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	<title>transcendencia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/transcendencia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "transcendencia"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 14:55:34 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[4ª Fase do Amor: Correspondência e Vivência do "eco"]]></title>
<link>http://ziario.wordpress.com/2009/11/07/4%c2%aa-fase-do-amor-correspondencia-e-vivencia-do-eco/</link>
<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 09:14:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara</dc:creator>
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<description><![CDATA[Até aqui, o individuo tinha uma certeza: amava. Mas se o processo  amoroso segue o curso normal, che]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#000000;">Até aqui, o individuo tinha uma certeza: amava. Mas se o processo  amoroso segue o curso normal, chega o momento em que, como resultado  das insinuações  realizadas  na fase anterior, pode afirmar  e viver outra realidade; é (ou será) amado! Tratando-se de pessoas que procedem  de acordo com os moldes  ad usum na sociedade latina, pode-se dizer que, em regra geral, este momento é vivido anteriormente pela mulher. Ela, de fato,  não deixa transparecer ao homem sua correspondência senão quando está segura da sinceridade e dos sentimentos deste. Se de outro modo se comporta, assumindo papel ativo, provocante, de &#8220;mulher fatal&#8221;, inverte a sucessão [...] dos acontecimentos  e corre o risco  de viver meramente um amor físico ou genital, de violento desequiíbrio e escasso valor. É, pois, comum que a mulher viva o momento do &#8220;eco&#8221; quando ouve a declaração ou <strong>percebe  a insinuação mais evidente</strong>. O homem, ao contrário, tem que esperar até o &#8220;sim&#8221;, formulado ou demonstrado (quer dizer: falado ou insinuado) e, às vezes, passa meses e anos à espera deste instante. Por isso, costuma ser  mais espetacular e violenta a vivência do &#8220;eco&#8221; no galã do que na dama. Que acontece nesse instante  e na fase que dele pende? Não há alegria nem satisfação  capaz de comparar-se, em magnitude e qualidade, com o que se sente  em tais momentos. Não há  palavras nem metáforas capazes  de descrever essa <strong>euforia</strong>, esse entrechoque de doce bem-estar e de arrebatamento passional, de prazer e de enlevo, de plenitude e  de extase, que  caracteriza a certeza da correspondência, isto é,  a descoberta do &#8220;eco&#8221; amante. A partir desse instante, dois formam um; há uma interpenetração  dos núcleos pessoais e constitui-se uma superpessoa comum aos dois corpos, que talvez levem anos  a unir-se  ou talvez não se unam nunca. Mas o que importa  e dá <strong>transcendência</strong>  a esse momento  é o fato  de acompanhar-se  de um <strong>transbordamento</strong> do ambito individual, ou seja, de<strong> sentir-se um súbito crescimento  do mundo subjetivo ou intrapsiquico</strong>.[...]</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pode-se afirmar que quem  não seja capaz __ enamorado__  de sentir esse constante <strong>ressoar </strong>do outro  e no outro ser,  de seus <strong>temores</strong>  e <strong>anseios</strong>, suas <strong>percepções </strong> e <strong>propósitos</strong>, seus <strong>pensamentos  e atos,</strong> poderá ainda viver outros aspectos da epopéia amorosa, mas terá perdido  o melhor e mais <strong>profundamente humano</strong> da mesma. É  através dele que, em plena correspondência ( que significa co-responder, ou seja, responder conjuntamente), o Amor passa à fase terminal de sua progressiva <strong>cristalização.</strong></span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Emilio Mira y Lopez</strong> na obra “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora,141-2)</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A natureza espiritual de Deus (Is 66.1)]]></title>
<link>http://kuryusthelord.wordpress.com/2009/10/25/deus/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 22:58:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>kuryusthelord</dc:creator>
<guid>http://kuryusthelord.wordpress.com/2009/10/25/deus/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Deus é espírito&#8221;, disse Jesus à mulher samaritana que estava junto ao poço (Jo 4.24). A]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><img src="http://kuryusthelord.wordpress.com/files/2009/10/5abril.jpg?w=300" alt="&#34;Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir&#34; Is 66:1" title="5abril" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1252" />
<p>&#8220;Deus é espírito&#8221;, disse Jesus à mulher samaritana que estava junto ao poço (Jo 4.24). Ainda que plenamente pessoal, Deus não vive num corpo nem através de um corpo como nós vivemos e, por isso, não está sujeito aos limites de espaço e tempo. Embora nada do que foi criado possa ser onipresente, Deus, em toda a sua plenitude, stá presente em toda parte, continuamente. Todas as coisas criadas estão limitadas pelo tempo; porém, para Deus, não há &#8220;momento presente&#8221;, no qual ele esteja encerrado como nós.</p>
<p>Os teólogos referem-se ao fato de Deus não estar sujeito a limites e fronteiras como sendo a sua infinitude e sua imensidade (1Rs 8.27; Is 40.12-26; 66.1). Deus mantém todas as coisas e ele tem todas as coisas em toda parte sempre presentes em sua mente, na relação própria dessas coisas para com o plano de Deus que incluiu tudo e para com o propósito de cada coisa e cada pessoa, em seu universo (Dn 4.34-35; Ef 1.11).</p>
<p>Deus é imutável e invariável. Coisa alguma pode aumentar ou diminuir a perfeição de Deus, e ele não muda para melhor ou para pior. Pelo fato de ele não estar sujeito ao tempo, não sofre mudanças como suas criaturas (2Pe 3.8). Contudo, Deus, em todo o tempo está em plena atividade em seu universo, fazendo com que novas coisas continuem surgindo (Is 42.9; 2Co 5.17; Ap 21.5). Em todas as suas obras, com perfeita consistência, Deus imprime seu perfeito caráter. Fiel ao seu caráter invariável, ele cumprirá toda palavra que falou e os planos que fez (Nm 23.19; Sl 33.11; Ml 3.6; Tg 1.16-18). Sua imutabilidade explica por que, quando as pessoas mudam a sua atitude para com ele, ele muda sua atitude para com elas (Gn 6.5-7; Ex 32.9-14; 1Sm 15.11; Jn 3.10).</p>
<p>A invariabilidade da perfeição de Deus não significa que ele seja impassível ou insensível, mas significa que o que ele sente é assunto de sua própria escolha e está incluído na unidade do seu ser infinito. Deus não é impulsionado por sua reação a acontecimentos ou pela presença de sentimentos que surjam dentro dele. Porém muitos textos das Escrituras representam Deus como tendo emoções, tais como: alegria, tristeza, ira e prazer. É um grande erro esquecer que Deus sente &#8211; ainda que necessariamente ele sinta de um modo que transcende a experiência de emoção de um ser finito.</p>
<p>Todos os pensamentos e ações de Deus envolvem a seu ser integral; ele é em si mesmo íntegro, não composto de partes. Esse atributo é denominado de simplicidade. Deus não é distraído, dividido por interesses conflitantes ou forçado a limitar sua atenção. Simultaneamente, ele concentra sua atenção total e integral não apenas em um alvo de cada vez, mas em tudo e em todos onde quer que estejam no tempo e no espaço (cf. Mt 20.29-30).</p>
<p>O Deus que é Espírito deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24). Adorar &#8220;em espírito&#8221; significa cultuar com um coração renovado pelo Espírito Santo. Rituais, cerimônias ou formalidades devocionais não se constituem adoração real sem um coração anelante, o que o Espírito Santo apenas pode produzir. &#8220;Em verdade&#8221; significa se basear na revelação de Deus, que culminou na Palavra encarnada, Jesus Cristo, a verdade (Jo 14.6). No Espírito, &#8220;perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade&#8221;, pouco importando onde estejam (Sl 145.18; cf. Hb 4.14-16). Através da revelação de Cristo, Deus convida criaturas limitadas e pecadoras para que o invoquem, o Deus eterno e imutável, como o seu Deus. Deus comprometeu-se com o seu povo por meio de uma aliança de promessas divinas tão seguras quanto a sua própria fidelidade (Hb 6.17-18)</p>
<p>Fone: A Bíblia de Estudo de Genebra</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tolerem la corrupció.. i què?]]></title>
<link>http://sindicalistanacional.wordpress.com/2009/10/12/tolerem-la-corrupcio-i-que/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 18:34:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>El canari visionari</dc:creator>
<guid>http://sindicalistanacional.wordpress.com/2009/10/12/tolerem-la-corrupcio-i-que/</guid>
<description><![CDATA[[ eng. I'm corrupt, and what happens? ] [ esp. Soy corruptor, ¿y que pasa? ] [ fr. Je suis corrompu,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>[ eng.<strong> <span style="color:#ff6600;"> </span><span style="color:#ff6600;"> </span><span style="color:#ff6600;">I'm corrupt, and what happens?</span></strong> ] [ esp. <span style="color:#339966;"><strong>Soy corruptor, ¿y que pasa?</strong></span> ] [  fr. <span style="color:#ff6600;"><strong>Je suis corrompu, et ce qui arrive?</strong></span> ] [ deu. <span style="color:#339966;"><strong>Ich bin korrupt, und was passiert?</strong></span><span style="color:#339966;"><strong> </strong></span> ] [ it. <span style="color:#ff6600;"><strong>Sono corrotti, e cosa succede?</strong></span> ] [ ch. <span style="color:#339966;"><strong>我是腐败的，而结果呢？</strong></span> ]  [ rus. <span style="color:#ff6600;"><strong>Я коррумпированы, и что происходит?</strong></span> ] [ ar. <span style="color:#339966;"><strong>أنا الفاسدة ، وماذا سيحدث؟ </strong></span>]</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 157px"><a rel=" " href="http://ecodiario.eleconomista.es/imag/efe/2009/04/24/2131065w.jpg" target="_blank"><img class="  " style="border:1px solid black;margin:6px;" title="Corruptor - Castells" src="http://ecodiario.eleconomista.es/imag/efe/2009/04/24/2131065w.jpg" alt="Corruptor - Castells" width="147" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Però si no hi ha delicte!</p></div>
<p>No m&#8217;interessa gens saber quin càrrec del tripi ho va dir. Em sembla que era el Conseller d&#8217;Economia. I he de reconèixer-li que tenia raó. Va sentenciar que, des que ells són al govern, hi ha més transparència sobre les subvencions i els informes. És cert, i els felicito per haver-ho fet possible. El que lamentablement ha succeït és que l&#8217;increment de la transparència ha anat paral·lel a un increment gradual de la impunitat.</p>
<p>Ara sabem amb bastanta exactitud en què es gasten els nostres calés els governants, alhora que hem descobert que tant els fa que sàpiguem en què se&#8217;ls malgasten i amb el despostisme amb què ho fan. I arribats en aquest punt, ja no sóc capaç de dir quina de les dues fòrmules em fa sentir menys idiota: creure que m&#8217;enganyen però no saber-ho, o bé que em diguin a la cara que ho fan, i que a més se&#8217;ls en refot el que pensem.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 324px"><a rel=" " href="http://sindicalistanacional.wordpress.com/?attachment_id=2269" target="_blank"><img class=" " style="border:1px solid black;margin:6px;" title="Corruptor - Informes" src="http://sindicalistanacional.wordpress.com/files/2009/10/corruptor-informes.jpg?w=300" alt="Corruptor - Informes" width="314" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Hòstia, mira que n&#39;hem fet d&#39;informes, eh!</p></div>
<p>L&#8217;assumpte dels informes no té transcendència penal, segons el catalaníssim Antoni Castells (darrer cadàver  del difunt PSC). Un gran consell per a la ciutadania, si senyor. Malgastar calé públic per regalar-lo als amics no és delicte. Això doncs, Conseller, els diem als ciutadans que fotre mà a la caixa pública no suposa cap problema ni pel beneficiat ni pel que malgasta diners que no són seus.</p>
<p>Cal dir molt clar, d&#8217;una vegada per totes,  que mentre la decisió sobre la responsabilitat dels polítics depengui d&#8217;ells mateixos, de les seves majories o minories tant al Parlament com a les comissions o òrgans de control diversos, els uns s&#8217;acabaran tapant les vergonyes dels altres, en previsió de poder robar demà el que els altres van robar ahir.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 214px"><a rel=" " href="http://www.criticadigital.com.ar/impresa/fotos/28_510.jpg" target="_blank"><img class="   " style="border:1px solid black;margin:6px;" title="Corruptor - Jurat popular" src="http://www.criticadigital.com.ar/impresa/fotos/28_510.jpg" alt="Corruptor - Jurat popular" width="204" height="121" /></a><p class="wp-caption-text">Jujtant polítics? No!</p></div>
<p>Volem o no que hi hagi control de la cosa pública? Caldrà pensar noves formes de control que passin, forçosament, per treure a la burocràcia políticoadministrativa la prerrogativa que tenen actualment de jutjar-se a si mateixos. En resum, que s&#8217;ha d&#8217;acabar això que siguin jutge i part a l&#8217;hora. Si jo robés 1 milió d&#8217;euros, el &#8220;poble&#8221; permetria que em jutgessin els meus pares? A ningú li passaria pel cap que això fos possible, oi, doncs per què els ho hem de permetre als polítics i als funcionaris?</p>
<p>Tot i no tenir els coneixements suficients, això no m&#8217;impedeix de plantejar possibles solucions. El poble ha de jutjar els seus representants. A partir d&#8217;una autorització política prèvia, en què 2 grups del Parlament o bé un 40% de parlamentaris ho sol·licitessin, polítics i funcionaris haurien de ser jutjats per un Jurat Popular, que tingués plenes atribucions per imposar qualsevol sanció o penalització que considerés adequada per la falta o malversació comesa. I això implicaria fer canvis legislatius per tal que els informes i les subvencions anessin  signades, justificades, argumentades i autoritzades per algun responsable, que en seria el responsable final.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 294px"><a rel=" " href="http://sindicalistanacional.wordpress.com/?attachment_id=2271" target="_blank"><img class=" " style="border:1px solid black;margin:6px;" title="Corruptor - Mà a la caixa" src="http://sindicalistanacional.wordpress.com/files/2009/10/corruptor-ma-a-la-caixa.jpg" alt="Corruptor - Mà a la caixa" width="284" height="189" /></a><p class="wp-caption-text">Agafeu els calés, i correu!</p></div>
<p>A quin funcionari públic hauria de fer por ser jutjat per un Jurat popular? Els qui roben, atraquen, violen, assassinen, malversen poden ser jutjats pel poble, però els representants del poble, no? Cal acabar d&#8217;una vegada per totes amb la impunitat que envolta polítics i funcionaris, i que conforma una entesa vital entre ells en contra dels qui diuen representar. Acaba sent allò de les dictadures, preferentment comunistes, però no exclusivament: &#8220;Tot pel poble i per al poble, però sense el poble&#8221;.</p>
<p>I per cert, Conseller, potser els qui encomanaven els informes i els qui els fèien, no han comès cap delicte penal, però haurien de retornar els diners, no? Al senyor Fèlix Millet li exigeixen que retorni la Medalla d&#8217;Or de la Generalitat, però als petits &#8220;xoricets&#8221; poden quedar-se&#8217;ls? Parlant clar i català, ni en Millet la retornarà, ni vostès faran res per que els seus &#8220;lladregots&#8221; retornin el que han afanat. Això el converteix, a vostè i al seu govern, en còmplices. Un paper ben galdós el seu, Conseller de la Trista Figura.</p>
<div>
<dl></dl>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do comunismo e da transvaloração dos valores.]]></title>
<link>http://dramasocial.wordpress.com/2009/10/10/do-comunismo-e-da-transvaloracao-dos-valores/</link>
<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:41:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>karmaeeffect</dc:creator>
<guid>http://dramasocial.wordpress.com/2009/10/10/do-comunismo-e-da-transvaloracao-dos-valores/</guid>
<description><![CDATA[Quando ocorrerá a Praxis? Quando será que colocaremos realmente na prática as contemplações? Tivemos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Quando ocorrerá a Praxis? Quando será que colocaremos realmente na prática as contemplações? Tivemos]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um toque de Midas]]></title>
<link>http://nodivacomcarol.wordpress.com/2009/10/08/um-toque-de-midas/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 19:44:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carol</dc:creator>
<guid>http://nodivacomcarol.wordpress.com/2009/10/08/um-toque-de-midas/</guid>
<description><![CDATA[Gosto muito das histórias infantis, das lendas e dos contos de fada. Eles sempre têm algo a ensinar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-69" title="midas" src="http://nodivacomcarol.wordpress.com/files/2009/10/midas.jpeg" alt="midas" width="450" height="288" /></p>
<p>Gosto muito das histórias infantis, das lendas e dos contos de fada. Eles sempre têm algo a ensinar e nos instigam a buscar potenciais internos que estão ‘adormecidos’, as chamadas energias arquetípicas, imemoriais. Você conhece a história do Rei Midas? Mais do que falar sobre a ganância desmedida, esse mito nos incentiva a buscar nosso próprio talento para transformar as ‘coisas’ (e aqui incluo basicamente tudo, desde situações, emoções e até objetos) no mais ‘puro ouro’, aqui, como algo valioso, brilhante e rico. Cabe também dizer que o ouro foi uma das principais metas dos alquimistas na Antigüidade. Eles queriam descobrir a fórmula para transformar metais comuns como o chumbo ou o cobre, em preciosos, como o ouro e a prata. Mais adiante retomaremos exatamente esta idéia. Resumidamente, embora tenha muitas versões, a história do Rei Midas é a de um soberano que era obcecado pelo nobre metal. Tinha uma filha, que ao contrário, valorizava apenas o que era vivo e animado. Nisso, aparece um feiticeiro que o convida a fazer um desejo e ele, sem pensar, pede que tudo o que toque se transforme em ouro. Seu desejo é realizado e, assim, tudo em que encosta vira ouro. Sua felicidade é imensa até que descobre que não pode beber e nem comer nada, pois tudo vira metal. Desesperado, busca por sua preciosa e amada filha e sem pensar, acaba tocando-a e a transformando numa estátua sem vida e dourada. Vamos um pouco além da questão do castigo, da punição pela ambição ilimitada com a perda da pessoa amada, e nos precipitemos sobre o talento e o dom de transformar as coisas em ouro. Todos temos este poder. Aliás, sinto que nem todos entendem que a verdadeira cerne da alquimia se reveste no poder da transcedência, da transmutação de um estado para outro. E essa fórmula, de um poder sobrenatural e absurdo, pode ser aplicado a todos os contextos de nossa vida. Muito tenho ouvido falar sobre a crise econômica, o desemprego, as altas exigências do mercado de trabalho e principalmente sobre os baixos salários e a falta de perspectivas de promoções ou avanços na carreira. Realmente, situação bem difícil e muitas vezes desanimadora.. Fica compreensível imaginar, diante de um quadro como esse, um comportamento de ‘chumbo’ (pesado) ou de ‘cobre’ (oxidante) frente ao cotidiano e do nosso trabalho de Sísifo. Depois de me debater muito com essa questão, aqui no jornal, descobri, somando conhecimentos, leitura e prática, que podia ter o aspecto positivo do Rei Midas: transformar o meu chumbo em ouro. Já que não podia, nesse momento, conseguir um acréscimo no meu salário em dinheiro e nem uma promoção, comecei a buscar todas as possibilidades e oportunidades que a empresa poderia me oferecer como benefícios a serem somado ao meus rendimentos mensais e assim, descobri o meu próprio poder e agora sou também um Rei Midas. Pense comigo algumas opções de transmutação: * Veja, estude e negocie horários mais flexíveis durante o expediente de trabalho, para que você possa, de repente, fazer um curso voltado para a criatividade, ioga, ginástica, ou simplesmente, caminhar no Bosque ou na Lagoa do Taquaral; * Aproveite quaisquer cursos, workshop, seminários e palestras que a empresa possa oferecer, se sentindo, honestamente, privilegiado por aprender coisas novas e conhecer outras pessoas. Sair da rotina é sempre uma possibilidade de enriquecimento pessoal em todos os aspectos. Além, disso, em muitos casos, há uma viagem envolvida e o prazer de conhecer um lugar novo ou de revisitar o mesmo lugar é grande; * Sonde a possibilidade de conseguir uma ajuda da empresa para voltar a estudar, realizar um curso ou comprar um bem dos seus sonhos. * Deixe de lado a idéia de que os almoços de negócio ou os coquetéis de lançamento são uma chatice, cheios de gente desinteressante, e passe a freqüentá-los como se fossem (e são) uma incrível oportunidade de se expor, aparecer, ser visto, sentido e ouvido, e ainda de criar uma imensa e magnífica rede de relações com vários tipos de pessoas, de todo tipo de tribo. Uma vitrine perfeita para nos mostrarmos e também para sentir como somos percebidos no ambiente social. Nunca se sabe quando estaremos precisando de uma ‘mãozinha’ daquele delegado que conhecemos em uma festa, ou daquele especialista em matemática financeira. Além disso, comer em restaurantes sempre é uma experiência ritualística e saborosa. Tenho praticado a minha ‘caça aos tesouros’. Tenho praticado o meu poder de transmutação o tempo todo. Não só por uma questão de sobrevivência mas porque, de fato, a vida é da forma como posso e consigo senti-la. O ano de 2009 ten a regência astrológica do Sol, nosso astro-rei. Todos temos o Sol em nosso mapal. Seu elemento é o Fogo e tem no signo de Aquário seu oposto complementar. Um dos mitos ligados ao Sol é o de Apolo, o deus grego da da beleza, da arte e da profecia. Uma oprotunidade de trabalharmos a autoestima, autoconfiança, sem perder a amorosidade. A energoia solar favorece a busca para equilibrar Ego e a Alma, trazer o brilho para o cotidiano e realizarmos sonhos e projetos. Ou ainda, transformar tudo em ouro&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[   	 Imanência e transcendência na poesia do Brandão]]></title>
<link>http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/09/30/imanencia-e-transcendencia-na-poesia-do-brandao/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:03:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo de Araujo</dc:creator>
<guid>http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/09/30/imanencia-e-transcendencia-na-poesia-do-brandao/</guid>
<description><![CDATA[Capa do livro O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão Prefácio de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Br]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_5665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 431px"><a href="http://rodrigodearaujo.wordpress.com/files/2009/09/1254110011_o_silenci_de_deus_p_overmundo.jpg"><img class="size-full wp-image-5665" title="O Silêncio de Deus" src="http://rodrigodearaujo.wordpress.com/files/2009/09/1254110011_o_silenci_de_deus_p_overmundo.jpg" alt="1254110011_o_silenci_de_deus_p_overmundo" width="421" height="315" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão</p></div>
<p style="text-align:center;">
Prefácio de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão, por</p>
<p>Luiz Vitor Martinello*</p>
<p>A Poesia brota dos dedos de Brandão. E como disse certa vez: “palavras que são coisas, com o saber de experiência feito, com os mestres, a quem chamamos clássicos, aprendida.”</p>
<p>A Poesia brota dos dedos de Brandão, iluminada: “pau, pau e pedra, pedra; ou bichos, árvores, terra e sangue.” “O poeta não escreve para dizer coisa nenhuma” – afirma com convicção – “mas para fazer”. E citando Ionesco: “entregar mensagens é trabalho do carteiro.”</p>
<p>O poeta não escreve para dizer coisa nenhuma, mas para fazer. Para fazer-se? Ao fazer seus poemas, Brandão faz-se. E mais: faz outros poetas quando, ministrando um curso de poesia, sugeridas as palavras “olhos, água, caminho, pássaro, flor, mesa “– ele que é prestidigitador delas – escreve, ensinando o caminho das pedras, que burila como só o fazem os verdadeiros poetas:</p>
<p>olhos<br />
no caminho</p>
<p>uma flor<br />
na água</p>
<p>um pássaro<br />
sobre a mesa</p>
<p>Já em sua primeira obra, O Emparedado, Brandão anunciava sua procura: “na pedra mais dura / forjar um estilo” em busca da “palavra mais pura”.</p>
<p>Intrometo-me em um de seus poemas, recorto-lhe alguns versos (pura heresia) a substância em minhas mãos, plena, cantiga de enamorados, numa dimensão outra, inefável, candidamente erótica, magia absoluta:</p>
<p>Você olhava o sol poente.<br />
Você queimava.<br />
Eu não olhava os seus olhos,<br />
seria a perdição.<br />
Eu segurava os seus seios,<br />
queimavam.<br />
Maçãs encarnadas<br />
pulsando, derretendo os meus dedos.<br />
Candelabros<br />
iluminando a noite.</p>
<p>Aliás, já em Emparedado percebemos a variedade de formas de que Brandão se ocupa em seu ofício, cada poema como pedra preciosa exigindo particular artifício: redondilhas, decassílabos, alexandrinos, oitavas, sonetos, tercetos, dísticos, aliterações, e também versos brancos, rimas consoantes, toantes, e estrofes que são verdadeiros haicais:</p>
<p>Por breve momento:<br />
O tempo não era o tempo:<br />
de tão antigo.</p>
<p>Em seu segundo livro Exílio, dê-se registro às palavras de abertura: “Por toda a grandeza do universo, do tempo ou do amor, eu quis a mágica da ascese, um vôo secreto na febre do sangue. O poeta sonha a forma do espírito”.</p>
<p>Suponho, ao ler esse fragmento, que Brandão conceba dois mundos: este &#8211; o da nossa miserabilidade, um exílio desgraçado, no sentido de termos sido desprovidos da graça (não somos anjos caídos?) e o de nossa origem, qual o mundo das idéias de Platão &#8211; ao qual ansiamos por voltar. São palavras do poeta em Exílio:</p>
<p>Dura mão abateu-se sobre nós.<br />
Feriu—nos, castrou-nos.<br />
E somos pobres como o olhar de um animal acuado.</p>
<p>Por isso o poeta assinala:</p>
<p>Não durmo. Duro<br />
na noite em que me encontro<br />
de mim ausente.</p>
<p>Ou, numa variação de imagens, o mesmo:</p>
<p>Um piolho<br />
Mil piolhos me roem<br />
O cérebro. Em frangalhos<br />
Serei eu mesmo, o que escreve<br />
Ou o que vive o estupor?</p>
<p>Só a ascese nos devolverá o Paraíso perdido, só a Arte pode, desejando criar o Belo, nos dar momentos de transfiguração, de transcendência para além desse mundo de sombras e espectros. Assim, para Brandão cada poema é uma elevação da alma, sua construção funcionando como um exercício de ascese, de elevação do espírito, uma verdadeira simbiose entre o aperfeiçoamento do poema e da alma.</p>
<p>No livro Poemas de Amor (que tem na contracapa um poema a mim ofertado, sempre meu muito obrigado, caríssimo Zé) parece-me que Brandão tirou umas férias dessa existência sacrificial, assumindo despudoradamente o cotidiano mais prosaico, e paradoxalmente, contente dele, elevando-o à mais alta poeticidade, talvez por que, escolhido o Amor como tema, seja este o único resíduo de nossa contingente e abatida divindade a nos possibilitar algum alento de antevisão do Eterno:</p>
<p>O amor ordena a casa apagada,<br />
a mesa, o fogão, a cama aconchegante,<br />
a fogueira à beira do lago,<br />
os nossos corpos unidos,<br />
a nossa alma que se eleva.</p>
<p>Ou:</p>
<p>Um dia você tirou a roupa,<br />
eu abaixei os olhos.<br />
Você tirou o corpo, me deu.<br />
Eu me ajoelhei.<br />
[...]<br />
E o espírito de Deus pairou<br />
Sobre as águas.</p>
<p>Sabedor, agora, de outro caminho, o da Plenitude (“os amantes cruzam o umbral do tempo: em breve seremos eterno”s) Brandão já não mais recrimina este mundo; faz mesmo dele ante-sala, tempo de espera e com ele se compraz:</p>
<p>Deus pasce do alto.<br />
A ovelha bale fora do aprisco<br />
e volta.<br />
O mundo é grande<br />
e calmo cristal<br />
onde brilha a face de Deus.</p>
<p>Há mesmo em seus últimos poemas (ainda inéditos em livro) uma complacência serena e sábia com este mundo em que:</p>
<p>As siriemas bicam o dia<br />
na porta<br />
da cozinha.</p>
<p>Essa antevisão da Plenitude aqui e agora na mais cotidiana realidade é reveladora definitiva da ascensão do poeta, já então estranho aos mortais comuns:</p>
<p>A luz me libertou da pedra.<br />
Atravessei o rio subterrâneo,<br />
atravessei o túnel escuro.<br />
Cego de tanta luz,<br />
eu me prostrei: Estou pronto, Senhor.<br />
Quando me levantei,<br />
era mais um estranho na terra.</p>
<p>Dessa estranheza sagrada de que é feita a alma dos grandes poetas.</p>
<p>__________________________</p>
<p>*Luiz Vitor é o poeta mais conhecido de Bauru, autor dos livros de poesia “Mãos nos bolsos”, “Os anjos mascam chiclete”, “Lixeratura”, “Me apaixonei por mim mas não fui correspondido” e dos infanto-juvenis “O sapato que sabia andar” e “O penuginha”.</p>
<p>___________________________</p>
<p>Peço desculpas aos amigos, elogio em boca própria é vitupério, mas eu não pedi ao Vitor para falar bem de mim. Já que ele escreveu, eu mostro.</p>
<p>O Vitor fez este ensaio há uns dois anos, mas cabe bem como prefácio de O Silêncio de Deus.</p>
<p>O Vitor foi generoso demais, chega a chamar-me de grande poeta, porque é meu amigo, mas também soube captar o que há por trás ou por dentro do que escrevo: a ânsia de transcendência.</p>
<p>Estou lançando O Silêncio de Deus pela internet, com impressão sob demanda, um tipo de edição que chegou ao Brasil em maio deste ano.</p>
<p>Quem quiser adquirir um exemplar, basta fazer o pedido que o seu livro será impresso em São Paulo e, dentro de 5 a 10 dias, chegará pelo correio.</p>
<p>O grande problema da poesia é a falta de divulgação. Com este método, os livros poderão ser bem divulgados em blogs e sites.</p>
<p>Quem quiser conhecer mais, pode acessar o meu blog: <!-- BBCode auto-link start --><a href="http://www.poesiacronica.blogspot.com/" target="_blank">www.poesiacronica.blogspot.com</a><!-- BBCode auto-link end --></p>
<p>ou ir diretamente ao</p>
<p><!-- BBCode auto-link start --><a href="http://clubedeautores.com.br/book/5402--O_silencio_de_Deus" target="_blank">http://clubedeautores.com.br/book/5402&#8211;O_silencio_de_Deus</a><!-- BBCode auto-link end --></p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>J. C. M. Brandão</p>
<p style="text-align:center;">Fonte: <a href="http://overmundo.com.br/overblog/imanencia-e-transcendencia-na-poesia-do-brandao">Overmundo</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apenas Sentimentos!]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/09/29/apenas-sentimentos/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 08:44:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/09/29/apenas-sentimentos/</guid>
<description><![CDATA[“E tínhamo-nos juntado no grande doce e carnoso grude dum grande beijo mudo como um surdo” Oswald de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="center"><span style="color:#000000;">“E tínhamo-nos juntado no grande doce e carnoso grude dum grande beijo mudo como um surdo”</span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><strong><em>Oswald de Andrade</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><strong><em><br />
</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2625" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/09/lovers.jpg" alt="" width="300" height="400" /></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não era a retórica. Eram fatos refutáveis e, de certa forma, lógicos. Nem por isso, era ruim. Pelo contrário, era bom&#8230; Muito bom! A emoção estava à frente de qualquer argumento racional e não havia racionalização capaz de contê-los.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Todas as emoções estavam à tona. Não controlavam seus pensamentos, seus desejos, suas palavras. Expressavam o inexpressável e conseguiam, mesmo assim, se comunicar. Estavam desmontados emocionalmente – suas almas desprenderam-se da matéria e vagavam livremente pelo mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A catarse, que viviam ali, era tão forte que até podia ser tocada e sabiam que o alívio de todas as tensões estava por vir. Purgavam juntos as culpas, o erros, os arrependimentos, os fingimentos e as mentiras. Momentaneamente perderam a âncora emocional simplesmente por saberem que os dias seguintes seriam mais fáceis. Precisavam daquela fuga da realidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Misturavam-se ao conjunto dos elementos diversos e gostavam de se sentirem perdidos. Havia um ritmo imanente à alma, penetrado na carne. Eram, basicamente, a personificação de uma razão sensível na forma mais pura e nobre.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Suas performances corporais eram o extremo que podiam viver num mundo tão físico. Eram as sinestesias intersemióticas e extra-sensoriais que garantiam um teor altamente erótico na união descomunal na produção de sentido, enquanto se esqueciam da produção estética tão comum à vida social padrão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Eram diferentes (viviam em realidade quase que opostas) e, por isso mesmo, conseguiam manter um diálogo intenso e cheio de não-ditos. A multiplicidade lhes deixava sem fôlegos e os beijos desejosos eram apenas a representação excessiva de uma produção melodramática e totalmente interna.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se gostavam de um jeito que não conseguiam explicar para as demais pessoas. Juntos eram a transcendência do amor-romântico, quase que num conceito sem definição plausível no louco universo intelectual.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gênesis - A Criação]]></title>
<link>http://alexandremilhoranza.wordpress.com/2009/09/23/genesis-parte-i/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 11:31:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alexandre Milhoranza</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em um mundo pós moderno, como devemos ler o relato que nos é apresentado nos dois primeiros capítulo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Em um mundo pós moderno, como devemos ler o relato que nos é apresentado nos dois primeiros capítulo]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A VIDA É QUESTÃO DE FÉ]]></title>
<link>http://pibbjovem.wordpress.com/2009/09/11/a-vida-e-questao-de-fe/</link>
<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 04:30:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos Leite</dc:creator>
<guid>http://pibbjovem.wordpress.com/2009/09/11/a-vida-e-questao-de-fe/</guid>
<description><![CDATA[Dâmocles invejava Dionísio, governador de Siracusa, a cidade mais rica da Sicília do século 4. Acred]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Dâmocles invejava Dionísio, governador de Siracusa, a cidade mais rica da Sicília do século 4. Acred]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Transparências do divino]]></title>
<link>http://lemarques.wordpress.com/2009/08/22/transparencias-do-divino/</link>
<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 02:05:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>lemarques</dc:creator>
<guid>http://lemarques.wordpress.com/2009/08/22/transparencias-do-divino/</guid>
<description><![CDATA[Quem enxerga o humano, vê Deus. E vice-versa Os gregos antigos concebiam o divino como a absoluta tr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_237" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-237" title="Transparente-crop" src="http://lemarques.wordpress.com/files/2009/08/transparente-crop.jpg?w=300" alt="Quem enxerga o humano, vê Deus. E vice-versa" width="300" height="203" /><p class="wp-caption-text">Quem enxerga o humano, vê Deus. E vice-versa</p></div>
<p>Os gregos antigos concebiam o divino como a absoluta transcendência. Já os pagãos o compreendiam em termos de uma imanência radical – o divino era a própria criação, cada ser e cada coisa. Para a fé bíblica, no entanto, o divino – Deus – está para além de ambas as categorias. Ele não é nem transcendência apenas, nem imanência apenas. Deus é transparência. Nas Escrituras, Deus se manifesta simultaneamente na criação e através dela, sem, no entanto, se confundir com ela. Como disse Teilhard de Chardin: “Deus está em todas as coisas, e todas as coisas estão e Deus, mas Deus é Deus”.</p>
<p>A visão grega de Deus pressupunha que o mundo e a criação eram maus e imperfeitos. Deus, portanto, não poderia ser deste mundo nem se fazer conhecer nele de modo objetivo. O imperfeito não pode abrigar a perfeição, pensavam. O paganismo obedecia lógica inversa: Deus é tudo e tudo é Deus. Logo, todas as coisas são sagradas – daí que cultuassem o sol, a lua, os rios, os animais, etc. O perfeito é imperfeito. O criador e a criatura são uma e a mesma realidade.</p>
<p>Num certo sentido, pode-se dizer que a concepção bíblica de Deus é uma síntese das concepções grega e pagã. O Deus inefável, o Totalmente Outro, se oferece a nós na figura ordinária de um homem comum, em tudo igual a nós, exceto no pecado: Jesus de Nazaré. Nele o divino irrompe na história humana transfigurando-a desde suas entranhas. A perfeição fecunda a imperfeição abrindo-lhe assim possibilidades infinitas. Somente por isto é possível oferecermos um copo d’água a alguém que tem sede e deste modo agradarmos a Deus. De outra parte, já não mais faz sentido adorarmos a Deus se continuamos indiferentes às necessidades de nosso irmão. Nisto se resume a categoria bíblica da transparência: quem enxerga o semelhante, vê Deus. E vice-versa. Nada é, portanto, meramente o que aparenta ser.</p>
<p>O que foi dito acima pode ser expresso de outra maneira: por trás de cada crepúsculo, de cada alvorecer, de cada poema, de cada ritmo, de cada gesto de amor e cuidado, de cada sorriso infantil, de tudo aquilo que é belo e bom, está Deus. Pois ele é a fonte de toda bondade e toda virtude. Através destas coisas, O enxergamos e apenas quando olhamos através Dele é que realmente percebemos a beleza do mundo criado. O perfeito aprimora o imperfeito e o imperfeito aponta para a perfeição permitindo-nos experimentá-la indiretamente.</p>
<p>Enfim, como um vidro que nos permite ver o que está do outro lado, Deus não é, nem imanência, nem transcendência, mas transparência. Enxergamos Deus através do humano e compreendemos o humano quando olhamos para Deus. Nossa vida, portanto, não é algo sem-sentido, mas é sacramento do divino, uma métafora que nos ajuda a pensar sobre aquele que é cheio de compaixão e de ternura.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seria o adoecer uma possibilidade de transcendência?]]></title>
<link>http://cuidarseblog.wordpress.com/2009/07/24/seria-o-adoecer-uma-possibilidade-de-transcendencia/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:28:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>eugeniapickina</dc:creator>
<guid>http://cuidarseblog.wordpress.com/2009/07/24/seria-o-adoecer-uma-possibilidade-de-transcendencia/</guid>
<description><![CDATA[Conhece-se pela medicina (modelo biomédico) o como se adoece, mas as razões do adoecer escapam ao se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-88" title="flor_cuidarse" src="http://cuidarseblog.wordpress.com/files/2009/07/flor_cuidarse1.jpg" alt="flor_cuidarse" width="477" height="357" /></p>
<p style="text-align:left;">Conhece-se pela medicina (modelo biomédico) o <em>como </em>se adoece, mas as razões do adoecer escapam ao seu campo de cognição, pois nela se procura abordar/tratar, com ênfase, o processo biológico da ativação dos mecanismos que levam à doença.</p>
<p>Mas podemos pensar a doença não como um mal e deslocada do campo predominante do biológico, inserindo-a em outra hermenêutica, que escuta cada individualidade e endereça o tratamento a partir da maneira como o próprio doente compreende a doença e no contexto da sua realidade, confluente à sua corporalidade e às suas representações sociais e simbólicas.</p>
<p>Adotado pelas terapias energéticas, este pensar, ao admitir os princípios da cura natural, considera as relações energéticas entre o ser humano e a natureza, agregando não apenas a expressão corpo-mente (campo íntimo e vibracional), mas também a sociedade (campo intersubjetivo e vibracional). Esta última, por ser dirigida por regras e padrões culturais, pode reprimir as aspirações mais íntimas do indivíduo, obstruindo potencialidades ou desejos que, saturados, são canalizados pelas vozes do corpo, dando lugar a desorientações ou doenças.</p>
<p>Isto quer dizer que o adoecimento revela uma ação operada no campo complexo do ser humano, sendo um meio de informar sinais e provocar sintomas, manifestando-se, por exemplo, através de uma doença crônica (alergia, artrite etc.) ou de uma doença aguda (pneumonia, diarréia, etc.), segundo uma estratégia que tem como fim despertar reajustes e mudanças.</p>
<p>Sabido o corpo como um organismo que tem canal com a mente e seus labirintos, a doença pode, na condição de metáfora, escancarar planos profundos no organismo, criando, pelo sofrimento, um caminho a ser percorrido para que a pessoa, reinterpretando a si mesma e à sua realidade, possa redefinir necessidades, valores e objetivos, aderindo ao devir.</p>
<p>Eugênia Pickina</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SI MESMO]]></title>
<link>http://arautodofuturo.wordpress.com/2009/07/13/si-mesmo/</link>
<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 18:27:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>arauto do futuro</dc:creator>
<guid>http://arautodofuturo.wordpress.com/2009/07/13/si-mesmo/</guid>
<description><![CDATA[* SER SI MESMO Ser si mesmo é tão difícil justamente porque é simples demais para o nosso orgulho-ví]]></description>
<content:encoded><![CDATA[* SER SI MESMO Ser si mesmo é tão difícil justamente porque é simples demais para o nosso orgulho-ví]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A percepção cinematográfica a partir da formatação neuro-química]]></title>
<link>http://seminariocinema2009.wordpress.com/2009/07/07/439/</link>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 14:34:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>seminariocinema2009</dc:creator>
<guid>http://seminariocinema2009.wordpress.com/2009/07/07/439/</guid>
<description><![CDATA[Capistrano destaca a morte do homem, no século XX, causada pela capacidade das máquinas comandarem o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Capistrano destaca a morte do homem, no século XX, causada pela capacidade das máquinas comandarem o corpo. Nas décadas de 1950 e 1960 com o desdobramento da modernidade, surge a modernidade biotécnica, a programação corporal alocada no cérebro. Tadeu utiliza o filme “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, como exemplo de uma nova forma de fazer cinematográfico, não mais dependente dos dispositivos tecnológicos materiais, mas de substâncias que promovem uma bio-formatação do cérebro. Para tanto, citou o personagem Alex, (a lex, “sem lei), que é um copo excitado por grandes sensações e que acaba manifestando uma esquizofrenia por meio de atos violentos. Alex passa por uma reprogramação mental e ortopedização visual;</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/CH2GVwMIpNg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/CH2GVwMIpNg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>O palestrante lembra do cineasta David Cronenberg, que afirma que o cinema não necessita de tecnologia material, que é pesada, mas dispositivos que produzem o cinema diretamente no cérebro, através de um princípio de montagem que seria uma bio-programação. Como essas instâncias podem ser bio-formatadas através de substâncias químicas. Deste modo, Tadeu propôs pensar o cinema como transcendência, realizando-se como a grande dissociação. O espectador não teria mais como delimitar as fronteiras do estado desperto da mente. A distinção entre transcendência e existência, assim como a ilusão da dicotomia entre a ficção e realidade ficariam abaladas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fator Quântico - o elo entre Ciência e Transcendência]]></title>
<link>http://senhorcritico.wordpress.com/2009/07/06/fator-quantico/</link>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 17:56:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>senhorcritico</dc:creator>
<guid>http://senhorcritico.wordpress.com/2009/07/06/fator-quantico/</guid>
<description><![CDATA[Escrito por José Carlos Pelais, &#8220;Fator Quântico&#8221; é um dos livros mais diferentes que já ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Escrito por José Carlos Pelais, &#8220;<a title="O Fator Quântico" href="http://clubedeautores.com.br/book/2013--O_Fator_Quantico_" target="_blank">Fator Quântico</a>&#8221; é um dos livros mais diferentes que já li na vida &#8211; assemelhando-se mais a um capítulo do famoso seriado &#8220;Fringe&#8221;.</p>
<p>O motivo? Poucos livros tem a audácia de explicar o que muitos consideram como inexplicável. Por pouco mais que 200 páginas, este &#8220;físico-amador&#8221; (o autor ingressou na Unicamp na década de 70, tendo abandonado o curso de física no terceiro ano) consegue explicar, cientificamente, fenômenos como projeção de consciência, deja-vu, intuição, telepatia, mediunidade, reencarnação e até mesmo a existência de uma consciência cósmica!</p>
<p>Para chegar nisso tudo, o autor começa pela físca clásica e relativista, passando por Newton, Maxwell, Faraday e Einstein, dentre outros. Os conceitos são explicados de forma fascinantemente didática (aliás, eu finalmente entendi o que significa E=MC2)&#8230;</p>
<p>Mas a coisa começa a ficar interessante mesmo quando se entra na física quântica e nos conceitos de salto quântico, correlação quântica e colapso de onda. Pela física quântica, um elétron consegue se &#8220;transformar&#8221; de matéria em energia (e vice-versa). No processo, ele se &#8220;teletransporta&#8221; de um ponto a outro sem percorrer caminho algum &#8211; e, claro, mesmo que por alguma micro-fração de tempo, consegue estar, simultaneamente, em dois lugares diferentes. E mais: o elemento que consegue, comprovadamente, gerar essa transformação é &#8211; pasme &#8211; o olhar (e consciência) do observador.</p>
<p>A partir daí, mesmo o mais cético dos homens começa a ver o mundo de uma forma diferente. Pelais fala sobre o começo dos tempos, usando as teorias quânticas (sempre densa e cuidadosamente embasadas) para explicar sobre a força consciencial necessária para gerar o &#8220;big bang&#8221;, ou explosão que deu origem ao Universo; fala sobre as dimensões além do alcance humano e onde provavelmente residem outros níveis de consciência (tal qual espíritos); fala sobre o poder da mente em fazer algo acontecer pela força do pensamento; fala de karma, de telepatia, de &#8220;wormholes&#8221; e de praticamente todo tipo de fenômeno que instiga a curiosidade humana.</p>
<p>E ele comprova tudo, sempre de uma forma instigante deixando o leitor com aquela vontade incontrolável de chegar à próxima página.</p>
<p>O ponto negativo do livro é quando o autor tenta caminhar, em algumas passagens, pelo campo da auto-ajuda, dando dicas sobre &#8220;como ser feliz&#8221;. Nesses momentos, a rica ciência contida no livro parece ficar enevoada e o leitor perde um pouco de interesse (afinal, o que instiga em um livro como esses é a explicação científica de mistérios praticamente atemporais, e não nada sequer parecido com auto-ajuda).</p>
<p>O livro carece também de uma revisão, principalmente gramatical. Há alguns erros de concordância que incomodam &#8211; mas nada que faça o leitor largar o livro.</p>
<p>De maneira geral, o autor é brilhante em sua idéia e no uso de teorias científicas que, de fato, conseguem explicar o que até então parecia inexplicável. &#8220;Fator Quântico&#8221; nos leva a uma viagem onde a espiritualidade existe não em detrimento de, mas por causa da ciência. É um livro sensacional e que vale ser lido por todos os que quiserem ampliar as suas visões de mundo e entender melhor o Universo que nos cerca.</p>
<div id="attachment_12" class="wp-caption alignleft" style="width: 116px"><a href="http://clubedeautores.com.br/book/2013--O_Fator_Quantico_"><img class="size-thumbnail wp-image-12" title="capa_fatorquantico" src="http://senhorcritico.wordpress.com/files/2009/07/capa_fatorquantico.png?w=106" alt="O Fator Quântico - Elo entre Ciência e Transcendência" width="106" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O Fator Quântico - Elo entre Ciência e Transcendência</p></div>
<p>Título: O Fator Quântico &#8211; Elo entre Ciência e Transcendência</p>
<p>Autor: José Carlos Pelais</p>
<p>Link: http://clubedeautores.com.br/book/2013&#8211;O_Fator_Quantico_</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Transcender]]></title>
<link>http://lau2m.wordpress.com/2009/06/04/transcender/</link>
<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:29:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>lau2m</dc:creator>
<guid>http://lau2m.wordpress.com/2009/06/04/transcender/</guid>
<description><![CDATA[Fulano será q este ano a gente consegue ver 120 dias de sodoma? http://satyros.uol.com.br/noticia.as]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Fulano </strong>será q este ano a gente consegue ver 120 dias de sodoma? <a href="http://satyros.uol.com.br/noticia.asp?id_destaque=3">http://satyros.uol.com.br/noticia.asp?id_destaque=3</a></p>
<p><strong>Cicrano </strong>nó, essa peça!!! será que o tema não é pesado demais pra uma pessoa que tá tentando transcender, como eu??</p>
<p><strong>Fulano </strong>hmm&#8230; o q vc quer dizer exatamente com transcender?<br />
eu vejo a transcendência como uma serenidade lúcida, ou algo assim&#8230; na minha opinião, não se transcende com os olhos fechados pras coisas pesadas do mundo. fiquei pensando mto nisso q vc escreveu, achei um texto q nao consegui ler inteiro ainda, mas tem um trecho interessante:</p>
<p><em>A vida é exaltante, mas também é terrível &#8211; traz, por vezes, dificuldades e opções que exigem algo de heróico. E há quem não aguenta. E foge-se, alienado, para a droga, por exemplo, e &#8220;viaja-se&#8221;. Mas, quando se regressa da &#8220;viagem&#8221;, os problemas estão lá todos, com uma agravante: há menos força para enfrentá-los e superá-los, na alegria de crescer e transcender. No bom transcender &#8211; no amor, na produção, na investigação, na obra de arte, na contemplação da beleza, na generosidade frente à vida, na religião criadora &#8211;, o horizonte alarga-se, há mais vida partilhada, humanidade livre, justa e feliz, criação do novo, esperança que toca o Além.<br />
</em> <br />
O texto na íntegra está <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=997308" target="_blank">aqui</a>. Favor manter em mente que este foi escrito por um padre filósofo, que leciona na Universidade de Coimbra e defende o aborto em algumas circunstâncias. Achei bem bonitinho o trecho final, ainda que eu não creia:</p>
<p><em>Nem os crentes podem demonstrar que Deus existe nem os não crentes que não existe. Deus transcende a razão científica objectivante. Como diz Jean d&#8217;Ormesson, os crentes não estão em condições de &#8220;garantir que Deus existe, a única possibilidade é esperar que isso aconteça.&#8221; Mas, precisamente na entrega confiada ao Deus criador, transcendente e pessoal, mostra-se a razoabilidade do acto de crer, porque então tudo alcança mais luz e sentido final.</em></p>
<p>Mudando de assunto&#8230; ótima frase pra uma tatoo, hein?</p>
<blockquote><p><strong>BESTIA CUPIDISSIMA RERUM NOVARUM<br />
</strong>(animal ansiosíssimo por coisas novas)</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Existência e Natureza de Deus]]></title>
<link>http://oflorilegio.wordpress.com/2009/04/23/existencia-e-natureza-de-deus/</link>
<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 19:17:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>brunobonfante</dc:creator>
<guid>http://oflorilegio.wordpress.com/2009/04/23/existencia-e-natureza-de-deus/</guid>
<description><![CDATA[Este é uma continuação do anterior. Recomendo fortemente que leia os textos do post anterior antes d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Este é uma continuação do anterior. Recomendo fortemente que leia os textos do post anterior antes de proceder à leitura deste e que, inclusive, ouça o áudio recomendado e disponibilizado(o áudio ajudará muito o iniciante a entender melhor a citação aqui transcrita &#8211; o audio é ainda mais essencial que os artigos para que se entendam essas citações em específico, deste post).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Obs.: <strong>não concordo com tudo o que ele escreveu, mas continuemos.<br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>E Deus? Se imaginarmos um Deus transcendente ao universo, um Deus que não fosse o próprio Universo, mas que estivesse fora dele, estaria Ele fora necessariamente e sempre, ou seria um aspecto transcendente do próprio Universo? Ora, é claro que Ele é um aspecto do Universo que não pode se reduzir a nenhuma de suas partes e que é de certa forma transcendente a si mesmo, porque inclui toda a possibilidade ainda não realizada no universo físico. Essa possibilidade existe, e ela tem de se autoconhecer. Imagine se assim não fosse: a possibilidade transcendente que desconhece a si mesma e que só nós, seres humanos, conhecemos…Logo, é claro que o Universo se conhece. A parte dele que se conhece mas que não está realizada ainda, e que talvez não se realize nunca, nós chamamos de aspectos transcendentes de Deus. Para ser transcendente, não é preciso ser transcendente a tudo.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">( Olavo de Carvalho: <a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/serconhecer.htm">Ser e Conhecer</a> )</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>Ora, as possibilidades de manifestação e as impossibilidades de manifestação, juntas, compõem o domínio propriamente dito do Ser, nada sobrando para além dele senão um conceito vazio. <span>Na verdade a expressão Não-Ser só vale como figura de linguagem, para designar os aspectos superiores e mais sublimes do Ser mesmo, seu lado misterioso e eternamente desconhecido, ou imanifestado, portanto qualidades do Ser e não uma outra entidade substancialmente distinta.</span> Creio que o próprio Guénon não ignorava isso. Alguns de seus colaboradores preferiram mesmo usar em vez de Não-Ser a expressão Supra-Ser para designar o Brahman, o eternamente imanifestado, distinguindo-o de Ishwara, o Ser manifestado. Isso basta para eliminar toda confusão a respeito.</em><span> -</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">(Diário Filosófico do Olavo de Carvalho)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>Quando se usa a expressão ’ser supremo’, se altera totalmente aquilo que Deus é: origem de todos os seres. Por que existe o ser e não antes o nada? Se se coloca essa pergunta, existe um ser, um nada, e uma causa. Essa causa não é nem um ser, nem o nada. Isso jamais foi contestado. A existência de Deus é inerente à própria existência. O poder que gera a existência não é uma primeira causa que está atrás de uma série de causas. Ele é inerente à existência mesma. A primeira causa já seria um ser, já seria uma existência. Se você enxerga Deus como a possibilidade da existência, não se pode usar a palavra ’ser’ para Deus. Todo religioso tem de saber disso. A pessoa que não é capaz de raciocinar em termos da totalidade da existência, evidentemente não pode entender do que estão falando, aí ela inventa uma coisa chamada ’ser supremo’, um ’serzão’, que não é a definição de Deus. Isso virou um ser que cria outros seres. Mas então, quem criou o primeiro ser? <span>Deus é a possibilidade universal, a onipotência. Se você o define como ’ser’ e tem de provar a existência ou inexistência do mesmo, você está num mato sem cachorro. Seriamente falando, não se discute a existência de Deus. A existência está sempre presente.</span> Conceber a possibilidade hipotética da inexistência de tudo é a condição de perceber o poder da existência, a presença da existência. E perceber essa existência é perceber Deus. Os ateus não acreditam num ’ser supremo’, mas acreditam na existência. Sendo assim, eles não são ateus. A discussão entre ciência e religião é muito primária, é uma vergonha. A onipotência, a presença da experiência está aí, mas você não pode obrigar uma pessoa a olhar para lá, não se pode provar nada.<br />
</em>(Olavo de Carvalho)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Observação: &#8220;Não-ser&#8221; é uma expressão comumente usada em textos que tratam de metafísica e não deve ser entendida como sinônimo de &#8220;nada&#8221;. É uma expressão apofática(ver &#8220;teologia apofática&#8221;). É que é muito mais adequado usar expressões negativas quando se trata do que está fora do nosso campo de cognição. É por isso que as seguintes expressões são essencialmente negativas(pela natureza do conceito de que tratam): infinito, ilimitado, &#8220;anattã&#8221;(não-eu)&#8230; esses conceitos, por sua natureza, são melhor expressados negando-se o conceito oposto(não-finito, não-limitado, não-eu). No caso das expressões citadas, empregou-se um prefixo que nega.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Wild Palms" ou "Páscoa Fantasma"]]></title>
<link>http://aiachismo.com/2009/04/10/wild-palms-ou-pascoa-fantasma/</link>
<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 05:07:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>taiache</dc:creator>
<guid>http://aiachismo.com/2009/04/10/wild-palms-ou-pascoa-fantasma/</guid>
<description><![CDATA[Eu fui um adolescente viciado em videogames. Pra mim, jogos eletrônicos não eram monstros e explosõe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-650" style="border:1px solid black;margin:5px 10px;" title="wild-palms" src="http://aiachismo.wordpress.com/files/2009/04/wild-palms.jpg?w=205" alt="wild-palms" width="165" height="239" />Eu fui um adolescente viciado em videogames. Pra mim, jogos eletrônicos não eram monstros e explosões &#8211; eram a chance de provar uma colher de <em>liberdade verdadeira</em>. Eu percebi isso quando ficava feliz ao cair numa área defeituosa do jogo &#8211; um &#8216;bug&#8217;, um &#8217;tilt&#8217;, uma parte mal programada que não devia estar lá. A sensação de ver algo secreto valia mais do que assistir ao final do jogo que todos os meus amigos veriam.</p>
<p>Agora eu <a href="http://surfinia.tresirmas.globo.com/">trabalho</a> com jogos de vez em quando, e mexer com suas vísceras me rendeu uma conclusão estranha. Contrário à <a href="http://aiachismo.com/2009/04/04/neuroarte-ou-a-percepcao-da-percepcao/">sabedoria popular</a>, o universo <em>não </em>parece ser programado como um videogame. Em vez de termos a liberdade de andar pra esquerda, pra frente ou pra trás, minha impressão é que somos guiados por um trilho onde só podemos agir em determinadas horas, em resposta a certos eventos &#8211; como num trem fantasma.</p>
<p><!--more--></p>
<p>O <a href="http://www.ichingsymbols.com/wp-content/uploads/2008/08/kingwenarrangement.jpg">I Ching</a>, por exemplo, diz que tudo na Terra é regido por 64 hexagramas &#8211; ou &#8216;momentos&#8217; &#8211; que se alternam em sequência. Cada momento tem uma resposta certa. Assim, agir com firmeza durante um hexagrama que pede suavidade leva ao &#8220;infortúnio&#8221;,  enquanto ser cauteloso traria &#8220;sublime sucesso&#8221;. No hexagrama ou época seguinte, o oposto já poderia ser verdadeiro, e assim por diante. Parece uma descrição bem fiel de um mundo onde, não importa o quanto nos esforçamos,  às vezes as coisas simplesmente falham.<img class="alignright size-medium wp-image-652" style="border:1px solid black;margin:5px 10px;" title="Lex Luthor" src="http://aiachismo.wordpress.com/files/2009/04/john-floyd.jpg?w=241" alt="john-floyd" width="206" height="256" /></p>
<p>Se eu jogasse um videogame do modelo &#8216;trem fantasma&#8217; em pleno século XXI, acharia aquilo um produto de mau gosto &#8211; mas imagino que falar isso sobre a vida me tornaria um blasfêmio (e pedir o dinheiro de volta faria de mim um suicida). Muitos personagens de ficção, entretanto, chegam a conclusões semelhantes, e agem sobre essas conclusões. Interessantemente, esses personagens costumam ser <em>vilões</em>.</p>
<p>Na minissérie <em>Wild Palms</em>, de Oliver Stone, o Senador Antony Kreutzer desenvolve uma tecnologia de projeção holográfica. Através de sua empresa, a MimeCom, Kreutzer cria uma série de televisão que se projeta em 3D na sala de quem assiste. Mais do que isso, o Senador começa a vender uma substância <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Empat%C3%B3geno">empatógena</a> que permite aos telespectadores interagirem com as projeções holográficas (ou pelo menos acreditar que o estão fazendo).</p>
<p>É nesse contexto que o Senador revela sua terceira e maior meta &#8211; obter um artefato chamado &#8220;the Go chip&#8221;. Quando implantado no Senador, este item o transformaria em matéria holográfica. Nas palavras de um dos personagens, ele se tornaria &#8220;um deus-fantasma&#8221;, capaz de viver para sempre na realidade <a href="http://aiachismo.com/2009/02/13/o-universo-holografico-ou-tudo-esta-conectado111/">holográfica</a> coletiva criada pela MimeCom. Esse ensejo é lindamente expresso pela seguinte estrofe de Yeats, citada pelo Senador:</p>
<p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-655" style="border:1px solid black;margin:5px 10px;" title="sailboats2" src="http://aiachismo.wordpress.com/files/2009/04/sailboats2.jpg?w=258" alt="sailboats2" width="258" height="300" />The wind is old and still at play<br />
While I must hurry upon my way,<br />
For I am running to Paradise</em></p>
<p>Deveras egóico, sim, mas veja &#8211; o Senador só queria o que budistas, hackers e ravemaníacos procuram hoje em dia. Ele queria liberdade de ir pra esquerda, pra frente e pra trás, de ver coisas secretas fora do que veio na caixa do jogo chamado universo.</p>
<p>Da próxima vez que você esbarrar com um vilão, veja se ele é do tipo que quer vingança, poder ou respeito &#8211; ou se é do tipo que quer <em>transcendência</em>. Se é do tipo que vive num mundo repleto de portas, que ele abre dia após dia buscando saídas para sua condição mortal. Depois de tanto tempo abrindo essas portas, ele ficou hábil com  fechaduras e maçanetas &#8211; mas se ele vê outro objeto, como um vaso de flores ou uma escultura, ele passa direto por eles, não porque não os acha bonitos, mas porque ele não é equipado para manejar essas coisas sem quebrá-las. Ele é vítima dessa característica, tanto quanto as pessoas que sofrem por causa dela. E embora saiba que só ele pode mudar, também sabe que não consegue mudar sozinho.</p>
<p>Por que falar disso agora? Milênios atrás, o messias cristão teria ascendido a outro plano de existência após três dias preso numa catacumba. Na tradição judia, Moisés abriu uma porta quando decidiu ouvir uma voz no céu e atravessar o Mar Vermelho em vez de achar que era maluco.</p>
<p>Saltar do carro da realidade é perigoso, mas quando se vive num trem fantasma, o único perigo real é não ter escapatória. Feliz Páscoa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rcl.MC 2.986. Leis de teor idêntico. Transcendência dos motivos determinantes ("ratio decidendi")]]></title>
<link>http://infojur.wordpress.com/2009/03/25/rclmc-2986-leis-de-teor-identico-transcendencia-dos-motivos-determinantes-ratio-decidendi/</link>
<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:08:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudiocolnago</dc:creator>
<guid>http://infojur.wordpress.com/2009/03/25/rclmc-2986-leis-de-teor-identico-transcendencia-dos-motivos-determinantes-ratio-decidendi/</guid>
<description><![CDATA[EMENTA: FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[EMENTA: FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[In Memoriam: Caroline Piasseschi Bernardin]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/06/in-memoriam-caroline-piasseschi-bernardin/</link>
<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 15:17:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/06/in-memoriam-caroline-piasseschi-bernardin/</guid>
<description><![CDATA[No dia onze de outubro de 2008, uma grande amiga minha, que estudava na minha classe de psicologia, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No dia onze de outubro de 2008, uma grande amiga minha, que estudava na minha classe de psicologia, faleceu. Carolzinha, como era apelidada, deixou com sua morte um mar de pensamentos, emoções e esclarecimentos.</p>
<p>Dentre todos, escrevi dois.</p>
<p> </p>
<h2 class="titulo"> </p>
<p><div id="attachment_152" class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px"><img class="size-full wp-image-152" title="carol" src="http://magopatologico.wordpress.com/files/2009/02/carol.jpg" alt="Caroline Piasseschi Bernardin" width="403" height="600" /><p class="wp-caption-text">Caroline Piasseschi Bernardin</p></div></h2>
<h2 class="titulo" style="text-align:center;"><!--more-->In Memoriam: Caroline Piasseschi Bernardin</h2>
<div class="tex" style="text-align:right;">Caroline Piasseschi Bernardin, Daniel Cavalcante e Egrégora Luminosa</div>
<div class="tex" style="text-align:right;">11/10/2008</div>
<div class="tex">Prece 1 &#8211; À Caroline, que desencarnou hoje.Carolzinha, dedico esta prece a você. </p>
<p>Vou te falar a verdade.<br />
Sempre gostei muito de você como amiga.<br />
Mesmo quando calada, sua presença era acolhedora.<br />
Aprendi muito com você, sobre como ser resiliente, paciente, como resistir.<br />
Não sei se você está bem ou mal agora, mas pode ter certeza que me tem como amigo para te ajudar nesse momento.<br />
Se ainda não souber, infelizmente você desencarnou.<br />
Você é espírito agora.<br />
Siga o caminho da luz e tenha uma boa passagem<br />
Vá com Deus,<br />
Amém.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Prece 2 &#8211; À egrégora de luz que recebe Caroline no plano etéreo</p>
<p>À todos os espíritos de luz que estão me ouvindo rezar:<br />
Hoje vocês recebem uma grande amiga minha, que se junta às suas falanges.<br />
Caroline Piasseschi Bernardin era o nome dela encarnada.<br />
Acolham-a bem e a guie pelos caminhos da nova realidade, a que ela merece.<br />
Aos encarnados, dêem forças para galgar seus caminhos, pois ainda falta muito para eles.<br />
Obrigado a todos que ouviram minha prece,<br />
Amém.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Caroline Piasseschi Bernardin<br />
11/10/2008</p></div>
<div class="tex"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_p1GN7ATQPYo/SM8MCk9xu3I/AAAAAAAAAQA/1MIJ6glPgEU/s320/Luto.JPG" alt="" width="320" height="315" /></div>
<div class="tex">
<h2 class="titulo">O que aprendi com o luto</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">18/10/2008</p>
<div class="tex">Há exatamente sete dias atrás, uma grande amiga minha faleceu subitamente, em paz, sem dor. Estava de bem com o mundo e com a vida. Na flor da idade, foi chamada para se juntar às falanges astrais. Mesmo assim, ela nos ensinou muita coisa valiosa. Caroline foi uma mártir, mas nos ajudou enormemente em nossas questões existenciais.A vida não começa, nem acaba. Ela só troca de máscara.<br />
Vida e morte são apenas passagens de página. A pessoa, quando morre, vira uma página e habita o outro lado da folha. </p>
<p>Alguns dizem que a vida não tem sentido, mas ela não é racional. Ela é harmônica, rítmica, equilibracional, sinfônica, musical. O universo é uma orquestra infinita, e nós somos notas retumbantes no infinito.</p>
<p>Vivemos em espiral. É escolha nossa ir pra cima, pra baixo ou girar no mesmo ponto. Só descendo que se sobe, só subindo que se desce.</p>
<p>No mundo, tem coisas que escolhemos, e coisas que escolhem a gente. cabe ao nosso discernimento aceitar as que escolhem-nos e escolher as que se apresentam.</p>
<p>Por último, ensinou que a vida não é pra ser vivida intensamente ou reclusamente, mas no ritmo que mais gostarmos.</p>
<p>Seja feliz onde estiver, Carolzinha! Estará sempre em nossos corações e em nossa mente, nos ensinando a viver.</p>
<p>Agradecimentos à Carla Dornelles, por ter vivido comigo essas elucubrações transcendentais.</p></div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Segredos do Som... O Som do Cora&ccedil;&atilde;o]]></title>
<link>http://witchbel.wordpress.com/2009/01/02/os-segredos-do-som-o-som-do-corao/</link>
<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 13:46:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Isabel Batista</dc:creator>
<guid>http://witchbel.wordpress.com/2009/01/02/os-segredos-do-som-o-som-do-corao/</guid>
<description><![CDATA[De onde viemos, como o universo começou? A ciência está buscando, explicações para o começo do unive]]></description>
<content:encoded><![CDATA[De onde viemos, como o universo começou? A ciência está buscando, explicações para o começo do unive]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Juego de niños]]></title>
<link>http://daobyed.wordpress.com/2009/05/17/juego-de-ninos/</link>
<pubDate>Sun, 17 May 2009 17:12:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>oliverlaxe</dc:creator>
<guid>http://daobyed.wordpress.com/2009/05/17/juego-de-ninos/</guid>
<description><![CDATA[Juegos de niños, Goya. Se acerca el rodaje y son varias las dudas que nos asaltan. Queremos hacer un]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div align="center"><img src="http://daobyed.wordpress.com/files/2009/09/juegos-de-ninos-2.jpg" alt="juegos de niños 2" title="juegos de niños 2" width="350" height="247" class="alignnone size-full wp-image-477" /><br />Juegos de niños, Goya.</div>
<p>Se acerca el rodaje y son varias las dudas que nos asaltan. Queremos hacer una película necesaria, en el sentido de contemporánea. Pero nos damos cuenta de que ello nos obliga a situarnos en una posición que está más allá de lo que se podría entender como “el buen hacer”, sobre todo en la situación en la que nos encontramos, ante unos niños inestables y con dificultades y miedos de diferente índole. En general el proyecto basculó siempre en esa difícil frontera que comparten Arte y Pedagogía creativa infantil. En muchas ocasiones lo que era bueno en términos artísticos era pobre en términos pedagógicos, y viceversa. Fue siempre difícil encontrar una solución o alternativa; esperamos conseguirlo a través del largometraje.</p>
<p>Valorada la situación, lanzadas unas hipótesis, vamos a confiar en el Arte: seguro que si somos honestos con el Arte seremos justos con la vida. Confiemos también en los chicos, que sabrán entendernos a medida que avance la película y obtengan de esta la información que los haga pasar de objetos a sujetos.</p>
<div align="center"><img src="http://daobyed.wordpress.com/files/2009/09/dealing.png" alt="dealing" title="dealing" width="480" height="384" class="alignnone size-full wp-image-478" /></div>
<p>El punto de vista de la película está muy claro, y eso es quizá lo más complicado. Partimos de la base de que es inevitable que los profesores entremos dentro del plano para hacer nosotros mismos la puesta en escena. Ya hemos constatado que de colocarnos detrás de la cámara esa realidad <em>no carbura</em>. La tenemos que provocar, como decía ese infante canalla que era <a href="http://www.imdb.com/name/nm0430286/">Joaquim Jordà</a>. Ello implica que hay que pelear contra varios peligros, ser elegantes ante ellos. Acecha por un lado el del narcisismo, que solo es excusable si es estructurante, es decir si se comparten problemas entre Narciso y el espectador. Pero -y eso es más peligroso aún- acechan connotaciones cristianas y moralistas en lo relacionado a nuestra labor con estos menores. Nos horroriza la idea de trasmitir la idea de que “hacemos el bien”, de que “ayudamos”. Sería verdadero humanismo paternalista. La imagen de un adulto rodeado de niños, inevitable en este proyecto, nos resulta en ese sentido muy arriesgada.</p>
<div align="center"><img src="http://daobyed.wordpress.com/files/2009/09/imagen-4.jpg" alt="Imagen 4" title="Imagen 4" width="480" height="300" class="alignnone size-full wp-image-479" /><br /><img src="http://daobyed.wordpress.com/files/2009/09/imagen-9.jpg" alt="Imagen 9" title="Imagen 9" width="480" height="300" class="alignnone size-full wp-image-480" /></div>
<p>Toca pues tomar el camino inverso, asumir el papel de los malos y de paso hacer válidas muchas de las reflexiones que sobre el hecho creativo queremos trabajar con la película.</p>
<p>Es inevitable el impulso romántico, principio de toda acción, pero hay que saber ser, repetimos, elegantes. Dos parámetros hacen que un contenido sea trascendente, vertical, es decir necesario, universal: por un lado una lúcida interpretación del momento exacto en el que nos encontramos en el proceso histórico, nuestras necesidades como individuos en el marco de una sociedad; por otro la propia evolución y necesidades del arte. Muchos pueden ser igualmente eficaces, pero solo aquellos que entendemos por necesarios y elegantes perduran en el tiempo. En ese sentido a los artistas de hoy nos toca lidiar con ese peligroso impulso romántico, generado por esa duda cósmica que nos afecta a todos al encarnar esa escisión hombre-naturaleza, sin caer en los ineficaces territorios del cinismo. Encontrar un territorio medio, una region de resistencia que no quede tampoco anclada y reducida  en “el absurdo”, declinación de ese pulso romántico que ya no sirve como respuesta en el 2009. Tenemos que buscar algo más, trascender el nihilismo adolescente. A la exclamación “Qué pequeño soy!” no se le puede contestar con un “¡Pues qué mas da, si es todo absurdo!”. Es como si la mayoría de los artistas se hubiesen quedado encerrados en esa aventura incompleta que representa la adolescencia: no han podido salvar al niño ni se han atrevido tampoco a morir. </p>
<p>Hemos sido todos muy dados a filmar siempre al ser humano atravesando una naturaleza inhóspita, que aplasta la pequeña figura al fondo. Es lo único que vemos hoy en día en el cine, un reflejo de que no se tienen respuestas, ni cuales son siquiera las preguntas. En nuestra película nos proponemos hacer estas imágenes. Los niños atravesarán aquellas naturalezas que consideremos fotogénicas,  pero intentaremos evidenciar un intercambio lúdico entre un lado y otro de la cámara, como una forma de pregunta, a ver si es también el juego la respuesta. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
