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	<title>tinta-azul &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/tinta-azul/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "tinta-azul"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 09:10:08 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A LIBERDADE E A FALTA DE TINTA.]]></title>
<link>http://dissidentex.wordpress.com/2008/05/17/a-liberdade-e-a-falta-de-tinta/</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 22:58:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>dissidentex</dc:creator>
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<description><![CDATA[♦ Numa velha piada que se contava na antiga RDA, um trabalhador alemão obtinha um emprego na Sibéria]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>♦</p>
<p><em>Numa velha piada que se contava na antiga <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha_Oriental">RDA,</a> um trabalhador alemão obtinha um emprego na Sibéria. </em></p>
<p><em>Sabedor de que estaria a ser vigiado diz aos seus amigos como lhes iria mandar as suas mensagens por carta.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Se eu escrever as cartas com tinta azul está tudo bem. Se eu usar tinta vermelha significa que estou a mentir naquilo que vos conto.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O trabalhador vai para a Sibéria e escreve a primeira carta, com tinta azul. A carta diz o seguinte:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Tudo aqui é maravilhoso.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As casas são boas e tem aquecimento. O trabalho não custa a fazer. A paisagem é bonita.<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Existem inúmeras raparigas disponíveis e todas elas estão prontas para romance.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Os supermercados estão sempre abastecidos. Os cinemas transmitem filmes ocidentais. Estou muito satisfeito por aqui estar.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Só existe um único problema.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Não se consegue encontrar tinta vermelha nem canetas que escrevam com tinta vermelha.</em></p>
<p style="text-align:justify;">♦</p>
<p style="text-align:justify;">Em Portugal já superámos este estádio de desenvolvimento totalitário e emergimos de forma triunfante para outro: o estádio em que nem sequer existe caneta, quanto mais tinta vermelha&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">♦</p>
<p style="text-align:justify;">A história do trabalhador alemão também quer dizer outra coisa: se não soubermos bem qual é o verdadeiro e real estado da nossa liberdade, (individual e colectiva ) isto é, se ele existe, nunca poderemos determinar qual é o estado da nossa não liberdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Não temos ponto de comparação entre uma realidade (a liberdade) e outra realidade (a situação de não liberdade).</p>
<p style="text-align:justify;">Falta-nos a tinta vermelha, que permite aferir e comparar entre as duas situações.</p>
<p style="text-align:justify;">♦</p>
<p style="text-align:justify;">É como um desempregado.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele é livre, mas devido à sua condição de desempregado, ele não é livre, uma vez que depende de terceiros a sua liberdade e o exercício pleno da sua liberdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem diz um desempregado diz outras situações.</p>
<p style="text-align:justify;">Falta tinta vermelha e caneta a Portugal e à maior parte dos portugueses.</p>
</div>]]></content:encoded>
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