proposta, que se espalha quase que viroticamente por todas as comunidades espalhadas mundo afora.</p>
<p>Esta demarcação territorial conceitual é a grande responsável pela percepção contemporânea de que as muralhas do grid de serviços do Google dão conta de toda a expansão explosiva da rede. A partir deste ponto de vista, joga-se alguma luz sobre a sensação de que toda operação realizada no mundo virtual passa, de alguma maneira, pelos domínios Google, assim como no passado passou pelo Yahoo!, Cadê?, UOL, Terra e tantos outros.</p>
<p><strong>Domos Informacionais</strong></p>
<p>A partir da assimilação destes conceitos, caminhemos para uma análise mais ampla da própria idéia de Domo Informacional.</p>
<p>Como domínio organizado, o site que se estabelece como domo, é agregador de conteúdo em subdomínios, que, por sua vez, organiza estruturalmente centenas (e até milhares) de páginas. Ao redor destas páginas e seus subdomínios estabelecem-se comunidades informacionais que podem ser organizadas (fórum, comunidades de redes sociais, etc.) ou não (sistemas de comentários que não criam ambientes participativos permanentes).</p>
<p>Levando em consideração as políticas extremamente rigorosas de tais domos em relação à abertura exigida pela Cartografia, percebemos então que o motivo que os mantém em constante movimento ainda é sua presença ativa na percepção da audiência bruta, por presença global, inovação ou identidade territorial. E o que os mantêm como centralizadores de narrativas, de articulação do conhecimento e inibidores do próprio caráter libertário da web é sua capacidade de consagrar-se como território pétreo, resquício de um momento fetal da Internet, altamente assimilador e reprodutor das práticas massivas do <em>mainstream</em>.</p>
<p>No entanto, é importante que a Web 2.0 seja encarada não apenas como conjunto de variáveis e protocolos pré-estabelecidos, mas sim como perspectiva criativa e desafiadora dos padrões centralizadores da mídia que ainda se adapta às particularidades da Internet, e convulsa ante seus obstáculos.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="graph" src="../files/2009/06/graph.jpg" alt="graph" width="493" height="568" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Queda - Peça no quebra cabeça da Conspiração?!]]></title>
<link>http://bistrorivadavia.wordpress.com/2009/06/22/a-queda-peca-no-quebra-cabeca-da-conspiracao/</link>
<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 18:54:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Túlio  Rivadávia</dc:creator>
<guid>http://bistrorivadavia.wordpress.com/2009/06/22/a-queda-peca-no-quebra-cabeca-da-conspiracao/</guid>
<description><![CDATA[Hi dears! Como prometi essa semana vou desabafar um pouco sobre a decisao do STF sobre a queda do di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hi dears! Como prometi essa semana vou desabafar um pouco sobre a decisao do STF sobre a queda do diploma de jornalismo!</p>
<p>Na semana passada os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram por 8 votos a 1, que não é mais preciso o diploma de jornalismo para exercer tal profissão. A polêmica foi GIGANTESCA, imagina só a “revolta” dos universitários de tal curso, como eu. Mas a revolta foi momentanea e poucos sabiam o que realmente estava acontecendo. Estudei, ponderei, analisei, e escutei pessoas para começar a tirar minhas conclusões e principalmente tomar alguma posição.</p>
<p>O primeiro passo é ouvir os argumentos dos ministros que alegaram a anticonstitucionalidade do diploma. A constituição garante a liberdade de expressão de TODOS e exigir o diploma de jornalismo estaria restringindo e logicamente e infringindo a lei de imprenssa e liberdade de expressão. Analisando os argumentos dos ministros e a atual situação do mercado de trabalho dos jornalistas me coloco contra a decisão do STF. Porém com algumas resalvas. Sabemos todos que colunistas, articulistas e semelhantes nunca foram necessariamente jornalistas formados, e sim pessoas competentes e preparadas para formar a opinião publica e nortear sobre determinados assuntos. Essas pessoas sim se expressam pois colocam sua opinião em seus textos e não dispensam a linguagem jornalistica. O que não se deve é comparar tais funções dentro dos veiculos com o jornalista reporter. Essa parte do jornalismo deve ser cuidadosamente estudada e o profissional deve estar extramente preparado para exercer tal função. Apurar fontes e reportar fatos não é tarefa facil, as noticias norteiam o agenda setting e definem as opinoes da sociedade, ou seja uma pessoa informada desenvolve bem mais rapido um senso critico, caimos nessa etapa em uma série de paradigmas e discursos de análise do processo comunicativo, em correntes da teoria da comunicação. Nesse ramo do jornalismo o profissional se torna o mais isento possivel de opinoes, ele não se expressa, apenas transmite a mensagem, embora essa isenção do jornalista seja comprometida nos meios atuais (vide análises de estilo e objetividade).</p>
<p>Para exercer a profissao de editor e reporter (seja qual for a editoria e estilo) para mim deveria ser necessária a exigencia de diploma, pois é coisa serissima a abordagem de um fato e sua divulgação. Agora para colunistas, articulistas e etc, apenas uma formação básica mas na AREA em que este for abordar. Um exemplo é o EUA, onde para se tornar um articulista, colunista e etc. Tal profissional deve ser formado na area que for abordar e necessaria uma pós graduação em redação jornalistica. Quanto a legalidade da expressão garantida pela constituição não se deve confundir a uma profissão delicada quanto a de jornalismo, comparada até ao quarto poder. Sabemos da necessidade de regulamentação de mercado e que há ótimos profissionais sem diplomas, sim mas são profissionais mais velhos e que contribuem com o meio a anos. Em um páis com deficit de educação como Brasil é uma vergonha e decisão do STF, precisamos é icentivar a prática academica e não revogar diplomas para profissionais. Muito me assusta intelectuais e meios de comunicação “respeitados” tomarem partido favoravel a decisão. Toda profissão onde se trabalha com o “capital social” deve-se se exirgir ao menos um nivel técnico de seu profissional e trabalhar desdes as bases educacionais para a formação academica. Univerisades são polos de conhecimento e crescimento, nota-se ferrenhamente a diferença de profissionais que vieram do meio academico.  Isso sem contar os profissionais que atuam em empresas nas assessorias e etc. Confesso que para estes também não vejo graaande necessidade de diploma, mas com certeza o profissional formado tem melhores condições de lidar com as intérperies de uma assessoria.</p>
<p>A postura de tais veiculos de comunicação acabam comprovando minha tese conspiratória. Nunca fui oposição militante do governo Lula, apesar de ser militante jovem do PSDB, sempre fui farovel a algumas decisoes do governo, mas juntando a crise do senado e esta decisão do STF comecei ficar um tanto quanto temoroso quanto a figura do presidente Lula. Basta uma analise de fatos e cronologia.</p>
<p>Observamos uma crise no congresso jamais presenciada na democriacia brasileira em oposição a isso percebemos um presidente com indices cada mais assustadores de popularidade e aceitação de seu governo. Enquanto sobe a popularidade do presidente cai a do congresso. Dado inaceitavel em pais democaratico, a popularidade dos representantes diretos do povo deveriam estar niveladas ou superior a figura do presidente. Essa decisão do STF quanto ao diploma do jornalismo é para mim uma tentativa óbvia de descredibilizar a imprensa, ou seja derrubar o quarto poder. Não sei se você lembra mas algumas semanas atras um senador colocou a culpa da crise do senado na imprensa por reportar apenas escandalos, mas não é esse o papel da imprensa? (de um modo geral desconsiderando interesses privados). Vemos o presidente do senado, José Sarney, tirando a crise de suas mãos e colocando em todos os parlamentares, criando assim uma crise não de senadores, mas dos próprio senado, da instituição governamental. O que me preocupa é o presidente da republica apoiar e louvar as declaroções de Sarney. A decisão do STF estava sendo adiada durantes meses, sempre ia à votação e era engavetada, agora em meio a crise politica essa decisão é votada, coincidencia de datas?! Enquanto isso o presidente Lula declara favoravel a ditadura do Iran, em fase final de mandato solta mais projetos assistencialistas como o Minha Casa, Minha Vida, distribuindo casas e aumentando seus indices de popularidade e apoiando Sarney na declaração de que o senado está todo errado. Se você acha que a crise no senado é coisa pequena de engana, jamais notei o presidente Sarney tão agressivo em seus discurssos e extremamente preocupado, caindo aquela visão de um politico passifico.</p>
<p>Não sei se você anda acompanhando mas o exercito brasileiro tambem anda passando por uma crise financeira. Junte os fatos: Imprensa descredibilizada, veiculos defendendo o governo por INTERESSE (em que?!), exercito em crise, popularidade do presidente em alta e do congresso em baixa, Lula favoravel a ditadura do Iran, eleições se aproximando&#8230; Tudo me leva a crer (Deus queira que esteja errado, mas podemos esperar de TUDO), que o nosso querido Brasil está a um passo de uma ditadura. Compare as ações de Lula ao governo de Getulio Vargas. Com essa crise no senado ele está a um passo de ser fechado e com sua popularidade em alta Lula consegue apoio da massa para o que bem entender. A campanha pŕo Dilma do PT não emplacou e acho muito pouco provavel que ela possa ganhar uma eleição.</p>
<p>Vamos ficar de olho e rezar pra que nada mais aconteça para que este quebra cabeça possa se juntar! Pronto desabafei, desculpe o tamanho mas era necessário!</p>
<p>Hasta! (Basta!)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[comportamento.com.br]]></title>
<link>http://nem1e99.wordpress.com/2009/04/08/comportamentocombr/</link>
<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 13:37:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luiz Augusto</dc:creator>
<guid>http://nem1e99.wordpress.com/2009/04/08/comportamentocombr/</guid>
<description><![CDATA[Por Luiz Augusto Reis Almeida Engraçado demais a postura do leitor moderno – entenda: usuário da int]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><img class="alignleft size-full wp-image-1283" title="internet1" src="http://nem1e99.wordpress.com/files/2009/04/internet1.jpg" alt="internet1" width="269" height="244" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><strong>Por Luiz Augusto Reis Almeida</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Engraçado demais a postura do leitor moderno – entenda: usuário da internet. Tenho percebido que as notícias mais lidas nos portais e blogs são aquelas que tratam assuntos como filmes pornográficos, fotos de alguém nu, ou que pelo menos pagou “peitinho”. Acompanho os acessos diariamente, as mensagens mais lidas, o que é mais acessado, comentado etc, etc, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Lembra do boato de que a BBB Priscila era atriz de filme pornô?! Diga-se de passagem, era apenas uma breve semelhança entre a atriz do tal filme e a sister. Outra sister também foi alvo: Maíra. O vídeo amador e adulto, dessa vez verdadeiro, foi visto por sabe lá quantas pessoas e, todas as declarações a respeito, foram acessadas como ninguém.  Essas duas matérias (matéria?) foram as mais lidas dos últimos meses.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Isso é o que o povo mais gosta de ler (ler?), infelizmente. Quem produz conteúdo na internet realmente não tem tanto espaço assim. Texto longo, sem chance. Agora, se colocar um vídeo de mulher pelada, aí, meu amigo, se segura&#8230; Seu blog será o mais “lido”, comentado, acessado e o “carvalho” a quatro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Queira ou não, esse é nosso público. Quem estudou comunicação lembra bem da Teoria do Agendamento, ou o Agenda Setting &#8211; poder da mídia em pautar os temas que serão discutidos no cotidiano das pessoas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Essa é a nossa realidade que vale muito, mas muito mesmo&#8230; Nem R$1,99!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Situando]]></title>
<link>http://porumnovojornalismo.wordpress.com/2009/04/03/situando/</link>
<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 14:51:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mila Ramos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Olá, Pessoas! Hoje tentarei situá-los no contexto do blog. As aulas na Faculdade SEAMA começaram em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div align="justify"><span style="font-family:arial;font-size:130%;"><strong>Olá, Pessoas!</strong></span></div>
<div align="justify"><strong><span style="font-family:Arial;font-size:130%;"></span></strong> </div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Hoje tentarei situá-los no contexto do blog. </span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"> </div>
<p></span>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">As aulas na Faculdade SEAMA começaram em fevereiro, o curso é composto por oito semestres.<br /></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Nesse primeiro semestre temos as matérias de Fundamentos do Jornalismo (Kelly Tork), Teoria da Comunicação I(Jackson Barbosa), Economia Básica (José Iguaraçu), Metodologia do Trabalho Científico(Vicente Borges), Língua Portuguesa (Catarina Moutinho) e Sociologia (Luciano Araújo). </span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"> </div>
<p></span>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Agora estamos na época da G1, que é a 1ª fase do processo avaliativo semestral, depois teremos a G2 (mais um bloco de provas), e para a galera que ficar com notas baixas teremos, finalmente a G3 (prova com todas as matérias do semestre). </span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"> </div>
<p></span>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Nos próximos posts explicarei sobre as matérias e suas avaliações.</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
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<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"><strong></strong></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"><strong>Até Mais!</strong></span></div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"><strong></strong></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"><strong></strong></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;"><strong>Mila Ramos</strong></span></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As HQs como extensões do homem]]></title>
<link>http://splashpages.wordpress.com/2009/02/17/as-hqs-como-extensoes-do-homem/</link>
<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 20:32:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilhermesmee</dc:creator>
<guid>http://splashpages.wordpress.com/2009/02/17/as-hqs-como-extensoes-do-homem/</guid>
<description><![CDATA[Marshall McLuhan: &quot;O meio é a mensagem&quot; Em 1964, Marshall McLuhan lançava o livro Os Meios]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img title="Marshall McLuhan: O meio é a mensagem" src="http://flyingdogshow.com/visionaries/MEDIA/MCLUHAN-FRYE/marshallmcluhan.jpg" alt="Marshall McLuhan: O meio é a mensagem" width="225" height="298" /><p class="wp-caption-text">Marshall McLuhan: &#34;O meio é a mensagem&#34;</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em 1964, <strong>Marshall McLuhan</strong> lançava o livro <strong>Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem</strong> (Understanding Media: the Extensions of Man). Suas teorias foram revolucionárias para a Teoria da Comunicação por postular, entre outras idéias, que o meio de comunicação não apenas conduz a mensagem, mas que o meio é a mensagem. Segundo McLuhan, os meios não condicionam seu público pelo que informam, mas pela maneira como informam. A mudança de percepção ocorre devido ao meio e não ao seu conteúdo.</p>
<p style="text-align:justify;">Seguindo esse raciocínio, o teórico dividiu os meios de comunicação em mídias “quentes” e “frias”, de acordo com as fases quentes e frias do jazz. As mídias quentes, como fotografia e cinema, são menos interativas e mais diretas; permitindo que a audiência seja passiva em relação a elas. As mídias frias, por outro lado, requerem mais participação por parte de sua audiência e, por isso, são mais interativas. Os quadrinhos são uma mídia fria porque “o observador, ou o leitor, é compelido a participar completando e interpretando as poucas pistas deixadas nas entrelinhas”. É a idéia da sarjeta de <strong>Scott McCloud </strong>que retorna aqui, os espaços em brancos entre quadros nos quais o leitor de quadrinhos deve depositar sua imaginação para que a história faça sentido.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt><img title="MAD: tão envolvente quanto um anúncio publicitário" src="http://www.coverbrowser.com/image/mad/1-1.jpg" alt="MAD: tão envolvente quanto um anúncio publicitário" width="244" height="355" /></dt>
<dd>MAD: tão envolvente quanto um anúncio publicitário</dd>
</dl>
</div>
<p>Marshall McLuhan dedica um capítulo de seu livro às histórias em quadrinhos, em especial à revista <strong>MAD</strong>. O autor diz que as histórias em quadrinhos foram substituídas pela televisão e que histórias como <strong>Ferdinando</strong>, de <strong>Al Capp</strong> perderam sua audiência por causa deste advento. Sobraria para a revista MAD encantar as crianças e os adolescentes americanos criando um envolvimento tal que, segundo o autor, é semelhante aos dos anúncios publicitários. O teórico também estabelece uma comparação entre as HQs e a televisão, pois para ele, as duas são mídias frias: “As histórias em quadrinhos, apresentando baixa definição, possuem uma forma de expressão altamente participante, perfeitamente adaptada à forma do mosaico do jornal. Dão também um sentido de continuidade de um dia para o outro. Também as notícias sobre pessoas são de baixo teor informacional e por isso convidam a que o leitor as preencha, exatamente como acontece com a imagem da televisão e a radiofoto”.</p>
<p style="text-align:justify;">Diz McLuhan ao final de seu capítulo sobre os quadrinhos: “A era pictórica do consumo está morta. Sobre nós vem a era icônica”. Os personagens de quadrinhos deixaram há muitos anos de ser apenas figuras para tornarem-se ícones. Seu papel como garotos-propaganda já foi comprovado e também já foi comprovado que o estímulo que leva uma pessoa a comprar uma revista é o mesmo que a leva a comprar um alimento ou um brinquedo com as cores e o nome de seu personagem de quadrinhos. O consumidor não leva pra casa o objeto de consumo, mas o personagem inserido nele. De forma semelhante trabalham as marcas quando o consumidor compra um produto sem levar em conta seus benefícios, mas o símbolo que está gravado nele.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt><img title="Apreensão Cognitiva, um pacto entre o autor e o leitor." src="http://images.unurthed.com/McCloud-cannot-avoid-seeing-a-face-31.jpg" alt="Apreensão Cognitiva, um pacto entre o autor e o leitor." width="284" height="276" /></dt>
<dd>Apreensão Cognitiva, um pacto entre o autor e o leitor.</dd>
</dl>
</div>
<p>Segundo McCloud, os quadrinhos fazem uso extensivo de ícones para representar objetos, ações, entidades, idéias. São representações icônicas do mundo. Tudo isso graças à apreensão cognitiva, conforme explica <strong>Wellington Srbek</strong> em seu livro <strong>Um Mundo em Quadrinhos</strong>: “Seu figurativismo é um elemento essencial para a assimilação de uma história em quadrinhos. (&#8230;) O caráter icônico das imagens dos quadrinhos assegura um limite básico de coincidência entre as intenções do autor e a interpretação do leitor”.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse limite básico de coincidência é o que torna a mídia dos quadrinhos interativa. É o “pacto” estabelecido entre leitor e autor que permite uma leitura subliminar dos quadrinhos e através do qual as possibilidades comunicativas à disposição de um autor de quadrinhos tornam-se virtualmente ilimitadas, tornando as histórias em quadrinhos uma extensão de quem as produz e de quem as lê.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O e-mail não é um telégrafo: NTIC e aprendizagens sociais]]></title>
<link>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/o-e-mail-nao-e-um-telegrafo-ntic-e-aprendizagens-sociais/</link>
<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 12:31:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriela Steigleder</dc:creator>
<guid>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/o-e-mail-nao-e-um-telegrafo-ntic-e-aprendizagens-sociais/</guid>
<description><![CDATA[Ao longo do século XX a comunicação foi sendo reconhecida e analisada por outras disciplinas do sabe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ao longo do século XX a comunicação foi sendo reconhecida e analisada por outras disciplinas do saber. As escolas de <em>Frankfurt</em> e <em>Palo Alto</em> contribuíram no estudo da comunicação. A escola de Frankfurt é formada por pensamentos de um grupo de filósofos e cientistas sociais. Associa-se diretamente à chamada Teoria Crítica da Sociedade (centrada, principalmente, em entender a cultura como elemento de transformação da sociedade).</p>
<p>Já os pesquisadores da Escola de Palo Alto procuram entender o processo de canais múltiplos em que o indivíduo se expressa a partir de seus gestos, sua visão e até de seu silêncio. Para exemplificar esse modelo, utilizam a metáfora de uma orquestra. O conceito bastante difundido entre os estudantes de comunicação, por comparar este modo de expressão, não necessariamente falado, a de um músico de orquestra que abusa de seu corpo e sons em sua produção, sem a necessidade da fala. Visão sistemática da comunicação.</p>
<p>As teorias orquestrais foram propostas por Gregory Bateson (1904 &#8211; 1980) e outros nomes, que afirmam que nas inter-relações humanas são envolvidos elementos extralingüísticos, como gestualidade e espaço interpessoal, forma-se um processo de construção de ambientes. Questionam que comunicação não é linear como se acreditava, mas sim circular como já dizia Norbert Weiner (1894 &#8211; 1964), onde o receptor passa a ter um papel tão importante quanto o emissor.</p>
<p>Comunicação é plural, não somente receptor e emissor. É multimodal. Todo receptor reage à mensagem, vive a inter-relação. A mensagem se transforma no caminho que percorre. Estamos constantemente em comunicação, mesmo que o receptor não seja alguém humano.</p>
<p>O estudo da comunicação deixa de ser somente exato, como no caso da matemática e passa a deslocar-se para o campo das Ciências Sociais, apoiado na reunião de diversas áreas do saber &#8211; antropologia, matemática, sociologia, lingüística, psiquiatria e outros. Existiu um modelo de pensamento delimitador que fracassou, pois a ciência foi estruturada, o conhecimento tornou-se disciplinar, individualizando por matérias. Esta idéia posteriormente fracassa, percebe-se que não é possível totalização. Sistemas necessitam de mistura para não serem extremamente limitados, é fundamental a confluência de várias áreas para resolver problemas,  assim como a Escola de Palo Alto se posiciona.</p>
<p>Assim, surge a Teoria Estruturalista proposta por Lévy Strauss (1829 &#8211; 1902) que diz ser fundamental ter estruturas básicas para compreender a cultura. Identifica as estruturas da comunicação entre as pessoas. Os seres estão em comunicação entre si e com o ambiente, os estruturalistas propõem a pesquisa como trabalho de campo, pois permite voltar à superfície dos dados secundários, mas não impede a elaboração conceitual. E Philippe Descola (1949 &#8211; ) em 1993, diz que tornar mais acessível sua pesquisa aceitando narrativizá-la procede de uma &#8220;dupla responsabilidade social&#8221;, tanto para os que participaram como objeto de estudo, quanto os incentivadores da pesquisa.</p>
<p>É importante trabalhar as relações coletivas. Observar os comportamentos, como se manifestam, como reagem, o seu cotidiano, não avaliar somente os resultados, mas todos os detalhes do processo. Criar um plano de observação, com objetivos para registrar com método. Estabelecendo perguntas que orientam o trabalho e não nos dados finais, como enfoque principal.</p>
<p>A circulação de informação deve ser cada vez mais rápida, antigamente graças aos meios de comunicação de massa e hoje, às novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC). Surge, assim, a necessidade de ter pontos de comunicação em vários lugares para garantir eficiência.</p>
<p>As novas tecnologias de informação se tornam interpessoais. Não mais entre máquinas, mas evolui para uma comunicação interativa, como a comunicação digital. Inicialmente acreditava-se que o e-mail incentivaria à escrita, ao domínio da ortografia. Ao contrário, criou-se uma linguagem própria originada pelo próprio uso do meio. Concluiu-se que um dos grandes destaques desse meio era a sustentação das relações interpessoais geradas.  Os computadores se tornaram instrumentos para lançar projetos interdisciplinares, além de favorecer a automação dos alunos, entre outros casos.</p>
<p>Yves Winkin (1953 -) em seu livro, A nova Comunicação: Da teoria ao trabalho de campo &#8211; 1998, diz: &#8220;A comunicação torna-se um quadro primário, como diria Goffman (1974), um quadro primário <em>analítico</em>, ou seja, uma maneira científica, explicitamente construída, em luta constante contra o senso comum, de observar o mundo social&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A emergência das máquinas de informática]]></title>
<link>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/a-emergencia-das-maquinas-de-informatica/</link>
<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 12:23:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriela Steigleder</dc:creator>
<guid>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/a-emergencia-das-maquinas-de-informatica/</guid>
<description><![CDATA[A história nos provou, algumas vezes, que a guerra por mais que traga desgraças e perdas, também tra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A história nos provou, algumas vezes, que a guerra por mais que traga desgraças e perdas, também traz consigo muitas evoluções, principalmente tecnológicas. Isso porque os países entram em uma competição armamentista e estratégica, sendo as máquinas e aparelhos ligados à tecnologia de grande diferencial neste tipo de disputa. O movimento tecnológico esteve vinculado à reconfiguração das estruturas. Os sistemas de informação estimulam a reflexão de maneira executiva dentro do funcionamento.</p>
<p>Tamanho era o destaque que o fluxo de contratos de pesquisa e desenvolvimento estava cada vez mais crescente entre os governos. Segundo Matterlart, 1976, o orçamento dos Estados Unidos financiava 14% da pesquisa privada e pública, 56% e 80% nos anos seguintes.</p>
<p>Observou-se que as máquinas eram e são criadas para substituir ou imitar a capacidade do homem de realizar tarefas, a máquina é constituída de um &#8220;cérebro eletrônico&#8221;. Assim surgem inúmeras previsões e teorias em relação ao futuro de tais inventos e seus impactos.</p>
<p>Para convencer os pesquisadores a realizar estudos armamentistas eram realizadas sondagens de opinião, amostras e investigações psicológicas. Especialistas de informática começam a desenvolver discursos sobre os sistemas, a comunicação e o controle. Segundo as idéias positivistas de Edward (1989) o computador como máquina universal é teoricamente capaz de resolver problemas precisos, reduzidos a algoritmos.</p>
<p>O conhecimento passa a ser uma grande estratégia, pois suas fortalezas são aceleradas para transformar a sociedade e a pesquisa visa formar modelos de análise aplicáveis às operações militares. Observa-se que a inteligência não é mais concentrada, mas distribuída de forma descentralizada e interativa. As informações geradas por máquinas de comunicação devem circular para evitar a entropia sem entraves (poder e dinheiro) e a economia se abastece da confrontação de informações estratégicas. Assim a produtividade aumenta, sendo possível pelos sistemas de comunicação e pelos aspectos demográficos, como a 2ª Revolução Industrial.</p>
<p>A sinergia, ação positiva e simultânea de um grupo de pessoas na realização de uma atividade, passa a fazer parte do método de estratégia. Trabalha-se uma confluência de energia e produção de uma energia maior a partir do diálogo de informações, de conhecimento e processo.</p>
<p>Por isso, surge o &#8220;<em>think tank</em>&#8220;, chamado de reservatório de idéias. O &#8220;<em>think tank</em>&#8221; reunia profissionais de várias áreas do conhecimento teórico e prático, como especialistas em ciências sociais, economistas, matemáticos, engenheiros, físicos para trocar conhecimentos, idéias. Semelhante ao termo &#8220;<em>brainstorming</em>&#8221; utilizado atualmente, essa instituição de pesquisa tem como elementos a informação, programação e o planejamento.</p>
<p>A Rand (Research And Development Corporation), além de ser o primeiro dos &#8220;<em>think tank</em>&#8220;, patenteou a ferramenta de pesquisa qualitativa &#8220;Delphi&#8221;, que busca um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. Isto é feito estabelecendo-se três condições básicas: o anonimato dos respondentes, a representação estatística da distribuição dos resultados e o <em>feedback</em> de respostas do grupo para a reavaliação nas rodadas subseqüentes (Martino, 1993).</p>
<p>Tecnologias especiais, por exemplo, foguetes ao redor da Terra, inicialmente eram pensados em fins militares, depois este mesmo estudo se constituiu em um complexo de redes para outras aplicações, como a Internet e as mídias de massa.</p>
<p>A emergência das máquinas está cada vez mais evidente. Os especialistas em ciências sociais esclarecem os fatores de mudanças na sociedade, e procuram-se propostas que tornem eficiente a interface homem/ máquina. A partir do final da Segunda Guerra Mundial, o Departamento dos Estados dedicou-se a legitimar sua doutrina do livre fluxo da informação, cada vez mais assimilada à livre troca.</p>
<p>Os sistemas de reflexibilidade falam da necessidade de reconfiguração da sociedade. Para os estrategistas teriam sido evitadas grandes quedas e crises se fossem incentivado o conhecimento a partir dos meios de comunicação, como por exemplo, na União Soviética e como a China fez em 1976.</p>
<p>Vê-se a indústria do conhecimento ocupa lugar na sociedade, gera lucros, além de marcar as diferenças entre sociedades desenvolvidas e subdesenvolvidas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O valor da informação]]></title>
<link>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/o-valor-da-informacao/</link>
<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 12:20:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriela Steigleder</dc:creator>
<guid>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/o-valor-da-informacao/</guid>
<description><![CDATA[A humanidade já passou por diversas fases ao longo de sua história, cada uma marcada por característ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A humanidade já passou por diversas fases ao longo de sua história, cada uma marcada por características predominantes ou novas de acordo com sua sociedade vivente. A partir do fim do século XX, o perfil da sociedade torna-se evidentemente modificado do que havia até então e se demarca como uma nova transformação.</p>
<p>A sociedade passa a ser denominada de Sociedade do Conhecimento ou Sociedade da Nova Economia. Isto porque termos como globalização e tecnologia se tornam muito presentes no dia-a-dia da população. A expansão e relevância do conhecimento adquire uma importância extremadamente difundida.</p>
<p>O incentivo ao estudo passa a ser prático. Profissionais que detém as informações são muito valorizados. A criatividade, a inteligência, o empreendedorismo e o conhecimento prático/ teórico são algumas das características buscadas nos profissionais atualmente.</p>
<p>Para educar estas pessoas, são criados novos cursos. Cursos técnicos &#8211; rápidos e focados como forma de complementação, graduações adaptadas às necessidades do mercado, formando profissionais para pensar e não somente executar. Os currículos passam a ficar cada vez maiores e diversificados.</p>
<p>Entretanto, existem ainda certos preconceitos em relação a trabalhos que não sejam predominantemente físicos. Afinal, muito da cultura nacional está relacionada ao trabalho duro vindo da agricultura, em que a exigência física era grande e o trabalho era literalmente vindo do esforço, do &#8220;suor&#8221;. Como educar uma população, de que o trabalho intelectual, de informação, que não exige tantos esforços físicos quanto um trabalho mais convencional, tenha sua valorização também ou até mesmo maior?</p>
<p>O autor Michael L. Dertouzos (1936 &#8211; 2001), do livro publicado em 1997, <em>&#8220;O que será: como o novo mundo da informação transformará nossas vidas</em>&#8220;, diz que &#8220;tanto no caso físico quanto no informático, se o trabalho é produzido por pessoas, exige a utilização de uma parcela de suas vidas, independentemente do envolvimento dos músculos ou do cérebro&#8221;. Assim, a informação passa a ser um objeto de trabalho e de valorização.</p>
<p>Os meios de comunicação de massa são um dos que mais trabalham com informação. Através de suas transmissões, aliadas à informática, acabam por transformar a forma de comunicação e conseqüentemente a sociedade. A informatização já se tornou essencial à maioria dos setores, independentemente dos envolvidos.</p>
<p>As questões políticas são exemplos. Através da Internet é possível acessar às contas do governo, &#8220;ativar&#8221; a participar popular por meio da informação, para o &#8220;bem comum&#8221;. Diferente do que ocorria há tempos atrás, em que os políticos detinham a informação e ela só era passado de acordo com a vontade de tais. Esta possibilidade, porém, não cumpre seu papel com total aproveitamento, pois ainda está em evolução: nem todos os dados são divulgados e nem todas as pessoas buscam por este tipo de informação.</p>
<p>Já no caso econômico, novos parâmetros sociais foram instalando-se. O cartão eletrônico encontra-se indiscutivelmente disseminado entre a população. Com a evolução, campanhas promocionais e devido às facilidades, a adesão de tal objeto é rapidamente perceptível. Ele vem com a proposta de substituir o dinheiro e diminuir os riscos de falsificação, reflexos da sociedade atual. Entretanto, outros objetivos passam a fazer parte deste novo modelo &#8220;financeiro&#8221;, uma vez que o consumo tornou-se &#8220;informatizado&#8221;. Isto porque é possível fazer um levantamento de dados detalhados não autorizados de compras realizadas, assim facilita a obtenção de dados para elaboração de pesquisas de massa.</p>
<p>Empresas que não fazem parte deste complexo informatizado, perdem tempo e eficiência, além de perderem muito dinheiro, pois o mercado está cada vez mais atualizado e exigente. As informações são facilmente encontradas, o que faz com que o posicionamento tenha que levar em consideração vários fatores, entre eles a concorrência.</p>
<p>Entretanto, não basta só ter computadores, é necessário um sistema que satisfaça às necessidades das pessoas e que estas sejam protagonistas de suas necessidades. Além de que novas opções sejam oferecidas, como entretenimento e relações sociais.</p>
<p>É extremamente importante que se aproveite de maneira intensiva a capacidade intelectual do ser humano, a sua mente, a sua inteligência e que nos preocupemos mais com a qualidade do que está sendo produzido e não só com a quantidade.</p>
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<title><![CDATA[Multiculturalismo e as identidades]]></title>
<link>http://gabrielasteigleder.wordpress.com/2008/12/30/multiculturalismo-e-as-identidades/</link>
<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 12:17:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriela Steigleder</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hibridismo, diversidade étnica e racial, novas identidades políticas e culturais: estes são termos d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hibridismo, diversidade étnica e racial, novas identidades políticas e culturais: estes são termos diretamente relacionados ao rótulo multiculturalismo. Debater sobre o pós-modernismo, a globalização do capital e a circulação intensificada de informações, através de novas tecnologias afirmando identidades locais e regionais.</p>
<p>Para isso é necessário começar pela análise primária, as cidades. A cidade é onde se constitui o imaginário social, lugar privilegiado para imaginar. É o lugar de referência, de construção de narrativas (manifestações da vida), é fabricado pelas mídias, mas principalmente pelas pessoas (sonoridades, esportes, etc.). A mídia vem para representar simbolicamente o imaginário das pessoas, como por exemplo, as novelas. Por vezes trazendo temas cotidianos, mas sempre usando muito da imaginação afirmado pela frase popular, &#8220;só podia ser novela mesmo&#8221;.</p>
<p>Quando analisamos mais além, percebemos que o multiculturalismo está diretamente ligado a questões de transnacionalização, passando por cidades, estados e países. É um fenômeno permanente na história do mundo civilizado, mas que se acelerou e tomou dimensões globais nas últimas décadas. Projeta efeitos através das fronteiras nacionais, tornando as relações instantâneas e países com poderes exclusivos nas relações internacionais. Nos conflitos mundiais é possível perceber as tendências pelas quais determinados países concebem suas identidades.</p>
<p>O construtivismo traz a idéia de que a aprendizagem ter que estar em processo, que todo conhecimento é formado a partir de uma série de ações sistemáticas. Não através do ato de decorar, mas sim por seus próprios méritos, construindo alicerces, táticas e estratégias de aprendizagem. Métodos que confluem para um pensamento metodológico maior, como as identidades familiares, acadêmicas.</p>
<p>Já o funcionalismo se opõe, pois não aceita mudança de identidade. Diz que ela é uma essência do ser, nasce com a pessoa. Não pode existir mudança de referenciais, somente um modelo a seguir.</p>
<p>Os Estados Unidos e o Iraque são exemplos de nações em conflitos internacionais que têm suas identidades a partir desses conceitos. O Iraque por impor um modelo a ser seguido através de suas crenças, não deixando que seus seguidores construam suas próprias identidades. Há um choque de civilizações em que os Estados Unidos tentam impor o seu modo de vida ao outro. Esse confronto resulta na negação do próximo explorado de acordo com interesses próprios.</p>
<p>Essas identidades que se formam são múltiplas, mas que se assemelham, unem-se com outras. Anteriormente restringia-se o fato de ter uma identidade à somente fazer parte de uma nação, uma entidade espacialmente limitada, onde tudo aquilo que é compartilhado pelos que habitam (língua, objetos, costumes) os diferenciaria dos demais.</p>
<p>Percebeu-se que a cultura e o território estão ligados, mas as culturas não se desenvolvem, necessariamente, em territórios físicos, mas sim culturais. A globalização gera novos referenciais de identidade que não se limitam ao território e nem a símbolos históricos. Segundo Carlos Monsiváis (1938-) e Jesús Martín Barbero (1937-), os meios de comunicação contribuíram para que os grupos de diversas regiões de um mesmo país ou do mundo, antes afastados e desconectados, se reconhecessem como parte de uma totalidade.</p>
<p>Os meios de comunicação de massa foram instrutores e incentivadores do uso de tecnologia e aparelhos eletrônicos. No Brasil, houve campanhas apoiadas na mídia, ensinando a usar a urna eletrônica durante as eleições. Entretanto, os meios também podem unificar padrões de consumo com visão nacional. Generalizar que todo brasileiro gosta de futebol, é um apelo midiático que nos faz questionar se todos os estados teriam interesse por esse esporte se não fosse o destaque dado pelos meios de comunicação de massa.</p>
<p>A transnacionalização diminui a importância dos referenciais tradicionais de identidade É necessário reconhecer que várias culturas se unem e identidades se misturam. Os sistemas, quando estruturados transnacionalmente, geram produções &#8220;desfolclorizadas&#8221;, entretanto é possível produzir peças espetaculares com características regionais, que sejam compreensíveis por todos os espectadores.</p>
<p>Ortiz observa que &#8220;o mundo é um mercado diferenciado constituído de camas afins. Não se trata, pois, de produzir ou vender artefatos para &#8216;todo&#8217; mas de promovê-los globalmente entre grupos específicos&#8221;. O antropólogo argentino, Néstor García Canclini (1939-) completa: &#8220;entender as indústrias culturais e a massificação urbana se articulam para preservar culturas locais e, ao mesmo tempo, fomentar uma maior abertura e transnacionalização dessas culturas&#8221; é uma tarefa-chave dos estudos culturais.</p>
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