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	<title>trechos-de-livros &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "trechos-de-livros"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 15:47:47 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Santa crueldade]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/10/16/santa-crueldade/</link>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:13:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um homem dirigiu-se a um santo, tendo nas mãos uma criança recém-nascida. “Que devo fazer com esta c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Um homem dirigiu-se a um santo, tendo nas mãos uma criança recém-nascida. “Que devo fazer com esta criança?”, perguntou ele, “ela é miserável, deformada e não tem vida bastante para morrer”. “Mate-a”, gritou o santo com voz terrível, “mate-a e segure-a nos braços por três dias e três noites, a fim de criar em si mesmo uma lembrança: – desse modo você não gerará novamente um filho quando não for tempo de fazê-lo”.” – Ouvindo isso, o homem partiu decepcionado; e muitos censuraram o santo por haver aconselhado uma crueldade, pois aconselhara matar a criança. “Mas não é mais cruel deixá-la viver?”, exclamou o santo.</p>
<p>Nietzsche, F. A gaia ciência<br />
Fonte: http://www.eternoretorno.com/2009/08/29/vida-em-queda-livre/</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/10/16/452/</link>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:05:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[No amor abstrato para com a humanidade, não se ama a ninguém, e sim a si próprio. O idiota. Dostoiév]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No amor abstrato para com a humanidade, não se ama a ninguém, e sim a si próprio.</p>
<p>O idiota. Dostoiévski, F.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Noite na Taverna - Contos]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/10/15/noite-na-taverna-contos/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 15:45:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
<guid>http://omiolo.wordpress.com/2009/10/15/noite-na-taverna-contos/</guid>
<description><![CDATA[Foi uma vida insana a minha com aquela mulher! Era um viajar sem fim. Ângela vestira-se de homen:era]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Foi uma vida insana a minha com aquela mulher! Era um viajar sem fim.<br />
Ângela vestira-se de homen:era um famoso mancebo assim.<br />
No demais ela era como todos os moços libertinos que nas mesas de orgia batiam com a taça na taça dela.<br />
Bebia já como uma inglesa, fumava como uma sultana, montava a cavalo como um árabe e atirava as armas como um espanhol.<br />
Quando o vapor dos licores me ardia a fronte, ela me repousava em seus joelhos, tomava um bandolim e me cantava as modas de sua terra&#8230;<br />
Nossos dias eram lançados ao sono como pérolas ao amor:nossas noites sim eram belas!</p>
<p>Álvares de Azevedo</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Luneta Âmbar]]></title>
<link>http://vverde.wordpress.com/2009/10/14/a-luneta-ambar/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 11:42:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juliana</dc:creator>
<guid>http://vverde.wordpress.com/2009/10/14/a-luneta-ambar/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Ele nunca teria desistido, embora aquilo fosse desanimador; o crucifixo pendurado no cordão e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Ele nunca teria desistido, embora aquilo fosse desanimador; o crucifixo pendurado no cordão em volta de seu pescoço e o rifle às suas costas eram símbolos gêmeos de sua absoluta determinação de completar a tarefa.&#8221; </p>
<p>A Luneta Âmbar, 3º livro da trilogia Bússola de Ouro<br />
Philip Pullman p. 279</p>
<p><img src="http://vverde.wordpress.com/files/2009/10/pullman_philip_luneta1.jpg?w=105" alt="pullman_philip_luneta" title="pullman_philip_luneta" width="105" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-163" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O equilibrista]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/10/05/o-equilibrista/</link>
<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 20:42:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tocávamos clarinete na corda bamba subíamos às altas torres do Egito passeávamos de pára-quedas no s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tocávamos clarinete na corda bamba<br />
subíamos às altas torres do Egito<br />
passeávamos de pára-quedas<br />
no sol sem fim dos dias de fogo<br />
subíamos à capota do avião<br />
por cima das nuvens<br />
recitávamos poemas à lua<br />
tocando nela.<br />
Andávamos nos parapeitos dos edifícios<br />
de um pé só na balaustrada dos abismos<br />
não caíamos dos fios metálicos do circo<br />
andando de cabeça para baixo<br />
nem do alto da torre Eiffel correndo sonâmbulo.</p>
<p>Só na vida é que não nos equilibrávamos.</p>
<p>Sobre o(a) autor(a):<br />
Poeta, jornalista, advogado, nasceu no Recife.<br />
Redator do Jornal do Comércio do Recife. Publicou, entre outros, o livro de poemas &#8220;A máquina de Orfeu&#8221; e &#8220;O pássaro narciso&#8221;. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Noite na Taverna]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/09/21/noite-na-taverna/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:56:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
<guid>http://omiolo.wordpress.com/2009/09/21/noite-na-taverna/</guid>
<description><![CDATA[Um dia ela partiu: partiu, mas deixou-me os lábios ainda queimados dos seus e o coração cheio do ger]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Um dia ela partiu: partiu, mas deixou-me os lábios ainda queimados dos seus e o coração cheio do germe que ela aí lançara.<br />
Partiu; mas sua lembrança ficou como o fantasma de um mau anjo perto do meu leito.</p>
<p>Álvares de Azevedo</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma palavrinha sobre os escrivinhadores de poemas rápidos e modernos]]></title>
<link>http://vverde.wordpress.com/2009/09/19/uma-palavrinha-sobre-os-escrivinhadores-de-poemas-rapidos-e-modernos/</link>
<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 01:33:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juliana</dc:creator>
<guid>http://vverde.wordpress.com/2009/09/19/uma-palavrinha-sobre-os-escrivinhadores-de-poemas-rapidos-e-modernos/</guid>
<description><![CDATA[é muito fácil parecer moderno enquanto se é na realidade o maior idiota jamais nascido, eu sei: eu j]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>é muito fácil parecer moderno<br />
enquanto se é na realidade o maior idiota jamais nascido,<br />
eu sei: eu joguei fora um material horrível<br />
mas não tão horrível como o que leio nas revistas;<br />
eu tenho uma honestidade interior nascida de putas e hospitais<br />
que não me deixará fingir que sou<br />
uma coisa que não sou -<br />
o que seria um duplo fracasso: o fracasso de uma pessoa<br />
na poesia<br />
e o fracasso de uma pessoa<br />
na vida.<br />
e quando você falha na poesia<br />
você erra a vida,<br />
e quando você falha na vida<br />
você nunca nasceu<br />
não importa o que digam as estatísticas<br />
nem qual o nome que sua mãe lhe deu.<br />
as arquibancadas estão cheias de mortos<br />
aclamando um vencedor<br />
esperando um número que os carregue de volta<br />
para a vida,<br />
mas não é tão fácil assim -<br />
tal como no poema<br />
se você está morto<br />
você podia também ser enterrado<br />
e jogar fora a máquina de escrever<br />
e parar de se enganar com<br />
poemas  cavalos  mulheres  a vida:<img src="http://vverde.wordpress.com/files/2009/09/bukowski_25poemas.jpg" alt="bukowski_25poemas" title="bukowski_25poemas" width="119" height="180" class="alignright size-full wp-image-154" /><br />
você está entulhando<br />
a saída -<br />
portanto saia logo<br />
e desista das<br />
poucas preciosas<br />
páginas.</p>
<p>Charles Bukowski</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRISTO FAZENDO MORADA EM NÓS]]></title>
<link>http://mesarica.wordpress.com/2009/08/21/cristo-fazendo-morada-em-nos/</link>
<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 02:54:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Spoladore</dc:creator>
<guid>http://mesarica.wordpress.com/2009/08/21/cristo-fazendo-morada-em-nos/</guid>
<description><![CDATA[Amém, meus queridos! O Senhor é maravilhoso, e é tão bom poder desfrutar Dele por meio da Palavra a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Amém, meus queridos! O Senhor é maravilhoso, e é tão bom poder desfrutar Dele por meio da Palavra a ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Participação de Todos na Edificação]]></title>
<link>http://mesarica.wordpress.com/2009/08/21/a-participacao-de-todos-na-edificacao/</link>
<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 00:32:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Spoladore</dc:creator>
<guid>http://mesarica.wordpress.com/2009/08/21/a-participacao-de-todos-na-edificacao/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;A quem Neemias chamou para fazer a obra de reedificação dos muros? Não vemos aqui nenhum pedr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;A quem Neemias chamou para fazer a obra de reedificação dos muros? Não vemos aqui nenhum pedr]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agradar e Servir a Deus por Amor]]></title>
<link>http://mesarica.wordpress.com/2009/08/08/agradar-e-servir-a-deus-por-amor/</link>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 18:36:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Spoladore</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje eu queria compartilhar com vocês alguns trechinhos do livro Juízes &#8211; A Salvação de uma So]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Hoje eu queria compartilhar com vocês alguns trechinhos do livro Juízes &#8211; A Salvação de uma So]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Final de férias...]]></title>
<link>http://mesarica.wordpress.com/2009/07/25/final-de-ferias/</link>
<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 20:53:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Spoladore</dc:creator>
<guid>http://mesarica.wordpress.com/2009/07/25/final-de-ferias/</guid>
<description><![CDATA[Final das férias&#8230; mas ainda dá tempo de sugerir algumas leituras para cabeceira, mochila, fila]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Final das férias&#8230; mas ainda dá tempo de sugerir algumas leituras para cabeceira, mochila, fila]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dia do Amigo]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/07/24/dia-do-amigo/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 13:48:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
<guid>http://omiolo.wordpress.com/2009/07/24/dia-do-amigo/</guid>
<description><![CDATA[Loucos e Santos Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Loucos e Santos</p>
<p>Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.<br />
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.<br />
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.<br />
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.<br />
Deles não quero resposta, quero meu avesso.<br />
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.<br />
Para isso, só sendo louco.<br />
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.<br />
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.<br />
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.<br />
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.<br />
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.<br />
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.<br />
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.<br />
Não quero amigos adultos nem chatos.<br />
Quero-os metade infância e outra metade velhice!<br />
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.<br />
Tenho amigos para saber quem eu sou.<br />
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que &#8220;normalidade&#8221; é uma ilusão imbecil e estéril.<br />
Oscar Wilde</p>
<p>Poema do amigo aprendiz</p>
<p>Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.<br />
Nem tão longe e nem tão perto.<br />
Na medida mais precisa que eu puder.<br />
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,<br />
Da maneira mais discreta que eu souber.<br />
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.<br />
Sem forçar tua vontade.<br />
Sem falar, quando for hora de calar.<br />
E sem calar, quando for hora de falar.<br />
Nem ausente, nem presente por demais.<br />
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.<br />
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!<br />
E por isso eu te suplico paciência.<br />
Vou encher este teu rosto de lembranças,<br />
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias&#8230;<br />
Fernando Pessoa</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Yoga]]></title>
<link>http://faithreligion.wordpress.com/2009/04/19/yoga/</link>
<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:47:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>mhexer</dc:creator>
<guid>http://faithreligion.wordpress.com/2009/04/19/yoga/</guid>
<description><![CDATA[Yoga, em sânscrito, pode ser traduzido como &#8220;união&#8221;. A origem da palavra é o radical yuj]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Yoga</em>, em sânscrito, pode ser traduzido como &#8220;união&#8221;. A origem da palavra é o radical <em>yuj</em>, que significa &#8220;pôr cangalha em&#8221;, dedicar-se a uma tarefa com a disciplina de um boi. E a tarefa do ioga é encontrar união &#8211; entre mente e corpo, entre o indivíduo e o seu Deus, entre nossos pensamentos e a origem de nossos pensamentos, entre professor e aluno e até mesmo entre nós e nossos semelhantes às vezes tão pouco flexíveis.<br />
<em>Elizabeth Gilbert &#8211; Comer, Rezar e Amar &#8211; 2008, pg.129</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[002 [...]]]></title>
<link>http://docilitate.wordpress.com/2009/04/14/002/</link>
<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 22:40:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>docilda</dc:creator>
<guid>http://docilitate.wordpress.com/2009/04/14/002/</guid>
<description><![CDATA[A miúda tem três anos. Nas férias vai às vezes com o pai para o Laboratório do Museu. No Museu há um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><span style="color:#333399;"><span style="color:#000000;">A miúda tem três anos.<br />
Nas férias vai às vezes com o pai para o Laboratório do Museu.<br />
No Museu há um armário que tem 178 gavetas.<br />
Cento e setenta e seis gavetas estão vazias.<br />
A miúda abre uma gaveta que tem dentro um frasco de vidro .<br />
Dentro do frasco, um pó e uma esponja de algodão.<br />
A miúda abre o frasco, tira a esponja de algodão, mergulha-a no pó e começa a espalhar o pó pelo rosto.<br />
As miúdas de três anos têm cérebros incrivelmente femininos.<br />
O frasco tem um rótulo. Uma data: 1953.<br />
E por cima, em desbotadas letras de cursivo, o nome do pó:</span><br />
</span><span style="color:#333399;">Anidrido Arsenioso.</span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-486" title="boneca" src="http://docilitate.wordpress.com/files/2009/04/boneca16.jpg" alt="boneca" width="400" height="600" /></span></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[001 [...]]]></title>
<link>http://docilitate.wordpress.com/2009/04/12/001/</link>
<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 21:46:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>docilda</dc:creator>
<guid>http://docilitate.wordpress.com/2009/04/12/001/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O mau humor não é como a culpa: Não gosta de morrer sozinho!!!&#8221; Livro, O prazer de Mata]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-480" title="mau-humor" src="http://docilitate.wordpress.com/files/2009/04/mau-humor.jpg" alt="mau-humor" width="320" height="225" /></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;O mau humor não é como a culpa: Não gosta de morrer sozinho!!!&#8221;</p>
<p style="text-align:center;">Livro, <span style="color:#ff0000;">O prazer de Matar &#8211; Tami Hoag</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Madame Bovary]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2009/03/28/madame-bovary/</link>
<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 12:30:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
<guid>http://omiolo.wordpress.com/2009/03/28/madame-bovary/</guid>
<description><![CDATA[_ Ora, lá vem os deveres! _ disse Rodolfo. _ Estou farto dessa palavra! Um bando de velhos *papalvos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>_ Ora, lá vem os deveres! _ disse Rodolfo. _ Estou farto dessa palavra! Um bando de velhos *papalvos, de colete de flanela, e beatas de aquecedor nos pés e rosário nas mãos, cantando eternamente ao nosso ouvido: o dever! o dever! Ora!<br />
O dever é sentir o que é grande, querer o que é belo, e não aceitar todas as convenções da sociedade, com as ignomínias que ela nos impõe.<br />
_ No entanto&#8230;.no entanto&#8230;- objetvou a Sra. Bovary.<br />
- Não! Por que bradar contra as paixões? Não são há única coisa bela que há na terra, a origem do heroísmo, do entusiasmo, da poesia, da música, das artes, enfim?<br />
- Mas sempre é preciso seguir um pouco a opinião do mundo e observar sua moral.<br />
- Muito bem _ volveu ele_:- Mas é que há duas no mundo.<br />
A pequena, a convencional, a dos homens, a que varia incessantemente, a que brada com força, agitando-se cá embaixo, terra-a-terra, como essa reunião de imbecis que a Senhora vê. A outra, porém, a eterna, essa rodeia tudo e está acima de tudo, como a paisagem que nos circunda e o céu azul que nos ilumina.<br />
Essa conjuração da sociedade não a revolta? Há apenas um sentimento que ela condena? Os impulsos mais nobres, as simpatias mais puras são perseguidos, caluniados e, se duas pobres almas se encontram, enfim, tudo se organiza para que elas não possam unir-se. Tentam, porém, batem asas; chamam-se uma à outra! Oh! Não importa! Cedo ou tarde, daqui seis meses ou dez anos, elas se reunirão, elas se amarão, porque a fatalidade o exige, porque nasceram uma para outra.</p>
<p>Trecho do Livro &#8220;Madame Bovary&#8221; de Gustave Flaubert&#8230;1857&#8230;..</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em que dialeto, meu Deus?]]></title>
<link>http://mmeka.wordpress.com/2009/03/28/trechinho-de-um-romance/</link>
<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 03:57:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kátia Borges</dc:creator>
<guid>http://mmeka.wordpress.com/2009/03/28/trechinho-de-um-romance/</guid>
<description><![CDATA[Não havia outra razão para que ela estivesse ali, esquadrinhando meu rosto em busca de diferenças. E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" title="sem-titulo" src="http://mmeka.wordpress.com/files/2009/03/sem-titulo.jpg" alt="sem-titulo" width="145" height="224" /></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Não havia outra razão para que ela estivesse ali, esquadrinhando meu rosto em busca de diferenças. Eu, sim, olhava para ela com espanto. Era pequena, morena e estava grávida de um homem que acabara de morrer. Pequena flor, como no conto de Clarice Lispector. E tão perto do meu coração selvagem que tudo em volta se transformou nas profundezas da África Equatorial. Teria por ela a ternura do explorador francês: &#8220;porque esmeralda nenhuma é tão rara&#8221;. Coração aos pulos, logo me vi ajeitando as almofadas para que pudesse sentar com algum conforto em meu sofá de 1963. Teríamos a primeira conversa. Mas em que dialeto, meu Deus? Ela cruzou as pernas, descruzou os braços, um livro surgiu de dentro deles: &#8220;1933 foi um ano ruim&#8221;, o último de Fante. Sabia que Arturo Bandini é Dominic Molise? Ela já havia lido “Pergunte ao Pó” e sorriu. </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sabedoria de Saramago em conta-gotas]]></title>
<link>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/03/02/sabedoria-de-saramago-em-conta-gotas/</link>
<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 03:38:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Telma e Karina</dc:creator>
<guid>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/03/02/sabedoria-de-saramago-em-conta-gotas/</guid>
<description><![CDATA[  Escritor de livros famosos como o pungente Ensaio sobre a Cegueira (1995) &#8211; recentemente tra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p>Escritor de livros famosos como o pungente Ensaio sobre a Cegueira (1995) &#8211; recentemente transformado em filme &#8211; José Saramago nasceu em 1922 na aldeia de Azinhaga, localizada na região sul de Portugal.</p>
<p>Saramago realizou os estudos secundários em Lisboa e não pôde terminá-los em razão de dificuldades financeiras. Autodidata, seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico, mas  exerceu muitas outras profissões tais como desenhista, funcionário público, jornalista, tradutor e editor.</p>
<p>Seu primeiro livro &#8211; Terra do Pecado &#8211; foi publicado em 1947. Durante 12 anos trabalhou em uma editora onde exerceu o cargo de diretor literário e de produção. Concomitantemente colaborava como crítico literário na revista &#8220;Seara Nova&#8221;. De 1972 a 1973 fez parte da redação do jornal &#8220;Diário de Lisboa.&#8221; Já em 1975 tormou-se diretor-adjunto do jornal &#8220;Diário de Notícias.&#8221;</p>
<p>O autor só ganhou notoriedade após a publicação do livro &#8220;Levantado do Chão&#8221;, em 1980. Em 1982, publicou o grande romance &#8220;Memorial do Convento&#8221;, que só confirmou o seu êxito na literatura.</p>
<p>Em 1991 publicou o polêmico livro &#8220;O Evangelho segundo Jesus Cristo&#8221;, que foi censurado em Portugal. A partir de então, Saramago exilou-se nas Ilhas Canárias (Espanha), local onde vive até hoje com sua esposa Pilar.  </p>
<p>José Saramago foi o primeiro (e único) autor da língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998.</p>
<p>Um dos mais brilhantes escritores da literatura  contemporânea, Saramago tem um modo pessimista de encarar o mundo em seus livros. A ironia, o debate de questões universais, o ateísmo marcante, a constante mistura entre fantasia e realidade e, finalmente, o estilo inovador no uso da linguagem e na construção das narrativas, são suas principais características.</p>
<p>No auge de seus 86 anos de idade, José Saramago continua nos presenteando com suas obras instigantes. Seu livro mais recente é  &#8220;A viagem do elefante.&#8221;</p>
<p>Quem ainda não leu nada deste maravilhoso escritor português não deve perder tempo! Abaixo frases extraídas de alguns livros do autor para ilustrar o quanto é incrível a sua obra:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-767" title="1153288_human_being_and_universe____" src="http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/files/2009/03/1153288_human_being_and_universe____.jpg" alt="1153288_human_being_and_universe____" width="218" height="300" /></p>
<p><strong>&#8220;Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara&#8221;. (Ensaio sobre a Cegueira)</strong></p>
<p><strong>&#8221; (&#8230;) havia uma jarra de vidro com flores já secas, a água<br />
evaporara-se, foi para lá que as mãos cegas se dirigiram, os dedos roçaram as pétalas mortas, como a vida é frágil, se a abandonam.&#8221; (Ensaio sobre a Cegueira)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230;) nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe&#8221;.</strong></p>
<p><strong>&#8220;Quantas vezes, para mudar a vida, precisamos da vida inteira, pensamos tanto, tomamos balanço e hesitamos, depois voltamos ao princípio, tornamos a pensar e a pensar, deslocamo-nos nas calhas do tempo com um movimento circular, como os espojinhos que atravessam o campo levantando poeira, folhas secas, insignificâncias, que para mais não lhes chegam as forças, bem melhor seria vivermos em terras de tufões. Outras vezes uma palavra é quanto basta&#8221;. (Jangada de Pedra)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230;) as velhas fotografias enganam muito, dão-nos a ilusão de que estamos vivos nelas, e não é certo, a pessoa para quem estamos a olhar já não existe, e ela, se pudesse ver-nos, não se reconheceria em nós.&#8221; (Todos os nomes)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230;) somos uma pequena e trémula chama que a cada instante ameaça apagar-se, e acima de tudo temos medo.&#8221; (Ensaio sobre a lucidez)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar&#8221;. (Ensaio sobre a Cegueira)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230;) hoje é o dia de ver, não o de olhar, que esse pouco é o que fazem os que, olhos tendo, são outra qualidade de cegos.&#8221; (Ensaio sobre a Cegueira)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Porque ainda está para nascer o primeiro homem desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, muito mais dura que a primeira, que a tudo sangra.&#8221; (Ensaio sobre a Cegueira)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O mundo de cada um está nos olhos que tem&#8221;. (Memorial do Convento)</strong></p>
<p><strong>&#8220;(&#8230; ) com a tripa em sossego qualquer um tem ideias, discutir, por exemplo, se existe uma relação direta entre os olhos e os sentimentos, ou se o sentido da responsabilidade é a consequência natural de uma boa visão, mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.&#8221;</strong></p>
<p><strong> &#8221;Não sou pessimista, o mundo que é péssimo.&#8221; (em entrevista a jornal)</strong></p>
<p><strong>&#8220;O Bem e o Mal não existem em si mesmos,cada um deles é somente a ausência do outro&#8221;. (O Evangelho segundo Jesus Cristo)</strong></p>
<p><strong> &#8221;As palavras proferidas pelo coração não têm língua que as articule. Retém-nas um nó na garganta e só nos olhos é que se pode ler.&#8221;</strong></p>
<p><strong> &#8221;A pele é tudo quanto queremos que os outros vejam de nós, por baixo dela nem nós próprios conseguimos saber quem somos.&#8221; (Todos os nomes)</strong></p>
<p><strong>&#8220;Gostar é a melhor forma de ter, e ter é, talvez, a pior forma de gostar&#8221;.  </strong></p>
<p><strong> &#8221;(&#8230;) e Jesus amou Maria de Magdala.&#8221; (O Evangelho segundo Jesus Cristo)</strong></p>
<p><strong> &#8221;A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem&#8221;. (As Intermitências da Morte)</strong></p>
<p>Os trechos acima são apenas uma amostra da magnitude de José Saramago. Ler seus livros abre horizontes.</p>
<p>Karina</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[A santa paciência dos professores]]></title>
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<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 14:48:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juliana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Isso é tudo que eu queria dizer sobre o dever dos historiadores. Porém, antes de terminar, quero lem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-102" title="hobsbawm_eric" src="http://vverde.wordpress.com/files/2009/01/hobsbawm_eric.jpg?w=69" alt="hobsbawm_eric" width="69" height="96" />Isso é tudo que eu queria dizer sobre o dever dos historiadores. Porém, antes de terminar, quero lembrar, mais uma coisa. Como estudantes desta universidade, vocês são pessoas privilegiadas. As perspectivas são as de que, como bacharéis de um instituto conhecido e prestigiado, irão obter, se assim escolherem, uma ótima condição na sociedade, carreiras melhores e ganhos maiores que os de outras pessoas, embora não tanto quanto os de prósperos homens de negócios. O que eu quero lembrar a vocês é algo que me disseram quando comecei a lecionar em uma universidade. &#8220;As pessoas em função das quais você está lá&#8221;,  disse meu próprio professor, &#8220;não são estudantes brilhantes como você. São estudantes comuns com opiniões maçantes, que obtém graus medíocres na faixa inferior das notas baixas, e cujas respostas nos exames são quase iguais. Os que obtém as melhores notas cuidarão de si mesmos, ainda que seja para eles que você gostará de lecionar. Os outros são os únicos que precisam de você.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">HOBSBAWM, Eric. <em>Sobre História</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 21</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2008/12/14/379/</link>
<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 23:47:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[“[...] Enquadrar-se, viver como vive o ‘homem comum’, achar correto e bom o que ele acha correto: is]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-style:italic;">“[...] Enquadrar-se, viver como vive o ‘homem comum’, achar correto e bom o que ele acha correto: isso é a submissão ao instinto de rebanho. Há que se levar sua coragem e o seu rigor longe o bastante para sentir como uma vergonha tal submissão. [...]” </span></p>
<p><span style="font-style:italic;">NIETZSCHE, F. </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2008/11/21/369/</link>
<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 16:34:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Enquanto houver uns olhos que reflectem outros olhos que os fitam, enquanto a boca responda a suspir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Enquanto houver uns olhos que reflectem<br />
outros olhos que os fitam,<br />
enquanto a boca responda a suspirar<br />
aos lábios que suspiram,<br />
enquanto sentir-se possam ao beijar-se<br />
duas almas confundidas,<br />
enquanto exista uma mulher formosa,<br />
haverá poesia! </p>
<p>Gustavo Adolfo Bécquer </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A insustentável leveza do ser]]></title>
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<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 12:55:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Nesse mundo tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, portanto, cinicamente permitido.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Nesse mundo tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, portanto, cinicamente permitido.&#8221;</p>
<p>Milan Kundera</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trecho do livro Quando Nietzsche Chorou]]></title>
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<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 23:23:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;&#8230;lamentar a fraqueza do espírito humano &#8211; esse frágil espectro incapaz de sobrevi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;&#8230;lamentar a fraqueza do espírito humano &#8211; esse frágil espectro incapaz de sobreviver sem a ilusão, sem o encantamento, sem esperanças impossíveis ou mentiras vitais.&#8221;</p>
<p>Dr. Irvin Yalom</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A Casa dos Budas Ditosos]]></title>
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<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 19:12:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[- Abra as pernas para mim. Eu abri, ele curvou meus joelhos para cima, afastou minhas coxas ainda ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>- Abra as pernas para mim.<br />
Eu abri, ele curvou meus joelhos para cima, afastou minhas coxas ainda mais &#8211; ai, que momento lindo! -, encostou a glande bem no lugar certo, agarrou meus ombros com os braços em gancho pelas minhas costas, abriu a boca para me beijar com a língua enroscada na minha e, num movimento único e poderoso, se enfiou em mim. Senti uma dor fina e quase um estalo, cheguei a querer deslizar de costas pelo colchão acima, mas ele somente enfiou-se em mim até o cabo e ficou lá dentro parado, me segurando forte, para só então terminar o beijo, erguer o tronco e começar a me foder, olhando para a minha cara. E então, com a expressão de homem mais bonita que já vi na minha vida e exalando um cheiro para sempre irreproduzível, gozou muito fundo dentro de mim e eu senti, senti mesmo, aquele jato me inundar gloriosamente aos borbotões, aquela pica grossa e macia pulsando ereta dentro de mim, ai! Eu não gozei, mas só tecnicamente, porque de outra forma gozei muito naquele momento, não posso descrever minha felicidade, minha profusão de sentimentos, me sentir mulher, me sentir fodida, me orgulhar de ter sido esporrada em meio a meu sangue, sem fricotes, como uma verdadeira fêmea deve ser inaugurada por um verdadeiro macho.</p>
<p>A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://omiolo.wordpress.com/2008/10/12/323/</link>
<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 01:49:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>omiolo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ &#8220;Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.  Que tem que ser vivido até a ú]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><span style="font-size:11pt;color:#003300;font-family:'Lucida Handwriting';"> </span><span style="font-size:11pt;color:#003300;font-family:'Lucida Handwriting';"><strong><span style="font-size:11pt;color:#003300;font-family:'Lucida Handwriting';">&#8220;Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. <br />
Que tem que ser vivido até a última gota. <br />
Sem nenhum medo. Não mata.&#8221;</span></strong><font face="'Lucida Handwriting'" color="#003300"></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:11pt;color:#003300;font-family:'Lucida Handwriting';">Clarice Lispector</span> </p>
<p> </p>
<p></font></span></div>
</div>]]></content:encoded>
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