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	<title>tipico-holandes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/tipico-holandes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "tipico-holandes"</description>
	<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 13:07:06 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Na mesma, lucro ou prejuízo?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/15/mesma_lucro_prejuizo/</link>
<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 13:24:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/15/mesma_lucro_prejuizo/</guid>
<description><![CDATA[Sempre carrego um strippenkaart de 45 zonas na bolsa. Custa 21,60 euros e sai mais em conta do que c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sempre carrego um <a href="http://www.vbn-bv.nl/content.php?pagina_id=165">strippenkaart</a> de 45 zonas na bolsa. Custa 21,60 euros e sai mais em conta do que comprar no ônibus. </p>
<p>Como quase não uso transporte público não costumo olhar o quanto já usei. Um mês atrás só percebi que o meu estava totalmente utilizado quando já estava dentro do ônibus ou bonde. </p>
<p>O jeito era comprar um um &#8216;2-strippenkaart&#8217; na mão do motorista, que custa 1,60 euro.  Ao invés disso, ele me vendeu um <a href="http://www.ov-chipkaart.nl/allesoverdeov-chipkaart/welkekaartpastbiju/kaartsoorten/">wegwerpchipkaart</a>,  que custa 2,60 euros e é válido por 24 horas. Esse cartão faz parte do novo sistema de pagamento de transporte público na Holanda, o <a href="http://www.ducsamsterdam.net/custo-de-vida-em-amsterdam/">OV-chipkaart</a>.<br />
<!--more--><br />
Achei um absurdo pagar dois euros e sessenta por um trajeto de menos de cinco minutos. Também achei um absurdo eu não estar avisada de que não se vendia mais strippenkaart dentro do ônibus, mas essa é outra história. O fato é que não usaria mais transporte público naquele dia, o que, na prática, significava ter perdido 1 euro. </p>
<p>Depois de, pela segunda vez, ficar irritada por pagar dois euros e sessenta por cinco minutos dentro do ônibus, decidi usar o  OV-Chipkaart que possuo desde o início desse ano. Tenho uma assinatura anual do <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/01/14/ano-novo-horarios-de-trem-novos/">trem</a> para o trajeto casa &#8211; trabalho. O cartão é automaticamente um OV-chipkaart, basta colocar crédito.  Abasteci-o com cinco euros.</p>
<p>Nessa semana usei o OV-chipkaart pela primeira vez. E paguei UM euro pelo mesmo trajeto que havia pago 2,60 euros! Só não sei se isso significa lucro ou prejuízo em relação ao <a href="http://www.vbn-bv.nl/content.php?pagina_id=347">45-strippenkaart</a>.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/12/ov-fiets/">OV fiets</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Verhagen_Tweetup#5) Te vejo no twitter]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/08/verhagen_tweetup5-te-vejo-no-twitter/</link>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 13:52:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/08/verhagen_tweetup5-te-vejo-no-twitter/</guid>
<description><![CDATA[Acompanhei Thijs rumo ao bar onde aconteceria a after party. Ele estuda e mora em Groningen, provínc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acompanhei <a href="http://twitter.com/thijsw">Thijs</a> rumo ao <a href="http://www.eeuwigejachtvelden.nl/">bar</a> onde aconteceria a <em>after party</em>. Ele estuda e mora em Groningen, província mais ao norte da Holanda, o que significa que passou umas duas horas e meia no trem. Aproveitou para ir mais cedo, conhecer a capital política holandesa. Thijs pretendia voltar logo para casa por causa da viagem de trem.<br />
<!--more--><br />
&#8220;Estou no twitter a pouco tempo. Só sigo meus amigos, gente que conheço pessoalmente&#8221;, disse Thijs. Continuou, após uma pausa. &#8220;Com exceção do ministro é claro. Não o conhecia, mas agora já conheço! E o sigo no twitter porque acompanho o trabalho dele também fora do twitter, o admiro&#8221;. </p>
<p>Enquanto caminhávamos em grupo, algumas pessoas se aproximavam para uma pequena prosa. Liam &#8216;batateira&#8217; no meu crahá e perguntavam o significado. Me dei conta que esta era a primeira vez que tinha de explicar em holandês porque me dei esse apelido. Respondi apenas ser uma longa história e apenas usei a tradução inventada por <a href="http://www.bailandesa.nl/">Bailandesa</a>: aardappelmeisje</p>
<p>O café estava cheio de gente desconhecida e já estava cansada de ter de iniciar conversas perguntando &#8220;a quanto tempo você twitta&#8221;. Perdi Sonia e José de vista. Permaneci ali por mais alguns instantes e, em seguida, saí a francesa. &#8220;E sigo os demais detalhes pelo <a href="http://twitter.com/verhagentweetup">twitter</a>, pensei&#8221;.</p>
<p>Fotos, vídeos e toda documentação do evento podem ser vistas <a href="http://verhagentweetup.nl/">aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Verhagen_Tweetup #4) Meet &amp; greet]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/07/verhagen_tweetup-4-meet-greet/</link>
<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 13:37:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/07/verhagen_tweetup-4-meet-greet/</guid>
<description><![CDATA[Os presentes queriam felicitar o anfitrião. Queriam dizer o quanto o admiram ou passaram a admirá-lo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Os presentes queriam felicitar o anfitrião. Queriam dizer o quanto o admiram ou passaram a admirá-lo por estar no twitter. </p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/08/ministrotwitta2.jpg?w=150" alt="ministrotwitta" title="ministrotwitta" width="150" height="112" class="alignright size-thumbnail wp-image-975" />&#8220;Eu nunca votei no senhor nem no seu partido (o democrata cristão). Mas desde que o sigo percebo que o senhor é boa gente&#8221;, confessou uma das convidadas.</p>
<p>Um outro, de um partido estudantil, quis saber detalhes do início da carreira política de Verhagen. Em seguida, twittou a resposta dele. José gostaria de uma foto com o ministro para mostrar aos seus alunos. </p>
<p><strong>Solidariedade</strong><br />
A guria que bateu uma <a href="http://www.flickr.com/photos/dafphoto/3686395963/in/set-72157620800612229/">foto minha</a> veio se apresentar. Reuniões de twitteiros é o tema do livro de <a href="http://twitter.com/ikbendaf">Ikbendaf</a>, que será lançado no fim desse ano. A fotógrafa contou diveros causos em qe o twitter foi útil para gente &#8216;como eu e você&#8217;.</p>
<p>Foi via twitter que encontrou uma das suas melhores amigas &#8211; e que mora a uma quadra da casa dela. Uma outra twitteira recuperou seu laptop roubado via twitter e muitos dos presentes nessa festa se conhecem de anteriores churrascos e pique-niques.</p>
<p>&#8220;Infelizmente esse tipo de história não é publicada nos jornais&#8221;, disse ela, desapontada.  <a href="http://twitter.com/slijterijmeisje">Slijterijmeisje</a> se aproximou. &#8220;Foi-se o tempo da solidariedade no twitter&#8221;.<br />
<!--more--><br />
<strong>xis</strong><br />
<img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/08/tweetup-maximeverhagen-023.jpg?w=150" alt="tweetup maximeverhagen" title="tweetup maximeverhagen" width="150" height="112" class="alignright size-thumbnail wp-image-973" />- Eu não sei como me aproximar do ministro, disse José.<br />
- Basta entrar na rodinha das pessoas com quem ele está conversando. Você não precisa fazer nada. Em uma das pausas ele vai se virar para você, respondeu Sonia, que havia acabado de cumprimentar Verhagen.</p>
<p>Acompanhei José. Enquanto conversava com alguns convidados, Verhagen pediu uma pausa para twittar. Em seguida, virou-se para nós. O felicitamos e na foto, ele fez questão de estar em nosso meio. </p>
<p><strong>Teoria dos seis apertos de mão</strong><br />
Sonia conversava com dois rapazes. Comentava com eles a <a href="http://curtosdevaneios.blogspot.com/2007/06/teoria-seis-graus-de-separao.html">teoria dos seis apertos de mão</a>. &#8220;Minha rede de contatos é naturalmente grande, mas agora estou perto de muito mais gente no mundo todo&#8221;. </p>
<p><a href="http://twitter.com/basb">Bas </a> manuseou seu smart phone e rapidamente mostrou meu perfil no twitter. Passou a me seguir. Como não tenho smart phone, escrevi o nome dele e de Patrick no meu caderninho para quando chegasse em casa procurá-los no twitter. </p>
<p> Faz pouco tempo que <a href="http://twitter.com/Pack1968">Patrick</a> twitta. Parou de trabalhar quando o filho nasceu e abriu uma creche. Cuida de mais outras três crianças. Sua esposa está grávida do segundo filho deles e no fim do ano terá mais um bebê em sua maternal.  Estava interessada na vida do &#8216;dono de casa&#8217; e ex-professor do ensino básico. Mas um microfone foi aberto e interrompeu nosso papo:</p>
<p>- Dentro de dez minutos esse prédio vai fechar. Lamento informar, mas a <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/11/05/com-hora-para-fechar/">festa vai acabar</a>. Vocês sabem, funcionários públicos cumprem horário.</p>
<p>Sonia aproximou-se: &#8220;A festa vai continuar no bar onde os outros 300 convidados estão. Você vai?&#8221; </p>
<p>(continua)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Verhagen_tweetup #3) Formalidades]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/05/verhagen_tweetup-3-formalidades/</link>
<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 08:12:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/05/verhagen_tweetup-3-formalidades/</guid>
<description><![CDATA[No pequeno palco, um porta-voz anuncia que Verhagen está no prédo e em poucos minutos estará conosco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No pequeno palco, um porta-voz anuncia que Verhagen está no prédo e em poucos minutos estará conosco. Enquanto isso <a href="http://twitter.com/josevanderlijke">José</a> se aproxima. Ela é professora em uma vila na província de Friesland. Sonia, que continua ao meu lado, trabalha na prefeitura de Utrecht e é membro do D66, um partido de centro. </p>
<p><a href="http://www.mobypicture.com/user/batateira/view/322096"><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/08/23cc8fb78844759e30f20e142e89fb39_view1.jpg?w=300" alt="Twiteraars" title="Twiteraars" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-964" /></a>Um discreto tumulto em frente ao palco. O porta-voz anuncia que o ministro tem algumas palavrinhas para os presentes. Já estamos próximas do palco. E eu num lugar privilegiado, à esquerda, próximo à câmera que tudo registra e envia em tempo real para um bar em Haia, onde os outros 300 que estavam na lista de espera assistem o que se passa na festa oficial.<br />
<!--more--><br />
Estou mais interessada na reação do público, que estão em pé, em torno do palco. Enquanto ouvem, fazem fotos e digitam textos que aparecem no telão atrás do ministro. Faço uma foto com meu celular (que não é <a href="http://www.strobous.com/entenda-o-que-e-smartphone.html">smart</a>). Ouço um barulho e olho para trás. Uma twiteraar bate uma <a href="http://www.flickr.com/photos/dafphoto/3686395963/in/set-72157620800612229/">foto</a> minha. </p>
<p>Depois de contar algumas anedotas sobre a vida de um ministro que twitta, Verhagen pede para que alguém lhe traga uma cerveja pois é hora de brindar o sucesso virtual. Um funcionário realiza o pedido. Quase ninguém tem copo na mão. O ministro ergue então seu copo, diz &#8216;proost&#8217;, aprecia e cede a palavra para <a href="http://twitter.com/Slijterijmeisje">Slijterijmeisje</a>. </p>
<p>A dona de adega que esse ano ganhou o &#8220;<a href="http://www.socialmediaevent.nl/2009/03/23/petra-de-boevere-genomineerd-voor-dutch-social-media-star/">Dutch Social Media Star Award</a>&#8221; fez um discurso atraente.  &#8220;Quando fui escrever pensei no twitter. Frases curtas cativam muito mais do que um texto cheio de palavras inúteis&#8221;. Em seguida, <a href="http://twitter.com/zorg20">Zorg2.0</a> entregou ao ministro o certificado de &#8220;<a href="http://www.acutezorg.nl/zorg20/bericht/20090703_wat_is_de_relatie_tussen_minister_verhagen_en_zorg_2.0">Minister Tweep</a>&#8221; . Zorg2.0 diz ter feito uma pesquisa no twitter mundial e descoberto que Verhagen é o único nessa função que twitta.</p>
<p>Os discursos podem ser vistos <a href="http://vimeo.com/5470478">aqui</a>.</p>
<p>(continua)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Verhagen_Tweetup #2) O ministro que twitta]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/04/verhagen_tweetup-2-o-ministro-que-twitta/</link>
<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:17:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/04/verhagen_tweetup-2-o-ministro-que-twitta/</guid>
<description><![CDATA[Em outubro do ano passado a curiosidade (e um trabalho do mestrado) fez com que eu telefonasse para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em outubro do ano passado a curiosidade (e um trabalho do mestrado) fez com que eu telefonasse para a assessoria de imprensa do ministério holandês de relações exteriores para perguntar quem <em>twittava</em> pelo ministro Maxime Verhagen. &#8220;A maioria dos <em>tweets</em> é dele&#8221;, respondeu um dos porta-vozes.</p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/08/afbeelding-3.png" alt="tweet" title="tweet" width="455" height="84" class="alignnone size-full wp-image-942" /></p>
<p>Verhagen é um dos poucos políticos holandeses que usa o twitter como estratégia de comunicação para com os seus eleitores e outros interessados no que ele anda fazendo. Muitos outros entram em contato com os cidadãos através das comunidades virtuais. A maioria usa essas ferramentas durante as eleições.<br />
<!--more--><br />
O diferencial de Verhagen é que o usa enquanto executa suas funções, o que dá transparência e credibilidade ao trabalho dele. Até mesmo quem discorda da linha política dele acaba o admirando. </p>
<p>As mensagens postadas por ele entre uma reunião, uma viagem e outras atividades tornam esse funcionário público mais humano.  &#8220;Ele até come omelete&#8221;, exclama <a href="http://twitter.com/puur">uma</a> das suas seguidoras.</p>
<p>Come omelete, reclama do trânsito e responde aos &#8216;tweets&#8217; dirigidos a ele. Motivo pelo qual estava curiosa para conhecê-lo pessoalmente.</p>
<p>***<br />
<strong>Cadê o ministro?</strong><br />
A sala estava repleta de <a href="http://www.mobypicture.com/user/MartijnSnels/view/320982">mesinhas redondas</a>, que se vê comummente em congressos. Devem ter um nome. São mesas altas para que as pessoas possam consumir em pé o que está sendo servido. A maioria dos convidados já havia chegado e rodeavam as tais mesinhas, nas quais haviam porções de amendoim.  </p>
<p>Sonia e eu nos dirigmos ao bar para nos servirmos e, em seguida, caminhamos pelo local da recepção, procurando identificar os presentes. Colado à parede no início da sala, estava um pequeno palco. Em cima do palanquinho estava um telão, no qual todos os tweets com a tag #VerhagenTweetup eram exibidos em tempo real. Um desses tweets respondia a pergunta que, aquele momento, nos fazíamos: o ministro não havia chegado. Estava em uma reunião ministerial.</p>
<p>***</p>
<p>A prática de Verhagen não é muito apreciada no governo holandês. Uma vez ele foi repreendido pelo ministro presidente, Jan Peter Balkenende por ter postado uma <a href="http://www.geenstijl.nl/archives/images/TwitterVerhagen.html">foto</a> de uma dessas reuniões ministeriais. Verhagen foi diversas vezes entrevistado sobre seu hábito de twittar. Parece que a popularidade do ministro cresce junto com a do twitter.</p>
<p>(continua)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Verhagen_Tweetup #1) Bem vinda Ba-ta-te-i-ra]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/08/03/verhagen_tweetup-1-bem-vinda-ba-ta-te-i-ra/</link>
<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:26:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/08/03/verhagen_tweetup-1-bem-vinda-ba-ta-te-i-ra/</guid>
<description><![CDATA[Minha bolsa passa pela esteira e eu pelo detector de metais. Os funcionários da portaria e segurança]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Minha bolsa passa pela esteira e eu pelo detector de metais. Os funcionários da portaria e segurança indicam a escada rolante. No andar superior preciso provar quem eu sou com um documento original de identidade.<br />
<div id="attachment_931" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2009/08/3687021350_149e257476.jpg?w=150" alt="Foto: Daphne Horn/Flickr" title="3687021350_149e257476" width="150" height="99" class="size-thumbnail wp-image-931" /><p class="wp-caption-text">Foto: Daphne Horn/Flickr</p></div>&#8220;Bem vinda ba-ta-te-i-ra&#8221;, ouço de uma das recepcionistas. Basta aguardar a chegada de mais alguns convidados para que um dos funcionários abram a porta de vidro e nos leve à festa ministerial.  </p>
<p>***</p>
<p>Não hesitei em me convidar quando o ministro holandês <a href="http://twitter.com/maximeverhagen">Maxime Verhagen</a> <em>twittou</em> que &#8220;10 mil seguidores no <a href="http://www.vejaisso.com/2007/12/20/o-que-e-o-twitter-como-usar-e-como-responder/">twitter</a> era motivo para comemoração&#8221; e que &#8220;a recepção era para os 100 primeiros que se inscrevessem&#8221;. Quando já havia esquecido que havia enviado um e-mail, recebo uma resposta formal, pedindo para confirmar minha presença, já que a lista de espera era gigantesca.</p>
<p>O que se faz em uma festa na qual a maioria dos convidados tem em comum o fato de seguirem a mesma pessoa, nesse caso, o ministro holandês das relações exteriores? E porque tanta gente tem interesse em ir à festa de Verhagen?<br />
<!--more--><br />
***</p>
<p>Embora o público dessa festa seja holandês, o &#8220;welcome batateira&#8221; foi em inglês. Suponho que isso aconteceu não apenas porque meu documento confirmava que não era holandesa, mas também por estar falando com estranhos. Coisas da timidez. Minha voz fica mais baixa do que o normal e cometo diversos erros em holandês. Descobri que, na maioria dos casos, esse é o motivo pelo qual holandeses usam o inglês ao invés do idioma deles. </p>
<p>Uma funcionária do ministério abriu a porta para nós. <a href="http://twitter.com/soniala">Sonia</a> era a outra convidada que caminhou comigo em direção da festa. </p>
<p>- Waar kom je vandaan?<br />
- Brazilië.<br />
- Ik bedoel&#8230; waar woon je?</p>
<p>Estava em Haia. Sonia vinha de Utrecht e os presentes haviam viajado de todos os cantos da Holanda para participar desse &#8220;marco histórico na política holandesa&#8221;, como Sonia classificou o evento.</p>
<p>(continua)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Re: oi Batateira]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2009/05/04/re-oi-batateira/</link>
<pubDate>Mon, 04 May 2009 18:43:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2009/05/04/re-oi-batateira/</guid>
<description><![CDATA[oi batateira, tá tudo bem por aí? eu vi na TV que um doidão avançou em cima da família Real de carro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>oi batateira, tá tudo bem por aí?<br />
eu vi na TV que um doidão avançou em cima da família Real de carro&#8230;<br />
como anda tudo por aí? pós, trabalho, crise, gripe suína&#8230; tudo sob controle?</p>
<p>um beijo</em></p>
<p>******</p>
<p>Oi Rafa, bom saber que seus pensamentos andam por aqui! </p>
<p>Acho que o telefone sem fio distorceu a notícia por aí. Ninguém da família real foi atingida pelo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_1Vs-9tfkX0">suzuki desgovernado</a> do ex-agente de segurança que perdeu o emprego, não tinha mais grana para pagar o aluguel e acabou com a própria vida &#8211; e de mais sete pessoas &#8211; dessa <a href="http://www.geenstijl.nl/archives/images/ANP-9693484.jpg">forma</a>. </p>
<p>Mas a Rainha, o príncipe e a princesa não deixam se intimidar. Como todos os <a href="http://www.4en5mei.nl/herdenken">4 de maio</a>, às oito da noite, os membros mais visados da família real estiveram na praça Dam em Amsterdã para fazer os <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/04/o-dia-que-imigrei/">dois minutos de silêncio</a> pelas vítimas de guerra no mundo a partir da segunda guerra mundial. </p>
<p><!--more--></p>
<p>A mística aqui é forte, com direito à campeonato nacional de poesia &#8211; a estudante vencedora leu a poesia dela durante a cerimônia &#8211; e coroas de flores em homenagem às vítimas &#8211; aliás, quando o Lula esteve por aqui ele também depositou flores em volta desse monumento. </p>
<p>A família real por aqui é conhecida pelo <a href="http://www.bailandesa.nl/blog/o-fim-da-inocencia/1090/">contato</a> com os cidadãos. E por causa do cara que aconteceu no último 30 de abril hoje tem mais segurança e controle do que o normal na cidade. Para você ter uma idéia, a polícia proibiu as pessoas que moram perto da praça Dam de observarem a cerimônia pela janela ou da sacada. </p>
<p> E o &#8220;Dia da Rainha negro&#8221; da semana passada alterou o assunto da minha aula hoje pela manhã. Tínhamos aula de &#8220;entrevista de acareação&#8221;: três atuaram como o prefeito de Apeldoorn (a cidade onde a família real tentou celebrar o <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/04/30/dia-da-rainha-no-jordaan/">dia da Rainha</a>) e outros quatro fizeram o papel de jornalistas que queriam saber da autoridade da cidade &#8220;o que falhou na segurança&#8221;. </p>
<p>Por volta das duas da tarde estava de volta a Amsterdã. A estação central de trem estava cheia de homens e mulheres trajando com calça azul marinho e um colete amarelo-limão com a palavra polícia em destaque. </p>
<p>Depois de devolver o material que havia pego emprestado da <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/01/bieb-como-atracao-turistica/">biblioteca</a>, aluguei uma <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/12/ov-fiets/">bici</a> e fui tomar um suquinho de laranja com as gurias do <a href="http://masters.media-academie.nl/home/">mestrado</a> num dos canais. Na volta, a praça <a href="http://www.4en5mei.nl/herdenken/nationale_herdenking">Dam</a> já estava cercada e os policiais estavam controlando a entrada das pessoas para assistir a cerimônia. </p>
<p>Mas a vida continua. Como amanhã é feriado e não tenho aula, acabei me oferecendo para cobrir o guri que às segundas-feiras dirige o <a href="http://www.eo.nl/programma/laatoptwee/page/-/home.esp">programa</a> em que eu trabalho. É que essa semana ele vai substituir o apresentador do programa das duas às seis da manhã.  Dessa forma, além da tradicional quinta-feira, estou no estúdio esta semana esta noite também &#8211; das onze à uma da manhã. Assim, daqui a pouco volto a Hilversum&#8230; e sim, está tudo sobre controle.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sabor do inverno 3: stamppot]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/22/sabor-do-inverno-3-stamppot/</link>
<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 16:07:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/12/22/sabor-do-inverno-3-stamppot/</guid>
<description><![CDATA[Eduard comemorou seu aniversário cozinhando para os amigos. Entre os convidados estava o pai dele qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eduard comemorou seu aniversário cozinhando para os amigos. Entre os convidados estava o pai dele que, durante o jantar, sentou ao lado da única estrangeira na mesa.  </p>
<p>&#8220;Este é o <em>stamppot boerenkool</em>, ou seja, um purê de batatas espremido com o boerenkool&#8221; (uma espécie de repolho), explicou-me o pai do cozinheiro. Em seguida mostrou-me as lingüiças e disse ser o acompanhamento típico. Mostarda, pedacinhos de bacon frito, pepinos e cebolinhas em conserva também estavam à disposição dos convidados. </p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/12/02-boerenkool_420x316.jpg?w=128" alt="02-boerenkool_420x316" title="02-boerenkool_420x316" width="128" height="96" class="alignright size-thumbnail wp-image-738" />Em uma das tigelas estava o<em> jus</em>, ou seja, o molho à base de manteiga que completa a refeição e é disposto da seguinte maneira no prato: </p>
<p>&#8220;Holandeses constróem diques em todos os lugares, inclusive na hora de comer. Este é o motivo pelo qual fazemos uma montanhinha com o purê de batatas, cavamos um buraco no centro e lá despejamos o molho&#8221;, finalizou o pai de Eduard, enquanto enchia com o molho o diquezinho que havia construído.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/12/17/sabor-do-inverno-2-oliebollen/">Sabor do inverno 2: oliebollen</a><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/12/16/sabor-do-inverno-poffertjes/">Sabor do inverno 1: poffertjes</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Sabor do inverno 2: oliebollen]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/17/sabor-do-inverno-2-oliebollen/</link>
<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 19:20:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
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<description><![CDATA[De longe sente-se o cheiro da massa adocicada e frita no ar. Na pracinha, entre a Bijenkorf e a Beur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De longe sente-se o cheiro da massa adocicada e frita no ar. Na pracinha, entre a <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/15/rio-de-janeiro-na-bijenkorf/">Bijenkorf</a> e a <a href="http://www.beursvanberlage.nl/index.php">Beurs van Berlage</a>, em Amsterdã, há um trailler que vende oliebollen, ou seja, bolinhos fritos degustados nessa época do ano nos Países Baixos. Na vitrine diversos tipos massas fritas: redondas,  triangulares, recheadas com maçã, uvas passas e outras.</p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/12/oliebollen.jpg?w=128" alt="oliebollen" title="oliebollen" width="128" height="95" class="alignright size-thumbnail wp-image-727" />O namorado perguntou se eu gostaria de experimentar. &#8220;Claro!&#8221;, respondi. Dois oliebollen foram colocados em uma embalagem de papel. </p>
<p>Ventava, fazia bastante frio e decidimos que o melhor seria caminhar comendo. O que eu não sabia era que os &#8220;oliebollen&#8221; estavam pulverizados com açúcar de confeiteiro. Com muito açúcar de confeiteiro. Na hora que tirei o bolinho da embalagem meu casaco e rosto encheram-se do pozinho doce. Tudo ficou branco, como neve&#8230; </p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/12/16/sabor-do-inverno-poffertjes/">Sabor do inverno 1: poffertjes</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Sabor do inverno: poffertjes]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/16/sabor-do-inverno-poffertjes/</link>
<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 22:51:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/12/16/sabor-do-inverno-poffertjes/</guid>
<description><![CDATA[Era uma tarde de domingo. Não havia viv&#8217;alma nas ruelas de Marken, vilarejo próximo de Amsterd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Era uma tarde de domingo. Não havia viv&#8217;alma nas ruelas de <a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/holanda/cidade/marken.htm"> Marken</a>, vilarejo próximo de Amsterdã. As cortinas da maioria das casinhas de madeira &#8211; pintadas de verde ou preto &#8211; estavam abertas. No entanto, não se via ninguém do lado de dentro. Do lado de fora, apenas alguns gatos circulavam entre os duendes dos jardins.</p>
<p>Casacos, luvas e gorros protegiam a maior parte de nossos corpos, mas nossos rostos estavam vermelhos e gelados. Subimos uma pequena rampa e nos deparamos com o fim da vila. Ao menos para pedestres. Avistamos a marina e o mar. Andamos na rua da orla, apreciando as casinhas e os barcos e, ao mesmo tempo, procurando algum lugar para nos abrigar do frio. </p>
<p>Entramos na última casa à direita. O interior é meio bege-amarelo-alaranjado. As mesas estavam forradas com toalhas brancas. Duvidamos que o restaurante estivesse aberto. De dentro do estabelecimento um senhor de bigodes nos saudou, com um gesto de cabeça. Em seguida, apontou para uma (de todas as) mesa desocupada. Caminhou conosco e nos mostrou o cardápio.</p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/12/poffertjes-groot.gif?w=127" alt="poffertjes-groot" title="poffertjes-groot" width="127" height="96" class="alignright size-thumbnail wp-image-705" />Fui apresentada às poffertjes, uma espécie de mini-panqueca. Sempre servidas em porção, acompanhadas de  manteiga e polvilhadas com açúcar de confeiteiro, na versão mais simples. </p>
<p>Fizemos o pedido e aguardamos. Elas vieram logo em seguida. Como se fosse um ritual de agradecimento por estarmos protegidos do vento, saboreamos poffertje por poffertje, silenciosamente. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Porque em inglês?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/12/04/porque-em-ingles/</link>
<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 20:30:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
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<description><![CDATA[Karien e eu estavamos sentadas no bar do Café Americain. Um casal se aproxima e a mulher, dirigindo-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Karien e eu estavamos sentadas no bar do <a href="http://www.diningcity.nl/cafeamericain/en/index.php">Café Americain</a>. Um casal se aproxima e a mulher, dirigindo-se a Karien, pergunta, em inglês, se a banqueta ao lado dela está ocupada. Educadamente, Karien responde em inglês que o lugar está livre e o casal senta-se ao nosso lado.</p>
<p>&#8220;Turistas&#8221;, comenta em seguida a minha amiga 100% holandesa. &#8220;Eles nem perguntam se eu falo ou não o idioma deles, vão logo perguntando o que querem em inglês. Será que se eu falar em holandês na Inglaterra eles também vão me atender?&#8221;  </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Como eles são altos!"]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/08/25/como-eles-sao-altos/</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 20:14:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/08/25/como-eles-sao-altos/</guid>
<description><![CDATA[Platéia e arquibancadas do teatro ao ar livre do Vondelpark lotadas. O público aguarda Pete Philly ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Platéia e arquibancadas do <a href="http://www.openluchttheater.nl/">teatro ao ar livre</a> do Vondelpark lotadas. O público aguarda <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/12/jazzy-hip-hop-de-primeira/">Pete Philly &#38; Perquisite</a>. </p>
<p>Chegamos no local às quatro da tarde e a banda subia ao palco às quinze para as cinco. Vitor, suíço-franco-brasileiro, de passagem por Amsterdã, me acompanha. </p>
<p>Decidimos sentar no chão para aguardar e, ao mesmo tempo, reservar um local para assistir a apresentação. Nos levantamos minutos antes do show começar. Não conseguimos mais avistar o palco. Vitor se surpreendeu:</p>
<p>&#8220;Como os holandeses e holandesas são altos!&#8221;</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Curiosidades:</strong></p>
<p>* O jornal <a href="http://www.nd.nl/Document.aspx?document=nd_artikel&#38;id=106872">Nederlands Dagblad</a> diz que, em média, um holandês tem 1,84 e uma holandesa 1,70m. O holandês mais alto tem 2,30, mas ele prefere seguir sua vida no anonimato. Ainda segundo o jornal, nos últimos cinqüenta anos, os holandeses cresceram 1,3 centímetros a cada dez anos. </p>
<p>* O <a href="http://www.klublangemensen.nl/">Klub Lange Mensen</a> (Clube de Gente Alta) tem dois mil sócios. Só podem se tornar membros as mulheres que tenham, no mínimo 1,80 metro e os homens acima dos 1,90m. Segundo esta associação, cerca de 800 mil holandeses possuem a altura necessária para tornarem-se sócios. </p>
<p>* Existem, na Holanda, pelo menos <a href="http://www.langzijn.nl/lange-mensen/links/links.html">seis</a> clubes, associações ou organizações para gente alta na Holanda. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A casa-barco-Mondrian]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/07/30/a-casa-barco-mondrian/</link>
<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 20:15:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/07/30/a-casa-barco-mondrian/</guid>
<description><![CDATA[Estava prestes a fotografar a casa-barco quando olhei para a janela e notei a presença da moradora. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Estava prestes a fotografar a casa-barco quando olhei para a janela e notei a presença da moradora. Ela parecia estar tomando café da manhã. Decidi pedir permissão.</p>
<p>Fitei-a, apontei para a câmera na minha mão e gesticulei, exprimindo meu desejo. Ela olhou-me e, com um balanço de cabeça, consentiu.   </p>
<p><a href="http://submarina.files.wordpress.com/2008/07/casabarcomondriaan.jpg"><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/07/casabarcomondriaan.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-425" /></a></p>
<p>Bati a foto. Olhei novamente para a janela da casa barco e, dessa vez, uma criança também me observava. Agradeci, inclinando a cabeça para frente e me despedi, acenando para ambos, que devolveram o aceno. </p>
<p>***<br />
A casa, inspirada em uma das obras de <a href="http://grupomondrian.blogs.sapo.pt/731.html">Mondrian</a> fica na Bilderdijkkade, em Amsterdã.</p>
<p>Por falar no artista, o <a href="http://www.gemeentemuseum.nl/index.php?id=035458">Gemeentemuseum</a>, em Haia, expõe até 26 de outubro a coleção que possui de Piet Mondrian. <a href="http://www.parceria.nl/cultura/20080610-cu-mondrian">Aqui</a> tem mais detalhes da exposição.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As uvas-do-monte de Terschelling]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/07/15/as-uvas-do-monte-de-terschelling/</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 10:06:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/07/15/as-uvas-do-monte-de-terschelling/</guid>
<description><![CDATA[Terschelling é também sinônimo de cranberries (uvas-do-monte). Uma das empresas que as cultivam gara]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Terschelling é também sinônimo de <em>cranberries</em> (uvas-do-monte). Uma das <a href="http://www.terschellingercranberry.nl/">empresas</a> que as cultivam garante que esta ilha, localizada na província de Friesland, é o único lugar do mundo em que as frutinhas podem ser encontradas na versão orgânica.</p>
<p>Diz a &#8216;lenda&#8217; que, por volta de 1839, diversos barris com bagas vermelhas foram encontrados na praia de Terschelling. Os <a href="http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.holland.com/images/hoco_nl/kust/tradities/jutter1.jpg&#38;imgrefurl=http://www.holland.com/be/nl/ontdek/kust/tradities/jutten.html&#38;h=103&#38;w=153&#38;sz=3&#38;hl=en&#38;start=53&#38;sig2=Ilda1kkZnphwnnxQVSrHZw&#38;um=1&#38;tbnid=M9UQXzsp4Cv5iM:&#38;tbnh=65&#38;tbnw=96&#38;ei=xW58SOfVO6bCwwGNj7TqAg&#38;prev=/images%3Fq%3Djutter%2Bterschelling%26start%3D40%26ndsp%3D20%26um%3D1%26hl%3Den%26client%3Dsafari%26rls%3Dnl-nl%26sa%3DN">jutters</a> (colecionadores de objetos naufragados) se dirigiram rapidamente ao local, pensando que haviam encontrado um estoque de vinho. Decepcionados, deixaram as <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/Cranberry_bog.jpg">frutas</a> nas dunas, que acabaram se adaptando e brotando no solo da ilha.<br />
<!--more--><br />
Aproximadamente em 1900, botânicos descobriram que as frutinhas que o mar levou à ilha são oriundas do norte dos Estados Unidos e que os indígenas as utilizavam freqüentemente por causa das propriedades medicinais. Anos mais tarde, aqui na Holanda, comprovou-se que as uvas-do-monte ajudam a combater os problemas dos rins e bexiga.</p>
<p>Atualmente, as <em>cranberries</em> continuam sendo plantadas na ilha. Tornaram-se populares e bastante comercializadas. </p>
<p>Com a fruta faz-se diversos produtos, a maioria de maneira artesanal, tais como, xaropes, sucos, vinhos, licores e destilados, mostarda e molho para sobremesa ou carnes, chás, além de cremes hidratantes para o corpo, sais de banho etc etc etc.</p>
<p>Em Terschelling, diversas pequenas propriedades oferecem ao turista a possibilidade de participar da<a href="http://www.Groenhofcranberry.nl/">colheita</a>. </p>
<p>As <em>cranberries</em> de <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/19/oh-terschelling/">Terschelling</a> podem ser encontradas na maioria das lojas de produtos naturais holandesas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O assunto do momento]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/07/09/o-assunto-do-momento/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 12:27:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/07/09/o-assunto-do-momento/</guid>
<description><![CDATA[Recesso escolar e parlamentar. A cidade está tranqüila, pouca gente no trabalho, tempos de pepino]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Recesso escolar e parlamentar. A cidade está tranqüila, pouca gente no trabalho, <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/17/tempos-de-pepino/">tempos de pepino</a>&#8230;</p>
<blockquote><p>Quando você vai de férias? Para onde você vai? E quanto tempo fica por lá?</p></blockquote>
<p>Estas são as perguntas que mais ouço nesse início de julho. Ao entrar na padaria, na ótica, no pet shop ou em qualquer outro estabelecimento comercial, no trabalho ou entre amigos, as férias são o assunto momento. </p>
<p>Alguns vão para balneários holandeses, outros escolheram destinos europeus onde há mais garantia de sol, como a França, Espanha, Portugal e Itália. Neste ano, pessoas que eu conheço e que vão passar as férias em outros continentes optaram por Vietnã, Laos, Austrália, Peru, Costa Rica e Estados Unidos (Califórnia). </p>
<p>É <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/07/19/o-sol-aparece-na-holanda/">verão</a> e as temperaturas na Holanda estão amenas. E para quem fica no país, há muitas atividades ao ar livre programadas, com destaque aos <a href="http://www.parceria.nl/cultura/20080522-cu-festivais">festivais</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[curiosidade sonora]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/07/07/curiosidade-sonora/</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 10:12:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/07/07/curiosidade-sonora/</guid>
<description><![CDATA[Toda primeira segunda-feira do mês, exatamente ao meio-dia, ouve-se o barulho de uma sirene na Holan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Toda primeira segunda-feira do mês, exatamente ao meio-dia, ouve-se o barulho de uma sirene na Holanda inteira, acredito eu. É o teste para saber se, em caso de emergência, o alarme vai funcionar. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Mentirosos e ladrões"]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/06/28/mentirosos-e-ladroes/</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 20:26:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/06/28/mentirosos-e-ladroes/</guid>
<description><![CDATA[Encontrei B ontem pela segunda vez. A primeira vez que nos falamos, há uns três anos, foi em inglês.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Encontrei B ontem pela segunda vez. A primeira vez que nos falamos, há uns três anos, foi em inglês. Dessa vez eu podia falar em holandês. Para iniciar a conversa, me perguntou o que eu achava de morar na Holanda. Rapidamente, o papo foi parar no idioma: </p>
<p>- Eu acho que o mais difícil no holandês é a pronúncia, disse ele.<br />
- O problema é que em português emitimos o som a partir da nossa boca e em holandês os sons vêm um pouco mais de dentro, da garganta, completei.</p>
<p>B concordou comigo e prosseguiu:<br />
<!--more--><br />
- É que há séculos somos mentirosos e ladrões, por isso emitimos sons guturais. A Holanda tornou-se rica graças às matérias-primas que, por séculos, roubou dos países do Sul, sem contar no tráfico de seres humanos. Eu não sou nem um pouco orgulhoso de ser holandês, ao contrário, a história dos Países Baixos me envergonha.</p>
<p><strong>Notas de rodapé*</strong><br />
- Os holandeses foram os primeiros europeus que pisaram na Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia.</p>
<p>- Eles também colonizaram muitas partes do mundo, como a Indonésia e o Suriname. Antilhas Holandesas e Aruba ainda compõem o reino dos Países Baixos.</p>
<p>- Através da Companhia das Índias Ocidentais (VOC), a Holanda foi o país que mais traficou africanos para trabalharem sem remuneração. Este tipo de trabalho só acabou em 1863.</p>
<p>- A VOC foi a primeira multinacional do mundo.</p>
<p>*Recuperei do meu antigo blog, o <a href="http://web.archive.org/web/20050316015218/www.conzumer.nl/malasprontas/holanda_nov_jan.htm">Malas Prontas</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O típico holandês não existe"]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/05/13/o-tipico-holandes-nao-existe/</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 21:56:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/05/13/o-tipico-holandes-nao-existe/</guid>
<description><![CDATA[Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha ho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha holandesa. </p>
<p><img src="http://submarina.wordpress.com/files/2008/05/nederlandopznbreedst.jpeg" alt="" width="70" height="100" class="alignright size-full wp-image-309" />No ano passado, durante a apresentação de um relatório do governo sobre a identidade holandesa, a princesa Máxima disse que <a href="http://kroonprinsesmaxima.web-log.nl/kroonprinsesmaxima/2007/09/maxima_bij_de_p.html">o típico holandês não existe</a>. Na opinião da argentina que é casada com o príncipe herdeiro, há tanta diversidade no país que é impossível categorizar o holandês com base em clichês.</p>
<p>Em <em>Nederland op z&#8217;n breedst</em> (O melhor da Holanda, tradução/interpretação da batateira) os autores dizem assinar embaixo do discurso da princesa: holandeses são únicos.  </p>
<p><!--more--></p>
<p>A publicação é uma coletânea de histórias de pessoas que foram retratadas em <a href="http://www.manbijthond.nl/">Man bijt hond</a> (Homem morde cachorro, traduzindo literalmente). O programa televisivo está no ar há quase dez anos e é assistido diariamente por meio milhão de pessoas. </p>
<p>O livro, por sua vez, está dividido por temas como moradia, animais de estimação, festa, alimentação, esporte e outros temas que fazem parte do cotidiano dos moradores dos Países Baixos e que são retratados na TV.</p>
<p><em>Nederland op z&#8217;n breedst</em> é graciosamente paginado, com fotos e textos curtos. Mistura, de maneira conseqüente, os clichês do que se diz ser típico holandês com a exclusividade de moradores dos Países Baixos.</p>
<p><strong>Personagens</strong><br />
Assim, há um casal de holandeses que coleciona duendes: eles têm mais de 300 e todos os verões os colocam no jardim, não sem antes os deixar brilhando. </p>
<p>Um outro cria sete burrinhos dentro de casa. Ganhou o primeiro. O achou solitário e lhe deu uma fêmea de presente. O casal animal formou uma família e vive com o cidadão. </p>
<p>Uma mulher, dos tempos em que apenas homens podiam trabalhar no trem e que nunca pôde trabalhar como maquinista construiu em casa sua própria ferrovia, brinca de trenzinho e realizou seu desejo proibido. Outra, que não tem companhia, sai pra dançar com seu cachorro. </p>
<p>Holandeses participam de workshop sobre acariciar vacas (diz o livro que a terapia é anti-stress) e na hora de festejar, o mojito cubano e a caipirinha brasileira são os preferidos do momento. </p>
<p>Acabei de começar a ler o livro (faltam ainda umas 100 páginas). Mas já deu para perceber que as excentricidades ali apresentadas poderiam ter qualquer nacionalidade.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/04/01/o-bom-de-ter-princesa-argentina/">O bom de ter princesa argentina</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dia da Rainha no Jordaan]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/04/30/dia-da-rainha-no-jordaan/</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 16:46:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/04/30/dia-da-rainha-no-jordaan/</guid>
<description><![CDATA[Criei a expectativa de que no Dia da Rainha encontraria o abajour ou a luminária que há anos procura]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Criei a expectativa de que no <a href="http://www.parceria.nl/Holanda/ho030429dia_rainha.html">Dia da Rainha</a> encontraria o abajour ou a luminária que há anos procuramos. Não são peças assim tão exóticas. Bem, nem sabemos o que queremos. Mas numa feira livre como essa, imaginei que alguém poderia querer se desfazer da iluminação ideal para o nosso lar.</p>
<p>Para ter mais chance de achá-la, pensei em acordar cedo. As pessoas podem a ocupar as ruas com suas mercadorias a partir das seis da manhã e objetos mais desejados são os primeiros a serem vendidos. </p>
<p><!--more--></p>
<p>O meu consumismo, no entanto, não era assim tão aguçado! Coloquei o despertador para às sete e meia. Acabei levantando às nove, o namorado só saiu da cama às dez e meia e por volta do meio-dia montamos em nossas bicicletas rumo ao <a href="http://www.jordaaninfo.nl/">Jordaan</a>, um bairro em Amsterdã. </p>
<p><strong>Orange</strong><br />
Apesar do dia nublado, muitas pessoas caminhavam ou pedalavam com a intenção de comemorar o aniversário da já falecida rainha Juliana. A maioria se deixa inspirar pela cor da família real. Quem tem algo laranja no guarda-roupa aproveita para vestir. Os mais discretos usam uma fitinha no cabelo ou um lenço no bolso. Mas há também os que usam paletó ou vestido, combinam com chapéu e sapato de laranja e até pintam o rosto. </p>
<p>Escrevi uma vez que por aqui se diz <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/04/17/gefeliciteerd-pra-tudo">gefeliciteerd para tudo</a>. Há quem diga para você &#8220;gefeliciteerd met de koningin&#8221; (parabéns pela rainha). </p>
<blockquote><p>
<strong>Há um sentimento de &#8220;hoje tudo pode&#8221; no ar&#8230;</strong></p></blockquote>
<p>Deixamos nossas bicis na Marnixstraat e seguimos a pé rumo ao Bloemgracht. Uma enorme <em>dragqueen</em>, vestida de azul e sentada numa cadeira gigante, aguardava os clientes: &#8220;Aproveite para beijar a Rainha&#8221;, dizia a plaquinha que oferecia os serviços dela. </p>
<p>Mais adiante, um garotinho de uns 8 anos segurava uma caixa de sapatos com furos na tampa e pedia 20 centavos para quem quisesse olhar o que tinha lá dentro. No nosso caminho havia também um coro de mulheres que cantava e, em seguida, vendia pedaços de bolo, bem como uma mesa totalmente verde-amarela servia caipirinha por cinco euros ao som de Daniela Mercury.</p>
<p>Como em qualquer feira livre, tinha de tudo para vender: LPs, CDs e livros, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, panelas e louças, artesanatos, bolos e tortas caseiras, cafés, sucos e cervejas, quadros e muita, mas muitas roupas e sapatos usados. A idéia é esvaziar o porão e faturar uma graninha. </p>
<p>&#8220;Maak me los&#8221; (me liberta!), gritava uma mulher. Libertá-la das mercadorias, claro! Típico de uma feira livre, as pessoas soltavam a voz para atrair os fregueses.</p>
<p><strong>Feira personalizada</strong><br />
Os produtos oferecidos não são tão tradicionais como em uma feira normal. Eles são bastante pessoais e nem sempre há mais de um exemplar à disposição; é possível identificar o vendedor com a mercadoria. Principalmente em se tratando de roupas. Antes de olhar para uma arara com peças femininas, via quem as vendia. Se a mulher tivesse mais ou menos as mesmas medidas que eu tinha mais chances de encontrar uma peça que me servisse.  </p>
<p>Seguimos andando pelas ruelas estreitas, aconchegantes e povoadas por quase duas horas.  O namorado encontrou um livro que lia na infância. Naquele momento, o sentimento que o preenchia quando era criança tomou conta dele e lá se foram cinco euros! Uma moldura de quadros e um tucano de madeira levaram-lhe mais um euro e cinqüenta! </p>
<p><strong>Jardim quase secreto</strong><br />
A tarde começava a esfriar e os chuviscos começavam a incomodar. Decidimos entrar numa rua vazia como maneira mais rápida para voltar às bicicletas. Vi uma grande porta verde de madeira e pregada, ao lado dela, uma folha plastificada com &#8220;instruções de uso&#8221;. </p>
<p>Chamei o namorado, que caminhava há alguns passos a minha frente, fiz sinal de que ia entrar e abri a porta. Ele me olhou de maneira estranha, quase que perguntando se eu sabia o que estava fazendo, mas decidiu me acompanhar. Sentamos num dos <a href="http://www.jordaanweb.nl/HTML/index.htm?/HTML/jordaankaarthofjes.htm&#38;1">jardins internos</a> do bairro. Embora os prédios que cercam os chamados <em>hofjes</em> sejam moradias particulares, qualquer pessoa pode entrar e aproveitar da tranqüilidade que o espaço oferece. </p>
<p>&#8220;Parece que voltamos alguns séculos no tempo&#8221;, disse o namorado boquiaberto. Mas a garoa engrossou e nos pôs a caminhar. Agora é caminhar até as bicis, pedalar e retornar ao conforto da nossa casa&#8230; sem a lâmpada ou abajour que desejava. </p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/">Na aula de holandês: a holandesa</a></p>
<p>E veja também:<br />
<a href="http://www.parceria.nl/Holanda/20082429-diadarainha">Fotos do dia da Rainha 2008</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(Sinais de) Trânsito animal]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/03/31/transito-animal/</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 21:43:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/03/31/transito-animal/</guid>
<description><![CDATA[No trânsito holandês, um motorista ou (moto) ciclista precisa sempre dar a preferência para o outro ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No trânsito holandês, um motorista ou (moto) ciclista precisa sempre dar a preferência para o outro quando haaientanden   (dentes de tubarão) estão pintados no asfalto:</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/tandenhaaien.jpg' alt='haaientanden' align='center' /></p>
<p><!--more--></p>
<p>Pedestres tem a preferência quando atravessam a rua na zebrapad (listra de zebra).</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/zebrapad.jpg' alt='zebrapad' /></p>
<p>E se uma slagboom (golpe em árvore) está abaixada, o melhor é desligar o carro e aguardar. <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/15/a-ponte-estava-aberta/">A ponte está aberta</a> e é possível que você chegue atrasado para o seu compromisso.</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/03/slagboom.jpg' alt='slagboom' /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na aula de holandês 5: a holandesa]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:00:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/</guid>
<description><![CDATA[- A aula já está terminando e a minha próxima cliente já está aguardando na sala de espera. Vamos pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>- A aula já está terminando e a minha próxima cliente já está aguardando na sala de espera. Vamos pegar nossas agendas para marcar as próximas aulas? &#8211; disse a professora.</p>
<p>Em seguida, perguntou se a aluna podia comparecer nas semanas seguintes, no mesmo dia da semana e horário. A cursista fez sinal afirmativo com a cabeça e ela anotou na agenda. Olhando o calendário, comentou:</p>
<p>- No domingo, 23 de março é páscoa e na segunda, 24 é o segundo dia de páscoa, feriado. Primeiro de maio é o dia da Ascenção de Nosso Senhor e ninguém trabalha. </p>
<p>A aluna a observava fazendo cara de quem nunca havia ouvido falar dessas festas. A professora continuou:</p>
<p>- Depois no dia 4 de maio homenageamos os mortos durante a II Guerra Mundial e no dia 5 comemoramos a Libertação. E, claro, 30 de abril é o <a href="http://submarina.wordpress.com/2008/03/05/na-aula-de-holandes-5-a-holandesa/#more-291">dia da Rainha</a>, o dia mais importante do ano&#8230;</p>
<p>- De acordo com quem? interrompe a aluna.</p>
<p>- De acordo comigo! &#8211; responde a holandesa, engasgada. Com o rosto corado, segue sua explicação dos feriados&#8230;</p>
<p>Leia também:<br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/28/na-aula-de-holandes-4-a-brasileira/">Na aula de holandês 4: a brasileira</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/10/11/na-aula-de-holandes-3-a-mexicana/">Na aula de holandês 3: a mexicana</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/09/17/na-aula-de-holandes-2-o-grego/">Na aula de holandês 2: o grego</a><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/08/22/na-aula-de-holandes-o-australiano/">Na aula de holandês: o australiano</a></p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>O dia da Rainha</a></strong></p>
<p>Tradicionalmente, celebra-se o dia da Rainha em 30 de abril para comemorar o aniversário da já falecida Juliana, mãe da Beatrix, a majestade holandesa. </p>
<p>Segundo o site da <a href="http://www.koninklijkhuis.nl/content.jsp?objectid=4464">Família Real</a>, a primeira vez em que tal festa aconteceu, foi em 31 de agosto 1885, data de aniversário da então ainda princesa Wilhelmina, mãe da Rainha Juliana. Os liberais deram a idéia, com a intenção de promover a unidade nos Países Baixos. </p>
<p>Embora a Rainha Beatrix complete anos em 31 de janeiro (em pleno inverno), a festa continua sendo celebrada em 30 de abril, quando o clima já está mais ameno e coincide com o dia em que em 1980, Beatrix subiu ao trono. </p>
<p>É uma festa popular no país todo, principalmente em Amsterdã. Nesse dia, é permitido vender quinquilharias nas ruas, há shows dos mais variados estilos de música em cada esquina, muitos barcos desfilam nos canais e o Vondelpark, parque no centro da cidade, é tomado pelas crianças, que além de venderem suas bugigangas, dançam, jogam capoeira, tocam instrumentos musicais e outros tipos de apresentações artísticas a troco de moedinhas do público.</p>
<p><strong>Sobre as datas, leia também:</strong><br />
- <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/04/o-dia-que-imigrei/"> O dia que imigrei</a><br />
- <a href="http://bailandesa.zip.net/arch2007-04-29_2007-05-05.html">Dia da Rainha</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[toc, toc, toc, vai demorar por aí?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/02/27/toc-toc-toc-vai-demorar-por-ai/</link>
<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 00:21:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/02/27/toc-toc-toc-vai-demorar-por-ai/</guid>
<description><![CDATA[Em muitas casas holandesas, o vaso sanitário dá para a porta. Afixado nesta, está o calendário de an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em muitas casas holandesas, o vaso sanitário dá para a porta. Afixado nesta, está o calendário de aniversários, com o nome das pessoas especiais, escrito no dia em que completam anos. Já vi versões em que o zelo é tanto que até mesmo o ano de nascimento do ente querido vai em seguida do nome.</p>
<p>Além do calendário para se lembrar dos queridos, há paredes de banheiro forradas com os mais diversos materiais, desde pôsters e cartões postais até fotos polaróides, daquelas tiradas pelos fotógrafos de plantão nos bares e restaurantes mundo afora.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>A toalete de C</strong><br />
O que mais freqüento é a toalete de C. O espaço é decorado com pequenos artigos, colunas, charges e quadrinhos de jornais. Olívia e Brutus estão, por exemplo, grudados na parede, em cima do vaso sanitário. Na ilustração, Olívia beija Brutus agradecidamente, com a caixa de presente recém-aberta, deixando ver o par de seios gigantes com os quais o parceiro/inimigo de Poppeye, com o rosto avermelhado, acaba de lhe entregar. </p>
<p>No porta papel-higiênico encontra-se plastificada uma tirinha, que explica que há gatos para todos os tipos de pessoas. O rabo em forma de alça: gato para retirantes, gato com duas cabeças: para aqueles que não têm em casa a caixinha para as necessidades do gato e assim por diante. Aliás, há bichanos em outras tiras ou ilustrações espalhadas pelo pequeno cômodo de C.</p>
<p>O hino nacional holandês (em papel laraja) está pregado na porta, logo abaixo do calendário de aniversários. E acima deste, um mapa-múndi indicando os recursos naturais de cada região. </p>
<p><strong>Vai demorar?</strong><br />
É impossível sair rapidinho do banheiro de C. Ainda mais quando se lê, ao lado da pia, uma frase de um escritor inglês de alguns séculos atrás que diz que &#8220;todos nascemos originais, mas a maioria de nós morre como cópia&#8221;. </p>
<p>&#8220;Dont marry, be happy&#8221; é a legenda da foto de um casal dos anos 1950 que está na parede à direita: ela, com uma cara emburrada e o tricô na mão; ele, lendo jornal e ouvindo rádio, na poltrona mais confortável. Mais acima, uma charge na qual uma mulher segura um livro, lágrimas escorrem pelo seu rosto e um homem com olhar satírico lhe pergunta: &#8220;belo livro, não?&#8221;</p>
<p><strong>Revista de passatempos</strong><br />
Ainda não descrevi por aqui nem metade do que já li por ali. Nem todas as imagens e textos fazem o meu estilo, mas C é totalmente conseqüente com a &#8216;linha editorial&#8217; daquele pequeno espaço de sua casa. É uma maneira artesanal de montar uma revista de passatempos. </p>
<p>Percebi também que sempre é possível encontrar uma história nova publicada por ali. E se ainda assim o visitante não se der por satifeito ou se precisar ficar ali por mais tempo por conta das necessidades fisiológicas, há sempre à mão &#8211; e do lado esquerdo do trono &#8211; uma pilha de revistas.</p>
<p><strong>Outros detalhes higiênicos:</strong><br />
- Nem sempre o chuveiro está no mesmo cômodo que o vaso sanitário. Em muitas casas eles estão separados, têm portas próprias e/ou estão em andares diferentes.<br />
- Como em outros países, joga-se o papel higiênico utilizado dentro do vaso sanitário. O lixinho ao lado serve para absorventes e outros que não são absorvidos quando se puxa a descarga.<br />
- Em muitas casas, o interruptor para acender a luz da toalete está do lado de fora. Em outros, é uma cordinha.<br />
- A maioria dos banheiros não tem ralo. Ou seja, a limpeza é geralmente feita com um pano molhado. </p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/02/04/morar-em-amsterda-e%e2%80%a6/">Morar em Amsterdã é&#8230;</a><br />
<a href="http://bailandesa.blogspot.com/2008/02/no-usou-agora-limpe.html">Etiqueta sanitária</a><br />
<a href="http://semralo.blogspot.com/">Sem ralo</a></p>
<p>ps: Bailandesa, fico te devendo a foto&#8230; mas a história está aí!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ano novo, horários de trem novos]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/01/14/ano-novo-horarios-de-trem-novos/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 20:25:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/01/14/ano-novo-horarios-de-trem-novos/</guid>
<description><![CDATA[No ano passado um amigo esteve em Amsterdã. Estávamos na Estação Central de trens. Ele viu um dubbel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No ano passado um amigo esteve em Amsterdã. Estávamos na Estação Central de trens. Ele viu um <a href='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/dubbeldekker.jpg' title='dubbeldekker'>dubbeldekker</a> e me perguntou: </p>
<p>- Você vai com um desses de dois andares para o seu trabalho?<br />
Desapontada, respondi:<br />
- Não, eu vou com um daqueles &#8211; apontei para o Sprinter</p>
<p><a href='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/sprinter.jpg' title='sprinter'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/sprinter.thumbnail.jpg' alt='sprinter' align='left' /></a>O <strong>Sprinter</strong> é um trem bastante simples e que pára em quase todas as estações. Não é muito confortável e tem pouco espaço para sentar-se de maneira agradável e não incomodar o vizinho de banco. </p>
<p>Como se não bastasse, a empresa disponibilizava poucos vagões para o trem que me levava ao trabalho. Como conseqüência, estavam sempre cheios, todos os lugares ocupados e algumas passageiros viajavam em pé. Para poder ir sentada, chegava bem antes do horário de partida.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Em ponto?!?</strong><br />
Caso sigam a regra, muitos dos trens partem em horários quebrados, como por exemplo 08h27 ou 08h57, 17h16, 17h41. Todos os anos, em dezembro, começa a funcionar o novo horário de partida dos trens da NS, a companhia privatizada de trens holandesa. </p>
<p>O livro dos horários de trem pode ser encontrado na maioria das bancas de jornais ou consultado <a href="http://www.ns.nl">online</a>. Via internet é possível saber que hora o trem parte ou chega no destino desejado, quais as estações intermediárias que para, o número da plataforma de embarque, bem como o valor da passagem. Também é possível receber o itinerário no celular, via sms. </p>
<p>Nas estações, plataformas ou dentro dos trens, os funcionários da companhia costumam andar com <em>palmtops</em> para ajudar os passageiros a encontrar o melhor trem para o destino desejado. </p>
<p>O livro dos horários é bastante discutido, não apenas entre os usuários do transporte e na mídia, como também pelo parlamento holandês. Foi o caso da brochura de 2007, que prejudicava muita gente. </p>
<p>No meu caso, por exemplo, ter de ir com o sprinter era apenas um <em>problema de luxo</em>. Quando o perdia, tinha de esperar meia hora ou utilizar um outro trem cuja viagem demorava cerca de 15 minutos a mais &#8211; e ainda tinha de fazer baldeação no meio do caminho. Ao menos, chegava na hora certa no destino.</p>
<p><a href='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/intercity.jpg' title='Intercity dentro'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/intercity.thumbnail.jpg' alt='Intercity dentro' align='right' /></a><strong>Favorável</strong><br />
Há quem tenha reclamado do horário de 2008, mas ele está perfeito para mim. </p>
<p>Na teoria, além de ter seis trens por hora em direção ao meu trabalho, posso utilizar o chamado Intercity, que pára apenas nas estações principais e vai de Amsterdã a Hilversum diretamente, sem parar em nenhuma estação. </p>
<p>Com isso, a viagem dura apenas 21 minutos e não os 39 minutos que durava no ano passado, quando usava um sprinter.</p>
<p>Dependendo do horário, uso inclusive um trem internacional, com destino final a Alemanha. Em geral, o Intercity que uso tem  muito mais conforto: cortinas nas janelas (se bem que por enquanto não há sol), mais espaço para as pernas, mesas em algumas das poltronas e bem mais vazio.</p>
<p>Bem, há apenas dois Intercity por hora. Caso o perca, posso utilizar o stoptrein &#8211; que para em todas as estações entre Amsterdam e Hilversum, mas não é mais necessário fazer baldeação, como nos horários dos anos anteriores.</p>
<p><strong>E claro, sempre se tem do que reclamar&#8230; </strong><br />
&#8230;atrasos, por exemplo. Embora esteja bem feliz com a possibilidade de, caso tudo dê certo, em 21 minutos chegar ao meu destino, nesse começo de ano, o trem sair da estação na hora certa foi a exceção e não a regra. </p>
<p>Houve um dia, inclusive, em que cheguei a esperar 20 minutos dentro do trem antes de a locomotiva dar a partida. </p>
<p><strong>Direito de saber o que acontece</strong><br />
<a href='http://submarina.wordpress.com/2008/01/14/ano-novo-horarios-de-trem-novos/intercity/' rel='attachment wp-att-265' title='Intercity'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/intercitfora.thumbnail.jpg' alt='Intercity' align='right' /></a>Se bem que eles sempre avisam o motivo dos atrasos, mesmo que seja uma falha técnica ou algo meio impossível de se compreender. Alguns exemplos do que já ouvi:</p>
<p>* O trem parou nos trilhos quando se aproximava de Amsterdã: <em>&#8220;Senhoras e senhores, estamos aguardando a liberação de uma plataforma para que possamos estacionar&#8221;.</em> </p>
<p>* O trem atrasou na hora da partida: <em>&#8220;Senhoras e senhores, não estamos conseguindo unir os vagões motivo pelo qual estamos atrasados&#8221;.</em></p>
<p>* Um trem rápido (sneltrein) andava em baixa velocidade: <em>&#8220;Senhoras e senhores, estamos circulando vagarosamente porque um outro trem atrasou e ainda está no nosso caminho&#8221;.</em></p>
<p>* Ficou parado em uma estação por mais tempo do que o necessário: &#8220;<em>Senhoras e senhores, uma pessoa no segundo vagão estava passando mal e por isso precisamos chamar o socorro</em>.&#8221; E logo em seguida: <em>&#8220;Senhoras e senhores, uma maca levou o passageiro até uma ambulância e nós podemos seguir a viagem&#8221;.</em> </p>
<p>* Ao se aproximar da estação, avisou um condutor inspirado: <em>&#8220;Bom dia senhoras e senhores, meninos e meninas, a próxima estação é Weesp, em Weesp você pode fazer uma baldeação sentido (&#8230;). Esperamos que tenham tido uma boa viagem e tenham um bom dia pela frente&#8221;.</em></p>
<p><strong>Algumas curiosidades:</strong><br />
* A passagem de trem na Holanda é relativamente cara. Ida e volta para o meu trabalho (cerca de 30 km), por exemplo, custa 9,10 na segunda classe e 15,40 na primeira classe.</p>
<p>* Na minha opinião, a diferença entre a primeira e a segunda classe está apenas no preço e, por isso, os vagões de primeira são vazios, ou seja, viaja-se com mais privacidade.</p>
<p>* Após às 9h00 a tarifa fica 40% mais barata para quem tem um cartão de descontos. Aqueles que viajam diariamente podem optar por uma assinatura anual ou mensal, evitando de ter de comprar a passagem todos os dias.</p>
<p>* A maioria das empresas reembolsa os gastos com transporte público. </p>
<p>* Estudantes viajam gratuitamente no trajeto casa-escola.</p>
<p>* Não existe uma catraca para entrar no trem e nem há cobrador em todas as viagens. No entanto, caso haja o controle e o passageiro esteja sem o ticket, paga uma multa de 35 euros e o valor da passagem.</p>
<p>* O bilhete para viagens nacionais só pode ser adquirido nas estações de trem, nas máquinas de venda automática (que podem ser pagas com cartão de débito ou moeda). </p>
<p>* Nos guichês em que há um funcionário de carne e osso é preciso pagar 0,50 adicionais pela transação.</p>
<p>* O que esqueci de contar?</p>
<p><strong>artigos relacionados: </strong><br />
*<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/12/ov-fiets/">Bicicleta pública &#38; trem</a></p>
<p>* <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/06/06/cade-o-paquera-do-trem/">Cadê o paquera do trem?</a></p>
<p>* <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/02/09/neve/">Neve e trem</a></p>
<p>*<a href="http://submarina.wordpress.com/2007/05/16/bici-dobravel-e-tao-pratica/">Bici dobrável &#38; trem</a></p>
<p><strong>Submarina indica:</strong><br />
* <a href="http://www.spoorwegmaterieel.nl/">Spoorwegmaterieel </a>: fotos dos mais diferentes tipos trens que circulam e/ou circularam na Holanda, bem como uma breve descrição técnica e histórica sobre o meio de transporte.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que vai em cima do seu boterham?]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2008/01/13/o-que-vai-em-cima-do-seu-boterham/</link>
<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 18:05:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2008/01/13/o-que-vai-em-cima-do-seu-boterham/</guid>
<description><![CDATA[Boterham , do holandês, significa pão com manteiga em português. Mas, pelo que submarina observou at]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Boterham </em>, do holandês, significa pão com manteiga em português. Mas, pelo que <a href="http://submarina.wordpress.com">submarina</a> observou até agora, holandeses não comem apenas pão com manteiga. </p>
<p>Em cima do <em>boterham</em> vai o queijo, a geléia, o patê, enfim, por aqui, <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/03/09/toda-hora-e-hora-de-pao/">pão se come com tudo</a>.</p>
<p><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2008/01/boterham.jpg' alt='pindakaas e hagelslag' /></p>
<p>O da foto acima é o meu favorito: com pasta de amendoim (pindakaas) e chocolate granulado (hagelslag).</p>
<blockquote><p>E você? Qual a cobertura predileta do seu pão?</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ele existe!]]></title>
<link>http://submarina.wordpress.com/2007/12/10/ele-existe/</link>
<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 01:02:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Stefano</dc:creator>
<guid>http://submarina.wordpress.com/2007/12/10/ele-existe/</guid>
<description><![CDATA[Juntamente com outros cinco amigos, celebramos o Sinterklaas nesse fim de semana. Como manda a tradi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Juntamente com outros cinco amigos, celebramos o <a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/holanda/sinterklaas.htm">Sinterklaas</a> nesse fim de semana. </p>
<p><a href='http://submarina.wordpress.com/2007/12/10/ele-existe/sint-boot/' rel='attachment wp-att-225' title='Sint boot'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/12/sint3.thumbnail.jpg' alt='Sint boot' align='right' /></a>Como manda a tradição, haviamos feito o sorteio do amigo secreto com antecedência. Os presentes deveriam ser acompanhados de poesia. A <em>surprise</em>, ou seja, a embalagem criativa era opcional. </p>
<p>As poesias são assinadas pelo Sint em pessoa ou por um dos seus ajudantes (<em>Piet</em>), ou por ambos. Como sou iniciante, usei as dicas da <a href="http://submarina.wordpress.com/2007/11/04/internet-a-servico-do-sinterklaas/#more-195">internet a serviço do Sinterklaas</a> para bolar o presente.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Haja criatividade</strong><br />
Embora todos ali fôssemos adultos, reinava o clima de suspense e expectativa. Afinal, haviam três embalagens imensas. Para começar, V escolheu um dos maiores pacotes, encontrou o nome de A e levou o presente até ela. A guria ganhou uma poesia de quatro páginas! Após ler a poesia, abriu a embalagem que, embora grande, não era uma <em>surprise</em>. </p>
<p>Em seguida, A se dirigiu ao outro pacote maior e o meu nome estava lá! O <em>Sint</em> caprichou e tornou minha primeira vez inesquecível! </p>
<p><strong>Uau!!!</strong><br />
<a href='http://submarina.wordpress.com/2007/12/10/ele-existe/sint/' rel='attachment wp-att-224' title='Sint'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/12/sint1.thumbnail.jpg' alt='Sint' align='right' /></a>Minha <em>surprise</em> era o próprio barco a vapor do Sinterklaas, com direito a <em>zwarte pieten</em> de chocolate e poesia que explica o fenômeno do bispo bonzinho na Holanda.</p>
<p>O barquinho estava tão bem feito que nem queria abri-lo para ver o meu presente. Os demais já estavam ficando impacientes com minha admiração. Afinal, também queriam saber o que estava dentro, bem como, seguir a brincadeira e receberem os próprios presentes.</p>
<p>&#8220;Abre logo esse barco. É só uma <em>surprise</em>&#8220;, disse J. M lembrou que moramos em Amsterdã, casas pequenas: &#8220;você nem tem espaço para guardá-lo em casa&#8221;.</p>
<p><strong>toc, toc, toc!!!</strong><br />
De repente ouvimos três batidas na porta: &#8216;toc toc toc&#8217;. Uma mão preta jogou <a href="http://deschotmeijers.web-log.nl/photos/uncategorized/800pxpepernoten.jpg">pepernotjes</a> para dentro. O <em>Piet</em> apareceu exatamente quando todos perdiam a paciência com a minha demora: &#8220;Até o Sint não agüenta mais sua demora. abra seu barco!&#8221;, ordenou B.</p>
<p>Depois de abrir o meu presente, escolhi a maior embalagem para o próximo. Alguém me lembrou que os embrulhos pequenos também eram interessantes, mas estava curiosa para ver o que estava embaixo dos sacos plásticos pretos. </p>
<p><strong>blim, blim!!!</strong><br />
<a href='http://submarina.wordpress.com/2007/12/10/ele-existe/sint-koe/' rel='attachment wp-att-226' title='sint koe'><img src='http://submarina.wordpress.com/files/2007/12/sint2.thumbnail.jpg' alt='sint koe' align='right' /></a> Encontrei o nome de B me senti uma criança de cinco anos ao entregar a surprise para ele. &#8220;Abre, abre, abre!&#8221;, gritei. Após ler a poesia, ele abriu o saco plástico e encontrou uma vaca! B é baterista e havia pedido ao Sint uma <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/46/Koebel.jpg">caneca</a>, que em holandês chama-se <em>koebel</em>, ou seja, sino de vaca.</p>
<p>E a entrega dos presentes continuou e nos divertimos muito com a leitura das próximas poesias. Ainda que V não tenha ganho surprise, por exemplo, ganhou uma poesia para cada um dos quatro presentinhos que recebeu.  Talvez o fato de todos estarem ocupados com os versos nos dias anteriores tenha influenciado. O fato é que todos falavam rimando. Coincidência ou o espírito de Sinterklaas? </p>
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